Autor: Márcio Rodrigues (Page 66 of 71)

“Mas Estou Horrível Em Todas, Certeza”

Meus pedidos foram atendidos!
Eu adoro, mas hoje eu não queria um dia de Sol.
Tenho planos pra nós pra dias de chuva como hoje. Dos filmes no DVD até o STOP de papel que tanto gostamos. Espero que aceite minha sugestão quando eu chegar na sua casa. Não é nada inovador, nada que já não fizemos antes, mas hoje tem um motivo especial, espero que goste.
E a verdade também é que podemos fazer a mesma coisa todos os dias de maneiras diferentes.
Espero que ainda esteja dormindo quando eu chegar na sua casa.

Um ônibus, uma hora de viagem e cheguei.
Toco a campainha, sua mãe vem me abrir o portão.
“Eu vou bem e a Sra.?”
Tua mãe me diz que está dormindo (consegui!) e eu peço então pra te fazer uma surpresa. Ela deixa.
Entro no seu quarto com a luz do celular pra me guiar. O silêncio é tamanho que ouço a tua respiração sob a montanha de edredon. Puxo a cadeira e deixo a mochila por perto.

Resolvi ficar te vendo dormir e até tampei meu nariz pra você não ouvir a minha respiração. Você dorme tão lindamente. Faz algumas caretas, torce a boca e o nariz e ás vezes até ri, haha! É engraçado! Mas pelo menos significa que está feliz, sonhando com algo bom.
Meia hora se passa e sua mãe abre a porta delicadamente perguntando se queremos comer algo, mas se assusta ao ver que você ainda nem acordou. Envergonhada, coloca a mão na boca se autosilenciando e sai do quarto.
Apesar do tempo chuvoso, muitos feichos de luz invadem tua janela facilitando a minha observação de você. Fiquei com dó de te acordar propositalmente, por isso decidi te esperar acordar por conta própria, e pra minha surpresa, não demorou nada.

Então você desperta e me olha!
Faz uma cara de susto tão grande e coça os olhos tentando entender o que está acontecendo!
“O que você tá fazendo aqui, meu?” Me pergunta com a tua delicadeza de sempre.
“HAHA, sei lá, quis te ver acordar, gosto da beleza do teu ‘bom dia'”, me justifico.
Continuou deitada e virou de lado pra mim.
“Onde a gente vai hoje?” me perguntou.
“Então, pensei em ficarmos aqui na sua casa mesmo, trouxe umas coisas pra gente comer e uns filmes legais pra assistir, o que acha?”
Não pareceu muito contente com a ideia, você adora sair e passear com algumas das suas dezenas de sapatilhas.
“Mas eu queria sair, pensei em ir ao shopping comprar uma sapatilha!”
Outra sapatilha.
Eu rio não acreditando que pretendia comprar realmente outra sapatilha.
“Eu fui ontem ao shopping!” revelo. “Como assim foi ontem? Você não foi pra aula?” Porque mentiu pra mim?” me ataca.
“Calma! Eu fui! Mas saí mais cedo, e aproveitei pra passar no shopping rapidinho.”
Você ficou enfurecida e virou de costas pra mim, reclamando que não avisei nada, que eu sabia que você queria ir e finalizando que é melhor eu ir embora porque você não quer fazer nada hoje. Mesmo desacreditando que estava brigando comigo por isso, pego minha mochila, uma sacola e um embrulho.
E você, ainda com raiva mas muito curiosa, vira de frente pra mim denovo ainda reclamando.

SILÊNCIO.

Eu ri e você se chocou.

“Foi pra isso que eu fui no shopping ontem.
Feliz 127 dias de namoro. É isso, a gente já está juntos a um tempinho né. Resolvi eternizar todos os nossos momentos até aqui, e nada melhor do que em fotografias, onde passe o tempo que for, aqui nessas nossas 124 fotos está eternizado como a gente tem sido feliz até aqui. Tem foto da gente dentro do cinema, comprando sorvete e no dia da praia. Espero que goste! Na verdade eu encomendei esse álbum a um tempinho atrás, mas só ontem ficou pronto e por isso que fui ao shopping, hehe”

Eu tinha que filmar a tua reação. Você adora fotos!

“Não acredito que você fez isso, sério! HAHAH, como você é bobo! Adorei, mas eu tô horrível em todas, certeza!”

Levantou da cama, sentou no meu colo na cadeira e me abraçou com cheiro de cama-dormida. Me deu um “Obrigado, você me irrita ás vezes, mas é a pessoa que eu mais amo no mundo!” e um beijo com bafinho de “bom dia”.

Não me retribuiu o “Feliz 127 dias de namoro” mas tudo bem, nem esperava isso, você é assim, eu gosto do teu jeito particular de ficar feliz e de me agradecer.

Podemos fazer a mesma coisa todos os dias de maneiras diferentes. Podemos eternizar os mesmos momentos cada dia de uma maneira diferente. Podemos tudo, mas antes, precisamos querer.

