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Poderia Ser Pior, Poderia Sugerir Sermos Amigos

Leia ouvindo:

Ok.
Eu não aguento mais. Tentei ser elegante, tentei te fazer entender rápido, mas pelo jeito você só funciona quando perco o limite, né? Pois bem. Acontece que está tudo errado!
Não está fazendo o menor sentido o modo com o que estamos lidando com essa situação toda, e pra usar justiça, vamos relembrar. Pela última vez, vamos relembrar.

Você por acaso faz ideia de quantas vezes eu tentei fazer com que a gente ficasse numa boa? Olha, eu me esforcei tanto, mas tanto, só com o objetivo da gente se acertar. E sabe o que conseguimos? Tudo, menos se acertar.

Aí foi inevitável acontecer o que aconteceu. Nem você, nem eu temos culpa, era uma situação que tínhamos consciência que cedo ou tarde chegaria, era uma definição que não poderíamos fugir e se caso fizéssemos isso, com certeza a gente ia sofrer muito mais. Chegou uma hora que entramos em realidades brutalmente diferentes. Em outras palavras, não dava mais certo e cada um foi seguir sua vida e viver suas novas histórias. Ou pelo menos deveríamos.

Queria te falar que quando eu coloco uma coisa na cabeça, ninguém me tira, e aliás, você bem deveria saber disso. Ou seja, eu não brinquei quando disse que se fosse pra gente terminar, que seria definitivo, pois pior que sofrer com o fim é sofrer por um recomeço que não deu certo. Apesar de eu concordar com segundas chances, lembre-se que demos terceiras, quartas e quintas chances pra nós e fingir cegueira com o desgaste é loucura. Não tivemos força pra fazermos uma receita de bolo nova para o nosso fatiado.

E é fácil você me entender. É só a gente realmente parar pra pensar pra ver como as coisas andavam pra nós. Como andavam mal.

Aí eu virei todas as páginas e felizmente tive a sorte de conseguir começar uma nova história em um momento em que eu mais precisava. Era um momento em que eu me sentia um lixo, totalmente desinteressante e desnecessário. Não foi nada fácil ter que encarar “numa boa” mais um fim.
Só que essa dor tem data de validade e um estímulo para acabar mais rápido é no momento em que alguém nos prova que somos sim interessantes, que somos importantes, que podemos ser mais, e o mais legal, que podemos ser sempre melhores e que podemos encontrar alguém que nos valorize da forma que somos. Eu encontrei alguém assim. Hoje, enquanto estamos juntos e mesmo que acabe um dia, vou poder comemorar por viver uma fase tão especial.

Você insiste em viver do que aconteceu ao invés do que pode acontecer.

E da noite pro dia, começa a me encher o saco vindo atrás de mim com mil argumentos e chantagens emocionais na tentativa de me desestabilizar e assim, numa remota possibilidade, voltarmos a ter algo.

É engraçado, ai ai… Em pensar que você concordou com o fim como se a razão fosse sua e praticamente gorava que eu ia correr atrás, me arrepender e me ajoelhar pra você. Quem diria.
Hoje vejo você se comportando como um anjo indefectível, como se jamais erraria. Até a sua fisionomia mudou, só não você por essência, percebo isso nas três primeiras palavras totalmente pensadas pra me impressionar ao invés de me convencer.

Você precisa entender que quanto mais força a barra para eu voltar mas você me joga pra longe.

Sério, não quero que pense que estou dificultando as coisas, que estou sendo resistente por orgulho, quero sim que pense de uma vez por todas que acabou, que não vai dar mais certo, não agora, não nos próximos meses, não nos próximos anos e você deveria ficar feliz por eu ter tanta lucidez e falar desse jeito ao invés de sentenciar um NUNCA MAIS.
Você perdeu tanto tempo com a certeza de que eu me arrependeria, enquanto eu aproveitava o mesmo tempo com a certeza de que esse seria o fim mais honesto pra nós. Entende o seu erro nesse caso? Por quê afinal se quando pensou que estava me perdendo definitivamente não fez algo que fosse realmente útil pra gente voltar a conversar? Por quê esperou que eu fizesse algo ao invés de você fazer algo?

Você esperou tanto que eu fui lá e fiz. Só não o que você esperava.

Por favor, me deixe viver.
Você vai continuar pra sempre comigo como uma história pra lembrar e uma lição aprendida e se quiser eu nem me importo de pertencer na sua história ou não, o fato é que eu não consigo mais aguentar você insistindo por algo que está claro que não dará mais certo, algo que pra mim está claro.

