Leia ouvindo:
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=B13npHcO_xc&w=420&h=315]
Você não para.
Se eu fosse contar todas as vezes em que fica se mexendo eu não conseguiria dormir.
Mas isso não é uma reclamação, é uma constatação.
É melhor te ter inquieta do que nem te ter. E te ter significa me ter também.
Mas que é uma verdade que você não para, ah, isso é. Você parece que sonha estar caindo de algum lugar.
Tem horas que enrosca a perna por entre as minhas,
tem outras que prefere se encolher inteirinha.
Tem também as vezes em que pega o edredom todo só pra você.
E apesar de me ouvir espirrar, nem liga pro frio que me faz passar.
Quando coloco uma mão embaixo do travesseiro geladinho pra relaxar,
você parece fazer de propósito e indica que quer que eu te abrace,
puxa meu braço por cima de você e leva minha mão até embaixo do seu rosto.
E como eu posso negar?
Só acho engraçado que quando mostro que eu também quero,
você se faz de desentendida e não se toca nem que o teto caia.
Cheia dos caprichos, ainda tô sabendo como lidar.
Aí no meio da noite coloca os pés gelados sobre a minha perna quentinha,
me dá uma agonia, uma tremedeira impossível de disfarçar,
mas você se encolhe e nem sai do lugar.
Tem vezes também que percebo que você fica em dúvida sobre quem é o colchão.
Tipo, do nada sinto minhas pernas pesarem e quando reparo são as suas
em cima das minhas como se fossem a coisa mais leve – não que sejam pesadas –
do mundo.
Agora, vou eu tentar fazer o mesmo com você?
Uma chance pra você me cotovelar até me ouvir cair no chão.
Mas nem tudo é essa folga que estou comentando não.
Pois você sabe muito bem quando a gente se encaixa e reconhece muito bem
o meu recado ao segurar no seu quadril assim como quem não quer nada.
E sabe o que é o pior? Você judia de mim.
Se mexe devagar, toda cheia de manha e se esfrega como se falasse:
“Eu sei o que você quer, seu besta, mas você vai ter que conquistar!”
Faz isso só pra ter o prazer em dificultar e em ver o quanto posso me esforçar.
E tem gente que ainda chama isso de charme, eu chamo de judiação.
Mas quando eu quero, você conhece, e talvez por isso provoque tanto,
quando eu quero, eu faço o impossível até conseguir.
Aí com você de costas pra mim coloco uma mão por dentro da sua blusinha pela frente.
Deixo a mão um tempo ali como se eu também não soubesse do que está acontecendo.
Faço círculos devagar, esfrego o dedo na barriga pra lá e pra cá,
e continuo até a sua palpitação aumentar.
Subo a mão em direção ao seu pescoço mas paro num lugar melhor no caminho.
Não faço ideia do porque, mas ali tem um espacinho que a minha mão gosta de ficar.
Aí desço essa mesma mão um pouco pra sua cintura e ali é que eu gosto de me divertir.
Abaixo e levanto sua calcinha devagar.
É um movimento que se repete algumas vezes, variando de velocidade.
E tudo isso é o que consigo fazer com uma mão só.
Só que você também é cheia de jeito.
Nas poucas vezes em que quem está de costas sou eu, você sabe como atiçar.
Solta a sua mão da minha e vai descendo pela minha barriga.
O problema é que eu não consigo evitar de mostrar que já gostei da ideia.
E o que você faz é só fingir que não percebe e começa e menosprezar.
Coloca a mão dentro da minha cueca sem precisar tocar lá e fica ali um tempinho
até voltar pra minha mão perto do meu rosto e eu me virar pra você de novo.
Você não para.
E eu não quero que você pare.
Me faz bem ter a sua companhia e vou fazer tudo para que continue gostando também da minha, assim como gostamos do jeito que a gente dorme de conchinha.
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