Category: Uncategorized (page 11 of 39)

Eu Só Não Sabia que Poderia Ficar Ainda Melhor

Tudo bem não querer que algumas coisas aconteçam,
até aí começar a pensar que o fato delas acontecerem ou não pode influenciar a nossa vida de forma negativa, é escolha de cada um.
Isso não é uma máxima que se aplica a tudo, mas é um ponto de vista a se considerar.

De todas as coisas que a gente ouve nessa vida, é melhor acreditar nas melhores.
É que os exemplos de coisas que não dão certo não comprovam que nunca dará certo um dia, portanto, é confortável lembrar das exceções e de que tudo de ruim que pode acontecer, pode simplesmente não acontecer. Mas é bom entender que não é pra ignorar essa possibilidade, mas sim pra trocar de prioridade.

O pensamento bom é o atalho para que as coisas boas aconteçam. A gente escolhe seguir ou não.

O fato é que a gente se fala há um tempo.
Sabe aquela conversa morna de internet e tal? Pois é, essa mesma, a gente conversava sobre amenidades, nada muito grande ou muito sério. Até que a coisa começou a mudar. Sem querer  – ah vá, ná? – deixei escapar uma cantada aqui e outra ali e sem querer – duvido! – ela deixou escapa que estava curtindo essa ideia.

Quando a gente se permite mais, a gente aprende mais.

Nunca fui daqueles de me bloquear diante das coisas ou de bradar: “Ah, isso eu jamais vou fazer”, porque vai saber né, amanhã estou eu lá fazendo exatamente as coisas que jurei de pés juntos nunca fazer.
Acontece que no começo eu não considerava nada entre a gente, até porque tínhamos amigo em comum, e sei lá, ia parecer meio estranho, enfim, nem passou pela minha cabeça nada.

Nem toda decepção é negativa.

Acabei me decepcionando comigo mesmo e comecei e vê-la de um jeito meio diferente. Não faço a menor ideia do que me deu na telha, talvez pelas nossas conversas, pelas fotos que ela postava, pelo jeito interessante que ela se demonstrava, ou por tudo isso junto, vai saber, só sei que começou a nascer em mim uma vontade de ver mais de perto.

O mais louco é que a gente nunca tinha se visto na vida, embora já podíamos falar que nos conhecíamos bastante, afinal, a gente conversava tipo MUITO. Ah, internet! <3
E foi meio que assim, pouco a pouco, fui deixando amadurecer a ideia de que poderia acontecer alguma coisa ali. Apesar de eu me assustar um pouco, gostei do frio na barriga que veio me visitar.

Vale ressaltar que em nenhum momento pensei: “pode ser a pessoa ideal pra minha vida”, o que é bem estranho vindo de mim. Eu só me permiti pensar diferente sobre a gente, a troco de nada mesmo. E quanto mais louco isso parecia, mais eu queria que acontecesse.

O que o tempo mais espera da gente é que a gente dê tempo à ele.

É bem isso, não adianta forçar nada, a gente pode sim facilitar, fazer a nossa parte, colaborar, acompanhar o relógio, mas querer viver sem regra não faz com que as coisas que desejamos aconteçam mais rápido.

Aí a gente marcou de se ver.
Naquela altura nossas conversas já eram um bocado abusadas. Já rolava aquelas indiretinhas de ciúmes, do tipo: “Ihh, quem é esse cara comentando na sua foto?” seguido por um “Hahaha, tô brincando!”. Brincando uma ova! Era só teste pra ver a reação.

No jogo que é a conquista, pontua mais quem consegue perceber mais reações.
Apesar de, claro, ter gente que acha que está dando mole mas na verdade está ou contrário; ou gente que acha que tem alguém dando mole quando na verdade é só amizade.

Amizade, esse é um ponto.

Não tem como mentir que a gente já era amigo.
Eu contava quase todas as minhas coisas pra ela e ela bem que contava algumas bem particulares, então, aos poucos, fomos criando aquele vínculo gostoso de confiança. Nunca me proíbi.

Voltando ao dia que a gente marcou de se ver, nos encontramos.
Ela estava bonita e eu estava, como eu posso dizer, eu estava “ok”.
Aí foi aquele negócio, conversa vai e vem, aquele sustinho de ver pessoalmente uma pessoa que me conhecia tão bem. Tocamos no assuntos dos amigos em comum que a gente tem e tudo ia muito bem.
E bota bem nisso.

Até que entre uma brincadeira ou outra de “err se liga, você tá ótima” tocando no corpo e ela exibindo charme do tipo “aff meu,  tô naaada” exercitando o mais profundo charme, a gente se beijou.
Foi louco! Bem louco! Tipo, não sabia até que ponto aquela conversa ia dar apesar das indiretas. Poxa, somos muito amigos e viver aquele momento foi bem estranho.
Lembro que depois do beijo a gente se olhou e deu risada, mas não interrompemos o carinho, pelo contrário, demos outro beijo, e outro, e outro.
A partir dali nossas conversas ficaram mais deliciosamente carinhosas e nem vimos a hora passar naquela cafeteria.

Vale lembrar que o tempo é implacável e isso é algo que a gente tem que lidar.

Estava ficando tarde e precisávamos ir embora.
Nos despedimos e partimos em direções contrárias.
Voltei pra casa com a cabeça maluca, sei lá o que tinha acontecido, eu não estava acreditando muito em tudo, mas estava contente e feliz por ter vivido aquela experiência.
Ela me avisou que chegou, eu também e o dia acabou.

Dia seguinte ela me chamou no chat normalmente, pra saber como eu estava. Respondi normalmente e perguntei normalmente como ela também estava.
Aí vem a parte louca da história: isso tudo só aproximou a gente ainda mais.
Sempre ouvi muita história que não rola “amigos ficarem” e coisas do tipo, e aliás, eu nunca parei pra pensar nessas coisas. Mas a gente serve pra provar que as exceções são valiosas e por isso tão raras. E que além disso, que se bloquear de viver coisas por causa de opiniões de outras pessoas ou de que “todo mundo diz” e etc, não leva a lugar nenhum.
Conversamos bastante sobre a gente e concordamos que foi uma experiência única pra ser vivida ali. Vez ou outra lembramos do dia e damos risadas sobre como foi e em como o mundo deu voltas, como a gente não esperava nada daquilo – até que esperava um pouquinho pelas indiretas, vai – mas esperar é uma coisa, acontecer é outra, né?

E a gente só não contava que o que era bom poderia ficar ainda melhor.
Que a nossa amizade evoluiu para algo ainda maior, onde a gente pode confiar cegamente um no outro pra falar sobre qualquer coisa, inclusive sobre outros alguéns.
Desde então, a gente ficou mais próximo e eu preciso da presença dela pra me frear ou pra me acelerar nessa vida.

Por uma vida com mais chances para as exceções.

CURTA: www.facebook.com/umtravesseiroparadois <3

Foi Demais Te Conhecer Um Pouco Mais

Texto especial recomendado para maiores de 18 anos!

Recebi então o convite para uma festa de um amigo. Era sua comemoração de aniversário em um bar bem gostoso que eu já tinha ido umas poucas vezes. Em tempo: não gosto muito de bares e baladas, minha vida noturna se resume em realmente ser noturna: dormindo.
No dia da festa eu acordei meio desanimado. Fazia frio e eu tenho muita preguiça de fazer qualquer coisa no frio.

Mas as horas foram passando eu até que fui me animando.
Perto da hora de sair de casa, falei com uns amigos que iriam também pra gente combinar como ir e tal. Propus uma carona pra não precisarmos ir com muitos carros e também para racharmos o estacionamento. No fim, todo mundo ia de lugares diferentes e não ia rolar essa facilitação, então, tive que ir sozinho mesmo sabendo que ia pagar o estacionamento sozinho mesmo.