Clique em “Início” para CURTIR a página do Um Travesseiro Para Dois no Facebook“

Fulano Mudou o Status de Relacionamento Para “Solteiro”

“Eu não quero saber mais de ninguém! Tô fora desse negócio de namoro! É muita dor de cabeça, a gente briga por tudo! Ter que responder “eu também” toda vez que me diz “eu te amo” só pra não rolar discussão é um saco! E eu acho uma droga ter que sair e dizer onde vou, com quem, fazer o que, que horas volto, arrgh! Cresci e consegui me desprender dos meus pais pra não precisar falar tantos detalhes assim e agora tenho que dar satisfação em namoro? Tô fora! Eu quero meus amigos e festa! Quero praia, quero viagem, férias, bons drinks, váááários rolês e gente nova! NADA de me prender sério com alguém. Por falar em férias, é isso, tô de férias do ‘eu te amo’. Nem comédia romântica eu assisto mais, hahaha! Bom é sair sem ter horas pra voltar, com as pessoas que a gente gosta, pros lugares que gostamos! Viver intensamente é isso, ignorar regras, perder o controle, gritar pro mundo como é bom ser LIVRE!”

“Ninguém presta nesse mundo, nunca vou encontrar alguém que saiba me valorizar =( Ás vezes me pergunto o que tanto eu tenho de errado que não consigo desencalhar nunca. Saio de casa, conheço gente nova, mas tudo que eu vejo são pessoas que não querem nada sério, só ‘curtição’ ou ‘tirar um barato’. Eu sou uma pessoa que sonha e não sou tão ruim assim! Eu sinto carência. Não quero só ver os casais andando pelas calçadas num sábado a tarde, quero ser um casal também. Não quero ir na locadora com a minha mãe num sábado a noite. Quero que outro alguém vá comigo e que aluguemos dois filmes; um pra cada e que que depois iremos pra casa pra assistirmos deitados deliciosamente apertados na minha cama. Quero um romance tipo daquele meu casal de amigos tão lindos, que dê arrepios! Seria pedir muito alguém que me dê valor, que dê valor as pequenas coisas?”

Penso que na verdade essas duas situações se combinam, acontece que eles não sabem respeitar a própria fase.
No primeiro caso estão as pessoas que definem não querer se envolver com alguém, que vivem uma felicidade desenfreada – o que não necessariamente significa algo positivo, por não ser algo tão real -, que estão felizes sozinhas, que o importante é se esbaldar nas baladas, festas, “casinhos” e ressacas. Essas pessoas geralmente estão cercadas de amigos que só dizem o que querem ouvir, que criam um mundo colorido. Amigos esses que no primeiro namoro que engatarem, sumirão da face da terra. Todavia, pro bem do crescimento humano, em alguns casos, é importante viver uma fase dessas!

No segundo caso, são as pessoas que estão na UTI DO AMOR. Que se acham um lixo, horríveis, desinteressantes, que reclamam de tudo, que só leem romances de TV, que postam frases depressivas na internet e que só falam de solidão, que leem o horóscopo esperando encontrar “teu amor vai aparecer hoje as 15:18h”, sabe? Pessoas que não auto-suficientes, que não se valorizam e assim depositam todos os motivos de felicidade na dependência de ter alguém, de carregar uma aliança, de falar do namoro pros amigos.

TÁ TUDO ERRADO!

MUNDO, “Solteiro” é um estado social, não uma sentença.
Ninguém nasceu e nem vai morrer solteiro! Espero, rs.

Acontece que tem horas na vida que é importante ESTAR SOZINHO, sem amarras e sem chuvas de justificativas sobre onde vai, com quem, fazer o que, volta que horas e coisas do tipo. MAS MAS MAS, aí que mora um grande problema.
Pessoas que vivem a “solteirisse” como DEFINIÇÃO DE VIDA desconhecem um lado lindo da felicidade real e que pode trazer muitos benefícios além das doses de tequila e dos beijos sem-nome pela noite. O lado bom de ter a quem contar e confiar, sobretudo é de ter alguém que te admire, que te respeita e que te elogia, que luta por e com você, que faz o impossível pra te ver bem. Esses solteiros ficam cegos e não se importam com isso. O problema é que quando perceberem como essa felicidade é importante e também faz muita falta, poderá ser tarde demais, poderá se verem SÓ e os amigos, aqueles de todos os fins de semana, eventualmente num momento em que todos estarão namorando, não terão mais o mesmo pique pra baladas, festas e tudo o mais.

AO MESMO TEMPO, dá pra entender as pessoas que buscam infinitamente uma relação estável. O problema nesse caso é a forma que elas fazem essa “busca”. A começar pelo verbo. Não é pra existir busca, quanto mais se espera menos chega. É importante saber viver a fase que está passando, saber valorizar todas as outras coisas que a vida proporciona, amigos, família, sucesso no trabalho, sonhos, tudo, pra que quando for a hora (e essa hora não tem previsão, pode ser amanhã na padaria do teu bairro) da PESSOA CERTA aparecer, você estar pronto pra viver um lado inédito da felicidade do ser humano, que aliás, é muuuito além de tudo que se almeja se comportando na UTI DO AMOR.

