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Esse Dia Pode Ser Amanhã

Eu ia ser mais feliz se tivesse um botão no meu corpo que funcionasse como “Gostar”, “Não gostar”, sabe? Se eu fosse de fluído, ferro e graxa acho que as coisas dariam menos errado do que sendo de carne, osso e sentimento. Em tese, claro.

Pouco a pouco a gente aprende a lidar com o que somos ao invés do que com o que gostaríamos de ser.

A fase não é boa e ainda me peguei pensando nas histórias que vivi até hoje.
Em cada uma delas eu vi um lado diferente de mim. Vi também como as pessoas são diferentes diante das mesmas situações e como isso é interessante! Afinal, é bom saber que nem todas as pessoas sentem o mesmo tipo de ciúmes, que nem todas traem e por aí vai. Tem gente também que não vê graça em iniciais nas nuvens, já eu…

A verdade é que hoje eu não estou sabendo muito bem o que fazer com uma situação que eu vivia com mais frequência quando era mais jovem, criança mesmo, lá na escola. Foram inúmeras vezes que eu sonhei com uma história perfeita e a pessoa nem ficava sabendo desse sonho, outras milhares – as ocasiões mais difíceis -, quando eu conseguia romper a barreira da minha timidez, revelava tudo o que eu sentia, mas no fim, eu gostava por nós dois.

Voltei pra essa fase.
Hoje me vejo gostando por dois. Tanto, mas tanto, que chega a doer. É tão difícil ter que guardar pra si todo um sentimento bom quando a gente quer dividir com alguém, com alguém especial.
Nessa fase lembrei de outras dificuldades que já passei com esse negócio de gostar de alguém.
Sem saber muito bem o por quê, comecei a gostar muito de alguém que eu nunca tinha visto na vida. Sei lá, foi aos poucos, a gente conversava pra caramba, eu fazia as coisas rapidinho em casa pra gente poder ter o “nosso tempo” na internet. Meus amigos reclamavam que eu demorava pra responder mas não faziam ideia do quanto eu estava gostando do motivo pra essa demora.

Lembro que construímos algo que só nós dois acreditávamos. A gente se bastava. Ter como falar pela internet ou pelo celular já era o bastante, já que a realidade era a que morávamos a quilômetros de distância um do outro. Que situação complicada.

Dias novos trazem novos sabores dos velhos sentimentos.

Ali eu descobri que existe a saudade pelo que eu nem tinha. Que coisa louca! Me fazia falta quando não dava pra gente se falar; me enfurecia quando a conexão da internet caía ou quando eu ficava sem dinheiro pra colocar crédito no celular pra gente poder conversar outras horas durante o dia.

Já não bastasse tantas, tem também a dificuldade de controlar a vontade e a saudade por algo que nem temos.

Mas pra mim, no meu mundo, era tudo muito real, eu conseguia sentir tudo! Todas as minhas risadas eram reais, as minha preocupações também. Comecei a enlouquecer! Via pela cidade pessoas com o rosto parecido, via nas vitrines presentes que eu gostaria de comprar. Eu via um mundo onde eu não podia viver!

Ter que aceitar que faz parte é pior que aceitar o fim.

Porque o fim a gente sabe: uma hora ou outra, cedo ou tarde, vai chegar. Que seja daqui a 10 meses ou 100 anos. Agora, colocar na cabeça que as dificuldades que impedem as coisas de darem certo “fazem parte da vida” é algo que machuca e a gente se questiona se essa vida é realmente justa.

Ainda nessa mesma história, o fim chegou. Da mesma forma que “começou”, terminou, assim, inesperadamente. Só que eu levei mais tempo para superar. Sou dessas pessoas que não brinca com o que sente e mergulho de cabeça em coisas que nem tenho certeza.
Aí eu demorei pra deixar partir, demorei pra aceitar que não dava mais, que estava começando a fazer mal pra gente.

Só me convenço de que acabou quando eu coloco o ponto final. O meu ponto final particular, tendo em vista que falo das minhas histórias. E isso leva tempo, até acontecer eu fico pensando em alternativas pra dar certo, possibilidades, planejando fantasias. Eu sou assim, não tem jeito.

Como eu gostaria de não ter que viver de novo essa página da minha vida, essa busca enlouquecedora pela valiosa e simples reciprocidade. Inclusive isso me faz lembrar de uma outra história que vivi onde tudo corria muito bem. A gente já estava junto a um tempo, planejávamos coisas, mas a pessoa que estava comigo tinha medo, o mais puro medo de tentar a felicidade.

Só descobrimos atalhos quando mudamos o caminho.

É estranho pensar que tem gente que tem medo de mudanças, que aliás, vê essas mudanças como algo ruim ao invés de pensar em algo que pode ser melhor, que pode fazer tudo dar certo mais rápido. Isso nunca entrou na minha cabeça e eu me esforcei pra acreditar que aquela história não ia me fazer bem sem questionar se era um motivo genuíno ou não. Eu só desisti pra não ter que sofrer por algo que eu considero saudável. Não consigo viver uma história, que pode ser maravilhosa, com alguém que tem medo de tentar. Essa é a vida se provando surpreendente sempre.

Só que hoje…
Hoje é tão difícil viver essa minha fase. Eu sou uma enchente! Estou transbordando sentimento, o melhor deles, por alguém que não sente o mesmo.
É inevitável, me pergunto: Por quê eu fui gostar justo dessa pessoa? Tem tanta gente querendo ganhar tudo que eu tenho pra dar, mas não, lá vou eu e gosto de quem só sabe que eu existo.

O nosso maior problemas somos nós mesmos, logo, a nossa maior solução somos nós mesmos.

Eu gostaria que tudo isso tivesse sido diferente, gostaria que o que estou vivendo fosse diferente, gostaria de ter fotografias pra recordar, gostaria de entregar os presentes que pensei em comprar, gostaria que as datas comemorativas também fizessem sentido pra mim, gostaria de um monte de coisa boa. Mas tudo bem.

É um “tudo bem” de respeito e não de omissão.

Talvez não hoje, mas eu sei bem que um dia desses que estão pra nascer eu vou acordar achando que vai ser só mais um dia qualquer e aí vou chegar em casa a noite, e antes de dormir, vou deitar e pensar: valeu vida!

Na fraqueza posso não acreditar mais em mim, mas sempre acredito na última coisa que morre nessa vida.

#Este é um texto interativo especial. Foi escrito baseado em sugestões de temas/sentimentos de leitoras da página no Facebook.

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Enquanto Pensa Que o Mundo Gira ao Seu Redor, Ele Te Enforca

Leia ouvindo:

Sabe quando você termina de ler um livro e não vê a hora de começar outro?
Então, você foi como um livro na minha vida. Recheado de histórias, capítulos empolgantes, outros nem tanto e um final inesperado, como todo livro deve ser, assim foi com a gente e essa é a verdade.

