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Essa Bagunça Você Não Precisa Arrumar

Começou a pensar em alguém mais vezes que o normal em meio a toda a correria da rotina, reconheça: as coisas não andam tão normais assim.
Na verdade, as coisas andam bagunçadas; deliciosamente bagunçadas. Pois bagunça boa é aquela que a gente perde a fala, a noção do que fazer e o senso do ridículo. As outras bagunças são dignas que arrumemos.

E como faz bem parecer uma pessoa otária no meio de tanta gente que força ser agradável.
Essa conclusão serve para inúmeros sentidos, pensemos, no entanto, sobre o “se sentir uma pessoa otária” no melhor deles.
Quando você começa a pensar em agradar alguém com o salário que anseia o mês todo para receber, é sinal que a poeira foi sacodida e está liberado comemorar: você finalmente virou a página e pegou a caneta para escrever uma nova.

Sentir a vida do avesso, achar graça em como os cachorros latem, cantar os refrões mais inusitados, não se importar com o trânsito que dilacera, entre outras coisas, são sintomas de movimentação nos próximos dias. Nesta previsão você pode confiar. Ignore horóscopo.

É saudável pensar que tudo pode acontecer com a gente, todas as coisas boas e ruins. Não somos imunes a nada e errar ao pensar que somos nos afasta das coisas boas. Não que o pensamento positivo coloque comida no prato ou assegure casamento, mas em uma situação onde não se tem muito de esperança, mentalizar coisas boas, acredite, já é de grande vantagem.

Se a gente parar pra pensar, a vida é realmente meio doida.
Aplausos para essa colocação genial!

É louco o raciocínio de que quando a bagunça boa começa na nossa vida, a gente acha tudo bom, tudo bem, tudo tem jeito, a paciência fica infinita, não tem problema se molhar na chuva, sol demais também não faz mal, cabelo na comida é acidente, fila no banco faz parte, pneu furado acontece, curtir o próprio post no Facebook é normal… Bem, isso não faz o menor sentido e deve ser evitado em qualquer bagunça da vida. Estamos entendidos?

Brincadeiras à parte, é só esse danadinho de coração começar a correr mais rápido que a gente começa a achar graça em tudo.

E como isso faz bem. Se for pra ser viciado em uma droga, que seja no amor. (Deixando o Wando no chinelo com a breguisse) É mais vantajoso, vejamos: não precisamos comprar pois temos dentro de nós, porém, é mais raro, porque não é todo dia que ele aparece pra gente entrar na brisa louca sair um pouco de si.

Mas quando ela aparece, quando a gente sente um pouquinho dela… *suspira*.

Como não podia ser diferente, nessa bagunça boa as mulheres, em geral, são um pouco mais intensas. Nas outras bagunças, são sempre elas que organizam, deixam tudo no lugar, lindo como elas são. Nessa boa, em geral, também.

Definição do amor: Mulher.
Com todos as facilidades e dificuldades.

E idiota é o homem que pelo menos não TENTA lidar com uma mulher.
Sejamos científicos: a mulher é geneticamente mais fraca que o homem, mais sensível e mais vulnerável. Só que é forte também, em depilar um monte de coisa que homem já sai chorando. Neste sentido, podemos confirmar a tese que mulher é amor.
Em geral, a mulher acompanha os seriados na TV imaginando viver uma história parecida e torcem pelos casais. Para muitas, ursos são ursinhos, um dia bonito é um dia lindo, um trânsito filho da puta é um trânsito lento pra caramba e por aí vai. Mas nisso, repito, em geral, pois não são todas que se enquadram.

O amor na mulher está na forma que ela amarra o cabelo. No jeito que ela corre da chuva, em como lê no metrô, como ri no cinema, com gira o corpo pra ver se a roupa ficou boa no provador da loja no shopping, com assina “Beijos :)” no fim do e-mail, como diz “estou com saudade!” pela SMS.
Homem, em geral, fazendo as mesmas coisas podem ser definidos em uma coisa: homem.

Em tempo: Em absolutamente toda regra, existe exceção. Acreditem em quem está fora do “Em geral”.

São devaneios sobre as mulheres que você pode discordar, mas em uma coisa todos os seres humanos devem concordar: todo homem precisa, gosta, anseia e é dependente da mulher pra fazer uma bagunça boa, só que o vice-versa já fez mais sentido nesse exemplo.

Foi-se o tempo em que a mulher dependia do homem. Para qualquer coisa. E isso é um aviso!
Todo e qualquer homem deste mundo que sonha com uma mulher pra si, vai ter que ralar muito mais neguim. Hoje elas estão no comando! Mandam em empresas, xingam no trânsito (não que seja recomendado para ninguém!), revidam a brincadeira sem-noção, jogam futebol, fazem mais tatuagens, compram carros caros, viajam sozinhas. A exceção, claro, do tipo de mulher que vive em 2013 como se estivesse em 2013, só que a.C (antes de Cristo).
Neste sentido, a lição é que o homem tem que ser muito homem pra ter uma mulher de verdade agora! Se quer uma mulher mãe, mulher esposa, vai ter que ser muito mais do que “masculino”, muito mais que convencer com qualquer lábia, vai ter que conquistar, vai ter que comprovar por a+b+c+d+e+todo+o+alfabeto que merece ter uma mulher de verdade ao seu lado. Se não quiser, ainda tem a opção das mulheres que se fazem de nenéns.

Nesse jogo de ter alguém de verdade, saem ganhando as pessoas que se permitem e não fazem tantas exigências. É que recalque demais impede felicidade. Mimimi por todos os lados, tanto pra homem ou mulher, não leva a lugar nenhum e só deixa mais longe de qualquer rascunho de altar. É importante aceitar convites, sugerir lugares, pensar por dois, se colocar no lugar, revelar amor, confessar saudade e tudo que há de mais gostoso a dois, pelos dois.

Vamos deixar a bagunça boa acontecer, só não deixemos que vire caos e que nos tornemos refém dela.

Frio não, por um mundo com mais inverno na barriga para que as pessoas se sintam mais otárias.

Quero Te Falar de Ontem, Chega Logo

Leia ouvindo:

São coisas que não dá pra fugir e por isso é melhor encarar.
As decepções que vivi até que me fizeram ter ideia de até onde as pessoas podem chegar. É claro que os limites sempre podem ser superados, mas a experiência nos dá a noção do nosso próprio limite.

Outro dia em que declarei os meus melhores sentimentos, tive em troca uma boa dose de “não sou o bastante pra você”. Teve a vez também em que só fiz um convite e ao ser forçadamente recusado notei que eu estava vendo coisa onde não tinha. Experiências.

Há também as ocasiões onde não conseguimos retribuir. E isso é tão injusto. Pessoas especiais nos definem como ainda mais especiais e o máximo que conseguimos fazer é agradecer, nada de retribuição, nada de reciprocidade, só gratidão. Nessas ocasiões, todas as outras aquelas em que a lágrima dói ao escorrer começam a fazer sentido pra gente.

