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Nossa Senhora do 5º Dia Útil

Tem horas que eu me pego tentando analisar você por inteira. É uma loucura, acabo não chegando a lugar nenhum, mas até que acho interessante porque acabo lembrando de como você faz algumas coisas simples parecerem as mais especiais.
Está pra nascer alguém que exiba tanto charme na forma de caminhar ao modo que passa a mão nos cabelos. Meus amigos dizem que estou louco, mas o que acontece é que eles, felizmente, não te veem da forma que eu vejo. Ainda bem, né! RUN!
Quando a gente caminha pelas calçadas e se depara com algum morador de rua, imediatamente o teu senso de injustiça grita. Você quer ajudar de alguma forma, que sentar pra conversar, que ser útil praquela pessoa, e eu, muitas vezes erroneamente é bem verdade, te puxo pra irmos embora. Te admiro.
Tão delicada, mantém as unhas perfeitamente cuidadas e sempre inova nas cores de esmalte com aqueles nomes engraçados cujos quais eu nunca vou entender porque se chamam daquele jeito. Aliás, eu queria trabalhar na criação desses nomes, mas tudo bem.

Senta na beira da cama, cruza as pernas tipo índio, pega uma almofada, esquece a caneta, eu pego a caneta, pega papel, guarda um pouco do cabelo atrás da orelha, digita o número e pede a pizza. Eventualmente brigamos na escolha do saber porque eu gosto muito de mussarela e você de ricota, mas isso não é problema. Esquece também de perguntar quanto tempo vai demorar pra chegar, mas eu nunca te lembro disso também, então tudo bem.

Me deixa claro no primeiro “Oi, tudo bem?” do dia, que você não está pra brincadeira, digo…, que está “naqueles dias”. Ligeiro, percebo o sinal e acabo freiando minhas palavras. Em momentos como esses o meu “eu te amo” pra você dá mais raiva que uma unha quebrada ou uma daquelas cólicas contorcionistas (?). Taí outra coisa que eu nunca vou entender, mas também não é problema.

Na loja, escolhe TRINTA peças de roupa pra comprar DUAS. Enlouquece a moça que troca as fichinhas nos provadores, me faz de louco esperando a minha opinião que, eu sei, é muito preponderante pra tua compra ou não. Ok, tem vezes que você acaba comprando vai, umas 10 peças. Em dias como esses, sei que o jantar e tudo que vier de custo depois vai ser pela minha conta. Vale um agradecimento especial a dupla infalível Nossa Senhora do Vale Refeição e Nossa Senhora do 5º Dia Útil. É NÓIS!

Comenta que nessa semana vai estreiar 2 filmes que quer muito ver. Um deles tem aquele ator “lindo e maravilhoso” que tanto diz. Não sinto ciúmes, mas gostaria de ouvir que sou “legal” também. Planeja o cinema mas esquece que temos compromissos já marcado, te lembro e você briga comigo alegando que eu “estrago tudo”, pra horas depois vir me pedir opinião sobre qual sapato usar dizendo: “me saalva!”. Eu nunca te entendo mas te entendo. Tudo bem.

Você é toda assim. Cheia das mil ondas, jeitos e mimos, mas que droga, aprendi a gostar de você mesmo sendo insuportavelmente assim. Não consigo imaginar outra pessoa mais chata e perfeita como você, mas assim, perfeita naquelas né, é que até as suas imperfeições me causam certa alegria. Por exemplo, o teu excesso de simpatia que me causa um ciuminho de leve. Não sei se “alegria” é a palavra certa a usar, mas tudo bem.

É tipo isso, uma soma de “tudo bem”.
Já que eu não disponho de uma beleza “linda e maravilhosa”, compenso na fé em algum dos meus santos favoritos que se fazem presentes na hora de te salvar das suas loucuras financiadas por mim.
Amém.

