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Pode Não Ser a Solução, Mas Já é Um Bom Começo

A gente consegue viver bem sem ninguém, mas só podemos ir além tendo alguém.
Só que ter alguém está totalmente relacionado ao fato de se aceitar sem ninguém.
Parece uma equação confusa, mas é tão precisa e definitiva quanto a matemática.
Em tese, não é através das suas fotos sensuais nas redes sociais que está a pessoa que você vai se orgulhar de postar “hoje é dia de filminho!”; também não é nos tombos pelas ruas ou no metrô durante aquelas incertas voltas pra casa pela madrugada, que está te esperando quem você quer dar presentes nas datas especiais e roubar a pipoca durante o filme no cinema.

As coisas começam a acontecer quando a gente muda a forma de ver.

Talvez a timidez daquela pessoa com quem tem falado a tanto tempo seja realmente um problema pra ela, talvez você nem faça ideia do quanto essa pessoa gostaria de te chamar pra sair e te fazer ter uma noite especial. Talvez aquela outra pessoa fale demais porque sente vergonha de ficarem sem assunto; talvez “sair para tomar um sorvete” é o máximo que a pessoa pode fazer naquele momento mas que mesmo assim gostaria de fazer com você. Talvez se você fizesse mais na mesma proporção com quem espera que as coisas sejam feitas, tudo daria mais certo.
O erro está em querer as coisas do jeito que gostaríamos e não do jeito que merecemos.

Nem todo tempo gasto é tempo desperdiçado.
E pelo contrário, tudo é aprendizado.

Outra coisa, qual o problema de você se interessar por uma pessoa que seus amigos não julgam ser um exemplo de pessoa ideal? Qual problema em você sentir atração por alguém não convencional, alguém que anda pelo contramão, fora dos padrões de uma pessoa “normal”? O que é o normal?

A primeira impressão só fica se a gente quiser.

Nos clichês a gente pode confiar, e dentro deles, vale destacar a verdade de que nada vale se a pessoa usa a roupa mais cara ou a mais barata, afinal, somos seres humanos iguais e queremos a mesma coisa.
Somos nós que julgamos o que torna alguém interessante pra gente, e dentro disso, todos os costumes são lixo.

Amor é o coração batendo tão forte que anula a visão.
Aí então, faz sentido que ela seja cego.

Sobre ela,
O fato de por acaso ela não ter o corpo das capas de revista, soltar sem querer um palavrão aqui e outro ali, gostar mais de novelas do que de telejornais ou mais coisas do tipo, não a torna pior que nenhuma outra, e mais, você já se perguntou se realmente pode exigir alguém como imagina? A gente espera demais, mas pouco reconhece. Ela pode não ser alvo de elogios alheios (ser alvo, é vantagem?) por aí ou alguém pra você exibir na internet em busca de repercussão vazia, mas é ela, somente ela que não vai ter nojo na hora de te ajudar com a unha encravada, ela que não se vai importar em voltar pra casa dirigindo depois de você ter tomado uma dose a mais; ela que vai se esforçar em preparar algo no cozinha só pensando na sua reação ao experimentar; ela que vai te pedir pra ficar um pouco mais mesmo sabendo que já é tarde demais.

Sobre ele,
Ele também pode não ter o corpo dos sonhos, pode não ter beleza que suas amigas reconhecerão, pode não conseguir escrever uma ou outra frase de efeito e pode até nem saber muito bem o que é uma frase de efeito, mas é ele, é somente ele que vai guardar um dinheiro pra te dar um presente que imaginou que gostaria; ele que compra roupas novas pra não fazer feio andando ao seu lado no shopping; ele que não vai se importar se a “make” ficar boa ou não, se você fizer escova ou não, se você pintar as unhas ou não, porque ele gosta de quem você é e não exatamente de quem você pode ser.

Quando a gente muda a forma de ver, a gente viver melhor.

Apesar do destino ser incerto, dá pra gente fazer uma ou outra coisa pra garantir que ele seja certamente melhor.

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Tudo Acontece Em Um Piscar de Olhos

Você sempre abaixa o olhar quando o beijo acaba enquanto eu coloco uma porção do seu cabelo atrás de uma de suas orelhas. Tímida, não fala nada, mas dá a deixa de que deseja um novo beijo quando coloca a mão na minha cintura. E aí a gente se abraça por longos segundos, sem falarmos nada. Me afasto de você, seguro seu rosto de modo que a gente se olhe nos olhos um do outro. Meu carinho vai para o seu rosto, abaixo dos seus olhos, com leves toques com o meu dedo polegar. Olho e toco cada célula do seu semblante. Faço desenhos.

Você deixa uma mão cair e vai até uma das minhas. Segura e entrelaça os dedos como se pedisse proteção ou como se afirmasse que ali você se sente segura. Então eu coloco minha outra mão no seu queixo e inclino meu rosto até o seu. Antes de chegar, percebo que já deixa o olhar se render ao momento e lentamente fecha os olhos de modo que eu consigo perceber suas pálpebras vibrando pela sensibilidade do momento. Então nos beijamos com a mesma velocidade que as nuvens passeiam pelo céu. Talvez o encanto esteja no toque dos lábios, nem tanto nos movimentos que eles fazem. É que no  momento em que nos beijamos, no momento que percebo que estamos unidos, meu coração dispara e tudo que eu quero é fazer com que esse momento seja o mais eterno possível.

Aí a gente entrega nossos corpos pra viver essa intensidade permitindo que o agora aconteça. Largamos as mãos e nos abraçamos. Você com seus braços sobre os meus ombros e eu com os meus na sua cintura onde aproveito para fazer leve pressão te trazendo para mais perto de mim, te indicando que preciso de você 100% perto.

Costumamos virar os rostos enquanto nos beijamos. Você pra direita e eu também. Chega a ser divertido porque o encaixe é sempre curioso, mas depois que dá certo é ali que ficamos.
Consigo sentir os instantes em que seu cabelo passeia pelo seu rosto chegando até o meu. Sinto um carinho novo e reconheço que são seus tão bem cuidados fios. Percebo o momento e vagarosamente faço com que uma das minhas mãos suba pelas suas costas até chegar na nuca. Estando lá, procuro movimentar meus dedos de modo que estimule sua circulação sanguínea para te proporcionar maior conforto.

Você gosta de dar micro mordidas. Ignora minha boca e sai visitando minhas bochechas, queixo, pescoço e a região atrás da orelha. Parece que você está marcando território. Tem horas que penso em querer ver sua reação ao fazer isso, mas o prazer é tamanho que prefiro fechar os olhos e aproveitar. São beijos e mordidas delicadas o bastante para me provar que você gosta de estar ali.

E sabe, é tão bom saber que você gosta de estar ali comigo, em um momento tão nosso. Acredito que é na hora que o beijo acontece que a gente entende de fato o que significa um coração acelerar, por isso nunca fui de distribuir meus beijos em baladas ou em situações que o reduzissem a importância de acenar com as mãos. Não minto quando digo que é só o teu beijo que me tranquiliza e me dá uma injeção de vida.

E acho que na verdade você gosta de abaixar a vista depois que nos beijamos. Acho que nem é tanta timidez assim como eu penso. Você é esperta demais pra ter timidez nessas situações.
Tudo bem, gosto desse teu ar de “não vou entregar o jogo fácil”, pois isso só me fascina ainda mais, especialmente por saber que você pode sempre ser mais do que eu já amo do jeito que é.