Sinceramente? Não tenho muito do que reclamar não. Foi uma história boa e que sobretudo me fez aprender muita coisa, me fez aprender a lidar melhor com as pessoas e me permitiu conhecer mais de mim mesmo.

Aprendi também que por mais bonito que podemos imaginar, nem tudo sai conforme o planejado.

E tudo isso compõe essa loucura que é viver, onde um dia desabamos em sentimentalismo sincero por alguém que felizmente nos corresponde, enquanto no outro dia nos vemos segurando com todas as forças na ponta do penhasco, depois de termos sido empurrados, sendo alvo de uma plateia que sorri, aplaude e anseia por uma possível morte nossa. Digo “plateia”, porque infelizmente algumas vezes deixamos que a história seja invadida por pessoas que não acrescentam em nada, e muito pior, mais opinam sobre o que deve ser feito em uma porção de situações ao invés de manterem o silêncio e, pelo menos, fazer torcida para que as coisas se acertem.

Você foi covarde e se rendeu pra meia dúzia de lixo de palavras ditas por outra dúzia de pessoas mais lixo ainda.

Só que pra você está tudo bem, pra você não foi nada disso e tudo é coisa da minha cabeça e ainda teve coragem de alegar que “Gostamos um do outro de formas diferentes”. Fico me perguntando por quê não te mandei ir à merda quando me disse isso.
É claro que gostamos um do outro de formas diferentes! Pra começar, eu nunca competi meu sentimento com o teu, eu nunca quis me colocar à frente, eu nunca quis impressionar, eu nunca quis chamar a sua ou a atenção de seus amigos, eu nunca me importei com mais ninguém na nossa história que não fosse a gente. Por isso, entenda, por favor, coloca na sua cabeça, por isso que você de alguma maneira, cedo ou tarde, vai sentir na sua pele tudo o que me fez sentir. Você vai encontrar pessoas na sua vida que vão pisar no seu coração de um jeito que vai doer tanto que você lembrar do que fez com o meu.

Eu não te desejo mal, só te desejo o dobro de tudo que me fez passar.

Entenda que eu torço pelo teu bem, quero te ver feliz com alguém que te convença que está tentando. Só que eu juro, é sério, eu juro, que se você vir atrás de mim pra pedir desculpas, pra falar que errou ou pra qualquer coisa do tipo, eu vou te ignorar e virar de costas. Você precisa chorar, você precisa sofrer, você precisa passar necessidade, precisa sentir solidão, precisa ver que perdeu o controle, que ninguém gosta de você, que todo mundo quer viver a própria vida e que ninguém se importa com a sua como você tanto acha.

Você precisa sangrar pra ver como dói e aprender a não fazer outras pessoas sangrarem.

Por mais que pareça, entenda, eu não te desejo mal. Só estou dizendo que continuar tendo a vida que você tem, se achando a verdade em pessoa e pouco se lixando pelos sentimentos bons que as pessoas direcionam pra você, você vai se dar muito mal e isso é só uma questão de tempo.

Eu não tenho o poder de nada, só acredite na lei do troco. Pagou fazendo sofrer, adivinha qual é o troco?

Você foi um belo livro, profundamente inesperado, especialmente pelo fato de me fazer ver que nem sempre o final é feliz.
De todas as páginas, vou pegar as boas pra me fazer melhor e as ruins vou fingir que nem escrevi nada.

Corre lá atrás de todo mundo que você ouviu, todo mundo que já tem alguém, já tem a quem se preocupar, e vai lá ver se alguém vai se importar com você como você pensa. E se ninguém se importar, vai lá encontrar respostas nos convites para a próxima balada.

A vida não é igual aos filmes.
A vida é carne, osso, sangue e coração.

Um Mal Necessário Pra Gente

Leia ouvindo:

Quando a gente começa uma história, começamos também uma vida nova.
Tudo é realmente novo e o que é velho se renova, pois os mesmos lugares que íamos lá atrás, visitamos novamente com novas formas de ver e novos motivos pra soltar o riso.
Vemos os mesmos amigos de sempre com novos olhos, com novos olhos de felicidade, olhos de uma nova vontade de compartilhar tudo que é novo em nossa vida.

Só que as coisas podem se confundir e é aí onde quero chegar.

Aos olhos de fora pode parecer um certo egoísmo ou que eu definitivamente não sei lidar com um novo relacionamento, mas eu prefiro ver diferente e ficaria muito feliz se você tentasse fazer o mesmo.
Entenda, eu nunca vou duvidar da sua importância na minha vida, nunca vou questionar como você me faz bem e como eu quero ter isso para os próximos dias, meses e anos. Só que a gente precisa acertar algumas coisas, antes que piores possam acontecer.

Um dos principais pilares de qualquer relacionamento é o respeito.
E não vivemos só do respeito um pelo outro, como casal, como homem e mulher, mas sim, o respeito por essência, o respeito da vida que temos longe um do outro, do caminho que traçamos até aqui e de todas as coisas que envolvem a nossa vida particular.

Você tem me sufocado um pouco. É isso.

Tente se lembrar de alguma vez que eu te disse que ia ver uns amigos e que você tenha concordado? Em todas as situações eu cedi, em todas eu abri mão das minhas coisas pra evitar que a gente brigasse, perceba, eu abri mão da minha vida pra fazer o seu gosto. E não que isso seja um sacrifício, afinal, eu faria em qualquer outra circunstância, considerando o fato de querer te ver e fazer feliz acima de tudo. No entanto, as coisas ficam complicadas quando começo a deixar de fazer as coisas que eu gosto para fazer os seus gostos.

Lucidez assegura nossa felicidade e fortalece os nossos sonhos.

Quero muito que não confunda eu ter o meu tempo com abrir mão de você, com enjoar de você ou algo do tipo. São coisas diferentes!

Eu preciso muito de um tempo pra repensar algumas coisas.

Acredite, quando não estamos juntos são os momentos em que mais penso em nós. É quando analiso o meu comportamento com você, o amadurecimento da nossa história e tudo que eu quero que a gente realize. Você está entendendo a diferença entre querer respirar um pouco e querer uma vida sem você?

Se a gente acreditar que é bom pra gente, a distância pode nos fortalecer.

Falando assim de “dar espaço” parece que quero meses sem te ver e não é nada disso. Mas eu gostaria muito de poder fazer minhas coisas sem a sua chuva de perguntas sobre onde, com quem e que horas vou acabar. Da mesma maneira, entenda como positivo, eu quero que você tenha o seu tempo. Quero que veja seus amigos, leia seus livros – lembra? Você adora ler! – quero que saia com a sua família, quero que viva a sua vida também.

