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Um frio na barriga pra chamar de meu

LEIA OUVINDO:
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=wvN8EH9V3Ck&w=560&h=315]

Não precisa se esforçar muito não,
já vou gostar se conseguir fazer do mínimo algo pra gente comemorar.
Eu não quero ter motivos meus pra celebrar, quero construir com você os nossos próprios motivos.
Pra me ganhar não precisa de muita coisa não, alguns abraços sem hora pra acabar e uma mão no cabelo quando eu precisar já cumprem o papel de me chamar a atenção, sabe?
Talvez por falar isso pareça que estou ridicularizando os esforços que podemos fazer por alguém, mas não vejo assim. Mas não é por aí.

Prefiro que o mínimo seja feito na intenção do que o máximo na obrigação.

Meu brilho no olhar é mais incontrolável que o meu coração.
Isso quer dizer que tenho riso frouxo, às vezes com pouco eu já me sinto contente. E também não se trata de gostar de migalhas, se trata de valorizar o que se tem ao invés de reclamar pelo que se quer ter. Do contrário disso, também tem o fato de eu não conseguir me animar muito com ideias que valem cifras incríveis se o beijo a gente não conseguir completar.

Por isso você não precisa se preocupar em me impressionar.
Mais importante do que me contar o quanto viajou é me mostrar o quanto é capaz de fazer a gente viajar sem sair do lugar.
Será que estou conseguindo explicar do que eu gosto nessa vida?
Pensando aqui, talvez eu esteja falando a mesma coisa de formas diferentes, talvez se eu falasse que gosto mesmo é das “pequenas coisas” eu nem precisaria contar todo esse resto com essas versões. Mas sabe, eu gosto de ajudar.

A certeza do que eu gosto é o que me distancia do que me faz mal.

Isso quer dizer que eu não vou dar abertura pra viver coisas que só vão me dar dor de cabeça. Prefiro ter clareza sobre o que é bom pra mim e direcionar meus esforços nesses sentido.

No fim, eu só quero ficar bem, melhor ainda se for com alguém.

Se você for daquelas pessoas que gosta de telefonar, eu juro que vou gostar, mas se for daquelas que preferem uma SMS, em nada vai atrapalhar.
De alguma maneira, eu juro que sempre vou achar algum motivo pra ficar feliz por algo que fizer por mim, nem que seja lembrar todos os dias daquele seu “sim”.

Vou ficar sinceramente contente se você me inserir nos planos do fim de semana. Se me escolher pra contar alguma parte exclusiva da sua vida então, nem se fala.
Talvez a gente brigue algumas vezes por não conseguir se entender direito, mas se isso acontecer e for por isso, acredite em mim, vai ser sempre na melhor das intenções.

Minha teimosia em ser feliz é maior que a minha humildade em aceitar a tristeza.

Então assim, quando a gente brigar, vamos combinar que vai ser sempre melhor a gente sentar e ouvir o que o outro tem a dizer. Não para querer convencer, mas pra evitar piorar. Talvez a gente nem se entenda e por isso mesmo a briga nem vá pra frente, mas talvez algum de nós entenda melhor, facilitando pra nós dois. Ceder não é submeter, é aprender.

Espero que goste de mordidas no meio do beijo.
Se você curtir uma massagem nas sextas à noite, você também vai ganhar e muito.
Nos shows que a gente for eu não vou me importar muito em você insistir em ir mais perto do palco; no meio daquela muvuca toda. Desde que não reclame dos gritos que eu der também.

Não precisa se esforçar muito não, viu?
Se você garantir que tudo o que fizer pra gente será feito com amor, não necessariamente amor por mim, mas o amor que gostaria que fizessem por você, eu já vou gostar.

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A primeira refeição do dia é a mais importante (+18)

1 – Texto especial recomendado para maiores de 18 anos. =)
2 – Leia ouvindo a música.

