Author: Márcio Rodrigues (page 23 of 70)

Muda que a vida muda

Mude tudo em você.

Troque esse cabelo. Cozinhe algo diferente. Mude. Mude para mudar, faça ser para melhor. Mude o caminho do trabalho. Mude o lugar do almoço. Mude o jeito de dar “Oi”. Mude o jeito de responder “Tudo e você?”. Muda que a vida muda.

E se não souber por onde começar, experimente jogando fora as lembranças ruins. Deixa os dias que não são bons de lembrar lá no passado. Você nunca vai esquecer, mas não precisa se lembrar sempre. Muda isso também.

Mude o jeito que lida com os amigos.
Encontre espaço na sua agenda para evitar o “vamos marcar sim”. Marque mesmo! Tente ser disponível, ouça mais – eles precisam tanto que os ouça. Muda que a vida muda.

Mude de emprego. Atualize seu currículo. Faça um curso. Economize mais. Não coloque culpa na rotina pela sua vida não ser tão boa quanto gostaria. Faça entrevistas. Diga o que sonha viver. Inspire sendo quem você é. Fale mais sobre os seus planos.

Mude a forma de ver as pessoas.
Olhe para quem te olha. Responda quem te pergunta. Não precisa ser uma pessoa reativa sempre. Não é todo mundo que não presta – o que é alguém que presta? Você presta? Todo mundo que já viveu com você acha que você presta? Tem tanto beijo bom esperando por você. Abraços demorados e algum calor para compartilhar entre as mãos. Você não precisa ficar falando de quem não fala sobre você. Não precisa dedicar tanto tempo para quem nem liga se você está com vida ou não. Deixa quem você já gostou lá pra trás. Você nunca vai esquecer, mas não precisa se lembrar sempre – aqui também. Muda.

Mude a música que costuma ouvir.

Confie no modo aleatório e no “Descobertas da semana”. Descobrir, aliás, é a palavra. Prove aquele café que você sempre quis mas nunca conseguiu. Experimente os pratos que te chamam a atenção. Almoce fora no fim de semana. Vá ao cinema no meio da semana. Todo dia pode ser uma sexta-feira. Muda que a vida muda.

Em nenhum momento falei aqui para você parar de reclamar, mas acho que isso não é preciso falar para mudar.

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Márcio Rodrigues.
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Poderia ser a gente, mas você não colabora

E quando vai mudar de ideia?
Eu me pergunto isso todo dia.
É que cada vez mais eu me sinto certo de que poderia ser a gente, mas você realmente não colabora. Você me desvia e me deixa perdido. Me vejo num navio de indecisões onde não sei se insisto ou desisto.

Eu poderia ser o comentário que você ia gostar de ler nos seus posts cheio de indiretas. Seria o seu abraço virtual. Eu poderia ser o link engraçado para melhorar o seu dia. Eu poderia ser o muffim para acompanhar seu frapuccino do Starbucks. Poderia ser a cobertura extra do McDonald`s. Eu poderia ser o refil do Burger King. Eu poderia ser tudo de bom nesse mundo para você, mas você não colabora.

Será que você é daquelas que olha para a quantidade de seguidores que eu tenho no Instagram? Será que você se importa se o cara é ou não popular?

Eu não tenho certeza de nada além de que cada pergunta minha é uma visualizada sua.

Já embarquei naqueles clichês de quem quer alguém. Já escrevi uma mensagem bonita para te enviar mas renuncei na hora de mandar. Já parafrasei músicas que encaixavam as letras do seu nome – eu acho que sou louco. Já te coloquei em refrões que nem faz ideia que existem: “Eu não vou mais olhar pra trás, porque hoje tenho a seunome para ficar em paz”.

Do que será que você gosta?
Ou melhor, será que você gosta de algo ou de alguém?
Será que você ia gostar do meu jeito destrambelhado de ser no shopping, ou só gosta das vitrines? Eu não sei dizer, porque poderia ser a gente mas você não colabora.

