Category: Sem categoria (page 2 of 22)

Não tenta colocar outra pessoa no lugar

Muitas vezes a gente passa muitos dias da nossa vida tentando esquecer pessoas que passaram por ela.
Mas, em muitos casos, o principal motivo talvez seja: você tenta colocar outra pessoa no lugar. Você tenta substituir em uma nova pessoa aquele velho sentimento – e é nisso que você erra.

Fica complicado quando tenta ressignificar coisas, lugares, músicas e filmes com uma nova pessoa sendo que tudo isso foi vivido com outra pessoa. Talvez você não esteja percebendo, mas são grandes as chances de você não conseguir esquecer porque insiste em preencher um velho lugar com uma nova pessoa.

As pessoas que passam pela nossa vida nunca serão as mesmas – por mais parecidas que sejam.
Cada história que a gente vive constrói um pedacinho de quem somos. Desse modo, é injusto – ainda que sem querer – fazer com que as novas pessoas que entram na nossa vida sejam testadas para aquelas coisas que vivemos com outras pessoas, isto é, é injusto você querer que uma nova pessoa ria das mesmas coisas que outras riram, é injusto você esperar que uma nova pessoa goste dos mesmos filmes, é injusto você depositar responsabilidade em alguém que entra na sua vida para escrever uma história nova, ao invés de continuar uma antiga.

E talvez por isso você não tem conseguido esquecer.
Você insiste em continuar escrevendo em uma página que não cabem mais palavras.
No livro da vida, você insiste em olhar para as páginas que já passaram, ao invés de descobrir as novas.

É claro que não exatamente você tem culpa nisso, porque muitas vezes a gente nem percebe o buraco que nossos pés entram. O problema, porém, é quando você conscientemente mira em uma nova pessoa aqueles mesmos sentimentos que nutriu por uma pessoa que já saiu da sua vida. Veja, é óbvio que no começo a gente até faz umas comparações – e dá para dizer que isso faz parte do que é conhecer alguém – mas essa história começa a ficar séria quando você passa a se questionar o porquê das coisas não darem certo sem questionar o seu papel nisso tudo.

Talvez você nem precise esquecer ninguém.
(tá, tem certas pessoas que a gente bem que precisa esquecer – mas tudo tem hora né, esse é o ponto).
Você não precisa se preocupar em encontrar uma nova pessoa para ocupar o lugar que outra deixou. Você não precisa ter pressa. Trajetórias são percorridas em velocidades diferentes.

Toma cuidado nos esforços que tem feitos e no quanto eles podem estar sendo errados.
Talvez você esteja dedicando tempo e força de uma maneira não muito saudável.
Para para pensar um pouco.
A gente sempre vai querer passar rápido pelas coisas ruins, mas elas nunca passarão da mesma maneira pela gente. Se a gente pudesse escolher a gente pularia a parte que dói, né?

Não tenta colocar outra pessoa no lugar daquela que não está mais na sua vida.
É que às vezes você quer uma pessoa para tampar machucados grandes demais.

Talvez ninguém nunca mais te diga as coisas que já ouviu. Talvez nunca mais ria daquelas mesmas coisas. Talvez não visite os mesmos lugares, não faça as mesmas viagens. Talvez não ouça as mesmas músicas, não assista aos mesmos filmes e não visite mais os mesmos restaurantes que fazia com aquela pessoa. Isso tudo é um monte de talvez, mas se caso alguma coisa assim acontecer, tudo bem. Às vezes é bom não fazer mais o que já foi feito porque mostra que a nossa vida é mais interessante do que já pensamos ter sido. É que  comparar experiências novas com antigas é segurar o ponteiro do relógio.

Se estiver difícil demais esquecer aquele alguém, tenta pelo menos não lembrar tanto.
Você pode não escolher o que sentir, mas pode muito bem escolher no que pensar.
Então tenta pensar em outras coisas, tipo aquelas em que gostaria de viver.
As pessoas ocupam lugares diferentes na nossa vida, tem funções e benefícios diferentes, ensinam lições diferentes e nos dão prazeres diferentes. Num sentido tão amplo e repleto de oportunidades assim, vê como faz pouco sentido depositar TODA A VIDA em uma pessoa que nem mais faz parte dela?

Você pode estar se preocupando tanto em encontrar alguém igual aquele alguém, sendo que nem você é mais igual como era naquela fase.

A vida mudou mas você está tentando não prestar atenção nisso.

por Márcio Rodrigues
umtravesseiroparadois@gmail.com

Quanto tempo leva para a dor passar?

A dor é um sentimento muito presente na nossa vida.
E ela se manifesta de formas diferentes.
Existe a dor física, a dor mental e a dor afetiva, por exemplo.
Esta última, inclusive, talvez seja a menos compreensível de todas, porque parece ser a mais difícil de remediar, afinal não dá para ir a farmácia e comprar um remédio para um coração partido, por exemplo.

