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Então me resta partir dessa pra uma melhor

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=HLWE5l7i47E&w=560&h=315]

Acho que já deu pra mim
Assim mesmo, na prática e sem palavra bonita.
Passei grande parte da minha vida esperando as coisas acontecerem do jeito que eu gostaria, e sabe o que ganhei no fim? Isso mesmo: nada.

Eu não aguento mais lidar com tudo isso.
Tem uma angústia aqui dentro de mim que faz eu me perguntar todos os dias porque estou fazendo isso comigo.
Gostaria de poder dormir hoje e acordar com tudo isso resolvido, mas eu sei que amanhã vou acordar com os mesmos problemas e preocupações. Fugir é solidão.

E ninguém tem culpa.
Eu mesmo que criei os fantasmas que me assustam todos os dias e me acompanham na volta pra casa quando me vejo no vidro do ônibus e do metrô. Me vejo no vermelho do semáforo e me vejo no choro da criança. Eu me vejo como uma derrota.

Eu tenho medo de um milhão de coisas.
Tenho medo até do que não pode mais me machucar, tenho medo do passado ao imaginar que talvez possa comprometer meu futuro. Tenho medo das pessoas que prejudiquei. Nós prejudicamos as pessoas, mesmo que sem querer. Eu já falei tanta bosta pra tanta gente. Eu já quis ter tanta certeza das coisas. Já perdi tanto tempo de tesão por querer ter razão. Eu já fiz tão mal.

Lembrar me faz sofrer.
Mas eu preciso lembrar pela última vez. Eu preciso cutucar toda essa minha ferida que eu não deixo cicatrizar.
Lembro de cada uma das vezes em que preferir dificultar ao invés de facilitar. Sei lá por quê, ou melhor, eu sei bem sim, negar é me enganar. Eu queria ter o gosto do “mais difícil”, eu me cegava na ideia de que se fosse fácil demais não seria tão bom, como se tudo fosse uma competição onde eu sempre sairia em vantagem. Milhões de vezes que eu disse estar sem sinal no celular na verdade eu não queria atender. Milhões de vezes que eu falei “a gente combina qualquer dia” eu queria dizer “qual a chance de eu sair com você?”. Milhões de vezes que eu falei “ah eu também” quando me diziam sentir saudade de mim eu queria dizer “eu não penso em você nenhum segundo do meu dia, desculpe”.

Eu já fiz tanta merda.
Cada uma dessas minhas lembranças me corta o peito feito navalha, mas eu preciso ver o sangue escorrer já que eu não aguento mais viver tudo isso.
Eu já falei “também te amo” só pra evitar o constrangimento de ouvir e não retribuir. Não amava coisa nenhuma, mas me fazia mal ver a pessoa me falando com tanto sentimento e eu com sequer vontade de tocar nesse assunto.

Será que eu sou a pior pessoa desse mundo?
Amplo demais pra garantir, mas eu tenho certeza que fui por um segundo a pior pessoa do mundo pra alguém.

Quem me vê rindo de quase qualquer coisa não sabe o quanto eu já prejudiquei alguém. Eu menti. Eu disse que estava num lugar x pra evitar briga, mas na verdade eu estava num lugar y mas mentia pra não magoar. Eu já disse “isso é coisa da sua cabeça, não tem nada a ver” mas eu não fazia nada para evitar aberturas. É tanta coisa, mas tanta.

Eu já postei coisas que eu nunca vivi.
Sei lá, nessas de querer me mostrar uma pessoa interessante eu já postei músicas que nunca ouvi, já falei de filmes que nunca assisti, já comentei de livros que nem sequer sei o nome direito. Quanta coisa. Eu me perdi tentando encontrar alguém.

É por isso que agora eu quero dar um fim nisso.
Por isso que não me vem à cabeça outra saída a não ser evitar com que o mundo ainda tenha que lidar comigo. Por isso que eu cheguei a conclusão de que eu estava prejudicando mais do que ajudando qualquer outra pessoa nesse mundo.
Eu não aguento mais. Ninguém me aguenta mais.

Então me resta partir dessa pra uma melhor.
Eu não posso mais continuar.
Chegou a hora de mudar tudo que eu já fui.
Não quero ser responsável em piorar o jeito difícil que a vida já é. Não quero mais ir dormir com vontade de falar alguma coisa e não conseguir. Não quero mais deixar de falar algo que eu sinto com medo de assustar ou com medo de chatear, desde que seja verdade tudo que eu sentir.

Eu quero ser uma nova pessoa.

Quero convites pra sair, quero motivação pra me vestir melhor, quero saber se alguém gostaria de ouvir como eu vejo o mundo, quero saber como um alguém qualquer vê o mundo. Eu quero apagar tudo que já fui pra ser alguém melhor pra mim e pra todos.

Eu não quero mais me ver nessa merda de joguinho que só atrapalha a vida. Não quero mais dificultar com que a vida aconteça; quero que ela aconteça. Não quero inventar desculpas pra retornar a ligação, não quero deixar a mensagem visualizada, não quero mais comentar pra combinar qualquer dia, quero ser quem tem a ideia e determina a data. Preciso partir dessa pra uma melhor.

Não quero mais ser cúmplice do que eu não sou.
Eu sou imperfeito, uma pessoa recheada de defeitos, mas eu não preciso me preocupar se vão ou não gostar do meu jeito, eu preciso ser real. Eu não quero mais mentir, PRA QUÊ MENTIR? Eu não quero mais fazer com alguém aquilo que eu odiaria que fizessem comigo. Eu estava cego. O mundo girava ao meu redor. Eu quero voltar a ser sincero. Não sou obrigado a aceitar, mas sou obrigado a respeitar. Não quero mais acabar com o dia de ninguém, não quero arruinar planos nem partir outros corações. Não, pelo menos, conscientemente. Se for pra eu errar, que seja um erro natural e não um erro fantasiado de mentira, de joguinho, de conversa fiada, de desculpa esfarrapada ou qualquer coisa que não seja eu mesmo: real e imperfeito.

Eu não aguento mais. Eu quero partir dessa pra uma melhor.
E uma melhor vai ser a próxima vez que eu tiver a chance de mostrar que sou real. Estou pronto pra tentar. Quero me refazer.

Eu quero me orgulhar, quero ser motivo de orgulho, quero uma vida real acompanhado de outra pessoa real. Vou recomeçar.
Já errei muito nessa vida mas eu gostaria de ter a chance de consertar.
Ou de pelo menos tentar uma vida melhor.
Quero partir dessa fase para uma melhor.

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Márcio Rodrigues. – 
foto: tumblr.
instagram: @marciorodriguees
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Eu te amo pra sempre até aparecer alguém de novo

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Rn_-FgydQjo&w=560&h=315]

Sabe qual é a coisa mais legal da vida?
É que a gente nunca sabe como ela vai ser.
Às vezes, concordo, dá vontade sim de saber como as coisas vão acontecer, dá vontade de entrar na cabeça de alguém e ver o que ela pensa, mas isso nunca vai acontecer. E isso não é ruim.

Algumas das nossas certezas existem até que tenhamos novas certezas.

Indo direto ao ponto:
Se você pensa que só vai amar uma pessoa na sua vida é melhor se rever.
Não dá pra garantir isso, mas dá pra considerar os por quês.
Primeiro porque você não sabe como vai ser amanhã. Fim. Isso é o bastante.

É muito sério quando você se limita a pensar que já viveu a melhor parte da sua vida e sentencia que nunca mais viverá algo igual. É muito perigoso.
Se você tem tanta certeza disso, pra quê continuar vivendo então?
Pra quê tentar histórias com outras pessoas já que você tem tanta certeza que só amou uma na sua vida? Pra passar o tempo? Mas se você sabe o que é amor de verdade, sabe como pode ser intenso a ponto de ser incomparável, pra quê viver alguma história com alguém sabendo que você não vai se entregar? Você faz com os outros o que não gostaria que fizessem com você?

Todo mundo precisa de uma segunda chance.
Até as coisas boas precisam de segundas chances.
É que se melhorar, melhora. Não estraga nada.
Nesse sentido, é sempre melhor quando você sabe do que já viveu de bom mas luta pra viver algo melhor ainda, luta pra se surpreender e ver que a felicidade que já teve não chega nem perto da felicidade que poderá ter um dia.

Amor é liberdade, não prisão.
Bom é ser livre pra amar; e não se prender por amor.

