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Se For Pra Ser Igual a Mim, Que Não Seja Ninguém

A vida tem razão.
Quando a gente consegue o que a gente tanto quer, nem sempre a gente valoriza.
Dá pra entender isso direitinho vendo o tempo passar.
Sempre desejei alguém que se parecesse comigo, que gostasse das mesmas músicas e compartilhasse dos mesmos livros, aí quando eu encontrei, eu cansei.

A gente não se contenta nem quando conseguimos algo que nos faz contentes.

Mas dá pra explicar isso melhor.
Sempre pareci o único a rir de algumas piadas por aí. Meus amigos sempre diziam que eu sou chato demais porque gosto de coisas que só eu gosto, mas pudera, eu não sei como eles conseguem achar graça nas piadas dos programas de TV. Prefiro comprar um outro DVD do meu seriado preferido. Mas gosto é gosto. Onde eu quero chegar é que quando finalmente encontrei alguém que gostasse do mesmo seriado que eu, que risse das mesmas piadas no sense, eu simplesmente me vi incomodado. Isso explica a estranheza em conseguir aquilo que a gente tanto deseja.

Nem sempre estamos prontos para realizar os nossos sonhos.

Até porque eles mudam tanto.
Hoje a gente quer uma coisa, daqui a meia hora já queremos outra. E do contrário do que aparentemente parece, isso não é ruim, na verdade é muito legal renovar opiniões e ter novos desejos, o problema é quando os sonhos envolvem outra pessoa.
É difícil ter que me despedir de alguém que se esforçou tanto por mim.
Pelo menos consigo ser justo e reconhecer todo esse esforço, e mais que isso, consigo agradecer por tanta dedicação. Dispensando, no entanto, o discurso de “podemos ser amigos”.
Mas o que poucos sabem e na verdade é o que me mata por dentro é que eu não gostaria que fosse assim.

Almas únicas não são completadas por almas gêmeas.

Se somos pessoas individualmente diferentes, como conseguimos alguma felicidade real ao termos ao nosso lado alguém exatamente igual ao que somos? É prático e tem um fundo de verdade. Para certos olhares pode parecer até um egoísmo, só que não é, se trata de desejar o novo, a experiência pelo que não conhecemos.
A não ser que a busca seja por alguém só para desfilar de mãos dadas pela cidade, do contrário, é certo afirmar que alguém igual a gente não traz a nossa felicidade.
Vale salientar que também não se trata de uma busca pelo mais absoluto e completo desconhecido, mas sim, pelo quê a mais que a gente só encontra em quem não parece com a gente.

O beijo que a gente menos espera é o que mais nos excita.

Ninguém gosta de assistir um filme sabendo o final.

Voltando ao foco, eu simplesmente não consigo gostar de quem se parece comigo. Mas sou cheio de covardia ao bradar mundo afora o quanto eu gostaria de ter alguém que fosse assim e assado, que gostasse de x e y, aí quando encontro alguém mais ou menos assim, eu enjoo mais rápido do que posso imaginar. E ninguém tem culpa. É só o mundo caprichando nas lições da vida.

Também dá pra ter outros pontos de vista.
Se eu não me sinto feliz ao encontrar alguém exatamente igual a mim, logo, eu não sou uma pessoa fácil de deixar feliz? Tipo, nem eu mesmo me suporto? Pode ser bem por aí também. Essas e outras loucuras andam com a gente todos os dias.
A verdade é que é muito melhor usar a sinceridade do que a conveniência.
Ter alguém só pelo frio que tem feito, pela vontade de mostrar aos amigos e outras coisas, não acrescenta em nada na vida de ninguém. Ao mesmo tempo que fazer um monte de exigências, mesmo que na brincadeira, não nos aproxima de quem esperamos, e mais, de quem realmente merecemos.

Já fui pior, já exigi demais.
Muito pior do que sonhar com um perfil que gostamos é exigir que a pessoa seja de tal e tal maneira, só pra agradar por completo. Esta é uma das maiores bobagens dessa vida. É que a gente tem mania de pedir mais do que agradecer. Nunca estamos satisfeitos, sempre pode ser melhor, sempre pode ser mais, mais e mais. E não estou falando que não podemos torcer por mais, estimular mais, esperar por mais, mas sim que é injusto exigir que a vida nos traga as coisas exatamente do jeito que queremos. Aqui, vale lembrar da história de que a gente só colhe o que planta.

