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Falar Demais Pode Ser Algo Bom Demais

A gente nunca sabe das coisas como imaginamos.
Tem coisa que está na nossa cara e a gente vai e: ignora.
Mas essas imperfeições é o que fazem da gente pessoas melhores, pois depois de cada vez que a gente se engana nasce uma oportunidade pra gente ver diferente, parar, pensar e concluir que é hora de mudar.

Eu já me evitei demais.
Eu já pensei muitas vezes antes de fazer as coisas que eu sentia.

Mas aí eu resolvi mudar o jeito de ver.
É que eu sempre me preocupei por não ter certeza de que meus esforços por alguém seriam reconhecidos ou se seriam motivos de cansaço. Sabe aquela coisa da gente se sentir grude e tal? E pior, sabe quando dizem que a gente está sendo grude? Então, eu sempre tive medo de ser. E por isso acabava pisando no freio das minhas vontades.

O tempo me fez ver que eu posso ser tudo que eu quero ser.

E coisas como uma mudança de pensamento e uma ousadia a mais, fazem com que eu me sinta alguém menos limitado e menos fraco.
Por isso estou aqui pra te falar essas coisas, que até podem não fazer tanto sentido pra você, mas que demorei muito tempo pra ter certeza de que você seria alguém pra eu tentar ser de novo quem eu sempre gostei de ser.

É que agora eu penso menos e vivo mais.

É bem estranho ter que explicar uma mudança da gente, sabe? Até porquê pode parecer algo superficial demais pra quem vê de fora ou pode parecer algo forçado demais para essas mesmas pessoas, mas a verdade é que eu mudei e não foi por ninguém, foi por mim mesmo.

As coisas só mudam pra melhor quando a gente toma alguma atitude para isso, do contrário, elas só mudam, e muitas vezes para pior.

Eu gosto de estar por perto e dizer que sinto saudade.
Em pensar que já me preocupei em saber se a minha confissão de saudade seria interpretada como algo real ou como alguma forma de apelo, alguma forma de só “querer ver de novo”. Pode parecer que tenho mania de filosofar demais sobre os sentimentos, e na verdade, parece não, eu faço isso mesmo. É que eu gosto de ver com olhos diferentes as mesmas formas de sentir. E falando nisso, pra mim é fácil lembrar de alguns “eu amo você” que cantaram nos meus ouvidos, sendo que dias depois eu sequer ouvia mais a voz da pessoa. Então, esse meu tipo de raciocínio sobre o que eu sinto faz sentido para eu não me machucar.

Pensar no que a gente sente não evita sofrimento mas conforta o sentimento.

Isso significa que pensar em tudo que eu já senti e tudo o que já disseram sentir por mim, faz com que eu saiba lidar uma pouco mais com essa mudança de sensações que a gente vive a cada novo começo, a cada novo sim, a cada novo beijo.

Hoje eu só quero a paz de poder dizer que o que sinto é verdade sem ser julgado por isso.

Por isso, agora eu gosto de te falar sobre como é bom te ver bem, sobre como me faz bem te ver contente por me ver, sobre como eu faço questão de te deixar claro o quanto você me deixa bem por valorizar o jeito que eu sou.

Teve gente que não entendeu quando eu dizia sentir amor.
Engraçado que isso eu também nunca entendi e nem por isso comecei a falar menos.
Mas essas pessoas me fizeram sentir medo até do sentimento mais bonito que eu já senti na vida. Que coisa louca, né?

O que mais tem é gente pra dizer que o que sentimos é exagero, como se elas soubessem o que é sentir algo exageradamente verdadeiro.
Eis aqui a mudança de ponto de vista.

Se para outras bocas que já passaram por você a meta era te despir e te fazer instrumento de prazer, pra mim é ver o branco do seu sorriso e o meu próprio reflexo no teu olhar. Se sentir bem com alguém é brega mesmo e não tenho vergonha disso.

É que hoje eu não me evito mais e assim vivo mais.
Embora em outras ocasiões eu tenha mesmo me precipitado pensando que existia algo quando na verdade só eu achava isso, hoje minha vida até pode continuar da mesma maneira, mas o que muda é a forma com que eu sinto prazer por isso. Se o que me trazia angústia era a falta do ♥ no fim da SMS, hoje eu mando menos SMS e vejo mais pessoalmente.