A dor afetiva mina a nossa energia aos poucos fazendo a gente não querer levantar da cama. Ela também é responsável por fazer a gente perder fins de semana. Esta mesma dor também faz a gente mandar mensagens que não gostaríamos. Quando o coração dói, portanto, a gente se vê em um desequilíbrio entra razão e emoção. E tudo bem, faz parte. Não é um bicho de sete cabeças – é de 240 aproximadamente.

Agora, o ponto é: quanto tempo leva para a dor passar? E aqui vamos focar na dor afetiva.
Esta é a pergunta que resolveria metade dos problemas da humanidade.
Fica muito difícil estimar este tempo porque cada pessoa vive um tipo de dor, com características individuais e naturezas que variam em cada história da vida. Não dá para a gente prescrever o mesmo remédio para todas as doenças do mundo e o mesmo acontece com a nossa dor afetiva.

Mas dá para fazer algumas coisas.

Se não dá para saber quanto tempo leva para a dor passar, porque a gente não aproveita essa demora toda dela para fazer outras coisas? Não é fazer no sentido mão na massa, mas sim, o fazer no sentido de atitude. Vamos pensar um pouco sobre isso? E eu não estou dizendo que é fácil, estou dizendo que você é a melhor pessoa do mundo para tentar a mudar a sua própria vida.

É que talvez estejamos dedicando tempo e energia demais nas coisas erradas.
A gente procura respostas em lugares onde só moram perguntas. A gente procura carinho em lugares que nos machucam. A gente espera coisas que não vão chegar. A gente acredita em coisas inacreditáveis – e eu não disse impossíveis. Isso tudo é para dizer que talvez a sua dor não esteja passando porque você tem cuidado demais dela. Você pode estar dando mais atenção para a parte ruim do que a boa na sua vida. E quanto a isso, existe aquilo: quanto mais força você dá para o que não gosta, mais isso que você não gosta fica forte. É uma lógica completamente pertinente.

Você já pensou que talvez esteja gastando tempo – e vida – demais com uma energia que não te faz bem? Talvez você esteja esquecendo de olhar as coisas de outra forma. E eu não quero subestimar o tamanho da sua dor, mas eu só quero te lembrar que você é maior que ela – por maior que ela seja.

Nem sempre a gente vai superar do jeito que a gente gostaria.
E quanto mais o tempo passa, mais a gente tem certeza disso.
Mas talvez aí exista uma lição: talvez a gente não tenha exatamente que superar algo, mas sim, saber conviver com isso e deixar guardar. O seu coração, por exemplo, vai se acostumar a entender que gostar daquela pessoa não tem funcionado tanto e você vai encontrar em lugar para guardá-la dentro de você. Não precisa ter pressa para esquecer porque talvez você nem esqueça mesmo. Você já pensou nisso? Já pensou que talvez você nem esqueça essa pessoa que não sai da sua cabeça? Dito isso, que tal pensar que talvez esteja esperando uma dor passar que talvez nem passe, mas do contrário, vai se transformar em uma lembrança?

A dor tem vida própria. Ela quem escolhe a hora que chega e a hora que vai embora.
A dor de querer alguém e não poder, não ter mais alguém que já teve ou qualquer outra dor que nosso coração desenvolver por alguém é totalmente independente do nosso controle. Lutar contra ela é comprar uma briga cara demais – e esperar que ela passe depressa dói ainda mais.

O resumo é que não existe um tempo certo que a dor leva para passar, mas existem atitudes que você pode tomar para não focar sua energia nela. Você pode focar em ocupar seu tempo com uma coisa que te faz e sempre fez bem antes daquela pessoa existir na sua vida. É importante destacar isso porque quando a gente sente uma dor por alguém a gente nem lembra da vida antes daquela pessoa – mas teve vida pra caramba antes.

Então é sobre isso: não afronte a sua dor, deixe ela mostrar a que veio e enquanto ela quiser aparecer, você vai tentando focar em coisas diferentes. Mudar a forma de ver. Olhar para novos lugares. Procurar coisas novas. Trocar as referências. Assistir outro tipo de filme. Ouvir outro tipo de música. Conhecer mais. Ir além do que gosta pode ser incrível porque mais do que agradar a si, você vai descobrir mais de você.

Leva tempo até o tempo levar a dor.
Mas enquanto isso o que a gente faz?
A gente vive os outros sentimentos – principalmente para fazer os boletos pesarem um pouco menos.
Vai chegar um dia que você vai acordar, se olhar no espelho e pensar: “Como que passou e nem percebi?”
A gente só não sabe quando vai ser esse dia.
Mas a gente não sabe várias coisas da vida também, né?
E tudo bem.

por Márcio Rodrigues.
umtravesseiroparadois@gmail.com

 

Cuidar do que temos

Hoje nós somos quem a gente precisava.
Nossa história é um encontro.
Tem um monte de coisa em você que eu eu tinha que conhecer.
E outro monte de coisa em você que eu não fazia ideia do quanto me faria bem.
Eu tenho uma porção de coisas nas quais me orgulho para te ajudar também.
(A gente precisa reconhecer mais toda a parte boa que temos.)