Dizem que há males que vem para o bem, né? É.

Entrei no bar e de longe vi alguns dos meus amigos. Foi uma festa só! A gente se cumprimentava e todos comemoravam minha presença, visto que, como eu disse, não sou muito de sair a noite. Me acomodei em uma poltrona, peguei uma bebida e puxei conversa com o pessoal. Foi bacana porque quando a gente se reúne é sempre igual: falamos de mil assuntos ao mesmo tempo! E é sempre muito legal saber detalhes da vida deles que a correria do dia a dia impede de detalhar.

Entre um gole e outro reparei uma presença que me surpreendeu.
Era uma garota que eu havia conhecido semanas atrás, em uma outra dessas ocasiões, aí em pouca conversa eu já fiquei meio interessado nela. Lembro que no dia seguinte daquela festa rolou aquele momento clássico: Sabe como é né, aquele negócio de adicionar no Facebook e falar ameninas bem rápidas.

Gostaria que ela tivesse dado mais abertura.
Tivesse dado mais abertura.

Bem, ao reparar a presença dela fiquei com uma vontade de começar uma conversa, mas a gente estava meio longe e além disso, eu não sou bom em falar com gente que mal conheço, ainda mais em um ambiente em que eu não estou 100% confortável. Pensei em agir diferente. Já que eu não conseguia me aproximar dela, pensei em fazer algo para que ela me notasse. Me levantei da poltrona e puxei ainda mais conversa com meus amigos, dessa vez gesticulando mais e rindo um pouco mais alto, aí entre uma risada e outra eu olhava pra ela e comecei e perceber que nossos olhares se cruzavam. Ela parecia me estudar de longe, colocando parte do cabelo atrás das orelhas esbanjando charme. Como ela é charmosa!

Como ela,
é charmosa.

Conversa aqui e ali, as horas foram passando, o lugar foi ficando um pouco mais cheio e ficou mais difícil de olhá-la de longe. Isso me incomodou bastante, pois era importante tentar perceber se ela realmente estava interessada. Até que do nada algumas das meninas amigas do meu amigo aparecem em nossa “rodinha” falando: “Gente, tudo bem a gente ficar com vocês aqui? Tá ficando cheio e tem uns caras ali torrando nossa paciência!” Claro que a gente aceitou e só depois eu percebi ali entre elas, meio afastada, a tal garota charmosa. O problema é que eu fico nervoso quando tenho que ter atitude, sabe? É que eu não quero parecer cafajeste e não quero puxar assunto de um jeito besta e infantil, sei lá. Eu não sei bem como xavecar, o que dizer para impressionar, essas coisas.

Mas eu tinha que fazer alguma coisa.

Resolvi aos poucos ir mudando de lugar na rodinha até ficar mais perto dela. E deu certo!
Com uma aproximação suave consegui ficar exatamente ao lado dela! Vitória! A parti dali eu precisaria demonstrar alguma atitude, pois ela poderia simplesmente se virar e me ignorar.

“Nossa, se deixar, o pessoal fala a noite inteira sem parar, né?” Foi o que eu disse me mutilando por dentro por tamanha bobagem. Ué, a gente estava em um bar, uma comemoração, amigos reunidos e etc, é claro que eles vão conversar sem parar, que pergunta mais idiota!

“Meu, estava pensando a mesma coisa, sei lá, eu não tenho tanto pique, por isso fico mais quieta. É que na verdade eu nem sou tão de balada assim e tal.”

“Eu nem sou tão de balada assim e tal”
“Eu nem sou tão de balada assim e tal”
“Eu nem sou tão de balada assim e tal”

Era parte do que eu precisava ouvir. Apesar de eu não saber xavecar – e está claro isso – eu gosto da minha parte que sabe aproveitar as deixas.

“Nossa, nem eu, hahaha, me sinto meio perdido aqui, mas é legal saber que não sou o único”. Falei comemorando.
“É, não que eu me sinta perdida, mas eu só não curto muito”. E ela fez questão de completar me dando um tapa na cara. Ora, como eu vou falar que a garota é perdida na cara dura? Sei lá, poxa, nem sabia o que falar.

“Vou ali na parte externa tomar um ar, quer vir comigo?” Este é um momento importante! Quando a gente faz um convite, quando a gente demonstra interesse em falar mais, quando a gente deixa claro que em outro ambiente é melhor para conversar coisas que poderiam ser conversadas em qualquer lugar! Ainda bem que lembrei disso.

“Ah, pode ser, está muito barulho aqui mesmo!” Ela aceitou e eu vibrei.

Lá fora a gente conseguiu sentar. Já era meio de madrugada e o frio aumentava. Ela estava de vestido. Começamos a falar sobre como é engraçada essa galera de balada, com as pessoas se comportam. E o que eu achei mais legal é que ela estava sendo recíproca pelo que eu falava, ela estava realmente curtindo a conversa.

“Meu, cê tá meio que tremendo, pega minha blusa e nem vem falar que não quer!” Ofereci meu casaco xadrez já colocando nos ombros dela.
“Aiii besta, não precisava, mas obrigada! Está quentinho!” agradeceu.

Tínhamos esquecidos dos nossos amigos lá dentro. A conversa estava tão boa e eu não queria sair dali.
“Sério, hahaha, não ri, teve um dia que eu estava segurando no metrô e do na…” bati na mão dela explicando a história e derrubei bebida no vestido. Na hora eu me desesperei!
“Por favor, me desculpa, aí meu deus, que burro, foi sem querer, mesmo!” tentava me justificar.
“Não tudo bem, só era um vestido novo mas ok, acho que sai quando lavar!” ela gentil, me dando um tapinha de leve.
“Deixa eu ver se já secou…” No momento em que me abaixei perto do pescoço dela pra ver o vestido senti uma mão no meu pescoço.

Era a mão dela.
Então fechei os olhos por um segundo e fui levantando devagar, vindo do pescoço, passando pelo rosto, até chegar de frente pra ela.

O beijo aconteceu ali.

Nos beijamos e não queríamos parar! Apoiava minha mão no rosto dela enquanto ela entrelaçava os dedos no meu cabelo vindo pela nunca! Que momento, que beijo!
Estávamos sentados um ao lado do outro, então com uma das mãos coloquei as pernas dela em cima da minha para poder chegar mais perto e para ficar mais confortável. Ela deixou.

Quando finalmente paramos de nos beijar, voltamos a outro beijo. Foi um negócio meio estranho porque a gente não queria parar! E começou a fazer mais frio, nem sei que horas era àquela altura.

“Vamos pra dentro? Vi um lugar ali!” Sugeri sem nem saber que lugar era esse, só apostando que ela confiaria em mim.
“Tá, vamos!” Confiou.
Discretamente entramos de mãos dadas e fomos para um espaço perto do palco, onde havia uns sofás meio escondidos e aquela hora vazios, pois o pessoal todo estava na pista dançando. Estava tão escuro só com aquela luz piscante que acabei tropeçando e bati meu dedo numa mesa. Mas até aí nada sério.
“Eita, se machucou?” Ela perguntou.
“Não, não, está tudo bem” E naquela altura, mesmo que eu tivesse perdido um braço eu ia fingir que estava tudo bem.

