Autor: Márcio Rodrigues (Page 61 of 71)

Foi Da Vez Que O Verão Se Tornou Especial

(texto recomendado para maiores de 18 anos)

Fazia tanto tempo que eu não passava alguns dias de verão na praia . Na correria do dia a dia na cidade fico sem tempo até pra considerar dar um tempo pra mim. Ainda bem que resolvi fazer diferente nesse ano e me dei alguns dias de presente. Sem ninguém, sozinho mesmo.
Eu costumo vir a essa mesma praia desde pequenininho. Minha mãe sempre gostou daqui porque é bem isolada e isso deixa ela confortável, pena que a preguiçosinha não tem mais pique de viajar, por isso eu viajo sozinho, mas sem problemas, como eu disse, faz tempo que eu não venho pra cá.

Gosto de acordar cedo, bem cedo, pra sentar em qualquer pedra perto da areia e ver a combinação de cores que o sol somado ao mar formam no amanhecer. É uma daquelas imagens que não se esquece facilmente, e digo mais, me cura mais que muito remédio.

Neste verão a praia está mais movimentada. O lado ruim é que mais movimento significa mais gente conhecendo, ou seja, cada vez menos isolada ela fica. O lado bom é que eu nunca vi tantas garotas aqui antes, rs! Garotas muito bonitas, aliás. Se eu não fosse tão surrealmente tímido, certamente eu tentaria algo, digo, algum contato, sei lá, alguma conversa, igual meus amigos lá na cidade fazem.

Meus amigos sabem interagir, eu mal sei dizer meu nome.

Mas tudo bem também, não viajei pra correr atrás de garotas, quero só me energizar com a bênção dessa natureza toda. Me faz tão bem!

Ah, é mesmo! Lembrei que tem um lugar especial aqui na praia que tenho certeza que quase ninguém, além dos moradores, conhecem. Essas garotas novas e suas famílias menos ainda. Vou lá agora.
Preciso ir com jeito, é meio difícil de chegar porque a gente tem que pisar nas pedras já molhadas pelas ondas que quebram nelas, todo passo requer muito cuidado, ainda bem que já fui lá muitas vezes e estou acostumado.
É engraçado que eu não consigo visitar o “meu cantinho” sem lembrar da minha ex. “Meu cantinho” era a forma que a gente chamava esse pedacinho escondido. A gente era tão feliz, eu a amava tanto, era muito especial pra mim e me faz bastante falta. Ah, se a gente pudesse mandar na vida, né? É assim mesmo, as coisas mudam, hoje ela segue outro caminho que eu não sei nem direito qual é. Torço para que esteja feliz.

Bom, vou sentar aqui. Agora é meio fim de tarde, jajá tem o show do Sol se pondo e eu quero estar na plateia.

“ARGH, DROGAAA!!”

OPA! Acho que não estou sozinho, será possível que mais gente descobriu esse lugar? Que saco!

“MERDA! Machuquei meu pé, não acredito… Oi, hehe, me desculpa chegar assim, é que o garçom ali do restaurante disse que tinha um lugar muito bonito aqui e sugeriu pra minha família e eu visitarmos, ninguém quis vir, vim sozinha mesmo.”

Era uma daquelas incríveis garotas que eu já tinha visto.

“Ah sim, o garçom (te amo!), é né, haha, bom, sem problemas, é aqui o lugar que ele disse,  você acertou. Fica a vontade ali tem uma pedra legal de se sentar. Mas vem cá, deixa eu ver seu pé, você está bem?”
“UAU, aqui é muito bonito mesmo! Eu estou bem, acho que só arranhei meu pé pisando nesses galhos, mas não é nada grave. Será que eu poderia sentar aí do teu lado? Me parece tão mais, sei lá, ‘confortável’, mas se não quiser, por mim tudo bem, onde é a pedra mesmo?”

Era uma das situações mais decisivas da minha vida. Eu não sabia muito o que falar – apesar de já ter falado muito – eu só não poderia perder a chance.

“POXA, CLARO! Senta aqui ó, vou dar uma limpada, é meio liso, portanto cuidado pra não escorregar!”
“Ahhh, obrigada! Vou esticar minha saída de praia aqui e já estou bem.”
“Ah, ok, fique a vontade!”

Eu nunca tinha visitado o “Meu Cantinho” com outra pessoa desde a minha ex. Começou a me passar mil coisas na minha cabeça enquanto ela falava algo que eu não conseguia decifrar, poxa, eu estava nervoso, tenho o direito de desviar a atenção um pouco!

“Hey, o gato comeu sua língua? Tô te perguntando, você vem sempre aqui?”
“Hahaha, boa essa do gato, nãoo, digo, então, venho às vezes, antes eu vinha mais, agora depende muito do tempo que eu tenho. E você?”

Antes de responder a minha pergunta notei que ela havia encostado a cabeça no meu ombro. A tarde já estava indo embora, ela parecia cansada, preferi não insistir e tomei uma atitude: Me ajeitei pra que ela pudesse se encostar melhor. Pensei em perguntar o nome dela, não sabíamos nada um do outro, ela havia aparecido do nada, mas achei que eu poderia estragar o clima do fim de tarde com tantas perguntas, até porquê eu queria viver aquele momento do pôr-do-sol mesmo antes dela aparecer.

“Viu, presta bem atenção no céu à partir de agora, o Sol vai se pôr e acontece um efeito muito bonito com o mar. Não sei bem explicar, parec…”
“Xiiiiiu! Já entendi, vamos ver, vamos deixar que só o vento diga algo agora?”
“Ah, hahaha, sim, claro, desculpe.”

Achei ela meio folgada nesse momento. Eu queria explicar o que diabos aconteceria e ela foi me cortando. Só não insisti porque ela citou o vento e isso é muito especial pra mim.

O Sol muito lentamente foi se pondo. Lá embaixo as poucas ondas pareciam se acalmar esperando por este momento, foi quando ela se desencostou de mim, me olhou e me beijou. Foi um fração de segundo que eu só pude perceber que a parte de cima do biquíni dela era branco com bolinhas roxas.

Beijo longo. Queria ter visto a cena! O Sol já estava começando a deitar no mar, percebi, rapidamente, pela nossa sombra que foi aumentando. À partir daquele momento não me segurei e ouvi meu coração. Deitamos sobre a saída de praia dela. Eu por baixo ela por cima. Beijos intensos. Arrisquei uma mão mais assanhada, ela aceitou.

O Sol já tinha ido dormir por inteiro. O mar voltou a ficar mais agitado, bem pouco. Foi a vez da noite chegar.

Reparei nesses acontecimentos nos poucos momentos em que nossas bocas se soltaram. Ela era muito perfumada e tinha lábios com a maciez das nuvens.
Verão, fazia muito calor, nossos corpos acompanhando esse ritmo começaram a se incendiar. Desamarrei a parte de cima do biquíni. Eu estava sem camiseta, só de shorts. Seios. Seios em meu corpo. Pedra. Noite. Mar.

Muito se ganha quando se ouve a soma da música das ondas com o vento.

