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Por Isso Eu Não Troco A Fronha Do Travesseiro

Eu não gosto dessas horas.
Mesmo sabendo que tem data pra acontecer de novo, eu não gosto de viver o “é só por enquanto”.
Eu tenho ansiedade demais, planos demais, vontade demais de viver coisas novas que eu não suporto a ideia de ter que abortar os planos assim, do nada.

Pra mim é assim, do nada. Assim, cruelmente.

É como se a gente estivesse vivendo uma felicidade incalculável e acordássemos nos dando conta que tudo não passou de uma ilusão, de um sonho. Só que nesse caso, eu preferia chamar de pesadelo. Ter a nossa felicidade adiada por motivos de força maior faz com que eu me sinta incapaz. Pelo menos, concordo, são motivos de força maior.

Eu não gosto de te ver indo embora. Eu não gosto do nosso último beijo do fim de semana.

Sei lá, que se dane, pode parecer mimo da minha parte, pode parecer que eu seja grude demais, dane-se, eu simplesmente odeio os momentos que eu preciso te ver indo pra um lado sendo que eu vou para o outro. Odeio! Que saco, eu passo a semana na correria dessa cidade, desejando como nada na vida que chegue logo o nosso fim de semana pra num piscar de olhos as horas voarem e eu ser obrigado a te ver longe de mim.

É claro que ainda bem que eu tenho as SMS trocadas durante a semana, as rápidas ligações, algumas conversas no chat do facebook, algumas trocas de e-mails, enfim, algumas ferramentas que tentam servir alívio da saudade que eu sinto todos os dias.
O lado bom dessa nossa ingrata distância é que a gente aprende a se gostar mais.

É na sua ausência que eu percebo que sou uma pessoa melhor com a sua presença.

E por mais longe que possamos estar alguns dias, você sempre está comigo por onde quer que eu ande. Seja na música que fez a trilha do nosso fim de semana, nas vitrines refletidas de sorrisos seus ou na fronha do travesseiro, que absove todo o teu perfume da noite passada, sendo minha companhia nos dias seguintes através das lembranças dos momentos que vivemos. Alguns deles de amor no seu máximo, outros do mais alto nível de bobagem com as risadas intermináveis e escandalosas sobre algo sem sentido.

Pelo menos é bom saber que você vai voltar.
A distância me faz ter tempo de planejar coisas novas. E especialmente nessa semana, terei tempo pra comprar aquelas sapatilhas que você babou ontem a tarde no shopping.

Não que eu seja assim, eu sou assim com você.

A Corda Amor, Acorda!

Mesmo aqui distante, tão distante agora da sua presença, que ódio da ausência, me aproximo de você com o atalho do pensamento bom.
Aqui do meu quarto onde o mundo é só meu, uso minha memória e desenho sentado dias em que eu ainda vou lutar pra viver.

Eu cuido tanto de você mas você nunca vai saber.

Das minhas crises todas, algumas tão banais, naturais, de quem sonha até demais com dias mais do que especiais, pego lições para aplicar no momento que os abraços forem estendidos até os braços não mais aguentarem. Em outras palavras, pego a minha própria dor pra servir de remédio pros dias que faltarem amor.

E eu não estou aqui esperando aplausos.

Meu caso agora é que eu não tenho por perto da visão, o que não significa estar longe do meu coração, muito pelo contrário. É na distância que a saudade arde e queima no peito aquela vontade remota de jogar o que se viveu por água abaixo.

Quando eu estava decidido em soltar a corda, fui assaltado pela lembrança da primeira vez que o meu despertador foi o seu “Amor, Acorda!”

Não é porque o mundo todo diz, que eu vou conseguir esquecer. Ninguém me perguntou se era isso que eu queria, entende? Ninguém nunca se importou com o o que eu sentia quando confessava um amor maior que eu mesmo. E os “eu te entendo” já foram mais eficazes, hoje uma dose de silêncio já me traz preenchimento.

Todavia, é importante saber que tudo me vale de experiência. Embora ainda aqui cuidando de você, na esperança vã de ver o gelo do teu peito derreter, eu continuo acreditando que estou sim fazendo sempre o meu melhor, ora por qualquer pessoa, ora por mim.

Resolvi me dedicar mais e melhor. Não por recompensa, mas por prazer.

Talvez a saudade que eu disse arder, seja um misto do amor com o prazer, a saudade do prazer. Prazer do beijo molhado, demorado, enroscado, entrelaçado, linguado, algumas vezes até engraçado. Prazer de sentir a temperatura do seu (nosso?) corpo.

Eu posso te ajudar, sempre pude e não é agora que vai ser diferente.
Mas eu não consigo fazer o carro andar sem que você dê ignição. E o mecanismo que imagino aqui pra consertar essa nossa confusão, ou não, é o de sinceridade com o nosso próprio coração.

Aqui é meu quarto, na verdade um mundo tão seu quanto meu.

Meu telefone nunca mais tocou a nossa valsa. Havia configurado um toque particular pra quando fosse você a me ligar. Talvez eu eternize aquelas notas que me fazia comemorar. Não sei, ainda tenho muito tempo pra pensar.

É você que não tem.
E eu disse que posso te ajudar, mas não disse que posso te esperar.

Tão distante, mesmo assim, sequer imagine palavras em minha boca.
Se for pra gente viver de ilusão, que seja igual no dia que combinamos construir uma escada infinita, capaz de acalçar o céu, trazendo nuvens de algodão e também restos de uma chuva de papel.

É um mundo tão meu. Seu.
Se lembra?

