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Ficar feliz por outras pessoas

A felicidade é um desejo de todos nós.
A gente acorda todos os dias pensando se estamos mais perto da felicidade que desejamos. A gente faz planos, a gente trabalha, a gente economiza – ou não -, a gente corre atrás, a gente faz um monte de coisa e fazemos todas essas coisas com o objetivo de sentir um pouco da felicidade que nos preencherá o peito.

E faz sentido. Sempre seremos assim.
Mas existe um atalho que nos aproxima dessa felicidade, que é: ficar feliz pelas outras pessoas. Saber compartilhar do momento bom que alguma pessoa que gostamos está passando e, com isso, aumentar ainda mais desse sentimento.

Afundados na nossa própria vida, a gente esquece de celebrar a vida de quem amamos. E a gente não tem exatamente culpa – a gente só esquece no meio de tanta correria. Mas a grande sacada da vida é justamente a atenção que a gente dá para as coisas que parecem menos importar. O peso que a felicidade de alguém tem na nossa vida contribui para que possamos viver mais de uma vida feliz. Uma coisa atrai a outra.

A gente pode ser mais feliz pelas pessoas. A gente pode aprender a prestar mais atenção e celebrar mais uma alegria que não é nossa. Isso é sobre como a gente demonstra um sentimento bom quando alguém nos conta uma notícia boa; isso é sobre o quanto a gente diz palavras boas para alguém que está nitidamente vivendo um momento bom.

Alegria se multiplica. Ficar feliz pelas outras pessoas faz do nosso coração melhor. Ficar feliz pelas outras pessoas faz dos nossos dias mais leves. Ficar feliz pelas outras pessoas é o caminho mais perto pra gente ficar feliz com a nossa vida também. A lógica é a seguinte: você pode até achar que não existe um motivo tão grande para se sentir feliz, mas perceba se diferente de você alguém que você gosta está vivendo algo do tipo. Perceba e tente compartilhar disso. Perceba e tente celebrar essa felicidade. Perceba e se coloque a disposição para comemorar, para deixar maior, para contagiar o clima com esse sentimento. É isso: você estará preenchendo os seus dias com novos motivos de alegria, ainda que não sejam seus.

E a felicidade é uma soma de alegrias.

Entre tanto sentimento ruim que existe por aí e tantos motivos que a gente tem para reclamar da vida, por quê a gente não tenta ver mais a parte boa do que a ruim das coisas? Especialmente se for sobre as pessoas que gostamos?

É sobre isso. Quando foi a última vez que você ficou realmente feliz pela felicidade de alguém?

por Márcio Rodrigues.
umtravesseiroparadois@gmail.com
@marciorodriguees

Conta que você gosta

A gente parece esquecer, mas a verdade é que contar que a gente gosta é transformador.

Eu entendo os motivos, entendo, por exemplo, que o passado atrapalha porque a gente contou outras vezes e a resposta não foi a que a gente esperava, mas eu acho que é exatamente aí onde mora o problema: na velha espera para que as coisas aconteçam de um jeito que a gente vai gostar.

As coisas só acontecem.

Mas contar que a gente gosta sempre vai ser bom. Contar que você gosta sempre vai ser correto. Deixar aquela pessoa saber das coisas que você sente sempre vai ser uma boa escolha.

É triste demais guardar dentro da gente um sentimento bom por alguém. O nosso “gostar” é só nosso, é sobre a gente, não sobre a forma que alguém vai reagir.

O problema – e eu entendo – é que até falar uma coisa boa para alguém pode ser algo ruim. As pessoas se assustam com bons sentimentos. O mundo anda tão louco que todo mundo anda despreparado para ouvir palavras boas. A gente se perdeu e isso uma é uma pena. Repetimos por aí que não sabemos reagir a elogios e isso é uma das verdades mais loucas que existem, afinal, reagir a uma coisa boa deveria ser natural pra gente, mas temos ouvido tão pouco que esquecemos o que fazer ao receber uma palavra bonita ou algum tipo de declaração.

O despreparo em saber reagir a um sentimento bom demonstra o quanto a gente esqueceu como é ser feliz.