A nossa vida seguia caminhos diferentes mas parece que a gente precisava se encontrar em uma parada da longa viagem que é a vida.

Depois que a gente se encontrou, tudo ficou melhor.
Estava tudo bem antes, mas se melhorar é aquilo né? Não estraga, melhora.
Hoje a gente cuida da gente de um jeito nosso.
Um jeito precioso que soa inédito para mim.
Definitivamente eu me sinto uma pessoa diferente depois da gente.
E é isso gente, a partir do momento que todo mundo tem um coração, gostar de alguém sempre vai ser um clichê.
Você tem referências diferentes das minhas.
Você viajou por lugares que nunca fui nem em pensamento.
Seus olhos já viram coisas lindas pelo mundo e hoje eles olham pra mim. Olha que sorte a minha.

Sorte. Está aí, engraçado falar disso.
Eu prefiro dizer que somos sobre permissão.
A gente se permitiu dar um mergulhinho na vida um do outro.
E cada dia novo juntos, foi uma braçada mais afundo.
Quando dei por mim, você estava fazendo uma faxina e puxando minha orelha sobre como meu oceano estava uma bagunça. Acendeu uma lanterna e me sugeriu caminhos.

Era como se falasse: “Dá pra ser assim”
Mas você não falou nada e eu entendi tudo.

A gente tem pensado nisso, né? Nisso de como dá pra ser assim.
A gente conversa muito sobre a gente. A gente foca em melhorar o que já é bom.
As únicas pessoas que podem nos ajudar a ser melhores somos nós mesmos.
Eu não preciso ter medo de te falar que não gostei de algo.
E você não precisa me poupar de reclamar de alguma coisa.
Vai ver por isso a gente nunca teve motivos para ter medo ou reclamar.
Porque a gente conversa e cuida do que temos.
Cuidar do que temos.
A gente gosta muito disso tudo que temos.
E, exatamente por gostar tanto do que temos, que queremos ter mais.
Isso tudo me faz pensar em como a nossa história é racional.
Nós nos escolhemos.
Eu escolhi continuar tendo o que você me dava.
E você me escolheu para continuar tentando te fazer bem.
As pessoas se escolhem.

Acho que tem um pouco disso, né?

A gente pode até não escolher quem entra na nossa vida, mas a gente escolhe quem fica nela. 
E aí a gente se escolheu.

Racionalmente, nossos cérebros entraram num acordo de que essa convivência soava muito boa e que seria desinteligente interromper.

Escolher tentar ser quem somos um para o outro foi o primeiro passo para os nossos corações ser quem eles são.

A gente entendeu que juntos poderia sair coisa boa, mesmo que a gente não saísse de casa. A gente entendeu que isso tudo é bom e melhor ainda seria continuar. E todo esse entendimento faz a gente cuidar mais da gente.

Um pouquinho a mais por dia eu admiro como você consegue sensibilizar ainda mais o meu coração já sensível demais – não  pensei que seria possível.  Um jeitinho de cuidar e fazer questão.

Você entrou na minha vida para me lembrar que existe exceção.
Eu estava acostumado demais em ser o segundo ou em ser o “agora não”.
Já estava ok para mim aceitar o papel da pessoa boa mas não uma boa pessoa para alguém.

E mesmo que isso tudo termine amanhã, você já me mostrou que tentar sempre vai fazer mais bem do que reclamar. Porque reclamar é fácil, difícil mesmo é tentar melhorar. A gente tentou e olha quem somos hoje. Os mesmos de antes, só que melhorados.

Hoje nós somos quem a gente precisava – e quem a gente merecia também.
(A gente precisa reconhecer mais toda a parte boa que temos.)
Hoje nós somos um para o outro quem sempre fomos para os outros.
Hoje somos a nossa melhor parte pra gente, aquela mesma parte que já pisotearam.

Nossa história é uma escolha. Que bom que a gente aconteceu e decidimos continuar acontecendo.
A gente escolheu ter a gente e cuidar do que temos. Só para não interromper o prazer de esfregar o pé no lençol novo na cama ou em passar horas emendado um episódio no outro de uma série qualquer.

Ah, verdade, no meio disso tudo aconteceu um negócio chamado amor também.
Mas a gente quis que fosse assim.
E a gente quer continuar sendo.
Por isso a gente cuida do que temos.

Márcio Rodrigues
umtravesseiroparadois@gmail.com

Não entendo o que você quer da vida

Não está claro pra mim.
Não entendo como posso ser alguém incrível para você hoje para amanhã ser só mais um alguém.
Não entendo porque você desaparece.
E aparece dias depois como se não tivesse desaparecido.
Você percebe as coisas que faz?
Percebe o meu direito de achar tudo estranho?
Eu não entendo o que você quer da vida.
E não me venha com o papo de que nem você sabe exatamente o que quer.
Me exclua das suas confusões porque já me bastam as minhas.

