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Atenção você que eu nem conheço ainda

 


Perto de mim eu só quero aqueles que também me querem por perto.
Eu sinceramente não quero mais passar por algumas coisas que já passei.
Não digo que são piores que de ninguém, são coisas minhas, mas são coisas que eu quero esquecer, são coisas que me fizeram mais mal do que bem.
Por exemplo, dói demais ter boa memória, pois quando você lembra das coisas com mais facilidade, você revive tudo e dentro desse tudo também está tudo aquilo que não precisa ser lembrado. Faz parte, eu sei, mas é algo que faz mal também.

De vez em quando eu me pego lembrando dos meus esforços.
Lembro de quanta coisa eu já falei, de quanta coisa eu já fiz, de tantos momentos que eu tentei transformar em algo além de momentos. De vez em quando eu lembro de cada nova vez em que entreguei o meu corpo na esperança de ser a última vez. A verdade é que eu nunca me arrependi, mas em todas as vezes me vi de pé na beira do penhasco onde depois que tudo acabasse eu seria empurrado dali pra baixo. Parece drama vendo de fora, mas eu também nunca quis que me entendessem, ainda mais porque a minha vida nem eu mesmo entendo.

O coração chora de frustração ao lembrar dos melhores beijos que dei sem saber que se resumiriam à apenas beijos ali, naturais como um aperto de mão.

O problema não é ter expectativa que as coisas acontecem, mas sim se tornar refém dessa expectativa. E quantas vezes eu me vi dentro disso!
Sabe quando a gente começa a conversar pelo whatsapp e a pessoa demora mil anos pra responder? Sabe quando no facebook ela dá “mensagem visualizada” e depois diz que não podia falar naquele momento? Sabe quando você demonstra interesse na pessoa e ela, por sua vez, demonstra tudo menos algum interesse em você? Pois é, são coisas como essas que eu travo uma luta diária. Eu tenho tanta ansiedade de coisas boas e por isso fico tão mal quando vejo que a outra pessoa não sente o mesmo. Ou que pelo menos não comigo.

É difícil acreditar no que dizem sobre a vida ter a hora certa pra acontecer.
Não que eu queira saber quando as coisas boas vão chegar, mas já ia ser bom se eu soubesse como evitar com que as coisas ruins cheguem. E aqui estou falando de coisas ruins sobre eu me cegar e não ver a merda que estou fazendo; sobre eu responder a mensagem rápido demais na melhor das intenções e ser julgado como “gostando rápido demais”. Que saco! Aliás, esse negócio de viver de joguinhos me tira a paciência e nunca vai entrar na minha cabeça.
Eu não consigo assimilar a ideia de que a gente precisa encontrar maneiras de controlar o nosso próprio coração!

É difícil entender que tem horas que o coração não precisa bater tão rápido.

Ou seja, tem horas que a decisão mais acertada é fingir sentir menos do que estamos sentindo de verdade; é demonstrar menos do que queremos demonstrar; é provar menos do que queremos. Em outras palavras: tem horas que precisamos deixar de ser o que somos para sermos o que precisamos ser. E eu até entendo que isso faz sentido, pois assim encontramos uma maneira de nos defender, mas a outra parte da minha vida luta contra e não consegue digerir essa história.

Bem, mas a vantagem de viver é ver que a gente sempre pode viver melhor.
Quando falo que não quero passar por algumas que já passei, falo sobre a forma que vou consumir essas coisas. Mudei o jeito de ver e minha vida mudou pra valer. Comecei a enxergar tudo que acontece comigo entendendo a relação entre benefícios e esforços. Todos os dias eu trabalho o meu jeito de entender a vida. Entendi que quanto maior for o meu esforço, mais benefícios terei na vida, e isso significa que eu não preciso parar de ser quem eu sempre fui, apesar dos pesares, mas sim, que eu só preciso mudar a forma de ver como eu posso ser em todos momentos. Eu preciso aprender a consumir melhor a vida. Preciso aprender bem como lidar com as dificuldades para então superá-las e preciso aprender a respirar quando as coisas forem boas. Ansiedade não combina com felicidade.

A minha expectativa sempre foi tamanha que eu acabava nem sentindo o sabor quando acontecia.

Continuo sendo a mesma pessoa e até gosto de quem eu sou, o que mudou foi a forma que tento ser. Estou tentando jogar a favor da ansiedade e com isso saber a respeitar espaços e momentos. Não é fácil, mas estou tentando. Outra coisa que tem mudado foi o jeito como eu encaro o meu cotidiano. Tenho tentado pensar que aquela mensagem não respondida não passa de uma mensagem respondida e não mais do fim da vida no planeta terra.
Esses exemplos de mudança podem parecer pequenos demais diante do jeito que a gente dramatiza a vida, mas no fim, eu sei bem como isso está me fazendo bem e como me sinto melhor, não com ninguém, mas comigo mesmo.

Pouco a pouco estou conseguindo lidar com a lembrança dos meus esforços e frustração por não resultarem no que eu imaginei.
E o mais legal é que com isso estou enxergando uma nova maneira de encarar quem já fui um dia: vendo que posso ser alguém ainda melhor pra quem nem conheço ainda.

NOTÍCIA IMPORTANTE!
NOTÍCIA IMPORTANTE!
NOTÍCIA IMPORTANTE!

Gente, sexta-feira agora, às 14hs, estarei AO VIVO, em TV aberta para todo o BRASIL, no programa MULHERES da TV GAZETA, junto com a Catia Fonseca e a Mama Bruschetta. Fui convidado para participar de uma roda de conversa sobre relacionamentos com outros participantes.
Então está dado o recado: QUEM VAI ME ASSISTIR NA TV? =)
Pra quem não puder assistir, poderá acompanhar online: http://mulheres.tvgazeta.com.br/ ♥

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A primeira refeição do dia é a mais importante (+18)

1 – Texto especial recomendado para maiores de 18 anos. =)
2 – Leia ouvindo a música.

Eu costumo acordar bem, mas tem dias que acordo melhor ainda.
E você é espertinha, sabe disso e tenta me provocar.
E consegue.
Ou você acha que eu não lembro daquele dia?
“Ain, tô com dor de cabeça, só quero descansar!”
Aí eu preferi nem insistir e só me dediquei em fazer a melhor das minhas conchinhas pra você se sentir segura. Como eu sempre faço, aliás.
Durante a noite a gente se enrosca 1 milhão de vezes. Tem horas que fico sem lençol, tem outras que fico com o lençol todo. Tem horas que sua perna fica em cima de mim, tem horas que eu nem sei onde vão parar os travesseiros.
Tem horas também que espirro com o seu cabelo entrando no meu nariz e tem horas que meu braço formiga por deitar em cima dele só pra te dar a conchinha que você tanto gosta. Até aí tudo bem.
Naquele dia eu lembro que preferi te respeitar já que disse estar com dor de cabeça e que só queria descansar. Desliguei a TV apesar de estar com vontade de continuar assistindo e fui relaxando pra poder dormir logo. Naquela altura você já estava no sétimo sono. Você dá dessas: quantas vezes já me vi falando sozinho enquanto você já dormia há muito tempo?
Acordei poucas vezes durante a noite só pra me acomodar melhor e colocar o braço debaixo do travesseiro geladinho.
Normalmente sou eu quem acorda primeiro e corro até a janela pra fechar a cortina e evitar que mais raios de sol invadam o quarto acordando a gente.