Mas isso não pode nos evitar de deixar de dizer coisas boas que sentimos pelas pessoas. A gente tem na mão a força transformadora de revitalizar dias e transformar a vidas com poucas palavras. E, de novo, não é sobre como a pessoa vai reagir, mas sim, sobre tudo o que você guardou em si para aquela pessoa.

Conta que você gosta. Não seja mais uma pessoa a esconder em si o que deve ser de conhecimento de alguém.

Conta. Se não der pessoalmente, pega seu celular, abre a conversa e escreva o que sente. Deixa a pessoa saber disso. Deixa ela só saber que você a vê de um jeito diferente; um jeito bom e um jeito seu. Deixa ela saber. Essa pessoa precisa saber.

Conta que você gosta. Conta como começou a crescer e como isso te faz bem. Conta sobre como foi algo que você não podia escolher, você só passou a sentir. Mas, por favor, não deixa de contar.

Conta e depois durma na paz de um sentimento que não deveria morar apenas em você.
Conta e depois respire fundo para confirmar para si o quanto fez a escolha certa.
Conta e depois me conta como foi.
Não quero saber o que a pessoa disse, quero saber como você se sentiu.

Fica bem.

por Márcio Rodrigues.
umtravesseiroparadois@gmail.com
@marciorodriguees

 

 

A importância da reciprocidade

A importância da reciprocidade.

Não é que parece óbvio, de fato é.
Só que mesmo as coisas óbvias a gente tem deixado meio de lado.

Criar uma relação com alguém requer disposição – e talvez por isso seja tão gostoso também. Porque é gostoso gostar. Só que, talvez, melhor que gostar seja saber que gostam da gente. E aí inventaram uma palavra que ajuda a introduzir essa ideia: reciprocidade.

Essa palavra define a consciência que devemos ter nas relações afetivas que construímos. É bom demais nos dedicarmos a alguém, mas é fundamental estarmos convencidos que este alguém se dedica pela gente também. De novo, parece óbvio falar disso e talvez seja, mas parece também que a gente perdeu a mão até do que é óbvio nessa vida.

É preciso ter atitude. Você precisa fazer sua parte, falar seus sentimenros e/ou demonstrar em gestos tudo o que você sente pela pessoa. Você precisa refletir se talvez seja aquela pessoa da relação que só recebe atenção mas não retribui.

É preciso mudar. Você precisa pensar um pouco e entender se não é a única pessoa que se dedica na sua relação; se não é apenas você quem dedica tempo e sentimento, se não é apenas você quem fala e age sem nunca sentir que nada parecido acontece da outra parte.

Reciprocidade é uma das chaves sobre o segredo de uma relação. É impensável manter uma história em que esse sentimento não seja mutuamente compartilhado.

Agora, se você não tem tido muita paciência para fazer ou falar alguma coisa para a pessoa que está com você, vai ver você não esteja no momento de ficar com nenhuma pessoa. E tudo bem.

A reciprocidade une corações. É ela que preenche os dias com alegria, ela que faz a gente planejar fins de semana e viagens, ela que faz a gente querer presentear, ela que traz a pessoa para a cabeça quando alguma coisa legal acontece com a gente. A reciprocidade não tem o encanto verbal de um “eu amo você” ou “estou com saudades”, mas ela tem uma importância igual ou até maior.

Reciprocidade é um pilar de sustentação de uma história; é o combustível de um futuro bom. Ninguém precisa sair correndo para tomar iniciativas, mas todo mundo pode pensar com mais carinho no próprio papel na história em que vive e ver se chega a conclusão de que da para fazer mais, falar mais, dividir mais da energia e dos bons sentimentos.

A paz das noites de sono tranquilo também está na importância que você dá para a história em que vive e em como convence alguém sobre isso. Não é sobre a forma, não tem jeito certo de fazer, só devemos fazer – se é uma relação boa e inspiradora o que queremos ter.

 

por Márcio Rodrigues.
@marciorodriguees
umtravesseiroparadois@gmail.com

Quando você vai chegar?

Quando você vai chegar para me mostrar que eu errava ao acreditar que todas as pessoas são iguais? Quando você vai chegar para me mostrar que, por mais recorrente que seja, é perigoso generalizar? Quando você vai chegar para me mostrar que eu também consigo viver as partes boas além das ruins?