Eu não aceito mais este papel.
O papel do “tanto faz” para você. Daquela pessoa que você se aproveita quando quer.
É que você não enxerga a força das suas palavras.
Você não enxerga que, quando estamos juntos, diz que quer continuar comigo e até ousa fazer planos nos quais vou te acompanhar. Você não enxerga.
Ou eu quero pensar que não enxerga para justificar a sua loucura.
Porque se você percebe que faz isso, você tem sérios problemas para tratar.

Eu só não quero mais ser eu às vezes para você.
Resolva seus problemas.
Encontre suas respostas.
Coloque sua cabeça no lugar antes de me colocar na sua vida, porra!

Como que eu posso te ajudar a ser feliz se você só contribui para que eu ficar triste?
Eu não consigo fazer bem a ninguém estando mal comigo mesmo.
Eu não sei o que esperar de você. Não sei se posso te chamar para fazer coisas. Não sei se posso te dizer as coisas que penso. Não sei se posso planejar alguma coisa porque, olha que merda, você me coloca num limbo na sua vida – e isso me destrói. Você está sugando as minhas energias.

Me vejo refém do sentimento que cultivei em você e eu não quero mais isso.
Eu não quero mais. Não quero mais ficar feliz com o menor dos seus esforços. Não quero mais me alimentar de uma esperança que você controla. Não quero mais. Me cansei.

Não está claro para mim o que eu sou para você.
E, enquanto isso estiver assim, eu vou seguir sem você por perto.
A sua ausência vai devolver minha paz, porque é melhor não te ter se for para te ter só quando você quiser.
Eu não vejo espaço para ser eu. Não consigo me dedicar.

Você pode até não entender o que você quer da vida, mas eu sei o que quero da minha.
E são várias coisas.
A primeira delas, agora, é você longe dela. Equilibre-se. Encontre-se. Me deixa ir.
Uma outra coisa que eu quero para a minha vida é ocupar um lugar especial na vida de outra pessoa.
E esse lugar não é o mesmo que tenho ocupado para você.
E tudo bem.
Só me deixa ir então.
Vai procurar novos abraços em outros braços.
Me deixa parar com essa loucura que é clamar por sua atenção ao esperar uma resposta no Whatsapp.
Me vejo pensando se você vai ter tempo para me encaixar na sua agenda.
Olha o nível que cheguei. Não me reconheço mais.

Você é uma boa pessoa, mas é aquilo: cada vez mais percebo como não me parece ser uma pessoa boa para mim.

Eu não posso conviver com a incerteza que você tem dos seus próprios passos.
No meu projeto de felicidade não tem dia incerto. Gosto de acordar pensando no que preciso fazer para ser um pouquinho mais feliz por dia.

E você não tem colaborado. Então, tudo bem.

Entenda a si porque não vou mais tentar te entender.
Eu vou partir.

por Márcio Rodrigues
@marciorodriguees
umtravesseiroparadois.gmail.com

Sobre não desistir do que sentimos

Sabe, eu pensei em abrir mão.
Abri tanto meu coração que pensei em abrir mão de você.
Sei lá, pensei  te deixar ir embora para que eu pudesse voltar pra mim.
É que eu não me reconhecia mais. Estava complicado.

Eu já tinha te dado todos os recados que meu coração deu.
Você expôs que seu momento era outro. Seu jeito de funcionar era outro.
E tudo bem. Eu aceitei.
Era melhor ter você pela metade do que nem ter você comigo.

Mas o que você não sabe é que eu me esbarrava com você em todos os meus refrões preferidos.
Eu mudei de casa, mudei de trabalho e lá seguia você participando da minha vida mais do que sabia.
E lá seguíamos nós com aquele combinado jeito de ser: uma soma de às vezes.
Às vezes a gente se vê, outras não.

Eu pensei muitas vezes na loucura que era aceitar conviver com tudo isso.
Havia um conflito na minha cabeça para entender qual era o meu papel na sua vida.
Não estava claro o quanto eu te fazia bem, porque você me falava mas não me convencia.
E a gente precisa convencer corações sobre as coisas que a gente sente. Você tentava, mas não conseguia.

Por muito tempo questionei meu jeito.
Culpei meus defeitos que eu mal sei lidar. Vai ver era meu destino ter um papel de tanto faz na sua vida – como cheguei a pensar. Vai ver eu merecia mesmo gostar tanto de alguém a tanto tempo para ser só mais um alguém para esse alguém por algum tempo.

Eu pensei em muita coisa mas alguma coisa me dizia para não pensar em deixar de ser quem eu sou.
Porque ser bom para você sempre foi o que me animou. Te ver feliz com as minhas pequenas surpresas.
Sempre me realizei por realizar um sorriso seu. E eu contava para os meus amigos como tudo isso me fazia bem ao mesmo tempo que me fazia péssimo. Sério, você não sabe como foi pra mim.

