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Vai Que Você Pergunta Quem Fez

Porque pra mim tá tudo bem se eu só ficar perto de você.
Você nem sabe quem eu sou direito, mas pra mim tá tudo bem.
Eu nem me importo se você não me notar, muito menos se nem souber o meu nome, pra mim tanto faz, desde que eu fique perto de você.

Mas confesso que já sonhei como seria divertido se você acertasse o meu nome.

Eu nem ligo quando meus amigos fazem piada comigo na sua frente, nem ligo com a vergonha que eu passo, pelo menos nesses momentos eu me torno um motivo para ver um sorriso teu. Já é um começo.

É melhor te ter sem você saber do que nunca te ter.

É bem isso mesmo, gosto de você e você nem sabe. Pra mim nem importa se você continua curtindo e comentando fotos de outras pessoas na internet, distribuindo elogios e cantadas claras que representam suas maiores vontades. Eu assisto tudo de longe e finjo que nem sei do que está falando só pra eu ficar normal. Também não me importo quando você troca a foto do perfil e vem um monte de gente de elogiando, falando como tem mudado, como tem ficado cada vez melhor e essas coisas que só quem tem sangue de barata não sente ciúmes, o que não é meu caso.

Pensando bem, até tenho alguns motivos para te exigir mais atenção.
Fui eu quem subiu o filme naquele site de download e comentei falando “achei”, no teu post que você perguntou quem tinha algum link. Fui eu que, depois de passar algumas horas a mais sem dormir em uma noite qualquer, conseguir achar o link em sites internacionais do disco novo da sua banda favorita. Fui eu que falei propositalmente para aquele nosso amigo em comum a data exata da estreia da nova versão do teu filme favorito, eu sabia que ele te faria. Fiquei muito feliz quando te vi comentando o quanto gostou, mesmo sem ter ido com a minha companhia.

Quando a gente gosta o nosso coração funciona demais e o nosso cérebro de menos.

Já fui de me importar mais.
Outras vezes já me puni por agir assim tão cegamente, confiei em frases de efeito que diziam para eu me valorizar e olha pra frente, mas o louco é que nada que eu li e nada que ouvi foi capaz de me fazer melhor como me faz gostar de você.
Só acreditei naquela história de que desejar o bem para as pessoas faz bem pra gente.

Por isso me dói menos do que deveria te ver falando o quanto se divertiu na balada, pois pra mim, saber que de alguma maneira você está feliz, já é me fazer feliz também.

Que loucura, né?
Imagina pra mim que sinto tudo isso.

Aprendi a ter mais paciência.
Se você continuar não acertando meu nome, continuar me deixando passar despercebido mesmo diante dos meus esforços em chamar sua atenção, se você continuar sem fazer ideia do quando eu me esforço pra te fazer feliz sem você fazer a ideia, mesmo assim eu vou continuar gostando de você.

Eu não me dedico esperando retribuição, me dedico porque eu sinto.

Não me preocupo sobre como vai ser os próximos dias, o futuro e tudo que eu não conheço, no momento eu só me preocupo em saber se você vai gostar dos doces que estou preparando pra hoje, em mais uma daquelas noites de filmes com os amigos.

Vai que eu consigo te fazer memorizar meu nome se você perguntar quem fez.

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Troco Datas Comemorativas Por Ser Feliz Todos os Dias

Se eu falar que gosto mesmo é da sua primeira carinha ao acordar, você acredita em mim? Se eu falar que apesar do frio que me faz passar furtando minha parte do edredom, é ao teu lado que as minhas noites de sono são mais especiais, você acredita em mim?
Talvez não me caiba o sonho de de dizer que eu gostaria de morrer ao seu lado, então prefiro dizer a verdade que enquanto eu tiver força para admirar a sua forma de mexer no cabelo e rir no telefone, eu vou continuar sendo feliz ao seu lado.

Eu prefiro não lembrar da minha vida antes de você.

Pode soar até como uma frase feita qualquer, mas é verdade. Na última vez que tentei pensar sobre como eu vivia antes de você só consegui lembrar dos minutos antes do nosso primeiro beijo. Pra mim, isso se chama dar valor ao que realmente vale a pena, e se pra mim hoje vale muito a pena poder acordar todo dia e lembrar que tenho você para contar quando eu precisar, pra quê eu pensaria tanto em coisas que não me causam efeito?

A gente está nesse mundo para viver a melhor parte dele. E nada mais.

Uma grande parte do meu mundo hoje é te fazer feliz. E antes que pensem, eu definitivamente não sou submisso à suas vontades, ocorre que chega uma hora na vida, talvez um nível de maturidade, que a gente começa a olhar as coisas de um jeito diferente. Eu sempre busquei a minha felicidade, mas nunca imaginei que encontraria um atalho ao tentar fazer alguém feliz, ou seja, a minha maior felicidade é saber que pelo menos um dos seus sorrisos são provocados por mim.

Nenhum livro, nem filmes e nem os seriados da TV podem explicar o que eu sinto por você.

E na verdade nem quero explicação. Não quero resposta exata, que me convença e que se encaixe nas minhas expectativas. Dispenso previsões e aposto mesmo é no improvável.
Se um dia eu tivesse a chance de prever o futuro eu não aceitaria. Não preciso saber de antemão todas as coisas que devo passar na minha vida, e isso claro, inclui você. Não preciso saber quando a gente vai se divertir ou se desentender de novo. Eu só preciso de você comigo. Incondicionalmente.

Por isso eu nem ligo tanto quando a gente briga.