Eu costumo acordar bem, mas tem dias que acordo melhor ainda.
E você é espertinha, sabe disso e tenta me provocar.
E consegue.
Ou você acha que eu não lembro daquele dia?
“Ain, tô com dor de cabeça, só quero descansar!”
Aí eu preferi nem insistir e só me dediquei em fazer a melhor das minhas conchinhas pra você se sentir segura. Como eu sempre faço, aliás.
Durante a noite a gente se enrosca 1 milhão de vezes. Tem horas que fico sem lençol, tem outras que fico com o lençol todo. Tem horas que sua perna fica em cima de mim, tem horas que eu nem sei onde vão parar os travesseiros.
Tem horas também que espirro com o seu cabelo entrando no meu nariz e tem horas que meu braço formiga por deitar em cima dele só pra te dar a conchinha que você tanto gosta. Até aí tudo bem.
Naquele dia eu lembro que preferi te respeitar já que disse estar com dor de cabeça e que só queria descansar. Desliguei a TV apesar de estar com vontade de continuar assistindo e fui relaxando pra poder dormir logo. Naquela altura você já estava no sétimo sono. Você dá dessas: quantas vezes já me vi falando sozinho enquanto você já dormia há muito tempo?
Acordei poucas vezes durante a noite só pra me acomodar melhor e colocar o braço debaixo do travesseiro geladinho.
Normalmente sou eu quem acorda primeiro e corro até a janela pra fechar a cortina e evitar que mais raios de sol invadam o quarto acordando a gente.

Mas dessa vez foi diferente.

Eu nem lembro que horas eram, mas lembro de alguma coisa ter mudado.
Não sei que milagre aconteceu que na verdade quem fazia a conchinha dessa vez era você em mim. Logo eu estava relaxadamente virado pra frente, ali como quem não quer nada.
Aí lembro de ter sentido a sua mão passando pelas minhas costas devagar, caminhando com os dedos, toda preguiçosa. Até chegar no peito e ali ficar fazendo carinho.
Respirei fundo pra aproveitar e relaxar pensando que as coisas parariam ali, até que você foi descendo a sua mão, lentamente, mas foi descendo. Chegou na minha cueca e começou a me provocar. Levantava o elástico e passava o dedo devagar. Eu fingia que não estava acontecendo nada mas eu estava reparando em tudo. Você dava uma volta pela minha cintura e voltava. Sabia bem o que queria. E eu gostei da brincadeira.

O problema é que não consigo controlar os efeitos do meu corpo, ou seja, tem coisas que eu não consigo disfarçar. Bem, você sabe bem.
Então, pouco a pouco, graças ao trabalho lento da sua mão eu fui começando a, digamos, me animar fisicamente.
A verdade é que eu fui me excitando e resolvi ver até onde eu ia aguentar aquilo.
Então você abaixou toda a parte da frente da minha cueca e eu sentia a sua respiração nas minhas costas. Você colocou a mão exatamente lá onde já estava completamente “animado”. E começou a fazer pressão.
É louco porque o efeito físico é muito forte e é absolutamente incontrolável, não há pensamento que desvie o tesão quando ele chega pra valer. Tesão é algo involuntário e profundamente íntimo, só que naquele momento eu queria ver até onde eu conseguiria me manter relativamente equilibrado.

Bem, você pegou, mas pegou de jeito. Começou a puxar pra cima e pra baixo, a bater devagar. Apertava enquanto fazia carinho, aumentava a velocidade enquanto diminuía a intensidade. Você sabe das coisas e eu fiquei ali rendido.
Então você foi descendo o corpo pelas minhas costas me beijando devagar. A mão, claro, permanecia lá. Você estava muito certa do que queria fazer e eu me fazia de morto. Me beijava, me arranhava e, pela frente, me apertava, sempre com muito, mas muito prazer. Chegou uma hora que ficou difícil disfarçar e comecei a dar umas tremidas bruscas. É injusto e praticamente impossível controlar o próprio corpo.
Você desceu até a minha cintura e me virou pra cima. Tinha pouca luz no quarto, não conseguia ver 100% do seu rosto, mas poucas coisas são mais sexys que ver a sombra do seu cabelo caindo na frente do seu rosto. Me virou pra cima e tirou toda a minha cueca. Jogou pra bem longe.

