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É Só Pra Te Conquistar Mais Uma Vez

Se eu pudesse brindaria aquele dia todos os dias. Mas já que eu não posso, ainda, recorro a minha memória que até colabora me levando de novo praquele mesmo dia e hora que você concordou em dividir comigo os próximos dias da sua vida. Eu gosto de lembrar pra poder ter certeza que estou fazendo certo hoje, que ainda estou te correspondendo como prometi tempos atrás.

Eu nunca me forcei ser quem você sempre quis, ainda não sei se chego perto disso, mas eu também nunca me poupei em ser o meu máximo pra você enquanto eu tiver ar pra respirar. A dedicação e toda a preocupação que eu tenho com você, com a gente, com a nossa história, é tudo que me faz viver, é o principal motivo que me faz acordar todos os dias.
Incrível como enfrento tanto trânsito nessa cidade, gente mal educada e mais um monte de coisa inevitável, mas tudo perde o sentido quando a ligação surpresa no meu celular vem de você. Você que sempre cria assuntos, liga pra dizer “oi, boa volta pra casa!”, liga pra dizer que está com saudade, liga pra falar dos planos do fim de semana, que até já escolheu o próximo filme que vamos assistir. Tão dedicada.

Você que sempre cuida de mim.

Eu poderia explicar aqui agora outros motivos que me fazem assim tão feliz com você, mas eu só penso agora na forma em como você se doa para o que estamos construindo. São tijolinhos, um de cada vez, vamos empilhando. Pode ser que a gente construa algo indestrutível, pode ser que desmorone, pode ser tudo, mas eu prefiro acreditar que vai acontecer o que de melhor for pra gente. Sentir amor também é considerar a dor.

E eu penso nisso tudo todos os dias.
No trabalho as pessoas comentam quando me pegam rindo sozinho sem motivo aparente, e eu até entendo. Também acharia louco uma pessoa que de uma hora pra outra abre um sorriso sozinho. É que eu lembro. A lembrança pode trazer a felicidade de volta, nem que seja por alguns minutinhos, alguns raros momentos. Eu faço com que a sua lembrança em mim me ajude a viver o dia inteiro. É por isso que eu rio. É um riso de gratidão. No entanto eu confesso que digo para o pessoal do trabalho que estou rindo porque lembrei de uma piada. Mas não é bem isso. E não me importo se eles não entendem. Eu nunca pedi pra ser compreendido.

Também não tenho a mínima vergonha de parecer “amar demais”. Eu quero que se dane os julgam o que eu sinto, como sinto e as formas que demonstro. É a minha vida e eu faço dela o que eu quiser. Se as pessoas fossem assim tão certas como costumam se comportar, não haveria tristeza nesse mundo. E aliás eu fico triste também. Quando a gente briga, quando eu não te entendo ou você não me entende, quando o celular dá “mensagem não enviada” ou corta a ligação não me deixando te ouvir direito, quando eu não consigo te ver. Eu também fico triste e como já falei, quero que se dane os que julgam meus motivos pra isso. Essas pessoas também não estão comigo para celebrar os momentos em que estou feliz.

Sei lá, é isso, sem palavra difícil. É só pra você não esquecer, tá?
Daria tudo pra ver como está a sua carinha agora.
Lembra que eu falei que tentaria inovar na forma de te conquistar todos os dias? Já usei presente, viagem, homenagem, agora eu tô tentando usar palavras, amanhã eu penso em outra coisa. Espero que tenha gostado, não coloquei cabeçalho nem nada, não lembrava como escrevia uma carta.

Vou deitar e dormir, mas antes quero lembrar do último sorriso seu que eu vi, só pra eu te trazer pra perto de novo até eu ir na sua casa amanhã.

amo.

Vai Ficar Nessa de “Te Adoro” Até Quando?

É tanta pose de “medo de sofrer” que dá até raiva.
Eu odeio pessoas que maltratam as outras. Sei que é óbvio, mas explico um ponto de vista particular. Quando alguém te faz sofrer, você acaba criando uma ferida tão grande causada por essa pessoa que acaba sentindo medo de se entregar a uma nova relação. E é um medo tão idiota que quem acaba pagando o pato são as pessoas inéditas. E quando a gente está nessa condição, de inédito na vida de alguém, a gente pouco se importa com o que esse alguém já viveu, com o quanto já sofreu, nada mais faz diferença, porque o pensamento é um só: “Sou eu no jogo agora, vou fazer do meu jeito e a felicidade vai reinar a partir de agora!” Só que o difícil, infelizmente, é quando a pessoa que a gente tá gostando não colabora.

“É que eu tenho medo de sofrer de novo”.

E a raiva que invade o nosso peito quando a gente ouve isso? DIABOS! A pessoa que fala isso já se comporta como se a nova relação fosse uma sentença de dor.
As pessoas são preguiçosas demais pra considerar que as coisas possam dar certo. Todo mundo diz que “aprende lições” mas ninguém volta na página do caderno que escreveu essas lições.

Tem gente que brinca de ser feliz.

Há também até aquelas pessoas que só aceitam uma nova relação de acordo com alguns benefícios: sexo presente, aliança, status na internet, presente em data comemorativa, ego para os amigos, etc. Ter alguém ao teu lado é muito mais que isso e é muito importante que isso entre na cabeça desde muito jovem. É claro que a gente tem aquela fase de aproveitar a vida, eventualmente no melhor estilo American Pie,  mas é importante lembrar de que NINGUÉM É FELIZ SOZINHO.

Aí ok, a vida andou, o mundo deu várias voltas e você começou uma nova relação. AÊ! Viva!
Começa a fase onde todo encontro é uma ansiedade danada, todos os filmes do cinema passam a ser “os melhores que já vi”, todas as vitrines do shopping são interessantes, todos os programas de humor-sem-graça na TV se tornam os mais engraçados, e tudo por quê? Porque o que faz a difereça pra gente mesmo é a companhia. E quando essa companhia atinge um nível especial, você acaba naturalmente achando graça de tudo, tudo é relevante, tudo se releva, tudo tem graça e até jiló tem cara de mousse de chocolate.

