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Eu Só Não Sabia que Poderia Ficar Ainda Melhor

Tudo bem não querer que algumas coisas aconteçam,
até aí começar a pensar que o fato delas acontecerem ou não pode influenciar a nossa vida de forma negativa, é escolha de cada um.
Isso não é uma máxima que se aplica a tudo, mas é um ponto de vista a se considerar.

De todas as coisas que a gente ouve nessa vida, é melhor acreditar nas melhores.
É que os exemplos de coisas que não dão certo não comprovam que nunca dará certo um dia, portanto, é confortável lembrar das exceções e de que tudo de ruim que pode acontecer, pode simplesmente não acontecer. Mas é bom entender que não é pra ignorar essa possibilidade, mas sim pra trocar de prioridade.

O pensamento bom é o atalho para que as coisas boas aconteçam. A gente escolhe seguir ou não.

O fato é que a gente se fala há um tempo.
Sabe aquela conversa morna de internet e tal? Pois é, essa mesma, a gente conversava sobre amenidades, nada muito grande ou muito sério. Até que a coisa começou a mudar. Sem querer  – ah vá, ná? – deixei escapar uma cantada aqui e outra ali e sem querer – duvido! – ela deixou escapa que estava curtindo essa ideia.

Quando a gente se permite mais, a gente aprende mais.

Nunca fui daqueles de me bloquear diante das coisas ou de bradar: “Ah, isso eu jamais vou fazer”, porque vai saber né, amanhã estou eu lá fazendo exatamente as coisas que jurei de pés juntos nunca fazer.
Acontece que no começo eu não considerava nada entre a gente, até porque tínhamos amigo em comum, e sei lá, ia parecer meio estranho, enfim, nem passou pela minha cabeça nada.

Nem toda decepção é negativa.

Acabei me decepcionando comigo mesmo e comecei e vê-la de um jeito meio diferente. Não faço a menor ideia do que me deu na telha, talvez pelas nossas conversas, pelas fotos que ela postava, pelo jeito interessante que ela se demonstrava, ou por tudo isso junto, vai saber, só sei que começou a nascer em mim uma vontade de ver mais de perto.

O mais louco é que a gente nunca tinha se visto na vida, embora já podíamos falar que nos conhecíamos bastante, afinal, a gente conversava tipo MUITO. Ah, internet! <3
E foi meio que assim, pouco a pouco, fui deixando amadurecer a ideia de que poderia acontecer alguma coisa ali. Apesar de eu me assustar um pouco, gostei do frio na barriga que veio me visitar.

Vale ressaltar que em nenhum momento pensei: “pode ser a pessoa ideal pra minha vida”, o que é bem estranho vindo de mim. Eu só me permiti pensar diferente sobre a gente, a troco de nada mesmo. E quanto mais louco isso parecia, mais eu queria que acontecesse.

O que o tempo mais espera da gente é que a gente dê tempo à ele.

É bem isso, não adianta forçar nada, a gente pode sim facilitar, fazer a nossa parte, colaborar, acompanhar o relógio, mas querer viver sem regra não faz com que as coisas que desejamos aconteçam mais rápido.

Aí a gente marcou de se ver.
Naquela altura nossas conversas já eram um bocado abusadas. Já rolava aquelas indiretinhas de ciúmes, do tipo: “Ihh, quem é esse cara comentando na sua foto?” seguido por um “Hahaha, tô brincando!”. Brincando uma ova! Era só teste pra ver a reação.

No jogo que é a conquista, pontua mais quem consegue perceber mais reações.
Apesar de, claro, ter gente que acha que está dando mole mas na verdade está ou contrário; ou gente que acha que tem alguém dando mole quando na verdade é só amizade.

Amizade, esse é um ponto.

Não tem como mentir que a gente já era amigo.
Eu contava quase todas as minhas coisas pra ela e ela bem que contava algumas bem particulares, então, aos poucos, fomos criando aquele vínculo gostoso de confiança. Nunca me proíbi.

Voltando ao dia que a gente marcou de se ver, nos encontramos.
Ela estava bonita e eu estava, como eu posso dizer, eu estava “ok”.
Aí foi aquele negócio, conversa vai e vem, aquele sustinho de ver pessoalmente uma pessoa que me conhecia tão bem. Tocamos no assuntos dos amigos em comum que a gente tem e tudo ia muito bem.
E bota bem nisso.

Até que entre uma brincadeira ou outra de “err se liga, você tá ótima” tocando no corpo e ela exibindo charme do tipo “aff meu,  tô naaada” exercitando o mais profundo charme, a gente se beijou.
Foi louco! Bem louco! Tipo, não sabia até que ponto aquela conversa ia dar apesar das indiretas. Poxa, somos muito amigos e viver aquele momento foi bem estranho.
Lembro que depois do beijo a gente se olhou e deu risada, mas não interrompemos o carinho, pelo contrário, demos outro beijo, e outro, e outro.
A partir dali nossas conversas ficaram mais deliciosamente carinhosas e nem vimos a hora passar naquela cafeteria.

Vale lembrar que o tempo é implacável e isso é algo que a gente tem que lidar.

Estava ficando tarde e precisávamos ir embora.
Nos despedimos e partimos em direções contrárias.
Voltei pra casa com a cabeça maluca, sei lá o que tinha acontecido, eu não estava acreditando muito em tudo, mas estava contente e feliz por ter vivido aquela experiência.
Ela me avisou que chegou, eu também e o dia acabou.

Dia seguinte ela me chamou no chat normalmente, pra saber como eu estava. Respondi normalmente e perguntei normalmente como ela também estava.
Aí vem a parte louca da história: isso tudo só aproximou a gente ainda mais.
Sempre ouvi muita história que não rola “amigos ficarem” e coisas do tipo, e aliás, eu nunca parei pra pensar nessas coisas. Mas a gente serve pra provar que as exceções são valiosas e por isso tão raras. E que além disso, que se bloquear de viver coisas por causa de opiniões de outras pessoas ou de que “todo mundo diz” e etc, não leva a lugar nenhum.
Conversamos bastante sobre a gente e concordamos que foi uma experiência única pra ser vivida ali. Vez ou outra lembramos do dia e damos risadas sobre como foi e em como o mundo deu voltas, como a gente não esperava nada daquilo – até que esperava um pouquinho pelas indiretas, vai – mas esperar é uma coisa, acontecer é outra, né?

