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Parece Bobagem Vendo de Fora, Né?

Leia ouvindo: http://www.youtube.com/watch?v=n2nMv-eULfg

Isso, faz isso!
Você está agindo certinho dessa maneira. Mas também pudera, eu não poderia esperar outra coisa de alguém que simplesmente não gosta de admitir que também erra, nem mais nem menos, mas igual a qualquer ser humano. Mas você não, você tem perfeição, a razão é sempre sua. Por isso faz sentido agir desse jeito e vir com sete pedras na mão pra cima de mim, e o pior, com a maior cara de pau do mundo tentando me convencer que a culpa é exclusivamente minha para as coisas não estarem dando certo como já deu um dia.

Do contrário de você, eu assumo que erro. E não é pouco! Erro quando quero acertar e erro quando me excedo, mas a discussão aqui não é essa, mas você tem mania de tentar reverter as coisas pro seu lado todas as vezes. Sério que não cansa disso?

Eu que comecei sim essa briga toda, mas tem um motivo pra isso, eu quero falar sobre a gente e mais exatamente sobre você, que por mais raiva que eu sinta agora, sei que é alguém que eu gostaria de viver o resto dos meus dias e – de novo – do contrário de você, não tenho vergonha de falar isso na sua cara.

O negócio é que eu não aguento mais ser segundo plano pra tudo na sua vida. E por favor, não queria me pedir calma!
Cansei de não ver o seu esforço. É só por isso que estou falando, só pelo esforço. É muito previsível agora você vir com um discurso pronto de que “você espera demais das pessoas”, “você não valoriza as coisas que eu faço”, “você quer que eu seja igual à você”, e eu te digo na sua cara, que não é disso que estou falando. Estou falando exatamente o contrário, falo sobre eu esperar sua reciprocidade, sobre eu querer valorizar algo que você faça com sinceridade pra mim, e jamais, jamais vou querer que seja igual à mim, só quero que seja você, você que eu conheci e me conquistou com o teu próprio jeito.
Inevitavelmente acabo pensando se o problema está mim, se enjoou do meu jeito, se eu já não tenho mais graça pra nada, sei lá, coisas do tipo. É que é uma merda, se coloca no meu lugar. Começa e lembrar das vezes que eu te pedi pra fazer algo, nas festas de amigos que pedi pra me acompanhar, ou nos filmes que eu disse que gostaria de ver, tenta se lembrar e tenta ver quantas vezes você aceitou, e das vezes que aceitou, quantas foi porque você quis e não porque você queria meu silêncio com aquele jogo: “É isso que você queria então? Tá feliz?”.

Gosto do mínimo, não de migalhas.

E é exatamente assim que tenho me visto com você; vivendo com restos, humilhando carinhos e respostas de SMS, me ajoelhando pra você querer fazer algo que te faça mover 1 dedo por mim. Isso não é o que eu idealizo de felicidade.

Olha o jeito que você fica quando eu só toco no assunto? Se descontrola, quer falar mais alto que eu, me xinga, não me olha nos olhos, finge que está me ouvindo, se distrai, por favor, presta atenção no jeito que você age… Até parece que eu gosto desse tipo de conversa! Claro que não! Por mim eu aproveitaria esse tempo agora com você fazendo qualquer merda de outra coisa a não ser olhar pra sua cara e me queixar pela sua falta de  esforço por mim, pela gente.

Entenda que eu não falaria tanta coisa se você não fosse importante pra mim.
Tenho milhares de coisas pra jogar na sua cara e te fazer chorar aqui na minha frente só ao lembrar de todas as vezes em que você se desesperou e só tinha a mim pra te ajudar, sendo que em todas elas ajudei com o maior prazer e com o objetivo de te ver bem de novo, te ver bem como eu tanto gosto.

Olha, te dou o direito de estranhar essa minha explosão e seria bobagem eu tentar explicar porque estou agindo assim, mas coloca uma coisa na sua cabeça, estou desse jeito, um poço de nervos e à beira da loucura porque eu gosto de você, acredito em você, na gente, nos que já vivemos.

Esquece tudo que já te pedi e me atenda apenas um pedido: mostre que gosta mim. Não estou pedindo demonstrações incríveis, carros de som, presentes caros e surpresas do nível, estou pedindo você de volta, você que me encantou, você que eu tanto gosto, você que me faz sentir melhor. Faz um esforço pela gente, para de ser tão intransigente, para de querer ensinar tanto e tenta aprender um pouco, não comigo, mas com a nossa vida.
Só tenta, pelo menos.

Pronto, acabei, é isso.

Queria Te Abraçar, Mas Preferi Outra Coisa

Leia ouvindo: http://www.youtube.com/watch?v=BB0DU4DoPP4
Quanto tempo vai demorar pra você perceber que as coisas não vão mudar se você só esperar que mudem?
Será que você está esperando alguém que te prove isso? Ou talvez algo que justifique o marasmo dos dias? Sei lá, qualquer coisa convincente que te faça crer que há um motivo para as coisas estarem como estão, ou vendo diferente, serem como são? Atire a âncora, pare o barco e respire.

Sabe aquelas coisas que conseguem ser ao mesmo tempo boas e ruins? Tipo a chuva, que pode refrescar e alagar? Pois bem, a vida é exatamente igual, recheada de surpresas que fazem nosso coração acelerar de felicidade e acelerar de desespero. Cabe a nós somente respeitá-la e ingênuo é aquele que tenta compreendê-la: “Ah não, faz de tal e tal maneira que dá certo”. Não há receita, não há uma máxima, não há uma verdade. Há a experiência, o passar dos dias, os novos pontos de vistas, as lições e todas as coisas que aprendemos sozinhos com a nossa própria vida.

É bem verdade, não conseguimos viver sozinhos, mas também não podemos ser dependentes. Sós nascemos, sós morreremos. E nesse sentido a importância da autosuficiência sobressai diante de todas as coisas. As pessoas não estarão para sempre ao nosso lado, não teremos pra sempre as mesmas palavras de conforto, os sorrisos não serão eternos, tampouco as lágrimas, nenhum dos momentos.

Sei bem que tem horas que a gente se vê como se fosse a única pessoa do mundo a passar por determinadas coisas. É quando pensamos que nossos problemas são os piores, que os nossos dias são os mais difíceis, que o nosso trânsito sempre demora mais. Pra mim, isso nada mais é do que uma incansável busca por respostas em situações que o que deveria ser feito é aceitar. A gente reclama porque esperamos que resolvam, mas dificilmente percebemos que ninguém vai resolver nada, e nem exatamente por não saberem, mas sim por simplesmente não haver solução.

Faz parte da gente não admitimos a não-solução das coisas.