Se eu pudesse voltar atrás,
falaria pra cada pessoa assim tão parecida comigo, que tentou me fazer feliz um dia e eu me cansei:
“Não quero que aceite minhas desculpas, só quero dizer que você é incrível e que tem alguém muito especial te esperando lá na frente!”

Eu queria seguir padrões,
mas só consigo seguir meu coração.

Se For Desse Jeito, Eu Gosto

ATENÇÃO: TEXTO ESPECIAL RECOMENDADO PARA MAIORES DE 18 ANOS! <3

“O dia tinha sido muito cheio.
Chegamos em casa muito cansados, mas mesmo assim escolhemos um filme pra ver aquela noite.
Deitamos após uma caneca de chá pra relaxar.
Pés cobertos, pernas entrelaçadas, fomos desacelerando.
A verdade é que não chegamos a ver sequer meia hora do filme. Dormimos. Acordei meio desajeitada no meio da noite com o clarão da TV, vi que já se passava das 3hs, ele estava dormindo, não interrompi, desliguei, coloquei o controle na cômoda e me virei.

Ele percebeu que eu tinha me mexido e logo tratou de se aproximar de mim, fazendo aquela conchinha que eu tanto gosto. O cansaço + preguiça era tanto que não consegui virar para dar um beijo de “gostei disso”.

Quando eu tinha oficialmente entrado no sono percebi que ele começou a se aproximar ainda mais, mas como sei que ele é meio doidinho e fala dormindo, num primeiro momento, preferi ignorar.

Mas ele não parou.

Venho me pressionando com mais força, pouco a pouco, colocando as pernas ainda mais entre as minhas. E ali comecei a ver que não eram simples espasmos de sono.

Eu estava bem cansada, mas a gente sempre consegue tirar energia de algum lugar, né?

Me inclinei empinando meu quadril, dando só uma pista que se a proposta fosse boa, eu gostaria de continuar.
Ele entendeu o recado e logo tratou de me segurar na cintura começando assim movimentos pausados de vai-e-vem. Eu me retorcia com certa lentidão para mostrar que eu estava com um pouco de preguiça e que não seria tão fácil ele conseguir o que queria.
Ainda de costas, coloquei minha mão direita nas pernas deles. Comecei a passear devagar. Sei que ali é uma região que ele não aguenta. Com um pouco de maldade, esfregava e voltava, só pra ver até onde ele iria. Até que uma hora resolvi ousar um pouco mais. Coloquei minha mão dentro do shorts do pijama e por ali resolvi ficar. Então naquele momento era: ele nos movimentos pausados, eu inclinada e devidamente disposta com uma mão discreta numa região ainda mais discreta.

Tá, não tão discreta assim em um momento daquele.

Queria brincar mais. Saí do shorts e coloquei minha mão dentro da cueca. Aí ele começou a respirar mais rápido hihi. Comecei a tocá-lo com delicadeza mas nem por isso menos firmeza. Apertava, percorria, esfregava, hora puxava hora soltava, até que ele me virou do nada de costas para cama e subiu em cima de mim.
Colocou o edredom nas costas, me afastou as pernas e deitou em cima de mim. Esticou meus braços e segurava com as mãos. Começou e me beijar com uma deliciosa agressividade. Foi para o meu pescoço e ali começou e me dar leves porém intensas mordidas. E eu, claro, comecei a gostar ainda mais da brincadeira.
Resolvi me permitir e deixar o cansaço de lado.

Fazia frio e eu usava uma blusinha com três botões na gola. Botões estes que ele tratou de abrir para, digamos, facilitar as coisas. Então, desceu do meu pescoço e foi em direção aos meus seios. E por ali ficou. Enquanto uma das mãos dele passeava pelas minhas coxas e virilha, a outra se revezava com os lábios nos meus seios. Me fez sentar e rapidamente tirou minha blusinha de uma vez. Eu não dormi de sutiã.
Aí eu comecei a ficar mais envolvida.
Enrolei minhas pernas nas costas dele e comecei a arranhá-lo com prazer. Ele não é besta, sabe bem como me deixar animada e até aquele momento estava fazendo tudo direitinho. Só que eu comecei a me esquentar e o negócio começou a ficar ainda melhor.
Quando percebi que ele começou a descer para a minha barriga, resolvei mudar o roteiro das coisas. Me virei e o deitei na cama. Montei sobre suas pernas, o deixei sentado e tirei a camiseta e só falei:

“Cê pediu, não pediu?”