Se não é justo se prender à um passado ruim, imagina então à uma passado bom?
Não faz bem essa ideia de se resumir em “tenho certeza que amor igual àquele eu nunca vou sentir igual”. Também não quero dizer que é pra sair dizendo que ama toda boca que se beija pra ver se sente algo parecido. Não funciona assim.

Quero falar aqui sobre viver os dias.
Sobre a possibilidade real de que sim: se você já teve um amor incrível na vida, você tem altíssimas chances de ter um outro amor parecido um dia e isso é o que deve te estimular à viver histórias.

A melhor parte das coisas boas é confirmar que podemos viver coisas boas.
Se não a gente não precisaria acordar todo dia.

Quando a gente está contente o ideal seria que fizéssemos coisas para ficar ainda mais.
O mesmo serve para quando temos parte de um passado que nos fez bem; se for possível, o ideal é correr atrás pra viver um futuro ainda melhor.

O amor da sua vida existe até que te aparece algum novo.
E isso é tão bom, sabe?
Esse é o lado bom de recomeçar.
Depois que uma história termina é natural que queiramos morrer de tanta dor. Mas depois que o tempo passa, também é natural que sintamos nosso coração bater de novo como bateu um dia. Isso é incrível! É a vida acontecendo como se falasse: “Te reservei uma surpresa boa, vem viver!”.

Então, se você está nessa de pensar que nunca mais vai gostar de alguém como já gostou um dia: saia dessa e entre numa história nova.
Quando a chance surgir – e alias, você deve se permitir isso – dê aquele mergulho como deu no começo do seu amor inesquecível, ou melhor, dê um mergulho maior, capaz de te desafiar, capaz de te mostrar que às vezes é bom estar errado.

Não é pra esquecer quem viveu com você, é pra deixar alguém viver com você de novo.

couple-cute-love-photoMárcio Rodrigues. – www.bit.ly/TUKoPd
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Eu não vou deixar que estraguem tudo

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=bKOqsEh_YRg&w=420&h=315]

Este é um recado pra você que faz pouco do que as pessoas sentem, que faz pouco de qualquer sentimento.
Quero falar diretamente pra você que se acha no direito de entrar na vida de alguém, falar um milhão de coisas, prometer outros milhões e sair depois que o dia amanhece.

A única coisa que temos nessa vida é à nós mesmos e o que sentimos. Não há tempo para esperar por segundas chances. É preciso sim ter cautela e saber se preservar para não meter o pé pelas mãos, mas não há tempo pra “ir mais devagar” quando se está gostando de alguém. Não tem como rasgar o peito, colocar a mão no coração e dizer: “PARA DE BATER, CARALHO!” Será que você não entende? Não há a menor possibilidade de fingir que não se gosta quando se está pensando em uma pessoa mais vezes por dia do que se pode imaginar. Eu não sei como você não consegue enxergar isso.
É uma verdadeira MERDA ter que se controlar pra poder ligar e perguntar como foi o dia ou mandar alguma mensagem surpresa durante o expediente, pois pessoas como você pensam que estamos sendo “grude demais” ou qualquer coisa do tipo. Me desculpa por tentar fazer a sua vida mais especial, então. Me avisa que eu saio dela mais rápido do que entrei.

Falando nisso, eu sinceramente não sei como você lida com a sua vida.
A impressão que eu tenho é que você quer ter tudo nas mãos, quer saber a hora de gostar e a hora de parar de gostar, a hora de dizer que ama e a hora de dizer que não ama mais, a hora de falar que sente saudade e a hora de parar de falar para não parecer estar gostando de mais. Eu não sei. Eu não sei que manual você espera pra viver; não sei como outra coisa pode ter controle mais forte sobre alguém do que o seu coração.

Te admiro porque não consigo ser igual à você.
Você gosta muito de entrar nessa de joguinhos, né?
Gosta de se fazer de difícil, prefere dificultar ao invés de facilitar.
“Ah, pra dar um gostinho, né?”, “Ah, o que vem fácil não é tão gostoso” mas que caralho de pensamento é esse quando se fala de GOSTAR DE ALGUÉM?

Entenda que num mundo entre BILHÕES DE PESSOAS eventualmente você é a escolhida para estar presente de alguma forma nas 24 horas do dia de alguém. Entenda que ninguém escolhe gostar de você, e mais, que muitas vezes se pudessem ter essa escolha você jamais seria essa pessoa. Entenda que se eu te dediquei um minuto do meu dia pra te mandar uma porcaria de mensagem é porque eu gostaria que soubesse que foi só pra você e não qualquer outra pessoa entre todas essas BILHÕES que sabemos que existem.

Presta atenção no que você está fazendo com o mundo.
Esse seu discurso de que ninguém presta está matando as pessoas.
Seus conselhos do tipo “ahh nem liga, deixa que ele (ou ela) corra atrás” estão acabando com uma das coisas mais valiosas das pessoas: a chance de tentar. Evidente que você pode ajudar, você pode opinar se permitido, mas você não obrigatoriamente deve influenciar as pessoas à sua volta com as suas experiências de insucesso. Você não deve espalhar que ninguém presta porque as coisas não tem dado certo pra você. COMO É QUE EU VOU CONVENCER ALGUÉM QUE EU PRESTO SE VOCÊ SÓ AJUDA A ESPALHAR QUE NINGUÉM PRESTA? É claro que, fazendo isso, antes de qualquer intenção minha, as segundas serão as primeiras a serem consideradas. É claro que antes de qualquer tentativa de aproximação já vou ser interpretado como alguém novo QUE NÃO PRESTA de novo e que quer FODER com a vida da pessoa.

O vício em espalhar as coisas que dão errado anulam as possibilidades de dar certo.

As coisas podem estar difíceis, mas você não precisa piorar.
Eu não acho justo que você brinque com os sentimentos, pois não sei se sabe, você pode INFLUENCIAR pessoas e a sua vida pode parecer estímulo para outras pessoas. O que isso quer dizer: GRANDE BOSTA você postar suas fotos na balada como se a sua vida fosse a mais feliz e ao chegar em casa MORRER DE CHORAR sem ninguém. O que você quer passar? Como você quer fazer com que as pessoas se sintam? GRANDE BOSTA você acordar e postar “oi ressaca” mas na verdade querer postar “oi sábado”. ASSUMA A SUA VIDA. Assuma que nem todas as fases são boas.
É fraqueza assumir tristeza? É cafona postar uma frase mais triste? Você não vai parecer pop? As pessoas não vão curtir suas fotos e nem vão comentar te elogiando? Que pena, né?
Por outro lado, você pode fazer o que quiser mas deve sempre tomar cuidado com o que faz.

Mas o que você quer afinal, viver de verdade ou viver da mentira?

Não quero dizer que você deve se matar quando a casa cair, mas sim que entenda que você é mais uma pessoa entre tantas outras com problemas e coisas boas na vida, que você influência um monte de gente, que você pode inspirar, e que toda essa responsabilidade não pode ser jogada fora só porque você quer aparentar uma vida QUE NÃO É REAL. Chora tudo que tem que chorar, não precisa fingir que está tudo bem, ao mesmo tempo, não precisa também dar um peso ao que não merece. É preciso saber dosar. Não precisa esfregar na cara do mundo o quão feliz ou triste você está. Existe um mar de diferença entre exibir e compartilhar. É preciso ser real.

Esse monte de coisa é só pra te esclarecer que não vou deixar com que pessoas iguais a você estraguem tudo! Eu não vou deixar que esse teu comportamento cheio de joguinhos me impeçam de ser REAL! Você não vai abalar o que eu sinto e eu quero que se foda se você me ver mais como um amigo do que alguém quer beijar a sua boca, isso não é motivo para evitar com que eu TENTE SER REAL. As minhas experiências ruins servem pra me mostrar que eu também erro, logo, eu não busco a história perfeita, eu busco HISTÓRIAS PRA SOMAR. Eu tenho motivos pra nunca mais tentar nada nessa merda de vida, mas aqui dentro tem um coração com vida própria que age na hora que ela pensa ser certa. E que saber? Eu AMO ouvir o que ele diz pra eu fazer por mais que eu me foda depois. Eu AMO tentar pelo que sinto e não pelo que dizem. Eu não vou mudar! Você não vai estragar quem eu sou e muito menos apagar a vontade que eu sinto de fazer bem à alguém como eu gostaria que me fizessem. Se eu estiver feliz vou continuar postando músicas felizes, se eu tiver triste eu vou postar algum refrão que ilustre o que eu sinto, da mesma forma como algum texto, algum filme, qualquer coisa. TUDO ISSO PORQUE EU SOU REAL e tenho consciência que a mesma cachoeira que machuca minhas costas de tão forte é a que vai me abençoar amanhã. EU SOU TODOS OS DIAS.
Você não vai conseguir me fazer parar de ligar pra alguém quando eu tiver vontade, não vai me fazer parar de convidar pra sair, não vai me fazer parar de ser gentil, não vai me fazer deixar de fazer qualquer coisa boa por alguém, basicamente porque EU AMARIA QUE TAMBÉM FIZESSEM COISAS BOAS POR MIM. E no fim, eu quero que se foda essa sua mania de tentar controlar a vida, essa suas fotos que só passam mentira, esse seu comportamento preconceituoso com o que deve ser vivido.