Eu curto suas fotos e fico de olho nos comentários. Lá tem gente que te flerta escancaradamente nas suas selfies: “que gata, hein? Te mandei inbox ;)”, lá tem gente que comenta “top”, tem gente que ri “kkkkkkk”ou “hahahaha”, tem gente que comenta “irado”, tem também elogios nas suas fotos da academia: “uau, que magra”.
E tem eu: ¯\_(ツ)_/¯ Às vezes comentando com emojis que não significam muito, outras só um =).

Realmente não tenho muito para te oferecer não.

E o mais triste é que eu não sei se você gostaria do pouco que tenho, porque você nem me deixa chegar perto. Tipo, será que você ia gostar de colocar a meia por cima da calça no frio assistindo TV? Será que no calor você ia achar graça em sujar o rosto com sorvete?
Será que você ia gostar de alguém para contar o que quiser? E de ter alguém para contar o que quiser que você também poderia beijar?

Poderia ser a gente, mas você não colabora. Que pena.
Aprendi que a vida é feita de oportunidades que a gente não pode perder. Será que eu sou uma dessas para você? Ou sou só mais uma para você desperdiçar?

RECADO IMPORTANTE! 🙂

Gente, eu tenho uma banda de rock chamada Dinamite Club.
Quinta-feira agora, dia 28, sairemos em turnê em algumas cidades do Brasil para abrir os shows do The Story So Far, uma banda dos Estados Unidos. O fato é: quem for dessas cidades abaixo e quiser aparecer para me dar um “oi” ou comprar um livro – porque eu vou levar – anote na sua agenda e compareça. <3

Rio de Janeiro/RJ – 28.01 – Quinta-feira – TEATRO ODISSÉIA
Belo Horizonte/MG – 29.01 – Sexta-feira – A AUTÊNTICA
São Paulo/SP – 30.01 – Sábado – CLASH CLUB
Curitiba/PR – 31.01 – Domingo – JOHN BULL PUB
Porto Alegre/RS – 01.02 – Segunda-feira – ANEXO B

Todas as infos estão aqui: http://on.fb.me/1ZLVSQm

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Márcio Rodrigues.
@marciorodriguees

Você precisa de respostas

Porque não vai dar para continuar desse jeito.
Você precisa saber. É preciso saber. Você precisa saber se isso vai dar em algo ou não. Você tem o direito de saber se a caminhada vai chegar em algum lugar; tem o direito de saber se o que faz para agradar realmente agrada.

Todo mundo precisa de respostas, mas nem todos querem dar. Às vezes para continuar tendo o controle da situação, outras vezes só porque acha que deve satisfação para ninguém.

Não deve dar satisfação o cacete! É claro que deve. Ninguém tem o direito de te colocar numa posição de espera. Ninguém pode fazer a sua vida parar e decidir para que lado você deve andar. As coisas estão completamente erradas.

Ainda que não saiba se “vamo combinar um dia” realmente vai acontecer, você precisa saber se a sua preocupação em perguntar se chegou bem em casa é algo que atrapalha ou faz bem.

Você precisa saber quando vai pode dizer que vocês tem algo. Isso é namoro ou o quê? Como chama quando está ficando mais de 1 mês? O que você deve responder se perguntarem o que vocês tem? É para isso que existem as respostas e as definições. Não é rótulo, é paz. Não é garantia, é verdade. É necessário ser justo com as pessoas e a melhor ferramenta para isso é a verdade. É preciso posicionar. É preciso indicar se as coisas estão evoluindo ou não. É preciso entender se os passos estão sendo para frente ou para trás. É preciso, por Deus, é preciso saber se você está errando pensando acertar! É preciso que você saiba de tudo isso! Todo mundo merece saber disso tudo.

E não é sobre estragar a magia de como as coisas acontecem. Vai muito além, é sobre dar segurança para a próxima mensagem de “bom dia”. Será que outras pessoas pessoas mandam as mesmas mensagens que você manda para aquela pessoa? Será que outras pessoas recebem avisos de “qualquer coisa te aviso”como você recebe quando sugere algo para fazer?

