Tag: boas

Por Favor, Que Horas São?

Há quem tenha atitude,
Há quem sê de bem com as atitudes,
Há quem não se dê tão bem assim com as atitudes,
E há quem, sem pensar no fim, toma alguma atitude.

Não é de assustar a quantidade de vezes que a gente pensa: “Será que mando ou não essa mensagem?” e aí decidimos alguma coisa. O negócio é que a gente nunca vai poder prever o que vai acontecer com as nossas atitudes, do contrário, é vantajoso que tenhamos alguma atitude pois esperar que sejamos surpreendidos com sorrisos em nossa direção, é depositar uma responsabilidade muito grande no destino.

Em outras  palavras, ninguém nunca vai te convidar pra sair se você não se demonstrar uma pessoa minimamente interessada em aceitar. Do mesmo jeito, ninguém vai aceitar seus convites se você, por medo ou vergonha, já antever que a resposta será negativa.

A vida é um filme sem roteiro onde o Diretor somos nós.
Ou seja, está nas nossas mãos fazer com que a vida que temos seja mais interessante. Não por ninguém, só por nós mesmos, sabe?

Só que aí a gente tem a mania de pensar demais.
Pensamos tanto que não vemos o tempo correr e as oportunidades escorrerem pelas nossas próprias mãos. Não dá pra ter uma estimativa, mas com certeza MUITA GENTE, mas MUITA GENTE MESMO já perdeu a chance de viver uma história interessante por pensar demais. É claro que isso não significa que devemos ser impulsivos, fechando o olho e fazendo o que der na telha – embora isso tenha seu lado bom -, isso significa que o tempo que se perde pensando merece ser vivido aproveitando.

Se o que queremos é juntar histórias pra contar, porque não deixamos que aconteçam?
Se o que a gente mais gosta nessa vida é compartilhar com quem gostamos as coisas boas da vida, porque a gente não deixa que essas coisas boas aconteçam? E aí surgem aquelas respostas: Porque “não é a fase”! Porque não tenho certeza”! AH VÁ. A vida afasta as pedras e nós vamos lá, trazemos de volta uma a uma, ganhando assim o prêmio de burrice humana.

Em muitos casos dá pra entender o fator trauma.
Tipo, viver uma história que beira a perfeição e no fim ser surpreendido com uma decepção sem tamanho. Ou qualquer tipo de trauma, como esse aí que você está pensando. Dá pra entender, claro que dá. Só que as contas chegam no fim do mês, ou seja, de um jeito ou de outro a vida tem que andar e a gente precisa virar a página, por mais pesada que seja.

Um livro só faz sentido quando a gente acaba de ler,
pois enquanto estamos lendo é só uma soma de suposições e impressões.
E a vida, com seus traumas, funciona exatamente igual. A gente só consegue assimilar as lições das coisas que vivemos depois que superamos.

O engraçado é que muitos dos problemas que a gente reclama somos nós mesmos que causamos, né?
Você certamente deve conhecer alguém que posta na internet o quanto a solidão tem torturado e o quanto gostaria  de ter alguém pra ver um filme num sábado a noite, ou talvez comer fora, ou talvez tudo. Aí você pensa sobre esse alguém: o que ele tem feito pra viver isso? Pois, viver uma vida que irreal aproxima coisas igualmente irreais e não as que aquecem o peito, sendo claro, não é postando foto de balada que esse alguém vai atrair alguém pra dormir de conchinha. No máximo, vai atrair outras pessoas que gostam de fotos de balada. Mas tudo isso, claro, em tese.

Faço um convite: vamos pensar.
Isso, agora está liberado pensar! Pensar no que temos feito, e mais do que isso, pensar no que não temos feito e em todas as chances que temos desperdiçado. Pensar pra de repente entender e encontrar as respostas das coisas que não fazem tanto sentido hoje, tendo em vista que, como já refletimos acima, se não totalmente, somos grandes responsáveis pelo nosso destino.

Talvez seja a hora da gente dar segundas chances, talvez seja a hora da gente recusar segundas chances. Talvez seja a hora da gente dizer mais “Sim” que “Não”. Talvez seja a hora da gente parar de criar problema onde não existe, até por quê, é desinteligente ter uma vida cercada de problemas, principalmente criados por nós.
Talvez seja a hora de gastar o tempo com coisas que tragam mais alívio que rombos no cartão de crédito. E os parques da cidade estão aí pra isso, bem como as conversas com amigos. Talvez seja a hora de pensar melhor sobre aquela pessoa, talvez seja a hora de entender que aquela outra pessoa realmente não vai mais voltar.

Talvez seja a hora de um monte de coisa, mas com certeza é a hora de tomar alguma atitude.