Sem covardia ou cara de pau, mas sem essa de “a amizade continua”, a verdade é que não conseguimos mais sustentar qualquer relação de contato, pelo menos não agora. Você precisa de espaço pra esvaziar a cabeça e focar nas coisas da sua vida enquanto preciso de espaço pra fazer o mesmo além de seguir uma história que já comecei e que tem me feito muito bem.
Entenda que você é uma pessoal especial pra mim, mas não estamos na fase de nos falarmos tanto, por isso, pare de me ligar, de me mandar mensagem, de falar comigo nas redes sociais, de falar com meus amigos sobre mim, pare de viver sua vida em função da minha e viva por você.

É isso que eu te peço e é a última vez que toco nesse assunto com você.

Que a Palavra Mais Falada Seja a Mais Sentida

Leia ouvindo: http://www.youtube.com/watch?v=0b-cazkmLnU

#POSTESPECIAL

Amor.
Neste momento eu só quero falar sobre amor. Depois explico por quê.
Amor é uma das palavras que menos usei em todos os textos do Um Travesseiro Para Dois. Não fiz uma auditoria e pode até ser que ela já tenha sido bem citada, mas tenho certeza que em menos quantidade com relação a todos os outros sentimentos. E foi de propósito.
Amor todos nós sabemos que precisamos e que é o mais belo sentimento que existe, mas e todos os outros? Minha “preocupação” aqui é escrever sobre momentos que a gente vive todos os dias e não só sobre amor, pois ninguém vive só de amor.

Só que agora eu quero falar somente dele e tudo que o envolve.
Penso que não há uma definição precisa sobre o que é amor. Não há uma explicação que convença à todos, não há uma verdade absoluta, não há uma síntese. É um sentimento absolutamente involuntário e complexo no qual cada um vive e interpreta de uma forma diferente. Há o amor pela família e amigos, amor pelo trabalho, pelo lazer, mas aqui, agora, quero falar sobre o amor por alguém especial.

Convido você a pensar em um alguém especial que sinta um amor único. Seria divertido também, se conseguisse pensar em todas as outras pessoas que já foram especiais em uma fase da sua vida, só não vale resgatar a saudade, deixa ela pra lá. Só quero amor.

Amor pode ser isso que estamos fazendo: relembrar com carinho de alguém que nos fez tão bem, que independente do motivo do fim, nos fez um grande bem, nos mostrando coisas novas, nos ensinando, nos desafiando, enfim, compartilhando parte da própria vida com a nossa. Amor pela pessoa.
Há quem diga que amor só se sente uma vez. Será? Respeito, mas é difícil imaginar. Prefiro acreditar que a gente ama várias vezes na vida, de formas diferentes pois o amor possui licença sentimental para ser vivido de novas e diferentes formas.

Aqueles que tentam definir e julgar o amor, na verdade não o sentem.

São colocadas na cruz as pessoas que amam rapidamente. Atenção, vale o raciocínio: O que é amor rapidamente? Quem determina a velocidade com que as coisas acontecem? Desde quando o senso comum é referência sobre o coração? Reflita. Trocar de amor, ter um amor novo é o tipo de coisa que pouca gente aceita, é absolutamente inacreditável e incompreensível. Talvez por isso seja amor, né? Vale outro raciocínio. Se fosse algo previsível, com data de validade, com começo, meio e fim, com definições, com qualquer coisa que pudesse restringí-lo, eu acredito, não seria amor, seria qualquer outro sentimento.
Sejamos práticos. O que é a saudade? A saudade é a falta daquilo que já tivemos. FIM. Pode até existir novas formas de dizer a mesma coisa, mas daremos voltas e chegaremos à mesma conclusão.

E o amor? O que é o amor? Quem pode responder? Quem pode julgar?
Penso que este sentimento é mais complexo pois envolve uma fase em que está sendo vivida, envolve uma nova forma de ver as coisas, envolve a beleza pelas coisas que nem todos veem, envolve uma vida nova. Exemplo: Pode ser chamado de amor aquilo que se sente quando a pessoa não consegue se tranquilizar sem se certificar que a outra pessoa está segura em casa? Pode ué, por quê não? Quem gosta se preocupa, certo? Todo mundo quer alguém que se preocupe com a gente. Também pode ser chamado de possessividade ou como dizem na gíria: ser grude. E quem está certo? Qual livro podemos confiar? As pessoas mais velhas, em tese, mais sábias, podem nos convencer? O amor de escola não era amor real? Mas crianças não são mais sinceras? Depois que crescemos não estamos mais certos do que pensamos e sentimos? Mas adultos não pensam demais e sentem de menos?

Percebe o looping? Este, repito, é meu ponto de vista, profundamente variável dado a complexidade do sentimento, mas você tem todo o direito de ter o seu e ser o contrário.

É justamente essa magia toda que envolve o amor e é o motivo por acordarmos todas as manhãs. Nós curtimos fotos na internet de frases bonitas sobre o amor, nós achamos bonitinho casais antigos pelas ruas, nós lemos blogs que falam sobre coisas bonitinhas (Obrigado! <3), nós cantamos juntos com os refrões mais melosos,  nós assistimos aos filmes mais românticos, nós choramos por esses filmes, nós somos incontroláveis, nossos sentimentos são, o amor é. Evidente, essas coisas acontecem mais com quem está vivendo uma fase de amor por alguém.

