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Pra Você Ver, Ainda Faço Mais do que Eu Deveria

Eu não escolhi assim.
E a partir disso, tudo o que eu posso fazer é aceitar.
Quando não tem solução, solucionado está.
E olha, eu não gostaria que tivesse sido assim também.
Eu planejei muitas coisas pra gente viver. Cheguei a pesquisar roteiros pra uma viagem no fim do ano, pesquisei hoteis e até as tendências da moda eu procurei saber, tudo pra tentar te surpreender exatamente do jeito que você gosta.

Faz parte ceder além do normal quando a gente gosta além do normal.

Até porque “ser normal” não está com nada, né?
Não que eu me considere uma pessoa do tipo “uhh, levo a vida desenfreadamente”, muito pelo contrário, mas falo a respeito do normal, dos protocolos e do jeito óbvio de se comportar com os sentimentos.

Há quem faça o que tem ser feito, há quem faça muito mais do que poderia ser feito.

E dentro deste cenário existe um montão de pessoas, inclusive eu.
Faço parte do grupo que abre mão da própria felicidade em prol da outra. O que é bom e ruim. Bom porque por mais loucura que pareça, pra mim é tão melhor inspirar um sorriso do que ver alguém se esforçando em inspirar o meu. E ruim porque isso é realmente uma loucura.
Mas se isso for algo pra ser chamado de egoísmo, eu aceito. Só que prefiro ver como algo mais profundo e sentimental, portanto, inexplicável.

Você já se perguntou se é capaz de viver a felicidade que tanto deseja?

Parece uma pergunta meio estúpida, mas faz sentido.
É que eu fico lembrando das nossas conversas. Você sempre falou dos seus sonhos e suas vontades nessa vida, mas você nunca soube valorizar o que já teve um dia, porque você sempre queria mais, mais e mais. Nada nunca era o bastante.
Depois que eu comecei a pensar por esse lado eu entendi melhor.

Por isso eu acho que o fim vai fazer melhor à mim do que à você.

Suas últimas atitudes mostraram o quanto eu estava perdendo tempo com você.
Entenda. Uma das principais premissas da vida é respeitar as pessoas. É claro que tem vezes que a gente chateia alguém sem nem perceber, mas estou falando das atitudes conscientes, de quando a gente faz alguma coisa sabendo que alguém vai sofrer com isso, mas mesmo assim, a gente vai lá e faz.
Bem, partindo do respeito e ao pensar do jeito que acabamos, me começa a fazer sentido aquela história de que o que a gente planta, a gente colhe.
Por favor, não pense que direciono os piores desejos para a sua vida, claro que não, mas quero que aconteça com você tudo o que for justo e merecido. São coisas diferentes. Agora, o que vai acontecer, não tem a ver comigo.

Não é pra mim que você vai confessar saudade, é pro seu coração.

Aquela história de que “a gente só dá valor quando perde” só faz sentido pra gente quando de fato perdermos alguma coisa, e agora, parabéns, você acaba de me perder. Eu vou te deixar como tanto quer e prometo não mais te procurar tentando te convencer de que as coisas não são bem assim. Eu vou te deixar.

Não vai ser nada fácil pra mim, ah não vai mesmo.
Pra começar pelo fato de que pra mim as coisas já são meio complicadas. Tipo, ou eu gosto muito ou eu não gosto nada, e isso me faz ter saudade dos meios termos. Essa vida de extremos ainda me mata.
É que assim, tenho certeza que vou levar um bom tempo para conseguir te guardar em um lugar específico na minha vida, algum lugar que não atrapalhe as minhas experiências recentes nem as minhas histórias do passado, um lugar só seu. E dada a complexidade de tudo isso, eu sei que vai demorar e que não vou viver sorrindo. Mas vai acontecer.

Agora você está livre para viver tudo que não me cabe mais.

Mas antes é bom a gente deixar algumas coisas bem claras.
No momento eu não consigo olhar na sua cara e muito menos fingir que nada aconteceu.
Outra coisa, agora uma dica pela nossa merda nenhuma “amizade”: Não tenta me esquecer, não. É sério, não tenta.
Entenda que quanto mais a gente força o nosso coração em fazer uma coisa, menos ele faz algo de fato. O coração é independente, ele bate as vezes que bem quiser, dói quando quer, sente falta quando quer, sente amor e raiva também quando quer. Não há palavra, não há conselho, não há frase de efeito que consiga mandar no coração. Muita coisa o estimula, mas nenhuma assegura. Só o tempo consegue entender esse danado.
Então, se eu fosse você, tentaria processar toda essa nossa história. É que tão cedo eu não vou sair da sua vida.
Se eu fosse você, nem pensaria na ideia de não mais ir em lugares onde costumávamos ir, muito menos deletaria nossos amigos em comum do Facebook, pois se você fizer alguma coisa nesse sentido, tudo o que vai conseguir é: me deixar ainda mais forte dentro de você.

A força de vontade para esquecer é a mesma para lembrar.

Só que elas se manifestam em momentos diferentes da vida. Ainda bem, né?
Então me deixa com vida na sua vida, me deixa aparecer nas estreias do cinema que você sabe que eu ia adorar assistir, me deixa viver nos shows das bandas que gostamos, me deixa viver nas noites de sábado e nas conchinhas do inverno.

Você não precisa tentar me esquecer, só precisa deixar com que a gente se esqueça.

E você pode me perguntar: “Como tem tanta certeza que se eu tentar, não vou conseguir te esquecer?” E eu já respondo: Pelo simples fato de que tudo o que eu fiz pra você, ninguém nunca na sua vida fará sequer parecido.
Toda essa minha lucidez em um momento como esse só comprova uma coisa: o que eu sinto por você não é normal, logo, preciso ter uma postura fora do normal para justificar.

Nesse sentido, entendo você não entender o fato de eu até te dar dicas sobre como ser feliz, é que pela primeira vez na vida estou fazendo as coisas que digo, além das que eu faço.

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Vamos Fingir que Nunca Aconteceu Nada

Por que você não facilita?
Sabe, porque você não deixa as coisas como exatamente estavam?
É um negócio meio louco, sei lá, mas quando pareço que vou melhorar vem você se aproximando de mim como se não soubesse que isso vai me fazer mal depois.
Vou te explicar uma coisa. Quando a gente se encontra por algum motivo e depois nos despedimos eu demoro e muito pra parar de pensar em você, eu fico remoendo cada lembrança e querendo cada segundo de volta. A merda é que tenho certeza que você não dá a mínima pra isso e pra qualquer coisa que envolva a gente, a não ser, claro, para o que você mais gosta de fazer comigo: me usar.

Não precisa fazer muita coisa, só a sua parte.

Pra mim é um saco a gente se encontrar.
Primeiro porque me volta uma felicidade desgraçada que eu não consigo explicar, aí eu começo a te contar todas as milhões de novidades, te mostro fotos no celular, mostro vídeos engraçados na internet, e você participa de tudo demonstrando uma empolgação super convincente. É exatamente aí que mora o problema. Você demonstra uma mentira, sabe-se lá porque raios.

