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Parar pra quê se eu não quero e nem você?

É que você me conhece menos do que imagina,
ou pelo menos, por enquanto, menos do que eu gostaria.
Nunca fui daqueles que gostam por gostar, que se entregam por se entregar. Acontece que sou sempre muita verdade nas coisas que sinto e que falo.

Meus amigos sabem bem das vezes que deixei meu coração acelerar.
Não foram tantas, mas foram boas. E nunca me arrependi.
Apesar de não ter vivido tantas histórias assim, fiz com que todas fossem histórias para nunca esquecer. Sempre me dediquei e sempre fiz questão de deixar clara a importância que tinha – e terá – na minha vida cada boca que um dia eu já beijei.

É bem verdade que o tempo me ajudou a amadurecer e as histórias que de amigos já ouvi, me fizeram ter uma consciência mais lúcida sobre o que é se envolver, sobre o que é ter certeza se estou gostando tanto assim como penso. Porque sabe como é né, esse negócio de falar que gosta de alguém é muito sério, só que às vezes a gente fala uma coisa quando estamos sentindo outra, ou sentimos uma coisa e no fim falamos outra.

Sobre gostar, normal é se enganar.

Mas devo te falar, viu? Apesar de ser ansioso até demais, as coisas tem mudado para o meu lado.
Como na mais clássica e sedutora história de cinema, eu não estava lá nos meus melhores momentos quando você apareceu. O louco é colocar na cabeça que a vida, ah essa danada de vida, faz os dias passarem no capricho que ela bem entende.
Bem, eu estava saindo de um longo relacionamento e por isso é normal rolar aquela ferida de “que pena”, apesar, entretanto, de a minha história só ter tido o fim oficializado, pois já tinha acabado de fato há mais tempo do que eu queria aceitar.

O problema é quando deixamos de gostar e começamos a nos viciar na pessoa.

Chegou um momento que eu não sabia muito bem o que estava vivendo, mas por algum motivo continuava vivendo aquilo. É louco, né? É sim.
Fazia muito tempo que não via mais a pessoa do jeito que me fizesse suspirar como é importante ver para manter a relação num nível médio de convivência. Sem querer – ou não – a gente foi se afastando e o que nos prendia, talvez aquele vício, não nos prendeu mais.

Mas quer saber?
Essa história de se prender em história que ficou pra história não está com nada.
Vou guardar o que é bom, esquecer o que foi ruim e deixar isso pra trás.

Aí você veio com esse teu jeito todo seu de ser.
Por um momento pensei ter desaprendido como é se envolver com alguém de novo, sei lá, não que eu não confiasse em mim, mas rolou aquele pensamento de “que bom que ainda sou interessante, mas como lidar?” e o lado bom foi que eu até que me dei muito bem com essa situação entre nós dois.

Em pouco tempo me vi rendido ao velho jeito de entrar alguém novo na minha vida.
Nós não nos pressionamos, pelo contrário, gostamos mesmo é daquele vai-e-vem e quando pisquei os olhos a sua boca já era minha. Que coisa louca! E então quando dei outra piscada estávamos fazendo de uma noite para dois.

Bom é quando a gente lembra que a vida escorrega.

É, escorrega, sabe? Sabe quando a gente acha que tem o domínio da situação e tchãram, não temos o domínio nem do que estamos fazendo muito menos do que sentimos? Então, é tipo isso.

Gosto dessa brincadeira de gostar de novo de alguém novo.

Acontece que agora vem aquela temida hora que a gente se pergunta sobre como vai ser, né? No caso, eu me pergunto.
Tenho tentado fazer dos nossos momentos juntos, momentos pra você não querer viver com outra pessoa na sua vida, mas não sei até que ponto isso é forte o bastante como eu gostaria que fosse.

Tem que começar uma história fazendo história.

Ou seja, estou tentando, sem forçar nada, te mostrar que gostei da sua companhia no carro e do som da sua risada pra acompanhar a minha. Gostei do jeito que você me olha, das músicas que ouve e de como vê os dias de sol. Gostei também de como cuida do seu corpo e até das suas unhas assumidamente não tão bem feitas assim como diz. Gostei do frio que você fez voltar na minha barriga.

Gostei de um montão de coisa que vivemos até aqui e estou tentando fazer tudo o que estiver ao meu alcance pra te mostrar como é legal ter alguém ao seu lado que sabe gostar de você.

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Quer comprar o livro “Um Travesseiro Para Dois?”:

(fotos do lançamento em São Paulo: http://migre.me/haGLh)

É muito simples: O valor do livro + tarifas é R$ 40,00.Mande um e-mail para: umtravesseiroparadois@gmail.com com seu endereço completo + uma foto do comprovante de depósito, e então, assinarei seu livro (se quiser, claro!) e mandarei para o correio.

Os dados bancários para depósito são:
Banco Itaú
Agência: 0758
Conta Corrente: 08708-4
Márcio Rodrigues dos Santos.

Antes tarde do que mais tarde

(leia ouvindo a música!)

Já percebi que se eu reclamar não vai mudar.
Entendi que nem todas as coisas vão acontecer como eu gostaria, simplesmente vão acontecer.
Hoje consigo ver o limite da minha insistência.
Liguei tantas vezes e nunca tive resposta, chamei tantas vezes no chat e só tive “mensagem visualizada”, deixei recado e não tive retorno, confessei saudades e não fiz bem algum.
Mas no fundo acho genuína essa minha vontade de acertar.
Só que ela nunca pode ser maior que a vontade de viver, sendo que, viver é acertar e errar.
Tem coisas que eu falei que não fizeram tão bem quanto pensei.
Tiveram outras coisas que não quis falar mas que poderia curar.