Quando A Gente Gosta É Claro Que A Gente…

Você me acha um grude?
É que sei lá, sou todo desse jeito, todo de fazer surpresas e mimimi pra você, daí ás vezes penso estar exagerando e você estar gostando com pouca sinceridade.
Promete me contar se eu começar a te atrapalhar? Vai saber, se eu começar a te sufocar, se as minhas SMS’s começarem a te irritar, se eu esquecer de te elogiar, qualquer coisa, por favor, me promete que vai me falar quando algo estiver errado. Não quero ser surpreendido com uma decisão final sua. Sabe, eu erro tanto, mas sempre tento não errar e você me contando quando te chateio me ajuda muito.
Tenho pensado muito sobre nós. Pensado em como faz tempo que eu não atingia o nível de felicidade tão alto assim. Você tem me feito descobrir novos olhares da felicidade. Eu nunca pensei que gostaria de dançar, mas aprendei que dançar a dois, no escuro, no meio de um quarto com uma música baixa é muito bom. Lembro que enquanto me ensinava a dançar, metade das coisas que falava eu não ouvia, eu estava encantado em como o teu sorriso brilhava, como teu rosto fica lindo com o cabelo cobrindo um pedaço.
Não espero que tenhamos o “relacionamento dos sonhos”, que seja perfeição todos os dias, sem brigas e etc. Eu quero que sejamos sinceros. Igual estou sendo com você agora. Eu tenho medo sim de ser grude, de não respeitar teu espaço nem o teu tempo, de não obedecer quando você diz “me deixa, por favor!”, mas não é por maldade, é que eu quero que a gente se resolva logo. O tempo que perdemos discutindo quem tem razão poderia ser melhor aproveitador sob o edredon vendo nosso seriado favorito. Você é livre! Pode fazer o que quiser! Não sou algemas, mas ao mesmo sou de carne e ouço. Iria gostar se você me contasse quem conheceu na última festa que foi. Tudo o que eu não quero ser é um fardo na sua vida, quem te atrapalha.
Tenho tantos planos pra gente, viajar, conhecer pessoas, ir mais naquela pizzaria que amou, coisas assim. Eu só preciso ter certeza – se é que existe – que você aceita isso, mesmo ás vezes sendo meio grude.
Não é nada de mais, não me leve a mal, mas por favor, lembre-se de me dar um toque quando chegar em casa. Eu só consigo descansar se eu souber que está fazendo o mesmo.
Mas se não quiser ou não lembrar de ligar, tudo bem, vou te respeitar, deixa que eu te ligo.

Me Engana, Que Eu Gosto

A gente gosta de fingir.
E em alguns momentos gostamos até de fingir que não estamos gostando. É uma bobagem, mas é real.
A gente se pune ao fingirmos não sentir saudade. A gente se engana ao fingirmos estar fazendo a coisa certa. Podemos fingir tudo, só não podemos ignorar tudo.
Você é uma mestre em fingir coisas. Ama fingir estar dormindo quando tento te acordar as 14h de sábado. Finge que não sente ciúmes quando falo que encontrei alguma amiga, e eu, já sabendo disso, de imediato digo que ela te mandou um beijo. Aí você visivelmente se acalma.
Dar o próximo passo após o “Sim” significa aprender a respeitar e a gostar da pessoa da forma que ela veio ao mundo. Eu não quero que mude, espero que melhore. E isso serve pra mim também, afinal, se tem uma coisa que estou longe de ser é perfeito, por mais coisas que eu faça por você, por mais provas que eu dê e por mais que digam que sou bonzinho. Tenho os meus terríveis defeitos dentre os quais esquecer de algumas das nossas datas, não lembrar o nome da sua avó ou essa mania de brincar de imitação a toda hora que acaba caindo por terra quando quem atende o telefone é seu pai.
As pessoas estranham quando digo que gosto do teu jeito meio – completamente – louca. Das incertezas que respira até os cumes de bipolaridade. Aprendo tanto com você. Aprendi que nem sempre o teu “eu te amo também, fica bem” quando a gente desliga o telefone significa sinceridade, ás vezes, o que você quer dizer é: “TÁ, TCHAU”, mas é dona de uma sutileza que me confude ás vezes. Mas só ás vezes. A gente gosta de fingir, mas é um fingimento do bem (se não existia isso, me dou o direito de inventar agora!). É o fingimento do dengo, da manha, do “Você quer cupcake?” e você responder: “Ah não, estou bem!” mas na verdade isso significar: “É ÓBVIO, não se faz uma pergunta dessas!”. Ou quando no shopping eu pergunto: “Gostou dessa blusinha?” e você: “Ah, acho que não!” e depois me vê voltando do caixa com a sacola e a blusinha comprada, aí teu sorriso ganha o tamanho do infinito. Esse fingimento, sabe? Eu gosto porque é sinal que te entendo toda vez que não te obedeço. Eu não desisto no teu primeiro “não”. Ás vezes eu traduzo esse “não” pro idioma que eu preferir de acordo com o nosso momento. A minha meta é a sua felicidade completa que automaticamente será a minha.
Eu só espero que não tenha fingido tanto quando disse ter gostado daquele porta-retrato de neon que te dei.

Entendeu Ou Quer Que Eu Desenhe?