As minhas experiências antigas não me empolgam pelas novas. Conheço pessoas e, sem querer, investigo defeitos que fazem eu me afastar – e eu odeio isso em mim. O medo de sofrer está tirando pessoas muito legais da minha vida. Eu estou tirando pessoas muito legais da minha vida!

Por isso gostaria de saber quando você vai chegar. É pra eu saber que eu posso continuar sendo quem eu sou; que eu não erro ao demonstrar carinho e que tudo bem eu me preocupar e querer saber mais sobre o seu dia. Gostaria de saber quando você vai chegar para me dizer que tudo bem eu ser assim, porque até agora eu só tive exemplos que não me ajudaram nisso.

Quando você vai chegar?
Quando vai chegar para também demonstrar carinho ao invés de só receber? Quando vai chegar pra gente fazer planos? Pra eu sugerir cinema em plena terça-feira. Pra eu aprender a cozinhar alguma coisa que você gosta. Quando você vai chegar?

Quando você vai chegar pra gente se abraçar demorado de tanta saudade? E pra gente comemorar a velocidade com que a pizza chegou?

Quando você vai chegar para me incentivar a ser melhor e não me julgar pelos meus defeitos? Quando? Quando você vai chegar pra gente rir de doer a barriga com o alface no dente ou pra gente brincar com os cachorros nas ruas?

Quando você vai chegar pra ouvir o que tenho para dizer ainda que eu já tenha dito mil vezes antes? E pra me deixar participar da sua vida? Ouvir como penso e te fazer companhia na solidão dos dias machucados?

Você existe?

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Márcio Rodrigues.

@marciorodriguees

umtravesseiroparadois@gmail.com

Você promete não desgraçar minha cabeça?

Você me promete?
Você promete que não vai me fazer sentir um lixo por eu gostar de ser de verdade? Você me promete coisas básicas? Tipo me dizer que não quer mais se essa for a sua vontade ou me dizer que quer algo a mais se aumentar a sua vontade de continuar me vendo.

Eu não quero me sentir de novo como alguém que erra por gostar. Não quero me sentir idiota por me dedicar a alguém que planeja ir embora ao acordar. E o problema, por exemplo, nem é ir embora, mas me fazer acreditar que queria ficar. E são coisas como essa que desgraçam a minha cabeça e me fazem questionar a existência de pessoas boas e questionar as coisas boas que eu posso fazer por qualquer pessoa, afinal, não tem como não enlouquecer ao perceber que as coisas boas que fazemos podem assustar pessoas.

Não me incomodo com as idas, mas a falta das despedidas é o que me machuca. Eu sei que praticamente ninguém no mundo gosta de despedidas, mas quando a gente fala sobre histórias entre pessoas, elas se tornam fundamentais.

A gente precisa saber quanta energia investir. Porque olha só, tudo bem se esse investimento for mínimo tendo em vista o momento da outra pessoa, isto é, tudo bem a gente se dedicar pouco por alguém que não quer nada sério além de ser uma boa companhia para dividir o edredom às vezes. Tudo bem mesmo. O problema começa quando a pessoa faz a gente acreditar em outra coisa.

E esse é meu receio com você.
Obviamente prometer que não vai desgraçar a minha cabeça é algo que nem você nem ninguém pode fazer – nem eu mesmo com alguém -, mas eu falo assim para que lembre-se que eu não sou um brinquedo para se divertir e depois esquecer na prateleira. E tudo bem se você não souber lidar muito com esses alinhamentos sentimentais, você vai tentando porque o mais importante é tentar. O fundamental pra mim é você ter consciência do que é entrar na vida de uma pessoa; ter consciência do que é entrar na minha vida

Vamos conversar mais.
Me conta seu plano comigo, eu conto os meus e a gente combina um jeito que vai ficar bom para os dois. Assim, ninguém sofre e todo mundo consegue dormir bem.

E tudo isso porque antes de você eu já ouvi coisas parecidas. Faz parte da conquista exibir a melhor versão do nosso currículo, mas o problema é não querer a vaga depois. Quando a gente tem interesse por alguém, a gente quer muito que esse alguém acredite na nossa verdade. A gente quer pular para a fase da confiança em que tudo fica bem para os dois. Eu sei como é porque eu também sou assim. E a gente pode continuar com a melhor versão do nosso currículo, só vamos contar qual a nossa pretensão para a vaga em questão.