Ouvi cada história louca e cada tipo de conselho que dou risada só de lembrar. É que acho engraçado como as pessoas tentam descobrir as respostas da nossa vida. Umas dizem “mas já passei por isso”, outras “é isso que você deve fazer”, mas a verdade é que ninguém sabe na verdade sobre o que deve ou não ser feito.
Não culpo ninguém além de mim mesmo. Eu expus algumas coisas da minha vida na tentativa de encontrar algum refúgio e alguma palavra que, sobretudo, acalmasse meu coração. Tive que arder os olhos de tanto chorar pra entender de uma vez por todas que ninguém pode me ajudar do jeito que eu quero ser ajudado, e mais do que isso, que eu não devo forçar com que as coisas passem, que as lembranças se apaguem e que saudade acabe.

Fui me deixando respirar.

Tem vezes que meu coração bate tão rápido que não me deixa respirar.
E esse é um problema. Pois a partir do momento em que nosso coração faz alguma coisa que atropele todas as outras, a gente deve repensar. É claro que não estou dizendo para não seguir o que o coração diz, pelo contrário, mas que é importante a gente saber listar as prioridades da nossa vida.

Amor é importante, mas viver é tudo.

É melhor ter uma noite de sono feliz do que viver em busca de um motivo feliz para ter uma noite de sono.

Ou seja, nem tudo que pensamos precisar, precisamos de fato.
Algumas vezes coloquei meus desejos e minhas vontades de ter a quem mandar mensagens de saudade na frente das minhas necessidades de viver.

Isso tudo tem a ver com a ansiedade de ver as coisas acontecendo!
E o nosso desejo de pisar no acelerador e viver tudo o mais rápido possível. De ver a dor passar, ver o tempo passar, ver a saudade acabar e tudo mais que for possível acelerar. Só que isso não faz tão bem assim. Pois indo pelo mesmo pensamento, o amor vai passar, o tesão vai acabar, a saudade não vai durar, a lição não vai ficar. E vamos vivendo um ciclo idiota sem fim correndo, ao mesmo tempo, atrás do que já temos, do que queremos e do que precisamos.

Por isso percebi que se eu reclamar não vai mudar.
Mas gosto de parar e repensar a minha vida até aqui.
É o jeito que encontrei de ficar mais perto de ter tudo o que eu sempre quis.
E dentro das vontades da vida,
sem receita certa, o que precisamos mesmo é ser feliz.
E tanto eu, quanto você, sabemos exatamente o que fazer nessa vida, não digo exatamente pra ser feliz, mas para evitar ser triste.
Isso já é um belo começo.

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MÚSICA: Confira agora o novo clipe do meu amigo Eric Matern da música que faz a trilha do texto de hoje: http://www.youtube.com/watch?v=WzN9GL57jqE

LIVRO: Mandem e-mail com endereço completo para umtravesseiroparadois@gmail.com para comprar o seu livro do Um Travesseiro Para Dois. Vou responder com detalhes sobre os próximos passos. Ok? =)

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Ninguém vai te ajudar, mas também, dane-se

Eu não falo por falar.
Se eu te falo que sei como se sente é porque eu já passei por algo parecido.
Mas entenda: não estou dizendo que o que tem vivido seja algo fácil de superar, muito pelo contrário, estou dizendo que sei bem como é, e que o esforço que a gente faz para conquistar todas as coisas que a gente quer, é o mesmo que a gente deve fazer para esquecer.

Eu não sou melhor que você nem distribuo mais sorrisos por aí.
Mas eu gosto de me colocar no seu lugar e pelo menos tentar entender o quão difícil pode ser pra você superar. Não garanto que vou conseguir te ajudar, não garanto que você vai conseguir esquecer assim, mas garanto que você não perde nada por tentar.

Tem dias que acordo me sentindo a pior das pessoas.
Meu cabelo fica rebelde, não gosto de nenhuma roupa pra vestir, mal consigo comer algo antes de sair de casa, o ônibus atrasa e quando chega vem lotado, enfim, mas todos esses gigantescos incômodos do dia a dia não chegam aos pés das vezes em que perdi horas de sono ao ficar pensando em saídas para coisas que eu simplesmente precisava deixar com que saíssem do mesmo jeito que entraram: naturalmente.

Acho que consigo te entender.
Nós queremos acelerar as coisas e fazer com que tudo que de ruim que estamos vivendo passe num piscar de olhos. É natural, ninguém gosta de sofrer. Só que a gente esquece do tempo que precisamos para conviver com as lições que a vida nos traz; lições que a gente só aprende no tempo certo e que nenhuma tentativa de atalho pra superar vai ajudar. A solução não está num copo de bebida ou numa cama de motel; a solução está no seu travesseiro.

Me desculpa sair falando assim sem parar, mas tem coisas que eu gosto de compartilhar.
Nossos problemas podem até não ser os piores do mundo, mas sempre serão os piores pra gente.
Tudo que pode parecer fazer sentido não significa que faça justiça. Ou seja, por mais clara que alguma ideia pareça na sua cabeça, não significa que ela vai se concretizar do jeito que você gostaria, ela vai se concretizar de um jeito que você precisa viver.

Não vivemos por viver, vivemos por merecer.

Não me leve a mal, mas não espere que te entendam.
As pessoas, em geral, não são muito pacientes e normalmente fazem qualquer coisa, menos se esforçar pra entender alguém. É que se colocar no lugar do outro cansa e “não se ganha nada em troca”. Por isso, pra começar, a melhor coisa a ser feita é não contar com ninguém. Pode parecer um pouco egoísta, eu sei, mas é melhor ver como uma forma de preservação.

Em um mundo onde pouco se ajuda, muito colabora quem não atrapalha.

