Tag: pernas

A Gente Gosta Mesmo Da Coisa, Né?

(ATENÇÃO: post especial para maiores de 18 anos)

Leia ouvindo:

Vou falar algumas coisas sobre a gente.

Nos damos bem em muitas coisas, especialmente você em muitas das que você dá.

Se tivesse aqui agora iria fazer aquela cara de desentendida; aquela que eu não aguento.
A verdade é que pouco a pouco gente foi se conhecendo melhor. Levou um tempo, não muito, para que nos sentíssemos íntimos o bastante para ousarmos em um novo passo para nós.

Até descobrirmos que gostamos dessa brincadeira.

Gostamos do jeito que fazemos tudo.
Vou te falar que é quase impossível resistir te vendo se arrumar pra gente sair. Tanto que daquela vez eu não aguentei, você lembra?

Deitado na sua cama enquanto se arrumava em frente ao espelho. Te vi dando voltas e definindo se estava gostando do que estava vendo. Discretamente abaixei o volume da TV e me levantei sem você perceber e cheguei perto de você. Te fiz me ver pelo espelho e com um gesto de silêncio pedi pra não falar nada. Nós gostamos de coisas não convencionais. Me aproximei do seu pescoço e lá comecei a suspirar mais devagar enquanto segurava uma das suas mãos. Afastei seu cabelo da sua nuca e por ali fiquei algum tempo. Um beijo aqui e outro ali, algumas lambidas e mordidas te faziam entender qual era a minha intenção ali. Você apertou minha mão se virou pra mim soltando os pinceis da maquiagem no chão. Me puxou contra você e fomos contra o seu espelho.

Você fez aquilo que tanto gosta, colocou a mão debaixo da minha camiseta e me arranhava devagar enquanto eu puxava o seu cabelo pra trás me entregando o seu pescoço por inteiro pra mim. Comecei a abaixar a alça da sua blusinha. Você já estava toda arrumada e eu nem dei bola pra isso, mas foi por um bom motivo. A essa altura eu já estava sem camiseta e seu espelho estava embaçado com a minha respiração e todas as marcas da minha mão. Te puxei de lá e te joguei na cama. Lá deitada, sensualmente abria os braços e acariciava os lençois me vendo tirar o cinto da calça. É tudo uma questão de ganhar tempo. Deitei sobre você e os beijos recomeçaram dessa vez pelo seus pés. Lentamente, cada centímetro de você. Te sentia arrepiar ao me ver subindo pelas suas pernas e parando logo após as coxas.

Isso, lá mesmo.

Com os dentes demonstrei minha vontade de tirar sua calcinha. Delicadamente fui retirando devagar até ela enroscar nos seus pés e você fazer a sua parte. Então, me puxou para você, mas para eu ficar deitado na cama. Sentou em meu colo. Mordia os lábios e deixava o cabelo cair lentamente sobre o rosto. Eu já não estava nem um pouco preocupado com o que faríamos naquele dia, eu só queria estar ali, até a hora que quem entendermos.
Desabotoou minha calça e fez brincadeiras de voltar a abotoar. Ao ver minha cara implorando para parar com essa tortura, foi descendo minha calça e passava as mãos nas minhas pernas. Arranhava com a velocidade das nuvens toda a minha perna e era inevitável, me tremia em arrepios. Você sabe das coisas. Colocou a mão por dentro da minha cueca e pareceu gostar do que viu. Eu não precisava e nem sequer conseguia esconder o meu estado naquele momento. A minha vontade era avançar para cima de você, mas deixei com que fizesse o que tinha em mente. Depois de alguns momentos praticamente me matando de excitação, tirou minha cueca e me vi ali por inteiro já entregue. Teu sorriso ousado denunciava suas prazerosas intenções à partir dali. Se aproximou do seu maior interesse em mim ali e buscou felicidade particular. Com uma das mãos segurava para ter firmeza e com a outra arranhava – de novo – meu peito. Movimento de vai e vem, salivados, intensos e eficientes, era você ali visivelmente tendo prazer e eu escandalosamente já fora de mim. Enquanto continuava, tirava parte do seu cabelo e recolhia atrás da orelha. Parecia que você queria que eu visse você tendo e me dando prazer ali. Suaves trabalhos com a língua, salivando na horizontal, na vertical, até a extremidade. Visivelmente feliz, era assim que você estava. E eu me retorcia, tremia minhas pernas e te apertava entre elas.
Se despediu daquela região e percorreu meu peito até minha boca. Nos beijamos com um sabor nosso, um sabor de prazer e era tudo que buscávamos ali.