Mais fácil do que convencer que estamos gostando de alguém é convencer que não gostamos mais.
Você deveria tentar.

Isso tudo já tem me feito mal porque é sempre igual. A gente se vê, rola aquela sintonia escandalosa, os dois ficam falando coisas ao mesmo tempo, contando a mesma novidade mil vezes, e quando não é pior, quando vez ou outra sobra um carinho a mais aqui ou ali.
Eu não preciso disso, de verdade.
Eu não preciso dos teus encantos me vendendo uma mentira, pois é isso que você se tornou: uma impiedosa mentira.
Saco! Só eu sei como eu fico depois que a gente se vê mesmo sem ter acontecido nada. Esse tal de “nada”, muitas vezes, é exatamente o maior problema. É que na minha cabeça o pouco que você faz já significa muito; na minha cabeça, o fato de conseguir te fazer dar risada já me parece um sinal de que as coisas vão voltar para os eixos. Mas que eixos? Afinal, não temos mais droga nenhuma um com o outro e isso é o que eu menos deveria pensar nessa vida! O que me deixa mais louco depois que a gente se vê e eu fico pensando nesse monte de coisa, é ter a certeza de que pra você tanto faz, que você pra você “não aconteceu nada demais”, que pra você “eu exagero demais”, mesmo sem você ter falado isso uma vez sequer.

Uma troca de olhares explica coisas que palavra nenhuma consegue.

Outro problema é que você não faz ideia do quanto eu me preparo quando sei que vou te ver, sei lá quando sei que vou a um lugar onde você estará. Penso na roupa, penso no perfume e já penso até em alguns assuntos caso a gente converse, mas que fique claro, não faço isso com alguma intenção de te seduzir ou sei lá, te impressionar. Confesso que faz um bem estranho deixar um gostinho de “olha aqui o que você não tem mais!”. Pelo menos deveria, pois o que acontece na maioria das vezes é você vir perto com esse teu jeito, falando alguma coisa ou agindo de alguma maneira que me faça lembrar do que a gente já teve um dia, aí claro, eu fico sensível, eu me desestabilizo e renasce um pensamento de que “será que agora vai?” sendo que a verdade é que não “vai” de jeito nenhum.
Está difícil ou dá pra perceber como estou falando da mesma coisa de formas diferentes?

E tudo isso é culpa sua.
É culpa sua porque você não me facilita e não me deixa em paz.
Você mal sabe o esforço que eu faço pra não pensar em você, pra focar em outras coisas, descobrir outras vontades e conhecer outras pessoas, então, não é justo que você lide comigo como se eu fosse descartável. Não é justo que você use de artifícios pra me sensibilizar, pra me fazer criar uma ideia de algo que nunca vai acontecer.
Você não tem me deixado viver! Acho que também é sua a responsabilidade por eu nunca mais ter me envolvido com alguém do jeito que eu gostaria, porque olha, não é possível, sei lá o que acontece, você deve ter feito alguma simpatia, só pode.

Aconteceu que eu não posso mais ser refém de você.
Eu não posso te ver e ficar mal, muito menos posso deixar que você faça o que tem feito quando a gente se encontra. Por isso não me entra na cabeça o fato de você não facilitar! Que saco! Vá viver sua vida também, se comporte comigo de um jeito como você realmente quer e pare de me usar, pare de brincar com o que eu sinto.

Se não existe mais nada, faça com que não exista mais nada.
E eu nem quero cogitar a possibilidade de existir algo, apesar de você demonstrar exatamente isso quando a gente está perto um do outro. Sério, nem quero cogitar.

Eu só quero pode viver.
Sabe?

Como é Que se Diz Mesmo?

É, como que faz?
Não lembro direito como eu fico e o que eu tenho que fazer quando acho que estou começando a gostar de alguém. Que confusão, meu deus!
Mas é assim que funciona, né? A gente fica bem confuso e os sentimentos começam a virar uma salada fazendo com que uma hora a gente sinta uma coisa, e ali em outra, a gente sinta algo completamente diferente. Que loucura!

E o que seria de nós se não fosse a loucura que nós mesmos criamos?

Acho que estou começando a entender.
Quando a gente gosta a gente fica bobo, né? Isso mesmo! A gente fica! A gente começa a achar graça em coisas que nem sequer percebíamos, tipo o jeito que um bebê ri no colo da mãe ou na música que o cobrador de ônibus canta assobiando. É engraçado porque tudo vira motivo de festa e até o que não é, a gente transforma em pelo menos algo positivo pra lidar de uma maneira mais gostosa.
Esse negócio de gostar faz bem.

Quando a gente menos entende é quando mais estamos sentindo de verdade.

Aparentemente é sim.
Porque tipo, se eu soubesse exatamente o que estou sentindo e como me comportar, eu poderia me poupar e calcular mais as minhas atitudes, aí acho que não seria tão legal no fim. Nessa fase a gente gosta de ser brega mesmo, dane-se. A gente quer passar o dia trocando mensagens, a gente quer saber de detalhes da rotina da outra pessoa para que possamos opinar em algo, estimular em algo e ajudar em tudo. Nasce uma tal de cumplicidade.
É quando a gente se vê sentimentalmente cúmplice de alguém? Aí é sinal que as coisas estão ficando um pouco mais sérias do que diz o horóscopo.

Faz um bem danado fazer um bem a alguém.

Outra coisa legal quando a gente entra numa fase dessa são os novos prazeres que a gente aprende. Normalmente nos sentimos bem fazendo coisas que gostamos, mas aí é só a gente perceber que o coração começou a bater um pouco mais rápido por alguém que a gente começa a ficar feliz em ajudar a pessoa gostamos, mesmo que, de alguma maneira, não gostemos em nada do que fazemos. Mas só de ver alguém ali rindo por algo que a gente disse ou fez já é motivo pra ir dormir sorrindo.

Nossa, e ir dormir então?
Isso é demais! Já bate até uma ansiedade para que aconteça logo! Sabe, aquilo de comprar um montão de comidinha gostosa, escolher alguns DVDs e passar as noites dos fins de semana se fazendo de colo um para o outro, revezando a conchinha, enroscando as pernas e falando sacanagens ao pé do ouvido. Afinal, quem nunca?
Aí a madrugando chega e o sono também. Então a gente acorda torto pela manhã: meias de um lado, edredom de outro, braço por cima, por baixo, cabelo amassado, perna pra fora, perna pra dentro, frio e aquela cena embaçarada de quem dormiu e nem viu a noite passar.

E por falar em nem ver a noite passar, e o tal do relógio?
Aff, é até difícil explicar. Durante a semana ele passa se rastejando, durante o horário de trabalho, nossa senhora, se não fosse pelo Whatsapp, SMS’s, e-mail e chat, não dá pra saber como daria pra aguentar ficar tanto tempo sem trocar um carinho. Se bem que, pensando bem, por essa quantidade de meios que existem pra se comunicar hoje em dia, conforta pensar que já foi pior. Só que a gente quer sempre mais! É que quando a gente tá gostando, nada é demais. Podemos passar o dia inteiro conversando e quando a gente se vê os assuntos só aumentam. É realmente um negócio louco. Mas tão bom.