Sentamos no sofá e em questão de segundos ela sentou em meu colo. Eu estava sentado com ela em cima de mim, envolvendo minhas costas com as pernas. Como lá dentro já estava calor, só me preocupei em tampar parte do vestido dela com a minha camisa que ela havia tirado.
Voltamos a nos beijar como se nunca tivesse acontecido antes! A música era alta, as pessoas falavam mais alto ainda. O engraçado é que chegou um momento que parecia que não tinha nada nem ninguém ao redor da gente, eu não conseguia ouvir mais nada.
Comecei a intercalar beijos e mordidas, passando pelo rosto, descendo pelo pescoço até chegar nos seios. Que chegada, que momento.
O vestido era ousado, embora não vulgar, aquele tal de “frente única”. E isso facilitou a entrada da minha mão pelas costas chegando aos seios. Com uma das mãos comecei a apertá-los com certa delicadeza, variando a intensidade, até que ela falou:
“Calma, aqui não, melhor a gente ir pra outro lugar!”
E pra eu pensar em um lugar melhor aquela hora com aquela circunstância?
Só veio o meu carro na cabeça!
“Vamos para o meu carro, está no estacionamento!” sugeri.
“Melhor, vamos!”.

Saímos do bar ainda mais discretamente e entramos no estacionamento que era ao lado.
Ela envolta com a minha camisa novamente e eu conversando com o manobrista. Expliquei que a gente ia ficar um pouco no carro porque ela não estava bem. Prontamente ele concordou e me deu a chave.

Liberei o alarme e já entramos pela porta de trás.

Pela porta de trás.

Sentei no meio do banco e enquanto ela me beijava eu tentava abaixar os bancos da frente para aumentar o espaço, não consegui. Resolvi ficar do jeito que estava sem saber no que ia dar.
Acabei descendo todo o vestido dela até a cintura e me vi com aqueles seios nu na minha frente. Abruptamente ela tirou minha camisa.
Comecei a lamber seus mamilos, mordendo devagar, arranhando suas costas e apertando sua cintura. Ela fazia a mesma coisa com as minhas costas, com a diferença do nosso tamanho de unhas.
Então ela se virou e indicou que queria sentar no banco e que era pra eu ficar por cima.
Naquela dificuldade que é o carro me levantei e deixei claro que entendi.

Atitude. É preciso ter atitude.

Ao vê-la naquela posição não pensei duas vezes em tirar todo o seu vestido. E ela riu comprovando que era isso que esperava de mim enquanto tirava a minha calça. Disfarçadamente, aproveitei e peguei embaixo do banco de motorista um pacote de camisinhas que lembrei ter escondido ali – escondo assim para não ficar muito a mostra e todo mundo ver, afinal, nunca se sabe, né? – e joguei num canto  em cima do banco.
Me joguei em cima dela e voltamos e nos beijar. Levantei suas pernas jogando atrás do meu corpo e comecei a pressionar a sua região mais delicada. De repente, os dois tiveram uma atitude e tanto: Quando pensei em tirar a calcinha dela, ela já estava com a mão na minha cueca. E fomos certeiros! Ficamos os dois ali nus. O calor começou a aumentar, reparei rapidinho que os vidros já estavam embaçados e que somados com o insufilm seria impossível ser percebido ali. Entramos nesse momento preliminar de enrosco.

Preliminar.

Ela me jogou de volta no banco sentado e se abaixou na minha frente. Com uma das mãos pegou meu pênis e começou a me fazer perder o ar.
Lambia, molhava, mordia, deslizava, babava, apertava, esfregava. Eu nem conseguia olhar essa delícia toda. Me revirava com a cabeça e só sentia meu corpo tremer! Ela sabia exatamente o que estava fazendo, não era uma iniciante muito menos tímida nesse sentido.

Todo mundo pode ser tímido, mas tem momentos que é proibido.

Eu ouvia o barulho da saliva junto aos movimentos de cima-baixo e vi como ela parecia sentir um grande prazer em me deixar maluco! Interrompia o momento me inclinando pra frente, puxando seu cabelo pra trás e dando alguns dos mais intensos beijos. Era meu sinal para mostrar gratidão ao esforço dela e em como ali estávamos sendo um só. Quando eu não estava mais aguentando, novamente a fiz sentar no banco enquanto a beijava e com uma das mãos pegava uma camisinha.

Há habilidades que a gente só desenvolve com o tempo.

Sem enxergar, só sentindo a parte certa que eu deveria puxar, cortei o pacote e tirei.
Interrompi um beijo para nos proteger e me voltei à ela. Segurei meu pênis para encontrar o lugar certo, respeitando a sensibilidade daquela região pra ela – e pra mim também – até que encontrei. Tranquilamente fui entrando devagar.

Fui entrando devagar.

Na companhia do momento o som molhado do prazer que lubrificava nossos corpos.

Não percebi qual dos celulares, mas batemos em algum que começou a tocar uma música intensamente bonita. E agitada. Era a deixa.

Me movimentei de acordo com o compasso da música e fazia meus movimentos de frente e trás. Ela começou a gemer, a gemer lentamente e depois mais de pressa, mais rápido, mais e mais, e começou a ser mais alto.
Me arranhava sem parar! Mordia meu pescoço, não queria parar!

“Isso, isso, mais, mais, mais!” me pedia.

E eu fazia meu papel.
“É isso que você quer? Quer mais então?” provocava usando a voz ao meu favor.
Aumentei a velocidade e indiquei que ia mudar de posição. Coloquei minhas mãos uma em cada banco da frente e apoiei as pernas dela em meus braços para facilitar a abertura.

Ela deu mais abertura. (E o quanto eu queria, lembra?)

Naquele momento já éramos um só, já éramos o máximo do prazer e ninguém queria parar!
Então ela mostrou que gostaria de outra posição. Voltei a sentar no banco e ela em mim.
E ela em mim.
Encontrou o encaixe perfeito e foi descendo devagar. Conseguia ver sua expressão de prazer e o jeito que mordia os lábios, ali, totalmente entregue pra mim!
Nos encaixamos e ela começou a pular! Com o cuidado para não bater a cabeça no teto do carro, ela pulava, mais e mais, mais rápido, mais forte, mais precisa. Apoiei minhas mãos em sua cintura e conduzi a dinâmica. Ela pulava e também revezava em movimento de frente e trás, como se fizesse um “S” com o corpo, rebolava em cima de mim. Levei minha boca aos seus seios e mordia sem parar. Tocava, mordia, lambia.
Suávamos incansavelmente. Que momento! Ela gemia, gritava, sussurrava. Apoiava a cabeça em meu ombro para inovar o movimento e eu conseguia sentir sua respiração quente em minhas costas, que aliás, molhava o banco de tão suadas. Seu cabelo caía no meu peito e se mistura ao suór do momento. Mas ali nada mais importava, eu só queria mais, ela só queria mais.
Uma nova posição.
Saiu de cima de mim, apoiou a barriga no banco e levou as mãos até a janela dos fundos.

Delicadamente de quatro.
Me aproximei e novamente penetrei. Confesso que havia a preocupação dos manobristas aparecerem, mas eu tinha reparado que eles guardaram o carro bem longe da entrada como se previssem que ele seria muito utilizado ali, mesmo parado.
Enrolei parte do seu cabelo na minha mão e com a outra a pressionava no banco e então eu acelerava.

“Isso, entra forte! Mais, mais, mais mais! Assim, gostoso, que delícia!” ela sussurrava.
O efeito visual de vê-la naquela posição mais os comandos de voz que ela dava faziam com que eu me tremesse por inteiro. Não evito de demonstrar minha sensibilidade, não sou melhor que ela, estava ali para fazer a minha parte ao mesmo tempo que ela fazia a dela. Havia uma troca de prazeres, como deve ser.

A impressão que eu tinha era a de que o som dos nossos corpos colidindo poderia ser ouvida de bem longe dali, tamanho o volume.