“Então você é dessas?” Sussurrei ao pé do seu ouvido e sem esperar resposta dessa vez eu que virei-a para a cama. Estiquei seus braços explicando que gostaria que ficasse imobilizada. Desci pelo seu rosto, novamente pescoço e estacionei nos seus seios. Ali é um dos lugares que mais gosto de estar na vida. Maciez sem igual e sensibilidade que te faz ofegar. Confesso, é algo bom de se ver. Usei minha língua ao redor de um dos seios enquanto acariciava o outro.

Notei que começamos a suar. E mal sabia que isso só ia piorar. Ou melhorar.
Alternava os beijos nos seus seios com leves mordidas nos mamilos. Nada que te machucasse, tudo que te desse prazer. Percebi que começava a puxar o lençol da cama, seus arrepios aumentavam e parecia beirar o descontrole. Desci pelo seu corpo e optei por parar perto do umbigo. Ali fiquei alguns bons momentos, em toda aquela região, beijando toda  sua barriga, lambendo, mordendo, apertando, te querendo, acima de tudo, te querendo. Os movimentos são coordenados, enquanto meus lábios estavam na sua barriga, uma das mãos voltava para os seus seios e a outra… Bem, a outra…

Isso, lá mesmo.

Era uma introdução do que eu gostaria de fazer. Comecei a acariciar aquela que é região mais sensível do seu corpo. Primeiramente com leves toques e carinhos de “gosto de você”. Num segundo momento, aumentava a pressão até te sentir envolvida à minha mão.

Entrei.

Você lembra?
Era eu pela sua barriga, uma das mãos nos seus seios e outra já nos interligando e nos tornando um só. Lá, suavemente dentro de você. Talvez essa seja uma das poucas coisas que consigo fazer ao mesmo tempo, afinal, esse dom é só das mulheres.
Aumentei meus movimentos. E coloquei outro dedo. O polegar ficou de fora aliviando a parte externa e fazendo o seu papel de um carinho a mais.

Te senti molhar. Ou melhor, te senti encharcar. E quer saber? Isso é sempre tão bom, é o sinal que preciso para saber que as coisas estão ficando boas.
Resolvi descer e levar minha boca até você, até dentro de você. Fiquei por ali, delicada e intensamente eu beijava e lambia, enquanto isso apertava o seu quadril com as minhas duas mãos, fazendo uma pressão não convencional. A intenção era somar todas as alternativas para pressionar e te fazer ter ainda mais prazer.

Entenda que o meu maior prazer é te ver sentindo prazer.
Nossos corpos já transpiravam sem parar. Esses momentos são inexplicáveis porque somam-se milhares de sentimentos, tudo se mistura e sobressai uma vontade de acabar logo e de não acabar nunca mais.
Fiz minha boca de despedir e subi para encontrar a sua. Inteligente, percebeu minha aproximação e levemente me convidou abrindo suas pernas, aceitei o convite e relaxei.

À partir dali, definitivamente, éramos um só.
Movimentos oficiais de vai e vem, leves alternâncias de posição ao erguer uma das suas pernas.

Posições definem prazer.

Já não havia mais procedimento. Era beijo, puxões de cabelo, cama encharcada, mordidas, arranhões, um dose de palavras impronunciáveis em outros momentos. Éramos nós dois. Indiquei que gostaria de ter suas pernas sobre os meus ombros. Rapidamente você entendeu e foi um novo ponto de vista para nós dois. Eu entrava, eu saía, eu entrava, eu saía e você se retorcia. É claro que nem preciso mencionar o gemidos que nasceram ali, né? Sua semblante passeava em uma expressão de prazer incontrolável e aparente dor, e nessas eu vezes eu suavizava, mas você se enfurecia e deixava claro que eu NÃO PODIA PARAR.

