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Cansei Do Murro Em Ponta De Faca

Chega!
Agora é um tempo pra mim.
Cansei de te ligar e você não me atender. Cansei de ir nos mesmos lugares que você, te encontrar, e você sempre fingir que não me conhece. Cansei de te chamar no MSN e nunca ter uma resposta sua. Não precisa fugir, não te procuro pra dizer “te amo”,  só tenho interesse em saber se você está viva, diferente de você.
Você me forçou a matar a lembrança de como eu era quando éramos um só.
E eu não fiz nada.
Eu não fiz nada.
Mas a hora chegou, e de uma vez por todas eu entendi que preciso mudar meu jeito.
Meu jeito de esperar que a sua reação seja a mesma como seria a minha.
Mereço mais, vou atrás de mais, de muito mais, de tudo que me faz bem, de sorrisos mais sinceros que os teus, de uma dignidade capaz de me convencer.
Eu estou bem, estou me mantendo. Mas quando lembro da forma que você se comporta, indiferente diante de mim, me dá uma raiva tão grande que estou prestes a revelar todas as nossas fotos e colocar fogo em tudo.
Tem horas que eu fico pensando nas coisas que meus amigos sempre disseram: “Você está fazendo de mais e recebendo de menos”. Existe razão nisso. Só não existe razão pro sentimento, não existe termômetro ou qualquer tipo de medição. E tenho fé que qualquer dia você vai dar valor pra isso, numa outra história. Até parece que eu queria ser tão preocupado assim com a tua ligação de “cheguei em casa” todas as noites. Eu queria ser diferente, como esses das baladas, mais corpo e menos coração. Mas isso seria ignorar a lição que a lágrima me traz. Fingir que estou bem engana a quem mais além de mim mesmo?
Fico triste pela história. Pelos momentos que pareceu ser sincera, por alguns telefonemas e pela forma do fim. Infelizmente, não sou dono das regras do jogo.
Agora é um tempo pra mim.
Mas.
Mas eu sou estranho, um estranho que te faz feliz como ninguém fez e nunca vai fazer. Então, quando precisar de alguém, você sabe como e onde me encontrar.
Prazer em ser diferente de você.

Quando As Meias Estão Por Cima Da Calça

Olha a fumaça subindo. Que visão privilegiada.
É sinal de que o chocolate ainda está quentinho.
Quentinho sim, mas não tanto quanto estamos aqui. Aqui é muito mais quentinho.
Fica perto e por favor calcule teus movimentos, pois um centímetro de espaço entre os nossos corpos é o suficiente pra uma rajada de frio invadir meu peito.
Deixa minha pele encostar na tua. Faz frio.
Tudo bem se quiser mudar o canal de TV, a minha ideia de assistir algo foi só um pretexto pra gente poder ficar juntos. Mais juntos.
Você não tem tanta habilidade pra deitar de meias, elas sempre fogem, e eu, sempre eu, sou quem tem que buscá-las na ponta da cama. Aprendi a ser inteligente e não busco mais pisando no chão, faço uma horinha passando por você, roubando um beijo ou outro. Você chama isso de desleal eu chamo de agilidade.

Aliás, acho um charme seu pé sem uma meia.

Agora peraí, como tudo nessa vida é escolha, você tem que escolher: pega o controle remoto ou pega a caneca com chocolate. Os dois ao mesmo tempo é física e humanamente impossível a não ser que você queira nos queimar aqui. Acho que não né?
Eu sabia que ia escolher o controle, sabia que ia me apontar com esse olhar de súplica pra que eu pegasse as canecas. Te conheço mais que as minhas cuecas novas. Ou seja.
Finjo que assisto o programa na TV e observo como você se encolhe. Deixa só o nariz e os olhos a mostra. Quando bate um frio vindo da fresta embaixo da porta, se contorce ainda mais e me puxa como se quisesse me colar a você.

Eu amo essa fresta.

TV modo SLEEP: 30min.
Não existe posição melhor nesse planeta do que a conchinha. Você não confessa, mas demonstra que ama. Eu sou meio suspeito pra falar. É a minha preferida mesmo! Me faz bem saber que você está bem, que estou te deixando segura e aquecida. Ás vezes até coloco uma das minhas pernas sobre as suas só pra deixar claro que estou presente e que nem o frio vai chegar perto de você. Confesso que tem horas que eu canso e gosto muito de virar ao contrário deixando claro que quero o teu abraço de proteção também.
Queria poder desenhar automaticamente todos os pensamentos e sentimentos que tenho e sinto quando a gente está assim, juntos. Dariam algumas belas gravuras, sei lá, não sei o que daria ao certo, alguma dessas imagens moderninhas que você gosta.

Tem alguns lugares que passamos que com certeza ficarão marcados pra sempre na minha vida, mas tem um lugar em especial, que a gente costuma ir sempre, é grátis e nem exige que nos arrumemos, que é simplesmente o melhor de todos.
Pra mim se chama “quentinho”, mas também é conhecido como “embaixo do edredon.”