Que bom que mais do que não ter desistido de você, eu não desisti de mim.
Há algum tempo eu entendi quem sou e todas as coisas boas que eu gosto de fazer para as pessoas.
E no nosso começo eu duvidei se isso era bom mesmo. Que erro seria tentar mudar.
Ainda bem que confiei em mim para seguir confiando no que sentia por você.
E por isso sempre continuei aqui te esperando – e esperando a minha hora de poder ser mais para você.
Alguma coisa me dizia que, cedo ou tarde, você perceberia que as minhas intenções eram as melhores do mundo sobre você e que eu não sou igual as outras pessoas que te conheceram antes de mim; não melhor, mas não igual. E eu sempre considerei a chance de nada disso acontecer e a gente acabar se esvaziando aos poucos.

E hoje estamos aqui.
A gente começou bagunçado e hoje você tem arrumado a minha vida colocando em prateleiras os meus momentos, com destaque para os nossos – que são aqueles que eu mais quero ter mais.
Você já faz parte dos meus dias a tanto tempo mas hoje tem um sabor novo fazer parte dos seus. Hoje é meio louco te incluir nos meus planos e ver esses planos se realizando.

Eu nem consigo pensar direito no nosso futuro porque anda me fazendo tão bem viver o nosso presente. Me vejo com sorriso sem graça quando a notificação avisa que a mensagem é sua. Vejo nossas fotos juntos e custo a acreditar que isso tudo mesmo está acontecendo, que a gente aconteceu – e que, finalmente, eu posso ser para você como eu sempre quis, sem medo de te ver indo embora preocupado com o próximo dia para te ver.

A gente já viveu algumas coisas boas até aqui, mas não estão nem perto de todas que podemos viver ainda.
Isso tudo é sobre eu me lembrar sempre de que sempre vai valer a pena não desistir de quem eu sou e do que eu sinto. Sempre vai valer a pena cultivar um sentimento bom ainda que seja sem ninguém para corresponder.  E sempre vai valer a pena eu me dedicar em te fazer bem de um jeito que continue me deixando morar no seu coração – e de um jeito que me empolgue em continuar sendo quem eu sou, justamente aquele que hesitei em deixar de ser mas que hoje tenho certeza de que sempre serei.

 

Achei que a gente ia terminar antes de começar. Achei que você ia me esquecer antes de lembrar de mim.
Achei tanta coisa, mas a melhor dessas coisas foi me encontrar em você, no abraço que a gente dá quando acorda ou na mensagem para avisar que chegou bem em casa.

Eu só não desisti de você porque insisti em mim e no que sinto.

por Márcio Rodrigues.
@marciorodriguees
umtravesseiroparadois@gmail.com

 

A reconstrução de um coração partido

Leva um tempo.
Não é o tipo de coisa rápida. Nunca será.
Ter um coração completamente despedaçado causa sequelas na gente para o resto da vida.
A gente tem certeza que vai morrer.
Fica complicado acordar de manhã e ir trabalhar.
Os dias parecem longos demais.
A fome vai embora.
Nem os amigos conseguem emprestar alguma força para ajudar a ser menos pior.

A gente passa a desconfiar de tudo e de todos.
O menor gesto de carinho não fica ileso de suspeitas de intenções duvidosas.
Tudo atrapalha. Tudo irrita e todos que tentam se aproximar da gente são pessoas novas procurando maneiras velhas de nos machucar.

Como que a gente sai dessa?
“Como que eu vou conseguir confiar em você se quem estava aqui até você chegar me falou as mesmas coisas mas depois usou as mesmas palavras para acertar meu peito feito navalha?”
As histórias que nosso coração aguenta deixam mazelas que bloqueiam toda a nossa vida.
A gente esquece de ser a gente – ou a gente até lembra mas não consegue. A gente passa a odiar ser a gente. E então a gente se esconde. Se esconder é um maneira que encontramos para evitar sofrer.

Um coração despedaçado jamais será como foi um dia.
Não dá para ser uma pessoa nova depois de velhos machucados. E ninguém deve se cobrar uma coisa dessas.
Mas isso não significa que esse coração não pode dar a voltar por cima. As coisas melhoram.

Mesmo depois que a pior tempestade passa pela terra devastando tudo, dá pra gente reconstruir as coisas – talvez nunca mais iguais como já foram, mas o bastante para seguirem funcionando.

A reconstrução de um coração partido leva tempo.
Você não deve ter pressa. Seus amigos não devem te apressar. O tempo não vai acelerar e beber para esquecer só vai te fazer lembrar. Um coração se reconstrói mas você precisa colaborar.

Antes das obras começarem na sua vida, você precisa mapear o que pode fazer para facilitar. Você deve questionar tudo em você. Você deve se questionar se ainda vale manter tanto contato, se vale acompanhar nas redes sociais, se realmente faz sentido perguntar sobre a pessoa para as outras pessoas – pelo menos por hora. Será que você não precisa de um tempo para você até que pelo menos uma parede possa ser reerguida?