Mas dessa vez foi diferente.

Eu nem lembro que horas eram, mas lembro de alguma coisa ter mudado.
Não sei que milagre aconteceu que na verdade quem fazia a conchinha dessa vez era você em mim. Logo eu estava relaxadamente virado pra frente, ali como quem não quer nada.
Aí lembro de ter sentido a sua mão passando pelas minhas costas devagar, caminhando com os dedos, toda preguiçosa. Até chegar no peito e ali ficar fazendo carinho.
Respirei fundo pra aproveitar e relaxar pensando que as coisas parariam ali, até que você foi descendo a sua mão, lentamente, mas foi descendo. Chegou na minha cueca e começou a me provocar. Levantava o elástico e passava o dedo devagar. Eu fingia que não estava acontecendo nada mas eu estava reparando em tudo. Você dava uma volta pela minha cintura e voltava. Sabia bem o que queria. E eu gostei da brincadeira.

O problema é que não consigo controlar os efeitos do meu corpo, ou seja, tem coisas que eu não consigo disfarçar. Bem, você sabe bem.
Então, pouco a pouco, graças ao trabalho lento da sua mão eu fui começando a, digamos, me animar fisicamente.
A verdade é que eu fui me excitando e resolvi ver até onde eu ia aguentar aquilo.
Então você abaixou toda a parte da frente da minha cueca e eu sentia a sua respiração nas minhas costas. Você colocou a mão exatamente lá onde já estava completamente “animado”. E começou a fazer pressão.
É louco porque o efeito físico é muito forte e é absolutamente incontrolável, não há pensamento que desvie o tesão quando ele chega pra valer. Tesão é algo involuntário e profundamente íntimo, só que naquele momento eu queria ver até onde eu conseguiria me manter relativamente equilibrado.

Bem, você pegou, mas pegou de jeito. Começou a puxar pra cima e pra baixo, a bater devagar. Apertava enquanto fazia carinho, aumentava a velocidade enquanto diminuía a intensidade. Você sabe das coisas e eu fiquei ali rendido.
Então você foi descendo o corpo pelas minhas costas me beijando devagar. A mão, claro, permanecia lá. Você estava muito certa do que queria fazer e eu me fazia de morto. Me beijava, me arranhava e, pela frente, me apertava, sempre com muito, mas muito prazer. Chegou uma hora que ficou difícil disfarçar e comecei a dar umas tremidas bruscas. É injusto e praticamente impossível controlar o próprio corpo.
Você desceu até a minha cintura e me virou pra cima. Tinha pouca luz no quarto, não conseguia ver 100% do seu rosto, mas poucas coisas são mais sexys que ver a sombra do seu cabelo caindo na frente do seu rosto. Me virou pra cima e tirou toda a minha cueca. Jogou pra bem longe.

Abaixou até a minha barriga enquanto levava uma das mãos até o meu peito. Descia arranhando devagar e deixava claro que queria fazer alguma coisa ali e que eu não deveria me importar.

Você queria me ter.

E eu deixei, me entreguei sem resistência, me dei pra você sem problemas. Então senti a sua boca se aproximando devagar. Foi por toda a minha virilha, fez jogo injusto, brincou com os meus sentidos, mas mesmo assim eu continuei te respeitando. Segurou com firmeza com uma das mãos e o colocou dentro da sua boca. QUE MOMENTO! Foi lentamente mas foi com tanta certeza que eu mal suspirava. Colocou inteiro, naquela altura já explodindo de ereção. Aí começou a dar movimento e despejar alguma saliva pra facilitar. Ao tentar te olhar consegui perceber a sua cabeça cima, baixo, cima, baixo, cima, baixo. Teve uma hora que largou a mão, segurou apenas com a boca e levou os braços até o meu peito descendo devagar. É incrível como você domina e sabe exatamente o que fazer para eu me render. Voltou com as mãos e intercalou o ritmo. Lambia, gemia e colocava força, uma força gostosa, uma força de quem sabe o que está fazendo. Comecei a me retorcer porque é extremamente insuportável todo aquele momento! Então segurou pra valer com uma mão só, lambuzava com a boca e com a outra mão apertava e esfregava “ali mais embaixo”. QUE MOMENTO!
Como se não bastasse tudo isso, tirou-o lentamente da boca lambendo com sabor e o levou até seu rosto. Esfregava por toda a parte, fazia de um brinquedo seu. Batia, esfregava e fazia um semblante de “eu sei do que você gosta” que era o pouco que dava pra perceber.
Depois de tudo isso, deitou em mim trazendo o rosto junto ao meu. Nos beijávamos até eu perceber que você já estava sem calcinha. E que espertinha! Não tive como pensar duas vezes, foi uma questão de eu fechar um pouco as pernas e de você abrir as suas.

Aquele barulho de lubrificação natural foi o que nos tornou um só. Levantou a cabeça devagar enquanto eu entrava por inteiro dentro de você. Feito isso, se acomodou debruçada ao meu peito e ditou o ritmo. Pressão contra o meu corpo.
Então eu resolvi parar de resistir e fui ter alguma iniciativa pra melhorar o que já estava bom. Se melhorar, melhora. Peguei na sua bunda com as duas mãos e aumentei a pressão no meu corpo. Começou a fazer calor. Não falávamos nada, te ouvia gemer mas ainda não como eu gostaria, então eu tive que mudar.
Indiquei que eu queria ficar por cima mas que você não precisaria ficar de frente pra mim.

Eu queria te ver de cost4s.
Nos posicionamos e deliciosamente fui voltei a penetrar.
Ali já estava você de qu4tro e eu de joelhos atrás de você. Peguei o máximo do seu cabelo em uma mão, enrosquei e puxei sua cabeça pra trás enquanto fazia a pressão e os movimentos de frente e trás, e com a outra mão segurava a sua cintura para controlar o ritmo.

Aí você parou de gemer e começou a gritar.
COMEÇOU A GRITAR MEU NOME, COMEÇOU A GRITAR PRA NÃO PARAR, COMEÇOU A GRITAR PRA IR COM MAIS FORÇA, PRA IR COM MAIS RAIVA.
E eu, educadamente, obedeci e ainda dei um bônus. 😉

Soltei sua cintura e me veio a vontade de ver a sua pele arder na minha mão. Dei um, dei dois, dei três tapas e você parecia se desconcertar. AÍ EU DEI MAIS, DEI OUTROS MAIS, REVEZEI A MÃO QUE SEGURAVA O CABELO COM A MÃO QUE BATIA.
Escorria suór pelo meu peito, barriga, chegando até as suas costas.
Troquei e me inclinei sobre você que já estava exausta. Com as mãos segurei seus seios mas não saí de dentro de você. Respirei nas suas costas pra te mostrar como eu estava me sentindo, e por mais que parecesse que eu queria parar, eu não parei.