Em resumo, ter alguém é importante e não ter alguém é importante também. Mais importante que tudo isso é saber respeitar essa fase, ter consciência que é uma fase, em alguns casos não ter orgulho de valorizar o que sempre gostou e sempre te fez bem como nunca nem nada fez, mas que agora preferiu abrir mão. Em outros casos, é importante não ter desespero em encontrar “a pessoal ideal”, mas que quando conhecer, irá fazer um bem inexplicável.

Viver é surpresa. E assim que é bom!
Feliz Dia do Solteiro, por opção ou por “por enquanto” =)
O melhor está por vir!
(clique em “início” e curta a página do Um Travesseiro Para Dois no Facebook)

Eu Sempre Disco Teu Telefone Sem Querer

Essa é a história de alguém que não faz nada muito além de ver as coisas de outra forma.
E esse alguém pode ser qualquer um de nós, qualquer um que respira nesse mundo.
A gente vai vivendo e conhecendo novas formatos que a felicidade se faz presente. Tem momentos que nada mais nos importa a não ser a presença dos nossos amigos, as conversas que temos pelo MSN, os sábados a noite de pipoca, filme e muita, mas muita risada, ou sábados num bar qualquer pela cidade. Tem outros momentos que o que mais precisamos é do ombro da nossa família, que pode ser grande ou pequena, mas independente do tamanho, é sempre nossa família, nossa base, mesmo se seus pais não sejam aqueles “que mais te entendem e te ouvem” serão pra sempre seus pais e isso é algo que deve se orgulha e você pode chamar de eterno.
Todos esses modos de ter presença significam muito e são absolutamente importantes pra nós, mas existem algumas presenças ímpares que são capazes de nos proporcionar sentimentos únicos. E quando não se tem isso, faz muita falta.

Tem experiências que vivemos que não tem o mesmo efeito se não temos a quem compartilhar da forma que queremos.

A chuva de risada e alcoól do sábado a noite é muito legal, mas ter a tijela de pipoca dividida em frente a uma TV, assistindo qualquer coisa, num domingo a noite, é muito especial também.

Tem horas que a saudade de comemorar algo de uma forma especial grita muito alto. Pior ainda se teus dias começam a ficar recheados de fantasmas vestidos de lembranças por onde quer que vá. Você pode estar realizando algum dos maiores sonhos da tua vida, mas a primeira lembrança está lá naquele perfume e naquela forma de te dizer “Parabéns, você merece!”. Isso se aplica ao simples também. Até quando você consegue comprar uma peça de roupa, junta dinheiro, faz esforço, tudo o que queria ter é aquele “Nossa, como você está incrível!”, daquele jeito todo particular que só quem aprendeu a te fazer perder o ar sabe fazer.

A gente vive, temos lições e emoções, aprendemos e vivemos denovo.
É importante ter uma posição otimista sempre, mas ao mesmo tempo, não é justo fingir que o sorriso é teu melhor amigo, não tem pra quê gritar por mundo algo que não vive. Se entregar ao que sente é sempre a melhor saída.
De certa forma, nossa boca está depois dos nossos olhos, sendo assim, nosso sorriso está depois da lágrima e tão logo, a felicidade está depois da lição.

Se for pra chorar por dor, que chore tudo de uma vez até que não existe mais gota pra escorrer.

Não estamos falando aqui de tristeza ou de não ter motivos pra felicidade, estamos falando sobre solidão, e se você não vive isso, obviamente você não vai entender uma palavra sequer, não vai se colocar no lugar e não vai respeitar. Que ódio de pessoas que vivem de felicidade falsa como se a vida delas fossem a mais perfeita e irretocável do mundo. E não, não é.

Eventualmente há dor, mas também há romance nos dias cinzas.

A hora é agora!
Assuma o que está vivendo! Se estiver realmente feliz, escancare pro mundo, se não estiver tão feliz assim, reflita um pouco, reveja algumas coisas, relaxa e motive-se, a felicidade está vindo.
E se você estiver esperando a vida te ajudar e resolver as coisas do jeito dela, ESQUEÇA! Ela nunca avisa como vai ser, não há roteiro, quem vive é a surpresa!
Liga para aquela pessoa, fale o que sente, faça o teu máximo, faça tudo até se convencer que fez tudo que podia, sem vergonha, sem se importar com julgamentos sobre humilhação, sem dar ouvidos as outras pessoas que não vivem o que você está vivendo, ninguém melhor que você pra saber o que fazer.
E se caso for, vire a página na velocidade que julgar ideal.

O melhor está vindo pra quem vive com sinceridade!
Continue fazendo a curva, mesmo se hoje você estiver sozinho na estrada. Solidão é uma questão de “por enquanto”. E também não tenha vergonha de se enganar, eu particularmente sempre disco teu telefone sem querer. Isso é coisa de quem faz os momentos serem eternos e de quem age com o coração.

 

(clique em “início” para curtir a fanpage do Um Travesseiro Para Dois no Facebook)

Lutinha de Cócegas

Não é que eu não sei viver sem ter você, é que eu sou melhor com você comigo.
É óbvio que a tua ausência não compromete em nada a minha vida, meus sonhos, nem minhas vontades ou sequer o passar dos meus dias, mas acontece que eu prefiro ter você pra poder me ouvir todas as vezes que eu quiser dividir alguma coisa, nem que essa coisa seja a minha raiva pela demora do ônibus. E não pode ser qualquer pessoa, tem coisas que eu preciso falar exclusivamente pra você.

