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Não precisamos mudar o status se você mudar a minha vida

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A gente nem precisa ter algo sério agora.
Podemos ir ficando assim do jeito que estamos, até por quê é tão recente, é normal a gente confundir empolgação com intenção.

Uma coisa é a gente gostar de ver alguém, outra coisa é a gente querer.

Sabe, por enquanto, nem me importo em levarmos de um jeito mais discreto, desde que seja um jeito nosso. Não preciso mesmo dar satisfação pro mundo sobre o que estou vivendo.

É claro que eu acho bonito as pessoas compartilhando aquelas demonstrações de carinho, seja em foto ou forma de música, mas acho que antes de eu querer compartilhar a nossa vida eu preciso saber se queremos compartilhar da vida um do outro.

Já me antecipo ao dizer que estou bem empolgado com essa novidade que é ter a sua presença nos meus dias. Me dá aquele friozinho na barriga quando o celular vibra com nova notificação no Whatsapp de mensagem sua. Eu acho tão gostoso viver essas frações de momentos.

No meu chat você já aparece em destaque. Já está lá em cima entre as pessoas com quem mais converso e já vejo todos os seus posts com muita frequência. Imagino que o mesmo esteja acontecendo com você sobre mim.

E assim a gente vai vendo até onde isso vai dar, cada dia conhecendo um pouquinho mais um do outro. Mas preciso te confessar que tenho uma preocupação legítima: não fica na minha vida se não for pra me fazer alguém melhor.

É claro que eu sei que não tem como adivinhar isso, mas eu quero dizer é que eu não me incomodo em a gente seguir desse jeito mais discreto, sem muitos compromissos e obrigações, desde que você faça o mínimo para se tornar alguém pra eu gostar de lembrar de você. Eu sei muito bem que isso tudo pode acabar mesmo antes de começar – como estamos tentando – mas mesmo assim, se for pra eu ser só mais uma aventura na sua vida, se for pra eu ser só alguém pra ocupar as suas ociosas noites de sexta, me deixa livre pra encontrar quem me queira como companhia todos os dias.

Também não quero te sufocar ou assustar, nem nada do tipo, eu só quero me assegurar de que o que estamos vivendo está sendo bom pra mim como está sendo pra você, eu só quero me assegurar de que você está comigo de verdade e não só porque eu quero que esteja, eu só quero me assegurar que todas as coisas que tem me dito sobre a gente são coisas pra mim e não coisas que poderia dizer pra qualquer outra pessoa.

Passo por cima da pressão de todos, passo por cima da saia justa da pergunta “e vocês casal?”, passo por cima de qualquer incômodo que possamos nos ver encaixados, desde que você seja pra mim alguém pra eu gostar de pensar durante o dia, desde que seja pra mim alguém com vontade de fazer bem pra outro alguém.

E por favor, entenda, não há o menor problema caso não queira seguir dessa maneira, não há o menor problema se essas minhas histórias estejam te cansando, pois se isso for verdade você tem total liberdade pra seguir com a sua vida e desocupar o espaço da minha.

É um desejo meu querer ir devagar dessa vez.
Em muitas outras meti o pé pelas mãos com pressa em rotular porque na minha cabeça a partir do momento em que assumíamos, a partir do momento em que postássemos nossa primeira foto juntos, a partir do momento em que fôssemos vistos de mãos dadas em algum lugar público, a partir desses momentos, na minha cabeça, eu poderia me sentir com segurança pra dizer que tenho alguém ao meu lado. Tolice minha. Até tive, mas foram embora muito antes do esperado. Fiquei acompanhado de um monte de dúvidas sobre como pode alguém esperar as coisas ficarem sérias, sei lá, oficiais de fato, e depois simplesmente sair da sua vida como se nunca tivesse entrado. Nesse momento, eu aprendi a não levar a sério algumas coisas.

Então, repito, por mim tudo bem a gente ir com mais calma pra não nos atropelarmos, tudo bem a gente ir construindo essa história um pouco de cada vez, um dia de cada vez, um beijo de cada vez, tudo bem a gente não mudar o status, desde que você mude a minha vida pelo tempo que permanecer nela.

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Márcio Rodrigues. – 
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Deixa no “Altas Horas” pra gente ver o que vai passar

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Percebi que eu quero alguém de novo comigo.
Mas quem não quer, né?
Sim, todos queremos, mas tem fases que não conseguimos ter nem a nós mesmos. E dá pra ir além: se não tivermos a nós mesmos não podemos ter ninguém nessa vida.
Tenho me aventurado por corpos só para ocupar meu tempo. Eu sei disso.
No fundo, sou mais uma pessoa carente daquelas que se vê representadas nos filmes. Mas não me arrependo das noites de sexo que já tive, só que agora quero ter noites de sexo com uma só pessoa.

O mundo não vê com bons olhos quem admite fraqueza.
Parece que a pressão que sofremos em ser uma pessoa de sucesso não nos dá espaço para assumirmos que: não está fácil.

Mas quando foi?
Nunca foi, nunca será.

Dia desses lembrei de uma pessoBOM… não vem ao caso alguém do passado.

O ponto principal sobre eu querer alguém comigo agora é: estou louco para ser impressionado. Quero ouvir o que a pessoa diz sobre estar sem chover há tanto tempo ou sobre como ela vê a guerra na Faixa de Gaza. Sabe gente que estimula a gente? Não é querer só por querer, não é querer por beijo, nem por sexo garantido ou coisas do tipo, é querer a pessoa pra dar metade dos meus dias pra ela.
Eu já me decepcionei algumas vezes por meter os pés pelas mãos e acelerar demais quando eu deveria manter a velocidade, mas o lado bom disso é que entendi a diferença do que quero: eu não apenas quero, eu quero ser querido.

Esse negócio de gostar por dois não faz bem pra ninguém.
Não quero apenas ser quem pede pra mandar a mensagem quando chegar em casa, quero que também me peçam. Não quero só eu dizer que estou com saudades, também quero que me digam se faço falta. Não quero só eu falar o quanto eu gosto! Também quero poder dormir com a paz de saber que alguém gosta de mim.
E claro, não que eu queira alguém do meu jeito, mas quero alguém que faça pelos outros o que gostaria que fizessem para si. E isso é tão óbvio! Todo mundo quer isso! Mas por quê caralhos, naquela vez, quando eu pedi pra ela me avisar quando chegasse em casa ela ficou puta por pensar que eu queria controlá-la? Não, porra! Eu quero cuidar de você! E eu ia achar FODA se você fizesse algo parecido, eu ia achar incrível se você mostrasse que se preocupa comigo.