Vai ver a nossa vida nunca muda nada, é só a gente que começa a viver a mesma vida de um jeito diferente.

Então, no fim das contas eu continuo com os mesmos medos, inclusive aquele de me expor demais e falar demais o que eu sinto, só que agora eu penso que falar o que eu sinto pode ser algo bom demais pra alguém.

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Ficaria Feliz Se Você Acreditasse Em Mim

Até quando a intenção é efetivamente boa, não dá pra ter certeza se a gente deve fazer algo. Esse mundo anda tão estranho, que ao invés de soluções, o que mais encontramos são novos problemas ou velhos problemas sobre as mesmas coisas.

Dá medo pensar que esse mundo não está pronto para a sinceridade.

Eu nunca brinco com as coisas que vivo, tão menos com as que eu sinto. Se me aconteceu algo a ponto de me acelerar o coração, sei que já é um motivo pra eu repensar e ver de qual maneira devo aflorar esses sentimentos.

Eu tenho medo de falar que gosto de você. Sério.

É um inacreditável e infantil medo de de você não entender as coisas que eu tenho pra dizer. E eu tenho meus motivos para ter esses receios. 

Na internet o que eu mais vejo são pessoas compartilhando frases sobre coisas que não deram certo, sobre a dor da saudade e sobre como faz falta ter alguém. Do contrário, pouco vejo celebrações de um sentimento bom e uma tentativa de compartilhar com o mundo a fase boa da vida, logo, espalhando o bem e as boas energias. Sendo assim, como convencer que existe um lugar cheio de boas intenções sem ser a sete palmos do chão? Faz todo sentido pensar que é melhor nem começar nada, pois aparentemente, para algumas pessoas a data de vencimento está mais perto que a data de renovação. E é só uma questão de ponto de vista.

Cada dia mais perto também significa cada dia mais longe.

Esse monte de gente acreditando que a inveja tem sono leve, só aumenta ainda mais o abismo entre o que se tem e o que se deseja, pois esse medo todo de ver uma história se arruinar ao falar pro mundo sobre a própria felicidade não protege nada, só adia a data do desmoronamento. Direto e reto: ao invés de pensar que não faz bem gritar a felicidade pela inveja ter sono leve, melhor seria pensar que deve-se sim gritar pro mundo e pra todos os planetas – de uma forma coerente, claro – que a felicidade chegou, especialmente por um motivo: quando a gente emana alegria, alegria em dobro a gente absorve.

Pois bem, sou uma pessoa no meio desse monte de gente.
Eu não sei se você vai acreditar que o que eu sinto é real. Não sei você vai acreditar que na minha cabeça eu já vi a gente andando da mãos dadas pelo parque num fim de tarde de sábado; já vi a gente até brigando sobre qual filmes escolher numa sexta à noite.
Pensando bem, também não sei se acreditaria se fosse eu no seu lugar.
E inclusive, se eu pudesse, voltaria lá atrás, até mesmo pra antes de te conhecer, pois lá no passado eu tinha problemas pra cuidar e não lidava com situações em que transformo em problemas.

Pior que um problema é transformar algo em um problema.

Gostar de alguém deve ser um prazer e não uma prisão.

E sem querer, é complicado, eu me vejo pouco a pouco preso dentro de você sem você sequer fazer a ideia. Me vejo com preocupação sobre a sua vida, família, trabalho e amigos, e o que é pior, me vejo como alguém capaz de te ajudar em tudo isso. Mas eu sinto medo de te dizer.

A gente tem mania de pensar mais na parte ruim das coisas.
A gente tem mania de se punir até quando somos inocentes.

Então, gostar de você pra mim hoje é o maior sofrimento que posso viver.
Por isso eu faço cara de paisagem toda vez que a gente se vê, pois no lugar do rosto eu gostaria de beijar a sua boca que eu até já desenhei no espelho do banheiro. É, parece fácil e sou quem mais gostaria que realmente fosse.
Já comprei seu perfume e joguei na minha cama pra sentir teu cheiro comigo toda noite.

