Author: Márcio Rodrigues (page 25 of 70)

Solteiro sim, feliz também

Todo mundo quer alguém, eu também.
Mas desse todo mundo pouca gente se vê feliz sem alguém. E eu, ah, eu me vejo. Eu devo me ver.
Comigo as coisas vão bem, poderiam estar melhores como sempre desejamos que sejam, mas de verdade, está tudo bem.
Eu tenho um emprego e uma família para me dar apoio. Tenho amigos nos quais posso contar e de vez em quando me aventuro em uns beijos que não me lembro direito quando acordo, vezes conhecendo alguém por um app no celular, vezes entre uma ou outra dose numa sexta no bar ou no meio de uma pista para dançar. Faz parte, vida que segue.

Se eu não conseguir ser feliz sozinho eu nunca vou conseguir fazer alguém feliz comigo.

Por mais óbvio que pareça isso é algo que sempre deve ser lembrado.
Eu não quero ter alguém comigo para me ajudar a ser feliz se eu não sei fazer de mim mesmo alguém feliz. Falando nisso, eu preciso me cuidar mais. Preciso arranjar um tempo para arranjar tempo. Tempo a gente sempre arranja. Confesso que caio fácil na desculpa de que “a vida anda corrida né, chego em casa cansado demais e quero dormir logo”. Quem nunca? O que eu tenho percebido é que essas desculpas têm se tornado parte da minha rotina; daquela mesma rotina que eu digo detestar. E nessas se passam semanas, meses e anos. Existe uma academia me esperando para me ajudar a ficar bem comigo mesmo, não com alguém. Tem aquele curso que eu sempre esqueço de me inscrever. E as férias que eu poderia planejar melhor para viajar.

Hoje eu não estou disposto a esperar alguém aparecer. Até porque não sou eu quem manda.
Eu mal consigo esperar a comida do microondas ficar pronta e já fico pausando os segundos mesmo sabendo que vou comer depois, o que dirá aceitar esperar que chegue alguém, que vai me fazer bem, mas que não tenho nem dica de quando vai chegar? Esperar por algo que não se sabe quando vai chegar é escolher sofrer.

Quero muito mais que uma vida cheia de expectativas – a não ser pela próxima temporada do meu seriado preferido.
Quero o tempo que perco me preocupando com conversas nas quais não me encaixo, quero para mim o tempo das noites de sexta e fins de semana que perco me entristecendo ao ver a timeline das pessoas cheias de fotos com amores e histórias para contar, quero as experiências que só vou conseguir viver enquanto não tenho alguém, pois isso é só uma questão de tempo. Sabia? Eu sei. Já tive outras pessoas, daí elas foram embora para que chegassem outras. E tudo se repetiu algumas vezes.

O mundo coloca muito peso nas costas de quem é solteiro.
É depressivo ir ao cinema sozinho, ir a um show sozinho, ir viajar sozinho. As pessoas cobram uma companhia como uma necessidade para a felicidade. Olham torto se você está sozinho num lugar em que “deveria” estar acompanhado. Te tratam feito coitado quando comenta que o fim de semana vai ser de chocolate e Netflix – como se fosse uma coisa horrível, né? Eu não ligo para nada disso e faço tudo isso porque se tem algo que eu gosto é de me sentir bem comigo.

Coisas desse tipo eu, sinceramente, nem dou ouvidos.
Eu é que não vou me desesperar em ter alguém para me acompanhar.
Chorei por quem se foi, choraram por eu ter ido, vivo enquanto alguém vai chegar, sorrio pelos meus próprios motivos.

Todo mundo quer alguém, eu também. Mas ultimamente estou querendo mais continuar com a minha paz. A paz de chegar em casa e colocar no canal que eu quiser e esquecer o tênis suado no meio sala. A paz de confiar em mim mesmo para me sentir bem. A paz de acordar com a cara amassada e sair para trabalhar assim mesmo. A paz de flertar quando achar que devo e dar bola quando achar que merecem. Quero viver as surpresas dos dias, alguns felizes demais, outros um pouco menos, mas todos muito bem vividos.

Solteiro sim, feliz também, com ou sem alguém.
Sempre amor, nem sempre por alguém além de mim mesmo.

Márcio Rodrigues.
instagram: @marciorodriguees
snapchat: @marciorodrigs

Eu acho que é você mesmo

 

Amanhã não dá para saber se vai continuar sendo, mas hoje eu acho que é você mesmo.
Passei a acreditar nisso quando me vi não gostando de pensar como seria minha vida sem a sua.

É quando pensamos na falta que vai fazer que vemos como não podemos perder.

E eu estou achando tudo isso tão bom.
Essa rotina boa da nossa conversa que nunca termina, um assunto que emenda no outro e quando percebo já atravessei a madrugada e o sono ainda não chegou. Aí quando me rendo e vou dormir, acordo de manhã com uma mensagem sua de “bom dia”. Essas coisas, sabe?