Nossa história é formada pela sua, pela minha e pela nossa vida juntos.
Não se busca uma história perfeita, busca-se uma equilibrada.

O meu passado que me fez ver as coisas dessa forma.
Em outras histórias, eu abri mão de tudo e todos, eu me entregava por inteiro, eu só queria saber da pessoa que estava comigo. Deixava de comprar coisas pra mim pra comprar pra ela, deixava de fazer as coisas que sempre me fizeram feliz pra fazer coisas que só faziam ela feliz. E isso me fez muito mal. Quando terminamos, eu me vi sem ninguém, me vi sem coisa alguma, me vi com amigos distantes, com uma família ausente, e mais que isso tudo, me vi longe de mim. Levou muito tempo até que eu recuperasse tudo que me fazia bem. Fiquei com medo de não saber lidar com tudo outra vez; fiquei com medo do que estaria por vir em uma história.

Aí você apareceu.

E sinceramente, você é o meu maior motivo de felicidade, é quem me tranquiliza, quem me ajuda a qualquer hora, quem eu posso contar, quem eu gosto de gostar.
Só que pra gente ficar ainda melhor – e é possível! – gostaria de organizar algumas coisinhas pra que não prejudique em nada a nossa história.

Portanto, não me leve a mal, eu só prefiro a sinceridade a ter que fingir que estou gostando de algo que não me fez bem.
Por isso eu prefiro conversar.

Meu sentimento não diminuiu, minha vontade de ter a nossa casinha e os filhos com os nomes que já escolhemos também não. Mas podemos ajustar tudo pra ficarmos ainda melhor pra nós.
Confia em mim igual eu confio em você.
Confie em nós.

A propósito, vamos ao cinema hoje a tarde? =)

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Vem Cá, Prova Essa Carapuça

Leia ouvindo:

Reclama tanto que nada muda, mas pouco faz pra que algo mude.
Vive compartilhando coisas com uma intenção positiva, mas pouco se faz uso dessa intenção. Faz de teimosia e visita lugares que não trazem boas lembranças.
Sabe que não é algo que traz sorriso, mas canta refrões que levam pro passado ao invés de inspirar o presente.

Se queixa tanto de ter a solidão como única companhia nos últimos tempos, mas não procura outra.
Recusa os convites de sair porque não tem muito dinheiro pra gastar, mas também não sugere nada que seja legal e que também possa convidar outras pessoas. Chora ao ouvir histórias de conhecidos falando o quando se deram mal e brada: “As pessoas não valorizam mais nada”, como se valorizasse, pelo menos a própria vida, o que dirá, as pequenas coisas.

Se torna Analista de Histórias das Outras Pessoas e aconselha fulano e ciclano sobre o que fazer, mas não sabe lidar nem com a dúvida sobre qual filme assistir.

Reclama que gostaria de mudar o visual e comprar roupas novas, mas gasta todo o dinheiro com futilidades e coisas completamente dispensáveis.
Não gosta do próprio corpo mas só pensa em mudar a alimentação depois de cada uma.

Se frustra quando no seriado da TV a pessoa erra e não pede desculpas, defendendo a
tese que o orgulho é uma verdadeira merda e só estraga toda e qualquer relação, mas, não se lembra da última vez em que admitiu errar e pediu desculpas.

Quando viaja, fotografa os lugares para compartilhar nas redes sociais mas pouco aproveita de cada minuto lá. Vale ressaltar, no entanto, que isso não é um crime, pois é muito gostoso compartilhar com os amigos os momentos que julga interessante, só não é justo desperdiçar a vida real por uma vida que embora seja também muito presente, é de fato, virtual.

Critica novas músicas, mas não descobre nenhuma boa o bastante.

Torce o nariz vendo demonstrações de carinho pelas ruas, quando o que mais queria era viver algo parecido.
Quando finalmente aceita sair com os amigos num sábado a noite, não facilita para ser sociável, não se esforça pra ser no mínimo agradável e desrespeita até quem demonstra interesse por algo a mais.

Abre mão até das possibilidades que a vida apresenta por conta própria.

Só que no fim, gostaria de voltar pra casa com histórias pra contar, podendo dividir indiretas e posts de ressaca teórica na internet no dia seguinte.
Reduz os planos para viver pagando dívidas sobre aquelas mesmas coisas dispensáveis, não ousa, não sonha, não arrisca, não tem 1 minuto de loucura por fazer algo que contrarie o convencional.
Não anda no parque porque reclama do calor, mas vive em busca de um óculos de sol descolado.

Desaprova as estreias românticas no cinema, mas baixa todas pra assistir em casa e saber do que se trata.

Uma vida – ou uma fase – toda mergulhada numa porção de angústia sobre coisas que gostaria que acontecessem para si, mas não move o menor dos dedos para que aconteçam, não faz o menor esforço para viver.

Pronto.
Gente assim, vez ou outra na vida, somos nós.
Somos escritores da nossa própria vida.
Da própria, vida.
Tome nota.

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Se Melhorar Não Estraga Nada

Passei o dia pensando.
Pensando, pensando e pensando no jeito que eu sou com você, nas coisas coisas que falo e em tudo que eu poderia fazer. Pensei também em como você é pra mim, nas coisas que me fala, em tudo que já fez e pensei em tudo o que poderá fazer.
Foi importante pensar pra ver como eu não fiz nem a minha metade.

Está faltando a minha parte nessa história de reciprocidade.

E a culpa disso, claro, é exclusivamente minha. Construo argumentos que defendam o meu comportamento na tentativa de te justificar e te convencer que não é por mal que eu sou assim.

No entanto,
Algumas das piores coisas da vida não são feitas de propósito.

Eu não quero ter que te perder pra aprender.
Devo confessar que a minha mudança de pensamento se deu depois de eu observar como as pessoas lidam umas com as outras por aí, especialmente as pessoas que vivem algo com alguém.
Notei que falta uma pequena coisa de grande importância: carinho. E claro, automaticamente comecei a me comparar nessas situações.

Reparei em como uma mulher falava com o seu suposto namorado ao telefone. Presumi que fosse namorado pelo nível do tema e uma demonstração clara de ciúmes que deve estar gerando uma úlcera naquela mulher. Ela gritava que o rapaz era um “idiota”, um “imbecil”, que isso só poderia vir dele, que bem que ela tinha percebido que ele era tal tipo de gente e mais um porção de dedos na cara. Não entendi o que de fato estava acontecendo e nem se ela falava mesmo com um namorado, mas o fato é que independente da verdade dessa história, ela me trouxe uma lição: o que está mal, pode ficar ainda pior. E esse exemplo também se aplica a atitude dos homens, com todas as letras.

E aí então comecei a pensar.

