Autor: Márcio Rodrigues (Page 64 of 71)

Só Preciso Me Lembrar Disso Todos Os Dias

Eu gosto da forma que se ajeita com o agasalho; gosto tanto do jeito que corre embaixo da chuva e na verdade acho bem engraçado também.
O teu jeito de segurar o talher também é especial. Se confunde sobre qual mão segura a faca e qual o garfo. Desligada, esquece quando fica restinho de comida no queixo e eu tenho que pegar um guardanapo pra te limpar.
É tão sincera a forma que atende o celular quando suas amigas te ligam. Você ama falar com elas, nem que seja pra trocar um “Oi, tudo bem e com você? Depois a gente se fala!”, você tem o dom de fazer com quem te ouve se sinta abraçado por você. Quero que nunca perca esse dom e nunca perca contato com as amigas.

Quando eu não estou bem, quando estou assumidamente triste, você sempre tem a palavra certa pra cada momento, nem que essa palavra seja “Calma…” e eu gosto tanto disso, me faz tão bem que qualquer dia vou tentar explicar. Você não só fala, você transmite a melhor energia do mundo quando solta qualquer palavra. Quando a situação não te faz ter palavras pra ajudar, só a forma como me olha já me deixa seguro, já me faz querer ficar deitado no teu colo por horas tendo como presente da vida tuas mãos nos meus cabelos.

Nem sempre palavras, ás vezes a gente só precisa de um olhar.

Tão charmosa, até quando está pintando as unhas. Cruza as pernas e coloca a mão a ser pintada em cima do joelho. E o mais inacreditável: consegue continuar uma conversa comigo, mesmo ocupada. Ás vezes estou reclamando do trabalho ou do ônibus lotado que peguei até sua casa, mesmo assim, você consegue ao mesmo tempo pintar as unhas, me ouvir e me dizer “Hey, menos stress, estamos aqui juntos”.

“Estamos aqui juntos”.

Acordar todos os dias sabendo que “estamos juntos” é a maior motivação que tenho pra viver o dia. Não é um simples fato, é um refúgio pra mim, é pra onde eu corro quando estou feliz ou triste. É a primeira pessoa pra quem quero contar algo da minha vida.

Tão preocupada, me manda mensagens pra perguntar onde estou quando falo que já saí de casa a caminho da sua, ou quando dá 20:40h e ainda não te liguei porque ainda não cheguei no trabalho. Eu não vejo como possessividade da sua parte, vejo como zelo, como quem se preocupa comigo. É quando eu me sinto querido.

É tudo uma questão de se esforçar a ver as coisas de outra forma.

Quando a gente inventa de fazer compras no supermercado, finjo que não percebo, mas te vejo pegando creme de avelã e geleia de amora só pra me agradar. Esconde embaixo dos pacotes de salgadinho pra quando chegarmos no caixa me dizer: “Olha o que eu peguei?!” Eu finjo, porque acho que você também finge quando eu pego mais que um chá de camomila que tanto gosta e pego uma caneca pra também chegar no caixa e dizer: “Olha o que eu te peguei?” Resumo: Você adora canecas e tem trocentas, já e eu não gosto muito que tente me engordar. Mas a gente reclama um do outro? Não.

Estamos aqui juntos.

Pode ser que um dia tudo isso acabe, que você não veja mais graça quando eu brinco de subir a calça por cima da camiseta o mais alto que eu puder. Pode ser que você pegue nojo de creme de avelã e quebre todas as suas canecas. Pode ser que um dia tudo isso acabe. Pode ser também que eu pegue alergia com o cheiro de esmalte, pode ser que eu também pegue nojo do resto de comida no teu queixo. Pode ser que um dia tudo isso acabe, de verdade.

Mas a gente não vive com previsões.

Pode ser que a gente case. Pode ser que depois de casados, eu fique um obeso de tanto creme de avelã, e que você, com remorso, comece a me pagar academia pra tentar perder peso. Pode ser que depois de casasdos você se transforme numa psicopota com meus horários, que pegue medo de correr embaixo da chuva.

Pode ser que a gente não se queira mais.

Temos consciência, especialmente por considerarmos todas as possibilidades do mundo, mas a nossa parte temos feito: Eu sou o meu máximo com você, e o mais especial, sinto reciprocidade e uma prova disso é quando você me ver chorar e acaba chorando comigo. Até a lágrima a gente divide.

Estamos aqui juntos pra provarmos um ao outro, sem esforço, que somos capazes de vivermos todos os momentos de forma especial, que somos capazes de fazer com que todos os capítulos da nossa história sejam inesquecíveis. Eu não digo que será fácil, digo que será inesquecível.

Particularmente, penso que isso talvez seja algo parecido com amor. Mas só penso.

