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Como é Que se Diz Mesmo?

É, como que faz?
Não lembro direito como eu fico e o que eu tenho que fazer quando acho que estou começando a gostar de alguém. Que confusão, meu deus!
Mas é assim que funciona, né? A gente fica bem confuso e os sentimentos começam a virar uma salada fazendo com que uma hora a gente sinta uma coisa, e ali em outra, a gente sinta algo completamente diferente. Que loucura!

E o que seria de nós se não fosse a loucura que nós mesmos criamos?

Acho que estou começando a entender.
Quando a gente gosta a gente fica bobo, né? Isso mesmo! A gente fica! A gente começa a achar graça em coisas que nem sequer percebíamos, tipo o jeito que um bebê ri no colo da mãe ou na música que o cobrador de ônibus canta assobiando. É engraçado porque tudo vira motivo de festa e até o que não é, a gente transforma em pelo menos algo positivo pra lidar de uma maneira mais gostosa.
Esse negócio de gostar faz bem.

Quando a gente menos entende é quando mais estamos sentindo de verdade.

Aparentemente é sim.
Porque tipo, se eu soubesse exatamente o que estou sentindo e como me comportar, eu poderia me poupar e calcular mais as minhas atitudes, aí acho que não seria tão legal no fim. Nessa fase a gente gosta de ser brega mesmo, dane-se. A gente quer passar o dia trocando mensagens, a gente quer saber de detalhes da rotina da outra pessoa para que possamos opinar em algo, estimular em algo e ajudar em tudo. Nasce uma tal de cumplicidade.
É quando a gente se vê sentimentalmente cúmplice de alguém? Aí é sinal que as coisas estão ficando um pouco mais sérias do que diz o horóscopo.

Faz um bem danado fazer um bem a alguém.

Outra coisa legal quando a gente entra numa fase dessa são os novos prazeres que a gente aprende. Normalmente nos sentimos bem fazendo coisas que gostamos, mas aí é só a gente perceber que o coração começou a bater um pouco mais rápido por alguém que a gente começa a ficar feliz em ajudar a pessoa gostamos, mesmo que, de alguma maneira, não gostemos em nada do que fazemos. Mas só de ver alguém ali rindo por algo que a gente disse ou fez já é motivo pra ir dormir sorrindo.

Nossa, e ir dormir então?
Isso é demais! Já bate até uma ansiedade para que aconteça logo! Sabe, aquilo de comprar um montão de comidinha gostosa, escolher alguns DVDs e passar as noites dos fins de semana se fazendo de colo um para o outro, revezando a conchinha, enroscando as pernas e falando sacanagens ao pé do ouvido. Afinal, quem nunca?
Aí a madrugando chega e o sono também. Então a gente acorda torto pela manhã: meias de um lado, edredom de outro, braço por cima, por baixo, cabelo amassado, perna pra fora, perna pra dentro, frio e aquela cena embaçarada de quem dormiu e nem viu a noite passar.

E por falar em nem ver a noite passar, e o tal do relógio?
Aff, é até difícil explicar. Durante a semana ele passa se rastejando, durante o horário de trabalho, nossa senhora, se não fosse pelo Whatsapp, SMS’s, e-mail e chat, não dá pra saber como daria pra aguentar ficar tanto tempo sem trocar um carinho. Se bem que, pensando bem, por essa quantidade de meios que existem pra se comunicar hoje em dia, conforta pensar que já foi pior. Só que a gente quer sempre mais! É que quando a gente tá gostando, nada é demais. Podemos passar o dia inteiro conversando e quando a gente se vê os assuntos só aumentam. É realmente um negócio louco. Mas tão bom.

Se melhorar, não estraga nada. Melhora mesmo!

Concordo que a gente não deve se precipitar.
Às vezes esse sentimento doido não passa de uma loucura temporária, sei lá, algo bem de momento que nasce só pra movimentar a vida – e isso é ótimo. Só que esse sentimento tem total chance de se tornar algo maior e mais forte, e aí, a coisa realmente começa a ficar bem séria.
Por exemplo quando a gente começa a sofrer com a saudade que por algum motivo maior somos obrigados a conviver. Bem como quando a gente começa a ter que lidar com outros sentimentos só que não tão bons assim.  Tipo o ciúmes. E a raiva que dá ver aquela pessoa conversando com quem a gente “não gosta”? E pior, quem não gostamos muitas vezes até sem por quê. Como somos problemáticos! Mas acho que isso talvez seja uma defesa, sabe? A gente não quer que a pessoa sofra e temos o direito de não gostar de todo mundo, daí por algum motivo, que seja um motivo só nosso, a gente começa a imaginar coisas e tentamos de alguma maneira controlar a situação. É, falei bonito, mas estou falando de ciúmes mesmo. Fim.

