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Feliz Ano Novo, Feliz Vida Nova, Feliz Um Travesseiro Para Dois!

Oi, boa tarde, como você tá?
É, você que está lendo aqui agora! Eu quero falar diretamente com você!
Vou me apresentar: Esse aí da foto sou eu! RÁ! Márcio, CEO/propietário/dono/presidente/hahaha deste blog, sou quem escreve todos os textos que você – lindamente – acompanha! Um beijo pra você, aliás!

Sabe, eu queria te agradecer MUITO. Não sei como você chegou até aqui, não sei extamente se você gosta muito ou pouco, do que você gosta, do que não, enfim, eu só quero te agradecer por ter lido nem que seja 1 texto que escrevi aqui. E ISSO É MUITO SÉRIO!
Se eu pudesse, te daria um abraço especial de agradecimento! *-*

Essa história de escrever já é meio velha comigo. Sempre gostei desde fotologs, passando por outros blogs, até chegar nesse que ganhou proporções que eu nunca imaginei que ganharia um dia.
Ó, vou te explicar como funciona aqui. Eu não tenho e nunca tive a pretensão de ser famoso escrevendo, nem me acho gênio, nem muito menos acho que meus textos são tão bons assim, mas eu gosto de escrever. Depois que esse blog começou a receber mais visitas optei por deixá-lo mais profissional, foi quando criei o perfil no twitter e a página no facebook.

A minha única intenção aqui é te lembrar que você sempre pode ver as coisas de outra forma e que essa forma pode ser sempre muito melhor, entende? Não quero escrever sobre quão o amor é lindo ou coisas nesse sentido, por que isso você já sabe. Eu só quero que em todos os momentos da sua vida, você tente olhar as coisas diferentes. Na hora da dor, que você se esforce pra olhar de outra forma e encontrar alguma lição pra tua vida, que na hora do amor você tenha pés nos chão, aproveite ao máximo e faça a sua parte para cultivar e manter muito saudável.

Uma nuvem nunca é só uma nuvem pra quem quem sabe ver a vida com o coração, sabe?

Quando comecei a escrever eu falava de textos “mimimis” do tipo:

“Foi quando teu sorriso que mais me lembrava o brilho do sol me levou ao céu tocando as estrelas…”

Oun, até que é bonitinho, né? MAS É MUITO BREGA TAMBÉM, hahaha! Aí automaticamente fui mudando meu estilo de escrever até chegar onde estou hoje, e quero evoluir mais.
Não sei se você também me falou isso, mas ao longo desse ano me compararam algumas vezes com o meu brother Caio Fernando Abreu. Fiquei feliz porque ele é bem consagrado, mas olha, eu NUNCA li NADA que ele escreveu a não ser as frases que o pessoal posta na internet. Eu não li pra não me igualar a ele, pra não ter o mesmo estilo e logo, não parecer cópia, sabe?

Agora vem, já fez o balanço do teu 2011? Você está feliz hoje? Eu estou e devo muito a você! A você que me twittava ansiedade pelo texto novo, que curtia as coisas que postei na fanpage, que assitiu alguma twitcam, que fez perguntas, que deu RT em frases, que comentava sempre sobre os textos.

Quero agradecer também a quem aceitou de braços abertos a minha aventura escrevendo os famosos TEXTOS PARA MAIOS DE 18 ANOS! Meu deus, como isso foi polêmico ein?

Curiosidades nos títulos dos textos +18:

– VEM, QUE EU FAÇO COMO VOCÊ GOSTA
“como você.” Deu pra entender, né?

TUDO ACONTECE SE FOR DAQUELE JEITO
“foda aquele jeito” É um cacófago, repita em voz alta o título original, RÁ!

– TOMARA QUE CAIA MAIS VEZES
“tomara que caia” Meninas, não preciso explicar né?

Eu sou cheio de onda, né? Me deu na telha escrever algo mais apimentado e BUM, as pessoas DANADA amaram! HAHAHA! E eu achei bem divertido! Tenho certeza que você leu algum dos textos, e se não, tá indo agora ATRÁS pra ler né? (666) Hahaha!

O mais engraçado ouvir de várias pessoas: “Sua namorada deve ter muita sorte..”. Gente, eu NÃO NAMORO! Meu último namoro terminou em Fevereiro, ou seja, nenhum texto aqui foi pra ela ou sobre ela. É claro que, humano como sou, em alguns momentos foi inevitável eu me influenciar com as minhas experiências amorosas (wtf?), mas posso garantir que na maioria absoluta das vezes inventei todos os textos, ou no mínimo, me inspirei em alguma cena de casal pelas ruas.

Acho que você reparou que me esforcei pra escrever sobre variados temas: amor, ódio, vingança, traição, alegria, felicidade, sexo, dor, arrependimento, etc. Tudo naquela intenção de estimular uma visão nova. Espero, de verdade, que algum texto tenha mexido com você!

Ano que vem prometo muitas novidades! A ideia de um VLOG – formato de vídeo, pra postar no youtube –  está tomando forma e acho que será bem divertido, só não vou contar muitos detalhes, quem me acompanha nas redes sociais faz ideia do estou preparando! MUAHAHAHA (risada maléfica!)