E se tem uma coisa que a gente precisa nessa vida é da distância de pessoas que não ajudam. Faz bem ter com quem contar e ter pessoas reais para ajudar sempre que precisarmos, mas isso não deve ser uma premissa da vida, isso deve ser uma possibilidade.

Então, não tenta explicar para as pessoas o que você sente.
Não tenta transformar a saudade em algo simples de entender.
Não se preocupe em agradar, não se preocupe em ter compreensão.
Quem está do seu lado vai te ajudar sem que você peça ajuda.

Você não precisa ser melhor em nada mas precisa tenta fazer o melhor em tudo.

Espero de alguma maneira ter te ajudado.
Sou daquelas pessoas que você pode confiar de olhos fechados, mas também vou gostar caso me escolha pra ser quem vai te beijar de olhos fechados.

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ATENÇÃO pessoal de São Paulo:
Neste Sábado, às 17hs, farei uma sessão de autógrafos do meu primeiro livro, o “Um Travesseiro Para Dois”, no VÃO DO MASP, na Avenida Paulista. Tinha marcado no Starbucks da Alameda Santos, mas tive que mudar de última hora.
O livro custa R$ 32,00 e por favor, levem trocado para me ajudar, pois eu não terei troco =/

Obrigado à quem compareceu no último dia 14 no primeiro lançamento oficial! Foi muito legal e fiquei muito feliz em ver todos!

Até sábado! =)

#pra #você #é #muito #importante

Eu não sei se gosto mesmo de você.
Mas aos poucos tenho parado pra pensar se eu realmente gosto ou se é só uma carência na qual te escolhi pra me ajudar, seja lá qual for o motivo disso.

Pra me ajudar a ter certeza do que sinto, comecei a reparar na sua vida.

Vejo pela internet todas as coisas que você gosta de fazer.
Vejo o quanto é importante ter uma baladinha no fim de semana e ter uma foto bonita para postar falando “que comecem os trabalhos”, enquanto eu já fico feliz se alguém me chama pra comer esfiha ou pra andar de bike. Vejo que pra você faz diferença fotografar e postar a roupa nova que comprou, aparentemente valorizando qual marca é, já eu, eu nem lembro a última vez que comprei uma roupa nova e quando compro prefiro não mostrar pra não “cansar as pessoas”, pois quando a roupa é nova eu não paro de usar. Vejo que você gosta de mostrar onde vai, fazendo check-ins nos lugares mais descolados e eu mal sei falar a palavra “check-in”.

A primeira impressão só fica se a gente quiser.

Pensando nisso que eu tentei puxar assunto com você e te conhecer um pouco mais.
Lembro quando perguntei quais filmes gosta, você disse que filme é chato demais e que sente sono quando precisa ler legenda.
Eu não entendi muito bem, porque pela sua resposta, pareceu que me referi a filmes mega intelectuais, mas eu só comentei de filmes, se você gosta de ver, nada demais.

Te chamei pra jantar e você disse que isso era chique demais e que preferia um bar.

Eu ri porque a impressão que me deu é que te chamei pra jantar em um lugar chique que precisasse de uma roupa ainda mais chique, onde teríamos uma orquestra particular, garçons que falam duas línguas e a água custando R$ 9,00. Eu só te chamei pra comer: um pastel ou uma pizza, de um jeito ou de outro, é um jantar. Comer a noite é jantar.

Quando você respondeu que preferia um bar a minha cabeça deu um nó. É que fiquei em dúvida se eu estava sendo chato ou coxinha demais com os meus assuntos e convites.

É sempre melhor falar o que quer do que o que querem que seja dito.

Bem que eu poderia entrar na sua onda e falar sobre coisas normais só pra te agradar.
Eu poderia te chamar pra uma balada open qualquer coisa no fim de semana; eu poderia falar que tenho VIPs pro show do momento, sei lá, qualquer coisa do tipo. E não significa que estou te julgando, mas que, em tese, essas coisas são praticamente irrecusáveis e todo mundo tende a aceitar.

O meu problema não é o quão profundo sou, mas sim o quanto eu gosto de me aprofundar.

Se fosse pra eu me basear na sua beleza seria muito fácil.
Você está na categoria das pessoas que possuem uma beleza indiscutível e um corpo em dia, mas percebi que pra mim isso não quer dizer muita coisa não. Reparo mais no bom gosto no tênis do que no tamanho do seio.

Não lembro bem, mas a gente chegou no assunto de falar sobre o “futuro”.
Eu disse que não gostaria de parar de estudar e que quero me dar bem profissionalmente para comprar uma casa e poder viajar pelo mundo. Você disse que o seu foco é no #projetoverão e que está ansiosa pela viagem do carnaval que se aproxima.

Vai ver eu fui impreciso demais no que significa “futuro”.

A gente até vive sem oxigênio, mas sem interpretação de texto não dá.

Então o assunto morreu em um daqueles “a gente marca qualquer dia”, que claro, nunca vai chegar.

A nossa conversa me fez pensar nessa experiência que é conhecer um pouco mais de alguém.
Acho que me atraí bem mais pelo tipo de pessoa que você parecia ser do que pela pessoa que você realmente é. E isso não quer dizer que você é uma má pessoa, pelo contrário, mas sim que apesar das diferenças serem valiosas, não adianta a gente insistir em coisas que não vão nos trazer conforto. E só dá pra gente ter certeza disso quando a gente tenta.
Vai ver você me vê como um coxinha que só pensa em coisas cult, come em lugares chiques, ouve músicas que ninguém gosta, passa o fim de semana vendo filmes e coisas do tipo. Quando na verdade eu só gosto de conhecer mais coisas que as cotidianas, gosto de comer em lugares novos e que não sejam caros, ouço músicas que me tocam e não só as fáceis de decorar, passo o fim de semana vendo filmes e indo ao parque – quase sempre com meus amigos.
Mas não faz mal o que você pensa de mim, a verdade é que aparentemente a gente não ia se encaixar muito bem.