Não dá para terminar uma obra com um dia chovendo e no outro fazendo sol, isto é, não adianta você se desesperar procurando soluções para essa dor toda passar se tudo isso não depende unicamente de você, sabe? Você precisa cuidar da recuperação do seu coração.

Permita-me resumir toda essa reconstrução em uma só palavra: proteção.
A reconstrução de um coração partido requer proteção, carinho e força de vontade.
Proteção para não se expor a aventuras em momentos que você ainda não melhorou. Carinho para lembrar de como faz bem gostar de si e de como você sempre deve ser a sua pessoa preferida, fazendo coisas que gosta tendo ou não alguém para te acompanhar. E força de vontade para levantar todos os dias, um dia por vez, celebrando qualquer melhora e trocando os curativos diariamente.

Olha, eu sei que vai parecer que não vai melhorar. Sei que muita gente te diz que “você não se ajuda”. Sei que seus amigos tentam abreviar sua dor com um pouco de emoção nos seus dias, mas tenta pegar leve. Tenta pegar leve com seu coração. O amor faz ele bater tão rápido que chega a doer, daí vem alguém e o despedaça. Demora para recolher todos os pedacinhos e fazê-lo funcionar novamente. E, além de demorar, ele vai voltar aos pouquinhos – muitas vezes pegando no tranco mesmo. É complicado.

Seu coração vai se reconstruir.
Você vai voltar a gostar de alguém como duvidou que conseguiria.
E esse alguém vai gostar de você de volta.
O que não vai voltar é o você de antes, porque agora, você vai se reconstruir e encontrar o seu jeito de aprender com os seus erros, com as decepções que te causaram e com os seus sonhos de uma vida feliz.

Deixe tudo desmoronar para que possa reconstruir por inteiro, tá?

E depois me contra como andam as obras.

um beijo.

Márcio Rodrigues
mrs.contato@gmail.com
@umtravesseiroparadois

O problema em ser uma pessoa intensa

Como assim?
Que história é essa de escolher dar atenção para alguém?
Que papo furado é esse de falar que está com saudade e propor outras coisas para fazer juntos?
Vocês não se viram ontem? Sei lá, anteontem?
Entenda: você está fazendo isso errado.
Sendo desse jeito, você vai acabar assustando a pessoa da sua vida.
É melhor parar agora com esse negócio de ser uma pessoa intensa porque isso é uma bosta.
Você está criando seus próprios problemas.
Sério mesmo que toda as MERDAS que você já viveu não te ensinaram mesmo a parar de ser uma pessoa intensa para alguém?
O que mais precisa acontecer para você entender que continuar desse jeito não faz sentido?
Quantos NÃOs você vai precisar ouvir até isso entrar na sua cabeça?
Muda o seu jeito porque o mundo não vai mudar.
É que eu simplesmente não AGUENTO MAIS te ouvir falar das mesmas histórias.
Ah não sei quem não te responde mais, ah não sei quem falou pra ir devagar, ah não sei quem está com outra pessoa.
Você tem TOTAL responsabilidade pelos dias de BOSTA que as suas histórias de causaram e toda essa sua mania de ser uma pessoa intensa.

Tá. Vamos lá. Vamos respirar.

Agora o texto começa.
(…)
Quantas vezes você já não ouviu coisas parecidas com essas apesar de serem na melhor das intenções? Quantas?
Quantas vezes já te disseram que o seu problema é ser uma pessoa INTENSA DEMAIS?
Quantas vezes já te disseram que você ASSUSTA AS PESSOAS SENDO QUEM É?
Se você se define como uma pessoa intensa, certamente já ouviu coisas do tipo acima muitas vezes.
Tá foda, gente. Tá bem foda.
As pessoas tem jogado no lixo as chances de um futuro bom por causa de um passado bosta.
É tipo um pensamento assim: “nem venha você ser uma pessoa diferente e intensa pra mim, porque os machucados que me fizeram antes de você chegar ainda não cicatrizaram”
E tipo: O QUE A GENTE TEM A VER COM ISSO?
Até ontem você nem sabia quem eu era, me deixa ser quem eu sou, porra!
Olha no que estamos transformando o nosso mundo.
Depois de quase chorar ao exemplificar as coisas do começo do texto, eu gostaria de reforçar que:
O problema em ser uma pessoa intensa é que NÃO HÁ E NUNCA HAVERÁ PROBLEMA ALGUM EM SER UMA PESSOA INTENSA.
Se você escolhe se dedicar mil por cento para aquela pessoa que acabou de conhecer, não tem problema se esse é o seu jeito.
Se você saiu com alguém legal ontem e foi muito bom, daí te deu vontade de sair hoje de novo, não tem o menor problema em fazer esse convite.
As pessoas intensas não podem deixar NUNCA de serem intensas.
Ninguém tem culpa do histórico de pessoas lixo.
A gente não pode abrir mão do nosso jeito de abrir o coração para alguém só porque na última vez aquela pessoa “”””””SE ASSUSTOU””””””””””. A verdade é que não houve essa de “se assustar”, o que houve é que a pessoa não está a fim de você como você está a fim dela. É basicamente isso.
É claro que ao entender que você é uma pessoa intensa, consequências precisam ser aceitas.
Você vai precisar aceitar que nem sempre vai dar certo, que nem sempre vai adiantar o seu maior esforço e que nem sempre vai ser recíproco.
Ser uma pessoa intensa é ser uma pessoa que arrisca, afinal, do contrário disso é alguém que usa armas para lidar com outra pessoa; é alguém que sabe do jogo, das regras, calcula os momentos e os passos. Alguém que coloca velocímetro no coração para acompanhar o acelerar de suas batidas.
Em outras palavras, ser uma pessoa intensa tem uma série de riscos – mas isso não é um problema, são precauções.
Mas nada será pior do que abrir mão da sua intensidade por algum trauma, conselho ou qualquer outra coisa.
Tem coisa que simplesmente não acontece. Tem momentos de vida das pessoas que simplesmente não coincidem com os nossos.
Uma pena alguém se assustar com seu jeito intenso.
Uma pena dessa pessoa, não de você.
Continue mandando as mensagens, continue chamando para sair, continue dizendo que gostou, continue presenteando se sentir vontade, continue fazendo o que o seu coração pedir para fazer, porque nunca será sobre a outra pessoa, mas sempre por você ser ESTA pessoa.
ps: por favor, continue sendo uma pessoa intensa – não há tantas assim no mundo de hoje em dia, mas todo mundo deseja alguém para ver uma história intensamente.

