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Com Você É Especial, Sem Você Também Seria Bom

Eu nunca quis muito mais que um lugar pra descansar e alguém pra conversar.
Talvez o “mais” em questão se encaixaria numa troca de beijos ou num telefonema de preocupação. Mas só talvez. Nas horas que lembro não ter isso comigo, recorro aos prazeres que desenvolvi sozinho, algo parecido como uma caminhada pelo parque ou compras no shopping.

A gente aprende a lidar com algumas situações na vida que nos fazem crer que não somos tão infelizes como ás vezes pensamos que somos.

Contudo, a infelicidade é um sentimento que a gente “gosta de sentir”. Parece loucura, né? Mas é verdade. Ouvir a música mais depressiva do mundo, ver as fotos que mais nos machucam, coisas como essas, ás vezes, a gente corre atrás de propósito, na tentativa de reviver o lado bom de todos esses momentos. A intenção geralmente é boa, mas não precisamos muito dessas boas intenções.

Nem que eu seja a última pessoa do mundo, pra sempre eu vou acreditar na felicidade e no que meu coração diz.
E você me fez provar que isso funciona pro bem.

Lembra de quando me convenceu a pedir aumento no trabalho? Alegando ser isso que eu achava justo, que eu precisa pedir, você não usou nenhum argumento seu, só me fez acreditar nos meus. Consegui o aumento! É isso que eu gosto tanto. Além dos teus pontos de vista e a tua visão completamente diferenciada dos acontecimentos, você me faz acreditar em mim mesmo, sabe?

Eu sempre quis acreditar mais em mim mesmo.

Estou falando aqui sobre um lado especial de ter você. A questão não é o amor, os beijos e abraços, o sexo ou o status, e sim em como você me faz ver o mundo maior, como você me faz ver que EU sou maior. É a única pessoa que consegue ativar esse sentimento em mim.
Além de me fazer melhor, você consegue me lembrar em ser melhor.

Eu nunca quis muito mais que um lugar pra descansar e alguém pra conversar, até a tua vida se cruzar com a minha. A partir daí, eu quero um lugar pra descansar, alguém pra conversar, um motivo pra chorar e um pra sorrir, um pra desistir e um pra não desistir, uma viagem pra fazer e uma impossível agora. Eu quero os novos sabores e as possibilidades, menos talvez e mais sim ou não.
Todos os ótimos prazeres que desenvolvi sozinho, também quero a experiência de vivê-los com você. Pode ser agora, pode ser ano que vem. Ou pode não acontecer também, mas eu sou fã das possibilidades do sim. Mas mesmo assim, se você não puder viver comigo, lembro que aprendi a viver e aproveitar sozinho, então, no fim, sempre vai ser bom pra mim. Um shopping com ou sem você comigo ainda vai ser um shopping.

É que desde que comecei a considerar todas as possibilidades, aprendi a me blindar pra quando as surpresas não forem as boas.

Ainda ouço algumas músicas depressivas e vejo fotos que já me fizeram chorar, só que agora eu ultrapasso esses momentos, revivo pra saber que aconteceu um dia, pra me lembrar das lições que me fizeram ser quem eu sou – e em como sou melhor – pra te encontrar nessa fase da minha vida.

Se eu te encontrei é porque eu estava pronto pra isso.

E não sou eu quem afirma, é o meu coração. Os dias podem até provar que me enganei, mas eu nunca vou pensar nisso quando eu sentir que meu peito está aquecido a ponto de me dizer: “Tenta!”.

Eu sempre tento.
Você é uma tentativa feliz.

Odeio Alguns Dias Especiais

Ih, já percebei que hoje não vai ser um dia fácil.
Já na minha mensagem tradicional de “bom dia”, tive a reposta: “obrigada.” Estranhei porque normalmente seria algo do tipo: “Bom dia amor, obrigada pela mensagem, um beijo, te amo!” Não necessariamente assim, mas algo nesse sentido.

Tem algo estranho.

Mas como a minha preocupação não vai resolver nada agora e eu preciso trabalhar, melhor esperar até a noite, aí a gente se encontra e tento entender o que está acontecendo.

Ok. Eu não consigo esperar.

“Amor, tá tudo bem com você? Mesmo? Sei lá, te achei esquisita na nossa primeira-mensagem das manhãs… Beijo!” Tive que perguntar, não consigo fazer nada preocupado.

Não tive resposta.

Pensei até em insistir e ligar, mas eu conheço a peça, acho que não vai ser a uma boa, vamos deixar para a noite mesmo.

Noite. Na catraca do metrô.

“Amor, desculpa o atraso, saí o mais rápido que pude, mas se eu te contar você não vai acreditar… EU CAÍ no meio da rua, hahaha, que vergonha! Só comigo mesmo! Olha aqui meu joelho, até rasgou minha calça, mas tudo bem, o importante é que cheguei, né?! …Vem cá, você não vai dizer nada? Vai ficar com essa cara?”

Eu me esforço pra fazer as coisas boas serem mais presente que as ruins.