Todos Os Dias Chegam, Você Chegou Em Um Desses

Eu aprendi a ver novas cores em dias de Sol como o que faz hoje.
Não me irrito mais com o calor que faz porque agora eu vejo como faz bem pra minha saúde respirar um ar de verão.
Sem muito esforço, e na verdade com a sua ajuda, eu aprendi a enxergar um mundo que eu vivia mas não via, sabe?

A gente anda da mãos dadas, as minhas mãos suam; as suas tão cheirosas.
Chega o vento (sempre bem-vindo!) e chama teus cabelos pra dançar; que se entregam num gesto simples de liberdade. E eu só admiro. Eu amo te ver vivendo e sendo abençoada pela natureza de todos esses nossos dias. Mesmo na chuva quando a tua maior vontade é procurar um abrigo.

Me preocupo com você nos momentos em que não dividimos o mesmo ar. Me preocupo se tem comido direito, se levou guarda-chuva (você sempre esquece!), se passou protetor solar. Coisas de quem gosta e cuida.

Eu sempre quis te falar algumas coisas mas tive alguns receios – como sempre – de parecer precipitado demais, de parecer gostar demais, mais que você, do que estamos vivendo.
Sempre quis te contar que eu chorei na primeira vez que li você escrevendo “te amo” pela internet. Sempre quis contar que eu não dormi naquela noite que você me respondeu “sim”.

Eu tento prolongar as minhas emoções mais especiais.

É engraçado lembrar de noites que passei encostado na janela do meu quarto, viajando sem sair do lugar, eu e o céu, às vezes chovendo, quando não, ouvindo barulho dos carros lá de longe na avenida. Eu vivi tantos dias como esses. Eram dias que eu desenhava na minha cabeça como seria ter abraços com fins adiados, como eu poderia materializar algumas palavras em algo que representasse o que é estar feliz. Eu nunca pedi nada pra não parecer injusto com o meu destino e as forças do bem que tanto me ajudam, mas eu sempre fiquei ansioso pra viver uma fase como essa que vivemos. Eu sempre quis poder falar alto “É que a minha namorada… mimimi”. Sempre imaginei como seria ter alguém que se bastasse em ter meu corpo e toda a força da minha vida direcionada à ela, ao invés de reclamar por eu não ter o conforto de um carro.

Você faz com que eu ame os ônibus dessa cidade. Quando juntos, torço para que a viagem se estenda ainda mais.

Andando pelas ruas a gente faz planos de lugares pra visitar.  “Vamos ali qualquer dia?” “VAMOS, CLARO!”. E eu comemoro em silêncio porque são lugares que eu sempre quis visitar, mas nunca sozinho.

Teu jeito traduz tudo que eu imaginei ser felicidade.

Me ensina o que é ter responsabilidade quando brigo com meus pais. Me mostra uma verdade que eu não quero enxergar quando digo que o trabalho não está me fazendo bem, me estende a mão, me dá o melhor conforto dos ombros.

Você me faz ser melhor sem precisar dizer uma palavra. É a tua beleza que, por exemplo, me inspira e me faz ter certeza que eu realmente não tenho do que reclamar.
Hoje eu comemoro o fato de ter ao meu lado, secando as minhas mãos suadas (blé!), você pra me dizer “vai” quando a minha vontade é de ficar, você pra me perguntar “tem certeza?” quando eu mais tenho certeza, você pra me fazer achar graça da forma que os marrecos nadam no lago do parque, você pra me fazer brincar de correr atrás da minha própria sombra, você pra me lembrar que o ideal não é comer com colher, você pra me lembrar que eu sempre posso ser melhor.

E se hoje eu estou aqui é porque você me fez chegar até aqui, mesmo sem saber, mesmo indiretamente.
Muito de mim hoje eu dedico pra ver um novo sorriso teu e não espero nada em troca. Não vivo uma competição, não quero ser melhor nem mais empenhado que você em nada, eu só quero o que é real.

É assim.
Sabe, sei lá.
São só palavras e alguns pensamentos de dias em que sonhei serem reais.
Todos os dias chegam.
Você chegou.

Pega Esse Teu VIP E Enfia Lá

É que tem horas que a gente não consegue mais.
Eu nunca fui dessas pessoas que se preocupa muito com o futuro, e com isso, acabam deixando de viver muitas coisas legais do presente. Acontece que simplesmente tem horas que a gente cansa e para.
Chega um momento que os sábados a noite regados de álcool e alguma felicidade já não me fazem tanto sentido e eu me vejo na necessidade de uma ligação de “Você está bem?” e não mais de um SMS de “Então, já sei pra onde vamos hoje, tenho VIP! Uhul!” Sabe?

A gente vive diversas felicidades e todas elas cansam em algum momento.

E quando nos vemos cansados de algumas dessas felicidades é que nos damos conta de como são importantes e especiais algumas antes esquecidas ou simplesmente largadas por nós.
Eu sei que eu já briguei tanto pela mensagem não respondida, mas agora eu sinto saudade até dessa não resposta. Tipo, sinto saudade do que eu não tive, entende?

É estranho de imaginar mas é verdade.
Já não me faz tão bem comprar uma roupa nova pra balada do fim de semana só pra ganhar algum elogio óbvio cheio de segundas intenções. Já não me faz tão bem –  e nunca soube se fez algum dia – os beijos aleatórios na madrugada. Beijos esquecidos com o passar dos minutos. Na verdade também, eu fico pensando em como fui capaz de entregar meu corpo pra alguém que só queria uma aventura. É claro que falo isso sem ser uma questão de arrependimento, mas sim, numa questão de “eu precisava mesmo disso?” sabendo que a resposta é não. Porque por mais que eu estivesse vivendo a melhor esbórnia da minha vida, não sou mais criança, eu nunca esqueci quem sou de verdade, nunca esqueci que o que eu gosto mesmo é do teu chocolate surpresa e não de mais um contato de beijo dado na agenda do meu celular.