Pense sobre qual outro sentimento a gente fica na dilema pra falar x ouvir. “Ele me disse eu te amo!“, “Ela parou de falar eu também e disse eu te amo!“. A gente celebra esses momentos. Comemoramos como se nada mais fosse importante na vida, dane-se tudo, ouvimos alguém revelar que nos ama, ouvimos uma pessoa dizer que além de cuidar da própria vida, agora está disposta a cuidar da nossa, e mais, ela ama fazer isso, ela ama cuidar da gente, ela faz por amor. Louco, não?
Mesmo na ansiedade em momentos como esses não há uma certeza se podemos chamar de amor. Neste caso, o senso comum, faz sentido, e por questão de amostragem, nos comprova que é algo próximo do que em geral as pessoas consideram amor.

Terminar com alguém por não se sentir no mesmo nível. É amor? Terminar com alguém por achar que a pessoa merece mais. É amor? Terminar com alguém dizendo: “Você gosta mais de mim do que eu de você!” É amor? Se diz tanto que ama, por quê terminou? Seria o desdobramento mais fraternal e angelical que se tem notícia do que é o amor por alguém? Quem está certo? Por quê alguém deve estar certo? É, as coisas simplesmente acontecem e quando o momento é o do fim, tudo que a gente faz é se desesperar em busca de uma resposta que nos traga alívio. Mas precisamos desse alívio? Será que não seria mais proveitoso mudarmos a vida, comprarmos roupas novas, mudar o visual, se permitir encontrar um novo amor ao invés de ficar querendo entender o amor passado? Se a gente entender, vai mudar alguma coisa? A pessoa vai voltar? Nascerá amor nela? Será que não esperamos o amor dela da mesma forma que sentimos? Mas aí não seria uma “manipulação de sentimentos” e não estaríamos vivendo em troco de alguma coisa? Atenção para não confundir reciprocidade com ansiedade. Será que toda essa teoria se concretiza na prática? Olha, dá pra perder o ar só de pensar. Falar de amor envolve mais sentimentos do que se pode imaginar.

Vou dividir um pouco do meu ponto de vista sobre o amor.
Primeiro eu acredito que amor não tem explicação. Ponto. Segundo que cada pessoa sente de uma forma diferente. Ponto. E terceiro, que se fosse fácil de entender milhões de bandas e artistas não existiriam, livros não seriam vendidos, novelas não seriam escritas, bombons não seriam criados, flores morreriam, abraços seriam mais curtos, beijos seriam públicos, bebidas não seriam refúgio, corações não seriam de pelúcia, laços não seriam dados, poesias não seriam escritas, estrelas só seriam estrelas, lua, céu, vento, mar, sol e chuva seriam só “coisas legais”. E nós sabemos que dentro do amor todas essas coisas possuem valor especial.

Valor. Amor. Valor. Amor. Valor. Amor. Valor.
Penso que são coisas que andam juntas. Melhor alguém que nos valorize do que alguém que diga que nos ama, melhor alguém que nos convença do que alguém que gaste dinheiro com a gente, melhor alguém que se esforça do que alguém que nem tenta, melhor alguém que chore na nossa frente do que alguém que diz gostar de comédia romântica.

Com amor tudo fica melhor. O beijo tem um novo sabor, o abraço é o melhor lugar do mundo, o sexo é um momento único onde dois se sentem um só, a risada é mais gostosa, a saudade é cada vez mais urgente e incontrolável, os fins de semana passam mais depressa, os perfumes ganham voz, as poltronas do cinema se tornam nossa cama, as filas podem demorar mais, as escadas rolantes não precisam parar, o elevador pode demorar, o ônibus pode não passar, o dinheiro pode até acabar, o frio pode congelar, o sol pode queimar, o vento pode levar, a chuva pode molhar… Só o amor transforma, só o amor constrói, só o amor revigora, justamente por ele ser inexplicável. O amor foi criado para ser sentido e não explicado.

Não há regra, não há receita, não há conclusão. O amor sobressai diante de tudo e todos. Quem nunca chorou aprende a chorar, quem nunca se desculpou aprende a se desculpar, quem nunca errou aprende a consertar. Ele é quem manda. Diante do amor nós não somos nada além de máquinas prontas e submissas à ele, que nos guia, que nos diz sobre o que rir e sobre o que reclamar. E ele é tão sincero.

Vejo mais ou menos assim.
Amor real é o amor que a gente sente, cada um de foma diferente. Fim.
E melhor do que falar “mais amor por favor”, é falar “mais amor pelo valor”.