“Eu tô feliz, sabe? Essa nossa história tem me feito muito bem…”

É lindo quando a gente ouve algo do tipo, né? Claro que é!

“Olha, eu te adoro! Te adoro muito! Mesmo!”

Dá vontade de se jogar de um viaduto quando a gente ouve algo do tipo, né? Claro que dá!

É que assim, tem pessoas que até passam uma sinceridade quando querem dizer que gostam muito de alguém, entretanto, a maior fatalidade mesmo é usar o “te adoro” pra definir o quanto você gosta. Pior que isso só o “Te adoro muito!”. Olha, você nunca ADORA MUITO algo ou alguém, não existe isso.

A gente gosta, depois a gente ama. Fim.

Amor não é cárcere. Você pode até achar que está amando e depois ver que não era bem isso. Acontece! Agora perceba, nunca vi uma pessoa que falasse: “É então, eu adorava ela muito, mas passou…” Ou você gosta, ou você ama. E não existe regra de amor, existe O TEU MODO de sentir e demonstrar amor. Esse negócio de adiar o estágio do “eu te amo” não tá com nada. Aí chegam os amigos e te perguntam:

“Mas você está gostando dela?”
E você sabe que não é mais “gostar”, é algo mais forte, só que inteligente como uma porta, acaba respondendo:
“Então, eu adoro muito ela”.

AH VÁ! Está vendo como não faz o menor sentido? Isso não existe! É enganar a si mesmo, é medo de parecer sensível, é adiar o inadiável.

A gente “adora” o dia no parque, a festa com amigos, o filme do cinema, o perfume novo. A gente também adora um Deus ou algo do tipo. Sou da opinião que se for pra dizer que gosta muito de mim falando o “Te adoro”, prefiro que não fale nada (sou mau, muahaha), ou melhor, prefiro que diga que tudo é muito especial, ou melhor que tudo, só quero que me convença que estou fazendo bem. Aí sim, a gente não precisa se sentir na obrigação de provar o quanto gostamos de alguém, é importante sim que a gente convença, mas não por protocolo e sim por sentir.
No entanto, repito, há pessoas que sabem usar a palavra certa na hora certa. O “te adoro” funciona em algumas ocasiões, mas não use-o da mesma forma que diz “oi” porque ele acaba perdendo total efeito.
E olha, vou te contar, se você está sentindo que a história que tem construído está ficando cada vez mais sólida, não tenha medo, abra esse danado do coração, esquece aquela(e) ex fdp que te machucou, valorize quem está com você agora, almeje coisas novas, sonhe com o futuro, estufe o peito e diz logo o: “Eu amo você”.
Lagrimas, provavelmente, escorrerão. E será lindo, quiçá, inesquecível.


Sentiram diferença no jeito do post, né? Escolhi essa forma diferente pra escrever,  estilo “Artigo”, falando aqui mais como Márcio e não como “”””””escritor””””” (muitas aspas porque de escritor não tenho nada, haha) para aproveitar a oportunidade e agradecer à todos vocês que acompanham o blog. Hoje a página no Facebook chegou a marca de 500 curtidas, 500 de vocês curtiram e acompanham todos os posts aqui e as coisas que escrevo lá. Muito obrigado, pra sempre vai ser especial!

Tudo é especial se quisermos que seja!
O melhor está por vir!

Grande beijo, 
Márcio =)

Entenda Uma Coisa: Não Espero Que Me Entenda

Como assim, “só isso”? Pra mim “só isso” é TUDO.
Olha, você sabe, não sou uma pessoa que posso dizer assim “vivi muita coisa”, mas as poucas experiências que eu tive ate aqui me fizeram encontrar uma linha interessante entre sofrer e ser feliz, entre as pequenas coisas e as grandes e eventualmente irrelevantes.

Já faz algum tempo que prometi a mim mesmo que iria observar melhor as coisas que acontecem em minha vida e tudo que as pessoas fazem por mim, conhecidas ou não. Perdi tempo demais correndo atrás de mim mesmo, quando não, correndo atrás de quem me deixava no fim da lista de prioridades, e olha, eu tenho certeza que só planto coisas boas, por isso não espero nada da vida além do que é meu por merecimento. E é por um pensamento assim que eu fico sempre deslumbrado quando algumas coisas acontecem comigo. Aí vem você e diz “só isso”.

Eu não quero entrar no mérito de tentar de te explicar meu ponto de vista sobre algumas dessas coisas, respeito o seu.
Desde que me dei conta do jeito que eu sou, das coisas que eu falo, da forma que eu penso, de como espero – esperava – que as pessoas sejam comigo, de como elas realmente são, até que ponto eu posso me esforçar, até que ponto se esforçam comigo, enfim, desde que me dei conta do que é viver os meus sentimentos, todos eles, eu procuro ter certeza de que estou dando o meu melhor. Falo isso também pela forma que eu aprendi, do jeito mais difícil, mas aprendi, a ver, viver e encarar todos os dias.

Os dias formam algo maior que o calendário, formam tudo que a gente quiser, e entre esse “tudo”, formam o amor. O amor real.

E nisso a gente entra no assunto do valor ao tempo. O tempo é valioso, o tempo ausente, presente, o tempo é extremamente valioso. A gente só esquece disso.

Já vi tanto em seriados, filmes ou novelas na TV, todas aqueles casais que passeiam de mãos dadas pelo parque. Quando é outono, a garota está charmosa de cachecol e o garoto de dois agasalhos: moletom de capuz por baixo e jaqueta por cima. Eu sempre assisti a cenas como essas com o pensamento de querer viver um dia algo parecido, sabe? Viver esse lance de VIVER, entende? Não é filosofia, é esforço mental. Ela não precisa usar cachecol, mas pode ter bom humor, e pra mim, sinceramente, isso será o bastante.

