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Você está fazendo tudo errado

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=iJHJ1M_2wg0&w=560&h=315]

E aí você reclama.
Você consegue enxergar o que está fazendo?
É sério, você consegue?
Ou melhor dizendo, você consegue enxergar quanta bosta está fazendo?
E o pior: com a sua própria vida.
Você está se matando e não está vendo.

Acontece que você não está ajudando a vida para que ela te ajude.
Você coloca problemas demais na frente das coisas.
Você não deixa as coisas se transformarem em nada além de coisas.

A sua vida parou e a culpa é sua.
Você não acredita em mais nada, você não acredita nem em você direito.
Se olha no espelho, se sente horrível. Se alguém te olha no metrô é por algum defeito.
Você não se ajuda.
E pior: ainda reclama.

Reclama bonito, brada que “as pessoas não se esforçam mais umas pelas outras” como se você movesse um dedo quando alguém tenta te fazer algum bem.
Ou você acha mesmo que essas suas ignoradas que dá em alguém que tenta puxar assunto com você é coisa boa? Precisa mesmo só visualizar a mensagem e nunca responder?
Você faz com os outros o que odiaria que fizessem com você.

Você não deixa ninguém se aproximar de você. Não deixa ninguém gostar de você.
No primeiro sinal de aproximação, no primeiro sinal de alguma intenção, alguma indireta deslizante daquelas que a gente pega no ar, no primeiro sinal de algum interesse de alguém por você, você vai lá e: CORTA.

Você não se permite mudar a vida!
Mas vai lá rever fotos do passado, vai lá ouvir músicas que só lembram do que não existe mais.
Entenda que não é pra sair por aí dando chance pra Deus e o mundo, mas é pra colocar na cabeça que se você não fizer algo pra mudar, ninguém vai fazer por você.

Eu sei e você sabe: tem alguém querendo sair com você, sei lá, te fazer algum bem, mas que você não deixa. Você constrói paredes e não pontes. Você já prevê o que vai acontecer e prefere ficar em casa. Você vive de um jeito como se te obrigassem a viver. Você evita da vida acontecer só por não saber como ela vai acontecer! Sério que não enxerga tudo isso?

Eu sei e você sabe: essa merda de passado não volta mais. A boca que beijou já foi beijada.

Você já parou pra pensar se tem dado chances pra quem gosta de você? Já arrumou tempo pra olhar diferente quem te faz sentir diferente? Já tentou se colocar no lugar de alguém que se esforça pra te fazer bem? Já percebeu que apesar de ser tão exigente e praticamente impossível de agradar, ainda tem gente que faz isso por você?

Sua vida é cheia de oportunidades, mas você precisa querer viver cada uma delas.
Você não precisa fazer o que não gosta, não precisa beijar quem não quer, não precisa transar com quem não sente tesão, não precisa nem ser uma pessoa fofa só pra agradar, você só precisa respeitar, e por favor, tentar.

Tenta pra ver no que vai dar.
Presta atenção direito em tudo e todos ao se redor. Repara em quantas pessoas puxam assunto com você e em quantas te perguntam como foi o seu dia ou te desejam um dia bom. Presta atenção em quem fala com você olhando no seu olho.

Dá pra gente perceber quando alguém é de verdade.
E mesmo que diga que não dê, é justamente por isso que você deve tentar ver no que vai dar.

E aí você reclama.
Você resiste, se defende, se arma contra, você foge, você até mente, você ignora, você despreza, você “dá perdido”, você diz que “hoje não vai dar” e você reclama. Reclama que as coisas não dão certo, que sente saudade de uma ligação carinhosa, que sente falta de companhia pro fim de semana. Reclama que agora que tem feito frio é ainda pior não ter um abraço pra aquecer.

Mas não consegue enxergar – ou finge que não – quem só tenta te fazer bem.

Fazer bem é uma coisa, fazer feliz é outra.
Não precisa se cobrar assim, não precisa exigir que a vida seja de um jeito x ou y, não precisa nada além de se permitir em viver.

Você está fazendo tudo errado ou pode estar pensando fazer o certo. Ou quem sabe o que é o certo ou o errado? Vai ver pra você a fase é essa. Mas por quê reclama? Você pode estar errando ao pensar estar fazendo o certo. Talvez você esteja exagerando. Talvez um monte de coisa, vai saber.

É que só de pensar na possibilidade de você estar fazendo tudo errado, você já começa a fazer certo.

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Mude a vida de alguém por um segundo

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=F1IHmLrOQwE&w=560&h=315]

Você tem um papel fundamental neste mundo.
Entre todas as coisas que pode fazer, você deve se lembrar da importância em influenciar pessoas.

As coisas que fazemos não param só na gente.
Os passos que damos ligam caminhos de um lugar para outro.
E no meio desse caminho tem tanta gente.

Tem tanta gente triste, tem tanta vontade de morrer. Tanta vontade de desistir.
Mas você não pode deixar. Você não pode deixar com as que pessoas ao seu redor desistam. O seu papel está em mantê-las vivas.
“Mas como vou ajudar se nem sei lidar com os meus próprios problemas?” – você pode se questionar. E bem, só o fato de não atrapalhar, você já ajuda, só o fato de não piorar o que já está ruim, você já ajuda e muito.

As pessoas não são felizes todos os dias, nem tristes também.
E já são tantas coisas pra ter que lidar, tantas dúvidas, dívidas, medos e tudo que pode amedrontar, tanta coisa. Você não pode ser mais um em dificultar as coisas. E sempre tem algo de bom que pode ser feito.

Você não precisa mandar aquela música se sabe que a pessoa vai ficar ainda mais triste. Não precisa relembrar daquela dia que ela tenta esquecer. Não precisa falar que viu na rua uma pessoa que ela gostava e luta contra a saudade – pelo menos não agora, pelo menos não de qualquer jeito. Nós temos influência na vida das pessoas, só não temos ideia do quanto.

E é muito.
É preciso saber como falar o que se pensa. Não é todo mundo que vai entender do jeito que você diz, não é tudo mundo que vai levar numa boa, não é todo mundo que vai pegar alguma coisa nas entrelinhas. Nossa ajuda tem que ser objetiva, bem como os dias são.

E apesar do bom senso ser definitivo ao afirmar “a verdade acima de tudo, doa a quem doer”, nós não podemos levar assim tão ao pé da letra.
Você não precisa dizer na cara da pessoa o quanto ela tem sido capaz de esquecer. Não precisa julgar que ela parece não tentar, não precisa jogar na cara dela o quanto de vida ela já perdeu por estar presa ao passado. Na verdade precisa, mas não literalmente dessa forma ou com as palavras que escolher ser justas pra convencer.