Como dói gostar de alguém sozinho.

E pode colocar aí na lista a dor de gostar de alguém que nem conhecemos.
Sendo didático, significa a dor de querer ter alguém para gostar. Uma dor que só sabe como é aquele que está vivendo, pois quem já viveu algo parecido, foi só parecido. A gente se identifica no dia a dia com histórias que parecem com a gente, mas elas nunca são iguais.

Aquele que sente dor vive colecionando pontos de vista que abracem o coração.

Gostaria de ter uma explicação convincente para entender os Médicos de Ocasião. São aquelas pessoas que sabem tudo o que sentimos, o que devemos fazer, falar ou não. É tanta vontade de ajudar que acaba atrapalhando.
Quando abrimos o nosso coração recheado de lamentação por uma fase não favorável, nem sempre a gente quer definições acadêmicas, opiniões experientes ou algo que o valha, tem horas que só queremos ouvidos novos emprestados, e isso acontece quando a parede fica cansada de nos ouvir. Pois ela é sempre a quem primeiro recorremos.

Assim como centenas de coisas inexplicáveis dessa vida, sentir falta de algo que não existe acaba fazendo todo o sentido. É sobre a falta que a falta faz.
No fim das contas é melhor passar horas no telefone tentando resolver uma briga do que não ter briga para resolver. Sabemos do quanto isso faz sentido.
É uma fase já tão delicada e as situações ao redor parecem contribuir para dificultar tudo ainda mais. Reconheça-se sozinho e verá um aumento no número de casais pela cidade,  verá a estreia dos melhores filmes, verá que as noites serão cada vez mais frias, verá que os fins de semana passarão ainda mais devagar. Basta reconhecer que está sem ninguém.

De nada vale uma promoção com acompanhante se não há um acompanhante para presentear. E não seja tolo você que discorda, pois sabe exatamente o que isso significa. Há ocasiões para todas as pessoas que cercam as nossas vidas: amigos, colegas, família e ocasiões que queremos viver com apenas uma pessoa.

Nossa vida é feita de todos os sentimentos, ninguém vive sorrindo ou só chorando. São dias, fases. Faz parte sentir raiva, faz parte amar demais, assim como faz parte se sentir sozinho demais e o perigo está em isso ser o atalho para uma solidão infindável. Existem pessoas que não conseguem sair de casa, pessoas que só tem amigos virtuais. Outras que não conseguem fazer novas amizades, que não conseguem fazer nada além da rotina de trabalho de segunda à sexta e da espera pelo começo da semana aos fins de semana. Louco, né? São perfis, são fases, somos nós seres humanos.

Nesse sentido a melhor saída é só respeitar, não precisa se sentir na obrigação de ajudar em nada, de falar a palavra certa. O respeito é um nobre sentimento que precisamos todos os dias e em todos os momentos da nossa vida.

O amor, por essência, é imprescindível para os nossos dias, basicamente por ele ser manifestado em diversas situações. Já o amor designado a outro alguém, é crucial para a manutenção dos nossos sorrisos. A gente vê mais felicidade na vida quando chegamos em casa e podemos telefonar para alguém contando sobre o que vivemos. A rotina é mais divertida, as dores de cabeça são mais passageiras, os filmes de terror não aterrorizam tanto assim, as filas de espera são toleráveis bem como a espera pelo ônibus. Quando temos alguém, a vida tem outro sabor. Quando amamos alguém, a vida ganha um novo sentido.

Amor à vida e a si próprio acima de tudo e ter a quem amar a favor da vida.
Essa é a meta.

Ainda resta alguma paciência. Te espero.

Das Vezes Que Te Ouvir Bater, Coração

Leia ouvindo:

 

Entendo se você é do tipo de pessoa que quando está perto do mês acabar sempre pensa em tudo que pode acontecer no mês seguinte. Fica olhando o calendário, pintando o dia de receber o salário se programando para todas as coisas que eu quer fazer. E o mesmo, claro, funciona quando um ano novo está para começar, né?
É tão gostoso, a gente se deixa  levar pela atmosfera que toma conta do mundo e é legal quando conseguimos canalizar nossas energias em sentimentos bons, dos que eu queremos dividir com alguém especial, com nossos amigos e nossa família.

Fim de ano serve para dar fim à algumas coisas.

Acho válido o exercício de dar uma parada pra pensar em tudo que aconteceu ao longo dos últimos 12 meses. É claro que não é algo tão gostoso de se fazer, mas vale recordar das vezes que choramos, das pessoas que nos fizeram chorar, das vezes que sorrimos e dos motivos que nos fizeram sorrir. Também é legal lembrar das coisas que eu queríamos comprar e das que finalmente compramos – são nossas realizações!, das noites em que saímos de casa e das que ficamos em casa esperando um convite ou aproveitando um DVD diferente.

Se as coisas não saíram como gostaria, veja de um modo que te faça um efeito especial. Sempre dá pra ver diferente e tirar proveito de alguma maneira.

Lembra das vezes que teu coração acelerou? Sabe aquela vez nesse ano que você começou a pensar demais nessa pessoa que está vindo à sua mente agora, começou a pensar tanto que a via nos reflexos do vidro no ônibus ou no metrô, a via nos refrões que nem conhecia pois os que conhecia, é claro, essa pessoa passou a morar lá. Lembra dessa fase? Não do que aconteceu depois, mas desse encantinho… Faz bem.

Nossa vida é feita de tentativas. Uma vida que não se tenta, não se aproveita.

E vez ou outra, claro, as coisas não acontecem como prevemos. Talvez nesse seu ano teve alguém que te confessou amor e que de uma hora pra outra você viu confessando o mesmo à outra pessoa. Vai ver aconteceu com você de ouvir de alguém que você é uma pessoa perfeita demais, que ela não consegue te recompensar, que você é tudo que sempre sonharam… E mesmo assim a pessoa preferiu partir. Ou talvez você tenha vivido algo parecido em querer se confessar pra alguém e simplesmente não conseguir, simplesmente se bloquear diante de tanto sentimento bom que deseja compartilhar, você simplesmente não conseguiu falar uma palavra de todas que representariam teu sentimento e aí você se sentiu um lixo e esbravejou pelos cantos da casa: “Vida injusta!”, “Sou uma pessoa que mereço morrer sem ninguém!”, “Ninguém presta nesse mundo!”, “Amor é uma bosta!” até o coração acelerar de novo na hora que, teoricamente, você menos precisava, né?

É que como já falamos aqui outrora, a vida te dá o que você precisa e não o que você quer.

