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Episódios Ruins Não Precisam de Reprises

Leia ouvindo: http://www.youtube.com/watch?v=qKpLtHw7IKQ

Chega uma hora na vida que a gente aprende a ver algumas coisas de maneiras diferentes.
Por exemplo, quando pequenos, ficamos ansiosos pelo aniversário porque é quando ganharemos presentes, depois de mais velhos, nos preocupamos em apenas reunir as pessoas que nos fazem algum bem. Valores e prazeres novos de uma mesma felicidade.

Nesse sentido, lembro que os motivos que sempre tive pra comemorar eram só meus ou de alguém da minha família, aí o mundo girou e me ensinou uma nova forma de ver a felicidade, que é a que me encontro hoje.

Hoje a minha felicidade é totalmente dependente da sua. É isso.
Não há sorriso no meu dia se não houver no seu também. E claro, não que eu seja submisso ao seus prazeres, longe disso, prefiro falar que aprendi a compartilhar dos seus sentimentos. Se você está feliz, pode ter certeza que estou ainda mais por te ver assim; se está triste, acredite que sou quem mais pensa em encontrar uma maneira de te fazer ficar bem logo.

Você é o tipo de gente que não merece nada menos que a felicidade.
Não vou enumerar minhas justificativas, até por quê é muito subjetivo e varia de pessoa pra pessoa, mas eu tenho meus reais motivos pra lutar pela sua felicidade e pra viver tanto os seus sentimentos. Há quem diga que isso é ser “grude”, penso que quem diz isso só quer uma pessoa que faça o mesmo. É confortável reclamar de algo que não temos mas queríamos ter, é confortável encontrar defeitos em coisas que não tem defeitos ou criar julgamentos em coisas que não simplesmente não podem ser julgadas.

Todos que nos dizem o que fazer, não sabem o que fazer quando é a vez deles.

Mas tudo bem, não é de hoje que não dou atenção para o que as pessoas dizem com relação a gente e especialmente com relação à mim e às minhas atitudes. Sempre vai ter alguém pra falar qualquer coisa e eu tenho dó dessas pessoas, porque elas só querem ter ocupação com a própria vida pra não precisar falar da vida de mais ninguém, elas só querem alguém como eu tenho você.

Acho que cheguei num certo ponto de maturidade. Penso nisso quando percebo nos planos que tenho pra gente, no valor pelas minúsculas coisas que aprendi a ver depois de você e na minha sincera e gratuita preocupação em saber como foi seu dia. É que eu já fico desenhando o nosso futuro aqui na minha cabeça, quando for a hora do mais importante “sim”, quando for a hora de decidirmos os nomes dos nossos pequenos…

Nunca pensei que ia gostar tanto de ver alguém se maquiando como gosto de ver você, mesmo com caras e bocas. Ou,  que ia achar tão divertido ver alguém escovando os dentes, ou também que ia gostar  tanto de perder noite de sono pra ficar vendo outra pessoa dormindo como as vezes faço com você. São coisas que de repente eu já tinha em mim, mas que só você conseguiu explanar, só você conseguiu fazer com que eu colocasse pra fora estes que são alguns prazeres que hoje eu gosto tanto de sentir.
Tenho certeza que se caso a nossa história seja interrompida, eu não vou conseguir ver essas coisas em outra pessoa…

Ainda sobre a maturidade que estou falando, hoje me preocupo em saber como foi o seu dia, como foi no trabalho e se está se sentindo motivada diariamente. Uma visão amadurecida. Em outra época me preocuparia se você tinha borrado suas unhas recém-feitas ou se tinha molhado o seu cabelo recém-escovado. Olha, são preocupações que ainda tenho, não mudei tanto nisso, o que mudei foi a escala de valor por todas as preocupações.

Tenho certeza que posso ser mais útil te motivando do que compartilhando uma dor sua.
Por isso, não preciso ficar perguntando tanto como e porquê algumas coisas ruins aconteceram, preciso pensar em como te fazer melhor, em como te motivar e em como te relembrar como você é muito maior que qualquer dor.