Me conta qual é o seu momento na vida para eu saber como combinar com o meu.

É que eu já levei tanta marretada no coração que hoje ele respira por aparelhos e tem sido devagar o processo de recuperação. Por isso meu receio com você. Por isso meu pedido para que prometa não desgraçar a minha cabeça e me fazer sentir pior que o lixo que eu descarto nas manhãs.

Está tudo bem, mas vai ficar melhor se você me disser que entendeu o que eu quis dizer com tudo isso. É importante eu saber para que eu possa entender como gostar de você e continuar gostando de quem eu sou com você.

por Márcio Rodrigues.

@márciorodriguees

umtravesseiroparadois@gmail.com

Acorda pra vida

Escuta, estou com vontade de te falar umas coisas.
O seu mundo parou e você parece não ter percebido, né?
Está claro o quanto passou da hora de você tomar alguma atitude.
Sair desse estado de paralisia.
Faça alguma coisa para mudar.
Você reclama mas faz nada para resolver.
E a mudança só vai acontecer se você fizer alguma coisa.

Acorda pra vida.
Acorda e enxerga que você tem dado atenção para quem não te dá.
Acorda e se toca que você tem se doado mais do que se doam para você.
Quanto mais da sua vida você vai dedicar para as coisas que te fazem mal?
Esse seu pensamento até pode te visitar, mas não precisa morar na sua cabeça.
E me desculpa falar desse jeito, mas é que não dá para aguentar mais te ver assim.

Passou da hora de tomar o controle dos dias.
Você precisa focar em cuidar de si antes de querer cuidar de alguém.

E quando não é pior: antes de querer cuidar do mundo inteiro como tanto tenta fazer.
Você sabe bem como faz isso.
Coloca todo mundo a frente das suas coisas e deixa a si mesmo por último.
Você é um grande TANTO FAZ para a sua própria vida.
E isso só vai te piorar.
Focar em trabalho. Focar em dinheiro. Focar em pessoas erradas.
Focar em tudo menos focar em você.
Ultrapassar os limites a ponto dos limites atropelarem você.
Tá claro tudo o que estou falando?

Acorda pra vida pra ela não passar sem você perceber.
Acorda pra vida porque é uma delícia de viver quando se vê.
Acorda pra vida porque quem mais ganhar com isso será você.
Escreva sobre seus sonhos e suas vontades.
Pegue uma folha de papel e enumere suas qualidades.
Perceba o quanto de coisa boa existe em você mas que você nem se dá conta.
Ninguém vai bater na sua porta para te lembrar como é uma pessoa incrível.
Ninguém vai trazer as soluções para os seus problemas.
Afinal, as pessoas tem os problemas delas.
Só você que esqueci de si para lembrar dos outros. E tudo bem, porque é bonito.
Mas e quando chega a sua vez?
Acorda pra vida.
E, de novo, desculpa falar assim.
Eu poderia passar a mão na sua cabeça e falar que é assim mesmo.
Para te de colocar no fim das prioridades.
Cuida do teu coração antes de querer que alguém te ajude nisso.
Fica perto de gente que te faz bem. Você sabe quem são.
Se o for sobre ter alguém, ter alguém não é nada quando não temos a nós mesmos.
Se você quer ser perder para alguém te encontrar, você vai encontrar remédios, não curas.
Acorda pra vida. Pra sua vida.
Converse com pessoas. Se inspire com coisas boas.

Eu sei que está foda, mas eu acho que você deve fazer alguma coisa.
E eu só falo assim porque quando a gente se importa com alguém, a gente fala o que esse alguém precisa ouvir, não o que gostaria.

Vai ficar tudo bem, mas você precisa fazer alguma coisa antes.
E você pode até não conseguir, mas você precisa tentar.

por Márcio Rodrigues.
@marciorodriguees
@umtravesseiroparadois
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Quando lembro da gente

(leia ouvindo)

Lembro de como você deixa claro como gosta de quando estamos juntos.
Você não consegue e nem precisa disfarçar que faz bem ter a minha risada prolongando cada fim da sua. E tudo bem, afinal, eu também não me importo muito em te deixar saber que gosto muito de quando diz que quer me ver. Isso me faz bem.