Não te coloco no topo da pirâmide de prioridades da minha vida. Uma coisa é eu te considerar especial e pra sempre, outra é insubstituível. Eu gosto muito mais de mim do que de qualquer outra pessoa. Mas é uma merda, nada tem a mesma graça com a tua ausência. Eu não consigo ver a mínima graça na dúvida em qual filme assistir no cinema, não tenho ansiedade pelos Guias de Passeios aos fins de semana que pego toda sexta-feira nos jornais, não acho nada engraçado escolher onde vou jantar.
Seja sozinho, ou com qualquer outra pessoa que não seja você, nada tem o mesmo efeito.

E acredite, eu nunca, eu nunca vou te obrigar a entender e valorizar tudo isso. Eu penso, falo e faço as coisas única e exclusivamente pelo que eu sinto. Deixou de ser por mim pra ser pelo meu coração. E a razão? Ah, essa daí depois que eu te conheci, ainda não tive a oportunidade de conhecer e nem tenho vontade, na verdade. Também nunca vou te obrigar a ver as coisas da forma que eu vejo. Pra mim o seu sonoro e convincente “Tudo e você?” quando te ligo, tem uma importância surreal. Já pra você o “Te amo também” quando a gente desliga é imprescindível. Na real, tudo tem igual importância, só vemos de formas diferentes.

Volta logo.
Faz tanto tempo que está fora.
Você estava precisando tanto de umas férias, do trabalho, dos estudos, da vida, de mim, mas acho que já teve tempo o suficiente né? Volta pra eu contar as coisas que vivi durante esse tempo, volta pra me dar opinião sobre uma centena de dúvidas que criei e que não tive a quem recorrer, volta pra me dar bronca quando eu falar demais com a atendente da lanchonete, volta pra me dizer “não” quando eu quiser comprar aquele tênis de R$ 700. E claro, volta pra me contar como foi essa viagem, quero saber de detalhes, se fez muito frio mesmo, o que aprendeu a falar, se fez amigos e se me trouxe presentes também, haha.

Você me faz um bem infinito. Ter tua presença, tua palavra, beijo ou abraço, teu “conta comigo”, teu “você não está tão certo assim” me faz querer ser melhor, me faz pensar e rever tudo diferente. De certo muita coisa muda com a distância, mas posso te garantir, volte preparada, eu já lamento, mas dessa vez você vai ser nocauteada na nossa próxima luta de cócegas. Tenho treinado. Não é igual, é só um exemplo de coisas que não tem a mesma graça sem a tua presença e sem o teu ar, inútil, de “eu sou a melhor”.
Preciso de provar que diferente dos momentos em que estou “exalando amor” por você, nem sempre você é a melhor e mais perfeita em tudo, apesar de ser indispensável pra mim. Sou confuso, né?

Nossa Senhora do 5º Dia Útil

Tem horas que eu me pego tentando analisar você por inteira. É uma loucura, acabo não chegando a lugar nenhum, mas até que acho interessante porque acabo lembrando de como você faz algumas coisas simples parecerem as mais especiais.
Está pra nascer alguém que exiba tanto charme na forma de caminhar ao modo que passa a mão nos cabelos. Meus amigos dizem que estou louco, mas o que acontece é que eles, felizmente, não te veem da forma que eu vejo. Ainda bem, né! RUN!
Quando a gente caminha pelas calçadas e se depara com algum morador de rua, imediatamente o teu senso de injustiça grita. Você quer ajudar de alguma forma, que sentar pra conversar, que ser útil praquela pessoa, e eu, muitas vezes erroneamente é bem verdade, te puxo pra irmos embora. Te admiro.
Tão delicada, mantém as unhas perfeitamente cuidadas e sempre inova nas cores de esmalte com aqueles nomes engraçados cujos quais eu nunca vou entender porque se chamam daquele jeito. Aliás, eu queria trabalhar na criação desses nomes, mas tudo bem.

Senta na beira da cama, cruza as pernas tipo índio, pega uma almofada, esquece a caneta, eu pego a caneta, pega papel, guarda um pouco do cabelo atrás da orelha, digita o número e pede a pizza. Eventualmente brigamos na escolha do saber porque eu gosto muito de mussarela e você de ricota, mas isso não é problema. Esquece também de perguntar quanto tempo vai demorar pra chegar, mas eu nunca te lembro disso também, então tudo bem.

Me deixa claro no primeiro “Oi, tudo bem?” do dia, que você não está pra brincadeira, digo…, que está “naqueles dias”. Ligeiro, percebo o sinal e acabo freiando minhas palavras. Em momentos como esses o meu “eu te amo” pra você dá mais raiva que uma unha quebrada ou uma daquelas cólicas contorcionistas (?). Taí outra coisa que eu nunca vou entender, mas também não é problema.