“Meu, você combina de me encontrar, chega atrasado e ainda vem com essa de ‘caí no meio da rua?’ EU NÃO SOU IDIOTA, OK?”

Tem horas que a gente ouve umas coisas que a gente desacredita, né? Aí a gente tenta encontrar uma solução, pensar em algo rápido, mas não vem nada muito genial na cabeça.

“Olha aqui, eu posso saber porque você está tão estúpida o dia inteiro? Po, te mandei uma mensagem de ‘bom dia’ você me responde ‘obrigada’, aí te mando outra pra saber se está tudo bem, não me responde, depois, ok, eu errei pelo atraso, mas justifiquei, até mostrei meu machucado e você vem desconfiando de mim, o que raios está acontecendo?”

Você começou a chorar.
E eu fiquei sem reação.

Me desesperei, não sei, nem tinha te perguntado direito o que aconteceu no teu dia, ás vezes você dormiu mal e acordou irritada, ou pode ser algo mais sério, brigou feio com teus pais, pode ser mil coisas e eu já cheguei jogando na sua cara o que eu não estava gostando, que egoísta da minha parte. Droga, piorei tudo, aí vem você agora e chora e eu não sei o que fazer ou o que falar.

Você me abraçou.

Me segurou forte, muito mesmo, nem lembro de algo assim antes, ainda chorava mas parecia estar parando aos poucos. Sei que eu deveria falar algo, começando pelo que eu pensei vendo você daquele jeito, mas eu simplesmente não consegui.

Você começou a rir.

Agora sim.
Não estou entendo absolutamente nada! Tive um dia péssimo por você estar toda estranha, aí do nada começa a rir. Eu mereço, né?

Rir é um bom sinal, então eu comecei a rir também: “Hahahaha!”

“Cala a boca, não é pra você fazer nada!”, ouço o teu alerta.

As coisas estão indo bem. De duas uma: ou estou ficando completamente louco, ou você que está.

“Ai amor, desculpa por tudo hoje, eu tô muito chata, adorei sua mensagem, você sabe que sempre gosto e até brigo quando você não me manda. Desculpa não responder a outra, estava sem paciência pra falar disso por mensagem e ainda bem que você não me ligou porque com certeza ia ouvir um monte de bobagem da minha parte. Viu, esqueceu que semana é essa? Esqueceu o calendário?” Eu estou “naqueles dias”, sabe? Coisa de mulher e tal, você nunca vai entender, droga, aí eu fico brava, choro, rio, amo, odeio, tudo ao mesmo tempo, e tadinho, acabo descontando em você… Mas foi engraçado te ver preocupado, hahaha, e mais, me segurei muito pra não rir do teu joelho todo ralado, hahaha, que imbecil, OPS OPS, que doido você, amor!”

“MEU DEUS, ME SALVA! ÓBVIO que não lembrei e jamais eu pensaria que fosse isso! Pelo menos pra mim agora está tudo explicado, só tenho um dúvida ainda: não sei se eu te faço ralar o joelho no chão também, ou se me jogo na rua pra ralar o meu outro, e assim descontar no meu corpo a minha raiva por essa confusão toda! Vou pensar nisso.”

Você, basicamente, me ignora e sugere uma solução: “Hahaha, besta! Vamos tomar sorvete?”

Como eu sou uma pessoa de muita personalidade, tenho as minhas convicções, onde sobretudo respeito minha moral e meus princípios, te respondo:

“Aí siim heim?! Vaamos!”

 

Não Consigo Dormir Com A Gente Desse Jeito

Nem sempre tudo vai ser só alegria entre nós, sei que tem consciência disso.
É claro que a gente não quer brigar, que isso é péssimo e só atrapalha a nossa história, mas também fingir que não aconteceu nada só pra gente manter a aparência de “somos um casal perfeito que nunca brigamos” não ajuda em nada.

Eu só acho que a gente deveria começar a dar valor ao que merece valor.

Falo isso até mesmo quanto as brigas, se você não gostou do tom que eu falei com você na telefone, ok, por favor, me fale, eu preciso saber onde eu erro pra saber onde consertar. Mas se o motivo de você querer me matar for justificado pelo trombão que dei em você quando fui pegar o copo no armário, poxa, acha justo? Não vamos deixar um pepino simples se transformar num mega problema.

Sei lá, não vou negar que não gosto da sua aparente frieza quando conto uma notícia minha, você parece não ficar feliz comigo, parece que acaba “aceitando” a minha felicidade e retribuindo por obrigação, não sei, é estranho.
É uma situação parecida como quando você reclama que eu não me importo com você, só porque ás vezes eu esqueço do “te amo também” na SMS.
Está vendo aquilo de “dar peso ao que merece?” Nós dois estamos errados.

Essas duas situações são mais complicadas de resolver do que aqueles exemplos lá em cima que são mais objetivos, porque a gente pode ver a mesma coisa de formas diferentes, e assim, concluirmos individualmente que não está acontecendo nada de errado e que estamos “normais”.
E o “estar normal” é muito relativo né, pra mim você não está, pra você, está sim.