CURTA: www.facebook.com/umtravesseiroparadois <3

Sozinho, Farei as Mesmas Coisas que Fizemos Juntos

Tudo bem se tem que ser assim.
Eu não vou tentar te explicar como vejo tudo isso. Eu cansei.

A gente precisa ter a grandeza de admitir quando a melhor saída é o fim, rasgar as datas comemorativas e os filmes assistidos.

É claro que eu não vou conseguir esquecer tão fácil, mas também, isso nem é algo que eu quero. Esse negócio de transformar o carinho em rancor não é comigo e até tenho certa dó das pessoas que fazem isso. Ninguém tem sangue de barata, eu sei, mas também não precisamos sair por aí cultivando exatamente as coisas que não queremos colher, isto é, eu não preciso te transformar em algo ruim na minha vida por mais que você já tenha me feito sofrer, por mais que eu ainda sofra depois de tudo. Dos momentos que a gente viveu eu prefiro levar os bons comigo.

Meu amigos me perguntam se eu sou real em pensar assim.
Explico que por mais estranho que pareça, sim, eu penso exatamente dessa maneira sobre essas cosias. A estranheza deles justifica a carência em pessoas que pensam assim, ou melhor, que tentam pensar e encarar de um jeito diferente, fora do convencional “Quero que você morra!”. No entanto, eu não acho isso algo impossível, não me considero melhor que ninguém, eu só tento – e não é fácil – escolher o caminho das boas lembranças e das lições a ter que pensar em tudo que deu errado.

De todas as coisas que a gente vive na vida, as boas são as que a gente menos lembra e deveriam ser as únicas à serem lembradas.

Lembramos do maior trânsito, da maior fossa, do chefe mais chato, da pior dor de cabeça. E parece tão difícil lembrar de quando não teve trânsito, de quando a gente superou, dos chefes mais legais e do dia que demos o melhor dos nossos sorrisos.

Ao buscar a vida perfeita a gente deixa a felicidade passar em frente os nossos olhos.
Mais do que na conquista, a felicidade está em como você você conquistou.

Esse discurso todo soa bonito demais. Sendo assim, a verdade é que eu também desejo muito que você colha tudo que tenha plantado, desejo com todas as minhas forças que você encontre alguém que te teste, que aponte seus defeitos, que te mostre que nem sempre tem razão. Eu torço para que as coisas deem certo pra você exatamente como você faz dar certo para as outras pessoas na sua vida. A consciência é de cada um.

Só que na sua frente eu não choro mais.
Notícias minhas você não terá.

Não se trata de fuga ou covardia, se trata de respeito. Preciso de um tempo pra entender as coisas e pra relacionar que o que eu tinha até um mês atrás, não vou ter amanhã. Preciso de um tempo pra aprender a escolher os filmes sem ninguém, pra poder desassociar os cheiros à você, preciso de um tempo pra me ocupar com outras coisas.

O tempo ensina a gente a amar sozinho tudo o que já amamos com alguém.

Por mais que não faça sentido para ninguém, eu não te quero mal. Estou me esforçando ao máximo para preservar as nossas boas lembranças, pois elas são as histórias que eu quero contar à meus filhos um dia. “Olha só filho, eu já vim aqui antes, faz um tempão atrás e foi muito legal!”. É o tipo de coisa que eu quero viver um dia.

A gente lembra mais da lágrima que do riso.

É natural, o mundo conspira pra acontecer isso. Ainda mais em um mundo onde a felicidade está diretamente relacionada ao fato de ter alguém. Nos é condicionado como vida ideal aquela que se tem alguém ao lado, algo que até concordo, no entanto, a vida pode ser tão boa quanto, sem a necessidade de alguém. O mundo é esse sofrimento porque a gente esquece que antes de fazer bem à alguém, devemos fazer bem à nós mesmos. E de boas intenções nós sabemos qual lugar está cheio.

Só que eu estou tentando ir na contramão.
O único sentimento que combate a dor é a iniciativa, e dela, nasce a superação.
Por isso, bem aos poucos, estou tentando atravessar tudo isso de um jeito que não me abale tanto, de um jeito que me faça mais bem do que mal, de um jeito que mais do que você pra mim, que faça eu me sentir especial.

Não vai ser fácil, mas por falta de tentativa é que eu não vou morrer nessa vida.