Nós dois tiramos fotos do pôr do sol, mas eu gosto de falar o que senti com a foto e você #gosta #de #mostrar #como #a #sua #foto #é #bonita.

As diferenças se completam mas também despertam.

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ps.: Muito legal os comentários novos, obrigado!
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Faça um favor a si mesmo: poupe seu tempo

Não foi uma, nem duas,
nem três vezes que eu tentei, você sabe bem.
Foram muitas vezes que escolhi conversar ao invés de ver tudo acabar como acabou, mas a gente só deve insistir no que a gente acredita que vai conseguir, e você me fez crer que eu ia conseguir qualquer coisa, menos que a gente ficasse bem.

Por muito tempo eu tive certeza que de alguma maneira ia conseguir te convencer que levar as coisas do jeito que a gente levava não ia chegar a lugar nenhum, mas fui parando aos poucos. Fui parando de tentar e ao mesmo tempo eu começava a me afastar.

O esforço que fazemos para esquecer há de ser o mesmo que nos faz viver algo bom de novo.

Não quero dizer que consegui controlar o tempo e me obriguei a te apagar da minha vida, pelo contrário, mas eu tive uma ajuda na qual tenho à quem agradecer: você.
Foi você que me afastou de você.
Foi você que me jogou pra longe da sua vida de qualquer maneira.
Foi você que, até mesmo sem saber, me fez ver que eu errava enquanto insistia e nada acontecia, foi você que me deu um monte de dicas que não ia valer a pena ir atrás, tentar conversar e ficar bem. Foi sempre você.

Até que resolvi aceitar.
Resolvei aceitar que realmente ali era o fim.
Não ia adiantar querer insistir em algo que eu achava ser bom, mas que no fundo só me frustrava e me fazia sentir mal por me ver rastejando por você enquanto eu tinha tudo de você, menos a sua atenção.

E aí eu me perdi.
Pensei que tudo tinha acabado ali e que eu não era uma pessoa tão boa como eu pensava, pois não era justo passar pelo que eu estava passando. Muitas vezes me perguntei se eu lidava com a vida de um jeito certo ou se todas as vezes que pensei fazer algo certo eram todas as vezes que eu errava. Dei muitas voltas sem sair do lugar.

A melhor lição mora dentro da solidão.

Então, eu tive que sair de casa e ir para os mesmo lugares que a gente já foi um dia, eu tive que rever os filmes que a gente viu juntos, eu tive que te encontrar nos shows sem você estar lá, tive que dar risadas sem ninguém das mesmas coisas que a gente já riu um dia.

Eu tive que fazer muita coisa para conseguir fazer a principal delas: te deixar pra trás.

Eu não sei no que você se transformou, no que você ouviu, ou o que for enfim, no que aconteceu pra você agir assim, a verdade é que acho engraçado agora você agir como se nada tivesse acontecido.
Acho engraçado vir me chamar pra sair e perguntar sobre a minha vida.

Sua sorte é que ocupo com amor todo o espaço que seria do rancor.

E por isso eu ainda te respeito, respeito o amor que cultivei por nós dois, o que não significa que eu de novo te quero.
Por isso eu digo que não adianta vir me falar todas essas coisas, não adianta confessar saudade ou até mesmo apelar com os filmes que mais gosto, eu não vou ceder, e quer saber por quê?

Aprendi a te ver como qualquer um te vê e não mais como alguém impossível de esquecer.

E eu nunca pensei que isso aconteceria.
Eu não quero mais te ver, não quero mais saber da sua vida e das coisas que tem acontecido com você.
Também não te desejo mal, muito pelo contrário, não te desejo nada e na verdade até tenho que te agradecer, pois uma das coisas mais importantes que aprendi com você foi como eu devo valorizar meu tempo, portanto, o mesmo tempo que eu perderia te aceitando voltar eu ganho deixando com que coisas ainda melhores possam chegar.

E não se trata de ingratidão, não tem lugar pra raiva no meu coração.
É que a gente aprende devagar, mas uma hora aprende. A gente aprende na mesma velocidade que a gente chora e isso serve pra mostrar que é preciso valorizar cada gota de choro fazendo de cada segundo perdido, um novo segundo para ser vivido.

Não precisa mais se preocupar com a minha vida nem com a minha família.
Se tudo correu bem na medida do possível sem ter você, não teria porque ser diferente só porque agora você diz se arrepender.

Inclusive eu não tenho mais tempo,
tenho alguém para mandar todas aquelas mensagens que te mandei mas que nunca me respondeu.

Uma coisa é deixar o tempo passar,
outra coisa é deixar o tempo escorrer.

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ps2.: O livro “Um Travesseiro Para Dois” está mais perto do lançamento que podem imaginar!

Isso vai doer mais em você do que em mim

Sei que pode parecer conversa fiada,
mas eu não gostaria que fosse assim.
O que eu sinto não é ingratidão pelo teu sentimento por mim,
mas também não é o amor que eu gostaria de retribuir.
É que tem coisas que a gente simplesmente não controla. Isso é viver.
Bem que eu gostaria de poder apertar um botão para sentir ou não as coisas que eu bem entendesse, mas como sabemos, isso não é possível. E se fosse, me pergunto: até quando seria saudável para a minha própria vida?
Talvez se eu pudesse escolher o que sentir acabaria agradando algumas pessoas, mas eu não posso dizer o mesmo com relação à mim mesmo. E no fim, a gente tem que viver por nós, por mais egoísta que pareça.