Chega uma hora que as coisas chegam.
Já fui quem reclamava por todos os lados. Já me vi sozinho em conversas que não me cabia comentar. Sabe quando todo mundo fala do outro alguém da vida e você é só você com a sua vida? Eu já vivi tanto disso. Já sobrei em conversas que gostaria de completar.

Mas essa fase deu uma sumida e eu comemoro. Hoje as coisas mudaram um pouco e sua companhia têm temperado meus dias.
Eu mudei tanto também. Vou te contar, se me visse meses atrás eu transbordava mau humor e cada vez mais as coisas funcionavam menos.

É muito mais que o bem que hoje você me faz, é sobre o bem que eu comecei a fazer para mim também.

Eu não colaborava. Reclamava querendo melhorar. Não é que a sua presença, unicamente, fez meu bom humor voltar e tudo funcionar; seria bobagem associar o fato de ter alguém para a vida dar certo. Eu que escolhi mudar e com isso abri uma porta para você entrar.

A vida ajuda se a deixamos nos ajudar.

Senti que eu meio que me preparei para você chegar e é por isso que digo que eu acho que é você mesmo. Tem sido você. Estou gostando de que esteja sendo você. Talvez, se eu pudesse escolher seria outro alguém, mas, no fundo, é você quem eu precisava. A gente tem dessas: teimamos em não celebrar o que a vida nos dá, mas reclamamos do que não temos.

Você tem tido gosto de sonho bom. Tem sido um refrão gostoso de decorar. E por enquanto é isso que tem me importado.

Não sei se vai continuar sendo, mas hoje eu acho que é você mesmo.
E eu mereço um pouco de você também. Mereço um pouco de cuidado e um abraço quente ao acordar. Todo mundo merece. É por isso que agradeço ao jeito que a vida existe e desenha os dias. Antes eu não te esperava aparecer, hoje não vejo a hora de você chegar.

Eu estou achando tudo isso tão bom.
Estou gostando de sentir seu cheiro na minha roupa antes de lavar. Rio sozinho quando percebo meu travesseiro com o perfume da sua pele. A barriga ainda esfria antes da gente se encontrar. Suas opiniões têm me feito pensar nas minhas. Eu acho que você tem somado à minha vida e eu não me preocupo se isso vai terminar pois ando ocupado em te aproveitar.

Márcio Rodrigues.
instagram: @marciorodriguees
snapchat: @marciorodrigs

A gente deu certo

Talvez não tanto como eu já quis um dia. Não tanto como você talvez também quisesse. Mas de um jeito ou de outro, a gente deu certo.

Eu não posso negar os dias bons entre tantos que vivemos.

É que eu vejo tanta gente lamentando por aí o fim de uma história como se ela não tivesse existido.

A impressão que dá é que a lição mais difícil da vida é logo a mais óbvia: aceitar que as coisas nem sempre vão acontecer do jeito que a gente espera.
Mas isso não é necessariamente ruim. Por exemplo com a gente.

Eu não esperava te conhecer – típica história inesperada. E esse foi o sinal da vida acontecer sem que eu pedisse, pois por mais que desejemos algo este algo só vai acontecer quando for a hora. Do mesmo jeito que eu não esperava te conhecer e não esperava a felicidade que ia aparecer com isso, eu não esperava pelo dia que ia trocar seu nome na agenda do celular e a tristeza que isso me causou.

E hoje, ao olhar para trás, ao olhar para os nossos primeiros dias e toda aquela coisa boa de conhecer um ao outro, eu vejo o quanto demos certo. Consigo ver o bem que fizemos um ao outro. Consigo olhar para mim e encontrar um novo eu, um eu que não existia antes de você. E este é um exemplo cujo qual eu nunca posso sair por aí dizendo que não demos certo.

Seria injusto me prender só na parte ruim de tudo isso. Veja bem, eu não comemorei ficar deprê, não comemorei ter que explicar para tanta gente “sim, terminamos por isso e isso”, não comemorei mudar minha rotina sem a companhia da sua, não comemorei mudar meus costumes e muito menos deixar de te acompanhar nas redes sociais. Mas tudo isso faz parte depois do fim. E eu já chorei algumas vezes antes de chorar por você. Não é nada tão novo assim.

Talvez o que seja novo agora é o jeito que eu vejo tudo isso.
Admito que em outras experiências já fui aqueles que falei no começo, já esbravejei pelos quatro cantos o quanto “deu tudo errado”, o quanto “não deu certo”, o quanto “uma pena dar tudo errado” e coisas do tipo, era meio individualista da minha parte e reconheço. É individualista sim porque dentro de uma história inteira se me apegar só nos episódios ruins não faz de ninguém alguém maduro.