Uma relação que não há discussão não há construção.
E se estamos nessa para nos tornarmos pessoas melhores, devemos considerar que vez ou outra, um tijolo ou outro pode quebrar antes de acabarmos a parede.

Gostar de alguém exige o alcance do nível máximo de lucidez.
Lucidez que se aplica no verdadeiro valor das coisas, isto é, nem sempre uma mensagem não respondida ou a falta de um “te amo” na assinatura são motivos para tanta briga. E tem vezes que o pior presente do mundo é o mais sincero e o de coração mais aberto, e a isso sim devemos dar valor.

Por isso nossos abraços são tão longos.
Por isso eu gosto tanto de deitar em seu ombro e sentir o cheiro bom do seu shampoo, do seu creme hidratante de pele e do seu perfume; gosto tanto de passear com as minhas mãos pelas suas costas; gosto tanto de te ver dormir com as mãos debaixo do rosto; gosto mesmo é das suas ideias malucas tipo ir ao cinema nuns horários inusitados; gosto mesmo é de como você fica em dúvida nos provadores das lojas de roupas; gosto mesmo é de quando se realiza ao ouvir um elogio no trabalho; gosto mesmo é de saber que o livro que está lendo já está entre os seus favoritos; gosto mesmo é de ouvir seus planos pro futuro e ainda mais os que estou incluídos; gosto mesmo é poder confiar à você o controle da TV para desligá-la quando eu já dormi.

Porque eu gosto mesmo de você. Gosto mesmo todos os dias e não só nas datas comemorativas. Tento fazer do hoje o nosso mais novo dia especial da nossa vida.

E eu sei que isso um dia pode acabar, tanto de mim quanto de você. Por isso tento fazer meu papel todo dia para que se mantenha acesa em nossos corações toda a vontade de ser e de fazer um ao outro feliz.

Gosto de você por conseguir me fazer diferente, por conseguir me fazer uma pessoa melhor especialmente por um motivo: me ensinar a ver que todas as coisas, todas elas, podem ser ainda mais bonitas como já são.

Do nosso jantar em um lugar legal em uma data especial qualquer, ao nosso dia inteiro de filmes sem levantar da cama, sem escovar os dentes, sem abrir a janela.

Gosto mesmo é do nosso jeito de ver como tudo pode ser especial se a gente quiser que seja.

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Começou Quando Mudei Seu Nome na Agenda do Celular

Na verdade não era para ser assim, era para ser bem diferente.
Era para ser com você, afinal, você sabe bem o quanto eu tentei, o quanto me esforcei e o quanto tentei fazer a gente dar certo. Mas você só sabe, não quis fazer nada. E geralmente, quando a gente sabe de algo é de bom grado que tenhamos algum atitude, e falando nisso tudo o que você fez foi: nada.

Com o tempo a gente para de fundamentar as coisas e começa e sentir cada uma delas.

Para de fundamentar, para de enrolar, para de se matar querendo entender.
Falo nisso porque se eu parar para pensar, perdi tanto tempo tentando entender alguém que, de fato, não se interessava por mim da mesma forma que eu. Era eu remando sozinho mar adentro num barco que cabe dois.

E dói gostar por dois.

Eu realmente não me arrependo dos meus esforços, sabe? No fim, – olha o clichê certeiro voltando -, tinha que ser assim. Literalmente, assim.
Por isso eu não quero que fique mal ao me ver feliz. Quero que pelo menos agora tenha a sensibilidade que sempre te falou e que torça para os meus melhores dias. Mas se também não conseguir nada disso, em nada vai abalar a minha motivação.

Isso tudo é sobre sofrer ao te perder, e ser feliz ao me encontrar em outro alguém.

Porque tem horas que a gente acha que as coisas realmente não vão dar mais certo pra gente. É normal, triste, mas normal. Nesses momentos rola uma cegueira em todos nós e só conseguimos pensar que as coisas ruins vão ficar piores. Isso se chama: tendência a não tentar, afinal, é mais cômodo esperar a chuva passar do que se molhar um pouco pra gente chegar.

A gente admira a ousadia, mas praticamos a rotina.

O mundo teve que dar todas as voltas dele, lentamente, teve que me fazer chorar nos refrões, teve que me fazer andar pelas avenidas ardendo em saudade de outras situações iguais por ali. Essas e todas as outras coisas que eu passei são coisas que eu realmente tinha que viver, pois como sabemos: se não aconteceu ainda, é porque o melhor ainda está por vir.

Eu vou mentir se eu falar que não sinto sua falta.
Vez ou outra me pego lembrando de você e dos motivos que faziam a gente dar risada. Só que hoje eu lembro como algo que vivi e não mais como algo que eu quero viver. A verdade é que estou caminhando para os meus dias melhores e isso aqui é só pra te enterrar no passado.

Desapego é colocar uma pedra em todas as folhas de uma história devidamente vivida. E deixar lá.

Entenda que você é especial e acredite em todas as outras milhões de vezes que eu te disse isso, só que hoje eu estou pronto para ouvir de alguém que eu também sou especial. Hoje estou pronto para ouvir que também sou motivo de saudade, que também estou bonito, que também faço bem, que também tenho a quem contar. E pra você,  – lembra? -, eu disse isso muitas e muitas vezes.

Hoje sou eu quem sai e deixa a porta aberta. Sou eu quem não responde mais a última mensagem. Sou eu quem trocou seu nome na agenda de celular de “apelido” para “nome e sobrenome”, e aliás, depois disso, as coisas começaram acontecer para mim simplesmente porque aceitei que passou.
Isso tudo e muito mais é sobre me despedir de você.