Deixo meu amor pra você aqui,
Márcio Rodrigues.

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Pessoal, 
Obrigado por tudo até aqui, pela companhia e pelas incríveis palavras! O melhor está por vir e tudo é especial se quisermos que seja!

Este é o 200° POST NO UM TRAVESSEIRO PARA DOIS e espero que tenham gostado!

Foi escrito com amor.

Afinal, o Que Falta pra Gente?

Já que eu não posso voltar no tempo, fico aqui todo dia usando toda a minha força pra pensar como eu faria diferente se você me ligasse de novo, se você me chamasse pra dar uma volta qualquer, sem motivo especial, só por dar uma volta. De novo.
Me torturo em silêncio e longe de você porque recusei todos os seus convites, dos mais ousados aos mais simples. Em pensar que faz tanto tempo que não vou ao parque… Neguei acreditando que teriam outras oportunidades, que você poderia me esperar e mais, neguei porque eu não queria cancelar meus planos já definidos em todas as vezes que me convidou. O curioso de tudo isso é que se eu parar pra lembrar nas coisas que fiz nas vezes que, sei lá como dizer, te “dispensei”, vou perceber que não fiz nada que realmente fosse especial a ponto de me fazer levar pra vida.
E pode até não parecer, mas eu procuro fazem coisas que me sirvam de algo, não vivo pelas mesmices, tão menos sobrevivo com migalhas. Gosto de coisas inteiras e de histórias capazes de se tornar lembranças pra compartilhar depois. Tudo que faço na minha vida eu vejo dessa maneira. E lembro que exatamente todas as vezes em que não quis sair com você, os “rolês” não me renderam nada mais que novos buracos na minha já esburacada conta bancária.

Só que agora eu me vejo aqui, sem perspectiva de nada interessante para fazer, sem vontade de aceitar os convites que recebo, sem vontade de sair de casa.
Eu só fico pensando nas vezes em que eu te disse “não”.
Acho que você ia estranhar se eu te chamasse no chat pra conversar agora. E mais que isso, tenho medo de você usar da frieza pra falar comigo – justa, eu sei, com seus motivos – mas tenho medo de não conseguir dizer que eu só quero aceitar um convite antigo seu.

Das pessoas que contei sobre os convites que me fez, ouvi dizerem que eu deveria ter aceitado um ou outro e que mesmo depois de recusado, eu poderia ter mandando uma mensagem agradecendo e dizendo que a gente poderia marcar uma próxima vez. Teve gente também que disse que fiz a melhor coisa, afinal, que coisa mais chata passar a tarde de sábado no parque, né?

Mal sabem o quanto eu gosto e o quanto eu sinto saudade de fazer isso, e mais, mal sabem que só não faço isso porque não recebo convites do tipo.

Eu errei e deixei as oportunidades saírem das minhas mãos. Acho que não faz sentido eu pensar nisso agora, você deve estar fazendo alguma coisa legal por aí com alguém igualmente legal, sei lá, e na verdade até quero que esteja, quero que esteja se divertindo.

Eu sou total responsável pelas coisas que não acontecem na minha vida.
Faz parte. Mas…

(…)

Eu tenho todos os motivos pra não dedicar nenhum segundo da minha vida pra você; não mover um dedo, não dedicar um pensamento. Mas tem horas que isso não dá tão certo assim e me vejo querendo falar com você de novo e de novo. Que coisa estranha. Das pessoas que dividi essa minha situação, ouvi dizerem que o problema é que eu me apego demais e muito rápido e que isso além de sufocar as pessoas, sufoca a mim mesmo, então, eu preencho os espaços vazios na minha cabeça com possibilidades que não passam de possibilidades.
Não foi uma nem duas vezes que te chamei pra dar uma volta pela cidade. Se eu tivesse mais dinheiro, certamente o convite seria mais sofisticado e eventualmente irrecusável. Uma famosa peça de teatro e um jantar em um restaurante de pompa seriam opções, só que tudo o que eu tenho a oferecer pra você e para quem quer seja sou eu mesmo.

Às vezes leio o histórico das nossas conversas. Pode parecer meio deprimente, mas me faz bem rever algumas coisas que já disse e todos momentos de risada que já demos pelos motivos mais bobos, eu revivo e rio de tudo de novo como se fosse a primeira vez.

Eu queria me sentir confortável de te convidar mais uma vez pra sair. E essa é uma das coisas que meus amigos não podem saber, porque nas vezes que eu só mencionei essa possibilidade, tive dedos apontados para o meu resto como se eu estivesse falando a pior das coisas. Entendo eles e vendo de fora, provavelmente eu falaria e faria algo parecido. Tem aquele discurso pronto sobre humilhação e de amor próprio, né? Sei como é.

