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Eu quero mesmo é que se exploda

Uma vez eu falei que amava uma pessoa e aí pensei que nunca mais diria pra outra. Fazíamos planos e até os nomes dos filhos nós já tínhamos. Aí quando surgiu outra pessoa eu tinha certeza que ela essa a pessoa que eu mais amava na vida. Já tínhamos escolhido onde morar e onde seria a nossa lua de mel. Essa pessoa me abriu os olhos pra ver que eu posso me enganar e que isso nem sempre é problema, desse modo, me fez acreditar que todo o amor que eu já senti um dia não se comparava ao que eu sentia por ela, e que pra mim, ela seria a última pessoa a ouvir confissões de amor da minha boca. Até aparecer outra pessoa que me fazia rir com coisas que nunca imaginei. Até aparecer outra e depois outra.

É claro que eu já quis o amor dos filmes.
(e tenho o direito de ainda querer!)

Já quis viver aquela felicidade que a propaganda mostra e já quis fazer aquelas viagens no fim de ano pra ter um monte de foto depois. E eu quis isso tudo com todas as pessoas com quem vivi algo digno para se chamar de história.
Não me arrependo, porém, de nenhuma delas, não me arrependo de não ter dado certo como eu imaginava e nem de eu ter me decepcionado tantas vezes. Na verdade, devo dizer, na verdade eu posso dizer até que devo agradecimentos pra cada uma delas, pois foi graças à essas pessoas que já passaram por mim que eu me tornei quem eu sou hoje.

O amor é algo muito bom pra ser sentido apenas uma vez. A vida é justa.

Evidente que injusto é querer comparar o que sentimos por cada uma das pessoas, até porque nós gostamos de uma coisa em cada uma delas, gostamos mesmo é de pedaços das pessoas, mas onde quero chegar é que em todas as vezes em que estive certo de que aquele era o amor da minha vida e de que aquilo jamais acabaria, eu me enganei até conhecer o próximo amor da minha vida.

O amor mora em cada piscada de olhos que damos.

Eu poderia enumerar algumas centenas de motivos para me fazer desacreditar nessa história de gostar de alguém de novo. O fato de eu ser uma prova de que podemos gostar de muitas pessoas nessa vida me gabarita pra espalhar por aí que essa história de uma pessoa só pra vida toda é tudo história pra boi dormir. Mas eu não faria isso. Eu não brincaria com o sentimento de ninguém nem em brincadeira.

Minhas decepções trouxeram mais que lágrimas; trouxeram lições.

Foi em cada “não estou mais afim de continuar” – ou algo do tipo – que já ouvi nessa vida que percebi quão forte a gente consegue ser quando quer. Depois de juntar os cacos do que sobrou de mim a cada novo fim, sempre me reergui de modo que parecia que eu nunca tinha passado por algo ruim antes. Eu nunca menti, eu nunca fingi! Acontece que eu preferi mudar a forma de ver e simplesmente coloquei na cabeça que essas pessoas não me merecem. Nós podemos ter o orgulho do que sentimos!

Nem toda pessoa é digna da nossa companhia.
E nós sempre seremos a nossa melhor companhia.

Só que quando estamos envolvidos, bem lá no meio do furacão, faz sentido ignorar qualquer conselho e o que vale mesmo é mergulhar sem olhar pro fundo do mar. E eu acho isso bonito porque é muito legítimo! Vivem a vida aqueles que se permitem.

O que mudou em mim daquela pessoa que pensou se apaixonar pela última vez, para essa que hoje brada que o amor sempre vai acontecer, é que hoje eu prefiro parar de planejar as coisas. Parei de pensar que porque não deu certo uma vez nunca mais dará de novo. Parei de pensar que todas as pessoas são iguais. Parei de ser tão calculista sobre o que eu devo sentir – o amor não se calcula. Que saco ficar lendo um monte de coisa que me diz o que fazer, música que falta dizer como é bom sofrer, eu quero que tudo isso se exploda. Parei de querer ser de um jeito que acho agradável e comecei a ser do jeito que eu sinto que devo ser. Parei de sentir tanto medo em recomeçar de novo. Parei de ficar lembrando de quem já gostei.

De tudo que eu parei de fazer, o que ainda permanece intacto em mim é a minha vontade de viver dias bons pra comemorar, venham do jeito que vierem. E parecer clichê, né? Que assim seja, que seja clichê não querer sofrer também.
Hoje eu só não quero mais pensar em coisas que não deram certo na minha vida e nas pessoas que dela partiram, prefiro dedicar minha vida pra tudo de bom que está chegando.

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Márcio Rodrigues.
instagram: @marciorodriguees

Eu já falei sobre isso antes?

Leia ouvindo:
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=wYBCiN401ds&w=560&h=315]

Não é preciso sorrir todo dia.
Digo, é fundamental e valioso caso consiga, mas tem dias que as coisas simplesmente não funcionam. Isso faz parte de todos os dias que vivemos, uns melhores, outros nem tanto.
E existem algumas coisas capazes de melhorar o dia de qualquer pessoa. As conversas com amigos ou um episódio bom do seriado favorito ajudam, bem como um passeio despretensioso em dias de sol ou uma mensagem de saudade. Mas tem também outras coisas além dessas que salvam qualquer pessoa.
Tem o que eu gosto de fazer com você.

Isso que fazemos é de fato algo que podemos chamar de nosso.
É um momento em que construímos um mundo pra nós dois; um mundo onde só vivem nós dois. Não se trata de egoísmo, se trata de particularidade, de um tempo nosso.
Eu fico bem em te fazer bem e pra mim sempre vai ser um privilégio conseguir te ajudar assim dessa maneira que tanto gostamos.
Há um prazer que cada um de nós sente se manifestar de maneiras diferentes, mas é louco ver com os corpos reagem e como gostamos de viver esse segundo.

Tem dias que nem os refrões que mais gostamos são capazes de melhorar alguma coisa, o que queremos mesmo é algo que não podemos comprar nem buscar na internet. E que bom isso!

Não há facilidades que substituam a realidade.
Não há frase de efeito que dê mais efeito que uma atitude com afeto.

E esses nossos momentos são até meio que não planejados.
É um negócio de “deu na telha, vem”, sem muitas regras ou modos de como e onde fazer.
É engraçado que muitas pessoas fazem do mesmo que fazemos, mas talvez nós vemos isso como uma cereja do bolo das coisas boas da vida e talvez, vai saber, as outras pessoas até vejam da mesma forma que vemos, mas a questão é o valor que aprendemos a dar sobre isso que é tão nosso. Não quero dizer que somos melhores que ninguém, mas só que gostamos de um jeito que ninguém pode gostar mais.