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Espelho, Espelho Meu

Não é que eu vou morrer se continuar sozinho, mas eu queria saber como é viver com alguém de verdade ao meu lado.
E também não é que desacreditei de tudo sobre os sentimentos, é que eu fico em dúvida se um dia a minha hora vai chegar.
Os dias tem passado e eu tenho feito a mesma coisa: NADA. Sem novidades nessa vida toda monótona. Tudo bem que fiz coisas legais; viajei pra fora do país, comprei roupas novas e até o visual eu mudei, mas tudo o que eu queria mesmo era estar em casa vendo um filme qualquer com uma tijela de pipocas. Acompanhado. E o que é mais chato é todos os meus amigos estão vivendo uma história com alguém. E eu? Ah, eu fico aqui comigo mesmo, todo cheio das qualidades como todo mundo diz, mas ainda assim sozinho.
Eu trocaria todas as minhas qualidades por uma dose de aventura que fosse capaz de aquecer meu coração.
É complicado.
E só pra melhorar tudo, ainda tem aquelas pessoas com aquelas frases: “Calma, jajá você encontra a tampa da tua panela!” EU QUERO QUE SE DANE a opinião dessas pessoas.
Eu prefiro assumir a solidão do que fingir a felicidade. E é assim como eu tenho me sentido ao longo da minha curta vida até aqui: SOZINHO. Não vou me entregar pra uma garota da escola só porque ela diz que gosta de mim. Eu não tenho obrigação de gostar de ninguém, tenho sim a obrigação de respeitar e isso eu faço muito. E droga, não é que eu seja muito exigente, é o que o mínimo eu não consigo encontrar em ninguém.

Mas tudo bem.

Estou bem. Sozinho, mas estou bem, abraçado naquela ideia do “antes só…”
Gosto de desabafar ás vezes, e como é noite, todos em casa estão dormindo, amanhã não tenho aula, converso comigo no espelho. Não vou ter resposta sobre nada agora, mas também não vou ouvir críticas se eu começar a chorar sozinho.
No fundo eu sei que tem muita coisa boa pra acontecer na minha vida. Sei que em algum lugar do mundo, da vizinhança até outro país, tem alguém me esperando pra aprender a fazer meu bolo de prestígio, da mesma forma que estou pronto pra sei lá, aprender a fazer uma escova de cabelo digna. Eu não quero nada além da oportunidade de viver experiências com alguém. Isso vai acontecer. Tudo de melhor vai acontecer, porque de uma coisa eu tenho certeza: A minha parte eu vou fazer e vou ser melhor todos os dias! Com tudo e todos, mas especialmente comigo! Amanhã, com o Sol invadindo meu quarto, vou voltar a olhar nesse espelho e dizer: “Sou muito foda, né? Céloco!” Não tenho a mínima vergonha de bancar o ridículo sozinho. É como se fosse uma preparação pra quando eu tiver uma plateia com uma pessoa só.

Estou pronto para conhecer algumas das melhores coisas dessa vida.
É só ter um pouquinho mais de paciência.
Amanhã também vou tentar fazer um bolo trufado, preciso renovar meu cardápio.

 

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Tudo Acontece Se For Daquele Jeito

(texto especial recomendado para maiores de 18 anos!)

Sábado, 17:58am.

Abraçados, felizes, de chinelos e com alguns tropeços seguimos rumo a padaria num fim de tarde muito agradável.
A gente se diverte pisando nas divisões da calçada. Temos algum tipo de TOC (Transtorno Obsessivo Compusivo) nesse sentido, só pode ser. Nunca vi ninguém achar tanta graça nisso como nós.

“Obrigado e boa noite!”

Saímos da padaria munidos de pães, frios, doces (muitos), leite e chá gelado. Dividimos as sacolas e eu pego as mais pesadas. Sugiro pra que fique do lado de dentro da calçada, mania minha.
Resolvemos então fazer um caminho diferente na volta pra casa. A noite começava a cair mas estava cada vez mais confortável respirar um pouco de ar puro.
Lembramos que ali perto morava a Família Mutelli que tinha o Mimi, cachorrinho simpático que a gente adora e acho que ele gosta da gente um bocado também. Algo me diz que ele é mais fã de mim, não sei muito bem porque, eu não faço nada de muito incrível além de jogar algumas carolinas no quintal pra ele comer quando partirmos. Nos vemos tão pouco, vale o presente nesses encontros. Mas fica o mistério dele aparentar gostar mais de mim.

“Tchau Mimi, fica bem meninão!”

Continuamos andando. Temos sorte de morar num bairro muito arborizado e com uma vizinhança bem amistosa. Acho que somos os moradores mais novos de toda a região, mas isso não é problema.
Descendo a rua você me puxou para o lado chamando a atenção com o dedo no alto pra um barulhinho. “Xiiiiiu!”. Me pedia silêncio e fomos andando – sei lá pra onde – praticamente na ponta dos pés. Entendi que estava me levando praquela casa que está a venda e ás vezes fica “Em exposição” pras pessoas conhecerem. “Meu deus, os frios da padaria vão estragar se demorarmos pra voltar” penso e guardo pra mim, fiquei curioso no que você estava procurando.
SÓ PODIA SER! Lembrei da vez que me arrancou de casa na volta do teu trabalho pra ver uma cadelinha dando a luz na esquina de casa, sozinha, gritando. Só podia ser algo parecido, um gato perdido, cachorro, sei lá. Você tem audição apurada pra isso.
Entramos na casa e comecei a investigar as extremidades dos ambientes. Largamos as sacolas. Haviam poucos móveis na sala, estava bem cuidada e não tinha mal-cheiro.
Em um segundo de distração da minha parte você sumiu e comecei a te chamar: “Amor?”. Andei pelos ambientes e entrei no que parecia ser um quarto.

Um quarto.

