Autor: Márcio Rodrigues (Page 63 of 71)

Eu Assumo Que Me Falta Um Parafuso

Quando eu te disse “não quero mais”, no fundo, eu quis dizer “me espera”.
Eu sei que não foi fácil pra você, mas eu não poderia me obrigar a viver algo que o meu coração não estava mais 100% envolvido. E eu sou real, só faço o que o meu coração manda, poderia seguir regras e alguma justiça e continuar a nossa história pra ser justo com a gente, mas não seria eu ali.

Então eu quis parar.

Você me conhece muito bem, sabe da minha instabilidade emocional, sabe que quanto mais eu digo que eu não quero te ver, é quando eu realmente quero.
E eu tenho consciência que esse meu jeito não me faz muito bem, que existem até pessoas que se afastam de mim por não conseguirem me entender. Mas ora, se nem eu me entendo como posso exigir isso das pessoas, não é mesmo?

O problema é que você me entende.
Por mais que eu diga que não e por mais ódio que isso me causa, você realmente me entende. Por exemplo, nos dias que eu não queria fazer nada, você parecia prever meu estado de espírito insuportável e me trazia meu chocolate preferido.
É dessas coisas que eu vou sentir falta.

Quando eu disse que o amor acabou, no fundo, eu quis dizer que ele dormiu.
E tudo precisa dormir alguma hora.

O tempo é totalmente incontrolável, e através dele, a vida e os sentimentos também se tornam. Eu queria te dizer algo como “Quando novembro chegar a gente volta, ok?” mas eu não tenho esse poder, inclusive por dois motivos; primeiro porque eu estou vivendo uma fase específica na minha vida, onde, infelizmente, pensar nesse assunto não está entre as minhas prioridades, e segundo porque você está vivendo outra fase da vida também, e com certeza tem outros assuntos pra se preocupar.

Vamos brincar com o tempo. Deixe ele tomar as rédeas das nossas vidas. Afinal, não temos outra opção, né?

No entanto, eu não sou idiota o suficiente pra dizer que você não me faz falta. Até porque tudo que construímos, inclusive o próprio fim, foi com muito amor e isso, quando é real, não se perde.

E eu ainda te amo. Por mais absurdo que isso possa parecer.

Eu nunca vou te confessar saudade por que eu sou covarde comigo. Mas só eu sei o qunato me controlo pra não te ligar, pra não te mandar uma mensagem, pra não ir na sua casa. Quando o sentimento aperta, vou ao shopping sentir teu cheiro na loja de perfumes. Sempre que toca uma música que lembra você, eu coloco no repeat.

Eu só não posso deixar que você saiba de tudo isso porque não quero parecer que estou alimentando algum tipo de esperança entre nós, eu não quero ter a ousadia de controlar o tempo. Com todo o meu ódio de clichês, tenho que concordar que “o que tiver que ser, vai ser”, por mais vago e subjetivo que isso possa ser.

Então eu quis parar.

Eu só não quero imaginar outra pessoa no meu lugar descobrindo que você gosta de ouvir música antes de dormir, o quanto acha graça daquele programa de comédia das quintas-feiras, o quanto te irrita o exagero de cebola na comida. Eu não quero alguém no meu lugar, mas eu não torço contra, quero a sua felicidade, é que eu realmente só não posso imaginar isso. E se a única maneira que encontrei pra evitar que eu sofra com isso foi me afastar de você, me desculpa, eu sou covarde demais até pra admitir que eu te amo.

Então eu quis parar.

 

 

Eu Já Tinha Até Escovado Os Dentes

Dá uma risadinha, deita no meu peito, diz que está com preguiça e me convence a ficar mais tempo na cama. Mais tempo com você na cama.
Eu tinha planos de acordar cedo e ir a padaria. Faz tempo que estou com muito desejo de pãozinho com recheio de côco, e claro que eu ia te trazer alguma coisa de chocolate como você tanto gosta. Mas você não desiste de me convencer a ficar mais tempo aqui.
Só acho que joga baixo demais nos argumentos pra me convencer, ora alega não estar com fome dizendo que ainda sente o gosto da pizza da noite anterior, ora diz que viu na previsão do tempo que ia amanhecer chovendo, e como me conhece, sabe que eu não iria só a padaria, que iria também pegar o carro, ir ao mercado e comprar comida pra Loly, nossa cachorrinha.

Ás vezes eu tenho raiva do tanto que me conhece.
E não é que me tornei previsível é que você já leu todo o livro da minha vida.

Chantagista, diz que vai me dar mais um pedaço do edredom se eu resolver ficar mais meia hora, mesmo sabendo que já levantei, até escovei os dentes e só voltei pra dizer que eu estava saindo.
E eu queria resistir a você.
Mas não sou capaz.
Não consigo contrariar qualquer vontade sua especialmente quando te vejo largadinha entre os lençóis, com raiva do barulho dos carros na rua, preocupada em se certificar que realmente ainda é cedo e você poderá dormir mais.
Sento na beira da cama e você corre pra deitar no meu colo. Penteio teus cabelos com os dedos e jogo uma porção deles para trás das orelhas enquanto você me massageia fazendo círculos com o dedo indicador em meu joelho. Toda quentinha, ignora os lençóis que a uma hora daquelas estava completamente no chão servindo de caminha pra Loly, que aliás, parece não estar com muita fome como eu imaginei.