Pode parecer confuso mas essa a vida que temos e talvez seja confuso justamente porque a gente tenta fazer com que não seja ao invés de aceitarmos que de fato é. São voltas e voltas em que partimos de um lugar e voltamos para o mesmo. E quem disse que isso é ruim?

A mesma mão que te ergueu hoje pode te empurrar amanhã.
Não quero tremular a bandeira do ceticismo, mas é seguro manter um pé atrás diante das pessoas pois elas podem machucar, e muitas vezes até mesmo sem saber. As possibilidades das coisas darem errado nessa vida são enormes basicamente por um motivo: é um mundo repleto de pessoas onde impressionantemente nenhuma é igual a outra, nenhuma é igual à você, apesar de terem pontos em comum, nenhum ser humano é igual ao outro neste mundo. E isso é algo que tem um lado e um ruim (lembra do que já falamos ali em cima?). Nós não aprendemos com quem ainda não aprendeu e sim com quem já passou por algo parecido e pode nos transmitir conhecimento; em geral nos aproximamos daqueles que mais nos identificamos por algum ponto. Eis uma síntese do valor das diferenças entre as pessoas. E indo além sobre as possibilidades das coisas darem errado, posso ousar em definir: dão errado porque não acontecem como o nosso esperado. E aí entra a nossa teimosia, o nosso desejo em controlar as coisas, o nosso até desespero em ter o controle dos dias, como se os céus pudessem controlar a força do vento. As possibilidades das coisas darem certo nessa vida são enormes basicamente por um motivo: por nós mesmos.

A gente esquece que tem horas que precisamos de um furação, já em outras onde uma brisa é o bastante.

Você não se cansa de ser assim?
Quero me colocar no seu lugar e entender como que você consegue deixar a vida correr entre os seus dedos. Em nenhum momento estou dizendo que é fácil, mas eu só queria entender como não há iniciativa. Quanto tempo vai demorar pra você perceber que as coisas não vão mudar se você só esperar que mudem?
As frases de efeito e os seriados na TV não exatamente traduzem o que você está passando, dão uma margem e um ponto de vista bem atrativo, mas não adivinham que você queria o “eu te amo” no fim da mensagem, não adivinham que a sua tristeza é provocada pela falta de iniciativa onde espera que o mundo seja colorido, ao invés de querer colorir você mesmo, com seus lápis e suas cores preferidas.

O seu telefone não vai tocar, não vão mais te chamar pra sair, você não vai mais ouvir elogios, o ônibus não vai passar, um e-mail importante não chegará, do almoço você não vai gostar, a sua roupa não vai servir… Se você não querer o contrário disso tudo. Entenda que não há uma pessoa que possa mudar sua vida e realizar todos os seus sonhos além de você.
Se for o seu caso, reconheça que já tem respostas pelo seu comportamento. Reconhecer não significa concordar e ser passivo diante da conclusão. Se é o teu passado que te afasta do futuro, entenda, só você pode mudar. Se foi uma ferida que não cicatrizou, só você pode curá-la, se foi uma frase que te magoou, entenda, há tantas outras frases esperando que você as ouça. Se você quiser.

Deixa a vida chegar pra você.
Não se preocupe tanto com as coisas que não dão certo e mantenha o foco em tudo que deseja realizar, nos sabores que deseja experimentar, nos filmes que deseja assistir, nos fins de tarde com alguém especial que deseja acompanhar… Traga pra perto os pensamentos que te trazem sorrisos, as lembranças que te aquecem o peito e as palavras que te suspiram.

Que a sua vida seja sua e não de um passado que magoou, de um presente que desespera ou de um futuro que amedronta. Troque o disco, rasgue as páginas, veja diferente e lembre-se que ninguém nunca fará isso por você.

Ninguém nunca saberá o que é melhor pra você além de você mesmo.

Queria te abraçar, mas preferi te lembrar o quão importante você é pra si próprio.

Só não deixa o relógio correr, não dê chance para o “tarde demais”.

Qualquer Dia Volto a Ser Quem Eu Gostava

Leia ouvindo: http://www.youtube.com/watch?v=hA7o59lqOs4

Estou meio irreconhecível ultimamente.
Os motivos pelos quais meu coração faltava sair pela boca em outra época, hoje passam pela minha cabeça como uma brisa de primavera. Ainda estou pensando se isso é bom ou ruim, o fato é que tudo tem andado estranho demais.

Não tenho certeza se hoje faço parte das pessoas que desacreditam das coisas boas, devo admitir, no entanto, que a sucessão de coisas que não deram certo me fizeram perder um pouco a paciência com as pessoas, com o mundo e muitas vezes até comigo mesmo. Eu não queria estar assim, não queria ter mudado assim, mas eu já segurei tanta lágrima dentro de mim que aparentemente tudo se congelou e petrificou meu coração. Tem horas que eu não sei mais quem eu sou.

Se eu pudesse fazer apenas 1 pedido nessa vida, certamente eu pediria pra ter minha reciprocidade gratuita de volta. Muito embora eu tenha sofrido demais por ela, gosto mais de quem eu era do que de quem eu sou. As coisas tem me cansado demais, as pessoas, os discursos cheios de argumentos como se fizesse algum sentido além da teoria, as conversas, mesmas conversas desinteressantes, uma forçação de barra tão estúpida que aos poucos tem me distanciado de alguns princípios que eu sempre zelei.

Não vejo mais brilho no olhar, nem sorriso de orelha à orelha, nem surpresas sem objetivo além de serem surpresas. Vejo as coisas tão programadas, tão aceleradas, tão previsíveis… Vejo pessoas tão desesperadas em ter algo que elas nem conseguem dar, vejo prazeres jogados no lixo ao serem substituídos por sensações fugazes e que não trarão nada a não ser uma aguda dor de cabeça no dia seguinte. Ou eu estou exagerando, ou as coisas realmente mudaram como tenho visto.

Falta espaço pra eu ser quem eu sou e falta motivação para as pessoas acreditarem nelas mesmas. Hoje ninguém acredita no diferente, ninguém considera ser feliz, ninguém se esforça, ninguém confessa, ninguém se declara. Apesar de todos quererem.

E a merda é que eu me vejo contaminado por comportamentos como esses. Já fui da época de me esforçar por quem me trazia riso solto, hoje penso duas vezes e só faço algo quando tenho certeza – se é que existe – de que a pessoa está sendo realmente sincera comigo e não está só em busca de uma cama dividida.

Eu queria gostar de quem já gostou de mim.
Em outra época, certamente isso teria acontecido, mas estou numa fase estranha, nova, adulta, crescendo, uma fase em que infelizmente acredito mais nas propagandas na TV do que nas pessoas que me fazem algum tipo de elogio.