Está entendendo o negócio da maturidade que eu falei?
Sou a mesma pessoa, mas agora vejo diferente, agora, depois de você.
É muito trivial eu adotar o discurso de querer e lutar pela sua felicidade, mas quando digo isso há um sentido mais profundo. Primeiro, eu não consigo controlar as coisas que acontecem na minha vida, o que dirá na sua? Logo, devemos aceitar as coisas que a vida nos faz viver, visto que não podemos simplesmente desfazer. Segundo, é uma questão de aproveitar melhor o tempo. Ao invés de eu ficar na de “calma, vai passar”, “não fica assim”, “é complicado, eu sei”, falando coisas que você sabe, prefiro aproveitar o tempo e a fragilidade do seu momento para algo tipo: “vamos sair pra tal lugar, você precisa espairecer” ou “comprei o chocolate que mais gosta, pra te animar”, ou seja, prefiro propor soluções do que desdobramentos

Filosofei falando sobre a sua importância pra minha vida. E falaria por mais horas e horas.
Foi um “resumo aprofundado” sobre minha mudança de pensamento e comportamento, sua relação com isso e como eu vejo até onde tudo pode chegar, basicamente por um motivo: eu gosto de você e ninguém nunca vai gostar mais que eu.

Você Espera Eu Parar de Falar “Eu Também”?

Leia ouvindo: http://www.youtube.com/watch?v=UuA3mDHEbTk

Quando é com a gente, a gente não quer acreditar. Para o mal isso é normal, mas para o bem também acontece.
Quando chega a nossa vez na fila da felicidade, a gente custa muito a acreditar, é meio louco isso. Mas são extremos né, ou a gente pensa que nunca seremos felizes ou pensamos que somos infinitamente felizes em todos os momentos, em todas as relações, nas mais primárias trocas de abraços. Mas isso é algo que tem o lado bom, é aquele lado de viver tudo em chamas, nas mais absoluta intensidade.
A gente tem medo da felicidade, rola uma ansiedade, talvez até um desespero por algo, de fato, sólido.

E e eu tenho vivido assim ultimamente depois de pensar sobre a gente. Quando o fim de semana acaba e eu volto pra casa, geralmente fico pensando bastante tempo na gente. Não quero dizer que fico estudando como estamos vivendo, o que temos feito ou algo do tipo, eu penso em mim, em como as coisas acontecem no meu mundo e em como você apareceu assim meio sem querer, completando os meus dias. É louco, sério, é bem louco.
Acho que faço parte do grupo de pessoas que já passaram por tantos maus bocados nessa vida que acabaram criando uma casca de incerteza, de insensibilidade e de óbvia fraqueza. O medo, essa tal da fraqueza, de começar algo novo já pensando no sofrimento que o fim causa, de ter que viver as brigas e todas as coisas negativas –  embora triviais – de um relacionamento, me afastou de considerar que eu teria novas chances pra ser feliz.

Em pensar que estou falando do medo de uma história dar certo, que coisa estranha, não? É que sei lá, pode ser a maior bobagem do mundo, mas fico preocupado em saber como agir com você. Tenho medo de errar no mais do mesmo, medo de exagerar na mão em seu cabelo ou nas ligações de “bom dia”; medo de me entregar e me precipitar ao revelar amor mais uma vez… E o pior disso tudo é que eu quero viver isso tudo. Já mencionei o quanto isso é uma loucura?
Eu quero te provar como se tornou especial pra mim, como me faz bem, como quero você pra dividir minhas coisas, como eu estava precisando de alguém pra isso, mas apesar de eu já ter dito mil vezes aqui, eu sinto medo.