É isso que eu quero.
Eu sinto um milhão de saudades de coisas que já vivi, até mesmo das brigas, mas não é uma saudade no sentido de “como gostaria de reviver aquilo” e sim no sentido de “eu quero viver novas histórias assim como as minhas velhas já foram novas um dia”. Quero escolher a minha melhor roupa por saber que vamos nos encontrar hoje. Quero programar o fim de semana, ver as estreias do cinema, os shows pela cidade, um restaurante pra visitar, e mesmo que eu não tenha dinheiro pra tudo isso, quero a companhia pra gente falar mal sobre a programação horrorosa da TV, aquele negócio de zapear os canais por preguiça de escolher um filme até o: “Deixa no Altas Horas pra gente ver o que vai passar” Sabe isso? Então, isso.

Isso de alguém conseguir te impressionar com a coisa mais óbvia da vida, sabe?
Estou louco pra saber que estou errado em algumas coisas, louco pra ser corrigido, louco pra entender que tudo o que sei não é nada perto do que posso saber, louco pra ser impressionado. Eu já mencionei sobre o quanto eu quero ser impressionado?
E o mais louco é que isso tudo não significa ter 3 formações acadêmicas, falar 3 línguas, morar num bairro legal, ter uma família bonita, ou mais, ser uma pessoa bonita pra render likes em fotos no instagram quando a gente postar selfies juntos, isso tudo significa ser impressionado por quem dentre tantas possibilidades escolhe a mim pra mandar uma mensagem de bom dia, isso tudo significa ser impressionado por quem dentre tantas possibilidades escolhe a mim pra dizer que não vê a hora da semana acabar pra gente se ver de novo. Isso tudo, bem… Acho que já ficou claro o que isso tudo significa.

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A geração “mensagem visualizada”

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=5F2yTYMhoJc&w=560&h=315]

Antigamente as histórias terminavam.
Hoje elas nem chegam a ser histórias.
Era terrível ter que viver aquele momento de “acho que precisamos conversar”, mas no fim, sempre valia a pena ouvir a verdade da boca da pessoa, sempre valia a pena ouvir mesmo sem entender ou concordar. Na verdade ainda vale.
Hoje alguns rascunhos de histórias terminam com uma ignorada na internet, afinal, pra quê se dar ao trabalho de explicar alguma coisa pra alguém, né? É só não continuar um assunto. É só visualizar a mensagem, pois nas entrelinhas já vai estar claro que você não quer mais nada com a pessoa.

Vai estar claro é o caralho, eu digo.

Ninguém tem a obrigação de gostar, mas tem a de respeitar.
A grande bosta de tudo é que raramente alguém se coloca no lugar de outro alguém. É aquilo né, já é um saco ter que lidar com os próprios problemas, imagina então o porre que é se colocar no lugar de outra pessoa pra saber lidar com os delas? Mas o ponto não é esse. O ponto é: “Será que se fosse eu no lugar eu ia gostar?” Mas até chegar nesse pensamento tem aquele: “Ah, acho que já dei a entender”. Não, não deu nada a entender.

Na intenção de melhorar, a gente pode piorar tudo.

Maldito dia em que as coisas ficaram mais fáceis para todos nós.
Pare pra lembrar na última vez que ficou no telefone com alguém até a orelha arder de dor. E aí você revezava as posições no sofá ou na sua cama, tudo pra tentar aliviar o tempo falando e ouvindo sem parar. A gente ficava ansioso em chegar em casa e fazer tudo rapidinho pra ligar pra aquela pessoa especial. Era tipo O MOMENTO SAGRADO DO DIA™. Nada poderia atrapalhar isso. E então tudo ficava lindo depois do “alô”. E muitas vezes havia um revezamento, cada um ligava um dia. Não dá pra generalizar que todo mundo vivia assim, mas muitas pessoas sim.
E aí você olhava a conta do telefone no fim do mês e tinha lá: númerodapessoa-númerodapessoa REPETIDAS vezes. E gerava-se discussões: “Gastou todo o pacote de pulsos do telefone!” e etc. Mesmo assim, as coisas eram mais reais. A gente ouvia a voz. A gente ouvia o som da risada. A gente conseguia perceber pelo tom de voz se a pessoa estava bem ou não.

É claro que isso ainda existe hoje em dia, mas o ponto é que não mais como  já existiu um dia. “Ah, mas agora eu mando áudio do Whatsapp” – e isso é a mesma coisa? Nunca será.
Hoje você pode até falar com a pessoa o dia inteiro.
Só que digitando pelo celular.
Hoje você manda fotos de tudo que está vando no momento que está vendo, raramente rola aquilo de “Hoje a noite te conto”. Hoje você grava o vídeo NA HORA e já manda NA HORA. E isso não é problema, pelo contrário, é muito legal! A gente quer se aproximar mais, ficar ainda mais pertinho todos os segundos do dia.
O problema é isso nos tornar pessoas menos reais.

Imagine o seguinte cenário no Whatsapp:
Você falou com a pessoa, apareceu a notificação do duplo-tique e ela não respondeu. Pior: Aparece “visto pela última vez em xx horas” – depois de você ter falado. A TRETA ESTÁ ARMADA. A treta com você mesmo no caso. Se for alguém que você ainda está se interessando, você naturalmente vai morrer de angústia em esperar pela resposta; se for alguém que você já vive uma história, a mesma coisa, só que vai poder reclamar com mais propriedade. Aí inventaram que você pode esconder esse “visto pela última vez em xx horas”. Agora ficou 10? Ficou massa? NÃO! AGORA PIOROU, porque você nunca vai poder provar se o fulano viu ou não aquela mensagem.

E daí que se você ligar: “te falei uma coisa, mas nem respondeu” vai parecer: 1) grude 2) grude. Só que antes não era bem assim. Antes a gente já meio que ligava direto pra falar alguma coisa. Antes a gente gostava de ouvir a voz.

Perceba nos metrôs e ônibus da sua cidade, quantas pessoas digitam no celular e quantas falam ao celular. Tire suas conclusões.

E então, já na internet, parece que deixamos com que nossas relações se tornassem refém da tecnologia. A gente PREFERE MORRER do que não ter a mensagem respondida depois de visualizada. A gente abre a janela mil vezes pra saber se tem resposta. A gente se vê na loucura com tudo isso.

Por outro lado, esses artifícios se tornaram atalhos para as pessoas covardes.
É atrás de um “meu 3G tá uma bosta, não vi o whatspp” que na verdade está um “eu não quero sair com você, será que não deu pra perceber isso?”, é atrás de um “dei visualizada mas o dia tá corrido, nem consegui responder ninguém direito aqui” que está um “não é importante, não vou responder tão cedo”, só que como a gente não consegue olhar no olho, não dá pra gente discordar e então a gente fica embaixo da chuva de interrogações.