E a gente só não contava que o que era bom poderia ficar ainda melhor.
Que a nossa amizade evoluiu para algo ainda maior, onde a gente pode confiar cegamente um no outro pra falar sobre qualquer coisa, inclusive sobre outros alguéns.
Desde então, a gente ficou mais próximo e eu preciso da presença dela pra me frear ou pra me acelerar nessa vida.

Por uma vida com mais chances para as exceções.

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Falar Demais Pode Ser Algo Bom Demais

A gente nunca sabe das coisas como imaginamos.
Tem coisa que está na nossa cara e a gente vai e: ignora.
Mas essas imperfeições é o que fazem da gente pessoas melhores, pois depois de cada vez que a gente se engana nasce uma oportunidade pra gente ver diferente, parar, pensar e concluir que é hora de mudar.

Eu já me evitei demais.
Eu já pensei muitas vezes antes de fazer as coisas que eu sentia.

Mas aí eu resolvi mudar o jeito de ver.
É que eu sempre me preocupei por não ter certeza de que meus esforços por alguém seriam reconhecidos ou se seriam motivos de cansaço. Sabe aquela coisa da gente se sentir grude e tal? E pior, sabe quando dizem que a gente está sendo grude? Então, eu sempre tive medo de ser. E por isso acabava pisando no freio das minhas vontades.

O tempo me fez ver que eu posso ser tudo que eu quero ser.

E coisas como uma mudança de pensamento e uma ousadia a mais, fazem com que eu me sinta alguém menos limitado e menos fraco.
Por isso estou aqui pra te falar essas coisas, que até podem não fazer tanto sentido pra você, mas que demorei muito tempo pra ter certeza de que você seria alguém pra eu tentar ser de novo quem eu sempre gostei de ser.

É que agora eu penso menos e vivo mais.

É bem estranho ter que explicar uma mudança da gente, sabe? Até porquê pode parecer algo superficial demais pra quem vê de fora ou pode parecer algo forçado demais para essas mesmas pessoas, mas a verdade é que eu mudei e não foi por ninguém, foi por mim mesmo.

As coisas só mudam pra melhor quando a gente toma alguma atitude para isso, do contrário, elas só mudam, e muitas vezes para pior.

Eu gosto de estar por perto e dizer que sinto saudade.
Em pensar que já me preocupei em saber se a minha confissão de saudade seria interpretada como algo real ou como alguma forma de apelo, alguma forma de só “querer ver de novo”. Pode parecer que tenho mania de filosofar demais sobre os sentimentos, e na verdade, parece não, eu faço isso mesmo. É que eu gosto de ver com olhos diferentes as mesmas formas de sentir. E falando nisso, pra mim é fácil lembrar de alguns “eu amo você” que cantaram nos meus ouvidos, sendo que dias depois eu sequer ouvia mais a voz da pessoa. Então, esse meu tipo de raciocínio sobre o que eu sinto faz sentido para eu não me machucar.

Pensar no que a gente sente não evita sofrimento mas conforta o sentimento.

Isso significa que pensar em tudo que eu já senti e tudo o que já disseram sentir por mim, faz com que eu saiba lidar uma pouco mais com essa mudança de sensações que a gente vive a cada novo começo, a cada novo sim, a cada novo beijo.

Hoje eu só quero a paz de poder dizer que o que sinto é verdade sem ser julgado por isso.

Por isso, agora eu gosto de te falar sobre como é bom te ver bem, sobre como me faz bem te ver contente por me ver, sobre como eu faço questão de te deixar claro o quanto você me deixa bem por valorizar o jeito que eu sou.

Teve gente que não entendeu quando eu dizia sentir amor.
Engraçado que isso eu também nunca entendi e nem por isso comecei a falar menos.
Mas essas pessoas me fizeram sentir medo até do sentimento mais bonito que eu já senti na vida. Que coisa louca, né?

O que mais tem é gente pra dizer que o que sentimos é exagero, como se elas soubessem o que é sentir algo exageradamente verdadeiro.
Eis aqui a mudança de ponto de vista.

Se para outras bocas que já passaram por você a meta era te despir e te fazer instrumento de prazer, pra mim é ver o branco do seu sorriso e o meu próprio reflexo no teu olhar. Se sentir bem com alguém é brega mesmo e não tenho vergonha disso.

É que hoje eu não me evito mais e assim vivo mais.
Embora em outras ocasiões eu tenha mesmo me precipitado pensando que existia algo quando na verdade só eu achava isso, hoje minha vida até pode continuar da mesma maneira, mas o que muda é a forma com que eu sinto prazer por isso. Se o que me trazia angústia era a falta do ♥ no fim da SMS, hoje eu mando menos SMS e vejo mais pessoalmente.

Vai ver a nossa vida nunca muda nada, é só a gente que começa a viver a mesma vida de um jeito diferente.

Então, no fim das contas eu continuo com os mesmos medos, inclusive aquele de me expor demais e falar demais o que eu sinto, só que agora eu penso que falar o que eu sinto pode ser algo bom demais pra alguém.

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Eu Fico Pensando no que Me Disse

Eu fico pensando em você.
Fico pensando se você pensou no que me disse.
Será que foi assim mesmo tão pensado como você tentou me convencer? Eu não sei.
Me pergunto se você fica aí se arrependendo sem ninguém e morrendo de vergonha de dar o braço a torcer e pedir pra recomeçar. Não é por mal, mas você é assim mesmo.

O seu maior problema é esperar as coisas darem certo demais.

E quando não dão, você se decepciona, falta morrer de dor.
Tudo porque no fundo quanto mais força você tenta demonstrar, mais fraca você comprova ser.

Você pensa que sabe, mas a verdade é que não sabe basicamente nada sobre o bem que faz ter alguém. Você se esconde atrás das experiências que não deram certo ou nos depoimentos de amigos cheios de razão falando que as coisas normalmente não dão certo, aí você desiste sem sequer ter começado. É você quem cria a maioria dos problemas da sua vida.

Quando mais tenta resolver um problema, mais forte você o deixa.

E isso não significa que o certo é jogar tudo pra alto e dane-se, isso significa que o tempo que se perde tentando resolver uma questão poderia ser melhor aproveitado pensando basicamente que: tem coisas que a gente não sabe resolver. Só isso.