Você tem muitas das coisas que esperei de alguém, e diria mais, você tem muitas coisas que eu sonhei em encontrar alguém, e não estou falando de dinheiro, status ou uma beleza unânime – daquelas onde é impossível discordar -, estou falando do jeito, estou falando do teu jeito. Você prende os cabelos de um jeito que eu sempre achei bonito, se maquia fazendo caretas bonitinhas, você me faz carinho em partes do meu corpo em que nunca me tocaram, tipo nos meus braços e costas. Mas nem tudo são flores, você aperta o creme dental no meio e isso é algo a ser trabalhado, haha.
Olha, sei lá como, mas a verdade é que em todas as vezes que estamos juntos, da primeira até hoje, você conseguiu me surpreender com seu jeito. Desde o teu olhar compassivo aos moradores de ruas e um discurso engajado que não soasse chato e moralista, mas sim especial e real, até o jeitinho que acorda, bocejando preguiçosa depois de termos uma noite nossa.

Nunca me senti tão bem, querido e amparado em uma noite dormindo de conchinha como são em todas as nossas.

Todos os dias novos em nossas vidas são diferentes um do outro. E não estou falando de coisas grandes, passeios caros, viagens incríveis, porque essas coisas são muito fáceis de se ter, com algum dinheiro isso se torna possível, estou falando de coisas diferentes como a sua preocupação comigo. Me pergunta se comi bem, se dormi bem, como foi meu dia, se meu chefe foi gente boa, me cobra estudo, me lembra que preciso arrumar meu guarda-roupas, me conta uma novidade da internet que apesar de eu já ter visto, sempre deixo você contar de novo só pra te ouvir falar, briga comigo por eu brigar com a minha mãe. Sabe, é o teu jeito.

Existem as pessoas que nos fazem bem e as que nos fazem sentir vivo.

Por essas e por muitas outras coisas que eu prometo tentar, não por você, nem por mim, mas pela gente. Eu prometo tentar voltar a ser quem já fui, prometo retribuir a forma como você me faz bem, porque a felicidade é o mínimo que você merece pela pessoa que é.
Já entendi que essa minha busca por algum defeito em você ou algo que comprometesse nosso envolvimento está sendo em vão, não encontrei motivos convincentes o bastante para ter dúvidas sobre a gente. Ceguei a conclusões como essas depois de tanto pensar sobre a gente, sobre o que merecemos.

Não sei se estou pronto para o “eu te amo” igual você já me falou, mas eu prometo me permitir nadar com você nessa nossa história e tenho certeza que tudo correndo bem, o resto será consequência. Preferi não falar por falar para que não soasse tão falso, além de desonesto comigo e com você, mas se você tiver paciência pra me esperar, essa hora vai chegar. E aliás, devo dizer que não há nada que você possa fazer pra acelerar isso, você já me faz as melhores coisas, agora é a hora da gente respeitar meu coração e se você puder me esperar, em breve eu paro de responder com o involuntário “eu também” pra dar voz ao que meu coração sentir.

É que eu tenho medo, não lembro como lidar com essa parte bonita da vida. Só que tudo começa com a vontade e isso eu tenho de sobra, aí a gente espera um pouco mais, vive um pouco mais e num piscar de olhos teremos os dois, em sintonia pela busca da felicidade que eu tanto sinto saudade e tanto sinto medo de reviver.

É que quando é com a gente, a gente não consegue acreditar. E na verdade, eu já acreditei demais e muito rápido em outras histórias, mas você não merece que eu tenha dúvida, você merece que eu seja seu.

Daqui de Cima Eu Vou Me Jogar Sem Medo

Quanto mais você acha que sabe o que quer, mais a vida te surpreende como se chegasse na sua frente dizendo: “Hey, pare de planejar as coisas, pare de organizar seus sonhos, pare de querer que eu faça seus desejos! Confie em mim, faz a sua parte que com certeza farei a minha”. E sabe que isso é uma das coisas mais legais que podem acontecer?

É bom sentir o frio na barriga, mas é ainda melhor tê-la aquecida por outra.

A questão da urgência, do susto, do “não esperava”, do “sério que comigo?”, do “sério que por mim?”, preenchem nossos dias e não por acaso. São essas questões que nos estimulam a refletir sobre o que estamos vivendo, afinal, se existe pergunta na cabeça é porque existe uma possibilidade a ser considerada, não é mesmo? E as possibilidades, todas elas, existem pra gente observar as coisas de outras maneiras.