Arrisca mais algumas palavras tentando encaixar algum assunto só pra me prender mais tempo. Novamente chantagista, mente com amor ao dizer que pensou em ir comprar roupas comigo hoje.
Você se irrita e não gosta da minha indecisão na hora de comprar roupas.
Não ouvi direito mais detalhes de tudo que falava porque ao mesmo tempo disso eu estava tentado observar cada centímetro do teu rosto e pensava comigo mesmo: “Nem que eu passe anos aqui nessa mesma posição eu nunca vou encontrar um defeito nela! Até essa pinta minúscula no meio da bochecha só acrescenta o charme dela”.

Eu tenho o defeito de não ver defeito nos teus defeitos.

Quando me dou conta que saí do ar por 3 segundos percebo que você dormiu no meu colo. Te coloco no travesseiro e te cubro. A Loly se assusta um pouco, afinal, de uma hora pra outra ficou sem sua “caminha nova”.
Fico de pé e te vejo dormir.

Saio do quarto, chamo a Loly e lá na sala falo com ela: “Ó, aqui tem um pãozinho de côco que guardei de ontem, come isso e aguenta mais um pouquinho que depois eu vou ao mercado comprar comida nova, tá? Lindona! Boa garota!”

Eu queria resistir a você que mesmo em silêncio me convence.
Volto pra cama.
 

 

 

 

 

Qual É A Moral Do Filme?

Depois de semanas de conversas, consegui dar um passo além e fazer o inesperado: Chamá-la pra sair. Fui clássico e sugeri um cinema. E o mais inesperado aconteceu: ela aceitou! Aí tive que me virar e correr pra comprar uma roupa nova legal, aquele momento inédito mereceria uma roupa inédita. Tinha que comprar a roupa, ir pra casa e depois encontrá-la!
Combinamos as 17hs no Shopping, perto da livraria. Pensei em tudo direitinho e explico. O horário é uma média, antes disso seria cedo demais e forçaria com que nosso passeio acabasse rápido, depois das 18hs já seria meio tarde e ela poderia alegar fazer algo simples pra não chegar tarde em casa. E porque não no cinema? Ah, só pra gente dar uma volta antes, ver umas vitrines e poder jogar conversa fora. Coisa de 15 minutos.

Ás vezes, uma hora, é tudo o que precisamos.

Nos encontramos pontualmente.
Algumas vitrines, minha carteira vazia demais pra poder surpreendê-la comprando algum presente – ah, se eu tivesse dinheiro -, até porque eu tinha gastado meu dinheiro com a minha camiseta nova.
Escada rolante.
Ali é quando as mãos se encostam deliciosa e acidentalmente. Eu não tenho culpa, ela também não, nem nossas mãos. Acontece. E eu gosto.

Fomos pra fila, compramos os ingressos e partimos pro andar das salas. A sessão estava prestes a começar. Entramos. Sem pipocas. E eu sem dinheiro. Só pra relembrar, rs.
É chegada então uma das horas mais preocupantes: “ONDE VAMOS SENTAR?” Ela deixou a decisão em minhas mãos e escolhi umas poltronas na lateral, separadas da parte central da sala.

“Aqui parece legal, não sei se você gosta, o que acha?” perguntei.
“Ah, por mim tudo bem, só deixa eu ficar na parede, haha!” explicou.
“Claro, haha, sem problemas!”

Eu nunca sentei na parte lateral. Sempre achei um péssimo lugar no cinema.
Eu amo mais que tudo sentar na parte da parede quando existe essa possibilidade, desde os tempos de escola.

Conversa vai e vem, ficamos comentando sobre as pessoas entrando na sala. Eu pensava em alguns assuntos mais relevantes, algo que desse pra eu encaixar uma palavrinha a mais, mas eu sou péssimo com roteiros, além de naquela estar com uns 38° de calor tamanho o meu nervosismo.

“Preciso fazer algo antes de começar o filme!” era o que eu repetia em silêncio.
“No próximo trailer, assim que começar!”

Acabaram os trailers. O filme começou. Meus planos foram por água abaixo, ela estava super concentrada no filme, comentou quando eu fiz o convite que não gosta de ser interrompida no cinema. “E agora seu retardado, vai fazer o quê?” Eu me punia em pensamento.
Passada uma hora de exibição de filme, acontece uma cena mais sensível em que o marido aparece na porta de casa, debaixo de chuva, com um buquê de rosas, toca a campainha e a esposa atende a porta correndo. Ela abre e ele fala: “Eu sou um otário, me desculpa?” e ela responde: “É o o otário que eu amo! Claro!” e então eles se beijam. Bonita cena!