Você estava lá e me abraçou subitamente! “Por deus, você está aqui, porque não respondeu quando eu chamei?!” Fiquei nervoso, não sei o que tinha acontecido, o que você tinha visto, se estava bem, me segurava com força e aos poucos e sem falar uma palavra foi me acalmando. Ficou de frente pra mim, se afastou e me pediu um minuto. “Você é louca, isso eu sei, eu só não sei o que raios você quer fazer aqui nessa casa, o que ouviu, aquela hora, com os nossos frios estragando. Deveria ter pego uma carolinas que dei pro Mimi e colocado no meu bolso. Que fome!” Era o que eu pensava.
Abriu a janela, fechou as cortinas. Veio pra perto. Reconheceu a minha cara de espanto com a situação mas não falava nada. Mais calmo, comecei a gostar do jogo.

A sós + casa vazia + desconhecido + silêncio.

Antes que eu perguntasse o que pretendia, me surpreendeu com um beijo absurdamente intenso e me empurrou contra a parede. Deixei. Tinha calculado a fórmula do que estava acontecendo momentos atrás e percebi que dessa matemática eu estava gostando. Me beijava sem parar, colocava a mão no meu pescoço e descia o arranhando. Ainda me beijando começou a levantar minha camiseta. A partir daí resolvi tomar as rédeas da adrenalina. Me agarrei em você e nos joguei na cama de solteiro que observei quando entrei no quarto. Você estava de saia jeans. Calor. Era um dia de calor, mas aquela hora estava fervendo. Abaixei tua sua saia com força enquanto você terminava de tirar minha camiseta. Velocidade e força! Beijei cada centímetro do teu rosto e pescoço. Fui descendo. Seios. Abaixei as alças da blusinha e fiquei feliz ao perceber que teu sutiã era daquele que abre em um clique central. Cliquei. Me sentei e te levantei pra sentar comigo. Um de frente pro outro, sua pernas em cima das minhas. Tirei sua blusinha e o sutiã já estava praticamente na janela tamanha a força que me desfiz dele. Seios. Beijava suavemente, lambendo do mamilo às extremidades. Você se arrepiava e se vingava me arranhando. Respiração forte. Te deitei novamente. Segurei seu braços acima da sua cabeça enquanto passeava pela sua pele perfumada. Te fiz entender que era para os braços permanecerem onde os deixei. Desci pelo teu corpo. Mordi a lateral da sua calcinha enquanto minha mãos continuavam acariciando teus seios. Sua virilha fervia. Lentamente, como se tivesse te torturando fui retirando a calcinha. Tirei.
Afastei suas pernas a uma medida que me coubesse entre elas. E. Temperatura. Sua vagina estava com aproximadamente 2000° de temperatura. E úmida. Beijei. Lambi. Minha língua seguia o instinto e fazia a parte dela. Você se retorcia e começava a gritar. Grito, grito e grito. Fazia pressão pra cima com o corpo enquanto eu fazia pra baixo com a cabeça. Então me puxou com raiva pra ficarmos rosto a rosto. Virou o lado. Fiquei embaixo e sem camiseta. Confesso que eu também estava completamente alucinado com aquela situação toda. Já não respondia mais pelos meus atos. Te ver sentindo prazer proporcionado por mim é uma das melhores sensações do mundo! Você se enfureceu e mordia meu peito ao passo que apertava meu corpo. Fazendo jus ao caminho da felicidade, desceu até o zíper. Cinto. Arrancou o cinto com uma força descomunal. Você estava irreconhecivelmente prazerosa! Tirou minha bermuda, minha cueca e. Você comanda. Com uma das mãos tentei incentivar o movimento de cima pra baixo, mas você rejeitou com um tapa. Respeitei e aceitei a rejeição esperando que entenda como é incontrolável o sexo oral num homem. Lambia minha virilha. Delicadamente, com uma mão segurou meu pênis e o inseriu em sua boca executando lentos e molhados movimentos, enquanto a outra mão continuava me arranhando de cima a baixo. Eu só olhava pro teto me contorcendo. Prazer! MUITO, prazer! É indescritível! Você sabe exatamente como me deixar sem ar. Eu suava, meu peito estava encharcado.
Então você se levantou e subiu em cima mim. Lenta penetração. Absolutamente lenta.
Notei as expressões do seu rosto enquanto nos tornávamos um. Você sentindo prazer, se transforma. Penetrados. A partir de então agora éramos um. Começamos os movimentos de cima a baixo. Inicialmente lentos, sentindo cada pressão dos corpos, e depois mais rápidos. Rápidos não, intensos! Você voltava a gritar, mais alto ainda! Eu segurava teu quadril te dando segurança na posição. Tua cabeça despencava pra trás a ponto do teu cabelo atingir minhas pernas.
Deitou em mim. Me beijava com lentidão. Era um momento único! Teu corpo complemente sobre mim, e nós, completamente dentro um do outro. Retomei as rédeas. Te voltei pra baixo na cama. Afastei suas pernas novamente, dessa vez de modo que meu corpo pudesse se encaixar. Lentamente. Novas reações e expressão. Nova penetração, nova sensação, é tudo novo quando se faz algo pra ser especial. Ali eram duas pessoas que se amam e não duas máquinas que se encaixavam. É zelo pelo bem estar do outro. Frente e trás, frente e trás. Repeti esses movimentos incansavelmente. Me ergui levemente e segurava suas pernas já no ar. Teu cabelo estava inundado de suór. Aliás, teu corpo inteiro! Os lençóis estavam escorrendo suór. Era muito calor. Mãos sustentando as pernas levantadas. Posição. Encaixe perfeito. Desci suas pernas e nos voltávamos a ser tradicionais. Beijos. Como os beijos são diferentes quando se há sentimento. Micro-mordidas. Ainda penetrados. Não fazia hora do tempo que havia passado. Então você me envolve com as pernas em minhas costas e me pressiona. Entendo o recado. Nova força, pressão, força, grito. Estava com minha cabeça ao lado da sua, te ouvia sussurar. Parecia sentir dor e eu diminuía o ritmo, mas era prazer, prazer, só prazer. “vai… vai…” consegui traduzir alguns dos teus gemidos nessas duas palavras. Força, mais força! Calor, lençóis, quarto, paredes, corpos, pênis, vagina, sexo, amor, homem, mulher. Pressionei com o máximo da força até você esticar um grito de 5 segundos.
Teu corpo tremia assustadoramente. Tremia muito! Exaustão. Lentamente retirei meu pênis enquanto isso um suspiro profundo, longo e até sonoro veio de você. Exaustão.