Me ergui novamente e indiquei que gostaria de te ver: empinada.
Cotovelos no colchão e o quadril no mais alto possível. Ia ser bom daquele jeito pra mim e pra você. E aliás, você não faz ideia de como é sexy te ver nessa posição com o cabelo caindo no seu rosto e te fazendo sentir ainda mais calor.

Naquela altura estávamos já bem cansados, mas por algum motivo eu ainda tinha forças o bastante pra mudar de posição. Indiquei que queria sentar na borda da cama e sugeri que sentasse no meu colo. Você não hesitou. Sentou de costas devagar e após nos encaixarmos tomou de conta do ritmo. Com as mãos nos meus joelhos, pulava, pulava, cada vez mais alto, mais forte.

Pulava e gritava. Gritava, gemia, suava, queria, olhava, mordia, arranhava, sorria. Despencava a cabeça pra trás até seu cabelo encostar na minha barriga.

Mostrou que queria mudar e que ia zelar pelo conforto. Nós dois nos levantamos, você deitou de barriga pra cima e me puxou até você.

Então, novamente, eu entrei.

Ali seria pra valer, já que você estava “acomodada”, eu queria fazer se sentir ainda mais incrível. Aumentei a força e a velocidade. Você estava com as pernas nos meus ombros e com os braços pra trás, já eu, revezava minha boca em cada seio sem parar.

“VEM, VEM, VEM, QUERO VER, VAI, COM FORÇA, COM FORÇA,  MAIS FORÇA!”
Era o que você gritava me provocando e que ódio de prazer aquilo me dava. Tem vezes que a gente santo prazer que dá ódio, dá vontade de bater, e eu soltei alguns: “ENTÃO É ISSO QUE VOCÊ QUER? TÁ GOSTANDO DELE DURO EM VOCÊ? PEGA ELE PRA VOCÊ, OLHA COMO EU FAÇO ELE FICAR GOSTOSO AÍ DENTRO!” Falava com raiva, fala pra trocar a emoção e as sensações. Até acelerar ainda mais a velocidade, respirando ainda mais rápido, mais e mais rápido e então me esgotar…




Me rendi, desisti e me joguei em cima de você. Ali fiquei.
Fomos desacelerando e o coração foi voltando pro lugar já que ele estava pra sair pela boca. Senti sua mão nas minhas costas e quando recuperei força pra te olhar:

“Bom dia! Dizem que é importante comer bem de manhã, né?” você me questiona.

Obs: Aos que acabaram de chegar nesse blog: Este não é um blog erótico ou coisa do tipo. É um blog de histórias de relacionamentos, onde, de vez em quando eu escrevo um texto (+18) para apimentar as coisas. Como todo bom casal merece viver.

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Eu segurava a lixeira para você esvaziar a bandeja

Hoje choveu.
Lembrei das vezes que a gente ficava olhando a chuva bater na janela com preguiça de acordar. Lembrei das vezes em que dividimos um guarda-chuva na fila do ônibus. Lembrei de como você se irritava quando um carro passava em uma poça te molhando inteira. Lembrei de como era a nossa conchinha em noites em que a chuva era a nossa companhia.
Lembrei sorrindo, lembrei com o coração aquecido. Me fez bem ver como a gente conseguia fazer das pequenas coisas as melhores coisas. Não preciso me esforçar muito pra lembrar como a gente brigava pelo controle remoto da TV ou quando alguém ficava sem uma parte do edredom. Era engraçado! E às vezes em que a gente torcia pra não encontrar nenhum conhecido na rua só pra gente ficar se curtindo um pouco mais.

Lembrei das horas que a gente passou no telefone conversando sobre como foi o nosso dia, muitas vezes falando sobre a mesma coisa mil vezes, mas de mil formas diferentes. Lembrei que a gente só parava de falar quando um confessava que não aguentava mais a orelha queimar. Lembrei que mesmo assim a gente demorava pra desligar. Você me desejava “boa noite e bons sonhos” como se houvesse algum outro motivo pra sonhar que não fosse você. Não que eu não precisasse de outros sonhos, mas lembrei que me bastava ir dormir sabendo que no dia seguinte a gente ia se falar, era um lance de antecipar o sonho e sonhar por dois. Lembrei quantas coisas planejei pra nós dois sem você saber.

Lembrei dos casais que vimos felizes por aí. Lembrei que brincávamos de adivinhar o que será que eles estavam conversando e em que momento da vida eles estavam; se naquela fase do começo cheia de mimimi ou se com o pé no noivado, se respeitando, se planejando apontando as vitrines, mas sem deixar de se curtir.

Lembrei das vezes que comemos fora.
Lembrei que todas as vezes eu te segurava lixeira pra esvaziar a bandeja. Lembrei que eu dava um jeito de me virar com as pipocas no cinema. Lembrei que a gente ia ao banheiro e eu sempre saía antes de você e ficava te esperando lá fora com outras pessoas que também esperavam outras pessoas. Lembrei que de novo ali eu ficava viajando sobre o que será que essas pessoas viviam, pra onde iriam depois dali, de onde vinham e o que conversavam. Eu não queria ser igual a eles, eu só gostava de me colocar no lugar deles.

Lembrei que por mais que a gente reclamasse da demora do ônibus no fim de semana, bem que a gente gostava da demora dele até chegar em casa. Lembrei que a gente se grudava e já ficava planejando os outros fins de semana até o momento em que nos despedíamos. Lembrei das minhas voltas pra casa saindo da sua altas horas da noite. Eu ia embora mas deixava o meu coração com você pra te proteger.

Lembrei das nossas conversas com os nossos pais. Lembrei de como consegui conquistar a confiança da sua família fazendo com que as minhas chegadas passassem de desconfiadas à comemoradas no toque meu na sua campanhia. Você não sabe, mas dali até você abrir o portão, eu sempre me arrumava um pouco demais para que me visse no melhor dos meus momentos daquele dia. O meu melhor era tudo o que você merecia.

Lembrei dos shows que fomos, do calor que passamos e dos refrões que cantamos. Por sorte, nosso gosto era meio parecido, apesar de uma coisa ou outra não ter absolutamente nada a ver; apesar de às vezes você querer sair pra dançar enquanto eu preferia ficar em casa com um DVD. Mas eu nunca me importei e raríssimas foram às vezes que me esforcei pra tentar te fazer mudar de ideia. Até porque eu nunca consegui.