Neste momento ela pegou na minha mão.

Aí eu voltei a ficar com raiva pois estava preocupado em ela perceber o quanto eu transpirava de nervosismo, droga! Mas deixei o clima fluir.
Numa atitude mais ousada por minha parte, puxei ela mais pra perto como se eu falasse “vem aqui, é mais confortável” ela aceitou e mais, se acomodou em mim. A partir daquele momento a minha preocupação era a velocidade que meu coração batia de nervosismo e como ela ia sentir isso. Eu sou meio doido, isso sim.

Tem filmes que a gente não precisa ver.

Resolvi seguir o que eu comecei a sentir, era muito forte, e então, delicadamente, virei o rosto dela em direção ao meu e a beijei.

E a beijei.

Foi um beijo curto, não muito, mas ainda curto. Como eu disse, estava nervoso, até me bateu um arrependimento, que foi embora na mesma velocidade que chegou.
Nos acomodamos na medida do possível. Por um momento eu quis ficar na parede – já mencionei como eu amo encostar nas paredes? – mas desisti da ideia depois de vê-la toda quentinha e confortável.

No auge da minha ousadia, tentei outro beijo até que…

Chutei a poltrona da frente sem querer fazendo a pessoa sentada se assustar derrubando toda a pipoca e refrigerante na pessoa de baixo, que reclamou muito, que começaram a discutir. E eu fiquei sem ter o que dizer. O filme passando, “calem a boca!” era a palavra de ordem. E eu ali desesperado, por vergonha de provocar isso na frente dela e por vergonha de provocar isso numa sala de cinema.

Aí ela me beijou.
Denovo.

“Posso te falar uma coisa? Você fica tão sexy tímido e preocupado… Relaxa que eles já estão parando a briga, olha lá…”

Não vi fim da briga.
Não vi o fim do filme.
Não me importei com isso.

Pra Mim, Isso É Ver Passarinhos Verdes

Parece que quando chega o dia de eu te ver, até o Sol muda de cor.
E não é história de “mimimi apaixonado” não, é que parece mesmo, sei lá.
As coisas funcionam muito melhor. Por exemplo: o creme dental não cai na pia, o meu cabelo entende como eu quero que ele fique, a camiseta que pensei usar está passada e quando ouço as músicas na ordem aleatória sempre vem as melhores.

O mundo gosta dos nossos encontros.

E não sou que estou falando isso.
Quase sempre que saímos acabamos encontrando algum conhecido, seja meu ou seu, e sempre dizem algo do tipo “como vocês se combinam!”, ou mesmo nossos pais, sempre dizem algo do tipo: “vocês se matam, mas se amam, né?”. Parece até pegadinha, mas sempre acontece isso. Lembra da vez que fomos entrevistados no shopping pra falarmos sobre os casais que se entendem? Aí a repórter morreu de rir da gente, porque falávamos umas barbaridades engraçadas um do outro, deixando clara a mensagem que por mais diferentes que as pessoas possam ser, elas podem dar certo se o sentimento for real. Eram barbaridades como o meu controle do teu calendário menstrual pra eu poder me lembrar do auge da tua sensibilidade e assim me precaver de possíveis brigas, e a tua habilidade em saber argumentar e me convencer de fazer suas vontades.

A gente sabe se entender.

Aquela história de “Me venceu pelo cansaço!” não rola com a gente. Ou você me dá ótimos argumentos pra me convencer a ir ao parque num dia chuvoso, ou eu simplesmente não vou e te apresento novas opções do que fazer. Aí, eu que tenho que começar a te convencer disso.
Geralmente os debates não existem, porque sempre que a ideia é ir ao parque, faz Sol. Logo, eu acabo aceitando, embora insisto em sugerir outras opções.

Temos sempre o plano B, C, D, E, etc.

Talvez a ideia do mundo gostar dos nos encontros seja justificada já pelo meu espírito ao acordar. É quando eu lembro que a gente vai se ver, automaticamente – e sei lá como – eu acabo vendo as coisas diferentes. Eu acabando distribuindo “bom dia” em casa e todo mundo estranha, fico meia hora brincando com o cachorro e até o cocô dele – coisa que eu nunca encosto – eu limpo. Fico mais tempo no quintal vendo como o dia nasceu e justamente nessas horas aparecem um monte de pássaros em casa, mas eu só reconheço os bem-te-vis por óbvios sonoros motivos. Até os pássaros aparecem para me cumprimentar quando sabem que eu vou te ver.

Saber que chegou o dia de te ver, me faz lembar que chegou o dia de ser melhor.
E isso já começa no pensamento em você, dias antes.
O telefonema e as trocas de mensagens são só ingredientes da minha ansiedade, mas o lado bom é que me fazem mais feliz, salvam meu dia e me fazem superar qualquer tristeza que eu tenha vivido. A prova disso é a cara que eu fico quando a gente desliga e a minha mãe vem dizer: “Nossa heim, que alegria é essa heim, me dá um pouco!?”