Eu gosto de quando percebe que não estou bem e sem falar me lembra de como isso é bom. Gosto de quando reage sorrindo quando isso acontece pela primeira vez no dia.
Talvez nem nós saibamos ao certo como mensurar os efeitos que isso tem em nossa vida, mas pelo menos nós sabemos muito bem aproveitar. E assim funcionam algumas das melhores coisas da vida: só pra aproveitar, sem saber o por quê.

Às vezes eu morro de ansiedade pra te encontrar e contar como foi o meu dia, falando sem parar ao desabafar sobre coisas que não concordo do trabalho ou o stress que passei por algum motivo, que geralmente não foi por culpa minha. Isso tudo dura até que nos presenteamos com esta que é uma das coisas que mais gostamos. O mundo meio que para e eu simplesmente não consigo mais pensar em nada; as coisas fogem da minha cabeça como se nunca tivessem aparecido antes. É louco, mas é ótimo.

Eu não quero ousar e entrar na discussão de tentar definir, sei lá, como se tornasse uma fórmula pronta que estará sempre ali quando eu precisar. Eu não quero. Não quero, até porque toda vez que fazemos é de um jeito diferente. Funciona igual o “oi” que damos no chat na internet, é igual todas as vezes, mas todas as vezes é igualmente bom trocar um “oi” sincero. Até que faz sentido, né?

Nessa de tentar explicar as coisas, esquecemos de aproveitar cada uma delas.

Me faz bem te ter por perto pra me encontrar aí com você.
A ideia aqui não era falar sobre o quanto a gente se dá bem e com isso talvez causar alguma inveja em alguém, ou pior, causar algum preguiça sendo ‘mais pessoas que falam sobre como se gostam e o quanto não querer se largar’, blá blá blá, a ideia não é me viciar na nossa história. A ideia aqui é só desdobrar em algumas palavras como fico quando sinto a sua respiração no meu pescoço, quando sinto o seu coração bater colado ao meu, quando sinto você deitada no meu peito fazendo dali um lugar que não quer sair, quando sinto que esse é um jeito nosso de celebrar as micro vitórias da vida, da vaga no estacionamento ao sucesso em qualquer outro evento do dia a dia; é um jeito nosso de também encontrar força para superar as derrotas que podem aparecer, um jeito de dar um oi e tchau, um jeito nosso de melhorar o que já é bom, de ver que o “dar as mãos pode ser ainda melhor. A ideia aqui é falar sobre o quanto nós gostamos de abraços.

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Se eu nem lembro do jantar, quanto menos de você

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Leia ouvindo:
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=3g-hEYf7wKo&w=420&h=315]

Que fase boa é essa a minha.
Já vivi tanta angústia que nem lembrava mais do gosto da comida.
Pois você sabe né, tem aquelas dias que a gente briga que nem dá vontade de comer, quando alguém termina com a gente então, nem se fala, é normal ver uns quilos indo embora com a pessoa que deixou a nossa vida. Tá vendo como nem o fim é de todo um mal? Mas passou, ainda bem que passou.

Hoje eu nem reclamo mais, parei, da vida mais do que querer alguém eu quero paz.
Se eu tiver um beijo pra animar meu fim de semana ou algum flerte pra me tirar o riso no meio da rotina, eu já vou gostar.

Meu horóscopo só me diz que “mês tal vai estar retrógrado”, mas dizer que uma pessoa especial vai chegar além das minhas contas pra pagar que já chegam, ele não me diz, né? Então eu passei a ignorar.
Sei que até pode parecer um certo desapego, um desprendimento e até um ceticismo sobre ter alguém comigo, mas é aí que qualquer um se engana.
É claro que ainda solto um choro com uma cena que me amolece o peito nos filmes, bem como solto um riso sincero quando vejo um casal aqui ou acolá, o que mudou é que ao invés de eu desejar me tornar um casal assim também, algo tipo  “que bonito os dois, queria poder andar de mãos dadas também ♥”, passei a pensar: “que coisa bonita é o amor!”. Sabe? Eu mudei a forma de viver o que sempre vivi.

“Ah, então assim você pode se considerar ileso de qualquer decepção?” Não, claro que não. Até porque, como eu disse, ainda me permito ter uma queda por um sorriso que ilumina ou meia dúzia de palavras sobre o que é bom dessa vida, mas posso assumir que isso é uma maneira que encontrei pra me proteger de caprichos.
É, caprichos! Aquela negócio de gente brincar com o que a gente sente ou aquilo que chamam de gente que tá “tocando o puteiro”. Vou te falar, sei lá qual é o meu problema mas eu só me meti em furada enquanto eu queria mesmo era meter viver outra coisa. Mas também não tem como fugir, né? Do nada a gente se vê ali derretendo por alguém que enxergou um ponto fraco na gente e pronto: ja saímos cantando os refrões cafonas e achando graça nas crianças pelas ruas com o pensamento de “imagina ter um filho um dia” e aquelas coisas que a gente planeja sem nada ter acontecido.

Já fui vítima daquele tal do “é que acho que você está gostando mais de mim do que eu de você”. Teve também aquela do “o problema sou eu e não você”, isso sem contar uma das minhas preferidas: “eu gostaria que a gente continuasse amigo, gostaria de continuar falando com você etc”. Já quis matar mas hoje da vontade de rir quando lembro disso, porque cada uma dessas pessoas que me falaram isso um dia vão procurar em outra pessoa o que só encontravam em mim. Não é um desejo, é uma verdade.

Não me tornei menos sentimental, tampouco menos confiante no amor sincero, só me tornei mais pé no chão. E também não dá pra garantir até quando isso vai funcionar, mas já tá me fazendo bem como tem funcionado.

Passei pela fase também de rejeitar todos os convites pra sair.
Hoje eu comemoro quando desejam a minha companhia, até porque o jeito que a noite vai terminar não depende só da pessoa, mas de mim também. Eu também estou no controle!

Acontece que nós só queremos viver a vida mas nunca paramos para organizá-la. A luta é sempre contra nós mesmos e contra o que pensamos. É mais fácil ouvir o refrão depressivo quando a saudade chega do que ouvir um refrão feliz pra sacodir a poeira. E o problema está bem por aí, o problema está na acomodação, no modo que consumimos a vida fazendo com que ela consuma a gente.
Ué, se eu sei que ouvir essa música quando me dá saudade me faz ainda pior, pra quê vou ouvir? Foi pensando nisso que troquei o disco.
Não esqueço de nenhuma boca que beijei nem dos corpos que me entreguei, mas guardei todos num lugar valioso do meu coração e ficarão lá até que eu sinta vontade de relembrar pra compartilhar com alguém.