É uma loucura, claro que é.
Pois bem, como é que eu posso te fazer acreditar que é uma loucura por você? Que é a parte da boa da loucura? Que inclusive preciso consultar um psiquiatra por não mais conseguir ouvir teu nome sem meu peito apertar?

Eu não quero te forçar a confiar em mim
Só quero que um dia eu consiga te dizer tudo isso.
E seria muito legal se você acreditasse que é tudo verdade.
Mas eu te entendo.
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Um Mal Necessário Pra Gente

Leia ouvindo:

Quando a gente começa uma história, começamos também uma vida nova.
Tudo é realmente novo e o que é velho se renova, pois os mesmos lugares que íamos lá atrás, visitamos novamente com novas formas de ver e novos motivos pra soltar o riso.
Vemos os mesmos amigos de sempre com novos olhos, com novos olhos de felicidade, olhos de uma nova vontade de compartilhar tudo que é novo em nossa vida.

Só que as coisas podem se confundir e é aí onde quero chegar.

Aos olhos de fora pode parecer um certo egoísmo ou que eu definitivamente não sei lidar com um novo relacionamento, mas eu prefiro ver diferente e ficaria muito feliz se você tentasse fazer o mesmo.
Entenda, eu nunca vou duvidar da sua importância na minha vida, nunca vou questionar como você me faz bem e como eu quero ter isso para os próximos dias, meses e anos. Só que a gente precisa acertar algumas coisas, antes que piores possam acontecer.

Um dos principais pilares de qualquer relacionamento é o respeito.
E não vivemos só do respeito um pelo outro, como casal, como homem e mulher, mas sim, o respeito por essência, o respeito da vida que temos longe um do outro, do caminho que traçamos até aqui e de todas as coisas que envolvem a nossa vida particular.

Você tem me sufocado um pouco. É isso.

Tente se lembrar de alguma vez que eu te disse que ia ver uns amigos e que você tenha concordado? Em todas as situações eu cedi, em todas eu abri mão das minhas coisas pra evitar que a gente brigasse, perceba, eu abri mão da minha vida pra fazer o seu gosto. E não que isso seja um sacrifício, afinal, eu faria em qualquer outra circunstância, considerando o fato de querer te ver e fazer feliz acima de tudo. No entanto, as coisas ficam complicadas quando começo a deixar de fazer as coisas que eu gosto para fazer os seus gostos.

Lucidez assegura nossa felicidade e fortalece os nossos sonhos.

Quero muito que não confunda eu ter o meu tempo com abrir mão de você, com enjoar de você ou algo do tipo. São coisas diferentes!

Eu preciso muito de um tempo pra repensar algumas coisas.

Acredite, quando não estamos juntos são os momentos em que mais penso em nós. É quando analiso o meu comportamento com você, o amadurecimento da nossa história e tudo que eu quero que a gente realize. Você está entendendo a diferença entre querer respirar um pouco e querer uma vida sem você?

Se a gente acreditar que é bom pra gente, a distância pode nos fortalecer.

Falando assim de “dar espaço” parece que quero meses sem te ver e não é nada disso. Mas eu gostaria muito de poder fazer minhas coisas sem a sua chuva de perguntas sobre onde, com quem e que horas vou acabar. Da mesma maneira, entenda como positivo, eu quero que você tenha o seu tempo. Quero que veja seus amigos, leia seus livros – lembra? Você adora ler! – quero que saia com a sua família, quero que viva a sua vida também.

Nossa história é formada pela sua, pela minha e pela nossa vida juntos.
Não se busca uma história perfeita, busca-se uma equilibrada.

O meu passado que me fez ver as coisas dessa forma.
Em outras histórias, eu abri mão de tudo e todos, eu me entregava por inteiro, eu só queria saber da pessoa que estava comigo. Deixava de comprar coisas pra mim pra comprar pra ela, deixava de fazer as coisas que sempre me fizeram feliz pra fazer coisas que só faziam ela feliz. E isso me fez muito mal. Quando terminamos, eu me vi sem ninguém, me vi sem coisa alguma, me vi com amigos distantes, com uma família ausente, e mais que isso tudo, me vi longe de mim. Levou muito tempo até que eu recuperasse tudo que me fazia bem. Fiquei com medo de não saber lidar com tudo outra vez; fiquei com medo do que estaria por vir em uma história.