Isso porque ela não sabe como fica a minha cara quando você vem me abrir o portão da sua casa.

Com Você É Especial, Sem Você Também Seria Bom

Eu nunca quis muito mais que um lugar pra descansar e alguém pra conversar.
Talvez o “mais” em questão se encaixaria numa troca de beijos ou num telefonema de preocupação. Mas só talvez. Nas horas que lembro não ter isso comigo, recorro aos prazeres que desenvolvi sozinho, algo parecido como uma caminhada pelo parque ou compras no shopping.

A gente aprende a lidar com algumas situações na vida que nos fazem crer que não somos tão infelizes como ás vezes pensamos que somos.

Contudo, a infelicidade é um sentimento que a gente “gosta de sentir”. Parece loucura, né? Mas é verdade. Ouvir a música mais depressiva do mundo, ver as fotos que mais nos machucam, coisas como essas, ás vezes, a gente corre atrás de propósito, na tentativa de reviver o lado bom de todos esses momentos. A intenção geralmente é boa, mas não precisamos muito dessas boas intenções.

…

Nem que eu seja a última pessoa do mundo, pra sempre eu vou acreditar na felicidade e no que meu coração diz.
E você me fez provar que isso funciona pro bem.

Lembra de quando me convenceu a pedir aumento no trabalho? Alegando ser isso que eu achava justo, que eu precisa pedir, você não usou nenhum argumento seu, só me fez acreditar nos meus. Consegui o aumento! É isso que eu gosto tanto. Além dos teus pontos de vista e a tua visão completamente diferenciada dos acontecimentos, você me faz acreditar em mim mesmo, sabe?

Eu sempre quis acreditar mais em mim mesmo.

Estou falando aqui sobre um lado especial de ter você. A questão não é o amor, os beijos e abraços, o sexo ou o status, e sim em como você me faz ver o mundo maior, como você me faz ver que EU sou maior. É a única pessoa que consegue ativar esse sentimento em mim.
Além de me fazer melhor, você consegue me lembrar em ser melhor.

Eu nunca quis muito mais que um lugar pra descansar e alguém pra conversar, até a tua vida se cruzar com a minha. A partir daí, eu quero um lugar pra descansar, alguém pra conversar, um motivo pra chorar e um pra sorrir, um pra desistir e um pra não desistir, uma viagem pra fazer e uma impossível agora. Eu quero os novos sabores e as possibilidades, menos talvez e mais sim ou não.
Todos os ótimos prazeres que desenvolvi sozinho, também quero a experiência de vivê-los com você. Pode ser agora, pode ser ano que vem. Ou pode não acontecer também, mas eu sou fã das possibilidades do sim. Mas mesmo assim, se você não puder viver comigo, lembro que aprendi a viver e aproveitar sozinho, então, no fim, sempre vai ser bom pra mim. Um shopping com ou sem você comigo ainda vai ser um shopping.

É que desde que comecei a considerar todas as possibilidades, aprendi a me blindar pra quando as surpresas não forem as boas.

Ainda ouço algumas músicas depressivas e vejo fotos que já me fizeram chorar, só que agora eu ultrapasso esses momentos, revivo pra saber que aconteceu um dia, pra me lembrar das lições que me fizeram ser quem eu sou – e em como sou melhor – pra te encontrar nessa fase da minha vida.

Se eu te encontrei é porque eu estava pronto pra isso.

E não sou eu quem afirma, é o meu coração. Os dias podem até provar que me enganei, mas eu nunca vou pensar nisso quando eu sentir que meu peito está aquecido a ponto de me dizer: “Tenta!”.

Eu sempre tento.
Você é uma tentativa feliz.

Odeio Alguns Dias Especiais

Ih, já percebei que hoje não vai ser um dia fácil.
Já na minha mensagem tradicional de “bom dia”, tive a reposta: “obrigada.” Estranhei porque normalmente seria algo do tipo: “Bom dia amor, obrigada pela mensagem, um beijo, te amo!” Não necessariamente assim, mas algo nesse sentido.

Tem algo estranho.

Mas como a minha preocupação não vai resolver nada agora e eu preciso trabalhar, melhor esperar até a noite, aí a gente se encontra e tento entender o que está acontecendo.

Ok. Eu não consigo esperar.

“Amor, tá tudo bem com você? Mesmo? Sei lá, te achei esquisita na nossa primeira-mensagem das manhãs… Beijo!” Tive que perguntar, não consigo fazer nada preocupado.

Não tive resposta.

Pensei até em insistir e ligar, mas eu conheço a peça, acho que não vai ser a uma boa, vamos deixar para a noite mesmo.

Noite. Na catraca do metrô.

“Amor, desculpa o atraso, saí o mais rápido que pude, mas se eu te contar você não vai acreditar… EU CAÍ no meio da rua, hahaha, que vergonha! Só comigo mesmo! Olha aqui meu joelho, até rasgou minha calça, mas tudo bem, o importante é que cheguei, né?! …Vem cá, você não vai dizer nada? Vai ficar com essa cara?”