Em uma outra ocasião, vivi exatamente o lado oposto do caso da mulher com úlcera.
Tem vezes que desligo a música dos fones e só os uso para diminuir o barulho da cidade. Em um dia desses, a oportunidade bateu a minha porta como se falasse: “Presta atenção nisso aqui!”
Era uma mulher ao telefone com um maravilhoso sorriso no rosto, falando suavemente. A cada palavra ela mexia no cabelo com certa timidez.
Cedia sua vez de fazer uma ou outra colocação, para ouvir mais. Pequenas Coisas.
Era uma mulher que gostava de ouvir.

As pessoas precisam ouvir. Mais.

Nas vezes que falou, reparei que os assuntos eram os mais triviais dos casais. Combinavam o cinema do feriado, qual filme assistir e onde jantar depois. Ela queria experimentar uma culinária diferente – ao que parece, eles fazem isso com frequência – e ele parecia concordar, visto que o semblante dela não mudava muito a ponto como seria no caso de uma negação.
Nesta situação, aprendi outra lição: o que é bom, pode ficar ainda melhor.

Lá no primeiro momento do aparente casal jogando tochas com chamas um no outro, era visível um desequilíbrio de sentimentos que nenhum “a gente é assim mesmo” suaviza. Ali, um dos principais pilares para uma história feliz estava sendo ignorado: o respeito.
Ninguém é obrigado a concordar sempre, mas não precisa fazer com que uma discórdia se transforme em um começo de 3ª guerra, ainda mais pelo telefone onde um suspiro, por exemplo, sofre de várias conotações.

Já na segunda ocasião, presenciei um baile de respeito, amor, carinho e cumplicidade. Era visível que o casal se dava muito bem. O tom de voz da mulher já demonstrava que as coisas estavam ótimas, que a preocupação era qual filme assistir. E nesse meio tempo, ela fazia um elogio aqui e ali comprovando o quando o parceiro é especial, e depois silenciava-se para ouvir, quem sabe, uma porção de elogios também.

As duas são situações completamente normais em que todos podem viver. Aplicando pra minha história, observei que nem só de sorriso se constroi se mantém uma relação, bem como um monte de reclamação não faz bem pra ninguém.

E aí, assim, a vida, do jeito dela, me jogou na cara as coisas que preciso te fazer ainda. A vontade me apareceu como uma missão: “Preciso mudar tudo, chega!” E é nisso que estou empenhado.

Não quero perder o seu jeito de me tirar os óculos quando acabo dormindo no meio do filme, tão menos a sua dedicação para a gente, sempre pensando em coisas boas, pesquisando viagens, me ajudando com parcelas de contas, sendo mais que uma companheira, sendo tudo que me faltava.

Por isso fiquei o dia pensando, porque preciso te valorizar ainda mais, preciso me lembrar do quando você faz a diferença nessa bagunça que é a minha vida.

Não é regra ter que fazer algo novo, já vale o de sempre melhorado.

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Um Brinde ao que Nem Aconteceu Ainda

Leia ouvindo:

Deixa a lágrima escorrer.
Segurar o choro é só um adiamento do que uma hora ou outra vai acontecer. Chorar faz  bem, só que mais do que fazer bem, faz parte.

Sabe aquelas coisas que todo mundo fala que faz parte da vida? Pois é, se faz parte, a gente precisa viver, a gente precisa ultrapassar.
Concordemos que muitas são as coisas que fazem parte da nossa vida. Se considerarmos que quem nos manda é o coração, e todos temos um, todos passaremos pelas mesmas coisas que ele quiser. Ele é responsável por toda a felicidade e por toda a dor e ele, só ele, especialmente no caso da dor, sabe a hora que podemos abrir a janela para o sol entrar de novo.

Ter que lidar com todos os nossos sentimentos, envolvendo várias pessoas, em várias situações, não é algo que podemos chamar de fácil. É difícil lidar com gente ignorante, com gente que só reclama, com gente que exagera e com mais um monte de tipo de gente. Só que é mais complicado lidar com a gente mesmo, com o que a gente sente.

E entre todas as coisas que a gente sente, uma das mais impiedosas é a saudade.
Reconhecer que não há nada mais que possamos fazer, que a nossa vontade de voltar no tempo, de fazer diferente, de dar mais um abraço, mais um beijo, de pedir desculpas, de dizer que gosta, nos sufoca e nos aperta o peito.

Deixa passar, que uma hora a saudade vira lembrança.

Toda a nossa vontade de reviver algumas coisas, rever algumas pessoas, enfim, matar certas saudades, nos afasta de coisas novas. É difícil eu sei, dentro da saudade não há espaço para novidades, só que a mudança começa por dentro da gente, começa pela vontade de mudar e pelo pensamento que devemos lutar pelo que tanto queremos, sem esquecer de considerar que nós só teremos aquilo que merecemos, isto é:

Não adianta desejar o amor da sua vida se você não é o amor de si mesmo.

As coisas da nossa vida são relacionadas e não acontecem sem querer, acontecem porque precisamos viver aquilo, que de alguma maneira vai influenciar os nossos próximos dias.

Não é pra viver em função do futuro, mas também não é pra viver como se ele não fosse existir.

Se for pra sentir dor, pra chorar e pra querer fazer uma ligação desesperada, que faça, mas que faça só uma vez, que lembre-se da importância em deixar os ciclos se encerrarem e toda a água da cachoeira descer para que novas águas possam aparecer.

Nossas experiências talvez sejam algo que continuará com a gente até depois da nossa morte. Tem como saber se há vida depois dessa? Não, né. São as experiências que nos trazem lições e que mudam nossa visão sobre a vida, valorizando mais as nossas atitudes, as pessoas ao nosso redor e o que sentimos.

Urgentes, somos feitos somente do Agora.

Só não precisa se preocupar se as coisas vão melhorar, porque elas vão, não precisa se preocupar se essa pessoa que você está pensando agora vai lembrar de você pra sempre, porque ela vai e quanto mais ela tentar te esquecer, mais você vai morar dentro dela.

As páginas viram mas continuam escritas.

Sempre lembraremos e pra sempre seremos lembrados. A diferença é que algumas pessoas revelam isso, e outras preferem deixar isso guardado em algum lugar que ela sabe onde está, mas que não precisa visitar sempre.

Não conseguimos lembrar do almoço de ontem mas lembramos da última vez que o nosso coração bateu mais forte.
E somos assim: estranhos, incontroláveis e imprevisíveis.

Deixa o relógio passar, para de ficar querendo que as coisas mudem se você não pode fazer nada, mas queira pelo menos pensar que elas mudem caso incline a pensar em coisas que não te fazem bem.
Deixa o vento bater e levar as experiências; hoje você viveu algumas, amanhã serão outras, e mesmo que forem as mesmas, serão vividas de formas diferentes.