Eu nunca vou te comparar à ninguém, mas hoje encontrei um novo brilho em um sorriso. É um brilho que também me ilumina. Encontrei um abraço gostoso de morar, um lugar pra ficar e alguém especial o bastante para eu voltar a dormir de conchinha. Encontrei quem consegue me surpreender e completar. E tudo que eu precisava era de alguém que provasse que se importa comigo, não era nem quem gosta e se declara, só quem se importa.

Encontrei em outra pessoa tudo o que também tinha em você, e só estou falando isso para você saber que das bolachas do pacote você está longe de ser a última.

Não me leve a mal, um beijo.

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Desconfie do que Diz o Seu Horóscopo

De repente só não é a hora.
Assim, preto no branco, na mais pura e efetiva prática.
Melhor que entupir a cabeça com interrogações recheadas de argumentos, é aceitar que simplesmente este não é o momento ideal para as coisas correrem como você tanto deseja.

A gente já vive a vida depressa demais, então deixa a melhor parte acontecer devagar.

Eu sei que a paciência esgota e que esse negócio de “espera que a sua hora chega” cansa mais do que qualquer outra coisa, mas a verdade é que isso é uma verdade. Sei também que dá uma raiva ouvir piadinhas sobre a sua vida pessoal, sobre a velocidade com que as coisas tem acontecido pra você, e também sei como é horrível parecer que a vida dos outros acontece mais rápido que a sua, mas entenda, isso tudo faz parte da relatividade da vida.

Se ainda não aconteceu é porque o melhor ainda está por vir.

Em meio à todas as preocupações que temos na vida, perder tempo pensando em coisas que sequer aconteceram é uma grande desinteligência. E vale entender que: parar de pensar não significa parar de querer, significa respeitar a hora de acontecer.
Parece tema batido, pode soar como meia dúzia de palavras prontas, mas o que você tem a perder se preferir acreditar na parte boa das coisas ruins?

Tem que coisas que precisam não acontecer para que podemos viver outras.

É isso mesmo, NÃO acontecer, isto é, muitas vezes a gente precisa que a vida estacione um pouco em um segmento para que possamos pisar no acelerador em outros. E a gente sabe: sempre temos o que melhorar, sempre.

Faz mal que chega a doer não ter um motivo especial para aproveitar os feriados prolongados. Mas quem disse que eles não podem ser aproveitados sem que haja motivo especial? Ou melhor, quem foi que disse que você não pode criar o teu próprio motivo? Não é justo desperdiçar vida pensando no que queremos ter, se podemos aproveitá-la vivendo com o que temos, aperfeiçoando, renovando e investindo.

Não pule para a última página do livro, leia uma a uma nem que dure mil anos.

Às vezes é melhor esperar para se surpreender, do que se surpreender pela falta de espera.

Nem sempre é carência, tem vezes que é só pressa.

Os abraços não são substituíveis mas a gente sempre pode conhecer novos. E como faz bem ter mais de uma opção das melhores coisas da vida, né? Mais de uma opção de chocolate, mais de um feriado no mês, mais de um amigo pra dar risada, mais de um filme preferido, mais de um prato favorito, mais de uma música pra cantar no banheiro, mais de uma roupa nova pra vestir. Como faz bem.

É melhor viver para acumular coisas boas e não para ser refém das mesmas.

No fim das contas, o que importa é a forma que acordamos todos os dias para viver mais um dia atrás das coisas que tanto queremos. Sem demagogia, eu juro, e peço, acredite que esta é a verdade.

Antes de dormir e ao acordar mentalize as coisas boas que deseja pra você,
e quando menos perceber, as melhores vão acontecer.

E não é lendo o horóscopo do jornal ou nos sites de entretenimento que você vai encontrar a data em que tudo que deseja finalmente vai acontecer. Ali, são as mesmas palavras levando conforto para milhares de pessoas que vivem fases diferentes. Então, dá mesmo pra confiar?

O relógio atrasa mas a hora sempre chega.
Sério.

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Ficaria Feliz Se Você Acreditasse Em Mim

Até quando a intenção é efetivamente boa, não dá pra ter certeza se a gente deve fazer algo. Esse mundo anda tão estranho, que ao invés de soluções, o que mais encontramos são novos problemas ou velhos problemas sobre as mesmas coisas.

Dá medo pensar que esse mundo não está pronto para a sinceridade.

Eu nunca brinco com as coisas que vivo, tão menos com as que eu sinto. Se me aconteceu algo a ponto de me acelerar o coração, sei que já é um motivo pra eu repensar e ver de qual maneira devo aflorar esses sentimentos.

Eu tenho medo de falar que gosto de você. Sério.

É um inacreditável e infantil medo de de você não entender as coisas que eu tenho pra dizer. E eu tenho meus motivos para ter esses receios. 

Na internet o que eu mais vejo são pessoas compartilhando frases sobre coisas que não deram certo, sobre a dor da saudade e sobre como faz falta ter alguém. Do contrário, pouco vejo celebrações de um sentimento bom e uma tentativa de compartilhar com o mundo a fase boa da vida, logo, espalhando o bem e as boas energias. Sendo assim, como convencer que existe um lugar cheio de boas intenções sem ser a sete palmos do chão? Faz todo sentido pensar que é melhor nem começar nada, pois aparentemente, para algumas pessoas a data de vencimento está mais perto que a data de renovação. E é só uma questão de ponto de vista.

Cada dia mais perto também significa cada dia mais longe.