Aí você apareceu.

E sinceramente, você é o meu maior motivo de felicidade, é quem me tranquiliza, quem me ajuda a qualquer hora, quem eu posso contar, quem eu gosto de gostar.
Só que pra gente ficar ainda melhor – e é possível! – gostaria de organizar algumas coisinhas pra que não prejudique em nada a nossa história.

Portanto, não me leve a mal, eu só prefiro a sinceridade a ter que fingir que estou gostando de algo que não me fez bem.
Por isso eu prefiro conversar.

Meu sentimento não diminuiu, minha vontade de ter a nossa casinha e os filhos com os nomes que já escolhemos também não. Mas podemos ajustar tudo pra ficarmos ainda melhor pra nós.
Confia em mim igual eu confio em você.
Confie em nós.

A propósito, vamos ao cinema hoje a tarde? =)

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Afinal, o Que Falta pra Gente?

Já que eu não posso voltar no tempo, fico aqui todo dia usando toda a minha força pra pensar como eu faria diferente se você me ligasse de novo, se você me chamasse pra dar uma volta qualquer, sem motivo especial, só por dar uma volta. De novo.
Me torturo em silêncio e longe de você porque recusei todos os seus convites, dos mais ousados aos mais simples. Em pensar que faz tanto tempo que não vou ao parque… Neguei acreditando que teriam outras oportunidades, que você poderia me esperar e mais, neguei porque eu não queria cancelar meus planos já definidos em todas as vezes que me convidou. O curioso de tudo isso é que se eu parar pra lembrar nas coisas que fiz nas vezes que, sei lá como dizer, te “dispensei”, vou perceber que não fiz nada que realmente fosse especial a ponto de me fazer levar pra vida.
E pode até não parecer, mas eu procuro fazem coisas que me sirvam de algo, não vivo pelas mesmices, tão menos sobrevivo com migalhas. Gosto de coisas inteiras e de histórias capazes de se tornar lembranças pra compartilhar depois. Tudo que faço na minha vida eu vejo dessa maneira. E lembro que exatamente todas as vezes em que não quis sair com você, os “rolês” não me renderam nada mais que novos buracos na minha já esburacada conta bancária.

Só que agora eu me vejo aqui, sem perspectiva de nada interessante para fazer, sem vontade de aceitar os convites que recebo, sem vontade de sair de casa.
Eu só fico pensando nas vezes em que eu te disse “não”.
Acho que você ia estranhar se eu te chamasse no chat pra conversar agora. E mais que isso, tenho medo de você usar da frieza pra falar comigo – justa, eu sei, com seus motivos – mas tenho medo de não conseguir dizer que eu só quero aceitar um convite antigo seu.

Das pessoas que contei sobre os convites que me fez, ouvi dizerem que eu deveria ter aceitado um ou outro e que mesmo depois de recusado, eu poderia ter mandando uma mensagem agradecendo e dizendo que a gente poderia marcar uma próxima vez. Teve gente também que disse que fiz a melhor coisa, afinal, que coisa mais chata passar a tarde de sábado no parque, né?

Mal sabem o quanto eu gosto e o quanto eu sinto saudade de fazer isso, e mais, mal sabem que só não faço isso porque não recebo convites do tipo.

Eu errei e deixei as oportunidades saírem das minhas mãos. Acho que não faz sentido eu pensar nisso agora, você deve estar fazendo alguma coisa legal por aí com alguém igualmente legal, sei lá, e na verdade até quero que esteja, quero que esteja se divertindo.

Eu sou total responsável pelas coisas que não acontecem na minha vida.
Faz parte. Mas…

(…)

Eu tenho todos os motivos pra não dedicar nenhum segundo da minha vida pra você; não mover um dedo, não dedicar um pensamento. Mas tem horas que isso não dá tão certo assim e me vejo querendo falar com você de novo e de novo. Que coisa estranha. Das pessoas que dividi essa minha situação, ouvi dizerem que o problema é que eu me apego demais e muito rápido e que isso além de sufocar as pessoas, sufoca a mim mesmo, então, eu preencho os espaços vazios na minha cabeça com possibilidades que não passam de possibilidades.
Não foi uma nem duas vezes que te chamei pra dar uma volta pela cidade. Se eu tivesse mais dinheiro, certamente o convite seria mais sofisticado e eventualmente irrecusável. Uma famosa peça de teatro e um jantar em um restaurante de pompa seriam opções, só que tudo o que eu tenho a oferecer pra você e para quem quer seja sou eu mesmo.