Que saudade do coração e não do <3.
Que saudade do som das risadas e não dos “hahahahaha”.
Eu tenho medo que a gente se perca no meio de tudo isso que veio pra facilitar. Tenho medo que não saibamos mais a diferença entre demonstrar e mostrar. Tenho medo que esqueçamos que UM BEIJO NA BOCA vale muito mais que um =***

Fica o desafio: Pega o seu celular agora, veja sua agenda e não seus contatos do whatsapp, e assim que der, telefone e passe 2 minutos falando com alguém que gosta, sobre qualquer assunto. Fale sobre o último check-in dela, o último post, a última foto do instagram. Sei que pode gastar seus créditos, mas dificilmente será mais de 2 reais. Valerá a pena. E possivelmente você fará uma surpresa muito gostosa pra esse alguém, vai fazer esse alguém se sentir querido e requisitado, vai fazer esse alguém se sentir especial.
Depois dos 2 minutos, você pode continuar a conversa pelo whatsapp. Pode dar “coração” nos check-ins e nas fotos do instagram, pode dar RT no Twitter. Pode curtir um post. Depois dos 2 minutos essas facilidades que estamos envolvidos vão te ajudar a ficar mais pertinho dessa pessoa até os próximos 2 minutos de olho no olho, seja pra falar algo bom, algo não tão bom assim ou pra não falar nada, seja o que for, vai ser mais real que só visualizar a mensagem ou que só digitar agá a, agá a, agá a.

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ATENÇÃO SÃO PAULO:
O que acham de um novo encontro de leitores do blog/livro NESTE DOMINGO?
Deixem seus comentários pra eu saber se dá pra gente combinar! <3

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Fui embora sem nem entrar na sua vida

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=BClFpTijh1Y&w=560&h=315]

Você nem me deu chance de me aproximar.
Quando eu tentava puxar assunto você fazia questão de fugir.
Eu fico triste em sair da sua vida antes mesmo de entrar.
Nem tive tempo de concluir uma opinião sobre você.
Você não me deu chance de te conhecer.
O foda é que eu comecei a me perguntar:
“Será que meu papo é tão bosta assim?”
“Será que eu realmente não sou uma pessoa interessante?”
A gente não tem ideia do efeito que podemos fazer na vida das pessoas.
Para o bem e para o mal.
Nossas atitudes ou a falta delas podem deixar marcas por dias. Ou vidas.
Eu nem tive tempo de pensar se realmente gostaria de ter algo com você. Antes de qualquer coisa eu gostaria de ter te conhecido um pouco mais.
Leio nosso histórico e vejo o seu “mensagem visualizada” no meio do assunto e aquilo me corta o peito feito navalha. Você não tem a obrigação de se interessar por mim, mas acho legítimo se pelo menos conseguisse respeitar o tempo que dediquei pra você. Nas vezes que te chamei pra conversar era com você que eu gostaria de falar, poderia ter chamado qualquer outra pessoa, mas escolhi você pra falar sobre qualquer coisa.
Talvez você seja mais uma daquelas pessoas que se escondem num passado sofrido e em algumas experiências que não deram certo, e por outro lado, aqui estou eu, também cheio de histórias tristes e medos pra contar, mas a nossa diferença é que muito além de pensar sobre o quão difícil é superar isso, eu sempre procuro recomeçar, sempre tento manter minha vida ativa e com novidades que me empolguem.

Eu me coloco no seu lugar. Já houve vezes em que ignorei algumas pessoas que se aproximaram de mim, mas como eu disse, isso pode acontecer, ninguém tem a obrigação da gostar de ninguém, mas em todas essas vezes que mencionei, fui honesto e encontrei um jeito de deixar claro que aquilo não me interessava para a pessoa não continuar se esforçando em vão. O que eu fiz? Não tem receita. Mas eu me afastei devagar, não deixei perguntas sem respostas, mas fui sucinto em todas elas.
Só que você preferiu me deixar aqui perdendo tempo com você. Como se eu tivesse uma vida inteira pra te esperar, como se eu fosse obrigado a ter que engolir o seu jeito. E sério, eu não sou, ninguém é.
Naturalmente fico pensando em quantas pessoas já estiveram no meu lugar com você, em quantas pessoas estão esperando até hoje uma resposta sua. Você não tem o direito de controlar vidas – e é claro que sabe que controla! Ter alguém sempre conversando com você é alguém que te colocou dentro da própria vida e qualquer um enxerga isso.
Eu te vejo postar músicas e fotos e penso: “será que vai mesmo ignorar tudo que eu disse?” e é isso que você faz, você simplesmente ignora, afinal, eu nem cheguei a fazer diferença na sua vida, afinal, se eu passar 1 mês sem postar nada e estiver morando a 7 palmos do chão, também não vai te fazer diferença, afinal, pra você, o mundo todo gira ao seu redor, é esse mundo que deve ter servir e fazer seus gostos. Você não sabe a merda que está fazendo com as pessoas! Você não sabe como me fez passar! Você nunca vai fazer ideia do quanto!
Eu sei muito bem que isso tudo pode parecer exagero aos olhos de fora, mas eu quero que se foda, o que eu quero dizer e gostaria muito de esfregar na sua cara é que você não tem o direito de fazer as pessoas de idiotas com seus caprichos. Você não tem o direito de pensar que o seu “ah, depois respondo” e nunca mais responder é aceito da forma que imagina por todas as pessoas.
Eu só queria ter conversado, eu só queria ver até onde essa conversa ia dar, mas você mal me deixou explicar com o que trabalho. Como é que dá pra garantir que pelo menos amigos nós não poderemos ser?
Você deve fazer parte das pessoas mais covardes que já conheci. Só pode ser.
Você deve ser daquelas que só quer a vida do jeito que gostaria que fosse. Você é quem ouve refrões de saudade e se esconde atrás de cada um deles implorando pra um passado voltar, mesmo sabendo que nunca mais vai voltar. Você deve ser dessas pessoas que revê fotos e se enterra em cada uma delas, mesmo sabendo que são e pra sempre serão só fotos. Você está pouco se importando com as possibilidades da vida. Você ainda tem a moral de aconselhar os amigos sobre como podem lidar com seus próprios casos, mesmo sabendo que existem casos seus que você não soube lidar. Você deve ler e compartilhar textos cheio de indiretas, alimentando assim um ciclo super negativo de pessoas que espalham coisas que não agregam em nada, mesmo sabendo que antes de qualquer texto fazer sentido pra você, você é quem deve fazer sentido pra própria vida. Mas que diferença faz eu falar tudo isso?
Você nem me deu chance de me aproximar.
Você nem me deu chance de tentar te conhecer.
Você nem me deu chance de te dizer o quanto esse seu jeito pode te prejudicar.