Por isso que algumas coisas que eu vivo procuro guardar pra mim, assumindo todas as consequências de darem certo ou errado, prefiro guardar pra mim.
Se eu me sentisse a vontade de falar com você de novo eu te contaria um segredo: tenho guardado dinheiro pra poder pagar o táxi na sua volta pra casa. Dia desses perguntei para um taxista quando daria de tal shopping até a sua casa, ele me falou mais ou menos e a partir daí resolvi poupar um dinheiro. Melhor seria se eu tivesse um carro, com alguma música agradável, tudo ficaria mais gostoso e divertido, mas infelizmente ainda não é o caso. Então, por enquanto, eu tento me virar como posso e acho que você vai gostar de voltar pra casa de táxi ao invés de metrô e ônibus.

Olha que coisa doida, tenho feito planos pra quando sairmos sem mesmo ter te feito um novo convite. É que eu quero me preparar para a próxima vez, não quero ganhar mais um “não” pra minha coleção.
Depois das vezes em que tentei e não deu certo comecei a pensar em como eu estava fazendo. Notei que eu estava ansioso demais. Notei também que convites para o cinema e passeios pelo parque não são assim tão irresistíveis como em tempos atrás. E ninguém tem culpa disso, as coisas mudaram bastante e eu que fiquei estacionado no tempo.
Por isso tudo e pelo meu medo de errar de novo, estou me organizando para quando eu tiver coragem de te chamar pra sair mais uma vez. Ah, é verdade, enquanto pensava nas vezes em que não deu certo, me veio a mente que você recusava por pensar que em todas elas eu ia tentar algo com você, talvez um beijo roubado ou uma mão a mais. E olha, vou confessar que você é sim absolutamente atraente e vou mentir se eu disser que não sonhei com a possibilidade de acontecer algo, só que antes de qualquer pensamento desses eu sempre imaginei no quanto seria agradável a gente sair pra conversar sobre os pontos de vista que temos das coisas.

Em todas as vezes que você me disse “não”, eu só queria um “sim” pra aprender com você.

Mas tudo bem, é passado, são coisas que não voltam.
Vi no celular que faz um tempinho que não trocamos mensagens, acho que essa é uma boa hora para te mandar um ‘oi’ qualquer, aí, quem sabe, se eu tiver alguma coragem, te convido pra fazer alguma coisa.

Pelo menos a sua volta pra casa estará confortavelmente garantida.
Eu tenho passes de metrô pra mim.

Tenho Motivo, Mas Não Consigo Sentir Raiva de Você

Vem aqui vai, não precisa levantar agora. A gente quase não fica juntos, vamos ficar aqui mais um pouquinho aproveitando essa manhã de domingo. Deixa que a vida pode esperar um pouco lá fora e hoje o nosso almoço pode ser mais tarde.
Lembra no começo? Seus pais não deixavam de forma alguma que a gente dormisse juntos. Até parece que íamos tentar fazer alguma coisa com a presença deles, né? Tá, teve uma vez que tentamos e até deu certo, hahaha e devo assumir que a iniciativa foi minha. Mas vai me dizer que não gostou? Duvido!

Eu entendo eles. É complicado confiar rapidamente em uma pessoa que não se conhece, é até mesmo difícil confiar em quem a gente já conhece, né? Só que eles eram bobinhos no começo, pois o que eles nos impediam de fazer a gente fazia escondido, o que a propósito, era ainda mais divertido. É aquele negócio de tapar o sol com a peneira. Acho que vou entender quando eu tiver meus filhos. Ou melhor, quando tivermos os nossos.

Eu fico tão feliz quando chega as nossas noites de sábado só pra eu viver as nossas manhãs de domingo. Quando a gente morar juntos, uma hora dessas eu vou ser obrigado a te deixar na cama pra dar uma volta com um dos 3 cachorrinhos que vamos ter, tudo bem? Mas pode ficar tranquila que enquanto essa fase não chega, eu não me importo de passar horas passando a mão no seu cabelo falando sem parar.

Apesar de já fazer um tempo, a ideia de dormir na sua casa é meio nova pra mim e eu sempre me assusto quando acordo e vejo que não estou em casa. Acho meio deselegante eu acordar muito tarde sendo que não estou em casa, sei lá, é um respeito que tenho com seus pais, mesmo agora depois de ter conquistado a confiança deles. Penso que a confiança há de ser conquistada e comprovada todos os dias. Por isso que tem que vezes que saio da cama do nada em manhãs como as de hoje.
É que eu vou na cozinha deixar claro que acordei e que estou a disposição caso queiram que eu vá até a padaria comprar uns pãezinhos pra todo mundo. Eu definitivamente não brinco quando digo que a sua família se tornou a minha segunda. Geralmente seu pai não gosta muito da ideia, e gentil embora seco, me diz: “Não precisa, obrigado, ela já acordou?” E faço uso da inteligência e entendo que essa pergunta significa que eu devo deixá-lo a vontade e voltar para o seu quarto.