Eu gosto de você.
Gosto do seu jeito comigo e do jeito que me faz dar risada, mas acho que a gente gosta de um jeito diferente um do outro. Eu jamais entraria na desculpa de achar que você gosta mais de mim do que eu de você, porque isso é uma bobagem. Por mais competitiva que essa vida possa ser, não tem como a gente medir a intensidade com o que o nosso coração sente as coisas, menos ainda, como o coração do outro sente as coisas. O que dá pra pensar é que gostamos muito um do outro só que não exatamente do mesmo jeito.

Eu também não quero pedir a sua amizade.
Não sei como vai ser daqui pra frente e de que maneira você vai encarar a novidade de eu não estar na mesma sintonia que você. Sério, eu não quero entrar em nenhum clichê de desculpinha fajuta só pra tentar suavizar as coisas entre nós dois.
Penso que se for pra gente se dar bem, que seja de um jeito que os dois se sintam felizes.

É injusto ser feliz sozinho.

Eu não sou uma má pessoa.
É que a sinceridade é o meu pior defeito.
Eu poderia procurar palavras para suavizar o efeito em você, mas acho que seria desonesto, porque na verdade eu só estaria encontrando uma maneira de desenhar um mundo menos verdadeiro, uma maneira de evitar com que você fique mal. Ao mesmo tempo, entenda, não que eu não esteja me importando com você, pelo contrário, mas prefiro falar as coisas como realmente são do que como elas poderiam ser.

As melhores palavras são as que merecemos ouvir, não as que gostaríamos.

É claro que você vai encontrar alguém legal.
Seria uma palhaçada sem tamanho falar que “vou torcer para você encontrar uma pessoa que te mereça e que valorize todo o seu sentimento!”, pois é claro que eu penso isso de você. Penso que essa história de falar essas coisas é só um joguinho de “foda-se, pelo menos não é comigo” onde as pessoas falam todas as coisas que elas odiariam ouvir. E onde está a verdade nisso? Não está porque não há. Isso não é gostar ou respeitar alguém, isso é humilhar.

Nós sabemos quando estamos fazendo cagada.
Então aquela conversa de “não quero que fique mal” é uma das mais retardadas que existem. Eu sei que vou virar as costas e você vai se sentir mal, eu não posso ignorar esse fato. Sei que vai levar um tempo até que consiga se recuperar e direcionar seu coração para outras coisas que não seja a possibilidade de nós dois. Faz parte.

Te falar isso tudo não significa que eu não me importo, significa que eu me importo exatamente por gostar de você. É que a sinceridade assusta e a verdade pode até machucar, mas no fim é sempre a escolha mais justa e sempre vai cicatrizar.
Também não comemoro que “tudo ficou claro entre nós”, mas há muito tempo que prefiro falar todas as coisas que sinto ao invés de encontrar maneiras de amenizar todas as coisa que eu sinto. A verdade vem do coração e ela indestrutível. Há muito tempo que prefiro fazer dos meus momentos inesquecíveis, seja no amor ou na dor, do que fazer destes mesmos momentos algo para usar de chacota ou vantagem depois ao falar: “ahhh, teve um dia que aconteceu isso e isso, mas aí eu falei isso e isso e resolveu” como se eu tivesse ganho alguma coisa e fosse super experiente. Não é bem é assim.
Quanto mais pensamos que sabemos das coisas, mas coisas temos que aprender.

Eu só te falo tudo isso exatamente desse jeito porque eu me coloco no seu lugar e tenho consciência de como deve ser esse momento pra você, apesar de cada pessoa reagir de uma maneira.

Eu só te falo todas essas coisas porque eu passei exatamente pelas mesmas coisas.
E não foi só uma vez. E talvez a última não tenha sido a última.
Por isso eu falo que logo mais vai passar e você vai ficar melhor, mas sem precisar mentir, reconheço que agora isso vai doer mais em você do que em mim.
Não preciso fingir, preciso te respeitar por eu gostar tanto de você do meu jeito.

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Seus pés são gelados, mas por mim tudo bem

Deixa chover lá fora, agora não importa.
Vamos deixar a chuva bater na janela antes da gente deitar.
Se você quiser, hoje eu deixo a conchinha começar de mim para você.
Vou ficar feliz se vez ou outra, assim no meio da noite,
você apontar que quer deitar no meu peito.

Deixa o mundo lá pra trás, pelo menos agora.
Da janela pra fora agora não importa.
Temos um ao outro aqui para falar sobre o que a gente gosta.
Podemos rir do passado ou podemos planejar o futuro,
qualquer coisa, desde que seja juntos.

Não fica com medo do escuro quando quiser ir ao banheiro.
Eu vou reclamar, mas você sabe que vou levantar para te acompanhar.
Você é assim mesmo e eu gosto da minha parte em aceitar o seu jeito.

Quando o edredom sair do seus pés no meio da noite,
eu deixo você pegar a minha parte para te cobrir.
Você não consegue dormir sem se mexer, você não consegue parar.
Você não consegue desligar e sonha tão alto que eu até consigo ouvir.

Por mim tudo bem a gente acordar para comer na madrugada.
Sabe como é né: nós fazemos as nossas próprias regras e
construímos a nossa própria felicidade.
Os bons costumes dizem que essas coisas não são elegantes,
mas o que eu acho elegante mesmo é você acordando amassada no travesseiro.

Você nunca percebe quando eu te fotografo no meio da noite.
E só eu sei o quanto me enrolo para disfarçar o flash.
É que eu gosto de registrar o jeito que você dorme,
para eu poder ver depois nos momentos que você não estiver comigo.

Seus pés são gelados mas por mim tudo bem.
Até porque eu só lembro disso quando uma das suas meias escapa.
Eu nunca fui atrás de nenhuma delas para você,
mas eu sempre tento te cobrir sem você perceber.