Mas.
Individualmente. Pra mim, e espero que pra você também, isso não existe numa relação.

Vamos experimentar juntos, por um segundo, nos colocar no lugar do outro: Eu não tendo sua resposta na SMS e você não tendo a minha demonstração de felicidade com alguma notícia sua. Difícil, né? É mesmo. Tenho certeza que assim conseguimos entender melhor um ao outro.

É claro que tem horas que a raiva é muito forte, que a vontade de explodir, xingar e fazer alguma besteira maior grita muito alto, e se algo assim acontecer, até sou capaz de entender e deixar pra resolver depois.

Contanto que se resolva.

Não gosto de dormir sem o teu perdão. Aí eu passo o dia inteiro pensando no noite passada, no que eu posso fazer pra resolver, enfim, isso me tortura tanto… Eu até posso te dar o tempo de não resolver na hora, mas que esse tempo seja algo em torno de meia hora, rs.
Tudo que a gente menos precisa na nossa história é daquele tal de orgulho.
Não vejo problema em te ligar, em correr atrás de você, em me desculpar, tentar – mesmo que não consiga – me colocar no teu lugar pra te entender, eu sempre quero te entender, mesmo que eu não consiga, eu tento. Acontece que ás vezes você parece fazer de propósito, tipo, você me ignora no celular, não me deixa ir na sua casa, não me responde no MSN, tudo isso porque está chateada comigo. E eu, eu entendo isso. Mas só penso numa coisa:

Nosso objetivo sempre vai ser nos acertarmos.

Você pode até não querer resolver alguma briga na hora, mas por favor, facilita pra isso. Se permita ter um problema resolvido, ter o nosso problema resolvido. Eu sempre vou fazer a minha parte, mesmo que eu erre, mas a intenção vai ser sempre a melhor de todas e espero que você faça a sua. Só pra gente ficar bem.

Desculpa falar tanto, eu me empolgo e saio falando.
E me desculpa pelo trombão na cozinha?

Ex Bom é Ex Vivo

Sei lá, pra mim é complicado esse negócio de ter que “te entender” sempre.
Poxa, se eu soubesse que a gente pararia tudo como paramos sem nem começar direito aliás, eu não teria dado o primeiro passo. Comigo é sempre assim, quando eu começo a me envolver, quando eu acho que vai rolar, eu tenho que esperar. Fica a pergunta: Quando vou poder entrar de cabeça em cada segundo do que eu estiver vivendo? Porque sempre tem sido assim: “Espera, não é bem assim, fica calmo”.
É claro que eu te entendo, sei que está muito confusa pensando em mil coisas ao mesmo tempo, mas eu quero saber, porque então deixou a gente dar o primeiro passo?
Eu não tenho culpa de me envolver, de começar a gostar das pessoas mais rápido do que eu gostaria. Se eu pudesse fazer um pedido no mundo pra mim, um só, eu pediria o controle dos meus sentimentos, até que ponto eu posso começar e deixar de gostar de alguém, simples assim.

Eu não tenho nada a ver com o teu ex. E essa história se repete na minha vida. Faço tudo direitinho, construo uma cena especial, mas, denovo, minha vida tem que parar por causa do ex de alguém.

Sinceramente, eu queria conhecer o teu ex. É sério, queria mesmo!
Você pode até não querer mais vê-lo nem pintado de ouro, mas eu queria apertar a mão dele e dizer: “Você é demais!”. E isso não é loucura, explico o porquê.
Esse cara é incrível. Eu queria perguntar pra ele o que tanto ele fez pra te fazer ficar assim sempre que lembra de vocês dois.

Queria saber o que ele fez pra ser inesquecível pra você. Não pra copiá-lo, mas pra parabenizá-lo.

É claro que eu, com 1 mês de relação com você, não posso exigir que eu tenha importância igual na sua vida, até porque eu quero conquistar a minha importância do meu jeito, mas o fato é que o teu ex é um grande homem.
Infelizmente não deu certo com vocês, chegou a hora de pensarem diferente, ver as coisas de outra maneira e nisso nem sempre os dois saem ilesos, no teu caso, você saiu mais machucada, mas isso é vida.
Durante um período, ele foi o cara mais especial que o mundo podia te oferecer. O período acabou mas a vida não, outros caras especiais surgem.

Oi!

Eu não quero ocupar o lugar de ninguém não, não quero ser melhor também, quero escrever a nossa história, quero a sua nova história, quero ser o protagonista dela, e uma coisa eu posso te garantir: não meço esforços pra só existir episódios inéditos na sua vida, na nossa vida. Se o teu ex não foi capaz, ou melhor, se pra ele a energia pra isso acabou, pra mim está só começando.

Se ele achava graça na forma que você ri, eu acho graça na forma que prende o cabelo e escova os dentes.
Eu sou outra pessoa, vejo de outra forma, gosto de outras coisas.

