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Então Você Assume o Risco?

Então me diz que você prefere.
Mas diz olhando não nos meus olhos, mas aqui dentro da minha alma, que você prefere.
Quando você deixar claro não pra mim, mas pra você, eu paro de tentar.
Eu não sou nenhuma criança pra você ter que me explicar todo o monte de coisa que diz ter aprendido na sua vida.

Você só conhece de mim o que eu deixei você conhecer.

E acredite, eu sou muito mais do que já pude mostrar pra você.
Só que como qualquer pessoa que tenha sangue correndo em cada célula desse corpo, a minha paciência esgota, embora lentamente; escorrendo como a pior das lágrimas de dor. Mas esgota. E eu vivo tentando evitar com que isso aconteça para que eu não me chateie mais.

Eu quero ouvir da sua boca o que o seu coração te diz.

Quero saber se você tem coragem de falar na minha cara de novo aquele seu discurso batido de “quero muito ser feliz!”, “quero muito alguém pra me mimar” agora que tudo o que você está conquistando de mim é a minha distância.
Eu não vou entrar no clichê de que você só vai dar valor quando perder, já tem gente demais falando isso nesse momento, sendo assim, prefiro falar somente de você.

E não vira o rosto enquanto eu estiver falando porque foi você que fez a gente chegar nessa conversa. Deve se lembrar de quantas e quantas vezes eu tentei conversar, tentei resolver, tentei recomeçar, não pela vitória minha ou sua em uma briga qualquer, mas por mais uma noite juntos que a gente pudesse dormir. Mas você parece não ter reconhecido meu esforço, então, aqui estamos.

Presta atenção nas coisas que você diz.
Nenhum machucado nessa vida me doeu tanto do que as coisas que já ouvi de você. E não estou falando só dos seus excessos e perdas de controle justificando “ah sou assim mesmo, fazer o quê” – que por si só já beira a bestagem -, estou falando de como você vomita cada palavra que seria mais justamente usada para unir pessoas. E como me provou com isso que o impossível é completamente possível. Tá difícil de entender? Vou deixar mais claro.

Você revela amor mas não faz ideia do que isso significa!
Você diz que sente saudade mas não dá a mínima para as minhas mensagens de “tudo bem?”
Você fala que gosta das pequenas coisas mas torce o nariz quando a minha proposta de algo pra gente fazer não envolve passeios que custem mais de dois números.
Você diz que já sofreu MAS NÃO VÊ O QUE ME FAZ PASSAR!
Você julga injustiça nas histórias das outras pessoas mas não para pra enxergar a quantidade de merda que faz.
Você fala que as pessoas precisam valorizar quem gostam delas, mas não dá uma bosta de valor quando eu te ligo pra saber se chegou, quando eu pergunto se eu seu dia foi bom, quando eu peço pra me avisar quando chegar em casa, quando eu falo que gosto de você e você ME IGNORA.

Você está vendo tudo isso?

Acha mesmo que está sendo saudável pra mim ter que olhar nessa sua cara e te falar tudo isso?
Me diz como você quer que eu acredite nos sonhos que diz ter se todos os meus que eu tinha pra nós dois você está destruindo pouco a pouco?
O que são coisas boas pra você?

Pior que não conseguir sentir é mentir estar sentindo.

Eu comprei todas as suas falas.
Mas não me arrependo de nada.
Porque do contrário de você aqui dentro mora um coração.
E desde que me conheço por gente eu ouço o que ele me diz e vou agindo por ele. Já teve vezes que parei no meio do caminho e pensei: “poderia ter sido diferente”, mas rapidamente fechei meus olhos de novo e voltei a caminhar confiando no que ele queria que eu fizesse, pois, mesmo que não desse certo como eu imaginava, certeza que alguma coisa eu aprenderia no fim.
Por isso, é claro que acreditei quando você me disse que eu era especial. É claro que contei para os meus amigos que você tinha um monte de qualidade e que fazia eu me sentir de um jeito que eu nem me lembrava ter me sentido antes. É claro que contei pra minha família que eu estava feliz. É claro que eu ia trabalhar mais feliz e lá no trabalho todo mundo sabia que o motivo era você. Eu comprei todas as suas falas.

Mas não me arrependo de nada.

Eu sou verdade demais pra toda essa verdade que você finge ser.
E é justamente em todas aquelas pequenas coisas, em todas aquelas palavras bonitas –  e que acabei de falar – que você usou de forma totalmente errada comigo, que eu acabei conhecendo quem você é.

Você não tem o direito de se arrepender.
Porque eu não vou te esperar.
Não vou esperar você pensar duas vezes.
Eu não vou te dar chance pra rever qualquer coisa.

Tem um uma vida inteira lá fora só pra mim.
Tem um monte de novos braços querendo meus velhos abraços,
é, todos os meus velhos abraços que você tanto gostou mas que desperdiçou.
E agora nem me cabe entrar no assunto da minha importância e em tudo que eu poderia fazer por você, pois como eu já disse, mas volto a repetir, você só conhece de mim o que eu deixei você conhecer. E ainda foi muito.
Uma pena pois o plano era te fazer feliz.
Mas você gosta mesmo é de ignorar sentimentos, pisar em pensamentos, cuspir em lembranças, bater em corações e resgatar um passado desgraçado que só te faz mal e que só te atrapalha de viver o teu presente.
Você gosta mesmo é de correr riscos, feito cego em corda bamba.
Só esquece de considerar os 100% de chances que as coisas tem de saírem fora do teu planejado.

E disso, eu não preciso.

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Se For Pra Ser Igual a Mim, Que Não Seja Ninguém

A vida tem razão.
Quando a gente consegue o que a gente tanto quer, nem sempre a gente valoriza.
Dá pra entender isso direitinho vendo o tempo passar.
Sempre desejei alguém que se parecesse comigo, que gostasse das mesmas músicas e compartilhasse dos mesmos livros, aí quando eu encontrei, eu cansei.

A gente não se contenta nem quando conseguimos algo que nos faz contentes.

Mas dá pra explicar isso melhor.
Sempre pareci o único a rir de algumas piadas por aí. Meus amigos sempre diziam que eu sou chato demais porque gosto de coisas que só eu gosto, mas pudera, eu não sei como eles conseguem achar graça nas piadas dos programas de TV. Prefiro comprar um outro DVD do meu seriado preferido. Mas gosto é gosto. Onde eu quero chegar é que quando finalmente encontrei alguém que gostasse do mesmo seriado que eu, que risse das mesmas piadas no sense, eu simplesmente me vi incomodado. Isso explica a estranheza em conseguir aquilo que a gente tanto deseja.