Se for pra ajudar, que seja de um jeito que transmita paz.
Se for pra ajudar, que ajude de um jeito que você sabe que vai melhorar. Isso não é passar a mão na verdade, isso é se colocar no lugar; é pensar em comunidade.
A nossa verdade nunca é exatamente definitiva. Amanhã você vai aprender a falar o que disse hoje só que de um jeito mais adequado. E assim todos os dias.

Sei que já temos problemas demais pra ter que lidar, mas ao ajudar outra pessoa muitos deles acabam se resolvendo também. Nós aprendemos sempre. Se não encontramos uma resposta para as dúvidas, encontramos um ponto de vista novo e isso já conta muita coisa.

Você tem um papel fundamental neste mundo.
Pode até não concordar e pensar ser exagero, talvez pense até que a sua existência é insignificante diante do tamanho desse mundo todo, mas a verdade é que temos o poder de mudar a vida das pessoas. Todos nós temos. E esse poder nasce com a gente; nós podemos nos colocar no lugar de alguém. Nós podemos levar um riso pra alguém que teve um dia bosta. Nós podemos dizer alguma coisa que não polua ainda mais a cabeça de alguém. Nós podemos mandar alguma música que entretenha mais do que afundar. Nós podemos mudar a rotina e desejar um bom dia sincero na desgraçada da segunda-feira, ou na terça, ou qualquer dia. Nós podemos fazer de qualquer dia, um dia pra se lembrar.

Talvez não consigamos mudar a vida de alguém por completo, mas sim, nós podemos mudar a vida de alguém por um segundo.

Eu sei que a sua intenção é sempre a melhor, mas o raciocínio talvez seja o de rever o jeito que você transmite a sua intenção; o jeito que você passa o seu modo de ver.

Você tem um papel fundamental nesse mundo.
Você pode mudar a vida de alguém por um segundo.
Você pode resolver muitos dos próprios problemas só ajudando alguém a resolver os seus.
Você pode ajudar um amigo, pode ajudar um desconhecido e pode ajudar até quem não gosta tanto assim. Mas você pode. Quero que lembre que você pode. Quero que lembre das possibilidades que passeiam pelos dedos através de uma conversa na internet, uma mensagem no celular, um encontro, um “me diz o que está acontecendo”, um “calma que estou aqui”, um “conta comigo”.
E você pode fazer com que as coisas ruins acabem no momento em que chegam até você.

Seja alguém que possam contar. E ajude de um jeito que gostaria que te ajudassem.
Você pode influenciar pessoas. Você pode mudar vidas. Você pode melhorar o mundo.
Agora termine de ler tudo isso e pense no que pode fazer de especial por alguém agora. Se felizmente estiver na posição onde ninguém tem te reclama de nada, pense então em algo que pode fazer para melhorar ainda mais o dia desse alguém.

Não piora, se melhorar, melhora.


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A boca que xinga é a mesma que beija

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Z5as2gVEGjI&w=560&h=315]

Eu sou bem assim mesmo.
O meu jeito de gostar pode assustar, mas de jeito nenhum é um jeito ruim.
E algumas experiências que já tive me fizeram ver que não são todas as pessoas que estão prontas para merecer o que eu posso sentir por alguém.

Eu não brinco de gostar.
Não gosto pra impressionar.
Muito menos gosto pra me privilegiar.

Quando eu gosto, eu gosto pra me entregar.
Não consigo viver aquela história de pensar antes de sentir, de deixar de ser quem eu sou por medo de assustar. Entendo que a pressa atrapalha, mas gostaria também que fosse compreendido que não se trata de pressa, se trata de intensidade. E que por maior que seja, intensidade é sempre bem-vinda; os excessos é que nem sempre são. Os motivos muitas vezes são outros. Ninguém acaba uma história pela outra pessoa estar tentando ser feliz rápido demais. As fases é que não são as mesmas. É isso.
Que culpa tenho de gostar de fazer com que 1 segundo pareça 1 ano.

O que me tranquiliza é saber que eu não forço nada. Eu não sei fingir sentir algo que não sinto.
Já teve gente que machuquei com a minha sinceridade, mas não me arrependo e continuo preferindo falar o que sinto do que o que eu devo falar. É que quando estamos numa situação de tomar alguma decisão e essa decisão for alguma daquelas que vai afetar outra pessoa, nós colocamos muitas mãos nas palavras, às vezes tantas que até escondemos as necessárias. Eu nunca ofendi, mas nunca menti também.
Só que o alívio do fim não é o mesmo pra todos.

Assim como eu já quis morrer quando ouvi coisas que eu precisava ouvir.
Não eram as coisas que eu gostaria, eram as que eu precisava.
Mas o tempo me ajudou a respirar melhor e a entender que um dia sou quem termina, no outro sou eu com quem vão terminar.

No meio de tudo isso tem o valor de gostar de alguém.
A música diz que quando a gente gosta é claro que a gente cuida. E esta é uma verdade a se confiar.
Quem sou pra julgar, porém, não me entra na cabeça como existem pessoas que se machucam, se maltratam, se xingam, gritam, esperneiam e até se batem, e no fundo, dizem se gostar. Pra mim não faz sentido.

O problema é quando deixamos de gostar e nos vemos viciados em alguém.
Vício nenhum é bem-vindo, nem o vício em ser feliz, pois pode te cegar e não te deixar aprender o necessário. Agora, se viciar em outra pessoa é pedir pra morrer devagar.

Histórias são compartilhadas, não ameaçadas.
Não pode ser normal sentir tanta raiva a ponto de xingar a família toda da outra pessoa no meio de uma discussão qualquer. E eu sei bem que temos o direito de surtar e que tem vezes que a raiva parece esmagar a nossa cabeça, mas o argumento do “falei sem pensar” não pode ser uma desculpa pra se acostumar. Começa assim. Hoje falou sem pensar, amanhã escapou, depois de amanhã aconteceu de novo e foi a última vez, depois de novo, depois virou rotina, depois virou vício, virou doença. E vai piorando até matar o respeito, até matar tudo.

Já é tão difícil conviver com outra pessoa e não é justo piorar.
É difícil entender alguém que pensa diferente da gente; difícil se colocar no lugar, evitar brigar. É tudo muito difícil. O que pode facilitar com que isso seja feito é a lembrança do que está sendo vivido; é a lembrança de a mão que você usa pra apontar ou pra empurrar é a mesma que usa pra mimar e dar carinho. É burrice fazer de algo tão bom um motivo besta pra se desgastar. Ninguém vai sair ganhando com nada. É melhor ter paz do que ter razão.