Às vezes a gente fica cego demais pra dar o braço a torcer.
Eu posso fugir de tudo, de você que já tive um dia, de quem eu posso ter, das tristezas e etc, eu só não posso fugir da verdade quando a noite vem, pois é quando a noite chega que eu penso em como estou. Esse é um pensamento que me ocorre sei lá, no subconsciente, sabe? Eu tenho medo de assumir que estou sendo uma pessoa estranha comigo mesmo.

Nessa vida em busca de uma felicidade desenfreada e desregrada, eu perdi a total noção do que é felicidade.

Hoje eu posso dizer que me encantei com quem dizia ser meu amigo me falando: “É um mundo novo, olha o tanto de gente nova, olha pra pista, bebe isso aqui, se anima comigo, a gente não merece ficar mal com uma vida dessas”. No fim, eis uma lição aprendida: “a gente não merece ficar mal com uma vida dessas”, contanto que sejamos sinceros com nós mesmos.

Ninguém gosta de pessoas tristes por perto, mas poucas pessoas tentam entender e esclarecer essa tristeza, é tão mais conveniente esquecer, nem que seja por algumas horas.

Eu cansei.
Cansei de contatos de pessoas x, de elogios furados, das minhas risadas charmosas falsas, da disputa pela quantidade de beijos, sem a menor qualidade. Cansei de me ver numa manhã sem roupa ao lado de outro corpo igualmente sem roupa sem nem saber de onde veio. Já aproveitei manhãs de formas mais especiais. Eu cansei de viver uma vida que eu não quero.

É muito fácil ter a felicidade da sexta-feira que chegou, precedendo o fim de semana de papaparty que eu e meus amigos tanto esperamos, mas quem vai pagar minhas contas na segunda-feira? Meus amigos tem as contas deles.

Não que seja fácil e muito menos que vai ser amanhã, mas eu estou voltando. Não necessariamente pra você, estou voltando a ser quem eu era deixando de ser quem me fizeram ser, estou voltando pra vida, pro sorriso sincero. É tudo uma fase.

Estou acordando e em breve eu volto.
Queria que fosse pra você, mas se não for, mais uma lição será aprendida.
Estou acordando.

 

 

 
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#20000ACESSOS

De coração, muito obrigado à todos vocês que acessam este blog! Chegamos a marca de 20.000 acessos em menos de um ano de vida. Pra mim isso é muito especial e compensador! Obrigado de verdade!

E se eu puder pedir algo, gostaria que continuassem vendo a vida de outra maneira, sempre de uma maneira nova e mais especial. Ela sempre pode ser melhor do que a primeira impressão diz.

Mostre o blog para os seus amigos!
Obrigado!

O melhor está por vir!
Márcio Rodrigues.
por um mundo mais =) e menos =(  

Me Procura Quando Fizer Sentido Para Você

Você está fazendo tudo errado.
Não foi desse jeito que a gente havia combinado e muito menos do jeito que a gente sempre procurou fazer. Estava tudo muito bem quando da noite pro dia você enlouquece e quer meter os pés pelas mãos jogando tudo que construímos por água abaixo.

Essa não foi a vida que eu sonhei pra gente.

Não era num comportamento igual ao teu hoje que eu pensava quando escolhia uma blusinha pra te dar de surpresa. Eu só queria aquele teu sorriso convincente.

Eu tenho saudade de você.
Saudade de quem você era, das roupas que usava, das cores de esmalte e de como achava graça nos programas de TV. Sinto saudade da nossa competição pelo controle remoto, das nossas apostas de corridas pelas ruas do teu bairro. Mas você mudou e hoje isso deve fazer parte do “monte de bobagem” que às vezes você se queixa sobre mim. Eu só não sei o que eu faço pra te provar que você nem sequer me respeita mais, que o seu “tudo e você?” quando te ligo e pergunto se está tudo bem, me soa mais como uma ofensa do que uma preocupação.

Você desaprendeu a gostar de mim. Ou na verdade você nunca gostou.
É nesse sentido que digo que está fazendo tudo errado, pois eu nunca te pedi nada além da sinceridade, e aliás, mais do que pra mim, você deveria ter sinceridade em seu caráter. Mas não sei o que aconteceu que com você que agora só me responde: “Estou normal, ué”.

Tudo que eu mais quero hoje é conseguir colocar na tua cabeça que você está fazendo tudo errado, que ao invés de ter pelo menos o meu carinho nem que o fim chegue pra nós, você está acabando com qualquer tipo de sentimento bom que eu possa ter por você. Você está acabando com tudo. Estava rasgando o livro da nossa história.

Você se deixou levar por quem te prometia amizade e se esqueceu de quem te apresentava à felicidade.

Acho que a gente precisa de espaço. Eu, sinceramente, cansei. O meu amor é que não. Ele ainda sobrevive forte dentro de mim, me movendo, te trazendo nas lembranças enquanto atravesso as faixas de pedestres, te trazendo quando sinto o teu perfume em corpos alheios e aleatórios. E eu tenho certeza que o meu, o seu, o nosso amor também te visita, nem que seja na sua última piscada de olho antes de dormir.

Você está fazendo tudo errado. E perceba, em nenhum momento eu disse que estou fazendo algo certo.
É que você, bom, você se refugia numa falsa noite de sexta, enquanto eu… Ah, o Eu já não me importa agora.
Quem sabe volta a importar um dia.

Muita coisa acontece enquanto você dorme. E não estranhe se teu olho arder pela manhã, em outras palavras, isso pode ser o arrependimento te fazendo uma visita durante a noite em forma de lágrima.

Você está fazendo tudo errado.
Mas eu confio em você.
No que a gente sente.