#CURTA: www.facebook.com/umtravesseiroparadois ♥

Falo Normalmente Sobre os Motivos Que Eu Poderia Explodir

Leia ouvindo: www.youtube.com/watch?v=Bpfw47x5a90

Nosso relacionamento não é uma prisão.
A verdade é que antes de começarmos nossa história e mesmo que um dia ela acabe, sempre teremos as nossas próprias vidas e isso é algo que não podemos esquecer. Só que assim, enquanto estamos juntos acho importante que a gente cuide um do outro, sei lá, que a gente se respeite, que por mais difícil que seja que a gente tente se colocar no lugar um do outro, sabe? Essas coisas.
Ok, já dei muita volta, vamos ao foco, a questão é que eu não tenho gostado de algumas coisas que você tem feito. E ok, eu assumo que isso nada mais é que ciúmes. Você pode achar infantil, desnecessário, o que for, mas o fato é que ele existe e eu sinto.

Não acho elegante você curtindo tantas fotos como tem feito. Também não me sinto confortável ao ver seu perfil cheio de mensagens de pessoas que eu até conheço, mas sobre assuntos que eu não conheço. E sim sim, eu sei que a depois você vai me explicar tudo, que são coisas simples e muito pequenas, mas é chato pra mim, eu fico com ciúmes, o que também pode ser chamado de uma curiosidade desenfreada em querer saber sobre o que estão falando.

Olha, entenda que não estou brigando, que não é uma reclamação sobre o seu comportamento – pior que parece que é né? hihi -, é que eu quero que você se coloque no meu lugar, já pensou como seria?
Imagina você vendo eu curtir um montão de fotos por aí, fazer comentários sobre assuntos que você não sabe do que se trata, essas coisas, sabe? Repito que eu entendo que é tudo bobagenzinha, mas uma monte de bobagenzinha se torna uma bobagenzona, um clima péssimo, uma briga, enfim, se torna algo que não precisa acontecer. E é por isso que eu estou vindo falar com você. Sabe por quê?

Porque eu gosto de você, porque eu me preocupo em falar todas as coisas que eu sinto, das boas as ruins. Gosto de compartilhar com você tudo que eu penso, afinal, compartilhamos de uma mesma história na qual cumplicidade é um dos pilares, por isso faço tanta questão da gente se entender.

Tem gente que diz que me preocupo demais. Até considero este ponto de vista, mas prefiro pensar que eu não consigo guardar algo que está me incomodando, sabe? Eu prefiro falar, resolver esse pepininho e depois aproveitar a gente.

Eu sinto ciúmes sim, você sabe, não é de hoje.
Pense pelo lado bom, pelo menos não é aquele ciúme doentio de não permitir que você fale com outras pessoas, ou aquele de te colocar na cruz por olhar as pessoas nas ruas, isso não faz sentido, como eu disse, isso é doença. E devo dizer que não me importo se te olham também. Você acha que eu não percebo? HA-HA, você que pensa! Eu percebo tudo nisso aí, sei muito bem quando estão te olhando, a diferença é no modo que eu lido com isso. Em geral, as pessoas torcem o nariz, olham feio, arrumam confusão, nossa, caem o nível, e pra mim isso é totalmente desnecessário. Penso assim, se estão te olhando é sinal que você é uma pessoal especial e chama atenção de alguma forma, mas o fato é que EU estou com você e não as pessoas que te olham, EU estou com a minha mão dada a sua e sou EU quem vai te ver acordar de manhã e não essas pessoas, por isso não vale entrar em climão por causa disso. E digo mais, concordo com tantas olhadas, afinal, você é realmente incrível, se não fosse eu não estaria com você hahaha.

Mas só pra retomar, você está me entendendo? Mais que isso, você está me levando a sério?
Estou falando numa boa, até fazendo brincadeiras, mas o assunto é sério. Poxa, é muito chato pra mim, não sei explicar muito bem por quê mas é. E tem aquele negócio, uma coisinha boba que eu vejo, não gosto e não te conto, acaba se tornando um ingrediente pra uma coisa grande que pode arruinar tudo um dia.

Problemas não resolvidos se tornam problemas irreversíveis.

Por favor, peço que entenda também que eu poderia esperar essa situação ficar insustentável, mas aí eu já não posso me garantir sobre o tom que eu falaria com você, e se tem uma coisa que eu não quero é que a gente se desrespeite.

Quanto mais raiva a gente tem, menos razão também temos e mais involuntários ficamos.

Além do mais, não faz sentido eu esperar uma coisa pequena se tornar algo maior a ponto de eu ter que me segurar pra não falar coisa que não preciso. Isso seria burrice.

Você consegue ver como é prático?
E pra esclarecer de uma vez por todas, não quero te pedir pra parar de fazer nada, só quero que imagine como seria se fosse você no meu lugar. O que hoje é grande pra mim e pequeno pra você, pode ser exatamente vice-versa amanhã. E eu quero evitar esse amanhã.

Eu só quero ficar bem. Tudo pra gente parar de perder tempo conversando sobre coisas chatas ao invés de aproveitarmos com tudo o que mais gostamos: um do outro.