Eu gostaria de pensar diferente, mas eu não consigo.
É que não me entra na cabeça a ideia de como você consegue ser tão covarde com o seu futuro. Você se reprime, se controla e se acorrenta em um presente que não te acrescenta nada, e pior, em um monte de minhocas na cabeça que só servem para aumentar o espaço entre o que você quer e o que você realmente merece ter nessa vida. Ao invés de aproximar seus sonhos dos seus fatos, você os torna inimigos.

Fico pensando se tudo aquilo que me disse veio mesmo do coração, se todos os problemas que listou são mesmo problemas reais ou são só desculpas pra tentar me convencer de uma outra verdade qualquer. E fico mal. Fico mal porque se for mentira, se tudo o que você me disse pra fazer com que eu te esquecesse for mentira, lamento informar, mas você conseguiu aumentar ainda mais o tamanho da sua própria cova.

Enquanto você continuar desfilando poses de auto-suficiência e palavras de força que na verdade tem tudo menos força, você vai acabar se afundando ainda mais. Eu não quero ser quem vai te avisar de nada, não quero ser quem vai te ajudar porque tudo o que você menos aparenta querer é a minha ajuda.

Inclusive você deixou claro que a minha distância é o que te fará sorrir de novo.

Até aí tudo bem, só é engraçado lembrar daquele teu discurso batido sobre o medo de me fazer sofrer, quando na verdade, o que você mais sente é medo de não conseguir ser feliz, medo de não conseguir fazer alguém feliz, MEDO DE NÃO SABER O QUE DIABOS É FELICIDADE. Você não sabe o que é isso! Não sabe o que é lutar por isso! Por isso eu falo na sua cara o quanto você é covarde! Você tem medo de se olhar no espelho e repetir: SERÁ QUE É AGORA? E ter medo de possibilidades, pra mim, é covardia.

Você tem a mania horrorosa de colocar qualquer problema diante da menor das soluções. Antes de qualquer pensamento bom, você pensa no ruim; antes de qualquer possibilidade de dar certo, você confia em tudo que pode dar errado. Como a gente pode falar sobre ser feliz com alguém que deixa a felicidade no último lugar na lista de prioridades?

E como você não sabe lidar, você transfere sua culpa pra outra pessoa.

Igual fez comigo.

Eu fico pensando se você faz ideia de tudo o que me falou, porque sinceramente, você não estava em sã consciência.
Vir falar comigo sobre sentimentos sendo você a pior pessoa do mundo pra definir o que sente, pra expressar o que sente, pra refletir sobre o que sente. Se é que sente algo de verdade.

O que eu tentei fazer foi dar a mão que nunca te deram.
Eu tentei te mostrar que se você for pela cobertura não vai se molhar e vai poder aproveitar a beleza da chuva. Tentei te falar que nem sempre a gente consegue resolver, mas que faz muito bem ter alguém para dizer isso.

Só que agora também tanto faz tudo o que eu tentei dizer, pois o problema é que eu fico pensando no que me disse.

Fico pensando que a pessoa que me falou isso não é você; não é a mesma que um dia eu dediquei parte da minha vida.
Hoje eu vou pensar muito pra amanhã esquecer de uma vez só.

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Por Favor, Que Horas São?

Há quem tenha atitude,
Há quem sê de bem com as atitudes,
Há quem não se dê tão bem assim com as atitudes,
E há quem, sem pensar no fim, toma alguma atitude.

Não é de assustar a quantidade de vezes que a gente pensa: “Será que mando ou não essa mensagem?” e aí decidimos alguma coisa. O negócio é que a gente nunca vai poder prever o que vai acontecer com as nossas atitudes, do contrário, é vantajoso que tenhamos alguma atitude pois esperar que sejamos surpreendidos com sorrisos em nossa direção, é depositar uma responsabilidade muito grande no destino.

Em outras  palavras, ninguém nunca vai te convidar pra sair se você não se demonstrar uma pessoa minimamente interessada em aceitar. Do mesmo jeito, ninguém vai aceitar seus convites se você, por medo ou vergonha, já antever que a resposta será negativa.

A vida é um filme sem roteiro onde o Diretor somos nós.
Ou seja, está nas nossas mãos fazer com que a vida que temos seja mais interessante. Não por ninguém, só por nós mesmos, sabe?

Só que aí a gente tem a mania de pensar demais.
Pensamos tanto que não vemos o tempo correr e as oportunidades escorrerem pelas nossas próprias mãos. Não dá pra ter uma estimativa, mas com certeza MUITA GENTE, mas MUITA GENTE MESMO já perdeu a chance de viver uma história interessante por pensar demais. É claro que isso não significa que devemos ser impulsivos, fechando o olho e fazendo o que der na telha – embora isso tenha seu lado bom -, isso significa que o tempo que se perde pensando merece ser vivido aproveitando.

Se o que queremos é juntar histórias pra contar, porque não deixamos que aconteçam?
Se o que a gente mais gosta nessa vida é compartilhar com quem gostamos as coisas boas da vida, porque a gente não deixa que essas coisas boas aconteçam? E aí surgem aquelas respostas: Porque “não é a fase”! Porque não tenho certeza”! AH VÁ. A vida afasta as pedras e nós vamos lá, trazemos de volta uma a uma, ganhando assim o prêmio de burrice humana.

Em muitos casos dá pra entender o fator trauma.
Tipo, viver uma história que beira a perfeição e no fim ser surpreendido com uma decepção sem tamanho. Ou qualquer tipo de trauma, como esse aí que você está pensando. Dá pra entender, claro que dá. Só que as contas chegam no fim do mês, ou seja, de um jeito ou de outro a vida tem que andar e a gente precisa virar a página, por mais pesada que seja.

Um livro só faz sentido quando a gente acaba de ler,
pois enquanto estamos lendo é só uma soma de suposições e impressões.
E a vida, com seus traumas, funciona exatamente igual. A gente só consegue assimilar as lições das coisas que vivemos depois que superamos.