Foi Só Um Ensaio De Felicidade

Então vai ser assim, sem saber se essas palavras chegarão até você um dia, ainda mais agora que você está morando tão longe de mim, sem acesso a quase nenhum meio de comunicação, –  você que nunca demonstrou ter apreço a algumas das minhas coisas -, inclusive minhas cartas, eu vou escrever aqui agora o que eu quiser e sentir, assim como faço com a minha vida, sempre ouvindo meu coração, sem planejar com o cérebro. A razão eu deixo pra coisas mais exatas e previsíveis. Sentimentos vivem de coração.

Estou em casa, é noite, subi para o meu quarto, faz um pouco de calor, o suficiente pra eu ficar sem camiseta. E agora pouco revi algumas fotos da gente, do dia do shopping, dos shows que fomos e algumas fotos suas.

Tenho fotos suas de quando não tinha você comigo.

São fotos tão sinceras que hoje não me fazem sentir outra coisa além de saudade. E devo mencionar que essa saudade tem passado uma temporada hospedada – bem longa aliás – na minha vida. O lado bom é que eu sei que ela vai embora. Todas as diárias de hotel acabam.

Eu te esperei aquele dia mas você não apareceu, eu te mandei aquela mensagem mas você não me respondeu, eu fui até a sua porta sem você saber, pra te fazer uma surpresa, mas você não desceu, eu te confessei o meu maior e mais puro amor mas você não se comoveu, eu te liguei mas você não me atendeu, eu comprei alguns presentes que você nem recebeu, escrevi cartas que você não leu, tive sonhos pra nós que você não viveu, vivi felicidades falsas e você nunca percebeu, fiz até algumas orações em que nada resolveu.

Você nunca se preocupou em saber se eu tinha vida.
Enquanto isso eu te mantinha nas minhas orações de pensamentos bons, na torcida pelo teu reconhecimento no trabalho, na torcida para que pegasse ônibus vazios, na torcida que sua banda favorita marcasse um show logo. Eu fiz tanto por você sem você nem fazer ideia do quanto.

E em geral, a gente é assim quando gosta. Não é o nosso sentimento, é o nosso limite que nos humilha, pois não há alguém além de nós mesmos que possa nos convencer de tudo que pode ser feito já foi feito. Entra na história do “Eu seria capaz de fazer tudo”. E o tudo é subjetivo. Para alguns, o Tudo pode ser uma serenata na calçada, para outros, pode ser se jogar na frente de um carro pra salvar a vida.

As pessoas se cobram demais em serem impressionantes, ao passo que esquecem que o que impressiona é a sinceridade, seja ela no presente em forma de carro 0km ou na mensagem de “Que você tenha um ótimo dia!”.

Mais sinceridade e menos aparência.
É tão fácil aparentar felicidade ou tristeza. As risadas que já dei na internet nem sempre foram reais. As carinhas de “=(” nem sempre representavam o que símbolo diz.
Mas você nunca me procurou pra saber o que eu queria dizer. Do contrário, você preferiu interpretar do seu jeito e me julgar.

Real é aquele que vive o sentimento do outro.

E olha, eu te digo agora que eu seria capaz de fazer tudo de novo, diante de todas as suas negativas.
Talvez eu não sinta o amor que Romeu sentiu, talvez eu ainda viva um amor que vai me mostrar que tudo que senti até hoje foi só um ensaio de felicidade. Talvez eu acorde amanhã e pense: “O que eu estou fazendo?” Talvez você acorde e pense na mesma pergunta. É uma chuva de talvez.

E lembra que eu falei lá em cima que eu escreveria aqui sem roteiro? Que a intenção não seria criar frases de efeito ou te comover (como se fosse possível)? Eu já nem lembro o que eu escrevi ali em cima, acontece que prefiro desaguar em palavras todo o mar de coisas que penso por segundo.

Eu não precisava de nada até saber que eu preciso tanto de você. Eu acho.
Eu sou a pessoa que precisa das coisas mais imprecisas desse mundo.
Talvez esteja aí a resposta, eu não sou pra esse mundo. Talvez eu seja de um mundo doido, particular, surreal e encantado, onde corações tem orelhas respeitadas, onde o sorriso precede um abraço entre cachecóis, camisetas regatas ou corpos nus, onde o “Mensagem enviada com sucesso” seja comemorada no recebimento com a mesma emoção que foi no envio.

Acordei de uma história que foi um ensaio da felicidade que me espera.

Neste ou em outro mundo – nem que seja o meu! – eu também te espero enquanto me fizer sentido o “pra sempre.”

Foi Da Vez Que O Verão Se Tornou Especial

(texto recomendado para maiores de 18 anos)

Fazia tanto tempo que eu não passava alguns dias de verão na praia . Na correria do dia a dia na cidade fico sem tempo até pra considerar dar um tempo pra mim. Ainda bem que resolvi fazer diferente nesse ano e me dei alguns dias de presente. Sem ninguém, sozinho mesmo.
Eu costumo vir a essa mesma praia desde pequenininho. Minha mãe sempre gostou daqui porque é bem isolada e isso deixa ela confortável, pena que a preguiçosinha não tem mais pique de viajar, por isso eu viajo sozinho, mas sem problemas, como eu disse, faz tempo que eu não venho pra cá.

Gosto de acordar cedo, bem cedo, pra sentar em qualquer pedra perto da areia e ver a combinação de cores que o sol somado ao mar formam no amanhecer. É uma daquelas imagens que não se esquece facilmente, e digo mais, me cura mais que muito remédio.

Neste verão a praia está mais movimentada. O lado ruim é que mais movimento significa mais gente conhecendo, ou seja, cada vez menos isolada ela fica. O lado bom é que eu nunca vi tantas garotas aqui antes, rs! Garotas muito bonitas, aliás. Se eu não fosse tão surrealmente tímido, certamente eu tentaria algo, digo, algum contato, sei lá, alguma conversa, igual meus amigos lá na cidade fazem.