Que fase boa é essa a minha.
Mas é só uma fase, logo mais a vida me traz novidade sobre o coração capaz de me fazer ignorar isso tudo e cair na cilada de colocar “amor” na agenda do celular ou dos “me liga quando chegar” depois de partir. E não tem problema também, vai ser bom e serei diferente quando chegar, o fato é que pelo menos por enquanto estou sabendo lidar com quem mais vale a pena na minha vida: eu mesmo.

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Não adianta ficar lendo essa mensagem mil vezes

Leia ouvindo:
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=ibmKeyEZiLo&w=560&h=315]

As pessoas cansam da gente.
Uma hora também cansamos delas e assim vamos vivendo o calendário.
Sei que tentamos entender, tentamos decifrar o que diabos significa alguém dizer que gosta de você um dia e no outro não querer mais te ver como te via, mas se não dá pra ter certeza de muitas coisas em histórias iguais a essa, da pra ter certeza de pelo menos uma coisa, por mais vaga e assassina que seja: é assim mesmo.
E as coisas melhoram quando paramos de brigar e preferimos aceitar.
A vida é a trombada sem querer que damos em desconhecidos no metrô. Vez ou outra aceitam as nossas desculpas, vez ou outra nos pedem desculpas, mas vez ou outra também torcem o nariz e nos ignoram, bem como sequer compadecem do nosso desconforto o que dirá pedem alguma desculpa.

Na colheita da vida sábios são os que plantam para ter e não pra vender.

Dá pra gente mergulhar mais nessa angústia toda.
É louco pensar que entregamos o nosso corpo a alguém que julgamos merecedor, que abrimos espaço para companhia nos planos tão nossos, que abrimos mão de coisas que gostamos para aprender a gostar de outras também, e então, esse alguém desiste de continuar; esse alguém prefere seguir pela mesma estrada que a gente só que sem dar a mão. Aí nos vemos lá, assistindo esse mesmo alguém sumir no futuro que parece tão distante mas está logo ali naquela mensagem que não queremos apagar. E até que isso aconteça somos obrigados – não há outra palavra – somos OBRIGADOS a conviver com uma série de situações que pioram ainda mais o estado que nos encontramos. De uma hora pra outra os seriados perdem o sentido, os amigos em comum se tornam empecilho e os mesmos lugares onde íamos juntos, voltamos sozinhos. É isso. Cruel e real, mas esta é a vida que nós temos e as fases que a recheiam.

É natural perder algumas horas trocando palavras com amigos em busca de algum tipo de conforto. Eles são os melhores nisso! Repetimos o mesmo ponto de vista como se algo fosse mudar o que aconteceu. Gostamos, no entanto, de ver por outro lado – pelo menos nessa hora – e então cavamos motivos pra trazer alívio já que o coração falta saltar pela boca às vezes de tanta raiva, às vezes de tanta dor e em todas as vezes de tanta saudade.
Então faz bem ouvir pontos de vista de quem gostamos. Muitas vezes a nossa vontade é ouvir coisas que materializam as cenas que a gente imagina, tipo: “Já já a pessoa vai te ligar e vocês vão se acertar” e frases otimistas como essa soam como música e injetam sorrisos nos nossos rostos já tão enrugados de chorar. Só que o tempo passa, ninguém liga, nada se acerta e as contas não param de chegar. As folhas do calendário não param de passar.

As pessoas cansam da gente por vários motivos.
Umas se encantam com novos sorrisos, outras pelo fascínio que uma vida sem saudade é capaz de proporcionar. Tem também os que cansam por simplesmente não conseguirem mais se esforçar, por não conseguirem mais se manter a altura e não conseguirem retribuir o esforço que fazemos.

Alguns motivos para o cansaço das pessoas que gostamos até que fazem sentido, outros só sentindo.

Dói porque parece que a partir de então vivemos todos os dias para apagar qualquer tipo de lembrança e cada vez que a gente tenta esquecer, mais forte fica essa lembrança. O nome dos atendentes pela cidade são os mesmos e até as pessoas novas que conhecemos fazem a lembrança voltar involuntariamente.
O processo de desapego é doloroso. Leva tempo até que as músicas percam o sentido que ganharam. Demora muito até que seja possível passar naquela mesma rua de novo. Mas não podemos nos tornar reféns da vida que temos! Esta mesma vida, que embora incontrolável, é por vezes deliciosamente imprevisível e tão responsável por nos fazer renascer quando o buraco mais parece não ter fim.

A vantagem de chegar no fim do poço é valorizar o esforço que é preciso para voltar.

Isso significa que por mais doloroso que seja o fim, ele sempre terá uma lição pra colecionar.

A vida é boa demais para ser vivida com migalhas.
É necessário saber diferenciar esperança de caprichos.
As mensagens de “Oi, sumiu, você tá bem?” não necessariamente significam uma reconciliação, podem significar exatamente o que expressam, ou seja, nada mais que um ‘oi, sumiu, você tá bem?’. E nós somos os responsáveis por consumir a vida que temos!
Nós somos o que queremos ser! E o que somos é fruto do que já fomos.
Migalhas de esperança estão longe de preencher um coração.
Então é importante manter os pés no chão e não ceder à possíveis caprichos, pois as pessoas são ruins.

As pessoas são terrivelmente ruins quando querem!
Tem gente que gosta de provocar só pra ver a nossa reação. Tem gente que provoca ciúmes só pra que ver como será a nossa reação. Tem gente que inventa história pra ver se vamos nos comover. Tem gente que conta mentiras pra ver se vamos ceder. As pessoas são terríveis quando querem. É claro que seria tolice generalizar, mas a moral disso é que é preciso respirar.

É preciso respirar quando o coração quiser acelerar.
Não significa que conseguimos, mas sim que é preciso.

As pessoas cansam da gente.
E delas, porém, nós também cansamos.

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Eu sou tudo o que eu gostaria que fossem

Leia ouvindo:
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=mo1vXnmGOEw&w=420&h=315]

Quando eu paro pra pensar no que passei vejo como é bom ver como eu posso errar.
Logo eu que já pensei nunca mais conseguir superar algumas coisas que já vivi, hoje me vejo aqui vivendo mais um dia novo nessa minha vida que recomeça a cada dia.
Doeu pensar que o problema sempre era eu.
É normal eu sempre me perguntar sobre as coisas que faço, sempre me julgar, sempre me cobrar, sempre me vitimar, sempre me matar muitas vezes sem por quê.
Algumas vezes eu pensei em acabar logo com isso tudo, pensei em resolver de uma vez e eliminar as possibilidades de viver qualquer coisa ruim de novo, mas isso tudo dura até que eu sinta meu coração bater de novo. E é assim até hoje.