“Vem, vai, quero ver você gozar, vai, me mostra, quero só ver, vai, vai, vai!” ela me provocava. E como é difícil aguentar a uma provocação. É o tipo de coisa que ativa o instinto mais animal que existe. Me nasceu um ódio ali que eu tinha que mostrar que conseguiria resolver o desafio que ela lançava. Que malícia, que jeito de lidar!
Fui mais forte, segurando e quase arrancando os cabelos dela! Comecei a dar tapas na bunda, tapas que mais pareciam socos e ela parecia não se incomodar.
“Ahh, agora quer bater? Então bate mais forte, que só ver!” Que momento, que momento…
Ali então estavam somadas a nossa penetração, meu corpo todo arranhado por ela, seu cabelo enroscado na minha mão e um tapa aqui e outro ali.

“AHHH, AH AH AH ah ah h h…” Foi meu grito de misericórdia.
Os corpos desacelerando devagar, respiração ofegante, completamente suados e devidamente dentro um do outro, sendo um profundamente um só. Me joguei para o banco e procurava ar pra respirar. Senti que ela tremia o corpo inteiro e também tentava respirar, então me aproximei e indiquei que ela poderia descansar em meu peito. Estávamos ali, entregues.
A camisinha caiu no tapete embaixo do banco, exatamente de onde ela veio.
Momentos depois e alguns beijos para selar o acontecido, balbuciamos algumas poucas palavras e ela perguntou como faríamos para sair dali.
Sugeri que saíssemos com o carro mesmo, já pagando o estacionamento e tudo. Ela concordou. Nos vestimos e pulamos por dentro do carro para o banco da frente. Dei partida e fomos até o portão.

“Tó, metade, vi quanto era na porta!”
Ela rachou o estacionamento comigo.

Ah, sobre o aniversário do meu amigo?
“Cara, desculpa, tive que sair correndo, uma das garotas amiga da sua amiga passou meio mal e a gente veio procurar uma farmácia, beleza? Te ligo amanhã. Feliz aniversário!” e cliquei em enviar.

CURTA: www.facebook.com/umtravesseiroparadois =)

Uma Vida Empurrada Com a Barriga

O que a gente precisa a gente não sabe direito.
Mas o que a gente quer, ah isso pode ter certeza que a gente sabe.
Grande parte das coisas que a gente quer são as mais difíceis de se ter.
É importante se manter excitado pelo novo para ter vontade de conquistar coisas grandes. Só não pode confundir essa vontade com uma ambição viciada e maldosa.
Não que seja difícil ter uma conchinha preguiçosa em um fim de semana de frio, difícil é ter a conchinha que a gente quer. Não que seja difícil beijar uma boca no próximo sábado, difícil é beijar a boca que a gente quer.

A gente muda de ideia todo dia e ao mesmo tempo que assusta nos anima.
É legal se manter flexível, aberto às possibilidades. Gente que vive de extremos nem sempre aprende lições, só as devora. Mas também não é para levantar a bandeira da turma de cima do muro, personalidade é poder. Só vala pensar que quanto mais achamos estar certos, mais chances temos de estar errados.

Ter alguém pra apelidar de amor faz bem.
Mas ter esse amor pra chamar de si próprio faz mais ainda.
Não que exista alguma receita de como fazer pra lidar com a nossa vontade de querer alguém para nos tirar o ar – pois não dá – mas há como a gente mudar o foco.

A gente não precisa lembrar que é importante gostarmos de nós mesmos simplesmente porque isso é algo que nunca deve ser esquecido.

E quando a gente acorda com o saco cheio dessa vida, da rotina de trabalho e muitas vezes com estudo, com o saco cheio do transporte público, de pagar contas, do trânsito, do sono, da preguiça, do mundo? Quem nunca? Não há problema nenhum em sentir essas coisas, sem demagogia agora sobre “valorizar as pequenas coisas”, pois ninguém vive sorrindo todos os dias, e se vive, não gosta de mostrar que as coisas não andam bem.

Felicidade requer legitimidade.

A gente tem que buscar essa danada da felicidade real e não só aparentar ter uma vida feliz.
Não dá viver na média, sendo uma pessoa mediana, tendo uma vida mais ou menos e diminutiva. Sabe gente que fala “Ah, tá tudo bem, vamos empurrando com a barriga”? Ou gente que fala: “Comprei um carrinho, é humilde e tal, mas é meu!”. Essas pessoas vivem a tal vida mediana. E aqui não estamos falando de dinheiro, de fama ou status, estamos falando de valorização.

Dá pra entender que sonhar cansa demais.
Mas se não fosse assim, não seria sonho, seria uma espera.
E sonhos não possuem data pra acontecer, sonhos se realizam no momento que querem. O que dá pra fazer é buscar atalhos para não deixar o tempo crucificar nessa ansiedade para as coisas acontecerem.

Se a vontade é subir no altar de véu e grinalda, aceite mais convites para sair.
Se a vontade é ter alguém especial pra conversar e dar um beijo no semáforo vermelho, faça mais convites para sair.

É confortável esperar, por isso a gente espera. Mas é desinteligente, por sua vez, exigir.

“Tenho medo de terminar porque não quero uma clima ruim!”
Quanto mais tempo se passa vivendo com medo, menos se aproveita vivendo com amor.

“Tenho medo de falar que gosto e não ser recíproco”.
A gente tem medo de que chova e mesmo assim estendemos a roupa no varal. Se chover, estende de novo depois. Se não for recíproco, será depois.

“Fala desse jeito e tal, acha que é fácil esquecer?”
Primeiro que ninguém acha nada, e os que acham, apenas acham, não sabem. Segundo que se for pra viver indo atrás das coisas fáceis de se fazer, é melhor nem viver. O brilho no olho mora na realização do sonho.

Tem uma boca lá fora esperando pela nossa.
Tem presentes nas lojas esperando pelos nossos sorrisos de alegria.
Tem filmes para estrearem esperando a nossa companhia.
Tem dias para se tornarem datas.
Tem noites para se tornarem crianças.
Tem beijos para se tornarem preliminares.
Tem abraços para se tornarem morada.
Tem palavras para se tornarem apelidos.

O que a gente precisa a gente não sabe direito.
Mas o que a gente quer, ah isso pode ter certeza que a gente sabe.
Mas a gente precisa ter consciência pra saber se o que a gente quer é o que a gente merece.

Mas uma conchinha nunca vai fazer mal pra ninguém.

Sobre os Motivos Para Reclamar

Você foi mesmo.
Quando eu menos esperava, tive que me conformar com o fato de te ver indo embora.
Nessa vida tem as coisas que a gente quer viver e as que a gente precisa. Só me coube aceitar.
É ruim de te ver de longe e não poder mais sentir o seu cheiro.
Também é muito complicado pra mim fazer algumas coisas que a gente fazia juntos. Ainda não superei e não adianta fingir o contrário. Pelo menos comecei a entender que eu só ia começar a viver melhor com a sua ausência, no momento que eu me permitisse ser alguém melhor, no momento que eu lembrasse que eu dei melhor, no momento que eu aceitasse que durante o nosso tempo você foi o melhor pra mim.

A gente não pode fugir de nós mesmos.

Ainda bem que eu nunca tentei isso.
Mas ouvi muita coisa de algumas pessoas. Ouvi receitas de como passar por essa sem sofrer demais, dicas de como esquecer algo rapidamente, e etc. Não fiz nada do que me indicaram, porque percebi que em todas essas coisas eu não seria eu mesmo, em todas essas coisas que eu seria o que gostariam que eu fosse. E isso não ia me trazer os sorrisos que me fazem melhor.

