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Pra Você Ver, Ainda Faço Mais do que Eu Deveria

Eu não escolhi assim.
E a partir disso, tudo o que eu posso fazer é aceitar.
Quando não tem solução, solucionado está.
E olha, eu não gostaria que tivesse sido assim também.
Eu planejei muitas coisas pra gente viver. Cheguei a pesquisar roteiros pra uma viagem no fim do ano, pesquisei hoteis e até as tendências da moda eu procurei saber, tudo pra tentar te surpreender exatamente do jeito que você gosta.

Faz parte ceder além do normal quando a gente gosta além do normal.

Até porque “ser normal” não está com nada, né?
Não que eu me considere uma pessoa do tipo “uhh, levo a vida desenfreadamente”, muito pelo contrário, mas falo a respeito do normal, dos protocolos e do jeito óbvio de se comportar com os sentimentos.

Há quem faça o que tem ser feito, há quem faça muito mais do que poderia ser feito.

E dentro deste cenário existe um montão de pessoas, inclusive eu.
Faço parte do grupo que abre mão da própria felicidade em prol da outra. O que é bom e ruim. Bom porque por mais loucura que pareça, pra mim é tão melhor inspirar um sorriso do que ver alguém se esforçando em inspirar o meu. E ruim porque isso é realmente uma loucura.
Mas se isso for algo pra ser chamado de egoísmo, eu aceito. Só que prefiro ver como algo mais profundo e sentimental, portanto, inexplicável.

Você já se perguntou se é capaz de viver a felicidade que tanto deseja?

Parece uma pergunta meio estúpida, mas faz sentido.
É que eu fico lembrando das nossas conversas. Você sempre falou dos seus sonhos e suas vontades nessa vida, mas você nunca soube valorizar o que já teve um dia, porque você sempre queria mais, mais e mais. Nada nunca era o bastante.
Depois que eu comecei a pensar por esse lado eu entendi melhor.

Por isso eu acho que o fim vai fazer melhor à mim do que à você.

Suas últimas atitudes mostraram o quanto eu estava perdendo tempo com você.
Entenda. Uma das principais premissas da vida é respeitar as pessoas. É claro que tem vezes que a gente chateia alguém sem nem perceber, mas estou falando das atitudes conscientes, de quando a gente faz alguma coisa sabendo que alguém vai sofrer com isso, mas mesmo assim, a gente vai lá e faz.
Bem, partindo do respeito e ao pensar do jeito que acabamos, me começa a fazer sentido aquela história de que o que a gente planta, a gente colhe.
Por favor, não pense que direciono os piores desejos para a sua vida, claro que não, mas quero que aconteça com você tudo o que for justo e merecido. São coisas diferentes. Agora, o que vai acontecer, não tem a ver comigo.

Não é pra mim que você vai confessar saudade, é pro seu coração.

Aquela história de que “a gente só dá valor quando perde” só faz sentido pra gente quando de fato perdermos alguma coisa, e agora, parabéns, você acaba de me perder. Eu vou te deixar como tanto quer e prometo não mais te procurar tentando te convencer de que as coisas não são bem assim. Eu vou te deixar.

Não vai ser nada fácil pra mim, ah não vai mesmo.
Pra começar pelo fato de que pra mim as coisas já são meio complicadas. Tipo, ou eu gosto muito ou eu não gosto nada, e isso me faz ter saudade dos meios termos. Essa vida de extremos ainda me mata.
É que assim, tenho certeza que vou levar um bom tempo para conseguir te guardar em um lugar específico na minha vida, algum lugar que não atrapalhe as minhas experiências recentes nem as minhas histórias do passado, um lugar só seu. E dada a complexidade de tudo isso, eu sei que vai demorar e que não vou viver sorrindo. Mas vai acontecer.

Agora você está livre para viver tudo que não me cabe mais.

Mas antes é bom a gente deixar algumas coisas bem claras.
No momento eu não consigo olhar na sua cara e muito menos fingir que nada aconteceu.
Outra coisa, agora uma dica pela nossa merda nenhuma “amizade”: Não tenta me esquecer, não. É sério, não tenta.
Entenda que quanto mais a gente força o nosso coração em fazer uma coisa, menos ele faz algo de fato. O coração é independente, ele bate as vezes que bem quiser, dói quando quer, sente falta quando quer, sente amor e raiva também quando quer. Não há palavra, não há conselho, não há frase de efeito que consiga mandar no coração. Muita coisa o estimula, mas nenhuma assegura. Só o tempo consegue entender esse danado.
Então, se eu fosse você, tentaria processar toda essa nossa história. É que tão cedo eu não vou sair da sua vida.
Se eu fosse você, nem pensaria na ideia de não mais ir em lugares onde costumávamos ir, muito menos deletaria nossos amigos em comum do Facebook, pois se você fizer alguma coisa nesse sentido, tudo o que vai conseguir é: me deixar ainda mais forte dentro de você.

A força de vontade para esquecer é a mesma para lembrar.

Só que elas se manifestam em momentos diferentes da vida. Ainda bem, né?
Então me deixa com vida na sua vida, me deixa aparecer nas estreias do cinema que você sabe que eu ia adorar assistir, me deixa viver nos shows das bandas que gostamos, me deixa viver nas noites de sábado e nas conchinhas do inverno.