Eu me esforço pra fazer as coisas boas serem mais presente que as ruins.

“Meu, você combina de me encontrar, chega atrasado e ainda vem com essa de ‘caí no meio da rua?’ EU NÃO SOU IDIOTA, OK?”

Tem horas que a gente ouve umas coisas que a gente desacredita, né? Aí a gente tenta encontrar uma solução, pensar em algo rápido, mas não vem nada muito genial na cabeça.

“Olha aqui, eu posso saber porque você está tão estúpida o dia inteiro? Po, te mandei uma mensagem de ‘bom dia’ você me responde ‘obrigada’, aí te mando outra pra saber se está tudo bem, não me responde, depois, ok, eu errei pelo atraso, mas justifiquei, até mostrei meu machucado e você vem desconfiando de mim, o que raios está acontecendo?”

Você começou a chorar.
E eu fiquei sem reação.

Me desesperei, não sei, nem tinha te perguntado direito o que aconteceu no teu dia, ás vezes você dormiu mal e acordou irritada, ou pode ser algo mais sério, brigou feio com teus pais, pode ser mil coisas e eu já cheguei jogando na sua cara o que eu não estava gostando, que egoísta da minha parte. Droga, piorei tudo, aí vem você agora e chora e eu não sei o que fazer ou o que falar.

Você me abraçou.

Me segurou forte, muito mesmo, nem lembro de algo assim antes, ainda chorava mas parecia estar parando aos poucos. Sei que eu deveria falar algo, começando pelo que eu pensei vendo você daquele jeito, mas eu simplesmente não consegui.

Você começou a rir.

Agora sim.
Não estou entendo absolutamente nada! Tive um dia péssimo por você estar toda estranha, aí do nada começa a rir. Eu mereço, né?

Rir é um bom sinal, então eu comecei a rir também: “Hahahaha!”

“Cala a boca, não é pra você fazer nada!”, ouço o teu alerta.

As coisas estão indo bem. De duas uma: ou estou ficando completamente louco, ou você que está.

“Ai amor, desculpa por tudo hoje, eu tô muito chata, adorei sua mensagem, você sabe que sempre gosto e até brigo quando você não me manda. Desculpa não responder a outra, estava sem paciência pra falar disso por mensagem e ainda bem que você não me ligou porque com certeza ia ouvir um monte de bobagem da minha parte. Viu, esqueceu que semana é essa? Esqueceu o calendário?” Eu estou “naqueles dias”, sabe? Coisa de mulher e tal, você nunca vai entender, droga, aí eu fico brava, choro, rio, amo, odeio, tudo ao mesmo tempo, e tadinho, acabo descontando em você… Mas foi engraçado te ver preocupado, hahaha, e mais, me segurei muito pra não rir do teu joelho todo ralado, hahaha, que imbecil, OPS OPS, que doido você, amor!”

“MEU DEUS, ME SALVA! ÓBVIO que não lembrei e jamais eu pensaria que fosse isso! Pelo menos pra mim agora está tudo explicado, só tenho um dúvida ainda: não sei se eu te faço ralar o joelho no chão também, ou se me jogo na rua pra ralar o meu outro, e assim descontar no meu corpo a minha raiva por essa confusão toda! Vou pensar nisso.”

Você, basicamente, me ignora e sugere uma solução: “Hahaha, besta! Vamos tomar sorvete?”

Como eu sou uma pessoa de muita personalidade, tenho as minhas convicções, onde sobretudo respeito minha moral e meus princípios, te respondo:

“Aí siim heim?! Vaamos!”

 

Não Consigo Dormir Com A Gente Desse Jeito

Nem sempre tudo vai ser só alegria entre nós, sei que tem consciência disso.
É claro que a gente não quer brigar, que isso é péssimo e só atrapalha a nossa história, mas também fingir que não aconteceu nada só pra gente manter a aparência de “somos um casal perfeito que nunca brigamos” não ajuda em nada.

Eu só acho que a gente deveria começar a dar valor ao que merece valor.

Falo isso até mesmo quanto as brigas, se você não gostou do tom que eu falei com você na telefone, ok, por favor, me fale, eu preciso saber onde eu erro pra saber onde consertar. Mas se o motivo de você querer me matar for justificado pelo trombão que dei em você quando fui pegar o copo no armário, poxa, acha justo? Não vamos deixar um pepino simples se transformar num mega problema.

Sei lá, não vou negar que não gosto da sua aparente frieza quando conto uma notícia minha, você parece não ficar feliz comigo, parece que acaba “aceitando” a minha felicidade e retribuindo por obrigação, não sei, é estranho.
É uma situação parecida como quando você reclama que eu não me importo com você, só porque ás vezes eu esqueço do “te amo também” na SMS.
Está vendo aquilo de “dar peso ao que merece?” Nós dois estamos errados.