Ciúmes não faz bem, o que faz bem é fazer bem a alguém.

Pena que a gente não consegue controlar, né?
Vai “curtir” a foto de outra pessoa, não dessa que odeio!
Vai “encontrar sem querer” outra pessoa, mas não essa.
Até que dá pra justificar essas coisas, mas isso só não pode virar algo neurótico, porque aí tudo que a gente fez de bem para a pessoa acaba se desgastando; tudo acaba se transformando em nada e não mais acrescentando e muito menos dando prazer em nada. Por isso a gente tem que tomar cuidado.

É, como que faz?
Falei, falei e falei e praticamente não saí do lugar, só poluí conceitos.
Mas isso tem a ver com aquele estágio que a gente se encontra onde não importa o que falamos, sempre vai ser pensando em alguém, por alguém, pelo bem daquele alguém.
Como é que se diz mesmo?
Ouvi falar que quando a gente tá assim tão dedicado e sentindo alguém mais presente na nossa vida do que nunca, isso é sinal de um troço chamado amor.

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Um Tapinha Nas Costas Pra Evitar Um Tapa Na Cara

“E quando vai dar certo, afinal?”
É a pergunta que gritamos arrancando os cabelos  quando uma nova história não sai da forma como você imaginava que seria. A vida não tem controle remoto, sabia?
A vida é caprichosa e quando a gente tenta manter o controle das coisas ela vem e nos faz alguma surpresa, de algum tipo de maneira, sempre com um objetivo: fazer a gente crescer.

Por piores que possam ser, as coisas não dão errado só para você, acredite.

É que é tão mais fácil reclamar, né? Claro que é.
É só o mundo sair do eixo que a gente sai esbravejando como se as respostas aparecessem num piscar de olhos, ou então, a gente sai procurando resposta em tudo quanto é coisa. São nesses momentos que o horóscopo no metrô começa a fazer sentido, bem como os refrões que nunca reparamos. Essas coisas acontecem pra lembrarmos não somos os únicos a viver as coisas que vivemos, que tem gente que vive exatamente igual ou pior.

Tem gente que tem muitos mais motivos pra reclamar do que a gente.
E mesmo assim, não reclama.

Você costuma ler os manuais de como usar os produtos que compra? A vida é tipo isso, a gente não gosta de ouvir umas verdades, acha tudo uma chatisse, mas sabemos que no fim faz sentido, há razão. Tipo os manuais de como usar. Eles explicam tudo que a gente faz questão de aprender na teimosia.

Não existe cartilha pra viver, existem experiências que servem para embasar novas formas de viver. Por isso gostamos tanto dos nossos amigos. Eles nos trazem – ou pelo menos deveriam – valiosos e diferentes pontos de vista sobre a chuva que a gente transforma em tempestade. E a gente faz – ou pelo menos deveríamos! – o mesmo quando eles precisam da nossa ajuda.

Ao invés de se torturar ao ver que as coisas não tem dado certo, começa a pensar que isso significa que algo muito melhor está por vir.

As novidades chegam pra gente valorizar cada sorriso e cada lágrima.

Não queira pensar que os últimos beijos que tem dado consolidam algo bom que está por vir. Não necessariamente. Na prática, foram só beijos. Ao mesmo tempo, os beijos que você não tem dado não significam que algo pior está por vir. Na prática, é só a fase que não é boa.

O que pode te ajudar a imaginar o que virá, são as atitudes que você toma em toda a sua vida, no exemplo, a forma que conseguiu aqueles teus melhores beijos. Explicando: Vamos concordar que um beijo já teve muito mais valor que tem hoje, e isso por si só já responde muita coisa.

Logo, mais importante que o resultado é o caminho que você fez até ele.

Você deve semear o amor que deseja colher.

Quando a gente vive tentando prever o futuro, a gente vive menos o presente.
Sabe na escola quando a gente aprende que numa redação tudo tem que ter “Começo, meio e fim?” Então, esta é uma das aulas que mais precisamos prestar atenção, é uma aula que derruba aquela frase que a gente sempre diz: “Eu vou usar isso na vida?” Sim, esta lição você vau usar. Tudo na vida segue essas regras de começo meio e fim, o que muda é a duração. Por isso que namoros que parecem de cinema duram 2 meses e histórias desacreditadas rendem longos casamentos.