Lembrei de como você voltava feliz depois de rever alguns amigos. Lembrei que em algumas das primeiras vezes que isso aconteceu foi quando vi que em mim tinha nascido um motivo de felicidade só por te ver feliz. Foi ali que comecei a levar ainda mais a sério o que eu sentia por você.

É quando ficamos felizes pelo outro que descobrimos que a felicidade tem um sabor gostoso.

Hoje choveu.
Lembrei de algumas coisas de nós dois ao ver a chuva bater na janela do ônibus, dessa vez sem você. Mas não lembrei na tristeza, lembrei na certeza de vivi coisas pra me orgulhar, pra consertar e pra nunca esquecer. Me tranquiliza saber que por mais que não tenha dado certo como eu gostaria, deu certo como a gente merecia. E eu sempre dei o meu melhor.

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Me faça querer responder e não só visualizar a mensagem

Sabe o que tem aqui dentro?
Aqui tem todas as experiências que coleciono nessa vida.
Eu sou cada dia que vivi e cada dia que vou viver.
Aqui dentro tem também muito choro pra derramar, só não sei ainda pelo quê.
Tem também os meus melhores sorrisos pra dar, cujos quais também ainda não sei pelo quê ou pra quem. Mas olha, vou gostar se forem sorrisos por sinceras mensagens de saudade no meu celular. Vou gostar se for pela demora pro abraço acabar.

Bem, já me peguei pensando sobre o que estava fazendo da minha vida.
Sabe quando a gente se vê dentro de uma grande bosta e não sabe como sair de lá? Ou pior, sabe quando a gente se vê fazendo um monte de bosta e nem sabe exatamente por quê está fazendo tudo isso? É então, aconteceu comigo e não foi só uma vez.
Num raciocínio rápido faz sentido pensar que tudo isso se tratava de uma fuga das coisas que me faziam mal, então eu fazia coisas que nem eu mesmo entendia, beijava bocas que eu nem queria conhecer, dava risadas que eu não queria dar e respondia mensagens que eu não queria responder. Bom, pelo menos eu respondia.

É difícil ser nós mesmos, né?
Muito complicado ter que lidar com as coisas que a gente quer e as coisas que de fato aparecem na nossa vida. Vivemos uma mistura de “que saco, nada melhora!” com “hmm, estou gostando disso!” mas no fim nem a gente sabe o que quer. Parando pra pensar e mudando um pouco esse jeito de pensar, se a vontade de viver coisas boas for melhor que a de viver as coisas certas, a vida pode ser mais fácil. Quem sabe.

Coisa boa é ter motivos carinhosos pra acordar.
Já é tão pesado ter que acordar cedo pra encarar a rotina dessa cidade, que faz um bem danado saber que a gente tem companhia pra compartilhar até essas chatinhas coisas da vida.
Às vezes eu me escondo na pose de uma pessoa seca e insensível, mas é só mais uma maneira de me defender e não mostrar o que eu tenho de mais valioso: o meu coração.
E isso, claro, tem tudo a ver com o medo de sofrer de novo.
Meus sonhos podem não ser tão grandes assim pra serem chamados de sonhos, mas são só meus e eu gosto de me inspirar.
Tipo, seria muito legal ter alguém pra viajar pra fora do país e conhecer um monte de coisa nova, a gente poderia tirar uma monte de foto fazendo aquelas poses engraçadas e eu poderia fazer um vídeo na volta, com nossos melhores momentos. Mas eu juro que também ia gostar muito se eu já tivesse companhia pra ir naquela feira de artesanato de metrô mesmo. Sem nenhum luxo ou facilidade, só pra gente curtir todos os segundos: a dúvida em que catraca passar, a torcida pra escada rolante rolar devagar, a demora pro metrô chegar, o banco pra gente sentar, os quarteirões que a gente caminhar, até o passeio entre as barracas em meio a discos de bandas que gostamos à peças de decoração divertidas.

Já pensei em estar dificultando demais a minha própria vida.
Sabe quando a gente exige um monte de coisa, esperando que a vida só seja boa se tiver x e y? É então, mais ou menos por aí. Já pensei estar descrente demais das pessoas e vou confessar que qualquer aproximação em minha direção não me faz pensar em nenhuma outra além das segundas intenções. Mas também, pudera, das vezes em que permiti poucas foram aquelas em que me surpreendi.

Eu mais vejo gente se esforçando em ser mais do mesmo do que ser o melhor de si mesmo.

Sabe o que é o pior disso tudo?
É que as minhas experiências nem tão boas assim e as minhas opiniões sobre como estão sendo as pessoas, se fazem já o bastante para eu desacreditar de coisas boas e de notícias felizes na minha vida. Só que lá no fundo eu não consigo pensar assim.
Ao escovar os dentes antes de dormir, eu sempre o olho pro lugar onde guardo a escova e penso que ela seria mais bonita se tivesse uma companhia. Quando preparo alguma bebida quente e rio do fumaça no óculos eu sempre penso se alguém também ir achar graça como eu acho. Nesses dias em que o calor não tem dado trégua, fico pensando que seria legal cuidar de quem eu estivesse, passando um protetor solar e avisando pra beber muita água. Eu gosto de cuidar. Quando vejo algum filme e comento em voz alta, alguma coisa me diz que seria bem mais divertido se tivesse mais alguém no meu sofá pra vibrar, chorar ou rir comigo. Quando estou preparando alguma comida e com uma colher pego um pouco do caldo para experimentar, eu ia gostar de perguntar pra alguém se está salgado demais ou não, bem como eu ia gostar de colocar mais um prato na mesa além do meu.

E sabe o que tudo isso significa?
Que apesar de todas as experiências que coleciono dessa vida, eu ainda prefiro pensar nas que ainda tenho pra colecionar. Por algum motivo eu penso que tenho muita coisa boa pra viver e pra oferecer, a questão é que eu só não consigo mais cair em encanto de plástico ou em meia dúzia de palavras para me confortar. Não precisa ser alguém perfeito, só precisa ser alguém que me faça querer responder e não só visualizar a mensagem.

ps.: Pessoal, sei que tá rolando um problema na hora de ouvir a música pelo celular e ainda não descobri o que houve, mas em breve, o blog vai mudar completamente e tudo voltará ao normal. Aliás, voltará melhor. <3
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Não vou te deixar roubar minhas músicas preferidas

Leia ouvindo:

Eu só não faço questão de esquecer porque por enquanto me faz melhor lembrar.
É bobagem lutar contra coisas que já me fizeram bem um dia.
E por mais mal que podem me fazer hoje, eu nunca vou deixar com que as experiências ruins sejam mais fortes que as boas.
Por isso eu deixo você exatamente ali onde ficou; deixo você na minha cabeça exatamente naquela última vez que a gente se viu juntos, naquilo que chamam de adeus.