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Você não é uma pessoa pra qualquer pessoa

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Faz tempo que as coisas não dão certo, eu sei.
Mas o que é dar certo?
Enquanto durar significa que tem dado certo, mas o seu caso eu sei, é que as coisas tem dado menos certo do que você gostaria, menos certo que nem chega a se tornar enquanto.
E pra você é tão difícil ter que recomeçar cada uma das vezes em que nada da certo. Saber o que falar e como falar, como se mostrar alguém interessante para alguém que você acha interessante.
A pressão do mundo, por sua vez, não colabora.
Os padrões sobre como ser uma pessoa interessante te empurra de cima do viaduto com a cara no chão.

É preciso ter um corpo bonito.
É preciso ter uma casa legal.
É preciso ter dinheiro para fazer coisas ainda mais legais.
É preciso ter roupas de boas marcas.
É preciso ter um celular que te ajude a mostrar tudo isso.
Mesmo?

As pessoas dão a entender que o importante hoje é aparentar mais e ser menos.
E nesse meio tempo está você tentando ser real. Eu te entendo.

Então é natural você se apegar nas vezes em que as coisas deram certo.
Você se abraça numa lembrança tão forte como se pedisse para que ela voltasse a ser real. “Eu quero viver aquilo de novo!” sua cabeça entoa sem parar.

E todo mundo te acha uma pessoa incrível.
Reconhecem seu valor, demonstram que gostam de estar ao seu lado, mas nem sempre sabem como colaborar. “Você é uma pessoa incrível, logo mais aparece alguém bacana pra você” é o que te dizem como se você estivesse implorando por uma reposta, como se estivesse pedindo ajuda de alguém. Essas são as pessoas e a terrível mania em julgar o mundo de acordo com o mundo delas. Então você se defende e se esconde.

Você evita socializar.
Você evita se expor com medo de que te machuquem, ainda que sem querer.
Você evita até mesmo ser você para assim evitar o risco de que talvez sintam pena de você.
É que você não sabe se consegue recomeçar de novo.
Você foi tão você com alguém que não ligou pra você que agora sente medo de ser você de novo. Então você se retrai. É uma defesa. Se esconde atrás de uma ou duas palavras, de uma saudação tímida.
O louco é que tudo o que você queria era conhecer novas pessoas e conseguir se abrir verdadeiramente para cada uma delas. Um nova pessoa. Mas você também tem medo do que vão pensar de você.

Você quer ter alguém pra conversar, não alguém pra colecionar.

Quando conhece uma pessoa nova renasce em você o sentimento de “será que vai ser com ela?” ao mesmo tempo que o de “essa pessoa jamais me daria bola…” e então você, fica numa cilada entre medos e vontades.

São poucas pessoas que te entendem, menos ainda as que já conseguiu se abrir por inteiro. Primeiro porque você não quer atrapalhar a vida de ninguém com histórias sobre a sua, segundo porque é difícil diferenciar quem está com vontade de te ouvir de quem te ouve para você parar de falar.

Você tem a sua última experiência muito fresca na cabeça.
Foi um momento em que resolver mergulhar como talvez nunca antes numa nova história, ou melhor, numa nova possibilidade, pois história mesmo só aconteceu na sua cabeça. Você foi real por inteiro, foi verdade em cada palavra. A rotina de conversas indicava que as coisas caminhavam para algo que poderia ser real como você tanto sonhava em voltar a viver. Vocês conversavam demais, você contou muitos dos seus segredos. Você fez esforços que nunca fez pra ninguém e deu uma atenção totalmente diferenciada. Colocou na cabeça que seria para essa pessoa a melhor pessoa que ela iria conhecer nessa vida e não mediu esforço pra provar isso. Era um prazer imenso demonstrar que você era real. Era também um estimulante desafio transformar os problemas que ouvia em motivações para ela encarar o dia. Você foi incrível!
Mas no relógio da vida vocês estavam em horas diferentes.
Então você desmoronou ao descobrir.
Desmoronou de ódio por dedicar tanto tempo para nada! “DE NOVO CARALHO?” bradava para si. Foi mais uma vez em que as coisas não deram certo como gostaria. Pelo menos não ainda.

Faz tempo que as coisas não dão certo, eu sei.
Mas faz tempo que você sabe que é a melhor pessoa em fazer as coisas darem certo pra alguém também; nós sabemos.
Você não é uma pessoa pra qualquer pessoa, no fundo, sabe disso.
Mas ao mesmo tempo que sabe, você sente uma raiva por ver que o seu relógio parece ser o mais atrasado entre todos os outros que conhece. Parece que a vida funciona mais devagar pra você. E não é só sobre ter alguém, você olha ao redor da sua vida e vê outras questões pra ter que lidar mas só enxergar dificuldade.

A vida não está fácil, mas quando foi?

Nós somos tudo o que temos nessa vida.
E sabendo disso, somos responsáveis em cuidar de nós mesmos; responsáveis em enxergar quando erramos e em reconhecer de tudo bom que temos.

Você é a melhor pessoa da sua vida.
Não tem ninguém no mundo que possa te fazer mais bem do que você mesmo.
Isso quer dizer que nessa busca eterna que é encontrar alguém pra acompanhar a nossa vida, você nunca pode esquecer que demore o quanto demorar até que alguém apareça, dure o que durar, você sempre terá você mesmo, você sempre deve se bastar, você sempre deve ter em mente tudo de bom que quer espalhar para o mundo, e sobretudo, você nuca deve esquecer de fazer a sua parte para que a vida a faça dela.

Não precisa ter pressa em viver.

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Primeiro tenta, depois vê no que vai dar

Você é reativa demais.
Eu não consigo quebrar esse seu gelo todo do seu jeito.
E a merda é que fico em dúvida se o que sente é repulsa pela minha aproximação ou se é aquilo: o medo de sofrer de novo.
Mas como é que eu vou conseguir te provar que eu não quero te fazer mal?
Como eu vou te provar que minhas gentilezas são por você e não por vontade de querer transar com você depois e ser só mais uma na minha vida?
Eu me pergunto um milhão de vezes sobre o quanto eu ainda vou ter que me esforçar pra mostrar que a minha intenção é te fazer sentir especial.

Eu imagino as coisas que deve ter vivido, imagino os desgraçados que devem ter passado pela sua vida – imagino os ótimos momentos também -, mas é injusto me colocar na luta contra o seu passado, que aliás, eu nem quero lutar. Não é uma força que eu quero gastar. Eu não quero ocupar o lugar de ninguém. Eu não quero te fazer esquecer nada. Eu gostaria que olhasse pra mim.

Eu fico irritado por quê como qualquer pessoa fico procurando resposta, fico tentando entender onde diabos estou errando, e com isso, acabo me sentindo uma bosta de você. “O problema não é com você” – você pode me dizer, mas em quem é o caralho desse problema? Se é em você, porque raios você não se ajuda?