Às vezes leio o histórico das nossas conversas. Pode parecer meio deprimente, mas me faz bem rever algumas coisas que já disse e todos momentos de risada que já demos pelos motivos mais bobos, eu revivo e rio de tudo de novo como se fosse a primeira vez.

Eu queria me sentir confortável de te convidar mais uma vez pra sair. E essa é uma das coisas que meus amigos não podem saber, porque nas vezes que eu só mencionei essa possibilidade, tive dedos apontados para o meu resto como se eu estivesse falando a pior das coisas. Entendo eles e vendo de fora, provavelmente eu falaria e faria algo parecido. Tem aquele discurso pronto sobre humilhação e de amor próprio, né? Sei como é.

Por isso que algumas coisas que eu vivo procuro guardar pra mim, assumindo todas as consequências de darem certo ou errado, prefiro guardar pra mim.
Se eu me sentisse a vontade de falar com você de novo eu te contaria um segredo: tenho guardado dinheiro pra poder pagar o táxi na sua volta pra casa. Dia desses perguntei para um taxista quando daria de tal shopping até a sua casa, ele me falou mais ou menos e a partir daí resolvi poupar um dinheiro. Melhor seria se eu tivesse um carro, com alguma música agradável, tudo ficaria mais gostoso e divertido, mas infelizmente ainda não é o caso. Então, por enquanto, eu tento me virar como posso e acho que você vai gostar de voltar pra casa de táxi ao invés de metrô e ônibus.

Olha que coisa doida, tenho feito planos pra quando sairmos sem mesmo ter te feito um novo convite. É que eu quero me preparar para a próxima vez, não quero ganhar mais um “não” pra minha coleção.
Depois das vezes em que tentei e não deu certo comecei a pensar em como eu estava fazendo. Notei que eu estava ansioso demais. Notei também que convites para o cinema e passeios pelo parque não são assim tão irresistíveis como em tempos atrás. E ninguém tem culpa disso, as coisas mudaram bastante e eu que fiquei estacionado no tempo.
Por isso tudo e pelo meu medo de errar de novo, estou me organizando para quando eu tiver coragem de te chamar pra sair mais uma vez. Ah, é verdade, enquanto pensava nas vezes em que não deu certo, me veio a mente que você recusava por pensar que em todas elas eu ia tentar algo com você, talvez um beijo roubado ou uma mão a mais. E olha, vou confessar que você é sim absolutamente atraente e vou mentir se eu disser que não sonhei com a possibilidade de acontecer algo, só que antes de qualquer pensamento desses eu sempre imaginei no quanto seria agradável a gente sair pra conversar sobre os pontos de vista que temos das coisas.

Em todas as vezes que você me disse “não”, eu só queria um “sim” pra aprender com você.

Mas tudo bem, é passado, são coisas que não voltam.
Vi no celular que faz um tempinho que não trocamos mensagens, acho que essa é uma boa hora para te mandar um ‘oi’ qualquer, aí, quem sabe, se eu tiver alguma coragem, te convido pra fazer alguma coisa.

Pelo menos a sua volta pra casa estará confortavelmente garantida.
Eu tenho passes de metrô pra mim.

Tenho Motivo, Mas Não Consigo Sentir Raiva de Você

Vem aqui vai, não precisa levantar agora. A gente quase não fica juntos, vamos ficar aqui mais um pouquinho aproveitando essa manhã de domingo. Deixa que a vida pode esperar um pouco lá fora e hoje o nosso almoço pode ser mais tarde.
Lembra no começo? Seus pais não deixavam de forma alguma que a gente dormisse juntos. Até parece que íamos tentar fazer alguma coisa com a presença deles, né? Tá, teve uma vez que tentamos e até deu certo, hahaha e devo assumir que a iniciativa foi minha. Mas vai me dizer que não gostou? Duvido!

