Tag: verdade

É Que Quando a Gente Gosta… Bem, Deixa Pra Lá

Quanto mais o tempo passa, menos entendo quem eu sou e mais longe ainda fico de fazer ideia do que significam todas os meus sentimentos, muito embora, é bem verdade, sei que todos são bons. Não estou nessa vida pra propagar a parte infeliz dela. Desde que me conheço por gente procuro manter uma postura positiva e ocupar meus dias com mais sorrisos do que com qualquer outra coisa.

De remédio para as minhas dores de cabeça, você se tornou o motivo por todas elas.
Mas a culpa não é sua.

Você é um medicamento que venceu o prazo de validade.

Fico pensando como a vida é realmente incontrolável. Outro dia eu só conseguia lembrar da gente viajando pra praia com nossos amigos, dormindo juntos no chão dividindo o mesmo colchão de solteiro sem reclamar, e agora o que eu tenho feito é lembrar exatamente das mesmas coisas, só que o que não acontecia antes hoje é normal: hoje dói.

Sabe, eu penso tanto na gente.
Não que eu fique pensando pra encontrar uma maneira de reviver o passado ou desenhar um futuro, eu só penso pra me preencher, penso porque de um jeito estranhamente inexplicável até que me faz bem.
É uma merda, eu não consegui mais me envolver com outra pessoa, e não foi por falta de tentativa. Até hoje não entendo porque o meu coração nunca mais bateu do jeito que ele batia por você, até hoje me pergunto o que raios você tem de tão especial que só de ouvir seu nome mesmo sem ser exatamente sobre você, eu me abalo e procuro evitar.

Desabo só de imaginar outro alguém te vendo dormir e acordar.

Penso também se alguém conseguiu te entender tão bem quanto eu, se alguém sabe respeitar o lado da cama que você gosta de dormir, se alguém sabe que o seu jeito rude não é por mal e que no fundo você é só uma pessoa que carece de abraços mais apertos que os convencionais. Sabe, eu penso tanto se você tem voltado pra casa em segurança, se você tem se alimentado direito e penso até se você tem diminuído os desgastes com seus pais. Mesmo sem ter por quê eu ainda lembro muito de você e você não faz ideia do quanto.

Será que ainda sei o seu filme favorito? Será que você ainda quer viajar pelo mundo? Será que você ainda tropeça nas ruas sem querer? Não faz muito bem lembrar tanto assim, mas eu prefiro confessar minha fraqueza do que fingir esforço.
Se por acaso não conseguir parar de gostar de alguém for sinal de ser uma pessoa incapaz, então eu sou a mais incapaz de todas.

A gente não escolhe quando deixa de gostar.
No calendário não dá pra ver a data que o sentimento acaba.

Foram muitas as vezes em que eu passei pela sua casa e pensava se você estava bem. Já cuidei tanto de você sem você saber.

Hoje não sei bem se o que eu sinto é saudade, pois essa tal saudade é algo que a gente sente quando não temos mais, e sei lá, pode ser coisa de outro planeta, mas eu não sinto que não te tenho mais, não sinto que acabou, não sinto que a gente viveu tudo que a gente tinha que viver. E pode parecer loucura – como meus amigos inclusive dizem! – mas eu gosto de te manter com vida aqui dentro do meu peito. É óbvio que não sei explicar e mais óbvio ainda que eu gostaria que fosse diferente, mas eu não consigo fazer nada.

Não fala pra eu te esquecer, fala pro meu coração.

O tempo foi passando mas ainda tenho sua lembrança viva nos meus passos e em muitos dos meus sorrisos. Consigo sentir nossas mãos transpirando ao caminharmos nas tardes do verão, bem como sinto quando elas congelam nas impiedosas noites de inverno. E também como nossos pés batem quando nossas meias se perdem sob o edredom. Vejo como se fosse um filme a gente na praia quebrando as ondas com mergulhos desajeitados ao som das nossas próprias risadas e você perdendo a estribeira com a quantidade de sal no seu cabelo enquanto eu te jogava água em punhados.

Ouvi tanta gente dizer sobre a gente.
Foram tantas pessoas que tentaram me convencer que eu o que sinto é injusto, que tem um monte de gente lá fora querendo 1% do que eu tenho pra oferecer e que hoje só ofereço pra você. Muita gente me disse também que se você gostasse como eu digo que gosta ainda, você já teria vindo atrás. Chuva de lenga-lenga.