Abro a porta devagar, te vejo tomando posse da cama por completo e muitas vezes me sento ali perto do computador só pra ficar te olhando. Você não faz a menor ideia de como é bonita dormindo. Solta um sorriso aqui outro ali, faz uns barulhos estranhos debaixo do edredom nos quais acho que não devo dar mais detalhes (você faz sim! rs), isso tudo quando não se enrosca no edredom. É engraçado e lindo.
Enquanto te olho nas manhãs de domingo tenho cada vez mais certeza que quero ter essa imagem para sempre na minha vida, sabe? E que se dane quem acha exagero e quem desacredita no “pra sempre”, gente que pensa assim, na minha opinião, precisa de mais amor na vida e amor à vida.

Dizem que eu sou amor demais, mas na verdade acho que as pessoas que tem sido amor de menos. Dizem que é extraordinária a forma que eu falo de você e eu pergunto se existe uma forma menos importante pra se falar que gosta de alguém. Eu posso sim achar muita coisa mais bonita que o normal, mas todo mundo poderia fazer isso a partir do momento que se confessa gostar de alguém. Eu não aparento que gosto, não finjo, não me limito, não tenho medo de ser brega ou o que for. Eu gosto, é incontrolável.

Me desculpa por eu falar tanto? Que horas são?
Não é nem meio-dia ainda, tudo bem. Ouvi seu pai lavando o carro e o cheiro de algo gostoso que a sua mãe está preparando está invadindo o quarto. Tentador!
E deixa eu perguntar, tem planos de algo pra gente fazer hoje?
Responde, não faz charminho.
Heim?
Hey, não acredito que você dormiu de novo!
Não consigo ter raiva ao te ver com parte do cabelo sobre o seu rosto.

Gostava Mais de Você Quando Não Te Conhecia

A gente poderia fazer de conta que nada aconteceu.
Eu poderia fingir que você nunca existiu e você poderia fingir que falou a verdade quando disse que gostava de mim. Sei lá, a gente poderia recomeçar do zero. Voltar lá pro primeiro momento que a gente se falou, aquele momento em que reparei no jeito que amarrava o cabelo e que você disse que eu ria engraçado. A gente se dava tão bem.

Ouvi falar que no começo é sempre assim: os dois românticos e tudo é lindo e perfeito. Eu só não contava que eu me sentiria assim pelo resto dos dias, diferente de você. Vou te falar que já torci para que você morresse, tamanha a injustiça que me tratou, quis te ver na pior só pra você sentir algo parecido com toda a dor que eu já senti por você, mas eu pensei melhor e concluí que isso seria fraqueza demais da minha parte. Entendi que não faria o menor sentido te desejar coisas ruins, porque o tempo que eu perderia fazendo isso eu ganharia desejando coisas boas à mim mesmo.

Só que ainda acho que a gente deveria fingir que nada aconteceu.
Aí eu voltaria para a fase da minha vida onde eu lia no horóscopo que tinha um amor pra chegar, e você voltaria para a sua fase dos beijos sem nomes e somas de pessoas que passaram pela sua vida mais rápido que uma brisa na madrugada. Sabe, aquela fase que você tanto gostava e se orgulhava de viver. É claro que você sabe.
Já pensei que tudo o que você conseguiu ser na minha vida foi um grande e caprichoso erro, que tudo o que você me fez de bom eu poderia ter vivido sem ninguém, que tudo o que você me fez de ruim, eu poderia ter evitado. Só que o erro estava em pensar assim. Nós simplesmente não conseguimos nos completar, não vemos da mesma maneira, que sei lá, víamos no começo. Ah o começo… aquele começo todo lindo, com um agradando o outro, até que as vontades e defeitos gritam e só continuam vivendo a história quem realmente valoriza.
Eu e a minha mania de valorizar o simples.

É preciso assumir a dor para que ela possa ir embora.

Acho que essa ideia de tentar te deletar da minha cabeça nada mais é que uma tentativa desesperada de matar toda essa saudade que eu sinto. É uma merda, porque eu não deveria sentir nada por você, muito menos saudade já que ao ouvir seu nome eu só lembro de tudo que chorei, mas eu não consigo, eu sinto saudade. Apesar que se eu parar pra pensar um pouco mais, essa saudade não é necessariamente sua, mas do teu jeito naqueles raros momentos em que a gente trocava uma risada ou nos estendíamos madrugada a dentro no telefone que já queimava nossas orelhas. Lembra?
Vou confessar que me pergunto se você pensa ou se pelo menos lembra dessas coisas, pois apesar de fazer pouco tempo que não estamos mais juntos, pela forma que aconteceu, tudo o que eu imagino sobre você é que todas as coisas que passamos não passam de passado. E olha, eu não nasci pra ser passado.
Por isso eu demoro tanto pra me envolver com alguém. Porque quando eu acredito na história, não admito que tenha data de vencimento. Eu só aceito viver coisas que podem contribuir para me fazer melhor, coisas com potencial de tornar eterna alguma parte da minha vida.