Eu entendo eles. É complicado confiar rapidamente em uma pessoa que não se conhece, é até mesmo difícil confiar em quem a gente já conhece, né? Só que eles eram bobinhos no começo, pois o que eles nos impediam de fazer a gente fazia escondido, o que a propósito, era ainda mais divertido. É aquele negócio de tapar o sol com a peneira. Acho que vou entender quando eu tiver meus filhos. Ou melhor, quando tivermos os nossos.

Eu fico tão feliz quando chega as nossas noites de sábado só pra eu viver as nossas manhãs de domingo. Quando a gente morar juntos, uma hora dessas eu vou ser obrigado a te deixar na cama pra dar uma volta com um dos 3 cachorrinhos que vamos ter, tudo bem? Mas pode ficar tranquila que enquanto essa fase não chega, eu não me importo de passar horas passando a mão no seu cabelo falando sem parar.

Apesar de já fazer um tempo, a ideia de dormir na sua casa é meio nova pra mim e eu sempre me assusto quando acordo e vejo que não estou em casa. Acho meio deselegante eu acordar muito tarde sendo que não estou em casa, sei lá, é um respeito que tenho com seus pais, mesmo agora depois de ter conquistado a confiança deles. Penso que a confiança há de ser conquistada e comprovada todos os dias. Por isso que tem que vezes que saio da cama do nada em manhãs como as de hoje.
É que eu vou na cozinha deixar claro que acordei e que estou a disposição caso queiram que eu vá até a padaria comprar uns pãezinhos pra todo mundo. Eu definitivamente não brinco quando digo que a sua família se tornou a minha segunda. Geralmente seu pai não gosta muito da ideia, e gentil embora seco, me diz: “Não precisa, obrigado, ela já acordou?” E faço uso da inteligência e entendo que essa pergunta significa que eu devo deixá-lo a vontade e voltar para o seu quarto.

Abro a porta devagar, te vejo tomando posse da cama por completo e muitas vezes me sento ali perto do computador só pra ficar te olhando. Você não faz a menor ideia de como é bonita dormindo. Solta um sorriso aqui outro ali, faz uns barulhos estranhos debaixo do edredom nos quais acho que não devo dar mais detalhes (você faz sim! rs), isso tudo quando não se enrosca no edredom. É engraçado e lindo.
Enquanto te olho nas manhãs de domingo tenho cada vez mais certeza que quero ter essa imagem para sempre na minha vida, sabe? E que se dane quem acha exagero e quem desacredita no “pra sempre”, gente que pensa assim, na minha opinião, precisa de mais amor na vida e amor à vida.

Dizem que eu sou amor demais, mas na verdade acho que as pessoas que tem sido amor de menos. Dizem que é extraordinária a forma que eu falo de você e eu pergunto se existe uma forma menos importante pra se falar que gosta de alguém. Eu posso sim achar muita coisa mais bonita que o normal, mas todo mundo poderia fazer isso a partir do momento que se confessa gostar de alguém. Eu não aparento que gosto, não finjo, não me limito, não tenho medo de ser brega ou o que for. Eu gosto, é incontrolável.

Me desculpa por eu falar tanto? Que horas são?
Não é nem meio-dia ainda, tudo bem. Ouvi seu pai lavando o carro e o cheiro de algo gostoso que a sua mãe está preparando está invadindo o quarto. Tentador!
E deixa eu perguntar, tem planos de algo pra gente fazer hoje?
Responde, não faz charminho.
Heim?
Hey, não acredito que você dormiu de novo!
Não consigo ter raiva ao te ver com parte do cabelo sobre o seu rosto.

A Fila Corre e Eu Comemoro

Teve uma hora que não tive dúvidas de que esse ano seria o pior da minha vida. Já fazia um tempo que andava meio desmotivado com meu trabalho, mas isso até que dava pra levar. Eu só não contava com o mundo ficando de cabeça pra baixo da noite pro dia. É até meio difícil de lembrar agora como foi… No entanto, fugir do que vivi não vai apagar da minha história, né? Foi assim, eu estava construindo uma história muito especial com uma pessoa, até então, muito especial também. Tudo corria bem e os planos pareciam cada vez mais reais.