Eu nunca pedi pra ter razão, nunca esperei compreensão, eu só vivo pelo meu coração.

E pouco me importo se ele é otário e insiste em bater mais por você, que eu nem vejo mais direito, do que por meia dúzia de elogios que ouço numa noite qualquer.

Hoje eu queria ser outra pessoa.
Queria ser quem eu era quando tinha você comigo.
E queria que a gente fosse de novo juntos o que já fomos um dia.
Felizes.
Do nosso jeito. Felizes.

CURTA: www.facebook.com/umtravesseiroparadois <3

Uma Vida Baseada na Importância da Capinha do Celular

Pra que vou gostar do que eu gosto,
se posso fingir gostar de outra coisa só pra ser uma pessoa aceita?
E assim a vida vai escorrendo pelas mãos de muitas pessoas.
Os seus motivos para gostar do que gosta são todos motivos de chacota,
porque o que vale mesmo é aparentar uma vida que não é a sua, uma vida atualmente sem verdade ou uma verdade sem uma vida.
Pra ser mais claro, hoje não faz tanta diferença o seu destino, contanto que antes você poste uma foto na internet mostrando a sua roupa, contabilizando elogios-prontos e preenchimento nulo na sua vida.

É mais legal aparentar algo do que ser algo de fato.

O que dá pra gente ver de longe em pessoas que se escondem em celulares de última geração, noitadas desenfreadas com goles de coragem em um bar qualquer, é uma fraqueza sem limites. “Como então ser uma pessoa que não aparenta fraqueza sem limites?” De repente, começando a ser quem você de fato é, assumindo todos os seus sentimentos, sem ter vergonha dos seus gostos.

Não há a vida correta, há a vida que você julga ser correta pra você.

Mas há um senso comum nessa sociedade do que é ter uma vida interessante, e caso você escolha por nadar contra a maré, já pode prever uma reação absolutamente insignificante. A roupa que você usa é capaz de dizer o quão legal e interessante você pode ser. Pelo menos é o que tem parecido por aí.

Se esses são alguns pontos de vista sobre os valores das pessoas hoje em dia, imagina então os valores dados aos sentimentos das pessoas?

Pra que escolher ter uma boca para beijar se é possível ter tantas outras em um mês?

Todos que viram a noite em busca de alegria descartável, querem mesmo é uma noite virada assistindo a filmes e seriados com alguém interessante. Mas isso é outra história.

O jeito que somos e a fase que vivemos não nos torna pior que ninguém, nos torna real.

“Isso se eu casar um dia!”
É o tipo de frase que não é difícil de se ouvir em uma conversa ou outra. As esperanças de dias melhores são nulas, e nesse sentido, faz sentido aparentar uma vida que não é real, porque lá nesse mundo irreal as coisas dão certo, as baladas são as melhores, as marcas aquecem mais que o tecido vestido, a capinha do celular tem mais importância do que uma ligação para alguém especial.

E que diferença faz sentir amor?
Os mais famosos refrões atuais falam sobre como a vida desenfreada é mais interessante que uma vida real e sólida; falam sobre rápidas e indolores formas de superar um amor; falam sobre a relação em ter um carro potente e a quantidade de bocas para beijar.
Só que quem canta tudo isso a uma só voz, na verdade só quer outra coisa.
Sem julgamento de qualidade, não vale entrar nesse mérito, a proposta aqui é gerar uma reflexão sobre como os amores eram vividos antigamente e em como eles tem sido atualmente. Sobre a troca de valores, sobre a urgência que existe em virar uma página que ainda não pode ser virada.

Quanto mais rápido se tenta acelerar o tempo, mais sequelas ele enterra no coração.

E aí, não adianta se espantar ao ver que ainda não superou, ao ver que apesar de “já fazer tanto tempo” ainda dói como nunca imaginou ver alguém que um dia jurou amor. É normal e é algo que pode ser previsto, especialmente se você for das pessoas que prezam mais pela quantidade de “curtidas” do que por quem curtiu de verdade. E nós sabemos quem são essas pessoas.

A gente pode ser melhor, as coisas podem dar mais certo,
só não podemos perder a única coisa que temos grátis nessa vida: nossos sentimentos. E dentro deles, nossos sonhos.

Você tem dado valor ao que realmente merece?