Por pensamentos como esses que eu fico tão feliz com as coisas que acontecem comigo, e entendo, sendo assim, o teu susto com as minhas reações, entendo sua sentença de “só isso”? Sinceramente, fico feliz porque parece que você já teve – ou tem – motivos mais sólidos pra comemorar algo, comparado aos meus. Mas eu não troco a minha alegria singela de ver inciais especiais no desenho das nuvens, nem muitos menos troco o meu riso surpreso quando a vida me surpreende com um perfume-lembrança enquanto caminho pelas ruas da cidade.

Então, é sim, “só isso”, “só por isso”, “só por esse motivo”, que eu fiquei tão feliz quando ela me mandou uma mensagem surpresa dizendo sentir saudade.
Gosto da nossa amizade, mas às vezes você força.

Mas eu não espero que você me entenda.
Eu que sou assim.

Não Precisa Acontecer Tudo Pra Ser Especial

(conteúdo levemente indicado para maiores de 18 anos)

Não é de hoje que percebo como ela tem andado cansada. E inevitavelmente eu fico me perguntando se tenho alguma influência nisso, apesar de sempre que a questiono, ela diz não ter nada a ver comigo. Mas é estranho, é uma sensação de invalidez, porque eu quero ajudar mas não sei bem o que e como fazer.

O lado bom é que a gente conversa muito, temos diálogo pra qualquer situação. Lembro que ela vem reclamando muito da rotina que tem levado. Esse negócio de estudar e trabalhar mata qualquer ser humano. Às vezes eu compro o chocolate preferido dela pra ver se ganho algum riso, outras vezes compro alguma blusinha pra dar de presente, certo de que ela vai gostar, mas parece que não é o bastante. Só que tem aquela história, eu amo, sendo assim, não vejo limites pra me esforçar em deixá-la bem e eu vou dar um jeito nisso.

Hmm, acho que até sei como fazer. Mas tenho que correr pra fazer tudo hoje! É loucura mas espero que dê certo!

Ela sai do trabalho as 18hs.

17hs. Fim do meu expediente. Preciso correr! Metrô, baldiações, uma leve caminha e jajá eu chego no trabalho dela. Não avisei que chegaria, que o hoje seria diferente.

17h49. Bom, cheguei. Agora preciso ficar atento pra quando ela sair. Minha sorte é que ela tem um jeito muito particular de sair dos lugares: olha para os dois lados da calçada, hahaha, tão linda, só ela tem essas manias.

18h01. Lá vem. Uma volta no pescoço com o echarp e lá vem ela.

“Oi amor, surpresa!” Falei mostrando as flores que havia comprado minutos antes. E alguns chocolates, claro.
“Faz assim, não fala nada? Eu quero fazer uma coisa diferente! Só me acena se você topa!”
Sem entender nada enquanto segurava as flores, mas com um leve sorriso de surpresa é bem verdade, balançou a cabeça afirmativamente me autorizando começar a realizar meus planos.

Mal sabia ela.

“Então, a gente vai por aqui.” Indiquei a direção e partimos de mãos dadas. Entramos no metrô, calados, só com uma troca de sorrisos e ela me fazendo caretas que mais pareciam dizer: “Você é louco? Pra onde estamos indo?” mas mesmo assim entrando na brincadeira sem estragar o silêncio.
Viagem curta, chegamos no destino, descemos da estação. Segunda rua a direita, seguimos caminhando. No caminho, havia uma linda árvore que eu não faço a menor ideia do nome mas tinha umas flores amarelas muito bonitas, peguei e acrescentei no buquê presenteado.

“Ó, continua assim, tá muito legal, mas agora eu vou te pedir pra parar e fechar os olhos, vou te guiando devagarinho descrevendo os obstáculos pela frente, mas não vale olhar, permaneça assim, combinado?” Comuniquei.
Ela ameaçou uma gargalhada, passou a mão sobre o cabelo de modo que o levasse para trás fazendo-o voltar involuntariamente. Verificou as horas no celular, mas acenou novamente que sim com a cabeça.

“Tá, agora cuidado, me dá sua mão e vamos andando devagarinho. Isso, um passo de cada vez, cuidado com os buracos, tem um AQUI! HAHA, desculpe, continue, tá linda!” Ela apertava minha mão não sei se por raiva do que eu estava fazendo ou por medo de quase cair na calçada. Mas ok.

“Isso, agora vire aqui à esquerda. Tem um degrau, cuidado. Agora espera aqui um pouquinho, sem olhar heim?!” Deixei ela paradinha enquanto ia verificar uns detalhes, confiando que ela não abriria os olhos e estragasse tudo,sei que ela adora essas coisas, depositei confiança.

“Pronto, agora, vamos continuar. É uma escada. Pega o ritmo e vamos, estou te segurando. Isso, agora é uma porta, pode entrar, devagar. Ae!”

Pronto, ufa, não me bate, agora pode abrir os olhos.

Ela ficou muda. Ou melhor, continuou muda. E eu quase morrendo de ansiedade pra saber o que ela teria pra falar, mas ela não falava nada. Observava cada canto com a mão na boca como se não acreditasse no que estava vendo.

“Você só pode estar brincando, né?! Você tem problema?” Me perguntou com as mãos na cintura.
“Ah, então, não estou brincando, espero que tenha gostado, agora deixa só eu fazer uma coisa.” Respondi.

Apaguei a luz.
Agora éramos dois no escuro. Peguei as flores da mão dela e coloquei em cima de uma mesa.
“Você só pode ser louco, não acredito nisso.”
“Pshhhh!” Silenciei a continuação de falar algo por parte dela.

Me aproximei lentamente, encostamos nossas testas, coloquei as mãos dela em minha cintura, e com a minha mão direita comecei a acariciar seu rosto fazendo leves círculos, depois indo até a nuca, entrelaçando meus dedos pelo cabelo.