Enquanto nos beijávamos, fui tirando a parte debaixo do biquíni dela. “Dela”, eu nem sabia o nome dela! Mas eu estava adorando aquele momento, tinha que ser daquele jeito! Delicadamente a deixei nua. No mesmo momento ela parou de me beijar e começou a descer pelo meu corpo. Pescoço. Peito. Barriga. Inevitavelmente reparei no corpo dela. Não era a perfeição divina das mulheres das revistas, era ELA, o jeitinho dela, nem muito magra, nem muito gorda, perfeita. Pra mim, pro meu gosto, perfeita.
Ela abriu meu shorts com certa velocidade, tirou minha sunga e começou a me elevar a outro nível. Com uma das mãos segurava meu pênis, com a outra arranhava meu peito enquanto beijava o fim da minha barriga, passando pela virilha e pelas coxas. Calor, muito calor. Som do mar, som do vento. Tesão. MUITO tesão. Eu não aguentava mais de excitação e nem a deixei ir muito além, então a trouxe pra cima de mim. Lentamente foi sentando no meu colo, bem len-ta-men-te. Penetração. A partir dali era clímax. A sós. Natureza. Verão. Vida! Eu estava me sentindo vivo! Ela intensificava os movimentos de sobe e desce. Cabelos longos, lisos. Vento. Ora apoiava os braços no meu peito, ora estendia pro algo ou apoiava nas minhas pernas. Até que rapidamente reparei na Lua que estava justamente atrás dela. Era uma luz tão forte, branca, brilhante. Essa visão só fez aumentar a minha excitação! Me levantei, a fiz deitar na saída de praia e fiquei por cima. Novo beijo. Eu estava explodindo de excitação e resolvi tomar as rédeas. Lentamente, comecei a dar mordias no corpo dela, descendo, parei nos seios. Mamilos. Lindos e perfeitamente cheirosos. Mordia e ela começava a se retorcer. Gemidos. Aproximei uma das minhas mãos até por entre a virilha dela que estava MUITO úmida, pra não ser dizer encharcada. Estimulava toda a região. Ela começou a gritar. GRITOS! ALTOS! GRITOS! Estávamos a sós e eu estava feliz de vê-la sentindo prazer! Desci. Beijos e suaves mordidas. Alguma pressão com os lábios e ela gritava ainda mais. Me arranhava com mais força também!

“Chega, chega, chega, agora vem você, vem AGORA!”

Foi o que ela ordenou.
Afastei suas pernas e novamente nos tornarmos um. Ela se contorcia de prazer e eu intensificava os movimentos de frente e trás. Mais força, mais e mais. Minhas mãos recolhiam seu cabelo para trás da orelha! Ela parecia querer ainda mais daquilo tudo. Incansável! Suór. Calor. Muito tesão. Penetração sincera.
Então ela indicou que era pra eu deitar ao lado. Virou de costas para mim e levantou uma das pernas.

Dica entendida.

Uma nova, especial e mais intensa penetração. Dessa vez enquanto deixamos com que nossos corpos fizessem os movimentos, com as mãos eu acariciava os seios dela e beijava as costas, ombros e pescoço. Ela estava praticamente imóvel. Estávamos!
Quanto tesão! Suór, calor! Som do mar! Fazia muito tempo que eu não me sentia tão bem! Quanta natureza ao redor. Luz da lua, que noite! Que aventura!

“MAIS FORTE, VAI, VAI, VAI!!!”

Obedeci e atingimos o auge. Juntos.
Ela se encolheu e eu abracei por trás demonstrando que eu estava ali pra dar segurança. Exausto, minha respiração ia totalmente para o pescoço dela, que se retorcia e começava a relaxar diante de todos os estímulos vividos. Os corpos latejavam, eu conseguia sentir nossos músculos involuntariamente fazendo movimentos de relaxamento.

Respiramos mais devagar. Ela virou de frente pra mim. Primeira vez oficialmente que nos olhamos profundamente. Pude me ver em seus olhos. Eu não conseguia falar nenhuma palavra. Ela parecia não querer tentar algo também.
Estava uma noite maravilhosa, muitas estrelas, e toda a luz da Lua dava pra ver refletida no rosto dela. Que momento! Que cena!

“Sabe, eu gosto de viver…”

Inesperadamente ela me falou isso. É o tipo de coisa que não se sabe o que responder

Viramos pra cima e ficamos olhando pro céu. Que loucura. Me ocorreu as histórias que eu já havia vivido ali, todas especiais, mas nenhuma igual a essa. Que incrível! Fiquei pensando no que ela estaria pensando também. Foi quando ela disse:

“Preciso ir. Minha família pode estar preocupada…”

Terminava ali então, comentei:

“Tudo bem, bom, sei lá, se cuida…”

Respondeu enquanto se arrumava:
“Obrigada, você também!”

Amarrou a saída de praia na cintura. Eu também já havia colocado meu shorts. Me deu um novo e curto beijo e partiu por trás de mim. Voltei a sentar na mesma posição que eu estava quando ela apareceu mais cedo.

“Viu, posso te levar o número do meu telefone e pegar o seu pessoalmente? É que eu não estou com meu celular, não cogitei encontrar alguém aqui, e outra, estou na praia, não vou ficar andando com celular na praia, né? Eu sei em que pousada você está hospedado. Aquela bem perto da praia, quase na areia. Te vi dia desses sentado numa pedra, perto da porta, era bem cedo, você parecia querer ver o amanhecer… Eu estava fazendo a mesma coisa algumas casas depois… Bom, enfim, te visito!”

Desconcertado, eu só dei uma risadinha e falei:

“Prefiro que leve pessoalmente mesmo…”
“Combinado, a gente se vê, beijo!”
“Sim, claro, beijo, cuidado com seu pé!”

Ela piscou e partiu.

A gente pode fazer da vida a aventura que a gente quiser.

Não Quero Saber Da Tua Felicidade, Não Agora

Um dos meus maiores sonhos seria poder ver aonde você está agora.
Ver mesmo, tipo uma visão especial, chegar até você. Eu tenho tanta curiosidade. E pense, claro que não ia mudar nada entre nós, não ia refazer a nossa história ou algo do tipo. Mas sei lá, eu tenho essa curiosidade e gostaria muito de saber.
Talvez seja um resto de preocupação que me sobrou sobre você, muito embora eu nunca tenha perdido nada, eu só deixei de demonstrar, e com muita dor eu tento fazer isso todos os dias.
Talvez enquanto estou em casa agora vendo o dia lindo que faz lá fora, com todo esse calor do verão, você esteja num parque qualquer da cidade, ou até em outra cidade, cercada de amigos ou com outra pessoa, uma pessoa melhor que eu pra você agora. Talvez você esteja com alguém que te complete agora, mais do que eu poderia completar.

E imagino cenas terríveis pra mim procurando uma maneira de me prevenir de viver dores.

Eu não estou pronto pra te encontrar com outra pessoa. Não estou pronto pra ver que teu abraço tem outro destino que não os meus braços.