CURTA: www.facebook.com/umtravesseiroparadois =)

Enquanto Pensa Que o Mundo Gira ao Seu Redor, Ele Te Enforca

Leia ouvindo:

Sabe quando você termina de ler um livro e não vê a hora de começar outro?
Então, você foi como um livro na minha vida. Recheado de histórias, capítulos empolgantes, outros nem tanto e um final inesperado, como todo livro deve ser, assim foi com a gente e essa é a verdade.

Sinceramente? Não tenho muito do que reclamar não. Foi uma história boa e que sobretudo me fez aprender muita coisa, me fez aprender a lidar melhor com as pessoas e me permitiu conhecer mais de mim mesmo.

Aprendi também que por mais bonito que podemos imaginar, nem tudo sai conforme o planejado.

E tudo isso compõe essa loucura que é viver, onde um dia desabamos em sentimentalismo sincero por alguém que felizmente nos corresponde, enquanto no outro dia nos vemos segurando com todas as forças na ponta do penhasco, depois de termos sido empurrados, sendo alvo de uma plateia que sorri, aplaude e anseia por uma possível morte nossa. Digo “plateia”, porque infelizmente algumas vezes deixamos que a história seja invadida por pessoas que não acrescentam em nada, e muito pior, mais opinam sobre o que deve ser feito em uma porção de situações ao invés de manterem o silêncio e, pelo menos, fazer torcida para que as coisas se acertem.

Você foi covarde e se rendeu pra meia dúzia de lixo de palavras ditas por outra dúzia de pessoas mais lixo ainda.

Só que pra você está tudo bem, pra você não foi nada disso e tudo é coisa da minha cabeça e ainda teve coragem de alegar que “Gostamos um do outro de formas diferentes”. Fico me perguntando por quê não te mandei ir à merda quando me disse isso.
É claro que gostamos um do outro de formas diferentes! Pra começar, eu nunca competi meu sentimento com o teu, eu nunca quis me colocar à frente, eu nunca quis impressionar, eu nunca quis chamar a sua ou a atenção de seus amigos, eu nunca me importei com mais ninguém na nossa história que não fosse a gente. Por isso, entenda, por favor, coloca na sua cabeça, por isso que você de alguma maneira, cedo ou tarde, vai sentir na sua pele tudo o que me fez sentir. Você vai encontrar pessoas na sua vida que vão pisar no seu coração de um jeito que vai doer tanto que você lembrar do que fez com o meu.

Eu não te desejo mal, só te desejo o dobro de tudo que me fez passar.

Entenda que eu torço pelo teu bem, quero te ver feliz com alguém que te convença que está tentando. Só que eu juro, é sério, eu juro, que se você vir atrás de mim pra pedir desculpas, pra falar que errou ou pra qualquer coisa do tipo, eu vou te ignorar e virar de costas. Você precisa chorar, você precisa sofrer, você precisa passar necessidade, precisa sentir solidão, precisa ver que perdeu o controle, que ninguém gosta de você, que todo mundo quer viver a própria vida e que ninguém se importa com a sua como você tanto acha.

Você precisa sangrar pra ver como dói e aprender a não fazer outras pessoas sangrarem.

Por mais que pareça, entenda, eu não te desejo mal. Só estou dizendo que continuar tendo a vida que você tem, se achando a verdade em pessoa e pouco se lixando pelos sentimentos bons que as pessoas direcionam pra você, você vai se dar muito mal e isso é só uma questão de tempo.

Eu não tenho o poder de nada, só acredite na lei do troco. Pagou fazendo sofrer, adivinha qual é o troco?

Você foi um belo livro, profundamente inesperado, especialmente pelo fato de me fazer ver que nem sempre o final é feliz.
De todas as páginas, vou pegar as boas pra me fazer melhor e as ruins vou fingir que nem escrevi nada.

Corre lá atrás de todo mundo que você ouviu, todo mundo que já tem alguém, já tem a quem se preocupar, e vai lá ver se alguém vai se importar com você como você pensa. E se ninguém se importar, vai lá encontrar respostas nos convites para a próxima balada.

A vida não é igual aos filmes.
A vida é carne, osso, sangue e coração.

É Uma Espera Por Algo que Valha a Pena

Eu sinto tanta saudade.
Sinto saudade de gostar de alguém, de perder o ar com uma mensagem nova no celular, de sentir o coração bater mais rápido quando chega a hora de se encontrar. Sabe essas coisas? É então, são dessas e de outras milhares de coisas que eu sinto saudade.
Acho que desaprendi como é gostar de alguém, como é ter alguém especial nos meus dias. Vida estranha, não queria isso mas é exatamente isso que tem acontecido.