Quando começo a pensar nessas coisas que eu gostaria de ser, lembro das coisas que eu já tentei ser, lembro o quanto me esforcei por pessoas que se fizeram de desentendidas e que pior que isso, pessoas que não valorizavam o que eu fazia e ainda zombavam de mim. As pessoas passam por cima do respeito e da nossa cabeça na mesma passada.

E isso dói.
Afinal, quero dividir a música da chuva na noite de um sábado, mas com quem? Quem vale a pena? Em quem posso acreditar? Pra quem posso me permitir deixar que as coisas aconteçam? Com quem posso deitar sem remorso? Em quem posso beijar de olhos fechados? À quem posso telefonar pra perguntar se está tudo bem? Eu não sei.

Hoje sou algo que não gosto de ser, mas o que me tranquiliza é pensar que isso é uma fase, que hora ou outra voltarei a ver encanto e voltarei a me fascinar pelas pequenas coisas como já fui um dia, me tranquiliza pensar que eu tenho certeza que há uma pessoa lá na frente pronta pra querer um abraço meu e pronta pra receber o melhor dos meus.

Para as coisas mudarem, primeiro preciso querer que mudem.
E eu quero.

Estava Esperando a Certeza Pra Falar

Leia ouvindo: http://www.youtube.com/watch?v=_lkJkwnXQZ8

Estou aqui pra falar que eu tenho pensado em você.
Sabe, não é algo que eu tenho gostado mas é algo que eu não posso controlar.
Fazia tempo que eu não me impressionava com qualquer coisa e hoje acabo me impressionando por lembrar de você várias vezes durante o meu dia. Já faz tanto tempo desde a última vez que nos falamos e especialmente por isso eu teria motivo pra desacelerar e te esquecer, ou pelo menos sei lá, te guardar dentro das minhas lembranças, mas eu sou incapaz e ultimamente, talvez como nunca antes, tenho convivido a sua lembrança.

Voltei a pensar em você como alguém que me fez bem. Você lembra?
Esses dias me peguei rindo pra janela do ônibus quando a música que começou nos meus fones era um daqueles refrões que você tanto gostava. Ouvir de novo sem você foi como voltar no tempo e de alguma maneira te senti pertinho de mim ali de novo.

Teve uma época que comecei a me desesperar dada a quantidade de coincidências que começaram a me assombrar depois da nossa última despedida. Conheci pessoas com o mesmo nome que o seu, senti seu perfume em quase todos os lugares por onde passei e por algum motivo que eu não sei explicar qual, comecei a gostar de manteiga na pipoca como você tanto gostava.

Nessas de voltar a pensar, me dei conta do quanto você me faz falta.
Das experiências que tive depois, posso tranquilamente contar nos dedos de uma das mãos todas que me fizeram pensar em dar um segundo passo, mas aí, como se fosse uma intervenção divina, as coisas simplesmente não caminhavam.

Foi muito complicado ter que viver a fase de te comparar com as outras pessoas. Te procurei em todos os poucos beijos que dei depois de você, senti falta do seu carinho na minha nuca como fazia enquanto nos beijávamos e me deixou meio pra baixo o fato de eu não ter teu nariz encostando no meu depois de cada um dos beijos, sabe, aquele nosso beijo de esquimó? Errei em te comparar, mas eu não tinha controle do que estava fazendo e tudo o que eu sempre quis desde que terminamos, era encontrar alguém que preenchesse o incrível cratera que você deixou em mim.

Eu só não esperava que o tempo me fizesse pensar em você de novo.

E agora que voltei a pensar, me bateu uma vontade de te dizer que todo esse espaço vazio em mim não pode ser preenchido por outra pessoa que não seja você. É um espaço seu, como se tivesse seu nome, como se só você conseguisse se encaixar. E é muito difícil ter que conviver com a sua falta.

Só que assim, quer saber? Eu até tenho motivos pra não pensar em você se eu lembrar de tudo de horrível que me disse e das cosias que me faz passar, mas novamente, volto a me entregar para a parte boa da lembrança, a parte que se transforma em saudade na qual tenho me rendido.

Não estou falando isso pra te assustar, pra te pressionar ou pra te comover, só estou falando porque eu tenho pensado muito e não é de hoje, estou falando porque de alguma maneira eu também sei que te faço bem, que alguma coisa me diz que você ainda não encontrou quem ceda uma parte do edredom nas noites de frio, alguém que busque água na cozinha pra te evitar a enfrentar o medo do escuro, alguém que apesar de reclamar, tira o DVD do aparelho e assopra pra tirar as sujeirinhas na tentativa de fazê-lo funcionar, alguém que após perceber que um dos seus pés ficou severamente gelado, acorda e sai em busca da sua meia perdida entre nossos lençois. Eu não posso garantir, no entanto, que não tenha encontrado alguém assim, de repente você pode estar vivendo outra história neste exato momento, mas eu tenho certeza, eu tenho a mais absoluta certeza, que as coisas que eu fiz, do jeito que eu fiz, pra te ver feliz, ninguém nunca vai fazer melhor.

E é por isso que eu te falo todas essas coisas.
É que mais do que a saudade de ser feliz, me bateu a saudade de fazer alguém feliz, a saudade de te fazer feliz.

E se você quiser, nós podemos recomeçar. Se não, aos pouquinhos vou te colocar de novo lá no fundo da minha gaveta de lembranças, junto das roupas que gosto mas esqueço de usar, porque te jogar fora da minha vida eu nunca vou fazer.

Já Vi um Filme Assim

Leia ouvindo: http://www.youtube.com/watch?v=EqWLpTKBFcU

Continuo igual.
Assustadoramente igual. Continuo me preocupando com quem não liga se tenho vida, continuo correndo atrás quando o justo seria que corressem por mim. Continuo repetindo os mesmos erros de quando mais jovem, continuo me precipitando, continuo demonstrando demais, continuo sendo EU DEMAIS quando na verdade eu gostaria de ser EU MELHOR.

É uma droga! E quando paro pra pensar nessas coisas, nem eu mesmo me suporto. A última que me aconteceu foi reincidente e esse é um motivo que eu deveria me acostumar, mas não, é incrível, as coisas acontecem da mesma forma, só mudam os protagonistas, e eu tenho as mesmas atitudes, a mesma cabeça baixa, a mesma covardia por mim mesmo, uma covardia que chega a doer, é uma fraqueza que meu deus do céu, ficaria semanas pra falar apenas sobre isso.

Eu não tenho coragem de ser feliz. Não tenho coragem de tentar. Dá pra pensar por esse lado se eu for o extremo do racional. Comigo é assim: Ou meto o pé pelas mãos ou acabo não fazendo nada, absolutamente nada.