O engraçado é que muitos dos problemas que a gente reclama somos nós mesmos que causamos, né?
Você certamente deve conhecer alguém que posta na internet o quanto a solidão tem torturado e o quanto gostaria  de ter alguém pra ver um filme num sábado a noite, ou talvez comer fora, ou talvez tudo. Aí você pensa sobre esse alguém: o que ele tem feito pra viver isso? Pois, viver uma vida que irreal aproxima coisas igualmente irreais e não as que aquecem o peito, sendo claro, não é postando foto de balada que esse alguém vai atrair alguém pra dormir de conchinha. No máximo, vai atrair outras pessoas que gostam de fotos de balada. Mas tudo isso, claro, em tese.

Faço um convite: vamos pensar.
Isso, agora está liberado pensar! Pensar no que temos feito, e mais do que isso, pensar no que não temos feito e em todas as chances que temos desperdiçado. Pensar pra de repente entender e encontrar as respostas das coisas que não fazem tanto sentido hoje, tendo em vista que, como já refletimos acima, se não totalmente, somos grandes responsáveis pelo nosso destino.

Talvez seja a hora da gente dar segundas chances, talvez seja a hora da gente recusar segundas chances. Talvez seja a hora da gente dizer mais “Sim” que “Não”. Talvez seja a hora da gente parar de criar problema onde não existe, até por quê, é desinteligente ter uma vida cercada de problemas, principalmente criados por nós.
Talvez seja a hora de gastar o tempo com coisas que tragam mais alívio que rombos no cartão de crédito. E os parques da cidade estão aí pra isso, bem como as conversas com amigos. Talvez seja a hora de pensar melhor sobre aquela pessoa, talvez seja a hora de entender que aquela outra pessoa realmente não vai mais voltar.

Talvez seja a hora de um monte de coisa, mas com certeza é a hora de tomar alguma atitude.

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O Meu Endereço Você Sabe

No fim das contas eu não posso fazer mais nada.
E na verdade, nem que tivesse algo que eu ainda pudesse fazer eu não sei se faria.
Demora, mas a gente encontra o fim da linha.
Pior seria se eu me enganasse que isso é mentira, que não existe fim, que só se dá bem aqueles que continuam a insistir, insistir e insistir como se a insistência garantisse resultados favoráveis.

Então pode ir.
A partir de hoje eu vou te deixar partir pra bem longe daqui.
Como posso te ter se nem a liberdade eu te dou?

Eu vou deixar o tempo passar.
Cansei da luta que nunca me trouxe sorriso no fim. Hoje eu vou deixar você respirar, vou deixar você fazer o que pensa ser certo.

Isso não tem nada a ver com deixar de gostar, eu só estou aproveitando para me desprender de você. Quero que vá, inclusive pra me deixar respirar um novo ar.

Aos olhos de fora, aqueles mesmos olhos que nos rotulavam como “o casal perfeito” pode soar estranho esse meu desprendimento, só que a verdade não é exatamente essa,  é mais uma questão de liberdade, de hoje querer quem me queira, de ser querido, de também querer ser conquistado. Embora eu não me arrependa de nada da história que escrevemos, até porque durante o tempo que senti, dediquei meus esforços pra ver o melhor dos seus sorrisos, pra te ouvir feliz ao telefone, pra te ver feliz sempre que te via, eu preciso sentir isso também, isto é, no fim, isso tudo vai fazer muito bem pra mim.

Eu vou sentir sua falta na hora do jantar com meus pais. Vou sentir saudade da sua ansiedade contagiante para ver as estreias do cinema, mas vou aprender a superar, e apesar de saber que vai demorar, muito mais até do que eu posso imaginar, tenho certeza que por maior que for a dor não será motivo para eu morrer.

Pode ir.
Vou transformar sua lembrança em abraço quando o frio apertar; vou te ver sorrindo quando o sorvete mais gostoso eu experimentar; vou te sentir comigo cantando na mais alta voz quando o refrão tocar. Não mais em primeira pessoa, mas como uma pessoa especial.

E se mudar de ideia pode voltar.
É meio difícil pra mim tentar prever como vai ser minha reação se isso acontecer, mas se quiser, pode voltar.

A gente ama a mesma pessoas várias vezes na vida.

A soma de todos os minutos que senti amor por você permitem a sua volta.
Se temos que conquistar a mesma pessoa todos os dias, é egoísta desperdiçar segunda chances de conquista, logo, antes de ser uma chance pra você caso queira voltar, será uma chance pra mim, pra eu me sentir a vontade em ter de volta.

Sei que a minha clareza de pensamento aterroriza.
O convencional diz que ao te ver partir devo encontrar alguma maneira de te fazer ir ainda mais rápido, só que eu não consigo pensar assim. E não tenho respostas pra isso. Eu só penso que da mesma forma que estou te deixando ir hoje, você pode voltar um dia. Considero as voltas que o mundo dá.
Por outras vozes ouvi que o ideal pra mim seria te sentenciar como uma vez que passou, uma página que virou ou uma chuva que acabou. Eu não gosto dessa tese, mas também não me rendo em súplica pra você. Não me torno refém dos seus caprichos, mas também não vou me fazer de desentendido se o meu coração apertar.

Só a gente sabe o que é bom pra gente.

Quem acredita em qualquer certeza cega além do amor está sujeito a solidão.

Por isso, faço dos pontos de vista que me emprestam, motivos pra eu aprender mais. Junto todos em um só e equilibro do jeito que julgo ser ideal pra mim. Por esse motivo, não queimei suas fotos como me sugeriram, nem cacei bocas virgens de beijos meus noite adentro.

A primeira coisa é deixar você ir.
A segunda é me deixar ir.
A terceira é a gente se encontrar, de alguma maneira, algum dia, em algum lugar.

Então pode ir,
mas se quiser voltar
a gente pode conversar.

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Em Dúvida se Sinto Dó ou Acho Engraçado

Trilha Sonora:

Gostaria de esclarecer algumas coisas.
Para começar, acho justo comentar que definitivamente o tempo resolve muitas das situações em que nos vemos afogados, aprisionados e sem a menor perspectiva de solução.

É quando a gente para de se procurar que as respostas aparecem.

Devo dizer também que a teoria só perde em beleza para o nascer do sol. Porque né, exagero à parte, é tudo muito bonito em um mundo onde nada se pratica. A gente vai lá, rascunha ideias, faz imensos e profundos pronunciamentos como se a verdade fosse única e exclusivamente nossa, só que na hora de mover um dedo, adivinha? Nada fazemos. Somos assim.

