Nós adoramos andar de metrô.
A parte da escada rolante é uma das preferidas. Parece que os abraços lá são mais intensos que em alguns outros lugares da cidade. Você fica um degrau acima e a gente se abraça sem falar nada. É sempre especial.
Saindo da escada rolante, de mãos dadas, começamos a competição: “Quem Passará Primeiro Pela Mesma Catraca”, e é isso mesmo. São várias catracas a disposição, mas insistimos e sei lá porque, em passarmos pela MESMA catraca no MESMO momento, o que é fisicamente impossível. Mesmo assim a gente sempre tenta.
Depois da catraca apostamos uma corrida na escada normal. Adoramos competições e o vencedor é o que menos importa. Chegamos então na plataforma do metrô.
Aí começa a decisão sobre “Qual Porta Entraremos”. Você insiste que a sua opção é a melhor para que possamos sair de frente da escada rolante na estação que desceremos, e eu, em vão e sem argumento, insisto que outra porta é melhor porque eu simplesmente acho melhor, ou seja, nunca venço.
Antes do vagão chegar a gente fica vendo as pessoas e lendo as placas publicitárias, eventualmente ocorre um abraço iniciado por mim, mas você fica preocupada com o vento que pode bagunçar seu cabelo. Eu gosto do teu cabelo bagunçado.
Aí você, sempre se achando humorista, faz aquela brincadeira de dar sinal pro metrô parar. E eu fico roxo de vergonha sobre como você é bobinha. O vagão chega, a gente entra e na hora de descermos na estação realmente saímos de frente para a escada rolante.
O nosso passeio e a nossa diversão começa a partir do momento que nos encontramos se estendendo em todos os outros segundos até a nossa despedida, que a propósito, ás vezes é bem engraçada, especialmente quando eu te faço uma tortura de cócegas. Nessa competição você perde.

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