Se melhorar, não estraga nada. Melhora mesmo!

Concordo que a gente não deve se precipitar.
Às vezes esse sentimento doido não passa de uma loucura temporária, sei lá, algo bem de momento que nasce só pra movimentar a vida – e isso é ótimo. Só que esse sentimento tem total chance de se tornar algo maior e mais forte, e aí, a coisa realmente começa a ficar bem séria.
Por exemplo quando a gente começa a sofrer com a saudade que por algum motivo maior somos obrigados a conviver. Bem como quando a gente começa a ter que lidar com outros sentimentos só que não tão bons assim.  Tipo o ciúmes. E a raiva que dá ver aquela pessoa conversando com quem a gente “não gosta”? E pior, quem não gostamos muitas vezes até sem por quê. Como somos problemáticos! Mas acho que isso talvez seja uma defesa, sabe? A gente não quer que a pessoa sofra e temos o direito de não gostar de todo mundo, daí por algum motivo, que seja um motivo só nosso, a gente começa a imaginar coisas e tentamos de alguma maneira controlar a situação. É, falei bonito, mas estou falando de ciúmes mesmo. Fim.

Ciúmes não faz bem, o que faz bem é fazer bem a alguém.

Pena que a gente não consegue controlar, né?
Vai “curtir” a foto de outra pessoa, não dessa que odeio!
Vai “encontrar sem querer” outra pessoa, mas não essa.
Até que dá pra justificar essas coisas, mas isso só não pode virar algo neurótico, porque aí tudo que a gente fez de bem para a pessoa acaba se desgastando; tudo acaba se transformando em nada e não mais acrescentando e muito menos dando prazer em nada. Por isso a gente tem que tomar cuidado.

É, como que faz?
Falei, falei e falei e praticamente não saí do lugar, só poluí conceitos.
Mas isso tem a ver com aquele estágio que a gente se encontra onde não importa o que falamos, sempre vai ser pensando em alguém, por alguém, pelo bem daquele alguém.
Como é que se diz mesmo?
Ouvi falar que quando a gente tá assim tão dedicado e sentindo alguém mais presente na nossa vida do que nunca, isso é sinal de um troço chamado amor.

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Cheguei Em Casa, Obrigado Por Hoje

Hoje eu ia te chamar pra sair.
Cheguei até a abrir sua janela no chat pensando em puxar algum assunto pra quem sabe depois a gente combinar alguma coisa e aproveitar esse dia. Mas me deu medo.
Me deu de parecer idiota.
Talvez esse medo todo tenha a ver com todas as outras vezes que eu já me esforcei por alguém e não tive absolutamente nada em troca, talvez isso tenha a ver com essa merda de reciprocidade que tanto falam e que faz tempo que eu não faço ideia do que significa.

O problema é que eu sou assim sentimental e incontrolável.

Desde criança, lá nas minhas primeiras paixõezinhas de escola, sempre fui quem sentia o coração despertar ao só chegar perto de quem eu gostava, aí eu ia e tentava falar alguma coisa e em praticamente todas as vezes o que eu falava era algo que não significava nada, mas pelo menos falava.

Transbordo tanto sentimento que tenho medo de morrer afogado em mim mesmo.

Engraçado é que isso era pra ser algo positivo.
Só que o mundo é estranho demais e na prática eu não vejo nada do que as pessoas compartilham sobre amor. Tudo que eu vejo é um monte de gente cansada de tentar, tentar e tentar de novo, um monte de gente calejada de sofrimento e que por isso não sentem mais a mínima vontade de algo novo, pois quando algo de fato novo surge, elas fogem, ela correm, elas ignoram, elas sentem medo.

Hoje todo mundo tem medo de conseguir ser feliz.

Por isso que logo quando a gente conhece alguém, muitas vezes já tratamos de procurar algum defeito na pessoa, pois por mais incrível que pareça, não consideramos que exista alguém que goste da gente como realmente somos. Estamos terrivelmente acostumados com a tristeza. É claro que, na teoria, isso tudo é mentira, inclusive as mesmas montagens de frases de efeito servem de prova sobre como as pessoas desejam coisas melhores. Só que na prática, ah na prática…

Por isso eu abri sua janela pra conversar e só fiquei lendo nosso histórico.
Cheguei a visitar teu perfil pra relembrar das suas últimas postagens e saber como andava o seu senso de humor.
Hoje eu ia te chamar pra sair pra gente fazer qualquer coisa que trouxesse uma alegria pra nós dois, mas eu não me sinto mais confortável para isso. Eu não quero mais ter que pensar: “por que você fez isso idiota?”. Não se trata de arrependimento, se trata de mudança de valor e prioridades baseada em experiências anteriores, que embora eu sei que de pouco valem, hoje em muito me fazem efeito.
Sempre fui quem corre atrás, quem torce o braço e quem confessa saudade. Só que chega uma hora que por maior que seja a vontade a gente tem que ter um controle e pensar se tem valido a pena.

Chega uma hora que a gente tem que pensar na gente.

E nesse sentido, aos poucos a gente vai se acalmando e aceitando as circunstâncias das nossas atitudes, ou seja, se eu tivesse mesmo falado com você talvez eu estaria chegando em casa agora comemorando um dia gostoso ou estaria me punindo por mais uma vez ter feito um esforço a mais por quem tem uma vontade a menos. Ou o que aconteceu: não falei com você, não te chamei pra sair, não tive que ouvir nada da sua parte, não tive sim nem não e aceitei viver meu dia.
Não quero parecer idiota de novo ao planejar um dia legal pra gente viver junto quando tudo o que você mais quer é que não fiquemos juntos de maneira nenhuma.

São as nossas atitudes que comprovam as nossas vontades. Não as nossas palavras.

Então aquele discurso de “ahh, eu queria tanto, mas hoje não vai dar!” – isso quando nem discurso existe – não significa bosta nenhuma quando na verdade você não queria nada e eu acabei de alguma maneira atrapalhando o seu dia, pois eu imagino te chamando no chat, você vendo o meu nome e pensando: “Que saco, lá vem de novo!”. E por mais loucura que imaginar isso possa parecer, é só exatamente o que você mostra.

Corações precisam de abraços e não de mensagens de saudade.

Estou falando que um pequeno gesto de verdade, um pequeno gesto ao vivo, um pequeno gesto sincero é melhor do que a mais linda palavra que a gente possa dizer.

O problema é que eu fico triste, pois se tem uma coisa que aprendi nessa vida é de não policiar meus sentimentos e não deixar de fazer as coisas que eu quero, só que essa vontade toda acaba exatamente no momento que eu me vejo remando sozinho, tentando por dois, querendo por dois. E isso aconteceu hoje.

Isso não é para soar como se eu estivesse desesperado em estar perto de você, isso tudo aqui é sobre o jeito que você leva a sua vida e em como é injusto esbravejar depois por todos os lados sobre o quanto as coisas não dão certo pra você. 