E não acabou ainda.
Presta muita atenção antes de entrar na vida de alguém. Coloca a cabeça no lugar antes de colocar alguém na sua vida. Entenda que você pode estar indo devagar, mas a pessoa pode estar indo rápido. Entenda que você pode pensar uma coisa e a pessoa outra. Entenda que vocês podem ver as mesmas atitudes de jeitos diferentes, que podem agradar e incomodar. Entenda de uma vez por todas que se você não conseguir se colocar no lugar de alguém, você não tem o direito de entrar na vida de ninguém. E é claro que sabe quando isso está acontecendo. É claro que sabe como as conversas tem aumentado, é claro que sabe dos convites que tem negado, é claro que sabe das vezes que tem evitado, é claro que sabe dos “hahaha” que não tem digitado, é claro que sabe os “Boa noite, fica bem” que tem ignorado. Você sabe muito bem quando está entrando na vida de alguém, e portanto, RESPEITE ESTE MOMENTO. RESPEITE AS PESSOAS. RESPEITE O QUE AS PESSOAS SENTEM. Você só precisa respeitar.

Hoje sou eu te falando isso, amanhã pode ser você no meu lugar.
Eu não sou perfeito.

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Márcio Rodrigues.
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Então que tipo de pessoa faz o seu tipo?

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=t9NSPbnQTik&w=560&h=315]

“Ah, carinhosa, gentil, educada, responsável. Enfim, gosto desse tipo de pessoa”

E o que você faz pra atrair esse tipo de pessoa?
Ou melhor, quanto tempo você leva até perceber que alguém faz o seu tipo?
A julgar que as pessoas mudam, que casamentos de 50 anos terminam, que o “mudou da noite pro dia” é mais real que podemos imaginar, nós nunca podemos ter certeza sobre a vida a dois, muito menos podemos dizer a besteira de “eu te conheço muito bem” pois essa pessoa pode basicamente cansar de você e terminar tudo, assim mesmo, do nada. Desse modo, é extremamente difícil dizer que alguém não faz o seu tipo em tão pouco tempo de convivência.

“Ah, mas sei lá, tem que bater o santo, combinar e tal, sabe?”
Não sei.
Talvez um dos maiores desafios do mundo seja justamente conseguir entender as pessoas. Acontece que nós teimamos em buscar pessoas parecidas com a gente. Nós temos a mania de confundir o que combina com o que é igual.

A pessoa que combina com você não se parece com você.
Se ela vai te completar, ela tem o que te falta.

Se for pra ter alguém igual à você de que adianta ter alguém?
Pra quê existiria casamento se as pessoas fossem iguais? Qual importância teria alguém novo em nossa vida? Quando é que alguém ia aprender alguma coisa na relação? Afinal, não é isso que se busca numa relação: ser uma pessoa melhor?

Histórias são feitas de capítulos e não de finais. E tem histórias que mesmo depois da morte não terminam. O amor não morre, dorme.

Onde eu quero chegar: será que você não está exigindo demais?
Entendo que tem que rolar a atração, aquela identificação e vontade de ficar perto, mas será que isso não é algo mais pra frente do que inicialmente precisa ser feito? Antes de qualquer coisa é preciso tentar. Atenção aqui em não confundir “tentar” e “se obrigar”. Você não tem a obrigação de fazer nada, mas tem o dever de tentar tudo se o que busca é ser feliz.

Talvez ele seja tímido demais e não conseguiu te impressionar logo de cara.
Mas ele pode ter um humor incrível e possa ser quem melhor cuidaria de você.
Talvez ela não tenha o corpo que os caras pagam um pau.
Mas ela pode ser a única pessoa que identifica que tipo de carinho você gosta.
Não quero julgar se uma coisa é mais importante que a outra, mas quero dizer que a primeira impressão só fica se você quiser.

E volto a dizer: sei que o mundo está uma bosta, mas é nesse mundo que está a pessoa que você gosta. As coisas são difíceis mas não precisamos piorar. Não adianta sair falando as pessoas só querem brincadeira, que levam a vida como fosse uma eterna zoera, que ninguém se preocupar com ninguém ou mais 1 milhão de coisas que possa dizer, se você não permite que alguém seja a exceção pra você.

“É que eu tenho medo de sofrer de novo, por isso já penso que a intenção é sempre maldosa”.
E quem não tem esse medo? E como faz pra combatê-lo? Fuga é solidão.
Fugir do que se tem medo não te deixa mais perto do que te faz bem.
A graça das histórias não está no final, mas no meio delas. A graça do beijo não é quando ele termina, mas durante. Não é justo pensar no fim das coisas antes que elas comecem; pensar no que não te agrada antes de enxergar o que te faz bem. A vida é só uma chance.

Pode ser que existe alguém agora tentando te fazer bem e você não quer enxergar.
A certeza dos nossos padrões nos cega e nos afasta de todas as lições.
Essa pessoa que te chama pra conversar no chat do Facebook e manda uma música legal, te faz rir de alguma maneira e demonstra um segundo de preocupação com você, exatamente essa pessoa pode ser a pessoa da sua vida. Mas você busca o amor dos filmes, não o amor da vida real.

Você não busca o amor, você busca o amor que gostaria de viver.

Esperar pela vida que gostaria de viver não te torna uma pessoa mais segura.
Tem espinho antes de segurar a flor, mas só sabe quem toca.

Faça um exercício:
– reflita sobre as pessoas que fazem o seu tipo
– reflita sobre as pessoas que fazem de tudo para serem o seu tipo
Com isso você vai conseguir enxergar o que interessa nessa vida: as pessoas que se esforçam por você. E retomando, você não tem a obrigação de fazer nada, não tem obrigação de gostar, mas você não perde nada se tentar pra ver até onde vai dar.
É uma delícia conhecer uma nova pessoa e mergulhar dentro de uma nova vida, bem como deixar que alguém novo mergulhe dentro das nossas. É o momento em que testamos se aprendemos as lições do passado.

Pré-requisitos todo mundo tem, mas pró-atividade nem todos.
Dor nenhuma é justificativa para uma defesa tão grande sobre a própria vida.
Quem perde ao deixar de viver é só você.
Teu passado que tanto amou está lá agora sendo o presente de um novo amor.
Aquela boca que tanto beijou tem beijado outras por aí.
Aquele corpo para o qual você se entregou tem se entregado para outros por aí.
E você está aí escolhendo num mundo onde se pescam exceções.

Penso que o tipo de pessoa ideal pra você é a pessoa que você precisa.
Com ou sem dinheiro, com ou sem beleza (o que é beleza?), com ou sem status, estamos falando de pessoas reais que tentam viver histórias reais. Perceba o “tentam” pois ninguém é obrigado a conseguir. O valor está na tentativa, não nas realizações.

Mas isso tudo é um monte de merda se o que você busca é um amor pra exibir e não para compartilhar. Se você busca uma pessoa pra entupir a timeline dos seus amigos com fotos dos dois e comentários “oun, vocês são lindos”, “oun, meu casal preferido <3” ou coisas do tipo, você pode ignorar completamente este texto todo. E se tiver tempo entre uma foto e outra, pode refletir sobre o que é amor pra você.

Então que tipo de pessoa faz o seu tipo?
A que você gostaria de ter ou a que você precisa ter?
E por quê você não experimenta dar chances pra vida acontecer?
Por quê você não coloca na balança o tipo de pessoa que gostaria de ter versus o tipo de pessoa que gostaria de ter você?

Você precisa fazer alguma coisa e precisa ser agora.
Mande uma mensagem, faça uma pergunta, compartilhe um segundo do seu dia com você sabe quem.

Sempre tem alguém pra ouvir o que você tem a dizer, mas nem sempre alguém que você gostaria pode ouvir o que você tem a dizer.