Abaixou até a minha barriga enquanto levava uma das mãos até o meu peito. Descia arranhando devagar e deixava claro que queria fazer alguma coisa ali e que eu não deveria me importar.

Você queria me ter.

E eu deixei, me entreguei sem resistência, me dei pra você sem problemas. Então senti a sua boca se aproximando devagar. Foi por toda a minha virilha, fez jogo injusto, brincou com os meus sentidos, mas mesmo assim eu continuei te respeitando. Segurou com firmeza com uma das mãos e o colocou dentro da sua boca. QUE MOMENTO! Foi lentamente mas foi com tanta certeza que eu mal suspirava. Colocou inteiro, naquela altura já explodindo de ereção. Aí começou a dar movimento e despejar alguma saliva pra facilitar. Ao tentar te olhar consegui perceber a sua cabeça cima, baixo, cima, baixo, cima, baixo. Teve uma hora que largou a mão, segurou apenas com a boca e levou os braços até o meu peito descendo devagar. É incrível como você domina e sabe exatamente o que fazer para eu me render. Voltou com as mãos e intercalou o ritmo. Lambia, gemia e colocava força, uma força gostosa, uma força de quem sabe o que está fazendo. Comecei a me retorcer porque é extremamente insuportável todo aquele momento! Então segurou pra valer com uma mão só, lambuzava com a boca e com a outra mão apertava e esfregava “ali mais embaixo”. QUE MOMENTO!
Como se não bastasse tudo isso, tirou-o lentamente da boca lambendo com sabor e o levou até seu rosto. Esfregava por toda a parte, fazia de um brinquedo seu. Batia, esfregava e fazia um semblante de “eu sei do que você gosta” que era o pouco que dava pra perceber.
Depois de tudo isso, deitou em mim trazendo o rosto junto ao meu. Nos beijávamos até eu perceber que você já estava sem calcinha. E que espertinha! Não tive como pensar duas vezes, foi uma questão de eu fechar um pouco as pernas e de você abrir as suas.

Aquele barulho de lubrificação natural foi o que nos tornou um só. Levantou a cabeça devagar enquanto eu entrava por inteiro dentro de você. Feito isso, se acomodou debruçada ao meu peito e ditou o ritmo. Pressão contra o meu corpo.
Então eu resolvi parar de resistir e fui ter alguma iniciativa pra melhorar o que já estava bom. Se melhorar, melhora. Peguei na sua bunda com as duas mãos e aumentei a pressão no meu corpo. Começou a fazer calor. Não falávamos nada, te ouvia gemer mas ainda não como eu gostaria, então eu tive que mudar.
Indiquei que eu queria ficar por cima mas que você não precisaria ficar de frente pra mim.

Eu queria te ver de cost4s.
Nos posicionamos e deliciosamente fui voltei a penetrar.
Ali já estava você de qu4tro e eu de joelhos atrás de você. Peguei o máximo do seu cabelo em uma mão, enrosquei e puxei sua cabeça pra trás enquanto fazia a pressão e os movimentos de frente e trás, e com a outra mão segurava a sua cintura para controlar o ritmo.