Hoje vi como eu mudei.
Consegui me controlar.
Deixei sim de fazer o que sentia, deixei sim de arriscar, deixei sim de talvez viver algo bem legal, mas hoje, mais do que nunca, hoje eu quis me poupar, eu quis evitar de pensar que tenho tanta coisa pra oferecer mas ninguém sem ninguém pra receber.
Tem coisa boa vindo que eu sei, hoje eu só preferi não desperdiçar o minha SMS de “Cheguei em casa, obrigado por hoje!” pra aproveitar com alguém que me convença que mereça.

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Amanhã a Gente Vê o Que Fazer

Apesar de já fazer tanto tempo, vou te dizer que nunca perdi aquela danada de esperança, sabe?
É claro que eu não teria como prever nada, e sabendo disso, também não poderia deixar de viver em função de uma coisa que nem existia na prática. Embora já existisse pra mim.
Eu sou meio objetivo e gosto de deixar claro logo de primeira as minhas intenções, em prol apenas dos melhores momentos que podem acontecer. No entanto, entenda, consigo controlar minha ansiedade, e você sabe, se isso fosse mentira eu já teria tomado uma atitude mais drástica a muito tempo.

A noite anterior ao mais lindo nascer do sol também é um motivo para celebrar.
Eu nunca vi o céu estrelado de dia.

No começo foi meio engraçado, lembra?
É que como eu disse, comigo não tem essa de entrelinhas, tratei de ser direto ao distribuir uns elogios pra você aqui e ali. Pelo menos eu acho que consegui ser direto. Sentia vontade de falar, eu falava.
Aí as coisas foram tomando um outro rumo. A nossa distância não deixou que novos passos pudessem ser dados da maneira que eu sempre imaginei, mas ao contrário de diminuir, isso só aumentou meu carinho por você e cada dia mais eu ficava entusiasmado em te ver pessoalmente, em saber como você é, sentir teu cheiro e ouvir o som da sua risada.

“Se contentar” e “se conformar” com o pouco, são coisas diferentes.

Por isso eu sempre fui feliz, mas algo me dizia que seria ainda mais, sei lá quando.
O tempo foi meio implacável com a gente e fez o nosso mundo dar uma porção de voltas. Com o passar dos meses ficou mais difícil da gente se falar como antes, a vida corrida, trabalho, estudos, enfim, tudo foi agravante pra gente conseguir manter o que tínhamos. Ou melhor, o que nem tínhamos de fato. Olha eu me engolindo com as palavras.
Só que o engraçado é que quanto mais tempo a gente ficava sem se falar, mais próximos a gente ficava quando conversávamos novamente. E eu sempre achei isso muito legal!

Bom mesmo é quando bate a certeza de que queremos algo a mais.

Durante as nossas conversas eu sempre torci o nariz para muitas das suas novidades. É ué, esse negócio de falar de quem você beijou, com quem estava saindo e etc, sempre foi a pior parte da nossa conversa. No entanto, era algo que eu não podia demonstrar né, até por quê, a gente não tinha absolutamente nada. Mas era natural.
Eu sempre gostei mesmo é de ouvir você falar sobre as suas coisas, planos e desejos, e sempre gostei mais ainda de poder te falar cada uma das minhas ideias meio loucas.

O tempo é certeiro em reservar os melhores momentos.

Você mudou tanto!
Se eu traçar um paralelo dos primeiros dias que falei com você até esses últimos dias, vou chegar a conclusão de que são duas pessoas diferentes. E o mais louco é pensar que mesmo você sendo “duas pessoas” tudo o que conseguiu de mim foi dobrar o meu carinho.
É, eu também mudei um bocado.
Paro pra pensar em algumas coisas que te falava e acho que se fosse hoje eu falaria um pouco diferente, sei lá como, talvez um pouco mais discreto, mas não menos direto.
Posso falar que a gente se viu crescer, apesar de nunca termos nos visto. E o que seria de nós se não fosse a internet com suas transmissões em vídeo pra eu poder ver como era seu rosto de verdade, né?

Chega uma hora que a gente começa a pensar menos e viver mais.

E isso não é exatamente imprudência, me refiro ao pensar menos sobre planejar demais, falar demais, gastar demais, perder tempo demais, e em tudo isso, aproveitar de menos. Foi pensando nisso que eu cansei e resolvi mudar.
Lembra daquelas minhas ideias loucas? Bem, me deu na telha que eu tinha que te ver. Comecei a me organizar e estudar possibilidades. Num primeiro momento parecia que não era pra dar certo, pois tudo que eu planejava empacava na dependência de outras pessoas, até que eu decidi remar sozinho.
Esperei por tanto tempo pra ter alguns dias dos mais de trezentos do ano só pra mim. Isso, férias. Esperei tanto que seria justo aproveitar de um jeito que eu lembrasse pra sempre.

Se eu fosse um pouco menos louco eu seria muito menos feliz hoje.

Peguei minha mochila e caí nesse mundo pra ver como que ele é. No meu plano de viagem a última escala seria com você e isso sempre me esfriou a barriga. Passei por lugares incríveis, conheci pessoas mais incríveis ainda, e claro, vivi mais experiências para colecionar.

Havia chegado o grande dia.
Desci na cidade pensando: e agora? HAHAHA, que engraçado, lembro e me divirto.
Estava tranquilo, embora ansioso.
Até que a gente se encontrou.
Pela primeira vez.
Depois de anos.
E milhões de horas de conversa.
Ainda não processei tudo, mas consigo lembrar de uma felicidade inédita que senti quando o seu abraço me encontrou.
Você se provou ainda mais incrível do que eu imaginava! E pra minha surpresa, estava de fato ainda mais linda do que eu pensava que era! Que negócio louco!

Os olhos denunciam tudo que o coração e as palavras tentam esconder.

Quando a gente saiu pra comer foi incrível. Começamos a falar sobre muitas daquelas tantas coisas que já havíamos conversado virtualmente durante todos esses anos, e o louco é que tudo parecia novidade, tudo tinha um sabor especial. Eu até posso estar enganado, mas fiquei feliz em ter a impressão de te ver super animada ouvindo sobre a minha vida, as coisas que gosto e os amigos que tenho. Eu não queria sair dali nunca mais!

A melhor parte da dificuldade é quando a gente encontra a possibilidade.

Tentei.
Tentei te beijar. Não sei se me achou precipitado, se não estava no clima ou se sequer tinha cogitado algo assim comigo, mas acontece que eu tive vontade de fazer e não consigo viver sem fazer as coisas que eu sinto.
Você, delicadamente, recusou.
Voltamos a falar sobre os nossos milhares de assuntos como se nada tivesse acontecido. Essa vida é realmente louca.

Quando saímos no outro dia eu já fui muito mais contido. Me preocupei em não te pressionar, mas é complicado conseguir isso quando a vontade é grande e seduz.
Então quando eu vi a brecha que eu precisava, tentei de novo.

E consegui.

