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Se For Desse Jeito, Eu Gosto

ATENÇÃO: TEXTO ESPECIAL RECOMENDADO PARA MAIORES DE 18 ANOS! <3

“O dia tinha sido muito cheio.
Chegamos em casa muito cansados, mas mesmo assim escolhemos um filme pra ver aquela noite.
Deitamos após uma caneca de chá pra relaxar.
Pés cobertos, pernas entrelaçadas, fomos desacelerando.
A verdade é que não chegamos a ver sequer meia hora do filme. Dormimos. Acordei meio desajeitada no meio da noite com o clarão da TV, vi que já se passava das 3hs, ele estava dormindo, não interrompi, desliguei, coloquei o controle na cômoda e me virei.

Ele percebeu que eu tinha me mexido e logo tratou de se aproximar de mim, fazendo aquela conchinha que eu tanto gosto. O cansaço + preguiça era tanto que não consegui virar para dar um beijo de “gostei disso”.

Quando eu tinha oficialmente entrado no sono percebi que ele começou a se aproximar ainda mais, mas como sei que ele é meio doidinho e fala dormindo, num primeiro momento, preferi ignorar.

Mas ele não parou.

Venho me pressionando com mais força, pouco a pouco, colocando as pernas ainda mais entre as minhas. E ali comecei a ver que não eram simples espasmos de sono.

Eu estava bem cansada, mas a gente sempre consegue tirar energia de algum lugar, né?

Me inclinei empinando meu quadril, dando só uma pista que se a proposta fosse boa, eu gostaria de continuar.
Ele entendeu o recado e logo tratou de me segurar na cintura começando assim movimentos pausados de vai-e-vem. Eu me retorcia com certa lentidão para mostrar que eu estava com um pouco de preguiça e que não seria tão fácil ele conseguir o que queria.
Ainda de costas, coloquei minha mão direita nas pernas deles. Comecei a passear devagar. Sei que ali é uma região que ele não aguenta. Com um pouco de maldade, esfregava e voltava, só pra ver até onde ele iria. Até que uma hora resolvi ousar um pouco mais. Coloquei minha mão dentro do shorts do pijama e por ali resolvi ficar. Então naquele momento era: ele nos movimentos pausados, eu inclinada e devidamente disposta com uma mão discreta numa região ainda mais discreta.

Tá, não tão discreta assim em um momento daquele.

Queria brincar mais. Saí do shorts e coloquei minha mão dentro da cueca. Aí ele começou a respirar mais rápido hihi. Comecei a tocá-lo com delicadeza mas nem por isso menos firmeza. Apertava, percorria, esfregava, hora puxava hora soltava, até que ele me virou do nada de costas para cama e subiu em cima de mim.
Colocou o edredom nas costas, me afastou as pernas e deitou em cima de mim. Esticou meus braços e segurava com as mãos. Começou e me beijar com uma deliciosa agressividade. Foi para o meu pescoço e ali começou e me dar leves porém intensas mordidas. E eu, claro, comecei a gostar ainda mais da brincadeira.
Resolvi me permitir e deixar o cansaço de lado.

Fazia frio e eu usava uma blusinha com três botões na gola. Botões estes que ele tratou de abrir para, digamos, facilitar as coisas. Então, desceu do meu pescoço e foi em direção aos meus seios. E por ali ficou. Enquanto uma das mãos dele passeava pelas minhas coxas e virilha, a outra se revezava com os lábios nos meus seios. Me fez sentar e rapidamente tirou minha blusinha de uma vez. Eu não dormi de sutiã.
Aí eu comecei a ficar mais envolvida.
Enrolei minhas pernas nas costas dele e comecei a arranhá-lo com prazer. Ele não é besta, sabe bem como me deixar animada e até aquele momento estava fazendo tudo direitinho. Só que eu comecei a me esquentar e o negócio começou a ficar ainda melhor.
Quando percebi que ele começou a descer para a minha barriga, resolvei mudar o roteiro das coisas. Me virei e o deitei na cama. Montei sobre suas pernas, o deixei sentado e tirei a camiseta e só falei:

“Cê pediu, não pediu?”

Avancei no pescoço dele e variava entre beijos, mordidas e arranhões por todo o peito. Ele se descontrola, sei bem. Mas quanto mais eu via ele desesperado, mais aquilo tudo me excitava, mais eu queria vê-lo assim.