Quando você dorme ainda de maquiagem você reclama pra caramba.
Não gosta do jeito que acorda e eu dou risada,
pois nunca vi alguém falar que não acha bonitinho um panda.

Engraçado como a indiferença dói mas mesmo assim há quem não ligue.
Nós ignoramos o celular gritar para acordar e mesmo assim ele continua tocando.
E quando não é o meu, é o seu.

Você também reclama das suas imperfeições.
Diz que tem uma barriguinha a mais aqui,
diz que queria ter “mais peito” ali.
Mas por mim tudo bem.
Eu gosto da sua parte não perfeita,
pois pra quem esperava por alguém só pra conversar,
um barriguinha aqui ou “pouco peito” ali, não quer dizer nada.

E é mais ou menos isso o que acontece com a gente
antes, durante e depois de dormir.
Pensando bem,
talvez agora falando sobre isso faça algum sentido
toda vez que te elogio e você diz:
“obrigada, são seus olhos”.

São os meus olhos que veem a gente de um jeito nosso.

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Eu e meus motivos para querer te matar

(leia ouvindo a música, é importante!)

Começo pensando que não tem justificativa.
Mas isso não significa que tenho uma sentença definitiva.
O que não me entra na cabeça é como você conseguiu fingir que estava tudo bem, enquanto aproveitava o seu tempo livre – que eu sempre respeitei – para fazer tudo o que fez.
Sempre estive por aqui, não te esperando, mas vivendo e guardando as minhas melhores experiência para dividir com você, mas o que você fez no fim?
Eu quero que se dane se pensa que estou me fazendo de vítima agora, pois o foco não é esse, a única verdade é que você se engana ao pensar que é gente.

Você lembra do quanto te ajudei?
Disso você não lembra, duvido.
Mas eu lembro e faço questão de esfregar na sua cara.
Lembra de todas aquelas vezes que você se sentia um lixo de pessoa e eu estava lá, me dedicando, falando qualquer coisa, fazendo alguma coisa que seja pra te animar e te mostrar que isso é só coisa da sua cabeça. Eu estava lá pra te provar que é uma pessoa especial e tem seu lugar guardado no coração de muitas pessoas. Eu também estava lá quando pediu torcida para que as respostas que tanto esperou fossem positivas. Eu estava lá para te falar para ir com calma, pra respirar melhor e não se exceder.

Eu era o meu melhor tentando te fazer melhor.

Mas você preferiu viver do jeito que acha certo.
Você preferiu ir atrás de outra boca para encontrar prazer na diversão do proibido. Você acha adulto sair se divertindo como se não existisse o amanhã, nem muito menos eu.

E sabe o que me dá mais rava de você?
Eu.
Exatamente isso.
Mais raiva que de você, eu só consigo sentir de mim.
Pois eu não me importei com o que fez e escolhi dar uma nova chance pra nós dois. Tudo bem que por um lado eu não me arrependo já que era meu coração dizendo o que deveria ser feito, já por outro, me frustra ver gastei um valioso tempo vivendo algo que só existia na minha cabeça.

Pensei ter você comigo, mas era um pensamento solitário.

Parecia que enquanto eu fazia planos pra gente melhorar, você fazia os seus para tudo estragar.

Por um tempo eu desejei a sua morte.
Tudo que eu queria era que você sumisse do mundo, pois ninguém aqui nesse planeta merece dividir o mesmo ar que o seu. Durante esse tempo eu quis te ver no chão, quis te ver implorar perdão, quis te ver comendo o tal do pão que o diabo amassou pra ver se você ia aprender que não se faz isso com as pessoas e, claro, não se faz o que fez comigo.

Não tenho perfeição, mas tudo que eu já tentei melhorar até aqui eu me inspirava em ser alguém para você se espelhar.

Eu só esqueci de considerar as grandes chances que a gente tem se decepcionar nessa vida.
É que tem vezes que as coisas parecem ir tão bem, que nada de ruim pode acontecer.
Só parece.
Você não faz ideia do sangue que me ferve toda vez que falo sobre isso!
O que mais me dá raiva é que você poderia fazer qualquer coisa da sua vida, desde que não envolvesse a minha de um jeito que eu não gostaria.

E a gente sabe muito bem quando estamos fazendo alguém sofrer.

Não adianta falar que “não queria que você ficasse assim”, pois quando a gente não quer que algo aconteça a gente simplesmente não faz.
Só que você fez. E não foi uma vez. Mas pelo menos foi a última vez. Pelo menos comigo.

As pessoas e o talento delas em se fazerem desinteressantes.

Não guardo rancor, deixo as coisas ruins nos dias que passaram, mas é só tocar nesse assunto que eu revivo cada segundo que você me fez de idiota. E ignoro as coisas que me dizem. Opiniões agridem sentimentos.

O bom de reviver é que a gente lembra de tudo que precisamos esquecer.

E por mais contraditório que pareça, sempre que essa história volta pra minha vida eu desejo com ainda mais força que você simplesmente: aprenda.

Hoje eu não tenho tempo de te desejar nada, pois tenho que aproveitar esse tempo desejando coisas para a minha vida. Hoje eu só consigo pensar que você tenha tudo o que merece. Nada mais. E o mesmo penso pra mim.

Engraçado que tudo começou de um jeito natural.
Não fiz planos para nada, não cogitei que um capítulo viraria uma história, mas nós conduzimos a nossa vida juntos para construir algo por nós dois. Lembro que conversávamos sobre sinceridade e me impressiona lembrar como você atuou bem ao fingir que concordava que sinceridade é tudo.

Sinceridade continua sendo tudo mesmo, o que se tornou NADA é você na minha vida.

E eu não estou lamentando.