Novas posições, novos prazeres.

Resolveu me sentar na cama com as pernas para no chão.
E sentou em meu colo.
Olha, devo te falar, faltou pouco para eu perder a vida ali mesmo. É o tipo de coisa que não se explica. Sentou de costas. Ver o teu quadril aumentar de tamanho quando intensificava os movimentos sobre mim me fazia respirar ainda mais rápido. Pulava, pulava, pulava, pulava, pulava, pulava, sem parar, pulava, pulava. Apoiou as mãos nos meus joelhos e continuava pulando, pulando e pulando. Era natural, eu segurava sua cintura e deixava claro que eu queria mais, mais e mais.
Tomei a iniciativa de uma nova posição. Aquela que me leva mais perto de perder a vida de tanto prazer. Te inclinei sobre a cama, flexionando seus joelhos e demonstrei que gostaria que permanecesse daquela maneira.

De quatro.

Me aproximei devagar, penetrei e nos sentimos irreais. Você inclinava seu quadril pra cima, apoiava os cotovelos na cama deixando os cabelos cobrirem seu rosto.

“Vem, vem, vem, vem, vem!” Era o que me ordenava.

E eu, claro, rui. Forte, cada vez mais forte, surreal, incontrolável, indescritível. Segurava seu quadril e repetia a pressão de outrora. O som dos nossos corpos colidindo só aumentavam as sensações.

“Não para, não para, não para!” Me suplicava.

Juntei uma porção do seu cabelo na minha mão e puxei. Queria sua cabeça para cima. Enquanto eu pressionava por trás, eu te queria pra cima o bastante para ver um pouco do teu rosto. E o que vi foi você mordendo os seus lábios. Dois corpos suados, um só.

“Vai, vai, vai, vai!” E eu não pensei duas vezes: Fui.

Fomos.
Após uma intensa sequência de tremidas dos corpos, deitamos juntos, praticamente colados, encharcadamente envolvidos. Eu não conseguia respirar direito.

Então você virou pra mim e com o melhor sorriso no rosto me falou: “A gente gosta mesmo da coisa, né?”

A partir daquele dia entendemos que tudo pode ser BEM especial, se quisermos que seja.

Até o simples ato de se maquiar.

 

 

————————————————
ps.: Este é um texto ESPECIAL, não é um blog de textos eróticos. Estes textos são eventuais.

Quando o Inesperado é o que Torna Especial

Fazia um tempo que a gente não se via, e apesar disso, lembro de todos os detalhes da última vez, lembro até que roupa você usava, onde estávamos e o que falamos. Não que eu seja louco a ponto de guardar tudo na minha cabeça, mas é automático, gosto de quando minha memória funciona e guarda coisas pra lembrar depois, muito embora, é bem verdade, há coisas que eu simplesmente gostaria de não ter vivido, imagina então ter na lembrança. Mas enfim, é algo que eu tenho que saber lidar.

Nem me passava pela cabeça a próxima vez que a gente ia se ver, não por nada especial, é que a gente estava meio distante, só via as coisas que você postava na internet e você as minhas, a gente se falava quando tinha alguma novidade ou quando um dos dois “sumia” por muito tempo. Nunca fizemos planos, nem marcamos data, nossa convivência beira uma amizade natural e simples com alguns momentos de plus, confesso.

Só sei que de última hora deu na telha que a gente combinou de sair. Postei na internet que eu queria ir num show x e você comentou dizendo que também queria ir mas estava com muita preguiça. Te chamei pra conversar particularmente e consegui te convencer pra gente ir juntos.
Combinamos de eu te pegar as 19h mas foi as 19h30 que eu cheguei acompanhado de algumas mensagens suas de “Atrasadinhooooo!”, boazinha, tranquila, mas com uma pitada de impaciência em ter que esperar.

Cheguei e vi que você estava na porta do condomínio. Estava bonita, lembro de ter te elogiado enquanto abria a porta do carro pra você.
Durante o percurso conversamos sobre amenidades, coisas corriqueiras do dia-dia. Você  me contou como estava seu trabalho e eu como estava o meu. A gente sempre se dá muito bem.