Viu, é isso então. MUITO OBRIGADO por ter acompanhado o blog ao longo desse 2011! Obrigado pelos quase 20.000 ACESSOS em 9 MESES de existência! Em 2012 estaremos juntos de novo com muito mais textos e as novidades que estou preparando. E ah, lembre-se de caso gostar, mostre os textos para os amigos, faça a mensagem ser espalhada, me ajude a fazer as pessoas olharem as coisas de outra forma =)

Obrigado! Que você tenha um ótimo revéillon, que todas as forças do bem estejam com você nesse 2012 e sempre, e mais que isso, que os seus sonhos finalmente se realizem! Muita saúde, paz, amor, união e pensamentos gostosos! =)

O MELHOR ESTÁ POR VIR!
Um beijo, 

Márcio Rodrigues.
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Eu Amo Você, Não As Frutinhas Do Panetone

A parte do dia que mais gostamos é a noite. Em qualquer lugar, na minha ou na sua casa,  numa viagem, não importa.
É claro que o um dia de sol deixa a gente muito feliz também, você aproveita e usa óculos escuro e sempre vou achar isso sexy. Bem como dias de frio, com a cidade romanticamente cinza, fortalecem nossos sentimentos e as mãos não se desgrudam.
Mas a noite, filme e uma comida gostosa, alguns amigos ás vezes, mas especialmente, muito de nós dois pra nós mesmos.

Talvez o grande segredo para aproveitarmos os momentos é aproveitarmos, acima de tudo, a nós mesmos, sabe? E a gente faz isso muito bem.
Pode ser a noite de maior tempestade – e já presenciamos várias – onde ficamos sentados no terraço vendo a velocidade da chuva, viajando sobre o porquê da chuva, em como é bonito, em como o céu domina esse nosso mundo, em como somos nada perto dessa natureza toda. Pode ser a noite de maior calor do mundo, quando a gente inventa de jogar cartas, preparar algo novo na cozinha e não conseguimos e então recorremos a milhões de litros de sorvete. Noites quando eu tento aprender a tocar violão e você gaita. Quando eu só estou de cueca e você só de regata e calcinha. Pode ser também a maior noite de frio de todas, onde edredons, chocolates quentes e muitas meias são as nossas maiores companhias. Noites frias também, quando estamos a sós, que nos fazem ter a maior preguiça de todas pra tomar banho, e justificando a isso, o motivo pelo qual tomamos banho juntos e fazemos aposta sobre quem vai se despir primeiro.

Todas as nossas noites são especiais desde que trocamos o “Sim”.

Mas hoje é meio diferente. É um dia mundialmente diferente.
Hoje vai ser o nosso primeiro Natal juntos, e eu confesso, só eu sei o quanto esperei por esse momento. Vivi até hoje baseado nos filmes onde a felicidade é predominante e eu sempre fui descrente disso. No entanto, hoje eu me sinto no auge da minha felicidade até então.
Vai ser a primeira vez que não vou ver problemas em reuniões de família, seja a minha ou a sua, até porque teremos que ficar um pouquinho em cada.
Na minha casa as coisas são mais simples, minha família é pequena e não é tão tradicional quanto ao Natal. Geralmente fazemos uma prece rápida, comemos e já está encerrada a noite. Já a sua, pelo que me disse, tem muita gente, parentes distantes, primos pequenos, cachorros, muita gente mesmo! Ufa!

Pra mim, é uma forma inédita de comemorar o Natal. É você sempre me ensinando coisas.

Parece que aquele seu tio que brinca comigo: “Tô de olho em você hein, faça minha sobrinha feliz!” vai estar presente hoje, né? Tudo bem, vai ser a oportunidade de ele e de toda a sua família me conhecer um pouco mais, estou ansioso.

Se eu tiver você comigo, não existe dificuldade não superada. Nem saia-justa, rs.

Nosso primeiro Natal. Quem diria.
Espero ser discreto quando for meia-noite enquanto você estiver cumprimentando toda a sua família. É que prometi a mim mesmo parar nem que seja 1segundo e agradecer as coisas que me aconteceram esse ano. Agradecer a família e amigos que tenho, agradecer a vida pelas suas surpresas, a gradecer a vida por te trazer de surpresa, agradecer a você por ter mudado a minha vida. Nessa noite especial vou agradecer por todas as noites que já tivemos. Noites perdidos na rua sem ter como voltarmos pra casa, noites em shows e baladas, noites na casa de amigos, e claro, as nossas noites vendo a chuva, vivendo o frio e o calor, aquelas que já comentei.
Em meio a tantos agradecimentos, pretendo fazer um pedido à todas as forças do bem que estiverem me ouvindo: Eu quero mais! Da maneira que a vida achar necessária,  mas eu quero mais surpresas boas, quero mais você e mais das nossas noites.

Estou ansioso por esse que promete ser um dos Natais mais incríveis da minha vida! É tanta coisa pra viver ainda hoje! Comprei uma roupa só pra usar hoje, sabe né, minha mãe me criou assim.

Hoje eu já acordei bem com a sua mensagem de “É hoje, te amo!”, já passei o resto da tarde feliz da vida quando o que me escreveu no Facebook: “Psiu, esperei muito por hoje! Até mais tarde, te amo!”

Ouvir o teu primeiro “Feliz Natal!” pra mim, só vai brindar ainda mais a essa vida que eu amo tanto, cheia de possibilidades, e que deliciosamente trouxe você pra mim a quase 1 ano atrás.

Eu só quero mais noites com você. E eu prometo que sempre vou fazer o meu máximo pra que eu possa ocupar um lugar especial na sua vida, a começar com o nosso primeiro Natal.

Só me desculpe, diferente de você, eu realmente não gosto das frutinhas do Panetone, espero que me entenda =/ Hoje vai ser a minha vez de te apresentar uma alegria nova: Chocotone!

E ah, meia-noite também vou te agradecer em silêncio por me dar a oportunidade de conhecer a mais completa felicidade.

Quase Morri Mas Valeu A Pena

Nunca esperei tanto por uma dia na minha vida como esperei que chegasse o Hoje.
Não me pergunte porquê, mas estou muito nervoso – apesar do motivo ser óbvio, otimista também, mas muito mais nervoso. Não sei se vou conseguir passar uma boa impressão, é difícil prever.
Mas o que importa é que será importante pra nós, a gente precisa de mais espaço pra podermos dar maiores passos na nossa história e eu faço questão de viver este capítulo. Ok, tudo bem que se fosse possível acordar com tudo já resolvido, eu escolheria essa opção, hehe.