Vez ou outra lembro de algumas bocas que já beijei.
Lembro e tento imaginar quem hoje pode beijá-las.
Não lembro, no entanto, com alguma dor ou arrependimento, com sequer saudade, lembro como se eu estivesse relendo um livro que já gostei, pois as pessoas que passam pela nossa vida são como livros que a gente gosta e um dia gente pode até esquecer dos detalhes, mas nunca esquece dos livros.
Gosto de relembrar pra me encontrar.
É no passado que vivi que encontro tudo o que me faz presente aqui e pronto pra viver.

Tem vezes que lembro também dos motivos pelos quais já chorei.
Também não me cabe julgar se eram ou não motivos suficientes para tal, mas foram coisas que de algum jeito me faziam mal e tiravam as minhas noites de sono. Por um lado me frustra lembrar que algumas desses vezes eu chorei pelas boas intenções, chorei por estar pensando uma coisa e a pessoa outra, chorei por estar sentindo uma coisa e por mais que a pessoa demonstrasse o mesmo, no fim dizia que era outra. Chorei um bocado.

As folhas do calendário são as folhas do nosso próprio diário.

Isso quer dizer que apesar de eu riscar um por um dos dias que já passaram, eu não os ignoro, tampouco me envergonho, cada um deles fazem parte da coleção que eu sou.

Neste diário que escrevo todos os dias vejo espaço também para os dias que já sorri feito criança. São dias que me voltam o riso só de lembrar assim tão rapidamente. Dias em que tive companhia para conversar sobre os desenhos das nuvens ou sobre as estreias do cinema; dias de deliciosamente gigantes filas no cinema. Não falo agora num tom nostálgico ou algo como “será que eu nunca mais vou viver algo parecido?”. Do contrário, falo num tom de “Olha como essa vida é gostosa, embora caprichosa pra acontecer”.

E as vezes em que meti o pé pelas mãos? Ah, essas vezes.
Mensagens que talvez eu não deveria ter mandado, bem como ligações que eu não precisava ter feito ou demonstrações que eu não precisava ter desperdiçado. Por um lado me convence pensar que são erros passados nos quais não devo cometer outra vez, por outro lado, entretanto, eu quero mesmo é que vá a merda quem não soube valorizar cada um dos meus valiosos esforços e todo dia faço questão de exibir o melhor dos meus sorrisos pra quem eu posso confiar: eu mesmo. E quando me for necessário decido o jeito que eu vou ser, sendo eu mesmo do jeito que cada um merece que eu seja.

É no espelho de toda a manhã que eu vejo quem sou, quem já fui e quem gostaria de ser. É neste mesmo espelho que vejo cada vez que chorei e cada sorriso que já dei, e então, ao me arrumar pra ir viver mais um dia nessa cidade, procuro mentalizar coisas boas e novidades do bem para o meu dia, que seja mais semáforos verdes que vermelhos ou mais e-mails respondidos que ignorados.
Saio de casa carregando bem mais que a chave do portão e um celular cheio de saudade e flertes de fim de semana; saio de casa carregando um coração recheado de vontade de viver coisas pra me orgulhar e contar para os meus filhos um dia. Pode ser coisas tipo o dia em que consegui relevar o aperto no transporte público e apreciei melhor as minhas músicas favoritas, ou o dia em que salvei alguém na faixa de pedestre. Eu não sei. O que sei é que cada dia pra mim não é apenas um dia a menos para um novo fim de semana, cada dia pra mim se trata de mais um monte de oportunidades de me sentir melhor com as coisas que sinto e quero viver. Sou quem planta o que quero colher.

Sou eu que devo arregaçar as mangas e fazer jus ao salário que me traz comida no prato, sou que devo semear mais vontades de dar risadas do que motivos pra reclamar, sou eu que devo oferecer meus ombros pra quem eu gosto quando precisam de um canto pra desabafar. Também sou eu que devo ser o amor que eu tanto valorizo, sou eu que devo colocar efeito nas frases de efeito que leio, sou eu que devo aumentar a duração dos abraços, sou eu que devo convencer que gostei do beijo, sou eu que devo deixar claro o quão o sexo é especial pra mim apesar de eventualmente casual. Sou uma coleção, sou um álbum de fotos, sou verso e refrão, sou dias de sol e chuva, sou frio e calor, sou praia e campo, eu sou.
Se não sou tudo que eu gostaria que fossem pra mim, eu deveria ser. E serei.

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Um frio na barriga pra chamar de meu

LEIA OUVINDO:
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=wvN8EH9V3Ck&w=560&h=315]

Não precisa se esforçar muito não,
já vou gostar se conseguir fazer do mínimo algo pra gente comemorar.
Eu não quero ter motivos meus pra celebrar, quero construir com você os nossos próprios motivos.
Pra me ganhar não precisa de muita coisa não, alguns abraços sem hora pra acabar e uma mão no cabelo quando eu precisar já cumprem o papel de me chamar a atenção, sabe?
Talvez por falar isso pareça que estou ridicularizando os esforços que podemos fazer por alguém, mas não vejo assim. Mas não é por aí.

Prefiro que o mínimo seja feito na intenção do que o máximo na obrigação.

Meu brilho no olhar é mais incontrolável que o meu coração.
Isso quer dizer que tenho riso frouxo, às vezes com pouco eu já me sinto contente. E também não se trata de gostar de migalhas, se trata de valorizar o que se tem ao invés de reclamar pelo que se quer ter. Do contrário disso, também tem o fato de eu não conseguir me animar muito com ideias que valem cifras incríveis se o beijo a gente não conseguir completar.

Por isso você não precisa se preocupar em me impressionar.
Mais importante do que me contar o quanto viajou é me mostrar o quanto é capaz de fazer a gente viajar sem sair do lugar.
Será que estou conseguindo explicar do que eu gosto nessa vida?
Pensando aqui, talvez eu esteja falando a mesma coisa de formas diferentes, talvez se eu falasse que gosto mesmo é das “pequenas coisas” eu nem precisaria contar todo esse resto com essas versões. Mas sabe, eu gosto de ajudar.

A certeza do que eu gosto é o que me distancia do que me faz mal.