Nem sempre estamos prontos para realizar os nossos sonhos.

Até porque eles mudam tanto.
Hoje a gente quer uma coisa, daqui a meia hora já queremos outra. E do contrário do que aparentemente parece, isso não é ruim, na verdade é muito legal renovar opiniões e ter novos desejos, o problema é quando os sonhos envolvem outra pessoa.
É difícil ter que me despedir de alguém que se esforçou tanto por mim.
Pelo menos consigo ser justo e reconhecer todo esse esforço, e mais que isso, consigo agradecer por tanta dedicação. Dispensando, no entanto, o discurso de “podemos ser amigos”.
Mas o que poucos sabem e na verdade é o que me mata por dentro é que eu não gostaria que fosse assim.

Almas únicas não são completadas por almas gêmeas.

Se somos pessoas individualmente diferentes, como conseguimos alguma felicidade real ao termos ao nosso lado alguém exatamente igual ao que somos? É prático e tem um fundo de verdade. Para certos olhares pode parecer até um egoísmo, só que não é, se trata de desejar o novo, a experiência pelo que não conhecemos.
A não ser que a busca seja por alguém só para desfilar de mãos dadas pela cidade, do contrário, é certo afirmar que alguém igual a gente não traz a nossa felicidade.
Vale salientar que também não se trata de uma busca pelo mais absoluto e completo desconhecido, mas sim, pelo quê a mais que a gente só encontra em quem não parece com a gente.

O beijo que a gente menos espera é o que mais nos excita.

Ninguém gosta de assistir um filme sabendo o final.

Voltando ao foco, eu simplesmente não consigo gostar de quem se parece comigo. Mas sou cheio de covardia ao bradar mundo afora o quanto eu gostaria de ter alguém que fosse assim e assado, que gostasse de x e y, aí quando encontro alguém mais ou menos assim, eu enjoo mais rápido do que posso imaginar. E ninguém tem culpa. É só o mundo caprichando nas lições da vida.

Também dá pra ter outros pontos de vista.
Se eu não me sinto feliz ao encontrar alguém exatamente igual a mim, logo, eu não sou uma pessoa fácil de deixar feliz? Tipo, nem eu mesmo me suporto? Pode ser bem por aí também. Essas e outras loucuras andam com a gente todos os dias.
A verdade é que é muito melhor usar a sinceridade do que a conveniência.
Ter alguém só pelo frio que tem feito, pela vontade de mostrar aos amigos e outras coisas, não acrescenta em nada na vida de ninguém. Ao mesmo tempo que fazer um monte de exigências, mesmo que na brincadeira, não nos aproxima de quem esperamos, e mais, de quem realmente merecemos.

Já fui pior, já exigi demais.
Muito pior do que sonhar com um perfil que gostamos é exigir que a pessoa seja de tal e tal maneira, só pra agradar por completo. Esta é uma das maiores bobagens dessa vida. É que a gente tem mania de pedir mais do que agradecer. Nunca estamos satisfeitos, sempre pode ser melhor, sempre pode ser mais, mais e mais. E não estou falando que não podemos torcer por mais, estimular mais, esperar por mais, mas sim que é injusto exigir que a vida nos traga as coisas exatamente do jeito que queremos. Aqui, vale lembrar da história de que a gente só colhe o que planta.

Se eu pudesse voltar atrás,
falaria pra cada pessoa assim tão parecida comigo, que tentou me fazer feliz um dia e eu me cansei:
“Não quero que aceite minhas desculpas, só quero dizer que você é incrível e que tem alguém muito especial te esperando lá na frente!”

Eu queria seguir padrões,
mas só consigo seguir meu coração.

Pago Pra Ver Acontecer Uma Segunda Vez

Sei que eu não sou uma pessoa perfeita.
Sou lá cheia das minhas manias e do meu jeito de encarar a vida, mas nem que fosse possível me tornar uma pessoa perfeita, eu não ia querer.
Gosto mesmo é do desafio de aplicar aqui a lição que aprendi lá atrás, por mais que eu não tenha distribuído sorrisos durante as lições. Mas isso é outra história.

Já fiquei em dúvida se eu sei bem como fazer alguém feliz, sabe?
É meio maluco, eu sei, mas é normal a gente rever algumas coisas quando elas não tem dado muito certo.

Eu gostaria de lembrar de você menos do que eu lembro.

Gostaria de ter aquele desapego com o que eu sinto. Queria mesmo é colocar na prática aquele negócio de “a fila anda”, de “o que passou, passou”, mas antes de eu querer qualquer coisa eu preciso respeitar o jeito que eu sou.

Eu lutei pra não me ver longe de você.
Lutei pra manter comigo o seu apelido na agenda do celular e pra ter a companhia da sua risada durante os seriados na TV, mas eu fiz o que pude, fiz tudo o que estava ao meu alcance até aceitar que vivia contra a minha própria vida, e não a favor dela. Era eu contra o jeito que os dias passavam.

O problema é que de todos os motivos que colecionei pra me fazer acreditar que te ver partir seria o melhor pra nós dois, todos eles, um por um, caem por terra diante da minha preocupação em saber porque não vejo mais notícias de um sorriso no seu rosto.
Eu deveria me afastar e focar minhas energias exclusivamente para a minha própria felicidade, mas se eu não entendo, não vou exigir que alguém entenda – muito menos você – como eu ainda me preocupo com quem não compartilha mais dos meus dias.

O corpo tenta enganar mas o coração sentencia que só a verdade corre pelas veias.

Fico imaginando o que raios acontece na sua vida que não vive da felicidade que tanto esperava. Pois é, ao invés de me preocupar com a minha, vivo a indignação de não entender a sua.

Se chama amor, não tem tradução ou formas de explicar.

Vez ou outra trago sem querer uma lembrança abusada da última vez que a gente se viu. Lembro que as coisas já estavam bem entre a gente, e então, levei comigo a sua imagem sorrindo depois do meu último adeus até aqui. É o tipo de momento que gosto de reviver sem ninguém, só pra me aquecer.

Será que a saudade que sinto também faz morada no seu peito antes de dormir?

Já me perguntei coisas como essas um milhão de vezes.
Nessa busca em entender porque você mudou tanto, acabo encontrando tempo pra voltar a lembrar da gente. E não, eu não gostaria que isso acontecesse.
Sei que passou um bom tempo desde que o nosso abraço deixou de ser acompanhado de um beijo de “que bom te ver de novo!”, mas é natural, eu fico pensando se você encontrou um pouco de mim em todas as bocas que já deve ter beijado, fico pensando se quem te viu sorrir depois de mim conseguiu perceber como você ri de um jeito diferente, de um jeito só seu que eu até poderia detalhar, mas eu prefiro só me lembrar pra não me machucar mais.