Enquanto Isso, Vou Curtindo Seus Posts

Não pensei que fosse viver algo assim tão rápido.
Não fiz planos, mas também não me evitei, aliás, deixei viver, e então quando eu mais pensei estar vivendo uma fase nova totalmente tranquila comigo mesmo, você…
Acho que nem que eu tivesse o poder de controlar o que eu sinto, tipo “Tá, agora eu vou gostar daquela pessoa”, “Agora eu não quero mais saber dela”, eu conseguiria aplicar isso a você.
Você se tornou imune a qualquer tentativa de distanciamento por minha parte. E o pior, não é questão de presença física, você gostou da ideia de morar nos meus pensamentos durante todo o meu dia, todos os dias.
Eu ainda não te conheço direito, na verdade não conheço nada muito além do teu nome e das músicas que gosta – vi no facebook, mas se eu pudesse fazer um pedido agora seria o de morar na mesma que rua que você, só pra poder ficar mais perto e poder te observar, até que eu tivesse coragem de dizer algumas coisas que tenho pensado sobre nós. Isso, NÓS. Já tenho pensado algumas coisas sobre nós. Mas isso é segredo meu.

É engraçado quando a gente gosta de alguém que a gente nem conhece.

Você é uma pessoa completamente desconhecida em minha vida, não sabe do que eu gosto de falar, de comer, de fazer nas horas vagas, onde gosto de ir e tudo que eu não gosto também, enfim, você não me conhece, mas eu nunca antes na minha vida quis tanto ter uma oportunidade de falar de mim pra alguém como eu quero com você. E claro, eu também não te conheço em tudo isso, só reparei pelas fotos do facebook que gosta muito de regatinhas básicas, óculos escuro e cores de esmalte. Vi também que gosta daquele filme da saga do vampiro do amor lá, esqueci o nome, enfim, sei poucas e rasas coisas sobre você.

Mas isso me excita.
O fato de eu não te conhecer só aumenta minha vontade de te conhecer.

É uma excitação pelo novo, pelas experiências que pode me repassar, pelas histórias que tem pra contar, pelo teu modo de ver a vida, gosto disso. O novo me faz bem.
Eu queria poder controlar a intensidade com que penso em você, porque isso não tem me feito tão bem.

Eu já sinto tanta saudade de você, mesmo sem saber quem é você.

É que eu sonho muito também, sabe?
Já imaginei mil histórias pra gente, que bobo! Sei lá, já meio que me preparei pra gostar daqueles seriados americanos que você parece tanto gostar e que eu nunca tive saco pra assistir. Já até pensei comigo: “espero que ela não se incomode muito com o fato de eu gostar tanto de usar azul, meu quarto é azul, todos os detalhes, adoro azul”.

Não te conheço, mas já te imaginei no meu quarto.

Pensei comigo também que seria capaz até de abrir mão da manteiga na pipoca do cinema, caso você não goste.

Eu chamo isso tudo de precipitação de cumplicidade. Acho que é positivo. Estou pronto pra viver coisas novas e de antemão eu já penso no que eu posso oferecer pra alguém novo, penso no que eu posso abrir mão, no que eu posso viver.

Mesmo sem você saber eu já penso no que eu posso viver com você.

Eu penso também que gostaria de pensar menos e fazer mais.
Mas isso é questão de tempo, até me aproximar mais de você, até rolar a remota a possibilidade de acontecer algo.
Enquanto isso, vou me fazendo presente na sua vida curtindo seus posts.

Faço Minha Parte Para Que Não Se Arrependa Do “Sim”

Eu só quero a sua felicidade.
Grande parte da minha é consequência da sua.
Não fique irritada se eu não me canso de perguntar se você está bem, se eu praticamente te imploro pra me dar um toque no celular ao chegar em casa ou se eu prefiro segurar todas as sacolas do supermercado, te deixando assim, livre. Eu não sei porque eu sou assim, ou melhor, eu não sei porque eu sou assim com você.

Você só encontrou gente lixo na sua vida.
Não que eu tenha aparecido para ser o teu “salvador”, mas não me entra na cabeça como alguém é capaz de te fazer mal, de te fazer derramar uma lágrima de dor. Só encontrou gente que nunca fez a mínima questão de se colocar no teu lugar, de tentar te entender. De tentar.

Fácil é dizer o “eu te amo”, quero ver dizer o “estou errado”.

Você não é perfeita e está bem longe disso.
Mas é o mais perto que eu conheci até hoje de algo que eu considero perfeito.
Pra essa afirmação não me baseio nos presentes que trocamos, nada tua beleza escandalosa sem-igual ou sei lá, no modo – extraordinário, aliás – que age no sexo, nada disso, eu me baseio no ser humano que você é, na forma que briga comigo quando discorda de alguma atitude minha, tentando me mostrar um outro modo de ver as coisas, me baseio em como expõe sua opinião que 99% das vezes é completamente coerente e me faz pensar uma, duas, mil vezes na forma que estou agindo, o ser humano que você é que liga pra casa só pra saber se sua mãe está bem ou quando manda SMS pra minha dizendo que está com saudades.