Isso quer dizer que eu não vou dar abertura pra viver coisas que só vão me dar dor de cabeça. Prefiro ter clareza sobre o que é bom pra mim e direcionar meus esforços nesses sentido.

No fim, eu só quero ficar bem, melhor ainda se for com alguém.

Se você for daquelas pessoas que gosta de telefonar, eu juro que vou gostar, mas se for daquelas que preferem uma SMS, em nada vai atrapalhar.
De alguma maneira, eu juro que sempre vou achar algum motivo pra ficar feliz por algo que fizer por mim, nem que seja lembrar todos os dias daquele seu “sim”.

Vou ficar sinceramente contente se você me inserir nos planos do fim de semana. Se me escolher pra contar alguma parte exclusiva da sua vida então, nem se fala.
Talvez a gente brigue algumas vezes por não conseguir se entender direito, mas se isso acontecer e for por isso, acredite em mim, vai ser sempre na melhor das intenções.

Minha teimosia em ser feliz é maior que a minha humildade em aceitar a tristeza.

Então assim, quando a gente brigar, vamos combinar que vai ser sempre melhor a gente sentar e ouvir o que o outro tem a dizer. Não para querer convencer, mas pra evitar piorar. Talvez a gente nem se entenda e por isso mesmo a briga nem vá pra frente, mas talvez algum de nós entenda melhor, facilitando pra nós dois. Ceder não é submeter, é aprender.

Espero que goste de mordidas no meio do beijo.
Se você curtir uma massagem nas sextas à noite, você também vai ganhar e muito.
Nos shows que a gente for eu não vou me importar muito em você insistir em ir mais perto do palco; no meio daquela muvuca toda. Desde que não reclame dos gritos que eu der também.

Não precisa se esforçar muito não, viu?
Se você garantir que tudo o que fizer pra gente será feito com amor, não necessariamente amor por mim, mas o amor que gostaria que fizessem por você, eu já vou gostar.

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Nos clichês você pode confiar

Leia ouvindo:
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=3N04dGy6big&w=500&h=70]

Você vai se apaixonar e vai dizer que nunca sentiu nada igual antes.

Você também vai dizer que é essa pessoa que você vai querer morrer ao lado.

Vai chegar uma hora que você vai sentir ansiedade pelo primeiro “eu te amo”.

É normal você ir mais vezes ao cinema e começar a acompanhar as estreias já pelos jornais.

Você vai rir de coisas que sempre achou sem graça.

Você vai ver beleza em coisas que nunca sequer reparou que existia.

Você vai se ver nos refrões que nunca imaginou na vida. E vai ter vergonha deles. Mas não vai se importar.

Você vai falar no diminutivo e vai dar apelidos que só vocês dois sabem. #oun

Você vai passar a não se importar com a demora das outras pessoas na escada rolante.

Geralmente no começo você vai se vestir melhor e tentar usar sempre um bom perfume.

Você vai querer fazer surpresas e dar presentinhos sem motivo especial. (ou deveria)

Apesar de você saber que não se dá bem com as palavras, você vai escrever alguma coisa e justificar: “eu não sou bom com as palavras”.

Você vai começar a rir quando ver outros casais nas ruas.

Você não vai se importar em passar algumas horas no telefone falando sobre as mesmas coisas. Todos os dias.

Você vai postar na internet ainda mais coisas sobre paz e amor.

Você vai amar feriados como nunca pensou que conseguiria amar mais nessa vida.

Você vai comer pipoca como nunca pensou que conseguiria comer mais nessa vida.

Você vai gostar de dividir suas coisas. Tipo a sua cama.

Você vai gastar um pouco mais de dinheiro indo à shows.

Você se permitir dividir seus programas preferidos da TV.

Você vai dar nomes para os filhos mesmo mal sabendo lavar a louça.

Você também vai escolher o bairro onde e morar e já vai ter a casa planejada.

Você vai revelar suas músicas preferidas.

Você vai querer conversar pra definir uma música que sirva de trilha sonora os dois.

Vai ter uma hora que você provavelmente vai se afastar dos seus amigos.

Vai ter um dia que você vai precisar de todos eles de novo. E eles estarão lá.

Talvez você não queira pedir desculpas um dia esbravejando: “sempre sou eu quem corre atrás”

Você vai querer de todas as maneiras se desculpar por alguma coisa.

Você vai lembrar do passado de um jeito que não deveria. Mesmo sem querer.

Você vai ver que as sextas-feiras são mais divertidas no sofá.

Se você não gosta do calor, você vai começar a dar mais chances pra ele.

Se você não gosta do frio, você vai começar a achar mais graça nele.

Você vai querer fotografar vocês dois de algum jeito que pareça espontâneo.

Você vai mandar links durante o dia só pra ganhar um: “hahaha gostei”, “nossa, que legal!”, “vamos também?”

Aliás, você vai começar a aceitar mais convites como nunca conseguiu aceitas antes na vida.

Você vai pedir pra avisar quando chegar em casa.

Você vai se esquecer de avisar quando chegar em casa.

Você vai detestar as noites de domingo.

Mas vai amar as sextas às 18hs.

Você vai querer comprovações adultas: “Você gosta quanto? Muito? Mas muito quanto?”

Você não vai se importar com a cara amassada ao acordar.

Em alguns casos, você vai querer usar um pijama que nem é seu.

Você vai deixar com que a pessoa sente na janela.

Você vai querer alertar sobre o carro à frente.

Você vai preferir ficar por cima.

Você vai pedir pra ir com mais força.

Você vai ver que xingar, em alguns momentos, até que faz bem.

Você vai ver que alguns tapas não doem tanto assim.

Você pode até não perceber, mas estará dentro de um monte de clichês. E com isso, você vai perceber que se não em todos, em alguns clichês você pode confiar. E você vai se entregar de um jeito sem igual, e se caso acabar, você vai achar que vai morrer e que nunca mais vai viver algo parecido de novo, até você gostar de alguém de novo. E aí você vai se apaixonar e vai dizer que nunca sentiu nada igual antes. <3

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Antes de mais nada eu quero me desculpar

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=kV4kvoIbzs0&w=420&h=315]

Quero pedir desculpas pra você que já passou pela minha vida, infelizmente de um jeito que eu não pude retribuir. Eu sou essa mudança constante todos os dias e gosto de ser assim. Renasço em cada nascer do sol. Mas o fato de eu poder mudar dessa maneira não necessariamente é um motivo pra eu me orgulhar, é sim algo para eu considerar e respeitar, mas o tempo me mostrou que quando as minhas mudanças influenciam a vida de outras pessoas, a partir daí então eu preciso saber respeitar.
Eu sei que já fiz alguém chorar. Eu sei que já falei coisas que eu não precisava falar e fiz coisas que eu não precisava fazer, por isso eu quero me desculpar.