E foi isso que me aconteceu recentemente. Eu não fiz nada quando eu precisaria ter feito algo. E a merda é que só de pensar nas opiniões que vou ouvir a quem eu contar eu já fico desesperado. “Por quê você conta para as pessoas então?!” A resposta é: Eu não sei por quê! Só sei que eu sinto tanta coisa, penso em tanta coisa que eu não consigo guardar comigo, não consigo acumular, não consigo processar sozinho, quero compartilhar, quero de alguma maneira algum tipo de ajuda.

Eu tenho vergonha, é isso.
Não é a vergonha do arrependimento ou no sentido de pena, é a vergonha de timidez. Eu não sei lidar comigo, não sei lidar com as coisas que sinto – não que eu penso ser o único no mundo assim -, eu só não sei. Faz sentido se eu pensar que essa timidez toda existe pela minha ansiedade de viver algo sólido, viver algo que dê pra eternizar em fotos, o que também tem a ver com o medo de assustar com a minha sede para que as coisas aconteçam, ou seja, é muita vontade misturada com muitos sonhos, contra a realidade dos fatos e o ponteiro do relógio. Explico. Eu, por mim mesmo, acabo me bloqueando de falar coisas que eu deveria falar, coisas que eu não posso guardar. Aí eu fico pensando que a hora certa vai chegar, mas esqueço que o relógio não para e o tempo é severo nesses momentos. Fico esperando a oportunidade que eu julgo ser perfeita para ter atitude, fico esperando a abertura certa para que eu possa dar um passo a mais, e enquanto espero, o que eu fico fazendo é ser eu mesmo. Fico sendo eu demais! Que merda, que saco!

Meus amigos devem imaginar que é “bobagenzinha”, mas eu não brinco quando posto na internet algo dizendo que eu queria sumir por dias, meses, semanas, que seja! Essa vontade transborda quando me vejo infantil diante de coisas que eu já deveria saber lidar. Talvez eu não tenha crescido ainda o suficiente…

E tudo fica ainda pior quando vejo que praticamente todas as pessoas sabem o que, que horas e como fazer, enquanto eu me vejo suando as mãos diante de qualquer passo que tento dar, de qualquer sinal de aproximação, qualquer tentativa de demonstração de interesse. É tudo aparentemente tão fácil e pra mim aparentemente tão difícil.

Lembro da vez que ouvi um “vou ao banheiro” exatamente no momento em que eu estava certo que tentaria um beijo. Teve o dia do “podemos sim, aí a gente chama um pessoal pra ir junto!” quando fiz o convite para o cinema. Isso sem contar a vez do “Desculpa, me ocupei aqui e esqueci de responder, mas hoje vou sair com um pessoal” depois de eu finalmente ter apertado “enviar mensagem de texto” após ter pensado por minutos no que convidar para fazer. É.

A gente só entende como é viver quando a gente se propõe a viver.
Ninguém nunca vai saber melhor de você do que você mesmo, ninguém nunca vai te entender mais do que você mesmo, ninguém nunca vai gostar mais de você do que você mesmo deve gostar.

E entre uma tentativa e outra, o relógio corre. Os dias, semanas e meses se vão.

Torço muito para que eu esteja engando ao pensar que talvez o amor que as pessoas buscam não seja o mesmo que eu, que a tal da questão de “química” e “hora certa e pessoa certa” não seja tudo uma grande bobagem criada pra casais se gabarem de argumentos que defendam a espontaneidade do amor.

Eu queria conseguir tentar. Penso em exatamente todos os detalhes, desde a hora que eu acordo. Deixo tudo exatamente combinado, coloco minha melhor roupa, pego tudo que me resta de dinheiro para assegurar um pouco de alegria e no momento em que eu mais preciso de mim mesmo, eu fujo.

Esses dias foi mais um pra minha coleção de “Não foi dessa vez.”
Tive que me consolar ouvindo os refrões mais desnecessários na volta pra casa. Isso já não me afeta mais, pois é algo que já vivi tantas vezes que pra mim é bem natural e chega a ser previsível depois do último “tchau” na despedida.
Já teve vezes em que a vontade era virar o rosto e acidentar um beijo, aí eu poderia alegar que foi incontrolável, que foi mais forte do que eu. Será que convenceria? Eu poderia levar um tapa também por tal atitude. Nas duas situações, eu pelo menos haveria tentado.
Pra não ser tão injusto e eventualmente apelativo demais, devo dizer que algumas vezes já deu certo, foram vezes em que não me reconheci e a felicidade foi tanta na mesma volta pra casa que fiz dos refrões desnecessários minhas trilhas sonoras de completa alegria, cortando as ruas dessa cidade, cantando o mais alto que eu podia. Foram noites felizes, histórias pra contar nas quais guardei todos os detalhes. Não por ninguém, por mim mesmo.

O mais louco é que isso pra mim é algo tão pesado de falar e que no fim das contas só significa a vontade de viver a maior das felicidades. É uma infeliz realidade sobre a busca por um momento feliz.

Vai passar.

Vá Viver o Mundo, Mas Depois Volte

Leia ouvindo: http://www.youtube.com/watch?v=daGcpvxPbCo

Decidi que mudaria minha vida. Eu estava certo de que conviver com o marasmo do dia só ia me fazer mal, só ia me deixar pra baixo, só ia abaixar ainda mais a minha já baixa auto-estima. Então pesquisei, juntei algum dinheiro abdicando de prazeres que eu sempre gostei e me matriculei.

Talvez tenha sido um dos passos mais importantes da minha vida. Não tenho um salário de pagar cerveja para os outros, tampouco posso oferecer algum conforto para as pessoas que conheço, mas confio muito em mim, em quem eu sou, nos meus amigos e na minha família, que aliás, não se encaixa naquele padrão de seriado americano com irmãos, casas de dois andares e gigantes árvores de natal.

Lembro que comemorei como nunca o fato de finalmente ter conseguido me inscrever nesse meu tão sonhado curso. Era um importante passo para a minha carreira, especialmente por eu saber que eu sou a esperança da minha família para dias melhores.

Tudo corria bem até que me dei conta de um motivo pra ficar melhor ainda.
Fazia tempo que eu não me impressionava tanto com alguém a ponto de querer saber mais, de querer ficar por perto, de querer pelo menos ficar olhando sem fazer nada. Então aconteceu com você, ou melhor, comigo por você.
Comecei a te olhar diferente, muito embora eu tinha certeza que você nunca reparava em mim. Ora, não faço parte de um perfil de beleza indiscutível, e como já falei, não tenho dinheiro para ter bens e até hoje continuo andando com guarda-chuva quebrado pelas ruas. Se fosse eu no seu lugar, também não repararia.