É difícil ter que lidar com o que sentimos e o louco é que muitas dessas coisas que sentimos são ocasionadas por nós mesmos. Há quem diga que gosta de sofrer, que gosta daquela sensação de dor por amor e de ver os dias se arrastando pelo calendário. Eu não gosto de ver assim. Bem que eu queria encontrar algum prazer em te ver partir, mas quanto mais eu me vejo longe de você mais eu lembro de como eu era quando tinha você.

E esse é um lado bom de toda essa minha saudade.
Foi bom te ter pra saber o que eu posso ser por alguém. Eu te fiz e te falei coisas que ainda não repeti pra ninguém, mas essas mesmas coisas aumentaram a minha perspectiva sobre tudo que sou e tudo que posso ser por alguém.

Eu vou mentir se eu te disser que não penso como está sendo a sua vida sem a minha pra te acompanhar, principalmente porque este é um exercício que faço por você. Vez ou outra me pego pensando no meu mundo antes e depois de você. Lembro vagamente, mas consigo ver que antes metade do meu corpo era ansiedade em ter alguma ligação de saudade, então depois que você apareceu e assim partiu o meu corpo se preencheu de vontade de encontrar algum jeito te matar toda e qualquer saudade. Mas isso não é uma sentença, é um momento que me encontro.

Sabe, eu demorei pra reencontrar motivos pra sorrir depois que você se foi. Pode parecer meio drama de novela, mas a verdade é que eu não conseguia ser diferente.

É tolice fingir felicidade enquanto se vive de saudade.

Foi bem complicado porque você parecia me perseguir por todos os lugares, desde a companhia no meu travesseiro ao dormir aos passos que dava no meu local de trabalho. Eu tive que aceitar que lutar contra não ia melhorar, só ia me prejudicar, só ia amaldiçoar todo o meu sentimento.

Eu acho que gosto mesmo de você.
Acho que talvez ninguém nunca gostará mais de você do que eu.
Talvez ninguém saberá te fazer feliz de um jeito parecido como você disse que eu fazia.
Talvez toda a felicidade que você alcançar nessa vida jamais chegará aos pés daquela que te proporcionei um dia.
E não quero dizer que por isso eu sou melhor que alguém e que por isso você deve se arrepender antes de morrer, quero dizer que o que eu sentia era real.

Na verdade gostar de verdade nem sempre vale de verdade.

Isso significa que por mais que eu te provasse tudo o que eu sentia, não havia nada que eu pudesse fazer pra te fazer mudar de ideia e voltar a me ver de novo do jeito que já me viu um dia. Eu poderia falar ou fazer qualquer coisa, eu poderia até te fazer chorar na minha frente ao mostrar que o meu sentimento era seu, nada ia adiantar, pois você mostrava uma certeza no olhar capaz de me atravessar o peito e rasgar meu coração. E eu não te culpo, só estou falando que nem sempre a verdade resolve de verdade. Apesar de mesmo assim ser sempre o melhor caminho, ser sempre sinceridade.

Falar que gosto de você não trouxe e nem te trará de volta. E talvez eu nem precise mais da sua volta, até porque é o mundo que precisa de voltas, e dentro de cada uma dessas voltas, eu posso voltar a viver coisas novas que me façam voltar a ver que há valor nas voltas que o mundo dá.

O nosso sentimento é grande demais para nós mesmos.

Por isso que gostamos de gostar e que gostamos de ser gostados. Poucas coisas são melhores que se sentir um motivo especial para risos bobos e meia dúzias de piadas que só fazem sentido quando o coração acha graça.
E nós fomos mais ou menos assim.

Ainda estou aprendendo a lidar com a ausência do futuro que planejamos. Estou aprendendo a lidar com os filmes que vimos juntos, mas eu nunca vou saber lidar com as minhas músicas preferidas que dividi com você, pois eu nunca vou deixar com que as leve de mim. Você preferiu partir e já bastou levar uma parte de mim com a sua ida, eu não vou permitir que leve também toda a minha força de viver novos dias e a minha inspiração em ser para uma nova pessoa tudo de bom que fui pra você, não vou permitir que a trilha sonora da minha vida também faça parte da sua. Que você viva em paz, mas que me deixe também conquistar a minha paz, aquela mesma paz de tempos atrás, quando eu tinha muitas coisas que eu gostava até me entregar pra você e com isso entregar parte do que sou para a sua vida.
Eu só não faço questão de esquecer porque por enquanto me faz melhor lembrar que eu cresci.

ps.: Pessoal, sei que tá rolando um problema na hora de ouvir a música pelo celular e ainda não descobri o que houve, mas em breve, o blog vai mudar completamente e tudo voltará ao normal. Aliás, voltará melhor. <3
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Como você quer que alguém goste de você?

Como você quer que alguém goste de você?
É que você parece tanto querer que as coisas aconteçam do jeito que deseja, que até cabem perguntas desse tipo.
Ele não pode se aproximar de você, perguntar o seu nome e te elogiar que você já vira a cara e diz que esses não prestam e que todos são iguais. Já chama de “conversa fiada”.
Ele também não pode te chamar pra sair pra fazer qualquer coisa que você já pensa que ele só quer terminar a noite de outra maneira. Ele não pode nem confessar que sente vergonha de falar sobre o quanto gosta de você e o quanto você é interessante pra ele, que você já diz que ele é cheio de mimimi demais e que certeza que é daqueles caras grudentos.
Ele também não pode ser mais ousado aqui ou ali.
Não pode deixar a mão correr pelo seu corpo no momento do beijo que você dispara um “Opa, vamos com calma”. Ele também não pode optar por te respeitar no mesmo momento do beijo e não tentar nada muito ousado que você já sabe que vai dizer para as amigas “Aff, ele é muito mole!”.
Se ele abre a porta do carro você ri e chama de brega, se ele não abre você nem sente falta porque não faz a menor diferença. Se ele te elogia você recusa.
Se ele te toca na balada pra falar ao pé do seu ouvido, você já faz gesto para as amigas se aproximarem e te salvarem dali. Se ele te convida pra ir ao cinema você inventa qualquer desculpa pra cancelar. E se vai, muitas vezes se força a evitar com que qualquer coisa melhor aconteça. Se você aceita e tudo acaba só em cinema, você diz que ele não sabe lidar com uma mulher. Se ele pede para que os amigos estreitem os laços entre vocês, você chama de infantil e brada que ele não tem atitude. Se ele te puxa pra te beijar desprevenida, você diz que tem pressa demais e que ansiedade atrapalha qualquer coisa.