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Quer tomar alguma coisa? Tipo um banho?

E aí que a gente marcou de se ver.
Acordei tranquilo mas um pouco ansioso sim em saber como seria.
Já conversávamos tinha um tempo e eu gostei do jeito dela.
E aparentemente ela gostou do meu também.
Pessoalmente nós nunca nos vimos.
Mas bem que temos alguns amigos em comum na internet.
Lembro que acordei com aquela sensação gostosa de não saber como ia ser.
Naquele dia, conversamos normalmente até  o horário combinado para nos encontrarmos.
“20hs na fila do cinema”.
Cheguei antes do combinado e fiquei dando umas voltas no shopping.
Quando deu 20hs, me posicionei de modo que ela pudesse perceber que eu a esperava.
“Estou subindo a escada rolante” ✔✔
Então a vi caminhando em minha direção com as mãos ocupadas.
Uma delas com o celular; a outra organizando parte do cabelo.
“Que bom te ver! =)”
“Eu que o diga!”
Resolvemos procurar um lugar pra conversar.
E sentar.
Logo de cara a gente se deu muito bem. Os assuntos não terminavam!
Nem vimos a hora passar e quando nos demos conta o shopping estava pra fechar.
Resolvemos sair e já na rua percebemos como fazia frio.
Nós não queríamos nos despedir. Não ainda.
“Tive uma ideia: e se a gente fosse pra minha casa?”, sugeri.
A intenção era prolongar aquela conversar boa sem imaginar como seria o fim.
“Ah, acho que por mim tudo bem, qualquer volto pra casa de táxi”.
No metrô, a caminho de casa, sentados lado a lado pude observar a beleza dela.
Ela parecia escolher as palavras que construíam suas frases.
E a sua boca desenhava letra por letra me transmitindo uma sensação muito boa.
“Chegamos! Fique à vontade, não repare a bagunça.”
Passou pela porta e colocou sua bolsa num canto do sofá.
Sentou.
“Vou colocar uma música só pra gente relaxar” anunciei.
Voltamos a conversar sobre os 8987897 assuntos que começamos horas atrás.
Por um segundo me passou pela cabeça aquele momento todo que eu estava vivendo.
Apesar de nunca termos nos visto, nos conhecíamos tão bem. Isso era tão diferente.
E ela parecia empolgada em contar das coisas que faz.
E eu não me preocupava em demonstrar que estava interessado em ouvir.
“Estou muito feliz da gente ter finalmente se encontrado”, revelei.
“Ahh, eu também! Engraçado né? A gente nunca se viu mas nos conhece…”
Não consegui deixar com que ela terminasse de falar e a beijei.
Segurei seu pescoço delicadamente mas deixei claro que eu ansiava por aquele momento.
A reação dela comprovou o mesmo.
Colocou uma das mãos na minha nuca e fazia movimentos retilíneos com os dedos.
Fomos deitando devagar enquanto eu tirava meu tênis sem que ela percebesse.
Já acomodados permanecemos nos beijando e o mundo parecia parar lá fora.
Percorri seu rosto com a minha boca, indo para o pescoço e ombros.
Enquanto isso uma das minhas mãos tratava de abaixar a alça da blusinha que usara.
Ela não pareceu se incomodar e indicou ao levantar minha camiseta que era pra eu tirar.
Me levantei do seu peito e ela acompanhou o movimento beijando meu pescoço.
Aproveitei a deixa e também demonstrei que gostaria de vê-la sem aquela blusa.
Voltamos a deitar. A música repetia ao fundo.
Alguns beijos depois, resolvi descer pelo seu corpo e a primeira parada foi em seus seios.
Com certa habilidade, consegui retirar seu sutiã até alcançar os mamilos com meus lábios.
Lambia devagar. Intercalava uma lambida com pequenas mordidas.
Percebi que alguns tremulações começaram a acometer seu corpo. Era um bom sinal.
Já nua acima da cintura, fui descendo para a barriga até chegar nos quadris.
Nesse momento ela se agarrava em meus cabelos e os puxava com certa força.
Entendi que ela estava num envolvimento profundo e jamais eu a interromperia.
Rapidamente abri seu zíper e com a boca mesmo abaixei sua calcinha.
A graça está na provocação.
Me levantei para retirar toda a calça e calcinha e voltei para aquela imensidão de pele.
Ela tinha uma textura estimulante. Era cheirosa e delicadamente hidratada.
Naquela altura já era possível ouvir alguns pequenos gemidos; uma introdução de prazer.
E antes que eu pensasse em começar algo ela tratou de me puxar para cima dela.
E depois me obrigar a trocar de lugar. Ela parecia querer o controle. Ela queria, de fato!
Enquanto me beijava, habilidosamente tirava meu cinto e desabotoava minha calça.
“Tira isso logo” era como se dissesse sem ter dito uma palavra.
Tratei de tirar rapidamente e ficamos então: seu corpo nu, meu corpo de cueca.
Então ela indicou o fim dos beijos e resolver percorrer meu peito.
Minha condição física não é das melhores, mas ali não fazia diferença.
Tem uma coisa que rege esses momentos que se chama: cheiro. O corpo cheira.
Ela parecia sentir cada célula enquanto deslizava os lábios pela minha pele.
Até que resolveu desceu até minha cintura.
Segurou a borda da cueca e me olhou de onde estava. Nos olhamos. Olhei pro teto.
Abaixava a cueca com uma das mãos propositalmente devagar.
Abaixou por completo, me viu ali entregue e aparentemente gostou do que viu.
Eu começava e me tremer e a sentir a cabeça girar. A música repetia.
Então, sem usar as mãos, ela colocou sua boca nos centímetros mais sensíveis do meu corpo.
Salivava. Era possível ouvir o barulho. Ela gostava daquele momento.
Resolveu usar as mãos. As duas. Uma para cada função diferente.
Coloquei uma das minhas mãos em seu cabelo e rapidamente tive olhar de reprovação.
Eu não queria induzir a nada, só queria tocá-la, mas entendi o recado dos olhos.
Intercalava os movimentos com intensas chupadas, mão por toda a virilha.
Era especialmente interessante vê-la cúmplice do prazer que eu demonstrava.
Alguns momentos depois, tirou-o da boca e subiu meu coro beijando devagar.
Aquele momento era claro e felizmente eu estava preparado.
Um segundo até me aprontar e assegurar que estaríamos protegidos.
Len-ta-men-te sentou no meu colo e começou.
De frente pra mim. Cabelos ora cobrindo os seios, ora as costas.
Ela revezava os movimentos com a cabeça sincronizadamente com o corpo.
E então começou a pular. Coloquei as mãos em sua cintura para conduzir o ritmo.
Pulava. Pulava mais forte. Pulava rápido, depois devagar, depois rápido. Dominava.
Aquele sofá parecia ter tomado a dimensão de uma cama de 300m².
O possível desconforto era anulado pela nossa sintonia num momento tão sem igual.
Suávamos. Os corpos pareciam incendiar e ela arranhava parte do meu peito.
Então resolvi trocar a posição em busca de uma nova fonte de prazer.
Sentei corretamente no sofá com os pés no chão e a coloquei de costas em meu colo.
Ela se apoiava em meus joelhos e novamente dominava os momentos por completo.
Por vezes abaixava tanto a cabeça que seus cabelos tocavam minha barriga.
Conduzi parte dos meus movimentos com as mãos nos quadris e ela começou.
Começou a gritar, gemer, a pedir mais força, a inserir mais pressão.
“Isso, assim, assim, ASSIM, ASSIM, isso, i s s o” ordenava.
E como bom respeitador, obedecia a cada um de seus desejos.
Uma nova troca de posição e indiquei que ela encostasse os braços no encosto do sofá.
Eu queria vê-la de 4. E vi. Ela não renunciava às minhas sugestões.
Se acomodou decididamente como se esperasse por aquele momento.
Antes de me aproximar optei por me esfregar em suas coxas. Queria que ela me sentisse.
Me debrucei sobre seu corpo e tocava em seus pescoço.
Sem muita demora, indiquei que havia chegado o momento e me aproximei.
De-li-ca-da-men-te fomos nos tornando um só até oficializar a penetração completa.
Voltamos, portanto, a ser dois corpos por hora unidos. Que momento.
Aumentei o ritmo da pressão sem que interferisse em nosso desempenho.
Esses momentos são difíceis de controlar mas o esforço é válido.
Então aumentei a força e segurei parte do cabelo dela com umas das mãos.
Com a outra, eu a estapeava com calculada agressividade.
“É assim, então? Me diz agora que eu quero ouvir! (tapas)” eu provocava.
“Isso, assim mes… MESMO, assim, continue” ela respondia.
Num momento como esse é difícil manter a consciência por muito tempo.
Então imagino ter me excedido na força ao ver as marcas que se formavam.
Mas eu não queria parar de enriquecer aquele momento com nossos corpos.
ENTÃO EU NÃO PAREI! AUMENTEI A VELOCIDADE, AUMENTEI A FORÇA.
ERA INCRÍVEL VÊ-LA ALI DE 4. INCRÍVEL VÊ-LA SOB DOMÍNIO DO NOSSO PRAZER.
“VAI, VAI, MAIS FORTE, MAIS F O R T E” ela já gritava.
Sem resposta, fui aumentando ainda mais a força.
Eram tapas, puxadas de cabelos, penetração intensa, suór, nossos sons.
Eu rangia os dentes e ela provavelmente mordia os lábios pelo som da voz poluída.
“ASSIM ENTÃO? TÁ BOM AGORA, A G O R…”
A respiração desacelerou abruptamente. Era possível entender pelas nossas vozes.
Deitei-me com meu peito suado em suas costas também encharcadas de prazer.
Fazia um calor fora do normal para a hora, mas quem tinha colocando fogo éramos nós.
Me joguei no sofá e ela repousou a cabeça em meu corpo.
Procurei algumas palavras pra descrever aquele momento mas não encontrei.
Até que inesperadamente ela ironiza:
“Então você é mal-educado assim com visitas? Nem oferece uma bebida e já vai pro jantar?”
Organizei algumas palavras até responder:
“Desculpe! É que desde que passou pela porta pensei em te oferecer algo pra tomar, mas só conseguia me imaginar tomando um banho com você.”
Ela ergueu a cabeça para olhar meu rosto e finalizou:
“Haha, besta. Estava brincando! Mas era isso mesmo que eu também estava esperando”.