Na loja, escolhe TRINTA peças de roupa pra comprar DUAS. Enlouquece a moça que troca as fichinhas nos provadores, me faz de louco esperando a minha opinião que, eu sei, é muito preponderante pra tua compra ou não. Ok, tem vezes que você acaba comprando vai, umas 10 peças. Em dias como esses, sei que o jantar e tudo que vier de custo depois vai ser pela minha conta. Vale um agradecimento especial a dupla infalível Nossa Senhora do Vale Refeição e Nossa Senhora do 5º Dia Útil. É NÓIS!

Comenta que nessa semana vai estreiar 2 filmes que quer muito ver. Um deles tem aquele ator “lindo e maravilhoso” que tanto diz. Não sinto ciúmes, mas gostaria de ouvir que sou “legal” também. Planeja o cinema mas esquece que temos compromissos já marcado, te lembro e você briga comigo alegando que eu “estrago tudo”, pra horas depois vir me pedir opinião sobre qual sapato usar dizendo: “me saalva!”. Eu nunca te entendo mas te entendo. Tudo bem.

Você é toda assim. Cheia das mil ondas, jeitos e mimos, mas que droga, aprendi a gostar de você mesmo sendo insuportavelmente assim. Não consigo imaginar outra pessoa mais chata e perfeita como você, mas assim, perfeita naquelas né, é que até as suas imperfeições me causam certa alegria. Por exemplo, o teu excesso de simpatia que me causa um ciuminho de leve. Não sei se “alegria” é a palavra certa a usar, mas tudo bem.

É tipo isso, uma soma de “tudo bem”.
Já que eu não disponho de uma beleza “linda e maravilhosa”, compenso na fé em algum dos meus santos favoritos que se fazem presentes na hora de te salvar das suas loucuras financiadas por mim.
Amém.

Quando A Gente Gosta É Claro Que A Gente…

Você me acha um grude?
É que sei lá, sou todo desse jeito, todo de fazer surpresas e mimimi pra você, daí ás vezes penso estar exagerando e você estar gostando com pouca sinceridade.
Promete me contar se eu começar a te atrapalhar? Vai saber, se eu começar a te sufocar, se as minhas SMS’s começarem a te irritar, se eu esquecer de te elogiar, qualquer coisa, por favor, me promete que vai me falar quando algo estiver errado. Não quero ser surpreendido com uma decisão final sua. Sabe, eu erro tanto, mas sempre tento não errar e você me contando quando te chateio me ajuda muito.
Tenho pensado muito sobre nós. Pensado em como faz tempo que eu não atingia o nível de felicidade tão alto assim. Você tem me feito descobrir novos olhares da felicidade. Eu nunca pensei que gostaria de dançar, mas aprendei que dançar a dois, no escuro, no meio de um quarto com uma música baixa é muito bom. Lembro que enquanto me ensinava a dançar, metade das coisas que falava eu não ouvia, eu estava encantado em como o teu sorriso brilhava, como teu rosto fica lindo com o cabelo cobrindo um pedaço.
Não espero que tenhamos o “relacionamento dos sonhos”, que seja perfeição todos os dias, sem brigas e etc. Eu quero que sejamos sinceros. Igual estou sendo com você agora. Eu tenho medo sim de ser grude, de não respeitar teu espaço nem o teu tempo, de não obedecer quando você diz “me deixa, por favor!”, mas não é por maldade, é que eu quero que a gente se resolva logo. O tempo que perdemos discutindo quem tem razão poderia ser melhor aproveitador sob o edredon vendo nosso seriado favorito. Você é livre! Pode fazer o que quiser! Não sou algemas, mas ao mesmo sou de carne e ouço. Iria gostar se você me contasse quem conheceu na última festa que foi. Tudo o que eu não quero ser é um fardo na sua vida, quem te atrapalha.
Tenho tantos planos pra gente, viajar, conhecer pessoas, ir mais naquela pizzaria que amou, coisas assim. Eu só preciso ter certeza – se é que existe – que você aceita isso, mesmo ás vezes sendo meio grude.
Não é nada de mais, não me leve a mal, mas por favor, lembre-se de me dar um toque quando chegar em casa. Eu só consigo descansar se eu souber que está fazendo o mesmo.
Mas se não quiser ou não lembrar de ligar, tudo bem, vou te respeitar, deixa que eu te ligo.