Você precisa de respostas simplesmente porque, atualmente, a sua vida está totalmente relacionada a outra. Essa pessoa que te cultiva esperanças frágeis tem a obrigação de avisar se o que vivem é diversão ou é de coração. E mal nenhum vai fazer desde que a verdade seja a única coisa que você ouvir.

Ninguém é dono de ninguém nesse mundo. E é exatamente por isso que precisa de respostas. Porque se elas não forem como deseja, você vai poder pegar as suas coisas e sumir para recomeçar. Se as respostas não forem como deseja, você vai poder virar essa página pesada para escrever outra. É mais descomplicado do que parece ser.

Você não deve exigir que alguém sinta o que você sente, não deve esperar que façam o que faria e muito menos deve esperar que aquela pessoa seja isenta de decepção para você, mas você tem o direito de viver em paz. E com dúvida ninguém fica em paz. Com a incerteza ninguém é feliz. Com indiretas e palavras escorregadias ninguém dá acorda bem.

Você precisa de respostas. Assim como eu, assim como todos nós.
Você precisa resolver o que está pela metade para que possa viver o inteiro.

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A gente aprende a viver sem

É que no começo parece que a vida vai parar, principalmente porque as horas parecem não colaborar, tudo passa mais devagar e a gente até pensa em maneiras para evitar levantar, como se faltar no trabalho fosse melhorar. A gente tenta de tudo mas no fundo sabemos que tudo que fizermos só vai, no máximo, adiar o inevitável.

O peso de recomeçar parece ser insuportável.

Como que a gente vai continuar? Como vou passar naquela rua de novo sem lembrar? Como que faz para pular essa fase e tudo ficar bem? A gente se pergunta um milhão de coisas. A única coisa certa, porém, é que no fim a gente aprende a viver sem, daquele mesmo jeito que a gente vivia antes com.
A gente aprende a continuar. A gente aprende a passar naquela sem lembrar – ou aprendemos a lidar com a lembrança. A gente aprende que pular a fase não faz a gente ser melhor. A gente encontra, dentro da gente, respostas de cada uma das um milhão de perguntas que a gente se faz.

A vida é única escola onde ter aula vaga não é legal.

Porque é preciso receber cada um dos dias do jeito que eles aparecem pra gente. É preciso aceitar que tudo está uma bosta para que tudo volte a ser gostoso de novo.

A gente aprende a viver sem um monte de coisas e pessoas nessa vida, mas a única delas que não podemos viver sem somos nós mesmos. A gente não pode esquecer de quem somos, do que gostamos e de onde queremos chegar. Não podemos esquecer de quem gostamos e de quem gosta da gente; dos blogs que gostamos de ler (<3), dos vídeos que gostamos de assistir e dos shows que gostamos de ver. Mas, do contrário, a gente pode tranquilamente aprender a viver sem aquele beijo, sem aquele sexo, sem aquela mensagem e sem a companhia daquela mão na nossa. A gente aprende que toda vez que vermos aquele filme vamos lembrar daquela pessoa, a gente aprende que toda vez que ouvirmos aquela música vamos lembrar daquela pessoa. A gente aprende que aquelas fotos também podem ser só aquelas fotos. A gente aprende que bobagem é lutar para esquecer e que só vence aquele que se respeita e busca aprender a lembrar.

Por isso, fica bem, tá?
Não dê forças para dor. E sabe como você faz isso? Falando menos vezes sobre ela. Quanto mais você fala sobre o que não gosta, mais força isso vai ter dentro de você. É preciso entender que tudo tem uma data de validade, só que às vezes a gente não quer ver, né? Você come comida vencida? Então por que fala de coisas vencidas?

A gente aprende a viver também sem a necessidade de ter. Ter alguém, ter sucesso, ter um carro, ter uma roupa, ter uma balada, ter que ter. A gente aprende.
Quando a hora chega a gente aprende que esse negócio de “um dia a hora chega” é verdade. Quando é dia seguinte a gente aprende que o dia seguinte também chega e faz bem mesmo. Quando uma nova pessoa nos elogia, a gente aprende a deixar pra lá os elogios daquelas velhas pessoas. É mais fácil do que parece ser e do que essas palavras podem explicar.