tumblr_lzfghrQJ7n1qjyt2mo1_500Texto especial recomendado para maiores de 18 anos. =)

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Senta lá pra você não cansar de me esperar

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Jt6HhGB06Og&w=420&h=315]

Você deve ter mesmo muito tempo pra perder e isso me impressiona.
Está aí: isso é o resto do que admiro em você ainda. Sua persistência, apesar de vã.
Mas preciso te avisar que vir pra cima de mim agora com toda essa conversa fiada de “mudei”, de “prometo que sou outra pessoa”, de que “agora eu vi que errei” não vai mais fazer diferença.

Vou te explicar com detalhes pra ver se você entende.
Eu praticamente doei a minha vida pra ajudar a sua, fiz muito mais do que fiz pra muita gente nessa vida, muito mais até do que já fiz para os meus amigos, mas você ao invés de reconhecer todo esse esforço em querer o seu bem, preferiu ser uma pessoa qualquer que além de não saber o que quer da vida, também não sabe o que é respeitar alguém.

Eu não quero mais olhar na sua cara.
Não quero saber se morreu ou se continua igual.
Estou pouco me importando se você anda pegando todo mundo ou se nem a gripe te visita mais, de você eu só quero a mais longa distância.

“Nossa, mas como você se tornou uma pessoa rancorosa” muito pelo contrário, caso pense.
Eu só deixei de ser idiota e a vida é basicamente assim: demora, mas a gente aprende. Cada um leva o tempo necessário, cada um tem a própria velocidade de viver a vida.

Eu não estou com tempo pra pensar no que a gente viveu.
Mas eu tenho certeza que fui pra você quem gostaria que fosse pra mim, apesar de saber que isso é algo que não posso esperar de ninguém. É que me conforta hoje olhar pra trás e pensar: “EU FUI UMA PESSOA DO CARALHO!” Rola aquela sensação de missão cumprida, sabe?

Então assim, agora você pode ficar a vontade pra me ignorar no chat.
Por quê tanto interesse assim em falar comigo se antes você nem me respondia?
Que milagre te fez me ver agora como alguém interessante se antes você nem me via como um alguém qualquer?
Tem aquele negócio batido de “só dá valor quando perde”, né?

Olha, pensando bem, eu vou te dar mais uma chance.
Eu vou te dar uma chance de ser diferente e ver como vai se sair.
Vou te dar uma chance para não me fazer pegar nojo de você, ok?
Nojo é uma coisa séria, não sei se faz ideia.
Por enquanto eu só tenho pena, mas você tem a chance para que eu não comece a desejar o pior na sua vida. E isso é algo que não quero fazer porque não sou esse tipo de gente.

Mas entenda caso eu não tenha sido claro: isso não significa uma nova chance pra nós dois! Isso significa uma nova chance pra eu tentar te tolerar. Eu não quero você de volta. Eu não quero a gente de volta. Eu não quero nada entre nós dois, mas você tem a minha compaixão e pode conversar comigo quando quiser que eu prometo ser gentil e esfregar na sua cara que sou diferente de você.
Mas eu juro, é sério, eu juro por tudo, se você insistir nessa conversinha mole de querer voltar e vir me vender uma ideia de que é uma nova pessoa e etc, eu juro que nunca mais olho na sua cara e aí você vai ser obrigada a lidar não só com a minha distância, mas como disse antes, com o meu nojo de você. Ok?

Eu sou uma boa pessoa.
Tento exalar paz e coisas boas. Tento fazer da vida uma coisa boa.
Mas eu não acho que devo dedicar de novo mais alguns dos meus valiosos dias pra você, que basicamente é alguém que nunca dedicou 1 segundo por mim, ou melhor, sendo justo, nas poucas vezes que se pareceu disposta em me dar atenção me deu por obrigação.

Nós consumimos a vida de um jeito diferente.
Eu gosto de cuidar e estar por perto; gosto de dar atenção e de passar confiança.
Você também, só que só quando é conveniente.
E a parte boa das histórias todo mundo quer, né?
Difícil mesmo é saber lidar com alguém diferente e ver isso como algo estimulante para nos tornarmos pessoas melhores, portanto, a base de uma relação.

Você tem algumas qualidades mas eu não vou perder tempo falando delas, ok?
Olha o mundo inteiro lá fora e vai atrás de alguém que talvez as reconheça, ou que não, pra mim sinceramente tanto faz.

É engraçado te ver atrás de mim agora como se tudo que aconteceu tivesse sido uma brincadeira que você se deu conta que não tem mais graça só agora. Pra mim, essa sua procura por mim só piorou tudo. E de certa maneira até me intriga saber o que te fez acordar assim agora, apesar da distância ser um motivo bastante convincente.
Me conta: como é ser uma pessoa desgraçada pra alguém e depois ter a cara lavada de fingir que nada aconteceu? Me conta como é deitar na cama com alguém que diz que te ama mas estar com a cabeça em outro lugar? Como você conseguia? Ou consegue ainda, sei lá. Me conta como é ver uma pessoa implorando sua atenção, implorando pelo mínimo, implorando por alguma esmola de companhia e tacar o foda-se diante disso tudo? Dever ser muito bom, né? Você é tão profissional nisso! Me conta como é ver alguém que diz que te ama te chamar pra conversar na internet, no celular, pessoalmente, por telefone, por sinal de fumaça e mesmo assim conseguir ignorar tranquilamente? Me conta como é viver com base no “depois a gente se fala” que você diz tanto? Como você consegue? É realmente impressionante, confesso.

Bem, não precisa me contar nada e quanto mais eu souber de você mais vontade de vomitar vai me dar. Prefiro me poupar.
Se eu não fui claro dessa vez, não vou ser nunca mais pois eu não quero tocar nesse assunto de novo. Estamos combinados então: eu te tolero se você quiser ou você pode me deletar dos seus perfis nas redes sociais e da sua vida. Pra mim tanto faz. =)

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foto: google/tumblr.

Márcio Rodrigues.
@marciorodriguees.

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Se enxerga e aceita que dói menos

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=cKnqkFeJbFU&w=560&h=315]

Nós temos uma tendência a focar nas coisas ruins.
“Ah eu não! Que mentira, que absurdo” – alguém pode esbravejar.
Mas quero dizer que parece que temos melhor aceitação quando a coisa é ruim do que boa. Exemplo: as chances de você ter força pra sacodir a poeira após levar um pé na bunda são muito menores do que a chance de você sair dando play nas músicas mais fossas que existem.
Importante: isso não é um julgamento sobre certo ou errado a se fazer, muito menos uma diferenciação sobre quem é melhor que alguém, quem sabe lidar melhor com as coisas ou etc, isso é um ponto de vista.