Como você quer que alguém goste de você?
É que você, às vezes, parece encarar como tudo tão simples mas esquece que o valor está no esforço em viver.
Se ela aceita sair, você já pensa que é claro que ela vai aceitar terminar a noite numa cama qualquer dessa cidade. Se ela posta uma foto do rosto na internet você vai chamar pra conversar e “brincar” que está com ciúmes sem mesmo ter acontecido nada. Se ela te chama pra conversar sobre qualquer coisa, você já trata de inserir aqui e ali uma outra indireta que deixa claro que as suas intenções são sempre as segundas, esquecendo que as primeiras são as mais valiosas. Se ela te beija na balada você diz que foi muito fácil e já pensa que outros caras virão depois de você. Se ela sai com você mas não te beija nenhuma vez, você já desiste e julga como perda de tempo demais. Se ela não te deixa colocar a mão aqui ou ali você já chama de frescura e já desanima pra todo o resto. Se as amigas dela tentam estreitar o laço entre vocês, antes de se permitir, você julga no que vai ser interessante se envolver ali. Se ela te ajudou a ter uma noite incrível pra lembrar depois, você dá dessas de comentar com os amigos como se fosse mais um troféu pra guardar. Se o passeio foi incrível mas nada em especial aconteceu, você já trata de se culpar por isso, sem sequer ter tentado o contrário.

O problema está em você.
Talvez se pensasse que a melhor coisa é quando os dois aproveitam as coisas sejam diferentes. E aliás, as pessoas são diferentes. Tem vezes que dá pra perceber que ele quer te beijar, e talvez você possa facilitar isso se estiver minimamente confortável pra viver um momento bom a dois. Tem vezes que ela quer você faça um convite pra sair, e você pode facilitar isso se pensar que a companhia dela pode te fazer muito bem e que poucas coisas são melhores que proporcionar um sorriso em alguma outra pessoa.
São tantas regras e tantos modos de ser, que a gente esquece de ser do jeito que queremos. No fim, tudo que ela quer é ele, e tudo que ele quer é ela, mas preferem ficar nos joguinhos de “não vou responder agora pra não parecer que estou gostando demais”, ou “já fui atrás, agora é a vez dele(a)”. Ou prefere não facilitar, prefere criar problemas, ou prefere julgar, ou prefere ter certeza se é do jeito que você gosta, ao invés de conhecer um novo jeito que você pode gostar.
Quem sai ganhando com isso: ninguém. Você sabe do respeito que deseja que tenham por você, então, só precisa deixar claro de que maneira quer esse respeito. Ao mesmo tempo, você sabe de tudo que gosta e sabe quando alguém está se esforçando pra viver um segundo sequer da vida com você, então, só precisa deixar com que aconteça do jeito que os dois quiserem. É aquele negócio, o mundo já não anda fácil por um monte de coisa, é burrice se tornar mais uma coisa pra dificultar esse mundo.

Afinal, como você quer que alguém goste de você se você não deixa ninguém gostar de você?

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Vai viver assim ou vai viver melhor?

Esse negócio das “coisas darem certo” é difícil demais, né?
Na nossa cabeça, “dar certo” significa viver aquela história de amor eterno dos filmes. Mas ora, por mais baseados que sejam, os filmes são reais?

A gente tem mania de viver atrás da vida perfeita e esquece que a felicidade está no fato da vida ser imperfeita.

Por muito tempo eu me culpei pelas coisas que fiz, que falei e que deixei de fazer. Não deixei minha vida parar, mas também não a respeitei de um jeito que hoje eu penso ser justo. Sem problemas também, era a minha margem de imperfeição sobre o que é viver, era eu mergulhado em uma certeza que cega que fazia sentido pra mim.

A melhor coisa de estar vivo é saber que amanhã será um novo dia.

Para todos os efeitos: é bom saber que o amanhã vai chegar.
E se o amanhã no caso tiver a ver com dor, cabe mudar a forma de ver e pensar que um dia mais longe do que queremos é um dia mais perto do que merecemos. E isso é o que vale a pena.

Bem, apesar de todos os meus erros, na medida do possível eu segui tocando a minha vida vivendo as coisas que me fazia bem e me inspiravam. Muita gente me apontou o dedo pra me dizer o que é o certo, mas poucas foram as pessoas que me estenderam a mão pra me ajudar a ver o que é o certo pra mim. Então, dentro disso, pouco a pouco eu vi o mundo girar e pude sentir cada segundo passar como navalha no meu rosto.

Foi bom me machucar pra agora ver aquela dor cicatrizar e me lembrar de tudo que eu preciso evitar.

As coisas começam a mudar quando a gente enxerga que é preciso mudar. Há quem nos ajude aqui ou ali, mas a força maior está e sempre estará dentro de nós mesmos.
Hoje me lembro de palavras bonitas que usei pra resumir o que eu acho do que é bom nessa vida e, não me arrependo, mas agora eu procuro conhecer novas palavras para definir coisas ainda melhores que estou vivendo.

Hoje eu procuro alguma palavra que resuma a importância que você tem na minha vida.
Vou te falar que estou cansado de procurar e talvez eu use os apelidos que te dei como uma forma só minha de te provar como a minha felicidade depende da sua.
Me sinto bem em poder continuar fazendo as coisas que amo de um jeito melhor do que já fiz um dia, de um jeito que me deixe feliz, de um jeito que te orgulhe e te motive a continuar comigo me fazendo feliz como em nenhum dia deixou de fazer.

É na dor que rasga o peito que chegamos mais perto do coração.

O negócio é aproveitar o corte que sangra sem parar e chegar mais perto do que somos e do que nunca poderemos deixar de ser: nós mesmos. É no nosso coração que mora a raíz do que somos e de todos os sentimentos que queremos viver nesse mundo.

Sabe, chega uma fase na vida, independente de idade, que um botão aparece na nossa cabeça do tipo: “E aí, vai viver assim ou vai viver melhor?”. É um botão isento de julgamentos, pois muitas vezes nós precisamos viver as coisas que vivemos por mais estranhas que pareçam ser, mas é um botão inspiracional, um botão que nos mostra que dá pra ser melhor do que está sendo, que dá pra ser mais feliz do que já pensamos ter sido um dia.

Hoje eu gosto de morar no teu abraço de bom dia.
Gosto de tocar a sua pele e sentir arrepio só pelo jeito que me olha. Hoje eu gosto de fazer as coisas que mais gosto agora com a sua companhia pra deixar tudo ainda melhor.

Você me mostrou que eu teria vez nessa vida e que por mais longa que fosse a queda-livre que eu pensei estar, mais forte a sua mão me segurava pra me ajudar.

Hoje eu gosto de fazer de nós dois um só.
Gosto de te ter por perto pra me ajudar e gosto de saber que o teu beijo é meu e que as minhas palavras preferidas hoje são só suas. E que as novas também. E que os apelidos também.

Apesar de tudo, hoje eu prefiro não me lembrar de tudo que já fui um dia, prefiro me concentrar em tudo que vou ser ainda e em tudo que posso fazer pra te ver mais feliz do que já foi nessa vida.

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Quando o “bom dia” é só pra você, sabe?