É só você colocar na cabeça que, um dia ou outro, vai chegar uma hora que a gente aprende a viver sem.

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Márcio Rodrigues.
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Será que você merece o que eu sinto?

Será que para você faz sentido eu pensar tanto assim na gente? Me pergunto todos os dias sobre até que ponto está me fazendo bem ficar pensando no quanto eu gostaria de te fazer bem.

É que existem pessoas que simplesmente não merecem o que a gente sente.

E o problema é convencer o meu coração sobre isso. Uma parte de mim te deseja de um jeito estranho e até meio doentio onde me vejo fazendo planos para nós dois sem você saber, outra parte, porém, pondera sobre o quanto vale a pena ser para você exatamente do jeito que eu gostaria que fosse para mim.

Será que você merece o que sinto? Será que esse é o seu jeito mesmo ou está sendo só o seu jeito comigo? Será que você guardaria um espaço para mim na sua vida como eu guardo para você?

É claro que falando assim parece que eu espero alguém perfeito, só que não tem nada disso. O negócio é que eu tenho o direito de esperar o mínimo de quem eu tanto dedico o meu máximo, só que com você eu não tenho certeza disso. Você não me dá a segurança de sequer um fim de semana.

O meu jeito parece te assustar, meu carinho parece te sufocar. Essas coisas tem me feito repensar muita coisa, com exceção, é claro, a possibilidade de eu mudar esse meu jeito por alguém. Isso está fora de cogitação. Acho que o problema da gente está simplesmente na gente. E talvez eu esteja insistindo demais em algo que não vai acontecer.

Será que você merece mesmo que eu use minhas músicas preferidas para pensar em você?

Eu já não mais sei de nada direito, a não ser a minha total certeza da felicidade que quero viver com alguém, só não sei se esse alguém seria você. Por isso que que eu me pergunto se você merece mesmo o que sinto por nós dois. Me pergunto sobre o quanto faz sentido minha risada boba com uma nova mensagem sua; me pergunto se você gosta mesmo ou só diz gostar dos links que te mando para assistir. Você não me deixa ter certeza de muita coisa e isso não tem me feito bem.

Será que estou gostando sozinho de nós dois?

São tantas perguntas, mas no fundo eu sinto cada vez mais que me vejo dificultando respostas de perguntas fáceis, afinal, nenhuma dessas dúvidas existirão se você me fizesse acreditar em algo – qualquer coisa.

Eu não vou me decidir agora, mas questionar já é me movimentar. Questionar como reage com o que sinto já me faz pensar duas vezes se devo te mandar uma mensagem, se devo te chamar para sair ou se devo elogiar sua roupa.

Ainda não sei dizer se você merece o que sinto, mas sei que o que sinto é bom o bastante para eu esperar alguém disposto a merecer.

Márcio Rodrigues.
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Sou de ansiedade, com ascendente em pressa

E não que eu me orgulhe disso, mas assim eu sou.
E na verdade, eu já passei muito perrengue por essa ansiedade toda. Uma vez eu devia esperar para fazer o pedido de ter algo mais sério, não esperei, assustei e afastei. Outra vez não quis dar o tempo que me foi pedido, preferi decidir e me arrependi. Esse é o tipo de coisa que acontece com gente como a gente. Sem contar aquela vez que preferi não me dar um tempo para pensar e depois tudo o que eu queria era esse tempo de volta.

Só que tem o lado bom também.
Eu penso não ser obrigado a aceitar o tempo de ninguém. Não sou obrigado a ficar esperando outras pessoas decidirem o que farão com a vida na qual tem total interferência na minha. É por isso que eu prefiro pecar pelo excesso do que pela falta. Prefiro parecer interessado demais do que desinteressado.

Entre uma e outra história toda eu vou tentando equilibrar meu jeito.