Sabe, eu sempre quis ter comigo alguém assim como você. Nunca idealizei a perfeição no corpo, as roupas de marca ou qualquer tipo de status, eu só queria encontrar alguém que pudesse revezar comigo a vez de quem come a parte sem recheio da bolacha, e você é esse alguém. E mesmo quando é a minha vez do sem recheio, você me traz creme de chocolate pra não soar injusta.

Mesmo quando a vitória é com mérito exclusivamente seu, você quer dividir comigo.

Tem horas que a gente precisa ouvir umas verdades. Difícil é encontrar quem nos diga, porque o que mais tem por aí são pessoas que dizem o que queremos ouvir e não o que precisamos.
Eu precisava saber que você vai dormir essa noite sabendo que ainda não existe um cálculo ou palavra que defina a importância que você tem em minha vida.

Hoje eu precisava te lembrar que você é especial. E aliás, não vejo problema nenhum em te lembrar disso todos os dias.

Meus Dentes Estão Sujos?

Nós gostamos de filas.
As filas, em nossa visão, nos obrigam a ficarmos mais tempo juntos. Ou seja: quanto mais demorar pra fila andar, mais tempo a gente curte a nós mesmos.
Fila de ônibus é clássica. Quando um chega primeiro, guarda lugar pro outro. As outras pessoas não gostam muito dessa tática, mas logo entendem quando a gente diz um “Obrigado!”. No fundo, o ser humano é gentil.
Eu sempre elegante, te deixo entrar na frente e te vejo erguendo a calça para que o teu… bom, como eu vou dizer… que situação estranha, bom, te vejo erguendo a calça para que o teu “bumbum” não fique à mostra. Não é bem ele, mas enfim.
Eu rio da tua precaução, porque você esquece que atrás de você sou eu, que, automaticamente me aproximo de modo a não deixar ninguém olhar suas costas e todo o resto.
Passamos pela catraca. Sempre cumprimento o cobrador e aproveito para acompanhar os olhos dele que, achando que me engana, sei que estão te olhando depois de passar pela catraca. Alguns respeitam e não fazem isso, já outros não estão nem aí e nesse caso depois do meu cumprimento, faço questão de me despedir esbravejando um sonoro e grave “OBRIGADO!” intimando-o com o meus olhos.
Você nunca percebe essas coisas, enquanto isso acontece você está lá no fundo do ônibus, de pé, me gesticulando sobre uma questão implacável: “Onde vamos sentar?”, isso quando você não decide sem mim enquanto ainda travo a batalha de cumprimentos com o cobrador-cara-de-capu, daí quando percebo já está lindamente sentada.

Você sempre na janela e eu no corredor.

A partir daí o ônibus cheio de solavancos se transforma no sofá da sua ou da minha casa. A gente literalmente se sente em casa. Ás vezes abrimos um salgadinho, outras você pega o caderno pra me mostrar alguma lição da faculdade.
Quando o ônibus começa a lotar, começo a ficar naturalmente espremido no banco. De um lado você, que zelo pelo teu máximo de conforto, de outro, sou eu levando bolsadas/cadernadas/chutes de crianças de colo/chutes de barrigas, digo, de grávidas, digo, chutes de crianças que ainda não nasceram/barrigadas de mulheres não-magras ou semi-grávidas, eu tenho um sério problema em saber quando é gravidez ou excesso de peso, isso quando não cai salgadinho alheio em mim, no meu cabelo e etc. É uma festa! Não, não é.
Sempre ajudo as pessoas que estão no corredor. Pergunto se posso segurar seus pertences pra facilitar a viagem, mas de maneira alguma cedo meu lugar pra outra pessoa ficar ao seu lado. Aliás, me perdoe Nossa Senhora Das Grávidas, quando esta condição é óbvia, cedo o lugar, eis a exceção. Não é uma situação que o ciúmes vem me visitar mesmo, então tudo bem.
Quando aceitam ajuda, pego os objetos e dou as costas me virando pra você, quando não aceitam faço a mesma coisa. Definida essa ajuda ou não, voltamos em definitivo pra “sala da nossa casa.”
Tem vezes que tento colocar meu braço em cima do teu ombro, mas nem sempre é confortável, desisto; tem vezes que me faço de cama pra você se apoiar em meu peito e ficarmos juntos olhando a rua; tem vezes que eu quero deitar no teu colo, mas isso você nunca deixa. Como se fôssemos crianças, brincamos de inércia durante as curvas do ônibus.
Quando o salgadinho esvazia, óbviamente jogamos no lixo. Não! Errado! O saquinho fica comigo, coloco ao lado da minha mochila enquanto você, toda engraçadona, limpa suas mãos salgadas em minha calça e depois me olha perguntando: “Meus Dentes Estão Sujos?” sabendo que nunca estão. Ok, teve uma vez que sobrou um pouco de salsinha e de propósito não te avisei. Foi o dia que você mais estranhou eu rir tanto de sua piadas.