Eu não estou tentando enterrar a lembrança dele em você, só estou me esforçando pra que enxergue que a vida vai além, que tem muita coisa pra acontecer, mas que pra isso você precisa querer.
Você precisa lembrar que não teve muita sorte com relacionamentos até aqui, nem suas amigas conselheiras de plantão, mas eu apareci na tua vida e não foi a toa, foi pra provar que existe sim alguém que lembra de você quando sente outros perfumes nas ruas, alguém que guarda uma piada que ouviu só pra te contar e te fazer rir um pouquinho, alguém que passa a noite no computador fazendo montagens bobinhas de fotos suas só pra te surpreender de manhã no teu primeiro e-mail.

Não precisa esquecer teu ex, só precisa guardá-lo. Ele foi ótimo pra você durante uma fase na sua vida, agora não mais, as fases mudam, não é motivo pra tanto ódio por mais que ele tenha feito algo terrível pra você – não gosto de entrar em detalhes do teu passado com ele porque isso me deixa mal -, ao invés de querer o mal dele, dê uma nova chance pra tua felicidade, queira o bem pra você, se permita ser feliz denovo com uma nova pessoa, especial, que te ajuda, que quer o teu bem.

Hoje, essa pessoa sou eu.

Não Sei Se Preciso Agora Do: “Psiu, já estou com saudades! s2”

Que saco!
É bem isso mesmo, que saco!
Eu não aguento mais outro fim de semana sem nenhuma novidade na minha vida. E é só de uma novidade que estou falando, sem essa de “aproveitar as coisas simples”, eu quero ter alguém, é isso, se eu pudesse gritar pro mundo eu gritaria: EU QUERO TER ALGUÉM COMIGO HOJE E AGORA!
Já cansei dessa história de “espera que a tua hora chega”, sério, já cansei mesmo e se alguém vir denovo com uma dessas justificativas eu vou perder o controle e falar o que eu não quero.
É muito cômodo a gente ter que ouvir opiniões de um monte de gente que tá por aí, feliz da vida, indo ao cinema a dois, ao parque e etc. Não quero mais ter que ouvir algo de alguém que não vive a mesma situação que eu. E esse negócio de “Já passei por isso, vai por mim, faz isso que jajá você engata um namoro!”, ahh pelo amor de Deus, porque essas pessoas não calam a boca? Passou por isso mas em outra situação da sua vida, outro momento e foi outra forma de lidar, já eu, estou na MINHA situação, no MEU momento e com a MINHA forma de lidar com isso.

O mesmo remédio não cura a mesma doença em todas as pessoas, ás vezes é necessário outro tratamento pra essa mesma doença.
Então faz favor, ok, se com você deu certo, lindo, mas comigo não é assim!

Taí, essas pessoas são as mais responsáveis em me fazer ter raiva e em me fazer realmente crer que eu preciso ter alguém comigo agora, porque sinceramente eu até estou bem sem ninguém, estou com foco nos meus estudos, no meu trabalho e na minha viagem que quero fazer, mas aí você ouve de um lado e de outro: “Nossa, como você não namora? Você é tão diferente, uma pessoa tão boa, jajá aparece alguém especial!” POR ACASO eu perguntei SE QUERO TER ALGUÉM ESPECIAL? Mas o grande problema está aí: Essas pessoas me fazem pensar que eu realmente mereço alguém pra me fazer feliz, ou melhor, eu mereço AGORA alguém assim.

E claro que que eu quero, sei lá, namorar vai, ou melhor, é claro que eu mereço. A questão maior é: Será que agora é minha hora pra isso? Talvez eu ainda não tenha ninguém agora porque não é meu momento, não é minha fase, e no fundo eu sei disso. Por outro lado, claro que rola a carência, é mais do que óbvio que eu quero andar de mãos dadas, trocar alianças, ouvir “eu te amo”, dormir de conchinha, claro que eu quero escrever no Facebook da pessoa “psiu, saudades! s2” enfim, quero tudo, mas será que eu realmente preciso disso agora? Quem que garante? Será que eu não fico mais mal por não ter ninguém porque as pessoas ao meu redor me fazem pensar assim? Será que a maioria dos meus problemas de solidão não são potencializados pelas pessoas que me pressionam falando “você precisa de alguém”, e com isso, me fazem acreditar que é minha hora de começar um namoro e, por consequência, me fazem ficar triste por eu não conseguir alguém?

Eu não vivo só de amor.
Tem gente que só vive se tiver uma aliança no dedo, já eu, pra viver e ter felicidade já me é o bastante ter uns amigos pra dar risada, alguma comida gostosa e algum dinheiro pra comprar coisas legais.
Não é que eu não quero alguém, EU QUERO MUITO, MUITO MESMO, mas eu só não tenho certeza se quero agora.

Eu não tenho o controle remoto do destino pra avançar o filme da minha vida e chegar na cena do “você quer namorar comigo?” Enquanto isso, vou vivendo de trailers, é tão divertido, eu crio as cenas que eu quiser, e de uma coisa já tenho certeza: Toda a parte de terror da minha vida, muitas vezes, é justificada pela pressão das pessoas sobre mim.