Aí você parou de gemer e começou a gritar.
COMEÇOU A GRITAR MEU NOME, COMEÇOU A GRITAR PRA NÃO PARAR, COMEÇOU A GRITAR PRA IR COM MAIS FORÇA, PRA IR COM MAIS RAIVA.
E eu, educadamente, obedeci e ainda dei um bônus. 😉

Soltei sua cintura e me veio a vontade de ver a sua pele arder na minha mão. Dei um, dei dois, dei três tapas e você parecia se desconcertar. AÍ EU DEI MAIS, DEI OUTROS MAIS, REVEZEI A MÃO QUE SEGURAVA O CABELO COM A MÃO QUE BATIA.
Escorria suór pelo meu peito, barriga, chegando até as suas costas.
Troquei e me inclinei sobre você que já estava exausta. Com as mãos segurei seus seios mas não saí de dentro de você. Respirei nas suas costas pra te mostrar como eu estava me sentindo, e por mais que parecesse que eu queria parar, eu não parei.

Me ergui novamente e indiquei que gostaria de te ver: empinada.
Cotovelos no colchão e o quadril no mais alto possível. Ia ser bom daquele jeito pra mim e pra você. E aliás, você não faz ideia de como é sexy te ver nessa posição com o cabelo caindo no seu rosto e te fazendo sentir ainda mais calor.

Naquela altura estávamos já bem cansados, mas por algum motivo eu ainda tinha forças o bastante pra mudar de posição. Indiquei que queria sentar na borda da cama e sugeri que sentasse no meu colo. Você não hesitou. Sentou de costas devagar e após nos encaixarmos tomou de conta do ritmo. Com as mãos nos meus joelhos, pulava, pulava, cada vez mais alto, mais forte.

Pulava e gritava. Gritava, gemia, suava, queria, olhava, mordia, arranhava, sorria. Despencava a cabeça pra trás até seu cabelo encostar na minha barriga.

Mostrou que queria mudar e que ia zelar pelo conforto. Nós dois nos levantamos, você deitou de barriga pra cima e me puxou até você.

Então, novamente, eu entrei.

Ali seria pra valer, já que você estava “acomodada”, eu queria fazer se sentir ainda mais incrível. Aumentei a força e a velocidade. Você estava com as pernas nos meus ombros e com os braços pra trás, já eu, revezava minha boca em cada seio sem parar.

“VEM, VEM, VEM, QUERO VER, VAI, COM FORÇA, COM FORÇA,  MAIS FORÇA!”
Era o que você gritava me provocando e que ódio de prazer aquilo me dava. Tem vezes que a gente santo prazer que dá ódio, dá vontade de bater, e eu soltei alguns: “ENTÃO É ISSO QUE VOCÊ QUER? TÁ GOSTANDO DELE DURO EM VOCÊ? PEGA ELE PRA VOCÊ, OLHA COMO EU FAÇO ELE FICAR GOSTOSO AÍ DENTRO!” Falava com raiva, fala pra trocar a emoção e as sensações. Até acelerar ainda mais a velocidade, respirando ainda mais rápido, mais e mais rápido e então me esgotar…




Me rendi, desisti e me joguei em cima de você. Ali fiquei.
Fomos desacelerando e o coração foi voltando pro lugar já que ele estava pra sair pela boca. Senti sua mão nas minhas costas e quando recuperei força pra te olhar:

“Bom dia! Dizem que é importante comer bem de manhã, né?” você me questiona.

Obs: Aos que acabaram de chegar nesse blog: Este não é um blog erótico ou coisa do tipo. É um blog de histórias de relacionamentos, onde, de vez em quando eu escrevo um texto (+18) para apimentar as coisas. Como todo bom casal merece viver.

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Digamos Que é Uma Delícia

É bom, né?
E como é bom. É tão bom que nem dá pra explicar direito.
Fazer sexo, fazer amor, tão logo, fazer sexo com amor é tão bom que nem dá pra explicar direito.
Só que a gente precisa respeitar a nossa vida antes de sair por aí achando que “é a hora certa”. Tudo bem que não há uma certa, tipo: “Daqui a 1 mês vai rolar”, porque aí pode acontecer na próxima meia hora. Mas é importante ter consciência de que se tudo tem sua hora, a primeira vez de momentos como esse nos quais a gente vai lembrar pra sempre, também tem a sua.