Me Engana, Que Eu Gosto

A gente gosta de fingir.
E em alguns momentos gostamos até de fingir que não estamos gostando. É uma bobagem, mas é real.
A gente se pune ao fingirmos não sentir saudade. A gente se engana ao fingirmos estar fazendo a coisa certa. Podemos fingir tudo, só não podemos ignorar tudo.
Você é uma mestre em fingir coisas. Ama fingir estar dormindo quando tento te acordar as 14h de sábado. Finge que não sente ciúmes quando falo que encontrei alguma amiga, e eu, já sabendo disso, de imediato digo que ela te mandou um beijo. Aí você visivelmente se acalma.
Dar o próximo passo após o “Sim” significa aprender a respeitar e a gostar da pessoa da forma que ela veio ao mundo. Eu não quero que mude, espero que melhore. E isso serve pra mim também, afinal, se tem uma coisa que estou longe de ser é perfeito, por mais coisas que eu faça por você, por mais provas que eu dê e por mais que digam que sou bonzinho. Tenho os meus terríveis defeitos dentre os quais esquecer de algumas das nossas datas, não lembrar o nome da sua avó ou essa mania de brincar de imitação a toda hora que acaba caindo por terra quando quem atende o telefone é seu pai.
As pessoas estranham quando digo que gosto do teu jeito meio – completamente – louca. Das incertezas que respira até os cumes de bipolaridade. Aprendo tanto com você. Aprendi que nem sempre o teu “eu te amo também, fica bem” quando a gente desliga o telefone significa sinceridade, ás vezes, o que você quer dizer é: “TÁ, TCHAU”, mas é dona de uma sutileza que me confude ás vezes. Mas só ás vezes. A gente gosta de fingir, mas é um fingimento do bem (se não existia isso, me dou o direito de inventar agora!). É o fingimento do dengo, da manha, do “Você quer cupcake?” e você responder: “Ah não, estou bem!” mas na verdade isso significar: “É ÓBVIO, não se faz uma pergunta dessas!”. Ou quando no shopping eu pergunto: “Gostou dessa blusinha?” e você: “Ah, acho que não!” e depois me vê voltando do caixa com a sacola e a blusinha comprada, aí teu sorriso ganha o tamanho do infinito. Esse fingimento, sabe? Eu gosto porque é sinal que te entendo toda vez que não te obedeço. Eu não desisto no teu primeiro “não”. Ás vezes eu traduzo esse “não” pro idioma que eu preferir de acordo com o nosso momento. A minha meta é a sua felicidade completa que automaticamente será a minha.
Eu só espero que não tenha fingido tanto quando disse ter gostado daquele porta-retrato de neon que te dei.

Entendeu Ou Quer Que Eu Desenhe?

Estou atrasado. Na verdade eu estou sempre atrasado, mas é que eu passo horas na internet na madrugada e acabo ignorando o despertador na manhã seguinte. Preciso mudar isso. Mas também, acordar pra ir trabalhar é uma merda, eu queria acordar pra ir fazer compras, ir ao parque, qualquer coisa melhor. Isso é viver, a gente tem que encarar.
Saí de casa com muito sono. Peguei o ônibus e ainda bem que conseguir ir sentado. Dormi até a hora de descer no metrô. Muita gente, loco cedo. Catraca, mais gente, escadas, mais gente, plataforma, mais gente. Eu atrasado. Trabalho.
O metrô chegou e entrei. Por sorte, a estação que pego não é assim tão cheia quanto outras, e ás vezes consigo pegar banco disponível. Hoje foi um dia desses.
Fones de ouvido e livro.
São umas 7 ou 8 estações até eu descer. Coisa rápida. Até que em uma delas percebi que o vagão demorou pra fechar as portas. As pessoas pareciam inquietas. Tirei os fones. Olhei pros lados procurando alguma resposta, que estranho, já eram 10 minutos parados. Atrasado, sempre atrasado. Trabalho.
15 minutos de espera e então ouço: “Estamos com problemas na operação, continuaremos a viagem em 5 minutos, o Metrô agradece a compreensão.” Não tinha o que fazer a não ser esperar. Fones de ouvido denovo. Eu estava sentado na janela. É sempre mais confortável.
Reparei então que tinha um metrô parado do outro lado também. Muita gente lá, mais que no meu.

Reparei em uma garota.

Uma garota com fones de ouvido. Ela parecia inquieta, impaciente, parecia estar atrasada também, vai saber. Estava com roupa social, mas com cara de “tenho uma entrevista” hoje. Tenho mania de encontrar consolo alheio pras minhas dores e raivas.
Ela era bem bonita. Se destacava entre toda as outras dos dois vagões. Eu a olhava com timidez, intercalando o meus olhares com algumas olhadas no meu relógio. Ela percebeu e começou a me olhar também. Me acenou um “oi”. Meio desajeitado, retribuí com o anexo de um sorriso sem graça. Ela começou a tentar falar algo. Eu não conseguia entender nada. Leitura labial é algo que eu nunca soube fazer, ainda mais com sono uma hora daquelas.

“T U D O  B E M? M E U N O M E É LISSA E O S E U?”
Lissa.
“T U D O E V C? O M E U É MARK!”

Torci pra que tivesse entendido meu recado, não sei muito bem escrever em vidros.
“Obrigado pela compreensão, estamos partindo!” As portas começaram a se fechar novamente e em 15 segundos que reparei nisso olhando pra porta e voltei a olhá-la, ela segurava um papel escrito:

“LISSA LEM, Me procura no facebook! Adorei você lendo ‘Eu Quero o Hoje Pra Sempre’ olha aqui agora…”.

Ela segurava na outra mão o mesmo livro que eu lia, só tive tempo de sorrir como gratidão. Os metrôs tomaram seus rumos lentamente, a vi sumindo pela janela.
45 Minutos de atraso no trabalho mas não tinha problema. Eu estava feliz!

“Hey Mia, bom dia! Obrigado pelo livro, adorei!” A Mia, colega de tralbalho, tinha me emprestado esse livro.
Todas as pessoas podem ser importantes na nossa vida, muitas delas nos ajudam tanto que nem fazem ideia. A gente nunca constrói a nossa história sozinho.