“A gente desce no próximo!”.

Devolvo os objetos pra pessoa que está no corredor. Começa então o processo de “vamos descer”. Verificamos as mochilas e nossos pertences, peço licença pra galera que, sempre gentil e também sedentos por bancos disponíveis, nos dão espaço e então nos aproximamos da porta.
Eventualmente a gente tem que gritar um “VAI DESCEEEER!”, mas só quando o motorista esquece do detalhe de abrir a porta quando chega no ponto.

Sei lá, a gente tem uns gostos estranhos. Gostamos de filas e até de ônibus, que doidos! A gente sabe bem viver aquela ideia de “me sinto em casa em qualquer lugar”. Não importa onde, em qual condição, se estamos juntos é o que basta.

Aprendendo A Ver Felicidade Em Comer Pipoca Sozinho

Estou com saudade de algo que nunca tive.
Tenho sido invadido por uma vontade tão grande de viver coisas novas, pessoas novas, lugares e comidas novos, viagens, risadas, tudo, mas eu paro nos sonhos e com isso tento me preencher.
Tento.
Tem pessoas que aparecem na minha vida pra efeito de aventuras, nada além disso. Mas eu cansei disso. Cansei dos beijos noite a dentro com quem eu não sei quem é, cansei dos “vamos sair hoje?” com o único objetivo de me usar como vitrine por aí. Se a vida for real, eu quero ser real.

Quero a dúvida de qual filme assistir e não de qual roupa vou usar na balada.

Ás vezes, porém, eu me acho seletivo demais.
Ninguém é o bastante pra mim. Mas não é bem isso, é que as pessoas fazem questão de serem medíocres, serem mais uma.

Odeio o óbvio.

No convite pra sair, a resposta “sim” tem um peso pra mim e outro pra outra pessoa.
Eu vejo como um dia novo, especial, momentos legais, e tem pessoas que veem como mais um pra lista, vamos ver até onde isso vai parar. Tipo com planos sabe?

Odeio planos.

É pedir muito se esforçar pra surpreender um pouco? Pra passar da linha da “média”?
A gente já vive um mundo tão rotineiro e previsível que eu acho muito injusto fazer a minha vida ser assim. Não gosto de pessoas que se comportam de forma medíocre.

Nem sempre eu quero um “rolê” no shopping, talvez eu queira um dia no parque fazendo nada.
Nós somos totalmente responsáveis pela nossa felicidade, e não a encontramos nas vitrines ou embalagens caras, mas na forma que somos olhados, na forma que vivemos o AGORA.

Não quero ser feliz amanhã se ainda tenho o hoje pra viver.

Mas sem problemas também, eu reclamo demais e faço de menos. Vou dar um rumo nessa badtrip toda, no fim, é sempre eu comigo mesmo, né?
É muita reclamação pra pouca atitude, muito desespero de solidão pra pouca iniciative em mudar tudo. Então eu vou mudar.
Vou mudar por mim.
Sem planos, sem sequer fazer ideia de como vai ser a próxima hora do meu dia, vou correr pra agilizar algo agora.
Hoje está nublado, mas eu aprendi a ver as coisas de outras formas, e então, também vejo romance nos dias cinzas.
Nem que esse romance seja comigo mesmo. Mas vejo.

Quando O Corpo Grita

(post especial de conteúdo levemente para maiores de 18 anos)

10:03am.
Dominado pela preguiça, abri meu olho esquerdo e percebi que era dia pelo Sol que invadia a janela do quarto. Coloquei o travesseiro em cima da cabeça na tentativa de retomar a escuridão da madrugada. Mas não deu certo.
Resolvi então me virar pra cima e começar o ritual do despertar.

Ouvi então um barulho vindo do banheiro.

Sentei na cama, procurei os chinelos, calcei e parti rumo ao banheiro.

Você cantava.

A porta estava entre-aberta mas só quando te vi atrás do box foi que me dei conta que era o barulho do chuveiro. Fico surrealmente sonolento pela manhã e demoro pra raciocinar.
Encostei no batente da porta e fiquei te assistindo. Você não tinha reparado que eu estava lá. Automaticamente mais acordado, reparei na curva do teu corpo, nas músicas que cantava sem nenhum sentido fazendo do frasco do shampoo um microfone, no banheiro totalmente preenchido por vapor a ponto de eu não conseguir me ver no espelho em cima da torneira.

Fui me ajeitar e acabei fazendo barulho com os pés. Foi então que me viu, não chegou a ficar assustada, me chamou fazendo um coração no vidro embaçado do box.
Sem falar uma palavra aceitei o convite e fui de encontro a você.