Mesmo assim, sério, mesmo assim, a gente poderia fingir que nada aconteceu. Que nunca nos conhecemos antes, que não sabemos onde o outro mora, que não sabemos que um gosta de refrigerante e outro de água, que um prefere a manteiga na pipoca e o outro no pão, que um prefere o cinema 3D e o outro o normal mesmo, que um ri de piadas na internet e o outro da TV, que um gosta de verde e o outro acha exagerado… É, pensando bem, não dá pra esquecer assim fácil quem eu conhecia tão bem.

A não ser que eu comece a pensar que na verdade eu nunca te conheci direito e que tudo o que vivemos foi um sonho.
E que acordar dói, é muito chato, mas é o melhor a se fazer.

Onde Ajusto o Relógio da Vida?

É uma droga porque eu não sei o que fazer. E pior do que fazer alguma coisa errada, é não saber o que fazer, como lidar, o que falar, ou não falar, sei lá! É exatamente assim como tenho me sentido ultimamente. Ou melhor, já faz muito mais tempo do que ultimamente.
Eu sinto saudade das fases em que coisas são mais claras: felizes ou tristes, fim, sem “meios termos”. Essa imprecisão toda me irrita e só me confunde cada vez mais!
Não que esteja querendo prever as coisas, pra sei lá, me precaver das situações boas ou ruins, só que eu não aguento mais levar a vida na porcentagem, preciso de coisas absolutas para os meus dias.

Estou vivendo um momento em que nada tem resposta. Tipo, nada mesmo, sabe? Estou numa fase “não sei”. Não sei se gosto ainda, não sei se devo voltar, não sei se devo terminar, não sei se devo confessar, não sei se devo ligar, não sei se devo responder, não sei de nada. Na verdade a única coisa que sei é que eu não sei nada. É um monte de “Se” na minha cabeça que congestiona todas as saídas que eu imagino para meus problemas, sendo que muitos desses meus problemas são causados exclusivamente por mim. Parece loucura, né? Pra variar, NÃO SEI, se é.

Embora eu não tenha certeza de algumas coisas, procuro imaginar o que pode estar acontecendo.
Acho que estou exigindo demais, talvez eu esteja esperando demais das pessoas, também posso estar considerando menos do que eu deveria outras pessoas, esta aí, pensando com calma consigo analisar e encontrar algumas coisas que eu não estou fazendo certo. E eu só posso esperar o certo da vida se eu fizer por onde. Ahh, isso eu sei!

O problema é esse troço de coração. Acho o cérebro tão mais justo, apesar de menos emocionante; tão mais certeiro, apesar de menos ousado… Está vendo? Estou em círculos! Tudo que eu queria era ter alguma resposta que ligasse às outras, e aí, com calma, poder entender o que de fato está acontecendo comigo e o que eu deveria fazer.
Seria lindo viver assim, né?

Eu queria entender, especialmente, o que eu deveria fazer com você.
Queria viver na prática esse negócio de “tudo tem a sua hora”. Como programo o despertador para as coisas acontecerem?

Estou nuns dias onde eu queria sumir do mapa! Queria viajar pra longe, sem ninguém, onde não tivesse ninguém que eu conheça também. Estou precisando de mim pra poder ter alguém. Preciso me aceitar para que me aceitem e para que eu possa aceitar alguém. Preciso de mais ponto final onde eu só tenho colado vírgula. A história da vida é feita de todas as pontuações. Não se escrevem romances só com exclamação.

É uma droga, que saco!
Não estou esperando a melhor pessoa pra minha vida, eu só quero algumas pequenas respostas ou dicas, algo que me faça dar o segundo passo. Se as coisas continuarem como estão, vou acabar me suicidando dentro de mim mesmo, dentro da minha covardia de não conseguir encarar os meus problemas e da minha competência de não conseguir pensar em soluções.

É que tudo é muito mais fácil quando estou longe de você. Faço desenhos na minha cabeça de como seria sua reação se eu te ligasse agora, se ficaria feliz ou não. Aí penso que não faz sentido eu te ligar. Pra falar o quê? Pra te ouvir jogar na minha cara como está feliz no trabalho, estudos e na família? Pra, em outras palavras, jogar na minha cara como está feliz sem a minha presença?
As respostas são sempre duplas e essa é a pior tortura. Tudo “pode ser que sim” ou “pode ser que não”, e quem sai ganhando com isso tudo? Ninguém!

Eu preciso descansar.
Pensar tanto em como resolver as coisas só me afasta ainda mais das soluções. Preciso sair pra tomar um ar, mudar a prioridade da minha vida, que aí quando for a hora, eu vou saber o que fazer. Ou não.