Estou atrasado. Na verdade eu estou sempre atrasado, mas é que eu passo horas na internet na madrugada e acabo ignorando o despertador na manhã seguinte. Preciso mudar isso. Mas também, acordar pra ir trabalhar é uma merda, eu queria acordar pra ir fazer compras, ir ao parque, qualquer coisa melhor. Isso é viver, a gente tem que encarar.
Saí de casa com muito sono. Peguei o ônibus e ainda bem que conseguir ir sentado. Dormi até a hora de descer no metrô. Muita gente, loco cedo. Catraca, mais gente, escadas, mais gente, plataforma, mais gente. Eu atrasado. Trabalho.
O metrô chegou e entrei. Por sorte, a estação que pego não é assim tão cheia quanto outras, e ás vezes consigo pegar banco disponível. Hoje foi um dia desses.
Fones de ouvido e livro.
São umas 7 ou 8 estações até eu descer. Coisa rápida. Até que em uma delas percebi que o vagão demorou pra fechar as portas. As pessoas pareciam inquietas. Tirei os fones. Olhei pros lados procurando alguma resposta, que estranho, já eram 10 minutos parados. Atrasado, sempre atrasado. Trabalho.
15 minutos de espera e então ouço: “Estamos com problemas na operação, continuaremos a viagem em 5 minutos, o Metrô agradece a compreensão.” Não tinha o que fazer a não ser esperar. Fones de ouvido denovo. Eu estava sentado na janela. É sempre mais confortável.
Reparei então que tinha um metrô parado do outro lado também. Muita gente lá, mais que no meu.

Reparei em uma garota.

Uma garota com fones de ouvido. Ela parecia inquieta, impaciente, parecia estar atrasada também, vai saber. Estava com roupa social, mas com cara de “tenho uma entrevista” hoje. Tenho mania de encontrar consolo alheio pras minhas dores e raivas.
Ela era bem bonita. Se destacava entre toda as outras dos dois vagões. Eu a olhava com timidez, intercalando o meus olhares com algumas olhadas no meu relógio. Ela percebeu e começou a me olhar também. Me acenou um “oi”. Meio desajeitado, retribuí com o anexo de um sorriso sem graça. Ela começou a tentar falar algo. Eu não conseguia entender nada. Leitura labial é algo que eu nunca soube fazer, ainda mais com sono uma hora daquelas.

“T U D O  B E M? M E U N O M E É LISSA E O S E U?”
Lissa.
“T U D O E V C? O M E U É MARK!”

Torci pra que tivesse entendido meu recado, não sei muito bem escrever em vidros.
“Obrigado pela compreensão, estamos partindo!” As portas começaram a se fechar novamente e em 15 segundos que reparei nisso olhando pra porta e voltei a olhá-la, ela segurava um papel escrito:

“LISSA LEM, Me procura no facebook! Adorei você lendo ‘Eu Quero o Hoje Pra Sempre’ olha aqui agora…”.

Ela segurava na outra mão o mesmo livro que eu lia, só tive tempo de sorrir como gratidão. Os metrôs tomaram seus rumos lentamente, a vi sumindo pela janela.
45 Minutos de atraso no trabalho mas não tinha problema. Eu estava feliz!

“Hey Mia, bom dia! Obrigado pelo livro, adorei!” A Mia, colega de tralbalho, tinha me emprestado esse livro.
Todas as pessoas podem ser importantes na nossa vida, muitas delas nos ajudam tanto que nem fazem ideia. A gente nunca constrói a nossa história sozinho.

“LISSA LEM aceitou sua solicitação de amizade”

 

Sem Essa De “Oi, Você Vem Sempre Aqui?”