Tem também a parte da vida parecer rastejar para acontecer.
É difícil aceitar que “as coisas são assim mesmo, tudo tem sua hora” quando eu quero rasgar as mangas para fazer essa hora ser agora. Já! Não daqui a pouco.

Nisso tem a ver também com a parte boa de ser assim: eu aproveito os segundos.
Não faço parte do time que gosta de joguinhos com o coração. Esse negócio de “vou mandar uma indireta”, “vou esperar que perceba” e tudo mais, não tem nada a ver comigo. Se eu quero que saibam, eu vou fazer com que saibam.

E isso é ainda mais certo quando envolve um sentimento bom.
É que para mim não faz sentido deixar alguém não saber do que eu sinto e esperar que esse alguém perceba sozinho.

Quanto mais você espera da vida, menos ela acontece.

O tempo é algo valioso demais para ser desperdiçado esperando.

Se eu estiver gostando de você, você vai saber disso. Se eu estiver odiando, também saberá. Se eu quiser pedir desculpas, vou te pedir. Se eu achar que errou, vou te falar. E continuo assim.

O segredo está em conseguir respeitar todo este valor do tempo.
Respirar um pouco antes de dizer e pensar um pouco antes de decidir.

Não é sobre a pressa ser inimiga da perfeição, mas sim do coração.

É por isso, também, que não consigo engolir aquela história de “amanhã a gente conversa”, “tenho algo para te falar, mas depois te conto”, “vê quando você pode e a gente se fala”. Não, sério. Não! Me diz agora, dá um jeito – a gente sempre arranja um jeito – vamos resolver já e me diz agora o que quer. Se não quer mais, diz agora. Se quer diferente, diz agora. Só diga o que quer.

É sempre melhor escolher a dor da verdade do que a mentira do amor.

Sou de ansiedade, com ascendente em pressa na tentativa de felicidade.

Márcio Rodrigues.

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Você não precisa passar por isso

Você não tem obrigação de viver algo que não deseja. Não tem obrigação de fazer nada que te pedem. Você tem o controle da sua vida e das suas atitudes e ninguém tem o direito de te fazer passar de trouxa. Eu sei que muitas vezes esse tal de “passar de trouxa” é quase que inevitável, principalmente quando existe um sentimento envolvido. Afinal, tem vezes que apesar de saber que não devemos, acabamos fazendo o que não precisamos; acabamos respondendo a mensagem que merecia ser ignorada, acabamos adiando compromissos para aproveitar as chances de encontros, acabamos fazendo tudo o que é possível só para viver um pouco mais daquela esperança que alimentamos de ver as coisas dando certo.

Só que você não precisa passar por isso.
Você não precisa chegar em casa se sentindo mal. Não precisa dizer “tudo bem” se na verdade está tudo uma bosta. Não precisa ter a paciência de responder “Beleza, deixa para a próxima” Você não precisa fingir uma coisa quando sente outra. Não é mudando o seu jeito que a vida vai mudar para você e fazer as coisas funcionarem.

Você não precisa esperar que te ofendam para saber como é ruim ser ofendido. Você não precisa esperar que te traiam para saber como é horrível ser a segunda pessoa na vida de outra pessoa. Você não precisa passar por isso.

Não precisa ficar puxando assunto que não vai ser respondido. Não precisa sequer se preocupar com a saúde de alguém que não está nem aí para a sua. Você não precisa se cobrar ser uma boa pessoa para quem não é uma pessoa boa para você. É quase que tudo meio óbvio, meio automático de pensar e fazer, mas tão difícil de começar. Eu não quero que pense que a minha posição é confortável de só te falar o que não precisa fazer, se for o caso, que duvide do que penso e faça o que sente, mas você pode pensar e decidir se merece passar por tudo que tem passado. É uma escolha sua. Apesar de não ser você quem decide para quem gostar, é você que decide se o tanto que dizem gostar de você é o bastante.