Vou retomar para não perder o foco.
Tem pessoas que não gostam de fazer história. Sei lá, não gostam de viver aquele negócio de frio na barriga, a última mensagem antes de dormir e ansiedade para um novo momento especial. Pelo menos, claro, é o que elas aparentam. Dá pra afirmar isso com base nas experiências que temos aqui e ali.
Só que essas mesmas pessoas são as que mais se enganam no mundo.

Mais sensíveis são aqueles que não manifestam sensibilidade.

Por isso, e sem enrolar tanto, vou ir direto ao ponto: Sério, não tente, até te peço, pelo teu próprio bem, não tente me esquecer porque você não vai conseguir.
Enquanto eu guardo o livro da história que escrevemos, você prefere fingir que nunca existiu nada e age assim de uma maneira, como eu posso dizer, uma maneira profundamente desinteligente, para não falar outra coisa.

Eu não sou sua lembrança, eu sou sua história e isso você nunca vai conseguir apagar.

Eu não me esforço para esquecer o que vivemos, deixo o tempo escolher a hora certa até que eu perca a noção da lembrança, para então, conseguir dar novos passos sem velhas recordações. E isso tem dado certo.

Te vejo falando coisas por aí, postando coisas na internet, como se a sua vida fosse a mais divertida, tivesse os melhores amigos e frequentasse os melhores lugares. Vejo isso e rio. Porque isso só comprova a sua fraqueza ao tentar me esquecer em uma noitada qualquer.

Comecei a pensar essas coisas depois que você começou a me evitar. Nunca quis saber qual assunto eu queria falar com você, e em todas as oportunidades eu gostaria de saber da sua família, que são pessoas incríveis, e diferente de você, são pessoas sinceras comigo. Você me ignorava e eu ligava separadamente conversando por horas com eles e matando a saudade.

O louco é que se colocarmos no papel eu tenho mil motivos a mais para não olhar para sua cara do que você. Quer dizer, você parou de falar comigo só porque eu não quis mais cair na sua lábia furada com segundas intenções, em outras palavras, só porque eu não sou o tipo de pessoa com quem você costuma lidar.

Fico feliz em saber que tem vomitado seus encantos para outro alguém! =)

Só que entenda uma coisa, evitei de falar com você sobre a gente e não sobre as pessoas que convivemos, como é o caso da sua família que já citei. Não precisa dessa vingança toda desenfreada, podemos conversar numa boa.

Então assim, na boa mesmo, para de tentar forçar a tua vida.
Larga essa de se ocupar com companhias vazias e pessoas que só se importam com você quando a sua carteira está mais cheia que a delas.

Eu nunca te esqueci e nem vou. E nem quero.
O que vivemos foi exatamente o que me fez ser melhor hoje e me deu sabedoria para encarar outros centenas de problemas. Me deu força para ser melhor, não por ninguém, mas por mim mesmo, algo que no fim, é o que realmente importa e preciso.

Por isso, não precisa ignorar minhas mensagens no celular, chamadas na internet ou lugares em comum, ao invés disso coloca uma coisa na sua cabeça, você não vai me esquecer fazendo isso.

A força para apagar a lembrança só faz deixá-la mais forte.

Porque se hoje não somos mais dois, eu sou o perfume que você usar, as roupas que te dei, as noites que dormimos, as coisas que te falei, os lugares que conhecemos e tudo o que falamos. Eu sou o seu passo na chuva e o seu sorriso no sol, sou a lembrança no seriado, sou o refrão mais inesperado, sou o caminho de volta pra casa e sou o atalho para qualquer lugar que você vá.

Então faz igual a mim, dica de experiência própria: deixa o tempo colocar as coisas no lugar na hora certa. Confia nele e tudo ficará bem.

Bem como eu fiquei depois que comecei a esquecer de lembrar de você. Tem horas que tento recordar, mas raramente eu consigo.

Fica bem.

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Se Tudo Der Errado, Farei Tudo Outra Vez

Leia ouvindo: http://www.youtube.com/watch?v=uJjM_-IYUPQ

Sem querer e se eu pudesse gostaria de desfazer, mas o tempo e você me fizeram cultivar uma casca em mim que eu não consigo quebrar. É que agora antes de lembrar das vezes que a gente sorriu, lembro das vezes que me fez chorar, e de todas, lembro de todas, sério, eu lembro de todas as vezes que eu tentei ter teu riso mais uma vez, de todas as vezes que insisti, de todas as ideias que eu tive, todas as atitudes que tomei, as mensagens que mandei e todas as vezes que telefonei. Eu lembro de tudo e se hoje eu sou alguém que você não conhece direito, entenda, a culpa é toda sua.

Nasci pra mergulhar nos dias da minha vida, não rosto de ficar a beira-mar. Eu preciso de mais, preciso do máximo e de toda a força, nem que eu me arrependa amanhã. Com isso, assumo o risco de sofrer a pior das dores quando algo não der certo, ao passo que é grande a possibilidade de viver a maior da felicidade ao encontrar um motivo novo pra celebrar as coisas boas da vida.

Igual a você, hoje eu também mudei.
Desapeguei às nossas fotos e às lembranças da gente andando de mãos dadas na avenida. Hoje tento me concentrar no que nem aconteceu na minha vida, no entanto, relaxa, eu te levo comigo e sempre vou levar, até por quê, é impossível, eu não consigo te deletar da minha vida. E acho que eu nem quero isso. Sua lembrança é boa pra não me deixar esquecer das coisas que eu já passei e de tudo que eu ainda quero viver. Admito, no entanto, que tem horas que eu lembro do quanto eu quis que fosse com você que a minha vida continuasse, mas as coisas que eu quero não significa que as terei, aprendi isso.

Você vai acreditar em mim se eu enumerar todos os esforços que fiz pra gente recomeçar? Vai acreditar se eu disser que fui na porta do seu trabalho só pra te ver mais uma vez, que fui à shows das suas bandas preferidas só pensando que talvez eu te encontraria? São coisas que eu não precisaria te falar e além disso, são coisas que eu fiz porque meu coração gritou “vai lá e faça” e também por isso em nenhuma delas – porque tem muitas outras que nem citei – eu tentei falar com você. Aos poucos fui percebendo e entendendo a proporção desse meu sentimento. Comecei a perceber que é algo que eu não preciso encontrar explicação, tão menos preciso provar pra alguém, quem quer que seja, que é algo real. É só um sentimento meu.