É difícil lidar com a saudade quando chove nessa cidade.
Não é tarefa fácil manter o equilíbrio quando o que a gente vê ao redor são centenas de casais felizes com motivos para celebrar os dias de chuva. E aí a gente tem que voltar para casa lidando com o metrô de sempre, com os fones e os refrões de sempre e com a nossa imagem de sempre refletida na janela. Sem ninguém pra conversar.

Só sabe o valor da dor aquele que se permitem senti-la.
Pois fugir dos maus momentos não vai fazer com que os bons cheguem mais rápido.

Eu sei de tudo isso, só estou dizendo que não é fácil.
A gente começa a se perguntar um monte de coisa, né?
É normal a gente começar a falar que ninguém presta, que a vida não é justa e que não nascemos para a felicidade mesmo. Isso são só tentativas de defesa; tentativas de amenizar os efeitos da dor procurando em outro motivo a resposta pelos nossos dias “mais ou menos”.
Só que o problema vai além de uma fase ruim.

Pior do que não ter alguém para fazer feliz é não sermos felizes com nós mesmos.

Eu sei disso também.
Só que é complicado ver o sol quando a gente está no fundo do poço. E cada um tem o seu próprio poço, com a sua própria profundidade. Não cabe espaço para julgamentos.
A luta é contra a saudade.
A saudade é uma lombada que existe na estrada da vida. Não adianta querer passar de pressa, acelerando ainda mais. O negócio é aceitar que é preciso reduzir a velocidade e passar devagar, pois do contrário, os danos serão ainda maiores.
Parece que tem horas que essa merda de saudade não vai me deixar viver nunca mais.

Se eu te visse de novo talvez eu nem ia conseguir falar nada, porque ultimamente tenho me afogado em tudo que eu teria pra te contar; dentro de mim transborda sentimentos demais.

É fácil dizer que as coisas não andam bem, difícil mesmo é reconhecer que já foram piores.

Já tive dias que pensei que não resistiria até a noite.
E isso, por si só, já é um motivo para comemorar, visto que hoje eu já consigo tomar café sem a companhia da sua voz no meu ouvido. E tenho conseguido mais coisas. Já me afeta menos ouvir o nome das bandas que você gostava.

Tenho lido coisas sobre pessoas que se encontram de novo.
São valiosos pontos de vista que não me influenciam, mas me lembram que eu nunca estou com 100% de razão e que sempre existe tempo para aprender um pouco mais.
Acho que eu gostaria de te ver de novo só pra saber se continua a mesma pessoa.
Queria saber se ainda tem as mesmas manias; se ainda dorme com a TV ligada e se ainda deixa a toalha molhada jogada no sofá.

Só que hoje eu não posso fazer nada.
Não fui eu que quis assim.

Lembro da gente conversando sobre o futuro.
A gente falava de como seria legal ter uma casa pra morar, mas que se isso fosse difícil demais de conquistar, já ia nos bastar ter uma nuvem lá no céu.
Pena que não mais nesse mundo, só que mais pessoas ainda precisam conhecer o jeito que você dá risada, agora, aí em cima na nossa futura casinha.
Eu fiquei por aqui com os nossos sonhos e a nossa vontade de fazer alguma coisa pra esse mundo ser melhor, já você, você foi mesmo.

CURTA: www.facebook.com/umtravesseiroparadois <3

Imagina Como Seria a Gente Mudando o Status?

Não quero chamar sua atenção.
Tenho medo e começa por aí.
Tenho sim aquele medo infantil de você me perceber, mas isso tem uma explicação: prefiro que não me perceba ao invés de me perceber como amizade.
Eu não quero sua amizade.
Eu quero os teus beijos.
Mas por enquanto eu vou querendo aqui te vendo viver.

É ruim gostar de longe.
É pior ainda ter que conviver com a saudade do que eu nunca tive.
Mas é importante, e isso eu sei bem.
Primeiro porque ao me relacionar com esses sentimentos malucos, eu acabo desenvolvendo um jeito mais confortável de viver. Embora isso não signifique viver feliz.

Nem sempre eu te chamo no chat pra saber se você está bem,
muitas vezes eu te chamo pra ver se você vai me perguntar se eu estou bem.
É uma merda porque acabo entrando naquele jogo de ver se você vai reagir da forma que eu reagiria. E isso é realmente uma merda. Acabo me condicionando a esperar sua atitude, se é que ela vai vir.

Quando eu curto suas fotos é pra você perceber que eu estou te acompanhando e estou gostando do que tem feito. Não se trata de indireta, se trata de pista. Eu saio deixando pistas pra você me perceber e talvez ver que eu não sou qualquer pessoa, apesar de eu ser uma pessoa qualquer.

Nem melhor nem pior que ninguém, eu sou tudo que você está perdendo pra conhecer.
Também não se trata de prepotência, acontece que, como eu disse, acompanho as coisas que você posta e já sei identificar quando está feliz ou não. E por isso, tenho certeza que sou quem você ia gostar de sentar pra conversar por horas; tenho certeza que sou quem poderia te ajudar sem dizer uma palavra, sem te julgar.

Eu poderia ser convencional e me amostrar pra você.
Sei lá, poderia te provocar e fazer chover frases de efeito pra te impressionar.
Poderia também postar alguma foto mais ousada na tentativa da gente interagir.
Mas aí não seria qualquer outra coisa, menos eu.

Poxa, eu penso tanto na gente, sabe?
Sem brincadeira, penso mesmo.
Fico pensando como a gente se daria bem e como a gente conseguiria viver uma coisa bacana juntos. Estou gostando por nós dois e por enquanto isso não é problema pra mim.

Pode parecer triste demais, mas me faz bem cultivar aqui dentro um sentimento bom pra você. E ainda não sei se você precisa saber disso. É que eu não quero manchar a imagem que você tem pra mim, não quero que mude o seu jeito, não quero outra pessoa. Por isso eu tenho medo de me aproximar.
Tenho medo de lá no fundo você não ser nada do que eu imaginei.
E é claro que isso parece uma loucura desenfreada. E é mesmo.

É bobagem querer explicar a loucura que é viver.
Os que tem resposta para as atitudes do coração, são aqueles que vivem como se tivesse um manual de instrução. Quanto mais a gente tenta entender o que sentimos, menos esse sentimento é real. Tem coisas que a gente precisa simplesmente “não entender”.

É tipo a gente.
Não faço ideia do por quê que comecei a gostar de você.
E depois de em vão tentar entender, resolvi aceitar que esse negócio de coração é mais delicado do que eu penso e com isso tenho conseguido ser menos infeliz, o que não significa ser mais feliz.

Não que eu tenha motivos pra reclamar, mas nunca as coisas estão boas o bastante pra gente, né?
E poxa, sei lá, eu ia gostar se você me reparasse.
Eu ia gostar se você valorizasse a forma que eu te vejo, não como alguém que só quer te ver bem, mas como alguém que quer te fazer feliz.
Eu até acho que estou longe de ser quem você sempre sonhou,
mas eu ia gostar de tentar ser alguém que te ajudasse a sonhar mais vezes.
Eu ia gostar de te imitar dando risada, ia gostar até de te ver com uma meia rasgada. (Tá, isso eu não tenho certeza).

Mas ia gostar se você gostasse da ideia de que eu gosto de você.
Eu ia gostar ainda mais.
Mas eu não quero chamar a sua atenção.

CURTA: www.facebook.com/umtravesseiroparadois =)

Antes Nós, do Que Mal Acompanhados

Teve uma vez que eu me entreguei de verdade, sabe?
É, não medi esforço e ignorei qualquer blá blá blá tipo “cuidado pra não gostar rápido demais”. Vivi uma fase que vou levar pra sempre comigo e conheci uma felicidade especial enquanto existiu.
Aí o tempo mostrou que eu deveria viver coisas novas.
E eu bem que tentei.