Meus amigos sabem interagir, eu mal sei dizer meu nome.

Mas tudo bem também, não viajei pra correr atrás de garotas, quero só me energizar com a bênção dessa natureza toda. Me faz tão bem!

Ah, é mesmo! Lembrei que tem um lugar especial aqui na praia que tenho certeza que quase ninguém, além dos moradores, conhecem. Essas garotas novas e suas famílias menos ainda. Vou lá agora.
Preciso ir com jeito, é meio difícil de chegar porque a gente tem que pisar nas pedras já molhadas pelas ondas que quebram nelas, todo passo requer muito cuidado, ainda bem que já fui lá muitas vezes e estou acostumado.
É engraçado que eu não consigo visitar o “meu cantinho” sem lembrar da minha ex. “Meu cantinho” era a forma que a gente chamava esse pedacinho escondido. A gente era tão feliz, eu a amava tanto, era muito especial pra mim e me faz bastante falta. Ah, se a gente pudesse mandar na vida, né? É assim mesmo, as coisas mudam, hoje ela segue outro caminho que eu não sei nem direito qual é. Torço para que esteja feliz.

Bom, vou sentar aqui. Agora é meio fim de tarde, jajá tem o show do Sol se pondo e eu quero estar na plateia.

“ARGH, DROGAAA!!”

OPA! Acho que não estou sozinho, será possível que mais gente descobriu esse lugar? Que saco!

“MERDA! Machuquei meu pé, não acredito… Oi, hehe, me desculpa chegar assim, é que o garçom ali do restaurante disse que tinha um lugar muito bonito aqui e sugeriu pra minha família e eu visitarmos, ninguém quis vir, vim sozinha mesmo.”

Era uma daquelas incríveis garotas que eu já tinha visto.

“Ah sim, o garçom (te amo!), é né, haha, bom, sem problemas, é aqui o lugar que ele disse,  você acertou. Fica a vontade ali tem uma pedra legal de se sentar. Mas vem cá, deixa eu ver seu pé, você está bem?”
“UAU, aqui é muito bonito mesmo! Eu estou bem, acho que só arranhei meu pé pisando nesses galhos, mas não é nada grave. Será que eu poderia sentar aí do teu lado? Me parece tão mais, sei lá, ‘confortável’, mas se não quiser, por mim tudo bem, onde é a pedra mesmo?”

Era uma das situações mais decisivas da minha vida. Eu não sabia muito o que falar – apesar de já ter falado muito – eu só não poderia perder a chance.

“POXA, CLARO! Senta aqui ó, vou dar uma limpada, é meio liso, portanto cuidado pra não escorregar!”
“Ahhh, obrigada! Vou esticar minha saída de praia aqui e já estou bem.”
“Ah, ok, fique a vontade!”

Eu nunca tinha visitado o “Meu Cantinho” com outra pessoa desde a minha ex. Começou a me passar mil coisas na minha cabeça enquanto ela falava algo que eu não conseguia decifrar, poxa, eu estava nervoso, tenho o direito de desviar a atenção um pouco!

“Hey, o gato comeu sua língua? Tô te perguntando, você vem sempre aqui?”
“Hahaha, boa essa do gato, nãoo, digo, então, venho às vezes, antes eu vinha mais, agora depende muito do tempo que eu tenho. E você?”

Antes de responder a minha pergunta notei que ela havia encostado a cabeça no meu ombro. A tarde já estava indo embora, ela parecia cansada, preferi não insistir e tomei uma atitude: Me ajeitei pra que ela pudesse se encostar melhor. Pensei em perguntar o nome dela, não sabíamos nada um do outro, ela havia aparecido do nada, mas achei que eu poderia estragar o clima do fim de tarde com tantas perguntas, até porquê eu queria viver aquele momento do pôr-do-sol mesmo antes dela aparecer.

“Viu, presta bem atenção no céu à partir de agora, o Sol vai se pôr e acontece um efeito muito bonito com o mar. Não sei bem explicar, parec…”
“Xiiiiiu! Já entendi, vamos ver, vamos deixar que só o vento diga algo agora?”
“Ah, hahaha, sim, claro, desculpe.”

Achei ela meio folgada nesse momento. Eu queria explicar o que diabos aconteceria e ela foi me cortando. Só não insisti porque ela citou o vento e isso é muito especial pra mim.

O Sol muito lentamente foi se pondo. Lá embaixo as poucas ondas pareciam se acalmar esperando por este momento, foi quando ela se desencostou de mim, me olhou e me beijou. Foi um fração de segundo que eu só pude perceber que a parte de cima do biquíni dela era branco com bolinhas roxas.

Beijo longo. Queria ter visto a cena! O Sol já estava começando a deitar no mar, percebi, rapidamente, pela nossa sombra que foi aumentando. À partir daquele momento não me segurei e ouvi meu coração. Deitamos sobre a saída de praia dela. Eu por baixo ela por cima. Beijos intensos. Arrisquei uma mão mais assanhada, ela aceitou.

O Sol já tinha ido dormir por inteiro. O mar voltou a ficar mais agitado, bem pouco. Foi a vez da noite chegar.

Reparei nesses acontecimentos nos poucos momentos em que nossas bocas se soltaram. Ela era muito perfumada e tinha lábios com a maciez das nuvens.
Verão, fazia muito calor, nossos corpos acompanhando esse ritmo começaram a se incendiar. Desamarrei a parte de cima do biquíni. Eu estava sem camiseta, só de shorts. Seios. Seios em meu corpo. Pedra. Noite. Mar.