Me cabe agradecer à todos que pedi opinião sobre as coisas que eu já fiz. Eram momentos que eu colocava tudo na balança pra tentar equilibrar o que fazia sentido, o que era surreal e o que era especial. Das opiniões que me deram, desconsiderei as que desrespeitavam a essência do meu sentimento, apesar de entender que nem todos entenderiam o sentimento que acabei construindo. Essas coisas me serviram pra balancear o que vale e o que não vale a pena dividir da minha vida e principalmente, à quem vale ou não a pena dividir.

Se eu te disser que a saudade foi embora, eu vou mentir.
Ela ainda vive aqui comigo, basicamente porque os capítulos que seguiram na minha história não foram capazes de me fazer querer reler o livro todo, sendo assim, vez ou outra eu me pegava voltando na nossa página favorita, tendo consciência de que ao mesmo tempo você poderia estar escrevendo um novo capítulo da sua história, com uma nova pessoa, em um novo lugar, com novos sentimentos. Faz parte.

Há quem vá dizer que isso aqui é tudo fraqueza. Vou relutar em confirmar e insisto no pensamento de que tudo não passa da minha análise sobre quem fui e em quem me tornei depois de você. Não aprovo 100% das coisas que eu faço, mas comecei a entender que algumas delas eu simplesmente deveria fazer, pelo bem estar do meu coração e pelas cicatrizes que ainda não se fecharam.

A lucidez da nossa experiência me fez ter novos pontos de vista.
Eu posso morrer ainda hoje, mas vou poder ter certeza de que um dia eu amei alguém de um jeito que ninguém nunca, em nenhuma circunstância, em nenhuma possibilidade, vai amar mais do que eu. Pode ser que amem igual, só que mais do que eu, coloco a minha vida em jogo que ninguém vai. E isso me preenche e me faz bem feito a imagem das nossas iniciais que encontramos nos desenhos das nuvens certa vez. Essa certeza vai morar em mim até o fim da minha vida, como um sentimento bom igual aquele dia que confessamos sentir da vez que deitamos na grama do parque vimos um casal de passarinhos sendo felizes ali no alto daquela árvore. Eu sou assim, eu lembro.

Guardo comigo todas as vezes que me trouxeram um sorriso.

Posso garantir que a minha vida não foi em vão. Vivi uma história real, intensa e sincera, uma história capaz de contrariar à mim mesmo e à todas as minhas vontades. E isso é bom, isso é especial, isso eu vou levar comigo pra debaixo da terra.

E o meu amor é assim.
É algo que rende horas de explicação, como se houvesse alguma, é algo que gera debates e diversos pontos de vista, como se algum deles fosse convincente e unânime, pois não, nunca será, ele nunca será explicado, ele será sentido, ele já foi sentido, pode ser que eu sinta de novo, pode ser que eu nunca mais sinta, não há como prever, só há como ter certeza de algumas coisas desse meu amor. Primeiro que é algo meu e que eu não espero retribuição, não espero que sintam igual, e se for pra esperar algo, que seja respeitado e valorizado. Segundo que esse meu amor é o que me faz acordar todos os dias. É o melhor dos meus sentimentos e é por quem eu vivo, por quem me orgulho e é a visão da minha vida. Terceiro que nem que seja eu a última pessoa à sentir isso desse jeito, profundamente incondicional, inexplicável, incompreensível e às vezes até inadmissível, serei essa pessoa e vou sentir esse meu amor, distribuindo à quem me faz bem e à quem não faz também, afinal, sentimento bom é pra ser compartilhado.

E à você, por você, criei uma casca. Só que se você for inteligente, vai entender a diferença entre criar algo e ser algo.

 

 
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Bom Natal à todos vocês leitores do Um Travesseiro Para Dois!
Obrigado pelas visitas e por mais um Natal juntos! Tentei escrever um texto que envolvesse coisas que a gente passa durante o ano, tentei falar um pouco da essência do sentimento bom, dos sentimentos raros, dos sentimentos sinceros e da confusão de todos eles juntos. Pode ser que você não se identifique, pode ser que se identifique até demais, pode ser que você apenas sinta, pode ser que ache bobagem, mas de tudo do que pode ser, só gostaria que fosse real.

Como todo sentimento deve ser.

Pelo amor, acima de tudo! ♥

A Fila Corre e Eu Comemoro

Teve uma hora que não tive dúvidas de que esse ano seria o pior da minha vida. Já fazia um tempo que andava meio desmotivado com meu trabalho, mas isso até que dava pra levar. Eu só não contava com o mundo ficando de cabeça pra baixo da noite pro dia. É até meio difícil de lembrar agora como foi… No entanto, fugir do que vivi não vai apagar da minha história, né? Foi assim, eu estava construindo uma história muito especial com uma pessoa, até então, muito especial também. Tudo corria bem e os planos pareciam cada vez mais reais.

Vai ver foi exatamente aí onde nasceu o erro, quando as coisas ficaram sérias demais e ficamos sem tempo pra sonhar. Vai saber.

A gente vivia bem e eu não me importava em gritar pro mundo o quanto eu gostava dessa pessoa. Cheguei ao ponto de colocar uma foto nossa no meu perfil pessoal nas redes sociais. Sabe aquela coisa de gente incontrolavelmente apaixonada? Blergh, “apaixonada” é uma palavra muito estranha, mas enfim, coube aqui.

O tempo foi passando, e mais do que sentimento, dediquei dinheiro em algo que pra mim parecia muito honesto e definitivamente sincero – não vem ao caso explicar no que, mas aí o mundo girou e caprichosamente tudo mudou. Na verdade, você mudou e tudo, absolutamente tudo que estávamos caminhando para construir ruiu. Literalmente ruiu.

Olha, não foi fácil não. E só eu sei tudo o que se passava na minha cabeça toda manhã no metrô indo para o trabalho. Lembro bem de como foi ter que trocar a tal foto do perfil e ter que de uma vez enterrar aquela lembrança. Minha última pá de areia nessa história toda foi algo que está na minha pele e vai ficar comigo pra sempre, algo que representa um sentimento que gritou em mim e que hoje me guia onde quer que eu vá.