Vai ver foi exatamente aí onde nasceu o erro, quando as coisas ficaram sérias demais e ficamos sem tempo pra sonhar. Vai saber.

A gente vivia bem e eu não me importava em gritar pro mundo o quanto eu gostava dessa pessoa. Cheguei ao ponto de colocar uma foto nossa no meu perfil pessoal nas redes sociais. Sabe aquela coisa de gente incontrolavelmente apaixonada? Blergh, “apaixonada” é uma palavra muito estranha, mas enfim, coube aqui.

O tempo foi passando, e mais do que sentimento, dediquei dinheiro em algo que pra mim parecia muito honesto e definitivamente sincero – não vem ao caso explicar no que, mas aí o mundo girou e caprichosamente tudo mudou. Na verdade, você mudou e tudo, absolutamente tudo que estávamos caminhando para construir ruiu. Literalmente ruiu.

Olha, não foi fácil não. E só eu sei tudo o que se passava na minha cabeça toda manhã no metrô indo para o trabalho. Lembro bem de como foi ter que trocar a tal foto do perfil e ter que de uma vez enterrar aquela lembrança. Minha última pá de areia nessa história toda foi algo que está na minha pele e vai ficar comigo pra sempre, algo que representa um sentimento que gritou em mim e que hoje me guia onde quer que eu vá.

Demorou, mas eu renasci e escolhi viver de novo. Eu me permiti ser feliz outra vez.

E no lugar onde eu menos esperava e contava com alguma mudança, você apareceu. Eu nem quero entrar em detalhes de como aconteceu, só quero deixar claro o quanto você me faz bem e também quero dizer que você nunca vai entender o quanto é sério quando digo que apareceu em minha vida no momento em que eu mais precisava de um refúgio pra encarar tudo que estava por vir. Sei que é meio clichê e que no começo é sempre assim “ah, você é incrível”, “ah, que bom que apareceu” e etc. Só que assim, por favor, entenda e acredite, eu não brinco quando digo que você mudou completamente a minha vida.
E hoje eu comemoro nossa volta pra casa depois de um dia longo de trabalho. Hoje te espero na saída pra gente andar de mãos dadas no metrô das 19h.

Você trouxe de volta pra minha vida toda aquela vontade de viver que pensei ter perdido meses atrás. Em pensar que considerei a possibilidade de abrir mão de tudo e fugir sozinho… Só depois consegui entender que se eu sofri em todos aqueles momentos que passei, é por quê eu tinha que me preparar para te encontrar, eu tinha que estar pronto para encontrar uma pessoa pronta pra mim, sobretudo, diante de tanta coisa ruim que me aconteceu, eu tinha que me permitir recomeçar e foi exatamente isso que você me inspirou a fazer. Sem dizer muita coisa, só com o teu jeito que eu sinceramente nunca tinha reparado assim, digamos, de uma forma especial. Você conseguiu chamar a minha atenção sem precisar fazer isso, sabe? Talvez seja aquilo que dizem de “destino escrito”, né? Sei lá, é até engraçado começar a pensar no por quê das coisas terem acontecido, sendo que o que importa de verdade é que aconteceu e que hoje eu posso dizer estou vivendo uma felicidade inédita.

Você está me ajudando a viver diferente. E é tanta coisa boa que temos vivido e que eu tenho pensado pra nós, que olha, eu não consigo me lembrar da vida antes da sua presença.
Hoje eu sou melhor e a tendência, com a sua ajuda, é que eu seja ainda mais. Prometo que se depender de mim você não vai precisar mais procurar um novo motivo pra te inspirar ser feliz. Eu quero ser o seu único para o resto das nossas vidas.

É que teve uma hora que não tive dúvidas de que esse ano seria o pior da minha vida.
Aí você apareceu.
E então comecei a gostar da ideia de me surpreender com essa tal vida.

Eu Não Perdi Tempo, Aprendi Com Ele

E o sorriso que me escapa ao lembrar que depois de tanto sofrimento – e muito aprendizado, é bem verdade – finalmente hoje eu posso falar que encontrei quem eu realmente posso confiar, pelo menos por enquanto. Parece meio loucura essa descrença aí no fim, né? Mas não é bem isso, na verdade é só pé no chão.