Você não precisa passar por isso.
Não precisa ouvir a música que te faz mal. Não precisa rever o filme que te faz dar saudade. Não precisa frequentar sozinho os mesmos lugares que frequentou acompanhado.

A dor é natural, mas o sofrimento é opcional.

Até porque eu sei que muitas vezes a gente revive algumas coisas como se aumentassem as chances de vivermos novamente, como se ouvir aquele refrão outra vez fará aquela pessoa voltar. Mas não vai. Você sabe que não vai. Não é olhando para o relógio que as horas passam mais rápido.

Você também não precisa dedicar seu tempo para quem não dedica para você. Não precisa investigar os perfis nas redes sociais para saber com quem a pessoa tem andado, para onde e tudo mais que tem feito. Você não precisa saber de uma vida que não liga para a sua.

O sofrimento é opcional porque a gente sabe bem quando vamos fazer uma coisa que tem chances de não nos fazer bem. É como se você, mesmo sabendo da chance de morrer, tentasse se jogar do viaduto só para ver o que pode acontecer. Você sabe que bem não vai te fazer, mas você mesmo assim tenta. “É só uma olhada no perfil, rapidinho”, “Quero saber como anda a família”, “Estou com saudades dos amigos” são alternativas para sofrer. Você sabe que o que encontrar não te fará bem, mas mesmo assim você vai procurar.

Você não precisa passar por isso. Não precisa desperdiçar seu tempo tão precioso, este mesmo tempo que poderia ser aproveitado com você e as coisas que você gosta. Eu acho que está claro o quanto você não precisa provar para ninguém como é uma boa pessoa. É sabendo que você não precisa passar por isso que você prova o quanto ama a si próprio. É você em primeiro lugar sempre, depois outro alguém se der tempo.

Presta atenção. Ajude a curar o seu coração. Colabore para que os dias bons voltem. Preencha a sua rotina com boas notícias. A sua felicidade depende do jeito que você cuida da sua própria vida e não do jeito que cuidam dela para você.

Márcio Rodrigues.
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Deixa eu ver se entendi certo

Você só me quer quando você quiser? Preciso que você desenhe porque eu não estou conseguindo entender se é isso, ou eu que não quero entender. Eu não sei onde errei ao te falar que eu não sou alguém para brincar e descartar – existe alguém assim? Não sei onde errei ao te dizer todas as bostas que passei e como se transformaram em feridas que demoraram para cicatrizar, fazendo também com que eu demorasse para me permitir conhecer outro alguém. Então, deixa eu ver se entendi certo: eu sou a desgraçada da pessoa certa na hora errada? Porque é melhor ser o diabo do que ser uma pessoa certa, só que na hora errada. Que diferença faz? Que benefício traz? Entenda, porém, que eu não estou te obrigando a gostar de mim como já deixei claro que gosto de você. O problema é o seu desdém e as vezes em que você parece se divertir comigo enquanto eu demonstro ficar feliz com você.

Eu não sei em que droga de mundo você nasceu. Não sei o que te faz pensar que pode ter o direito de dizer o que pensa para alguém como se fosse ouvir só um passivo “Tudo bem”.

Você nunca pensou na minha parte da história.
Agindo desse jeito, você comprova que só ignorou quando te dizia estar empolgado que a gente ia se ver, você comprova que deu de ombros para todos os links de coisas legais que eu te mandei para a gente fazer.

A minha iniciativa só te distraía.

Era como se eu fosse alguém para te ajudar a passar o tempo. “Quer fazer algo hoje?” me perguntava; e eu “Quero! Vamos comer alguma coisa?” – Já te respondia com uma sugestão. Penso agora que seria eu a estar no último lugar da lista do seu celular. Penso agora que era eu a última tentativa para dar um ou outro beijo, já que quem você gostaria não te queria. Penso agora que, por Deus, eu era a merda da sua última prioridade. Enquanto eu te colocava a frente de muitas coisas e ia atrás de mil outras para fazermos juntos. Eu pensei que você gostava disso!