Ou seja?

por Márcio Rodrigues.
@marciorodriguees
umtravesseiroparadois@gmail.com

Ficar feliz por outras pessoas

A felicidade é um desejo de todos nós.
A gente acorda todos os dias pensando se estamos mais perto da felicidade que desejamos. A gente faz planos, a gente trabalha, a gente economiza – ou não -, a gente corre atrás, a gente faz um monte de coisa e fazemos todas essas coisas com o objetivo de sentir um pouco da felicidade que nos preencherá o peito.

E faz sentido. Sempre seremos assim.
Mas existe um atalho que nos aproxima dessa felicidade, que é: ficar feliz pelas outras pessoas. Saber compartilhar do momento bom que alguma pessoa que gostamos está passando e, com isso, aumentar ainda mais desse sentimento.

Afundados na nossa própria vida, a gente esquece de celebrar a vida de quem amamos. E a gente não tem exatamente culpa – a gente só esquece no meio de tanta correria. Mas a grande sacada da vida é justamente a atenção que a gente dá para as coisas que parecem menos importar. O peso que a felicidade de alguém tem na nossa vida contribui para que possamos viver mais de uma vida feliz. Uma coisa atrai a outra.

A gente pode ser mais feliz pelas pessoas. A gente pode aprender a prestar mais atenção e celebrar mais uma alegria que não é nossa. Isso é sobre como a gente demonstra um sentimento bom quando alguém nos conta uma notícia boa; isso é sobre o quanto a gente diz palavras boas para alguém que está nitidamente vivendo um momento bom.

Alegria se multiplica. Ficar feliz pelas outras pessoas faz do nosso coração melhor. Ficar feliz pelas outras pessoas faz dos nossos dias mais leves. Ficar feliz pelas outras pessoas é o caminho mais perto pra gente ficar feliz com a nossa vida também. A lógica é a seguinte: você pode até achar que não existe um motivo tão grande para se sentir feliz, mas perceba se diferente de você alguém que você gosta está vivendo algo do tipo. Perceba e tente compartilhar disso. Perceba e tente celebrar essa felicidade. Perceba e se coloque a disposição para comemorar, para deixar maior, para contagiar o clima com esse sentimento. É isso: você estará preenchendo os seus dias com novos motivos de alegria, ainda que não sejam seus.

E a felicidade é uma soma de alegrias.

Entre tanto sentimento ruim que existe por aí e tantos motivos que a gente tem para reclamar da vida, por quê a gente não tenta ver mais a parte boa do que a ruim das coisas? Especialmente se for sobre as pessoas que gostamos?

É sobre isso. Quando foi a última vez que você ficou realmente feliz pela felicidade de alguém?

por Márcio Rodrigues.
umtravesseiroparadois@gmail.com
@marciorodriguees

Conta que você gosta

A gente parece esquecer, mas a verdade é que contar que a gente gosta é transformador.

Eu entendo os motivos, entendo, por exemplo, que o passado atrapalha porque a gente contou outras vezes e a resposta não foi a que a gente esperava, mas eu acho que é exatamente aí onde mora o problema: na velha espera para que as coisas aconteçam de um jeito que a gente vai gostar.

As coisas só acontecem.