Pode parecer que não, mas eu lembro de cada pessoa na qual já dediquei parte da minha e que tenha feita isso por mim também. De uma certa maneira me dá uma raiva por eu não ter conseguido retribuir tudo que pra mim foi sentido por algumas dessas pessoas, mas eu posso mentir pra mim, só não pro meu coração. As minhas voltas pra casa foram de alívio, mas eu sei que as voltas pra casa de quem ouviu de mim que não dava mais pra continuar foi terrível.

A gente sabe que nas escolhas da vida nem todos saem ganhando. mas a gente esquece.

Me invade uma coisa boa ao lembrar e reconhecer os esforços que já fizeram por mim. Me lembro bem. É bom saber que tem alguém a fim de compartilhar a própria vida com a gente. Esse tipo de coisa dá uma sensação boa de “eu não sou assim uma pessoa tão ruim”, pois é muito legal conhecer uma outra pessoa legal que tenta fazer com que nossos dias sejam melhores.
Por isso, apesar das coisas nem sempre saírem como ambos planejam, eu sei valorizar e essas pessoas eu nunca vou esquecer.
Quando falei no começo que eu queria me desculpar, é porque eu sei que parte da culpa de muitas histórias que vivi não terem dado certo é minha. Só que esse é o tipo de coisa que só entra na cabeça com novas experiências. Não há receita sobre como se comportar em cada história, exclusivamente porque estamos falando de histórias entre pessoas diferentes, que pensam diferente e gostam diferente. Mas isso não é motivo que justifique tudo. Eu já errei e errei feio. Já perdi a paciência quando não precisava, já vi o meu ciúmes me dominar, já deixei de me preocupar, já tentei me vingar, já fiz um monte coisa de que resultaram em tudo, menos em algo bom pra mim ou pra quem estava comigo.
Você que já passou pela minha vida: eu lembro do seu beijo. Eu lembro como foi que a gente começou, eu lembro de como você me olhava e do tempo que durava o nosso abraço e lembro também de como você me falava que a nossa história te fazia bem. E enquanto existia em mim alguma motivação pra continuar, eu sempre gostei de viver essas coisas e de sentir essa coisa boa por mim, mas agora eu quero me desculpar.
São desculpas que talvez um dia poderei falar pessoalmente, mas que por enquanto são transmitidas em forma de bons sentimentos, pois se alguns de vocês eu não vejo mais, o que me resta é direcionar a minha força de vontade pelas coisas boas aqui de longe. O pensamento tem poder.
Errei pela falta e errei pelo excesso.

O lado bom de me rever dessa maneira e de tentar me desculpar sobre todas as merdas que eu já fiz e falei é agora eu posso melhorar. O lado ruim é que talvez não com alguma das pessoas com quem já dividi a minha vida, mas com uma nova que está por vir, e que por mais que não venha assim tão breve, eu posso melhorar por mim mesmo, numa tentativa de me preparar ao ser uma pessoa melhor pra quando alguém novo aparecer.
Eu estou longe de ter perfeição, mas estou muito perto de aprender. Todos os dias.
Tenho em mim uma inquietação em procurar ser uma pessoa do bem e espalhar essas coisas boas com todos que converso.
Obviamente ao falar das desculpas que eu gostaria de pedir por quem já passou pela minha vida, significa que em algum momento eu vou colher pelos erros que cometi, é o tal do plantou, colheu. Só que ao invés de pensar no que de “ruim” eu venha a viver nessa vida pelos erros que cometi, hoje prefiro me preocupar em reconhecer com o coração que eu também errei muito e errei feio. E que eu não quero ser os erros que já fui um dia! Não se trata de um apelo para que a vida não “dê o troco” pra mim, pois eu preciso ser humano pra reconhecer minhas falhas e pra aprender com cada uma delas, seja como a vida quiser me ensinar.

As experiências nos fazem diferentes.
Não quero dizer que por isso é preciso sair por aí atrás de mil histórias pra colecionar. É possível aprender todos os dias com a mesma pessoa; dá pra ter muitas experiências com quem você gosta. Se é o amor que buscamos, é no amor que devemos confiar e uma história real, onde os dois aprendem, só resiste se tiver amor, do contrário ela deixa de ser uma história e passa a se tornar um acordo entre duas pessoas viciadas a se tolerarem.
Se as experiências são o que nos fazem diferentes e todo dia nasce um sol novo pela frente, significa que todos os dias temos uma nova chance de fazer melhor que ontem.

Todo mundo aprende, o que muda é a velocidade do aprendizado.

Talvez eu tenha errado tanto por querer que tudo fosse do jeito que eu gostaria e não do jeito que deveria ser. É uma mania de todas as pessoas em querer controlar a vida.
Só que hoje eu já me sinto uma pessoa melhor. Hoje me fez sentido pensar que se eu tive um dia maravilhoso com alguém, a missão é fazer com o próximo dia seja ainda mais maravilhoso e não só me contentar com o que “estamos bem”, a busca é pelo “estamos cada vez melhor”. Hoje me faz sentido pensar que se as coisas não vão bem eu tenho algumas escolhas a fazer: – primeiro eu posso me rever e enxergar onde também errei, – segundo que eu devo valorizar os esforços de quem está comigo em melhorar, – terceiro que o que está em jogo numa relação não é só a vida de um deles, mas a história que os dois escrevem. E dentro dessa história não pode ter lugar pra covardia e pensamento mesquinho; é necessário pensar por dois.
Me desculpe passado e que bom que tive você pra me fazer melhor no presente.

Se eu pudesse, mataria cada um de vocês

Leia ouvindo:
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Não precisa ser ninguém especial, eu não estou pensando e nem gostando de ninguém agora, mas que seja alguém que me faça sentir diferente.
Como é que eu vou ter coragem de me entregar de novo se a minha cabeça é cheia de lembranças que eu gostaria de esquecer? Estou me afogando na minha própria vida.
Eu sei que não dá pra saber como a vida vai ser, mas eu juro que gostaria de saber como vai ser a próxima pessoa a aparecer na minha vida, eu juro que gostaria de saber se eu vou chorar mais vezes do que vou sorrir, e é claro que eu gostaria de saber dessas coisas a tempo de eu encontrar alguma maneira de sofrer menos do que já sofri nessa vida.