É didaticamente mais fácil resolver um problema quando somos nós mesmos quem o criamos.

COMO É QUE VOCÊ VAI SABER QUE EU VOU TE FAZER MAL SE VOCÊ NEM DEIXA EU TE MOSTRAR QUEM EU SOU?

Sabe, eu te entendo.
Eu sei que hoje em dia “a maioria” das histórias passam por esse roteiro onde o homem se faz o melhor homem do mundo, e depois que transa, ele vira um traste e desaparece, isso quando não fala um monte de bosta. Mas aí eu te pergunto: essa história de “é por isso que não confio em ninguém” vai te levar pra onde? Qual é a solução pra isso? Se trancar em casa, cancelar os perfis nas redes sociais, quebrar o celular e viver só de trabalho? Quem é que consegue isso? Ou melhor, pra que conseguir isso, né? Eu quero dizer que por mais que você tenha se fodido com outras experiências, isso de forma alguma garante que todas as suas próximas serão desastrosas.

“É que sei lá, tá difícil confiar em alguém hoje em dia…”
E qual o parâmetro pra isso? As suas últimas sei lá, 10 histórias?
Os valores foram amaldiçoados.

Estamos tão acostumados com as coisas ruins que sequer cogitamos que as boas aconteçam. Estamos tão acostumados com as pessoas ruins que sequer cogitamos que as boas apareçam.

É uma defesa: Até que prove o contrário aquele cara é um canalha.
Mas isso não entra na minha cabeça. Penso no tempo que se perde com essa conversinha fiada como se fosse mesmo prevenir os dias ruins. Isso não quer dizer porra nenhuma! É justamente pelas pessoas mais filhas da puta que a gente pode se apaixonar. O problema é quando você corta as possibilidades antes delas nascerem.

Eu queria tanto saber mais de você.
Não quero que me dê confiança, quero conquistá-la, mas pra isso, você precisa me ajudar a te ajudar.

Você é reativa demais.
Compartilha frases de efeito mas nem liga para o efeito de cada uma delas.
A impressão que eu tenho é que você quer se comportar como uma pessoa sentimentalmente engajada, cheia de pontos de vistas e verdades sobre as pessoas, mas que no fundo é dominada por um dos piores sentimentos: o medo.
Medo esse que se transforma em covardia num estalar dedos.

O problema é que desse modo você acaba parecendo uma pessoa falsa. Desculpe falar.
Eu não consigo confiar nas suas risadas na internet. Não consigo ver o que te faz bem.
O que eu vejo é só alguém tentando passar alguma impressão que não é o que de fato vive. Alguém que a vida engole pouco a pouco todos os dias com essa rotina de casa para o trabalho, e que vez ou outra, se esconde numa balada qualquer.

Não estou te confessando amor, não estou te pedindo em casamento, eu só estou implorando pra você se permitir viver.

Que graça teria a vida se fosse possível de ser prevista?
Desse modo, a gente saberia como lidar com as coisas ruins. Mas isso nos faria crescer? Quando a gente aprenderia alguma coisa?
Desse modo, a gente saberia como lidar com as coisas boas. Mas a gente seria real ou seríamos robôs com manual de instrução sobre como e quando sorrir?

Eu sou alguém fodido também. Assim como 100% desse mundo já foi ou vai ser em algum momento da vida. Também apostei em pessoas que não me fizeram bem como eu esperava. Também me senti usado. Também pareci um idiota me preocupando enquanto a fulana nem sequer se importava se eu estava vivo.
Mas confesso, tenho uma persistência que às vezes até me irrita.
Tenho 1 milhão de motivos pra desencanar das pessoas e mudar pra alguma aldeia e morar com os índios, mas não é esse tipo de aventura que eu quero pra minha vida.

Os dias bons que já vivi me fizeram ver todos os melhores que ainda posso viver.

E por isso eu sigo tentando.
Por isso eu te dou tanta atenção, por isso eu demonstro que gosto e me preocupo com você. Por isso eu gosto de dividir meu dia com o seu, assim como já dividi com outras pessoas. Por isso eu recomeço e volto e contar desde o começo a minha história pra você. Por isso eu não ligo em passar por todas aquelas fases de quando a gente está conhecendo alguém. Por isso eu não me importo em fazer de novo tudo que já fiz por um monte de gente, onde algumas vezes deu certo, outras nem tanto. Eu não paro de tentar, é neste mundo que eu vivo e é nele em que eu vou viver mais dias felizes. E eu ia achar incrível se você conseguisse pensar sobre isso que estou te falando.

Não tem como ir num aeroporto e pegar um voo para marte pra tentar ser feliz lá.
É aqui mesmo onde a vida acontece. Entre as pessoas que já nos foderam um dia, as que nos fizeram bem e as que ainda nem conheço. É tudo neste mesmo mundo.
Não precisa concordar, mas pensa em tudo isso pelo menos.
Você é especial demais.

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Menos likes nas fotos, mais likes na vida

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=gw8HuqP9XjA&w=560&h=315]

A gente não quer só dizer que está tudo bem; responder ao perguntar “tudo e você?”
A gente não quer essa coisa de “vamos marcar um dia” e perceber que na verdade esse dia nunca vai chegar. Ah, a gente não quer mesmo.
A gente ama marcar e realmente comparecer nas coisas marcadas.
A gente é o tipo de gente que gosta de ter gente por perto.
Gente de verdade, sabe?
Gente imperfeita, que erra, mas tenta acertar com vontade.

Bem que por um lado seria mais fácil exigir menos e só viver por aí beijando bocas.
E dia seguinte postar um “gente, o que eu fiz ontem?” igual as pessoas fazem, né?
Mas a gente não gosta muito disso não. “Então vocês são santos?” Pelo contrário.
A gente coleciona boas aventuras, lembramos de alguns beijos, de outros nem tanto, porém. É que funciona assim:

Se for pra gente ter qualquer coisa é melhor a gente nem ter nada.

Essa história de curtir a vida do jeito que se curte um pacote de salgadinho não é muito a nossa praia. Por isso a gente é meio exigente sobre o que queremos.
Mas evite confusões: a conotação do verbo “exigir” aqui configura em algo parecido com almejar, ou seja, é que a gente sabe bem o que quer e não aceitamos nada menos que isso.
“Nossa, mas o que tanto vocês querem então?”

A gente quer quem queira a gente. No fim, é só isso.

Esse alguém pode ser bem diferente da gente.
Pode gostar de refrões que não achamos graça e pode amar filmes que nunca vamos assistir, isso nem importa, desde que esse alguém goste da gente.
Dá pra ver como é bem simplista no fim, né? Não tem exagero nenhum não.