O problema é se tornar refém do que não existe mais.

E sei bem disso.
Como eu disse, tenho certeza que depois de mim você saiu pra conhecer o mundo e ganhar novos abraços, mas posso falar? Não sei exatamente por quê, mas alguma coisa me diz que dos abraços que te dei você nunca terá outro igual, e não me leve a mal, acontece que eu dedicava o meu melhor em cada coisa que eu fazia por você, do envio da mensagem no celular ao nosso beijo antes de dormir, tudo porque pra mim você não merecia nada menos que o melhor de mim.

Não passo uma semana sem que nasça uma nova pergunta sobre você.
Não de pessoas ao redor, mas de mim mesma, aqui dentro de mim, sabe?
Lembro de você falar que meu cheiro ficava na sua roupa e que você gostava disso e aí aparecia minha cara tímida mas profundamente feliz ao te ver comentar sobre um pedacinho de mim fazendo parte de um pedacinho de você

Transformo toda a dor da lembrança na certeza de que da minha parte era amor.

E talvez por isso eu ainda me pergunto tanto sobre você.
Vai ver é porque por mais que eu tentasse encontrar respostas pra tudo na minha vida – e quem não? – tudo que eu preciso fazer é entender que existem duas coisas nessa vida: as que eu sinto e as que acontecem. Sendo assim, tudo que eu sinto é algo só meu, e não se trata de egoísmo, se trata de algo inexplicável que pra quem vê de fora pode se tornar em motivo pra julgamento, mas que pra mim, é só o que eu posso dizer sobre o que sei de mais sincero a respeito do amor.

Prometo parar de pensar se você sente algo parecido com a saudade que eu sinto.
Mas fico triste ao saber que aquele sorriso que eu tanto gosto tem visitado seu rosto menos vezes do que acho justo, e fico mais triste ainda em pensar como isso é horrível, pois mal sabem todas as bocas que te beijaram que outro sorriso igual ao seu, jamais encontrarão nessa vida.
Eu sei.

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Fiz uma pesquisa na página do blog no Facebook (facebook.com/umtravesseiroparadois) pedindo a colaboração dos leitores sobre qual tema que eles gostariam de ler. Pedi para que resumissem o tema e escolhessem uma trilha sonora. O tema escolhido foi este abaixo:
“Então, me diz, de uma vez por todas, quem apagou o seu sorriso? Desde quando você me deixou nunca mais te vi sorrir… Me lembro do seu ultimo sorriso pra mim, só, depois não sei o que houve, não sei por onde andou, não sei quantas bocas beijou, não sei se sente falta do meu abraço, do meu cheiro…”
e a trilha sonora está no texto, ambos da querida leitora Gabriela Piovezan, que disse estar tensa com a minha resposta do texto “Olha Marcio, to numa tensão, desde ontem esperando seu texto, achando que pudesse ser pra mim…” (desculpem a demora!), então, achei justo tentar homenageá-la pela dedicação e carinho que ela tem pelo Um Travesseiro Para Dois.


Agradeço a participação de todos, em breve a gente combina isso de novo!
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Como Se Você Não Soubesse Dessa Merda Toda

Ninguém tem que te entender.
Você não tem que fazer sentido pra ninguém, nem pra você mesmo.
Tem gente que gosta de te dizer o que fazer mas nem eles sabem o que fazer na vez deles. Eles só querem tumultuar.
As pessoas dizem que você se apega rápido demais como se você não soubesse. Seus amigos dizem que você não tenta esquecer como se você não tentasse. E tratam de te considerar uma pessoa depressiva por postar na internet alguma música com refrão mais verdadeiro.

Ser verdadeiro só incomoda as pessoas que não conseguem ser.

Para essas pessoas o que importa mesmo é manter as aparências. É fingir que está tudo legal, que os problemas não existem e que os motivos pra chorar são exclusivamente os episódios tristes das novelas.

Tem gente que diz que você procura demais.
Engraçado que essas pessoas vivem falando do que gostam, de como gostam, de como não gostam, enfim, sempre vivem criando um modelo que elas julgam ideal. Mas elas não se enxergam. Ninguém senta ao seu lado pra te perguntar o que acontece, e quando sentam, falam como se tudo fosse algo muito simples de resolver e quem faz drama na história é você.

É assim que a gente vive.
As pessoas vivem nem tanto querendo ajudar as outras, mas muito mais querendo jogar na cara o quanto sabem mais que as outras. São coisas diferentes.
Te faz bem ouvir uma experiência alheia, um ponto de vista de quem já viveu algo parecido, mas faz muito mal ouvir o que temos que fazer, se devemos correr atrás ou largar de mão, se devemos mandar ou não aquela mensagem, se devemos ou não chamar no chat.

Você não precisa que te deem as respostas, você precisa que te mostrem como chegaram até elas antes de você. Aí você escolhe tua estrada.
Isso não significa que seguirá o mesmo caminho que elas, mas que por este as coisas podem funcionar.

Dizem que você não se permite viver coisas novas,
que quando parece surgir uma oportunidade você vai e foge, ou vai e fala demais, ou fala de menos, ou simplesmente espanta.
Aí te apontam o dedo dizendo que é uma pessoa complicada demais, que dificulta demais, que valoriza demais o que não merece.

E o que merece ser valorizado. Alguém consegue te responder?
Você não tem culpa em valorizar o abraço igual ou mais que uma noite de sexo. Você não tem culpa de reler mil vezes as mesmas mensagens.

Ninguém sabe o que você deve fazer.
Te dizem que “já passou a hora de mudar de vida”, que “o tempo voa e você está aí”, que “ignorar é a melhor saída”, como se você não soubesse cada uma dessas “dicas”. Aí você não aguenta, se descontrola e manda se ferrar quem chega pra te julgar, e claro, ainda sai de errado na história.

Suas ideias nunca são as melhores.
Quando imagina ter escolhido o presente ideal vem alguém e diz que não é tão legal assim, ou que até é legal mas não para ocasião. Depois que você já comprou o presente vem alguém para te mostrar uma oferta em outro lugar.

Você pensa em comprar uma roupa especial.
E aí te chamam de brega e dizem que é “um dia como outro qualquer”, que você não deve se preocupar tanto, que tem gastado dinheiro demais com o pouco.

Tem gente que diz para você ter paciência,
que você não vai morrer até o fim de semana, que terão outros muitos dias pela frente, que tem muita coisa pra viver e todo aquele blá blá blá que dá vontade de vomitar, mas ninguém considera que amanhã nada mais pode existir. Nem você, nem sua história, muito menos seus planos para o próximo fim de semana.