Nós aprendemos muita coisa juntos.
Uma delas, por exemplo, é que nem todo dia a gente consegue rir. Isso quer dizer que tem dias que vamos brigar, vamos dormir emburrados e o clima não será bom. Antes eu não admitia isso só para ter uma história perfeita, mas com você eu vi que isso é normal de acontecer e eu precisava respeitar o nosso jeito de viver juntos, mais do que isso, precisava respeitar o jeito da vida: um dia feliz, outro nem tanto. E vamos seguindo.

A gente deu certo.
Eu gostei de conhecer suas manias. Gostei da sua família e muitos dos seus amigos hoje são meus também. Essas são coisas que me fazem te desejar bem. É impossível desejar mal para quem já nos fez bem um dia.

Não temos que lutar para ficar juntos, temos que lutar para sermos felizes mesmo separados.

A gente deu certo.
Talvez não tanto como eu já quis um dia. Não tanto como você talvez também quisesse. Mas de um jeito bom de lembrar e bom para me inspirar a dar certo outras vezes na vida.

Nós tivemos uma história boa para lembrar com dias ruins para esquecer.

Márcio Rodrigues.

-> Abaixo um vídeo muito especial que fiz para você que lê meus textos. 🙂

 

Nós nem precisamos ficar juntos

Está tudo tão recente.
Minha cabeça ainda dá uns nós sobre como as coisas devem ser.
Mas será que existe um jeito certo para isso?
Nós nem precisamos ficar juntos.
Sei lá, pelo menos não agora.

É que se for para a gente ter algo sério agora e mudar o algo divertido que temos tido, eu prefiro que tudo continue do jeito que está.

Falando assim, até eu mesmo me estranho.
Vou te falar, eu sou ansioso por mim e por você. Acredite.
Houve bocas nas quais beijei que após o primeiro beijo já havia mentalmente planejado a viagem de fim de ano. Teve outras que me ceguei no pensamento de preferir pecar pelo excesso do que pela falta, apesar de ser algo que eu ainda concordo.

É aquilo né: existem belas teorias que ficam horríveis quando praticadas em nossas vidas.

Está tudo bem assim, não precisamos ter pressa.
Estou empolgado em saber que tenho feito bem a você. Não me preocupo se o que temos vivido vai se chamar amor um dia, até porque eu nem sei se esse ‘um dia’ vai existir na minha vida – nem na sua. Eu me preocupo em saber se você vai gostar do próximo post de cachorro fofo que eu te marcar.

Eu só não quero colar datas em nossos corações.
Não quero te dar pouca atenção hoje só porque teremos “tempo pela vida inteira”, como muita gente gosta de dizer. A minha vida inteira é agora. Vai saber, amanhã, em uma volta qualquer desse mundo, você esbarra em outra pessoa para te acompanhar na jornada que é a vida? E o mesmo pode acontecer comigo: amanhã posso me ver achando graça em outros sorrisos que não mais os seus. São coisas que podem acontecer. E a única saída é estimular o que pensar: quanto mais momentos bons vivemos, mais poderemos continuar vivendo, seja por trinta minutos ou trinta anos.

Nós nem precisamos ficar juntos como o mundo parece obrigar.
Esse negócio de precisar é um atalho para uma obrigação. E eu não quero ter a obrigação de te avisar para onde vou e com quem; não quero ter a obrigação de falar quem são as pessoas das fotos que eu curto. Eu quero te contar por achar que devo. Quero fazer coisas por sentir que preciso.

Eu também nem sei se o que sinto é verdade ou só força da carência. Tem essas ainda.

Todo coração quente precisa de um balde água fria de vez em quando.

Nós nem precisamos ficar juntos.
Pelo menos não juntos como parece ser o único jeito que as pessoas entendem.
Eu entendo que tudo isso parece um pensamento moderno demais para quem se define como coração demais como eu, porém, e juro, a favor de mim só tenho o sentimento bom de estar fazendo a minha parte em te fazer bem. E isso para mim é o bastante. Eu tenho feito para você o que eu gostaria que fizessem por mim.

Nós nem precisamos ficar juntos.
Nós precisamos ficar bem.
E ficando bem um com o outro e um sem o outro, nós seremos melhores juntos; um dia ou outro.

Está tudo tão recente.

Vem que eu quero ver

Você me parece ser mais uma daquelas que muito fala e pouco faz. Ou será que estou enganado? É mais ou menos o que tem parecido.

Ou você acha que eu não leio a sua atitude de curtir minhas fotos antigas?

Ainda não sei muito bem aonde quer chegar, mas se for em algum lugar que não tenha muita nem pouca luz, em algum lugar que não precisamos de hora para acordar, em algum lugar que podemos gritar sem ninguém para incomodar, talvez, eu também queira chegar nesse lugar. Vai saber.

Você gosta de me testar. Gosta de brincar para saber o que vou dizer. E muitas vezes eu não respondo de propósito, mas te dou a desculpa de que estava ocupado.