O problema é quando até as coisas boas são aceitas como coisas ruins.

Ora, tudo bem não querer ficar bem após o tal da pé na bunda, tudo bem até você não conseguir mais comer após uma briga mal resolvida ou até mesmo pela pessoa não te responder mais do jeito que respondia, que seja, tudo isso é de se relevar, o problema é não aceitar nem quando a coisa é boa. Aquele famoso momento:

“Você está linda hoje”
“Ah você acha? Essa roupa é tão velha, que isso”.

Isso significa que até no momento que alguém escolhe você pra elogiar, você vai lá e recusa, rejeita, se defende, como se a pessoa tivesse falado:

“Nossa, você está horrível hoje”.

Seja disponível para as coisas boas da vida.
Facilita pra vida te ajudar.
Já é tão difícil ter que peneirar bons momentos entre tantas dificuldades da rotina que penso ser injusto ter que depreciar até o que sempre deve ser apreciado.

Eu sei que tem dias que você acorda feito um cão.
Que você não consegue se olhar no espelho, que o cabelo parece ter vida própria e que nenhuma das 980797 peças do seu guarda-roupa te agradam, até aí tudo bem, as pessoas são assim. Mas você não pode arruinar até o momento em que te elogiam; em que te querem bem.

Sei também que hoje em dia até de elogio a gente desconfia.
É tanta maldade nas intenções que é natural pensar que um determinado elogio está carregado de malícia e de vontade de ter algo em troca. É importante considerar este pensamento. No entanto, se for pensar assim não conseguiremos fazer mais nada nesse mundo e toda e qualquer gentileza ou favor vai ser alvo de desconfiança por nossa parte, então, quando for a nossa vez de fazer um favor ou ser gentil com alguém, ninguém vai acreditar na gente por ter certeza de que queremos alguma coisa em troca.

Tempere os dias com boas intenções e tenha uma vida mais gostosa.

Vale explicar que aqui não estamos falando sobre o julgamento das intenções, se é mesmo um elogio ou uma cantada, não estamos falando do emissor, estamos falando do receptor, não estamos falando de quem diz, mas de quem ouve. O problema central aqui é quem ouve. A pressão do mundo e as coisas ruins que nos envolvem nos fazem acreditar mais que seja um elogio de fachada que um elogio de verdade, mas não podemos abrir mão de tudo pelo receio das intenções.

Tem dias sim que você acordou como uma pessoa no mundo que merece ser elogiada.
O elogio é o ponto alto de uma admiração; é o momento em que a soma de tudo que há de melhor de você conseguiu chamar tanta atenção em alguém a ponto desse alguém te confessar e valorizar isso. Ou que algum detalhe seu caiu muito bem em você. Pode ser a luz do sol que combinou com a sua pele, pode ser a sua risada que soou gostosa, pode ser um laço a mais no cabelo, pode ser tudo, pode ser o mínimo, saia dessa de se prender ao máximo. Uma vantagem do elogio é que ele tem o poder de nos motivar e manter o nível, afinal, todo mundo gosta de ser elogiado. E então começa a soar divertida a briga de escolher a roupa; você vai querer ousar mais, vai querer explorar um novo lado de você, vai querer destacar ainda mais quem você é, só que de jeitos diferentes.
Tem dias sim que você está esbanjando charme no metrô e nem percebe.
Aquela pessoa que te deu aquelas olhadas não viu creme dental sobrando no seu rosto ou uma sujeira na sua roupa, ela viu você e está te admirando. O olhar também é de admiração.

Portanto, dê uma chance para você.
Aceita que dói menos.
De síndrome de vira-lata é algo que o mundo não precisa.
Quanto mais pessoas elogiarem outras, mais motivadas todas estarão, mais bem vestidas todas vão querer estar, mais interessantes todas vão tentar ser e quem ganha com isso somos todos nós. E o mais louco: tudo isso está dentro de cada pessoa, não é algo que se compra nem que se estuda, mas é algo que se explora.

Elogie com sinceridade a próxima pessoa que te chamar atenção.
Seja responsável por melhorar o dia dela por um segundo; já falamos antes que somos capazes de influenciar pessoas.
Do mesmo modo, aceite o diabo de elogio que te fizerem!
Sem essa de “ain, mas a roupa é tão” blá blá blá, entenda que por algum motivo você chamou a atenção de alguém e isso é algo que deve ser valorizado. A sua roupa pode ser a mais batida, a mais rotineira e mesmo assim ela pode cair tão bem em você um dia que vai brilhar os olhos de alguém. Essa é a graça da vida. O valor não está nas etiquetas, está no que etiquetas vestem. Não adianta se montar com as roupas da moda se elas só te servem como uma embalagem. Roupas valorizam mas não constroem pessoas.

Se enxerga e aceita que tem dias que você acorda do caralho e alguém percebe isso. 🙂

tumblr_mqiykpQzUI1qkww7to1_500Márcio Rodrigues.
@marciorodriguees

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A pessoa que eu quero

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=oKhagERGRxU&w=420&h=315]

Não é perfeita.
A pessoa que eu quero tem um monte de defeitos.
Mas pelo menos reconhece todos eles e tenta lidar com eles.
Algo que raramente consegue. Mas tudo bem.

A pessoa que eu quero me fala o que preciso ouvir e não o que eu gostaria.
Eu preciso da verdade, por mais dolorosa que seja.
Preciso saber onde errei pra tentar consertar antes de ver tudo se arruinar.
Preciso saber onde acertei pra tentar melhorar antes de ver tudo se acomodar.
Eu não preciso ter razão sempre.

A pessoa que eu quero pode até não conseguir me entender – afinal, nem eu mesmo me entendo – mas ela tenta. Ela tenta se colocar no meu lugar.
A pessoa que eu quero nem sempre acerta mas sempre tenta.
Eu gosto mais de tentativas do que realizações.
É difícil conseguir algo, mas é ainda mais difícil tentar conseguir algo.
Os primeiros são quase sempre os passos mais difíceis.
Requer mais esforço sair do lugar do que permanecer onde está.
São as tentativas que me seduzem e me fazem ver o quanto alguém pode se esforçar por mim. Como eu disse, admito que nem eu mesmo me entendo, e por isso, não me cabe julgar as vitórias, mas me cabe valorizar as batalhas.

A pessoa que eu quero não gosta de joguinhos.
Normalmente ela me liga quando sente vontade, me diz que sente saudade quando está com vontade, me chama no chat pra falar qualquer coisa quando sente vontade, me chama pra sair quando sente vontade. Ela não espera que eu faça alguma coisa para que possa fazer também. A pessoa que eu quero, entretanto, não é submissa à mim ou aos meus caprichos, ela tem muita personalidade. A diferença é que ela sabe aproveitar o tempo, sabe que talvez seja mais inteligente aproveitar o tempo fazendo alguma coisa para que algo bom aconteça do que esperar com que algo bom aconteça sem que nada
precise ser feito.

A pessoa que eu quero admite que erra.
Insiste em defender o jeito que pensa, mas não procura vencer, procura argumentar pra me convencer Mas isso dura tempo suficiente para perceber que estamos perdendo tempo. Então ela releva. Então eu relevo. E a gente se acerta sem que precisemos estar certos.

A pessoa que eu quero sabe reconhecer coisas boas.
Sabe que eu gosto de cuidar e que é claro que eu tenho ciúmes, mas é só porque… bem, tenho ciúmes mesmo, não tem por quê.
Mas ela sabe que amo me dedicar por nós dois e que as nossas pequenas coisas são só nossas. A pessoa que eu quero sabe como é bom ver um filminho embaixo do edredom, sabe como faz bem uma gentileza aqui ou ali a troco de nada, sabe como mensagens surpresas melhoram o meu dia, sabe que se eu não quero sexo em uma noite qualquer é porque eu não estou confortável pra me dedicar como merecemos. Ela sabe reconhecer minha sinceridade.

A pessoa que eu quero gosta dos meus sorrisos imperfeitos!
Diz que gosta de ficar comigo pra ver as nuvens dançando no céu.
E diz também que tudo bem eu não saber cantar direito, mas é divertido me ver cantarolando meus refrões preferidos. Ela diz que faz bem pra ela me ver bem, mesmo que eu não saiba muita coisa tão bem assim.