Pode ser fraqueza, eu não me importo, eu só não estou pronto pra isso. Eu não quero pensar que tem outra pessoa que vai te ver acordando. Não quero pensar que não será mais eu.
Penso de longe, mas não posso me imaginar vendo isso. Não posso te ver dando a sua mão macia pra que outro segure ao caminhar pela avenida. Não estou pronto pra te ver na fila do cinema. Sem mim. Não estou pronto pra entender que as coisas mudam, os sentimentos morrem (será mesmo?), as pessoas conhecem outras pessoas e enfim, quem sabe, a gente esquece de outras.

Pra mim, na minha vida toda, sempre foi mais difícil esquecer.

E olha, não quero que confunda isso com não desejar a tua felicidade. É que só não estou no meu momento de te ver feliz com outra pessoa que não seja comigo. Se isso for egoísmo, que seja então. E por isso eu tento me afastar. Eu tento e não consigo. Mesmo sabendo que não é mais o meu nome que te aquece o peito, eu procuro saber como você está. Eu vou atrás de informações suas sem você saber. Não quero que pareça perseguição, mas eu ainda gosto tanto, então eu cuido. Mesmo de longe. E não te peço compreensão e valor sobre o que eu faço, esse é meu jeito, eu sou assim e seria assim com qualquer outra pessoa que não fosse você.

No fim, eu fico feliz de ter a certeza – por mais que ela às vezes se afaste de mim – que o mesmo Sol que faz lá fora agora, aquele mesmo que te abençoa onde quer que esteja, aquele mesmo que já brincamos de tentar enxergá-lo a olho nu, vai um dia ser motivo novo de uma felicidade inédita pra mim, cedo ou tarde.

Eu sei que as dores passam, eu até leio muita coisa sobre superação. No entanto, eu nunca fui bom em interpretação de texto.

Sou daqueles que me imagino na morte pra saber se te tocaria o coração. Será que se você não tivesse mais nenhuma maneira de falar comigo, sem telefone, sem internet, sem nossos amigos em comum, sem minha família, sem contato, sem nenhuma forma de comunicação, será que aí sim você confessaria com sinceridade que sente a minha falta? Quebraria esse teu gelo no peito, tão idiota, que te impede de viver? E não falta de presença, é falta de ter ao lado pra poder viver, de poder contar, de poder dividir a vida.

Já me imaginei morrendo pra saber até que ponto chega a sua sensibilidade.

Com lágrimas escorrendo pelo rosto até o pescoço, eu só desejo a tua felicidade. Eu só não estou pronto pra ver como ela é. E quando eu falo que queria saber como você está agora, que queria poder enxergar isso, é só uma questão de saudade.

Se pra alguns eu já pareci a pessoa mais idiota de todas, a que mais se humilha por alguém, eu prefiro pensar que pelo menos eu nunca vou me arrepender de ter feito o meu máximo pra te provar que é com você que eu queria passar toda a minha vida.

Pena que você nunca entendeu meus esforços como eu esperava.
Eu sempre espero demais.

Minha Operadora De Celular Me Manda Mais Mensagens Que Você

Olha, você tem um talento, sabia?
É, tem sim! É um talento miserável de me deixar pra baixo, de me fazer sentir um lixo. E não necessariamente isso acontece quando você me diz algo, às vezes você me responde no chat do facebook com um desdém que me dá um ódio que você não faz ideia. Por que você é desse jeito?

Eu não sou obrigado a conviver com alguém que se sente obrigada a gostar de mim.

Mas o mínimo eu sempre vou exigir, e o mínimo pra mim se chama respeito.
Engraçado que você se baseia nas coisas que eu falo/posto na internet, aí depois vem com aquela de: “Nossa, você parecia tão feliz lá no twitter!”. É pra dar risada, né? Você com toda a sua inteligência não consegue parar pra pensar que eu posso escrever “hahaha” mas na verdade estou chorando do outro lado do computador esperando você me chamar pra conversar. Ou só esperando você me dar um “oi”.

É aquele lance de se colocar no lugar né, você odeia admitir estar errada e eu sinto dó disso.

Aí meus amigos me perguntam: “Como você aguenta?” E a resposta é óbvia e simples. Eu sinto amor, e é tanto que até me dá raiva, por que eu não consigo colocar um fim na palhaçada que é você me humilhando, especialmente quando me ignora.
Mas ainda acho que o pior de tudo é você fazendo todo o monte de merda que faz e eu ainda me preocupando em me colocar no teu lugar, em ver do ponto de vista de eu talvez também estar errando.

Eu assumo erros que não cometi só pra gente ficar bem. Eu erro no teu lugar.

Eu penso tanto se estou fazendo certo. Se é pedir muito pedir pra você me ligar quando chegar em casa ou pra você ouvir uma música que me lembra a gente. Eu me sinto tão idiota e acabo lembrando das minhas outras experiências. Traumáticas. Lembro e esqueço. Nada vai resolver. Também fico pensando se o que eu sinto é real, se existe mesmo um sentimento desse tamanho todo a ponto de me fazer engolir tanta coisa que você me faz.

Talvez isso aconteça por uma grande diferença entre nós: Eu sei valorizar o mínimo. Ninguém faz ideia de como eu fico feliz quando meu telefone toca as 20h e a bina me avisa que é você. Ou quando meu celular vibra e vejo que é uma das suas raras mensagens. Mesmo raras, eu as amo e leio infinitas vezes.

Eu não quero você na perfeição, quero você no teu máximo.

É uma droga porque eu acabo me perguntando se eu te cobro demais, se estou tentando fazer de você alguém que eu idealizo como boa pessoa pra mim. Está vendo? Esse sou eu novamente me culpando pra te poupar.

Eu não aguento mais te aguentar.

Você sempre tão cheia das respostas e pontos de vista não consegue perceber que não estamos bem, não consegue perceber que eu sinto falta daquela que ria quando eu tropeçava, que corria na chuva e não se preocupava em molhar o cabelo, hoje, você não ri mais comigo, ri de mim, hoje você não gosta de chegar tarde em casa porque o sereno da madrugada vai desmanchar teu penteado. Hoje, você não me aceita mais na conchinha, prefere o edredom.

E eu não posso fazer muita coisa se sou covarde até pra encarar que meu sentimento desgasta.

Enquanto as nossas brigas tiram uma fatia do nosso bolo, eu já estou com outro inteiro no forno.
Sempre otimista, até quando eu não preciso ser.

Mas sou eu quem vê as coisas assim. Tenho a esperança que um dia você perceba como me trata,  que repense se é justa a forma que lida com o que eu sinto e que talvez você se lembre, assim como da primeira vez, que pra mim é sempre especial ter uma mensagem sua de “Tudo bem?”, sem nem precisa assinar “eu te amo”.

Quem sabe um dia.