Se você quer, então vamos jogar.

No fundo a gente sabe bem o que os dois querem, mas existem uma mística por trás de tudo isso, quando na verdade eu é quem deveria estar atrás de você. Se é que me entende.
Eu sei que esse negócio de provocar faz parte, bem que eu gosto de receber suas fotos na beira da piscina ou de pijama antes de dormir, tanto é que vez ou outra revejo algumas delas para me aliviar um pouco já que você insiste em brincar. Acontece, ué.

E é por isso que eu te digo aquelas coisas, porque eu sei o jeito que você vai ficar e a sua repetição de exclamação não esconde a sua euforia: “Para!!!!” Por isso que eu te digo que só preciso de cinco minutos para te convencer a ter uma noite comigo. Por isso que eu te digo que me sinto um azarado por não estar no lugar do short do seu pijama toda a noite. Por isso eu te digo o que não estou vestindo enquanto conversamos.

Quero ver então até quando vai aguentar perder tanto tempo sem ganhar uma noite.

Da minha parte eu não quero acelerar as coisas, não é por aí.
É que já passamos dos vários tipos de conversa, já tivemos momentos fofos, já contamos segredos um para o outro e até ciúmes já sentimos, mas o que é bom mesmo a gente ainda não sentiu; o que é bom mesmo ainda não te fiz sentir. Mas é como diz o ditado né: tudo tem hora.

Eu só acho engraçado como você pensa estar sempre em vantagem. Acho engraçado você pensar que eu não percebo teus caprichos, as frases de efeito e as selfies que posta. E não que eu esteja me achando assim, você bem pode fazer tudo isso para outros fins, é que depois lá vem você me dizer se vi a foto que postou. Ou seja.

Enquanto for divertido, não me importo em continuar assim contigo.

Só espero que não venha reclamar depois de eu estar ausente. Eu também tenho outras prioridades e não será sempre que você poderá me ter. E eu sei que entendeu. Piada só tem graça quando os dois riem, então, por mim tudo bem você continuar me provocando assim, qualquer hora eu posso aparecer com outro motivo para te ignorar e você não poderá lamentar.

Você tem falado mais do que te vi fazer. Se vende como quem sabe o que quer e que não passa a vontade, mas aí do outro lado desse celular eu só percebo alguém se divertindo feito criança escondida. Sem ofensas, claro. O seu corpo não é de uma criança. Por outro lado, no entanto, provavelmente eu me divertiria no seu corpo feito criança num parque de diversões. Imagino seu perfume e até respiro mais devagar. Gosto das roupas que veste, mas gostaria mais delas no chão ao lado da minha cama. Curto as músicas que posta, mas música boa seria o som que o nosso corpo suado faria. Mas assim, não me leve a mal, claro.

Quando quiser, pode vir que eu quero ver. Quero ver na prática tudo isso que nunca cansa de dizer. Quero ver ao vivo o que os filtros das suas fotos tentam esconder. Quero ver comigo o que você já diz ter feito pela vida. Afinal, você gosta de provocar.

E eu gosto do que eu vejo em você, uma inteligência de se admirar e um corpo bom para me enroscar. Sem padrões de perfeições, sem cegueira pela capa da revista, mas um corpo seu, que o seu hidratante beija antes de dormir, que privilegiados acompanham no metrô e que eu tenho um espaço na minha cama e no box do banheiro para apresentar.

Enquanto nada evolui dessa conversa eu vou continuar aqui quietinho. Você também pode continuar por aí, mandando suas fotos e só imaginando como sou. Pode continuar tentando adivinhar como que eu puxaria o seu cabelo até gritar pedindo mais, pode tentar adivinhar como que eu te pediria para virar de costas para mim e de cotovelos na cama enquanto eu me encaixo devagar, pode continuar imaginando como que seria o meu corpo beijando as costas do seu, abrindo as suas pernas sem pressa e te mostrando que tempo é algo que não se deve perder pois a vida não espera para acontecer e sábios são os que preferem aproveitar do que jogar.

Como tem sido para você?

Eu não queria, mas vez ou outra eu acabo me perguntando isso.
É meio estranho ainda aceitar que o que para mim beira o fim do mundo para você é muito natural. Tipo: uma história começa aqui e tudo bem acabar ali depois.

Será que agora você está se sentindo mais feliz?
Ou será que espera que eu te chame para conversar, te chame para sair, te peça para voltar?
Eu não deveria pensar nessas coisas, mas acontece.
Naquele dia não me coube muito argumentar, mas também pudera: nesse tipo de coisa nunca existe muito o que justificar. Eu não queria convencer o seu coração a acreditar no meu. Você, certamente, não tomou sua decisão naquela hora, já era algo de antes e seria bobagem confrontar.

Um pouco de tempo para colocar as coisas no lugar. É disso que preciso.
E este mesmo tempo vai me fazer bem de muitas formas: ele é quem vai me confirmar o que sinto – às vezes nem é tudo isso.