Eu estava usando aquela samba-canção que você me deu e gosto tanto.

Tirei.

Entrei no box e lá estava você de costas, enxaguando o cabelo fazendo com o que seu corpo criasse uma curva incrível. Veio virando lentamente para ficar de frente a mim. Até esse momento eu estava levemente molhado pelos respingos da água que caía e você, até me puxar pra perto me beijando.

Nós dois embaixo do chuveiro.

Me abraçou enquanto eu começava a beijar seu pescoço. Percebi que começou a ficar arrepiada quando começou a arranhar minhas costas com uma força irreal. Eu puxava seu cabelo para trás fazendo força pra ver seu rosto que demonstrava estar sentindo um prazer incontrolável. De repente me jogou no banquinho que usa para sentar e eventualmente depilar as pernas. A água do chuveiro só caí em meus pés.
Sentou, ou melhor, montou em mim de frente. Nos sentimos, nos encaixamos, nos encontramos profundamente. Os movimentos eram lentos, tínhamos a água como diferencial. Você fazia questão de sentir a mim, a penetração, a água, enfim, a tudo ao mesmo tempo. Erguia a cabeça para trás deixando o água quente molhar seu rosto, colocava os braços em meus ombros os apertando com muita força. Enquanto isso eu conduzia os movimentos de sobe desce, mas dessa vez, mais intensos, cada vez mais intensos.

Veio pra perto e me beijou encharcada. Seus cabelos longos e lisos grudaram nos meus ombros e confesso que gostei muito dessa parte por me alivar os arranhados que tinha deixado em mim.

O movimento continou, você quis tomar a direção. Mais velocidade dessa vez, força, mais arranhões e alguns novos puxões de cabelo. Você gritava, gritava muito até me orientar que queria mudar de posição.

Me levantou, virou de costas, inclinou-se se apoiando no suporte de shampoo e disse:

“Vem!”

Não precisava ter dito nada. Eu já estava lá.
Envolvi seus cabelos na minha mão de modo a ter mais controle do momento, enquanto com a outra mão eu apoiava no seu quadril para ter firmeza no movimento. A pressão era tão grande que eu não sabia mais se eu estava mais molhado por água ou por suór. Ar quente, muito quente, soltei seus cabelos, coloquei as duas mãos no seu quadril, comecei a apertar com força, muita força, enquanto você voltava a gritar:

“NÃO PARA! NÃO PARA!”

Você revezava sua cabeça na posição abaixo do próprio pescoço e acima. Vi que se retorcia tanto que parecia sentir dor, mas sei que isso era o que menos senti ali naquela hora. Eu olhava pro teto mas olhava muito mais pra sua posição. Efeito visual para os homens é imprescindível, é uma questão de DOMÍNIO, não maldoso, mas sim no sentido de “estou aqui, confia em mim, eu sei como você gosta!”
Costumo deixar você orientar como quer fazer. Nova mudança de posição e dessa vez me jogou contra a parede que, embora molhada de vapor, estava muito fria, muito mesmo. No entanto, meu corpo estava em chamas e o calor rapidamente me atravessou e chegou até a parede. Veio com as mãos no meu queixo, optou por me beijar lentamente, mordia meus lábios, você adora isso, mordia meu pescoço. Desceu pro meu peito, barriga, umbigo, virilha, e. Pronto. Levou sua boca até a minha parte mais íntima. Você não agia com força, agia com intensidade, amor e muito, muito prazer, sabendo muito bem como usar a língua com movimentos circulares. Permaneceu durante um tempo até que te levantei e foi minha vez de te jogar na parede. Percebi que também tinha sentido frio num primeiro momento. Beijos. Teu pescoço, pele macia, extramemente macia, seios. Parei nos seios, enquanto beijava um, acariciava o outro. Estímulos, teu corpo respondia aos meus estímulos. Desci. Barriga, lentamente na barriga e então. Ajoelhado, ergui sua perna esquerda colocando em cima do meu ombro. E fui até você. Até o lugar mais Seu. Enquanto uma das minhas mãos continuava acariciando seu seios, a outra estava atrás de você, estimulando sua pele com o lentas passagens. Carinho. Beijei o teu Íntimo. Revezava minha boca com leves mordidas e algumas leves porém intensas chupadas. Você tremia. E gemia. Alto, bem alto, não era grito, era gemido, alto, distorcido, sem tradução, forte.
Me puxou pelo cabelo para cima e me beijou.

E me beijou.