Ninguém sabe a minha hora do “E viveram felizes para sempre…”

Continuando Assim, É Uma Fatia A Menos Do Bolo

Quanto mais você tenta me controlar, mais eu quero fazer minhas coisas sem você. Não sei como não percebe isso.
Me desculpa, mas o que você tem só pode ser algum tipo de doença pra ter tanto medo assim de eu fazer alguma coisa e te deixar pra trás, te desrespeitar, sei lá, em outras palavras, tanto medo que eu te traia ou algo do tipo.
Você não pode me ver falando com alguém pela internet, respondendo algum comentário, que já me liga pra saber quem é a pessoa, de onde eu conheço e porque estou falando com ela, isso irrita muito.
Quando estamos andando pelas ruas e eu me distraio um segundo olhando pra algum lado, você já me belisca irritada pra saber pra onde eu estava olhando. Não posso nem cumprimentar uma amiga ou dizer “Obrigado” sorrindo pra moça da lanchonete.

Eu não aguento mais isso.

Depois que começamos a nossa história você não me deu mais o direito de fazer amizades com meninas. Todas que eu conheço automaticamente já são suas inimigas. Tento entender o porque disso, sei lá, parece que você age assim por sei lá, me invejar, só porque você não consegue fazer amizades com tanta facilidade e já conversamos tanto sobre isso, sobre o teu comportamento e concordamos onde deveria mudar nisso.
Me desculpa falar dessa maneira, mas é o que parece as vezes, não sei, estou tentando entender.

Eu só queria ter de volta aquela que me encantei no primeiro “oi” e não aquela que me pune quando eu retribuo outros “oi”.

Você acha mesmo que eu sou assim de ficar puxando assunto com outras garotas? Para de me comparar com teu passado, não tenho culpa se te fizeram sofrer tanto por isso, se você só se relacionou com pessoas que não se importavam com você, que te desrespeitavam, enfim, eu só quero que você se lembre que eu não sou igual aos outros.

Eu não preciso procurar nada em outro alguém se tudo que eu sempre quis encontrei em você.

Por favor, para com esse ciúmes doentio. Me sinto sufocado, preso, controlado e isso pra nós não faz nada bem. Não digo isso pelo risco de eu querer sair aprontando mil e umas por aí, mas sim porque tudo que eu sinto por você vai acabar se desgastando, e penso que a gente tem que se preocupar mais em estabelecer nossa história de uma vez por todas ao invés de transformar em ruínas.

Eu também quero que você conheça novas pessoas e faça novas amizades. Você é inteligente, super animada e muito carismática, não tem como não se apaixonar pelo teu jeito e não querer conversar que seja 5 minutos com você, mas você precisa usar isso a seu favor.
É claro que eu vou sentir um ciuminho ao te ver falando com outro garoto, mas pretendo analisar com calma a situação, e se caso eu não gostar, vou falar com você numa boa e te apontar o que eu não entendi/gostei.

A gente conversa, a gente se entende.

Eu nunca vou largar meus amigos. Você tem o direito de não concordar com isso, mas essa é a minha verdade e se isso gritar entre nós a gente pode parar aqui e conversar sobre tudo que ainda vale a pena. Talvez você ainda não vê como eu vejo, talvez eu até esteja errado, mas antes de qualquer coisa eu gostaria que se colocasse em meu lugar e mais que isso, que me ouvisse, especialmente quando eu digo que não brinquei quando te disse pela primeira vez o “eu amo você e quero viver nossa história até onde a gente achar que devemos, superando todos os problemas e sobretudo tendo consciência que a gente é quem vai determinar o nosso ‘pra sempre'”.

Para de ver as outras meninas como uma ameaça pra nós, ou pra você, e vem junto comigo, vamos consolidando nossa história a cada dia, cada um fazendo sua parte, com muito respeito e acima de tudo com muito sentimento, aquele sentimento que cultivamos desde o “Aceito”. Fica tranquila e por favor coloca na tua cabeça, eu não sou igual aos outros, não busco outras pessoas, eu só conheço elas.
Penso que as coisas acontecem se a gente der abertura pra isso, e eu não faço nada além de responder os comentários direcionados a mim, posso até mudar meu jeito de responder pra te deixar mais confortável, mas eu não posso mudar o lugar pra ondo olho nas ruas, por exemplo, entende?

Eu só amo uma voz dizendo meu nome: a sua, as outras, eu considero.

ATENÇÃO PESSOAL DE SÃO PAULO: http://twitpic.com/735eoy – Vamos?

Só Preciso Me Lembrar Disso Todos Os Dias

Eu gosto da forma que se ajeita com o agasalho; gosto tanto do jeito que corre embaixo da chuva e na verdade acho bem engraçado também.
O teu jeito de segurar o talher também é especial. Se confunde sobre qual mão segura a faca e qual o garfo. Desligada, esquece quando fica restinho de comida no queixo e eu tenho que pegar um guardanapo pra te limpar.
É tão sincera a forma que atende o celular quando suas amigas te ligam. Você ama falar com elas, nem que seja pra trocar um “Oi, tudo bem e com você? Depois a gente se fala!”, você tem o dom de fazer com quem te ouve se sinta abraçado por você. Quero que nunca perca esse dom e nunca perca contato com as amigas.