Faz parte da gente não aceitar as coisas ruins. Queremos arco-íris sempre e não o cinza, só que mal sabemos que também há romance nos dias cinzas. Lembra do inverno? Quando tudo o que queremos é que os dias fiquem cada vez mais frios só pra gente poder passar horas abraçados, pedindo pra escada rolante demorar pra acabar, pro ônibus nunca passar, pra estação do metrô nunca chegar, pro filme demorar, pra noite se eternizar. Ou seja, o romance está onde queremos que esteja, seja num dia de verão na praia brincando de frescobol e passando protetor solar um no outro, ou na fumaça do chocolate quente em uma noite de sábado no inverno.

Páginas que escrevemos, são páginas que viramos. As outras nós rasgamos.

Como foi o seu esforço que deve ser infinito pelos melhores dias? A busca pelas mais especiais experiências nem que seja a mesma coisa feita todos os dias de formas diferentes? Lembra que o romance está onde você quer que ele esteja e não no que aparentemente está? Você lembra, eu sei.

Essa também é uma época de aspirações. É claro que não temos como prever o que vai acontecer ano que vem, se nem sabemos o que vai acontecer amanhã, o que dirá no próximo ano. Só que acabe a nós pensarmos nas coisas boas, sejam elas quais forem, não é necessariamente pedir para que aconteçam, mas mentalizar energia, sabedoria pra lidar com as surpresas, força pra respirar fundo quando for preciso dizer algo, sensibilidade pra reconhecer que também erramos, enfim, tanto eu quanto você sabemos quais são as coisas que esperamos do próximo ano.

E que tenha amor.
Pensa no amor, acredite no amor, defenda o amor, suspire amor. Não existem pessoas iguais nesse mundo, existem pessoas que se completam, que preenchem aqui e ali tudo o que não temos, que nos fazem rir de coisas que não riríamos, que nos fazem pensar em coisas que não pensaríamos. E isso é amor. E ele está em todos os lugares e pode acontecer a qualquer momento em qualquer dia de todos do seu calendário e em qualquer lugar que seus pisem ou que suas palavras cheguem.

O amor está sempre pronto para nos recepcionar.

E muito acontece por culpa da gente.
Vai ver aquela lágrima que derramou esse ano não teria acontecido se você tivesse se valorizado mais, vai ver ao longo desse ano você tenha desejado demais alguém que te ofereça algo que você não pode oferecer, quem sabe naquela vez se você tivesse falado o que sentia as coisas não seriam diferentes hoje? Talvez se você tivesse se respeitado não passaria por algumas coisas que passou.

Tem gente que simplesmente não merece a gente.
E nisso você pode acreditar.
É claro que insistimos no murro em ponta de faca porque há sentimento e ele é inexplicável, mas tem horas que nosso coração pede ajuda pro cérebro e a gente ignora. Você sabe quando isso acontece. Entendo, cada pessoa vê as horas do jeito que quer, cada uma sabe dos limites, sabe a hora de parar, de tentar. Nisso não há regra, não há quem diga que estamos errados, afinal, a vida que estamos colocando em jogo é apenas a nossa e os sorrisos e lágrimas que virem com ela serão só nossos. Mas algumas vezes a gente pode usar os olhos também pra enxergar, né?

Amor no dicionário possui uma definição poética, mas aquele que você sente só você sente. E não possui definição.

Que a Palavra Mais Falada Seja a Mais Sentida

Leia ouvindo: http://www.youtube.com/watch?v=0b-cazkmLnU

#POSTESPECIAL

Amor.
Neste momento eu só quero falar sobre amor. Depois explico por quê.
Amor é uma das palavras que menos usei em todos os textos do Um Travesseiro Para Dois. Não fiz uma auditoria e pode até ser que ela já tenha sido bem citada, mas tenho certeza que em menos quantidade com relação a todos os outros sentimentos. E foi de propósito.
Amor todos nós sabemos que precisamos e que é o mais belo sentimento que existe, mas e todos os outros? Minha “preocupação” aqui é escrever sobre momentos que a gente vive todos os dias e não só sobre amor, pois ninguém vive só de amor.

Só que agora eu quero falar somente dele e tudo que o envolve.
Penso que não há uma definição precisa sobre o que é amor. Não há uma explicação que convença à todos, não há uma verdade absoluta, não há uma síntese. É um sentimento absolutamente involuntário e complexo no qual cada um vive e interpreta de uma forma diferente. Há o amor pela família e amigos, amor pelo trabalho, pelo lazer, mas aqui, agora, quero falar sobre o amor por alguém especial.

Convido você a pensar em um alguém especial que sinta um amor único. Seria divertido também, se conseguisse pensar em todas as outras pessoas que já foram especiais em uma fase da sua vida, só não vale resgatar a saudade, deixa ela pra lá. Só quero amor.

Amor pode ser isso que estamos fazendo: relembrar com carinho de alguém que nos fez tão bem, que independente do motivo do fim, nos fez um grande bem, nos mostrando coisas novas, nos ensinando, nos desafiando, enfim, compartilhando parte da própria vida com a nossa. Amor pela pessoa.
Há quem diga que amor só se sente uma vez. Será? Respeito, mas é difícil imaginar. Prefiro acreditar que a gente ama várias vezes na vida, de formas diferentes pois o amor possui licença sentimental para ser vivido de novas e diferentes formas.

Aqueles que tentam definir e julgar o amor, na verdade não o sentem.

São colocadas na cruz as pessoas que amam rapidamente. Atenção, vale o raciocínio: O que é amor rapidamente? Quem determina a velocidade com que as coisas acontecem? Desde quando o senso comum é referência sobre o coração? Reflita. Trocar de amor, ter um amor novo é o tipo de coisa que pouca gente aceita, é absolutamente inacreditável e incompreensível. Talvez por isso seja amor, né? Vale outro raciocínio. Se fosse algo previsível, com data de validade, com começo, meio e fim, com definições, com qualquer coisa que pudesse restringí-lo, eu acredito, não seria amor, seria qualquer outro sentimento.
Sejamos práticos. O que é a saudade? A saudade é a falta daquilo que já tivemos. FIM. Pode até existir novas formas de dizer a mesma coisa, mas daremos voltas e chegaremos à mesma conclusão.

E o amor? O que é o amor? Quem pode responder? Quem pode julgar?
Penso que este sentimento é mais complexo pois envolve uma fase em que está sendo vivida, envolve uma nova forma de ver as coisas, envolve a beleza pelas coisas que nem todos veem, envolve uma vida nova. Exemplo: Pode ser chamado de amor aquilo que se sente quando a pessoa não consegue se tranquilizar sem se certificar que a outra pessoa está segura em casa? Pode ué, por quê não? Quem gosta se preocupa, certo? Todo mundo quer alguém que se preocupe com a gente. Também pode ser chamado de possessividade ou como dizem na gíria: ser grude. E quem está certo? Qual livro podemos confiar? As pessoas mais velhas, em tese, mais sábias, podem nos convencer? O amor de escola não era amor real? Mas crianças não são mais sinceras? Depois que crescemos não estamos mais certos do que pensamos e sentimos? Mas adultos não pensam demais e sentem de menos?