Eu não consigo obrigar o meu coração a bater mais rápido. Ele bate por quem acha que deve.

Já cheguei a pensar que o erro estava em mim, por sei lá, ter uma postura meio defensiva pelas coisas que eu já passei. Poucas e boas. “Boas”, né. Então comecei a me dar oportunidades para viver algumas experiências aqui e acolá pra ver se meu abraço ia se sentir amparado em outros braços, mas não deu muito certo e tudo o que eu ganhei, se é que posso falar que ganhei algo, foi uma dor de cabeça ao gerar expectativa sentimental por alguém que eu não conseguia sentir nada igual.

Toda tentativa serve para algo. E o algo, acima de tudo, é sempre muito válido.

Hoje eu não consigo muito me envolver, não consigo me permitir e apesar de saber que isso não me faz bem, eu não consigo mudar, pelo menos não tenho conseguido. E o louco é que eu gostaria de estar vivendo exatamente o contrário disso.

Ao invés de ter que me justificar por não corresponder a um sentimento, gostaria de não conseguir explicar tudo que eu sinto.

Das vezes que tentei lembro das que fiz pessoas especiais chorarem por mim. Lembro e fico mal, porque eu não queria prejudicar, não falei por não gostar, só que eu prefiro sempre a sinceridade diante das outras alternativas para resolver as coisas. É claro que eu poderia sentar e prolongar as coisas por mais tempo, dar novas chances para as chances já dadas, é claro, eu poderia mas aí não seria eu. Neste caso, eu estaria arruinando um dos pilares que acho mais importante para a vida a dois: o respeito.

Acredito que nunca fui a pessoa certa para as oportunidades que me apareceram.

Quando tive nas mãos o melhor dos roteiros para uma nova história, eu simplesmente não consegui, e pior, eu nem queria decorar minhas falas, fazer minha parte, fazer meu papel.

Eu me canso das incansáveis tentativas das pessoas em me fazer entender que as coisas não assim.

Eu nunca disse que tudo funciona como eu planejo, nunca afirmei que o meu raciocínio é o mais eficaz, exatamente por isso não gosto quando me apontam o dedo me julgando frieza, instabilidade ou qualquer coisa que denote alguma falta de sensibilidade.

A verdade é que transbordo sensibilidade e tenho os melhores sentimentos guardados para quem merecer. E não espero muito não, me entrego quando sinto que devo. O problema eu só tenho visto vazias tentativas de história, e desculpa, mesmo sendo com a melhor das intenções, mesmo que pareça que exijo demais, nenhuma das histórias em que protagonizei até hoje foram capazes de fazer meu coração aumentar o ritmo. Eu não tenho culpa.

Ok, até tenho minha culpa, não estou tão perto da perfeição assim. Talvez a minha culpa esteja na a ansiedade em que vivo meus dias, querendo tudo pra ontem, tudo já pronto. Também sou um gerador de expectativas, também acho que vai ser demais quando na verdade é de menos. E pensando bem, agora com calma, foram as minhas frustrações que me fizeram ser quem sou hoje. Foram as lições que já aprendi que me fazem evitar ter aulas repetidas. Então, no fim, posso concordar se alguém me disser que o que eu sinto é um assustador medo de me machucar de novo. Infantil, mas assustador. É assustador porque é infantil, vai saber.

Mas é interessante separar as coisas: 1 – vivi poucas mas traumáticas situações que me fazem torcer o olho para alguma novidade; 2 – eu morro de medo das novidades.

Quanto mais perto a gente fica do que não começou, mais perto também ficamos do que vai acabar.

E eu, de verdade, não quero passar por tudo de novo, não agora.
Que coisa mais doida, que vida mais doida, que pessoa mais doida eu sou.

Mas volto a dizer, eu sinto tanta saudade de gostar de verdade.
Só estou esperando alguém que convença meu coração disso.