Me abraçou.

Nos abraçamos. Cansados. Você estava visivelmente acabada. Eu não ficava por menos. E eu estava muito feliz! Eu não tinha ido como você foi mas isso não era nenhuma problema! Existem outras formas de se ter prazer, você parecia realizada, isso já era um grande e especial prazer pra mim!
Deitamos um no lado do outro, de barriga pra cima, olhando o teto, quando percebo que virou o rosto pra mim, com uma lágrima escorrendo lentamente, e disse: “Te amo.” Foi a cena mais linda que já na minha vida! “Eu amo você.” eu disse.
Entrava um vento mais frio no quarto, a cortina parecia dançar. Lua lá fora escondida entre os galhos da rua arborizada. Música vindo do vento.
Nos abraçamos nus, de frente um pro outro, colados, inteiramente selados e sinceros.
Ah, o Mimi engordou muito! Além de carolinas, agora ela ganhava pão-de-mel, sonho, petit four, bolos variados e tudo que existia de doce da padaria do bairro. Posso dizer que ele é o cliente n°1 do doceiro.

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Por menos rotina e mais vida, cheia de surpresas e possibilidades como ela é.

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Essa É A Hora Que Eu Te Beijo?

Antes de você eu achei que não sabia beijar.
Na verdade eu não sabia de muita coisa mesmo. Ou sabia de um jeito não tão bom como ficou depois que você entrou na minha vida.
Eu não sabia falar direito com outra pessoa que não fosse da minha família. Nunca me dei bem nesse negócio de “relacionamentos”. Ah, já falamos sobre isso né? Tenho uma timidez tão insuportável que nem eu mesmo suporto. Quando mais novo, treinava meu primeiro beijo no espelho do banheiro dizendo pra minha namorada imaginária: “Hey, você quer namorar comigo?”
Conheci algumas pessoas muito especiais até você aparecer na minha vida. São histórias que eu nunca vou esquecer e que me fizeram ser melhor em muita coisa. No entanto, acontece que você simplesmente me ensinou a ser diferente, me ensinou a ser uma pessoa melhor. E não é que eu tive aulas de “Como Ser Melhor A Cada Dia”, nada disso! Automaticamente, através do jeito que eu fico quando estou perto de você, da ansiedade surreal que me invade antes de te encontrar, aprendi a repensar muitas das minhas atitudes. Temos uma história tão linda juntos e porque eu não poderia aplicar a mesma alegria na minha pessoal? Esse foi o raciocínio que plantou em mim. Eu não quero ser motivo pra sua tristeza. Quero ser melhor pra mim mesmo, pra minha família e meus amigos.

Você me ajuda tanto.
Alguma coisa em você faz os meus dias valerem a pena. É um dos mistérios que eu não faço questão de desvendar. Prefiro viver.

Eu não vou morrer se você partir.
Eu nem penso em nenhuma das duas possibilidades. Tem muita água pra correr nessa nossa cachoeira. Como já disse aqui, você me faz melhor, maior, mais motivado e tudo, absolutamente tudo isso eu vou me empenhar pra dedicar em dobro à você e a nós.
Já fiz algumas coisas até aqui, mas ainda não te provei nem 1% do que eu posso ser para e por você.
Quando a gente encontra alguém que nos dá uma razão a mais pra viver os dias, difíceis como já naturalmente são, nos doarmos até a última célula do nosso corpo é só o básico. Pelo menos é assim como eu penso e não me importo de ser exceção.

Você merece muito mais que eu o meu “eu te amo”. E eu prometo, vou me esforçar pra te mostrar isso.

Eu não quero e nem espero sua reciprocidade exata. Gostaria de ter a tua demonstração de felicidade do teu jeito. Quando quiser falar que eu te faço algum bem, não precisa ir atrás das frases famosas, não precisa se preocupar em me impressionar e falar difícil, prefiro você. Em tudo, em tudo na nossa história, quero que seja você sem se importar em se basear em algo ou alguém.

Menos frases de efeito, mais efeito.

Sabe, antes eu agia por mim, pelo meu jeito. Aí, repensando algumas coisas, concluí que ajo pelo que sinto, faz mais sentido. E isso faz parte das coisas que não explicação nessa vida, tipo o orgulho sem fim que me invade quando diz que tirou nota boa na prova. É sério, essa alegria existe.