Percebe o looping? Este, repito, é meu ponto de vista, profundamente variável dado a complexidade do sentimento, mas você tem todo o direito de ter o seu e ser o contrário.

É justamente essa magia toda que envolve o amor e é o motivo por acordarmos todas as manhãs. Nós curtimos fotos na internet de frases bonitas sobre o amor, nós achamos bonitinho casais antigos pelas ruas, nós lemos blogs que falam sobre coisas bonitinhas (Obrigado! <3), nós cantamos juntos com os refrões mais melosos,  nós assistimos aos filmes mais românticos, nós choramos por esses filmes, nós somos incontroláveis, nossos sentimentos são, o amor é. Evidente, essas coisas acontecem mais com quem está vivendo uma fase de amor por alguém.

Pense sobre qual outro sentimento a gente fica na dilema pra falar x ouvir. “Ele me disse eu te amo!“, “Ela parou de falar eu também e disse eu te amo!“. A gente celebra esses momentos. Comemoramos como se nada mais fosse importante na vida, dane-se tudo, ouvimos alguém revelar que nos ama, ouvimos uma pessoa dizer que além de cuidar da própria vida, agora está disposta a cuidar da nossa, e mais, ela ama fazer isso, ela ama cuidar da gente, ela faz por amor. Louco, não?
Mesmo na ansiedade em momentos como esses não há uma certeza se podemos chamar de amor. Neste caso, o senso comum, faz sentido, e por questão de amostragem, nos comprova que é algo próximo do que em geral as pessoas consideram amor.

Terminar com alguém por não se sentir no mesmo nível. É amor? Terminar com alguém por achar que a pessoa merece mais. É amor? Terminar com alguém dizendo: “Você gosta mais de mim do que eu de você!” É amor? Se diz tanto que ama, por quê terminou? Seria o desdobramento mais fraternal e angelical que se tem notícia do que é o amor por alguém? Quem está certo? Por quê alguém deve estar certo? É, as coisas simplesmente acontecem e quando o momento é o do fim, tudo que a gente faz é se desesperar em busca de uma resposta que nos traga alívio. Mas precisamos desse alívio? Será que não seria mais proveitoso mudarmos a vida, comprarmos roupas novas, mudar o visual, se permitir encontrar um novo amor ao invés de ficar querendo entender o amor passado? Se a gente entender, vai mudar alguma coisa? A pessoa vai voltar? Nascerá amor nela? Será que não esperamos o amor dela da mesma forma que sentimos? Mas aí não seria uma “manipulação de sentimentos” e não estaríamos vivendo em troco de alguma coisa? Atenção para não confundir reciprocidade com ansiedade. Será que toda essa teoria se concretiza na prática? Olha, dá pra perder o ar só de pensar. Falar de amor envolve mais sentimentos do que se pode imaginar.

Vou dividir um pouco do meu ponto de vista sobre o amor.
Primeiro eu acredito que amor não tem explicação. Ponto. Segundo que cada pessoa sente de uma forma diferente. Ponto. E terceiro, que se fosse fácil de entender milhões de bandas e artistas não existiriam, livros não seriam vendidos, novelas não seriam escritas, bombons não seriam criados, flores morreriam, abraços seriam mais curtos, beijos seriam públicos, bebidas não seriam refúgio, corações não seriam de pelúcia, laços não seriam dados, poesias não seriam escritas, estrelas só seriam estrelas, lua, céu, vento, mar, sol e chuva seriam só “coisas legais”. E nós sabemos que dentro do amor todas essas coisas possuem valor especial.

Valor. Amor. Valor. Amor. Valor. Amor. Valor.
Penso que são coisas que andam juntas. Melhor alguém que nos valorize do que alguém que diga que nos ama, melhor alguém que nos convença do que alguém que gaste dinheiro com a gente, melhor alguém que se esforça do que alguém que nem tenta, melhor alguém que chore na nossa frente do que alguém que diz gostar de comédia romântica.

Com amor tudo fica melhor. O beijo tem um novo sabor, o abraço é o melhor lugar do mundo, o sexo é um momento único onde dois se sentem um só, a risada é mais gostosa, a saudade é cada vez mais urgente e incontrolável, os fins de semana passam mais depressa, os perfumes ganham voz, as poltronas do cinema se tornam nossa cama, as filas podem demorar mais, as escadas rolantes não precisam parar, o elevador pode demorar, o ônibus pode não passar, o dinheiro pode até acabar, o frio pode congelar, o sol pode queimar, o vento pode levar, a chuva pode molhar… Só o amor transforma, só o amor constrói, só o amor revigora, justamente por ele ser inexplicável. O amor foi criado para ser sentido e não explicado.

Não há regra, não há receita, não há conclusão. O amor sobressai diante de tudo e todos. Quem nunca chorou aprende a chorar, quem nunca se desculpou aprende a se desculpar, quem nunca errou aprende a consertar. Ele é quem manda. Diante do amor nós não somos nada além de máquinas prontas e submissas à ele, que nos guia, que nos diz sobre o que rir e sobre o que reclamar. E ele é tão sincero.

Vejo mais ou menos assim.
Amor real é o amor que a gente sente, cada um de foma diferente. Fim.
E melhor do que falar “mais amor por favor”, é falar “mais amor pelo valor”.

Deixo meu amor pra você aqui,
Márcio Rodrigues.

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Pessoal, 
Obrigado por tudo até aqui, pela companhia e pelas incríveis palavras! O melhor está por vir e tudo é especial se quisermos que seja!

Este é o 200° POST NO UM TRAVESSEIRO PARA DOIS e espero que tenham gostado!

Foi escrito com amor.

Sobre o Prazer Em Dividir a Pipoca

Leia ouvindo: http://www.youtube.com/watch?v=vOL-AvxD9w4

Me pego rindo sozinho de quem eu sou.
Além disso, rio do que gosto e de como gosto.
Quando tenho motivos convincentes pra celebrar, canto meus refrões até que eu perca a voz. E tem acontecido isso com frequência, e até que me provem o contrário, isso parece ser bom.
Engraçado que quando acham que estou triste, eu só quero que não achem nada de mim, no entanto já entendi que a minha diferença para uma porção de pessoas é que eu amplifico as coisas que sinto, do riso ao choro. Por outro lado, tem gente que prefere sufocar. E de sufoco na minha vida já basta a rotina.