Dentro de tudo isso existe o quanto gostamos de nós mesmos.
Gostar de si não significa acumular dívidas torrando o salário para comprar roupas para desfilar na balada ou bens para exibir na internet, significa dar o melhor para ter reconhecimento no trabalho e nos estudos, e aí poder desfrutar do seu esforço, do seu mérito, com coração e alma limpa.

Não que deva ser uma religião pensar que as coisas são interligadas, que uma coisa tem influência com a outra, mas a pessoa mais bonita que você já beijou não apareceu por acaso. E esta é uma linha interessante de raciocínio. O dia daquele beijo foi a recompensa da vida por algo que você fez ou por algum comportamento seu. Sendo assim, dá pra gente acreditar que somos fundamentalmente responsáveis pelas coisas que vivemos.

O nosso problema é que não temos paciência pra dor.

Por isso existe gente que tenta enganar o coração se afundando em goles pelas noites, nas altas velocidades pelas ruas, entre outras coisas. Queremos resolver tudo rápido e pra ontem, queremos chutar a bola pra frente ao invés de deixá-la rolar, queremos rasgar as folhas do calendário, queremos logo o próximo amor, como se o querer fosse poder.

Quanto mais desesperados somos, mais risadas a vida dá da nossa cara.

“E quando vai dar certo, afinal?”
Essa pergunta deve ser substituída por “E quando vai dar certo, de novo?”, afinal, todas as histórias que vivemos, curtas ou longas, são histórias que deram certo. De repente não como esperávamos, mas que deram certo enquanto duraram. E não é vergonha se sentir uma pessoa injustiçada, ainda mais se a maré não é boa. É nesse pensamento de injustiça que está a grandeza e toda a força para virar a página. É dentro do poço que está a força pra sair de lá. É na impaciência do semáforo vermelho que está a beleza da cidade. É no salário que você considera injusto que está a sua motivação por um melhor.

Quando reclamar que as coisas não dão certo, tenta lembrar que ao invés de viver atrás da felicidade igual a você, tem gente que vive atrás de força pra continuar tendo uma vida igual essa que você reclama.

Fica bem,
ocupe o espaço da saudade com frases de efeito em frente ao espelho.

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Um Mal Necessário Pra Gente

Leia ouvindo:

Quando a gente começa uma história, começamos também uma vida nova.
Tudo é realmente novo e o que é velho se renova, pois os mesmos lugares que íamos lá atrás, visitamos novamente com novas formas de ver e novos motivos pra soltar o riso.
Vemos os mesmos amigos de sempre com novos olhos, com novos olhos de felicidade, olhos de uma nova vontade de compartilhar tudo que é novo em nossa vida.

Só que as coisas podem se confundir e é aí onde quero chegar.

Aos olhos de fora pode parecer um certo egoísmo ou que eu definitivamente não sei lidar com um novo relacionamento, mas eu prefiro ver diferente e ficaria muito feliz se você tentasse fazer o mesmo.
Entenda, eu nunca vou duvidar da sua importância na minha vida, nunca vou questionar como você me faz bem e como eu quero ter isso para os próximos dias, meses e anos. Só que a gente precisa acertar algumas coisas, antes que piores possam acontecer.

Um dos principais pilares de qualquer relacionamento é o respeito.
E não vivemos só do respeito um pelo outro, como casal, como homem e mulher, mas sim, o respeito por essência, o respeito da vida que temos longe um do outro, do caminho que traçamos até aqui e de todas as coisas que envolvem a nossa vida particular.

Você tem me sufocado um pouco. É isso.

Tente se lembrar de alguma vez que eu te disse que ia ver uns amigos e que você tenha concordado? Em todas as situações eu cedi, em todas eu abri mão das minhas coisas pra evitar que a gente brigasse, perceba, eu abri mão da minha vida pra fazer o seu gosto. E não que isso seja um sacrifício, afinal, eu faria em qualquer outra circunstância, considerando o fato de querer te ver e fazer feliz acima de tudo. No entanto, as coisas ficam complicadas quando começo a deixar de fazer as coisas que eu gosto para fazer os seus gostos.

Lucidez assegura nossa felicidade e fortalece os nossos sonhos.

