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Um Recado Para As Pessoas Ridículas

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É uma receita simples: Não precisa querer ajudar, não falar nada já está ajudando. Continua vivendo a sua vida.
Eu só não quero mais saber de gente na minha vida falando das coisas que eu vivo como se soubesse o que fazer, como se fosse com elas elas saberiam o que fazer, ah por favor, pra cima de mim não. No entanto, devo reconhecer que a culpa também é minha, porque eu me exponho demais e acabo hora ou outra virando motivo pra chacota quando o que eu quero é ter motivos para não pensar nas coisas que não me fazem bem.

Nós e a mania de prejudicarmos a nós mesmos.
É uma pena, mas faz parte.

Isolando essa parte de ser assim, não aguento mais gente que esfrega a felicidade na cara das pessoas. E olha, isso em hipótese alguma significa dor de cotovelo ou algo do tipo, pelo contrário, até acho bonito e acho mais que tem que mostrar pro mundo como está feliz e como as coisas tem dado certo. Só acho errado vir falar com opinião de quem soubesse o que é dor, e não, não sabe. Só viveu algo que por mais parecido que tenha sido, foi apenas parecido e nunca a mesma coisa.

Um mesmo filme desperta diferentes reações nas pessoas.

Sabe aquelas pessoas que se fazem de amigas mas que no fundo falam com a gente como se a intenção fosse mesmo dizer: “Olha aqui, eu fiz isso e isso e isso, estou feliz com meu amor, enquanto você, ah, você continua aí vendo os dias passarem embaixo do teu nariz.” Por quê não vão a merda?

Felicidade existe para ser compartilhada e não exibida.

Quando você compartilha, você quer contar para as pessoas que gosta como tem vivido uma fase feliz e como isso tem te feito bem, agora, quando você exibe, você só quer falar das coisas que tem feito, dos presentes que ganhou, dos lugares que visitou, dos filmes que assistiu. Que inferno!

Estou aqui seguindo a minha vida do jeito que ela tem se mostrado pra mim. Tem hora que acerto, outra que erro, mas continuo acima de tudo sempre tentando, sempre me permitindo e me deixando disponível para vida especialmente para as surpresas dela. E não estou nem um pouco a fim de ser espelho para as realizações alheias. Compartilhe comigo, me diga como tem sido pra você, mas não jogue na minha cara o fato de eu não ter as mesmas notícias pra te dar. E vocês sabes quando estão fazendo isso.

Não existe reincidente para o “não reparei que estava fazendo isso”.
Existe maldade.

Já não basta ter que viver dia após dia sonhando com um recomeço, com um motivo pra sorrir a cada manhã, com um novo número de telefone pra mandar mensagens de saudade, com novos abraços e beijos em uma noite de inverno, já não basta, e ainda tenho a obrigação de ouvir sobre o quanto a sua vida é boa? Obrigado, não preciso.

Essa situação é facilmente confundida com inveja, mas tem uma explicação pra isso. Quando a gente gosta de alguém, em geral, perdemos um pouco do senso do exagero. As fotos nas redes sociais e as declarações de amor nunca são “demais”. Estamos cegos – por causa do amor? -, queremos contar as novidades, queremos gritar até pro papa como tem sido tudo muito legal e especial. Só que existem maneiras de se fazer isso e aí se justifica o por quê de não ser inveja as reações como as que tenho tido.

Primeiro que é importante respeitar a fase das pessoas que conversamos. Se o seu amigo está desempregado, não tem por quê falar todo dia que comprou uma coisa nova, muito menos falar sobre as viagens que fará em breve. Acho que ficou claro com o exemplo. Segundo que é importante ter sensibilidade e ser mais útil. Ao invés de falar das realizações que o dinheiro tem comprado, convide esse amigo para comer uma coisa que há tempos ele não come por motivos óbvios, ou simplesmente, fale de coisas que tenha certeza que ele vai gostar de falar. Isso é se colocar no lugar.

Não precisamos ser lembrados das coisas que queremos mas ainda não temos.

Ninguém mais além de quem passa por uma fase difícil sabe o quanto é difícil e ninguém que está vivendo uma fase dessas vai explicar todo o dia sobre o que gosta e quer conversar.

Às vezes a gente só quer conversar.

O respeito também entra na questão de criar situações desagradáveis. Entenda, se você e todos os seus amigos estão namorando, como você quer que aquele amigo ou amiga solteiro queira sair com vocês? Não é óbvio que em algum momento vão distribuir beijos carinhosos, vão relembrar situações do namoro, vão se chamar apelidando e etc? Qual a graça de comer algo gostoso sem ter alguém pra também colocar carinhosamente na boca? Qual a vantagem de ir ao cinema sem alguém pra dividir a pipoca, rir, chorar ou ficar com medo junto, em meio a um monte de gente que está fazendo isso?