Pra gente dar novos passos precisamos lembrar dos que já demos.

Mesmo com relativa pouca idade eu já aprendi tanta coisa nessa minha vida, sabe? Aprendi especialmente a respeitar as pessoas e o jeito particular de cada uma delas. A gente não pode prever reações, a gente tem que encarar. E isso de hoje vai ser só um detalhe das nossas vidas. Um dia vamos rir da lembrança!

Estou bem? Essa roupa tá legal? Quero sinceridade!
Odeio ficar nervoso desse jeito, minhas mãos transpiram demais e fico com receio das minha axilas fazerem o mesmo, algo que causaria bastante constrangimento por minha parte.
Por que eu não paro de falar?
Como você está? Nervosa também? Dormiu bem a noite? Se eu te falar que fiquei treinando no espelho do banheiro você acredita? Com eu sou infantil, né? Por que eu faço tantas perguntas?

“Oi filha, está em casa?”

Pronto, chegou a hora, sem mais demora, sem roteiro. Mãos suando, coração mais acelerado do que a primeira vez que te vi. EITA, mas não brigue comigo, haha, é outro tipo de nervosismo. Quando se soma, ansiedade, nervosismo, felicidade e muito mais ansiedade a gente fica doido. Se eu passar ileso hoje posso ter certeza que meu coração está em ótimo estado!

“Ah, você está aí, me dê um beijo! E, olá garoto, como vai?”

“O-o-oi, eu estou bem e o Se-e-e-e-enhor?

“Hm, bem, parece nervoso, está tudo bem mesmo?”

Acho que a minha mão está pingando de tanto suór, só espero que ele não perceba!

“É-é-é-é, está sim sr. Bom, eu preciso conversar com o sr., tem 1 minuto?”

“Hmm, entendi, ok, pois não, podemos conversar, sente-se. Filha, fiquei aí, não tem problema.”

“Bom, então ok, vou começar.
Antes de qualquer coisa, eu queria que o sr. lembrasse comigo, sem precisar me falar nada, do seu namoro com a sua esposa. Queria que lembrasse dos detalhes, de todo o início, os passeios, tudo.

“Não estou entendendo nada, está brincando com a minha cara?”

“Ai caramba, não é isso, bom, chega, vou falar de uma vez. Acontece que eu amo a sua filha. Ela me disse ter tido outras relações com outros garotos e o que o sr. não aprovava muito, sei dos detalhes, mas eu queria te garantir que ninguém nesse mundo vai gostar mais da sua filha do que eu, pode ser que alguém goste igual, mas MAIS do que eu, nunca! E é sobre isso que quero falar. Nos conhecemos a um tempo e começamos uma história muito bonita, recheada de sinceridade e do mais honesto sentimento. No entanto, conversando com ela, desabafei que não conseguiria continuar se eu não tivesse essa conversa com  o sr. E é isso, eu não quero pedir, porque mesmo que o sr. não aceitasse, eu ia fazer o esforço impossível pra continuar vendo sua filha de alguma maneira, portanto, eu quero te comunicar que estamos namorando a uma semana. Quero que confie em mim, no meu caráter e nos meus princípios e que acima de tudo acredite quando eu digo que não tenho limites do que fazer para deixar sua filha feliz. Então é isso.”

“Olha garoto. Hoje em dia tudo está muito complicado. Minha filha é linda – afinal, é minha filha, hehe –  garotos mexem com ela nas ruas todos os dias, é muito complicado confiar em alguém novo assim do nada, mas, ao mesmo tempo, eu confio muito nela e na maturidade que ela tem. Se ela está feliz, e esse sorriso do tamanho do mundo entrega que sim, por mim tudo bem, que vocês sejam felizes com o meu consentimento. E particularmente, fico feliz de ganhar um novo amigo! Só espero que torça pro mesmo time que eu, haha!”

“A partir de agora eu torço, mesmo sem saber qual é!”

“Hahaha, muito boa essa! Gostei de você, mas bem, preciso sair pra regar o jardim, fique a vontade e juízo ein?”

“Hahahaha, pode deixar, ganhou um amigo sim! Muito obrigado e boa ‘regada’ de jardim!”

Eu não acredito que conseguiii! Eu poderia sair correndo pela rua gritando agora! Que felicidade, amor! Está tudo dando certo, agora estamos oficialmente namorando!

“Hahahaha, como você é lindo, sabia? Quanta coragem, encarou meu pai e conseguiu convencer o véio, seu lindo! Mas vem cá, só não entendi a parte que pediu pra ele lembrar do namoro com a minha mãe, o que quis dizer com isso?

“Ah, então, teve isso né, olha, eu não quis dizer NADA, hahaha, na verdade eu não sei, não lembro o que exatamente eu falei, estava meio que em alpha, tentando me concentrar no assunto principal, falei qualquer coisa pra entretê-lo, mas o que importa é que deu certo, né?

“HAHAHAHA, não acredito! Seu doido! É, deu siiim! Agora vem cá vem meu novo namorado! <3”

No jardim…

“Amor, você se lembra do nosso início? Posso te revelar uma coisa? Eu nunca gostei daquela tua blusinha cor salmão, me dava um pouco de nojo, hahahaha, sei lá, MAS CALMA MULHER, ABAIXE ESSA MANGUEIRA! Ao mesmo tempo, você ficava tão sexy de tiara e aquilo me fascinou! Lembre-me de comprar novas tiaras amanhã? Quero reviver aqueles momentos! Vem aqui lindona! s2”

Que Você Seja Feliz, Desde Que Seja Longe De Mim

Me preocupei em hoje usar uma das roupas que você gosta tanto. Inclusive aquela camiseta que me custou os olhos da cara e que ainda estou pagando a segunda parcela. Espero que perceba.
Hoje está fazendo um dia bem gostoso: nem frio demais, nem calor demais, dá pra gente usar camiseta e uma blusa leve se for o caso. Só espero que não chova.
Saí de casa tão ansioso que esqueci de passar perfume, tive que descer do ônibus e voltar em casa só pra passar o bendito perfume. Você me merece cheiroso, né poxa? Minha mãe enlouquece quando volto pra casa numa situações dessas. Nem quero lembrar tudo que ela me disse quando eu voltei só pra trocar de camiseta porque eu não havia gostado da escolhida na ocasião.