Notei que o chuveiro estava desligando.
Mas a respiração ainda era intensa, ainda tínhamos energia. Juntos, nos unimos denovo, nos tornamos um, sendo claro, nova penetração, a mais intensa de todas naquele dia. Eu estava concentrado embora desvirtuado do mundo. Apertei sua cintura com uma força que nem eu acreditei e você, você me surpreendeu e cansada dos arranhões, mordia meu ombro de uma maneira que eu poderia jurar que estava sangrando. Então, em um dado momento…

“AH, AH, AH, AHHH, ahhhhh, ahhhh, ahhh, ahh, ah, a…”

Você foi.

Voltou a tremer, muito, se contorcia, deixou de me abraçar pra se pendurar em mim, eu precisava te manter em pé. Tua postura foi voltando aos poucos, menos ofegante, com menos tremidas, respiração lenta.

Um abraço longo e silencioso.

“Obrigada. Eu nem tenho força pra falar… Mas eu queria que você tivesse ido também…”

“Olha aqui pra mim, eu não preciso Ir todas ás vezes, nós vivemos juntos e construímos nossos momentos juntos, só de saber que eu posso ser responsável por algum momento – no caso esse – seu de felicidade, eu já fico feliz, entendeu? Não buscamos a felicidade? Alcançamos aqui hoje de uma maneira especial.”

Sem dizer se entendeu ou não o que eu havia dito, você me perguntou:

“Você existe?”

Existe Amor Em SP

Tem dias que eu ando pelas minhas avenidas preferidas aqui em SP. Tem tantas e tão bonitas, sei lá, charmosas, mas eu acabo me rendendo ao clichê de amar a Av. Paulista.
Gosto de caminhar sozinho por ela.
Pego o metrô, desço na Paraíso e vou até a Consolação por um lado da calçada, daí atravesso a rua, e volto tudo pelo outro lado. É tanta coisa legal pra se observar, mas pra isso tem que exisitir uma visão de beleza não convencional. Lá não tem praias, lagos, sei lá, mil expressões da natureza pura, mas tem beleza urbana, que aliás, eu gosto muito. Atravessando a Paulista tem também a Rua Augusta e só quem conhece sabe que dispensa comentários.
Ah, ali perto, tem também a Oscar Freire, legal pra uma ocasião especial tipo um “Feliz 43 dias de namoro”, lá é chique.

Também há romance no cinza.

Gosto de sentar naquele banco de cimento no vão do MASP. Lá tem uma vista muito legal! Observador de pessoas como sou, reparo em todo mundo, mas não com um olhar crítico e sim com um olhar de aprendizado. Todos tem alguma lição pra ensinar, do mendigo que dorme no papelão ao grupo de amigos com seus iPads.

Aí eu reparei em você.
Estava sentada no ponto de ônibus em frente ao MASP e eu estava vendo aquelas estátuas na frente do Parque Trianon. Era Primavera, início de noite, o tempo começava a esfriar e você prevenida estava com um echarp pra proteger pelo menos o pescoço. Fui até a banca de jornal fingir ler revistas. Queria te observar mais e saber qual ônibus pegaria. Se eu soubesse eu poderia, bom, eu não poderia fazer nada além de saber que direção você ia.

Você parecia impaciente mas estava feliz com seus fones de ouvido. Encostou na barra de sustentação do banco, onde aliás eu prefiro sentar, e batia o pé como se tivesse acompanhando a música. Você não tinha estilo definido, achei isso excitante. Pelo cabelo delicadamente desajeitado me fez lembrar uma galera indie, tipo que curte The Strokes, a propósito, adoro Strokes. Já a combinação descombinada de roupa me fez te imaginar alguma estudante de moda, algo assim, que eventualmente poderia curtir Strokes também ou alguma banda lá do sul de Londes que tipo, ninguém conhece. No entanto, a sua camisa xadrez-de-cor-inédita-pra-mim me fez imaginar que gostasse de sertanejo universitário, tipo Luan Santana. Sem problemas, você era muito incrível sem mesmo dizer uma palavra.

Atravessei a rua pra ficar no vão do MASP e tentar te observar de frente mesmo de longe. Óbviamente e inteligente como sou, não consegui.

Parou um ônibus azul. Tampou minha visão de você.
O ônibus partiu e você não estava mais no ponto.

Fechei o ziper do meu moleton, coloquei o capuz e fui embora.

Me apaixonei por alguém que nem sabe da minha existência e que eu nem faço ideia do nome, mas pelo menos, foram 15 minutos pro aquecimento ideal que meu coração precisava naquela noite fria.

Nunca mais te vi.