É difícil gostar de outra pessoa quando a gente nem gosta tanto da gente.

Não é papo de confete, é um negócio de auto-estima mesmo, sabe?
Levei muito tempo até que eu me aceitasse exatamente do jeito que eu sou. E mesmo assim, vez ou outra tenho algumas recaídas.

É difícil quando a gente tem mais vontade que oportunidades.

Também é bem complicado quando as oportunidades aparecem, desenhando um mundo novo e diferente pra nossa vida, e a gente se decepciona.
As pessoas cansam rápido demais, desistem rápido demais e mesmo assim querem tudo rápido demais. Aí fica fácil, né?

Vou falar que até que eu me dei algumas oportunidades.
Facilitei para que algumas coisas acontecessem de modo que me fizesse entender o que eu quero e quem eu sou. Em outras palavras: bem que eu tentei encontrar o carinho que eu gosto em bocas que eu nem me lembro o nome; bem que eu tentei sentir aquele frio na barriga fazendo coisas que eu jamais faria novamente. E que coisas.

Todas as tentativas de ser feliz nessa vida me renderam – e ainda rendem – lições.

Vendo que as coisas não andavam como eu gostaria, pensei em dar uma revitalizada e a mudança começo por dentro de mim.
Mudei o foco e me tornei a maior das prioridades.
Ainda com aquele meu jeito meio que não me importando com coisas que todo mundo se importa, tipo um guarda-roupa recheado de roupas da moda, mas mesmo assim finalmente consegui me colocar à frente dos meus dias e coloquei na cabeça que eu sou a minha melhor companhia.

Não há solidão que resista ao amor próprio.

E quando eu levava uma vida tranquila tudo virou de ponta cabeça de novo. Ainda bem.
Até hoje eu agradeço por existir uma coisa para unir pessoas nessa vida: a internet.
Foi através dali que a gente começou a se falar preguiçosamente.
Eu claro, com aquele meu jeito não com um, mas com os dois pés atrás. E você na ofensiva mas até que me respeitando bastante. Começou bem.

Tem fases na vida que estamos tão sensíveis que até uma mensagem com demora pra ser respondida se torna um motivo pra chorar. Acontece.
Nossa cabeça entra em parafuso e a luta é sempre contra nós mesmos.

O atalho para a felicidade que queremos é a paz que vivemos com nós mesmos.

Resolvi te dar corda e ver até onde ia dar.
O problema é que a corda acabou e ainda não sei como tudo vai acabar.
Se é que vai acabar.

Eu ainda não sei muito sobre a sua vida, todos os detalhes que só o tempo pode me falar. Mas só de saber que apesar de tão pouco tempo a gente já está se dando tão bem assim, eu já fico feliz e você nem sabe quanto.
Meus amigos já me ridicularizam por eu suspirar pelos cantos. Mas também pudera, só eu sei como doeu me reconstruir, só eu sei o quanto eu demorei pra voltar a ter confiança na minha própria vida, o quanto demorei pra mudar meu jeito de pensar e finalmente perceber que os elogios podem ser reais.

Além de galanteios, os elogios podem ser reais.

E eu gosto do que está acontecendo.
Essa rotina de conversa no WhatssApp não é o que eu chamo de preferida, mas é melhor te ter dessa maneira do que não te ter na minha vida.
Eu gosto de saber como você tem vivido seus dias tão agitados, e bota agitado nisso, né?
Não quero fiscalizar seus passos, não quero te prender a nada, você sempre vai ter a sua liberdade para fazer o que me bem entender, o negócio é que se você quiser alguém pra compartilhar dos seus prazeres, eu quero ser esse alguém pra você.
Também não te peço muito coisa, está tudo indo muito bem, as coisas estão acontecendo no tempo delas e você tem conseguido o que eu não imaginei que alguém conseguiria: você tem me feito sentir especial. Você tem me deixado ocupar um lugar pra chamar de meu dentro do teu peito. E isso é tão bom.

Ainda sobre te pedir alguma coisa, gostaria só que a gente fizesse um acordo.
Gostaria muito que fizéssemos o exercício da sinceridade e da verdade mais clara e absoluta pra nós dois. Todas as outras coisas que restam pra nós, eu vou gostar de conhecer em você sem você me explicar.
Pode deixar que eu vou gostar de decifrar seu jeito, vou gostar de saber suas manias e de decorar o som da sua risada. E se me cabe alguma coisa, posso te avisar pra não se importar muito com o meu jeito instável e sentimentalmente incontrolável.

A gente pode combinar assim: vamos dando nosso melhor um pro outro sem pensar no fim.

Inspirado em uma história real.

CURTA: www.facebook.com/umtravesseiroparadois <3

Sou Eu, Não Repare a Bagunça

Eu já quis as coisas rápido demais.
Já quis ser indubitável, já quis os fins de semana sem aproveitar a minha semana.
Hoje eu só quero a paz de poder dormir sem dor.
Se a gente parar pra pensar, embora não tenhamos ainda todas as coisas que sonhamos, já é vantagem não termos motivos pra reclamar, e mais, já é muita vantagem não aumentarmos os motivos se caso tenhamos.

Não dá pra gente ignorar fatos, mas dá pra gente viver tudo de um jeito diferente, afinal a mudança começa por dentro da gente.

Toda a pressa que eu já tive de viver um monte de coisa nunca me fez viver mais rápido.
Tudo que a nossa vontade menos precisa é de ansiedade.
Pode acreditar quando te dizerem que você é o seu pior inimigo.
De todas as coisas que a gente tem pra acreditar nessa vida, a melhor escolha é sempre nas coisas boas.

Hoje eu quero deixar a saudade no lugar dela: no passado.
Mas assumo ter a fraqueza em não resistir a um sorriso gratuito ou uma palavra inteligente soando como música ao meu ouvido.
Não que eu não tento ser forte, mas a vontade de ter um motivo pra me render é maior que a vontade de policiar.
A gente dificulta e facilita sem saber. O que a gente fez ontem pra facilitar pode ser hoje um motivo pra dificultar, e vice-versa. Isso justifica o que dizem sobre não existir regras pra viver.

É claro que eu queria uma mensagem gentil antes de dormir, mas já está de bom tamanho ter a certeza de que vou conseguir dormir.
Os olhos veem o que o nosso coração deixa ser visto.
Eu voltaria atrás e pediria uma porção de desculpas a mais; também voltaria pra dizer mais vezes o quanto eu gosto; voltaria pra ter mais atitude em situações em que não tive nenhuma. Mas nada voltaria como eu gostaria.

É bom deixar o calendário correr sem querer rasgar as folhas.

Eu também já fui devagar demais.
Eu nunca fui bom em entender sinais e talvez por isso eu acho que perdi algumas oportunidades nessa vida. Quando não foi pior: quando pensei ter entendido um sinal mas na verdade não passava de algo que não precisava ser compreendido. E então a confusão se fez.

A vida é um motor sem freio e sem acelerador,
é bobagem tentar controlar, tentar se apressar ou se forçar viver mais devagar.
Damos a partida a cada piscar de olhos e aí só vamos escolhendo as curvas pela frente.

Acho que eu já fiz gente sofrer demais.
E sem querer.
Nunca cultivei rancor em mim, nunca usei da vingança pra me aliviar.

Tem vezes que é com a melhor das nossas intenções que a gente machuca mais.

Pensando bem, eu também já cobrei demais!
Já exigi umas coisas que eu nem podia oferecer. E é loucura lembrar que eu já discuti por motivos que eu nem fazia questão de entender.