Quero muito que não confunda eu ter o meu tempo com abrir mão de você, com enjoar de você ou algo do tipo. São coisas diferentes!

Eu preciso muito de um tempo pra repensar algumas coisas.

Acredite, quando não estamos juntos são os momentos em que mais penso em nós. É quando analiso o meu comportamento com você, o amadurecimento da nossa história e tudo que eu quero que a gente realize. Você está entendendo a diferença entre querer respirar um pouco e querer uma vida sem você?

Se a gente acreditar que é bom pra gente, a distância pode nos fortalecer.

Falando assim de “dar espaço” parece que quero meses sem te ver e não é nada disso. Mas eu gostaria muito de poder fazer minhas coisas sem a sua chuva de perguntas sobre onde, com quem e que horas vou acabar. Da mesma maneira, entenda como positivo, eu quero que você tenha o seu tempo. Quero que veja seus amigos, leia seus livros – lembra? Você adora ler! – quero que saia com a sua família, quero que viva a sua vida também.

Nossa história é formada pela sua, pela minha e pela nossa vida juntos.
Não se busca uma história perfeita, busca-se uma equilibrada.

O meu passado que me fez ver as coisas dessa forma.
Em outras histórias, eu abri mão de tudo e todos, eu me entregava por inteiro, eu só queria saber da pessoa que estava comigo. Deixava de comprar coisas pra mim pra comprar pra ela, deixava de fazer as coisas que sempre me fizeram feliz pra fazer coisas que só faziam ela feliz. E isso me fez muito mal. Quando terminamos, eu me vi sem ninguém, me vi sem coisa alguma, me vi com amigos distantes, com uma família ausente, e mais que isso tudo, me vi longe de mim. Levou muito tempo até que eu recuperasse tudo que me fazia bem. Fiquei com medo de não saber lidar com tudo outra vez; fiquei com medo do que estaria por vir em uma história.

Aí você apareceu.

E sinceramente, você é o meu maior motivo de felicidade, é quem me tranquiliza, quem me ajuda a qualquer hora, quem eu posso contar, quem eu gosto de gostar.
Só que pra gente ficar ainda melhor – e é possível! – gostaria de organizar algumas coisinhas pra que não prejudique em nada a nossa história.

Portanto, não me leve a mal, eu só prefiro a sinceridade a ter que fingir que estou gostando de algo que não me fez bem.
Por isso eu prefiro conversar.

Meu sentimento não diminuiu, minha vontade de ter a nossa casinha e os filhos com os nomes que já escolhemos também não. Mas podemos ajustar tudo pra ficarmos ainda melhor pra nós.
Confia em mim igual eu confio em você.
Confie em nós.

A propósito, vamos ao cinema hoje a tarde? =)

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A Gente Gosta Mesmo Da Coisa, Né?

(ATENÇÃO: post especial para maiores de 18 anos)

Leia ouvindo:

Vou falar algumas coisas sobre a gente.

Nos damos bem em muitas coisas, especialmente você em muitas das que você dá.

Se tivesse aqui agora iria fazer aquela cara de desentendida; aquela que eu não aguento.
A verdade é que pouco a pouco gente foi se conhecendo melhor. Levou um tempo, não muito, para que nos sentíssemos íntimos o bastante para ousarmos em um novo passo para nós.

Até descobrirmos que gostamos dessa brincadeira.

Gostamos do jeito que fazemos tudo.
Vou te falar que é quase impossível resistir te vendo se arrumar pra gente sair. Tanto que daquela vez eu não aguentei, você lembra?

Deitado na sua cama enquanto se arrumava em frente ao espelho. Te vi dando voltas e definindo se estava gostando do que estava vendo. Discretamente abaixei o volume da TV e me levantei sem você perceber e cheguei perto de você. Te fiz me ver pelo espelho e com um gesto de silêncio pedi pra não falar nada. Nós gostamos de coisas não convencionais. Me aproximei do seu pescoço e lá comecei a suspirar mais devagar enquanto segurava uma das suas mãos. Afastei seu cabelo da sua nuca e por ali fiquei algum tempo. Um beijo aqui e outro ali, algumas lambidas e mordidas te faziam entender qual era a minha intenção ali. Você apertou minha mão se virou pra mim soltando os pinceis da maquiagem no chão. Me puxou contra você e fomos contra o seu espelho.