Até A Sua Ausência Me Completa

Acordei meio estranho hoje.
Tive uns sonhos doidos, sei lá, não entendi muita coisa porque eu já percebi que sonho mais de uma vez por noite com situações completamente diferentes. Eu só tenho certeza que você estava presente no sonho dessa última noite.
Estou tentando lembrar o que de fato a gente fazia ou pra onde íamos, mas é difícil. Lembro de uma hora que acordei assustado, vi no relógio e eram 3:15am, eu estava meio suado, parecia que eu tinha corrido muito, sentei na cama. Coloquei minhas mãos na cabeça, fui descalço até a janela, abri e olhei pro céu. Vento. Foi uma sensação estranha, uma sensação de perda. Bateu um vazio tão grande no meu peito que eu me desesperei. Corri pra pegar o celular e foi aí que te mandei aquela mensagem: “Só quero que nunca esqueça o quanto eu amo você, o quanto me faz bem e o quanto vou lutar pra gente ser feliz pra sempre.” Me deu vontade de escrever, me aliviei. Que noite estranha.
Fechei a janela e voltei pra cama, deitei de barriga pra cima e fiquei olhando pro teto, sem nenhum motivo especial. Eu estava estranho.
A partir daí lembro mais ou menos, o sono chegou.

Ah sim, pensando com calma, acho que lembro de algo.
Voltei a sonhar com você, é, isso mesmo! A gente estava na praia, a noite, só a gente, sentados no muro da orla olhando o mar meio nervoso. Fazia frio. Você estava de moleton de capuz e eu com aquela calça, também de moleton, que você acha brega e eu acho quentinha.
Não sei como, nem que dia, nem porque sonhei com a gente ali naquele lugar, só sei que eu estava gostando bastante e queria continuar ali. Lembro que você me puxou pra caminharmos de encontro ao mar. Do nada começou a correr me puxando pelo braço, mas no meio do caminho parou, me puxou pra ti, segurou meu rosto, me olhou a ponto de invadir minha alma, senti algo diferente. Droga, não lembro muito bem o que aconteceu, deixa eu pensar… era muita coisa, ou não, sei lá, a gente poderia lembrar dos sonhos bons, que droga! Mas calma, hmm, ISSO, LEMBREI! Você só falou isso pra mim: “É pra sempre, tá?” e me beijou.

Deitamos, sozinhos, na areia, a noite, com a música das ondas e a bênção da lua.

Aí acordei denovo! RAIOS! Acordei atordoado com um barulho que não parava, desci da cama e vi meu celular acendendo, peguei e:

“Sei lá, tô tendo uns sonhos estranhos essa noite. Só queria te falar pra nunca esquecer do quanto você me faz feliz, do quanto eu quero mais dias com você, quero viver a nossa história da forma que for. É pra sempre, tá?”

Então acordei aqui no sofá com o celular na mão, sua mensagem aberta, e meu dedo justamente na parte do “É pra sempre, tá?”.

A partir daí eu comecei a acreditar nas coincidências. Deixei de torcer pras coisas acontecerem pra começar a querer que aconteçam.
E eu quero que a gente aconteça, pra sempre, tá?

Aproximadamente 1:15seg

Não procuro conhecer outras pessoas pra tentar te esquecer.
Eu só tento me ocupar e viver. Tento preencher essa vazio horroroso que deixou quando partiu. É sempre estranho pra mim. É sempre estranho conhecer novas pessoas e ter que achar graça de seus sorrisos, avaliar novos abraços ou trocar beijos novos. São experiências importantes pra minha vida que segue, mas não necessariamente são experiências que me acrescentam algo além de alguns momentos isolados, por mais intensos que sejam.

Eu queria é ficar intensamente isolado com você.

De fato as pessoas são realmente diferentes umas das outras, e mesmo assim a gente tenta reviver momentos do passado em novas pessoas. Nunca dá certo. Não é porque você amava o restaurante mexicano, que a pessoa que estou saindo agora vai gostar também.
Eu nunca vou encontrar alguém que chama o garçom como você, ou que sei lá, digita tão rápido no teclado do computador. Como você, ninguém nunca fará igual. E você nunca vai encontrar alguém que saiba a hora de colocar meias em você ou que saiba que a temperatura do teu chocolate quente, que bebe toda noite antes de dormir, gira em torno de 1:15seg no microondas. São só exemplos de coisas que nunca vamos encontrar em outras pessoas.
A vida nos dá a possibilidade de viver novos momentos, novas descobertas e novas coisas maravilhosas, mas as mesmas coisas que já vivemos e da forma que vivemos, nunca mais se repete.

A nossa história é tipo aqueles filmes que a gente quer assistir mais de uma vez, sabe?

Eu só não gosto muito das memórias invasivas. E odeio a memória olftativa, todas as pessoas agora usam teu perfume.
Quando eu mais acho que estou bem, seguindo, encontro alguém com teu perfume ou ouço uma conversa qualquer de pessoas citando sua banda preferida, ou pior, vejo que vai estreiar a continuação do filme que mais gostávamos. Me pergunto qual seria teu filme preferido hoje…
Nessas horas eu queria poder controlar meu cérebro e coração. Queria poder te deixar lá no fundo da lembrança, sem acesso. Uma parte de mim diz que isso me faria bem, outra parte diz que seria me enganar.