Dava pra te sentir relutante, talvez pela magia disso tudo, talvez pelo inesperado, talvez por ter “me conhecido pessoalmente” há pouco, ou talvez por tudo isso junto, vai saber. Mas deixei claro que eu não queria te fazer de qualquer e então você, inteligente, se permitiu. Devo te falar que foi um dos momentos mais incríveis da minha vida.

Fraqueza é deixar que um sentimento bom atrapalhe todos os outros.

Me preocupei em como nos trataríamos depois. Sei lá, foi um momento bastante intenso e não queria criar climão.
E então você novamente fez o que melhor sabe: me surpreender.
Parece que o que aconteceu melhorou tudo ainda mais! Pelo menos por enquanto; pelo menos o ‘por enquanto’ é o que importa.

Na sede de ter o amanhã a gente esquece de saborear o hoje.

Nada mudou. E se eu tiver que falar mudou algo, só consigo pensar que mudou pra melhor!
Apesar de já fazer tanto tempo, vou te dizer que nunca perdi aquela danada de esperança, sabe?
É claro que eu não tenho como prever nada sobre como vai ser pra gente agora, mas só de ter comprovado que os sonhos podem ser reais, tudo já valeu a pena.

Tudo já valeu a pena.

Texto especial inspirado em uma história real.

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A Gente Pode Começar De Novo?

Eu fico tentando mudar as coisas, 
fico tentando pensar em algo pra falar quando a gente perde o assunto.
Penso também que seria ótimo se eu conseguisse lembrar de algo engraçado e então conseguisse te fazer mostrar um ou outro riso.
Eu fico tentando.
É mais ou menos por isso que eu sou assim.
Me preocupo em saber se você está bem como eu gostaria que estivesse.
Acordo fazendo planos de coisas pra gente fazer e eu conseguir te agradar.
E claro, isso não significa que eu me submeto à você,
É que me faz tão bem te fazer bem. E isso ninguém nunca vai entender.
Por isso eu abro mão de algumas coisas que eu gosto.
Por isso eu deixo você escolher o filme no cinema.
Contanto que na pipoca tenha manteiga.
Quando você está triste, eu fico pior.
Pois não há espaço para outra coisa em seu rosto
que não seja a carinha preguiçosa de sono ao acordar
ou o sorriso que até mesmo quando irônico não consegue disfarçar beleza.
Há quem diga que exagero demais.
Que é por isso que eu sofro tanto depois.
Só que o engraçado é que essas opiniões sobre mim não significam nada,
a não ser que comecem a pagar as minhas contas no fim do mês.
Então, por mais amigo que que a pessoa pode ser,
prefiro ouvir os conselhos do meu coração.
E ele é meio louco, devo te confessar. Mas qual não?
Tem hora que ele fala coisas do tipo: “Tome alguma atitude agora!”,
já em outras, ele prefere ficar na do: “Calma, respira e respeita”.
E é claro ou óbvio que eu fico confuso?
Só que no fim, pelo menos a minha consciência fica tranquila e me deixa dormir.
Aliás eu gosto tanto de dormir.
Você sabe que basta ter um lugar onde encostar que eu já estou lá: pescando.
Basta você me dar um abraço mais longo, um carinho a mais no cabelo
que eu já estou lá: rendido.
No meu edredom tem lugar pra nós dois.
Mas seria melhor se você usasse meias por nós dois.
Não que pra mim seja problema ter que te aquecer 99% das vezes,
ou ter que te emprestar alguma meia, ou ter que pegar suas meias perdidas.
Entendo que meu edredom não é tão novo assim,
mas talvez justamente o fato dele ser surradinho é o que deixa tudo mais gostoso.
Às vezes eu paro pra pensar nas coisas que já me disse,
fico pensando em como conseguiu aguentar tanto tempo
viver umas histórias onde tudo o que você conseguia era: não ser feliz.
É claro que eu não sou ninguém pra julgar e sei bem que você sorriu ali muitas vezes,
só que você não merece ter momentos de dúvida sobre o que sentir,
dúvida sobre a quem confiar e a quem pedir companhia.
Penso naqueles que já passaram por você
e o quanto não se tocaram de tão privilegiados que eram.
Aí eu paro de pensar quando lembro de mim.
Pois mais privilegiados que eles, sou eu.
Esse meu jeito de ser com você
é a minha forma de demonstrar um pouco do que você merece.
Por isso eu deixo o pacote de bolacha vazio em cima da mesa,
pra você ir pegar na seca e ver que está vazio
e entender de uma vez por todas quem é que manda.
Igual você faz quando deixa claro que está chata pra caramba, 
insuportável, um porre, totalmente descontrolada nos dias difíceis do mês,
e me ordena pra comprar chocolate branco, sorvete e doces diversos.
Aí eu vou lá e compro tudo pra mostrar quem é que manda.
Como eu disse, para alguns pode parecer exagero o jeito que eu gosto de você,
mas para mim, é só o mínimo.
O dia que eu conseguir retribuir pelo menos um pouco
todo o bem que você me faz sem exatamente fazer nada,
eu vou pensar em uma nova forma de te fazer ainda mais feliz.
Percebe como é infinito?
Você me faz bem sem fazer nada específico,
e eu tento te retribuir tentando te fazer bem pelo menos parecido.
Qualquer coisa a gente pode recomeçar, se você quiser.
Entre a gente não há espaço para o passado perdido.
Quanto mais a gente se conhece,
mais eu tenho vontade de saber quem é você,
entender teus gostos, teus sonhos e tuas vontades,
só pra eu me esforçar mais em garantir que a minha mão quentinha
vai ter pra sempre a sua fria pra aquecer.
E completar.

Eu Fico Pensando no que Me Disse

Eu fico pensando em você.
Fico pensando se você pensou no que me disse.
Será que foi assim mesmo tão pensado como você tentou me convencer? Eu não sei.
Me pergunto se você fica aí se arrependendo sem ninguém e morrendo de vergonha de dar o braço a torcer e pedir pra recomeçar. Não é por mal, mas você é assim mesmo.

O seu maior problema é esperar as coisas darem certo demais.

E quando não dão, você se decepciona, falta morrer de dor.
Tudo porque no fundo quanto mais força você tenta demonstrar, mais fraca você comprova ser.

Você pensa que sabe, mas a verdade é que não sabe basicamente nada sobre o bem que faz ter alguém. Você se esconde atrás das experiências que não deram certo ou nos depoimentos de amigos cheios de razão falando que as coisas normalmente não dão certo, aí você desiste sem sequer ter começado. É você quem cria a maioria dos problemas da sua vida.

Quando mais tenta resolver um problema, mais forte você o deixa.

E isso não significa que o certo é jogar tudo pra alto e dane-se, isso significa que o tempo que se perde tentando resolver uma questão poderia ser melhor aproveitado pensando basicamente que: tem coisas que a gente não sabe resolver. Só isso.