Esse monte de gente acreditando que a inveja tem sono leve, só aumenta ainda mais o abismo entre o que se tem e o que se deseja, pois esse medo todo de ver uma história se arruinar ao falar pro mundo sobre a própria felicidade não protege nada, só adia a data do desmoronamento. Direto e reto: ao invés de pensar que não faz bem gritar a felicidade pela inveja ter sono leve, melhor seria pensar que deve-se sim gritar pro mundo e pra todos os planetas – de uma forma coerente, claro – que a felicidade chegou, especialmente por um motivo: quando a gente emana alegria, alegria em dobro a gente absorve.

Pois bem, sou uma pessoa no meio desse monte de gente.
Eu não sei se você vai acreditar que o que eu sinto é real. Não sei você vai acreditar que na minha cabeça eu já vi a gente andando da mãos dadas pelo parque num fim de tarde de sábado; já vi a gente até brigando sobre qual filmes escolher numa sexta à noite.
Pensando bem, também não sei se acreditaria se fosse eu no seu lugar.
E inclusive, se eu pudesse, voltaria lá atrás, até mesmo pra antes de te conhecer, pois lá no passado eu tinha problemas pra cuidar e não lidava com situações em que transformo em problemas.

Pior que um problema é transformar algo em um problema.

Gostar de alguém deve ser um prazer e não uma prisão.

E sem querer, é complicado, eu me vejo pouco a pouco preso dentro de você sem você sequer fazer a ideia. Me vejo com preocupação sobre a sua vida, família, trabalho e amigos, e o que é pior, me vejo como alguém capaz de te ajudar em tudo isso. Mas eu sinto medo de te dizer.

A gente tem mania de pensar mais na parte ruim das coisas.
A gente tem mania de se punir até quando somos inocentes.

Então, gostar de você pra mim hoje é o maior sofrimento que posso viver.
Por isso eu faço cara de paisagem toda vez que a gente se vê, pois no lugar do rosto eu gostaria de beijar a sua boca que eu até já desenhei no espelho do banheiro. É, parece fácil e sou quem mais gostaria que realmente fosse.
Já comprei seu perfume e joguei na minha cama pra sentir teu cheiro comigo toda noite.

É uma loucura, claro que é.
Pois bem, como é que eu posso te fazer acreditar que é uma loucura por você? Que é a parte da boa da loucura? Que inclusive preciso consultar um psiquiatra por não mais conseguir ouvir teu nome sem meu peito apertar?

Eu não quero te forçar a confiar em mim
Só quero que um dia eu consiga te dizer tudo isso.
E seria muito legal se você acreditasse que é tudo verdade.
Mas eu te entendo.
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Isso Não Passa de Uma Vontade

Já não sei bem o que é.
Um dia aprendi num filme que se chamava solidão, hoje eu não sei bem que nome dar.
Já me disseram que era carência, já me disseram que era só falta do que pensar.
De todas as coisas que eu ouvi, em nenhuma acreditei. E não foi por falta de vontade, pois bem que eu queria que fosse algo fácil de rotular e assim eu poderia dormir em paz. Só que as coisas, como sabemos, raramente são como queremos.

Se a gente ainda lembra é porque ainda faz diferença.

Outro dia lembrei de alguns sorrisos que ganhei de você.
Lembrei de quando você corria pra me abraçar depois de uma semana sem a gente se ver. Lembrei das horas que passei pelas lojas dessa cidade na dúvida sobre o que te comprar de presente.
Também teve o dia que lembrei de quando a gente chorou juntos pela primeira vez. E com isso, lembrei de novo de tudo que a gente fez pela primeira vez.
E ainda querem me dizer que é falta do que pensar?

Eu não comando um botão no peito que traz e leva as lembranças a hora que eu quero, eu só sinto e do mesmo jeito que elas vão, elas voltam.

Seu sorriso me iluminou mais que o maior sol que já vi no verão.

Aceitar que passou não é lutar contra a nossa vontade, é ser a favor do nosso coração.

Da mesma forma que faz chorar, faz bem aceitar algumas mudanças da vida. É normal doer por a gente não saber o que fazer, afinal, seria tão melhor se o calendário funcionasse como um controle remoto e então a gente pudesse escolher qual dia passaria mais rápido, qual mais devagar e qual a gente viveria outra vez. Só que é bom ver novos filmes na TV, a gente só esquece disso. Os preferidos, no entanto, nós nunca vamos esquecer.

Tipo você.
Não consigo imaginar o que você está fazendo agora e quem está te vendo dormir, quem está te ouvindo por horas no telefone, quem está te mostrando vídeos engraçados na internet, quem está te ajudando a ser mais feliz. E a verdade é que nem gostaria de saber.
Esse tempo longe me fez ter certeza de quem eu sou. E que pior que eu não goste de muitas coisas em mim, eu jamais deixaria de ser exatamente como eu sou.

Se eu não mudei ao te ver partir, não mudaria agora que entendi.

Talvez as coisas que eu sinto aqui dentro tenham valor demais e por isso o tempo tem sido assim tão cruel comigo. Quem sabe, não dá pra afirmar, mas quem sabe não era pra ser como realmente foi? A gente prefere buscar respostas pra tudo a ter que simplesmente aceitar que algumas coisas não precisam de respostas. Exatamente como fiz ao ouvir que você não sentia mais o bastante. Tive que me levantar no outro dia, pegar o mesmo transporte público lotado, chegar no trabalho, ter um dia estressante, e tudo, tudo pra poder pagar minhas contas no fim do mês ou comprar novas roupas pra usar no fim de semana. Aliás, as mesmas roupas que comprávamos nós dois.