A gente entendeu que temos um jeito de funcionar e esse jeito faz bem de um jeito que a gente gosta.

Às vezes você me manda foto da sua casa, dos gatos, dos pratos, dos sábados, fotos da sua vida. E eu te retorno com as minhas e, sem falar nada, a gente vai fazendo companhia um para o outro.

Eu entendi que você encontra em um mim uma fuga para o momentos bosta da vida e tudo bem eu ocupar este papel. Pode ser num jantar na terça-feira, pode ser no amanhecer do domingo pela janela da minha casa ou pode ser num “bom dia” do whatsapp no meio da semana. A gente gosta de colorir os dias com a presença um na vida do outro.

O mundo talvez não consiga entender o que a gente sente.
Eu acho que a gente também não. Porque pensa comigo: passamos dias e até semanas sem nos falar, já aconteceu de anos passaram e, toda vez que voltamos a conversar, voltamos como se fosse a nossa primeira conversa.

Tem alguma coisa que liga a gente mas a gente não se liga o que é.

Quando eu lembro da gente eu só lembro de coisa boa.
As partes ruins que já aconteceram não são o suficiente para manchar tudo de bom que já vivemos. Temos um jeito de combinar as energias que só em novela das nove pode ter algo parecido.

O que mais importa disso tudo é o quanto isso tudo faz parte do todo quando estamos juntos.
E, ao mesmo tempo em que leio tanta confusão em você, leio também tanta vontade de ter alguém para te ouvir, falar e conversar sobre a sua vida. Vejo você com furacão na cabeça ao passo em que vejo você cheia de certeza sobre a parte boa dos dias. Por isso eu me pego rindo sozinho quando acordo te procurando ao lado do meu travesseiro ou quando te encontro no perfume de alguém desconhecido. Vai ver ainda possa acontecer alguma coisa entre nós que eu não sei e nem você – e tudo bem. Eu nunca me dei bem com a ideia de prever o futuro.

Eu gosto de quando estamos perto. Gosto de ignorar o mundo e deixar as mensagens no celular para depois. Quando de te elogiar quando te flagro prendendo o cabelo e gosto de destacar como teu cabelo grande está bonito, mesmo você destacando o quanto precisa cortá-lo. Eu gosto de quando estamos perto e gosto de sentir que você gosta da gente perto. Gosto de lembrar do seu jeito de falar comigo.

O que temos é só nosso.
Não dá para dizer que estamos construindo alguma coisa, mas dá para dizer que quando estamos juntos não deixamos que nada seja destruído. Desse jeito meio estranho de ser e nos termos, vamos vivendo um dia por vez. Eu te levo nas lembranças do meu dia enquanto você me encontra na vontade de me ver mais. Vamos vivendo assim até o dia que a gente sentir vontade o bastante – e alguma coragem – para acordarmos mais vezes juntos depois de dormirmos abraçados.

Quando lembro da gente a imagem que me vem à cabeça é a minha deitado em você a gente discutindo onde almoçar antes de nos despedirmos mais de uma vez.

por Márcio Rodrigues.
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O que falar depois do beijo?

Os rostos se aproximam devagar.
Uma mão, delicadamente, percorre o rosto.
Profundo silêncio que dá até para ouvir o som dos olhos se movendo e observando cada detalhe da expressão um do outro.
Um abraço desenha-se.
E um beijo devagar se faz real.
Um beijo que começa doce, com alguns revezamentos de posição das cabeças. Este beijo então se apimenta e aquela mesma mão que outrora era tão delicada, agora se mostra forte, intensa e puxa parte do cabelo.

Este beijo não termina rápido.
Ele se transforma em passeio pelo pescoço e pequenas mordidas aparecem. A respiração aumenta, o corpo se aquece e as mãos passam a apertar a pele um do outro. Isso quando o calor não explode e o suór banha este momento. Tudo isso e muito mais pode acontecer durante o beijo, mas e depois? O que falar depois do beijo?