Aprendi a gostar da mão no cabelo e descobri como é bom ter uma respiração baixa e lenta no meu pescoço que antes me fazia morrer de cócegas. Nunca pensei que acharia tão bom assim comer “bicho-de-pé”.
Tudo coisa tua.
Tudo coisa que a gente vive e que me faz melhor. Olha aí, começa a fazer algum sentido, não é mesmo?

Falo tanto, você até dorme ás vezes. Não dorme agora, por favor!
Toma aqui umas pedrinhas, vamos ver quem joga o mais longe nesse lago! Quero só ver!

“Xiu, larga isso, vem aqui.”

 

Oi!
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Ele Fica o Dia Todo Deitado Em Você

É tanta gente passando por aqui, acabo me perdendo no meio dessa galera toda.
Mas sábado é assim mesmo, shopping lotado, cinema bombando e lojas nem sempre cheias. O povo vem pra socializar, eventualmente ser visto né. Uns amam comprar uma casquinha, já outros só aparecem pra dar uma volta mesmo.

E eu estou aqui te esperando, atrasada como sempre. Depois vai reclamar quando eu quiser ir embora: “Nossa, mas já!” Ora, claro que já, você sempre demora mil anos pra chegar. Mas ok, tô esperando.

Tem tanta loja nesse shopping, mas é engraçado, 90% delas eu não compraria NADA, nem pra presentear alguém. Sei lá, é tudo muito estranho além de muito caro. Eu sou básico de mais pra esse “glamour” todo aqui. Nego desesperado em comprar algo “dahora” pra sair sábado a noite. Daí compra e parcela em 1.000 vezes dando o rim como garantia, sei lá. Prefiro marcar uma festa do pijama em casa com todo mundo que eu gosto. Minha mãe não prefere tanto assim. Enfim.

Ah lá, lá vem ela.
Sempre sem pressa. Talvez pelo fato de geralmente esquecer de colocar o relógio.
Gostei da roupa que escolheu.
Vem lentamente, já me viu de longe e por isso faz questão de parar numa vitrine antes de chegar até mim. Coloca a mão na cintura, olha pro lado e dá uma risadinha. Joga a franja pra cima como se penteasse os cabelos, em vão, a franja sempre volta. E é aí onde mora o charme. A repetição desse movimento faz com que o cabelo desenhe o rosto e torne o sorriso um mistério. Ainda na vitrine, se agacha como se procurasse o preço. O vendedor metido a bonitão sai pra te atender. Você o despista com encantadora inteligência e grande zelo à própria e à vida do vendedor, sabendo que eu estava te observando.

E vem.
Se aproxima devagar, mais movimentos jogando a franja pra nuca com as mãos.

“Oi, hihi!”

Chega e eu te estranho.
Você estava diferente. Mais linda que ontem.

“Oi!”

Smack.

“Tudo bem? Ihh, que foi, o que você ta olhando?”

Eu não respondo e te observo.
Esse tênis surradinho eu conheço bem, a calça é aquela cara que ainda está pagando, a blusinha cor salmão eu adoro, tem também a bolsinha de lado que já se tornou clássica, Nada de muito diferente, a não ser…

“É esse danado que mudou tudo!” revelo!

“Do que você tá falando? Tá doido?”

Esse cachecol. É novo né? Nunca te vi com ele! E nossa, ficou lindo, mas eu já o odeio.

“Ahhhh, que susto! HAHA, é, então, é novo sim, minha mãe que me deu! Que bom que gostou, mas como assim odeia? Você é loouco!”

Odeio sim, ele te faz ficar mais linda e você ainda fica desfilando toda pomposa por aí.
Já tenho ciúmes dele.
Especialmente porque ele fica o dia todo deitado em você.

Vamos, quero comprar um pra mim também.

 

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“Mas Estou Horrível Em Todas, Certeza”

Meus pedidos foram atendidos!
Eu adoro, mas hoje eu não queria um dia de Sol.
Tenho planos pra nós pra dias de chuva como hoje. Dos filmes no DVD até o STOP de papel que tanto gostamos. Espero que aceite minha sugestão quando eu chegar na sua casa. Não é nada inovador, nada que já não fizemos antes, mas hoje tem um motivo especial, espero que goste.
E a verdade também é que podemos fazer a mesma coisa todos os dias de maneiras diferentes.
Espero que ainda esteja dormindo quando eu chegar na sua casa.

Um ônibus, uma hora de viagem e cheguei.
Toco a campainha, sua mãe vem me abrir o portão.
“Eu vou bem e a Sra.?”
Tua mãe me diz que está dormindo (consegui!) e eu peço então pra te fazer uma surpresa. Ela deixa.
Entro no seu quarto com a luz do celular pra me guiar. O silêncio é tamanho que ouço a tua respiração sob a montanha de edredon. Puxo a cadeira e deixo a mochila por perto.

Resolvi ficar te vendo dormir e até tampei meu nariz pra você não ouvir a minha respiração. Você dorme tão lindamente. Faz algumas caretas, torce a boca e o nariz e ás vezes até ri, haha! É engraçado! Mas pelo menos significa que está feliz, sonhando com algo bom.
Meia hora se passa e sua mãe abre a porta delicadamente perguntando se queremos comer algo, mas se assusta ao ver que você ainda nem acordou. Envergonhada, coloca a mão na boca se autosilenciando e sai do quarto.
Apesar do tempo chuvoso, muitos feichos de luz invadem tua janela facilitando a minha observação de você. Fiquei com dó de te acordar propositalmente, por isso decidi te esperar acordar por conta própria, e pra minha surpresa, não demorou nada.