Não é todo mundo que consegue viver intensamente.

Daí vem gente falando para você se acalmar e pisar no freio.
Vem gente dizendo que você não pode demonstrar tudo tão rápido, que deve manter uma distância para preservar a saudade, que não deve responder as coisas rapidinho para não parecer uma pessoa desesperada. E aí voltamos ao “falam isso como se você não soubesse”. É que essas pessoas são aquelas lá de cima que vivem pelas aparências e sonham em viver uma história a dois só para ter foto curtida na internet; essas pessoas vivem uma mentira e não uma vida.

Aquele que usa o coração sempre assusta quem não usa.

É, pois é. É possível não usar o coração.
Pelo menos não publicamente. Essas pessoas não cantam para os quatro cantos as coisas que existem, mas quase choram sangue no travesseiro antes de dormir. Elas são assim.

Tem gente que acha que você manda no que sente, que existe um botão “parar” e um “começar” dentro de você, e por isso falam assim tão da boca pra fora “vê se faz alguma coisa”.

É isso.
Tem gente que não para e nunca vai parar de te falar um monte de coisa que você já sabe de trás pra frente. Eles vão continuar te apontando o dedo e falando num tom como se fossem donos da verdade.

Mas você não pode se importar,
pois a vida é sua.
Só sua.

Promessa Continua Sendo Dívida

Você promete relevar?
Promete ignorar minha mania em querer as coisas muito corretinhas?
Ah vai, por favor, diz que não vai se importar por eu conversar dormindo e eu prometo que nenhuma das conversas será sobre outra pessoa, além de claro, você.

Se eu dar um presente e você não gostar, promete me dizer?
Não sou muito bom em improvisos, mas te prometo que outros daqueles corações de pelúcia com braços abertos eu não vou te dar.
As coisas boas que eu já fiz por quem gostei não são nem metade de tudo que eu quero fazer pra você.

Você vai comigo comprar roupas quando eu precisar?
Eu já não sou uma criança, eu sei, mas é que até hoje eu não consigo me decidir rapidamente sobre qual roupa comprar ou qual perfume escolher. Se você quiser aproveitar, a gente pode até comprar alguma coisa pra você, talvez.

Prometo não comemorar quando o seu time levar gol,
mas você promete me deixar comer alguma coisa gordinha no meio da madrugada?
Tenho um estilo de vida simples, dou risada com os piores programas da TV e gosto de assistir o telejornal na volta do trabalho. Choro com injustiça nos seriados e falto perder o ar de tanto gritar quando vejo que a minha mãe fez manjar de sobremesa.

Falando nisso, promete me ajudar a cozinhar?
Já posso adiantar que tudo que eu sei fazer na cozinha se resume em: nada.
Mas não é por falta de vontade, é que eu sinto que o que eu preciso é de alguém comigo pra me incentivar. E lavar a louça que eu sujar.

Talvez algum dia eu acorde com preguiça de responder a sua mensagem de texto, mas não me leve a mal, é a minha operadora de celular que precisa mesmo é ser operada pra ver se melhora alguma coisa, mas enquanto isso não acontece eu prefiro me poupar a ter que me estressar.

Tem um montão de mensagem que te mandei que acabaram não sendo enviadas.

Lá no começo, teve também um montão de vezes que eu abri sua janela do chat e fiquei lá parado imaginando como seria a gente conversando e como seria legal se você aceitasse sair pra tomar açaí comigo. Ou sorvete. Ou um suco. Ou alguma comida quentinha no inverno. No fim, preferi não falar nada, mas vez ou outra eu visitava o seu perfil pra ver suas fotos novas. É, disso você não sabia, né?

Você promete tentar entender que eu não sou normal?
Não estou dizendo que sou melhor que ninguém, mas é que o meu jeito é um bocado estranho e já teve um monte de vezes que eu me senti ainda mais estranho quando o que eu deveria me sentir era atraente.

Quando olham pra mim no metrô eu tenho certeza que o meu nariz está sujo ou que tem pasta de dente no meu rosto.

Eu sou meio assim; desengonçado sem você.

Teve um dia que ajudei uma senhora a atravessar a rua e as pessoas me olharam estranho como se tivessem me parabenizando, mas o engraçado é que ao invés de me olhar elas poderiam ter ajudado a senhora, né? É.

Se eu te falar que raramente consigo usar um par de meias iguais, você promete não rir?

Eu não sou bom em um monte de coisa.
Tipo, eu não sou bom em ter beleza. Dia dessas me comparei com as fotos dos galãs que você suspira e vi que a gente até tem uma semelhança: tanto eles quanto eu somos diferentes. Eles são bonitos e eu sou eu, somos tipo inimitáveis, sabe? Nem que eles façam cirurgia, jamais se parecerão comigo, e eu nunca com eles. Isso é uma coisa boa, né? Somos exclusivos! Olha lá uma coisa em comum.

Eu também não sou bom em compartilhar frases pra você se emocionar, mas esses dias aprendi que se eu colocar “aspas” no começo e no fim das frases, vou parecer mais inteligente e vai parecer que peguei de algum livro todas as frases que leio pelos muros da cidade. Agora eu tenho tentando pensar nas minhas próprias frases, qualquer dia te mostro.

Se eu disser que sofri você promete não me achar um clichê?
Eu sei que todo mundo sofre, mas e se eu te disser que não lembro da última vez em que me vi feliz por alguém como me vejo com você, você promete não me achar um clichê? E se mesmo assim você me achar um clichê, promete confiar em mim?

Se é clichê dizer que o melhor está por vir, confia no clichê de que eu quero te fazer feliz; só que do meu jeito, nem melhor, nem pior que ninguém, mas do meu jeito.

Sabe, eu já mudei bastante.
Hoje eu não ligo tanto para o chinelo virado ao contrário no chão; hoje eu entendo que da mesma forma que eu tenho pressa pra chegar, todas as outras pessoas também, então não adianta eu ficar bravo com as pessoas correndo no metrô de manhã; hoje eu penso que os carros loucos no trânsito podem estar levando uma futura mãe ao hospital.

Eu sou um quebra-cabeça jogado ao chão e você é quem tem me montado peça a peça.
Promete ter paciência comigo?
Promete terminar de me montar pra ver se fico parecidamente bonito com os galãs da TV?

Prometa uma ou outra coisa dessas que te pedi e eu fico com a dívida daquela blusinha esquisita irreverente que você tanto quer.