Deixa a saudade voar pra longe como as pássaros fazem ao entardecer do verão. Acredite, eles sabem o que fazem e voam para um lugar seguro, imunes à qualquer ameaça.

Se hoje é saudade, amanhã é lição.

Deixa a saudade ir e você terá pra sempre a lembrança em um lugar que só você conhece.

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Um Recado Para As Pessoas Ridículas

Leia ouvindo:

É uma receita simples: Não precisa querer ajudar, não falar nada já está ajudando. Continua vivendo a sua vida.
Eu só não quero mais saber de gente na minha vida falando das coisas que eu vivo como se soubesse o que fazer, como se fosse com elas elas saberiam o que fazer, ah por favor, pra cima de mim não. No entanto, devo reconhecer que a culpa também é minha, porque eu me exponho demais e acabo hora ou outra virando motivo pra chacota quando o que eu quero é ter motivos para não pensar nas coisas que não me fazem bem.

Nós e a mania de prejudicarmos a nós mesmos.
É uma pena, mas faz parte.

Isolando essa parte de ser assim, não aguento mais gente que esfrega a felicidade na cara das pessoas. E olha, isso em hipótese alguma significa dor de cotovelo ou algo do tipo, pelo contrário, até acho bonito e acho mais que tem que mostrar pro mundo como está feliz e como as coisas tem dado certo. Só acho errado vir falar com opinião de quem soubesse o que é dor, e não, não sabe. Só viveu algo que por mais parecido que tenha sido, foi apenas parecido e nunca a mesma coisa.

Um mesmo filme desperta diferentes reações nas pessoas.

Sabe aquelas pessoas que se fazem de amigas mas que no fundo falam com a gente como se a intenção fosse mesmo dizer: “Olha aqui, eu fiz isso e isso e isso, estou feliz com meu amor, enquanto você, ah, você continua aí vendo os dias passarem embaixo do teu nariz.” Por quê não vão a merda?

Felicidade existe para ser compartilhada e não exibida.

Quando você compartilha, você quer contar para as pessoas que gosta como tem vivido uma fase feliz e como isso tem te feito bem, agora, quando você exibe, você só quer falar das coisas que tem feito, dos presentes que ganhou, dos lugares que visitou, dos filmes que assistiu. Que inferno!

Estou aqui seguindo a minha vida do jeito que ela tem se mostrado pra mim. Tem hora que acerto, outra que erro, mas continuo acima de tudo sempre tentando, sempre me permitindo e me deixando disponível para vida especialmente para as surpresas dela. E não estou nem um pouco a fim de ser espelho para as realizações alheias. Compartilhe comigo, me diga como tem sido pra você, mas não jogue na minha cara o fato de eu não ter as mesmas notícias pra te dar. E vocês sabes quando estão fazendo isso.

Não existe reincidente para o “não reparei que estava fazendo isso”.
Existe maldade.

Já não basta ter que viver dia após dia sonhando com um recomeço, com um motivo pra sorrir a cada manhã, com um novo número de telefone pra mandar mensagens de saudade, com novos abraços e beijos em uma noite de inverno, já não basta, e ainda tenho a obrigação de ouvir sobre o quanto a sua vida é boa? Obrigado, não preciso.

Essa situação é facilmente confundida com inveja, mas tem uma explicação pra isso. Quando a gente gosta de alguém, em geral, perdemos um pouco do senso do exagero. As fotos nas redes sociais e as declarações de amor nunca são “demais”. Estamos cegos – por causa do amor? -, queremos contar as novidades, queremos gritar até pro papa como tem sido tudo muito legal e especial. Só que existem maneiras de se fazer isso e aí se justifica o por quê de não ser inveja as reações como as que tenho tido.

Primeiro que é importante respeitar a fase das pessoas que conversamos. Se o seu amigo está desempregado, não tem por quê falar todo dia que comprou uma coisa nova, muito menos falar sobre as viagens que fará em breve. Acho que ficou claro com o exemplo. Segundo que é importante ter sensibilidade e ser mais útil. Ao invés de falar das realizações que o dinheiro tem comprado, convide esse amigo para comer uma coisa que há tempos ele não come por motivos óbvios, ou simplesmente, fale de coisas que tenha certeza que ele vai gostar de falar. Isso é se colocar no lugar.

Não precisamos ser lembrados das coisas que queremos mas ainda não temos.

Ninguém mais além de quem passa por uma fase difícil sabe o quanto é difícil e ninguém que está vivendo uma fase dessas vai explicar todo o dia sobre o que gosta e quer conversar.

Às vezes a gente só quer conversar.

O respeito também entra na questão de criar situações desagradáveis. Entenda, se você e todos os seus amigos estão namorando, como você quer que aquele amigo ou amiga solteiro queira sair com vocês? Não é óbvio que em algum momento vão distribuir beijos carinhosos, vão relembrar situações do namoro, vão se chamar apelidando e etc? Qual a graça de comer algo gostoso sem ter alguém pra também colocar carinhosamente na boca? Qual a vantagem de ir ao cinema sem alguém pra dividir a pipoca, rir, chorar ou ficar com medo junto, em meio a um monte de gente que está fazendo isso?

Quem namora, sabe muito bem quando está sendo desnecessário.
A não ser que tenha menos de 10 anos e namore alguém com idade igual, neste caso, faz sentido, teu senso ainda está sendo formado.

No fim, todos queremos ser ridículos; deliciosa e apaixonadamente ridículos.
Gostar de alguém é ser ridículo, ou vai me dizer que só a sua voz não fica de neném quando quer fazer mimo? Pois é.

Só respeita quem ainda não pode celebrar a delícia em ser ridículo.

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A Gente Gosta Mesmo Da Coisa, Né?

(ATENÇÃO: post especial para maiores de 18 anos)

Leia ouvindo:

Vou falar algumas coisas sobre a gente.

Nos damos bem em muitas coisas, especialmente você em muitas das que você dá.

Se tivesse aqui agora iria fazer aquela cara de desentendida; aquela que eu não aguento.
A verdade é que pouco a pouco gente foi se conhecendo melhor. Levou um tempo, não muito, para que nos sentíssemos íntimos o bastante para ousarmos em um novo passo para nós.

Até descobrirmos que gostamos dessa brincadeira.

Gostamos do jeito que fazemos tudo.
Vou te falar que é quase impossível resistir te vendo se arrumar pra gente sair. Tanto que daquela vez eu não aguentei, você lembra?