Você fez aquilo que tanto gosta, colocou a mão debaixo da minha camiseta e me arranhava devagar enquanto eu puxava o seu cabelo pra trás me entregando o seu pescoço por inteiro pra mim. Comecei a abaixar a alça da sua blusinha. Você já estava toda arrumada e eu nem dei bola pra isso, mas foi por um bom motivo. A essa altura eu já estava sem camiseta e seu espelho estava embaçado com a minha respiração e todas as marcas da minha mão. Te puxei de lá e te joguei na cama. Lá deitada, sensualmente abria os braços e acariciava os lençois me vendo tirar o cinto da calça. É tudo uma questão de ganhar tempo. Deitei sobre você e os beijos recomeçaram dessa vez pelo seus pés. Lentamente, cada centímetro de você. Te sentia arrepiar ao me ver subindo pelas suas pernas e parando logo após as coxas.

Isso, lá mesmo.

Com os dentes demonstrei minha vontade de tirar sua calcinha. Delicadamente fui retirando devagar até ela enroscar nos seus pés e você fazer a sua parte. Então, me puxou para você, mas para eu ficar deitado na cama. Sentou em meu colo. Mordia os lábios e deixava o cabelo cair lentamente sobre o rosto. Eu já não estava nem um pouco preocupado com o que faríamos naquele dia, eu só queria estar ali, até a hora que quem entendermos.
Desabotoou minha calça e fez brincadeiras de voltar a abotoar. Ao ver minha cara implorando para parar com essa tortura, foi descendo minha calça e passava as mãos nas minhas pernas. Arranhava com a velocidade das nuvens toda a minha perna e era inevitável, me tremia em arrepios. Você sabe das coisas. Colocou a mão por dentro da minha cueca e pareceu gostar do que viu. Eu não precisava e nem sequer conseguia esconder o meu estado naquele momento. A minha vontade era avançar para cima de você, mas deixei com que fizesse o que tinha em mente. Depois de alguns momentos praticamente me matando de excitação, tirou minha cueca e me vi ali por inteiro já entregue. Teu sorriso ousado denunciava suas prazerosas intenções à partir dali. Se aproximou do seu maior interesse em mim ali e buscou felicidade particular. Com uma das mãos segurava para ter firmeza e com a outra arranhava – de novo – meu peito. Movimento de vai e vem, salivados, intensos e eficientes, era você ali visivelmente tendo prazer e eu escandalosamente já fora de mim. Enquanto continuava, tirava parte do seu cabelo e recolhia atrás da orelha. Parecia que você queria que eu visse você tendo e me dando prazer ali. Suaves trabalhos com a língua, salivando na horizontal, na vertical, até a extremidade. Visivelmente feliz, era assim que você estava. E eu me retorcia, tremia minhas pernas e te apertava entre elas.
Se despediu daquela região e percorreu meu peito até minha boca. Nos beijamos com um sabor nosso, um sabor de prazer e era tudo que buscávamos ali.

“Então você é dessas?” Sussurrei ao pé do seu ouvido e sem esperar resposta dessa vez eu que virei-a para a cama. Estiquei seus braços explicando que gostaria que ficasse imobilizada. Desci pelo seu rosto, novamente pescoço e estacionei nos seus seios. Ali é um dos lugares que mais gosto de estar na vida. Maciez sem igual e sensibilidade que te faz ofegar. Confesso, é algo bom de se ver. Usei minha língua ao redor de um dos seios enquanto acariciava o outro.

Notei que começamos a suar. E mal sabia que isso só ia piorar. Ou melhorar.
Alternava os beijos nos seus seios com leves mordidas nos mamilos. Nada que te machucasse, tudo que te desse prazer. Percebi que começava a puxar o lençol da cama, seus arrepios aumentavam e parecia beirar o descontrole. Desci pelo seu corpo e optei por parar perto do umbigo. Ali fiquei alguns bons momentos, em toda aquela região, beijando toda  sua barriga, lambendo, mordendo, apertando, te querendo, acima de tudo, te querendo. Os movimentos são coordenados, enquanto meus lábios estavam na sua barriga, uma das mãos voltava para os seus seios e a outra… Bem, a outra…

Isso, lá mesmo.

Era uma introdução do que eu gostaria de fazer. Comecei a acariciar aquela que é região mais sensível do seu corpo. Primeiramente com leves toques e carinhos de “gosto de você”. Num segundo momento, aumentava a pressão até te sentir envolvida à minha mão.

Entrei.