Muito se ganha quando se ouve a soma da música das ondas com o vento.

Enquanto nos beijávamos, fui tirando a parte debaixo do biquíni dela. “Dela”, eu nem sabia o nome dela! Mas eu estava adorando aquele momento, tinha que ser daquele jeito! Delicadamente a deixei nua. No mesmo momento ela parou de me beijar e começou a descer pelo meu corpo. Pescoço. Peito. Barriga. Inevitavelmente reparei no corpo dela. Não era a perfeição divina das mulheres das revistas, era ELA, o jeitinho dela, nem muito magra, nem muito gorda, perfeita. Pra mim, pro meu gosto, perfeita.
Ela abriu meu shorts com certa velocidade, tirou minha sunga e começou a me elevar a outro nível. Com uma das mãos segurava meu pênis, com a outra arranhava meu peito enquanto beijava o fim da minha barriga, passando pela virilha e pelas coxas. Calor, muito calor. Som do mar, som do vento. Tesão. MUITO tesão. Eu não aguentava mais de excitação e nem a deixei ir muito além, então a trouxe pra cima de mim. Lentamente foi sentando no meu colo, bem len-ta-men-te. Penetração. A partir dali era clímax. A sós. Natureza. Verão. Vida! Eu estava me sentindo vivo! Ela intensificava os movimentos de sobe e desce. Cabelos longos, lisos. Vento. Ora apoiava os braços no meu peito, ora estendia pro algo ou apoiava nas minhas pernas. Até que rapidamente reparei na Lua que estava justamente atrás dela. Era uma luz tão forte, branca, brilhante. Essa visão só fez aumentar a minha excitação! Me levantei, a fiz deitar na saída de praia e fiquei por cima. Novo beijo. Eu estava explodindo de excitação e resolvi tomar as rédeas. Lentamente, comecei a dar mordias no corpo dela, descendo, parei nos seios. Mamilos. Lindos e perfeitamente cheirosos. Mordia e ela começava a se retorcer. Gemidos. Aproximei uma das minhas mãos até por entre a virilha dela que estava MUITO úmida, pra não ser dizer encharcada. Estimulava toda a região. Ela começou a gritar. GRITOS! ALTOS! GRITOS! Estávamos a sós e eu estava feliz de vê-la sentindo prazer! Desci. Beijos e suaves mordidas. Alguma pressão com os lábios e ela gritava ainda mais. Me arranhava com mais força também!

“Chega, chega, chega, agora vem você, vem AGORA!”

Foi o que ela ordenou.
Afastei suas pernas e novamente nos tornarmos um. Ela se contorcia de prazer e eu intensificava os movimentos de frente e trás. Mais força, mais e mais. Minhas mãos recolhiam seu cabelo para trás da orelha! Ela parecia querer ainda mais daquilo tudo. Incansável! Suór. Calor. Muito tesão. Penetração sincera.
Então ela indicou que era pra eu deitar ao lado. Virou de costas para mim e levantou uma das pernas.

Dica entendida.

Uma nova, especial e mais intensa penetração. Dessa vez enquanto deixamos com que nossos corpos fizessem os movimentos, com as mãos eu acariciava os seios dela e beijava as costas, ombros e pescoço. Ela estava praticamente imóvel. Estávamos!
Quanto tesão! Suór, calor! Som do mar! Fazia muito tempo que eu não me sentia tão bem! Quanta natureza ao redor. Luz da lua, que noite! Que aventura!

“MAIS FORTE, VAI, VAI, VAI!!!”

Obedeci e atingimos o auge. Juntos.
Ela se encolheu e eu abracei por trás demonstrando que eu estava ali pra dar segurança. Exausto, minha respiração ia totalmente para o pescoço dela, que se retorcia e começava a relaxar diante de todos os estímulos vividos. Os corpos latejavam, eu conseguia sentir nossos músculos involuntariamente fazendo movimentos de relaxamento.

Respiramos mais devagar. Ela virou de frente pra mim. Primeira vez oficialmente que nos olhamos profundamente. Pude me ver em seus olhos. Eu não conseguia falar nenhuma palavra. Ela parecia não querer tentar algo também.
Estava uma noite maravilhosa, muitas estrelas, e toda a luz da Lua dava pra ver refletida no rosto dela. Que momento! Que cena!

“Sabe, eu gosto de viver…”

Inesperadamente ela me falou isso. É o tipo de coisa que não se sabe o que responder

Viramos pra cima e ficamos olhando pro céu. Que loucura. Me ocorreu as histórias que eu já havia vivido ali, todas especiais, mas nenhuma igual a essa. Que incrível! Fiquei pensando no que ela estaria pensando também. Foi quando ela disse:

“Preciso ir. Minha família pode estar preocupada…”

Terminava ali então, comentei:

“Tudo bem, bom, sei lá, se cuida…”

Respondeu enquanto se arrumava:
“Obrigada, você também!”

Amarrou a saída de praia na cintura. Eu também já havia colocado meu shorts. Me deu um novo e curto beijo e partiu por trás de mim. Voltei a sentar na mesma posição que eu estava quando ela apareceu mais cedo.

“Viu, posso te levar o número do meu telefone e pegar o seu pessoalmente? É que eu não estou com meu celular, não cogitei encontrar alguém aqui, e outra, estou na praia, não vou ficar andando com celular na praia, né? Eu sei em que pousada você está hospedado. Aquela bem perto da praia, quase na areia. Te vi dia desses sentado numa pedra, perto da porta, era bem cedo, você parecia querer ver o amanhecer… Eu estava fazendo a mesma coisa algumas casas depois… Bom, enfim, te visito!”