Cada célula do meu corpo é a soma de todo o amor que eu sou.

Este mesmo eu que apesar de ser grande parte feito de amor, tem parte também cheio de saudade. Eu sou a saudade das vezes que ri de perder o ar e sou saudade das conversas a noite entre um filme e outro e também das noites em que outras coisas foram mais interessantes que os filmes.

Só que eu tenho medo do que me espera nessa vida.
É difícil quando a gente tem certeza do que quer, quando a gente sabe tudo o que está plantando mas não sabemos o que vamos colher. Não é contraditório, é claro que pra mim faz sentido pensar que se é o bem que estou propagando hoje é este mesmo bem que vai me abraçar amanhã, mas esta esperança não senta ao meu lado nas voltas pra casa, nem me acompanha nas risadas da TV. A esperança não me dá a mão nas noites de frio e nem aproveita comigo os dias de calor.
Eu não estou falando de pessimismo, é que eu gosto de me virar do avesso pra enxergar por dentro. Tem gente que confunde o exercício de se analisar com a tendência em querer morrer. Eu não quero morrer! Antes fosse eu querer uma solução assim, eu só queria ter certeza de que não vão mais brincar com o que eu sinto! Eu só queria saber se na próxima vez que eu for entregar o meu corpo, eu vou sentir algo mais do que dois corpos juntos; eu quero mesmo é sentir os dois corações como um só.

Este mesmo medo todo que estou falando se traduz nas vezes em que hesitei quando tentaram me beijar ou até mesmo nas vezes em que relutei em aceitar convites gentis para fazer alguma coisa.
Me dá preguiça me ver dentro dessa conversinha toda de sair com alguém, pois pra mim tudo não passa de uma encenação recheada de segundas intenções. E não que eu seja contra segundas intenções nas primeiras saídas, mas eu não gosto quando consigo ver no olhar essas pretensões. Mesmo assim, estou sempre disposto a me surpreender e é sempre delicioso ver quando a gente erra para o bem.

Eu não quero ser melhor que ninguém, não quero ser quem faça esquecer, nem quero alguém para me evitar de lembar. Não quero ser uma pessoa nova numa velha coleção de beijos ou noites de sexo. E eu sei que isso pode romantizar demais a vida real que o mundo apresenta, mas nem que seja eu a última pessoa a se encantar pelo amor real dessa mesma vida real, eu vou continuar sendo essa pessoa.
Eu quero me sentir diferente pra uma só pessoa nesse mundo. Eu quero me sentir uma pessoa real.

Eu quero ser tratado como alguém que faz a diferença e não como alguém diferente.
E há diferenças nas diferenças, explico: ser alguém que faça a diferença é ser alguém que inspire e que sirva de motivação para viver dias melhores, agora, alguém diferente, é só alguém não parecido com outro alguém, e sabendo que nenhuma pessoa é igual a outra, nós já nascemos diferentes umas das outras.

Eu não acho a vida injusta, mas eu ia gostar se ela fosse mais prática.
Essas coisas aqui em nada tem a ver com a minha parte em fazer a vida acontecer, isso é outra história e estou certo de que faço. Essas coisas tem a ver sobre a minha desconfiança nas pessoas e sobre o meu medo de me sentir como um brinquedo novo ao invés de um novo motivo para brincar. E que raiva me dá lembrar do tanto de merda que já ouvi e do jeito que já me fizeram de idiota! Minha raiva aumentar ao saber que eu sempre tive um sentimento sincero. Não entra na minha cabeça a ideia de ter que aceitar que tem gente que só aparece na vida da gente com a intenção não de completar, mas de tumultuar nossos dias. E se eu pudesse eu mataria cada um de vocês que arrancam a paz do coração de quem sabe usar o coração. Ou não, pois a vida é um troco.

Eu já pensei um milhão de vezes que o problema sou eu por de repente cobrar demais do destino, mas percebi que na verdade eu não quero nada em especial, tipo, eu não sonho com nenhum cenário específico já desenhado na minha cabeça, eu só quero o que eu mereço e, pelo menos, o que me tranquiliza é a certeza de que cada coisa que eu faço nessa vida faço por um bem maior; faço por amor.

E então a incerteza em saber se eu vou conseguir ter alguém que valorize pelo menos os meus esforços é o que me alaga de angústia dia após dia. Rasguei os manuais, joguei fora os roteiros e deixei tudo nas mãos da vida, mas isso não anula o fato de eu me preocupar em viver de novo as coisas ruins que já vivi um dia. É medo, é um legítimo medo.

Mas sabe, tem algo de engraçado em me ver aterrorizado com as pessoas.
Eu não consigo mudar quem eu sou! Por mais dor que eu já possa ter sentido, eu nunca consegui ser diferente em cada nova experiência, eu nunca consegui mudar as coisas que mais gosto em mim e isso é motivo pra eu me orgulhar. Isso significa que nenhuma dor que já vivi foi capaz de sequer ameaçar o amor que eu guardo dentro de mim. Eu zelo por esse amor como a joia mais rara desse mundo, afinal, se tenho tanto medo de me machucar significa que eu tenho muito medo de que quebrem algo valioso em mim, e isso nada mais é que o amor que cultivo desde que nasci. Ao me ver agora falando sobre os meus medos, consigo ver o quão inabalável é o amor que tenho! E isso é motivo para eu comemorar, pois se não fosse a certeza de que o que eu sinto é algo absolutamente especial e de valor sem igual, talvez eu não teria resistido até aqui pra contar história, talvez eu tivesse desistido quando a primeira lágrima escorreu lá atrás.

Isso significa que tem dias que aquela mesma esperança de dias melhores que nem sempre me acompanha na volta pra casa, é a mão que me segura quando estou prestes a ruir, é a mão que me acalma a alma quando nada mais parece me dar calma, é a mão que me ajuda a digitar minhas palavras preferidas por maior que possam ser as feridas.

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Eu duvido que você não vai gostar

Leia ouvindo:

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É claro que você chama a atenção.
Talvez não do jeito “previsível” que gostaria, algo como te falarem que você está irresistível, mas acredite nas entrelinhas, pois elas raramente mentem.
E você tem muito a oferecer.
Você sabe muito bem o que fazer quando quer esbanjar charme. Você sabe qual foto postar pra ganhar like, você sabe o que dizer para ser agradável e sabe muito bem como elogiar. E mesmo que se ache a pessoa mais estranha do mundo e alegue não saber fazer essas coisas, é só você pensar em no que pode evitar, ou seja, se acha que não sabe ser agradável, não diga algo para te tornar desagradável; se acha que não sabe elogiar, não diga algo que passe longe de um elogio.