Nos beijamos.
Ela apertou o abraço e me puxou pra perto. Corpos selados. Aumentamos a pressão do beijo, mudávamos a posição das bocas com certa velocidade. Corações acelerados. A abracei, andamos arrastando os pés, abraçados, até determinada região. Deitamos juntos na cama.

“Só um segundo…” Sussurrei.

Acendi a luz indireta e eu só tive tempo de ver 2 segundos de reação dela ao que via até que me puxou pra cima já tirando a minha camiseta enquanto eu abria os botões da blusinha dela. Ambos oficialmente sem a parte de cima da roupa. Virou-se pra cima de mim e eu só conseguia reparar leves traços de sua silhueta, mas a seguir foi uma das cenas mais espetaculares que já vi vida: Desamarrou o cabelo balando a cabeça de modo que eles caísse levemente sobre os ombros, desprendeu o sutiã e levou minha mão até um de seus seios. Pouca luz, aquele corpo, cabelos, movimento, toque. Tudo era ingrediente.
Deitou sobre mim e começou a beijar meu pescoço enquanto me indicava para tirar a calça. E eu obedeci. Feito isso foi a minha vez de tirar a calça dela. Com certa ajuda, consegui. Corpos. Ali já transbordávamos excitação. Ela sempre foi de ter a iniciativa em tudo. Do pescoço foi descendo pelo corpo beijando tudo onde havia pele. Quando chegou na cueca fez um pequeno charme e me olhou como se não tivesse certeza do que faria, mas fez. Tirou o que me faltava de roupa. Virilha, beijos, carinho, uma mão arranhando do meu pescoço até a minha perna. O calor aumentava desenfreadamente. Com a outra mão tocou meu pênis. Confesso que eu me contorcia. Movimento, muito movimento, força. E boca. Apertei o lençol da cama com uma força que nem eu acreditava ter, tamanho prazer. Ela me levou pra outro mundo, eu não conseguia mais raciocinar, fomos pra uma dimensão onde só havia nós dois. Parou, me olhou e sorriu. Me levantei e fui de encontro a boca dela. Nos beijamos lenta e intensamente. Indiquei para trocarmos de lugar e a levei até a cabeceira da cama. Coloquei um travesseiro em suas costas para confortar e voltei a beijá-la. Por todo o rosto, pescoço, todo o pescoço, lentamente, leves mordidas.  Enquanto isso levava minha mão esquerda até a sua região mais íntima. Leve pressão. Beijo, mais pressão. Ela me abraçou com o braço esquerdo puxando meu cabelo na região da nuca. Gemidos, alguns gemidos.

“Eu disse que hoje seria diferente…” Falei no pé do ouvido com o mínimo de voz possível.
Discretamente com uma das mãos liguei o aparelho de som que começou a tocar uma das músicas que compõe a nossa trilha sonora.

Notei que ela fez cara de surpresa, que parecia acreditar menos, mas ao mesmo tempo revelava um olhar de amor que eu nunca vi antes na minha vida.

Eu sorri.

Desci minha boca para os seios. Lentamente. Lindos, cheirosos, perfeitos pra mim. Com a língua eu fazia círculos ao redor do mamilo e ela se retorcia como nunca antes. Leves mordidas. Gosto de mordidas, ela ama. Fui descendo para a barriga. Ergui e coloquei as pernas dela em cima dos meus ombros, uma em cada, a busca era pelo conforto. Me aproximei beijando a coxa até sua vagina. Ela pressionava minha cabeça para baixo e os gritos se intensificaram. Voltou a me arranhar. Puxava meu cabelo com uma força sem igual. O gemido havia se transformado em grito que ela tentava sufocar mordendo um travesseiro. Comecei a apertar suas cochas intensificando a pressão na região onde eu estava. Revezava o movimento das mãos com toques nos seios e ela puxava meu dedo indicador para a boca. O calor aumentou, muito mesmo. Com o calor veio o suór e só apimentou tudo. Senti que suas pernas transpiravam sobre os meus ombros também já encharcados. Intensifiquei o movimento. Círculos com a língua, pressão, preenchia o máximo da região, ela começou a berrar, escândalo. Força nas pernas, tirou as mãos da minha cabeça e percebi pelo movimento do corpo que ela pressionava os seios um ao outro. Ela queria. Eu também queria. E tinha que ser diferente, tinha que ser daquele jeito. Ofegante. Começou a acelerar a respiração, calor, muito calor, grito, pressão, pernas, força, língua…

“AHH AHH AHHH AAAAAH, ahh, ah, ah.. a..”

Exaustão. Me inclinei para o lado. Ela tirou as pernas dos meus ombros e se encolheu. Seu corpo tremia. Me levantei para me aproximar dela. A abracei por trás, nus, de conchinha. Lentamente ela se acalmava e a respiração voltava a ter pausas.
Passei a mão em seu cabelo para aliviar o rosto e deixá-lo livre.

“Você me faz sentir uma felicidade inédita toda vez que toco seu corpo… Te amo.”

Foi o que eu consegui falar.
Ela se virou pra mim, ergueu a cabeça, colocou as mãos em meu rosto:

“Olha aqui, olha bem pra mim. Olha nos meus olhos. Deixa eu falar uma coisa: De maneira alguma eu quero você longe da minha vida, longe do meu coração, longe dos meus olhos, do meu corpo, da minha pele. Tudo que eu tenho de amor, é seu. Eu amo você, ouviu? Não esquece disso nunca na sua vida!”

Dessa vez eu que acenei com a cabeça concordando com tudo e nos abraçamos novamente. Nus.