Quando eu não estou bem, quando estou assumidamente triste, você sempre tem a palavra certa pra cada momento, nem que essa palavra seja “Calma…” e eu gosto tanto disso, me faz tão bem que qualquer dia vou tentar explicar. Você não só fala, você transmite a melhor energia do mundo quando solta qualquer palavra. Quando a situação não te faz ter palavras pra ajudar, só a forma como me olha já me deixa seguro, já me faz querer ficar deitado no teu colo por horas tendo como presente da vida tuas mãos nos meus cabelos.

Nem sempre palavras, ás vezes a gente só precisa de um olhar.

Tão charmosa, até quando está pintando as unhas. Cruza as pernas e coloca a mão a ser pintada em cima do joelho. E o mais inacreditável: consegue continuar uma conversa comigo, mesmo ocupada. Ás vezes estou reclamando do trabalho ou do ônibus lotado que peguei até sua casa, mesmo assim, você consegue ao mesmo tempo pintar as unhas, me ouvir e me dizer “Hey, menos stress, estamos aqui juntos”.

“Estamos aqui juntos”.

Acordar todos os dias sabendo que “estamos juntos” é a maior motivação que tenho pra viver o dia. Não é um simples fato, é um refúgio pra mim, é pra onde eu corro quando estou feliz ou triste. É a primeira pessoa pra quem quero contar algo da minha vida.

Tão preocupada, me manda mensagens pra perguntar onde estou quando falo que já saí de casa a caminho da sua, ou quando dá 20:40h e ainda não te liguei porque ainda não cheguei no trabalho. Eu não vejo como possessividade da sua parte, vejo como zelo, como quem se preocupa comigo. É quando eu me sinto querido.

É tudo uma questão de se esforçar a ver as coisas de outra forma.

Quando a gente inventa de fazer compras no supermercado, finjo que não percebo, mas te vejo pegando creme de avelã e geleia de amora só pra me agradar. Esconde embaixo dos pacotes de salgadinho pra quando chegarmos no caixa me dizer: “Olha o que eu peguei?!” Eu finjo, porque acho que você também finge quando eu pego mais que um chá de camomila que tanto gosta e pego uma caneca pra também chegar no caixa e dizer: “Olha o que eu te peguei?” Resumo: Você adora canecas e tem trocentas, já e eu não gosto muito que tente me engordar. Mas a gente reclama um do outro? Não.

Estamos aqui juntos.

Pode ser que um dia tudo isso acabe, que você não veja mais graça quando eu brinco de subir a calça por cima da camiseta o mais alto que eu puder. Pode ser que você pegue nojo de creme de avelã e quebre todas as suas canecas. Pode ser que um dia tudo isso acabe. Pode ser também que eu pegue alergia com o cheiro de esmalte, pode ser que eu também pegue nojo do resto de comida no teu queixo. Pode ser que um dia tudo isso acabe, de verdade.

Mas a gente não vive com previsões.

Pode ser que a gente case. Pode ser que depois de casados, eu fique um obeso de tanto creme de avelã, e que você, com remorso, comece a me pagar academia pra tentar perder peso. Pode ser que depois de casasdos você se transforme numa psicopota com meus horários, que pegue medo de correr embaixo da chuva.

Pode ser que a gente não se queira mais.

Temos consciência, especialmente por considerarmos todas as possibilidades do mundo, mas a nossa parte temos feito: Eu sou o meu máximo com você, e o mais especial, sinto reciprocidade e uma prova disso é quando você me ver chorar e acaba chorando comigo. Até a lágrima a gente divide.

Estamos aqui juntos pra provarmos um ao outro, sem esforço, que somos capazes de vivermos todos os momentos de forma especial, que somos capazes de fazer com que todos os capítulos da nossa história sejam inesquecíveis. Eu não digo que será fácil, digo que será inesquecível.

Particularmente, penso que isso talvez seja algo parecido com amor. Mas só penso.

Enquanto Isso, Vou Curtindo Seus Posts

Não pensei que fosse viver algo assim tão rápido.
Não fiz planos, mas também não me evitei, aliás, deixei viver, e então quando eu mais pensei estar vivendo uma fase nova totalmente tranquila comigo mesmo, você…
Acho que nem que eu tivesse o poder de controlar o que eu sinto, tipo “Tá, agora eu vou gostar daquela pessoa”, “Agora eu não quero mais saber dela”, eu conseguiria aplicar isso a você.
Você se tornou imune a qualquer tentativa de distanciamento por minha parte. E o pior, não é questão de presença física, você gostou da ideia de morar nos meus pensamentos durante todo o meu dia, todos os dias.
Eu ainda não te conheço direito, na verdade não conheço nada muito além do teu nome e das músicas que gosta – vi no facebook, mas se eu pudesse fazer um pedido agora seria o de morar na mesma que rua que você, só pra poder ficar mais perto e poder te observar, até que eu tivesse coragem de dizer algumas coisas que tenho pensado sobre nós. Isso, NÓS. Já tenho pensado algumas coisas sobre nós. Mas isso é segredo meu.