Essas duas situações são mais complicadas de resolver do que aqueles exemplos lá em cima que são mais objetivos, porque a gente pode ver a mesma coisa de formas diferentes, e assim, concluirmos individualmente que não está acontecendo nada de errado e que estamos “normais”.
E o “estar normal” é muito relativo né, pra mim você não está, pra você, está sim.

Mas.
Individualmente. Pra mim, e espero que pra você também, isso não existe numa relação.

Vamos experimentar juntos, por um segundo, nos colocar no lugar do outro: Eu não tendo sua resposta na SMS e você não tendo a minha demonstração de felicidade com alguma notícia sua. Difícil, né? É mesmo. Tenho certeza que assim conseguimos entender melhor um ao outro.

É claro que tem horas que a raiva é muito forte, que a vontade de explodir, xingar e fazer alguma besteira maior grita muito alto, e se algo assim acontecer, até sou capaz de entender e deixar pra resolver depois.

Contanto que se resolva.

Não gosto de dormir sem o teu perdão. Aí eu passo o dia inteiro pensando no noite passada, no que eu posso fazer pra resolver, enfim, isso me tortura tanto… Eu até posso te dar o tempo de não resolver na hora, mas que esse tempo seja algo em torno de meia hora, rs.
Tudo que a gente menos precisa na nossa história é daquele tal de orgulho.
Não vejo problema em te ligar, em correr atrás de você, em me desculpar, tentar – mesmo que não consiga – me colocar no teu lugar pra te entender, eu sempre quero te entender, mesmo que eu não consiga, eu tento. Acontece que ás vezes você parece fazer de propósito, tipo, você me ignora no celular, não me deixa ir na sua casa, não me responde no MSN, tudo isso porque está chateada comigo. E eu, eu entendo isso. Mas só penso numa coisa:

Nosso objetivo sempre vai ser nos acertarmos.

Você pode até não querer resolver alguma briga na hora, mas por favor, facilita pra isso. Se permita ter um problema resolvido, ter o nosso problema resolvido. Eu sempre vou fazer a minha parte, mesmo que eu erre, mas a intenção vai ser sempre a melhor de todas e espero que você faça a sua. Só pra gente ficar bem.

Desculpa falar tanto, eu me empolgo e saio falando.
E me desculpa pelo trombão na cozinha?

Ex Bom é Ex Vivo

Sei lá, pra mim é complicado esse negócio de ter que “te entender” sempre.
Poxa, se eu soubesse que a gente pararia tudo como paramos sem nem começar direito aliás, eu não teria dado o primeiro passo. Comigo é sempre assim, quando eu começo a me envolver, quando eu acho que vai rolar, eu tenho que esperar. Fica a pergunta: Quando vou poder entrar de cabeça em cada segundo do que eu estiver vivendo? Porque sempre tem sido assim: “Espera, não é bem assim, fica calmo”.
É claro que eu te entendo, sei que está muito confusa pensando em mil coisas ao mesmo tempo, mas eu quero saber, porque então deixou a gente dar o primeiro passo?
Eu não tenho culpa de me envolver, de começar a gostar das pessoas mais rápido do que eu gostaria. Se eu pudesse fazer um pedido no mundo pra mim, um só, eu pediria o controle dos meus sentimentos, até que ponto eu posso começar e deixar de gostar de alguém, simples assim.

Eu não tenho nada a ver com o teu ex. E essa história se repete na minha vida. Faço tudo direitinho, construo uma cena especial, mas, denovo, minha vida tem que parar por causa do ex de alguém.

Sinceramente, eu queria conhecer o teu ex. É sério, queria mesmo!
Você pode até não querer mais vê-lo nem pintado de ouro, mas eu queria apertar a mão dele e dizer: “Você é demais!”. E isso não é loucura, explico o porquê.
Esse cara é incrível. Eu queria perguntar pra ele o que tanto ele fez pra te fazer ficar assim sempre que lembra de vocês dois.

Queria saber o que ele fez pra ser inesquecível pra você. Não pra copiá-lo, mas pra parabenizá-lo.

É claro que eu, com 1 mês de relação com você, não posso exigir que eu tenha importância igual na sua vida, até porque eu quero conquistar a minha importância do meu jeito, mas o fato é que o teu ex é um grande homem.
Infelizmente não deu certo com vocês, chegou a hora de pensarem diferente, ver as coisas de outra maneira e nisso nem sempre os dois saem ilesos, no teu caso, você saiu mais machucada, mas isso é vida.
Durante um período, ele foi o cara mais especial que o mundo podia te oferecer. O período acabou mas a vida não, outros caras especiais surgem.

Oi!

Eu não quero ocupar o lugar de ninguém não, não quero ser melhor também, quero escrever a nossa história, quero a sua nova história, quero ser o protagonista dela, e uma coisa eu posso te garantir: não meço esforços pra só existir episódios inéditos na sua vida, na nossa vida. Se o teu ex não foi capaz, ou melhor, se pra ele a energia pra isso acabou, pra mim está só começando.