“Bom, essa é a hora que você vai me explicar como que armou isso tudo, estou esperando, seu doido”

Ambos deitados de barriga pra cima, comecei a explicar:

“Ai deus, tá, então tá. Olha, você estava muito estressada nesses últimos dias, tudo de incomodava, e te ver mal, me deixa mal. Pensei em mil coisas pra tentar te ajudar até que tive essa ideia. Peguei o máximo de fotos que temos juntos de vários momentos diferentes, imprimi em tamanho A4 todas elas e vim até esse motel. Lembra que passamos aqui em frente uma vez e você falou que parecia gostosinho? Então, eu lembro. Lembra que eu demorei pra te ligar ontem a noite? É que eu estava aqui combinando com a gerência de fazer isso pra você. Paguei a diária e vim decorar, deixei tudo pronto ontem. Coloquei as fotos de modo que as lâmpadas, que são aquelas de mudar a direção, iluminassem exatamente cada uma delas. Olha ali, tem a nossa primeira foto, tem aquela do dia do rodízio de pizza com queijo caindo na sua blusinha e você nem reparando, hahaha, e tem a nossa última de domingo passado. É isso.
Eu amo MUITO você, você nunca vai fazer ideia. Quero te agradecer por ser como é comigo, quero me desculpar por tudo que já errei, eu não sou perfeito, mas tento ser quem te completa e vou continuar tentando. Temos muita coisa boa pra viver e hoje é só uma das coisas “diferentes” que podemos fazer por nós, pelo nosso amor, pelo que estamos construindo. É isso, bom eu falo demais, haha. E ahhh, claro, tem a música, trouxe um pen drive com todas as músicas que já definimos como ‘nossa’, sabe?”

“Tá, deixa eu te fazer umas perguntas: A diária tá paga, né? No Pen Drive tem todas as músicas mesmo?”

“Tá paga e tem sim, tocaram todas agora pouco, hehe, mas você, não sei bem porquê sabe, nem reparou direito em todas, haha”

Sem falar mais uma palavra, ela virou para o lado, apagou as luzes e colocou a primeira música para tocar e virou-se para mim novamente.

E eu achando que sabia surpreender.

Não É Vontade De Dormir, É Ansiedade De Sonhar Pra Te Encontrar

Era um mundo onde eu podia parar o tempo.
Lá era engraçado, eu podia controlar o relógio. Eu podia também ter os amigos por perto, todos eles, sempre que eu precisasse.
Esse mundo era muito especial, tanto, que parecia história de filmes. Lá, na fila do cinema, eu me encontrei com alguém que completava os meus pensamentos, que me dizia pra continuar, pra parar, que me motivava, que me jogava um balde de realidade.

Lá eu encontrei alguém.

Era alguém que não tinha tanta beleza como outros “alguém” das capas de revistas, mas era alguém que tinha um charme em cada palavra e sabia me seduzir com o primeiro “oi, tudo bem?” no telefone.
Já falei que era engraçado? É que eu parecia um louco naquele mundo. Lembro que  durante o dia pela cidade, nos lugares onde eu parava, alguns para comprar suco, outros um salgado, aparecia esse alguém na minha frente só pelo fato de eu pensar. Tipo, eu pensava e aparecia, sabe? Eu queria estar perto e prontamente eu já estava, nos lugares mais inusitados.

Todas às vezes que eu trazia esse alguém pra perto pelo pensamento, a gente saía andando pelas ruas de mãos dadas, brincávamos com os cachorros alheios, contávamos piadas sem graça um pro outro, sentávamos em bancos públicos, cogitávamos novos filmes pra assistir, debatíamos se almoço seria massa ou salada, a gente vivia. Naquele mundo eu vivia algo que nunca vivi antes, pelo menos era a sensação que eu tinha.

Eu até lembro que teve uma vez que eu estava saindo do supermercado quando quis trazer esse alguém pra perto, e como sempre, me apareceu bem na frente, mas estava diferente. Estava com os olhos vermelhos, se escondia de mim, eu perguntei o que tinha acontecido, não me respondia, eu insisti até ver que estava chorando.

Eu estava com alguém chorando.

Fiquei mal, não sabia o que tinha acontecido e perguntei novamente porque estava daquele jeito. E a minha resposta foi:

“Não aconteceu nada, não precisa se preocupar. Eu estou feliz. Por mais incrível que possa parecer, estou chorando de felicidade. É que pra mim é tão especial saber que alguém pensa em mim tantas vezes durante o dia, que você é esse Meu alguém, que me faz sentir mais que um “alguém qualquer”, por isso eu apareço toda vez que você pensa em mim. É o teu pensamento que me traz aqui pra pertinho. E eu me entrego à emoção.
Quando eu não estou com você, estou te esperando me procurar.”

Definitivamente eu estava vivendo em um mundo louco. Onde primeiramente eu havia encontrado alguém que mais do que me entender, tentava. E a gente se completava muito! Eu já achava estranho aí. Aí depois eu tinha um poder te trazer pra minha frente esse alguém toda vez que eu pensasse. Me sentia poderoso. Aí, numa vez qualquer, que eu trouxe novamente, esse alguém estava chorando, mas era um choro feliz, feliz por mim, por eu ter chamado, por querer estar perto. Eu não sei explicar.

Aí o relógio bateu as 7h e eu acordei.
Sem alguém, com ninguém.
Preciso trabalhar.

Quando A Vontade É Obedecida, Todos Pira

“Vem cá, deixa eu te falar uma coisa. Vem aqui perto, tá muito barulho e eu não tô a fim de GRITAAAR! Então, você viu o jeito que ele ficou me olhando? AUSHAUUAH, foi muuuuito engraçado, amiga! Eu queria te chamar antes pra ver, mas você ficava se engraçando com uns caras que eu nunca vi na vida, aliás, aquele ali até que é bonitinho, mas tem cara de que não sabe nem escrever o nome direito, ou se souber, deve se chamar WEENDERVANDERSON, aushuashua, sabe? Não sei se é muito sua cara, mas olha, você que sabe! Voltando ao assunto, heeeeey, DÁ PRA ME ESCUTAR? Para de ficar inquieta assim, parece um bife se balançando pro jacaré, que coisa feia! Hahahaha! Sério, me ouve! Tá, eu não vou mentir que fiquei meio abalada com a presença dele, até porque eu não esperava, né. E nossa, que droga, tá bom, tá bom, eu vou confessar pra você que ele está lindo, não precisa ficar jogando isso na minha cara, ok? E para de rir porque não tem nada de engraçado, sua insuportável, hahahaha! E não tem nada a ver essa história que eu quase babei quando ele apareceu, eu fiquei na minha, dei oi educadamente e saí. Amiga, pelamor né, olha bem pra mim *girando*, você acha que eu tô com cara de quem vai ficar se rebaixando pra ex? Hahahaha, JA-MAIS! HAHAHA”