E você poderia me ajudar, né? Pra começar, você poderia ser uma pessoa mais clara e direta também.

É que pra algumas pessoas, é difícil facilitar as coisas.
Acho que eu sou assim.
Não sei.

 

Eu Não Perdi Tempo, Aprendi Com Ele

E o sorriso que me escapa ao lembrar que depois de tanto sofrimento – e muito aprendizado, é bem verdade – finalmente hoje eu posso falar que encontrei quem eu realmente posso confiar, pelo menos por enquanto. Parece meio loucura essa descrença aí no fim, né? Mas não é bem isso, na verdade é só pé no chão.

Não que eu tenha perdido a confiança nas pessoas, mas hoje eu considero tudo delas.

E essa história de considerar é algo bem simples. Não acredito naquele negócio de “nossa, essa pessoa nunca faria isso”. Sim, ela faria. E mais, ela poderá fazer muito pior! Então, quando a gente considera tudo das pessoas a gente se protege. Não vai evitar uma possível dor na decepção, mas não vai surpreender mais. Por isso eu sou pé no chão.

Engraçado que você é a única pessoa que tira esses meus pés do chão. Eu sei que você não canta em nenhum grupo de axé “tira o pé do chãooo!”, me refiro a outra maneira de fazer a mesma coisa, rs. Me leva ao céu e me faz perder as estribeiras sem muito esforço. Qualquer abraço de “como é bom te ver” ou uma SMS confessando saudade já me faz parar na rua, encostar numa parede e agradecer à Deus por ter te colocado na minha vida. Sua presença me faz acreditar naquela história de que tudo tem sua hora e lugar, porque se eu parar pra pensar em tudo que já passei, em todos os relacionamentos desastrosos nos quais me envolvi, todas as pessoas em que confiei e que no fim me provaram não serem nada de especial além de mais uma pessoa, eu provavelmente teria mais motivos pra desistir da vida do que continuar por aí vivendo.

Eu não quero mais falar de coisas que eu vivi antes de você, e na verdade, eu nem lembro direito.
Sempre tive ansiedade acumulada dentro de mim. Aí você apareceu, e só piorou tudo. Você consegue me trazer nervosismo em absolutamente todas as vezes que a gente vai se ver. Me olho no espelho centenas de vezes antes de você chegar, olho o relógio outras centenas. É muita ansiedade. Chego mais de meia hora antes de você nos lugares onde a gente combina de se encontrar. Essa mesma ansiedade já me atrapalhou demais em vezes em que eu acelerava os passos da minha vida. Nunca gostei da fase “estamos nos  conhecendo melhor”, pra mim, as coisas deveriam ser decididas rápidas: ou quer, ou não quer. Aí o tempo passou, cresci, chorei e sorri e hoje respeito, acima de tudo, o tempo com que as coisas acontecem.

Então você aconteceu em minha vida.
Aconteceu inesperadamente, e incrivelmente no momento em que eu nem estava pensando em ter alguém comigo agora.

Eu nunca me importei com a opinião dos outros e não vai ser agora que vou ouvir qualquer coisa que me falarem. “Calma, você está indo rápido demais, você está demonstrando gostar demais” QUE SACO! A felicidade vem na mesma intensidade da dor, ou seja, eu não consigo controlar nada e nem quero isso! Se for pra eu me ferrar de novo por ser como eu sou, que seja, eu só não vou medir o meu sentimento, freiar o meu coração, deixar de provar que gosto. Sentimentos bons devem ser comemorados. E jogo no lixo aquela história de “não grite sua felicidade, a inveja tem bons ouvidos”, eu grito até essa inveja morrer de surdez! Quero que se dane a inveja e eu sinto dó das pessoas que a sentem! Passei por cada coisa até aqui e agora que estou feliz tenho que “dosar” a minha felicidade? AH NÃO! Comigo isso não cola!

A história que estamos construindo é blindada pelo que sentimos um pelo outro.

No entanto, É CLARO que eu não saio fazendo anúncios de como eu sou feliz e tenho um relacionamento bom, tenho lucidez, entenda, quando me refiro a não me dosar, estou falando sobre “me controlar” pela opinião das pessoas. Isso, eu não vou deixar!

Eu tenho sede demais por felicidade e vou lutar por ela até que eu tenha vida. E pra mim, é indescritível saber que tenho ao meu lado alguém que compartilha dessa ideia. Alguém que tem sim um monte de defeitos, assim como eu, mas que os assume e respeita os meus, e juntos, a gente vai convivendo, acertando aqui e errando ali. O direito a felicidade pertence a todas as pessoas.

Eu não tenho um relacionamento perfeito dos sonhos, mas sempre sonhei ter um como eu tenho.

E me basta saber que eu sou o bastante pra alguém.

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