Pelo amor às tentativas infinitas de felicidade é que atravessamos os dias.

A gente tenta aqui, erra ali, acerta acolá, mas continuamos sempre dando o segundo passo.
Tem gente que julga a gente, né? “Ah, você faz tudo rápido demais, deveria fazer x ou y”, “ah você é lento demais”, “ah você espera que façam demais”, todo mundo cheio de receita de como ser como se ninguém precisasse de um empurrãozinho pra pular no mar.

Viver é um salto no mar de olhos fechados.

A gente fica na ponta da pedra, olha lá pra frente, olha pra baixo, cria coragem, pensa se vale a pena o risco, vê como o mar é bonito, imagina como deve ser a boa a sensação de entrar naquela água com ondas que fazem músicas quando beijam nas pedras, aí a gente salta. Os segundos que precedem a queda são equivalentes aos segundos de espera por uma resposta, da aproximação de dois corpos, do deslizar de um beijo, do afastar de cabelos no rosto. Aparentemente são só segundos, remotos segundos, mas eles mesmo assim tão rápidos são capazes de tornar especial tudo aquilo que era chamado de simples.

Bobagem é acreditar que existe receita pra ser feliz. No entanto, o interessante é acreditar que a tristeza só dura enquanto a gente quiser. Pra que tenha mudança, é necessário que a gente queira. Uma joaninha não pousa na sua mão se você não estiver apto à recebê-la, se você não demonstrar que está confortável para que ela possa chegar e desfilar pelos dedos.

Chega uma hora na vida – e isso depende de pessoa pra pessoa – que a gente simplesmente esgota de sofrer tanto. A ficha cai e somos forçados a entender que: ou mudamos as coisas ou elas continuarão iguais, sendo cicatrizes que nunca fecham. A ideia aqui é falar por A + B que juntos podemos entender alguns pontos de vista sobre o que é aproveitar a vida e tudo que ela nos tem a oferecer. Junto de quem só vocês sabem quem são.

Se você é das pessoas quem não tem paciência para falar sobre o coração, muito provavelmente você não tem um.
Ou nunca usou.

É difícil termos que conviver com a gente mesmo. É difícil acreditar que se partimos do princípio que somos responsáveis pelo que fazemos e pensamos, porque fazemos tanta coisa errada e pensamos tanto em coisas piores ainda? Talvez seja uma questão de reaproveitar o tempo. Uma questão de saber valorizar quem e o que nos valoriza, saber correr atrás de quem deseja o nosso abraço, saber responder “=D” na sinceridade e saber parar com o “:)” por conveniência.

Em um mundo onde os sorrisos são descartáveis, sábios são aqueles que encontram fascínio no privilégio de ter por quem, com quem e para quem sorrir.

Há um mar inteiro ansioso pra receber o seu salto.
Feche os olhos.

Tudo Bem Se Eu Já Estiver Planejando?

É que eu queria um número pra poder ligar nas minhas noites mal dormidas, sabe? Parece mimo e até infantil demais, mas é bem isso mesmo. Enquanto tem pessoas que fazem planos de família, eu só gostaria de ter a quem ligar rapidinho antes de dormir pra ouvir alguma coisa que acalme meu coração e que me sirva de alívio para os dias que eu vivo.

Aqui eu já nem falo mais de passado, das histórias que vivi e das pessoas que passaram, e felizmente passaram, pela minha vida, aqui, eu falo do agora. O meu passado me formou, fez com que eu seja hoje quem sou, lapidou meus erros para que hoje se tornassem acertos como tenho tentado.

Em um mundo onde as noites de sexta são regadas de cervejas, nada me faria mais feliz do que comprar algo pra comer com você e de repente aproveitar e ver um DVD qualquer. Eu também ficaria sinceramente feliz se eu soubesse que existe a possibilidade de ser surpreendido durante o dia com uma mensagem sua, sem dizer nada de especial, só um “oi” já estaria valendo. Ou melhor, ter você comigo, significaria que eu poderia te mandar mensagens na hora que eu tivesse vontade, afinal, mais do que a minha própria felicidade, me completaria lutar pela sua.