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Você Tem Todo o Direito de Discordar

A verdade é que a gente nunca vai parar.
A gente nunca vai parar de procurar respostas pra um monte de coisa na nossa vida. Do trânsito caótico ao motivo pelo qual alguém disse que não queria mais viver uma história com a gente. A gente nunca vai parar.
E sabendo disso, dá até para entender todo mundo que desconfia de que as coisas podem dar certo um dia.

É que cansa se empolgar.
É ruim quando parece que o frio na barriga se congelou.

Sabe todas as vezes que a gente acha que vai ser a última vez?
Tipo isso. Todas aquelas vezes que a gente pensou ter certeza que seria a última vez que daríamos uma nova chance, que a gente pensou que ia confessar amor, que a gente pensou que ia sofrer, que a gente ia tentar. Todas aquelas vezes.

Cada nova última vez é sempre uma nova primeira vez.

Isso significa que todas as vezes em que as coisas não dão certo podem representar novas chances de algo dar certo. Sem contar que dá pra gente pensar: Afinal, o que é dar certo? Será que “dar certo” é alguém dizer que a ama a gente, comprar presentes, colocar uma aliança no dedo e mudar o status de relacionamento na internet? Vai saber.

Há quem prefira aparentar viver algo bom do que viver de fato algo melhor ainda.

“Dar certo” pode ser uma questão de cinco minutos ao lado de alguém que te faz parar pra pensar. Isso mesmo! Como não dá pra gente definir o que é gostar de alguém, dá pra gente pensar em algumas possibilidades. Talvez gostar de alguém seja o momento que você para pra pensar no que a pessoa disse ou o momento em que o que a pessoa disse faz a gente parar e pensar. Só você sabe quando você gosta.

Não se trata de uma pessoa bonita, se trata de uma pessoa que faz a gente se sentir uma pessoa bonita.

Gostar de alguém é urgente demais. A gente gosta hoje e sem saber por quê, amanhã não gostamos mais. E assim somos nós.
Tem boca que a gente beija e depois olha pra trás pensando: “Por quê fiz isso?”. Tem boca que a gente beija e depois olha pra trás pensando: “Por quê não fiz isso?”. Tem boca que a gente beija e nem olha pra trás. A gente é assim mesmo. Todo mundo é assim mesmo. E aqui também não se trata de deixar as pessoas numa média-comum, fazendo de todas iguais ou muito parecidas, aqui se trata de aceitar que ao mesmo tempo que você não é a pior pessoa, você não é a melhor. E que todos os erros que você crucificou, você pode cometer amanhã. Aqui se trata de aceitar que quanto mais insubstituível alguém especial pode parecer em nossa vida, mais rapidamente deixado de lado esse alguém vai ser. Porque a gente não tem como prever quando a gente gosta, a gente só gosta.

É triste quando a gente perde tempo.
Sabe, quando fazemos aquele joguinho idiota de charme em “se fazer de difícil” como se no fim valesse alguma pena? Isso é perca de tempo. Isso é vida se perdendo.

O tempo que a gente perde brincando de gostar, a gente ganha se permitindo gostar.
E o louco é que esse mesmo tempo nunca volta.

Tem gente que gosta de provocar ciúmes pra se sentir valorizado. Tem gente que não suporta nem uma brincadeira de ciúmes. Tem gente que é tão desligado que nem sabe o que é ciúmes. Tem gente que antes do “Oi, que saudade!” diz “Quem era aquela pessoa?”. Tem gente que antes do beijo de saudade olha pra boca desconfiando ter sido beijada momentos antes. E quando tempo se perde nisso tudo? Quando tempo que não vai voltar nunca mais?
Tem também gente que beija aqui mas deixa o pensamento em outra boca.

A gente se engana. A gente faz tudo errado pensando em fazer o certo.

No fim, a única certeza é que: não temos certeza de um monte de coisa. Porque amanhã a gente vai mudar e vai gostar de ruivas e não mais de loiras – ou de morenos e não mais de loiros. Amanhã a gente vai gostar das pessoas saradas de academia e não mais das magrelas de óculos de grau. Amanhã a gente não vai gostar de ninguém e mal vamos nos suportar. Ou vice-versa.

E aí a gente vai pra internet reclamar da temperatura.
Ou a gente vai pra um bar apagar a memória na bebida que vai embora pelo ralo dia seguinte abrindo a porta para os antigos problemas voltarem.

Nós somos assim, não tem jeito.

O que nos une é exatamente aquilo que nos afasta: o coração e a mesma vontade de ser feliz.

É ele que, apesar de ser o mesmo, muda a forma que atua de pessoa para pessoa.
O seu corpo pode querer fazer uma coisa, mas o seu coração nem sempre vai querer fazer também.

O amor embriaga a nós, jamais ao coração.

Quantas vezes você não dormiu com alguém e acordou pensando em outro alguém?
Ou quantas vezes você não conseguiu responder “Eu te amo também” porque lembrou de quem pensa ainda amar de verdade? Quantas vezes você escreveu a mensagem toda e não mandou?
Esta é a saudade. É tipo um botão que o coração aperta como se falasse: “OPA, ESTOU AQUI!” E há quem tenta enganar, há quem tenta esconder, mas pior que tudo é quem tenta não sentir. E infelizes são aqueles que renegam a saudade.

A gente só sente saudade do que da nossa vida fez parte de verdade.
Porque tem coisas que fazem parte da nossa vida só por fazer.

E nem sempre significa que a gente gostaria de viver de novo, nesse caso, é quando aparece a lembrança.
O tempo transforma qualquer saudade em lembrança. E a vida vai seguir, as contas vão chegar, a vida vai sempre continuar.

Só que desanima recomeçar, né?
Como falamos ali em cima, cansa se empolgar.
É um saco se ver envolvido de novo, se ver fazendo planos e comprando mimos, se ver com vontade de nunca mais sair de perto. É um saco mas é disso que a gente gosta.