Sério, não foi nada fácil ter que acompanhar a lentidão dos dias até aqui, mas se eu não desisti antes, não vai ser agora que vou fraquejar.

Isso são só reações que a saudade através do frio desse outono me faz sentir.

Guardo minhas esperanças em te ter de novo no mesmo lugar onde guardo os sonhos ainda não realizados.

Na falta de um abraço de consolo, nos clichês nós podemos confiar. “Tudo passa!”, “Amanhã vai ser melhor!” e coisas do tipo são só verdades batidas, mas ainda assim, verdades.
Por isso, pouco a pouco, sem ninguém nas últimas sextas-feiras, coloquei na minha cabeça que basicamente tinha que ser assim: você aí e eu aqui, sendo dois sós e não mais dois a sós. Essa mudança na forma de ver a vida me fez repensar meus sonhos, por isso eu digo que te guardei lá perto dos que eu ainda não realizei. É que eu comecei a ver que talvez todos os sonhos que eu quero realizar não sejam sonhos realizáveis, que talvez sejam só grandes vontades, mas nada a ponto de serem grandes sonhos.

Pra mim, hoje você é só uma vontade de voltar no passado. E tenho a impressão que eu tenho muito futuro pra viver, logo, prefiro te deixar sendo só vontade.

Posso não ter certeza do que é hoje,
mas sei exatamente tudo o que já foi um dia.

Me parece que aqui dentro é só um frio que um agasalho sozinho não consegue aquecer,
mas amanhã pode fazer sol, vai saber.
Vou torcer.

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Gente, uma dica.
Essa trilha sonora de hoje faz parte do disco novo do meu grande amigo ERIC MATERN.
Um grande e talentoso artista que merece a atenção de vocês!
Para ouvir todas as músicas e comprar o disco, acessem: www.ericmatern.com

 

Por Favor, Que Horas São?

Há quem tenha atitude,
Há quem sê de bem com as atitudes,
Há quem não se dê tão bem assim com as atitudes,
E há quem, sem pensar no fim, toma alguma atitude.

Não é de assustar a quantidade de vezes que a gente pensa: “Será que mando ou não essa mensagem?” e aí decidimos alguma coisa. O negócio é que a gente nunca vai poder prever o que vai acontecer com as nossas atitudes, do contrário, é vantajoso que tenhamos alguma atitude pois esperar que sejamos surpreendidos com sorrisos em nossa direção, é depositar uma responsabilidade muito grande no destino.

Em outras  palavras, ninguém nunca vai te convidar pra sair se você não se demonstrar uma pessoa minimamente interessada em aceitar. Do mesmo jeito, ninguém vai aceitar seus convites se você, por medo ou vergonha, já antever que a resposta será negativa.

A vida é um filme sem roteiro onde o Diretor somos nós.
Ou seja, está nas nossas mãos fazer com que a vida que temos seja mais interessante. Não por ninguém, só por nós mesmos, sabe?

Só que aí a gente tem a mania de pensar demais.
Pensamos tanto que não vemos o tempo correr e as oportunidades escorrerem pelas nossas próprias mãos. Não dá pra ter uma estimativa, mas com certeza MUITA GENTE, mas MUITA GENTE MESMO já perdeu a chance de viver uma história interessante por pensar demais. É claro que isso não significa que devemos ser impulsivos, fechando o olho e fazendo o que der na telha – embora isso tenha seu lado bom -, isso significa que o tempo que se perde pensando merece ser vivido aproveitando.

Se o que queremos é juntar histórias pra contar, porque não deixamos que aconteçam?
Se o que a gente mais gosta nessa vida é compartilhar com quem gostamos as coisas boas da vida, porque a gente não deixa que essas coisas boas aconteçam? E aí surgem aquelas respostas: Porque “não é a fase”! Porque não tenho certeza”! AH VÁ. A vida afasta as pedras e nós vamos lá, trazemos de volta uma a uma, ganhando assim o prêmio de burrice humana.

Em muitos casos dá pra entender o fator trauma.
Tipo, viver uma história que beira a perfeição e no fim ser surpreendido com uma decepção sem tamanho. Ou qualquer tipo de trauma, como esse aí que você está pensando. Dá pra entender, claro que dá. Só que as contas chegam no fim do mês, ou seja, de um jeito ou de outro a vida tem que andar e a gente precisa virar a página, por mais pesada que seja.

Um livro só faz sentido quando a gente acaba de ler,
pois enquanto estamos lendo é só uma soma de suposições e impressões.
E a vida, com seus traumas, funciona exatamente igual. A gente só consegue assimilar as lições das coisas que vivemos depois que superamos.

O engraçado é que muitos dos problemas que a gente reclama somos nós mesmos que causamos, né?
Você certamente deve conhecer alguém que posta na internet o quanto a solidão tem torturado e o quanto gostaria  de ter alguém pra ver um filme num sábado a noite, ou talvez comer fora, ou talvez tudo. Aí você pensa sobre esse alguém: o que ele tem feito pra viver isso? Pois, viver uma vida que irreal aproxima coisas igualmente irreais e não as que aquecem o peito, sendo claro, não é postando foto de balada que esse alguém vai atrair alguém pra dormir de conchinha. No máximo, vai atrair outras pessoas que gostam de fotos de balada. Mas tudo isso, claro, em tese.

Faço um convite: vamos pensar.
Isso, agora está liberado pensar! Pensar no que temos feito, e mais do que isso, pensar no que não temos feito e em todas as chances que temos desperdiçado. Pensar pra de repente entender e encontrar as respostas das coisas que não fazem tanto sentido hoje, tendo em vista que, como já refletimos acima, se não totalmente, somos grandes responsáveis pelo nosso destino.