É, eu não sei dançar.
Admiro muito as pessoas que vão pra pista de dança sem vergonha e dançam qualquer música. Tudo bem que tem alguns que visivelmente detém o domínio do que está fazendo, outros que dão uma enganada e tem os que se equilibram com o copo na mão. Mas de certa maneira, todos dançam, cada um do teu jeito.
Mesmo sem aptidão nenhuma pra encarar uma pista de dança, resolvi aceitar o convite dos meus amigos e encarar uma “balada frenética” (assim que é legal dizer, né? Vi num seriado da TV!) hoje. Sexta-feira, o clima é outro, as pessoas estão felizes e lá fui eu me permitir me divertir.
Chegamos na entrada da tal balada e confesso que até que gostei. Pessoas bonitas, casais e galera de amigos. Ambiente amistoso (é muito brega falar amistoso?), eu não sei gírias da noite. Voltando, entramos na balada e já estava bem cheio. Fomos ao bar e eu peguei uma cerveja. Meus amigos pegaram três cada. Quando me dei conta, estava sozinho, eles saíram cada um pra um canto, muito provavelmente “à caça das minas” como já anunciavam na fila. Sem problemas, fiquei na minha, enconstei numa viga e comecei a observar o movimento. Vale salientar, foi a maior quantidade de garotas bonitas por m² que vi nos últimos meses. Estava gostando.
Entre um gole e outro, música muito alta, pessoas pra lá e pra cá, vi dois dos meus amigos se atracando com garotas num canto escuro. Mais do que óbviamente, não me caberia falar um A com eles. Eu gosto muito do meu pescoço pra ser cortado e tenho um bom senso interessante. Continuei investigando o ambiente mas decidi dar uma volta. Em certos momentos mexia meu corpo mais que o normal na tentativa de não ser um estranho no meio de tantas pessoas dançantes. Eu não sei dançar. Me vi no meio da pista sem ter como sair de lá. As pessoas cantavam gritando os refrões das músicas que o DJ tocava. Eu mexia minha boca pra acompanhar tudo.
Decidi que era hora de sair daquele furacão e ir me acalmar.
Foi então que percebi que além de não saber dançar, muito menos sei caminhar numa balada com aquele mar de gente. Acabei me trombando com uma garota e a molhei inteira com a minha cerveja. “Pelo amor de Deus moça, me desculpa, como eu sou otário, eu não te vi, desculpa por favor” ajoelhei verbalmente. Se ela falou algo concreto eu não sei, mas pela leitura labial eu pude traduzir a reação dela em: “HAHAHAHAHAHAHAHAAHAHA”. Não entendi. Comecei a repetir a frase até que ela me interrompeu com o dedo indicador em minha boca e com a outra mão puxou minha camisa me levando pra perto dela. “É, então, hehe, música muito alta, não dá pra ouvir direito né, mas então, me descul..” Beijo. Ela me beijou! Daria o mundo pra ver a minha cara naquele momento. Fim do beijo. “HAHA, para de ser bobo, isso é normal em balada, todo mundo com copo na mão, você aparenta não costumar sair muito né?” Pensei se ela tinha falado isso pelo fato de eu estar com uma camiseta POLO no núcleo de uma pista de dança em uma balada pra jovens na faixa de idade de 20 a 30 anos. Odiei ter acatado a opinião da minha mãe horas atrás. “É então, não, não costumo vir em balada não, mas me desculpa, sou desastrado, de jeito nenhum eu te vi” Eu respondi uma coisa mas estava pensando em outra. Me ocorreu a ideia de em novas oportunidades sair despejando cerveja nas mulheres na pista de dança, dado a minha experiência recente, as chances de eu conseguir alguns beijos esporádicos seria grande. Ela nem sabia meu nome. “Qual seu nome?” Ela perguntou meu nome me puxando pra fora da pista. A cerveja que despejei nela escorria pelo braço alcançando as mãos, e as minhas mãos inclusive, já que eu estava sendo puxado por ela. “Ah, meu no…”. “Eu estava te vendo desde a entrada, sabia? Te vi lá meio deslocado com seus amigos na porta, aliás, eles são divertidos, só não achei elegante a hora que eles falaram algo de “caçar umas minas”, mas deixei pra lá. Vi vocês entrando, você pegando a cerveja e ficando encostado na viga. Eu vim com minhas amigas, e nossa, hahahha, se você olhar discretamente pra direita vai ver que coincidentemente elas gostaram de conhecer seus amigos… Mas é isso. Adorei teu jeito todo tímido sem saber o que fazer. E olha, devo falar que o lance de cerveja cair em mim foi culpa minha. Quando te vi dentro da pista, fui pra lá pra te encontrar propositalmente. Só não contava com a ideia de me molhar toda naquele momento, hahaha. Eu falo muito, né? Sei, lá gostei de você.” Outro beijo.
Será que se eu derrubar cerveja em mulheres em outros ambientes também terei sucesso? Eu só pensava nessa tática, afinal, o que menos existia naquela situação toda era alguma razão. Ela me interrompeu justo na hora que eu ia falar meu nome. Eu não sabia muito o que falar também. O fato é que era ela surrealmente linda, cabelos bem lavados, usava um vestido preto e uma sapatilha com lacinho na ponta. Ah, tinha também uma bolsa de lado com o cordão que simulava ouro mas era bijouteria. Sou observador.
Fim do beijo. Começo da loucura na minha cabeça. “Então, meu nome é J…”. “Jim, teu nome é Jim, eu sei”. “O QUÊ? Como você sabe?” Me apavorei com isso, além de ter ficado frustrado por ela me interromper denovo! “Lembra da fila na porta? Eu estava perto de vocês, daí quando foi minha vez de dizer o nome na lista, perguntei pro hostess te apontando qual era o teu nome, aí ele ma falou, hihi”.
Choque. Fiquei em choque e me mutilei por dentro procurando um motivo pra eu nunca ter vindo numa balada dessas antes! Novo beijo. Aí fui eu que dei o próximo passo. Ouvi uma dezena de risadas e gritos sincronizados. Fim do beijo. Eram nossos amigos, os meus e as dela, vibrando de longe com a cena.
Olha, confesso demorei horas pra saber o nome dela por motivos óbvios, mas lembro, entre outras coisas, que ela gosta de cachorros brancos, já quebrou o dente e estuda pra ser médica.
Hoje vamos visitar uma feira de adoção de cães.