(…)

“Então mano, cola aqui 2p, deixa eu te falar uma parada! VEM CÁ MANO, é rapidão, depois você volta atrás dessas minas mano, hahaha, você é louco! Ó, deixa eu falar, velho, hahahhaha, já dou risada de lembrar, você viu A CARA DELA quando a gente chegou e ela me viu? HAHAHA, eu quase caí no chão de tanta risada interna(!). Mas também né, logo comprei essa camiseta style hoje, sei bem que ela adora essa cor e assim gola V então, vish, hahaha, ela se derrete! PORRA, dá pra você prestar atenção no que eu estou falando? É DOIS PÊ, MANO! Tááá, eu tô ligado que você tá pirando naquela ali, hahaha, é muito sua cara aliás, se não fosse pelo naipe dela meio ‘saí da igreja, passei na enchente e vim pra balada’ né? HAhaha, sem maldade! Mas ela é daora, tem um corpo que, olha, vou te falar mano, hahaha, representa! Depois você vai lá tentar alguma coisa, segura esse copo, deixa eu continuar! MANO, pqp, para de fritar assim nela cara, hahaha, tá parecendo uma coruja olhando a presa a noite, hahaha (coruja come o que, aliás?) HAHAHAHAHAAHAHAHAHA, a gente é muito besta, mas enfim, sérião, deixa eu continuar!  Então, tá, beleza, eu não posso negar que ela está MUITO delícia, tipo MUITO MESMO, hahaha e ela ainda fez questão de vir com o vestidinho que eu mais gosto, parece que ela sabia que eu ia vir né, incrível! Haha! Mas nem vem com essa que eu fiquei molão com o “oi” dela, foi só um “oi” ué, normal, nada de muito estranho! Mano, sério, se liga *abraça pelo ombro*, olha onde a gente tá, olha o TANTO de mulher aqui, você acha mesmo que eu vou ficar com mimimi com ex minha? HAHAHA, cê me conhece! Eu quero é que se daaane! Vamo ali falar com aquelas minas!”

NA FILA DO BAR.
“Então, conversei com ela, dei de louca e fingi que nem estava ouvindo nada, mas meu, não tem como, ela só fala dele, vem falar de não sei o quê ex, mas tudo que ela queria é que ele fosse dar um elogio nela e chegasse junto, tá na cara, haha, muito engraçado! Disfarça aí pra ninguém ver a gente!”
“Tá me zuando? HAHAHAHA, meu, ele TÁ IGUAL a ela, tipo, falou que pirou no vestido dela, que não sei o que ela tá delícia e tal, nossa, hahahaa, eu ri muito! E dei força no fim quando ele quis mudar de assunto, mas mano, não tem jeito, ele pira MUITO nela, hahaha!”

“Juuuura? *brinda*, então maravilha, a gente fez a nossa parte trazendo os dois aqui e eles nem desconfiam, hahaha!”
“Aueee, demoro, mais que isso não rola! Espero que eles sejam inteligentes, haha”

NA FILA PARA PAGAR A COMANDA
“Ei, você aqui, haha, eaí, bem?”
“Haha, é, eu, po, aqui que paga né, vim pagar também, geralmente as pessoas pagam as comandas ficam na fila de pagar comandas! Hahaha, tudo e você?”^
“Nossa, GROSSO! Tudo..”
“Nuss, continua ranzinza assim? Nem aceita brincadeira, céloco, haha”

*Caras Viradas*

“Viu, deixa eu te falar uma coisa 2p. Você está linda! Acho que lembra que eu adoro esse seu vestido, te deixa muito sexy… Sei lá, quis falar, sem maldade!”
“Ahhh, hahha, sério? Tô aqui toda estragada de calor *vomitando arco-íris de alegria*, haha, mas que bom que gostou, e é claro que eu lembro né bobo, sei disso! E tá, vou confessar, você tá bem está bem bonito, adorei essa sua camiseta, é nova?”
“Ahh, hahahaha, gostou? Legal! É nova sim!”
“Você sabia que eu ia vir aqui hoje?”
“Eu? Claro que não meu, eu fui arrastado pra vir, queria ter ido em outra balada, aí no fim te encontro aqui. Você que sabia que eu ia vir e veio atrás, hahaha”
“AH TÁ, VAI ACHANDO! Que rídiculo, hahaha, eu venho sempre aqui, ok? Achei engraçado te encontrar assim do nada!”
“É então, o bom da vida é isso né, a surpresa!”?
“Hmm, ah é?”
“É…”
(…………)
Beijo!

NA PORTA DOS BANHEIROS.
“AEEEEEEEEEEEEEE, HAHAHA, sabia que ia dar certo, a gente combinou direitinhoo, eeee, olha lá!”
“CARALHOOOOO, hahaa, demais! Rolou mesmo! Que daora, aí siiim!”
“Hmm, viu, você tá com pressa pra pagar a sua comanda?!”
“Oi? Eu? haha, nãooo, já paguei, dei um perdido nele antes!”
“Sério? Haha, bom saber, fiz igual com ela!”
“Como assim ‘bom saber?'”
“Ah xiu, vem aqui!”
*puxando pela gola da camiseta*

Viver é assim, você não dá nada para um dia qualquer, uma noite qualquer, e quando se dá conta, sua vida dá uma reviravolta. É importante estar pronto! ;D

*TODOS PIRA – No título, referência a piada/meme de internet “AS MINA PIRA”.