É Verão, Está Comigo, Nem Me Importo Com Mais Nada

Eu nem me importo muito se vai ou não fazer Sol. Apesar de que mesmo sem me importar ele faz questão de aparecer, e quando não, mesmo assim faz questão de me marcar o corpo com queimaduras. Se faz frio ou chove, pra mim também não faz a menor diferença. Lembrar que você está comigo quando te vejo andando pela casa preocupada com a comida e feliz cantando qualquer música do rádio já faz com que tudo valha a pena pra mim. Eu nem me importo tanto com o clima porque eu construo um clima pra gente.

Dias na praia me deixam cansado, a gente come tanto e se exercita tanto que o corpo às vezes desiste de ter forças. E tem horas que eu te engano.
Tem horas que eu te engano e você nem percebe. São alguns momentos como quando deito no sofá que tem na área externa dessa casa que alugamos, sem camiseta e só de shorts, e você se aproxima de mim quando te ouço:

“Amor? Viixi, dormiu, deve estar cansado!”

E na verdade eu estou bem acordado te ouvindo dizer e faço manha com ruídos só pra você ficar mais pertinho me carinhando. Me ajeito no sofá enquanto você passeia suas mãos pelo meu cabelo cheio de sal do mar. Te ouço reclamar das queimaduras, que deveria ter comprado um protetor solar de maior fator, e até levo uma buxa: “Mas gente, culpa dele que ficou me acelerando! Eu tenho, mas acabei esquecendo, droga!” Ora, se demorar 3horas pra arrumar UMA mala pra 2 dias na praia não for demorar, o que pode ser? Queria te responder isso.

Se eu já não estava dormindo antes, quando comecei a te ouvir foi que comecei a fingir mais. Reclama tanto dos pernilongos a noite, que os repelentes não são o bastante, que queria incendiar um por um desses insetos – nessa hora eu segurei minha risada – enfim, você reclama de tudo, mas ao mesmo tempo me surpreende.

É quando não estamos presentes que as maiores verdades são ditas.

Já com a minha cabeça sobre suas pernas e continuando com o carinho, você começa a falar de como tem gostado da viagem. Confessa aos nossos amigos que no início não estava muito animada, mas que foi só a gente chegar que tudo se transformou. Tão especial é te ouvir dizer que está feliz com a nossa história. Que não se importa muito com o meu jeito preguiçoso e até dá risada das minhas caretas fazendo manha ao me negar levar uma louça – é bom lembrar disso! rs.

Mas da mesma forma que te engano eu sou traiçoeiro. E você esquece disso.

Exatamente no momento que começa a falar coisas lindas sobre a viagem, eu acabo não resistindo e começo meu ataque de cócegas até que você faça xixi no biquíni de tanto rir. Eu não tenho compaixão! E entre arranhões das suas unhas sem esmalte e mordidas no meu ombro, paro a sessão cócegas só pra te dizer: “Não me bate, espera! Você é tão linda, ouvi tudo o que disse, eu não estava dormindo, me desculpa? Mas viu, conta agora aos nossos amigos que na verdade EU TROUXE o protetor e ele está DENTRO da sua bolsa em algum lugar, e isso, te mostrei quando estávamos no carro.”

E a reclamona que eu mais amo no mundo.

Feliz Ano Novo, Feliz Vida Nova, Feliz Um Travesseiro Para Dois!

Oi, boa tarde, como você tá?
É, você que está lendo aqui agora! Eu quero falar diretamente com você!
Vou me apresentar: Esse aí da foto sou eu! RÁ! Márcio, CEO/propietário/dono/presidente/hahaha deste blog, sou quem escreve todos os textos que você – lindamente – acompanha! Um beijo pra você, aliás!

Sabe, eu queria te agradecer MUITO. Não sei como você chegou até aqui, não sei extamente se você gosta muito ou pouco, do que você gosta, do que não, enfim, eu só quero te agradecer por ter lido nem que seja 1 texto que escrevi aqui. E ISSO É MUITO SÉRIO!
Se eu pudesse, te daria um abraço especial de agradecimento! *-*

Essa história de escrever já é meio velha comigo. Sempre gostei desde fotologs, passando por outros blogs, até chegar nesse que ganhou proporções que eu nunca imaginei que ganharia um dia.
Ó, vou te explicar como funciona aqui. Eu não tenho e nunca tive a pretensão de ser famoso escrevendo, nem me acho gênio, nem muito menos acho que meus textos são tão bons assim, mas eu gosto de escrever. Depois que esse blog começou a receber mais visitas optei por deixá-lo mais profissional, foi quando criei o perfil no twitter e a página no facebook.

A minha única intenção aqui é te lembrar que você sempre pode ver as coisas de outra forma e que essa forma pode ser sempre muito melhor, entende? Não quero escrever sobre quão o amor é lindo ou coisas nesse sentido, por que isso você já sabe. Eu só quero que em todos os momentos da sua vida, você tente olhar as coisas diferentes. Na hora da dor, que você se esforce pra olhar de outra forma e encontrar alguma lição pra tua vida, que na hora do amor você tenha pés nos chão, aproveite ao máximo e faça a sua parte para cultivar e manter muito saudável.

Uma nuvem nunca é só uma nuvem pra quem quem sabe ver a vida com o coração, sabe?

Quando comecei a escrever eu falava de textos “mimimis” do tipo:

“Foi quando teu sorriso que mais me lembrava o brilho do sol me levou ao céu tocando as estrelas…”

Oun, até que é bonitinho, né? MAS É MUITO BREGA TAMBÉM, hahaha! Aí automaticamente fui mudando meu estilo de escrever até chegar onde estou hoje, e quero evoluir mais.
Não sei se você também me falou isso, mas ao longo desse ano me compararam algumas vezes com o meu brother Caio Fernando Abreu. Fiquei feliz porque ele é bem consagrado, mas olha, eu NUNCA li NADA que ele escreveu a não ser as frases que o pessoal posta na internet. Eu não li pra não me igualar a ele, pra não ter o mesmo estilo e logo, não parecer cópia, sabe?

Agora vem, já fez o balanço do teu 2011? Você está feliz hoje? Eu estou e devo muito a você! A você que me twittava ansiedade pelo texto novo, que curtia as coisas que postei na fanpage, que assitiu alguma twitcam, que fez perguntas, que deu RT em frases, que comentava sempre sobre os textos.

Quero agradecer também a quem aceitou de braços abertos a minha aventura escrevendo os famosos TEXTOS PARA MAIOS DE 18 ANOS! Meu deus, como isso foi polêmico ein?

Curiosidades nos títulos dos textos +18:

– VEM, QUE EU FAÇO COMO VOCÊ GOSTA
“como você.” Deu pra entender, né?

– TUDO ACONTECE SE FOR DAQUELE JEITO
“foda aquele jeito” É um cacófago, repita em voz alta o título original, RÁ!

– TOMARA QUE CAIA MAIS VEZES
“tomara que caia” Meninas, não preciso explicar né?

Eu sou cheio de onda, né? Me deu na telha escrever algo mais apimentado e BUM, as pessoas DANADA amaram! HAHAHA! E eu achei bem divertido! Tenho certeza que você leu algum dos textos, e se não, tá indo agora ATRÁS pra ler né? (666) Hahaha!