Vi os dias passar e vi aumentar a minha vontade de falar com você. Interessantíssima, inteligente, irretocavelmente linda, papo de emoção mesmo, me impressionei do primeiro até o segundo da saudade que é pelo qual tenho vivido.
Não quero muito falar sobre como aconteceu, até por quê foi uma coisa tão mágica que eu não consigo lembrar de muita coisa, ou se lembro acho que é mentira, que não poderia ser comigo, que não poderia ser tão perfeito. Mas tem uma coisa que pode passar o tempo que for, eu nunca vou esquecer: seu sotaque. E vou além, a forma como constroi uma frase, como mexe no cabelo, como reclama e comemora o frio, a forma como usa os olhos…

Depois de te observar tanto e por tanto tempo é meio louco pra mim lembrar que tivemos algo, que realmente aconteceu, que você realmente se interessou por mim a ponto de se entregar. É louco imaginar que eu nunca quis tanto que o frio aumentasse como naquele dia e como eu nunca quis tanto que as horas demorassem pra passar…

Só que a minha vida é cheia das curvas e lá na frente estava escrito que você ia virar à direita enquanto eu te esperava à esquerda.

Sem tempo o suficiente para eu acreditar que é real, mas com tempo o bastante para eu acreditar que os sonhos podem se realizar, você teve que partir. E partir pra longe! Outro estado, outras pessoas, outra realidade, a sua e a nossa realidade. Desde então não me restou outra coisa a não ser tentar te deixar de lado um pouco e pensar em mim, no meu tão sonhado curso, no meu futuro, nas coisas que eu sempre quis e que nunca estive tão perto de ter.

E como as coisas não pudessem ficar ainda mais loucas, a vida vai e me surpreende de novo. Voltamos a conversar mais vezes pela internet. Eu já tinha vivido outras histórias, inclusive alguns relacionamentos relativamente longos – pra você ter ideia do quanto de tempo passou desde aquela noite de frio -, e você possivelmente deve ter vivido tantas outras também, especialmente por ser assim tão perfeita como pra mim você é.

Bom, voltamos a conversar e eu voltei a gostar disso. E então um dia você disse que viria pra minha cidade e que gostaria de me ver. Dá até arrepio de lembrar! É muito doido tudo isso, você aparece na minha vida como um furacão, vivemos uma história de poucas horas, você parte e eu fico com a saudade, aí agora você fala que quer me visitar… Acho que tenho o direito de achar tudo uma grande loucura. Uma gostosa loucura.

Infelizmente não foi da vez que deu certo. Você ia aproveitar o feriado, mas houve alguns pepinos que impediram sua vinda, ou seja, faltei ter um AVC de ansiedade para sua chegada e no fim tive que me controlar porque não seria daquela vez. Só que lá no fundo do meu coração, algo me dizia para eu não perder as esperanças pois essa história ainda dar muito pano pra manga. E deu! Em uma outra conversa que tivemos você oficializou que viria para a minha cidade no próximo feriado, que aliás, estava muito perto de chegar.

As semanas se rastejavam e nada conseguia acelerar os dias que me sufocavam só pela ansiedade de te ver de novo. Lembro que poucos dias antes saí com alguns amigos e não consegui disfarçar a minha extrema euforia pela sua, posso chamar de “volta”. Eles riam de mim e diziam que nunca me viram de tal maneira antes, que você realmente conseguia mudar meu jeito e que isso era bom de se ver.

Então você chegou!
Me perdoa, não consigo lembrar de detalhes, sei que pode parecer mentira ou desrespeito, mas é absolutamente o contrário. Não lembro porque você tem algum tipo de encanto que me cega e isola meu cérebro, com você, eu sou apenas coração.
Você chegou e foi tão bom te dar o abraço mais longo da vida de novo, foi tão especial ver que continua a mesma que me tirou o riso solto naquela vez, continua com a mesma beleza na qual me vi rendido e completamente perplexo. Você é incrível e não há uma palavra que eu diga aqui que defina isso.

Lembra da foto que tiramos? Aquela que você usava minha blusa. Mandei para os meus amigos e eles me disseram que a tempos não viam um casal que combinasse tanto e que transmitisse uma energia tão boa. Eu com cara de bobo, só conseguia dizer que a culpa é sua. E esta é a maior verdade.
Tivemos novos momentos de uma história só nossa, de um jeito nosso, com risadas que só nós damos pelos motivos que só nós vemos graça e eu tenho certeza que vou levar esses momentos pra sempre comigo.

Só que você teve que partir. De novo. Faz sentido, tinha que voltar para a sua cidade e tocar a sua vida, continuar seus planos.
E eu, de novo, e praticamente descrente do amor, fiquei aqui com a saudade, transbordando esse tal do amor, olhando a nossa foto, lembrando do seu cabelo e pensando por quê eu nunca encontrei alguém que fosse capaz de pelo menos lembrar um pouco você.

Você me mudou.
Você me ensinou que as coisas podem acontecer, que o sonho vale a pena, que os momentos podem ser eternos, que o bom de viver é a expectativa pelo que pode acontecer amanhã de bom em nossas vidas.

E hoje vou levando a minha como um motivo pra você se orgulhar, mas saiba que continuo te esperando.
Quem sabe um dia.



Baseado em uma história real.

Agora Só Preciso Ver Se Vai Dar Certo

Leia ouvindo: http://www.youtube.com/watch?v=MLTyCu8TTNk

Olha, se eu parar pra pensar nas coisas que eu quero dessa vida, certamente perderei metade dela só pensando, porque vou te contar, são muitas coisas.
Dentre todas, das mais mirabolantes viagens que um dia quero fazer pelo mundo, até o surgimento daqui a instantes de uma barra de chocolate na minha mesa, tem umas delas que é muito especial.

No começo não era assim, vou confessar. Rolava uma admiração, uma vontade de ficar mais perto, de esticar a conversa, de rir de qualquer coisa até das que eu nem achava tanta graça assim. Com o passar do tempo, foi se tornando algo maior, foi se tornando um prazer especial e a minha vontade de ter por perto só aumentava cada vez mais até o ponto que estou hoje, no qual não sei se ainda pronto para desabafar, mas transbordando vontade de falar, nem que seja sozinho como faço agora.

Eu quero você. É isso.
Pode parecer meio loucura, te dou tempo pra ficar surpresa, você tem todo o direito de não acreditar e de imaginar que estou brincando, mas não estou. Nem você nem eu temos culpa disso, em algumas coisas da vida nós podemos influenciar, mas nisso que estou sentido não. Sei lá como explicar, na verdade eu nem quero ter que explicar nada pra ninguém, aconteceu, simples, fim. Comecei a te perceber melhor aos poucos, me permiti – e não me pergunte por quê – a te ver de uma forma especial. E o mais louco de tudo isso é que eu não me forcei a nada, tipo: “Deixa eu vê-la diferente!”. Não! Os dias foram passando e fui vivendo todos e querendo que desde então você viva comigo todos eles.