Talvez seja a hora da gente dar segundas chances, talvez seja a hora da gente recusar segundas chances. Talvez seja a hora da gente dizer mais “Sim” que “Não”. Talvez seja a hora da gente parar de criar problema onde não existe, até por quê, é desinteligente ter uma vida cercada de problemas, principalmente criados por nós.
Talvez seja a hora de gastar o tempo com coisas que tragam mais alívio que rombos no cartão de crédito. E os parques da cidade estão aí pra isso, bem como as conversas com amigos. Talvez seja a hora de pensar melhor sobre aquela pessoa, talvez seja a hora de entender que aquela outra pessoa realmente não vai mais voltar.

Talvez seja a hora de um monte de coisa, mas com certeza é a hora de tomar alguma atitude.

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Vem Cá, Não Precisa Falar Nada

Deixa a voz falhar.
Encosta a cabeça, sente meu cheiro e suspire devagar.
Aqui a música é do meu coração feliz por encontrar o seu.
Ele aumenta de velocidade quando você diminui a distância de mim.
E é assim comigo todas as vezes desde a primeira vez.

Tem coisas que precisam acontecer.

Tenho um passado que não me traz sorrisos, mas este mesmo passado me trouxe até aqui e tenho certeza que se eu não vivesse o que vivi, jamais saberia o que é esse tal de valor as pequenas coisas.

As coisas que a gente demora pra aprender são as que nunca devemos esquecer.

Faz parte. Ninguém nasce sabendo de tudo, embora desde muito pequenos já aprendemos o que não podemos fazer. O critério sobre o que é certo ou errado, em tese, é o mesmo sobre o que vale dar valor ou não. As lições são as mesmas, as escolas que mudam e na escola da vida, só cabe 1 aluno por unidade.

Aqui eu já sequei minha lágrima, lembra?
Aqui também eu já te segurei pra tentar te fazer parar de chorar. Eu lembro.

É no silêncio do carinho que as boas intenções fazem morada.

Em outras palavas, até aqui e sobre “aqui” estou falando do nosso abraço e em como eu não sou nada sem ele.
É pertinho de você, entre os seus braços com suas mãos indo e voltando pelas minhas costas, junto ao seu cabelo e deitando no seu ombro, é onde eu gosto de ficar.
E tudo é ainda mais verdade quando é o nosso abraço deitado.

Quando a gente deita e eu te vejo de baixo para cima fazendo do meu peito seu travesseiro e meu coração falando coisas diretamente pra dentro do seu ouvido, é que eu celebro o meu passado por me deixar viver isso.
As coisas não mudam muito quando sou eu quem te vê por cima. Deitado sobre você com os cotovelos na cama, cabeça acima dos seus seios, queixos aproximados e a nossa respiração ofegante. Te ouço falar enquanto meço cada centímetro do seu rosto com a ponta dos dedos, aliás, as mesmas com que percorro seus lábios e saio tentando medir a sutileza com que você se expressa ao falar. E tudo isso acontecer devagar, enquanto a gente conversa.

Também é especial quando o sono vem.
De costas para mim, me aproximo e nossos corpos se encaixam como peças de engrenagens. Você se encolhe pelo frio da madrugada e eu te trago ainda mais pra perto como se eu falasse: “Não precisa se preocupar, estou aqui e aqui eu vou ficar”.

Falaria sobre nosso abraço por horas.
E quando eu toco a campainha e você vem abrir o portão? Ali se faz o nosso mais sincero abraço saudade. O primeiro das próximas horas, o mais faminto e talvez o mais longo. Toda vez você reclama que está descabelada e a verdade é que nesses momentos eu nunca reparo no seu cabelo. Abusada, quando faz frio, procura se aquecer colocando uma das mãos por baixo do meu moletom e minha camiseta, ou seja, gelando minhas costas com suas mãos de tão frias.

A gente gosta de transformar as coisas.
E o mais legal é que isso é natural. Sempre – e sem querer – encontramos alguma forma de fazer com o que o próximo abraço seja sempre melhor, apesar de algumas dificuldades. Tipo quando eu te busco de carro, parando em local proibido, te pedindo pra entrar rapidinho. Ali o abraço é adiado até o próximo momento de tranquilidade.
Tem também aquele que a gente dá escolhendo um filme no cinema. Um ao lado do outro, desocupamos uma das mãos para apontar os horários nos televisores ou para um segurar o jornal com a programação, enquanto o outro aponta as sessões.

Meio sem jeito, – lembra? – é quando tentamos também nos abraçar em algum show de uma banda que gostamos. Engraçado, no entanto, que esse absurdo da física de tentar fazer duas coisas ao mesmo tempo até que faz sentido, porque a gente consegue, sabe lá como, curtir abraçados. É algo sobre viver um momento bom e querer compartilhar cada segundo um com ou outro. A gente não se gruda, mas também não nos policiamos.

Por isso, fica aqui, pode ficar. E se quiser, nem precisa falar nada, deixa a voz falhar. Encosta a cabeça, sente meu cheiro e suspire devagar.
Aqui, do jeito que a gente está, depois de me ouvir tanto falar.
Continua aqui descansando no meu ombro enquanto pego uma porção do seu cabelo e me divirto em colocar e retirar de trás da sua orelha.
Se um dia esse meu abraço não bastar pra você, acredite, ele continuará sendo igual e pra sempre vai saber como se comportar quando que te ver.

Agora, vem cá.
E fica aqui.

