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Fiquem com a Verdade, Enquanto Eu com a Felicidade

Então eu vou me render aos clichês.
Vou me deixar levar pelas coisas que tenho sentido ultimamente.
Mas antes, vou te falar: sabe, dia desses lembrei de algumas coisas que já vivi.
Não foram tantas assim pra colocar um filme em cartaz, mas o bastante para me fazer entender o que exatamente me faz feliz e o que não me faz tão bem assim.

Dentro dessas lembranças, vi que não gosto quando a voz é mais alta que o normal, vi também que são tão poucos os motivos que valem discussões, que não acho justo desgastar uma história dando em voltas em coisas que não fazem bem. E aliás, as discussões podem ser evitadas.

Troco discussões sem fim por conversas em prol do final feliz.

Lembrei também de quantas noites eu demorei pra dormir por não conseguir me resolver. Esse negócio de “amanhã a gente conversa” nunca deu certo e eu sempre me torturava querendo resolver, juro, sem briga, só querendo o bem, mas o que eu sentia da outra pessoa era um sentimento mais raivoso recheado de acusações tipo “você está querendo ser certo sempre!”, quando na verdade eu nunca me importei com a merda da verdade, e sim com felicidade. Complicado, né? É.

Lembrar que já sofremos deixa a gente mais forte pelo que sentimos.

É que assim, ao relembrar de todas as coisas tristes que passei, consigo ver o quanto eu quero evitar com que cada uma delas aconteça novamente, consigo ver onde também errei – afinal, nunca me vi com toda a razão -, consigo ver muita coisa, mas principalmente consigo ver todas as coisas boas que eu quero viver.

A gente tem que lembrar da dor pra ter certeza sobre o que esperamos do amor.

Mas também reservei um tempo para lembrar das coisas boas.
Lembro das estreias do cinema e dos presentes nas datas comemorativas, lembro dos gostos particulares e das palavras no diminutivo, mas chega uma hora que todas as coisas boas que a gente vive se transformam em saudade boa pra fazer a gente melhor. Não dizem que do passado a gente só devem levar as lições? Então, das coisas boas do passado eu levo a motivação em correr atrás de viver algo ainda melhor, ou então, de reviver as mesmas coisas mas de um jeito deliciosamente sem igual, de um jeito sentimentalmente individual, de um jeito que eu acho que mereço viver. 
Isso significa que a gente pode ser feliz mais de uma vez nessa vida.

Nunca gostei da história do “Fulana foi a pessoa que mais me feliz na vida”. Acho meio delicado afirmar. A gente até pode ter vivido inesquecíveis histórias com determinadas pessoas, mas afirmar quem é que mais fez feliz talvez seja exagero demais. É que parece que a gente vive refém daquela felicidade do passado, sabe? Parece que ninguém nunca mais vai conseguir fazer a gente se sentir igual, quando o que mais procuramos em uma nova história é um pouco de alguém diferente que nos faça sentir novo de novo, um pouco de alguém que possa nos surpreender e comprovar que o melhor ainda estava por vir. E assim então viver todos os dias.

Nos clichês a gente pode confiar.

Naqueles clichês da ansiedade pelas estreias no cinema, em falar no diminutivo, nos gostos particulares e nos presentes nas datas comemorativas. Tudo isso faz parte da nossa vida e das histórias que vivemos. É bobagem se prender e se evitar de viver tal coisa pelo medo da lembrança do passado.

A vida existe pra gente fazer do ontem uma inspiração do que queremos viver amanhã.

Mas claro, isso não significa que vivo em função do que já vivi um dia, jamais. Isso significa que quanto mais feliz eu acho que estou, mais ainda eu vou estar.

Também não digo que nunca tive sorte nessa vida.
Prefiro pensar que eu vivi tudo o que eu poderia do jeito que eu deveria, mas passou.
Ninguém acorda sabendo como vai terminar o dia, por isso a gente pode viver com aquela friozinho da surpresa, do inesperado, da ansiedade, fazendo sempre a nossa parte que para que tudo seja bom pelo menos para nós mesmos.

Hoje eu gosto de ter a sua mão pra segurar quando a gente anda na rua.
Eu gosto de conversar com você ao som dos seus pais reclamando alguma coisa lá no fundo. Hoje eu gosto de ouvir o som da sua risada e te ouvir falar como foi o seu dia. Eu gosto de te ter perto da minha família, bem como gosto de estar perto da sua. Gosto das suas mensagens sem hora marcada, gosto do seu carinho deliciosamente involuntário, gosto do seu perfume que fica todo na minha roupa quando a gente diz tchau. Hoje eu gosto de pensar em coisas pra gente fazer, nem que não seja nada mais que um filme no DVD.

Na minha vida moram experiências que eu não faço a menor questão de esquecer. Nunca vou esquecer as pessoas que já passaram por mim. O que eu faço agora é guardar cada uma delas em um lugar só pra elas, onde eu não preciso mais buscar porque hoje eu sou feliz ocupando o meu tempo pensando em você, rindo com o seu jeito de falar e respirando fundo com as coisas que eu planejo pra gente.
Hoje eu me rendi aos clichês e me vejo entregue ao que nem sei que vai acontecer, mas que sei que está me fazendo bem.