Nas noites de frio eu não veria o menor problema em te dar mais espaço na cama e uma maior parte no edredom, contanto que a nossa conchinha se formasse mais vezes para o seu lado, pois prefiro sentir frio nas costas do que no meu peito.

Imagina a gente assim sendo feliz?

Vou confessar que vejo vitrines no shopping que mais parecem ter seu nome de tão parecidas com você, aí eu paro, olho, penso na fatura do meu cartão e dou meia volta.
Na fila do cinema eu juro que deixaria você escolher o filme, e apoiaria muito mais se não fosse nenhum de terror, porque como você sabe, eu sou meio bunda mole e sinto medo dessas coisas. Mas se você insistisse muito, te deixaria escolher o de terror na condição de que eu pudesse tampar os olhos pra não ver algumas cenas.

Passo por restaurantes onde imagino a gente ali experimentando alguma delícia do cardápio. Talvez porque  eu seja assim tão fã de doce que já penso: “Se o restaurante é fino, a sobremesa também deve ser!” Fala se não é muita gordisse? Mas sei lá, a gente poderia diversificar pelos fins de semana e quando você não estivesse com pique pra sair, a gente poderia preparar alguma coisa na sua casa mesmo. Não me importo com a presença dos teus pais, até seria divertido chamá-los pra participar das nossas ousadias gastronômicas.

Não me importo muito com o que eu for fazer, contanto que seja com você.

Eu tenho certeza que tudo teria um sabor especial com você ao meu lado. Sem nenhum outro motivo específico além de celebrar o fato de eu ter alguém pra pedir opinião, alguém pra me mostrar a direção, pra me dar um chacoalhão da vida, enfim, seria demais e eu ficaria muito feliz em saber que a suas opiniões seriam sempre muito sinceras.

Posso adiantar que certamente eu te pediria ajuda nos trabalhos da faculdade. Hoje eu quebro a cabeça pra resolver sozinho, mas ficaria contente se tivesse uma opinião sua, nem que você fingisse saber do que se trata. Há tentativas que valem mais realizações, sempre.
Imagina que especial a gente andando de mãos dadas pelas ruas? Eu evitaria pisar e tentar evitar que você pisasse nas marcas que dividem das calçadas porque isso me dá muita angústia. E com certeza depois de uma tarde chuvosa, sairíamos a noite pelas ruas do bairro e eu faria aquela clássica brincadeira de puxar um galho cheio d’água pro seu lado. Já prevejo, inclusive, a tua reação agressiva!

Olha, com certeza a gente faria essas e outras milhões de coisas e tudo seria muito especial e divertido.

Pena que eu ainda não sei quem é você.
Mas estou te esperando.

Estou Me Lixando Para Os Seus Conselhos

“O segredo é não ir atrás das borboletas, é cuidar do jar…” AH, CALA A BOCA!
Estou de saco cheio com um monte de gente cheia da razão. É gente por todos os lados me falando o que fazer, o que pensar, o que falar, como se elas sempre soubessem o que fazer. Parece que as pessoas tem um “Manual de Como Lidar Com Isso” para todas as coisas que acontecem. A gente compartilha um acontecimento e lá vem a enxurrada de opiniões e modo de fazer. Ninguém tem certeza de nada! E eu já cansei de quebrar a minha cara ao fazer o que as pessoas me diziam ser o certo. E olha só, aqui eu falo das opiniões das pessoas que eu gosto, das pessoas que me querem o bem, porque as outras do contrário eu nem sei quem são.

