Você pode pensar:
“Ah tá, vou falar que gosto da pessoa pra ela falar que não gosta de mim”?
E o fato é que sim: vai fazer isso sim. Porque você vai falar que gosta mas não esperando que a pessoa goste também, mas para que ela fique sabendo disso.

Muitas vezes a gente perde oportunidades só com medo do resultado das nossas ações não serem como esperamos. E isso é louco porque, veja só, muitas vezes também é justamente a partir do momento que alguém sabe algo do tipo de você que alguma coisa pode acontecer – ou não, temos que ser honestos.

Não dá para garantir, mas as possibilidades são grandes de alguém virar a chavinha e perceber interesse em você quando você conta que há interesse por esse alguém.

O problema é você guardar isso só para você. Não precisa disso.
Dá para entender que suas experiências anteriores nesse sentido também não colaboram para você se sentir a vontade de revelar que gosta de alguém, afinal, tem gente que fica sabendo disso e começa a se achar a última bolacha do pacote, né? Sem contar as pessoas que ficam sabendo de algo assim e começam a achar a pessoa que revelou alguém “fácil demais” (isso é até meio nojento de pensar, na real). Dá para entender e faz sentido. O ponto é que AS EXPERIÊNCIAS ANTERIORES NÃO PODEM COMPROMETER AS PRÓXIMAS.

Espera a hora, mas conta que você gosta.
Espera a hora porque você precisa pensar com carinho sobre isso. Vai que é só um fogo? Vai que é só um sentimento doido que aparece do nada? Não quero dizer também que tem que esperar para saber se É AMOR, claro que não, mas é só para você ponderar e não falar uma coisa dessas sem pensar. Espera a hora para você se avaliar e não se expor demais e, na pior hipótese, se arrepender depois, sabe? Mas, depois de fazer isso e entender que rola sim um sentimento, digamos, diferente, DEIXA A PESSOA SABER DISSO.

Conta! Arranja uma maneira, mas conta. Toma cuidado para não jogar a expectativa nas alturas e, eventualmente, se frustrar com a resposta, mas conta. Dane-se a reação dela, se vai se assustar, se vai ser recíproco ou não, mas deixa ela saber que você sente uma coisa diferente, uma coisa especial, um algo a mais ou qualquer outro nome que você quiser dar.

O fundamental, porém, é você só se proteger. Conta sabendo que um “infelizmente não sinto o mesmo”, “infelizmente não te vejo assim”, etc, pode vir. Estou insitindo nessa possibilidade porque ela é bem real mesmo. Temos que tomar cuidado para idealizar menos e vivenciar mais. PORÉM, a possibilidade da pessoa passar a te ver diferente também, da pessoa também já sentir algo de antes e se encorajar para te contar, a possibilidade da pessoa perceber que, no fundo, ela também te via de um jeito que não conseguia explicar e só entender depois que você contou, todas essas possibilidades são muito reais também. E como descobrir? Só depois que você contar.

Deixa a pessoa saber que você sente algo diferente.
Se ela não sentir o mesmo, respire e não esquenta, esta certamente não foi a primeira pessoa que você sentiu algo assim e não será a última. Seu coração vai continuar batendo.

Você pode pensar:
“Ah tá, vou falar que gosto da pessoa pra ela falar que não gosta de mim”?

Ou pode pensar:
“Vou contar o que sinto porque é uma coisa boa e coisas boas não podem ser guardadas. Não é sobre o resultado é sobre a iniciativa”.

Faça a sua escolha e faça feliz a si antes de esperar que alguém faça.

por Márcio Rodrigues
@marciorodriguees
umtravesseiroparadois@gmail.com