Leia ouvindo:

As coisas não são as mesmas para as pessoas.
Agora me pego pensando nos esforços que já fiz e em qual valor eu tive sobre cada um deles e chego a conclusão de que nada nunca saiu como eu gostaria, e eu sei, raramente as coisas vão acontecer do jeito que nós queremos, mas sim do jeito que precisa acontecer.

A força em ser tanto esforço assusta.

Na ideia de ter uma vida intensa e cheia de coisas boas pra compartilhar, é complicado ver que cada uma das suas atitudes acabam não resultando em algo como gostaríamos.
Ninguém faz ideia do quanto eu penso em que roupa vestir toda vez que consigo marcar de sair com alguém. Ninguém faz ideia em como é difícil eu me sentir bem, olhar no espelho e confirmar que não sou de se jogar fora. É um exercício tão, mas tão cansativo, que toda vez que me vejo sem o resultado que eu espero acabo me perguntando se vale a pena ser 100% esforço assim como eu sou.

Eu sou assim, daquelas pessoas que vivem pra celebrar.
Por isso toda vez que tenho um encontro é esse encontro a primeira coisa que penso ao acordar. Por isso eu tento fazer com cada segundo compartilhado seja um segundo pra ser lembrado, por isso eu não meço os limites pra deixar claro o quão especial está sendo aquele momento ali e o quanto aquilo me faz feliz.

É foda porque aí eu vejo as coisas acontecendo tão mais facilmente para as pessoas lá fora. E não é um lance de inveja, sabe? É um espanto pela facilidade com que aparentemente vivem. Vejo gente começar e terminar um relacionamento da mesma maneira como começam e terminam as refeições de todos os dias; é tipo uma atividade rotineira, sabe? Poucos sabem o valor que eu dou à quem dedica parte do seu dia e da sua vida pra dividir algo comigo, que seja uma ida a sorveteria ou a um show de uma banda qualquer, só o fato da pessoa aceitar ser minha companhia já me realiza, imagina o valor que dou as bocas que beijo? E aos corpos para os quais entrego o meu corpo?

Talvez eu valorize as pequenas coisas até demais, só que eu não consigo ser outra pessoa. Eu sou quem sente frio na barriga quando o celular vibra com uma mensagem nova no whatsapp da pessoa que estou saindo; eu sou quem pergunta para os pais se a roupa está boa quando vou encontrar essa pessoa; eu sou quem vai até o encontro cantando as músicas que eu gosto, fazendo com que de alguma maneira eu me sinta mais confortável para os momentos à seguir; eu sou quem fica feliz quando sinto que o ‘bom dia’ foi só pra mim. Sabe essas coisas? Todas pequenas coisas, mas são delas que eu gosto, são elas que me fazem sentir melhor e me dá mais força pra encarar a rotina.

É que eu fico triste quando encontro quem não vê da mesma maneira que eu.
Fico triste que para algumas pessoas tudo isso não passa de mais uma coisa qualquer, enquanto eu troco qualquer outra coisa por mais dessas. E de novo, não se trata de não esperar que as pessoas reajam como eu reagiria, se trata de dar valor à tudo que envolve viver um momento com alguém. Apesar de cada um dar valor de uma forma diferente também.

Parece um papo de gente chororô e depressiva, né?
É isso que pensam as pessoas que valorizam só o que convém e não o que as mantém.
É especial pra caralho receber uma mensagem de saudade, é especial ver que você está inserido nos planos do fim de semana de alguém. Isso nos mantém estimulados; isso é o que deve ser valorizado.
Aqui vale até pensar, todas as pessoas desse mundo são livres, sendo assim, a partir do momento que alguém decide pegar parte dos próprios dias para dedicar a outra pessoa é onde se constrói o valor ao que vale a pena nessa vida. Aqui estamos na origem do que é gostar de alguém e se sentir gostado por alguém. É a semente da valorização da vida.
As palavras que ouve, os beijos que dá, o sexo que faz, os abraços que divide, enfim, tudo o que te dão na vida é algo que foi dado só pra você, ou pelo menos no momento em que acontecia era só pra você. A fração de segundo ali era só sua.

No que tem a ver a relacionamentos, nossa vida é uma eterna busca por pessoas que se encaixam na fase em que estamos vivendo. Tem vezes que encontramos algumas incríveis mas a nossa fase não é tão incrível assim e acabamos desistindo. Tem vezes que a fase é incrível e nos aparece de tudo na vida menos uma pessoa relativamente incrível. E nisso, a gente acaba nivelando a vida por baixo e se contentando com a média: a pessoa menos pior, a menos cafajeste, a menos grossa, a menos tendenciosa a traição, a menos um monte de coisa, exceto, a menos propensa a desistir em fazer o melhor por nós.

Difícil é quando a gente se vê acostumando não com o mínimo, mas com o pouco.
O pouco aqui é a pessoa que faz pouco caso do mínimo, ou seja, quem não liga tanto assim em se esforçar pra fazer com que a vida seja do caralho e acaba oferecendo o básico do que é preciso pra viver. Não é questão de exigir alguém incrível, mas dá pra começar bem se esse alguém já souber que se for pra viver na média é melhor não viver coisa nenhuma.
É só deixar claro quando aquele ‘bom dia’ bonito foi só pra gente e não pra mais um monte de gente.

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Essa ansiedade não combina com felicidade

Leia ouvindo:

É, deixa o negócio rolar mesmo. Não está tudo indo tão bem?
Pra quê se preocupar em saber se vai acontecer como você quer?
Pode ser tão mais gostoso se acontecer de um jeito que você vai gostar, seja como for.
Sei que a ansiedade é muita, mas não precisa ter pressa.
Vai indo pouco a pouco, de um jeito que te mantenha o riso no rosto.
Concordo que nessas horas é grande a vontade de ter logo a conchinha garantida todo fim de semana, mas ao tentar acelerar as coisas tudo o que conseguimos é: viver tudo rápido demais.

Não é também pra entrar em joguinhos que matam as suas vontades.
Sabe aquela coisa do “não vou mandar essa mensagem pra não parecer que estou gostando demais?”, então, é bem por aí: não precisa fazer isso. Esse negócio de manter as aparências não está com nada. É tão mais gostoso quando conseguimos viver de um jeito que nos traga alívio, e um belo ponto de partida pra isso acontecer é viver as coisas do jeito que sentimos ser certo, não do jeito que pensamos.

Não precisa ter pressa, está tudo bem.
Você já se perguntou se está fazendo o seu melhor?
Porque é aquela história, nós esperamos tanto da vida, tanto das pessoas com quem estamos, que mal lembramos do que estamos fazendo, mal lembramos da nossa parte em fazer com que as coisas aconteçam.