Chegamos no lugar do show, alguns amigos presentes e a gente ficou o tempo todo meio perto um do outro, acho automático, afinal, viemos juntos, não faria sentido eu me deslocar tanto, nem você.
Os shows foram acontecendo até que um certo momento uma coisa aconteceu entre a gente e vivíamos então um novo episódio da nossa “história”. Nos permitimos viver um ao outro e um beijo selou esse momento.
Decidimos ir embora, já era meio tarde e estávamos cansados.
No caminho, mais uma porção de conversa sobre a vida até chegarmos na sua casa. Em frente a portaria, nos despedindo, você me disse “Quer beber alguma coisa? Aí você aproveita e conhece minha casa nova”. “Ah, legal, tudo bem!” respondi prontamente.

Já no elevador até chegar em seu apartamento, tentei e consegui te roubar um beijo ou outro no melhor estilho reality show, sendo vigiados pelas câmeras de segurança.
Antes de entrar você me sugeriu que eu falasse o mais baixo possível pois seus pais estavam em casa. Nessa hora, sinceramente, eu pensei em me jogar da janela mais próxima, afinal, eu não sabia que eles estavam lá, esqueci de perguntar quando aceitei o convite, e se eu soubesse, bom, se eu soubesse, acho que eu aceitaria da mesma maneira. A mesma oportunidade raramente acontece uma segunda vez.

Entramos, você acendeu um abajour da luz da sala e me convidou para ir ao terraço ver a vista. É uma paisagem urbana, repleta de prédios e indústrias, mas tem lá sua beleza e eu achei bonito, talvez pelos acontecimentos daquela noite até ali. Mal sabia eu.
Sentamos no sofá e veio sua cachorrinha incrivelmente em silêncio – como se soubesse que estávamos ali – pedir mimo. Brincamos com ela uns 2 minutos até cruzarmos nossos olhares. A partir daí…
Bom, a partir daí voltamos a nos beijar. Enrosquei meus dedos no seu cabelo e te trouxe pra perto de mim. Você subiu em meu colo e o seu peso natural pressionava meu corpo contra o sofá causando uma sensação incrivelmente boa. “Xiiiu”, você me alertava pra gente manter o silêncio. Nessas horas minha cabeça rodava porque eu pensava no que estávamos fazendo, na tal “aventura” que estávamos enfrentando, sem nos importar com  seus pais, sua irmã, sua cachorra, vizinhos, nada. E olha, quer saber? A sensação era muito boa!