A Partir de Agora, Sou Eu

Fiz questão de guardar algumas das fotos que tiramos juntos. Não é nada de especial com relação a você, é que eu gosto de me lembrar das coisas boas que já vivi. Procuro, com muito esforço, transformar qualquer lembrança ruim em algo que me acrescente positivamente.
Desde que ousei em tentar traduzir a dor da saudade em algo que me servisse de lição, comecei a respirar melhor o ar dessa cidade. Muito embora, é bem verdade, vez ou outra me vejo asfixiado diante da sua presença involuntária; vez ou outra sinto a sua mão na minha perna no banco do ônibus. Entendo que tudo isso faz parte do processo de cicatrização, tudo isso faz parte.

Se eu tivesse a oportunidade de te ver de novo, certamente algumas coisas eu não deixaria de falar.
Só que, pensando bem, eu não quero te ver de novo e não é nada contra você, é que simplesmente não preciso. Estou dia após dia seguindo com a minha vida, e ter sua presença de volta de alguma forma só vai me atrapalhar, afinal, eu nunca menti quando disse que não queria que terminássemos, quando chorei na sua frente, quando não, pelo telefone, te pedindo e quase implorando pra pensar direito sobre o que estava fazendo com você, comigo e com a gente. Não foi fácil e palavra nenhuma descreve o que eu passei. O que eu, felizmente, já passei.

A sua lembrança é o suficiente de presença em minha vida.

E é por isso que eu brindo sem ninguém andando pelas ruas por aí. Brindo o amor que sinto por mim mesmo, o quanto eu gosto de mim. Comemoro a maior lição que aprendi com a nossa história: Eu jamais posso gostar de alguém mais do que de mim mesmo. No entanto, é claro que entre uma fala e outra, num auge da sensibilidade, a gente até pode soltar um “gosta mais de você do que de mim mesmo”, isso faz parte, faz parte como o tão esperado dia do “eu te amo”. Há ingredientes que precisam ser colocados na receita de um relacionamento para que ele dê certo, contudo, é preciso lembrar o peso de cada um deles, e eu aprendi muito bem a dosar tudo que eu falo e demonstro. Isso não significa que mudei e me tornei mais calculista, pelo contrário, anseio pelo dia de ter um novo amor confesso, quero dizer que isso faz parte de um amadurecimento, de uma defesa, de uma certeza de quem eu sou. Como diz um escritor que gosto: “a diferença entre o remédio e o veneno é a dosagem”.

Vivo por uma vida sem excessos, mas respeito a exceção dos excessos de vida.

Olha, foram incontáveis às vezes em que faltou eu clicar no “enviar” para te mandar uma mensagem de saudade. Outras muitas vezes eu dei um toque no telefone só pra ouvir o teu “alô”. Já teve vezes também que tentei forjar um encontro você, já que eu sabia dos teus horários. Era tudo desespero. Eram tentativas pra te fazer entender o tamanho do amor que eu sentia, a força que ele tinha e o valor que eu esperava que desse. Só que foi tudo ao contrário, e novamente, não te culpo por isso. Vivíamos em páginas diferentes de uma mesma história.

Reciclei tudo que ouvi de muita gente, de nichos diferentes, pessoas que você conhece, outras que não, para formar uma opinião oficial sobre o que eu penso do que é o meu amor. Às vezes que me pego infantil lendo o horóscopo procurando algum tipo de refúgio e também, por quê não, alguma previsão de quando o coração vai acelerar novamente, são só vezes em que percebo o quanto de amor tenho a oferecer. Isso se aplica também que me vejo protagonista dos mais melosos refrões. E se eu pensar por esse lado, é absolutamente justo alguém que faça por merecer todo esse meu sentimento. É por isso que eu não beijo outras bocas aos sábados, que não me rendo a encantos recheados de intenções maliciosas. É por isso que estou aqui, seguindo em frente e vivendo a melhor fase da minha vida.

Hoje estou vivendo os dias da forma que eu sempre sonhei. Consigo me planejar, desenho meus sonhos, construo minhas felicidades, divido com quem é capaz de me fazer derramar uma lágrima de sorriso e não por dor. Hoje, eu sou melhor, muito melhor e a tendência, custe o que custar, aconteça o que acontecer, é que eu fique melhor ainda amanhã. Nessas horas me vem a boca um gosto ansioso pelo amanhã que está por vir.

Talvez a gente se encontre de novo em uma livraria qualquer, aí a gente se esbarra com livros nas mãos, deixamos tudo cair, nos abaixamos ao mesmo tempo, nos olhamos e então percebemos quem nos tornamos.

Talvez não.
E eu não vou achar problema.