Guarda-Chuva Pra Tempestade Em Copo D’Água

Sério, eu não gosto da forma que você fala comigo ás vezes. Não tenho a obrigação de te entender toda vez. A gente pensa diferente pra caramba, tem horas que isso grita, tem horas que chega a ser insuportável, mas que culpa eu ou você temos nisso? Acho que nenhuma, não é mesmo? Você tem uns excessos estranhos. Eu não tenho o direito de entender algo errado que já vem falando que não presto atenção no que fala, também não posso estar num dia “não legal”, sem chuva de sorrisos, que já vem me falando um monte que estou “estranho”. Eu não tenho a obrigação de estar feliz todos os dias, eu tenho a meta. É sério, tem horas que isso tudo me cansa. Da mesma forma que a gente pensa exatamente igual quando o assunto é, sei lá, futuro, carreira ou a combinação estranha de laranja com verde em alguns metidos a fashionistas de shopping, a gente não se entende quando o assunto é “qual o sabor da pizza”. Isso irrita muito! Estou meio de saco cheio de tanta cobrança por uma perfeição que eu não tenho e nem quero ter, como se você fosse perfeita assim. Que droga! Eu sei que erro uma centenas de vezes, exagero em muitas inclusive, mas eu tenho uma sugestão pra resolvermos isso. Vamos fazer a nossa parte! Estamos cansados e muito desgastados de tanto debate, no entanto, temos um sentimento infindável que não há que possa provar a não ser nós mesmos. Acho que o que a gente precisa é alinhar pelo menos UM crucial pensamento: VAMOS FICAR BEM! Esse é o nosso objetivo. Não existe competição em busca da felicidade. Juntos, se eu viver uma felicidade, tenha certeza, eu vou querer dividí-la especialmente com você. A gente tem muita vida pra viver em vão discutindo o porquê dos dias. Poxa, eu quero que me mande uma SMS pra dizer algo além de “não esquece isso”, “não gostei daquilo”, “para de falar com fulana”. Só a gente fortalece o nosso sentimento.
E não, não estou me isentando da minha parte. Já passamos do nível de ter cautela pra falar algo, hoje a verdade é nua e crua, e aliás, amamos essa verdade. A propósito, a nossa verdade é a que a vale. Não carrego essa aliança como um trófeu de algo que conquistei e sim de algo que me fascina, que me encanta, que me dá força, que me protege. Não estou aqui pra te falar o que é o certo a fazer, até porque, se eu soubesse, eu nunca erraria. Estou aqui e de certa forma na tua vida, pra te ajudar e pra ter a tua ajuda pra viver os dias. Hoje os meus dias são vividos pra você também. Eu compro uma roupa nova pra te surpreender e, quem sabe, você me dizer que gostou. Não sou vitrine de olhos alheios. Não preciso chamar a atenção de ninguém, você tem tudo o que eu concluí que preciso ter. Chega vai, isso já deu muito pano pra manga. Vamos parar com isso, quero ficar bem, me desculpa, não sabia que tirar a etiqueta da tua bolsa nova ia causar tudo isso, já aproveito e peço desculpa por tudo que fiz de errado e te chateou, prometo tentar fazer diferente, só tenha paciência, pode ser que eu erre mais algumas vezes, mas não vai ser por mal. Eu não sou perfeito mas tento não ser o pior. Tudo bem? Vamos sair! Está fazendo um Sol demais hoje! Até pensei numa roupa pra você usar: que tal aquela blusinha verde com detalhes em laranja? Sei lá, em você fica especial, você pode andar com a tal da melancia pendurada no pescoço que eu vou achar um charme.

Pelo Menos Me Dá Um Pedaço Do Edredon?