“LISSA LEM aceitou sua solicitação de amizade”

 

Sem Essa De “Oi, Você Vem Sempre Aqui?”

É, eu não sei dançar.
Admiro muito as pessoas que vão pra pista de dança sem vergonha e dançam qualquer música. Tudo bem que tem alguns que visivelmente detém o domínio do que está fazendo, outros que dão uma enganada e tem os que se equilibram com o copo na mão. Mas de certa maneira, todos dançam, cada um do teu jeito.
Mesmo sem aptidão nenhuma pra encarar uma pista de dança, resolvi aceitar o convite dos meus amigos e encarar uma “balada frenética” (assim que é legal dizer, né? Vi num seriado da TV!) hoje. Sexta-feira, o clima é outro, as pessoas estão felizes e lá fui eu me permitir me divertir.
Chegamos na entrada da tal balada e confesso que até que gostei. Pessoas bonitas, casais e galera de amigos. Ambiente amistoso (é muito brega falar amistoso?), eu não sei gírias da noite. Voltando, entramos na balada e já estava bem cheio. Fomos ao bar e eu peguei uma cerveja. Meus amigos pegaram três cada. Quando me dei conta, estava sozinho, eles saíram cada um pra um canto, muito provavelmente “à caça das minas” como já anunciavam na fila. Sem problemas, fiquei na minha, enconstei numa viga e comecei a observar o movimento. Vale salientar, foi a maior quantidade de garotas bonitas por m² que vi nos últimos meses. Estava gostando.
Entre um gole e outro, música muito alta, pessoas pra lá e pra cá, vi dois dos meus amigos se atracando com garotas num canto escuro. Mais do que óbviamente, não me caberia falar um A com eles. Eu gosto muito do meu pescoço pra ser cortado e tenho um bom senso interessante. Continuei investigando o ambiente mas decidi dar uma volta. Em certos momentos mexia meu corpo mais que o normal na tentativa de não ser um estranho no meio de tantas pessoas dançantes. Eu não sei dançar. Me vi no meio da pista sem ter como sair de lá. As pessoas cantavam gritando os refrões das músicas que o DJ tocava. Eu mexia minha boca pra acompanhar tudo.
Decidi que era hora de sair daquele furacão e ir me acalmar.
Foi então que percebi que além de não saber dançar, muito menos sei caminhar numa balada com aquele mar de gente. Acabei me trombando com uma garota e a molhei inteira com a minha cerveja. “Pelo amor de Deus moça, me desculpa, como eu sou otário, eu não te vi, desculpa por favor” ajoelhei verbalmente. Se ela falou algo concreto eu não sei, mas pela leitura labial eu pude traduzir a reação dela em: “HAHAHAHAHAHAHAHAAHAHA”. Não entendi. Comecei a repetir a frase até que ela me interrompeu com o dedo indicador em minha boca e com a outra mão puxou minha camisa me levando pra perto dela. “É, então, hehe, música muito alta, não dá pra ouvir direito né, mas então, me descul..” Beijo. Ela me beijou! Daria o mundo pra ver a minha cara naquele momento. Fim do beijo. “HAHA, para de ser bobo, isso é normal em balada, todo mundo com copo na mão, você aparenta não costumar sair muito né?” Pensei se ela tinha falado isso pelo fato de eu estar com uma camiseta POLO no núcleo de uma pista de dança em uma balada pra jovens na faixa de idade de 20 a 30 anos. Odiei ter acatado a opinião da minha mãe horas atrás. “É então, não, não costumo vir em balada não, mas me desculpa, sou desastrado, de jeito nenhum eu te vi” Eu respondi uma coisa mas estava pensando em outra. Me ocorreu a ideia de em novas oportunidades sair despejando cerveja nas mulheres na pista de dança, dado a minha experiência recente, as chances de eu conseguir alguns beijos esporádicos seria grande. Ela nem sabia meu nome. “Qual seu nome?” Ela perguntou meu nome me puxando pra fora da pista. A cerveja que despejei nela escorria pelo braço alcançando as mãos, e as minhas mãos inclusive, já que eu estava sendo puxado por ela. “Ah, meu no…”. “Eu estava te vendo desde a entrada, sabia? Te vi lá meio deslocado com seus amigos na porta, aliás, eles são divertidos, só não achei elegante a hora que eles falaram algo de “caçar umas minas”, mas deixei pra lá. Vi vocês entrando, você pegando a cerveja e ficando encostado na viga. Eu vim com minhas amigas, e nossa, hahahha, se você olhar discretamente pra direita vai ver que coincidentemente elas gostaram de conhecer seus amigos… Mas é isso. Adorei teu jeito todo tímido sem saber o que fazer. E olha, devo falar que o lance de cerveja cair em mim foi culpa minha. Quando te vi dentro da pista, fui pra lá pra te encontrar propositalmente. Só não contava com a ideia de me molhar toda naquele momento, hahaha. Eu falo muito, né? Sei, lá gostei de você.” Outro beijo.
Será que se eu derrubar cerveja em mulheres em outros ambientes também terei sucesso? Eu só pensava nessa tática, afinal, o que menos existia naquela situação toda era alguma razão. Ela me interrompeu justo na hora que eu ia falar meu nome. Eu não sabia muito o que falar também. O fato é que era ela surrealmente linda, cabelos bem lavados, usava um vestido preto e uma sapatilha com lacinho na ponta. Ah, tinha também uma bolsa de lado com o cordão que simulava ouro mas era bijouteria. Sou observador.
Fim do beijo. Começo da loucura na minha cabeça. “Então, meu nome é J…”. “Jim, teu nome é Jim, eu sei”. “O QUÊ? Como você sabe?” Me apavorei com isso, além de ter ficado frustrado por ela me interromper denovo! “Lembra da fila na porta? Eu estava perto de vocês, daí quando foi minha vez de dizer o nome na lista, perguntei pro hostess te apontando qual era o teu nome, aí ele ma falou, hihi”.
Choque. Fiquei em choque e me mutilei por dentro procurando um motivo pra eu nunca ter vindo numa balada dessas antes! Novo beijo. Aí fui eu que dei o próximo passo. Ouvi uma dezena de risadas e gritos sincronizados. Fim do beijo. Eram nossos amigos, os meus e as dela, vibrando de longe com a cena.
Olha, confesso demorei horas pra saber o nome dela por motivos óbvios, mas lembro, entre outras coisas, que ela gosta de cachorros brancos, já quebrou o dente e estuda pra ser médica.
Hoje vamos visitar uma feira de adoção de cães.