Eu sou bem assim mesmo.
Eu gosto de gostar e sei que é preciso respeitar.
Tenho raiva quando só consigo assustar mais do que conquistar. Mas é algo que tenho tentado aprender a contornar. Eu nunca vou deixar de ser quem eu sou por medo de alguém não gostar ou de eu me acelerar, mas eu posso aprender a ser eu mesmo na hora que preciso ser. Posso ser eu mesmo de formas diferentes em vários momentos da minha vida.
Não tenho problema em admitir que sou carente por uma mensagem surpresa no celular. Por isso não entendo como posso ofender alguém que eu só quero cuidar.
Tento respeitar para que eu também seja, para que os dois sejam, para que história seja, pois tudo o que está sendo vivido não é algo só por mim, é por quem estou e pelo que estamos construindo. Não vejo motivos pra me desequilibrar e avançar para a pessoa que gosto para fazer qualquer outra coisa que não seja dar um beijo. E isso é o mínimo que ela merece.

Quando eu gosto, eu gosto pra me entregar.
Gosto do frio na barriga antes da gente se encontrar. Gosto dos planos do fim de semana, gosto da demora na fila do cinema, gosto até do trânsito da rotina. Eu gosto de me lembrar que tenho um motivo a mais para animar meus dias, nem que a presença seja só no meu pensamento ou na forma de uma troca de mensagens no celular.

Gosto de dormir com a consciência limpa de quem existe alguém que sabe que em mim poderá confiar, que eu sou quem vai proteger e tentar ajudar. E que por mais que um dia tudo acabe – como já acabou outras vezes -, por mais que um dia a gente deixe de se gostar, eu sempre vou ter motivos pra respeitar.

Sempre vou ser mais inteligente se eu usar minha boca mais pra beijar do que xingar.

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Isso é pra você que acha que tudo está uma bosta

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=ObxBAqNy3yg&w=560&h=315]

Você até tem razão, mas pra quê piorar então?
A gente tem o direito de reclamar mas temos a obrigação de melhorar.
Se você acha que tudo anda tão estranho assim, é você quem deve fazer alguma coisa pra mudar.
“Pra quê? Já fiz tanto e nunca ganhei nada em troca!” – você pode perguntar.
Simplesmente porque você não tem saída se é uma coisa boa que você deseja viver.
Sei bem que só de pensar na vida já desanima, sei que você lembra com raiva de todo mundo que já brincou com o que você sentia. E aquela sua mensagem carinhosa que nunca foi respondida, lembra? E aquele desgraçado que falou um monte de coisa bonita só pra “te comer”, lembra? E aquela desgraçada que ficou cheia de joguinhos te fazendo de idiota sem sair do lugar? Você pode gritar pro mundo toda a sua raiva mas vai acabar voltando pro mesmo pensamento; vai voltar a pensar que gostaria de ter alguma companhia pra compartilhar. E é nesse mundo cheio de gente desgraçada que está alguém pra você salvar não o nome mas algum apelido fofo na agenda do celular.

As coisas andam difíceis mas injusto é a gente piorar.
Sei que esse papo todo de pensamento positivo às vezes falha e não traz nada de alívio, mas que não seja isso então, que seja qualquer outro pensamento, desde que seja algo que te deixe melhor e que te coloque na frente de qualquer decepção.

Se a prioridade é ser feliz, porque gastar tanto tempo reclamando?

Entenda que eu não sei porque as pessoas fazem isso.
Eu não sei porque tem gente que diz gostar mas que menos faz é demonstrar.
E pior que isso, quem dera se fosse só isso, não sei porque tem gente que faz a gente se apaixonar pra depois dizer algo do tipo “não estou na mesma fase, desculpa” ou qualquer outra coisa do tipo “você gosta mais de mim do que eu de você”. Vai saber que raça de gente é essa. O louco, porém, é pensar que nós também damos dessa às vezes, né? Só que é um saco ter que admitir que erramos também justamente naquilo que odiamos. No fim, somos tudo farinha da mesma vida, né? O que muda é a ordem com que as coisas acontecem. Tem gente que tem mais sorte e rapidinho se encontra pra viver uma coisa boa; por outro lado tem quem tem menos sorte – ou seria mais lições pra aprender? – caminhando tanto atrás de um abraço pra confortar mas só encontra mais motivo pra desanimar. E depois as coisas se invertem; uma fase de cada vez. O negócio é que as possibilidades são as mesmas pra todo mundo nesse mundo, o que muda é a velocidade com que elas se realizam. O dia do seu primeiro beijo também foi o dia de outros mil primeiros. As vidas se parecem e por isso que um dia ou outro elas se encaixam.

Não dá pra julgar ninguém não, muito menos apontar o dedo na cara exigindo algum tipo de explicação. Tem coisas que a gente não precisa lidar. As pessoas mudam, as pessoas cansam, sabe? Quanto mais controle a gente tenta ter, mais descontrolado a gente fica. É que a vida acontece e com ela a gente vive o que a gente merece.

Sua roupa nova, seu perfume preferido, seu cabelo lavado, seu estudo, seu trabalho, seu jeito de viver a vida, são coisas que fazem quem você é, são coisas que te destacam e acima de tudo o importante é colocar na sua cabeça que: você não é pra qualquer pessoa.
Seus sonhos não são pra qualquer pessoa te ajudar a realizar. Não é qualquer pessoa que pode chegar na sua vida, e mais, não é qualquer boca que pode ter o prazer de te beijar. Pode parecer dramatizar demais, mas a questão aqui é lembrar como você é uma pessoa do caralho e como idiotas foram aqueles que já te fizeram mal, apesar de serem grandes as chances de você já ter feito mal pra alguém também. Ninguém é ileso.

O negócio não é se isentar das responsabilidades da vida, todo mundo erra, todo mundo acerta. É que é melhor fazer algo pra mudar do que continuar a ser mais um que reclama e posta indiretas pra se sentir melhor. É importante saber que as coisas não são fáceis, só que mais importante ainda é lembrar poderiam ser piores e que para que grande parte delas dê certo só depende da gente.

Essas são coisas que você já deve saber mas que às vezes esquece de lembrar.
Isso é pra você que acha que tudo está uma bosta, e ninguém pode te convencer do contrário, mas porque piorar tudo então? Deixa o seu coração se preocupar só com a parte boa das coisas que todas as outras vão passar quando você menos esperar.

Não é pra se arrepender de nada.
Sorte daqueles que estiveram ao seu lado por um segundo nesse mundo. E privilegiados serão os que ainda vão te beijar, os que vão receber suas mensanges, carinhos no bom dia, um abraço de grudar.

Mantenha a fé em pé que tem um mundo inteiro te esperando lá fora. Ele pode até parecer estar uma bosta, mas a gente não precisa piorar.

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Presta atenção quando diz que ninguém presta

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=bny6NnwfyGM&w=560&h=315]

Você já percebeu que se não fizer nada, ninguém fará por você, então: por quê você ainda não fez nada?
Eu sei que é um saco recomeçar, sei que tudo parece estar uma bosta que desanima e mata a vontade de tentar, mas saber de tudo isso e não fazer nada pra viver o contrário não te traz dias melhores.