Eu gostaria de pensar diferente, mas eu não consigo.
É que não me entra na cabeça a ideia de como você consegue ser tão covarde com o seu futuro. Você se reprime, se controla e se acorrenta em um presente que não te acrescenta nada, e pior, em um monte de minhocas na cabeça que só servem para aumentar o espaço entre o que você quer e o que você realmente merece ter nessa vida. Ao invés de aproximar seus sonhos dos seus fatos, você os torna inimigos.

Fico pensando se tudo aquilo que me disse veio mesmo do coração, se todos os problemas que listou são mesmo problemas reais ou são só desculpas pra tentar me convencer de uma outra verdade qualquer. E fico mal. Fico mal porque se for mentira, se tudo o que você me disse pra fazer com que eu te esquecesse for mentira, lamento informar, mas você conseguiu aumentar ainda mais o tamanho da sua própria cova.

Enquanto você continuar desfilando poses de auto-suficiência e palavras de força que na verdade tem tudo menos força, você vai acabar se afundando ainda mais. Eu não quero ser quem vai te avisar de nada, não quero ser quem vai te ajudar porque tudo o que você menos aparenta querer é a minha ajuda.

Inclusive você deixou claro que a minha distância é o que te fará sorrir de novo.

Até aí tudo bem, só é engraçado lembrar daquele teu discurso batido sobre o medo de me fazer sofrer, quando na verdade, o que você mais sente é medo de não conseguir ser feliz, medo de não conseguir fazer alguém feliz, MEDO DE NÃO SABER O QUE DIABOS É FELICIDADE. Você não sabe o que é isso! Não sabe o que é lutar por isso! Por isso eu falo na sua cara o quanto você é covarde! Você tem medo de se olhar no espelho e repetir: SERÁ QUE É AGORA? E ter medo de possibilidades, pra mim, é covardia.

Você tem a mania horrorosa de colocar qualquer problema diante da menor das soluções. Antes de qualquer pensamento bom, você pensa no ruim; antes de qualquer possibilidade de dar certo, você confia em tudo que pode dar errado. Como a gente pode falar sobre ser feliz com alguém que deixa a felicidade no último lugar na lista de prioridades?

E como você não sabe lidar, você transfere sua culpa pra outra pessoa.

Igual fez comigo.

Eu fico pensando se você faz ideia de tudo o que me falou, porque sinceramente, você não estava em sã consciência.
Vir falar comigo sobre sentimentos sendo você a pior pessoa do mundo pra definir o que sente, pra expressar o que sente, pra refletir sobre o que sente. Se é que sente algo de verdade.

O que eu tentei fazer foi dar a mão que nunca te deram.
Eu tentei te mostrar que se você for pela cobertura não vai se molhar e vai poder aproveitar a beleza da chuva. Tentei te falar que nem sempre a gente consegue resolver, mas que faz muito bem ter alguém para dizer isso.

Só que agora também tanto faz tudo o que eu tentei dizer, pois o problema é que eu fico pensando no que me disse.

Fico pensando que a pessoa que me falou isso não é você; não é a mesma que um dia eu dediquei parte da minha vida.
Hoje eu vou pensar muito pra amanhã esquecer de uma vez só.

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Se For Desse Jeito, Eu Gosto

ATENÇÃO: TEXTO ESPECIAL RECOMENDADO PARA MAIORES DE 18 ANOS! <3

“O dia tinha sido muito cheio.
Chegamos em casa muito cansados, mas mesmo assim escolhemos um filme pra ver aquela noite.
Deitamos após uma caneca de chá pra relaxar.
Pés cobertos, pernas entrelaçadas, fomos desacelerando.
A verdade é que não chegamos a ver sequer meia hora do filme. Dormimos. Acordei meio desajeitada no meio da noite com o clarão da TV, vi que já se passava das 3hs, ele estava dormindo, não interrompi, desliguei, coloquei o controle na cômoda e me virei.

Ele percebeu que eu tinha me mexido e logo tratou de se aproximar de mim, fazendo aquela conchinha que eu tanto gosto. O cansaço + preguiça era tanto que não consegui virar para dar um beijo de “gostei disso”.

Quando eu tinha oficialmente entrado no sono percebi que ele começou a se aproximar ainda mais, mas como sei que ele é meio doidinho e fala dormindo, num primeiro momento, preferi ignorar.

Mas ele não parou.

Venho me pressionando com mais força, pouco a pouco, colocando as pernas ainda mais entre as minhas. E ali comecei a ver que não eram simples espasmos de sono.

Eu estava bem cansada, mas a gente sempre consegue tirar energia de algum lugar, né?

Me inclinei empinando meu quadril, dando só uma pista que se a proposta fosse boa, eu gostaria de continuar.
Ele entendeu o recado e logo tratou de me segurar na cintura começando assim movimentos pausados de vai-e-vem. Eu me retorcia com certa lentidão para mostrar que eu estava com um pouco de preguiça e que não seria tão fácil ele conseguir o que queria.
Ainda de costas, coloquei minha mão direita nas pernas deles. Comecei a passear devagar. Sei que ali é uma região que ele não aguenta. Com um pouco de maldade, esfregava e voltava, só pra ver até onde ele iria. Até que uma hora resolvi ousar um pouco mais. Coloquei minha mão dentro do shorts do pijama e por ali resolvi ficar. Então naquele momento era: ele nos movimentos pausados, eu inclinada e devidamente disposta com uma mão discreta numa região ainda mais discreta.

Tá, não tão discreta assim em um momento daquele.

Queria brincar mais. Saí do shorts e coloquei minha mão dentro da cueca. Aí ele começou a respirar mais rápido hihi. Comecei a tocá-lo com delicadeza mas nem por isso menos firmeza. Apertava, percorria, esfregava, hora puxava hora soltava, até que ele me virou do nada de costas para cama e subiu em cima de mim.
Colocou o edredom nas costas, me afastou as pernas e deitou em cima de mim. Esticou meus braços e segurava com as mãos. Começou e me beijar com uma deliciosa agressividade. Foi para o meu pescoço e ali começou e me dar leves porém intensas mordidas. E eu, claro, comecei a gostar ainda mais da brincadeira.
Resolvi me permitir e deixar o cansaço de lado.

Fazia frio e eu usava uma blusinha com três botões na gola. Botões estes que ele tratou de abrir para, digamos, facilitar as coisas. Então, desceu do meu pescoço e foi em direção aos meus seios. E por ali ficou. Enquanto uma das mãos dele passeava pelas minhas coxas e virilha, a outra se revezava com os lábios nos meus seios. Me fez sentar e rapidamente tirou minha blusinha de uma vez. Eu não dormi de sutiã.
Aí eu comecei a ficar mais envolvida.
Enrolei minhas pernas nas costas dele e comecei a arranhá-lo com prazer. Ele não é besta, sabe bem como me deixar animada e até aquele momento estava fazendo tudo direitinho. Só que eu comecei a me esquentar e o negócio começou a ficar ainda melhor.
Quando percebi que ele começou a descer para a minha barriga, resolvei mudar o roteiro das coisas. Me virei e o deitei na cama. Montei sobre suas pernas, o deixei sentado e tirei a camiseta e só falei:

“Cê pediu, não pediu?”