Quem namora, sabe muito bem quando está sendo desnecessário.
A não ser que tenha menos de 10 anos e namore alguém com idade igual, neste caso, faz sentido, teu senso ainda está sendo formado.

No fim, todos queremos ser ridículos; deliciosa e apaixonadamente ridículos.
Gostar de alguém é ser ridículo, ou vai me dizer que só a sua voz não fica de neném quando quer fazer mimo? Pois é.

Só respeita quem ainda não pode celebrar a delícia em ser ridículo.

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Esse é Só Pra Te Lembrar

Sabia que se a gente falar dos sonhos a gente fica cada vez mais perto deles? É claro que não tem como eu prever isso, mas olha, o que custa a gente preencher nossa cabeça com pensamentos bons ao invés de todos os outros?

Nossas reclamações pela falta de abraços não trazem novos abraços. Ou seja, para a tal das pequenas coisas acontecerem é necessário que a gente faça pelo menos uma coisa: a nossa parte. Somos viciados em esperar as coisas das pessoas. Somos viciados em ser quem espera um abraço forte ao invés de ser a gente quem dá. É automático e está presente em todos nós. É tão boa a sensação de SMS surpresa… Mas a gente esquece o quanto pode ser bom se for a gente quem envia essa SMS. Além do receber, o prazer está no fazer. Só que a gente esquece.

É tão mais cômodo compartilhar uma foto com alguma mensagem bonita ao invés da gente criar a nossa própria mensagem, né? É, só que talvez seja um caminho desgastado demais já.

Sério que você aí que está lendo isso não se cansou de tanto esperar as coisas caírem nas suas mãos? É sério mesmo que você gosta da ideia do “Deixa eu ver agora o que ele(a) vai fazer!”? Você fala sério quando diz que prefere ficar na sua e não correr atrás? São algumas simples perguntas que dizem muito sobre quem você é e sobre como tem vivido, afinal, nós construímos a nossa história, portanto, se a sua atual fase não for a que  esperava, entenda, com certeza você tem total influência nisso.

“Você fala assim como seu eu tivesse um botão de liga/desliga pra determinar quando acontecem as coisas na minha vida, né?” Você pode estar pensando isso aí, eu sei. Mas olha, eu não falo como se fosse fácil ou difícil, falo como uma alternativa interessante para que todos nós pensemos.

Não te traz sorrisos mas você insiste em visitar o perfil de você-sabe-quem, de abrir aquela pasta – que deveria ter sido escondido ou deletada – cheia de resgates de lembranças no formato de fotografia. Não te traz sorrisos mas você passa naquela rua que já foi sua segunda casa por tanto tempo. Não te traz sorrisos, mas você insiste em ouvir os refrões que já foram ouvidos em momentos que te faziam sentir especial. Faz parte, é verdade, só não te faz bem. Não mais.

E eu posso fazer ideia sobre o quanto é difícil se desprender, no entanto, convido você que está lendo isso agora a pensar comigo em alguma outra alternativa para deixar as coisas pra trás a não ser querendo e lutando para que isso aconteça. A porta nunca vai abrir se você não empurrar.

Vamos tentar uma coisa.
Assim que acabar de ler esse texto, feche as janelas do chat no Facebook, não responda o Whatsapp.
Humildemente convido você a colocar pra tocar uma música que te faz bem, seja qual for, aquela que te acalma, e sugiro que feche os olhos por alguns instantes.

Já escolheu a música? Já se isolou do mundo?

Vou confiar em você.
Agora, de olhos fechados, lembre de tudo o que já te fez mal. Isso mesmo, parece estranho mas é verdade, peço para que lembre das vezes que chorou, nos motivos e em quem te fez chorar. Tenta lembrar de tudo. Não vai ser um momento divertido, mas vai ser importante.

Lembrou?
Legal. Estou confiando em você.

Agora quero que lembre-se de todas as melhores coisas que já viveu, em todos os motivos e pessoas que já te fizeram soltar um sorriso sincero. Lembre de tudo – você está de olhos fechados, né? – eu confio em você. Lembre de tudo, daquela tarde de sábado, do beijo tímido no cinema, da comemoração de 1 ano, daquela melhor volta pra casa de toda a sua vida, da primeira disputa do “desliga você”.

(Este é o momento em que após ler isso você fecha os olhos e faz o que sugeri).

Espero de verdade que você tenha parado para pensar agora nessas coisas, e mais que isso, espero que tenha surtido efeito o bastante para você conseguir equilibrar o que de fato espera da sua vida: viver uma lembrança, ou viver o agora. As lembranças foram criadas pra gente se lembrar de quem somos. São as atuais lembranças, que um dia já foram verdade, que te fizeram chegar até aqui. Todos os sorrisos e todas as lágrimas te fizeram melhor pra chegar até aqui e você precisa acreditar nisso. E o que você espera daqui pra frente?

Sabia que se a gente pensar nos sonhos a gente fica cada vez mais perto deles?
Acho que você sabe muito bem do que estou falando.