Deitados aqui nesse sofá eu rezo para que o relógio quebre.
Trabalho tanto durante a semana, você estuda e trabalha, daí quando chega o fim de semana, quando nos vemos, não acho justo que este tempo seja curto. Tem assuntos que eu anoto só pra dividir com você. Tem fotos que eu tiro pra vir te mostrar de momentos que lembrei de você. Não acho justo que o tempo corra.
Os meus momentos Fazendo Nada com você são os melhores. Até consigo achar graça nos programas de calouros na TV. Tô meloso demais hoje né?
É meio bobo, acho que nunca te contei, mas todo dia olho seu nome gravado em minha aliança. Pra mim é como se você estivesse comigo nesses momentos. Exibo por onde eu ando, e quando me perguntam “Está gravada?” eu prontamente mostro! É muita alegria!
Acho que eu tenho um sentimento meio infantil. Eu não sei gostar de forma adulta, e que saber? Nem me importo com isso! Também não me importo da forma que você gosta de mim, como me prova isso. Se eu fico feliz em mostrar minha aliança às pessoas , e você não vê a mínima graça nisso, não tem problema, não somos iguais.
Se fosse pra eu ter alguém igual a mim eu ficaria comigo mesmo.
É melhor eu parar de falar. Começo e nunca termino, né? Mas estou melhorando, vai! Eu já nem puxo assunto com as atendentes das lanchonetes e nem faço tantas perguntas para os garçons, melhorei vai. E não adianta ficar quietinha aí também, vai negar que você sempre ri quando eu falo com pessoas que a gente nem conhece. Faço amizades rapidamente, falei como o “rei dos amigos” agora né? Brincadeira!
Então, como vai ser, a graça que vejo nos programas de TV é meio curta, não leve as coisas que eu falo tão a sério assim, haha, posso trocar de canal?
Hey, posso trocar de canal?
Ahh legal, certo, falei esse monte de coisa melosa-bonitinha aqui e você está dormindo. Entendi.

Vem, Deixa Que Eu Faço Como Você Gosta

(Conteúdo Levemente +18)

“Não me deixa morrer na imaginação de alguns momentos, por favor.
Você tem uma mania, e um dom incrível, de me fazer perder o ar com meia dúzia de palavras, e que palavras, heim? Deixa eu chegar em casa. Também estou com saudade.”

Abri a porta. Pendurei a chave e tirei o casaco. Fazia frio.
Já era tarde e imaginei que estivesse dormindo, preferi então ir à cozinha preparar algo pra comer. Limitei meus movimentos pra evitar qualquer barulho, tudo que eu não queria aquela hora era de incomodar. Não estava com vontade de comer algo muito pesado, optei por um lanche com requeijão.
Abri a geladeira e, como de costume, comecei a pesquisar onde raios estaria o pote de requeijão.

Aí a luz foi embora.

Fui devidamente vendado por um toalha com um perfume que eu já conhecia. Também fui impedido de falar. Um dedo indicador me silenciou.
A porta da geladeira foi fechada suavemente a ponto de eu conseguir ouvir o barulho da fechadura. Me fez lembrar também de consertá-la assim que possível. Eu estava parado, de pé, vendado, de frente pra uma geladeira.
Veio, respiração pausada, começou a me beijar como se anunciasse quem estava ali tomando de conta de todo aquele momento. Pescoço. Uma porção de lambidas extremamente calculadas que escorregavam pela minha pele. Uma das mãos veio por debaixo da minha camiseta chegando até o zíper da calça. Abria e fechava, abria e fechava. Me abraçou e passou a outra mão pelo meu peito. Me virou para frente. E eu ainda sem visão e sem voz. Preferi deixar ver até onde isso ia dar. Só confesso que fiquei um pouco incomodado com o barulho do meu estômago reclamando por comida. Mas tudo bem, naquele momento, eu estava envolvido com outra coisa.
Pegou minha mão, levou até seu corpo como se estivesse me apresentando cada pedaço. Lentamente, me fez percorrer algumas extremidades. Me fez lembrar da sensação que tenho quando acaricio teu seio. A partir daí eu comecei a respirar mais rápido e tive que tirar a toalha. Pra minha surpresa ainda estava tudo escuro, você tinha planejado tudo. Te abracei e levei contra a parede. Escuro. Fiz teu pescoço matar a saudade do meu jeito de dizer o quanto ele é incrível. Enquanto isso você me abraçava e arranhava as minhas costas, parecia ter cultivado suas unhas a semanas.
Subitamente me virou e me colocou contra a parede. Habilidosa, com uma das mãos abriu meu zíper e o botão da minha calça, que aliás, caiu automaticamente. Com a outra mão segurava a minha nuca e puxava o meu – não longo – cabelo. As mordidas se fizeram presente novamente. Beijo longo, forte, rodízio de posição das bocas. Começou a descer pelo peito. Tua boca passeava por toda a extensão da minha pele. Naquele momento eu já tinha nenhuma peça de roupa da cintura pra baixo. E foi lá que você chegou. Escuro. Me fez lembrar o quanto é capaz de me fazer ter arrepios, o quanto sou fraco diante das tuas vontades. Ao mesmo tempo que faz com carinho, imprime uma força e domínio tão grandes que sempre me surpreendem. Novamente habilidosa, me prova que sabe usar a boca – e como sabe – pra muitas outras coisas além das habituais a todos os humanos. Movimentos retilíneos, sons novos, sensação descomunal. E como sabe. Usa a língua como ferramenta e me ganha, conquista o território. Regressa para o meu peito e selamos este momento com um novo beijo um pouco diferenciado. De repente me vejo puxado em direção a mesa de jantar. Barulho ensurdecedor. Tudo que tinha separado pra preparar algo pra comer caiu no chão.