Deitado na sua cama enquanto se arrumava em frente ao espelho. Te vi dando voltas e definindo se estava gostando do que estava vendo. Discretamente abaixei o volume da TV e me levantei sem você perceber e cheguei perto de você. Te fiz me ver pelo espelho e com um gesto de silêncio pedi pra não falar nada. Nós gostamos de coisas não convencionais. Me aproximei do seu pescoço e lá comecei a suspirar mais devagar enquanto segurava uma das suas mãos. Afastei seu cabelo da sua nuca e por ali fiquei algum tempo. Um beijo aqui e outro ali, algumas lambidas e mordidas te faziam entender qual era a minha intenção ali. Você apertou minha mão se virou pra mim soltando os pinceis da maquiagem no chão. Me puxou contra você e fomos contra o seu espelho.

Você fez aquilo que tanto gosta, colocou a mão debaixo da minha camiseta e me arranhava devagar enquanto eu puxava o seu cabelo pra trás me entregando o seu pescoço por inteiro pra mim. Comecei a abaixar a alça da sua blusinha. Você já estava toda arrumada e eu nem dei bola pra isso, mas foi por um bom motivo. A essa altura eu já estava sem camiseta e seu espelho estava embaçado com a minha respiração e todas as marcas da minha mão. Te puxei de lá e te joguei na cama. Lá deitada, sensualmente abria os braços e acariciava os lençois me vendo tirar o cinto da calça. É tudo uma questão de ganhar tempo. Deitei sobre você e os beijos recomeçaram dessa vez pelo seus pés. Lentamente, cada centímetro de você. Te sentia arrepiar ao me ver subindo pelas suas pernas e parando logo após as coxas.

Isso, lá mesmo.

Com os dentes demonstrei minha vontade de tirar sua calcinha. Delicadamente fui retirando devagar até ela enroscar nos seus pés e você fazer a sua parte. Então, me puxou para você, mas para eu ficar deitado na cama. Sentou em meu colo. Mordia os lábios e deixava o cabelo cair lentamente sobre o rosto. Eu já não estava nem um pouco preocupado com o que faríamos naquele dia, eu só queria estar ali, até a hora que quem entendermos.
Desabotoou minha calça e fez brincadeiras de voltar a abotoar. Ao ver minha cara implorando para parar com essa tortura, foi descendo minha calça e passava as mãos nas minhas pernas. Arranhava com a velocidade das nuvens toda a minha perna e era inevitável, me tremia em arrepios. Você sabe das coisas. Colocou a mão por dentro da minha cueca e pareceu gostar do que viu. Eu não precisava e nem sequer conseguia esconder o meu estado naquele momento. A minha vontade era avançar para cima de você, mas deixei com que fizesse o que tinha em mente. Depois de alguns momentos praticamente me matando de excitação, tirou minha cueca e me vi ali por inteiro já entregue. Teu sorriso ousado denunciava suas prazerosas intenções à partir dali. Se aproximou do seu maior interesse em mim ali e buscou felicidade particular. Com uma das mãos segurava para ter firmeza e com a outra arranhava – de novo – meu peito. Movimento de vai e vem, salivados, intensos e eficientes, era você ali visivelmente tendo prazer e eu escandalosamente já fora de mim. Enquanto continuava, tirava parte do seu cabelo e recolhia atrás da orelha. Parecia que você queria que eu visse você tendo e me dando prazer ali. Suaves trabalhos com a língua, salivando na horizontal, na vertical, até a extremidade. Visivelmente feliz, era assim que você estava. E eu me retorcia, tremia minhas pernas e te apertava entre elas.
Se despediu daquela região e percorreu meu peito até minha boca. Nos beijamos com um sabor nosso, um sabor de prazer e era tudo que buscávamos ali.

“Então você é dessas?” Sussurrei ao pé do seu ouvido e sem esperar resposta dessa vez eu que virei-a para a cama. Estiquei seus braços explicando que gostaria que ficasse imobilizada. Desci pelo seu rosto, novamente pescoço e estacionei nos seus seios. Ali é um dos lugares que mais gosto de estar na vida. Maciez sem igual e sensibilidade que te faz ofegar. Confesso, é algo bom de se ver. Usei minha língua ao redor de um dos seios enquanto acariciava o outro.

Notei que começamos a suar. E mal sabia que isso só ia piorar. Ou melhorar.
Alternava os beijos nos seus seios com leves mordidas nos mamilos. Nada que te machucasse, tudo que te desse prazer. Percebi que começava a puxar o lençol da cama, seus arrepios aumentavam e parecia beirar o descontrole. Desci pelo seu corpo e optei por parar perto do umbigo. Ali fiquei alguns bons momentos, em toda aquela região, beijando toda  sua barriga, lambendo, mordendo, apertando, te querendo, acima de tudo, te querendo. Os movimentos são coordenados, enquanto meus lábios estavam na sua barriga, uma das mãos voltava para os seus seios e a outra… Bem, a outra…

Isso, lá mesmo.

Era uma introdução do que eu gostaria de fazer. Comecei a acariciar aquela que é região mais sensível do seu corpo. Primeiramente com leves toques e carinhos de “gosto de você”. Num segundo momento, aumentava a pressão até te sentir envolvida à minha mão.

Entrei.

Você lembra?
Era eu pela sua barriga, uma das mãos nos seus seios e outra já nos interligando e nos tornando um só. Lá, suavemente dentro de você. Talvez essa seja uma das poucas coisas que consigo fazer ao mesmo tempo, afinal, esse dom é só das mulheres.
Aumentei meus movimentos. E coloquei outro dedo. O polegar ficou de fora aliviando a parte externa e fazendo o seu papel de um carinho a mais.

Te senti molhar. Ou melhor, te senti encharcar. E quer saber? Isso é sempre tão bom, é o sinal que preciso para saber que as coisas estão ficando boas.
Resolvi descer e levar minha boca até você, até dentro de você. Fiquei por ali, delicada e intensamente eu beijava e lambia, enquanto isso apertava o seu quadril com as minhas duas mãos, fazendo uma pressão não convencional. A intenção era somar todas as alternativas para pressionar e te fazer ter ainda mais prazer.

Entenda que o meu maior prazer é te ver sentindo prazer.
Nossos corpos já transpiravam sem parar. Esses momentos são inexplicáveis porque somam-se milhares de sentimentos, tudo se mistura e sobressai uma vontade de acabar logo e de não acabar nunca mais.
Fiz minha boca de despedir e subi para encontrar a sua. Inteligente, percebeu minha aproximação e levemente me convidou abrindo suas pernas, aceitei o convite e relaxei.

À partir dali, definitivamente, éramos um só.
Movimentos oficiais de vai e vem, leves alternâncias de posição ao erguer uma das suas pernas.

Posições definem prazer.

