A importância da reciprocidade.

Não é que parece óbvio, de fato é.
Só que mesmo as coisas óbvias a gente tem deixado meio de lado.

Criar uma relação com alguém requer disposição – e talvez por isso seja tão gostoso também. Porque é gostoso gostar. Só que, talvez, melhor que gostar seja saber que gostam da gente. E aí inventaram uma palavra que ajuda a introduzir essa ideia: reciprocidade.

Essa palavra define a consciência que devemos ter nas relações afetivas que construímos. É bom demais nos dedicarmos a alguém, mas é fundamental estarmos convencidos que este alguém se dedica pela gente também. De novo, parece óbvio falar disso e talvez seja, mas parece também que a gente perdeu a mão até do que é óbvio nessa vida.

É preciso ter atitude. Você precisa fazer sua parte, falar seus sentimenros e/ou demonstrar em gestos tudo o que você sente pela pessoa. Você precisa refletir se talvez seja aquela pessoa da relação que só recebe atenção mas não retribui.

É preciso mudar. Você precisa pensar um pouco e entender se não é a única pessoa que se dedica na sua relação; se não é apenas você quem dedica tempo e sentimento, se não é apenas você quem fala e age sem nunca sentir que nada parecido acontece da outra parte.

Reciprocidade é uma das chaves sobre o segredo de uma relação. É impensável manter uma história em que esse sentimento não seja mutuamente compartilhado.

Agora, se você não tem tido muita paciência para fazer ou falar alguma coisa para a pessoa que está com você, vai ver você não esteja no momento de ficar com nenhuma pessoa. E tudo bem.

A reciprocidade une corações. É ela que preenche os dias com alegria, ela que faz a gente planejar fins de semana e viagens, ela que faz a gente querer presentear, ela que traz a pessoa para a cabeça quando alguma coisa legal acontece com a gente. A reciprocidade não tem o encanto verbal de um “eu amo você” ou “estou com saudades”, mas ela tem uma importância igual ou até maior.

Reciprocidade é um pilar de sustentação de uma história; é o combustível de um futuro bom. Ninguém precisa sair correndo para tomar iniciativas, mas todo mundo pode pensar com mais carinho no próprio papel na história em que vive e ver se chega a conclusão de que da para fazer mais, falar mais, dividir mais da energia e dos bons sentimentos.

A paz das noites de sono tranquilo também está na importância que você dá para a história em que vive e em como convence alguém sobre isso. Não é sobre a forma, não tem jeito certo de fazer, só devemos fazer – se é uma relação boa e inspiradora o que queremos ter.

 

por Márcio Rodrigues.
@marciorodriguees
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