Desconcertado, eu só dei uma risadinha e falei:

“Prefiro que leve pessoalmente mesmo…”
“Combinado, a gente se vê, beijo!”
“Sim, claro, beijo, cuidado com seu pé!”

Ela piscou e partiu.

A gente pode fazer da vida a aventura que a gente quiser.

Não Quero Saber Da Tua Felicidade, Não Agora

Um dos meus maiores sonhos seria poder ver aonde você está agora.
Ver mesmo, tipo uma visão especial, chegar até você. Eu tenho tanta curiosidade. E pense, claro que não ia mudar nada entre nós, não ia refazer a nossa história ou algo do tipo. Mas sei lá, eu tenho essa curiosidade e gostaria muito de saber.
Talvez seja um resto de preocupação que me sobrou sobre você, muito embora eu nunca tenha perdido nada, eu só deixei de demonstrar, e com muita dor eu tento fazer isso todos os dias.
Talvez enquanto estou em casa agora vendo o dia lindo que faz lá fora, com todo esse calor do verão, você esteja num parque qualquer da cidade, ou até em outra cidade, cercada de amigos ou com outra pessoa, uma pessoa melhor que eu pra você agora. Talvez você esteja com alguém que te complete agora, mais do que eu poderia completar.

E imagino cenas terríveis pra mim procurando uma maneira de me prevenir de viver dores.

Eu não estou pronto pra te encontrar com outra pessoa. Não estou pronto pra ver que teu abraço tem outro destino que não os meus braços.

Pode ser fraqueza, eu não me importo, eu só não estou pronto pra isso. Eu não quero pensar que tem outra pessoa que vai te ver acordando. Não quero pensar que não será mais eu.
Penso de longe, mas não posso me imaginar vendo isso. Não posso te ver dando a sua mão macia pra que outro segure ao caminhar pela avenida. Não estou pronto pra te ver na fila do cinema. Sem mim. Não estou pronto pra entender que as coisas mudam, os sentimentos morrem (será mesmo?), as pessoas conhecem outras pessoas e enfim, quem sabe, a gente esquece de outras.

Pra mim, na minha vida toda, sempre foi mais difícil esquecer.

E olha, não quero que confunda isso com não desejar a tua felicidade. É que só não estou no meu momento de te ver feliz com outra pessoa que não seja comigo. Se isso for egoísmo, que seja então. E por isso eu tento me afastar. Eu tento e não consigo. Mesmo sabendo que não é mais o meu nome que te aquece o peito, eu procuro saber como você está. Eu vou atrás de informações suas sem você saber. Não quero que pareça perseguição, mas eu ainda gosto tanto, então eu cuido. Mesmo de longe. E não te peço compreensão e valor sobre o que eu faço, esse é meu jeito, eu sou assim e seria assim com qualquer outra pessoa que não fosse você.

No fim, eu fico feliz de ter a certeza – por mais que ela às vezes se afaste de mim – que o mesmo Sol que faz lá fora agora, aquele mesmo que te abençoa onde quer que esteja, aquele mesmo que já brincamos de tentar enxergá-lo a olho nu, vai um dia ser motivo novo de uma felicidade inédita pra mim, cedo ou tarde.

Eu sei que as dores passam, eu até leio muita coisa sobre superação. No entanto, eu nunca fui bom em interpretação de texto.

Sou daqueles que me imagino na morte pra saber se te tocaria o coração. Será que se você não tivesse mais nenhuma maneira de falar comigo, sem telefone, sem internet, sem nossos amigos em comum, sem minha família, sem contato, sem nenhuma forma de comunicação, será que aí sim você confessaria com sinceridade que sente a minha falta? Quebraria esse teu gelo no peito, tão idiota, que te impede de viver? E não falta de presença, é falta de ter ao lado pra poder viver, de poder contar, de poder dividir a vida.

Já me imaginei morrendo pra saber até que ponto chega a sua sensibilidade.

Com lágrimas escorrendo pelo rosto até o pescoço, eu só desejo a tua felicidade. Eu só não estou pronto pra ver como ela é. E quando eu falo que queria saber como você está agora, que queria poder enxergar isso, é só uma questão de saudade.

Se pra alguns eu já pareci a pessoa mais idiota de todas, a que mais se humilha por alguém, eu prefiro pensar que pelo menos eu nunca vou me arrepender de ter feito o meu máximo pra te provar que é com você que eu queria passar toda a minha vida.

Pena que você nunca entendeu meus esforços como eu esperava.
Eu sempre espero demais.

Minha Operadora De Celular Me Manda Mais Mensagens Que Você

Olha, você tem um talento, sabia?
É, tem sim! É um talento miserável de me deixar pra baixo, de me fazer sentir um lixo. E não necessariamente isso acontece quando você me diz algo, às vezes você me responde no chat do facebook com um desdém que me dá um ódio que você não faz ideia. Por que você é desse jeito?

Eu não sou obrigado a conviver com alguém que se sente obrigada a gostar de mim.

Mas o mínimo eu sempre vou exigir, e o mínimo pra mim se chama respeito.
Engraçado que você se baseia nas coisas que eu falo/posto na internet, aí depois vem com aquela de: “Nossa, você parecia tão feliz lá no twitter!”. É pra dar risada, né? Você com toda a sua inteligência não consegue parar pra pensar que eu posso escrever “hahaha” mas na verdade estou chorando do outro lado do computador esperando você me chamar pra conversar. Ou só esperando você me dar um “oi”.

É aquele lance de se colocar no lugar né, você odeia admitir estar errada e eu sinto dó disso.

Aí meus amigos me perguntam: “Como você aguenta?” E a resposta é óbvia e simples. Eu sinto amor, e é tanto que até me dá raiva, por que eu não consigo colocar um fim na palhaçada que é você me humilhando, especialmente quando me ignora.
Mas ainda acho que o pior de tudo é você fazendo todo o monte de merda que faz e eu ainda me preocupando em me colocar no teu lugar, em ver do ponto de vista de eu talvez também estar errando.