Guarda-Chuva Pra Tempestade Em Copo D’Água

Sério, eu não gosto da forma que você fala comigo ás vezes. Não tenho a obrigação de te entender toda vez. A gente pensa diferente pra caramba, tem horas que isso grita, tem horas que chega a ser insuportável, mas que culpa eu ou você temos nisso? Acho que nenhuma, não é mesmo? Você tem uns excessos estranhos. Eu não tenho o direito de entender algo errado que já vem falando que não presto atenção no que fala, também não posso estar num dia “não legal”, sem chuva de sorrisos, que já vem me falando um monte que estou “estranho”. Eu não tenho a obrigação de estar feliz todos os dias, eu tenho a meta. É sério, tem horas que isso tudo me cansa. Da mesma forma que a gente pensa exatamente igual quando o assunto é, sei lá, futuro, carreira ou a combinação estranha de laranja com verde em alguns metidos a fashionistas de shopping, a gente não se entende quando o assunto é “qual o sabor da pizza”. Isso irrita muito! Estou meio de saco cheio de tanta cobrança por uma perfeição que eu não tenho e nem quero ter, como se você fosse perfeita assim. Que droga! Eu sei que erro uma centenas de vezes, exagero em muitas inclusive, mas eu tenho uma sugestão pra resolvermos isso. Vamos fazer a nossa parte! Estamos cansados e muito desgastados de tanto debate, no entanto, temos um sentimento infindável que não há que possa provar a não ser nós mesmos. Acho que o que a gente precisa é alinhar pelo menos UM crucial pensamento: VAMOS FICAR BEM! Esse é o nosso objetivo. Não existe competição em busca da felicidade. Juntos, se eu viver uma felicidade, tenha certeza, eu vou querer dividí-la especialmente com você. A gente tem muita vida pra viver em vão discutindo o porquê dos dias. Poxa, eu quero que me mande uma SMS pra dizer algo além de “não esquece isso”, “não gostei daquilo”, “para de falar com fulana”. Só a gente fortalece o nosso sentimento.
E não, não estou me isentando da minha parte. Já passamos do nível de ter cautela pra falar algo, hoje a verdade é nua e crua, e aliás, amamos essa verdade. A propósito, a nossa verdade é a que a vale. Não carrego essa aliança como um trófeu de algo que conquistei e sim de algo que me fascina, que me encanta, que me dá força, que me protege. Não estou aqui pra te falar o que é o certo a fazer, até porque, se eu soubesse, eu nunca erraria. Estou aqui e de certa forma na tua vida, pra te ajudar e pra ter a tua ajuda pra viver os dias. Hoje os meus dias são vividos pra você também. Eu compro uma roupa nova pra te surpreender e, quem sabe, você me dizer que gostou. Não sou vitrine de olhos alheios. Não preciso chamar a atenção de ninguém, você tem tudo o que eu concluí que preciso ter. Chega vai, isso já deu muito pano pra manga. Vamos parar com isso, quero ficar bem, me desculpa, não sabia que tirar a etiqueta da tua bolsa nova ia causar tudo isso, já aproveito e peço desculpa por tudo que fiz de errado e te chateou, prometo tentar fazer diferente, só tenha paciência, pode ser que eu erre mais algumas vezes, mas não vai ser por mal. Eu não sou perfeito mas tento não ser o pior. Tudo bem? Vamos sair! Está fazendo um Sol demais hoje! Até pensei numa roupa pra você usar: que tal aquela blusinha verde com detalhes em laranja? Sei lá, em você fica especial, você pode andar com a tal da melancia pendurada no pescoço que eu vou achar um charme.

« Older posts Newer posts »