Já faz um tempo que comecei a praticar uma nova forma de ver as coisas. De fato não foi algo fácil, mas hoje vejo que vale muito a pena.
Sobre as coisas que não me trazem sorrisos, tenho tentado ver de modo que precisavam acontecer para que eu pudesse chegar onde estou. É claro que sem elas possivelmente eu chegaria aqui também, mas eu seria outra pessoa, menos forte. As dificuldades me tornam invencível. Já sobre as coisas onde meu riso é solto, ah todas elas, que particular de sentir… “Coloca um riso na sua cara depois de abrir os olhos todos os dias!” entoam os mais sábios. Pois bem, é com base nessa receita que tenho vivido. Quando percebo que nasce um motivo para o meu coração acelerar, trato de aproveitar todas as batidas. Quando vejo que um sorriso pra mim foi dado, no mesmo momento retribuo com o melhor que eu puder dar.

Há quem diga que esse comportamento é a materialização das pequenas coisas. Essas pessoas estão certas!

Veja, seria muito fácil e totalmente comprável manter um discurso de felicidade gratuita, como quem não se vê chorar. Só que não é essa a questão aqui, até por quê me arrisco a dizer que a lágrima é o recheio da vida.

A verdade é que se a gente parar pra pensar, vamos perceber como temos mais motivos pra felicidade do que pra qualquer outra coisa. E nos clichês da vida nós podemos confiar.

Estou com saudade de me banhar na chuva. Quando criança, minha preocupação era voltar pra casa com roupa molhada e ter que ouvir minha mãe esbravejar, hoje penso no resfriado que posso pegar depois. Idade inconveniente.
Entre os planos para a próxima semana está o de me permitir mais, exatamente como eu fazia por essência quando criança. Continuamos as mesmas pessoas, eventualmente com alguns quilos a mais e uma porção de contas para pagar no começo do mês, mas isso não pode ser algo que nos prejudique e mude quem somos.

Por isso que faz tão bem ter a segurança de um abraço sincero. O momento do abraço é o mesmo momento em que ficávamos embaixo do edredom com medo dos trovões: o único lugar onde nos sentíamos seguros. Percebe que continuamos os mesmos e que só mudamos os cenários?

Na época da escola a gente gostava de pessoas que nem sabiam disso. E depois de adultos continuamos iguais. A diferença é que a vida nos apresenta um negócio chamado “indireta” e a gente faz uso dela a torto e a direito. Que adultos, não é mesmo? Na 5ª série a gente até fazia algo parecido, mas tentando chamar a atenção para que fôssemos percebidos. Continuamos iguais.

Hoje se temos vontade de tomar um chá, vamos até a cozinha e o preparamos; pegamos o carro ou o transporte público e saímos para comprar. Quando criança, era só pedir para os nossos pais.

Desde pequenos nós aprendemos como é bom ter um abraço. Em geral, isso era mais frequente nos dias de aniversário quando éramos o motivo de celebração. Depois de mais velhos, raros são os aniversários em que ainda há bolo. Substituímos nossa casa por um bar legal que agrade à todos, eis o momento em que deixamos de ser o motivo e nos tornarmos criadores de motivos. O lado bom é que os abraços continuam os mesmos, as ocasiões é que mudam. Deixamos de cumprimentar nossos amigos com aperto de mão e beijo no rosto como fazíamos na escola e começamos a distribuir abraços em todos que nos fazem bem. Há amor, de uma forma singela, mas há. Mas as formas singelas não são as melhores?

Outra diferença é que quando somos mais novos, não há problema na vida contanto que tenhamos os amigos por perto, com eles tudo é perfeição. Quando crescemos, tudo fica mais especial quando encontramos nossos amigos e estamos acompanhados de outra mão dada a nossa. São multiplicações e variações de bons sentimentos. Novas formas de pensar, velhas formas de agir. Velho amor de um novo jeito.

Vou dizer que tenho histórias pra compartilhar que garantem uma dúzia de risadas a quem eu contar. E além disso, tenho certeza que com o resto do dia que terei hoje, somarei então mais uma quantidade de histórias e ocasiões.

A vida só é normal para quem quer que seja.
Nem as batidas do nosso coração são lineares, por quê deveríamos ser?

Já comentei sobre a minha nova prática? Procuro ver as coisas de um jeito diferente! Não me contento com um único ponto de vista! Não quero estar certo sempre! Não quero discordar sempre! Quero ser contrariado, quero ser convencido de que a minha forma de pensar não é a única… Quero muita coisa.

Me pego sozinho rindo de quem eu era.
E de quem eu sou.
Continuo o mesmo.
Por essência, continuamos os mesmos.

Há fases em que deixamos de ver com os olhos para vermos com o coração.

Eu Sei Que o Problema Está Em Mim

Se pelo menos fosse uma novidade pra mim, eu poderia parar e pensar: “Nossa, mas o que eu faço agora? Não sei lidar com isso e tenho medo!” Só que não é. E mesmo assim, eu paro e penso a mesma coisa. Os anos vão passando, vou crescendo e aprendendo um monte de coisa nessa vida mas continuo sem entender muito bem como lidar comigo mesmo.
Já tentei de tudo pra resolver isso com o objetivo de me fazer ter vida de novo. Em muitas das vezes que tentei, pensei como seria bacana sei lá, acordar no dia seguinte, sem peso na consciência e pensar: “Como é bom o gosto de ter tentado!”. Só que eu não consigo.

Desisto das coisas que quero sem nunca sequer ter tentado.

E ninguém precisa me falar o quanto isso errado e me faz mal, afinal, da minha vida e de todos os meus problemas eu sei bem. Valorizo uma opinião de fora, sob outro ponto de vista, só não abaixo a cabeça para definições alheias sobre como eu sou ou como eu devo ser.

O negócio é que mais uma vez eu me vejo sem nenhuma direção, sem querer saber nenhuma opinião, mas querendo tomar alguma decisão.
A gente já se conhece a um tempinho, nos falamos com certa frequência e sério, eu tentei, tentei com tudo que eu tenho de força, tentei não me render, tentei resistir, tentei te evitar, tentei não te chamar pra conversar, tentei de tudo, mas todos os meus esforços foram em vão. Eu simplesmente não consegui.

Eu não consegui parar de gostar de você. Na verdade eu só estou começando.
E se esse fosse o maior problema eu poderia comemorar, o negócio é que você nem sabe disso. E eu, ah eu, como todas as outras vezes na minha vida, não sei nem como te dizer.
Nunca encarei momentos como esses de forma normal, como algo natural, sempre considerei tudo muito especial e talvez esteja aí meu erro.

É que eu gosto demais, choro demais, rio demais, sinto saudade demais, sinto raiva demais, sinto amor demais. Sinto amor demais. É que eu… sinto amor demais.
Aqueles que me conhecem sabem que não estou mentindo e que não preciso disso pra tentar comover ninguém, até porque, eu nunca tive alguém de fato, logo, nunca tentei.