O mais engraçado ouvir de várias pessoas: “Sua namorada deve ter muita sorte..”. Gente, eu NÃO NAMORO! Meu último namoro terminou em Fevereiro, ou seja, nenhum texto aqui foi pra ela ou sobre ela. É claro que, humano como sou, em alguns momentos foi inevitável eu me influenciar com as minhas experiências amorosas (wtf?), mas posso garantir que na maioria absoluta das vezes inventei todos os textos, ou no mínimo, me inspirei em alguma cena de casal pelas ruas.

Acho que você reparou que me esforcei pra escrever sobre variados temas: amor, ódio, vingança, traição, alegria, felicidade, sexo, dor, arrependimento, etc. Tudo naquela intenção de estimular uma visão nova. Espero, de verdade, que algum texto tenha mexido com você!

Ano que vem prometo muitas novidades! A ideia de um VLOG – formato de vídeo, pra postar no youtube –  está tomando forma e acho que será bem divertido, só não vou contar muitos detalhes, quem me acompanha nas redes sociais faz ideia do estou preparando! MUAHAHAHA (risada maléfica!)

Viu, é isso então. MUITO OBRIGADO por ter acompanhado o blog ao longo desse 2011! Obrigado pelos quase 20.000 ACESSOS em 9 MESES de existência! Em 2012 estaremos juntos de novo com muito mais textos e as novidades que estou preparando. E ah, lembre-se de caso gostar, mostre os textos para os amigos, faça a mensagem ser espalhada, me ajude a fazer as pessoas olharem as coisas de outra forma =)

Obrigado! Que você tenha um ótimo revéillon, que todas as forças do bem estejam com você nesse 2012 e sempre, e mais que isso, que os seus sonhos finalmente se realizem! Muita saúde, paz, amor, união e pensamentos gostosos! =)

O MELHOR ESTÁ POR VIR!
Um beijo, 

Márcio Rodrigues.
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Eu Amo Você, Não As Frutinhas Do Panetone

A parte do dia que mais gostamos é a noite. Em qualquer lugar, na minha ou na sua casa,  numa viagem, não importa.
É claro que o um dia de sol deixa a gente muito feliz também, você aproveita e usa óculos escuro e sempre vou achar isso sexy. Bem como dias de frio, com a cidade romanticamente cinza, fortalecem nossos sentimentos e as mãos não se desgrudam.
Mas a noite, filme e uma comida gostosa, alguns amigos ás vezes, mas especialmente, muito de nós dois pra nós mesmos.

Talvez o grande segredo para aproveitarmos os momentos é aproveitarmos, acima de tudo, a nós mesmos, sabe? E a gente faz isso muito bem.
Pode ser a noite de maior tempestade – e já presenciamos várias – onde ficamos sentados no terraço vendo a velocidade da chuva, viajando sobre o porquê da chuva, em como é bonito, em como o céu domina esse nosso mundo, em como somos nada perto dessa natureza toda. Pode ser a noite de maior calor do mundo, quando a gente inventa de jogar cartas, preparar algo novo na cozinha e não conseguimos e então recorremos a milhões de litros de sorvete. Noites quando eu tento aprender a tocar violão e você gaita. Quando eu só estou de cueca e você só de regata e calcinha. Pode ser também a maior noite de frio de todas, onde edredons, chocolates quentes e muitas meias são as nossas maiores companhias. Noites frias também, quando estamos a sós, que nos fazem ter a maior preguiça de todas pra tomar banho, e justificando a isso, o motivo pelo qual tomamos banho juntos e fazemos aposta sobre quem vai se despir primeiro.

Todas as nossas noites são especiais desde que trocamos o “Sim”.

Mas hoje é meio diferente. É um dia mundialmente diferente.
Hoje vai ser o nosso primeiro Natal juntos, e eu confesso, só eu sei o quanto esperei por esse momento. Vivi até hoje baseado nos filmes onde a felicidade é predominante e eu sempre fui descrente disso. No entanto, hoje eu me sinto no auge da minha felicidade até então.
Vai ser a primeira vez que não vou ver problemas em reuniões de família, seja a minha ou a sua, até porque teremos que ficar um pouquinho em cada.
Na minha casa as coisas são mais simples, minha família é pequena e não é tão tradicional quanto ao Natal. Geralmente fazemos uma prece rápida, comemos e já está encerrada a noite. Já a sua, pelo que me disse, tem muita gente, parentes distantes, primos pequenos, cachorros, muita gente mesmo! Ufa!

Pra mim, é uma forma inédita de comemorar o Natal. É você sempre me ensinando coisas.

Parece que aquele seu tio que brinca comigo: “Tô de olho em você hein, faça minha sobrinha feliz!” vai estar presente hoje, né? Tudo bem, vai ser a oportunidade de ele e de toda a sua família me conhecer um pouco mais, estou ansioso.

Se eu tiver você comigo, não existe dificuldade não superada. Nem saia-justa, rs.

Nosso primeiro Natal. Quem diria.
Espero ser discreto quando for meia-noite enquanto você estiver cumprimentando toda a sua família. É que prometi a mim mesmo parar nem que seja 1segundo e agradecer as coisas que me aconteceram esse ano. Agradecer a família e amigos que tenho, agradecer a vida pelas suas surpresas, a gradecer a vida por te trazer de surpresa, agradecer a você por ter mudado a minha vida. Nessa noite especial vou agradecer por todas as noites que já tivemos. Noites perdidos na rua sem ter como voltarmos pra casa, noites em shows e baladas, noites na casa de amigos, e claro, as nossas noites vendo a chuva, vivendo o frio e o calor, aquelas que já comentei.
Em meio a tantos agradecimentos, pretendo fazer um pedido à todas as forças do bem que estiverem me ouvindo: Eu quero mais! Da maneira que a vida achar necessária,  mas eu quero mais surpresas boas, quero mais você e mais das nossas noites.

Estou ansioso por esse que promete ser um dos Natais mais incríveis da minha vida! É tanta coisa pra viver ainda hoje! Comprei uma roupa só pra usar hoje, sabe né, minha mãe me criou assim.

Hoje eu já acordei bem com a sua mensagem de “É hoje, te amo!”, já passei o resto da tarde feliz da vida quando o que me escreveu no Facebook: “Psiu, esperei muito por hoje! Até mais tarde, te amo!”

Ouvir o teu primeiro “Feliz Natal!” pra mim, só vai brindar ainda mais a essa vida que eu amo tanto, cheia de possibilidades, e que deliciosamente trouxe você pra mim a quase 1 ano atrás.

Eu só quero mais noites com você. E eu prometo que sempre vou fazer o meu máximo pra que eu possa ocupar um lugar especial na sua vida, a começar com o nosso primeiro Natal.

Só me desculpe, diferente de você, eu realmente não gosto das frutinhas do Panetone, espero que me entenda =/ Hoje vai ser a minha vez de te apresentar uma alegria nova: Chocotone!

E ah, meia-noite também vou te agradecer em silêncio por me dar a oportunidade de conhecer a mais completa felicidade.