O que falar depois daquele primeiro beijo que você sempre quis dar naquela pessoa? O que falar depois daquele beijo na cama? O que falar depois do beijo para romper o silêncio e a troca de olhares que tanto querem falar coisas mas não sabem se devem ou sentem medo de estragar alguma coisa? Existe algo para falar? Precisamos falar algo? Esperamos a pessoa falar alguma coisa?

Muita coisa envolve um beijo. Pode ser um beijo de saudade que já tem roteiro do que se falar depois, mas pode ser também um beijo de alívio, um beijo de querer mais, um beijo de ser tudo o que a gente mais queria. Mas e depois? Será que a gente pode anunciar um elogio? Se escolhermos por ficar quietos estaremos perdendo alguma oportunidade? Se perguntarmos alguma coisa estaremos colocando a pessoa em uma situação desnecessária?

Será que depois do nosso beijo a gente já pode pular para a hora que consigo te contar que estou vendo uma sujeirinha na ponta do seu nariz e rir disso? Ou podemos pular para a hora que você vai teimar em querer tirar cravos do meu rosto?

Beijar uma pessoa é um dos melhores momentos da experiência que é estar vivo. Mas o que falar depois do beijo? Mesmo que este beijo seja do tipo que nunca mais vamos ver a cara da pessoa? Mesmo que este beijo seja do tipo que nem vamos lembrar o nome da pessoa amanhã. O que falar? E quando o beijo é a ponta do iceberg de algo grande e bom que a gente sente, mas não sabemos se podemos demonstrar como sentimos?

Eu fico só te olhando em silêncio ou pergunto se você gostou? E se eu não falar nada? E se eu ficar tímidx?

Vai ver não exista exatamente uma regra do que se falar depois do beijo, mas exista uma necessidade: viver aquele momento de verdade e fazer aquela pessoa beijada sentir-se bem antes, durante e depois do beijo.

Se você quiser falar alguma coisa, fale. Se você quiser ficar em silêncio, fique. Mas só não se esqueça de fazer aquela pessoa se sentir especial, de fazer aquela pessoa sentir que o seu beijo foi para ela e que você depositou no teu jeito de beijar tudo o que tem de bom em você – mesmo que nunca mais vocês se beijem novamente ou, principalmente, se seu desejo é que este beijo seja o último primeiro beijo daquela pessoa em alguém.

por Márcio Rodrigues.
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Corações cansados de tentar

Muito cansaço. Muito mesmo.
Corações cansados de tentar e experimentar coisas.
Corações, porém, que amam tentar; que inegavelmente não conseguem fazer outra coisa a não ser seguir tentando. Porque tentar é o primeiro passo para conseguir. E a gente tenta.

Só que tentar cansa.
Cansa ver o mesmo filme com atores diferentes. Cansa não encontrar sentido no que estamos sentindo e não entender o que sentem com a gente. Cansa muito.

Corações cansados de tentar.
Corações escondidos nas mensagens nunca respondidas pelo celular. Coração exausto do monossilabismo – existe essa palavra? – de outros corações, isto é, coração cansado de tentar sozinho e seguir remando para lugar nenhum.

Coração que fica bêbado de tanta decepção, que dorme tarde com a paisagem do teto. Que perde a fome. Que encontra a solidão. Que foge de outro querer, que corre para outro que não quer. Coração enganado e eventualmente idiota quase que de propósito.

De propósito porque mesmo quando a gente sente que vai dar bosta, a gente continua.
E isso é muito do caralho. Ser real é foda. Só que dói também.

Porra, dias que não são legais. Corações cansados demais.
Que horrível vestir meu coração de novo e colocá-lo para sair só para alguém empurrá-lo no meio da rua.
“Eu pensei que a gente pensava igual”

Será que vai ser dessa vez que será a última vez?
Ou será que vai ser mais uma vez em que vou ter que acordar e encontrar um travesseiro vazio ao meu lado?
E quando será a vez que vamos poder encaixar nossas pernas e só acordar com o despertador do celular?

Coração que de tanto bater machuca a gente.