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Fiquem com a Verdade, Enquanto Eu com a Felicidade

Então eu vou me render aos clichês.
Vou me deixar levar pelas coisas que tenho sentido ultimamente.
Mas antes, vou te falar: sabe, dia desses lembrei de algumas coisas que já vivi.
Não foram tantas assim pra colocar um filme em cartaz, mas o bastante para me fazer entender o que exatamente me faz feliz e o que não me faz tão bem assim.

Dentro dessas lembranças, vi que não gosto quando a voz é mais alta que o normal, vi também que são tão poucos os motivos que valem discussões, que não acho justo desgastar uma história dando em voltas em coisas que não fazem bem. E aliás, as discussões podem ser evitadas.

Troco discussões sem fim por conversas em prol do final feliz.

Lembrei também de quantas noites eu demorei pra dormir por não conseguir me resolver. Esse negócio de “amanhã a gente conversa” nunca deu certo e eu sempre me torturava querendo resolver, juro, sem briga, só querendo o bem, mas o que eu sentia da outra pessoa era um sentimento mais raivoso recheado de acusações tipo “você está querendo ser certo sempre!”, quando na verdade eu nunca me importei com a merda da verdade, e sim com felicidade. Complicado, né? É.

Lembrar que já sofremos deixa a gente mais forte pelo que sentimos.

É que assim, ao relembrar de todas as coisas tristes que passei, consigo ver o quanto eu quero evitar com que cada uma delas aconteça novamente, consigo ver onde também errei – afinal, nunca me vi com toda a razão -, consigo ver muita coisa, mas principalmente consigo ver todas as coisas boas que eu quero viver.

A gente tem que lembrar da dor pra ter certeza sobre o que esperamos do amor.

Mas também reservei um tempo para lembrar das coisas boas.
Lembro das estreias do cinema e dos presentes nas datas comemorativas, lembro dos gostos particulares e das palavras no diminutivo, mas chega uma hora que todas as coisas boas que a gente vive se transformam em saudade boa pra fazer a gente melhor. Não dizem que do passado a gente só devem levar as lições? Então, das coisas boas do passado eu levo a motivação em correr atrás de viver algo ainda melhor, ou então, de reviver as mesmas coisas mas de um jeito deliciosamente sem igual, de um jeito sentimentalmente individual, de um jeito que eu acho que mereço viver. 
Isso significa que a gente pode ser feliz mais de uma vez nessa vida.

Nunca gostei da história do “Fulana foi a pessoa que mais me feliz na vida”. Acho meio delicado afirmar. A gente até pode ter vivido inesquecíveis histórias com determinadas pessoas, mas afirmar quem é que mais fez feliz talvez seja exagero demais. É que parece que a gente vive refém daquela felicidade do passado, sabe? Parece que ninguém nunca mais vai conseguir fazer a gente se sentir igual, quando o que mais procuramos em uma nova história é um pouco de alguém diferente que nos faça sentir novo de novo, um pouco de alguém que possa nos surpreender e comprovar que o melhor ainda estava por vir. E assim então viver todos os dias.

Nos clichês a gente pode confiar.

Naqueles clichês da ansiedade pelas estreias no cinema, em falar no diminutivo, nos gostos particulares e nos presentes nas datas comemorativas. Tudo isso faz parte da nossa vida e das histórias que vivemos. É bobagem se prender e se evitar de viver tal coisa pelo medo da lembrança do passado.

A vida existe pra gente fazer do ontem uma inspiração do que queremos viver amanhã.

Mas claro, isso não significa que vivo em função do que já vivi um dia, jamais. Isso significa que quanto mais feliz eu acho que estou, mais ainda eu vou estar.

Também não digo que nunca tive sorte nessa vida.
Prefiro pensar que eu vivi tudo o que eu poderia do jeito que eu deveria, mas passou.
Ninguém acorda sabendo como vai terminar o dia, por isso a gente pode viver com aquela friozinho da surpresa, do inesperado, da ansiedade, fazendo sempre a nossa parte que para que tudo seja bom pelo menos para nós mesmos.

Hoje eu gosto de ter a sua mão pra segurar quando a gente anda na rua.
Eu gosto de conversar com você ao som dos seus pais reclamando alguma coisa lá no fundo. Hoje eu gosto de ouvir o som da sua risada e te ouvir falar como foi o seu dia. Eu gosto de te ter perto da minha família, bem como gosto de estar perto da sua. Gosto das suas mensagens sem hora marcada, gosto do seu carinho deliciosamente involuntário, gosto do seu perfume que fica todo na minha roupa quando a gente diz tchau. Hoje eu gosto de pensar em coisas pra gente fazer, nem que não seja nada mais que um filme no DVD.

Na minha vida moram experiências que eu não faço a menor questão de esquecer. Nunca vou esquecer as pessoas que já passaram por mim. O que eu faço agora é guardar cada uma delas em um lugar só pra elas, onde eu não preciso mais buscar porque hoje eu sou feliz ocupando o meu tempo pensando em você, rindo com o seu jeito de falar e respirando fundo com as coisas que eu planejo pra gente.
Hoje eu me rendi aos clichês e me vejo entregue ao que nem sei que vai acontecer, mas que sei que está me fazendo bem.

Como Eu Me Sinto Quando

Tudo que a gente passa nessa vida tem um motivo para acontecer, uma inspiração pra motivar ou uma lição pra aprender.
É que a gente tem mania de querer tudo fácil demais.
A gente não quer demora pra ser feliz, mas também não temos pressa em espantar a tristeza. Isso significa que muito – se não tudo! – depende da gente.

Mas tem horas, eu sei, que parece surgir uma força fora do normal que puxa a gente pra baixo e nos mantém lá.
Parte dessa força atende por um nome chamado: passado.
O passado segura a gente, nos sequestra dentro das próprias lembranças e parece que quanto mais força a gente faz pra sair, mais presos ficamos. E bem, é isso mesmo, é exatamente isso que acontece.

A vontade de esquecer só deixa a lembrança ainda mais forte.

Pena que nem tudo está em nossas mãos.
Por exemplo, é praticamente impossível agradar a tudo e a todos e deixar tudo e todos no mesmo nível de felicidade. Mas quer saber? Isso não é de todo mal. Ter o controle significa não ter a experiência e a gente vive em busca de novos episódios nessa história que é a nossa vida; a gente vive pra ver coisas diferentes. Se tivéssemos o controle de tudo que queremos, em nada aprenderíamos. No entanto, claro, isso não significa que o descontrole é bem-vindo, mas sim, que o dia a dia é bem-vindo, que a graça está mesmo no momento seguinte, na próxima SMS, na próxima ligação e na próxima espera na catraca do metrô. Se é que me entendem.