Pode gostar do que não se tem, mas é melhor valorizar o que se tem.
Em outras palavras, é possível se encantar por outra pessoa que você não esperava nada, mas é importante valorizar quem sabe que você odeia falar no celular, que sua cor preferida é a azul e que você come devagar.

A vida é uma história em que todos os dias são capítulos novos e com o nosso jeito vamos escrevendo os detalhes. Nós somos a capa. O que falamos são as palavras e a forma que conduzimos é o roteiro. Tem capítulos que acabam bem, outros não. Tem dias que faz sol, outros não.

A graça dessa instabilidade que é viver é a surpresa que a gente pode ter a cada novo dia.
A saudade pode voltar a ser amor, e o amor pode ser pra sempre amor também sendo saudade.

Não que tudo isso seja verdade na sua vida, você tem todo o direito de discordar.
Mas o fato é que cansa se empolgar, mas é quando a gente cansa que vemos como vale a pena. E a verdade é que a gente nunca vai parar.

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A Gente Finge que Não Sabe de Nada

Olha como ela faz.
Posso até não estar completamente certo, mas algum sentido isso faz.
Dá pra perceber que ela quer ser vista e mais, que ela gosta de ser vista.
E nem falo no sentido de promiscuidade, falo de ser sexy sem ser vulgar.
Ela coloca a mão no cabelo devagar e troca a bebida de mão.
Vez ou outra ela some: ou para pegar mais bebida ou para ir ao banheiro.
Gosta de sorrir e mostrar que a felicidade está ali.
Ela sabe que estou olhando pra ela, ah se sabe.
Ela sabe que estou gostando do jeito que ela dança e conversa com os amigos, que aliás, pelos abraços fraternos, deixou claro que são só amigos mesmo.
Quando ela fica sozinha ela vai dar uma olhada no celular pra disfarçar, só que seu rosto fica ainda mais evidente no meio daquele escuro com luzes piscantes.
Os amigos voltam e ela comemora, ela quer se esbaldar.
Ela está ali para ser distrair.
E para seduzir.
A bolsa na diagonal no peito dá o toque de aparente responsabilidade.
Ela vibra quando começa uma música que gosta muito.
Coloca o braço pro alto segurando o copo e toma o cuidado de medir os movimentos do corpo.
Ela vai e vem, ela ondula, ela se move de modo a seduzir.
E ela consegue.
O calor aumenta e ela coloca parte do cabelo atrás da orelha e pede pra amiga segurar a bebida.
Ela se abana com as próprias mãos na tentativa de conquistar alguma brisa que traga frescor.
Ela olha para os lados e sabe bem para onde olhar.
Como eu disse, ela sabe que está sendo olhada e discretamente dá a entender para a amiga o quanto está gostando desse jogo.
Ela gosta mesmo é de provocar.
Ela se afasta um pouco dos amigos como se indicasse que gostaria de uma aproximação, mas após a primeira atitude contundente ela se retrai.
O negócio dela é o jogo do talvez.
Ela gosta mesmo é de brincar com as possibilidades, com o “quem sabe”.
Só que eu não vou passar a noite toda aqui parado. Ah, não vou.
Então eu me aproximo devagar e dessa vez tento inverter o jogo.
Eu me faço presente, eu me faço que ela perceba.
Converso com meus amigos e faço um ou outro movimento indicando que estou gostando da música.
Eu também olho no celular quando meus amigos se afastam.
Dou uma conferida nas novas fotos postadas e dou uma outra risada.
Ela percebe quando eu paro de olhar pra ela.
E então ela se irrita e volta a provocar.
E o jogo é esse: nada certo e tá tudo bem.
Ela vai pro meio da pista puxando uma amiga pra dançar.
Escolhe ficar na minha frente para que eu veja outros caras se aproximarem.
Ela não vive de elogios, mas ela gosta de usá-los a seu favor.
De longe e sem me importar vejo outros oferecerem bebidas.
Vejo também outros tentando tocá-la e ela delicadamente se afasta e sem falar uma palavra deixa claro que não quer nada.
Pronto.
Ela volta para onde estava.
E eu vou entrar no jogo.
Vou pra perto dela com meus amigos, assim, bem devagar.
Aumento meus movimentos aos poucos até a gente se encontrar.
E a gente se esbarra. Mãos de desculpas e um riso de canto de boca.
Então a gente começa a brincar de se conquistar.
Esse é o jogo, esse é o clima, essa é a valorização do talvez.
A gente reveza momentos de frente um para o outro e momentos que nos ignoramos.
Mas estamos ali.
Não dá pra garantir nada, mas isso também significa que não dá pra excluir nada.
A pista vai esvaziando, a gente vai ficando meio descolocado.
Altas horas já se passaram.
Por gestos que se tivessem voz diriam: “Amiga, olha meu cabelo que nojo, to encharcada!” ela já aparenta reclamar de cansaço.
Ela só não contava que eu gosto de cabelos molhados.
“Este é o seu melhor momento!” exclamo.
“Hahaha como assim?” questiona intrigada
“Conversar com você no fim da noite significa que estamos mais próximos de sair daqui” indireto.
“Tá, mas e daí?!” exige explicação.
“E daí que agora ao te ver com a maquiagem se desfazendo, o cabelo molhado, a aparência de cansada, consigo ver como você realmente é muito bonita.”
“Nossa, hahaha, besta!” se surpreende enquanto eu saio sem falar outras palavras mas com a semente da intriga positiva jogada.
Não dá pra garantir que vai acontecer alguma coisa,
mas alguma coisa eu já fiz pelo menos.
E a noite ainda não acabou.

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