A luta é sempre contra nós mesmos, por mais surreal que pareça.
Nós somos os nossos próprios problemas! Nós que não damos fim às coisas que nos incomodam; às vezes por se sentir refém de algum sentimento que pensamos que ainda existe, às vezes por covardia mesmo de trocar as coisas de lugar e pelo medo da mudança.

Nos alimentamos de saudade.
E esta é a pior merda.
Por melhor que seja toda essa saudade, por mais gostosa que seja de se lembrar, nada valerá mais a pena que trocar o disco e limpar o armário para que novas experiências possam chegar.

Talvez a fase não esteja tão boa assim para novos amigos e talvez você prefira ficar em casa para se preservar, não há problema com isso, o problema é você não entender que enquanto não fizer nada por você, ninguém vai fazer.

“Que merda, outra pessoa vindo me falar o que devo fazer, vindo falar que não faço nada pra mudar, que grande merda!” – é o que você pode pensar agora.
Mas esbravejar não vai fazer os fatos serem menos verdade.

Você pode não saber das coisas que gosta, mas sabe bem das que não gosta.
E sabendo também que não dá pra contar com ninguém pra mudar a sua vida, talvez esteja clara a ideia de que a culpa pelas coisas não melhorarem seja sua.

Essas mensagens e fotos antigas guardadas no celular não são capazes de fazer o passado voltar. Você tem se matado e não enxerga. Você tem deixado a própria vida pra depois em troca de um minuto ou dois de saudade. Você olha os casais na rua e fica mal com a felicidade alheia porque gostaria que fosse você ali. Você assiste a filmes com final feliz e se questiona porque o seu também não foi assim. Você lê o horóscopo na esperança de encontrar algo do tipo “hoje, fulano vai aparecer na sua porta e dizer que também sente sua falta”. Mas ele nunca vai chegar. Você posta indiretas na internet como se fossem afetar alguém, mas só afetam você. Você finge felicidade saindo para as baladas e postando as fotos de pré, durante e após, como se quisesse mostrar pro mundo como você está bem. Mas não está. Você percebe quantas coisas você faz pra esconder quem você é e como você se sente? Ninguém pode dizer que isso é certo ou errado além de você.

Só não coloque tanta culpa assim no destino.
Não fortaleça o discurso de “ninguém vale nada!” baseando-se em uma ou dez experiências que teve na vida, ou que seus amigos tiveram. Não generalize as coisas ruins; nem as boas. Não queira ter a vida dos filmes. Como que você quer viver uma história nova semeando a ideia de que ninguém presta nesse mundo? Como você quer outra mão pra acompanhar a sua nos dias de frio se você não acredita em nenhuma outra? “Mas como acreditar se eu só encontrei gente canalha?” – você pergunta agora. E a resposta é simples: é preciso acreditar pelo que você deseja viver. Pois partindo do princípio de que pra viver outra história é preciso ter outro alguém, você deve acreditar que existe alguém capaz de equilibrar a sua vida. E não se trata de alguém perfeito, que aliás nem existe, se trata de alguém pra você.

Talvez a pessoa não saiba escrever frases bonitas.
Mas ela pode dizer coisas que só sente por você.
Talvez a pessoa não seja assim tão bonita.
Mas ela pode dizer o quanto te acha uma pessoa bonita e o quanto faz ela se sentir melhor.
De repente ela pode ter uns quilos a mais. Ou a menos.
Mas não nega uma ideia sua de comer alguma coisa diferente.
Ou talvez ela pode morar longe demais da sua casa.
E mesmo assim atravessar a cidade só pra dedicar parte do dia pra você.
Talvez a pessoa não tenha dinheiro pra fazer tantras coisas legais no fim de semana.
Mas saiba aproveitar cada segundo da sua companhia fazendo de uma noite no edredom a melhor viagem da sua vida.
Pode ser que ela goste de outro tipo de música diferente de você.
Mas que também não se importe em você mostrar uma música nova.

Presta atenção quando você diz que ninguém presta nesse mundo, pois querendo ou não, é nesse mesmo mundo, cheio de pessoas que não prestam, que está a pessoa que você espera. E que talvez não preste também, há a possibilidade. Bem como pra alguém você já foi quem não presta. Você já foi alguém que fez sofrer mas disso raramente se lembra, é mais confortável gritar que ninguém presta. Você grita que ninguém presta atenção em você, nas pequenas coisas como você, mas você também já deixou a desejar quando foi sua vez de prestar atenção em algo ou alguém. É mais ou menos isso: não existe certo ou errado, existem as pessoas e a forma com que elas se encaixam.

Você já percebeu que se não fizer nada, ninguém fará por você, então faça alguma coisa agora.

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ps: Obrigado ao pessoal de São Paulo que encarou o frio e chuva e foram ao Encontro de Leitores sábado. Foi demais! Postei uma foto na fanpage! <3

ps2: Quarta-feira, dia 28, darei uma palestra de Comunicação e Redes Sociais na ETEC MARTIN LUTHER KING, no bairro do Tatuapé, aqui em São Paulo! Só para alunos, mas vale o aviso caso tenha algum que acompanhe o blog. =)
Para interesses em outras palestras, o e-mail é: mrs.contato@gmail.com

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A culpa é toda nossa

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=TNwkN9vrUYY&w=560&h=315]

Funciona assim: as coisas às vezes dão certo. E às vezes não.
É coisa da nossa cabeça querer entender tudo, indo por esse lado seria justo que entendêssemos que tem coisas que nunca vamos entender. É confuso, mas a vida é confusa. Tentar explicar a vida pode levar a loucura.

Todo dia uma história termina, bem como um dia também.
E os motivos são variados: Histórias terminam por algum dos dois “estar gostando rápido demais”, por “não estou pronto para algo sério agora”, por “fiquei assustado como as coisas aconteceram rápido demais entre a gente” ou qualquer outro motivo. E é de se esperar que a frustração nasça junto com a vontade de socar as paredes.

Todo dia uma história começa, bem como um dia também.
E os motivos são variados: Histórias começam por algum dos dois “eu gostaria de te ter comigo mais vezes do que já tenho”, por “talvez eu esteja sendo precipitado, mas você precisa saber”, por “não quero te assustar, só quero que entenda que o que sinto por você é de verdade e não tenho mais força pra controlar” ou qualquer outro motivo.

Acontece que nós queremos mesmo é que a vida seja como nós pensamos que deve ser. Somos viciados em querer viver o que queremos.
É claro que isso não significa que não devemos ir atrás das coisas – ou das pessoas – que gostamos, pelo contrário, devemos fazer o máximo que podemos. Mas isso tem a ver com a decepção que mergulhamos quando as coisas não saem como o esperado, e os nossos olhos que tanto enxergam mudam o foco então só para uma parte das coisas: as ruins.