Como tem sido para você?
Será que já beijou outras bocas depois da minha? Será que já contou para outras pessoas todas as coisas que disse só ter contado para mim? Será que já descobriram as coisas que você gosta? É uma merda pensar nisso tudo. Mas também ok, eu preciso lidar com isso e faz parte viver cada minuto da dor assim como vivi do amor.

Eu não vou deixar de gostar de você.
Não é porque nossos planos foram interrompidos que eu vou te desejar mal. Também não significa que estou feliz com tudo isso, mas te respeitar é também um jeito de gostar de você.

E esse meu pensamento sobre como você deve estar é só mais um sinal do que sinto por você. Acho que vai demorar até que eu pare de me preocupar e encontre outro pensamento para colocar no lugar. Tudo bem.

Eu poderia gritar para todos os lados, poderia investigar seus passos, poderia perseguir as fotos que você curtir, poderia perguntar para os seus amigos e te vigiar na saída do trabalho; eu poderia fazer um monte de coisa só para descobrir como está sendo a sua vida sem a minha, mas se eu fizesse isso não ia fazer com que você repensasse sua decisão e só faria eu me sentir idiota por te pressionar a pensar melhor no que julgou ser o melhor para nós dois.

O tempo vai me ajudar e também vai funcionar para você.

Querer de volta é querer sofrer.
Ou seja: deitar nessa cama, reler suas mensagens, rever nossas fotos e qualquer outra coisa que eu faça para te deixar mais perto de mim não vai te fazer voltar, tampouco me fará mais feliz. No fundo, eu sei.

Como tem sido para você?
Também não quero me punir por imaginar isso.
Eu já engoli o peso dos fatos e a verdade de que voltei a ser um só, mas ignorar o sentimento que nasceu em mim por ti e a pessoa que conheci em você seria um erro.

As pessoas não saem da nossa vida, só saem dos nossos dias.
Você é uma pessoa do bem e isso é o que me faz te desejar sempre o mesmo bem.
E sei que falando assim pareço conformado até demais e pode até levantar uma suspeita de que eu também queria um fim, mas não é isso, eu tenho buscado força na certeza de que eu sempre fui o melhor de mim para você; assim como serei para a próxima pessoa que eu conhecer.

Como tem sido para você?
Para mim tem sido difícil, se bem que nunca achei que fosse fácil.
Só que eu já passei por isso. Eu já chorei outras vezes antes dessas que choro por você.

E continuei aqui.

Márcio Rodrigues.

Eu e o meu dedo podre

É foda, né?
É muito foda, eu sei.
Vamos continuar falando sobre o quanto é foda.
Nós vamos lá, saímos, nos distraímos, conhecemos alguém, nos esforçamos, começamos uma história e: fim. Ela acaba mal tendo começado. É foda, é bem foda.
Mas não desanimamos, a deprê vai embora e: saímos, nos distraímos, conhecemos alguém, nos esforçamos, compramos até presente, começamos uma história e: fim. De novo ela acaba tão rápido que ficamos até em dúvida se dá para chamar de história. Falando nisso, o que é uma história? Se eu falar que namorei 1 mês eu posso chamar de história? Se eu falar que aquele único beijo que dei foi incrível, eu vou poder chamar de história?

Pessoas ansiosas, tipo eu e você, não conseguem controlar a paciência. Esse negócio de acreditar no papo de que “uma hora sua vez chega”, “vai aparecer alguém bacana quando você menos esperar” é o tipo de coisa que entra por um ouvido e sai pelo outro. Apesar de ser verdade.

Eu pensei que seria ela dessa vez.
As risadas dela comigo pareciam reais. Ela parecia gostar quando eu perguntava como foi o dia. Ela parecia gostar dos convites que eu fazia. Ela parecia gostar de quase tudo; ela parecia gostar de mim. Ou ela nunca gostou e seu sempre desejei que gostasse. Era só uma vontade de que ela gostasse de mim.

É foda, né?
Antes fosse esse o único episódio. Teve aquela vez. E aquela outra. Nossa e aquela que eu até tinha comprado presente e nunca entreguei? Teve também aquela daquela viagem, aquela que começou tipo um filme, aquela que meus amigos me apresentaram. Na verdade, perdi a conta de quantas vezes conheci alguém e pronto: mais um alguém com pouca vontade de ser um alguém para mim também. Como é que eu vou dar calma para um coração que passa por isso?

O problema de quando as coisas dão errado é que passamos a acreditar cada vez menos que elas podem dar certo.

E aí tem algo mais profundo. Parando para pensar: o que exatamente significa uma coisa dar certo? Como eu posso dizer que alguém não presta? Será que eu presto? Como é alguém que presta? Foi pensando nessas perguntas que encontrei algumas respostas para me dar paz.