Já a caminho de te encontrar, optei por ouvir algumas músicas mais calmas. Geralmente eu coloco player na ordem aleatória, mas hoje quis ser específico. A trilha foi uma banda nova de folk que descobri a duas semanas. Lembro que você não havia gostado quando te mostrei, achou “moderninha demais” e hoje se tornou até toque do seu celular, haha, só você né?

O combinado era de te encontrar as 20:30 na saída do teu curso. A viagem de ônibus estava tão longa que ouvi duas vezes o disco da banda lá.
Quando finalmente cheguei, bem adiantado aliás, eram umas 19:25h, fiquei fazendo hora ali naquela lanchonete que vende um dos melhores rizzoles da cidade. Não é saudável, nem muito pouco romântico, mas a academia e um bala de menta resolve esses detalhes.

Tenho mania de observar as pessoas. De dentro da lanchonete fiquei reparando as pessoas, basicamente, “vivendo”. Casais, crianças, adolescentes, jovens, idosos, cachorros, é tanta coisa pra se observar. E eu sou desses que em meio a essa oferta de opções ainda encontro tempo pra reparar se as estrelas nos visitaram. No entanto, notei que o céu estava repleto de nuvens o que significava chuva á vista.

8:15h.

Lá vinha você. Surpreendentemente adiantada, saindo do curso, cercada de amigos. Corri pra pagar meu rizzole, àquela hora já havia comido uns 4, limpei minha boca farinhenta e me aproximei da saída pra te encontrar. Eu também tenho a mania de sempre te fazer uma surpresinha, ora flores, ora doces, sempre penso em algo. Hoje, eu havia comprado o teu ingresso pro show que tanto quer ir, e de quebra, comprei um pra mim automaticamente avisando que você teria minha companhia.
A ideia era: Me esconder entre os carros, fazer gesto pros seus amigos não me denunciarem e chegar em você por trás mostrando apenas os ingressos.

Então, me escondi.

Calculando o momento certo, vi que seus amigos começavam a se despedir de você.

Menos um.

Até aí tudo bem, você já tinha me contado dele, que era super gente boa, inclusive o conheci e confirmei sua informação.

20:23h.

Eu escondido, você conversando com seu amigo.
Mas em uma fração de segundos que desviei o olhar pra avenida e voltei à olhar você…

Não foi com um beijo no rosto que vocês se despediram.
Não foi.

Naquele momento eu comecei a suar e meu coração disparou. Eu não estava entendendo nada, mas preferi ficar ali observando o que estava acontecendo.

Você estava beijando outro.

Olhava entre os vidros dos carros, era noite, mal daria pra você me perceber, foi quando comecei a chorar com o rosto encostado no vidro. Minhas lágrimas lavaram o vidro daquele lado e escorriam lentamente. Eu me desesperei mas não conseguia tomar uma atitude.

Fim do beijo. Troca de selinhos e carinhos.

Enxugando o rosto, vi que você estava com pressa, certamente porque eu estaria chegando já.

Você sabia que eu ia te buscar, mas segundos antes, beijou outro.

Angustiado, levantei, sequei o choro com a camiseta – aquela camiseta – e fui lentamente de encontro a você. A vocês.
Teu amigo percebeu minha aproximação e ficou pálido. Você sem entender a expressão dele, virou os olhos na minha direção pra ver o que acontecia.

Voltei a chorar. Dessa vez olhando nos teus olhos.

Você largou os cadernos no chão e veio em direção a mim com as mãos na cabeça.

“Calma, calma, eu posso explicar, eu posso explicar!” gritava enquanto os outros estudantes saíam do curso.

Tudo que eu fiz foi desviar de você e sair correndo em disparada aos prantos sem olhar pra trás. A tempestade havia começado e em um dado momento eu  já não sabia mais o que era lágrima e o que era chuva.

Mas isso não foi pior do que pensar que eu não sabia quem era você.

Corri o mais rápido que eu pude, com o teu ingresso na mão, minha roupa preferida por você, chorando, sempre correndo, sem olhar pra trás, sem olhar você.
Exausto, sentei num banco de ponto de ônibus, até que eu ouvi uma voz:

“Ela não te merece, garoto. Não merece o que você sente, nem teus esforços, ela precisa sofrer pra aprender a amar. Não se preocupe e se quiser, eu divido meu leite quente que acabei de ganhar ali do bar. Você tomou chuva, capaz que pegue resfriado!”

Era um mendigo.

Agradeci a gentileza com um gesto, levantei comecei a caminhar sob a chuva torrencial.

Naquele dia eu fui a pé até a minha casa. Demorei cerca de 4horas andando, cheguei 3hs da manhã e incrivelmente, eu senti um alívio muito grande. Um alívio que pra mim serviu de lição. Lição de que as pessoas não são iguais, de que são capazes de fazer as piores coisas, independente do teu nível de relação com ela. Pensei na lição de que ninguém vai pensar exatamente igual a mim, ninguém vai se importar tanto quanto eu, até porque, só existe um exemplar de mim.

Molhado, deitei no sofá e por ali mesmo dormi.