Nós gostamos mesmo é de uma fossa. Não adianta, faz parte do que somos.
“Ah que coisa horrível de se dizer! Eu gosto é de felicidade” Ora, quem não? Acontece que o esforço que fazemos para sair de uma fossa contradiz a nossa vontade de ser feliz, ou seja, fazemos mais esforço para não sair do lugar do que para sacodir a poeira. O negócio é colocar na cabeça para o que devemos direcionar nossos esforços: se para continuar do jeito que está ou se para mudar um pouco todo dia?

A vida não pode nos consumir, somos nós quem a consumimos.
As contas vão chegar como sempre chegaram, o trânsito não vai melhorar, o preço das coisas não vai abaixar, dor nenhuma muda a rotina. É bobagem deixar de viver por alguma boca que não se pode mais beijar.

Por quê lembramos mais das bocas que não podemos beijar do que das vezes em como foi bom beijá-las? Por quê nos importamos tanto com as mensagens que não queremos apagar do celular se podemos, a qualquer momento, mandar mensagens novas? É a nossa tendência em não mudar; é o eterno e desgraçado estado de “estou mal, me deixa aqui” que vegetamos quando as coisas não saem como o esperado.

Antes de qualquer coisa é preciso entender que a vida nos dá o que merecemos e não o que queremos.
E claro que dor está nesse meio. A nossa trajetória é cheia de tropeços. Desde o brinquedo quebrado na creche até a demissão ou ao flagrante de traição. Não é pior pra ninguém, é igual pra todos. Todos temos o mesmo coração e sentimos as mesmas coisas.

Tem saudade que é boa de ter, mas ter lembrança é melhor. Saudade é lembrar e sofrer, lembrança é lembrar e suspirar. Não dá pra escolhermos o que lembrar, mas dá pra escolhermos no que pensar. O nosso pensamento atrai o que ele quiser. Por isso os refrões de tristeza nos fazem lembrar só da parte ruim das coisas. Por quê não lembramos dos refrões de alegria? Daqueles dos fins de semana de sol ou dos sábado de inverno-pijama-moletom? Porque parece que somos amaldiçoados, parece que é só as coisas saírem fora do planejado que já saímos procurando o viaduto mais próximo para nos jogar.

O tempo que se gasta pensando no que passou, se ganha pensando no que ainda nem chegou. E faz bem inspirar e planejar. Nós precisamos de planos!

Tem tanta boca lá fora esperando por um beijo nosso.
Lá fora dessa nossa dor toda.

Tem tanta mensagem esperando pra ser respondida além de visualizada. Tem tanta coisa pra se ouvir do tipo “que bom te ver, estava com saudade” ou “não vejo a hora de te ver, cadê o fim de semana que não chega?”

Da pra ser didático sobre como funciona a vida.
Cada dia começa e termina e assim são as nossas histórias, talvez em velocidades diferentes, mas no mesmo raciocínio. Tem dias que acordamos felizes com o sol bonito, nos de chuva nem tanto felizes e a preguiça é maior. Tem pessoas que gostam de dividir um dia de sol bonito com a gente, tem outras que confessam desinteresse e aparente preguiça até em nos encontrar. A lógica pode ser pobre mas nem por isso menos certeira.

Por quê insistimos em lembrar de quem nos fez sentir como bosta? Por quê esbravejamos com os amigos: “ahh fulano fdp vai ter o que merece, não podia ter feito isso comigo”? Aonde vamos chegar com tudo isso?

Por quê fazemos tantos joguinhos se ninguém vai ganhar?

Cada dia vivido é um dia mais perto da morte. E pode soar tenebroso mas é real.
Isso quer dizer: será que vale a pena mesmo dedicar tanto tempo – que seja em pensamento – pra alguém que não está nem aí pra gente? Será que vale a pena correr tanto atrás assim de alguém que não demonstra querer saber se estamos vivos os mortos? Será mesmo que merecemos gastar todas as nossas energias, pensamentos e sentimentos em coisas que já existiram só pelo desejo em querer que exista de novo? Aqui a inteligência se faz necessária.

Nossa boca é tão gostosa pra ser beijada.
Nosso corpo é tão gostoso pra se transado.
Nossa voz é tão sincera pra dizer que ama.
Nossas mensagens são tão certeiras em demonstrar que gosta.

Será mesmo que vale a pena abrir mão de tudo de melhor que somos por pessoas que já passaram pela gente, pela saudade implacável, pelo desejo de volta ou por qualquer outra coisa com remota possibilidade de acontecer?

As coisas não dão certo, mas por quê precisamos lembrar mais dessas coisas do que de todas as outras?
Já basta a lição do fim, pra quê dar ainda mais força para o que não nos faz bem?
Por quê se vingar das noites sem sonhos nas noites de sono?

Quantas perguntas assustadoras.
Mas todas levam a um ponto: o que nós queremos da vida? Sofrer pelo que já vivemos ou vibrar pelo que nem conhecemos?
Nós somos responsáveis em dar fim às coisas que não fazem bem pra nós mesmos.

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Coloca na sua cabeça: eu me coloco no seu lugar

Leia ouvindo:
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=pAEzsDaCk6A&w=560&h=315]

A gente poderia aproveitar.
Essa vida já é tão curta e não vejo inteligência na gente ficar pensando no que já vivemos tendo tanta coisa pra viver pela frente.
Igual à sua, a minha vida também não foi feita só de sorrisos até aqui.
Eu já ouvi coisas que não desejo pra ninguém.
Em uma história que eu confessava amor, a pessoa que estava comigo sugeriu que fôssemos amigos. Em outra uma outra história, dessa vez uma em que eu não estava assim tão completamente envolvido, foi a pessoa que estava comigo que confessou amor por mim. E eu não soube fazer nada além de me desculpar e sugerir, terrivelmente, que fôssemos amigos. Foi mais ou menos assim, já estragaram a minha vida, já estraguei outras também.

Estou falando isso pra te lembrar que você não foi a única a sofrer.
E às vezes que chorou também não serão as últimas.
E o mesmo serve pra mim. Não vivi só felicidade e nem só disso viverei.

É que eu acredito numa coisa muito verdadeira dentro da gente, sabe?
Bem que eu poderia desencanar da vida e gastar os meus dias me matando de saudade pelas coisas que já vivi; eu poderia dizer que já amei alguém o máximo que eu pude; eu poderia também me consolar lendo histórias que só me inspiram mas não me fazem acreditar em mim, sabe aquela coisa de frases de efeito? Então, mas eu tenho preferido agir diferente. Eu quero efeito!