É engraçado quando a gente gosta de alguém que a gente nem conhece.

Você é uma pessoa completamente desconhecida em minha vida, não sabe do que eu gosto de falar, de comer, de fazer nas horas vagas, onde gosto de ir e tudo que eu não gosto também, enfim, você não me conhece, mas eu nunca antes na minha vida quis tanto ter uma oportunidade de falar de mim pra alguém como eu quero com você. E claro, eu também não te conheço em tudo isso, só reparei pelas fotos do facebook que gosta muito de regatinhas básicas, óculos escuro e cores de esmalte. Vi também que gosta daquele filme da saga do vampiro do amor lá, esqueci o nome, enfim, sei poucas e rasas coisas sobre você.

Mas isso me excita.
O fato de eu não te conhecer só aumenta minha vontade de te conhecer.

É uma excitação pelo novo, pelas experiências que pode me repassar, pelas histórias que tem pra contar, pelo teu modo de ver a vida, gosto disso. O novo me faz bem.
Eu queria poder controlar a intensidade com que penso em você, porque isso não tem me feito tão bem.

Eu já sinto tanta saudade de você, mesmo sem saber quem é você.

É que eu sonho muito também, sabe?
Já imaginei mil histórias pra gente, que bobo! Sei lá, já meio que me preparei pra gostar daqueles seriados americanos que você parece tanto gostar e que eu nunca tive saco pra assistir. Já até pensei comigo: “espero que ela não se incomode muito com o fato de eu gostar tanto de usar azul, meu quarto é azul, todos os detalhes, adoro azul”.

Não te conheço, mas já te imaginei no meu quarto.

Pensei comigo também que seria capaz até de abrir mão da manteiga na pipoca do cinema, caso você não goste.

Eu chamo isso tudo de precipitação de cumplicidade. Acho que é positivo. Estou pronto pra viver coisas novas e de antemão eu já penso no que eu posso oferecer pra alguém novo, penso no que eu posso abrir mão, no que eu posso viver.

Mesmo sem você saber eu já penso no que eu posso viver com você.

Eu penso também que gostaria de pensar menos e fazer mais.
Mas isso é questão de tempo, até me aproximar mais de você, até rolar a remota a possibilidade de acontecer algo.
Enquanto isso, vou me fazendo presente na sua vida curtindo seus posts.

Faço Minha Parte Para Que Não Se Arrependa Do “Sim”

Eu só quero a sua felicidade.
Grande parte da minha é consequência da sua.
Não fique irritada se eu não me canso de perguntar se você está bem, se eu praticamente te imploro pra me dar um toque no celular ao chegar em casa ou se eu prefiro segurar todas as sacolas do supermercado, te deixando assim, livre. Eu não sei porque eu sou assim, ou melhor, eu não sei porque eu sou assim com você.

Você só encontrou gente lixo na sua vida.
Não que eu tenha aparecido para ser o teu “salvador”, mas não me entra na cabeça como alguém é capaz de te fazer mal, de te fazer derramar uma lágrima de dor. Só encontrou gente que nunca fez a mínima questão de se colocar no teu lugar, de tentar te entender. De tentar.

Fácil é dizer o “eu te amo”, quero ver dizer o “estou errado”.

Você não é perfeita e está bem longe disso.
Mas é o mais perto que eu conheci até hoje de algo que eu considero perfeito.
Pra essa afirmação não me baseio nos presentes que trocamos, nada tua beleza escandalosa sem-igual ou sei lá, no modo – extraordinário, aliás – que age no sexo, nada disso, eu me baseio no ser humano que você é, na forma que briga comigo quando discorda de alguma atitude minha, tentando me mostrar um outro modo de ver as coisas, me baseio em como expõe sua opinião que 99% das vezes é completamente coerente e me faz pensar uma, duas, mil vezes na forma que estou agindo, o ser humano que você é que liga pra casa só pra saber se sua mãe está bem ou quando manda SMS pra minha dizendo que está com saudades.

Sabe, eu sempre quis ter comigo alguém assim como você. Nunca idealizei a perfeição no corpo, as roupas de marca ou qualquer tipo de status, eu só queria encontrar alguém que pudesse revezar comigo a vez de quem come a parte sem recheio da bolacha, e você é esse alguém. E mesmo quando é a minha vez do sem recheio, você me traz creme de chocolate pra não soar injusta.

Mesmo quando a vitória é com mérito exclusivamente seu, você quer dividir comigo.

Tem horas que a gente precisa ouvir umas verdades. Difícil é encontrar quem nos diga, porque o que mais tem por aí são pessoas que dizem o que queremos ouvir e não o que precisamos.
Eu precisava saber que você vai dormir essa noite sabendo que ainda não existe um cálculo ou palavra que defina a importância que você tem em minha vida.