Voltei no dia seguinte no mesmo banco de ponto de ônibus pra procurar o mendigo e pra ele dei: o ingresso do show que era pra você, uma jarra de chocolate quente e falei ao me despedir enquanto ela não acreditava no que eu estava fazendo:

“Eu não preciso saber seu nome e você também não precisa saber pra que serve esse papel aí, que é um ingresso aliás. Aceite minha bebida também e aceite o meu mais sincero ‘eu te amo’, o teu nome eu deixo subentendido no “te”. Do contrário de uma outra pessoa, você me provou que é possível sim se colocar no lugar de outra pessoa pra entender como ela se sentiria sob as nossas atitudes, então nada mais justo você sim merecer o meu ‘te amo’ e até um dia.”

O ingresso do teu show que você tanto queria havia se tornado aviãozinho de papel daquele mendigo que mudou a minha vida.

Ou Eu Poderia Fingir Tudo

A gente poderia combinar assim né: Que você de uma vez por todas saísse da minha vida e parasse de morar em cada passo meu, em cada pensamento e em cada palavra que eu digo, ou que pelo menos eu conseguisse me afastar de você.
Eu juro que não é por falta de tentar, já até cansei de tentar te isolar de tudo, mas eu sou covarde demais pra admitir que por mais que eu consiga mandar no meu cérebro, é o meu coração que manda e ele nunca me obedece.

É que também faz tanto tempo que eu não te vejo que até pensei estar conseguindo te deixar de lado. A tua ausência já estava me fazendo bem, pois eu não tinha mais a sua voz por perto, sua mensagem de ‘tudo bem?’ e até mesmo na sua rua eu nunca mais tinha passado. Tudo corria bem até eu encontrar uma primeira lembrança sua. Foi um dia desses, andando pela rua, quando ouvi chamarem o seu nome, olhei pra trás, não era você é claro, era outra pessoa com o mesmo nome. Mas isso foi o bastante.

Ouvir o teu nome foi o bastante pra me fazer parar, pensar e lembrar de tudo. De novo e de novo. É uma merda porque parece que a vida às vezes brinca comigo quando me faz acreditar que o teu capítulo já é passado.

Eu só queria resolver tudo, só queria que tudo acabasse bem. Você aqui comigo ou no inferno.

Já nem mais luto pra que a gente continue escrevendo a nossa história, agora se tornou uma questão de atravessar os dias, eu quero voltar a viver, quero voltar a ser quem eu era antes de você aparecer na minha vida, quero voltar a gostar das coisas que já gostei, eu quero EU mesmo de volta.
O problema é que eu esqueci de como eu era depois que te conheci. Você, feliz ou infelizmente, hoje já nem sei bem, me mostrou um lado de aproveitar a vida que eu nunca tinha conhecido. Aí eu acabei me viciando no nosso jeito de viver, de achar graça de tudo. Acabei me viciando em querer nossos dias de novo, em querer te ver outra vez só pra saber o que iríamos fazer.

Por mais que fizéssemos as mesmas coisas todos os dias, eu sempre sentia um amor diferente.

É bem isso aí então. Não tem nada que eu possa fazer pra resolver isso tudo. Vou me aliar ao tempo e deixar nas mãos dele.
Mas bem que, no fundo, a gente poderia combinar assim né: Que a gente converse, que finalmente a gente concorde que a questão aqui é maior do que podemos imaginar, que queremos renovar e reviver todos os dias de Sol e chuva, ou melhor, que queremos viver novos dias de sorrisos e lágrimas, ou que pelo menos que a gente converse pra chegarmos a conclusão de que tudo foi um sonho.

Eu só esqueço que todos os sonhos podem ser reais.

A Hora Do Cabelo Tijelinha Se Dar Bem

Eu nunca fui bom em conhecer pessoas novas.
Minha auto-estima sempre foi baixa demais pra eu me considerar interessante a ponto de engatar alguma conversa com que não conheço.
Lembro que desde pequeno eu ficava mais na minha enquanto meus amigos, já bem soltinhos, paqueravam as meninas no colégio, já eu, eu ficava quietinho ajustando meu óculos e a minha franja tijelinha que era de praxe usar naquela época.
Mas a gente cresce, né? Felizmente a gente cresce e com isso podemos mudar muitas coisas na nossa vida.

Eu cresci, mas continuo o mesmo envergonhado.

Hoje não está sendo muito diferente de outro dia qualquer.
Gosto dessa cafeteria, compro revistas legais na banca na esquina anterior e venho pra cá ler. Sei lá, eu me divirto até que bem sozinho. Com esse meu costume percebi que sei fazer amizades com bebês. Todos riem quando eu os olho e faço alguma careta. Bom, eles também riem quando eu não faço careta. É, pensando bem, eu não tinha pensado nesse sentido.

O que importa é que esse lugar é legal. Vem pessoas descoladas, casais, Sozinhos iguais a mim, enfim, gente de toda espécie.

Tudo estava igual até que me entra uma garota de cachecol.
Meio desastrada com livros, ela tentava manter os óculos fixos. Me olhou com cara de vergonha, e eu prontamente abaixei a cabeça retribuindo toda a vergonha.
Ela pegou café e parecia procurar um lugar pra sentar.
Eu comecei a suar.
Não tinha certeza se poderia sugerir que sentasse comigo, digo… que sentasse no meu lugar, mas algo me dizia que eu poderia tentar algo, pelo menos ela não seria rude comigo ao ser delicado com ela.

“Oi, está procurando lugar pra sentar né? Senta aqui comig… digo, pode se sentar aqui, eu estou de saída!”

Rojões se estouravam dentro da minha barriga nessa hora, consegui, meio derrapando, falar algo interessante talvez pela primeira vez na minha vida. Espero que ela tenha entendido que eu estava a xavecando, esperando que ela aceite me beijar. Não é assim que as coisas são hoje em dia? Meus amigos dizem que não precisa “dar muita ideia”, é só duas palavrinhas e gol. E eu até que falei bastante.