Não que eu tenha perdido a confiança nas pessoas, mas hoje eu considero tudo delas.

E essa história de considerar é algo bem simples. Não acredito naquele negócio de “nossa, essa pessoa nunca faria isso”. Sim, ela faria. E mais, ela poderá fazer muito pior! Então, quando a gente considera tudo das pessoas a gente se protege. Não vai evitar uma possível dor na decepção, mas não vai surpreender mais. Por isso eu sou pé no chão.

Engraçado que você é a única pessoa que tira esses meus pés do chão. Eu sei que você não canta em nenhum grupo de axé “tira o pé do chãooo!”, me refiro a outra maneira de fazer a mesma coisa, rs. Me leva ao céu e me faz perder as estribeiras sem muito esforço. Qualquer abraço de “como é bom te ver” ou uma SMS confessando saudade já me faz parar na rua, encostar numa parede e agradecer à Deus por ter te colocado na minha vida. Sua presença me faz acreditar naquela história de que tudo tem sua hora e lugar, porque se eu parar pra pensar em tudo que já passei, em todos os relacionamentos desastrosos nos quais me envolvi, todas as pessoas em que confiei e que no fim me provaram não serem nada de especial além de mais uma pessoa, eu provavelmente teria mais motivos pra desistir da vida do que continuar por aí vivendo.

Eu não quero mais falar de coisas que eu vivi antes de você, e na verdade, eu nem lembro direito.
Sempre tive ansiedade acumulada dentro de mim. Aí você apareceu, e só piorou tudo. Você consegue me trazer nervosismo em absolutamente todas as vezes que a gente vai se ver. Me olho no espelho centenas de vezes antes de você chegar, olho o relógio outras centenas. É muita ansiedade. Chego mais de meia hora antes de você nos lugares onde a gente combina de se encontrar. Essa mesma ansiedade já me atrapalhou demais em vezes em que eu acelerava os passos da minha vida. Nunca gostei da fase “estamos nos  conhecendo melhor”, pra mim, as coisas deveriam ser decididas rápidas: ou quer, ou não quer. Aí o tempo passou, cresci, chorei e sorri e hoje respeito, acima de tudo, o tempo com que as coisas acontecem.

Então você aconteceu em minha vida.
Aconteceu inesperadamente, e incrivelmente no momento em que eu nem estava pensando em ter alguém comigo agora.

Eu nunca me importei com a opinião dos outros e não vai ser agora que vou ouvir qualquer coisa que me falarem. “Calma, você está indo rápido demais, você está demonstrando gostar demais” QUE SACO! A felicidade vem na mesma intensidade da dor, ou seja, eu não consigo controlar nada e nem quero isso! Se for pra eu me ferrar de novo por ser como eu sou, que seja, eu só não vou medir o meu sentimento, freiar o meu coração, deixar de provar que gosto. Sentimentos bons devem ser comemorados. E jogo no lixo aquela história de “não grite sua felicidade, a inveja tem bons ouvidos”, eu grito até essa inveja morrer de surdez! Quero que se dane a inveja e eu sinto dó das pessoas que a sentem! Passei por cada coisa até aqui e agora que estou feliz tenho que “dosar” a minha felicidade? AH NÃO! Comigo isso não cola!

A história que estamos construindo é blindada pelo que sentimos um pelo outro.

No entanto, É CLARO que eu não saio fazendo anúncios de como eu sou feliz e tenho um relacionamento bom, tenho lucidez, entenda, quando me refiro a não me dosar, estou falando sobre “me controlar” pela opinião das pessoas. Isso, eu não vou deixar!

Eu tenho sede demais por felicidade e vou lutar por ela até que eu tenha vida. E pra mim, é indescritível saber que tenho ao meu lado alguém que compartilha dessa ideia. Alguém que tem sim um monte de defeitos, assim como eu, mas que os assume e respeita os meus, e juntos, a gente vai convivendo, acertando aqui e errando ali. O direito a felicidade pertence a todas as pessoas.

Eu não tenho um relacionamento perfeito dos sonhos, mas sempre sonhei ter um como eu tenho.

E me basta saber que eu sou o bastante pra alguém.