O tempo existe pra gente acompanhar, mas a gente insiste mesmo em comandar.
“Que passe logo!”, “que passa devagar”, mas nunca o “que apenas passe”.
Lá no fundo, no entanto, eu sei que não sou uma má pessoa.
Apesar de já ter feito muita coisa errada sendo que algumas delas sem querer, aqui dentro mora e sempre vai morar um coração.

Gosto de dizer que a saudade me faz companhia.
Gosto de ouvir que a minha companhia se faz saudade.
Gosto de abir a geladeira achando que não tem mais, e lá no fundo encontrar cheio um potinho de manteiga. Gosto de pegar a pasta de dente e ver que me deixaram um finzinho de presente. Gosto de enroscar meus braços em um abraço apertado quase sufocado.

Por isso que eu faço a minha parte sobre a dor.
Deixo de querer que passe rápido demais,
Deixo de querer que permaneça pra eu me vitimar,
Deixo só que ela visite de passagem, o bastante para eu colecionar mais uma lição pra aprender.
Tudo pode parecer confuso demais, mas sou eu, não repare a bagunça.

CURTA: www.facebook.com/umtravesseiroparadois =)

E Se Eu Repetir Isso Todos os Dias?

Pode até não ser com você que eu vou dividir o resto dos dias da minha vida,
mas só de saber que por enquanto eu tenho você aqui pertinho já um motivo pra eu me tranquilizar.
Sabe, caminhei com o tempo até te encontrar naquele dia pela primeira vez.
Eu vivia uma fase só minha, que coisa, uma fase particular onde eu não via espaço para dois no meu edredom. E aí veio a minha primeira lição: quanto mais a gente acha que está certo, mais chances existem da gente estar errado.

A vida mudou quando eu mudei e comecei a ver beleza até na rotina de todos os dias.
Mais do que a preguiça ao acordar, comecei a agradecer por mais um dia indo trabalhar. Sem receber um salário que eu gostaria – é bem verdade, mas recebendo um salário que no momento eu merecia. Pouco a pouco eu fui mudando o jeito de ver a minha própria vida como se eu esperasse você chegar pra compartilhar comigo, com se eu me preparasse pra dar o meu melhor quando você chegasse.

E agora a gente dança até sem música.
A gente dança com a trilha do comercial na TV, a gente dança enquanto esperamos o microondas aquecer.

Agora estou conhecendo o meu melhor e devo isso à você.

Vi devagarzinho que gosto mesmo é do beijo mordido.
Nunca pensei que ia me arrepiar ao te ver pronta pra gente sair. E também nunca pensei que sentiria uma felicidade inédita ao te apresentar de boca cheia para os meus amigos, e quando voltar pra casa receber algumas mensagens no celular de alguns deles falando: “Vocês se combinam” me tirando um sorriso besta no canto da boca.

Quando a saudade vem me visitar,
dou um jeito de voltar na lembrança de você prendendo o cabelo ou do seu jeito preguiçosa de dizer que é cedo pra levantar.

A felicidade também é transformar as pequenas coisas em soluções contra a saudade.

Saudade que aperta e até me tira o ar,
pois é difícil ter que esperar a semana acabar pra te encontrar.
Mas a gente também tem aprendido juntos que a distância nem sempre fragiliza, ela só tende a fortalecer ainda mais e a nos tornar mais sinceros, pois as confissões de “quero que o tempo voe!”, “que semana longa!”, são de verdade e não são só efeitos de resposta obrigatória.

E quando você chega?
A gente se abraça devagar e nem passa pela cabeça se largar.
Coloco minha mão na sua nuca enquanto você passeia com os dedos pelo meu rosto. É a gente se reconhecendo e fazendo o nosso corpo conversar.
Encostamos nossas testas e mal consigo ver um sorriso abrindo em você. Tocamos o nariz e fazemos círculos de mimo que como se brincássemos com o nosso rosto. Te roubo um beijo pra te provocar vir atrás de mais um. Volto pra tentar outro e você me segura mordendo minha boca devagar – e o quanto isso é bom. A gente fica perto a ponto de ouvirmos nossa respiração acelerar. E como isso é surreal.

Já teve vezes que enquanto te via dormir pensei em quem passeou pelo seu corpo antes de mim.
Te ver deitada é te ver por inteira, te ver verdadeira, te ver na real beleza.
Pensei nessas pessoas por gratidão ao te deixarem me encontrar, pela gratidão de pelo terem terem te feito sorrir além de chorar e pela gratidão de terem sumido pra eu me aproximar.

Não tem espaço pra lágrima no seu rosto tão acostumado em ter sua boca sorrindo.

É bobagem, mas eu gosto de planejar.
É bom imaginar que você estará comigo nos próximos momentos da minha vida; é bom saber que posso contar com a sua companhia; é bom reservar um cantinho pra você dentro de cada um dos meus sonhos. E nem precisa dar tudo tão certo assim no final, valorizo o jeito que a vida muda de lugar. Mas tem um gosto especial ver a vida passando e te ligar pra falar que os bons momentos estão chegando.
E na sua vida eu também quero participar ainda mais.
Quero entender do que você tem medo e o que te coloca na parte baixa da gangorra que é viver.

Torço para eu ter também um cantinho pra chamar de meu na sua vida e poder te assistir sendo feliz.

Pode dizer sem se preocupar com o tempo,
dizer daquele jeito que é tão seu, pausadamente, fazendo de cada palavrinha uma nota musical ao meu ouvido. Pode dizer quando não tiver tantos motivos pra dar risada que eu prometo me virar pra te arranjar algum novo pra você. Pode confessar que gosta mesmo é de quando eu viro pra montar a conchinha e que gosta tanto também quando durmo depois só pra te massagear. Diz as coisas que você gosta que eu faço pra você, diz pra eu poder melhorar, pra eu poder caprichar.

Sempre dá pra fazer bem melhor depois que a gente sabe que o nosso melhor faz bem.

Diz também que eu continuo sendo alguém que tira um sorriso seu, sem julgar de ser o melhor, mas valorizando que pelo menos eu tento fazer com que seja um especial.

Igual eu te digo.

Pode até não ser com você que eu vou dividir o resto dos dias da minha vida, mas eu posso dizer que a minha vida já é divida em antes e depois de você.

CURTA: www.facebook.com/umtravesseiroparadois

Um Dia Difícil Para os Inimigos

Pensando bem,
Seria bem melhor se eu parasse de pensar.
Sei que tenho a mania de querer que as coisas saiam da minha maneira, mas quem não?
Não tenho paciência pra entender aquela história de “tudo a seu tempo” e etc, até porque quem precisa ser convencido disso não sou eu, mas o meu coração.
Mas já que as coisas não estão dando certo ao mergulhar de cabeça, é também de cabeça que eu vou sair de tudo.

Eu vou sair de todos os lugares onde entrei sem querer, inclusive da sua vida.
“Sua” no caso, de ninguém especial, mas de quem já me foi especial um dia.

Talvez este seja um momento meu.
É, talvez realmente o problema no momento seja eu. Tipo, por mais que eu queira tanto uma coisa, é inteligente reconhecer que talvez não seja a hora dessa coisa acontecer. Faz todo o sentido.

Eu nunca dei um tempo pra mim. Eu nunca vi quem eu sou. Eu nem lembro mais de quem já fui.

E não vejo problema, na verdade eu não vejo nada. Aí que está.
A gente passa a vida buscando sorrisos. E nem adianta aquele negócio de “eu não busco nada nada, deixo que as coisas aconteçam!” porque todo mundo busca. Cada noite que você sai para se divertir é uma nova oportunidade que está dando para que novos sorrisos se aproximem de você, em outras palavras, a gente vive dando chance pra gente.