Algo pra comer.

Cansei de ver até onde isso ia dar e comecei a fazer minha parte na história. Te levantei e a fiz sentar na borda da mesa. Eu de pé e você sentada. Enquanto te beijava, mais do que lentamente fui retirando sua calcinha. Me despedi da boca e desci pelo corpo. Seios. Lembrei de como eu gosto de beijá-los. Tua respiração acelerava ao passo que a minha se estacionava. Continuei descendo, cheguei nas pernas. Te deitei na mesa. Fiz igual a você e utilizei a mesma ferramenta que usou momentos atrás. Língua. Minha língua conhece algumas das suas zonas erógenas. Pele lisa, bem cuidada e perfumada. Me deliciei desbravando cada centímetro. Você se contorcia sobre a mesa. Falava algumas palavras indecifráveis e começou a gemer. Gemidos. Altos, gritos, gemidos, demonstrava estar gostando. Me puxou – você adora me puxar – pra cima de você. Na mesa mesmo. Arrancou minha camiseta com uma pressa e aparente ódio. Fiz o mesmo com a camiseta – minha, aliás – que usava. A partir dali era só corpo. Nos selamos.
Abriu levemente as pernas deixando claro sua vontade. E eu, como bom entendedor, compreendi o recado. Nossos corpos constavam uns 40°C naquele momento.

Movimento.

Intensifiquei a pressão sobre seu corpo. Transpiração. Segurei suas mãos acima da cabeça e tomei o poder. Movimento, muito movimento. Ida e volta. Força, vontade, tesão. Amor, muito amor. Mais força. Gemido, grito, muito grito. Mais pressão. Vai e vem. A transpiração já dava lugar ao suór, muito suór. Calor. Corpos quentes. Não sei como, mas conseguiu soltar os braços e me abraçou com raiva. Minhas costas provavelmente já estavam sangrando tamanha a força que me arranhava. E eu não me importei. Levantou as pernas pra cima das minhas costas. Você demonstra o que e como quer. Posição nova. Mais pressão, mais força, muito calor. Novos sons vindos através da nova posição e do movimento frenético e ininterrupto. Beijava seu pescoço enquanto puxava teu cabelo com força. A palavra é essa: força! Com as mãos voltei para os seios, mais pressão. Gritava. Gritava alto. Mas nenhuma palavra foi dita. Grito, unhas, aperto e prazer. Me empurrou de cima de você e foi me conduzindo até sala. Me jogou no sofá. Meia luz. Esquecera de um abajur ligado, mas você é muito espertinha, acho que deixou de propósito. Sentou em meu colo, retomou a condição de domínio. Corpos nus. Você sobre meu colo. Sobe e desce. Apoiei minha cabeça olhando pro teto. Gritos, mais gritos. Por um segundo me preocupei com os vizinhos. Reparei que fazíamos uma sombra na parede. Teu cabelo todo para trás, cabeça pro alto, olhos fechados.
De repente tudo ficou ainda mais intenso. Ainda mais intenso. Mais velocidade, mais força, mais e muito mais prazer. Nova posição. Saiu de cima de mim, me puxou pra ficar de pé. Apoiou os cotovelos no sofá e me mostrou o caminho com um rápido olhar. De quatro. Entendi. Me aproximei e novamente me fiz presente com bastante delicadeza mas com não menos intensidade. Os mesmos movimentos em posições diferentes proporcionam prazeres inenarráveis. Vai e vem repetido uma centena de vezes. Sem cansaço, sem perder o pique e com cada vez mais tesão. Cada vez mais.
Segurei teu cabelo para trás, demonstrei controle, você não demonstrou resistência. Isso não é submissão é entrega, é momento, é vida, é amor, éramos nós dois, do nosso jeito. Grito, mais grito. Zero de palavras.
Senti seu corpo se aquecer e suar ainda mais. Começou a se contrair totalmente. Entendi o sinal e não significava parar. Contração forte e um longo grito.
Ainda não tinha acabado.
“Vai!”.
A única palavra dita.
Suór, calor, pressão, movimento, força. Juntos. Selados. Literalmente encaixados.
Intensifiquei o que me restava de força e fui conforme me pediu. Grito prolongado. Fomos. Juntos. Corpos que antes se incendiavam agora latejavam. Deitei no sofá te assegurando que poderia vir comigo. Respiração. Muita respiração, dessa vez mais devagar. Lentamente se acalmando. Repousou a cabeça sobre meu peito. Dois corpos. Comecei a pentear teus cabelos com as minhas mãos. Meu coração ainda estava muito acelerado. Mas eu estava feliz. Inesperado, assim é especial. Você parecia feliz. Silêncio. Meia luz do abajur. Fazia círculos no meu peito. Se sentia confortável. Respiração e temperatura do corpo voltando ao normal…

“Procurava requeijão né? Eu sabia, fiz questão de esconder no armário. Fiz mal?”