Você não precisa tentar me esquecer, só precisa deixar com que a gente se esqueça.

E você pode me perguntar: “Como tem tanta certeza que se eu tentar, não vou conseguir te esquecer?” E eu já respondo: Pelo simples fato de que tudo o que eu fiz pra você, ninguém nunca na sua vida fará sequer parecido.
Toda essa minha lucidez em um momento como esse só comprova uma coisa: o que eu sinto por você não é normal, logo, preciso ter uma postura fora do normal para justificar.

Nesse sentido, entendo você não entender o fato de eu até te dar dicas sobre como ser feliz, é que pela primeira vez na vida estou fazendo as coisas que digo, além das que eu faço.

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É Uma Espera Por Algo que Valha a Pena

Eu sinto tanta saudade.
Sinto saudade de gostar de alguém, de perder o ar com uma mensagem nova no celular, de sentir o coração bater mais rápido quando chega a hora de se encontrar. Sabe essas coisas? É então, são dessas e de outras milhares de coisas que eu sinto saudade.
Acho que desaprendi como é gostar de alguém, como é ter alguém especial nos meus dias. Vida estranha, não queria isso mas é exatamente isso que tem acontecido.

Eu não consigo obrigar o meu coração a bater mais rápido. Ele bate por quem acha que deve.

Já cheguei a pensar que o erro estava em mim, por sei lá, ter uma postura meio defensiva pelas coisas que eu já passei. Poucas e boas. “Boas”, né. Então comecei a me dar oportunidades para viver algumas experiências aqui e acolá pra ver se meu abraço ia se sentir amparado em outros braços, mas não deu muito certo e tudo o que eu ganhei, se é que posso falar que ganhei algo, foi uma dor de cabeça ao gerar expectativa sentimental por alguém que eu não conseguia sentir nada igual.

Toda tentativa serve para algo. E o algo, acima de tudo, é sempre muito válido.

Hoje eu não consigo muito me envolver, não consigo me permitir e apesar de saber que isso não me faz bem, eu não consigo mudar, pelo menos não tenho conseguido. E o louco é que eu gostaria de estar vivendo exatamente o contrário disso.

Ao invés de ter que me justificar por não corresponder a um sentimento, gostaria de não conseguir explicar tudo que eu sinto.

Das vezes que tentei lembro das que fiz pessoas especiais chorarem por mim. Lembro e fico mal, porque eu não queria prejudicar, não falei por não gostar, só que eu prefiro sempre a sinceridade diante das outras alternativas para resolver as coisas. É claro que eu poderia sentar e prolongar as coisas por mais tempo, dar novas chances para as chances já dadas, é claro, eu poderia mas aí não seria eu. Neste caso, eu estaria arruinando um dos pilares que acho mais importante para a vida a dois: o respeito.

Acredito que nunca fui a pessoa certa para as oportunidades que me apareceram.

Quando tive nas mãos o melhor dos roteiros para uma nova história, eu simplesmente não consegui, e pior, eu nem queria decorar minhas falas, fazer minha parte, fazer meu papel.

Eu me canso das incansáveis tentativas das pessoas em me fazer entender que as coisas não assim.

Eu nunca disse que tudo funciona como eu planejo, nunca afirmei que o meu raciocínio é o mais eficaz, exatamente por isso não gosto quando me apontam o dedo me julgando frieza, instabilidade ou qualquer coisa que denote alguma falta de sensibilidade.

A verdade é que transbordo sensibilidade e tenho os melhores sentimentos guardados para quem merecer. E não espero muito não, me entrego quando sinto que devo. O problema eu só tenho visto vazias tentativas de história, e desculpa, mesmo sendo com a melhor das intenções, mesmo que pareça que exijo demais, nenhuma das histórias em que protagonizei até hoje foram capazes de fazer meu coração aumentar o ritmo. Eu não tenho culpa.

Ok, até tenho minha culpa, não estou tão perto da perfeição assim. Talvez a minha culpa esteja na a ansiedade em que vivo meus dias, querendo tudo pra ontem, tudo já pronto. Também sou um gerador de expectativas, também acho que vai ser demais quando na verdade é de menos. E pensando bem, agora com calma, foram as minhas frustrações que me fizeram ser quem sou hoje. Foram as lições que já aprendi que me fazem evitar ter aulas repetidas. Então, no fim, posso concordar se alguém me disser que o que eu sinto é um assustador medo de me machucar de novo. Infantil, mas assustador. É assustador porque é infantil, vai saber.

Mas é interessante separar as coisas: 1 – vivi poucas mas traumáticas situações que me fazem torcer o olho para alguma novidade; 2 – eu morro de medo das novidades.

Quanto mais perto a gente fica do que não começou, mais perto também ficamos do que vai acabar.

E eu, de verdade, não quero passar por tudo de novo, não agora.
Que coisa mais doida, que vida mais doida, que pessoa mais doida eu sou.

Mas volto a dizer, eu sinto tanta saudade de gostar de verdade.
Só estou esperando alguém que convença meu coração disso.