Avancei no pescoço dele e variava entre beijos, mordidas e arranhões por todo o peito. Ele se descontrola, sei bem. Mas quanto mais eu via ele desesperado, mais aquilo tudo me excitava, mais eu queria vê-lo assim.

Fui descendo pela barriga e quando ele colocava a mão na minha cabeça demonstrando o óbvio desejo dele, eu tratava de deixar claro que eu ia fazer o que for, do meu jeito. Comecei a provocar. E ele se torturava, pois eu abaixava parte do shorts e passava minha língua por ali, depois parava. Fiz o mesmo por todo o quadril. Ele começou a suar, tadinho. Tão entregue e sedento. Só que tem coisas que a gente precisa ir com calma pra não acabar rápido demais.

Os melhores prazeres da vida são os que aproveitamos devagar.

Abaixei e retirei todo o shorts. Estava me divertindo! Era excitante vê-lo ali totalmente entregue as minhas vontades. Fui até onde ele tanto queria, mas do meu jeito. Mãos na cabeça não melhoram, logo tratei de tirar as dele.

Não há prazer igual ao de fazer alguém sentir prazer.

Então eu comecei a lamber tudo, isso, ali mesmo, tudo, vagarosamente, e ele começava a gemer. Timidamente, mas ainda assim, gemia. Comecei a aumentar o ritmo. Com uma das mãos eu fazia os movimentos, as melhores repetições da vida de um homem e pra ficar melhor, salivava suavemente para dar um clima mais, com o ingrediente de efeito sonoro. Falando assim dele, sobre como ele estava, parece até egoísmo ou prepotência da minha parte, mas confesso, aquela altura eu também já estava descontrolada e sem que ele percebesse, tirei minha calcinha e começava a suar.

Naquele momento já não havia edredom algum, estava tudo no chão, estávamos transpirando cada vez mais. Até que ele me puxou pra cima dele e eu sentei. Sentei, sentei e ali fiquei. Estávamos prontos para aquele momento, ele não aguentava mais e eu resolvi me entregar, assim como vivo a vida: me entregando para as coisas que me fazem bem.
Ele segurava na minha cintura, me apertava, enquanto eu pulava no seu colo. Tentava prender os cabelos, mas a pressão era tanta que eu não conseguia.

“QUE DELÍCIA, VOCÊ É UMA DELÍCIA!”

Adoro quando ele fala, quando ele deixa claro que está me desejando, que consigo ser completa pra ele.

Virei de costas.

Ele ainda deitado, mas eu mudei. Fiquei de costas para sentir um novo prazer em toda aquele penetração. Ainda sentava, ainda pressionada. Me apoiei nas pernas dele e dei força para o movimento de cima para baixo. Juntos, dávamos a dinâmica. E tudo ficava ainda melhor.

Então ele me tirou de cima, levantou da cama, indicou que gostaria que eu me apoiasse na cômoda.

Que eu apoiasse meus cotovelos na cômoda.

E foi o que eu fiz.

Me ver de quatro é a maior realização dele e saber disso me deixava ainda mais descontrolada, isso se chama ser feliz pelo outro estar feliz no exemplo mais corporal e literal das coisas. Novamente, fez de nós dois um só e por ali ficamos.
Começou com os movimento de frente e trás, enquanto dessa vez eu que comecei a gemer. E a gritar. E a gritar ALTO! Dane-se os vizinhos!

“ISSO, ISSO, ISSO, NÃO PARA, NÃO PARA, NÃOOOOOO Paraa…………”

Eu não conseguia falar outra coisa, eu mal conseguia respirar e ele só continuava. Feroz, selvagem, aumentando ainda mais a intensidade de tudo. E eu achando tudo delicioso. Acabei derrubando o abajur mas o barulho não nos atrapalhou em nada, pelo contrário, só deixou tudo ainda mais incrível. QUE NOITE!
Ele aumentou ainda mais a velocidade, ainda mais, AINDA MAIS, AINDA MAI, AINDA MA, AINDA M, AIND….

Caímos na cama.
Entregues.
Exaustos, ali deixados.
E no mesmo momento que caímos, a TV ligou de novo. Com o DVD desligado.

“Até que foi bom o filme de hoje, né?!” Ele perguntou irônico.
“Dava pra ser melhor, mas gostei sim!” retruquei na medida.
“Besta, hahahaha, vem cá!” rimos.”

Foi assim, amiga. Agora fala de você.

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Só Continuo Aqui Por Gostar do Amanhã

Eu já vivi algumas coisas nessa vida.
De todas, muitas eu gostaria de esquecer.
Teve vezes que eu me deixei levar por pensamentos como “Se não agora, nunca!” e acabei me arrependendo depois. Teve outras também em que eu me vi refém de pensamentos do tipo “Calma, espera a hora certa!”. Nessas situações, só pra citar dois exemplos, me vi do jeito que eu me tornaria quem sou hoje: uma perfeita gangorra.

A gente demora pra perceber o que a gente quer de verdade porque todo dia queremos uma coisa diferente.

E isso até que faz parte.
A gente não gosta muito da consciência das coisas. Por isso divertida mesmo é a noite, principalmente se for dentro de uma balada qualquer, com pouca luz e a pouca existente em movimento alucinante, fazendo a gente perder o medo e encontrar a coragem. Só que chega uma hora que a gente começa a ver beleza no sol ardendo as duas da tarde de um sábado de verão, a gente aprende a pensar que gostamos do que nos faz bem e que isso, de fato, não tem hora para acontecer. Então as luzes da madrugada voltam a ser apenas luzes e a gente passa a sair mais vezes durante o dia.

Eu nunca me entendi direito.
Já beijei bocas sem ter um pingo de vontade, já correspondi saudade sem sentir nada nem perto do mesmo, e pior, já respondi “eu também” em alguns dos “eu te amo” pra mim ditos, para evitar semblante de frustração. Não me orgulho em nada disso, mas gosto de voltar a falar sobre pra me lembrar de tudo que eu não posso mais fazer. E aliás, imagina que bom seria se isso fosse rotina nas pessoas?

Imagina que bom seria se as pessoas usassem mais o coração do que a boca pra falar?
Alguns efeitos colaterais existiriam, é bem verdade, mas seria honestamente mais confortável e profundamente mais bonito.

Sabe, eu não posso cobrar muito do meu destino.
Até que eu tenha certeza que sou uma pessoa pronta para fazer outra feliz, eu não posso me cobrar, mas essas coisas a gente só descobre com o tempo e com a tentativa, pelo menos isso aprendi. Por isso faz muito tempo que não recuso mais convites ou ignoro qualquer pequena manifestação de carinho de alguém por mim, e com isso, comecei a gostar mais de viver.

Quando a gente aprende a ver as coisas com o coração a gente vive mais feliz.
E aí o amor e o perdão começam a fazer mais sentido nos nossos dias.

Por isso que, embora me arrependesse depois por outros motivos, eu nunca me importei se a pessoa proprietária da boca que eu beijasse teria visual para caminhar de mãos dadas no shopping a tarde. Procuro fazer companhia para essas normais e solitárias formas de ver com novas formas de aproveitar.