Fui descendo pela barriga e quando ele colocava a mão na minha cabeça demonstrando o óbvio desejo dele, eu tratava de deixar claro que eu ia fazer o que for, do meu jeito. Comecei a provocar. E ele se torturava, pois eu abaixava parte do shorts e passava minha língua por ali, depois parava. Fiz o mesmo por todo o quadril. Ele começou a suar, tadinho. Tão entregue e sedento. Só que tem coisas que a gente precisa ir com calma pra não acabar rápido demais.

Os melhores prazeres da vida são os que aproveitamos devagar.

Abaixei e retirei todo o shorts. Estava me divertindo! Era excitante vê-lo ali totalmente entregue as minhas vontades. Fui até onde ele tanto queria, mas do meu jeito. Mãos na cabeça não melhoram, logo tratei de tirar as dele.

Não há prazer igual ao de fazer alguém sentir prazer.

Então eu comecei a lamber tudo, isso, ali mesmo, tudo, vagarosamente, e ele começava a gemer. Timidamente, mas ainda assim, gemia. Comecei a aumentar o ritmo. Com uma das mãos eu fazia os movimentos, as melhores repetições da vida de um homem e pra ficar melhor, salivava suavemente para dar um clima mais, com o ingrediente de efeito sonoro. Falando assim dele, sobre como ele estava, parece até egoísmo ou prepotência da minha parte, mas confesso, aquela altura eu também já estava descontrolada e sem que ele percebesse, tirei minha calcinha e começava a suar.

Naquele momento já não havia edredom algum, estava tudo no chão, estávamos transpirando cada vez mais. Até que ele me puxou pra cima dele e eu sentei. Sentei, sentei e ali fiquei. Estávamos prontos para aquele momento, ele não aguentava mais e eu resolvi me entregar, assim como vivo a vida: me entregando para as coisas que me fazem bem.
Ele segurava na minha cintura, me apertava, enquanto eu pulava no seu colo. Tentava prender os cabelos, mas a pressão era tanta que eu não conseguia.

“QUE DELÍCIA, VOCÊ É UMA DELÍCIA!”

Adoro quando ele fala, quando ele deixa claro que está me desejando, que consigo ser completa pra ele.

Virei de costas.

Ele ainda deitado, mas eu mudei. Fiquei de costas para sentir um novo prazer em toda aquele penetração. Ainda sentava, ainda pressionada. Me apoiei nas pernas dele e dei força para o movimento de cima para baixo. Juntos, dávamos a dinâmica. E tudo ficava ainda melhor.

Então ele me tirou de cima, levantou da cama, indicou que gostaria que eu me apoiasse na cômoda.

Que eu apoiasse meus cotovelos na cômoda.

E foi o que eu fiz.

Me ver de quatro é a maior realização dele e saber disso me deixava ainda mais descontrolada, isso se chama ser feliz pelo outro estar feliz no exemplo mais corporal e literal das coisas. Novamente, fez de nós dois um só e por ali ficamos.
Começou com os movimento de frente e trás, enquanto dessa vez eu que comecei a gemer. E a gritar. E a gritar ALTO! Dane-se os vizinhos!

“ISSO, ISSO, ISSO, NÃO PARA, NÃO PARA, NÃOOOOOO Paraa…………”

Eu não conseguia falar outra coisa, eu mal conseguia respirar e ele só continuava. Feroz, selvagem, aumentando ainda mais a intensidade de tudo. E eu achando tudo delicioso. Acabei derrubando o abajur mas o barulho não nos atrapalhou em nada, pelo contrário, só deixou tudo ainda mais incrível. QUE NOITE!
Ele aumentou ainda mais a velocidade, ainda mais, AINDA MAIS, AINDA MAI, AINDA MA, AINDA M, AIND….

Caímos na cama.
Entregues.
Exaustos, ali deixados.
E no mesmo momento que caímos, a TV ligou de novo. Com o DVD desligado.

“Até que foi bom o filme de hoje, né?!” Ele perguntou irônico.
“Dava pra ser melhor, mas gostei sim!” retruquei na medida.
“Besta, hahahaha, vem cá!” rimos.”

Foi assim, amiga. Agora fala de você.

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Isso Não Passa de Uma Vontade

Já não sei bem o que é.
Um dia aprendi num filme que se chamava solidão, hoje eu não sei bem que nome dar.
Já me disseram que era carência, já me disseram que era só falta do que pensar.
De todas as coisas que eu ouvi, em nenhuma acreditei. E não foi por falta de vontade, pois bem que eu queria que fosse algo fácil de rotular e assim eu poderia dormir em paz. Só que as coisas, como sabemos, raramente são como queremos.