Então você desperta e me olha!
Faz uma cara de susto tão grande e coça os olhos tentando entender o que está acontecendo!
“O que você tá fazendo aqui, meu?” Me pergunta com a tua delicadeza de sempre.
“HAHA, sei lá, quis te ver acordar, gosto da beleza do teu ‘bom dia'”, me justifico.
Continuou deitada e virou de lado pra mim.
“Onde a gente vai hoje?” me perguntou.
“Então, pensei em ficarmos aqui na sua casa mesmo, trouxe umas coisas pra gente comer e uns filmes legais pra assistir, o que acha?”
Não pareceu muito contente com a ideia, você adora sair e passear com algumas das suas dezenas de sapatilhas.
“Mas eu queria sair, pensei em ir ao shopping comprar uma sapatilha!”
Outra sapatilha.
Eu rio não acreditando que pretendia comprar realmente outra sapatilha.
“Eu fui ontem ao shopping!” revelo. “Como assim foi ontem? Você não foi pra aula?” Porque mentiu pra mim?” me ataca.
“Calma! Eu fui! Mas saí mais cedo, e aproveitei pra passar no shopping rapidinho.”
Você ficou enfurecida e virou de costas pra mim, reclamando que não avisei nada, que eu sabia que você queria ir e finalizando que é melhor eu ir embora porque você não quer fazer nada hoje. Mesmo desacreditando que estava brigando comigo por isso, pego minha mochila, uma sacola e um embrulho.
E você, ainda com raiva mas muito curiosa, vira de frente pra mim denovo ainda reclamando.

SILÊNCIO.

Eu ri e você se chocou.

“Foi pra isso que eu fui no shopping ontem.
Feliz 127 dias de namoro. É isso, a gente já está juntos a um tempinho né. Resolvi eternizar todos os nossos momentos até aqui, e nada melhor do que em fotografias, onde passe o tempo que for, aqui nessas nossas 124 fotos está eternizado como a gente tem sido feliz até aqui. Tem foto da gente dentro do cinema, comprando sorvete e no dia da praia. Espero que goste! Na verdade eu encomendei esse álbum a um tempinho atrás, mas só ontem ficou pronto e por isso que fui ao shopping, hehe”

Eu tinha que filmar a tua reação. Você adora fotos!

“Não acredito que você fez isso, sério! HAHAH, como você é bobo! Adorei, mas eu tô horrível em todas, certeza!”

Levantou da cama, sentou no meu colo na cadeira e me abraçou com cheiro de cama-dormida. Me deu um “Obrigado, você me irrita ás vezes, mas é a pessoa que eu mais amo no mundo!” e um beijo com bafinho de “bom dia”.

Não me retribuiu o “Feliz 127 dias de namoro” mas tudo bem, nem esperava isso, você é assim, eu gosto do teu jeito particular de ficar feliz e de me agradecer.

Podemos fazer a mesma coisa todos os dias de maneiras diferentes. Podemos eternizar os mesmos momentos cada dia de uma maneira diferente. Podemos tudo, mas antes, precisamos querer.

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Fulano Mudou o Status de Relacionamento Para “Solteiro”

“Eu não quero saber mais de ninguém! Tô fora desse negócio de namoro! É muita dor de cabeça, a gente briga por tudo! Ter que responder “eu também” toda vez que me diz “eu te amo” só pra não rolar discussão é um saco! E eu acho uma droga ter que sair e dizer onde vou, com quem, fazer o que, que horas volto, arrgh! Cresci e consegui me desprender dos meus pais pra não precisar falar tantos detalhes assim e agora tenho que dar satisfação em namoro? Tô fora! Eu quero meus amigos e festa! Quero praia, quero viagem, férias, bons drinks, váááários rolês e gente nova! NADA de me prender sério com alguém. Por falar em férias, é isso, tô de férias do ‘eu te amo’. Nem comédia romântica eu assisto mais, hahaha! Bom é sair sem ter horas pra voltar, com as pessoas que a gente gosta, pros lugares que gostamos! Viver intensamente é isso, ignorar regras, perder o controle, gritar pro mundo como é bom ser LIVRE!”

“Ninguém presta nesse mundo, nunca vou encontrar alguém que saiba me valorizar =( Ás vezes me pergunto o que tanto eu tenho de errado que não consigo desencalhar nunca. Saio de casa, conheço gente nova, mas tudo que eu vejo são pessoas que não querem nada sério, só ‘curtição’ ou ‘tirar um barato’. Eu sou uma pessoa que sonha e não sou tão ruim assim! Eu sinto carência. Não quero só ver os casais andando pelas calçadas num sábado a tarde, quero ser um casal também. Não quero ir na locadora com a minha mãe num sábado a noite. Quero que outro alguém vá comigo e que aluguemos dois filmes; um pra cada e que que depois iremos pra casa pra assistirmos deitados deliciosamente apertados na minha cama. Quero um romance tipo daquele meu casal de amigos tão lindos, que dê arrepios! Seria pedir muito alguém que me dê valor, que dê valor as pequenas coisas?”