Falo Normalmente Sobre os Motivos Que Eu Poderia Explodir

Leia ouvindo: www.youtube.com/watch?v=Bpfw47x5a90

Nosso relacionamento não é uma prisão.
A verdade é que antes de começarmos nossa história e mesmo que um dia ela acabe, sempre teremos as nossas próprias vidas e isso é algo que não podemos esquecer. Só que assim, enquanto estamos juntos acho importante que a gente cuide um do outro, sei lá, que a gente se respeite, que por mais difícil que seja que a gente tente se colocar no lugar um do outro, sabe? Essas coisas.
Ok, já dei muita volta, vamos ao foco, a questão é que eu não tenho gostado de algumas coisas que você tem feito. E ok, eu assumo que isso nada mais é que ciúmes. Você pode achar infantil, desnecessário, o que for, mas o fato é que ele existe e eu sinto.

Não acho elegante você curtindo tantas fotos como tem feito. Também não me sinto confortável ao ver seu perfil cheio de mensagens de pessoas que eu até conheço, mas sobre assuntos que eu não conheço. E sim sim, eu sei que a depois você vai me explicar tudo, que são coisas simples e muito pequenas, mas é chato pra mim, eu fico com ciúmes, o que também pode ser chamado de uma curiosidade desenfreada em querer saber sobre o que estão falando.

Olha, entenda que não estou brigando, que não é uma reclamação sobre o seu comportamento – pior que parece que é né? hihi -, é que eu quero que você se coloque no meu lugar, já pensou como seria?
Imagina você vendo eu curtir um montão de fotos por aí, fazer comentários sobre assuntos que você não sabe do que se trata, essas coisas, sabe? Repito que eu entendo que é tudo bobagenzinha, mas uma monte de bobagenzinha se torna uma bobagenzona, um clima péssimo, uma briga, enfim, se torna algo que não precisa acontecer. E é por isso que eu estou vindo falar com você. Sabe por quê?

Porque eu gosto de você, porque eu me preocupo em falar todas as coisas que eu sinto, das boas as ruins. Gosto de compartilhar com você tudo que eu penso, afinal, compartilhamos de uma mesma história na qual cumplicidade é um dos pilares, por isso faço tanta questão da gente se entender.

Tem gente que diz que me preocupo demais. Até considero este ponto de vista, mas prefiro pensar que eu não consigo guardar algo que está me incomodando, sabe? Eu prefiro falar, resolver esse pepininho e depois aproveitar a gente.

Eu sinto ciúmes sim, você sabe, não é de hoje.
Pense pelo lado bom, pelo menos não é aquele ciúme doentio de não permitir que você fale com outras pessoas, ou aquele de te colocar na cruz por olhar as pessoas nas ruas, isso não faz sentido, como eu disse, isso é doença. E devo dizer que não me importo se te olham também. Você acha que eu não percebo? HA-HA, você que pensa! Eu percebo tudo nisso aí, sei muito bem quando estão te olhando, a diferença é no modo que eu lido com isso. Em geral, as pessoas torcem o nariz, olham feio, arrumam confusão, nossa, caem o nível, e pra mim isso é totalmente desnecessário. Penso assim, se estão te olhando é sinal que você é uma pessoal especial e chama atenção de alguma forma, mas o fato é que EU estou com você e não as pessoas que te olham, EU estou com a minha mão dada a sua e sou EU quem vai te ver acordar de manhã e não essas pessoas, por isso não vale entrar em climão por causa disso. E digo mais, concordo com tantas olhadas, afinal, você é realmente incrível, se não fosse eu não estaria com você hahaha.

Mas só pra retomar, você está me entendendo? Mais que isso, você está me levando a sério?
Estou falando numa boa, até fazendo brincadeiras, mas o assunto é sério. Poxa, é muito chato pra mim, não sei explicar muito bem por quê mas é. E tem aquele negócio, uma coisinha boba que eu vejo, não gosto e não te conto, acaba se tornando um ingrediente pra uma coisa grande que pode arruinar tudo um dia.

Problemas não resolvidos se tornam problemas irreversíveis.

Por favor, peço que entenda também que eu poderia esperar essa situação ficar insustentável, mas aí eu já não posso me garantir sobre o tom que eu falaria com você, e se tem uma coisa que eu não quero é que a gente se desrespeite.

Quanto mais raiva a gente tem, menos razão também temos e mais involuntários ficamos.

Além do mais, não faz sentido eu esperar uma coisa pequena se tornar algo maior a ponto de eu ter que me segurar pra não falar coisa que não preciso. Isso seria burrice.

Você consegue ver como é prático?
E pra esclarecer de uma vez por todas, não quero te pedir pra parar de fazer nada, só quero que imagine como seria se fosse você no meu lugar. O que hoje é grande pra mim e pequeno pra você, pode ser exatamente vice-versa amanhã. E eu quero evitar esse amanhã.

Eu só quero ficar bem. Tudo pra gente parar de perder tempo conversando sobre coisas chatas ao invés de aproveitarmos com tudo o que mais gostamos: um do outro.