A cada noite que deitamos no travesseiro ficamos cada vez mais perto de tudo que merecemos nessa vida, pois a verdade é que mais do que a gente ter tudo o que queremos, teremos tudo o que merecemos, e isso, claro, são coisas diferentes.

Por um mundo com novas formas de ver para então viver de novas formas.

A gente também se culpa demais.
É muito chato se sentir motivo de tristeza pra alguém, como se a nossa vida tivesse total influência em tudo o que acontece na vida das pessoas. Não é bem por aí. É claro que podemos influenciar e com isso construir momentos e palavras que ressoam por anos, mas nem sempre a gente tem culpa, e isso significa que não podemos resolver.

Se age com o coração, age feliz.

Sempre vai ter alguém que vai sorrir menos que o outro no fim.
Só que a gente não tem muito o que fazer pra evitar que isso aconteça, e querer encontrar algum jeito de amenizar o jeito que a vida acontece, nada mais é que uma atitude infantil de querer controlar o ponto mais excitante da vida: o jeito que ela é imprevisível.

A graça em acordar todo dia está justamente em não saber o que vai acontecer. Se vamos sair de camiseta ou de moletom com capuz.
Melhor que tentar planejar o que pode acontecer é celebrar o que está acontecendo.

Então faz assim,
Deixa o passado fazer parte da sua história em silêncio, deixa o presente te mostrar como você pode se surpreender com o lado bom da vida, deixa o futuro ser seu como sempre foi e viva pouco a pouco do jeito que você quiser. Só não deixa que seus medos em não ser compreendido, sua saudade pelo que não existe mais e a sua preocupação em ter feito bem ou não para alguém, em ter dito ou não a coisa certa, em ter feito ou não a escolha certa, enfim, te atrapalhe de viver cada segundo de todos os seus dias. A não ser que você escolha viver pelo que já viveu, o que será uma pena.

Quem te aponta egoísmo por viver por si desejaria viver exatamente igual a você.

E aqui não estamos falando em não se importar com ninguém, com o passado, presente ou futuro, aqui estamos falando em se importar no que vai jantar hoje a noite, no livro que vai começar a ler amanhã, no esforço no trabalho e em ter por perto as pessoas que nos tiram o mais sincero dos sorrisos e que de alguma maneira nos convencem que somos mais especiais do que imaginamos. Viver por si é comprar as roupas preferidas, é cantar os refrões que mais gosta e confessar saudade toda vez que quiser, sem se importar com o que vão falar.

Vamos deixar o mundo girar na velocidade que ele quer.
Vai acontecer muita coisa pra fazer com que ele pare. Muita gente vai tentar te convencer que ele tem girado rápido demais e que isso não é tão legal. Mas a verdade é que a gente que deve acompanhar o ritmo do mundo e não o contrário. Se ele tem girado de um jeito assustador, a saída e correr ainda mais pra não ficar pra trás e viver só do que poderia ter acontecido ou do que já aconteceu.

Não viva pelo que poderia ter acontecido, viva pelo que está acontecendo e pelo que você gostaria de viver.

É mais ou menos assim que a gente deve se sentir quando sentimos falta de motivos pra ser feliz.

Agora Vamos Falar de Coisa Boa?

Olha, devo te dizer que pensei que seria difícil, mas não tanto quanto realmente foi.
Esse negócio de ter que virar a página não é o que a gente pode chamar de algo fácil. E tudo fica ainda pior quando aparece um monte de gente falando o que a gente deve ou não fazer, tipo, um monte de gente se achando dono da verdade. É, não é mole não.

É exatamente na dificuldade que a gente encontra a possibilidade.

Explico.
Pra quem, como eu, chegou a pensar que a saída seria mudar de casa, de país, de planeta, sei lá, pra saber se ia conseguir ter de volta bons dias de paz, até que consegui superar com certa velocidade.

É na dor que a gente sente que mora a força da superação.

Então dá pra pensar que: sofrer faz bem.
Que loucura, né? É. É mesmo.
É que a dor rima com amor, que por isso, se faz justo que façamos da dor alguma lição pra fazer a gente sentir amor de novo. Para pra pensar: até que faz sentido.

Por isso eu te larguei.
É, eu te deixei, de uma vez por todas.
E o quanto eu venho tentando fazer isso…
Essa vida de ser refém da saudade não tá com nada e nunca me trouxe nada mais que um monte de lembrança que eu quero esquecer.

Depois que comecei a pensar assim, comecei a entender melhor.
Vou te falar que até sinto uma raiva de mim, sabe?
É que eu me dediquei igual idiota muito pensando nessas de “quem sabe agora”, “vou fazer melhor”, “vou fazer os gostos” e etc, sem perceber que eu até poderia fazer bem pra você, mas no fim das contas jamais estaria fazendo bem a mim mesmo.

Se o tapa não arder a lição não foi aprendida.

Eu nunca ouvi falar de alguém que tenha superado sorrindo.
Eu tive que comer o tal do pão que o diabo amassou pra poder chegar aqui e ter grandeza pra te dizer: quero que se exploda.
Entenda, eu realmente não te desejo mal, não desejo mal pra ninguém nesse mundo, só que aconteça o que acontecer com você eu realmente não quero estar perto pra presenciar.

E quer saber? Eu não me arrependo, na verdade, nem chego perto de pensar nisso.
Vou te dizer a diferença entre nós dois: eu nunca menti ao te dizer o que eu sentia, já você, você sempre fez questão de tudo, menos de me dar alguma segurança sobre o que a gente vivia. E do contrário, pensava que uma noite de sexo me compraria.

Agora deu.
Pra quem vê de fora pode até parecer um exagero me ver falando desse jeito, mas sabe o que eu penso dessas pessoas? Que elas se explodam juntinho de você <3, pois ninguém estava no meu lugar pra sentir o que só eu sei que senti com o jeito que você me tratava, com as coisas que me falava e em como vinha com discurso de “confia em mim” que eu sempre acreditei. Então, eu estou me lixando para o que pensam sobre mim.

Não precisa fazer esforço pra me esquecer, pois quem não consegue lembrar de você sou eu.

É uma pena, sério, uma pena.
Fico triste em ter um sentimento bom transformado em algo absolutamente ridículo. Em outras palavras, fico mal por um dia ter te falado tudo o que te falei e hoje sentir nojo do que você se tornou. Ou do que você sempre foi, vai saber.

As coisas não andam tão bem assim pra mim ainda.
Eu ainda demoro um pouco pra dormir e acordo num horário que eu não gostaria; vez ou outra te encontro nos perfumes de alguém no metrô e nos refrões de algumas músicas, só que isso tudo faz parte, né?