A pessoa que eu quero sabe que se estamos juntos é pra construir algo bom juntos. Sabe que se eu não dormir bem a noite, os dois não dormem. E vice-versa. Sabe que apesar de normais, nossas discussões não podem nos ferir e não podem desgastar a construção do que vivemos, por isso ela consegue ver com mais do que com dois olhos.

A pessoa que eu quero não renega o passado.
Ela sabe da importância de cada dia já vivido e cada boca já beijada; sabe de tudo que viveu pra chegar até onde estamos. Vez ou outra ela traz a tona alguma experiência de modo que possamos aprender juntos; os dois sempre ganham. Mas a pessoa que eu quero não é refém do que não existe mais, não se aprisiona numa saudade do que já viveu, nem desenterra lembranças que de certa forma não me farão bem.

A pessoa que eu quero responde minhas mensagens, nem que seja pra dizer “não posso falar agora”. Ela entende que se a procurei é porque desejava falar alguma coisa, e que por mais que não fosse nada de importante, ela entende que é bonito ver alguém dedicado um segundo da própria vida pra outro alguém, entre tantos outros “alguéns” que existem nesse mundo.

A pessoa que eu quero não tem vergonha de chorar.
Ela não precisa ser forte o tempo todo. Ninguém precisa, aliás.
Essa pessoa sabe que quanto mais sincera ela for com ela mesma, mais será comigo, mais seremos um com o outro. Ela sabe que apareci na sua vida pra somar, que a minha felicidade é multiplicada pela dela, que não somos viciados nem dependentes um do outro, mas que juntos somos melhores. Por isso ela desabafa. Me conta dos medos infantis, dos problemas em casa e no trabalho. Deita no meu ombro e chora por se sentir uma pessoa fraca. Ela desmorona dentro do meu abraço. A pessoa que eu quero nada pra dentro de mim com o jeito que me olha.

A pessoa que eu quero sabe a diferença entre exibir e compartilhar.
Ela entende que podemos sim mostrar pro mundo como gostamos um do outro, desde que isso não agrida outras pessoas de alguma maneira. As pessoas não veem como a gente. Nossa felicidade não precisa ser jogada na cara, não precisa ser provada pra ninguém. A pessoa que eu quero entende que por mais bonito que seja mostrar na internet o quanto a gente se gosta, o que precisamos mesmo é convencer um ao outro o quanto nos gostamos.

A pessoa que eu quero faz um sexo que podemos chamar de “nosso”.
Não me coloca em lista de desempenho, não me estabelece em ranking, não me julga nem pior nem melhor, mas entende que tenho o meu jeito de fazer as coisas, e mais, que eu sempre posso mudar. Sempre posso aprender. Sempre podemos.

A pessoa que eu quero não tem muita frescura não.
Com ela é difícil ter tempo ruim. Chuva nenhuma impede a gente de sair. Sol nenhum é o bastante pra nos esconder. Ela vai à praia se for preciso, vai ao campo, usa cachecol, usa regata. Usa sapato, usa chinelo. Come de talher, come com a mão. Ela é normal. Ela gosta de falar com meus amigos – mas é sincera ao admitir quando não vai com a cara de algum deles -, gosta de falar de bobagens, gosta de rir do que acha graça e não do que deve rir. Ela prefere dizer mais sim que não. A pessoa que eu quero vive comigo pela gente, não por mim. Ela gosta das minhas qualidades e de como somos bons juntos.
A pessoa que eu quero tem beleza fácil.
Daquelas que me dá vontade de tirar uma foto do jeito que acorda. Que os cosméticos ou roupas de marca podem valorizar, mas que nunca vão substituir a beleza amassada de acordar ao lado. Ela tem gesto sincero, riso frouxo e entende que não adianta querer ser algo a mais do que é; entende que se eu digo que gosto não falo por falar, falo por sentir.

A pessoa que eu quero não liga muito pra dinheiro.
É claro que ela tem suas vontades e corre atrás do que precisa pra realizá-las, mas ela também vê prazer na vida por viver. Vê valor num dia de sol na cabeça disfarçado de óculos-escuro, vê valor no jeito que a chuva bate no vidro e escorre devagar, vê valor na gente comprar qualquer coisa pra comer, nem que seja metade da pizza mais barata, vê valor em qualquer coisa desde que estejamos juntos. A pessoa que eu quero constrói comigo o valor das nossas coisas!

A pessoa que eu quero vive nesse mundo onde eu mesmo digo que ninguém mais presta. Ela tem muitos dos problemas que eu também tenho, tem muitos dos traumas e dos sonhos, tem muito do que eu sou. Somos da mesma espécie. Respiramos o mesmo ar.

Sei que falando desse jeito todo a pessoa que eu quero parece perfeita, mas não é, mas ela é pra mim exatamente do jeito que eu gostaria de ser pra alguém.

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Márcio Rodrigues.
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Feliz dia dos que preferem ser feliz todos os dias

“Eu aceito”.
E aí uma história começa
“Eu não quero mais”.
E aí uma história termina.
É assim que funciona, não tem o que enfeitar.
Todos os segundos da nossa vida são segundos em potencial de vivermos uma história nova. Todos os dias são possibilidades, todos os passos e sorrisos que damos. Não penso que pra começar uma história seja necessário se prender no clichê de que você precisa sair pra balada ou para os bares. Acredito, entretanto, que não fazer nada não ajuda em nada também. Mas estou falando das possibilidades, dessas que temos todos os dias; estou falando sobre viver todos os dias.

O mundo pesa demais nas nossas costas.
A sociedade, as novelas, as músicas, etc, tudo nos impõe um padrão de felicidade que é dependente de ter alguém pra dividir os dias. Raramente as paradas de sucesso traduzem a importância sobre como é bom gostar de si mesmo e sobre a necessidade em sentir solidão. “Como assim prazer na solidão?” você pode pensar.

É que existe amor até dentro dor.
Ninguém conhece melhor você além de você mesmo.
E por mais que seu coração comece e pare de bater por alguém, ele sempre baterá por você. É preciso mantê-lo ativo. Quando ele parar, você já vai ter parado.

Nós temos uma tendência em ficarmos tristes.
Quando as coisas vão mal, é mais fácil pensarmos no medo de que fiquem piores do que na vontade de melhorá-las. E voltando naquela da pressão das coisas, as pessoas não colaboram pra isso.

Uma coisa é exibir o que se vive, outra é compartilhar.
E aí você abre seu perfil nas redes sociais e vê gente falando o quanto vive uma história linda, comemorando tudo, “jantarzinho delícia com meu amor”, “ahh só você amor pra fazer uma coisa dessas”, “só quero falar que te amo”, “você é demais amor!”, “eu e meu amor viajando” e coisas do tipo. Isso é bonito ou é suicídio? Isso é exibir a vida feliz ou compartilhar momentos felizes da vida? E aí que você que não tem com quem dividir coisas do tipo acaba se questionando, acaba cultivando a dúvida de ser uma pessoa desinteressante e seus defeitos viram monstros na sua vida.

Solitária é a felicidade distorcida: quando você acha que está feliz, mas está mais querendo esfregar na cara do mundo o quanto é feliz.

Mas tem também as pessoas que compartilham bons momentos da vida.
Um pequeno momento dos dois, um acontecimento especial, alguma pequena coisa que signifique muito para a história vivida, e tudo mais que envolver coisas do tipo, essas demonstrações são traduções de bons momentos e é valioso saber compartilhar isso pra amplificar uma coisa boa, visando a viralização de uma mensagem, sobretudo, positiva.

Hoje é um daqueles dias em que você se você não tem ninguém, você parece não viver no mesmo mundo.

É melhor comemorar as datas comemorativas ou comemorar a felicidade todos os dias?

As datas foram inventadas para valorizar momentos. E não há mal nisso.
Mal há quando você não tem o que comemorar e se rebaixa diante das datas. Desse modo, parece que só vive em função de alguns momentos da vida, e não de todos. E a vida não é só o dia tal do calendário, a vida é todo dia. Grande bosta ter um dia pra trocar presentes e amanhã já ter do que reclamar, já transformar qualquer oi em briga, qualquer pequena coisa num gigante monstro. Grande bosta ter uma companhia pra dividir datas, prometendo mais momentos, amor eterno, dias melhores e etc, e ser uma pessoa que não ajuda mais ninguém a ficar bem, ser uma pessoa que menospreza a dor alheia e que leva a vida dos outros na brincadeira. Grande bosta querer impressionar se nem sequer a atenção da pessoa você tem! QUE BOSTA! De que adianta uma data se você faz das semanas um caos? Que grande bosta ostentar um “status de relacionamento” quando não sabe se relacionar com o mundo.