Mas que é bom, ah isso é.
O descompromissado tem o seu fetiche.
Aquele negócio inesperado que isenta a gente de ficar com remorso depois ou com o sentimento de ter que fazer algo, algum agrado, sei lá, alguma coisa. Aquele que a gente faz quando dá na telha, que a gente faz só por ouvir o corpo gritando, que a gente faz no primeiro encontro (qual o problema?), ou até mesmo quando é organizado e a gente consegue marcar os detalhes, dia, hora e lugar. Faz bem para o corpo, faz bem para a saúde e para a alma. A gente fica mais leve e acima de tudo mais felizes, pois nos divertirmos sem arrependimentos.

Já o compromissado, aquele de fazer parte do dia a dia, que a gente também faz com o coração, consegue ser tão bom quanto. É que ali estamos depositando muitos outros sentimentos além dos convencionais e sensoriais. Ali a gente olha no olho e pensa no depois. É tão bom fazer bem a alguém, né? Poder rechear esses momentos com algumas palavras que moram lá no coração e a gente solta assim meio sem querer só por estar sentindo com mais força que o normal.

Em ambos, há muitas coisas em comum. Primeiro porque são relativamente a mesma coisa.
Bom mesmo é quando para os envolvidos há o pensamento de que tem que ser um momento histórico e não só essa de “mais uma vez”. O limite é imposto pelos dois. São os envolvidos que determinam até onde o negócio pode fluir.
Nesse cenário, é muito bem vindo aquele puxão de cabelo torcendo a cabeça pra cima ou aquele arranhão nas costas que em qualquer outro momento da vida é horrível, mas ali é liberado, bem como o olhar dentro dos olhos falando mais do que qualquer outra palavra. Também é bem-vindo saber demonstrar o que sente, demonstrar um ao outro que há um prazer ali no meio, saber convencer de que está sendo bom, delicioso e mais que isso, de que está sendo especial.

Não deve existir preciosismos.
Se as imperfeições corporais não devem ser nunca consideradas, muito menos em momentos de sexo, de amor ou de sexo com amor. O foco é um só: ter um momento incrível e não ser egoísta, ou seja, proporcionar prazer da mesma maneira com que está sentindo, pois ali um completa o outro, um está fazendo do outro seu atalho para o clímax do corpo, para os momentos em que o corpo se queima em sensações. Não há cartilha, não há manual. O jeito com que as coisas acontecem é desenhado por quem está envolvido, o importante mesmo é fazer com vontade. Ninguém é perfeito em nada, muito menos nisso, então a saída é fazer com que os pontos positivos sobressaiam os negativos.

Sexo é dar um tapa – aquele tapa! – sem pedir permissão. E depois, dar outro. E outro.
Amor também.
Embora normalmente seja praticado como uma coisa diferente da outra, ambas se completam.
Não é porque o sexo é casual que se deve fazê-lo de um jeito casual. É claro que dá pra colocar amor ali no meio. Não precisa falar “eu te amo” mas é importante fazer com se tivesse esperando uma declaração dessas, em outras palavras, se amor é o melhor sentimento que temos, no sexo a gente tem que de usá-lo de uma maneira que represente o melhor que somos. Direto e reto: dá muito bem pra morder, puxar o cabelo, arranhar o corpo, gritar, falar sacanagens e tudo que tem direito, com amor. Até porque, se o outro não for convencido de que o que vai acontecer é bom, pode esquecer, nada vai acontecer. Para tal, nada mais justo que a sinceridade, nada mais justo que se esforçar em fazer daquele momento nu o melhor da vida de cada um.

Amor é cuidar dos preparativos, é fazer carinho com uma mão a mais, é deitar no peito depois.
Sexo também.
As mesmas surpresas do sexo casual podem ser vividas dentro de uma relação estável.
Qualquer lugar pode se tornar cenário para um carinho inusitado, uma proposta deliciosamente indecente e uma atitude escandalosamente inesperada. É a busca pelo nosso prazer e por proporcionar prazer ao outro que importa.