Ela se assustou com a minha abordagem e olhando pros livros que carregava mais o café quente, mais o cachecol caindo do pescoço, não hesitou em aceitar meu convite e acrescentou:

“Poxa, quanta gentileza, vou aceitar, mas você pode ficar aí também, não precisa ir embora, a não ser que esteja com alguém ou esperando alguém, não quero ser inconveniente”.

Mal sabia a garota do cachecol que eu não sabia o que era esperar alguém e esse alguém chegar.

“Hmm, então ok, vou ficar, obrigado!”

Aceitei com inteligência e sentamos.

Enquanto ela se explicava e agradecia novamente pelo assento, comecei a pensar que eu estava conversando com uma estranha, sobre assuntos aleatórios, e que essa pessoa estranha era uma garota que aliás era muito bonita. Era difícil eu manter a concentração no que ela falava porque eu estava realmente feliz em viver aquele momento.

A conversa começou sobre um assento e chegou até nos alpes chilenos.

A noite havia chegado, o frio apertado e estávamos lá ainda, semi-bêbados de tantos cafés conversando sobre tudo. Minha revista havia se tornado o forro da mesa.

Eu tinha perdido a vontade de beijá-la da maneira que meus amigos dizem ser o certo a se fazer. Eu queria que ela falasse mais, que falasse das experiências e coisas que viveu. Estávamos tendo uma conversa tão gostosa que eu seria capaz de decorar todas a falas pra poder repetir no espelho quando chegar em casa. Como se eu pudesse reviver aquele momento, sabe?

Fomos avisados pelos atendentes que a lanchonete ia fechar.
Ela disse que ficaria no metrô e eu a acompanhei.
Trocamos números de telefones e enquanto ela anotava o meu no celular dela, dei mais uma volta em seu cachecol como se a alertasse do frio que fazia. Ela levantou a cabeça lentamente e sorriu pra mim, eu retribuí.

Um longo e quente abraço, beijo com vento no rosto e aceno ao darmos as costas.

Até que dois tropeços aconteceram.
Nós dois tropeçamos no mesmo momento da mesma maneira ao darmos tchau.
Rimos, com a mesma vergonha da hora que nos vimos na sua entrada desastrosa e nos despedimos.

Fui embora olhando para os arranha-céus da avenida e pensando sobre como fiz o certo em ficar na minha nos tempos de colégio, em não me desesperar em ter garotas como meus amigos tinham, em não forçar amizades, em não querer ser o popular.

No fundo, eu só queria alguém que risse quando eu tropeçasse e não alguém que me humilhasse. E conheci mais, conheci uma pessoa que também tropeça comigo, não tenho do que reclamar, pra quem tinha algumas revistas como companhia, até que as coisas mudaram.

Masculinamente, devo confessar que eu gostaria de ter beijado a garota do cachecol, ahh eu gostaria… Me veria perfeitamente numa cena de filme. E ela parecia ter lábios mais macios que as nuvens. Encantador.

Mas tudo bem, sem problemas, sem desespero, ela tropeça comigo e isso já é o bastante, e afinal, combinamos de sair mais vezes também, a começar com amanhã outra vez.

Dessa Pra Uma Melhor

Eu já te escrevi e-mails que nunca conheceram o “mensagem enviada com sucesso”.
Já vivi nossos sonhos sem a sua autorização, já conheci outras pessoas com o mesmo nome que o seu e já senti o teu perfume em outros corpos.
Eu já me enganei ao pensar que era você tocando a campanhia de casa. Eu já corri pra atender o telefone no horário que sempre me ligava, mas nunca mais foi você me ligando.

Eu cansei de te encontrar em lugares onde você não estava. Cansei de rir sozinho de piadas que ia rir com você, cansei de encontrar roupas que mais pareciam ter o teu nome no lugar do preço de tão a sua cara que eram.

Não me fez bem ir sozinho no mesmo restaurante que íamos juntos. O espaço vazio ao meu lado competia com o vazio que eu sentia dentro de mim e até o garçom estranhou eu ir sozinho depois de tanto tempo indo com você. Só com você.
Sentei na mesma mesa, escolhi o mesmo prato e até abri um cardápio no teu lugar na tentativa de te trazer mais pra perto de mim.
Paguei a conta e deixei um espaço para você sair na minha frente, se estivesse lá.

Eu ainda faço algumas coisas como se você estivesse comigo.

A volta pra casa também mudou bastante. Ainda faço o mesmo caminho, brinco na escada rolante e na catraca do metrô, mas agora eu faço tudo sozinho.
Já encontrei as mesmas pessoas que geralmente encontrávamos altas horas da noite, falamos sobre os mesmos assuntos e todas perguntavam de você. Mas pior que perguntarem, é lamentarem sobre o quanto combinávamos. É o tipo de coisa que me acerta o peito.

Já escrevi nossos nomes no vidro do ônibus. Já comprei salgadinho do teu sabor preferido, mas não consegui comer tudo sozinho. A gente dividia.

Outro dia encontrei seus pais. Perguntaram sobre como eu estava, se eu tinha melhorado e me desejaram muitas coisas boas. Sinto tanto a sua falta.

É que eu sinto tanta falta de saber que posso contar com a tua palavra.

Pelo menos eu fico feliz de ter você eternizada em fotos que tiramos juntos. Tenho comigo o seu registro de momentos que estava feliz e é essa imagem que eu quero ter. Sendo mais especial ainda o fato de eu ter contribuído pra algum momento seu de felicidade.
Sabe, eu faria tudo de novo.

Que pena que não mais nesse mundo, mas eu sei que a gente vai se encontrar de novo aí em cima, esteja onde estiver.
Prometo que nessa próxima ocasião não vou reclamar se você quiser um pedaço a mais do nosso edredom.