Você nunca teve a obrigação de me corresponder, mas sempre teve a de me posicionar. Sempre teve a obrigação de me dizer em que fase da vida estava, sempre teve a obrigação de me explicar se comigo era só mais uma das suas “saídas de sexta”. Sempre teve a obrigação de deixar claro para mim que a nossa noite juntos era só sexo, enquanto para mim era um começo de noite com um filme bom para lembrar e uma companhia boa para acordar.

E o que eu era para você? O que sou? Só alguém para você ver quando quiser? Será que é por isso que nas vezes que eu sugeria algo você nunca podia? Será que é por isso que quando eu convidava: “Vamos fazer algo sexta?”, você sempre respondia com um “Não sei, até lá te confirmo”? Você esperava ver como ia ser a sua semana para saber se teria um espaço para eu me encaixar? Você tentava confirmar outras coisas com outras pessoas para que pudesse dizer que comigo não daria mais? E eu, você sabe como eu me sentia? Sabe como eu me sinto? Você pensou nisso?

Deixa eu ver se entendi certo: você pensou que eu era só mais uma das outras pessoas que só passaram pela sua vida? Sendo que para mim você poderia ser a última?

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Pessoal, um minuto da atenção de vocês:
Um amigo meu e grande fotógrafo, Leandro Asai, está com um projeto incrível para a sua filha Lucy: https://www.catarse.me/Alucynation – conheça e colabore!

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Você nunca estará sozinho

É que eu sei o quanto o mundo às vezes parece não colaborar. Sei que você tem pressa em ver as coisas dando certo – dando certo do jeito que você quer. Sei também que você se pergunta se talvez o problema seja você, afinal, o pensamento de que “com as outras pessoas as coisas dão certo, mas comigo não” sempre vem te visitar.

Antes de mais nada é preciso que lembre de um fato: assim será a sua vida para sempre. Não no sentido de as coisas não darem certo, mas no sentido de parecer que não dão. E, para piorar, a gente tem uma tendência em olhar a parte ruim dessas coisas.

A gente se apega mais aos momentos e as pessoas que deveríamos esquecer.

E aí chega o momento que a gente se vê sem ninguém. É um momento estranho, pois por mais que tenhamos sim alguém conosco, por mais que estejamos rodeados de pessoas, mesmo assim ainda nos sentimos meio esquecidos e solitários.

É por isso que eu estou te falando essas coisas, para te lembrar que você nunca estará sozinho. Por mais difícil que seja, é fundamental lembrar-se que estar sozinho é um estado não é uma certeza, tampouco uma definição de como a vida será. E mais: a dor é algo que não se pode ignorar. Se mais pessoas soubessem viver uma dor e aprendessem as lições que vem com ela, melhor as pessoas cresceriam e melhor cuidariam umas das outras.

Você nunca estará sozinho por um único motivo: você sempre será a sua melhor companhia. Eu sei o quanto gostaria de voltar a viver aquilo que não foi terminado por você, sei o quanto gostaria que parassem de te ignorar só visualizando suas mensagens sem responder, sei o quanto você gostaria de ter alguém legal para mostrar como você é uma pessoa legal. Mas sabe, eu sei disso, você sabe, o mundo sabe, mas a vida acontece do jeito e na hora que ela quer. Às vezes, é melhor para você não viver de novo aquilo que foi terminado para algo muito melhor acontecer, às vezes é bom que você seja ignorado para que lembre das vezes em que também já ignorou…

E às vezes a gente não tem alguém legal porque ainda vai chegar alguém ideal.

Mas para que você encare a vida de um jeito mais leve, é preciso que encare suas atitudes de um jeito mais leve. É preciso que lembre-se que também erra – e vai continuar errando. É preciso que cuide da sua vida para que outra pessoa possa cuidar de você. É preciso que faça as coisas que gosta para que outra pessoa goste de fazer essas coisas com você. É preciso tão e somente cuidar de si mesmo. E essa, ironicamente, é uma das atividades mais difíceis de se fazer, mas uma das únicas que só depende da gente.