Entre os milhares, longos e intensos beijos você me indicou que queria parar pra fazer uma coisa. Saiu de mim e virou-se para o lado. “Acho que assim fica mais divertido!”, me disse acendendo a lareira. Em pensar que a uma hora dessas era pra eu estar em casa me preparando para dormir… Demais!
Acendeu o bastante para que nossos corpos criassem sombras. O bastante para, literalmente, incendiar ainda mais aquele momento.
Voltou para mim e dessa vez me orientou a deitar no sofá. Deitando em mim, arranhava meu peito por de baixo da camiseta enquanto eu já totalmente rendido àquele momento puxava seu cabelo para trás demonstrando que eu estava ali 100%. O clima realmente estava esquentado no sofá, a certa altura eu já estava sem a minha camiseta e o misto daquele momento, com o ingrediente de ser você, da saudade que estava de você, da surpresa como tudo estava acontecendo e com o os seus pais em ca… SEUS PAIS! “Meu Deus, olha ali rapidinho!” Tive que interromper pra te mostrar que uma luz havia acendido no quarto que você disse que era deles. Ficamos parados, intactos esperando o que ia acontecer e naquele momento eu já mandava beijos pra minha mãe pois eu tinha certeza que daquele andar eu seria jogado pelo seu pai.
Então a luz apagou e conseguimos ouvir: “Tomar remédio essa hora é sempre muito chato”, era sua mãe reclamando.
Nos olhamos, rimos e sem falarmos uma palavra nos beijamos de novo e de novo. A partir desse momento, com esse auge de medo/adrenalina perdi minhas estribeiras. Tirei sua blusinha e ficamos os dois sem a parte de cima de nossas roupas. Te levantei andamos pela sala nos beijando, esbarrando nos móveis. Fomos pro terraço. Sentei em uma das cadeiras e você sentou em mim, com os cabelos caindo no rosto, beijava o seu pescoço enquanto tentava abrir o tão misterioso sutiã. Até que consegui e fui tirando suas alças, uma de cada vez. Despi um dos seios e o beijava delicada e intensamente enquanto com uma mão abaixava a alça do outro. Nós já estávamos totalmente envolvidos àquele momento e não nos importamos com o terraço, com as janelas vizinhas, com os vizinhos de condomínio, só importava nós dois. Tirei seu sutiã por completo e me perdi em seus seios, delicados, cheirosos, sensíveis. Beijava e aplicava micro mordidas. Você despencava a cabeça para trás demonstrando estar gostando. E eu continuava, mordia, apertava, lambia, mordia de novo. Então você nos levantou e entramos na sala novamente, eu andando de costas sendo guiado por você que parecia estar certa de onde iríamos naquele momento. Os dois de olhos fechados, lareira acesa, eu sem camiseta, você sem sutiã. Até que entramos no banheiro e eu só me dei conta pela força da luz, mas não falei nada e deixei ver onde ia dar. Me empurrou contra a parede, deixou só a luz do espelho acesa – você adora o ingrediente meia-luz – veio beijando cada célula do meu rosto, pescoço, percorrendo o peito, descendo para a barriga. Tirou meu cinto com força, desabotoou e abriu o zíper da minha calça enquanto a retirava de mim. Fiquei de cueca. Beijava minha coxa, minha virilha enquanto com uma mão me arranhava a perna e com a outra o peito. Naquele momento entendi quando lá no terraço você deixou a cabeça para trás. Fiz o mesmo contra a parede quando subitamente tirou minha cueca. E então eu estava ali entregue à você. Minhas costas na parede fria, na minha frente suór e você prazerosamente fora de si. Beijava, apertava com as mãos, revezando uma a outra toda a minha região mais sensível. Inevitavelmente olhei pra baixo na ansiedade de ver se o que estava acontecendo era real, então você, com a boca delicadamente ocupada, me olhou e deu uma piscada que foi capaz de me incendiar por dentro.
Te ergui e dessa vez fui além, entrei com você dentro do box. Estiquei seus braços na parede e segurei deixando claro que eu iria comandar a partir dali. Você, inteligente, entendeu e não manifestou reação. Então desci seu peito, beijando seus seios, fiz um tempo em sua barriga enquanto lentamente abria a sua calça. Percebendo o que fiz, você deu uma pequena e fatal rebolada para facilitar a calça cair. E deu certo. Me levantei para o seu rosto para matar a saudade do seu beijo. Você tentou me tocar e novamente segurei seus braços. Desci, lentamente mordendo a lateral da sua calcinha, a retirei. Então. Então. Então. Dei os meus mais delicados e intensos beijos e mordidas e lambidas circulares naquele que é lugar mais sensível do seu corpo. Senti seu corpo arrepiar. Segurava seus joelhos e já sem poder controlar suas mãos, notei que vez ou outro puxava meu cabelo, quando não, batia na parede do banheiro até que ligou o chuveiro. Ali era a gente, entregues um ao outro, despidos e embaixo d’água, tudo estava incrível demais, até que:

“Tomando banho uma hora dessas?”

Era seu pai perguntando lá de fora. Um balde não, ali foi um caminhão de água fria na minha cabeça.

“É pai, estou cansada, qual o problema? Vai dormir” respondeu.
“Ah, sim, tudo bem, durma cedo, boa noite”, ele se despediu.

Entre um riso e outro, ficamos um tempo no banheiro, o suficiente para ele voltar a deitar.
“Vamos fazer o seguinte!” você anunciou sem dizer o quê, me dando uma toalha e pegando outra. Abriu a porta do banheiro e eu fiz uma mímica do tipo “Você tá louca?” e você me pediu silêncio com o dedo indicador. Me puxou pelo braço e me levou.