Hoje eu precisava te lembrar que você é especial. E aliás, não vejo problema nenhum em te lembrar disso todos os dias.

Meus Dentes Estão Sujos?

Nós gostamos de filas.
As filas, em nossa visão, nos obrigam a ficarmos mais tempo juntos. Ou seja: quanto mais demorar pra fila andar, mais tempo a gente curte a nós mesmos.
Fila de ônibus é clássica. Quando um chega primeiro, guarda lugar pro outro. As outras pessoas não gostam muito dessa tática, mas logo entendem quando a gente diz um “Obrigado!”. No fundo, o ser humano é gentil.
Eu sempre elegante, te deixo entrar na frente e te vejo erguendo a calça para que o teu… bom, como eu vou dizer… que situação estranha, bom, te vejo erguendo a calça para que o teu “bumbum” não fique à mostra. Não é bem ele, mas enfim.
Eu rio da tua precaução, porque você esquece que atrás de você sou eu, que, automaticamente me aproximo de modo a não deixar ninguém olhar suas costas e todo o resto.
Passamos pela catraca. Sempre cumprimento o cobrador e aproveito para acompanhar os olhos dele que, achando que me engana, sei que estão te olhando depois de passar pela catraca. Alguns respeitam e não fazem isso, já outros não estão nem aí e nesse caso depois do meu cumprimento, faço questão de me despedir esbravejando um sonoro e grave “OBRIGADO!” intimando-o com o meus olhos.
Você nunca percebe essas coisas, enquanto isso acontece você está lá no fundo do ônibus, de pé, me gesticulando sobre uma questão implacável: “Onde vamos sentar?”, isso quando você não decide sem mim enquanto ainda travo a batalha de cumprimentos com o cobrador-cara-de-capu, daí quando percebo já está lindamente sentada.

Você sempre na janela e eu no corredor.

A partir daí o ônibus cheio de solavancos se transforma no sofá da sua ou da minha casa. A gente literalmente se sente em casa. Ás vezes abrimos um salgadinho, outras você pega o caderno pra me mostrar alguma lição da faculdade.
Quando o ônibus começa a lotar, começo a ficar naturalmente espremido no banco. De um lado você, que zelo pelo teu máximo de conforto, de outro, sou eu levando bolsadas/cadernadas/chutes de crianças de colo/chutes de barrigas, digo, de grávidas, digo, chutes de crianças que ainda não nasceram/barrigadas de mulheres não-magras ou semi-grávidas, eu tenho um sério problema em saber quando é gravidez ou excesso de peso, isso quando não cai salgadinho alheio em mim, no meu cabelo e etc. É uma festa! Não, não é.
Sempre ajudo as pessoas que estão no corredor. Pergunto se posso segurar seus pertences pra facilitar a viagem, mas de maneira alguma cedo meu lugar pra outra pessoa ficar ao seu lado. Aliás, me perdoe Nossa Senhora Das Grávidas, quando esta condição é óbvia, cedo o lugar, eis a exceção. Não é uma situação que o ciúmes vem me visitar mesmo, então tudo bem.
Quando aceitam ajuda, pego os objetos e dou as costas me virando pra você, quando não aceitam faço a mesma coisa. Definida essa ajuda ou não, voltamos em definitivo pra “sala da nossa casa.”
Tem vezes que tento colocar meu braço em cima do teu ombro, mas nem sempre é confortável, desisto; tem vezes que me faço de cama pra você se apoiar em meu peito e ficarmos juntos olhando a rua; tem vezes que eu quero deitar no teu colo, mas isso você nunca deixa. Como se fôssemos crianças, brincamos de inércia durante as curvas do ônibus.
Quando o salgadinho esvazia, óbviamente jogamos no lixo. Não! Errado! O saquinho fica comigo, coloco ao lado da minha mochila enquanto você, toda engraçadona, limpa suas mãos salgadas em minha calça e depois me olha perguntando: “Meus Dentes Estão Sujos?” sabendo que nunca estão. Ok, teve uma vez que sobrou um pouco de salsinha e de propósito não te avisei. Foi o dia que você mais estranhou eu rir tanto de sua piadas.

“A gente desce no próximo!”.

Devolvo os objetos pra pessoa que está no corredor. Começa então o processo de “vamos descer”. Verificamos as mochilas e nossos pertences, peço licença pra galera que, sempre gentil e também sedentos por bancos disponíveis, nos dão espaço e então nos aproximamos da porta.
Eventualmente a gente tem que gritar um “VAI DESCEEEER!”, mas só quando o motorista esquece do detalhe de abrir a porta quando chega no ponto.

Sei lá, a gente tem uns gostos estranhos. Gostamos de filas e até de ônibus, que doidos! A gente sabe bem viver aquela ideia de “me sinto em casa em qualquer lugar”. Não importa onde, em qual condição, se estamos juntos é o que basta.

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