Não que seja uma questão de ingratidão, mas sim de respeito com o que estou vivendo. Nem sempre quando eu digo algo, quero ouvir algo em troca. Tem horas que eu só quero um par de ouvidos emprestado. Veja, não é querer demais, não que eu queria as coisas do meu jeito, acontece que eu não aguento mais ser julgado pelas coisas que eu faço ou deixo de fazer. Faço um A e lá vem gente opinando, faço Z e vem gente com o dedo na cara, que merda! Isso sem contar esse monte de frase feita de efeito retardado, porque olha, se a vida fosse baseada em tudo que é frase que eu leio por aí, isso não seria vida, seria o céu. E entenda, não que eu não acredite e que eu não ache bonito e motivador, mas, a vida é bem mais que frases, a vida é cair, ralar o joelho e depois comemorar o joelho curado, é altos e baixos, é arriscar e quebrar a cara e depois comemorar uma vitória nova. Só que tem gente que vê a vida como se fosse um arco-íris, e eu prefiro ver da forma que ela se apresenta pra mim todos os dias. A vida real não é o que as séries americanas mostram. Depois de muito sangrar o rosto, o que desenvolvi foi um jeito de ver romance nos dias cinzas e não só naquele nascer do Sol que todo mundo acha bonito, aprendi a valorizar meu sono, meu despertar, minhas refeições, minha saúde, e por consequência, estarei respeitando minha vida e tudo que a envolve.

Eu só cansei das minhas coisas sempre parecerem fáceis de resolver. Veja bem – gosto muito de explicar tudo -, não estou dizendo também que as minhas coisas são as piores que existem, mas elas são as minhas piores coisas, sabe? A minha solidão é sim terrível, muito embora existam pessoas mais solitárias e com mais motivos pra reclamar do que eu, mas como estou falando da minha vida, é exclusivamente à ela que me refiro. Eu não aguento mais tanto moralismo barato, aprendido em livros de auto-ajuda ou em frases de para-choque de caminhão . Estou por aqui com o monte de sorriso ensaiado e expressões de amizades de conveniência do tipo: “Precisando, só me procurar!” Será que vou ser realmente atendido se eu procurar? Mas isso já é outra história.

E se quer saber, eu gosto de ajudar, mas não gosto de fazer o bolo pra pessoa, dou alguns ingredientes e ela que faça o bolo que quiser.

Por essas coisas que tenho evitado contar minhas coisas para as pessoas, mesmo para as mais próximas. Vou dar um tempo para a minha vida e para a cobrança que faço dela. E vou me permitir cegamente viver o que ela tiver para me oferecer, talvez seja na ousadia da incerteza que encontrarei a minha felicidade. A minha, não a das pessoas, estou falando da minha como indivíduo, sem essa de “pensar nos outros”, não AGORA, agora eu quero pensar em mim. Já errei muito nessa vida por me colocar no fim da lista de prioridade.

Já rezei muito para que algumas coisas pudessem acontecer, já fiz promessa e até simpatia, até que eu larguei mão e desistir de querer prever o futuro. Comecei a acreditar que as coisas que acontecem na minha vida foram escritas para acontecerem comigo e não com as outras pessoas. E aí, eu aprendo, caindo e levantando, a lidar com cada surpresa que acontece comigo.
Só não quero mais ser mal interpretado. Não posso postar uma música mais tristinha na internet que já vem gente perguntando se está tudo bem. Po, calma, é só uma música, eu não sou e nunca serei de esconder as coisas que eu sinto. Só não leve e vida tão a sério.

Não sei se está fazendo sentido tudo que estou falando, espero que sim. O resumo é que  eu quero espaço pra poder viver as coisas do meu jeito. É claro que vou continuar pedindo a opinião das pessoas e muitas vezes vou fazer o que sugeriram, mas eu nunca vou concordar que só existe um caminho à ser seguido, eu nunca vou acreditar no “Não liga, essa pessoa precisa correr atrás de você”, nunca vou acreditar em uma só verdade, eu vou ligar se me der na telha e sou totalmente consciente das consequências das minhas ações. As lágrimas serão só minhas, bem como os sorrisos. E por favor entenda, não é egoísmo, nem diria amor próprio, é liberdade sentimental. Deixa eu fazer a curva do meu jeito assumindo meus riscos.

Sobre aquilo lá das borboletas e do jardim, é bonito de se falar, mas outra história é praticar, né?

Vivo dias cinzas de inverno onde só corações abraçados podem aquecer.

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