Mas contar que a gente gosta sempre vai ser bom. Contar que você gosta sempre vai ser correto. Deixar aquela pessoa saber das coisas que você sente sempre vai ser uma boa escolha.

É triste demais guardar dentro da gente um sentimento bom por alguém. O nosso “gostar” é só nosso, é sobre a gente, não sobre a forma que alguém vai reagir.

O problema – e eu entendo – é que até falar uma coisa boa para alguém pode ser algo ruim. As pessoas se assustam com bons sentimentos. O mundo anda tão louco que todo mundo anda despreparado para ouvir palavras boas. A gente se perdeu e isso uma é uma pena. Repetimos por aí que não sabemos reagir a elogios e isso é uma das verdades mais loucas que existem, afinal, reagir a uma coisa boa deveria ser natural pra gente, mas temos ouvido tão pouco que esquecemos o que fazer ao receber uma palavra bonita ou algum tipo de declaração.

O despreparo em saber reagir a um sentimento bom demonstra o quanto a gente esqueceu como é ser feliz.

Mas isso não pode nos evitar de deixar de dizer coisas boas que sentimos pelas pessoas. A gente tem na mão a força transformadora de revitalizar dias e transformar a vidas com poucas palavras. E, de novo, não é sobre como a pessoa vai reagir, mas sim, sobre tudo o que você guardou em si para aquela pessoa.

Conta que você gosta. Não seja mais uma pessoa a esconder em si o que deve ser de conhecimento de alguém.

Conta. Se não der pessoalmente, pega seu celular, abre a conversa e escreva o que sente. Deixa a pessoa saber disso. Deixa ela só saber que você a vê de um jeito diferente; um jeito bom e um jeito seu. Deixa ela saber. Essa pessoa precisa saber.

Conta que você gosta. Conta como começou a crescer e como isso te faz bem. Conta sobre como foi algo que você não podia escolher, você só passou a sentir. Mas, por favor, não deixa de contar.

Conta e depois durma na paz de um sentimento que não deveria morar apenas em você.
Conta e depois respire fundo para confirmar para si o quanto fez a escolha certa.
Conta e depois me conta como foi.
Não quero saber o que a pessoa disse, quero saber como você se sentiu.

Fica bem.

por Márcio Rodrigues.
umtravesseiroparadois@gmail.com
@marciorodriguees

 

 

A importância da reciprocidade

A importância da reciprocidade.

Não é que parece óbvio, de fato é.
Só que mesmo as coisas óbvias a gente tem deixado meio de lado.

Criar uma relação com alguém requer disposição – e talvez por isso seja tão gostoso também. Porque é gostoso gostar. Só que, talvez, melhor que gostar seja saber que gostam da gente. E aí inventaram uma palavra que ajuda a introduzir essa ideia: reciprocidade.

Essa palavra define a consciência que devemos ter nas relações afetivas que construímos. É bom demais nos dedicarmos a alguém, mas é fundamental estarmos convencidos que este alguém se dedica pela gente também. De novo, parece óbvio falar disso e talvez seja, mas parece também que a gente perdeu a mão até do que é óbvio nessa vida.

É preciso ter atitude. Você precisa fazer sua parte, falar seus sentimenros e/ou demonstrar em gestos tudo o que você sente pela pessoa. Você precisa refletir se talvez seja aquela pessoa da relação que só recebe atenção mas não retribui.

É preciso mudar. Você precisa pensar um pouco e entender se não é a única pessoa que se dedica na sua relação; se não é apenas você quem dedica tempo e sentimento, se não é apenas você quem fala e age sem nunca sentir que nada parecido acontece da outra parte.

Reciprocidade é uma das chaves sobre o segredo de uma relação. É impensável manter uma história em que esse sentimento não seja mutuamente compartilhado.

Agora, se você não tem tido muita paciência para fazer ou falar alguma coisa para a pessoa que está com você, vai ver você não esteja no momento de ficar com nenhuma pessoa. E tudo bem.

A reciprocidade une corações. É ela que preenche os dias com alegria, ela que faz a gente planejar fins de semana e viagens, ela que faz a gente querer presentear, ela que traz a pessoa para a cabeça quando alguma coisa legal acontece com a gente. A reciprocidade não tem o encanto verbal de um “eu amo você” ou “estou com saudades”, mas ela tem uma importância igual ou até maior.

Reciprocidade é um pilar de sustentação de uma história; é o combustível de um futuro bom. Ninguém precisa sair correndo para tomar iniciativas, mas todo mundo pode pensar com mais carinho no próprio papel na história em que vive e ver se chega a conclusão de que da para fazer mais, falar mais, dividir mais da energia e dos bons sentimentos.

A paz das noites de sono tranquilo também está na importância que você dá para a história em que vive e em como convence alguém sobre isso. Não é sobre a forma, não tem jeito certo de fazer, só devemos fazer – se é uma relação boa e inspiradora o que queremos ter.

 

por Márcio Rodrigues.
@marciorodriguees
umtravesseiroparadois@gmail.com

Older posts Newer posts