Avancei no pescoço dele e variava entre beijos, mordidas e arranhões por todo o peito. Ele se descontrola, sei bem. Mas quanto mais eu via ele desesperado, mais aquilo tudo me excitava, mais eu queria vê-lo assim.

Fui descendo pela barriga e quando ele colocava a mão na minha cabeça demonstrando o óbvio desejo dele, eu tratava de deixar claro que eu ia fazer o que for, do meu jeito. Comecei a provocar. E ele se torturava, pois eu abaixava parte do shorts e passava minha língua por ali, depois parava. Fiz o mesmo por todo o quadril. Ele começou a suar, tadinho. Tão entregue e sedento. Só que tem coisas que a gente precisa ir com calma pra não acabar rápido demais.

Os melhores prazeres da vida são os que aproveitamos devagar.

Abaixei e retirei todo o shorts. Estava me divertindo! Era excitante vê-lo ali totalmente entregue as minhas vontades. Fui até onde ele tanto queria, mas do meu jeito. Mãos na cabeça não melhoram, logo tratei de tirar as dele.

Não há prazer igual ao de fazer alguém sentir prazer.

Então eu comecei a lamber tudo, isso, ali mesmo, tudo, vagarosamente, e ele começava a gemer. Timidamente, mas ainda assim, gemia. Comecei a aumentar o ritmo. Com uma das mãos eu fazia os movimentos, as melhores repetições da vida de um homem e pra ficar melhor, salivava suavemente para dar um clima mais, com o ingrediente de efeito sonoro. Falando assim dele, sobre como ele estava, parece até egoísmo ou prepotência da minha parte, mas confesso, aquela altura eu também já estava descontrolada e sem que ele percebesse, tirei minha calcinha e começava a suar.

Naquele momento já não havia edredom algum, estava tudo no chão, estávamos transpirando cada vez mais. Até que ele me puxou pra cima dele e eu sentei. Sentei, sentei e ali fiquei. Estávamos prontos para aquele momento, ele não aguentava mais e eu resolvi me entregar, assim como vivo a vida: me entregando para as coisas que me fazem bem.
Ele segurava na minha cintura, me apertava, enquanto eu pulava no seu colo. Tentava prender os cabelos, mas a pressão era tanta que eu não conseguia.

“QUE DELÍCIA, VOCÊ É UMA DELÍCIA!”

Adoro quando ele fala, quando ele deixa claro que está me desejando, que consigo ser completa pra ele.

Virei de costas.

Ele ainda deitado, mas eu mudei. Fiquei de costas para sentir um novo prazer em toda aquele penetração. Ainda sentava, ainda pressionada. Me apoiei nas pernas dele e dei força para o movimento de cima para baixo. Juntos, dávamos a dinâmica. E tudo ficava ainda melhor.

Então ele me tirou de cima, levantou da cama, indicou que gostaria que eu me apoiasse na cômoda.

Que eu apoiasse meus cotovelos na cômoda.

E foi o que eu fiz.

Me ver de quatro é a maior realização dele e saber disso me deixava ainda mais descontrolada, isso se chama ser feliz pelo outro estar feliz no exemplo mais corporal e literal das coisas. Novamente, fez de nós dois um só e por ali ficamos.
Começou com os movimento de frente e trás, enquanto dessa vez eu que comecei a gemer. E a gritar. E a gritar ALTO! Dane-se os vizinhos!

“ISSO, ISSO, ISSO, NÃO PARA, NÃO PARA, NÃOOOOOO Paraa…………”

Eu não conseguia falar outra coisa, eu mal conseguia respirar e ele só continuava. Feroz, selvagem, aumentando ainda mais a intensidade de tudo. E eu achando tudo delicioso. Acabei derrubando o abajur mas o barulho não nos atrapalhou em nada, pelo contrário, só deixou tudo ainda mais incrível. QUE NOITE!
Ele aumentou ainda mais a velocidade, ainda mais, AINDA MAIS, AINDA MAI, AINDA MA, AINDA M, AIND….

Caímos na cama.
Entregues.
Exaustos, ali deixados.
E no mesmo momento que caímos, a TV ligou de novo. Com o DVD desligado.

“Até que foi bom o filme de hoje, né?!” Ele perguntou irônico.
“Dava pra ser melhor, mas gostei sim!” retruquei na medida.
“Besta, hahahaha, vem cá!” rimos.”

Foi assim, amiga. Agora fala de você.

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