Você nunca estará sozinho porque você sempre tem seus sonhos para te acompanhar. Você nunca estará sozinho porque vive cheio de amigos e de risadas para compartilhar. Você nunca estará sozinho porque até mesmo quando estiver, você terá o seu seriado preferido.

Essas palavras não são diferentes de outras que já leu por aí, mas por isso mesmo, em forma deste texto, vieram te encontrar novamente só para te lembrar do que não deve esquecer: você nunca estará sozinho enquanto morar dentro de você um sonho para se realizar, um amigo para confidenciar e uma música para te embalar.

Márcio Rodrigues.
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Eu era feliz e sabia sim

O problema é que eu só percebi depois que você foi embora. Que novidade, não é mesmo? Foi experimentando a vida com outras pessoas que percebi como ela era mais gostosa com você. Eu não me culpo, porém, de lembrar que terminamos. Por algum motivo nós não estávamos mais funcionando e aí a solução foi cada um partir para um lado. Mas eu era feliz e sabia sim que era.

Essa é uma sensação estranha. Um negócio bem esquisito mesmo. Tipo, abri mão de uma felicidade que eu gostava de viver para me aventurar em algo que eu não sabia como ia acontecer. É confuso até explicar, mas é curioso pensar.

Vai ver eu me influenciei por aquele pensamento de “tá tudo bem e o problema é ficar tudo bem demais”. É um treco muito louco isso. Como é que estar tudo bem pode se transformar em algo ruim? É preciso viver um inferno para ser gostoso? Ou melhor, é preciso viver semanas boas com dias ruins para que o mês seja bom? Eu não sei de onde tiraram essa ideia, mas admito que talvez eu tenha me perdido nesse pensamento.

Mas tem o outro lado também: essa frase aí pode ser traduzida no sentimento de quando as coisas não evoluem e tudo vira um grande e sonolento mais do mesmo. Vendo por esse lado, até que faz um sentido para mim lembrar da gente. Acho que eu me acostumei com o que vivíamos. O problema é que nem eu fazia nada para mudar, nem você e nem eu te contava que algo precisava ser mudado – logo, como eu poderia esperar mudanças nossas? Que nó.

Arrependimento tem um gosto tão amargo. Pior que este amargo é só o do orgulho, mas deste mal eu não sofro. Por isso que admito que eu era feliz com você e sabia disso. Na verdade, eu comecei a entender isso melhor depois que tentei ser feliz com outras pessoas. Sem querer, sério, sem querer e quase automaticamente eu me vi te procurando em outras pessoas. Você era minha referência de carinho e eu não esperava nada menos que isso, pena que a minha inquietude de sentimento – se é que posso chamar assim – não valorizou o bastante todo o bastante que você foi para mim. Ou sei lá também, meu coração só quis mudar de rota e procurar outras batidas para sincronizar.

O amor é uma procura incerta cheia de certeza do que já foi amor.

Você nivelou para mais o que eu chamo de pessoa ideal para mim. E é terrivelmente desastroso eu só me dar conta disso agora que não está mais aqui. Acho que a lição do valor era uma que eu precisava aprender de novo.

Eu era feliz e sabia sim. Você fazia tudo por mim. Tinha seus defeitos – é bem verdade, mas sua melhor qualidade era saber lidar com os meus. Perto de você eu conseguia me sentir em paz pois eu sabia que mal você não me faria. E me dá vontade de chorar aqui enumerando tudo de bom que você era para mim. Me dá vontade de chorar também em pensar que outra pessoa pode estar no meu lugar agora sendo feita feliz por você – e o choro aqui é de raiva minha! Eu era tão feliz. Eu sabia que eu era, mas eu não conseguia ver. Eu queria buscar outras felicidades e outros arrepios como se os causados por você não me bastassem mais; e o que encontrei até aqui foram só tentativas sem final feliz, enquanto com você eu era feliz. E sabia. Talvez não tanto como eu queria. Talvez sim. Talvez não. Acho que sim. Ou não.

Márcio Rodrigues.
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