Sexo não é brincadeira.
Fazer amor muito menos.
Por isso que não se deve ridicularizar quando acontece. É um momento onde os envolvidos expõem toda a própria intimidade, – muitas vezes nunca exposta – onde um conhece ao outro em detalhes, sente ao outro por inteiro, e só isso já é motivo de ser valorizado como algo profundamente especial.

Pode parecer meio confuso até aqui, mas é justamente isso que é: impossível definir. Só que dá muito bem pra gente nortear algumas coisas e traçar algumas importâncias.
Não há dúvida de que o respeito também mora dentro do sexo. Infelizmente muitas pessoas ainda tratam esse assunto com chacota e isso só deprecia ainda mais este que deveria ser um dos momentos mais cruciais da vida de qualquer pessoa. O cara que não conseguiu funcionar como o esperado, a garota que não gemia, alguém que não topava alguma loucura, são exemplos de coisas que podem acontecer com qualquer pessoa, só que mais do que transformar isso em piada, pode ser transformado em algo que a pessoa possa trabalhar para melhorar. Muitas vezes não dá certo pela tensão, muitas vezes é insegurança do próprio corpo, muitas vezes é só uma sede de dar prazer ao outro que acaba desfocando o próprio prazer. Mas como a gente pode esperar compreensão e empenho de um mundo sexualmente egoísta onde o cara que faz sexo com várias mulheres é homem de verdade e a mulher é vadia? Mas isso é tema para outro momento.

A gente sabe quando está gostoso quando a gente fica fora do ar. Tem também o tal do suór, a força que praticamente rasga o edredom, a cama que fica desmontada, a sensação ao ver outro corpo ali entregue.
E muitas fatores influenciam um momento como esse.
Tem gente que não tem a beleza que a sociedade exige, mas tem o sex appeal que a sociedade não consegue ver. Tem gente que não é sexy, mas tem beleza que excita. Tem gente que não tem o corpo sarado, mas sabe usar muito bem o corpo que tem.
Tem gente de todo o tipo e isso que faz o sexo ter graça, isso que constrói o amor dentro da gente.

Em últimas palavras, não existe manual e nem esteriótipo do sexo perfeito, existe a consciência do que gostamos e a sensibilidade de perceber do que o outro gosta,
e a partir daí, existe a atitude em dar
o nosso melhor.

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Afinal, Quando Um Não Quer Dois Não Brigam, Né?

Eles estavam nervosos.
Um não conseguia entender o outro, e pior, um não fazia questão de entender o outro.
Ela falava que não aguentava mais tanto ciúmes e ele reclamava que não aguentava mais ela o controlando tanto, isto é, ambos reclamavam das mesmas coisas de formas diferentes, mas só eles não enxergavam.

“Lembra do dia que você falou que ia sair com os amigos, aí te liguei, e quem estava lá? Aquela vadia que eu odeio, justo ela, a pessoa que eu mais odeio nesse mundo! Você mentiu pra mim, você ia me esconder e não ia falar nada me fazendo de trouxa!”

“Como é que você pode ter tanta certeza que eu não ia falar nada? Você nem me deixou explicar! Você não parava de falar! Gritava, me xingava, queria falar com a outra lá, parecia uma louca, desesperada!
 E mais, o que você me diz do dia que eu fui te pegar depois do cinema com as suas amigas e tinha um monte de cara que eu nem sei quem são? Aí você, toda fofa, distribuía beijos e risadas pra todo mundo, querendo ser a mais simpática!”

“Como você pode ser tão ridículo? Muito adulto então da sua parte falar aquele monte de coisa na frente das minhas amigas! Eu fui muito burra em oferecer carona pra elas e acabar passando vergonha com o seu descontrole!”