Quase Morri Mas Valeu A Pena

Nunca esperei tanto por uma dia na minha vida como esperei que chegasse o Hoje.
Não me pergunte porquê, mas estou muito nervoso – apesar do motivo ser óbvio, otimista também, mas muito mais nervoso. Não sei se vou conseguir passar uma boa impressão, é difícil prever.
Mas o que importa é que será importante pra nós, a gente precisa de mais espaço pra podermos dar maiores passos na nossa história e eu faço questão de viver este capítulo. Ok, tudo bem que se fosse possível acordar com tudo já resolvido, eu escolheria essa opção, hehe.

Pra gente dar novos passos precisamos lembrar dos que já demos.

Mesmo com relativa pouca idade eu já aprendi tanta coisa nessa minha vida, sabe? Aprendi especialmente a respeitar as pessoas e o jeito particular de cada uma delas. A gente não pode prever reações, a gente tem que encarar. E isso de hoje vai ser só um detalhe das nossas vidas. Um dia vamos rir da lembrança!

Estou bem? Essa roupa tá legal? Quero sinceridade!
Odeio ficar nervoso desse jeito, minhas mãos transpiram demais e fico com receio das minha axilas fazerem o mesmo, algo que causaria bastante constrangimento por minha parte.
Por que eu não paro de falar?
Como você está? Nervosa também? Dormiu bem a noite? Se eu te falar que fiquei treinando no espelho do banheiro você acredita? Com eu sou infantil, né? Por que eu faço tantas perguntas?

“Oi filha, está em casa?”

Pronto, chegou a hora, sem mais demora, sem roteiro. Mãos suando, coração mais acelerado do que a primeira vez que te vi. EITA, mas não brigue comigo, haha, é outro tipo de nervosismo. Quando se soma, ansiedade, nervosismo, felicidade e muito mais ansiedade a gente fica doido. Se eu passar ileso hoje posso ter certeza que meu coração está em ótimo estado!

“Ah, você está aí, me dê um beijo! E, olá garoto, como vai?”

“O-o-oi, eu estou bem e o Se-e-e-e-enhor?

“Hm, bem, parece nervoso, está tudo bem mesmo?”

Acho que a minha mão está pingando de tanto suór, só espero que ele não perceba!

“É-é-é-é, está sim sr. Bom, eu preciso conversar com o sr., tem 1 minuto?”

“Hmm, entendi, ok, pois não, podemos conversar, sente-se. Filha, fiquei aí, não tem problema.”

“Bom, então ok, vou começar.
Antes de qualquer coisa, eu queria que o sr. lembrasse comigo, sem precisar me falar nada, do seu namoro com a sua esposa. Queria que lembrasse dos detalhes, de todo o início, os passeios, tudo.

“Não estou entendendo nada, está brincando com a minha cara?”

“Ai caramba, não é isso, bom, chega, vou falar de uma vez. Acontece que eu amo a sua filha. Ela me disse ter tido outras relações com outros garotos e o que o sr. não aprovava muito, sei dos detalhes, mas eu queria te garantir que ninguém nesse mundo vai gostar mais da sua filha do que eu, pode ser que alguém goste igual, mas MAIS do que eu, nunca! E é sobre isso que quero falar. Nos conhecemos a um tempo e começamos uma história muito bonita, recheada de sinceridade e do mais honesto sentimento. No entanto, conversando com ela, desabafei que não conseguiria continuar se eu não tivesse essa conversa com  o sr. E é isso, eu não quero pedir, porque mesmo que o sr. não aceitasse, eu ia fazer o esforço impossível pra continuar vendo sua filha de alguma maneira, portanto, eu quero te comunicar que estamos namorando a uma semana. Quero que confie em mim, no meu caráter e nos meus princípios e que acima de tudo acredite quando eu digo que não tenho limites do que fazer para deixar sua filha feliz. Então é isso.”

“Olha garoto. Hoje em dia tudo está muito complicado. Minha filha é linda – afinal, é minha filha, hehe –  garotos mexem com ela nas ruas todos os dias, é muito complicado confiar em alguém novo assim do nada, mas, ao mesmo tempo, eu confio muito nela e na maturidade que ela tem. Se ela está feliz, e esse sorriso do tamanho do mundo entrega que sim, por mim tudo bem, que vocês sejam felizes com o meu consentimento. E particularmente, fico feliz de ganhar um novo amigo! Só espero que torça pro mesmo time que eu, haha!”

“A partir de agora eu torço, mesmo sem saber qual é!”

“Hahaha, muito boa essa! Gostei de você, mas bem, preciso sair pra regar o jardim, fique a vontade e juízo ein?”

“Hahahaha, pode deixar, ganhou um amigo sim! Muito obrigado e boa ‘regada’ de jardim!”

Eu não acredito que conseguiii! Eu poderia sair correndo pela rua gritando agora! Que felicidade, amor! Está tudo dando certo, agora estamos oficialmente namorando!

“Hahahaha, como você é lindo, sabia? Quanta coragem, encarou meu pai e conseguiu convencer o véio, seu lindo! Mas vem cá, só não entendi a parte que pediu pra ele lembrar do namoro com a minha mãe, o que quis dizer com isso?

“Ah, então, teve isso né, olha, eu não quis dizer NADA, hahaha, na verdade eu não sei, não lembro o que exatamente eu falei, estava meio que em alpha, tentando me concentrar no assunto principal, falei qualquer coisa pra entretê-lo, mas o que importa é que deu certo, né?

“HAHAHAHA, não acredito! Seu doido! É, deu siiim! Agora vem cá vem meu novo namorado! <3”

No jardim…

“Amor, você se lembra do nosso início? Posso te revelar uma coisa? Eu nunca gostei daquela tua blusinha cor salmão, me dava um pouco de nojo, hahahaha, sei lá, MAS CALMA MULHER, ABAIXE ESSA MANGUEIRA! Ao mesmo tempo, você ficava tão sexy de tiara e aquilo me fascinou! Lembre-me de comprar novas tiaras amanhã? Quero reviver aqueles momentos! Vem aqui lindona! s2”

Que Você Seja Feliz, Desde Que Seja Longe De Mim

Me preocupei em hoje usar uma das roupas que você gosta tanto. Inclusive aquela camiseta que me custou os olhos da cara e que ainda estou pagando a segunda parcela. Espero que perceba.
Hoje está fazendo um dia bem gostoso: nem frio demais, nem calor demais, dá pra gente usar camiseta e uma blusa leve se for o caso. Só espero que não chova.
Saí de casa tão ansioso que esqueci de passar perfume, tive que descer do ônibus e voltar em casa só pra passar o bendito perfume. Você me merece cheiroso, né poxa? Minha mãe enlouquece quando volto pra casa numa situações dessas. Nem quero lembrar tudo que ela me disse quando eu voltei só pra trocar de camiseta porque eu não havia gostado da escolhida na ocasião.