Já não havia mais procedimento. Era beijo, puxões de cabelo, cama encharcada, mordidas, arranhões, um dose de palavras impronunciáveis em outros momentos. Éramos nós dois. Indiquei que gostaria de ter suas pernas sobre os meus ombros. Rapidamente você entendeu e foi um novo ponto de vista para nós dois. Eu entrava, eu saía, eu entrava, eu saía e você se retorcia. É claro que nem preciso mencionar o gemidos que nasceram ali, né? Sua semblante passeava em uma expressão de prazer incontrolável e aparente dor, e nessas eu vezes eu suavizava, mas você se enfurecia e deixava claro que eu NÃO PODIA PARAR.

Novas posições, novos prazeres.

Resolveu me sentar na cama com as pernas para no chão.
E sentou em meu colo.
Olha, devo te falar, faltou pouco para eu perder a vida ali mesmo. É o tipo de coisa que não se explica. Sentou de costas. Ver o teu quadril aumentar de tamanho quando intensificava os movimentos sobre mim me fazia respirar ainda mais rápido. Pulava, pulava, pulava, pulava, pulava, pulava, sem parar, pulava, pulava. Apoiou as mãos nos meus joelhos e continuava pulando, pulando e pulando. Era natural, eu segurava sua cintura e deixava claro que eu queria mais, mais e mais.
Tomei a iniciativa de uma nova posição. Aquela que me leva mais perto de perder a vida de tanto prazer. Te inclinei sobre a cama, flexionando seus joelhos e demonstrei que gostaria que permanecesse daquela maneira.

De quatro.

Me aproximei devagar, penetrei e nos sentimos irreais. Você inclinava seu quadril pra cima, apoiava os cotovelos na cama deixando os cabelos cobrirem seu rosto.

“Vem, vem, vem, vem, vem!” Era o que me ordenava.

E eu, claro, rui. Forte, cada vez mais forte, surreal, incontrolável, indescritível. Segurava seu quadril e repetia a pressão de outrora. O som dos nossos corpos colidindo só aumentavam as sensações.

“Não para, não para, não para!” Me suplicava.

Juntei uma porção do seu cabelo na minha mão e puxei. Queria sua cabeça para cima. Enquanto eu pressionava por trás, eu te queria pra cima o bastante para ver um pouco do teu rosto. E o que vi foi você mordendo os seus lábios. Dois corpos suados, um só.

“Vai, vai, vai, vai!” E eu não pensei duas vezes: Fui.

Fomos.
Após uma intensa sequência de tremidas dos corpos, deitamos juntos, praticamente colados, encharcadamente envolvidos. Eu não conseguia respirar direito.

Então você virou pra mim e com o melhor sorriso no rosto me falou: “A gente gosta mesmo da coisa, né?”

A partir daquele dia entendemos que tudo pode ser BEM especial, se quisermos que seja.

Até o simples ato de se maquiar.

 

 

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ps.: Este é um texto ESPECIAL, não é um blog de textos eróticos. Estes textos são eventuais.

Começou Comigo Querendo

Leia ouvindo:

Já ouvi e não foi só uma vez o discurso batido de “Você gosta demais”, “Você se apega demais”. Como se fosse algo que a gente pudesse pegar o controle remoto e simplesmente desligar dizendo: “chega, esse é o limite.”

Quem muito pensa no limite, se afasta do inesperado.

Pois se for pra viver pensando em até que ponto eu posso ir, é melhor parar por aqui e procurar uma caverna pra esperar a vida passar. Esse negócio de querer controlar o que se sente não está com nada. Há uma diretriz impulsionada por experiências que já tivemos, que  nos fazem ver melhor até onde podemos insistir e quantas vezes podemos tentar de novo, mas não há uma regra. É só uma ressalva.

A aula da vida começa pela lágrima.

É quando as coisas não vão como o esperado que a gente aprende mais. Quando tudo está dando muito certo, acredite e não se encante demais, algo está desequilibrado. É claro que não quero dizer que o ideal é a desordem e a falta de paz, mas sim que é importante pensar que faz parte as coisas não darem tão certo às vezes. Tem dias que a gente pega muito trânsito, tem outros que só pegamos trânsito.
A precaução não evita sofrimento, mas alerta a gente.

Por isso eu sou assim: se for pra viver algo que seja algo para eu lembrar depois. Experiências que não rendem histórias não são lições. São só experiências como o garfo diferente de ontem que você pegou hoje.
Depois que comecei a pensar nesse sentido foi que eu comecei a valorizar as coisas que me acontecem e as pessoas que aparecem na minha vida. Continuo o mesmo dos 15, que fantasia uma perfeição surreal de como as coisas poderiam ser, – e pensar assim até me faz bem para manter o pensamento de como às vezes as coisas acontecem só por mágica, – a diferença é que agora eu uso os meus olhos de um jeito mais inteligente. Aprendi a fazer com que todos os meus sentidos ajudem o meu coração a se decidir. Nisso, incluo a intuição, a incerteza, a dúvida, a cautela, entre outros que fazem parte da gente.

Somos uma cachoeira de acontecimentos, onde tudo acontece num piscar de olhos e quando nos damos conta já são águas passadas. Vale aprender a surfar pra poder lidar com isso.

Então eu me pergunto como se comportam as pessoas que me perguntam como eu sou. Imagino que elas se envolvam com as pessoas seguindo alguma espécie de mandamento, não sei, algo no sentido de: “Melhor eu parar, acho que estou gostando demais!” MAS ORA, se essa é a verdade, por quê parar? Se uma vez não deu certo, não significa que não dará nunca mais. Preciso de meia hora conversando com gente assim pra perceber que elas só sentem uma coisa: medo. Medo de ser feliz, medo de arriscar, medo de gostar de alguém como se isso fosse uma punição, medo de sofrer, medo de aprender, e tudo isso misturado, resulta no medo de viver.
Ninguém sai de casa sabendo como vai ser o dia, que apesar de ser o mesmo para todas as pessoas, é vivido de uma forma diferente por cada pessoa nesse mundo.

Feliz foi o dia que permiti que gostassem de mim. Nunca fui de me policiar, mas as mesmas lágrimas que hoje me emocionam já foram refúgio para as dores que vivi. Só que faz parte. São os dias que nos fazem melhores, não os “eu te amo” que nos falam.
Me permiti e a minha vida mudou.
Me afastei das pessoas que mais preferiam me apontar o dedo do que estender a mão, me afastei também de gente que na lista de prioridades me colocava sempre na última posição. Em outras palavras, me aproximei da minha própria vida.

E de presente, a vida me trouxe você.

Ainda não tenho certeza se realmente mereço as coisas que você me faz, por isso, aos poucos também estou mudando o pensamento de “Deve ser mentira, deve ter algum interesse, que seja passar o tempo” para “Até que enfim, agora é minha vez de ser feliz”. Você me fez acreditar mais em mim mesmo. O seu jeito me inspirou a melhorar coisas que eu não conseguia mudar, mas pudera, nunca tinha enxergado espaço para melhora, só que estava tudo errado.  Essas coisas entram no assunto de você me ajudar sem falar uma palavra, como eu já te falei antes.