Você vai me ver em todos os lugares que tentar me esconder.

Estarei exatamente lá: no beijo que te fará lembrar de mim e na risada gostosa de se ouvir.

Deixa eu te falar uma coisa.
Tem um negócio nessa nossa vida que se chama: reciprocidade. Essa palavra bonita significa algo do tipo: fazer aqui, receber ali. E isso é aplicado em tudo. Vai ver ninguém tenha te apresentado essa palavra ainda, – e aliás, pelo menos comigo você raramente entendeu – mas funciona assim: o destino também é recíproco com a gente. Apesar da gente não ter controle sobre ele, nós somos responsáveis pelas escolhas que fazemos para viver este destino. Parando de filosofar, o que eu quero dizer é que você vai receber c-a-d-a segundo que me faz passar, dos bons até os, digamos, horrorosos.

Não é questão de fazer algo pensando em algo em troca, mas sim, de fazer algo exatamente do jeito que gostariam que fizessem com a gente.

Eu não quero estar ao seu lado pra ver nada.
Eu não quero saber de nada sobre a sua vida. Sobre a sua família, eu desejo o bem.

Pode acontecer que tudo mude, é verdade.
Você pode aparecer amanhã com um monte de argumento pra tentar me convencer que a gente pode tentar de novo, você pode aparecer com a roupa que eu mais gosto, pode aparecer com os convites mais irrecusáveis, mas entenda, eu já não consigo nem ouvir seu nome.
Você pode querer voltar.
O tempo vai passar e com ele você “pensar melhor” e finalmente rever todas as merdas que me disse e o quanto isso me fez mal, mas sabe o quanto isso vai adiantar? DE NADA.

Entenda que não sou extremista a ponto de dizer que dessa água nunca beberei, mas estamos falando aqui sobre amor-próprio, sobre ter alguém que realmente mereça o que a gente sente, sobre como é bom poder dizer que há sinceridade e comprometimento.

Em tudo isso aqui, desde o começo, estamos falando sobre coisa boa, não sobre você.

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Me Avisa Quando a Minha Voz Ficar Fininha?

Ri devagarzinho e olha pro lado colocando a mão no meu cabelo.
Diz que está feliz e e diz também que não quer que acabe.
E assim a gente vai vivendo, sabe?

Vou fazendo de mim alguém que te faça feliz.

E não dá muito pra gente ver como vai ser no fim, mas dá pra gente pensar que se a gente conseguir manter a sinceridade, a cumplicidade e a vontade de se ver, a tendência é que as coisas continuem exatamente como estão: cada dia melhor.

Vem cá e me fala do teu passado sem precisar olhar pro lado.

É importante pra mim saber que você não estava vivendo uma fase tão feliz assim; é importante pra mim saber que você também errou mas que também tentou até não poder mais.
Gosto de quando se vê no espelho e reclama imperfeição. Do meu jeito, tento te convencer que você sendo exatamente assim como é, já me faz um bem danado e me faz querer ficar cada minuto um pouco mais do seu lado.

Eu amo o seu beijo, mas gosto mesmo é da carinha que você faz depois. Como você solta um riso meio de canto de boca e me puxa deixando claro que quer mais um beijo. Aí seu cabelo fica entre a nossa boca como se soubesse que ali está acontecendo algo gostoso.

Todas as frases feitas que já li e os mais bonitos filmes que assisti não são clichês o bastante para me convencer de que consigo te convencer sobre o quanto você é especial.

Me desculpa por vez ou outra falar do meu passado e com isso relembrar outros abraços? Não me leve a mal, é só uma questão natural de equilibrar os momentos que já vivi, os que vivo e os que eu ainda quero viver. Com você.
Eu não procuro em você coisas que encontrei em outra pessoa, na verdade eu não procuro nada, eu só me faço presente pra sentir se você consegue entender quando eu digo que se pra mim fosse brincadeira, eu não faria tudo o que eu faço. Em outras palavras, não estou querendo nada de você além da sensibilidade de valorizar meus esforços pelos seus gostos. Não é submissão, é motivação.

Eu não sei cantar muito bem os refrões que você mais gosta, mas gosto do fato de você ter pelo menos refrões para gostar. É claro que toda pessoa tem refrões preferidos, mas poucas assimilam a força que cada palavrinha faz em nosso ouvido.

Pouco a pouco consigo sentir que com você eu tenho um mundo inteiro pra conhecer. Você me mostrou que eu gosto de mão na nuca e que mordidinhas fazem bem. Só depois de você que eu vi um motivo realmente convincente para perder uma noite de sono… Mas isso é outra história.

Fico curioso quando diz que falou de mim para as suas amigas.
Eu não sou parecido com o galã da novela das 8, mas tenho minhas dúvidas se ele te acharia tão bonita de moletom do mesmo jeito que eu acho. Será que você conta isso para as suas amigas? Fico com receio de parecer infantil demais ou de parecer que forço ser do jeito que eu sou, quando o que eu mais quero é mostrar que as exceções são bem-vindas. Essa minha curiosidade toda não deve ser obedecida, pois nem tudo que conversa eu preciso saber. Imagina a minha cara ao saber que contou para as suas amigas que choro nos filmes da TV?

Tá, eu tô brincando, pode contar o que quiser para quem quiser, desde que me conte depois enquanto coloca parte do cabelo atrás das orelhas antes de falar,;desde que me deixe deitar no teu ombro e dar uma mordida aqui e outra ali no seu pescoço enquanto fala.

Talvez tudo acabe, né?
Não vai ser legal não mais ter que passar pela sua rua e nem receber suas mensagens de carinho gratuito. Mantenho essa consciência para me preservar e para entender que por melhor que a nossa história possa ser, ela sempre pode melhorar ainda mais; que por mais divertido que seja quando a gente se encontra, sempre pode ser ainda mais.

Ainda não consegui explicar, mas acho que agora dá pra entender porque gosto tanto quando você ri devagarzinho e olha pro lado colocando a mão no meu cabelo.
Só me avisa quando a minha voz ficar fininha?
É que quando essa hora chegar vai ser quando eu vou poder te dar corações de pelúcia, daqueles bregas das lojas de 1,99, vai ser quando eu vou ter certeza que a felicidade chegou e não vou ter medo do amanhã, nem de dizer que sinto saudade.

Sabe fininha? Falando igual neném? Então.