Você lembra?
Era eu pela sua barriga, uma das mãos nos seus seios e outra já nos interligando e nos tornando um só. Lá, suavemente dentro de você. Talvez essa seja uma das poucas coisas que consigo fazer ao mesmo tempo, afinal, esse dom é só das mulheres.
Aumentei meus movimentos. E coloquei outro dedo. O polegar ficou de fora aliviando a parte externa e fazendo o seu papel de um carinho a mais.

Te senti molhar. Ou melhor, te senti encharcar. E quer saber? Isso é sempre tão bom, é o sinal que preciso para saber que as coisas estão ficando boas.
Resolvi descer e levar minha boca até você, até dentro de você. Fiquei por ali, delicada e intensamente eu beijava e lambia, enquanto isso apertava o seu quadril com as minhas duas mãos, fazendo uma pressão não convencional. A intenção era somar todas as alternativas para pressionar e te fazer ter ainda mais prazer.

Entenda que o meu maior prazer é te ver sentindo prazer.
Nossos corpos já transpiravam sem parar. Esses momentos são inexplicáveis porque somam-se milhares de sentimentos, tudo se mistura e sobressai uma vontade de acabar logo e de não acabar nunca mais.
Fiz minha boca de despedir e subi para encontrar a sua. Inteligente, percebeu minha aproximação e levemente me convidou abrindo suas pernas, aceitei o convite e relaxei.

À partir dali, definitivamente, éramos um só.
Movimentos oficiais de vai e vem, leves alternâncias de posição ao erguer uma das suas pernas.

Posições definem prazer.

Já não havia mais procedimento. Era beijo, puxões de cabelo, cama encharcada, mordidas, arranhões, um dose de palavras impronunciáveis em outros momentos. Éramos nós dois. Indiquei que gostaria de ter suas pernas sobre os meus ombros. Rapidamente você entendeu e foi um novo ponto de vista para nós dois. Eu entrava, eu saía, eu entrava, eu saía e você se retorcia. É claro que nem preciso mencionar o gemidos que nasceram ali, né? Sua semblante passeava em uma expressão de prazer incontrolável e aparente dor, e nessas eu vezes eu suavizava, mas você se enfurecia e deixava claro que eu NÃO PODIA PARAR.

Novas posições, novos prazeres.

Resolveu me sentar na cama com as pernas para no chão.
E sentou em meu colo.
Olha, devo te falar, faltou pouco para eu perder a vida ali mesmo. É o tipo de coisa que não se explica. Sentou de costas. Ver o teu quadril aumentar de tamanho quando intensificava os movimentos sobre mim me fazia respirar ainda mais rápido. Pulava, pulava, pulava, pulava, pulava, pulava, sem parar, pulava, pulava. Apoiou as mãos nos meus joelhos e continuava pulando, pulando e pulando. Era natural, eu segurava sua cintura e deixava claro que eu queria mais, mais e mais.
Tomei a iniciativa de uma nova posição. Aquela que me leva mais perto de perder a vida de tanto prazer. Te inclinei sobre a cama, flexionando seus joelhos e demonstrei que gostaria que permanecesse daquela maneira.

De quatro.

Me aproximei devagar, penetrei e nos sentimos irreais. Você inclinava seu quadril pra cima, apoiava os cotovelos na cama deixando os cabelos cobrirem seu rosto.

“Vem, vem, vem, vem, vem!” Era o que me ordenava.

E eu, claro, rui. Forte, cada vez mais forte, surreal, incontrolável, indescritível. Segurava seu quadril e repetia a pressão de outrora. O som dos nossos corpos colidindo só aumentavam as sensações.

“Não para, não para, não para!” Me suplicava.

Juntei uma porção do seu cabelo na minha mão e puxei. Queria sua cabeça para cima. Enquanto eu pressionava por trás, eu te queria pra cima o bastante para ver um pouco do teu rosto. E o que vi foi você mordendo os seus lábios. Dois corpos suados, um só.

“Vai, vai, vai, vai!” E eu não pensei duas vezes: Fui.

Fomos.
Após uma intensa sequência de tremidas dos corpos, deitamos juntos, praticamente colados, encharcadamente envolvidos. Eu não conseguia respirar direito.

Então você virou pra mim e com o melhor sorriso no rosto me falou: “A gente gosta mesmo da coisa, né?”

A partir daquele dia entendemos que tudo pode ser BEM especial, se quisermos que seja.