Penso que na verdade essas duas situações se combinam, acontece que eles não sabem respeitar a própria fase.
No primeiro caso estão as pessoas que definem não querer se envolver com alguém, que vivem uma felicidade desenfreada – o que não necessariamente significa algo positivo, por não ser algo tão real -, que estão felizes sozinhas, que o importante é se esbaldar nas baladas, festas, “casinhos” e ressacas. Essas pessoas geralmente estão cercadas de amigos que só dizem o que querem ouvir, que criam um mundo colorido. Amigos esses que no primeiro namoro que engatarem, sumirão da face da terra. Todavia, pro bem do crescimento humano, em alguns casos, é importante viver uma fase dessas!

No segundo caso, são as pessoas que estão na UTI DO AMOR. Que se acham um lixo, horríveis, desinteressantes, que reclamam de tudo, que só leem romances de TV, que postam frases depressivas na internet e que só falam de solidão, que leem o horóscopo esperando encontrar “teu amor vai aparecer hoje as 15:18h”, sabe? Pessoas que não auto-suficientes, que não se valorizam e assim depositam todos os motivos de felicidade na dependência de ter alguém, de carregar uma aliança, de falar do namoro pros amigos.

TÁ TUDO ERRADO!

MUNDO, “Solteiro” é um estado social, não uma sentença.
Ninguém nasceu e nem vai morrer solteiro! Espero, rs.

Acontece que tem horas na vida que é importante ESTAR SOZINHO, sem amarras e sem chuvas de justificativas sobre onde vai, com quem, fazer o que, volta que horas e coisas do tipo. MAS MAS MAS, aí que mora um grande problema.
Pessoas que vivem a “solteirisse” como DEFINIÇÃO DE VIDA desconhecem um lado lindo da felicidade real e que pode trazer muitos benefícios além das doses de tequila e dos beijos sem-nome pela noite. O lado bom de ter a quem contar e confiar, sobretudo é de ter alguém que te admire, que te respeita e que te elogia, que luta por e com você, que faz o impossível pra te ver bem. Esses solteiros ficam cegos e não se importam com isso. O problema é que quando perceberem como essa felicidade é importante e também faz muita falta, poderá ser tarde demais, poderá se verem SÓ e os amigos, aqueles de todos os fins de semana, eventualmente num momento em que todos estarão namorando, não terão mais o mesmo pique pra baladas, festas e tudo o mais.

AO MESMO TEMPO, dá pra entender as pessoas que buscam infinitamente uma relação estável. O problema nesse caso é a forma que elas fazem essa “busca”. A começar pelo verbo. Não é pra existir busca, quanto mais se espera menos chega. É importante saber viver a fase que está passando, saber valorizar todas as outras coisas que a vida proporciona, amigos, família, sucesso no trabalho, sonhos, tudo, pra que quando for a hora (e essa hora não tem previsão, pode ser amanhã na padaria do teu bairro) da PESSOA CERTA aparecer, você estar pronto pra viver um lado inédito da felicidade do ser humano, que aliás, é muuuito além de tudo que se almeja se comportando na UTI DO AMOR.

Em resumo, ter alguém é importante e não ter alguém é importante também. Mais importante que tudo isso é saber respeitar essa fase, ter consciência que é uma fase, em alguns casos não ter orgulho de valorizar o que sempre gostou e sempre te fez bem como nunca nem nada fez, mas que agora preferiu abrir mão. Em outros casos, é importante não ter desespero em encontrar “a pessoal ideal”, mas que quando conhecer, irá fazer um bem inexplicável.

Viver é surpresa. E assim que é bom!
Feliz Dia do Solteiro, por opção ou por “por enquanto” =)
O melhor está por vir!
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Eu Sempre Disco Teu Telefone Sem Querer

Essa é a história de alguém que não faz nada muito além de ver as coisas de outra forma.
E esse alguém pode ser qualquer um de nós, qualquer um que respira nesse mundo.
A gente vai vivendo e conhecendo novas formatos que a felicidade se faz presente. Tem momentos que nada mais nos importa a não ser a presença dos nossos amigos, as conversas que temos pelo MSN, os sábados a noite de pipoca, filme e muita, mas muita risada, ou sábados num bar qualquer pela cidade. Tem outros momentos que o que mais precisamos é do ombro da nossa família, que pode ser grande ou pequena, mas independente do tamanho, é sempre nossa família, nossa base, mesmo se seus pais não sejam aqueles “que mais te entendem e te ouvem” serão pra sempre seus pais e isso é algo que deve se orgulha e você pode chamar de eterno.
Todos esses modos de ter presença significam muito e são absolutamente importantes pra nós, mas existem algumas presenças ímpares que são capazes de nos proporcionar sentimentos únicos. E quando não se tem isso, faz muita falta.

Tem experiências que vivemos que não tem o mesmo efeito se não temos a quem compartilhar da forma que queremos.

A chuva de risada e alcoól do sábado a noite é muito legal, mas ter a tijela de pipoca dividida em frente a uma TV, assistindo qualquer coisa, num domingo a noite, é muito especial também.

Tem horas que a saudade de comemorar algo de uma forma especial grita muito alto. Pior ainda se teus dias começam a ficar recheados de fantasmas vestidos de lembranças por onde quer que vá. Você pode estar realizando algum dos maiores sonhos da tua vida, mas a primeira lembrança está lá naquele perfume e naquela forma de te dizer “Parabéns, você merece!”. Isso se aplica ao simples também. Até quando você consegue comprar uma peça de roupa, junta dinheiro, faz esforço, tudo o que queria ter é aquele “Nossa, como você está incrível!”, daquele jeito todo particular que só quem aprendeu a te fazer perder o ar sabe fazer.