Só que a gente também esquece de dar um tempo pra gente.
É, parar tudo e repensar nós mesmos, sem uma meta estabelecida, sem um por quê especial, sem uma satisfação oficial. É só uma questão de sentir a nós mesmos.
Todo esse raciocínio pode parecer meio filosófico demais, mas se fosse fácil se chamaria qualquer outra coisa, menos vida.

E a grandeza está em reconhecer que as coisas não andam bem.

Lembrando agora dos beijos que dei ultimamente é difícil encontrar algum deles onde eu estive de verdade. É que às vezes a gente vive as coisas às cegas e isso não é defeito, isso é ser humano. Mas também não causa efeito.
Todo dia a gente levanta pra buscar novos motivos pra viver. Cada dia de trabalho, cada passo dado, cada abraço, cada ligação e cada SMS, todas essas e outras coisas que a gente faz são pequenas atitudes nossas para de alguma maneira nos aproximar de coisas que gostamos.

O problema é quando a gente esquece de nós mesmos.
A vontade de abraçar o mundo é tão grande que esquecemos de abraçar a nós mesmos.

Acho que agora não é o momento de me arriscar tanto assim.
Não que seja por alguém, não que seja uma defensiva diante da vida, é só uma mudança de visão na tentativa das coisas melhorarem na minha vida.

Talvez não seja a hora de confessar saudades, não agora.
Talvez não seja a hora de formalizar sentimentos e intenções.
Talvez não seja a hora de ouvir os refrões que me levam para o passado.

E isso tudo porque talvez eu não esteja pronto pra tudo isso.
É claro que não dá pra controlar, mas dá pra eu mudar o foco e mudar a minha inclinação para os acontecimentos. Dá pra eu me preservar mais, dá pra eu me desculpar mais, dá pra eu me esforçar mais, dá pra eu correr mais, dá pra eu telefonar mais, dá pra eu visitar mais. E ao passo que eu for conseguindo cada uma dessas coisas eu estarei me distanciando da saudade dolorosa, da solidão que corta, da expectativa inflada, da vontade de clicar em “enviar” e tudo mais que me traga algum desequilíbrio.

Todo esse conceito pode cair por ter quando o sol nascer amanhã.
Posso acordar de um jeito pior ainda que acordei hoje, eu sei. Posso inclusive acordar mandando mensagens desnecessárias. E isso não será problema, desde que eu não faça mais nada fugindo de mim, pelo medo da minha própria vida, medo de mim mesmo, medo do meu próprio tempo, medo do meu próprio respeito, desde que eu não faça isso por medo de aceitar que eu sou a minha melhor companhia.

Não quero chorar ao ver uma foto. Não quero me desesperar com um chamado no chat, não quero fazer do celular refém do meu coração e me tornar dependente de cada vibração. Não quero viver coisas lembrando de outras.

Eu não quero mais me decepcionar comigo.

Por isso eu vou mudar.
E pra começar eu vou aceitar que talvez agora não seja o momento para que todas as coisas que eu quero realmente aconteçam. E então ao mesmo tempo que eu me respeitar eu estarei me preparando para tudo que eu realmente mereço.

Pensando bem,
Seria melhor se eu parasse.
Inclusive de pensar.

Aliás, a Gente Precisa Conversar

Tenho te percebido diferente, mas está tudo bem.
É que eu sei bem como é sentir medo do futuro.
Sei como é estranho a gente sair da nossa tal “zona de conforto” pra começar a arriscar em algumas coisas, e nesses momentos a gente nem pensa nas chances de darem certo, só nas de darem errado. Isso é medo.

Não é por falta de vontade é por medo mesmo.

Tipo, não que a gente não queira fazer algumas coisas,
pois queremos até demais, o negócio é que a gente tem medo de sofrer de novo e ter que recomeçar. De trocar o nome na agenda do celular. De não mais passar por aquela rua de sempre.

A expectativa pelo novo coloca a mão em nosso ombro como se falasse: “Você está mesmo pronto?”. E sentado ao outro lado da gente está uma coisa chamada lembrança e muitas vezes apelidada de saudade. Nossa cabeça vira uma confusão entre tudo que a gente acaba lembrando sem querer e tudo que a gente sente falta e não conseguimos esquecer. É uma vida sem manual.

Talvez eu possa te ajudar se você quiser.
Eu não sei muito bem um monte de coisas, mas o pouco que sei de algumas me faz alguém capaz de te segurar quando você estiver caindo.

Já é tão delicada de construir, não deixa que o medo impeça de cultivar confiança em mim.

Eu não consigo prometer que não vou te fazer sofrer.
Afinal, posso fazer sem perceber, vai saber. Mas se é de promessa que você precisa, posso te tranquilizar que os meus esforços pela gente serão focados em te fazer rir, e assim, poderei rir também.

A gente sabe o momento que começamos a deixar de gostar de alguém, mas nunca saberemos quando começamos.
Até pode rolar aquele “Tudo começou naquele dia!”, mas não há precisão, há especulação.

É que essas coisas não são tão certeiras assim, pois se fosse, a gente poderia acordar repetindo: “Hoje eu vou gostar de alguém!”.
Vale repetir, no entanto.

O amor nasce exatamente no intervalo de um piscar de olhos.

Também não dá pra dizer que a gente consegue fazer coisas pra gostar de alguém.
Absolutamente tudo tem a ver com a fase que vivemos.
Perdi as contas de quantas vezes fui a pessoa certa na hora errada mas doeu muito mais todas as outras em que fui a pessoa errada na hora certa. É que dói muito gostar e não poder.

Infelizes são aqueles que vivem fazendo coisas na tentativa de doutrinar o mundo aos próprios caprichos. Tipo, gente que se comporta de acordo com a conveniência do momento, com o objetivo de chamar a atenção, de ter algum tipo de destaque. Isso aí não é uma felicidade saudável. Ok, vai ter gente interessante que vai gostar da roupa da moda que estiver vestindo, mas você precisa mesmo é de quem goste de você sem roupa. Por isso, não faz sentido ter preciosismos por padrões, se a pessoa é linda de morrer ou se é popular, se tem um ou outro quilo a mais ou se é sarada de academia, faz sentido se a pessoa – seja quem for – perceber que o que te faz dormir melhor é uma conchinha preguiçosa antes do filme acabar.

Me deixa gostar de você.
Me deixa pegar na sua mão, ser gentil e pagar a conta toda um ou outro dia, enquanto eu tiver vale-refeição. Me deixa te mostrar algumas coisas legais de viver e eu te deixo me ensinar algumas das suas preferidas.

Eu não sei se você é quem eu sempre quis.
Até porque eu já quis tantas pessoas diferentes nessa vida, assim como todo mundo, a gente quer uma coisa nova por dia. Mas eu sei que pelo menos agora eu vou gostar de poder chegar em casa e te mandar mensagem que cheguei.

Também não sei se sou quem você sempre quis.
Não tenho tanto dinheiro pra gente viajar, mas vez ou outra dá pra gente montar uma barraca na sala e fingir que estamos acampando.

Olha aqui, não precisa ter medo.
A gente não sabe de nada nessa vida, a gente só sente.
E é tão bom quando podemos permitir que os nossos sentimentos falem mais alto, né?
Não precisa se preocupar comigo, não precisa se preocupar em me magoar,
eu quero você hoje comigo desde que você queira isso também.
E eu vou te respeitar se mesmo depois dessa conversa você ainda sentir medo.
E também vou ter que dar de presente um boneco do Chuck, aquele dos filmes, pra você sentir o que é medo de verdade.

A gente tem que ter medo de verdade, não medo da verdade.

CURTA: www.facebook.com/umtravesseiroparadois ♥

Older posts Newer posts