Antes de qualquer coisa preciso admitir: eu também já fui alguém que não prestou para outro alguém. Já machuquei – nem que seja sem querer -, já fiz chorar, já disse não querer mais, uma vez até mesmo mal soube explicar – típico caso que odeio -, ou seja, eu fui e ainda posso ser exatamente do jeito que odeio que sejam comigo. Mas isso não faz de mim alguém pior que alguém. Será que vou gostar de ser lembrado como uma má escolha por quem vivi uma história? E história é aquilo mesmo: um momento vivido para ser lembrado. Isso pode ser trinta anos juntos ou trinta minutos. Não há regra.

É uma bosta quando nos sentimos ótimos em péssimas escolhas.

Mas existe algo a considerar: não somos nós que escolhemos, é o nosso coração. E ele não tem culpa também. É realmente uma pena a minha vontade raramente ter sincronia com a minha vida, mas isso é algo que não tenho como lutar contra.

Esse meu dedo podre também é o mesmo dedo que vai acertar – e que já acertou algumas vezes; é preciso lembrar das vezes em que somos felizes mais do que daquelas que fomos tristes. Este mundo injusto em que não consigo encontrar alguém bacana também é o mundo que um dia vou achar justo por encontrar alguém bacana. Dá para entender a lógica? Dizer que meu dedo é podre é algo divertido para entreter, mas eu não posso exigir mais do que a vida tem a me oferecer. Eu preciso me enxergar e exigir menos dos outros, preciso pensar menos e viver mais, preciso levar paz para a minha cabeça antes de querer amor para o meu coração.

Por isso que eu e o meu dedo podre continuamos aqui, juntos, só que agora escolhendo menos e aproveitando mais; nos importando menos e vivendo mais.

É foda, né?
O mais foda é ter que concordar que uma hora a minha vez chega.

Márcio Rodrigues.

Vontade de saudade

Eu já tive muita coisa.
Beijei algumas bocas, dormi com algumas pessoas.
Li algumas mensagens, respondi outras.
Essas coisas me fizeram bem enquanto existiam em mim.
Sempre fui do tipo de gente que, no começo, bradava aquele discurso tipo: “aff, mas precisa se falar todo dia?”, sem perceber que eu bem gostava de ter com quem falar todo dia. Todo mundo gosta.

Já estive bem ao viver sozinho.
Ignorei alguns pedidos, aceitei alguns mimos.
Cancelei alguns dias, priorizei outras sextas frias.
Eu pensava ter o controle remoto da vida até vê-lo cair no chão e perder a pilha.

É que eu nunca me importei com essas coisas do coração, sabe? Sempre me pareceu degradante perder horas do dia pela dor do adeus de uma companhia ou pelo “podemos marcar outro dia?”

Levei menos a sério do que eu gostaria.
Talvez por uma forma de me defender das punhaladas que já levei; talvez com aquele tal do medo de sofrer – que se mistura com o receio em não viver.

Hoje as coisas mudaram um pouco por aqui.
Ando meio cansado de andar me distraindo com noitadas sem “bom dia”.
Essa vida de dormir junto e acordar sem companhia não tem alegrado mais os meus dias. Mas é aquilo: tudo é questão de fase. No começo é bom demais até percebermos que até o demais não é bom.

Estou com vontade de sentir saudade.
Aquele treco de lamentar pela fim de semana acabar tão rápido ou aquilo de comprar por dois o que sempre comprei para um.

As coisas tem mudado; quem me viu, quem me vê.
Logo eu, cheio do discurso da liberdade sentimental e do prazer da incerteza, hoje estou querendo uma perna para enroscar com a minha na madrugada.

Eu já tive muita coisa.
Mas poucas vezes tive tantas vezes uma coisa só: vontade de ter uma risada perto da minha.
Estou assumindo para mim mesmo que sozinho eu não quero mais.
Já não estou mais achando graça na vida de bebidas e entradas em festas de graça.
Acho que no fim todo mundo quer a mesma coisa, né?

Já vi um filme assim.
Não é novidade para quem gosta de sentir as coisas de verdade. Eu não sou uma exclusividade.
Bem que eu poderia mentir e esconder o que sinto só para garantir mais alguns matchs antes de dormir, mas eu já me diverti o bastante. Estou com vontade de saudade.

Hoje nem era para eu estar aqui

A julgar todas aquelas vezes que me imaginei ficar mais perto do fim do que de um novo começo, realmente hoje nem era para eu estar aqui.

Leva um tempo até que deixemos que o tempo nos leve de um jeito leve.

Eu pensei que você seria a última para eu chamar de primeira. Mas, pensando bem, também pensei que a penúltima seria essa última. E a antepenúltima, bem, aquela também pensei que seria a última para eu chamar de primeira.

O último amor da nossa vida é o amor para sempre até aparecer um novo amor da nossa vida para ser para sempre.