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Digamos Que é Uma Delícia

É bom, né?
E como é bom. É tão bom que nem dá pra explicar direito.
Fazer sexo, fazer amor, tão logo, fazer sexo com amor é tão bom que nem dá pra explicar direito.
Só que a gente precisa respeitar a nossa vida antes de sair por aí achando que “é a hora certa”. Tudo bem que não há uma certa, tipo: “Daqui a 1 mês vai rolar”, porque aí pode acontecer na próxima meia hora. Mas é importante ter consciência de que se tudo tem sua hora, a primeira vez de momentos como esse nos quais a gente vai lembrar pra sempre, também tem a sua.

Mas que é bom, ah isso é.
O descompromissado tem o seu fetiche.
Aquele negócio inesperado que isenta a gente de ficar com remorso depois ou com o sentimento de ter que fazer algo, algum agrado, sei lá, alguma coisa. Aquele que a gente faz quando dá na telha, que a gente faz só por ouvir o corpo gritando, que a gente faz no primeiro encontro (qual o problema?), ou até mesmo quando é organizado e a gente consegue marcar os detalhes, dia, hora e lugar. Faz bem para o corpo, faz bem para a saúde e para a alma. A gente fica mais leve e acima de tudo mais felizes, pois nos divertirmos sem arrependimentos.

Já o compromissado, aquele de fazer parte do dia a dia, que a gente também faz com o coração, consegue ser tão bom quanto. É que ali estamos depositando muitos outros sentimentos além dos convencionais e sensoriais. Ali a gente olha no olho e pensa no depois. É tão bom fazer bem a alguém, né? Poder rechear esses momentos com algumas palavras que moram lá no coração e a gente solta assim meio sem querer só por estar sentindo com mais força que o normal.

Em ambos, há muitas coisas em comum. Primeiro porque são relativamente a mesma coisa.
Bom mesmo é quando para os envolvidos há o pensamento de que tem que ser um momento histórico e não só essa de “mais uma vez”. O limite é imposto pelos dois. São os envolvidos que determinam até onde o negócio pode fluir.
Nesse cenário, é muito bem vindo aquele puxão de cabelo torcendo a cabeça pra cima ou aquele arranhão nas costas que em qualquer outro momento da vida é horrível, mas ali é liberado, bem como o olhar dentro dos olhos falando mais do que qualquer outra palavra. Também é bem-vindo saber demonstrar o que sente, demonstrar um ao outro que há um prazer ali no meio, saber convencer de que está sendo bom, delicioso e mais que isso, de que está sendo especial.

Não deve existir preciosismos.
Se as imperfeições corporais não devem ser nunca consideradas, muito menos em momentos de sexo, de amor ou de sexo com amor. O foco é um só: ter um momento incrível e não ser egoísta, ou seja, proporcionar prazer da mesma maneira com que está sentindo, pois ali um completa o outro, um está fazendo do outro seu atalho para o clímax do corpo, para os momentos em que o corpo se queima em sensações. Não há cartilha, não há manual. O jeito com que as coisas acontecem é desenhado por quem está envolvido, o importante mesmo é fazer com vontade. Ninguém é perfeito em nada, muito menos nisso, então a saída é fazer com que os pontos positivos sobressaiam os negativos.

Sexo é dar um tapa – aquele tapa! – sem pedir permissão. E depois, dar outro. E outro.
Amor também.
Embora normalmente seja praticado como uma coisa diferente da outra, ambas se completam.
Não é porque o sexo é casual que se deve fazê-lo de um jeito casual. É claro que dá pra colocar amor ali no meio. Não precisa falar “eu te amo” mas é importante fazer com se tivesse esperando uma declaração dessas, em outras palavras, se amor é o melhor sentimento que temos, no sexo a gente tem que de usá-lo de uma maneira que represente o melhor que somos. Direto e reto: dá muito bem pra morder, puxar o cabelo, arranhar o corpo, gritar, falar sacanagens e tudo que tem direito, com amor. Até porque, se o outro não for convencido de que o que vai acontecer é bom, pode esquecer, nada vai acontecer. Para tal, nada mais justo que a sinceridade, nada mais justo que se esforçar em fazer daquele momento nu o melhor da vida de cada um.

Amor é cuidar dos preparativos, é fazer carinho com uma mão a mais, é deitar no peito depois.
Sexo também.
As mesmas surpresas do sexo casual podem ser vividas dentro de uma relação estável.
Qualquer lugar pode se tornar cenário para um carinho inusitado, uma proposta deliciosamente indecente e uma atitude escandalosamente inesperada. É a busca pelo nosso prazer e por proporcionar prazer ao outro que importa.

Sexo não é brincadeira.
Fazer amor muito menos.
Por isso que não se deve ridicularizar quando acontece. É um momento onde os envolvidos expõem toda a própria intimidade, – muitas vezes nunca exposta – onde um conhece ao outro em detalhes, sente ao outro por inteiro, e só isso já é motivo de ser valorizado como algo profundamente especial.

Pode parecer meio confuso até aqui, mas é justamente isso que é: impossível definir. Só que dá muito bem pra gente nortear algumas coisas e traçar algumas importâncias.
Não há dúvida de que o respeito também mora dentro do sexo. Infelizmente muitas pessoas ainda tratam esse assunto com chacota e isso só deprecia ainda mais este que deveria ser um dos momentos mais cruciais da vida de qualquer pessoa. O cara que não conseguiu funcionar como o esperado, a garota que não gemia, alguém que não topava alguma loucura, são exemplos de coisas que podem acontecer com qualquer pessoa, só que mais do que transformar isso em piada, pode ser transformado em algo que a pessoa possa trabalhar para melhorar. Muitas vezes não dá certo pela tensão, muitas vezes é insegurança do próprio corpo, muitas vezes é só uma sede de dar prazer ao outro que acaba desfocando o próprio prazer. Mas como a gente pode esperar compreensão e empenho de um mundo sexualmente egoísta onde o cara que faz sexo com várias mulheres é homem de verdade e a mulher é vadia? Mas isso é tema para outro momento.

A gente sabe quando está gostoso quando a gente fica fora do ar. Tem também o tal do suór, a força que praticamente rasga o edredom, a cama que fica desmontada, a sensação ao ver outro corpo ali entregue.
E muitas fatores influenciam um momento como esse.
Tem gente que não tem a beleza que a sociedade exige, mas tem o sex appeal que a sociedade não consegue ver. Tem gente que não é sexy, mas tem beleza que excita. Tem gente que não tem o corpo sarado, mas sabe usar muito bem o corpo que tem.
Tem gente de todo o tipo e isso que faz o sexo ter graça, isso que constrói o amor dentro da gente.

Em últimas palavras, não existe manual e nem esteriótipo do sexo perfeito, existe a consciência do que gostamos e a sensibilidade de perceber do que o outro gosta,
e a partir daí, existe a atitude em dar
o nosso melhor.

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