Até o simples ato de se maquiar.

 

 

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ps.: Este é um texto ESPECIAL, não é um blog de textos eróticos. Estes textos são eventuais.

Tenho Motivo, Mas Não Consigo Sentir Raiva de Você

Vem aqui vai, não precisa levantar agora. A gente quase não fica juntos, vamos ficar aqui mais um pouquinho aproveitando essa manhã de domingo. Deixa que a vida pode esperar um pouco lá fora e hoje o nosso almoço pode ser mais tarde.
Lembra no começo? Seus pais não deixavam de forma alguma que a gente dormisse juntos. Até parece que íamos tentar fazer alguma coisa com a presença deles, né? Tá, teve uma vez que tentamos e até deu certo, hahaha e devo assumir que a iniciativa foi minha. Mas vai me dizer que não gostou? Duvido!

Eu entendo eles. É complicado confiar rapidamente em uma pessoa que não se conhece, é até mesmo difícil confiar em quem a gente já conhece, né? Só que eles eram bobinhos no começo, pois o que eles nos impediam de fazer a gente fazia escondido, o que a propósito, era ainda mais divertido. É aquele negócio de tapar o sol com a peneira. Acho que vou entender quando eu tiver meus filhos. Ou melhor, quando tivermos os nossos.

Eu fico tão feliz quando chega as nossas noites de sábado só pra eu viver as nossas manhãs de domingo. Quando a gente morar juntos, uma hora dessas eu vou ser obrigado a te deixar na cama pra dar uma volta com um dos 3 cachorrinhos que vamos ter, tudo bem? Mas pode ficar tranquila que enquanto essa fase não chega, eu não me importo de passar horas passando a mão no seu cabelo falando sem parar.

Apesar de já fazer um tempo, a ideia de dormir na sua casa é meio nova pra mim e eu sempre me assusto quando acordo e vejo que não estou em casa. Acho meio deselegante eu acordar muito tarde sendo que não estou em casa, sei lá, é um respeito que tenho com seus pais, mesmo agora depois de ter conquistado a confiança deles. Penso que a confiança há de ser conquistada e comprovada todos os dias. Por isso que tem que vezes que saio da cama do nada em manhãs como as de hoje.
É que eu vou na cozinha deixar claro que acordei e que estou a disposição caso queiram que eu vá até a padaria comprar uns pãezinhos pra todo mundo. Eu definitivamente não brinco quando digo que a sua família se tornou a minha segunda. Geralmente seu pai não gosta muito da ideia, e gentil embora seco, me diz: “Não precisa, obrigado, ela já acordou?” E faço uso da inteligência e entendo que essa pergunta significa que eu devo deixá-lo a vontade e voltar para o seu quarto.

Abro a porta devagar, te vejo tomando posse da cama por completo e muitas vezes me sento ali perto do computador só pra ficar te olhando. Você não faz a menor ideia de como é bonita dormindo. Solta um sorriso aqui outro ali, faz uns barulhos estranhos debaixo do edredom nos quais acho que não devo dar mais detalhes (você faz sim! rs), isso tudo quando não se enrosca no edredom. É engraçado e lindo.
Enquanto te olho nas manhãs de domingo tenho cada vez mais certeza que quero ter essa imagem para sempre na minha vida, sabe? E que se dane quem acha exagero e quem desacredita no “pra sempre”, gente que pensa assim, na minha opinião, precisa de mais amor na vida e amor à vida.

Dizem que eu sou amor demais, mas na verdade acho que as pessoas que tem sido amor de menos. Dizem que é extraordinária a forma que eu falo de você e eu pergunto se existe uma forma menos importante pra se falar que gosta de alguém. Eu posso sim achar muita coisa mais bonita que o normal, mas todo mundo poderia fazer isso a partir do momento que se confessa gostar de alguém. Eu não aparento que gosto, não finjo, não me limito, não tenho medo de ser brega ou o que for. Eu gosto, é incontrolável.

Me desculpa por eu falar tanto? Que horas são?
Não é nem meio-dia ainda, tudo bem. Ouvi seu pai lavando o carro e o cheiro de algo gostoso que a sua mãe está preparando está invadindo o quarto. Tentador!
E deixa eu perguntar, tem planos de algo pra gente fazer hoje?
Responde, não faz charminho.
Heim?
Hey, não acredito que você dormiu de novo!
Não consigo ter raiva ao te ver com parte do cabelo sobre o seu rosto.