Se ele achava graça na forma que você ri, eu acho graça na forma que prende o cabelo e escova os dentes.
Eu sou outra pessoa, vejo de outra forma, gosto de outras coisas.

Eu não estou tentando enterrar a lembrança dele em você, só estou me esforçando pra que enxergue que a vida vai além, que tem muita coisa pra acontecer, mas que pra isso você precisa querer.
Você precisa lembrar que não teve muita sorte com relacionamentos até aqui, nem suas amigas conselheiras de plantão, mas eu apareci na tua vida e não foi a toa, foi pra provar que existe sim alguém que lembra de você quando sente outros perfumes nas ruas, alguém que guarda uma piada que ouviu só pra te contar e te fazer rir um pouquinho, alguém que passa a noite no computador fazendo montagens bobinhas de fotos suas só pra te surpreender de manhã no teu primeiro e-mail.

Não precisa esquecer teu ex, só precisa guardá-lo. Ele foi ótimo pra você durante uma fase na sua vida, agora não mais, as fases mudam, não é motivo pra tanto ódio por mais que ele tenha feito algo terrível pra você – não gosto de entrar em detalhes do teu passado com ele porque isso me deixa mal -, ao invés de querer o mal dele, dê uma nova chance pra tua felicidade, queira o bem pra você, se permita ser feliz denovo com uma nova pessoa, especial, que te ajuda, que quer o teu bem.

Hoje, essa pessoa sou eu.

Não Sei Se Preciso Agora Do: “Psiu, já estou com saudades! s2”

Que saco!
É bem isso mesmo, que saco!
Eu não aguento mais outro fim de semana sem nenhuma novidade na minha vida. E é só de uma novidade que estou falando, sem essa de “aproveitar as coisas simples”, eu quero ter alguém, é isso, se eu pudesse gritar pro mundo eu gritaria: EU QUERO TER ALGUÉM COMIGO HOJE E AGORA!
Já cansei dessa história de “espera que a tua hora chega”, sério, já cansei mesmo e se alguém vir denovo com uma dessas justificativas eu vou perder o controle e falar o que eu não quero.
É muito cômodo a gente ter que ouvir opiniões de um monte de gente que tá por aí, feliz da vida, indo ao cinema a dois, ao parque e etc. Não quero mais ter que ouvir algo de alguém que não vive a mesma situação que eu. E esse negócio de “Já passei por isso, vai por mim, faz isso que jajá você engata um namoro!”, ahh pelo amor de Deus, porque essas pessoas não calam a boca? Passou por isso mas em outra situação da sua vida, outro momento e foi outra forma de lidar, já eu, estou na MINHA situação, no MEU momento e com a MINHA forma de lidar com isso.

O mesmo remédio não cura a mesma doença em todas as pessoas, ás vezes é necessário outro tratamento pra essa mesma doença.
Então faz favor, ok, se com você deu certo, lindo, mas comigo não é assim!

Taí, essas pessoas são as mais responsáveis em me fazer ter raiva e em me fazer realmente crer que eu preciso ter alguém comigo agora, porque sinceramente eu até estou bem sem ninguém, estou com foco nos meus estudos, no meu trabalho e na minha viagem que quero fazer, mas aí você ouve de um lado e de outro: “Nossa, como você não namora? Você é tão diferente, uma pessoa tão boa, jajá aparece alguém especial!” POR ACASO eu perguntei SE QUERO TER ALGUÉM ESPECIAL? Mas o grande problema está aí: Essas pessoas me fazem pensar que eu realmente mereço alguém pra me fazer feliz, ou melhor, eu mereço AGORA alguém assim.

E claro que que eu quero, sei lá, namorar vai, ou melhor, é claro que eu mereço. A questão maior é: Será que agora é minha hora pra isso? Talvez eu ainda não tenha ninguém agora porque não é meu momento, não é minha fase, e no fundo eu sei disso. Por outro lado, claro que rola a carência, é mais do que óbvio que eu quero andar de mãos dadas, trocar alianças, ouvir “eu te amo”, dormir de conchinha, claro que eu quero escrever no Facebook da pessoa “psiu, saudades! s2” enfim, quero tudo, mas será que eu realmente preciso disso agora? Quem que garante? Será que eu não fico mais mal por não ter ninguém porque as pessoas ao meu redor me fazem pensar assim? Será que a maioria dos meus problemas de solidão não são potencializados pelas pessoas que me pressionam falando “você precisa de alguém”, e com isso, me fazem acreditar que é minha hora de começar um namoro e, por consequência, me fazem ficar triste por eu não conseguir alguém?

Eu não vivo só de amor.
Tem gente que só vive se tiver uma aliança no dedo, já eu, pra viver e ter felicidade já me é o bastante ter uns amigos pra dar risada, alguma comida gostosa e algum dinheiro pra comprar coisas legais.
Não é que eu não quero alguém, EU QUERO MUITO, MUITO MESMO, mas eu só não tenho certeza se quero agora.