Já a caminho de te encontrar, optei por ouvir algumas músicas mais calmas. Geralmente eu coloco player na ordem aleatória, mas hoje quis ser específico. A trilha foi uma banda nova de folk que descobri a duas semanas. Lembro que você não havia gostado quando te mostrei, achou “moderninha demais” e hoje se tornou até toque do seu celular, haha, só você né?

O combinado era de te encontrar as 20:30 na saída do teu curso. A viagem de ônibus estava tão longa que ouvi duas vezes o disco da banda lá.
Quando finalmente cheguei, bem adiantado aliás, eram umas 19:25h, fiquei fazendo hora ali naquela lanchonete que vende um dos melhores rizzoles da cidade. Não é saudável, nem muito pouco romântico, mas a academia e um bala de menta resolve esses detalhes.

Tenho mania de observar as pessoas. De dentro da lanchonete fiquei reparando as pessoas, basicamente, “vivendo”. Casais, crianças, adolescentes, jovens, idosos, cachorros, é tanta coisa pra se observar. E eu sou desses que em meio a essa oferta de opções ainda encontro tempo pra reparar se as estrelas nos visitaram. No entanto, notei que o céu estava repleto de nuvens o que significava chuva á vista.

8:15h.

Lá vinha você. Surpreendentemente adiantada, saindo do curso, cercada de amigos. Corri pra pagar meu rizzole, àquela hora já havia comido uns 4, limpei minha boca farinhenta e me aproximei da saída pra te encontrar. Eu também tenho a mania de sempre te fazer uma surpresinha, ora flores, ora doces, sempre penso em algo. Hoje, eu havia comprado o teu ingresso pro show que tanto quer ir, e de quebra, comprei um pra mim automaticamente avisando que você teria minha companhia.
A ideia era: Me esconder entre os carros, fazer gesto pros seus amigos não me denunciarem e chegar em você por trás mostrando apenas os ingressos.

Então, me escondi.

Calculando o momento certo, vi que seus amigos começavam a se despedir de você.

Menos um.

Até aí tudo bem, você já tinha me contado dele, que era super gente boa, inclusive o conheci e confirmei sua informação.

20:23h.

Eu escondido, você conversando com seu amigo.
Mas em uma fração de segundos que desviei o olhar pra avenida e voltei à olhar você…

Não foi com um beijo no rosto que vocês se despediram.
Não foi.

Naquele momento eu comecei a suar e meu coração disparou. Eu não estava entendendo nada, mas preferi ficar ali observando o que estava acontecendo.

Você estava beijando outro.

Olhava entre os vidros dos carros, era noite, mal daria pra você me perceber, foi quando comecei a chorar com o rosto encostado no vidro. Minhas lágrimas lavaram o vidro daquele lado e escorriam lentamente. Eu me desesperei mas não conseguia tomar uma atitude.

Fim do beijo. Troca de selinhos e carinhos.

Enxugando o rosto, vi que você estava com pressa, certamente porque eu estaria chegando já.

Você sabia que eu ia te buscar, mas segundos antes, beijou outro.

Angustiado, levantei, sequei o choro com a camiseta – aquela camiseta – e fui lentamente de encontro a você. A vocês.
Teu amigo percebeu minha aproximação e ficou pálido. Você sem entender a expressão dele, virou os olhos na minha direção pra ver o que acontecia.

Voltei a chorar. Dessa vez olhando nos teus olhos.

Você largou os cadernos no chão e veio em direção a mim com as mãos na cabeça.

“Calma, calma, eu posso explicar, eu posso explicar!” gritava enquanto os outros estudantes saíam do curso.

Tudo que eu fiz foi desviar de você e sair correndo em disparada aos prantos sem olhar pra trás. A tempestade havia começado e em um dado momento eu  já não sabia mais o que era lágrima e o que era chuva.

Mas isso não foi pior do que pensar que eu não sabia quem era você.

Corri o mais rápido que eu pude, com o teu ingresso na mão, minha roupa preferida por você, chorando, sempre correndo, sem olhar pra trás, sem olhar você.
Exausto, sentei num banco de ponto de ônibus, até que eu ouvi uma voz:

“Ela não te merece, garoto. Não merece o que você sente, nem teus esforços, ela precisa sofrer pra aprender a amar. Não se preocupe e se quiser, eu divido meu leite quente que acabei de ganhar ali do bar. Você tomou chuva, capaz que pegue resfriado!”

Era um mendigo.

Agradeci a gentileza com um gesto, levantei comecei a caminhar sob a chuva torrencial.

Naquele dia eu fui a pé até a minha casa. Demorei cerca de 4horas andando, cheguei 3hs da manhã e incrivelmente, eu senti um alívio muito grande. Um alívio que pra mim serviu de lição. Lição de que as pessoas não são iguais, de que são capazes de fazer as piores coisas, independente do teu nível de relação com ela. Pensei na lição de que ninguém vai pensar exatamente igual a mim, ninguém vai se importar tanto quanto eu, até porque, só existe um exemplar de mim.

Molhado, deitei no sofá e por ali mesmo dormi.

Voltei no dia seguinte no mesmo banco de ponto de ônibus pra procurar o mendigo e pra ele dei: o ingresso do show que era pra você, uma jarra de chocolate quente e falei ao me despedir enquanto ela não acreditava no que eu estava fazendo:

“Eu não preciso saber seu nome e você também não precisa saber pra que serve esse papel aí, que é um ingresso aliás. Aceite minha bebida também e aceite o meu mais sincero ‘eu te amo’, o teu nome eu deixo subentendido no “te”. Do contrário de uma outra pessoa, você me provou que é possível sim se colocar no lugar de outra pessoa pra entender como ela se sentiria sob as nossas atitudes, então nada mais justo você sim merecer o meu ‘te amo’ e até um dia.”

O ingresso do teu show que você tanto queria havia se tornado aviãozinho de papel daquele mendigo que mudou a minha vida.

Ou Eu Poderia Fingir Tudo

A gente poderia combinar assim né: Que você de uma vez por todas saísse da minha vida e parasse de morar em cada passo meu, em cada pensamento e em cada palavra que eu digo, ou que pelo menos eu conseguisse me afastar de você.
Eu juro que não é por falta de tentar, já até cansei de tentar te isolar de tudo, mas eu sou covarde demais pra admitir que por mais que eu consiga mandar no meu cérebro, é o meu coração que manda e ele nunca me obedece.

É que também faz tanto tempo que eu não te vejo que até pensei estar conseguindo te deixar de lado. A tua ausência já estava me fazendo bem, pois eu não tinha mais a sua voz por perto, sua mensagem de ‘tudo bem?’ e até mesmo na sua rua eu nunca mais tinha passado. Tudo corria bem até eu encontrar uma primeira lembrança sua. Foi um dia desses, andando pela rua, quando ouvi chamarem o seu nome, olhei pra trás, não era você é claro, era outra pessoa com o mesmo nome. Mas isso foi o bastante.

Ouvir o teu nome foi o bastante pra me fazer parar, pensar e lembrar de tudo. De novo e de novo. É uma merda porque parece que a vida às vezes brinca comigo quando me faz acreditar que o teu capítulo já é passado.