Não dá pra prever como vai ser amanhã, mas já me faz bem ser feliz hoje, pois é esse hoje que estou vivendo e o amanhã é só mais uma das incertezas que recheiam essa vida.

E incertezas não necessariamente são ruins.

Dois Pontos, Parágrafo e Travessão

Leia ouvindo:

A gente se falou pela internet uma duas ou três coisas e não falamos mais nada. É claro, a minha intenção era estender o assunto, plantar alguma coisa interessante, sei lá, algo que você gostasse de falar, mas sabe o que eu consegui? NA-DA.
É, basicamente não consegui pensar em algum assunto relevante e pra falar bem a verdade já que o momento é esse, não senti que você tinha gostado de falar comigo. Pode ser coisa da minha cabeça eu sei, e ela é cheia dessas, mas foi a impressão que eu tive.

O fato é que ficamos meses sem conversar. Cada um foi seguir a própria vida, fazendo suas coisas e nenhuma nova palavra nós trocamos. Eu não curtia seus posts e nem você os meus, parecíamos invisíveis. Mantivemos o contato virtual por um motivo: não sei. Mas mantivemos. Acho que fomos naquela da conveniência de “não faz bem, nem mal, então ok”. Vai saber. Chuva de interrogações.

Aí essa vida caprichosa fez as coisas mudarem aos pouquinhos e sem querer  a gente se encontrou. Você lembra?
Era show de uma banda que só descobri no dia que você também gostava, afinal, como já falei, a gente tinha trocado umas 4 ou 7 palavras nessa vida.

O legal é quando é inesperado.

Estávamos entre amigos em comum e ali vivemos uns momentos engraçados, recheados com sinceras risadas e muita desenvoltura na pista da balada  e os dois ali cantando os refrões da, então, banda da noite. Você vestia jeans e jaqueta. E aquele dia foi assim. Me despedi e voltamos pra estaca na qual havíamos parado: a zero.

Olha, não sou muito bom com calendários, você é? Se não me engano, poucos dias depois em uma ocasião especial a gente se viu outra vez. Um pouco diferente, trocamos menos palavras e as circunstâncias impediram que refrões fossem cantados. Daí quem foi embora mais cedo foi você. “Um beijo” e tchauzinho.

Logo no dia seguinte, alguma força do além me fez te convidar para ir num lugar muito legal que eu ia com amigos. Você disse que provavelmente não daria e eu, incansável, te seduzi convenci e você apareceu lá depois de horas, de vestido azul. Naquela ocasião sim, ficamos boas horas falando sobre as interrogações da vida, sobre o modo que os nossos corações já bateram nessa vida e mais coisas assim que a minha memória manda beijos.

É curioso pensar que fazem uns 120 dias dessa sequência de acontecimentos e que antes disso, vou repetir, não havíamos ido muito além no que configura-se um diálogo, muito embora, (posso repetir as coisas sem parar?), eu tinha intenção de prolongar o assunto desde meados da primeira vez, mas por motivos de: não consegui. Eu simplesmente, não consegui.

Tá, perdi e cronologia dos acontecimentos mas lembro que finalmente começamos a nos falar mais vezes, tanto que, intrigado, voltei a nossa conversa no bate-papo para a primeira vez que havíamos conversado (aquela que já mencionei 4564874 vezes) e faziam, basicamente, 12 meses desde que nos falamos. Te revelei isso e uma porção de “Hahaha” nós trocamos ao relembrarmos.

E assim os dias foram passando. Conversas despretensiosas aqui e ali, meia dúzia de palavras bonitinhas para colocar flor em tudo e marcamos um novo show. Em tempo: é visível nosso gosto por shows.
Continuando. Lembro que num gesto de ousadia e atitude masculina maiúscula no qual me orgulho até hoje, me antecipei e comprei nossas entradas dias antes do show e só te avisei quando já havia comprado. Me dei por convencido quando você dissertou “Hahaha” como se aprovasse minha atitude.

Já mencionei que desde o seu vestido azul aumentamos consideravelmente os nossos diálogos e a consistência dos mesmos? Quero enfatizar, foi um aumento muito significante, a ponto de entrar para a minha rotina de momentos do dia.
Conversávamos – e até hoje é assim – num delicioso e liso jogo de entrelinhas, no qual já confessei me fazer bem por entre outros motivos, aguçar minha agilidade em raciocínios rápidos. Filosofei agora para agregar valor às nossas conversas.

Fomos ao show e tudo foi muito especial. Exceto eu que fui 30% de mim mesmo e a justificativa que tenho para isso é: fiquei tímido. Esse argumento é válido depois dos 20?
Bem, dentre todos os refrões que cantamos ali, os únicos que eu sabia e ma-le-má, eram os da língua que não é minha de origem. Já você, sabia até o nome das músicas das revelações da noite. Impressionou. Encontrei conhecidas mas com sucesso consegui despistá-las rapidamente. Até que eu consigo fazer alguma coisa, e mais, fazer alguma coisa rapidamente.

Sua realização pelo show foi de 47% por problemas na organização que te impediram de cantar os refrões de quem mais queria. Fizemos piadas com a situação, exercitando a tal “é rir pra não chorar” e esperamos o espetáculo acabar.
Fim da música, partimos para fora e te convidei para uma esticadinha visita a um lugar que eu nunca havia ido e que julguei ser pertinente para a ocasião. A intenção era comermos algo diferente e consolidarmos nossas conversas, no entanto seu sono foi mais convincente que eu e fomos embora. Entre uma dose ou outra de risadas aqui e ali chegamos na sua casa. No maior estilo Esse Cara Sou Eu, abri a porta do carro e me certifiquei de que chegava em casa igualmente estonteante, e diferente do azul, dessa vez com um vestido preto (rendado?) como opção fatal de look da noite.
Beijos de gratidão, instruções de volta pra casa e parti rumo a minha.

Na volta, tenso pelas solitárias avenidas, comecei a relembrar cada segundo da ocasião e ali já me gritava o arrependimento pelos meus 30% de desempenho, muito aquém do que posso oferecer. Águas passadas.

Mais semanas e dias foram passando, um “feliz natal” pouco após a meia-noite de você eu ganhei e um “feliz ano novo” nas primeiras horas do primeiro dia do ano eu te dei.

As coisas são mais ou menos assim na vida: tem gente que faz de qualquer jeito, tem gente que faz de um jeito especial.
E vai lá, vai lá saber, tem alguma água pra correr nessa cachoeira, até por quê, a quantidade de filhos já foi definida.

Por enquanto foi assim.

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