Com alguém que goste da gente fica mais fácil viver a vida de um jeito mais contente.
Pois sabe como é né, é bom demais ter uma risada pra acompanhar a nossa e ter uma mão pra aquecer tipo nessas noites de inverno. É bom demais dividir o edredom e dormir feito uma pessoa só. Isso é realmente bom demais.

Essas coisas acontecem quando a gente tem alguém que gosta da gente.

Também é por isso, no entanto, que a gente fica tão triste com algumas coisas.
Dói demais conhecer alguém que se parece bacana e depois ver que esse alguém não dava a mínima pra gente, sabe? É chato porque a gente gosta de se dedicar pra caramba. A gente é meio cafona. A gente gosta de pedir pra avisar quando chegar em casa, a gente termina as frases não com um =) mas com um <3.
Olha, pra gente isso se chama carinho, mas tem que não goste tanto assim.
Tipo aquelas pessoas que veem a forma da gente cuidar como uma forma da gente se apropriar. E aí dá um nó cabeça: ué, a gente não tem poder de se apropriar de ninguém, pra quê pensar assim? Essas pessoas são estranhas. A gente acha que elas tem medo de pessoas como a gente; de pessoas reais.

A gente sofre tanto, vocês nem fazem ideia do quanto.
Não entra na nossa cabeça como alguém pode ler a nossa mensagem e não responder. É claro que a gente sempre espera uma resposta boa, mas melhor que isso é ter pelo menos uma resposta, seja qual for. Mas tem umas pessoas que perdem tempo jogando ao invés de ganhar se divertindo. Esse negócio de “não vou ligar porque já liguei muitas vezes” não cola muito com a gente. E aliás, a gente gosta mesmo é de quem toma uma atitude, sabe? Nossa, como a gente gosta! É outra coisa boa da vida: alguém que diz pra gente o que sente; alguém que diz que tá com saudade da gente e como fazemos falta. Ou até mesmo alguém que diz pra gente quando erramos. No fim das contas as coisas são meio práticas, né? Pra gente é, mas tem gente que gosta de dar uma complicada, vai saber o por quê.

Sim, a gente imagina um mundo bem bonito.
É que pra gente funciona assim: fazemos com as pessoas o que gostaríamos que elas fizessem com a gente. É tipo o 2+2=4 do coração, sabe? Por isso que às vezes o mundo parece mais legal pra gente. A gente primeiro mergulha nas pessoas, depois a gente vê se vamos nos afogar ou nadar. E deve ser por isso que muita gente torce o nariz porque a gente gosta de postar frases e músicas bonitas. Ué, o que a gente mais gosta é de espalhar coisas boas. Pra que dar atenção para as coisas ruins? As pessoas parecem gostar de sofrer, enquanto a gente gosta de viver.

A gente não quer só dizer que está tudo bem; responder ao perguntar “tudo e você?”
A gente não quer só o “visto por último tal hora” (que aliás agora dá pra esconder, né?).
A gente não quer só esses likes nas nossas fotos, a gente quer like nas nossas vidas.
A gente não quer só puxar assunto, a gente quer ser puxado também.
A gente não quer só chamar pra sair, a gente quer convites também.
A gente quer a vida real; a gente quer quem queira a gente.
A gente quer você se você mostrar que quer a gente.
Provavelmente a gente seja eu e você.
Nós, todos uma coisa só.

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Compre o livro “Um Travesseiro Para Dois”:  
Márcio Rodrigues. – 
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Histórias iguais, páginas diferentes

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=LR8VQMYmirg&w=560&h=315]

E aí está você: colecionando milhares de tentativas nessa vida.
Algumas com final feliz, outras nem tanto.
Ou melhor, algumas com final que gostaria, outras nem tanto.
A vida acontece como a gente precisa, raramente como a gente gostaria.

Você é aquela pessoa que se emociona com os filmes.
Aquela pessoa que ouve um refrão bonito e trata de mandar para os amigos: “Ouve isso que demais!”
Eventualmente você compartilha algumas frases bonitas; é o tipo de coisa que te inspira.
Você é uma pessoa normal, não tem nada de muito estranho não.
Como qualquer pessoa normal, você gosta de tirar muitas fotos.
Um dia do céu azul da manhã, outro das frases nos cartazes colados nos postes.

E muitas vezes, muitas mesmo, você se pergunta sobre como as coisas acontecem na sua vida. Se questiona sobre a velocidade com que as coisas boas demoram pra chegar e sobre como vão embora rápido. Um metrô ou ônibus qualquer são lugares perfeitos para estes pensamentos te acompanharem. Você gosta de pensar.
Quando a dúvida te afoga, você conversa por horas com alguém que tem sua confiança. E isso te faz bem. Isso te alivia.  “Meu, sério, preciso falar com alguém se não vou explodir!”

Mas também, pudera, nosso ponto de vista nunca é tão bom que não possa ser completado por outro.

Você raramente se contenta com as coisas.
E isso tem um lado bom e ruim.
O bom é que você sabe que sempre pode melhorar alguma coisa. Você entende que se teve um dia bom, pode ter um melhor ainda amanhã. Você se inunda com uma vontade de ser feliz que é honestamente contagiante. As pessoas percebem isso na forma que dá bom dia. Seus amigos percebem isso nas músicas que posta. Sua família posta isso na forma que cuida e organiza suas próprias coisas.

O lado ruim é que você custa a se convencer que algumas coisas são apenas coisas, assim mesmo, indefinidas, rasas e genéricas, portanto, coisas. E então você procura motivos que justifiquem e muitas das vezes você se torna a sua própria ameaça. Então você começa a se ver como a pior pessoa desse mundo. Você se acha uma pessoa feia, desinteressante, transforma seus defeitos em monstros que te impedem de viver, se afunda em pessimismo gratuito e fica lá enquanto durar.

E normalmente isso acontece quando entra alguém na sua vida, seja você querendo ou não, você estando num momento “quando eu mais precisei”, “quando eu menos esperava” ou não.

Nossa vida é um eterno livro branco onde escrevemos páginas novas todos os dias. Às vezes aparece alguém pra gente ler sobre o que já escrevemos e nos ajudar a escrever algo novo, mas da mesma forma que veio, esse alguém vai embora. Às vezes tentando rasgar o que já escrevemos, às vezes tentando rasgar o que nem escrevemos ainda. Mas o nosso livro continua lá, intacto. E por mais que o machuquem, o que as palavras querem dizer estão dentro da gente.
Isso quer dizer que tem gente que aparece na nossa vida pra somar. E aí essa soma acaba. Então esse alguém vai embora. Mas nós continuamos lá: vivendo todos os dias, pagando todas as contas, dando todas as risadas, postando todas as músicas, indo em todos os lugares, nós continuamos lá fazendo a nossa vida continuar.