Se eu pudesse escolher, porém, com certeza não seria assim. Essas coisas que acontecem com o coração poderiam ser mais fáceis, né? Mas será que se fossem fáceis como eu gostaria eu estaria aqui hoje para contar como cresci?

Será que se eu nunca tivesse provado do sabor da dor eu saberia tanto como é gostoso o do amor?

Hoje nem era para eu estar aqui.
Pelo menos é o que me vem à cabeça agora ao lembrar das vezes que fui até você. Me sujeitei a passar por cima do que eu sentia só para ver se você também ia gostar de novo do que chegamos a sentir um dia. Ou seja, no fundo eu sabia que não deveria tocar no assunto com você, mas eu não sou desses que ignoram quando algo bom toca o peito.

E então, no fim, o resultado não foi o que eu gostaria mas, por outro lado, foi exatamente o que eu precisava para ser melhor hoje em dia. Sabe, seu beijo era tão bom, eu gostava de te morder; mas depois dele eu conheci outros tão melhores.

A vida é essa chance de nos enganarmos ao pensar que já fomos mais felizes do que poderemos ser ainda.

Conheci uma pessoa que gostou da minha mensagem de “bom dia”. Lembra que você disse como eu te sufocava? O calendário me ensinou a esperar e, mais que isso, me ensinou a respeitar quem sou entendendo para quem devo ser. Você, basicamente, não era o bastante para tudo o que eu sentia. E no final é tudo um grande “tudo bem”

Tudo bem porque eu continuei minha vida, consciente de que se eu tivesse continuado como eu estava, certamente hoje nem era para eu estar aqui. Tudo bem porque passei a me exigir menos e exigir menos das pessoas também; entendi que haverá quem entenderá meus carinhos como agrados, como também quem entenderá como sufocos. E o mais louco: essas lições não estão sequer perto das que ainda vou aprender.

Hoje nem era para eu estar aqui.
E, se estou, é para provar a mim mesmo como ainda há tempo nessa vida para ser feliz.

Márcio Rodrigues.

Este ódio todo

Eu tenho me sentido triste.
Tenho me sentido decepcionado com muitas pessoas. E são as mesmas pessoas que, com as menores coisas, me orgulham tanto. Eu não sei de onde nasceu dentro de tanta gente essa vontade de ver o próximo se ferrando. Não sei para onde todo esse ódio vai levar e o que faz acreditar que torcer para que as pessoas se deem mal vai fazer algum bem.

Muita gente culpa a internet, dizem que a “geração Facebook” que destruiu as pessoas e que “o problema é que todo mundo quer opinar em tudo”, mas eu tenho meus pontos sobre estes. Primeiro penso que tanto a internet quanto o Facebook não são responsáveis por nada, pois para mim o problema não está na ferramenta, mas no usuário. O Facebook não incentiva ninguém para que poste ofensas, tão menos para que critique de qualquer maneira algo ou alguém. E também não vejo o menor problema em alguém querer opinar em algo, para mim, o problema é esse alguém pensar que a opinião dele é a única que vale e que só ele tem razão. Mas isso acontece na vida real também. Agora vai explicar isso para alguém pela internet? O escudo da ofensa é erguido como se fosse atalho para resolver. Eu não entendo o porquê de tanto ódio.
E o mais irônico dessa relação internet x pessoas para mim é que as mesmas pessoas que dizem que a internet não presta e outras coisas mais, estão lá enviando currículos pela internet, começando namoros pela internet, vendo familiares distantes pela internet, estudando pela internet, melhorando a cultura pessoal pela internet, conhecendo mais e mais pessoas pela internet e, também, essas mesmas pessoas estão lá postando músicas que gostam ou frases que acham bonitas, tudo na internet.

Pontuei a internet, mas falo do ódio como um todo.
Não entendo o porquê de apontar o defeito ao invés de valorizar a qualidade. Não entendo o porquê de julgar sem conhecer. Não entendo o porquê não respirar antes de reagir para ofender. Não entendo o porquê de não conseguir interpretar o que não precisa de tradução. Não entendo o porquê de ofender ou separar pela cor da pele, pela escolha sexual, pelo time favorito, pelo cargo na empresa, pelo modelo do carro, pelo peso ou pela falta dele na balança, pela quantidade de notas na carteira, pela marca do celular, pela marca do tênis, por qualquer marca, pela balada que frequenta, pelo bairro onde mora, pelo estado que nasceu, pela comida que gosta ou por qualquer outra escolha que faz.