Coloco A Minha Mão No Fogo Por Nós

Por que você tenta tanto me esquecer?
Se nunca deu pra responder todas as outras perguntas que eu já te fiz, dá pra responder pelo menos essa?
Eu queria muito saber se eu te faço algum tipo de mal, se quando eu te ligo ou te mando mensagem, ou mesmo quando eu te chamo pra conversar na internet, estou te irritando. Às vezes tenho impressão que eu acabo com o seu dia quando vou falar com você. E sabe um de uma coisa, isso me machuca muito e você nem faz ideia do quanto.
Fico sabendo de histórias suas, através de amigos em comum, que eu até me assusto. São histórias de quando você sai pra balada, o quanto bebe e como fica depois de beber, das coisas que diz e faz.

Fico sabendo dos beijos-sem-nome que você vive pela noite.
E logo você que era tão fã quanto eu do abraço de “Estou aqui”…

E o pior de tudo isso é a raiva que eu sinto de mim mesmo, porque nem que eu me esforçasse muito eu não conseguiria parar de gostar de você, não consigo parar de sentir sua falta e até das nossas brigas eu sinto saudades.
Tem horas na vida que a gente precisa dar um tempo nas coisas, pra gente poder respirar, acalmar a cabeça e equilibrar o que estamos fazendo e esse nosso tempo longe me fez pensar em tanta coisa que eu fiz ou que deveria ter feito. São coisas que eu não me arrependo, mas hoje, com certeza, eu faria tudo diferente.

É que eu sinto amor.

E fico triste em te ver desse jeito fingindo sentimentos. Me deixa mal ver a tua felicidade que dura enquanto durar a bebida. Eu sei como você é, sei do que gosta de fazer e do que realmente te traz felicidade e te faz sentir alguém melhor, mas me parece que você esqueceu disso.

É claro que eu poderia encarar isso de outra maneira, lavar minhas mãos, começar a dar valor a novas pessoas que dão pra mim, tem tanta gente legal nesse mundo com vontade de viver sonhos iguais aos meus, mas, quem disse que eu consigo isso?

É do teu “vai passar” que eu preciso.
Pelo menos eu ainda não me convenci que outro também me ajudaria.

Falo isso por mim, da mesma maneira que por você, que reconhece mesmo sem ser publicamente, que é da minha forma de te fazer sorrir que você precisa.
Mas por favor, não pense que eu acho que te conheço 100%, que você se tornou previsível ou que já conheço todos os seus caminhos, não é isso. Claro que eu te conheço até que bastante, mas ninguém nunca pode falar que conhece outra pessoa 100%, pois vivemos de fases, e de uma hora pra outra, podemos enlouquecer – e temos esse direito! – e vivermos uma fase que ninguém imaginaria que viveríamos, ou seja, aquele discurso do “te conheço muito bem” cai por terra diante das surpresas da vida.

Nunca conhecemos alguém 100%, a gente aprende a conviver e a respeitar as surpresas na vida desse alguém.

O que acontece com a gente é que temos uma sintonia surrealmente grande. Quando me dava vontade de trocar o canal da TV, você também tinha pensado nisso, quando eu não achava graça da peça de Teatro, você também não achava. Automaticamente, aprendemos a unir nossas opiniões e torná-las uma só. E eu você havíamos nos tornado um só perante a vida.

Mas você tenta me esquecer dia após dia.

Eu fico em silêncio só observando de longe, te respondendo com carinho quando me diz “oi”, mas com vontade de te falar que meu amor só aumentou. Como se isso fosse o bastante…

Sei lá, a história não tem fim
Nossa história é o tipo de livro que não quero saber como termina. Acontece que hoje você está lendo uma página e eu outra.
Mas a gente se encontra.
Sabemos disso.

Não Vai Doer Se Der Teu Braço A Torcer

Pior do que não ser feliz é não querer ser.
Você tem um jeito tão seu de fingir que está tudo bem. Mas, me desculpe, felizmente, ou infelizmente, eu te conheço e a mim você não engana.

Não mais.

Eu cansei de atravessar noites com você no telefone falando sobre os mais variados assuntos, só pra te manter animada, só pra te mostrar mais motivos pra acordar bem no dia seguinte. E você, ah você, você parecia ouvir tudo que eu falava por um ouvido e tirar pelo outro, e ainda por cima, quando acordava já encontrava mil novos motivos pra reclamar da vida, e claro, de mim.

Já parou pra pensar que você conhece mais os meus defeitos que as minhas qualidades?

Às vezes eu tenho pena de você se achar a pessoa mais certa de tudo. Você é a mais forte, a mais inteligente, a que não chora, a que não erra, a que não ama.

O teu orgulho é tão grande que você não admite o amor.

Isso tudo vai além de uma possível preservação particular sua, algo naquele sentido “já sofri antes, não quero passar por isso outra vez, então eu me preservo”, você simplesmente não admite pra si mesma as novidades e surpresas vida.

Você é uma pessoa tão orgulhosa que parece não gostar de viver.

E não é que eu estou só te criticando, é que eu não aguento esse seu jeito e pior, já conversamos sobre isso mais de mil vezes.
Quantas vezes a gente já brigou e em todas eu tive que correr atrás de você pra gente ficar bem. Você não mexe um dedo! Caramba, eu não tenho problema em reconhecer meu erro.
Pior do que brigar é não facilitar pra ficar bem. Não tem que ter medo, eu nunca vou jogar na sua cara que reconheceu que errou e veio se desculpar, não, eu vou te amar mais por ver tanta humildade em você.

Eu não vejo problema em não ter razão se for pra briga acabar e você voltar logo pra mim.

Eu não quero viver uma disputa sobre quantas vezes cada um erra. Eu não quero saber se eu estou sempre errado, ou se mesmo quando estou certo você discorda. Eu só quero saber que a gente vai ficar bem. E isso não significa que vou engolir algum sapo seu, da mesma maneira que espero que pense o mesmo com relação a mim.

A gente se gosta tanto e isso deveria bastar.

O tempo que a gente passa discutindo por coisas tão pequenas, seria melhor aproveitado fazendo qualquer outra coisa que tanto gostamos. Brigadeiro de panela é um exemplo feliz.