Era o seu quarto. Entramos, fechou a porta e então. E então. Praticamente rasgamos nossas toalhas tamanho o envolvimento, nos jogamos na cama a zero luz. Sem mais nada que pudesse atrapalhar, notei que você deu uma volta na chave da porta depois que fechou.
Jogados na cama, nos enroscando nos lençois, instantaneamente te senti em meu colo delicadamente. Nos tornamos um. Que noite! QUE NOITE! Eu só conseguia falar em silêncio isso, QUE NOITE! Começou a se movimentar em cima de mim, forte, forte, MUITO FORTE, vez ou outra se debruçava em mim encostando os seios no meu peito. Eu já não sabia se era água do chuveiro ou suór tudo o que estava entre a gente. Só sabia que era bom, era ótimo, era demais! Segurei em seu quadril e direcionei os movimentos, cima baixo, cima baixo, cima baixo, estamos entregue àquele momento mais do que nunca antes naquela noite. Aí você saiu e se virou para cama me puxando para cima. Entendi o recado e me fiz presente. Afastei suas pernas e lentamente me aproximei de você. Diferente da hora do box, deixei seus braços livres, para vivermos um momento livre e vivermos como quiséssemos. Então, novamente, nos juntamos e nos tornamos um, mas dessa vez eu estava no controle. Fisicamente no controle e sentimentalmente descontrolado. Iniciei os movimentos de frente e trás, enquanto você optou por entrelaçar suas pernas em minhas costas. Aumentei a força, mais força e você pedia mais, começou a gemer, forte e pra evitar barulho, mordia um lençol, mas eu não parava, eu não queria parar, você não queria que eu parasse, era o nosso momento, poderia não acontecer nunca mais, a gente queria viver aquilo, era nosso, era só nosso.
Me aproximei para o seu rosto escondendo algum cabelo atrás da orelha. Que rosto lindo! Nos beijávamos enquanto vivíamos aquilo lá de uma forma muito especial. Que noite, QUE NOITE!
Me sugeriu que sentasse na borda da cama, obedeci, veio de costas contra mim e sentou em meu colo… E sentou em meu colo… E então você sentou em meu colo… Desabei na cama enquanto você se fazia proprietária de todo aquele momento naquela atitude. Eu só via suas costas, suas desenhadas costas. Você não parava, era um prazer tão incontrolável que eu tinha vontade de rasgar o lençol, que sensação incrível! E o mais especial de tudo era saber que era com você.
Continuou e continuou até ter um logo e sonoro suspiro…
Um longo e sonoro suspiro…
Um longo e sonoro…
Um longo e…
Um longo…
Um…
Desabou então sobre meu peito com o corpo ainda tremendo. Nós dois cansados, exaustos, molhados, incendiados… Que noite, que momento. O que eu estava vivendo? O que era tudo aquilo? Era real mesmo? Eu ia acordar e perceber que só sonhei? A gente nem ia sair, te convenci e olha onde eu parei.
Não tínhamos mais força pra nada, tudo que eu conseguia fazer era alguma porção de carinho no seu rosto que eu nem conseguia ver, afinal, vivemos tudo aquilo no seu quarto. Sem luz.
Só sei que nos rendemos a exaustão e ali adormecemos. Fui embora antes das 5, pra que ninguém me visse, corri pra secar o chão da casa e me certifiquei que a lareira tinha apagado. Não sei se você vai lembrar, mas chegamos a nos despedir e lembro que te falei:

“Oi, vou sair antes que seus pais me encontrem aqui, mas eu queria te dizer que essa foi a melhor noite da minha vida, fica bem e me liga amanhã. E ah, adorei sua casa nova!”
E você falou:
“Obrigada por hoje, estava com saudades e foi realmente muito incrível! Te ligo”.

“Você não sabe o que aconteceu! Minha mãe achou meu sutiã no terraço e me perguntou o que ele estava fazendo ali, só sei que eu desconversei hahaha, que noite!”

Foi a SMS que você me mandou horas depois.