Eu não tenho o controle remoto do destino pra avançar o filme da minha vida e chegar na cena do “você quer namorar comigo?” Enquanto isso, vou vivendo de trailers, é tão divertido, eu crio as cenas que eu quiser, e de uma coisa já tenho certeza: Toda a parte de terror da minha vida, muitas vezes, é justificada pela pressão das pessoas sobre mim.

Ninguém sabe a minha hora do “E viveram felizes para sempre…”

Continuando Assim, É Uma Fatia A Menos Do Bolo

Quanto mais você tenta me controlar, mais eu quero fazer minhas coisas sem você. Não sei como não percebe isso.
Me desculpa, mas o que você tem só pode ser algum tipo de doença pra ter tanto medo assim de eu fazer alguma coisa e te deixar pra trás, te desrespeitar, sei lá, em outras palavras, tanto medo que eu te traia ou algo do tipo.
Você não pode me ver falando com alguém pela internet, respondendo algum comentário, que já me liga pra saber quem é a pessoa, de onde eu conheço e porque estou falando com ela, isso irrita muito.
Quando estamos andando pelas ruas e eu me distraio um segundo olhando pra algum lado, você já me belisca irritada pra saber pra onde eu estava olhando. Não posso nem cumprimentar uma amiga ou dizer “Obrigado” sorrindo pra moça da lanchonete.

Eu não aguento mais isso.

Depois que começamos a nossa história você não me deu mais o direito de fazer amizades com meninas. Todas que eu conheço automaticamente já são suas inimigas. Tento entender o porque disso, sei lá, parece que você age assim por sei lá, me invejar, só porque você não consegue fazer amizades com tanta facilidade e já conversamos tanto sobre isso, sobre o teu comportamento e concordamos onde deveria mudar nisso.
Me desculpa falar dessa maneira, mas é o que parece as vezes, não sei, estou tentando entender.

Eu só queria ter de volta aquela que me encantei no primeiro “oi” e não aquela que me pune quando eu retribuo outros “oi”.

Você acha mesmo que eu sou assim de ficar puxando assunto com outras garotas? Para de me comparar com teu passado, não tenho culpa se te fizeram sofrer tanto por isso, se você só se relacionou com pessoas que não se importavam com você, que te desrespeitavam, enfim, eu só quero que você se lembre que eu não sou igual aos outros.

Eu não preciso procurar nada em outro alguém se tudo que eu sempre quis encontrei em você.

Por favor, para com esse ciúmes doentio. Me sinto sufocado, preso, controlado e isso pra nós não faz nada bem. Não digo isso pelo risco de eu querer sair aprontando mil e umas por aí, mas sim porque tudo que eu sinto por você vai acabar se desgastando, e penso que a gente tem que se preocupar mais em estabelecer nossa história de uma vez por todas ao invés de transformar em ruínas.

Eu também quero que você conheça novas pessoas e faça novas amizades. Você é inteligente, super animada e muito carismática, não tem como não se apaixonar pelo teu jeito e não querer conversar que seja 5 minutos com você, mas você precisa usar isso a seu favor.
É claro que eu vou sentir um ciuminho ao te ver falando com outro garoto, mas pretendo analisar com calma a situação, e se caso eu não gostar, vou falar com você numa boa e te apontar o que eu não entendi/gostei.

A gente conversa, a gente se entende.

Eu nunca vou largar meus amigos. Você tem o direito de não concordar com isso, mas essa é a minha verdade e se isso gritar entre nós a gente pode parar aqui e conversar sobre tudo que ainda vale a pena. Talvez você ainda não vê como eu vejo, talvez eu até esteja errado, mas antes de qualquer coisa eu gostaria que se colocasse em meu lugar e mais que isso, que me ouvisse, especialmente quando eu digo que não brinquei quando te disse pela primeira vez o “eu amo você e quero viver nossa história até onde a gente achar que devemos, superando todos os problemas e sobretudo tendo consciência que a gente é quem vai determinar o nosso ‘pra sempre'”.

Para de ver as outras meninas como uma ameaça pra nós, ou pra você, e vem junto comigo, vamos consolidando nossa história a cada dia, cada um fazendo sua parte, com muito respeito e acima de tudo com muito sentimento, aquele sentimento que cultivamos desde o “Aceito”. Fica tranquila e por favor coloca na tua cabeça, eu não sou igual aos outros, não busco outras pessoas, eu só conheço elas.
Penso que as coisas acontecem se a gente der abertura pra isso, e eu não faço nada além de responder os comentários direcionados a mim, posso até mudar meu jeito de responder pra te deixar mais confortável, mas eu não posso mudar o lugar pra ondo olho nas ruas, por exemplo, entende?

Eu só amo uma voz dizendo meu nome: a sua, as outras, eu considero.

ATENÇÃO PESSOAL DE SÃO PAULO: http://twitpic.com/735eoy – Vamos?

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