Enquanto deixa o tempo passar,
você pode parar, respirar e pensar em como tem agido com tudo isso.
É bom mesmo que as coisas não se definam assim tão rápido. Talvez seja esse o momento de você fazer aquele exercício de pensar nas coisas que já errou em outras histórias, e com isso, entender tudo que você não pode errar de novo.
Até mesmo essa sua ansiedade em querer logo um “compromisso sério” e acabar com essa “enrolação” pode se um sinal de um grande descontrole seu em saber lidar com quem você gosta.
Reflita: se é difícil pra você controlar a ansiedade agora, querendo aí meter o pé pelas mãos e já resolver tudo de uma vez, imagina então quando decisões maiores exigirem de você?

É uma questão de aproveitar o tempo.
É claro que faz todo o sentido querer logo as respostas pra poder ter noites mais tranquilas, mas se você pegar esse tempo e usar a seu favor, mal não te fará.
Lembra daquela vez que aumentou o tom de voz pra explicar o por quê da sua desconfiança? Lembra então daquela sua possessividade em querer ter tudo ao seu controle, onde tornava a pessoa que estava com você em seu refém? Pode parecer que faz muito tempo, mas tudo isso faz parte de você e são coisas que não deve esquecer.

Então começa mudando por aí: por dentro de você.
Deixa o negócio rolar, deixa as coisas acontecerem.
Você só precisa ter certeza de que está fazendo o seu melhor, de que está fazendo tudo que gostaria que fizessem por você, mesmo sabendo que isso é algo que você não pode se prender, que não pode esperar.
Você tem seu jeito de lidar com o tempo, as outras pessoas tem o delas.

Poxa, não está indo tudo bem?
Não estão se falando numa boa e sem crises antecipadas?
Então é isso, não tem o que criticar, tem é que aproveitar.
É que nós temos uma mania horrorosa de querer que o mundo faça as nossas vontades, queremos tudo pra ontem e tudo do nosso jeito. Só que estamos falando de outro alguém também, outro alguém que também tem as suas vontades e o seu próprio tempo de levar as coisas, sem contar uma coisa muito importante em tudo isso: estamos falando de sentimento.

Continua vivendo a sua vida numa boa,
continua chamando no WhatsApp quando dá vontade, chamando no chat do Facebook.
Pode continuar ligando só pra saber como foi o dia, pode continuar propondo coisas para o fim de semana. Pode falar sobre os shows que quer ir esse ano, pode falar como vai no trabalho e como gostaria que fosse, enfim, pode falar sobre qualquer coisa como se nada tivesse acontecido entre vocês, ou melhor, como se nada estivesse pra acontecer.

Está tudo bem, faça a sua parte que a vida fará a dela também.

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Quando empurrar com a barriga acaba com a vida

Você precisa de paz.
É que se você tiver paz, muita coisa boa vem junto também, sabe?
É claro que saúde também é importante, ou melhor, mais que isso, é fundamental, mas uma boa dose de paz no coração deixa a saúde de qualquer um em dia.
É por isso que você não deve se acomodar.

Pior que não conseguir resolver o problema é nem tentar.

Sabendo que nenhum dia é igual ao outro é justo considerar que também somos diferentes dia após dia, e com isso, novas vontades chegam, velhas vontades se vão. É que rola um temor das pessoas em fazer as coisas dentro dos padrões, em manter as aparências e em evitar climão. Mas na tentativa de manter a boa vizinhança sobre a própria vida, é essa mesma vida que é prejudicada.

Você não precisa continuar essa história se ela não estiver te fazendo bem como já fez um dia. Seja um namoro, seja um rolo, seja uma ficada.

É claro que você deve pensar muito bem antes de tomar qualquer atitude, pois às vezes as chances que você cansou de dar podem ser as mesmas que você desejaria receber. A saída pra evitar arrependimentos é agir de acordo com o que você se sente confortável, os mais racionais pensam mil vezes e acompanham o que a cabeça diz, já os menos racionais assim preferem seguir o que o danado do coração diz, por mais incoerente que pareça, mas se trata de uma questão de paz.

É normal sentir o medo de mudar as coisas assim tão drasticamente, mas boa é a chuva que rega as plantas, ou seja, se for pra mudar que seja pra surtir algum efeito na sua vida.
Nós tendemos a nos acostumar com o momento e esquecemos que o momento passa do mesmo modo que chega. É assim e sempre será.

Não estamos falando aqui sobre como é fácil colocar o difícil em prática, muito pelo contrário, mas estamos falando sobre coragem de ver a vida mudar.

As coisas acabam e essas mesmas coisas se recomeçam.
Pior mesmo é sentir medo de qualquer tipo de mudança, pois elas não são infundadas. Toda mudança tem o seu valor. E às vezes o que parece ser trágico pode ser a saída para algo bom lá na frente.

Terminar uma história também não significa que você queira soltar o freio da sua vida e cair na perdição, significa que no momento atual essa história não está condizente com você. É uma questão de momento. Talvez amanhã volte a fazer sentido; talvez nunca mais você vai lembrar o quanto fez sentido um dia. Tudo isso faz parte.

E dá pra pensar de outra maneira também.
Ao ser sincero com o que se sente, automaticamente você está sendo sincero com a outra pessoa e, vai saber, de repente tudo que a pessoa precisa de você é a sua sinceridade pra seguir a vida. Tem vezes que a gente atrapalha mesmo sem querer; eis as boas intenções.

Aquilo que já foi estímulo um dia não pode se tornar um empecilho da noite pro dia.
Você não pode se tornar um percalço na vida de alguém. É preciso fazer uma parceria com a vida.
Se a sua história já estiver clara pra você, tipo, se já estiver claro que você não está na mesma sintonia pra continuar, por quê não ser honesto e deixar isso claro antes que essa angústia se transforme em dor? E pior, dor em quem você já gostou um dia? Falando assim, pode parecer tudo muito fácil e até meio insensível, mas é trazendo para o chão que a gente consegue ver até onde os nossos braços alcançam.

A pior coisa a ser feita num momento desses é levar tudo em tom de brincadeira.
É vir com a conversa furada de “sermos amigos” ou coisa do tipo. Isso é tudo um monte de merda do protocolo sobre o fim. Não tem que querer nada além de deixar claro os seus sentimentos.

Todo novo beijo tem potencial pra ser eterno.
É no momento do beijo que apertamos um botãozinho na cabeça e pensamos: “opa, não quero parar nunca mais!” e a atração dura enquanto este sentimento existir. Mas ele pode acabar, você pode se cansar, você pode se interessar por outra pessoa ou pode, cruel e simplesmente, se interessar mais por você mesmo do que por qualquer pessoa. Isso é um direito seu.

Aqui estamos falando sobre coragem para dar fim à coisas que não estão tão bem assim; sobre ter coragem de assumir que já foi melhor do que está hoje; coragem pra conversar, esclarecer e usar da sinceridade pra revelar o que se sente.

Até mesmo as mudanças podem mudar, poucas coisas são definitivas nessa vida.
Mas o que não pode existir é o medo de encarar; o medo de encontrar a paz.

Amar é se colocar no lugar.
E se fosse com você a história a ser empurrada com a barriga?

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