Trilha Sonora Para Ninguém Em Especial

Não é saudade de alguém, é saudade do que alguém pode fazer por mim.
E quer saber, eu não estou nem aí para as pessoas que falam x ou y quando eu posto alguma coisa depressiva, ou quando eu volto a falar do mesmo assunto que me machucou dias atrás.

Se eu fosse de vidro, talvez as dores seriam menores. Mas aqui é carne e osso.

E eu vou continuar cantando saudade até que alguém me apresente outra música.
Porque o que eu canto sozinho nas ruas dessa cidade, nas viages de ônibus, nas frases que eu leio ou nas cenas de casais que eu vejo, nada mais é que no fundo uma vontade de viver algo parecido. Só que com alguém ao meu lado.
Eu já vivi muita coisa boa comigo mesmo, agora eu tenho muita vontade de dividir as próximas coisas com alguém.

Eu não tenho medo de morrer sem uma aliança no dedo.
Também não sinto nenhum pânico em ficar meses sem conhecer outra boca. O que acontece hoje – e o hoje é o que importa – é que eu estou sentindo falta de uma ligação de 3 horas recheada de assuntos sem sentido, estou sentindo falta da minha mão suando abraçada a outra, estou sentindo falta de que sintam falta de mim. Parece drama, né? Parece roteiro de novela mexicana, eu sei. Mas vem aqui viver o que eu vivo e como eu vivo e depois me diga se parece mesmo. Não que os meus problemas sejam maiores que de alguém, mas eles são meus.

E é claro, eu tenho amigos, bons amigos. Mas estes amigos tem a vida deles, que aliás eu torço para a felicidade, e eu não posso ficar cobrando presença dos meus amigos em todas as horas, porque a minha fase é muito chata e tem dias que nem eu mesmo me suporto. É por isso que eu ando rejeitando convites de baladas. Porque pelo menos em casa, em silêncio, mais de horas sem falar uma palavra, eu consigo me preservar e não falar bobagens por aí.

E eu nunca fui de exigir demais! Repito, não é tanto a falta de ter alguém comigo que grita mais alto. Eu poderia ter alguém por um fim de semana, mas que esse alguém conseguisse me convencer que eu fiz diferença nas horas que ficamos juntos.
Por isso que eu falo que não me adianta comprar uma roupa pra usar numa balada qualquer, na tentativa de chamar a atenção de alguém, na expectativa dessa atenção resultar em algo, e que esse algo seja algo que eu goste.

Não são todos os beijos que fazem sentido pra mim. Alguns eu dou com os lábios, outros com o coração. São os do coração que estão me fazendo falta.

Mas também, vou te falar, se for pra matar essa minha falta com alguém que não me acrescente nada além de um número a mais na soma de pessoas com quem dividi meu ar, prefiro permanecer em casa com meus filmes e livros.

Eu já cansei de viver coisas por viver. Cansei da parte da vida que comemora o: “não se preocupa com o amanhã, vai lá e faz”. Eu quero ter um número de telefone pra ligar amanhã, sim!

É só um desabafo, não espero que me entenda, só que me ouça.
Eu te respeito muito, Tempo.

Discutindo O Amor, Perdemos Tempo Para Fazer Amor

Nós dois sabemos que está tudo errado.
Que muitas coisas não tem se encaixado na nossa história e isso não é de hoje.
É você de um lado dizendo que não aguenta mais minha preocupação exagerada que beira o rastreamento, meus ciúmes e o meu modo de falar com você em público. Já eu, por outro lado, não ando tendo muitos motivos pra sorrir com você se comportando assim tão histérica, urgente e sem paciência para, sequer, se colocar em meu lugar.

Você ouve tanto as suas amizades, mas só a gente sabe o que estamos vivendo.

Eu devo te confessar que ando cansado.
É muita coisa para eu pensar. Planos que insistem em não dar certo, pessoas que parecem me ouvir grego quando tento explicar o simples, família que me cerca e me sufoca limitando até a forma que eu falo no telefone. Não está sendo fácil pra mim. E eu sempre te falei que o meu único motivo para comemorar a chegada de um dia novo era saber que tenho você comigo. Quando a tristeza me assaltava o coração, eu olhava para um dedo em especial na minha mão. Lá tinha um pouco de você.

Eu tenho mais razões do que você imagina pra te dar espaço.

Mas eu não quero isso.
Se for para eu te dar espaço, que eu esteja nele. Por isso estou aqui pra gente se entender. É só pela nossa felicidade, só por quem eu me tornei depois que te conheci, que eu estou aqui, na sua frente, te pedindo pra esquecer as lágrimas.
Hoje eu quero falar de mim, do teu jeito e teus defeitos a gente conversa num outro momento. Hoje eu preciso te deixar claro quanto a importância que tem em meus dias. Preciso deixar claro que não brinco quando digo que você é o meu “pra sempre.”

A gente já perdeu tempo demais brigando por menos.

E eu reconheço que a culpa é minha muitas dessas vezes. Exijo tua compreensão por coisas que eu mesmo não entendo. Isso é totalmente irracional.
Isso é uma merda. Não tenho você pra me sentir superior, pra competir sobre quantas vezes vamos ficar bem,  em quantas estarei certo, quantas conseguirei te convencer que está errada. Tenho e quero ter você comigo pra me lembrar que nem sempre virar a direita é uma boa opção.

Me desculpa.
Mais do que em mim ou em você, eu confio na nossa história.

Foi você que naquele dia, lembra, no terraço do apartamento daquela sua amiga, me chamou a atenção a soma de sensações que a gente pode ter quando nos atentamos as estrelas, a noite, ao vento. Pode parecer filosófico demais, mas lições como essa, pontos de vista como esses, como os seus, todos eles, eu nunca aprendi, nunca me apresentaram. São em momentos como esses que eu sei que pode existir um mundo melhor. Você desenha um mundo em que eu sempre sonhei viver.

Vamos continuar?