É uma merda porque eu vejo os dias passando, a gente conversando, já fez mais de mês, não foi 1 nem 2, foram mais de 3 e continuo aqui sem novidades sobre o que eu sinto por você. Sem coragem pra falar o que eu tenho sentido.
É claro que tem muito a ver com medo. Morro de medo de que você se afaste de mim, de ouvir o mais cruel “não” que já ouvi. Tenho medo de fazer papel de ridículo, tenho medo de parecer gostar demais, tenho medo de te sufocar.

Em outras palavras, tenho medo de tentar ser feliz.

Simplesmente porque me dói a barriga imaginar que vou ter que te encarar e dizer olhando para os seus olhos, as coisas que eu só dizia treinando para o espelho. Acho que eu fico assim meio sem chão porque eu sei que o que sinto é real e eu gostaria muito que fosse correspondido.

Gosto das coisas da vida como se ela fizesse os meus gostos.

Pagaria pra ver sua cara se eu te contasse tudo que faço com você sem nem você perceber. Percebo que você não está bem pela quantidade de risadas que publica na internet. Algo não deu muito certo quando a foto que você posta é de algum ângulo inusitado dessa cidade. Parece loucura, parecem pequenas coisas demais, mas são as pequenas coisas que fazem todo o resto ser grande.

Não tenho certeza sobre como vai ser na próxima vez que a gente se ver, não sei se vou conseguir matar essa minha angústia e tentar falar logo tudo de uma vez ou se vou deixar comigo uma vez mais.

Entre todas as minhas dúvidas sobre o que fazer com o que eu sinto por você, tenho uma certeza: é real.

Quem sabe um dia.

Desse Jeito Não Vai Funcionar

Engraçado que não fui eu quem quis assim e hoje é você quem age dessa maneira toda estranha, sem fazer o menor sentido. Afinal, não terminamos numa boa com as coisas tudo certas entre a gente? “Numa boa” quero dizer né, claro que nenhum fim é bom. Ok, tem vezes que é sim, mas não foi o nosso caso.

O que eu não entendo é o jeito que você tem se comportado depois que terminamos, ou melhor, depois que você terminou. E não adianta vir me colocar o dedo na cara pra falar alguma coisa sobre mim, você deve se lembrar que eu não queria isso, que eu tentei um milhão de vezes te entender, mas vai ver foi exatamente isso que te irritou tanto: o fato de que eu querer te entender. Não vale a análise agora e só vai me desgastar.

É que você não tem percebido a forma ridícula que tem se comportado com relação a mim. Me chama no celular pra conversar, mas reclama quando não respondo imediatamente, e quando respondo e tento manter um clima bacana, você impressionantemente planta algum motivo pra brigar comigo. Presta atenção, não estou me fazendo de vítima, só que é exatamente isso que tem acontecido. Quer queira, quer não.

Você faz de um tudo pra chamar a minha atenção e se aproveita do fato de eu não ter te excluído das minhas contas nas redes sociais. Eu não teria por quê fazer isso, mas você está me forçando aos poucos a fazer. Se faz presente da forma mais infantil que existe, postando imagens e me marcando, mandando músicas que faziam as nossas trilhas, sei lá, várias coisas que mais parece que você quer deixar claro que está por ali, que quer marcar território, afinal, se não fosse por isso, por quê estaria fazendo? Fico pensando o que você acha que eu pensaria se não isso.

Olha, eu vou mentir se te falar que te esqueci. É claro que não, até por quê não faz tanto tempo assim. Ainda tenho algumas das suas lembranças me perseguindo, especialmente quando estou sozinho em um lugar qualquer ou dirigindo por essa cidade. Mas eu me aliviei quando coloquei na minha cabeça que isso faz parte.

Hoje faço do nosso passado o meu presente.

Sei que não tem sido fácil pra você, mas não pense que tem sido pra mim. Não acredite tanto nas risadas que dou na internet, nos lugares que visito, nas fotos em que apareço, não leve assim tão a sério.

Os motivos que uso pra sorrir são alternativas pra não chorar.

A conclusão da minha visão sobre isso é que tudo faz parte. Eu não poderia esperar por menos, não poderia evitar a saudade e fugir da lembrança, do dia do fim até a um minuto atrás eu tenho tentado entender de uma vez por todas que vai ser difícil, mas é assim que tem que ser e eu preciso superar.

No entanto, devo dizer, fico triste com o jeito que você se comporta. Se a sua ideia é voltar, é que continuemos a nossa história, entenda que tem feito tudo para não dar certo. A sua pressão, mesmo na melhor das intenções, tem me sufocado e tem me confundido ainda mais sobre as coisas que tenho sentido por você.

Não queira controlar o tempo e acelerar as fases da nossa vida. Apenas viva.

Se agora eu falo isso com tanta propriedade foi porque lá atrás eu tive que engolir o pão que o diabo amassou pra conseguir atravessar os dias e continuar fazendo as minhas coisas. Demorei, mas estou tentando seguir.

Desculpe, não quero que me leve a mal sobre as coisas que estou dizendo, mas o respeito é um dos maiores sentimentos que tenho por você e gostaria que tivesse o mesmo comigo.

Entenda, o amor não morreu. Mas a gente precisa deixá-lo dormir e acordar quando quiser. Se ele quiser.

A Partir de Agora, Sou Eu

Fiz questão de guardar algumas das fotos que tiramos juntos. Não é nada de especial com relação a você, é que eu gosto de me lembrar das coisas boas que já vivi. Procuro, com muito esforço, transformar qualquer lembrança ruim em algo que me acrescente positivamente.
Desde que ousei em tentar traduzir a dor da saudade em algo que me servisse de lição, comecei a respirar melhor o ar dessa cidade. Muito embora, é bem verdade, vez ou outra me vejo asfixiado diante da sua presença involuntária; vez ou outra sinto a sua mão na minha perna no banco do ônibus. Entendo que tudo isso faz parte do processo de cicatrização, tudo isso faz parte.

Se eu tivesse a oportunidade de te ver de novo, certamente algumas coisas eu não deixaria de falar.
Só que, pensando bem, eu não quero te ver de novo e não é nada contra você, é que simplesmente não preciso. Estou dia após dia seguindo com a minha vida, e ter sua presença de volta de alguma forma só vai me atrapalhar, afinal, eu nunca menti quando disse que não queria que terminássemos, quando chorei na sua frente, quando não, pelo telefone, te pedindo e quase implorando pra pensar direito sobre o que estava fazendo com você, comigo e com a gente. Não foi fácil e palavra nenhuma descreve o que eu passei. O que eu, felizmente, já passei.

A sua lembrança é o suficiente de presença em minha vida.