E devo te dizer que pensar diferente no meio de tantas vidas iguais não é algo simples de se fazer.

A pressão das pessoas faz a gente desacreditar na nossa própria vida.
É tanto “já passei por isso antes, se eu fosse você faria de maneira x ou y”, tanto “normal, esse tipo de gente faz isso mesmo”, tanto “ninguém presta, melhor pensar assim” que é natural a gente perder a paciência com tudo e todos. Tudo desmotiva. Mas a questão é sobre quem pode garantir que tudo isso seja verdade. Não é justo generalizar. Não posso compartilhar do jeito que uma pessoa lidou com determinada situação para lidar com a minha. São vidas diferentes, pessoas diferentes, atitudes diferentes. O problema é que é um saco ter que nadar contra a maré quando o confortável seria navegar junto nessa mesma maré. Tenho impressão que às vezes as pessoas querem que tenhamos vidas iguais. Alguns dos conselhos que já ouvi seguem a receita do “faça isso, fiz comigo e deu certo”, mas quem garante? Como alguém pode ter tanta certeza que também vou encontrar uma pessoa canalha só por que ela encontrou? A estatística não é absoluta. Eu nunca vou concordar com isso.
E digo isso tudo porque eu sei que anda tão difícil acreditar em algo real.
Em uma época de valores tão descartáveis onde sacolas de grife brilham mais os olhos do que um dia de chuva de granizo, eu entendo que seja difícil acreditar que eu quero te fazer bem; é difícil acreditar que eu só tenho a mim mesmo pra te oferecer. É mais inteligente que você seja defensiva e coloque na cabeça que o que eu quero de você é mais uma noite em um motel qualquer e um novo nome pra colecionar. Não me espanta você ver minhas gentilezas como meios de conseguir conquistar o teu corpo e não você.
Pra mim também é muita clara a possibilidade de você pensar que eu faço o que faço com todas, que estou cercado de alternativas, que caso você não queira aqui, outra estará mais fácil ali.

Eu só estou de saco cheio de tudo que posso parecer ao invés de entenderem tudo que eu posso fazer. Eu não quero parecer nada, eu quero ser EU MESMO!

É que eu acredito numa coisa muito verdadeira dentro da gente, sabe?
Muito antes de ser amor, eu acredito na real intenção de fazer bem.
Entre tantas receitas sobre o jeito de viver, a minha preferida é agir com as outras pessoas de um jeito que eu gostaria que agissem comigo.
Por isso, por mais verdade que seja dizer que o mundo anda meio estranho e que ninguém mais se interessa por nada de verdade, eu prefiro continuar acreditando no diferente, prefiro continuar acreditando que nem que seja eu a última pessoa do mundo a tentar fazer diferente, eu vou continuar sendo. Ao invés de tentar me adaptar ao mundo que vivemos, eu prefiro continuar sendo eu mesmo cheio dos sonhos bobos tipo querer acordar um dia ao seu lado só pra te ver com a cara amassada no travesseiro.

Eu sei que vai levar um tempo até que acredite que as minhas intenções com você são as mesmas que eu gostaria que tivessem comigo, mas eu não me importo.
E estou te falando todas essas coisas, ou melhor, estou desabafando todas as essas coisas, pra te mostrar que eu concordo com você, e mais, que eu mesmo também prefiro ficar na defensiva para evitar que eu mergulhe de cabeça e morra. Eu sei que as coisas andam uma merda e preferi contar um pouco de mim pra te mostrar que não está sozinha, mas eu sei também que as coisas podem ser diferentes. Eu sei que se você acreditar na sua vontade de ser feliz, você vai entender que eu não falaria tudo isso se você não fosse importante pra mim. Você vai entender que quando a gente gosta de alguém a gente respeita e tenta entender o modo que a pessoa vê, tipo como estou tentando com você. Você vai entender que se a gente não arriscar, nada de diferente vai acontecer. E acima de tudo, você vai entender que talvez você falaria o mesmo pra alguém que estivesse gostando, tipo eu aqui falando por que gosto de você.
A gente poderia aproveitar.
E a gente não vai saber como vai ser se a gente não tentar.

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ps1: Atenção leitores de SÃO PAULO:
Sábado, 24/05, 14hs, VÃO DO MASP: Encontro de leitores do Um Travesseiro Para Dois. Vamos? Anotem na agenda! Durante a semana vou fazer um flyer pra oficializar a divulgação! A ideia é conhecer vocês e falarmos sobre a vida. Vai ser legal! Ah, levarei os ÚLTIMOS EXEMPLARES do livro para quem quiser com DEDICATÓRIA, porque depois só nas livrarias, ok? =)

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Antes de você eu já sorria

É então, foi isso.
Nem chegou a começar e eu já tenho que lidar com o fim.
Mas isso não é novidade pra mim, e também não falo isso pra me fazer de vítima.
É que a gente vai criando uma casca e poucas coisas impressionam tanto.
E isso é algo que tem um lado bom e um ruim:
– o bom é que nos protegemos
– o ruim é que nos protegemos tanto que deixamos de nos permitir.
Mas eu tenho consciência dessas coisas, não é bem por aí comigo.
E ter consciência tem um lado bom e ruim:
– o bom é que eu sei que devo me permitir
– o ruim e que eu sei que deveria me permitir menos às vezes. (mas só às vezes).

É isso.
Tenho que te ver indo embora e não há nada que eu posso fazer pra voltar.
Eu nunca te obrigaria a viver algo que não gostaria. Nunca te falaria coisas que eu não gostaria de ouvir. E eu já fiz tudo, apesar de tão pouco tempo juntos.
Tem coisas que a gente precisar admitir antes de querer arrumar. Então eu já entendi que essa foi só mais uma vez que não deu certo pra mim. E no momento quero aproveitar o meu direito de pouco me importar com aquela história de que “deu certo enquanto houve história”, pra mim, por enquanto, não deu certo merda nenhuma. Ver indo embora uma pessoa que você gosta não significa dar certo em nada. Apesar de ser verdade, vou levar um tempo pra concordar que foi bom enquanto durou, por enquanto só repito pra mim mesmo o quanto me frustra aceitar que terminou.

Engraçado que eu me dediquei.
Mais uma vez eu me dediquei e tentei ser uma pessoa boa. E acho até que consegui.
Só que nem todo mundo está pronto para a pessoa que somos.
As fases precisam coincidir para que algo a mais possa existir e resistir.
É aquela história: às vezes somos a pessoa certa na hora errada, às vezes somos o contrário.