(Texto especial pelo Dia do Abraço!♥)
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Resultado de um “Vamos Marcar de Sair?” e Finalmente Sair

A gente se via às vezes.
Ou melhor, eu a via às vezes, porque ela nem sabia da minha existência.
Reparei que ela usava camiseta de bandas que eu gosto. E disso, eu gostei ainda mais.
Só que eu sou assim: tenho vergonha até de elogiar. Que negócio estranho. É que sei lá, esse mundo anda tão louco que até o fato de elogiar alguém pode parecer que você possui segundas intenções. Não que eu não tivesse com ela. Mas enfim, rs.

Carência é ver em um elogio alguma outra intenção além de ser elogiado.

Comecei a encontrá-la mais vezes. Nas mesmas e corriqueiras situações de transporte coletivo.
Meio que tinha virado uma rotina, pois era impressionante: quase todo santo dia (não, espera… “santo” não porque ela não é tão religiosa assim), quase todo dia, (agora sim!), a gente se encontrava, e sabe sobre o que conversávamos? R: NA-DA. Ué, eu dentro do meu direito de ser tímido, e ela no direito dela de não fazer nada, afinal, tenho minhas dúvidas se ela sabia que eu existia… Na minha cabeça, aquilo tudo só existia pra mim, tendo em vista que eu nunca reparei se ela olhava pra mim, ou melhor, ela até olhava, mas só quando eu já estava olhando e praticamente “secando”, sabe? Eu não sei lidar com flertes. Que bagunça!

Paciência é a cereja da vida.

Depois de tanto tempo com a gente se encontrando sem querer (pausa: confesso que muitas das vezes que nos encontramos, eu forcei isso hehe, corria pra estar no lugar de sempre na hora de sempre!) finalmente resolvi tomar alguma atitude, porque olha, pelo jeito que as coisas caminhavam, nosso destino seria se conhecer tão bem a ponto de decorar a roupa um do outro, mas, sem nunca falar um “oi”.

Pela falta de tentativa é que não se deve morrer nessa vida.

Esperei a oportunidade ideal e fui conversar com ela. Os assuntos eu nem quero lembrar direito, e pra ser sincero, nem lembro exatamente direito, porque eu fiquei tão nervoso com essa ansiedade de falar com ela, de ouvir a voz, de poder falar um ‘oi’ e talvez ganhar um beijo no rosto de brinde *-*, que eu praticamente congelei no mesmo lugar. Tá, exagerei totalmente um pouco. ÓBVIO que eu lembro de como foi, do jeito que eu falei e de como eu fiquei.
Ela foi muito simpática. Trocamos e-mails e contatos na internet para continuarmos a conversa. Lembro que no dia seguinte eu fiquei desesperado, mal dormi, mal comi meio ansioso para falar com ela de novo. A vida sorriu pra mim, e pela internet, voltamos a conversar. Falávamos de amenidades, nada muito profundo e não dei detalhes das minhas intenções, na verdade eu nem sabia o que falar sobre intenções. Como sempre, sem novidades.
Conversamos algumas vezes durante a semana e eu até que mencionava uns ousados “vamos marcar de sair” tirando coragem sei lá de onde pra falar isso, e ela respondia uns elegantes “vamos, claro!” que óbviamente, como 90% das histórias das pessoas, nunca saíram do papel. Ou do computador.

A gente pode até não ter uma vida surpreendente, mas podemos fazer com que seja uma vida recheada de surpresas.

Depois de mais uma conversa virtual, e as minhas esperanças de qualquer outra coisa indo pelo ralo, fui dar uma dormida. Era umas 19hs de sábado.
Até que a vida (olha ela aí de novo!) sorriu pra mim caprichosamente, foi até minha cama e falou: “HOJE TEM!”, ou em outras palavras, foi quando meu telefone tocou, e adivinha? Era ela: uma moça vendendo cartões de crédito. Sério.
Aí o mundo deu voltas, a  vida =D e o telefone tocou de novo: “Meu, você falou que queria fazer alguma coisa, vamos sair agora?!” Não posso comprovar, mas eu senti que o meu semblante naquele momento foi o mesmo de quando a vi pela primeira vez. Vez ou outra eu penso em tatuar “Vamos sair agora?” tamanha a surpresa e alegria pela atitude dela! Eu achei sensacional o fato dela querer me ver e ir atrás de mim, sem ficar naquela ladainha de “os homens tem que vir atrás”, (até porque se ela esperasse, no meu caso, nos encontraríamos num asilo qualquer um dia!) ela sentiu, quis sair, ME LIGOU e fim. Honestíssima, mais mulher que muitas que eu vejo por aí postando foto na internet pra ganhar like, já que abraço não vai ganhar.
Respondi: “Sim, claro!”, meio sem entender direito, e já fazendo mil planos do que fazer, pra onde sair, a que horas, se eu tinha dinheiro, se eu teríamos como voltar, se eu tinha roupa legal, se meu cabelo estava bom, essas coisas de menina qualquer pessoa ansiosa.

Criativo, sugeri uma passeio surpreendente: irmos ao cinema.
(Por quê????????? Meu cérebro gritava escandalosamente!)
“Jura que é isso que você vai me chamar pra fazer?” tenho 99% de certeza que ela pensou algo do tipo. MAS UÉ, era um sábado a noite, convidar pra ir em um restaurante tailandês é o que eu não faria. Por óbvias questões financeiras.