E é por isso que eu brindo sem ninguém andando pelas ruas por aí. Brindo o amor que sinto por mim mesmo, o quanto eu gosto de mim. Comemoro a maior lição que aprendi com a nossa história: Eu jamais posso gostar de alguém mais do que de mim mesmo. No entanto, é claro que entre uma fala e outra, num auge da sensibilidade, a gente até pode soltar um “gosta mais de você do que de mim mesmo”, isso faz parte, faz parte como o tão esperado dia do “eu te amo”. Há ingredientes que precisam ser colocados na receita de um relacionamento para que ele dê certo, contudo, é preciso lembrar o peso de cada um deles, e eu aprendi muito bem a dosar tudo que eu falo e demonstro. Isso não significa que mudei e me tornei mais calculista, pelo contrário, anseio pelo dia de ter um novo amor confesso, quero dizer que isso faz parte de um amadurecimento, de uma defesa, de uma certeza de quem eu sou. Como diz um escritor que gosto: “a diferença entre o remédio e o veneno é a dosagem”.

Vivo por uma vida sem excessos, mas respeito a exceção dos excessos de vida.

Olha, foram incontáveis às vezes em que faltou eu clicar no “enviar” para te mandar uma mensagem de saudade. Outras muitas vezes eu dei um toque no telefone só pra ouvir o teu “alô”. Já teve vezes também que tentei forjar um encontro você, já que eu sabia dos teus horários. Era tudo desespero. Eram tentativas pra te fazer entender o tamanho do amor que eu sentia, a força que ele tinha e o valor que eu esperava que desse. Só que foi tudo ao contrário, e novamente, não te culpo por isso. Vivíamos em páginas diferentes de uma mesma história.

Reciclei tudo que ouvi de muita gente, de nichos diferentes, pessoas que você conhece, outras que não, para formar uma opinião oficial sobre o que eu penso do que é o meu amor. Às vezes que me pego infantil lendo o horóscopo procurando algum tipo de refúgio e também, por quê não, alguma previsão de quando o coração vai acelerar novamente, são só vezes em que percebo o quanto de amor tenho a oferecer. Isso se aplica também que me vejo protagonista dos mais melosos refrões. E se eu pensar por esse lado, é absolutamente justo alguém que faça por merecer todo esse meu sentimento. É por isso que eu não beijo outras bocas aos sábados, que não me rendo a encantos recheados de intenções maliciosas. É por isso que estou aqui, seguindo em frente e vivendo a melhor fase da minha vida.

Hoje estou vivendo os dias da forma que eu sempre sonhei. Consigo me planejar, desenho meus sonhos, construo minhas felicidades, divido com quem é capaz de me fazer derramar uma lágrima de sorriso e não por dor. Hoje, eu sou melhor, muito melhor e a tendência, custe o que custar, aconteça o que acontecer, é que eu fique melhor ainda amanhã. Nessas horas me vem a boca um gosto ansioso pelo amanhã que está por vir.

Talvez a gente se encontre de novo em uma livraria qualquer, aí a gente se esbarra com livros nas mãos, deixamos tudo cair, nos abaixamos ao mesmo tempo, nos olhamos e então percebemos quem nos tornamos.

Talvez não.
E eu não vou achar problema.

Faça Um Favor a Si Mesmo

Gente que valoriza mais uma briga do que um noite de conchinha. Quantas milhares?
Vejo tanta valorização de problema e banalização das coisas boas que às vezes me sufoca e me pego enlouquecendo sozinho.

Eu não entendo a briga de um casal no telefone por uma mensagem não respondida, enquanto tem gente em todos os lados querendo um par pra ser um casal, com mensagem respondida ou não. Não entendo por quê o ciúmes sobressai diante de todas as coisas, por quê é tão incontrolável a ponto de matar todo o tempo brigando, ao invés de ser vivido sendo feliz. É um raciocínio teórico, mas, tendo em vista que toda prática parte de uma teoria, sugiro a reflexão.

Você aí, para de ser tão chata, para de ser tão insuportável assim com ele! E você, para de ser tão ridículo e tão insensível com ela.

Da mesma maneira que somos urgentes em querer que as coisas aconteçam, devemos também ser urgentes para resolver problemas, para valorizar o agora, para dizer que ama, para dizer que não gosta mais ou para dizer que sente saudade.

É muita desinteligência ir dormir com o clima de briga-não-resolvida. Não acho possível viver um dia inteiro, para resolver este problema só no próximo dia a noite, e olhe lá. É que as pessoas são nervosas, não gostam de falar de cabeça quente, né? E se o problema for justamente o motivo de estar com a cabeça quente? Nem sempre o motivo de toda aquela briga é algo que realmente valha uma conversa.

Um relacionamento significa ceder. Às vezes estamos certos, outras não e outras só podemos deixar de lado pois não vale nem o julgamento.
Somos uma plantação de problemas. Quando a lavoura parece fraca, a gente faz questão de plantar alguma coisa aqui ou ali, que seja reclamar no por quê do amarelo ser tão amarelo, entende? A impressão que dá é que a tranquilidade incomoda e o bom mesmo é quando o bicho pega. Me diz, pra quê?

“Ah, mas que mentira, claro que não, bom é quando tá tudo bem ué” você deve estar dizendo aí. Ok, agora vem cá, tenta lembrar das últimas vezes que discutiu com a pessoa que gosta, agora, pense nos motivos da discussão. Perceba ali em cima o que dissemos sobre urgência. Tente se lembrar se foi você que correu atrás ou você esperou que a pessoa viesse.

“Ah, mas eu sempre corro, toda vez sou eu quem faz isso!” E isso é motivo de chateação? Ora, burra é a pessoa que não valoriza a sua atitude, talvez o problema seja ela. Se você, honestamente, for sempre quem corre atrás e tenta resolver, entenda, só felicidade te espera. Agora, se você tem aquela merda de orgulho e prefere esperar que façam algo pra você, sugiro que resolva todos os problemas saltando do viaduto mais próximo.

Em nenhum momento aqui estamos discutindo a facilidade das coisas. É um raciocínio sobre o que devemos ou não fazer e sobre o que fazem ou não pela gente.

“Ah meu, mas é muita coisa envolvida né, e falando assim até parece fácil, mas só quem vive sabe o que é”. É né, muita coisa envolvida, e também é muita coisa boa envolvida pra ser vivida das formas mais fáceis que existem. Pra sempre vou bater na tecla do “dê peso ao que merece ter peso”, ao “destorce esse nariz e manda essa mensagem”, ao “enquanto você espera que façam algo, tem gente fazendo no teu lugar”. São situações genéricas, e que por serem justamente isso, são facilmente aplicadas em qualquer pessoa, inclusive em você que leu tudo isso até aqui.

Se ninguém nunca te estendeu a mão, faz de conta que esse texto serve pra isso, eu quero te ajudar. Quero que acalme-se e pense nas cagadas que fala e faz, na sua falta de atitude em resolver as coisas, na sua esperança infantil e vã para que as pessoas façam algo por você.