Não quero prometer, mas quero te garantir que mais do que nunca, darei o meu máximo para não cometer os mesmos erros. Reincidência de lágrima é como abrir a porta da solidão. Eu não quero mais colaborar para as nossas brigas.

Não é justo com a nossa vida perdermos tanto tempo discutindo assuntos que não vão chegar a lugar nenhum. Eu prefiro que aproveitemos nosso tempo estando de conchinha, ou disputando a maior parte do edredom. Chega de intermináveis debates sobre assuntos onde você tem a sua verdade, eu a minha, às vezes coincidentes, muitas não. Somos diferentes, fim. Eu nunca quis alguém igual a mim, se fosse para ser assim, eu poderia ficar sozinho. E eu gosto de você por me mostrar o quão melhor eu consigo ser. Por isso, de novo, me desculpa.

Eu não falaria tanto se não fosse importante. Eu não perderia meu tempo aqui se não acreditasse no que temos construído, e mais que isso, eu não tentaria tanto te convencer se não fosse pra provar à mim mesmo que eu posso ser melhor.

Eu quero honrar o dia que você me respondeu “aceito”.

Contanto Que Você Não Use Legging, Ok!

Olha, eu acho que tá tudo bem, pra mim sempre esteve.
Mas vou te falar, quando você coloca uma coisa na cabeça não tem quem tire, não é mesmo? Ainda acho que é influência dessas que você diz ser “suas amigas” ou desse monte de revista estranha que você lê.

Pra mim, está tudo OK com você.

Eu nunca me importei com a tua celulite ou com as tuas estrias. A propósito, qual a diferença delas mesmo? Calma, calma! Eu sei que celulite são aqueles furinhos deselegantes no corpo, que em casos graves lembra o tal do queijo suíço, e sei que estrias são aquelas cobrinhas brancas, tipo veinhas, né? Tá vendo, eu sei bem o que é, sendo assim, tenho propriedade pra dizer que eu não me lembro de ter visto nada muito estranho em você.

Prefiro você com a tua celulite do que com a clavícula à mostra.

É claro que, sendo justo, se eu perceber que você está aumentando o teu peso em 10Kg por mês, serei obrigado a te alertar que a casa está caindo. E a pele também. Mas acho que isso não vai acontecer. ESPERO, né? Brincadeira, hehe.

O problema é que você entra numas doideras de se enquadrar em algum “padrão de mulher”, daí você para de comer tudo que mais gosta: de chocolates aos hambúrgueres no fim de semana. Tá, tá, já sei, aí você diz agora:

Eu nunca quis a mulher estilo capa de revista, eu queria alguém assim igual você. Do teu jeitinho.

“Você fala isso porque não é com você né? Não é o teu corpo! Você é magro!”

E eu te respondo de novo e de novo que não tem nada a ver. Eu falo isso por que pra mim você está com tudo em cima, amor! Olha, saúde a gente sempre deve ter, preocupação com a alimentação e o sedentarismo e tal, mas eu não quero que perca as suas bochechas nem a sua barriguinha – que pra mim é sexy – só pra tentar ser “mais gostosa”, ora, eu te acho toda gostosona, sérião!
Mas, como eu sou muito tranquilo e te amo demais, pra não haver briga ou debate, eu vou entrar nessa com você. Até porque você tem olhado muita revista com esses atores famosos & sarados, e eu aqui todo magrinho fico deprimido com isso, então, vamos entrar nos trinquis, mas com calma e muita cautela, sem neurose, ok?

Pensando pelo lado bom, vai ser divertido, vamos à academia!
Já viu que tem aquelas especializadas em mulheres? Lá não tem nem espelho pra não desanimar, legal né?

AI MEU DEUS, CALMA! Eu não quis dizer que não quero que você vá comigo na academia “normal/unissex”. Tá vendo? Você distorce tudo, nasce então um novo problema. É a mesma situação quando eu sorrio ao agradecer às atendentes de lanchonete e você TODAS AS VEZES insiste em dizer que estou “cheio de graça” pra cima delas.

Sabe, eu te amo, muito, como nunca ninguém antes, mas você é tão doida que às vezes me dá raiva.

Chega vai!
Vamos então juntos pra academia de homens e mulheres sem problemas, treinaremos juntos!
Contanto que você não use legging. Ok.

Esta É A Parte Baixa Da Minha Gangorra

Eu decidi que vou te guardar.
Vou te guardar nas fotos que eternizei recheadas de sorrisos seus,
Te guardarei nos abraços quentes do frio, nós óculos do verão.
E em uma dúzia de beijos que me aqueciam o peito
Eu decidi.

É que eu finalmente me dei conta que não adianta mais.
Não há mais uma palavra sequer que mudará este agora,
Que mudará aquele ontem; ontem enquanto você dizia que era sério.
É meio covarde, eu sei. Desisti de insistir. É que foi por mim.
Esta é uma das primeiras coisas na minha vida que eu faço por mim.

Mas eu mentiria ao negar que domina alguns dos pensamentos meus.
É que é difícil te encontrar nos vidros do metrô ou nos perfumes da cidade.
E não é por falta de tentar. De perto, alguns dizem que sim, mas eu sei que não.
Hoje o meu sonho é te enterrar. Te matar da minha cabeça.
Não há uma lembrança sua que não me corta o peito.

Hoje quando cheguei eu peguei meu violão.
Eu não tinha uma música certa pra tocar.
A gente nunca teve “a nossa música” pra cantar.
Mas enquanto eu escorregava meus dedos pelas notas,
Eu me sentia – sei lá porque – mais perto de você.

E eu lembro com um sorriso curto da vez que dançamos.
Você caiu em meu colo e me apresentou um novo conceito de sorriso.
Eu nunca imaginei encontrar tanto fascínio assim.
Tchau.
Eu só não aguento mais um monte de coisas
E uma delas é você.

Eu sei que me arrependeria profundamente por desejar,
Mas algumas vezes eu preferia a morte
A ter que conviver com esse monte de coisa ruim em mim.

Tchau,
Foi quando entendi que você falava sério.

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