Cansados de tentar mas nunca o bastante para parar.
Nem tão a sós por ser sermos nós apertando nós: corações e nós.
“Ei, espera um pouco: traz aqui mais uma dose de esperança de que vai ser diferente. Deixa eu acreditar em você. Me conta um pouco sobre o seu dia. Deixa eu contar do meu. A gente pode mudar o nosso futuro aprendendo com o nosso passado.”

Que cansaço que dá.
E que saudade que dá.
De quando parecia que ia dar certo.
Exatamente aquele segundo entre o nunca e o quase.
Onde o nunca parece perseverar. Pelo menos na maior parte das vezes.

Corações cansados de tentar acompanhar as batidas que o outro dá.
Eu esperei você dizer que gostou, mas você não disse nada. E eu esperei demais.
Não foi a primeira vez – e tudo bem. Eu espero sempre e sempre vou esperar melhorar.

Eu não posso reclamar por não tentar.
O meu cansaço não é por decepção, mas por correr tanto atrás para conseguir que até perco o ar.

Amanhã eu tento de novo, mas hoje eu quero desabar no meu colchão e presentear algumas horas de alívio para o meu coração.

E chorar.

por Márcio Rodrigues.
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Vamos fazer dar certo?

Muita gente fala: “é que não deu certo”.
É complicado falar isso. É muito subjetivo esse “dar certo”. Cada dia bom, já é um dia que deu certo, já é a história dando certo.
Mas tem uma coisa aí para se pensar.
A gente vem de uma sequência de histórias que nos frustraram muito.
Ou a gente não queria o fim que tivemos que aceitar.
Ou a gente não tinha como continuar algo que precisamos terminar.
E aí a nossa energia também acabou.
Tantos recomeços que dá preguiça de tentar.

Só que a gente vai fazer dar certo agora.
E vamos fazer isso por causa de um coisa: estamos dispostos a isso.
Cada dia bosta que a gente viveu nas histórias do passado são lições pra gente não viver outros dias bostas pela frente. É sobre aprender a aproveitar a parte boa da vida lembrando como a parte ruim machuca.

Vamos fazer dar certo porque a gente gosta de cuidar da gente.
A gente se anima quando alguém de nós está animado(a).
A gente sente o mesmo sabor da boa notícia quando contamos.
E é triste da mesma forma quando a notícia não é tão boa assim.
Eu sei que é pouco tempo, mas já é muito bom.
Sem perceber, a cada dia a gente faz com que dê um pouco mais certo.

Vamos nos marcar em posts de cachorros fofos.
E piadas sem graça.
E eventos com comida boa.
E shows legais.
Perder tempo na internet do celular no refúgio da nossa companhia.

Vamos pensar nisso quando a gente brigar?
Vamos pensar em fazer dar certo?
Vamos pensar em dar mais valor para a solução do que para o motivo da discussão.
A gente vai aprendendo junto a como melhorar o que é bom.
A gente vai encontrando um jeito nosso de fazer bem a nós.
Vamos fazer dar certo?
Temos tantos defeitos e manias; temos tantas coisas diferentes.
A gente não se gostou por sermos pessoas iguais, mas por vermos que dá para equilibrar nossas diferenças se a gente rechear nossos dias com coisas legais. Uma história em que o joguinho vai ser só o do celular deitado no sofá na tarde de domingo ou com amigos na sala de casa na sexta-feira a noite.

Eu tenho muita coisa a aprender da vida com tudo o que você já viveu da sua. Os seus olhos viram coisas que os meus não viram ainda mas eu quero saber de todas essas coisas. Eu quero saber mais dos seus medos e das suas vontades. Vamos fazer dar certo porque a gente gosta de se dedicar. E eu, por quem mais posso falar entre nós dois, me sinto bem para te fazer bem de um jeito que você vai lembrar cada vez menos dos dias ruins. Focando em ser melhor, a gente vai sempre melhorar. Quero ser o seu último primeiro beijo. E quero ser quem vai conhecer coisas de você que não chegaram a saber. E isso é tudo porque a gente vai dar certo de um jeito que achamos certo.

Vamos fazer dar certo?
Vamos fazer ser bom?
Vamos fazer música com o jeito que a gente dá risada?
Vamos somar força para segurar os dias pesados?
Vamos. Só vamos.

por Márcio Rodrigues.
@marciorodriguees
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