Hoje eu quero você por mais tempo que o abraço mais longo, quero sua voz mais do que no “oi” e no “tchau”, quero que teu beijo saia do meu rosto e venha para a minha boca, quero sua presença, quero que deite no meu colo no sábado para rirmos dos programas na TV, quero passear no shopping e ver vitrines rindo dos manequins, quero derrubar sorvete sem querer na sua roupa, quero que derrube em mim, quero comer macarrão e sujar minha roupa e só perceber quando você estiver rindo de mim, quero comer minha salada e esquecer um pedaço de alface nos dentes e de novo só perceber quando você estiver rindo, quero te dizer que não precisa de tanta maquiagem, quero conhecer o teu hálito ao acordar – e serei sincero se for insuportável, quero fazer círculos em seu rosto quando de conchinhas estivermos deitados, quero que briguemos pelo controle remoto, quero que andemos de bicicleta no parque…

Cheguei a conclusão que eu te quero tanto comigo que até aceito o fato de você não querer. Que sentido que faz isso, né? Não sei também, mas eu fiquei pensando nessa real possibilidade, afinal você não tem obrigação de retribuir as coisas que eu sinto, ainda mais essas, tão sérias, intensas e inesperadas. Talvez eu tenha pensado nisso porque vai me aliviar só o fato de você saber que eu já te quis. Eu nem sei mais o que estou falando, haha, mas eu não estou brincando.

Quando fico pensando nisso dou risada e me lembro da 5ª série. Naquela fase que eu tinha esse comportamento, infantil, amor lúdico, de ficar ofegante e desesperado quando encontrava a garota especial na escola. Ai, ai, que fase…
Mas eu devo comemorar, é melhor viver uma certeza do que uma dúvida e eu tenho certeza que é você quem eu quero para as próximas fases da minha vida.
Ainda sou quem acredita no pra sempre. Acredito que o pra sempre é particular de cada pessoa, que pode durar 1 dia ou 100 anos, não há quem determine, há quem sinta, e também que esse tal do pra sempre por mais que seja forçado a acabar um dia, estará sempre em algum ludar nas nossas vida.

Quero você nos meus novos dias. Quero te contar as coisas que passei pra saber o teu ponto de vista, quero saber tua opinião sobre as coisas que vou viver, quero saber se devo ou não comprar determinado perfume, quero saber o que acha de eu virar à direita e não à esquerda, quero a sua vida pra cuidar da minha, e pela vida ser incontrolável como é, não posso te garantir tantas coisas, mas entre as que eu posso, te asseguro que vou me esforçar pra te fazer se sentir especial.

Seria mais legal ainda se a gente pudesse ver a vida diferente, juntos.

Pronto, acho que estou ensaiado.
Só preciso criar coragem pra te falar tudo isso, esperando qualquer resposta e até uma não-resposta, preciso te falar que é você quem eu quero pois meu coração não aguenta mais guardar isso.

Quem sabe você também não tem vontade de fazer umas viagens mirabolantes pelo mundo?

Que a Palavra Mais Falada Seja a Mais Sentida

Leia ouvindo: http://www.youtube.com/watch?v=0b-cazkmLnU

#POSTESPECIAL

Amor.
Neste momento eu só quero falar sobre amor. Depois explico por quê.
Amor é uma das palavras que menos usei em todos os textos do Um Travesseiro Para Dois. Não fiz uma auditoria e pode até ser que ela já tenha sido bem citada, mas tenho certeza que em menos quantidade com relação a todos os outros sentimentos. E foi de propósito.
Amor todos nós sabemos que precisamos e que é o mais belo sentimento que existe, mas e todos os outros? Minha “preocupação” aqui é escrever sobre momentos que a gente vive todos os dias e não só sobre amor, pois ninguém vive só de amor.

Só que agora eu quero falar somente dele e tudo que o envolve.
Penso que não há uma definição precisa sobre o que é amor. Não há uma explicação que convença à todos, não há uma verdade absoluta, não há uma síntese. É um sentimento absolutamente involuntário e complexo no qual cada um vive e interpreta de uma forma diferente. Há o amor pela família e amigos, amor pelo trabalho, pelo lazer, mas aqui, agora, quero falar sobre o amor por alguém especial.

Convido você a pensar em um alguém especial que sinta um amor único. Seria divertido também, se conseguisse pensar em todas as outras pessoas que já foram especiais em uma fase da sua vida, só não vale resgatar a saudade, deixa ela pra lá. Só quero amor.

Amor pode ser isso que estamos fazendo: relembrar com carinho de alguém que nos fez tão bem, que independente do motivo do fim, nos fez um grande bem, nos mostrando coisas novas, nos ensinando, nos desafiando, enfim, compartilhando parte da própria vida com a nossa. Amor pela pessoa.
Há quem diga que amor só se sente uma vez. Será? Respeito, mas é difícil imaginar. Prefiro acreditar que a gente ama várias vezes na vida, de formas diferentes pois o amor possui licença sentimental para ser vivido de novas e diferentes formas.

Aqueles que tentam definir e julgar o amor, na verdade não o sentem.

São colocadas na cruz as pessoas que amam rapidamente. Atenção, vale o raciocínio: O que é amor rapidamente? Quem determina a velocidade com que as coisas acontecem? Desde quando o senso comum é referência sobre o coração? Reflita. Trocar de amor, ter um amor novo é o tipo de coisa que pouca gente aceita, é absolutamente inacreditável e incompreensível. Talvez por isso seja amor, né? Vale outro raciocínio. Se fosse algo previsível, com data de validade, com começo, meio e fim, com definições, com qualquer coisa que pudesse restringí-lo, eu acredito, não seria amor, seria qualquer outro sentimento.
Sejamos práticos. O que é a saudade? A saudade é a falta daquilo que já tivemos. FIM. Pode até existir novas formas de dizer a mesma coisa, mas daremos voltas e chegaremos à mesma conclusão.

E o amor? O que é o amor? Quem pode responder? Quem pode julgar?
Penso que este sentimento é mais complexo pois envolve uma fase em que está sendo vivida, envolve uma nova forma de ver as coisas, envolve a beleza pelas coisas que nem todos veem, envolve uma vida nova. Exemplo: Pode ser chamado de amor aquilo que se sente quando a pessoa não consegue se tranquilizar sem se certificar que a outra pessoa está segura em casa? Pode ué, por quê não? Quem gosta se preocupa, certo? Todo mundo quer alguém que se preocupe com a gente. Também pode ser chamado de possessividade ou como dizem na gíria: ser grude. E quem está certo? Qual livro podemos confiar? As pessoas mais velhas, em tese, mais sábias, podem nos convencer? O amor de escola não era amor real? Mas crianças não são mais sinceras? Depois que crescemos não estamos mais certos do que pensamos e sentimos? Mas adultos não pensam demais e sentem de menos?