O problema não está nas datas, mas no que as pessoas fazem com elas. E pior, em como você se vicia nelas. É preciso lembrar que as coisas começam e acabam: o beijo, o sexo, a história. Que o amor se desgasta, que as pessoas cansam, que sentem preguiça.

E sabe onde eu quero chegar com tudo isso?
Quero chegar em você.
Quero chegar dentro de você e assim te fazer ver que você pode suportar o peso do mundo, por maior que seja. Que se você tem hoje alguém pra te ajudar nisso, ótimo, que valorize e que compartilhe de tudo visando a felicidade dos dois. Agora, se você não tem com quem dividir, não há o menor problema nisso. Assim como as histórias acabam, os dias também vão embora. As datas nascem e morrem. Você se esquece das coisas, faz parte.
Que as datas funcionem como algo a te estimular a viver histórias incríveis. Que as datas funcionem de modo a te fazer ver que pra ter com quem dividir um dia, é preciso ceder aos seus preciosismos, ao seu possível jeito teimoso, ao seu medo de começar, seu medo de se entregar, seu medo de dizer que sente saudade, seu medo de tentar.

Uma data faz parte de uma semana, que faz parte de um mês, que faz parte de um ano. Todos os dias podem ser novas datas, que vão começar e terminar. Assim são e serão os dias. E todos esses mesmos dias são oportunidades para você transformar em datas. Você cria suas próprias datas! Se você vive uma história digna pra ter uma data, você não vai se preocupar com uma só, você vai fazer com que todos os dias sejam motivos pra comemorar.

O amanhã está chegando.
Ou melhor, os próximos minutos, a próxima hora, a próxima noite, e aí então depois, o amanhã.

Vê quanta oportunidade de conseguir começar alguma coisa?

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este foi um texto especial de Dia dos Namorados. 🙂

 

Eu sou uma pessoa maravilhosa

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=dD6MedpQykI&w=560&h=315]

Pra começar: se eu não acreditar nisso quem vai?
Eu preciso me colocar um nível acima das coisas ruins que acontecem na minha vida.

Eu sou maior que qualquer dor.

E sabendo dessa pessoa cheia de coisas que boas que eu sou é justo que eu queira o melhor pra mim. Ou até pra desejar o bem à mim mesmo eu preciso agradar alguém? Ah, nunca.

É melhor explicar que não me acho uma pessoa perfeita. Ah, mas bem longe disso!
Se existe uma coisa que eu posso garantir tenho é defeito. Ou melhor, muito mais de um, portanto, defeitos.
Mas eu nunca tentei ser perfeito. Eu nunca tive a pretensão de não aceitar que erro.

Perdi as contas das vezes que já errei pelos meus defeitos, mas encontrei em cada uma dessas vezes uma vontade maior de acertar.

Se erro é porque eu tento; uma pessoa que tenta é uma pessoa que vive.

E a cada novo dia eu descubro um pouco mais de mim mesmo.
Por exemplo, eu nunca pensei que uma coisa boa em mim seria algo ruim pra alguém, afinal, se é algo que eu sei que é bom, como posso imaginar que alguém pode não gostar? Pois é. Aprendi uma vez que tem quem não goste do meu jeito de me preocupar e pedir pra avisar quando chegar em casa. Pode rolar um negócio chamado possessividade, apesar da minha intenção ser sempre cuidar. Então, pra evitar conflito e o desgaste da minha saúde, hoje eu penso 200 vezes antes de ser tão eu mesmo, pois as minhas qualidades podem não ser tão boas assim pra outra pessoas.

Não deixo de ser quem sou, mas sou quem devo ser na hora certa.

O tempo também me fez descobrir que até o meu jeito de dizer que gosta pode assustar. Eu nunca pensei que eu poderia assustar alguém! Pra mim, assustar alguém se resumia àquele negócio de “oi, precisamos conversar” sabe? Pensei que ouvir um “eu gosto de você” era uma coisa boa. Só que eu aprendi a calcular a velocidade com que as coisas acontecem. Por melhor que seja o meu sentimento, é preciso que eu saiba lidar com ele antes de esperar que outra pessoa lide também.
É que sou daquelas pessoas que se apegam rápido, sabe? Pode ser carência ou o que for, mas eu não gosto de perder tempo com joguinhos, então, se eu gosto eu já falo logo. Por um lado isso é bom porque mostra que sou alguém de verdade, por outro, nem tanto, porque mostra uma pressa exagerada, mostra que eu quero segurar a pessoa, mostra que de alguma forma eu quero que ela acredite em mim e não queira mais ninguém. Louco, né? Mas faz todo sentido. Comecei a levar isso com mais leveza depois que coloquei na cabeça que as pessoas não são iguais.

Tem lição até nas coisas boas.
Sabendo que ninguém é perfeito, se a gente parar pra pensar em tudo de bom que somos, vamos encontrar motivos pra consertar. Todo o amor que guardo aqui dentro pode matar alguém. Toda a minha vontade de cuidar pode assustar. Todo o carinho que eu quero dar pode incomodar. Todos os planos que tenho podem afastar. Ou seja, são coisas boas que podem me prejudicar, podem prejudicar as minhas histórias.

Ouvi dizer que “a diferença entre o remédio e o veneno é a dosagem”.

Mas isso tudo não anula o fato de eu ser uma pessoa essencialmente maravilhosa.
E a minha certeza em falar isso existe por eu ter na cabeça exatamente tudo que eu quero viver com alguém. Eu tenho total certeza de que sou uma pessoa pra ser lembrada e não só um beijo pra ser catalogado. Eu sou quem marca vidas, sou quem grava o som da risada e quem transforma um domingo em mais um dos melhores dias da vida. Falo isso com tanta certeza por um motivo: eu me empenho, eu gosto de me dedicar. Eu me entrego.

Eu aproveito o tempo vivendo e não sofrendo. Eu sou todos os segundos, eu sou a noite e o dia, a vida é cheia de tempo, eu sou cheio de vida, logo eu tenho muito tempo, eu preciso aproveitar tudo nessa vida. E sabendo disso, eu me dedico e mergulho sem olhar pra trás. Até por quê tudo isso é justificado por uma coisa: eu só faço as coisas que gostariam que fizessem por mim, então, seria incrível ter alguém que dedicasse por mim 1% do que gosto de dedicar pra alguém. Tem muita coisa boa em mim pra ser conhecida.

Se eu não gostar de mim de quem posso esperar o mesmo? Vou esperar que apareça alguém que eu não sinto nada mas que gosta de mim? Vou esperar a boca que já beijei um dia voltar pra me dizer saudade? Vou esperar o passado voltar pra me fazer bem como me fez um dia? Vou esperar o futuro chegar sem eu nem saber o que vai acontecer? Se eu não gostar de mim de quem posso esperar o mesmo? Eu sou uma pessoa maravilhosa. Tem coisa boa pra caralho aqui dentro de mim. Tem um monte de defeito também, mas eles são menores diante de tudo de bom que eu tenho pra dedicar e que planejo em viver. E tudo tem seu tempo. Já tive tanta pressa, já meti o pé pelas mãos 1 milhão de vezes, mas uma hora a gente aprende.

Eu sou uma pessoa maravilhosa e é isso que preciso repetir pra mim todos os dias, da hora que acordo a hora que deito. Uma pessoa que gosta de si próprio é uma pessoa invencível. A vida me testa todos os dias, eu fico mal também, eu choro, mas tudo isso é engolido quando mudo o pensamento. O pensamento me move. Eu preciso sair pra trabalhar me achando uma pessoa maravilhosa. É um privilégio pra esse mundo ter a minha presença! Eu preciso distribuir meus melhores “bom dia” por quem eu passar. Que fique claro, eu não preciso passar por cima de ninguém, não preciso desrespeitar ninguém, eu só preciso dar pra qualquer pessoa tudo o que eu gostaria que dessem pra mim. Eu sou uma pessoa maravilhosa. Dia desses ouvi alguém falar sobre um treco chamado pessimismo, mas eu estava ocupado demais ouvindo uma música que eu gosto e não pude dar atenção.

Eu sou uma pessoa maravilhosa e sei que posso melhorar ainda mais, pois não tem essa de “estraga”; se melhorar, melhora. É isso. E existe alguém que pode me ajudar nisso como eu posso ajudar esse alguém também. Qualquer dia a gente se conhece.

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