Eu também já senti ódio nessa vida.
Na época da escola, ainda criança e descobrindo meus sentimentos, convivi muitos anos com o fato de eu ser diferente dos meus amigos. Eu só descobri essa diferença até ouvir os “E aí, cabeção!”, “Olha o tamanho da cabeça dele” e outras coisas do tipo nos primeiros dias de aula. E isso durou muitos anos, na verdade vez ou outra, amigos mais próximos, ainda brincam comigo mas hoje eu levo menos a sério e eu mesmo me debocho. O problema é que esse trauma todo de infância hoje me faz desconfiar de quem olha para mim em qualquer lugar. Eu sempre acho que estão reparando no tamanho da minha cabeça – que não é de um monstro, é só diferente a ponto de não me sentir confortável de boné. Eu sempre quis poder usar um boné, até fui numa loja comprar e menti que era para o meu irmão. Eu não tenho irmãos. Sempre tento fugir, de alguma maneira ainda que não óbvia: ou espero o próximo metrô, ou entro no banheiro do Shopping. É claro que isso não acontece com muita frequência hoje em dia e eu lido super bem, mas quando me vem essa sensação ainda me abalo um pouco e talvez me abalarei para sempre. O peso da diferença é só meu, mas aprendi que o prazer de ser não igual também é. E isso tudo se deve a alegria que meus colegas de escola sentiam em me aloprar na frente de todos. Eu me sentia a pior pessoa do mundo. Queria matar todos! Eu rezava para que parassem um dia, comemorava os dias que não me zoavam. Essas atitudes refletiram no meu desenvolvimento. Demorei para me declarar a uma garota por achar que todas as que gostei antes também só reparavam no meu “defeito” e não se interessariam por mim, diante de colegas com um corpo dentro do padrão. A gente tem dessas, mas só quem passou por algo parecido entende.

Nós não fazemos ideia do mal que o ódio pode fazer. Nossas atitudes impensadas, nossos “simples comentários” nas fotos, nossas fofocas e vinganças. Nossos planos contra aquele ou aquela ex, nosso desejo que tudo dê errado com eles. Tudo isso é motor para energia ruim. Produzimos aquilo que mais detestamos: azar.

As pessoas são portadoras de felicidade que só precisam de um estímulo para florescer; que pode ser natural como um pôr-do-sol ou um abraço de outra pessoa. Gostamos de nos emocionar e amamos emocionar alguém. Rimos com filhotes de bichinhos e com risadas de bebês. Na primeira boa oportunidade, reunimos amigos para armar alguma celebração, nem que seja celebrar o feriado. Gostamos de fazer rir. Contamos piadas sem graça, mas ainda assim contamos. Perguntamos “Tudo bem?” durante o cumprimento. Falamos “qualquer coisa me liga” durante uma despedida. Nós gostamos de nos gostar. Ajudamos sempre que podemos e gostaríamos de ajudar mais se pudéssemos. Nos engajamos com histórias bonitas e contamos para outras pessoas sobre as histórias que ouvimos. Fotografamos momentos simples do dia e compartilhamos com os amigos. Fazemos “Hmmm” enquanto saboreamos uma boa comida – ou até mesmo quando a pipoca de microondas está gostosa. Mandamos corações nas mensagens de textos. Digitamos “hahahaha” mesmo que estejamos apenas calados – “é que foi engraçado mesmo, só não ri aqui de gargalhar!”. Revelamos amor e gostamos de dar presentes. Amamos quando dizem nos amar – uma pena nem sempre ser correspondido. Gastamos grande parte do nosso suado salário para aquela “cervejinha da sexta” todas as semanas. Escolhemos roupas legais para os shows das bandas que gostamos. Montamos grupos no Whatsapp e mandamos imagens e vídeos aleatórios engraçados. Gastamos o vale-refeição em dias mas damos um jeito para o happy hour. As pessoas são portadoras de felicidade. Geramos felicidade com poucos estímulos. Contagiamos com felicidade sem muito esforço. Sabemos muito bem como agradar e ainda que não saibamos, sabendo exatamente como não agradar – o que já é meio caminho andado.

E se você ainda está lendo, eu te pergunto: no meio de tanta coisa boa que podemos fazer por quê gastamos tempo com o ódio? Por quê olhamos para o defeito? Por quê tanto preconceito? Por quê julgamos até a forma que as pessoas se amam? Por quê até nas melhores coisas da vida nós ainda buscamos as piores?

Não precisamos de resposta, nós somos a resposta.
Somos quem produz as coisas chatas da vida e somos quem podemos produzir as melhores coisas da vida.

Este é o texto mais longo que já escrevi. E o primeiro que conto parte da minha vida pessoal, mas eu senti necessidade de falar desse ódio todo que estamos cercados. Sei que muita gente acompanha e senti que deveria tocar no assunto para que lembremos do quanto este sentimento não nos faz bem.

Se você leu até aqui, meu muito obrigado.
Se não, tudo bem, muito obrigado por ter clicado no link.
Que vocês tenham uma semana em que fiquem muito ocupados com coisas boas para que não tenham tempo de pensar, nem de espalhar coisas ruins. Ódio então, nem se fala.

É com amor que se vive, com ódio você só sobrevive. E olhe lá.

Paz.
Márcio Rodrigues.

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