SAÍMOS! Ela estava bem bonita, eu lembro.
Pra mim aquilo tudo era um sonho doido. Comecei a lembrar das primeiras vezes que nos vimos – ou que eu a vi! – e de todas as outras que eu queria falar com ela sem nunca ter coragem.
Na sala de cinema, nos beijamos! ♥ Olha, pode escrever, foi um dos momentos mais especiais da minha vida.

Depois de tudo isso, a gente resolveu deixar as coisas mais sérias, se é que me entendem.
Mas não durou muito tempo, e como na maioria das vezes da minha vida, ela que quis dar um fim, alegando que éramos muito diferentes e que não ia fazer bem pra gente. Foi algo que eu não entendi direito, afinal, o que a gente busca na vida são pessoas diferentes da gente, pois se for pra encontrar alguém igual, que fiquemos com nós mesmos. Mas o que eu podia fazer? Pedir pra voltar? Pedi. E o que ela poderia fazer? Pensar melhor e dar uma chance pra gente? Não pensou nada e não deu chance coisa nenhuma.

Hoje ela tem outro namorado.
E eu tenho uma história muito especial pra contar, que aliás conto com o maior =D no rosto.

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Fazendo das Pequenas as Melhores Coisas

10h13.
Invadem o quarto alguns insistentes raios de sol.
Quando me dei conta que realmente acordei percebi que você continuava dormindo. Recalculei meus movimentos para não te atrapalhar.
Delicadamente retirei sua perna de cima das minhas e sua mão do meu peito e levantei da cama até a janela para juntar as cortinas, e assim pode esconder um pouco da luz do sol para prolongar aquele climinha de madrugada.
Voltei para a cama.
Não sei se você estava acordada ou se eram movimentos involuntários, mas você entendeu que eu havia voltado e prontamente recolocou suas pernas sobre as minhas e usou meu peito como travesseiro.
Com uma mão atrás da cabeça, escolhi não mudar esse cenário e fiquei olhando pro teto. Naquela altura, o maior som era o da minha respiração e eu conseguia te ver levantando e abaixando em meu peito.
Procurei me certificar que seus pés estavam cobertos. E não estavam. Pausadamente os cobri novamente fazendo dos meus pés meus braços.
Voltei para a primeira posição mas eu já não tinha sono para voltar a dormir, já você, parecia que estava apenas começando a entrar em sono profundo.

Os melhores carinhos são os que a gente menos espera.

Continuei com uma mão entre minha cabeça e o travesseiro, mas coloquei a outra em seu cabelo. Separava uma porção de fios para trás da orelha; ia para o rosto e fazia pequenos círculos com efeito de massagem. Quando você se retorcia, aparentemente acordando, eu parava. Então, após perceber que eram movimentos em sono, voltava para o meu trabalho.

A felicidade tem imprevisível data de validade.

11h23.
Percebi que já tinha passado muito tempo desde que acordei e eu continuava ali: querendo continuar ali. Os bons modos dizem que é importante acordar cedo para o dia render mais, mas quem disse que eu meu não estava rendendo? Eu não me importava com o que eu a gente ia fazer no resto do dia, só queria continuar ali naquele momento.
Então você se movimentou, levando minha mão para si indicando que ficaria de costas, mas que gostaria da presença do meu abraço. Não hesitei.
Fechei a conchinha e por ali ficamos. Como de costume, nossas pernas flexionadas se encaixaram perfeitamente e partir daquele momento, fisicamente, éramos um só. Envolvi meu braço por cima do seu corpo até chegar próximo ao seu rosto e encontrar suas duas mãos que ocupavam um pequeno lugar entre parte da sua bochecha e o travesseiro. Lugar, no entanto, com espaço o bastante para caber uma das minha mãos. E por ali ficamos.

Quando estamos deitados, nossos corpos atuam como atalho para o encontro dos nossos corações. Não é só deitar juntos, é sentir um ao outro.

Nossas cabeças estavam praticamente coladas e eu encaixei meu rosto atrás do seu pescoço, fazendo com que você sentisse detalhadamente a minha respiração pausada.
Meu ângulo não favorecia com que eu continuasse observando o relógio, portanto, não consegui mais ver os minutos passando, e ao mesmo tempo, não conseguia embalar no mesmo sono que você. Só que eu também não queria sair dali.
A sensação de te ter assim tão perto, de sentir a maior quantidade de células possíveis do seu corpo é algo que me arrepiava ao passo que me trazia solitários e tímidos sorrisos.
Me afastei um pouco deixando meu braço na região da sua barriga. É que eu queria ver seu corpo melhor.
Impressionante como você parece ter sido projetada centímetro por centímetro, tamanha a simetria de curvas com o tom de pele. É possível enxergar tua sensibilidade exalando por todo o corpo.

Eu gosto tanto de te ver dormir.
Gosto tanto de te ver.
Gosto tanto.

Aos olhos de fora, estávamos apenas deitados, mas para mim, estávamos ali unidos, materializando tudo o que acreditamos como importante para nós: a cumplicidade de um para o outro. E dentro disso, todos os movimentos fazem sentido. Seu jeito de deitar em meu peito como se procurasse refúgio; minha mão no seu cabelo e no seu rosto como se eu falasse “Estou aqui!”; sua atitude em mudar de posição e me levar para ainda mais perto de você; meu braço por cima do seu corpo até o seu rosto no maior gesto de segurança. Tudo faz sentido.

Mudando a forma de ver, a gente vive diferente.
E eu nunca vi nossos gestos e nossos momentos como algo meramente normal.
Pra mim, cada segundo que você tem influência na minha vida é um segundo que eu considero especial.
Da sua mensagem de saudade ao seu jeito de me pedir conchinha.

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