A gente sempre sabe alguma coisa, nem que essa coisa seja a coisa errada. E por isso a gente pode evitar.

Tem dias que a gente acorda querendo dar um beijo no espelho, né? (é claro que tem!)
Tudo bem que é mais fácil acordar travando uma guerra com o cabelo ou com uma espinha em um lugar inapropriado, mas tirando isso, a gente sabe muito bem quando estamos irresistíveis. E se caso você nunca se sentiu assim antes, talvez essa seja a hora de se rever.
Uma das melhores coisas em estar vivo é saber que todo dia podemos mudar, seja pelas lições que aprendemos ou pelas coisas que nos inspiram, tipo os dias melhores que queremos viver.
Tem roupas que lhe caem muito bem, já outras nem tanto.
Tem coisas que você diz que fazem as pessoas rirem, já outras nem tanto.
Tem ideias que você divulga que são bem boas, já outras nem tanto.
Entende o exercício?
Não estamos falando de perfeição ou em se tornar uma pessoa x ou y, estamos falando sobre pegar o que temos de melhor e deixar o mundo inteiro ver.
Tipo, tem gente que consegue ser sexy no jeito de caminhar, outras no jeito de falar, outras no jeito de olhar. Cada pessoa tem um ponto forte a exaltar, o negócio é descobrir o seu e sair por aí seduzindo o mundo. Isso, o mundo, por quê não?

Melhor do que viver cada segundo dessa vida é viver cada segundo dessa vida dando o nosso melhor.
Então assim, as cantadas no metrô podem até não te render namoros, casamentos ou sequer beijos, mas podem te render uma troca de olhares daqueles bem provocativos que te farão rir feito besta, que te farão contar para os amigos pelo WhatsApp mas que durarão até a próxima estação. Todo dia é uma nova oportunidade pra gente se sentir a vontade e lutar pra ser feliz de verdade.

Outro ponto é parar de se colocar como vítima.
Se percebeu que tem alguém te olhando não necessariamente significa que há pasta de dente no seu rosto ou que o seu zíper está aberto, às vezes ela só está te olhando pra te admirar, e por mais que isso possa ser coisa da nossa cabeça, é sempre melhor acreditar nas possibilidades boas da vida, né?
Sabendo disso, bom mesmo é sorrir, falar, caminhar e fazer qualquer coisa como se estivesse com uma plateia te olhando. Sabe o seu momento de se tornar uma estrela? Você tem que fazer com os dias sejam recheados de momentos como esse.

Entenda, não estamos falando de sedução gratuita daquelas que só rendem tropeços e palavras cheias de saliva no rosto da pessoa (eca!), estamos falando sobre o jeito que você mexe no cabelo, no caso das mulheres, e no jeito que você olha dentro dos olhos, caso dos homens. Mas claro, servindo as mesmas ideias para ambos os sexos.

Poucos lembram, mas somos sim um poço de charme. Ah, se somos!
Nosso olhar tem potencial pra tirar a roupa de uma pessoa – com o consentimento dela, claro. O jeito que a gente abraça pode excitar mais que muito sexo. Até mesmo o jeito que expomos nossas ideias é uma grande arma não de sedução, mas de valorização do que de melhor nós temos: nós mesmos.

Nós somos tudo que de melhor nós temos.

Sei bem que tem dias que nem reza braba consegue levantar a auto-estima e que tudo o que a gente mais quer é voltar pra casa e se enfiar embaixo das cobertas. Dentro disso entramos naquela sabida questão das formas de ver as velhas coisas. E se ao invés de lutar contra os dias em que não acorda bem, você não tenta procurar uma maneira de fazer com que seja um dia pra você se orgulhar por algo novo? Se somos o que de melhor temos, é possível valorizar alguma coisa nova nossa todo dia. Nos dias em que nenhuma roupa te fizer se sentir bem, use o seu melhor perfume. No dia em que todos os perfumes te irritarem, use a sua melhor roupa. No dia em que nem as roupas ou os perfumes conseguirem levantar seu alto astral, ouça suas músicas favoritas e foque o seu dia em ser uma belíssima companhia no seu trabalho ou nos estudos. Nós sabemos muito bem como ser melhores do que já somos. E poucas coisas são mais prazerosas do que proporcionar prazer à alguém.

Essa conversinha furada de “Aff, hoje nem eu estou me aguentando” não passa de uma defesa infantil de gente que quer mimo. Veja, não há animal neste mundo que não goste de um mimo, mas este mimo há de ser conquistado e não mendigado. Então, nos dias piores, trate de encontrar maneiras de transformá-los em dias nem tão ruins assim. “nem tão ruins assim” já é muito melhor que “os piores dias”, né?

Então funciona assim: você que está lendo isso até agora, já pensou no que fazer agora para se tornar uma pessoa mais sexy? Já pensou que você é uma pessoa sexy? Vamos esclarecer que se os likes nas suas selfies forem tudo que precisa pra te fazer melhor, você precisa se internar. Esqueça o que dizem, curtem, comentam de você e foque na sua vida real. Essa sua vida cheia de contas pra pagar e de dias com espinhas. Eu quero provocar você que está lendo este texto: depois de refletirmos aqui brevemente sobre algumas coisas que podemos explorar em nós mesmo, o que você pode fazer AGORA? “Ain, mas estou em casa, não há nada que eu possa fazer!” Ah não? E aquelas meia dúzia de palavras irresistíveis que você sabe bem como usar, por que não manda agora pra alguém? Procurar conversa não dói em nada.
E se mesmo assim não puder fazer nada agora, o que você pode fazer NA PRÓXIMA oportunidade? Já sabe o que vai vestir? Já sabe sobre quais assuntos vai conseguir conversar?

Este é o momento de você se sentir uma pessoa deliciosa. É o momento de olhar pra si, de olhar pra tudo de delicioso que há em você e repetir pra si mesmo: “Eu sou uma pessoa deliciosa!”
“Ain, mas eu sou uma pessoa normal ué!” Legal, em meio a outras bilhões de pessoas normais do mundo, da sua rua, do seu trabalho, da sua faculdade, você quer mesmo ser só mais uma delas?

Você sabe muito o que fazer e como fazer para deixar saudade por onde quer que passe.
Numa dessas você pode deixar mais que uma saudade, quem sabe uma vontade. daquelas bem das gostosas por aí? Uma vida sem excitação não é uma vida com emoção e eu duvido muito que você não vai gostar de se rever.

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