Gostaria, porém, que nunca duvidasse das coisas que já te disse.
Se não quiser guardar minhas mensagens, guarde minha verdade. É que eu sempre fui real em cada coisa que te falei ou te escrevi.
Lembra quando eu disse que gostava do jeito que mexia no cabelo? É então, eu gostava mesmo, não era conversinha fiada pra te levar pra cama. Lembra quando eu te disse que sentia saudade mesmo tendo acabado de sair da sua casa? É então, eu sentia mesmo, não falava isso pra você me achar bonitinho e fofo. Lembra quando eu disse que poucas vezes me senti com alguém igual me sentia com você? É então, poucas mesmo, talvez nunca. Era bom me sentir bem do seu lado. Lembra quando eu disse não me importar em você sair com seus amigos e aproveitar seu tempo? É, eu não me importava mesmo. Não fazia charme ciumento pra você se tocar e ficar comigo. Sempre pensei que precisava viver as coisas que gosta. Eu apareci na sua vida pra somar não pra subtrair. Lembra quando falei que podia comer metade da minha barra de chocolate? Então, podia mesmo. (só não podia comer a barra toda.)

Eu até que fico feliz.
Apesar de ainda não saber lidar muito bem com esse fim – quem sabe lidar com algum fim? – eu fico feliz ao lembrar que fiz minha parte para que nunca me esqueça. Tem que começar uma história fazendo história. E eu tenho certeza que nunca vai me esquecer. Isso é algo que estranhamente me faz bem.
Sei lá, esse gostinho de “missão cumprida”, de que marquei uma outra vida com parte da minha, é algo que faz bem.
Digo isso por ter certeza que você vai se lembrar de mim em vários momentos da sua vida. Pra sempre.
Você vai lembrar das minhas manias, vai lembrar do jeito que a gente ria. E capaz que lembrará disso após a próxima boca que beijar.
E nem que demore pra acontecer, nós ainda vamos nos encontrar nas lembranças dessa cidade. Talvez nos relógios das avenidas ou nas calçadas largas; talvez nas sorveterias ou talvez na fumaça da caneca em uma noite de frio. Não quero amaldiçoar seu futuro com o nosso passado, mas de mim você vai lembrar e essa é uma verdade que você deve aprender a lidar.

Bem, é isso então.
Pareço estranhamente conformado ao falar desse modo?
Até eu me assusto com essa minha tranquilidade toda.
Mas dá pra explicar: eu já me apaixonei por tantos beijos que me deixaram pra trás, já incluí tantas pessoas nos meus sonhos que depois não quiseram mais, já comentei pra minha família sobre tantas pessoas que depois foram embora, que não me estranha aceitar que mais uma vez aconteceu assim. É uma pena porque eu estava até que gostando dessa coisa de conversar sempre, de contar detalhes do dia e perguntar sobre a família, sabe? Essa coisa toda de dividir a própria vida com outra. Mas eu não te quero obrigada à viver comigo. Tentei te mostrar que tínhamos uma bonita história pra viver e mais do que ficar mal por não ter dado certo, eu fico bem por ter certeza de que fui pra você quem eu gostaria que fossem pra mim.
Está tudo bem e tudo vai ficar ainda melhor, afinal, antes de você eu já sorria.

Márcio Rodrigues.
instagram: @marciorodriguees

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Eu odeio joguinhos mas preciso aprender jogar

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=hA7o59lqOs4&w=420&h=315]

Já entendi que as coisas nunca serão do jeito que eu gostaria.
E que a saída para eu me prevenir de sofrer mais, talvez seja eu me importar menos com o destino. Mas sabe, é bonito falando, difícil é ver alguém fazendo.

É uma bosta quando você liga as peças da sua vida e se vê em mais uma daquelas situações em que não gostaria de viver de novo. Volta aquela sensação de “eu já passei por isso antes” e você se sente um lixo. Eu me vejo assim. Às vezes.
É que eu gosto. Eu gosto de gostar; gosto de ter a quem gostar e nem sempre isso é o bastante.

Tipo você.
Eu gostaria de perguntar a noite como foi o seu dia, mesmo tendo falado com você durante ele todo. Sei lá, inventaria algum assunto, transformaria mais uma viagem de ônibus em uma viagem cheia de detalhes, com gente dormindo, rindo, ouvindo música alto, gente de todo o tipo. Eu detalharia cada detalhe pra você. Assim, redundante mesmo.
Gostaria de saber quem são seus amigos para que eu pudesse ilustrar cada um deles na minha cabeça toda vez que menciona algum deles. Eu gostaria de ter a liberdade de poder te ligar a qualquer hora. Gostaria de te chamar pra sair mais vezes do que já saímos. Eu gostaria de te dizer que ficaria feliz em te ver alguns dias a mais durante a semana. Gostaria de poder te abraçar depois de uma risada nossa. Gostaria de te dizer sem titubear que te vi linda todos esses dias até aqui.
Gostaria de tanta coisa sobre você mas ainda não é hora de saber.
Apesar de eu saber que não é algo bom, eu gostaria de poder acelerar o tempo, só hoje, só essa semana, só esse mês, gostaria de ver o tempo correr pra saber se vou sofrer com você. Eu sei que isso é surreal, que essa história de tentar prever só me deixa mais longe do que é real, mas fazer o quê, é algo que eu gostaria mas não é algo que vai acontecer.
Gostaria de não ter que medir minhas palavras com você. Não que eu deixe de ser quem sou quando estamos conversando, mas sabe, eu tenho pressa em ser feliz. Tenho pressa em poder tocar o seu rosto sem aviso-prévio, tenho pressa em poder te abraçar de surpresa nos corredores do supermercado, tenho pressa em te ver deitada no meu peito no cinema, tenho pressa em te ver de pijama numa noite de sábado de edredom. Mas eu sei, nem adianta ninguém me dizer, eu já sei que eu preciso esperar.

A dor faz a gente acumular muita coisa boa pra despejar em uma pessoa.
Sortuda quem for essa pessoa.

Isso significa que as merdas que já vivi não me fizeram desacreditar do que ainda quero viver, muito pelo contrário, só me deram mais certeza. O sofrimento que passei me deu cada vez mais certeza que eu tenho muita coisa boa aqui pra compartilhar, por isso minha frustração com esse jogo de esperar.

Eu sei que tenho que esperar, mas você sabe o quanto eu já te esperei?
Eu sei que é preciso te dar um tempo, mas você sabe quanto tempo eu já estou aguentando por mim mesmo?
Eu sei que eu preciso te dar espaço, mas você sabe quanto espaço sobra aqui entre os meus braços?

Eu só tenho pressa de você por ter certeza que tenho muita coisa boa pra te oferecer.

Só que agora eu não posso fazer nada.
Eu até posso ir curtindo algumas fotos suas, posso te mandar links que talvez te faça rir, posso sugerir uma estreia do cinema e posso perguntar como foi o seu dia, mas ainda não como eu gostaria. E isso tudo faz parte.
A vantagem dessa pouca velocidade com que as coisas tem desenrolado é que você tem conseguido me fazer esquecer o passado. Lembro que antes de você eu estava numa fase de me afundar em refrões e em comidas gordurosas no fim de semana; eu não queria saber de mim. Agora tenho visto minha motivação voltar. Aos poucos.