Sempre tem como a gente valorizar um pouco mais quem faz menos pela gente, afinal, o valor não está na quantidade mas na qualidade.

Engraçado que se me perguntarem como eu me vejo daqui a alguns anos, já tenho a reposta na ponta da língua: me vejo alguém feliz fazendo alguém mais feliz ainda.
Apesar de todos os erros que cometi até hoje, no fundo eu sou apenas mais uma pessoa ferrada em busca de um abraço que o relógio não possa controlar, sou apenas mais uma pessoa que chora quando o casal se dá bem no filme, sou apenas mais uma pessoa que tenta fazer alguma coisa, por menor que seja, pra ver o sorriso de quem eu gosto. Então, é justo que eu queira ser feliz e mais justo ainda seria se eu encontrasse alguém que eu pudesse dedicar todo o meu esforço em fazer feliz. Alguém de verdade, não alguém por conveniência, alguém para chorar e rir na frente, pra eu aprender e pra ensinar o pouco que eu sei.

Tem vezes que a vida bate a nossa porta e a gente ignora.

E eventualmente eu penso nisso. Sabe, já perdi tanto tempo me entregando para quem não fazia a diferença em saber se meus dias tiveram sorrisos, dentro de uma certeza cega que só me aliviava momentos depois de eu fechar os olhos olhando pro céu da minha cama. Tive chances de resolver isso, mas preferi continuar na aventura prazerosa da dor.

A vida começa a mudar quando a gente começa a querer que mude.

E faz tempo que venho querendo isso.
Sendo assim, faz sentido eu lutar pra ter alegria nos meus dias.

Mas como eu não posso só “querer” pra sempre,
pouco a pouco eu vou fazendo o hoje se tornar isso que chamam de pra sempre.

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Deixa Alguém Te Fazer Bem

Você já pensou no que está fazendo?
Por acaso você já pensou no que está deixando de fazer?
Você sabe o que é pensar?
Você sabe o que é pensar por outra pessoa se colocando no lugar dela?

Deixa as frases de efeito de lado e coloque alguma merda de efeito na droga da sua vida.

É.
Parece rude, mas você parece se fazer de idiota e não percebe que está se matando aos poucos, e mais, está matando toda e qualquer possibilidade de deixar que se aproxime de você alguém que queira te fazer feliz. Você reclama mas não deixa que resolvam.

Apesar de estar fazendo tudo errado, o lado bom é que é você quem escolhe o final do filme da sua vida.

Aliás, essa vida que é tão boa e tão repleta de coisas pra se viver que chega a ser injusto se desgastar falando sobre algo QUE DEVERIA SER LEI.
Você sonha tanto em passar as noites de domingo com alguém para comentar um filme, sonha tanto em viver a expectativa de uma ligação surpresa, mas você sabe, você sabe que não tem feito nada para isso acontecer. Você não tem feito nada para a sua vida acontecer! Você não sabe o que é acontecer algo! Você vive em um mundo SÓ SEU, cheio de opiniões, argumentos e medos de ser feliz. Você consegue enxergar tudo isso? Como é que você tem medo de ser feliz? Dá pra explicar uma coisa dessa?

Coloca a mão no teu peito e o sinta bater. Isso é sinal que você está VIVO!

Você já parou pra pensar em quanta gente cheio de sonho já foi embora desse mundo?

As pessoas morrem mas os seus sentimentos renascem.
Quando o sentimento é bom, se perpetua por muitos e muitos anos, se consagra em um legado, se consolida em um novo caráter e se define em algo que deve ser valorizado.

Essa vida de esperar boas notícias chegando pelo correio não está com nada.

Eu sei que você já sofreu. Sei que pra você é difícil em acreditar nas pessoas.
Sei que já te fizeram muito mal e infelizmente te fizeram desacreditar de tudo e todos, mas o que aconteceu desde a última vez que você se decepcionou? Não aconteceu nada. Você não deixou, né.

Você renegou uma nova chance de ser feliz em mil palavras quando poderia resolver tudo só com uma, só com um “sim”.

A vida é uma viagem onde você tem a escolha de sentar na janela e admirar o céu ou ficar no corredor vendo as outras pessoas vivendo.

Não dá pra gente determinar o fim da sofrimento, mas dá pra gente fazer com que ele não tenha um peso que não merece! Dá pra gente parar e pensar: “O que raios eu quero da minha vida?” E então fazer alguma coisa – e todo mundo sabe o quê! – para mudar. Só não pode cruzar os braços e chorar com os fones de ouvido esperando o metrô chegar.

Depois de fazer efeito em nossos dias, as coisas ruins que nos acontecem voam pra longe e morrem para sempre no passado.

Pior do que não ter expectativa nessa vida é não deixar que as possibilidades se aproximem, portanto, pior do que não fazer nada é não facilitar com que seja feito.

Sabe quando você cancela as coisas antes delas acontecerem? Sabe sim, – lembre-se agora! – todas aquelas vezes que você se acomodou e preferiu falar “hoje não!” ao invés de considerar um “vamos ver no que vai dar!”, todas aquelas vezes que você preferiu se esconder atrás de uma desculpa de “Ah tá chovendo!” ao invés de ir assistir a um dos seus possíveis melhores filmes da sua vida, ao invés de viver um dos seus possíveis melhores dias da sua vida.

Você consegue ver que está se matando?
E o tempo não vai sentar ao seu lado pra te esperar como se falasse: “Não precisa ter pressa, estou aqui pra te ajudar!”. E a questão nem é ter pressa de viver, é saber deixar a vida acontecer.

No fundo, ansiosos e inseguros todos nós somos, mas se você continuar se evitando, se bloqueando, repito, se matando, você não vai ter a menor chance de descobrir que os sonhos podem ser reais, e não são nos filmes ou nos conselhos de amigos – que vivem vidas diferentes da sua –  que você vai encontrar motivação para viver melhor.

Somos pessoas iguais mas encontramos diferentes motivos pra exibir os mesmos sorrisos.

A sua vida não é uma droga!
É esse teu sentimento de “deixa pra depois”, “estou confuso”, “tenho medo”, “hoje não”, entre outros, que fazem com que todas as suas expectativas de coisas boas se reduzam a ZERO, é esse teu sentimento que abre a sua cova lentamente!

Para de querer viver o sorriso do outro e vá atrás do teu.

Deixa alguém se aproximar de você. Deixa alguém te provar que existem exceções, deixa alguém chegar perto pra mostrar que você é uma pessoa interessante, deixa alguém se interessar por você, deixa alguém se excitar por você, deixa alguém te elogiar, deixa alguém dizer que você faz bem.
Só não deixa a vida escorrer pelos dedos, não deixa tudo nas mãos do destino, não deixa os dias passarem na espera “da pessoa certa”, “do dia certo”, pois não há há resposta sem tentativa.

Só não deixa de fazer a sua parte.
Você já pensou no que está fazendo?

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