Eu só queria resolver tudo, só queria que tudo acabasse bem. Você aqui comigo ou no inferno.

Já nem mais luto pra que a gente continue escrevendo a nossa história, agora se tornou uma questão de atravessar os dias, eu quero voltar a viver, quero voltar a ser quem eu era antes de você aparecer na minha vida, quero voltar a gostar das coisas que já gostei, eu quero EU mesmo de volta.
O problema é que eu esqueci de como eu era depois que te conheci. Você, feliz ou infelizmente, hoje já nem sei bem, me mostrou um lado de aproveitar a vida que eu nunca tinha conhecido. Aí eu acabei me viciando no nosso jeito de viver, de achar graça de tudo. Acabei me viciando em querer nossos dias de novo, em querer te ver outra vez só pra saber o que iríamos fazer.

Por mais que fizéssemos as mesmas coisas todos os dias, eu sempre sentia um amor diferente.

É bem isso aí então. Não tem nada que eu possa fazer pra resolver isso tudo. Vou me aliar ao tempo e deixar nas mãos dele.
Mas bem que, no fundo, a gente poderia combinar assim né: Que a gente converse, que finalmente a gente concorde que a questão aqui é maior do que podemos imaginar, que queremos renovar e reviver todos os dias de Sol e chuva, ou melhor, que queremos viver novos dias de sorrisos e lágrimas, ou que pelo menos que a gente converse pra chegarmos a conclusão de que tudo foi um sonho.

Eu só esqueço que todos os sonhos podem ser reais.

A Hora Do Cabelo Tijelinha Se Dar Bem

Eu nunca fui bom em conhecer pessoas novas.
Minha auto-estima sempre foi baixa demais pra eu me considerar interessante a ponto de engatar alguma conversa com que não conheço.
Lembro que desde pequeno eu ficava mais na minha enquanto meus amigos, já bem soltinhos, paqueravam as meninas no colégio, já eu, eu ficava quietinho ajustando meu óculos e a minha franja tijelinha que era de praxe usar naquela época.
Mas a gente cresce, né? Felizmente a gente cresce e com isso podemos mudar muitas coisas na nossa vida.

Eu cresci, mas continuo o mesmo envergonhado.

Hoje não está sendo muito diferente de outro dia qualquer.
Gosto dessa cafeteria, compro revistas legais na banca na esquina anterior e venho pra cá ler. Sei lá, eu me divirto até que bem sozinho. Com esse meu costume percebi que sei fazer amizades com bebês. Todos riem quando eu os olho e faço alguma careta. Bom, eles também riem quando eu não faço careta. É, pensando bem, eu não tinha pensado nesse sentido.

O que importa é que esse lugar é legal. Vem pessoas descoladas, casais, Sozinhos iguais a mim, enfim, gente de toda espécie.

Tudo estava igual até que me entra uma garota de cachecol.
Meio desastrada com livros, ela tentava manter os óculos fixos. Me olhou com cara de vergonha, e eu prontamente abaixei a cabeça retribuindo toda a vergonha.
Ela pegou café e parecia procurar um lugar pra sentar.
Eu comecei a suar.
Não tinha certeza se poderia sugerir que sentasse comigo, digo… que sentasse no meu lugar, mas algo me dizia que eu poderia tentar algo, pelo menos ela não seria rude comigo ao ser delicado com ela.

“Oi, está procurando lugar pra sentar né? Senta aqui comig… digo, pode se sentar aqui, eu estou de saída!”

Rojões se estouravam dentro da minha barriga nessa hora, consegui, meio derrapando, falar algo interessante talvez pela primeira vez na minha vida. Espero que ela tenha entendido que eu estava a xavecando, esperando que ela aceite me beijar. Não é assim que as coisas são hoje em dia? Meus amigos dizem que não precisa “dar muita ideia”, é só duas palavrinhas e gol. E eu até que falei bastante.

Ela se assustou com a minha abordagem e olhando pros livros que carregava mais o café quente, mais o cachecol caindo do pescoço, não hesitou em aceitar meu convite e acrescentou:

“Poxa, quanta gentileza, vou aceitar, mas você pode ficar aí também, não precisa ir embora, a não ser que esteja com alguém ou esperando alguém, não quero ser inconveniente”.

Mal sabia a garota do cachecol que eu não sabia o que era esperar alguém e esse alguém chegar.

“Hmm, então ok, vou ficar, obrigado!”

Aceitei com inteligência e sentamos.

Enquanto ela se explicava e agradecia novamente pelo assento, comecei a pensar que eu estava conversando com uma estranha, sobre assuntos aleatórios, e que essa pessoa estranha era uma garota que aliás era muito bonita. Era difícil eu manter a concentração no que ela falava porque eu estava realmente feliz em viver aquele momento.

A conversa começou sobre um assento e chegou até nos alpes chilenos.

A noite havia chegado, o frio apertado e estávamos lá ainda, semi-bêbados de tantos cafés conversando sobre tudo. Minha revista havia se tornado o forro da mesa.

Eu tinha perdido a vontade de beijá-la da maneira que meus amigos dizem ser o certo a se fazer. Eu queria que ela falasse mais, que falasse das experiências e coisas que viveu. Estávamos tendo uma conversa tão gostosa que eu seria capaz de decorar todas a falas pra poder repetir no espelho quando chegar em casa. Como se eu pudesse reviver aquele momento, sabe?

Fomos avisados pelos atendentes que a lanchonete ia fechar.
Ela disse que ficaria no metrô e eu a acompanhei.
Trocamos números de telefones e enquanto ela anotava o meu no celular dela, dei mais uma volta em seu cachecol como se a alertasse do frio que fazia. Ela levantou a cabeça lentamente e sorriu pra mim, eu retribuí.

Um longo e quente abraço, beijo com vento no rosto e aceno ao darmos as costas.

Até que dois tropeços aconteceram.
Nós dois tropeçamos no mesmo momento da mesma maneira ao darmos tchau.
Rimos, com a mesma vergonha da hora que nos vimos na sua entrada desastrosa e nos despedimos.

Fui embora olhando para os arranha-céus da avenida e pensando sobre como fiz o certo em ficar na minha nos tempos de colégio, em não me desesperar em ter garotas como meus amigos tinham, em não forçar amizades, em não querer ser o popular.

No fundo, eu só queria alguém que risse quando eu tropeçasse e não alguém que me humilhasse. E conheci mais, conheci uma pessoa que também tropeça comigo, não tenho do que reclamar, pra quem tinha algumas revistas como companhia, até que as coisas mudaram.

Masculinamente, devo confessar que eu gostaria de ter beijado a garota do cachecol, ahh eu gostaria… Me veria perfeitamente numa cena de filme. E ela parecia ter lábios mais macios que as nuvens. Encantador.

Mas tudo bem, sem problemas, sem desespero, ela tropeça comigo e isso já é o bastante, e afinal, combinamos de sair mais vezes também, a começar com amanhã outra vez.

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