Eu posso até esconder, mas a marca que deixou em mim nunca vai sumir.
Podem passar 5, 10 ou 50 anos, pra sempre vai ser só o teu sorriso que ilumina o meu de um jeito tão especial.

Te encontro por aí.

Lembro Que O Seu Tamanho É Dezessete

Ás vezes até que eu sou esperto e consigo algumas façanhas.
Você também é meio lesadinha e me ajuda um pouco, hehe.
Eu sou muito misterioso também, não gosto de planos, de ser previsível pra você. Odeio ser óbvio.
A gente já tem um tempo juntos, não é nada assim muito longo comparado a outras pessoas, concordo, mas é um tempo nosso, especial e acima tudo, NOSSO. Desde o primeiro beijo até hoje já foram algumas histórias bem legais e que pra mim já são eternas, mesmo que você acorde amanhã sem vontade de me ver de uma vez por todas, eu vou levar nossos dias pra sempre.
Ai caramba, esse sou eu atrasado, em casa, sentado, relembrando a gente, mas não posso demorar muito, preciso correr. Tudo pronto, dinheiro, chave de casa, ok.
No caminho, volto a lembrar da gente, é um exercício/vício que gosto bastante. Lembro e rio sozinho dentro do ônibus, minha sorte é o cobrador ser conhecido que nem liga pra minha cara de besta. Eu gosto tanto de lembrar o ontem e o início, é uma tentativa de aliviar a saudade. Só uma tentativa.

Cheguei e lá vou eu.

Esse shopping é praticamente a nossa casa, e olha que ele é bem grande heim! A gente conhece tudo, todas as vitrines, eu conheço a moça do café, você a moça da loja de sapatos. Gostamos muito daqui, a comida é ótima.
Esse sou eu viajando sozinho denovo na gente e não fazendo o que tenho que fazer. Tá, vou continuar.

“Fica no 2° andar no fim do corredor”, me diz o gentil segurança.

Decido aumentar os passos pra chegar mais rápido.
Finalmente chego, entro na loja e não tenho muito o que escolher:
“Ali moça, vou levar duas por favor, e ah, lembro que o tamanho dela é dezessete mas em todo caso trouxe um exemplo! Isso, pra presente…”

Feliz, saio do shopping e parto pra te encontrar em frente ao cinema conforme combinamos.
Você estava linda – mas isso não é novidade – é que estava mesmo, parecia prever que hoje seria especial, sei lá. Linda e com raiva pelo meu atraso.

“Nossa meu, tô aqui faz tempo e nem sinal de você! Atende esse celular pelo menos!” praticamente grita furiosa.

“Nossa, me desculpa, tive um imprevisto, mas ó pelo menos já comprei as entradas pela internet em casa, vamos pra perto das salas? E olha, você está incrivelmente linda, amor…”

Você sorriu de ódio.

Subimos, eu estava bem ansioso e você nem fazia ideia de nada. Depois de vermos todos os banners das próximas estreias, sentamos no mesmo banco de sempre.

“Ainda estou com raiva de você, viu? Nem vem! Fora que hoje perdi meu anel preferido, não achei em nenhum lugar, briguei com a minha mãe, aaff, hoje tá f***”
Você furiosa é coisa mais linda e mais assustadora do mundo.

“Hmm, entendi, mas fica calma, jajá a gente compra pipoca e vamos pro filme! Mas antes, eu queria que fechasse os olhos…”

Sabendo que você adora brincadeiras, tive que usar a meu favor.

“Olha, pode abrir…”

Meu coração faltava sair pelo peito mesmo, que sensação doida! Você não falou nada e colocou as mãos na boca como se não acreditasse no que estava vendo. Queria muito que dissesse algo, mas você parecia não querer, estava em choque!

“Tá, deixa eu explicar uma coisa: Eu que peguei seu anel. Não tinha como eu acertar direitinho, daí, bem ágil naquele dia que dormi na sua casa, acordei antes, e peguei sorrateiramente, me desculpa? Mas espera, antes: Tá, vamos lá, você quer namorar comigo de verdade verdadeira? Comprei nossas alianças, aquelas que vimos uma vez qualquer, que você adorou, que eu sempre quis te dar, acho que essa é a hora… Queria dizer que vo…”

Você me interrompeu com o beijo mais inacreditável da minha vida.
A gente começou a chorar juntos, entra lábios e lágrimas.

“Porque você me faz sentir tanta raiva e amor por você? É claro que quero e que aceito, seu bobo! As alianças são lindas, você lembrou, adorei! E mais, acertou que a medida pro anel do meu dedo é 17! Lindo!”

Você é lesadinha, óbvio que acertei, eu tinha pego o anel. Mas isso é só um detalhe.
Foi mais um capítulo da nossa história recheada de sentimento e sinceridade.
E posso falar? É só o começo.

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