Acontece que tem vezes que encontramos pessoas iguais a gente mas que estão em momentos diferentes da vida. Existe alguma novidade nisso? Isso é algo que você não sabia? Mas por quê fazer do inferno uma das mais repetitivas fases da vida? Vidas iguais, caminhos diferentes. Histórias iguais, páginas diferentes.

O problema é quando você não se conforma e praticamente se mata para querer entender o por quê de algumas coisas acontecerem. Liga para deus e o diabo atrás de alguma palavra que te faça pensar: “ah, então é por isso”, mas você nunca, entenda, NUNCA vai encontrar. É que o entendimento depende de pessoa para pessoa. As experiências podem ser compartilhadas mas são intransferíveis.

Somos pessoas iguais consumindo as mesmas vidas de jeitos diferentes em diferentes momentos.
É isso que justifica o fato daquele seu melhor beijo da vida ter sido só mais um beijo pra alguém. Então se pra você foi o auge conseguir se entregar e transar com aquele alguém, pra este alguém, por sua vez, você foi só mais um momento pra colecionar.
Se pra você foi incrível planejar, fazer convites e a pessoa aceitar, incluir a vida dela em todos os dias da sua, e então vê-la sumir jogando tudo e todos pro alto, pra esse alguém você pode ter sido só mais uma série de momentos legais pra viver.
Não tem que querer entender nada. Não tem que procurar resposta pra porra nenhuma. E se ao procurar e supostamente encontrar como vai poder usar? “Ah, pelo menos vou saber como lidar na próxima vez!” Não vai saber merda nenhuma. Você pode até bater o pé e se garantir como alguém que não repete erros, até aparecer a chance de errar de novo. Sem contar que amanhã pode ser você quem vai transar por transar com alguém que espera te ver de novo sem você saber.

Você nunca vai saber quando vai gostar, muito menos quando vai esquecer. Você só vai viver.

O problema não é com você.
E nem de ninguém, na verdade.
Você é só mais uma pessoa ansiosa em viver a parte boa da vida, mas que depois se questiona quando não saem como o esperado. Você é só mais uma entre 100% de todas as outras desse mundo que agem da mesma maneira. Você é normal. Sua vida não é pior por isso e as coisas não dão menos certos pra você. São pessoas diferentes em diferentes páginas da mesma vida.

É melhor deitar com a companhia da paz do que de qualquer pessoa.

E aí está você: colecionando milhares de tentativas nessa vida.
E que bela coleção já tem, não?
Você já tirou alguma foto do céu hoje? Alguma frase num cartaz no poste?
Não vale gastar vida procurando culpados, é melhor aproveitá-la estabelecendo privilegiados e se preparando para os escolhidos.

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Márcio Rodrigues. – 
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Eu até posso tentar outra vez

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Mas esta vai ser a sua última chance.
Eu estou honestamente cansado de tentar e tentar nessa vida, mas se o que eu quero é mais dias de felicidade, não há outra escolha: é neste mesmo mundo que tanto me cansa que eu devo continuar tentando.

Mas eu gostaria que prestasse atenção em umas coisas antes.
Primeiro quero que entenda que é fundamental que saibamos nos colocar um no lugar do outro. Ninguém aqui é perfeito. Não estamos competindo pra saber quem erra mais. Se a gente brigar, os dois perdem. Se a gente se acertar, os dois ganham. Comigo não tem essa de se fazer de difícil.

Eu não gosto de perder tempo fazendo joguinhos, gosto de ganhar tempo fazendo coisas boas.

Entenda também que o meu tom não é autoritário, mas é um tom de alguém esgotado.
Sabe, me ver de novo nessa situação e todo esse nosso desgaste me faz pensar um milhão de vezes se eu devo tentar mesmo alguma coisa.

Antes de querer amor, eu quero paz.

E às vezes a gente esquece, mas a melhor paz é que temos com nós mesmos.
Por isso já pensei se de repente não seria o momento de eu parar as coisas e colocar minha cabeça no lugar, sei lá. Pensei se não seria o momento de eu me acalmar até me sentir preparado em mergulhar numa história, logo agora que estou me recuperando de quase ter morrido afogado em outra.

O que sentimos contradiz qualquer teoria.

É por isso que estou disposto a assumir o risco por não saber como vai ser; disposto a recomeçar mais uma vez. E não por você, nem por mim, mas sim e exclusivamente pelo que sinto.

Nada é mais valioso que respeitar os próprios sentimentos.

Eu só não quero que você ignora tudo isso.
Se estamos nos permitindo é porque acreditamos na história que construímos.
Mas eu não quero me sentir aliviado por colocar outro pensamento no seu lugar. Não quero ficar mais contente quando estamos longe do que quando estamos perto. Pra mim não faz sentido, mas era isso que eu sentia.

Às vezes dá pra dizer que segundas chances valem mais que as primeiras.

É que ao tentar de novo, você já tem consciência dos prós e contras, mas mesmo assim você aposta na continuidade, você aposta nos esforços, e sobretudo, aposta em tudo que está sendo sentido. É muito difícil dar outra chance, mas sempre será honesto.

Toma cuidado ao fazer qualquer coisa e pensar que não vai me chatear.
Nunca será possível prever. E esse é um direito que eu também não posso ter.
A melhor das suas intenções pode proporcionar a pior das sensações em mim.

A gente pode até não saber como acertar, mas a gente sabe muito bem como evitar errar algumas vezes.

Isso significa que sim, o seu “oi” seco quando eu te cumprimentar pode ser evitado ao invés de você vir com um monte de justificativa de “estou normal”. Você sabe muito bem que isso pode ser mal interpretado. Isso significa que sim, o seu “visto pela última vez tal hora”  ou o tíque-duplo no Whatsapp pode me arrancar o peito de tanta raiva se eu tiver te feito uma pergunta e você não responder. Mas claro, com a exceção de alguma indisponibilidade. Me refiro aqui em a gente se esforçar para evitar explicar depois se podemos resolver agora. Me refiro em a gente entender que “depois respondo” pode proporcionar uma angústia sem tamanho para quem espera resposta. Qualquer 5 minutos no banheiro é tempo suficiente para responder pelo menos que não dá para responder agora.

Sabe, essas coisas são pequenas demais diante do que é viver uma história com alguém. Mas por outro lado, são exatamente essas pequenas coisas, ou melhor, é exatamente a soma de muitas pequenas coisas que se transformam em coisas enormes e que resultam em um dos piores sentimentos em qualquer relação: o desgaste.

Um bolo cortado nunca mais volta a ser inteiro de novo.

Então acredito que sempre vale pensar duas vezes, se não duas, trezentas vezes, antes de qualquer menor tentativa de deixar alguém em segundo plano, de me deixar em segundo plano, de eu deixar em você em segundo plano.