Eu assumo erros que não cometi só pra gente ficar bem. Eu erro no teu lugar.

Eu penso tanto se estou fazendo certo. Se é pedir muito pedir pra você me ligar quando chegar em casa ou pra você ouvir uma música que me lembra a gente. Eu me sinto tão idiota e acabo lembrando das minhas outras experiências. Traumáticas. Lembro e esqueço. Nada vai resolver. Também fico pensando se o que eu sinto é real, se existe mesmo um sentimento desse tamanho todo a ponto de me fazer engolir tanta coisa que você me faz.

Talvez isso aconteça por uma grande diferença entre nós: Eu sei valorizar o mínimo. Ninguém faz ideia de como eu fico feliz quando meu telefone toca as 20h e a bina me avisa que é você. Ou quando meu celular vibra e vejo que é uma das suas raras mensagens. Mesmo raras, eu as amo e leio infinitas vezes.

Eu não quero você na perfeição, quero você no teu máximo.

É uma droga porque eu acabo me perguntando se eu te cobro demais, se estou tentando fazer de você alguém que eu idealizo como boa pessoa pra mim. Está vendo? Esse sou eu novamente me culpando pra te poupar.

Eu não aguento mais te aguentar.

Você sempre tão cheia das respostas e pontos de vista não consegue perceber que não estamos bem, não consegue perceber que eu sinto falta daquela que ria quando eu tropeçava, que corria na chuva e não se preocupava em molhar o cabelo, hoje, você não ri mais comigo, ri de mim, hoje você não gosta de chegar tarde em casa porque o sereno da madrugada vai desmanchar teu penteado. Hoje, você não me aceita mais na conchinha, prefere o edredom.

E eu não posso fazer muita coisa se sou covarde até pra encarar que meu sentimento desgasta.

Enquanto as nossas brigas tiram uma fatia do nosso bolo, eu já estou com outro inteiro no forno.
Sempre otimista, até quando eu não preciso ser.

Mas sou eu quem vê as coisas assim. Tenho a esperança que um dia você perceba como me trata,  que repense se é justa a forma que lida com o que eu sinto e que talvez você se lembre, assim como da primeira vez, que pra mim é sempre especial ter uma mensagem sua de “Tudo bem?”, sem nem precisa assinar “eu te amo”.

Quem sabe um dia.

É Verão, Está Comigo, Nem Me Importo Com Mais Nada

Eu nem me importo muito se vai ou não fazer Sol. Apesar de que mesmo sem me importar ele faz questão de aparecer, e quando não, mesmo assim faz questão de me marcar o corpo com queimaduras. Se faz frio ou chove, pra mim também não faz a menor diferença. Lembrar que você está comigo quando te vejo andando pela casa preocupada com a comida e feliz cantando qualquer música do rádio já faz com que tudo valha a pena pra mim. Eu nem me importo tanto com o clima porque eu construo um clima pra gente.

Dias na praia me deixam cansado, a gente come tanto e se exercita tanto que o corpo às vezes desiste de ter forças. E tem horas que eu te engano.
Tem horas que eu te engano e você nem percebe. São alguns momentos como quando deito no sofá que tem na área externa dessa casa que alugamos, sem camiseta e só de shorts, e você se aproxima de mim quando te ouço:

“Amor? Viixi, dormiu, deve estar cansado!”

E na verdade eu estou bem acordado te ouvindo dizer e faço manha com ruídos só pra você ficar mais pertinho me carinhando. Me ajeito no sofá enquanto você passeia suas mãos pelo meu cabelo cheio de sal do mar. Te ouço reclamar das queimaduras, que deveria ter comprado um protetor solar de maior fator, e até levo uma buxa: “Mas gente, culpa dele que ficou me acelerando! Eu tenho, mas acabei esquecendo, droga!” Ora, se demorar 3horas pra arrumar UMA mala pra 2 dias na praia não for demorar, o que pode ser? Queria te responder isso.

Se eu já não estava dormindo antes, quando comecei a te ouvir foi que comecei a fingir mais. Reclama tanto dos pernilongos a noite, que os repelentes não são o bastante, que queria incendiar um por um desses insetos – nessa hora eu segurei minha risada – enfim, você reclama de tudo, mas ao mesmo tempo me surpreende.

É quando não estamos presentes que as maiores verdades são ditas.

Já com a minha cabeça sobre suas pernas e continuando com o carinho, você começa a falar de como tem gostado da viagem. Confessa aos nossos amigos que no início não estava muito animada, mas que foi só a gente chegar que tudo se transformou. Tão especial é te ouvir dizer que está feliz com a nossa história. Que não se importa muito com o meu jeito preguiçoso e até dá risada das minhas caretas fazendo manha ao me negar levar uma louça – é bom lembrar disso! rs.

Mas da mesma forma que te engano eu sou traiçoeiro. E você esquece disso.

Exatamente no momento que começa a falar coisas lindas sobre a viagem, eu acabo não resistindo e começo meu ataque de cócegas até que você faça xixi no biquíni de tanto rir. Eu não tenho compaixão! E entre arranhões das suas unhas sem esmalte e mordidas no meu ombro, paro a sessão cócegas só pra te dizer: “Não me bate, espera! Você é tão linda, ouvi tudo o que disse, eu não estava dormindo, me desculpa? Mas viu, conta agora aos nossos amigos que na verdade EU TROUXE o protetor e ele está DENTRO da sua bolsa em algum lugar, e isso, te mostrei quando estávamos no carro.”

E a reclamona que eu mais amo no mundo.

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