Eu não quero estragar tudo. Não quero te assustar.
Não de novo.
Não quero ser quem mete o pé pelas mãos alegando ser na melhor das intenções. Aliás, eu nem preciso das melhores, as boas já podem bastar. É que tenho dessas, não sei viver do mínimo se sei que posso dar o máximo. Mas estou aprendendo a me controlar.
É que quando a gente vê que a vida recomeça a gente volta a se empolgar como na primeira vez.

Um instante inédito na vida é capaz de ocultar qualquer reprise do passado.

É só sentir de volta uma pequena esperança em dias melhores que eu nem lembro mais da última boca em que beijei. Essa parte é boa na vida.

Tudo bem eu me encaixar no jeito que a vida se propõe a ser. Tudo bem eu escolher o meu lugar na mesa e aprender a jogar. Tudo bem eu desenvolver alguma maneira de saber lidar com esses momentos incertos de tentar ou não tentar, falar ou não falar. Tudo bem eu falar menos que sinto saudade do que eu falaria. Eu odeio joguinhos da vida, mas  tem vezes que não há outra saída a não ser jogar. Eu sozinho, por mim mesmo, não sou capaz de mudar um mundo inteiro, então é preciso me adaptar. Tudo bem tudo isso junto e um pouco mais. E nesse caso, jogar é te respeitar. É pensar em você, pensar em nós dois.

Eu só não quero ser um novo objeto na sua prateleira. Eu não quero ser a pelúcia que no começo você adora e dorme junto mas que depois cansa de brincar. Não quero ganhar o prêmio de fofura se eu não puder beijar a sua boca. Não quero ser a pessoa mais especial que conheceu se não sou capaz de ser quem pode tornar especial um dia seu. Dá pra entender?
Eu já estraguei muitas histórias, já estragaram muitas minhas também, mas eu não quero mais. Da vida eu só quero a paz e com o coração eu quero acelerar.

Por isso vou te esperar aqui. Tenho um tempo pra te dedicar.
Você tem meu telefone, sabe onde eu moro, conhece alguns dos meus amigos, sabe como me achar. Vamos continuar conversando, talvez até saindo. Vai vivendo a sua vida aí, vou tocando a minha por aqui e a gente espera pelo dia então que os dois decidirem jogar no mesmo time, já que por enquanto, nessa jogo inevitável que a vida se faz, nós não somos adversários, mas também não podemos comemorar no vestiário. Não ainda.

Já entendi que as coisas nunca serão do jeito que eu gostaria, mas ter você comigo hoje pra rir da vida seria algo que eu me orgulharia.

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ps1: Pessoal de SÃO PAULO capital: que tal organizarmos um encontro de leitores como já fiz uma vez? A gente poderia se encontrar pra falar sobre vida. Basicamente. Seria divertido! Respondam nos comentários o que acham da ideia! 🙂

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Frio de sobrar a manga do moletom

Leia ouvindo:
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=er5BJuO0KEo&w=560&h=315]

Embora eu não tenha muita coisa pra oferecer,
tudo o que eu sou, eu vou gostar de ser pra você.
Por isso, se quiser, te empresto meu cobertor de abraços.
Hoje que tá fazendo frio eu posso te aquecer com meus braços.
E falando uma coisa ou outra eu posso tentar aquecer seu coração.
Esse é aquele frio de colocar as meias por cima do pijama.
É aquele frio de sobrar a manga do moletom, de fazer “cabana” com as mãos
e dar um sopro pra aquecer.
Imagina que demais a nossa conchinha pra dormir?
Depois de embrulhar os pés no edredom, eu poderia colocar minha mão
por cima de você e a levaria até seu rosto.
Por mim, nem precisaríamos mudar de posição.

Que tal um filme?
Eu também poderia preparar algo pra gente, se quiser.
Hoje tá frio, o ideal seria algo quente.
Eu ia gostar de ver seu óculos embaçado pela fumaça da caneca.
O meu também ficaria.

Caso sinta vontade de falar sobre a semana, nós podemos conversar.
Só ia propor que escolhamos uma música calma pra relaxar.
Tem vezes que queremos ser ouvidos e não opinados. Eu gosto de escutar.
Pode me falar o que espera da sua segunda-feira.
O que pretende fazer de diferente?
Se por um dia preferir chá no lugar do café já vai ser um dia mais experiente.
Nessas pequenas escolhas que o lado bom da vida está presente.

Ok, eu poderia contar da minha vida também, se quisesse.
Poderia falar como foi meu fim de semana e o que espero para os próximos dias.
Talvez eu reclamaria que fazer tantas baldeações no metrô me cansam,
talvez eu falaria que tenho que entregar algumas coisas nem tão legais assim,
ou talvez eu meteria o pé pelas mãos e daria alguma brecha de que eu ficaria feliz
se nós encontrássemos mais algum dia no meio da semana. Vai saber.

Hoje eu gostaria de te oferecer uma viagem pra um lugar quente.
Mas no momento só posso oferecer o calor das minhas mãos.
E alguma delas no seu cabelo pra você relaxar.

Não sei se as minhas ideias são boas assim o suficiente.
Talvez eu nem saiba direito o que dizer sobre a gente,
mas eu gosto de deixar claro que a única intenção
é te fazer sentir bem, te fazer sentir diferente.
A única intenção é te convencer que as ideias que tenho eu dedico à você.
E não pra qualquer outra pessoa que aparecer na minha frente.

Tenho medo de não te corresponder.
Sei lá, vai saber, essa coisa toda de fases diferentes,
de se antecipar, querer cuidar e por isso assustar.
E tem vezes que eu gostaria de mudar se eu pudesse,
só que no fim prefiro ser eu, e só falo isso por um motivo:
porque eu só posso garantir “eu mesmo” para oferecer a alguém,
eu só posso garantir que as coisas que me fazem bem
são as mesmas coisas que eu posso oferecer pra alguém.
(apesar de que eu posso inventar coisas novas, eu vou gostar!)

Não tenho medo de nada não.
Coisa boa é ter frio na barriga; melhor ainda é conseguir esquentar.
Sei lá, vai saber, essas coisas de se permitir viver,
de deixar acontecer, de aproveitar mais do que querer entender.
E eu não gostaria de mudar nada não,
no fim prefiro me surpreender, e só falo isso por um motivo:
Hoje tá fazendo frio que abraços podem aquecer
e tem um lugar sincero aqui no meio dos meus braços pra você.
É só querer.

friimagem: Google.

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