Percebe o looping? Este, repito, é meu ponto de vista, profundamente variável dado a complexidade do sentimento, mas você tem todo o direito de ter o seu e ser o contrário.

É justamente essa magia toda que envolve o amor e é o motivo por acordarmos todas as manhãs. Nós curtimos fotos na internet de frases bonitas sobre o amor, nós achamos bonitinho casais antigos pelas ruas, nós lemos blogs que falam sobre coisas bonitinhas (Obrigado! <3), nós cantamos juntos com os refrões mais melosos,  nós assistimos aos filmes mais românticos, nós choramos por esses filmes, nós somos incontroláveis, nossos sentimentos são, o amor é. Evidente, essas coisas acontecem mais com quem está vivendo uma fase de amor por alguém.

Pense sobre qual outro sentimento a gente fica na dilema pra falar x ouvir. “Ele me disse eu te amo!“, “Ela parou de falar eu também e disse eu te amo!“. A gente celebra esses momentos. Comemoramos como se nada mais fosse importante na vida, dane-se tudo, ouvimos alguém revelar que nos ama, ouvimos uma pessoa dizer que além de cuidar da própria vida, agora está disposta a cuidar da nossa, e mais, ela ama fazer isso, ela ama cuidar da gente, ela faz por amor. Louco, não?
Mesmo na ansiedade em momentos como esses não há uma certeza se podemos chamar de amor. Neste caso, o senso comum, faz sentido, e por questão de amostragem, nos comprova que é algo próximo do que em geral as pessoas consideram amor.

Terminar com alguém por não se sentir no mesmo nível. É amor? Terminar com alguém por achar que a pessoa merece mais. É amor? Terminar com alguém dizendo: “Você gosta mais de mim do que eu de você!” É amor? Se diz tanto que ama, por quê terminou? Seria o desdobramento mais fraternal e angelical que se tem notícia do que é o amor por alguém? Quem está certo? Por quê alguém deve estar certo? É, as coisas simplesmente acontecem e quando o momento é o do fim, tudo que a gente faz é se desesperar em busca de uma resposta que nos traga alívio. Mas precisamos desse alívio? Será que não seria mais proveitoso mudarmos a vida, comprarmos roupas novas, mudar o visual, se permitir encontrar um novo amor ao invés de ficar querendo entender o amor passado? Se a gente entender, vai mudar alguma coisa? A pessoa vai voltar? Nascerá amor nela? Será que não esperamos o amor dela da mesma forma que sentimos? Mas aí não seria uma “manipulação de sentimentos” e não estaríamos vivendo em troco de alguma coisa? Atenção para não confundir reciprocidade com ansiedade. Será que toda essa teoria se concretiza na prática? Olha, dá pra perder o ar só de pensar. Falar de amor envolve mais sentimentos do que se pode imaginar.

Vou dividir um pouco do meu ponto de vista sobre o amor.
Primeiro eu acredito que amor não tem explicação. Ponto. Segundo que cada pessoa sente de uma forma diferente. Ponto. E terceiro, que se fosse fácil de entender milhões de bandas e artistas não existiriam, livros não seriam vendidos, novelas não seriam escritas, bombons não seriam criados, flores morreriam, abraços seriam mais curtos, beijos seriam públicos, bebidas não seriam refúgio, corações não seriam de pelúcia, laços não seriam dados, poesias não seriam escritas, estrelas só seriam estrelas, lua, céu, vento, mar, sol e chuva seriam só “coisas legais”. E nós sabemos que dentro do amor todas essas coisas possuem valor especial.

Valor. Amor. Valor. Amor. Valor. Amor. Valor.
Penso que são coisas que andam juntas. Melhor alguém que nos valorize do que alguém que diga que nos ama, melhor alguém que nos convença do que alguém que gaste dinheiro com a gente, melhor alguém que se esforça do que alguém que nem tenta, melhor alguém que chore na nossa frente do que alguém que diz gostar de comédia romântica.

Com amor tudo fica melhor. O beijo tem um novo sabor, o abraço é o melhor lugar do mundo, o sexo é um momento único onde dois se sentem um só, a risada é mais gostosa, a saudade é cada vez mais urgente e incontrolável, os fins de semana passam mais depressa, os perfumes ganham voz, as poltronas do cinema se tornam nossa cama, as filas podem demorar mais, as escadas rolantes não precisam parar, o elevador pode demorar, o ônibus pode não passar, o dinheiro pode até acabar, o frio pode congelar, o sol pode queimar, o vento pode levar, a chuva pode molhar… Só o amor transforma, só o amor constrói, só o amor revigora, justamente por ele ser inexplicável. O amor foi criado para ser sentido e não explicado.

Não há regra, não há receita, não há conclusão. O amor sobressai diante de tudo e todos. Quem nunca chorou aprende a chorar, quem nunca se desculpou aprende a se desculpar, quem nunca errou aprende a consertar. Ele é quem manda. Diante do amor nós não somos nada além de máquinas prontas e submissas à ele, que nos guia, que nos diz sobre o que rir e sobre o que reclamar. E ele é tão sincero.

Vejo mais ou menos assim.
Amor real é o amor que a gente sente, cada um de foma diferente. Fim.
E melhor do que falar “mais amor por favor”, é falar “mais amor pelo valor”.

Deixo meu amor pra você aqui,
Márcio Rodrigues.

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Pessoal, 
Obrigado por tudo até aqui, pela companhia e pelas incríveis palavras! O melhor está por vir e tudo é especial se quisermos que seja!

Este é o 200° POST NO UM TRAVESSEIRO PARA DOIS e espero que tenham gostado!

Foi escrito com amor.

Sobre o Prazer Em Dividir a Pipoca

Leia ouvindo: http://www.youtube.com/watch?v=vOL-AvxD9w4

Me pego rindo sozinho de quem eu sou.
Além disso, rio do que gosto e de como gosto.
Quando tenho motivos convincentes pra celebrar, canto meus refrões até que eu perca a voz. E tem acontecido isso com frequência, e até que me provem o contrário, isso parece ser bom.
Engraçado que quando acham que estou triste, eu só quero que não achem nada de mim, no entanto já entendi que a minha diferença para uma porção de pessoas é que eu amplifico as coisas que sinto, do riso ao choro. Por outro lado, tem gente que prefere sufocar. E de sufoco na minha vida já basta a rotina.