Demorou, mas eu renasci e escolhi viver de novo. Eu me permiti ser feliz outra vez.

E no lugar onde eu menos esperava e contava com alguma mudança, você apareceu. Eu nem quero entrar em detalhes de como aconteceu, só quero deixar claro o quanto você me faz bem e também quero dizer que você nunca vai entender o quanto é sério quando digo que apareceu em minha vida no momento em que eu mais precisava de um refúgio pra encarar tudo que estava por vir. Sei que é meio clichê e que no começo é sempre assim “ah, você é incrível”, “ah, que bom que apareceu” e etc. Só que assim, por favor, entenda e acredite, eu não brinco quando digo que você mudou completamente a minha vida.
E hoje eu comemoro nossa volta pra casa depois de um dia longo de trabalho. Hoje te espero na saída pra gente andar de mãos dadas no metrô das 19h.

Você trouxe de volta pra minha vida toda aquela vontade de viver que pensei ter perdido meses atrás. Em pensar que considerei a possibilidade de abrir mão de tudo e fugir sozinho… Só depois consegui entender que se eu sofri em todos aqueles momentos que passei, é por quê eu tinha que me preparar para te encontrar, eu tinha que estar pronto para encontrar uma pessoa pronta pra mim, sobretudo, diante de tanta coisa ruim que me aconteceu, eu tinha que me permitir recomeçar e foi exatamente isso que você me inspirou a fazer. Sem dizer muita coisa, só com o teu jeito que eu sinceramente nunca tinha reparado assim, digamos, de uma forma especial. Você conseguiu chamar a minha atenção sem precisar fazer isso, sabe? Talvez seja aquilo que dizem de “destino escrito”, né? Sei lá, é até engraçado começar a pensar no por quê das coisas terem acontecido, sendo que o que importa de verdade é que aconteceu e que hoje eu posso dizer estou vivendo uma felicidade inédita.

Você está me ajudando a viver diferente. E é tanta coisa boa que temos vivido e que eu tenho pensado pra nós, que olha, eu não consigo me lembrar da vida antes da sua presença.
Hoje eu sou melhor e a tendência, com a sua ajuda, é que eu seja ainda mais. Prometo que se depender de mim você não vai precisar mais procurar um novo motivo pra te inspirar ser feliz. Eu quero ser o seu único para o resto das nossas vidas.

É que teve uma hora que não tive dúvidas de que esse ano seria o pior da minha vida.
Aí você apareceu.
E então comecei a gostar da ideia de me surpreender com essa tal vida.

Gostava Mais de Você Quando Não Te Conhecia

A gente poderia fazer de conta que nada aconteceu.
Eu poderia fingir que você nunca existiu e você poderia fingir que falou a verdade quando disse que gostava de mim. Sei lá, a gente poderia recomeçar do zero. Voltar lá pro primeiro momento que a gente se falou, aquele momento em que reparei no jeito que amarrava o cabelo e que você disse que eu ria engraçado. A gente se dava tão bem.

Ouvi falar que no começo é sempre assim: os dois românticos e tudo é lindo e perfeito. Eu só não contava que eu me sentiria assim pelo resto dos dias, diferente de você. Vou te falar que já torci para que você morresse, tamanha a injustiça que me tratou, quis te ver na pior só pra você sentir algo parecido com toda a dor que eu já senti por você, mas eu pensei melhor e concluí que isso seria fraqueza demais da minha parte. Entendi que não faria o menor sentido te desejar coisas ruins, porque o tempo que eu perderia fazendo isso eu ganharia desejando coisas boas à mim mesmo.

Só que ainda acho que a gente deveria fingir que nada aconteceu.
Aí eu voltaria para a fase da minha vida onde eu lia no horóscopo que tinha um amor pra chegar, e você voltaria para a sua fase dos beijos sem nomes e somas de pessoas que passaram pela sua vida mais rápido que uma brisa na madrugada. Sabe, aquela fase que você tanto gostava e se orgulhava de viver. É claro que você sabe.
Já pensei que tudo o que você conseguiu ser na minha vida foi um grande e caprichoso erro, que tudo o que você me fez de bom eu poderia ter vivido sem ninguém, que tudo o que você me fez de ruim, eu poderia ter evitado. Só que o erro estava em pensar assim. Nós simplesmente não conseguimos nos completar, não vemos da mesma maneira, que sei lá, víamos no começo. Ah o começo… aquele começo todo lindo, com um agradando o outro, até que as vontades e defeitos gritam e só continuam vivendo a história quem realmente valoriza.
Eu e a minha mania de valorizar o simples.

É preciso assumir a dor para que ela possa ir embora.

Acho que essa ideia de tentar te deletar da minha cabeça nada mais é que uma tentativa desesperada de matar toda essa saudade que eu sinto. É uma merda, porque eu não deveria sentir nada por você, muito menos saudade já que ao ouvir seu nome eu só lembro de tudo que chorei, mas eu não consigo, eu sinto saudade. Apesar que se eu parar pra pensar um pouco mais, essa saudade não é necessariamente sua, mas do teu jeito naqueles raros momentos em que a gente trocava uma risada ou nos estendíamos madrugada a dentro no telefone que já queimava nossas orelhas. Lembra?
Vou confessar que me pergunto se você pensa ou se pelo menos lembra dessas coisas, pois apesar de fazer pouco tempo que não estamos mais juntos, pela forma que aconteceu, tudo o que eu imagino sobre você é que todas as coisas que passamos não passam de passado. E olha, eu não nasci pra ser passado.
Por isso eu demoro tanto pra me envolver com alguém. Porque quando eu acredito na história, não admito que tenha data de vencimento. Eu só aceito viver coisas que podem contribuir para me fazer melhor, coisas com potencial de tornar eterna alguma parte da minha vida.

Mesmo assim, sério, mesmo assim, a gente poderia fingir que nada aconteceu. Que nunca nos conhecemos antes, que não sabemos onde o outro mora, que não sabemos que um gosta de refrigerante e outro de água, que um prefere a manteiga na pipoca e o outro no pão, que um prefere o cinema 3D e o outro o normal mesmo, que um ri de piadas na internet e o outro da TV, que um gosta de verde e o outro acha exagerado… É, pensando bem, não dá pra esquecer assim fácil quem eu conhecia tão bem.