Você aí, não perca outra noite sono e não ganhe uma fatura gorda de telefone polemizando explicações na madrugada, faça algo que realmente solucione. Menos “É culpa sua”, mais “Vamos ficar bem?”.

E você aí, não chore por um amor que não tem, mexa-se, saia de casa, vista sua melhor roupa, chame seus amigos, saia sem ninguém, encontre um jeito e vá atrás das oportunidades, respeitando e considerando as possibilidades. Exija menos e viva mais.

No fim, em qualquer situação, o ideal é menos teoria e mais prática, por favor.

Em um Relacionamento Enrolado com o Tempo

Tem gente que fala de um modo como se a escolha fosse sua, né? Eu sei. “Ah, você não arranja ninguém porque você não quer!” Legal, vem aqui viver a minha vida pra ver se eu realmente não quero, né? Acontece que se for pra ter alguém só por ter alguém, é melhor deixar tudo como está. É claro que é possível sair do zero e arranjar alguém pra viver alguma história, mas isso não seria real, sendo assim, será que realmente vale a pena? Será que vale a pena usar do sentimento alheio só pra não se sentir deslocado e mais um no meio de tanta gente sozinha? Não vale.

Mas essas coisas só valem pra quem usa o coração, porque se você é das pessoas que não usa, não tem o menor problema em sair na próxima sexta-feira, distribuir alguns beijos em qualquer pessoa, sem critério, aí acordar no sábado e distribuir novos beijos a noite, acordar no domingo e distribuir mais novos beijos. Todos, sem nome, sem rosto, sem história, sem razão.

Pode perceber, a maioria das pessoas que julga uma pessoa solteira, geralmente, tem alguém. Elas não são autosuficientes, ESTÃO momentaneamente suficientes por ter alguém que preencha. É muito cômodo falar o que se deve ou não fazer enquanto vive uma história bacana com uma pessoa legal. É muito fácil falar “Sai, liga pra alguém, chama alguém pra sair”, sendo que essas pessoas que dizem isso já tem esse alguém e isso não é preocupação, portanto, não tem problema vir com o manual do que se fazer. Essas mesmas pessoas são aquelas que criticam frases de solidão na internet, frases de saudade, frases de arrependimento. Quando se vive um mundo repleto de cor, todo o cinza é motivo pra desdém.

Não é fácil, pra quem pensa que é, não é. Ter que sair pelas ruas e ver um monte de casal, das filas do cinema com as suas estreias de comédias românticas aos pontos de ônibus, não é fácil ter que chegar em casa e ver posts bonitos de “noites de sábado deliciosas” de casais na internet. É na internet onde hoje corações solitários buscam refúgio. E tudo o que você queria ter era uma história parecida pra poder compartilhar.

No entanto, não podemos esquecer, existe o lado da sentença. Se trata daquele tipo de solteiro que parece chegar ao ponto de quase se suicidar por estar vivendo uma fase sem alguém especial. Essas pessoas costumam falar sozinhas na internet, costumam revirar lembranças, compartilham tudo de mais depressivo, forçam memórias, trazem de volta tudo o que deveria ter esquecido e sem perceber, acabam afastando cada vez mais a possibilidade de alguém bacana aparecer. Essas pessoas esquecem que quanto mais se lembra de algo que já foi vivido, mais longe fica algo inédito para acontecer e menos importante vocês se tornam pra quem você confessa saudade.
Entenda que não estou falando que é fácil superar e que a saudade não dói. Só quero dizer que é importante que você dê a volta por cima da mesma forma como deu a volta por baixo, pois ninguém, ninguém vai chegar até você e estender a mão pra te salvar. Você não pode contar com ninguém, não pode esperar que ninguém faça algo pra te fazer melhor, pois muitas dessas pessoas estão vivendo sua felicidade e não possuem tempo pra tristeza alheia, pra solidão do outro, sendo assim, coloca uma coisa na sua cabeça, é você por você mesmo. A tua felicidade chega, mas só quando ela quiser.

Como a fase dos relacionamentos, a “solteirisse” também é só uma fase. Não há simpatia que preveja o fim, não há reza que mude algo, porque só vai mudar quando for a hora certa. Talvez uma saída seja se esforçar para aproveitar esse tempo sem ninguém. E sempre há como aproveitar! “Ah, mas eu estou cansado demais, já estou tanto tempo sem ninguém!” E você já se perguntou se merece alguém pra compartilhar das suas coisas? Você já pensou em tudo que tem feito? Já tentou esquecer aquela pessoa que sente tanta saudade? Já tentou parar de forçar a lembrança? Já tentou mudar o caminho de casa? Já tentou procurar alguma maneira, qualquer uma que seja, de enterrar de uma vez por todas tudo aquilo que já te fez mal? Você já tentou mudar por você? Enquanto você não querer que as coisas mudem, elas não vão mudar! As mudanças só acontecem pra quem quer que elas aconteçam! Existe um mundo inteiro lá fora te esperando, mas enquanto você ficar preso no exercício da dor, na lágrima do “nunca mais” ou do “vamos terminar, não posso mais continuar”, você nunca vai conseguir virar a página do livro da sua vida. Todas as páginas viram, por mais pesadas que possam ser, mas você precisa querer isso!

Pense que talvez esse tempo sem ninguém pode ser o seu melhor momento pra fazer alguém por você! Perceba no “esse tempo”, é só uma fase, que pode durar dias, meses e anos, mas que no fim sempre tem a sua espera compensada, contanto que você não viva em função da ansiedade de ter alguém pra sentar ao seu lado no metrô. A ansiedade é um dos piores inimigos da felicidade! Nenhum recurso que acelere os dias fará com que as coisas boas cheguem pra você ou que as ruins vão embora.

Sei que pode parecer tudo lindo escrito assim e que na prática é bem mais complicado. Mas se você não começar a acreditar nas coisas boas que a sua vida pode te oferecer, não há mais nada a se fazer a não ser esperar o caixão fechar.

Já você aí, você mesmo que está namorando ou casado. Também há uma coisa pra te lembrar. Se você não fizer com que todos os dias da sua relação seja os mais especiais possíveis, não se surpreenda quando se ver ouvindo refrões das piores músicas em busca de respostas para o que acontece. História precisam ser aquecida todos os dias por abraços e beijos sinceros ou pelo menos carinhosas SMS’s! Não existe a fase “Estamos numa fase boa!”, mas sim o “Tivemos um dia bom, mas amanhã será melhor ainda!”. Você precisa fazer essa sua história entrar pra história! Não por quem está com você, mas por você!

O amanhã vai nascer e com ele vai vir uma nova oportunidade pra você fazer a sua parte enquanto a vida faz a dela, seja pra ter alguém ou pra continuar com alguém.
Agora, pra ter alguém de volta, acredite no teu sentimento mas não espere compreensão, afinal, o amor não foi feito pra ser explicado.

Tudo é especial se quisermos que seja.

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