Poxa, que merda, eu te amo e isso não faz diferença pra você?

Que saco! Eu só não aguento mais esse seu orgulho idiota! Essa sua marra de sempre ter razão, droga, você também erra, sabia? Mas isso não é pecado, isso não te faz “menor” em relação a mim ou a qualquer pessoa, pelo contrário, isso é admitir que você é ser humano, pois da mesma forma que erra, você acerta de um jeito lindo.

Eu queria de volta aquela pessoa que me pedia desculpas quando subia o tom de voz.

E por favor, coloca na sua cabeça, não estou pedindo que se humilhe pra mim, estou pedindo que entenda a nós, se não quiser me entender, ok, mas entenda a nós, entenda o desperdício da nossa vida debatendo assuntos que não vão chegar a lugar nenhum.
Eu só queria ouvir uma coisa de você:

“Eu errei.”

E você pode ter certeza que quando o dia que eu ouvir isso chegar, vou ser a pessoa mais feliz desse mundo, vai ser quando vou me sentir completo, quando vou concordar que vivemos o “pra sempre”.
Se não for fácil pra você reconhecer um erro, eu entendo, mas me diga, a gente aprende juntos.
Manda esse orgulho embora, não por mim, mas por você, pelas pessoas que gostam de você, e que já conhecendo sua beleza física, merecem conhecer a sua beleza humana.
Mais do que ninguém, eu sei do teu valor, sei o quanto é uma pessoa boa e deseja o bem pra todas, é que tem horas que você esquece isso de si mesma.

Eu sempre preciso te lembrar de quem você é.

É que eu sinto amor e não vejo problema em reconhecer isso na sua cara, por mais brega que possa parecer.
E sabe o que é o pior de tudo?
Você também sente. E sabe disso.

E de novo, eu preciso te lembrar de quem é você.
Dar o braço a torcer é o tipo de dor que não dói.
Acredite em mim.
Ou se preferir, acredite na gente.

 

Respira Aqui Pertinho

A gente acorda com a música do despertador toda manhã e é uma das músicas que mais gostamos, a colocamos na tentativa de acordarmos de melhor humor. De domingo a música não toca.
Em dias como hoje a gente acorda mais tarde pois geralmente passamos o fim de sábado com pizza e alguns filmes. Tem dias que amigos nos visitam, outros dias que vamos a algum lugar.

Tem dias que ficamos por horas no quintal olhando pro céu e falamos sobre as menores importâncias.

Quando sou o primeiro a acordar fico com dó de fazer o mesmo com você, procuro me certificar de que está coberta mas teu pé direito insiste em ficar de fora do edredom, aquele teimoso. Muitas vezes, mesmo sendo o primeiro a acordar, eu fico deitado ao seu lado olhando pro teto e pensando.

Eu olho pro teto e fico pensando em nós.

Um pouco ridículo, até brinco de fazer sombra de animais com as mãos com a luz do Sol  que invade o nosso quarto.

Enquanto você sonha, eu penso sobre nós.

Aquele mesmo frio na barriga que eu senti quando você respondeu que aceitava viver os próximos dias da sua vida comigo, volta toda vez que te espero acordar. As suas primeiras expressões do dia são as mais lindas, o rostinho amassado pelo lençol, a ravinha de ter acordado e querer dormir por mais mil horas e até o jeito como boceja na velocidade do vento nas folhas da nossa plantinha na sacada. Pra mim, tudo é lindo e é tudo que eu sempre quis.

Enquanto houver frio na minha barriga por você, terei motivos pra acreditar que sou feliz.

Sabe, eu gosto tanto do privilégio que tenho de poder acordar ao seu lado. Gosto até das nossas briguinhas pelo tubo de creme dental, você sempre quer usar primeiro, e eu, vingativo, faço caretas no espelho do banheiro causando em você risadas que te fazem engasgar com a pasta. Eu não queria fazer isso sempre, mas você faz questão de me provocar, né?
E, particularmente, eu te acho tão sexy de pijaminha. Pode ser qualquer um, pode ser aquele surradinho, da época que começamos a nossa história e você ia dormir em casa, mas que você – e eu – gosta tanto, ou aquele outro chique que você ainda está pagando as parcelas, ou pode ser até alguma camiseta velha minha que não condiz em nada com o teu jeito.

Teu pijaminha, pernas de fora, cabelos amassados. É tudo que eu sempre sonhei pra mim enquanto via nos filmes.

Tem horas que ainda olhando pro teto eu me pergunto se estou vivendo um dos filmes que assisti. Se no fim, você vai embora e vai me deixar com a nossa plantinha, ou se eu vou embora pra morar em outro país. Me pergunto se você pensa em outro alguém em algum momento dos nossos dias, me pergunto se eu vou pensar em alguém. É tudo um monte de bobagem, eu sei, mas eu viajo muito aqui, pelo menos esses pensamentos vão embora sempre bem rápido.

Eu gosto tanto de você. Você assim, que me completa, me critica, nem sempre me elogia, me ajuda, me ouve, me motiva. Você me mostrou um mundo novo e mais, mostrou que a gente pode criar o nosso próprio mundo. E é assim que vivemos.

No nosso mundo, o que nos desperta aos domingos é a nossa obrigação de regar a nossa plantinha, porque se dependesse da gente, ficaríamos o dia todo aqui deitados.

“Amor, eu ouvi tudo só não quis atrapalhar! É sério que você olha tanto pro teto assim? Que fofo! E eu até chorei aqui, mas isso também não é nenhuma novidade pra você, né? Agora, por favor, sei que hoje é meu dia, mas você pode regar a nossa plantinha pra você voltar e deitar aqui comigo rapidinho?”

No nosso mundo assim.
As regras são quebradas. Aliás, nem chegamos a criar regras.

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