A gente vive, temos lições e emoções, aprendemos e vivemos denovo.
É importante ter uma posição otimista sempre, mas ao mesmo tempo, não é justo fingir que o sorriso é teu melhor amigo, não tem pra quê gritar por mundo algo que não vive. Se entregar ao que sente é sempre a melhor saída.
De certa forma, nossa boca está depois dos nossos olhos, sendo assim, nosso sorriso está depois da lágrima e tão logo, a felicidade está depois da lição.

Se for pra chorar por dor, que chore tudo de uma vez até que não existe mais gota pra escorrer.

Não estamos falando aqui de tristeza ou de não ter motivos pra felicidade, estamos falando sobre solidão, e se você não vive isso, obviamente você não vai entender uma palavra sequer, não vai se colocar no lugar e não vai respeitar. Que ódio de pessoas que vivem de felicidade falsa como se a vida delas fossem a mais perfeita e irretocável do mundo. E não, não é.

Eventualmente há dor, mas também há romance nos dias cinzas.

A hora é agora!
Assuma o que está vivendo! Se estiver realmente feliz, escancare pro mundo, se não estiver tão feliz assim, reflita um pouco, reveja algumas coisas, relaxa e motive-se, a felicidade está vindo.
E se você estiver esperando a vida te ajudar e resolver as coisas do jeito dela, ESQUEÇA! Ela nunca avisa como vai ser, não há roteiro, quem vive é a surpresa!
Liga para aquela pessoa, fale o que sente, faça o teu máximo, faça tudo até se convencer que fez tudo que podia, sem vergonha, sem se importar com julgamentos sobre humilhação, sem dar ouvidos as outras pessoas que não vivem o que você está vivendo, ninguém melhor que você pra saber o que fazer.
E se caso for, vire a página na velocidade que julgar ideal.

O melhor está vindo pra quem vive com sinceridade!
Continue fazendo a curva, mesmo se hoje você estiver sozinho na estrada. Solidão é uma questão de “por enquanto”. E também não tenha vergonha de se enganar, eu particularmente sempre disco teu telefone sem querer. Isso é coisa de quem faz os momentos serem eternos e de quem age com o coração.

 

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Lutinha de Cócegas

Não é que eu não sei viver sem ter você, é que eu sou melhor com você comigo.
É óbvio que a tua ausência não compromete em nada a minha vida, meus sonhos, nem minhas vontades ou sequer o passar dos meus dias, mas acontece que eu prefiro ter você pra poder me ouvir todas as vezes que eu quiser dividir alguma coisa, nem que essa coisa seja a minha raiva pela demora do ônibus. E não pode ser qualquer pessoa, tem coisas que eu preciso falar exclusivamente pra você.

Não te coloco no topo da pirâmide de prioridades da minha vida. Uma coisa é eu te considerar especial e pra sempre, outra é insubstituível. Eu gosto muito mais de mim do que de qualquer outra pessoa. Mas é uma merda, nada tem a mesma graça com a tua ausência. Eu não consigo ver a mínima graça na dúvida em qual filme assistir no cinema, não tenho ansiedade pelos Guias de Passeios aos fins de semana que pego toda sexta-feira nos jornais, não acho nada engraçado escolher onde vou jantar.
Seja sozinho, ou com qualquer outra pessoa que não seja você, nada tem o mesmo efeito.

E acredite, eu nunca, eu nunca vou te obrigar a entender e valorizar tudo isso. Eu penso, falo e faço as coisas única e exclusivamente pelo que eu sinto. Deixou de ser por mim pra ser pelo meu coração. E a razão? Ah, essa daí depois que eu te conheci, ainda não tive a oportunidade de conhecer e nem tenho vontade, na verdade. Também nunca vou te obrigar a ver as coisas da forma que eu vejo. Pra mim o seu sonoro e convincente “Tudo e você?” quando te ligo, tem uma importância surreal. Já pra você o “Te amo também” quando a gente desliga é imprescindível. Na real, tudo tem igual importância, só vemos de formas diferentes.

Volta logo.
Faz tanto tempo que está fora.
Você estava precisando tanto de umas férias, do trabalho, dos estudos, da vida, de mim, mas acho que já teve tempo o suficiente né? Volta pra eu contar as coisas que vivi durante esse tempo, volta pra me dar opinião sobre uma centena de dúvidas que criei e que não tive a quem recorrer, volta pra me dar bronca quando eu falar demais com a atendente da lanchonete, volta pra me dizer “não” quando eu quiser comprar aquele tênis de R$ 700. E claro, volta pra me contar como foi essa viagem, quero saber de detalhes, se fez muito frio mesmo, o que aprendeu a falar, se fez amigos e se me trouxe presentes também, haha.

Você me faz um bem infinito. Ter tua presença, tua palavra, beijo ou abraço, teu “conta comigo”, teu “você não está tão certo assim” me faz querer ser melhor, me faz pensar e rever tudo diferente. De certo muita coisa muda com a distância, mas posso te garantir, volte preparada, eu já lamento, mas dessa vez você vai ser nocauteada na nossa próxima luta de cócegas. Tenho treinado. Não é igual, é só um exemplo de coisas que não tem a mesma graça sem a tua presença e sem o teu ar, inútil, de “eu sou a melhor”.
Preciso de provar que diferente dos momentos em que estou “exalando amor” por você, nem sempre você é a melhor e mais perfeita em tudo, apesar de ser indispensável pra mim. Sou confuso, né?

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