Se a gente ainda lembra é porque ainda faz diferença.

Outro dia lembrei de alguns sorrisos que ganhei de você.
Lembrei de quando você corria pra me abraçar depois de uma semana sem a gente se ver. Lembrei das horas que passei pelas lojas dessa cidade na dúvida sobre o que te comprar de presente.
Também teve o dia que lembrei de quando a gente chorou juntos pela primeira vez. E com isso, lembrei de novo de tudo que a gente fez pela primeira vez.
E ainda querem me dizer que é falta do que pensar?

Eu não comando um botão no peito que traz e leva as lembranças a hora que eu quero, eu só sinto e do mesmo jeito que elas vão, elas voltam.

Seu sorriso me iluminou mais que o maior sol que já vi no verão.

Aceitar que passou não é lutar contra a nossa vontade, é ser a favor do nosso coração.

Da mesma forma que faz chorar, faz bem aceitar algumas mudanças da vida. É normal doer por a gente não saber o que fazer, afinal, seria tão melhor se o calendário funcionasse como um controle remoto e então a gente pudesse escolher qual dia passaria mais rápido, qual mais devagar e qual a gente viveria outra vez. Só que é bom ver novos filmes na TV, a gente só esquece disso. Os preferidos, no entanto, nós nunca vamos esquecer.

Tipo você.
Não consigo imaginar o que você está fazendo agora e quem está te vendo dormir, quem está te ouvindo por horas no telefone, quem está te mostrando vídeos engraçados na internet, quem está te ajudando a ser mais feliz. E a verdade é que nem gostaria de saber.
Esse tempo longe me fez ter certeza de quem eu sou. E que pior que eu não goste de muitas coisas em mim, eu jamais deixaria de ser exatamente como eu sou.

Se eu não mudei ao te ver partir, não mudaria agora que entendi.

Talvez as coisas que eu sinto aqui dentro tenham valor demais e por isso o tempo tem sido assim tão cruel comigo. Quem sabe, não dá pra afirmar, mas quem sabe não era pra ser como realmente foi? A gente prefere buscar respostas pra tudo a ter que simplesmente aceitar que algumas coisas não precisam de respostas. Exatamente como fiz ao ouvir que você não sentia mais o bastante. Tive que me levantar no outro dia, pegar o mesmo transporte público lotado, chegar no trabalho, ter um dia estressante, e tudo, tudo pra poder pagar minhas contas no fim do mês ou comprar novas roupas pra usar no fim de semana. Aliás, as mesmas roupas que comprávamos nós dois.

Sério, não foi nada fácil ter que acompanhar a lentidão dos dias até aqui, mas se eu não desisti antes, não vai ser agora que vou fraquejar.

Isso são só reações que a saudade através do frio desse outono me faz sentir.

Guardo minhas esperanças em te ter de novo no mesmo lugar onde guardo os sonhos ainda não realizados.

Na falta de um abraço de consolo, nos clichês nós podemos confiar. “Tudo passa!”, “Amanhã vai ser melhor!” e coisas do tipo são só verdades batidas, mas ainda assim, verdades.
Por isso, pouco a pouco, sem ninguém nas últimas sextas-feiras, coloquei na minha cabeça que basicamente tinha que ser assim: você aí e eu aqui, sendo dois sós e não mais dois a sós. Essa mudança na forma de ver a vida me fez repensar meus sonhos, por isso eu digo que te guardei lá perto dos que eu ainda não realizei. É que eu comecei a ver que talvez todos os sonhos que eu quero realizar não sejam sonhos realizáveis, que talvez sejam só grandes vontades, mas nada a ponto de serem grandes sonhos.

Pra mim, hoje você é só uma vontade de voltar no passado. E tenho a impressão que eu tenho muito futuro pra viver, logo, prefiro te deixar sendo só vontade.

Posso não ter certeza do que é hoje,
mas sei exatamente tudo o que já foi um dia.

Me parece que aqui dentro é só um frio que um agasalho sozinho não consegue aquecer,
mas amanhã pode fazer sol, vai saber.
Vou torcer.

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Gente, uma dica.
Essa trilha sonora de hoje faz parte do disco novo do meu grande amigo ERIC MATERN.
Um grande e talentoso artista que merece a atenção de vocês!
Para ouvir todas as músicas e comprar o disco, acessem: www.ericmatern.com