Isso tudo que peço pra você são coisas que tenho a obrigação de fazer também.

A gente pode tentar de novo, eu só espero que não cometamos os mesmos erros de novo.

Não dá pra gente saber como vai ser daqui pra frente, mas dá pra gente saber como queremos que não seja.
E isso já faz toda a diferença.

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Márcio Rodrigues. – 
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Essa pessoa não quer sair com você

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Uwy_8O_3mWk&w=420&h=315]

É isso.
Por mais cruel que seja é exatamente isso.
E é claro que você tem o direito de não se sentir bem com isso. Quem sentiria o contrário?
Mais do que qualquer pessoa, você sabe bem de todos os esforços que fez para se mostrar uma boa pessoa. E tudo é tão legítimo, sabe?
Nada foi em vão, pois em tudo você foi real. E no fim as pessoas reais sempre vencem.

Nós sabemos que você tentou muitas coisas.
Sabemos que quando os assuntos pareciam acabar, você tratava de inventar alguma coisa nem que fosse mostrar uma música que gosta ou algum vídeo engraçado, sei lá, qualquer coisa para entreter e manter a conversa gostosa.

Você foi a melhor pessoa que essa pessoa poderia merecer.

Eram inúmeras as janelas no chat falando com você, mas só aquela importava.
É que você se dedicava em dar atenção. Num mundo onde as pessoas mal dão abraços, dar atenção é algo de extremo valor. Entenda também que a sua preocupação sempre foi muito bonita. É incrível ter alguém que se preocupa com a gente.

Você fazia bem em perguntar como tinha sido o dia.
Muitas vezes são as perguntas mais bobas que a gente precisa.
Se preocupar é o mínimo, se dedicar é o máximo.
O “tudo bem com você?” pode ser tranquilamente substituído por um “tem uma música que me lembrou você.”; o “como você tá?” pode ser tranquilamente substituído por um “estou aqui pra ter certeza de que está bem”.

O valor está no percurso e não na chegada; está no seu jeito de fazer aquilo que todo mundo faz de qualquer jeito.

Você não errou em nada. Você acertou com a pessoa errada.
É que essa pessoa simplesmente não quer sair com você.
E isso é mais uma daquelas terríveis e certeiras coisas da vida que a gente tem que incluir no: Faz parte. Isso faz parte.

Sua cabeça tem o direito de dar um nó também.
Volta a lembrança de tanto e tanto tempo conversando, sobre tantos e tantos assuntos, horas, expedientes inteiros, de pé no metrô, na cama antes de dormir, pouco depois que acorda, e tudo se repetindo de novo, dias, dias e mais dias sem dar em nada.

A melhor parte em se dedicar pra alguém é a certeza que criamos para nós mesmos sobre como conseguimos ser pessoas DO CARALHO pra alguém, sabe? Tipo, você sabe exatamente quão especial se mostrou pra essa pessoa. Você acompanhava as estreias do cinema, as novas exposições na cidade, os shows, os restaurantes, você estava atento à tudo e sempre tentava dar a dica esperando um “vamos combinar um dia”?, mas esse momento nunca chegou.

– nossa, isso é muito legal! =)
– é sim, vamos combinar um dia?
– vamos!

E fim.
Nesse momento milhões de possíveis casais deixam de ser formados, milhões de possíveis famílias deixam de ser constituídas, milhões de incríveis momentos deixam de ser vividos, milhões de infinitas risadas deixam de ser dadas, milhões de deliciosas noites de sexo deixam de ser vividas, milhões de voltas pra casa deixam de ser compartilhadas, milhões de infinitos tudo de bom deixam acontecer. E os motivos são outros milhões que variam de pessoa pra pessoa.

Tem quem goste de ter você nas mãos.
Este tipo de gente é muito perigosa.
Essas pessoas seduzem sendo gentis e miseravelmente atenciosas e então nos vemos lá: entregues à todas as conversas e com 100% da nossa atenção e tempo dedicados. Não passamos de dez segundos de mensagem visualizada sem que possamos interagir de alguma maneira. Somos nós tentando mostrar que somos reais; são eles vivendo o que eles querem, do jeito deles e quando é conveniente.
E então você começa a perceber que seu papel na vida dessa pessoa era só alguém pra falar coisas bonitas e perguntar como foi o dia. Você começa a perceber que essa pessoa não te fala nada bonito e muito menos pergunta do seu dia, mas você AMA quando ela te dá um “Oi” naqueles dias que você está certo de que não vai puxar assunto. Eis você: refém das migalhas. Real, entretanto, mas ainda assim refém.

Tem também o tipo de gente que pega ainda mais pesado.
São as pessoas que falam coisas que você sempre quis, agem de um jeito que sabe que vai te comover, se vendem como alguém muito interessante, te seduzem com pouco, perguntam do seu dia (incrível!), perguntam da sua vida, aparentemente cuidam de você, mas no fim, essas pessoas só querem ter o gostinho de controlar as coisas. Muitas delas estão fazendo as mesmas coisas com outras pessoas no mesmo momento que você.
Essas pessoas buscam completar a agenda. Elas querem te encaixar nos espaços vagos.

Bem, o fato é que essa pessoa não quer sair com você mesmo. É isso e pronto.
Não é adequado pensar que perdeu tanto tempo para nada, é melhor pensar que você tentou, e que não foi uma vez, nem duas. Você deu indiretas, você deu diretas, você deu margem para que ela fizesse a parte dela para pelo menos TENTAR. Mas ela não quis. Essa pessoa que você queria tanto sair pra conversar não quer sair pra conversar com você, com outra pessoa talvez, mas com você não.

Dentro da frustração que pode te invadir, reserve espaço para o seguinte sentimento: o azar é dessa pessoa que não quer sair com você. Por mais que você estivesse cheio de intenções e desejos, nada se confirma sem que exista a possibilidade. Vocês poderiam ter saído e de repente você nem se interessar mais tanto assim, mas por outro lado terem aproveitado uma nova experiência nas conversas de sempre entre vocês; uma experiência real. Ou, sim, você poderiam ter saído e teria sido só a primeira noite de uma nova história entre vocês dois. Mas não é possível beijar uma boca se ter uma para beijar. Isso significa que por mais que você faça a sua parte perfeitamente, se a pessoa não fizer a dela, nada acontece.

O tempo pode mudar muitas coisas e o peso do arrependimento é implacável, mas o fato é que hoje essa pessoa não quer sair com você.

Mas isso tudo não é motivo para você deixar de ser a pessoa que gostaria que saísse com você. Seja essa pessoa.

tumblr_l7767sadEu1qd6h34o1_500_largeMárcio Rodrigues. – 
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