A não ser que eu comece a pensar que na verdade eu nunca te conheci direito e que tudo o que vivemos foi um sonho.
E que acordar dói, é muito chato, mas é o melhor a se fazer.

Você Já Se Perguntou Se Merece?

Na maior parte das vezes o que impede a gente de conquistar as coisas que queremos somos nós mesmos, portanto, o problema e a solução somos nós mesmos. É natural buscar culpados e respostas em todos os lugares antes de pensar sobre nós mesmos. Talvez seja algo meio inconsciente, não sei, mas a gente nunca se considera responsável pelas coisas da vida, sempre surge uma pergunta do tipo: “Eu mereço isso?”, “Por que está acontecendo isso?”. E quando a gente fala de amor então, a coisa só piora: “Por que eu não tenho ninguém?”, “Por que ninguém gosta de mim?”, “Por que eu só me relaciono com gente que não presta?”. O ser humano é questionador e tem preguiça de ser solucionador.

Veja bem, é claro que não estou dizendo que sabemos todas as respostas sobre as coisas que acontecem na nossa vida, especialmente as ruins, ora, se a gente soubesse a resposta do problema a gente não teria esse problema, não é mesmo? Ou pelo menos a gente tentaria ao máximo evitar esse problema. Só que não é assim.

A gente vive de acordo com o mundo e não ao contrário. Não temos o poder de controlar o tempo, as pessoas e muito menos os sentimentos. Por isso que num dia a gente ama, no outro odeia, em um a gente acha que não vive mais sem a pessoa, no outro a gente não consegue viver mais um minuto com a pessoa. Somos volúveis, sentimentalmente volúveis.

“Nossa, você fala de um jeito como se fosse fácil, né? Que eu consigo resolver tudo! Vem aqui viver a minha dor pra ver é legal e simples assim”. Não que seja fácil, aliás, nada nessa vida é, a questão é que a gente nunca considera que nós também podemos ser os culpados pelas coisas não-legais que acontecem nas nossas vidas. Aí você vai até o viaduto mais próximo e se joga pra resolver tudo, né? Claro que não! Pensemos. Não sei vocês, mas eu acredito no “Plantou, colheu” e não necessariamente o “colheu” vai ser na mesma moeda, sabe? Pareceu confuso? Ok, se você traiu lá atrás e agora está vendo seu relacionamento ruir porque a pessoa disse que “está em outra fase”, tenha certeza, isso é o você está colhendo por ter plantado traição lá atrás. Penso que as atitudes da vida são interligadas, uma coisa leva a outra, uma é consequência da outra e assim vamos vivendo. Aquele banco disponível sorrindo pra você em pleno ônibus lotado logo de manhã é o teu “colheu” ao “plantar” um sincero “bom dia” ao motorista quando entrou. Faz sentido? Pra mim faz. E não é que a gente vai sair fazendo coisas legais aí só pra ter coisas legais em troca – ou melhor, sempre façam coisas legais, rs! – mas aí nasce outro problema que é esperar algo troca pelas coisas que a gente fez. A vida é recíproca com a gente, só que do jeito dela.

Essas ideias estão absolutamente relacionadas com o coração. A vida e o coração são parecidos, são igualmente incontroláveis e independentes, não há como a gente previní-los. Mas há sim o que fazermos.
Será que o primeiro passo para que os dias melhores possam chegar talvez não seja começar respeitando o tempo? Tempo na sua magnitude extraterrestre, sem amarras, sem rabo preso com ninguém, totalmente independente. Pra gente saber lidar com quem gostamos, precisamos aprender a lidar com o tempo.
Por exemplo, você começou um relacionamento, uhul, que lindo, aí chega o dia do: “Não vai dar pra gente se ver hoje, estou cansado(a)”. Aí você volta lá praquele viaduto pra resolver isso, né? ÓBVIO que não! É mais interessante que respeite o tempo e o espaço da pessoa que está com você, não desdobre acontecimentos, ela só quer um dia pra ela, tenha calma, não é o fim do mundo – também não disse que é legal – mas aproveite então esse tempo pra fazer outra coisa que goste muito. A gente sempre tem algo pra fazer que gostamos muito.

E acima de tudo, o amor real existe, ele só não é único e intransferível igual teu RG.
Você vai viver o “eu te amo como eu nunca amei ninguém antes!” e depois vai terminar e outra pessoa vai te dizer isso. Ainda assim será amor. Você vai viver o “Acho que chegou a nossa hora, vamos tentar?” e tem tudo pra ser muito legal também. Vai viver o “Corre, vamos arrumar tudo, meus pais chegaram!”, vai viver o “Quer casar comigo?”, vai viver o “Pai, mãe, não sou mais virgem”. Acredite, você vai viver tudo isso do teu jeito na hora que a vida escolher como certa pra você. Se não tem acontecido nada tão grande assim agora, não desacredita, a vida está ajustando os detalhes, está te testando todos os dias, analisando tua relação com a família, estudo, trabalho, amigos e etc. Se existisse uma vida ideal a gente poderia chamar de “equilibrada”, com direito a algumas quebras de regra também, claro. Só não se desespere, por exemplo, em ter logo ao teu lado o amor que acabou de ver no filme ou na TV, antes, repense teu jeito, reavalie teus modos, conclua se você realmente merece alguém como tanto deseja. Reitero meu pensamento que os acontecimentos da vida são interligados, em outras palavras, você nunca vai ter alguém pra sair de mãos dadas num inverno se continuar desrespeitando seus familiares como tem feito. Entende?

Acredito que o que é nosso está lindamente guardado, só esperando a hora de aparecer, e nisso, a gente tem influência, todas as coisas que já fizemos tem influência nas que ainda podem acontecer.

Não que viver seja fácil, não que a solidão seja “de boa”, não que a saudade não doa, só que a gente precisa lembrar de nós mesmos, temos corpo, coração, sensibilidade, família, amigos, trabalho, estudos, futuro, planos, sonhos, alegrias, muitas, muitas coisas envolvem a nossa vida e todas elas estão relacionadas para que aquilo que você mais deseja, finalmente, possa acontecer.

Plantemos algo bom para que nasça algo melhor ainda.
O melhor, sempre, está por vir.