“Que requeijão?”

Quando o coração e o corpo gritam.

Faz Tanto Sentido Quanto Feriado De Domingo

Tem horas que eu me pego envolvido em alguns refrões. Eu posso estar em casa, no trânsito, ou até mesmo de passagem por um local
qualquer e ouvir uma música que nem gosto, mas aquele refrão te traz pra perto  de mim. Te tenho comigo mesmo quando eu não estou com você. Me explica isso? Talvez algumas sensações como essa fazem parte da série Coisas Que Nunca Entenderemos. A gente reforça nossos laços no abraço. Tem abraço que é melhor e mais sincero que muito sexo.
Esses dias fui ao parque sozinho. Ás vezes é importante pra mim ter a minha própria e exclusiva companhia. Chegando lá, foi inevitável não ser invadido por dezenas de lembranças suas. Lembrei da primeira vez que rolamos na grama e quase caímos no lago com grandes chances de amassarmos os coitados dos patos (gansos?), da vez que inventamos de fazer um piquenique, e que fomos extremamente inteligentes a ponto de esquecermos lençol para forrar a grama, ou seja, sentamos no chão acompanhados por um gigante formigueiro, comida, doces, formigueiro, chão, shorts, bom, daquela história eu não quero lembrar. Nem das manchas que ficaram em mim.
Mas é engraçado que quando a gente está criando uma história com alguém, as menores cosias ao nosso redor começam a fazer grande diferença. Eu nunca reparei nos manequins cor de abóbora até você me chamar a atenção pra isso. E penso que também nunca havia percebido que as faixas de pedestres, em geral, possuem 12 listras. Tudo bem que “aprendizados” como esses não são lá dos mais relevantes né? Mas quer saber, quem aqui está pensando em relevância quando eu perco a razão e o domínio dos meus movimentos quando te vejo, ou até mesmo quando nos falamos? Se nem meu cérebro é relevante numa hora dessas, o que dirá 12 listras nas ruas.
A gente constrói a nossa relevância.
Confesso que ainda estou tentando ver o rosto do Mário Bros nas nuvens como você jurou ver.

Morada

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Faz parte de mim, não me cabe ir muito além do que plantar os pensamentos bons sobre a gente e sobre quem gostamos, especialmente nos momentos em que não estou com você.
Eu penso tanto nas lições que aprendo contigo. É tão relevante pra mim analisar a tua forma de ver a vida. Você grita por liberdade, exala a vontade de se libertar de qualquer tipo de amarra. Quer beber vida em todos os momentos ao passo que chora por uma companhia que seja conivente aos teus sonhos, por mais surreais que sejam. Esse sou eu, eventualmente vestido de um fantasia de receios. Eu sou apenas um célula na imensidão de possibilidades que esse mundo nos traz. Estou esperando a oportunidade correta pra te provar que também enxergo beleza no cantar dos sabiás. Mas não estou aqui pra te convencer de como eu sou, ou posso ser, pra você. Como eu disse antes, cabe a mim plantar minha conduta e a cultivar a lavoura de sonhos que desenho pra nós todos os dias. Acontece que eu quero colher com você. Te respeitando por completa, até mesmo quanto a maneira mal-humorada de me retribuir o “bom dia” quando te surpreendo em uma manhã qualquer.

Não vim ao mundo pra dar ou encontrar explicações e faz alguns meses que concluí que também não capaz de encontrar palavras que descrevam a tua importância aos meus dias.
Estamos a algum tempo construindo uma história inédita pra mim. Eu nunca parei pra ver o céu e a dar tanta importância a uma estrela como faço com você. Também nunca imaginei que ás vezes perder o horário em um lugar especial fosse me fazer tão bem. Você me fez jogar as regras no lixo.
Confie em mim.
Se eu tenho uma missão nessa Terra que a gente vive, talvez ela seja a de compartilhar o amor que tanto tenho pra oferecer. E eu escolhi você.
Te escolhi e automaticamente designei meu coração a missão mais complexa que já tivera: manter ou quiçá superar a velocidade da pulsação na mesma daquela primeira vez que te vi, naquele frio que fazia.
Devo te contar que essa danado de coração tem obtido muito sucesso nesse desafio.

Interpretação pessoal sobre o conceito e título da música.

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