Eles reclamavam da mesma coisa, e o pior de tudo, em nenhum momento um tentava explicar ao outro o que aconteceu. Nenhum dos dois pensaram em acertar as coisas, do contrário, optaram por revidar com outro exemplo de uma tal “raiva” que passaram. É uma cegueira tão grande onde só os dois saem perdendo. Mas a vontade de ser superior é maior, a vontade de esfregar na cara um do outro quem tem mais razão é muito maior.

Não há espaço para perdão onde só se busca a razão.

Pareciam dois doentes! Abaixavam cada vez mais o nível do diálogo, não conseguiam se entender em uma só palavra, afinal, o objetivo era denegrir um ao outro, era agredir de uma maneira que marcasse! Era fazer estrago, era ao invés de expor o próprio lado fazendo com que o outro se colocasse no lugar pensando a respeito, tentavam obrigar um ao outro a aceitar que um estava mais errado que o outro.

Aceitar a imperfeição é o atalho para a teórica perfeição.

“Olha aqui, na boa mesmo, 
Eu não tenho mais paciência para esses escândalos! 
A gente estava aqui numa boa até surgir esse assunto e voltar tudo de novo! Você não se importou comigo e nem adianta falar que estou enganada porque sei o que estou falando!!!”

“Você tem problema, porque não é possível!

Perde a linha falando esse monte de coisa como se fosse toda perfeitinha, como se eu fosse idiota e não lembrasse das coisas que você fez! Não vem apontando esse dedo pra mim, porque você não é nenhuma santa!”

E eles continuavam.
O objetivo ali estava claro: alguém tinha que ser vencedor e não havia espaço para dois vencedores. Era uma disputa assassina pelo poder da verdade absoluta, pelo argumento mais convincente! E o louco é que nem sabem como começou tudo. Sem contar que se só de voltar nesse assunto a briga é tão grande, é sinal que não se resolveram nunca. Aparentemente, para os dois, os problemas nunca são resolvidos, só são deixados de lado.
Naquela altura, pouco importava se as coisas ficariam bem, o negócio é que alguém ali tinha que sair ganhando e alguém perdendo. De um jeito ou de outro.

“Olha o estado que a gente tá, isso não é justo…”
“E você acha que estou feliz com tudo isso?”

Começaram a chorar separadamente.

“Eu não acho que isso deve continuar assim…”
“Tudo que eu mais quero é dar um fim nisso…”

Então me vi com a mochila caindo em cima deles sem querer tamanho o aperto e rapidamente me desculpei! Contudo, se eu soubesse que o meu jeito atrapalhado rendesse uma solução para aquela situação eu teria forçado isso antes…
Eles acabaram se tocando e se encostando as mãos, logo, dando-as, em seguida se abraçando…

“Desculpa… chega disso, por favor”
“Eu que peço desculpas, não merecemos isso!”

Era minha hora de descer. Dei sinal e desci pensando neles dois.
Ajeitei minha mochila e caminhei pensando que só uma coisa resolveria o relacionamento daquele casal: humildade. Humildade de aceitar que erra, de pedir desculpas. Há também a importância em deixar o outro falar, em se colocar no lugar, em pensar como seria se fosse com os papeis invertidos… Tanta briga e tanta discussão porque alguém não deixou o outro explicar, e esse outro não deixou o outro explicar, que não se explicaram, não se entenderam, brigaram e acabaram chorando. E mesmo depois de aparentemente findada toda a discussão, eles ainda não conseguiam aceitar e perdoar os erros um do outro, não pelo bem de alguém individualmente, mas pelo bem dos dois, pela felicidade que estão construindo. Por tudo. Eles ocupavam o mesmo lugar de vítima ao invés do mesmo da felicidade.

Acontece.
Dei play na música em que mais gosto em homenagem aos dois.
Há pessoas que se amam mas não gostam de se amar.

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