Já faz um tempo que comecei a praticar uma nova forma de ver as coisas. De fato não foi algo fácil, mas hoje vejo que vale muito a pena.
Sobre as coisas que não me trazem sorrisos, tenho tentado ver de modo que precisavam acontecer para que eu pudesse chegar onde estou. É claro que sem elas possivelmente eu chegaria aqui também, mas eu seria outra pessoa, menos forte. As dificuldades me tornam invencível. Já sobre as coisas onde meu riso é solto, ah todas elas, que particular de sentir… “Coloca um riso na sua cara depois de abrir os olhos todos os dias!” entoam os mais sábios. Pois bem, é com base nessa receita que tenho vivido. Quando percebo que nasce um motivo para o meu coração acelerar, trato de aproveitar todas as batidas. Quando vejo que um sorriso pra mim foi dado, no mesmo momento retribuo com o melhor que eu puder dar.

Há quem diga que esse comportamento é a materialização das pequenas coisas. Essas pessoas estão certas!

Veja, seria muito fácil e totalmente comprável manter um discurso de felicidade gratuita, como quem não se vê chorar. Só que não é essa a questão aqui, até por quê me arrisco a dizer que a lágrima é o recheio da vida.

A verdade é que se a gente parar pra pensar, vamos perceber como temos mais motivos pra felicidade do que pra qualquer outra coisa. E nos clichês da vida nós podemos confiar.

Estou com saudade de me banhar na chuva. Quando criança, minha preocupação era voltar pra casa com roupa molhada e ter que ouvir minha mãe esbravejar, hoje penso no resfriado que posso pegar depois. Idade inconveniente.
Entre os planos para a próxima semana está o de me permitir mais, exatamente como eu fazia por essência quando criança. Continuamos as mesmas pessoas, eventualmente com alguns quilos a mais e uma porção de contas para pagar no começo do mês, mas isso não pode ser algo que nos prejudique e mude quem somos.

Por isso que faz tão bem ter a segurança de um abraço sincero. O momento do abraço é o mesmo momento em que ficávamos embaixo do edredom com medo dos trovões: o único lugar onde nos sentíamos seguros. Percebe que continuamos os mesmos e que só mudamos os cenários?

Na época da escola a gente gostava de pessoas que nem sabiam disso. E depois de adultos continuamos iguais. A diferença é que a vida nos apresenta um negócio chamado “indireta” e a gente faz uso dela a torto e a direito. Que adultos, não é mesmo? Na 5ª série a gente até fazia algo parecido, mas tentando chamar a atenção para que fôssemos percebidos. Continuamos iguais.

Hoje se temos vontade de tomar um chá, vamos até a cozinha e o preparamos; pegamos o carro ou o transporte público e saímos para comprar. Quando criança, era só pedir para os nossos pais.

Desde pequenos nós aprendemos como é bom ter um abraço. Em geral, isso era mais frequente nos dias de aniversário quando éramos o motivo de celebração. Depois de mais velhos, raros são os aniversários em que ainda há bolo. Substituímos nossa casa por um bar legal que agrade à todos, eis o momento em que deixamos de ser o motivo e nos tornarmos criadores de motivos. O lado bom é que os abraços continuam os mesmos, as ocasiões é que mudam. Deixamos de cumprimentar nossos amigos com aperto de mão e beijo no rosto como fazíamos na escola e começamos a distribuir abraços em todos que nos fazem bem. Há amor, de uma forma singela, mas há. Mas as formas singelas não são as melhores?

Outra diferença é que quando somos mais novos, não há problema na vida contanto que tenhamos os amigos por perto, com eles tudo é perfeição. Quando crescemos, tudo fica mais especial quando encontramos nossos amigos e estamos acompanhados de outra mão dada a nossa. São multiplicações e variações de bons sentimentos. Novas formas de pensar, velhas formas de agir. Velho amor de um novo jeito.

Vou dizer que tenho histórias pra compartilhar que garantem uma dúzia de risadas a quem eu contar. E além disso, tenho certeza que com o resto do dia que terei hoje, somarei então mais uma quantidade de histórias e ocasiões.

A vida só é normal para quem quer que seja.
Nem as batidas do nosso coração são lineares, por quê deveríamos ser?

Já comentei sobre a minha nova prática? Procuro ver as coisas de um jeito diferente! Não me contento com um único ponto de vista! Não quero estar certo sempre! Não quero discordar sempre! Quero ser contrariado, quero ser convencido de que a minha forma de pensar não é a única… Quero muita coisa.

Me pego sozinho rindo de quem eu era.
E de quem eu sou.
Continuo o mesmo.
Por essência, continuamos os mesmos.

Há fases em que deixamos de ver com os olhos para vermos com o coração.

É a Última Que Morre

Muitos me perguntam porque eu não tenho alguém especial.
Para todos, respondo que eu gostaria de saber o por quê também. Alguns me apontam o dedo dizendo que talvez eu escolho demais, outros que eu não me permito me relacionar, tem também as pessoas que dizem que estou esperando a pessoa perfeita.

Só que não é isso.

As coisas andam bem estranhas no mundo. A gente vive uma realidade onde os amores são por conveniências, e depois que passa a vontade de manter por perto, é só terminar, é só dar tchau. E vai saber, talvez eu seja de uma outra geração, uma geração que aliás eu nunca nem vivi, talvez minha genética seja antiga. Não sei lidar.
A verdade é que as coisas hoje estão bem superficiais. É muito fácil encher a cara numa balada qualquer e sair de lá com uma amor novo. É fácil também encontrar companhia para os desejos de sexo. Não há dificuldade em conseguir 2 ou 3 beijos só pra matar a vontade. Essas coisas, hoje, são “normais”. Só que ter alguém vai além disso.

A tentativa de entrar em um consenso sobre ter alguém, sobre valorizar e sobre o mundo em que vivemos, pode render uns fáceis mil dias de conversa. É bobagem tentar convencer alguém, por isso cada um de nós temos uma vida pra cuidar, mas dá pra dizer que você sabe quando está sentindo algo especial ao sentir vontade de cuidar da própria vida e ajudar outra pessoa a cuidar dela. E aqui falo no sentido amplo de cuidar de alguém, de resolver os problemas, de aguentar as crises, de superar as coisas, juntos. Isso que é meio difícil de encontrar hoje em dia. É difícil mas ainda dá pra encontrar, só que algo que não devemos buscar. Louco, né? Existe algo que nos espera mas nós não podemos procurar! Acontece que a vida prepara as coisas pra gente na hora em que precisamos viver. Viver requer preparo para o movimento, testes com o coração.

E a gente esquece que viver é mais que ter alguém.

Afinal, nós temos muitas pessoas que nos fazem viver bem. É a família, são os amigos, somos nós mesmos, nosso trabalho, estudos e os prazeres que podemos viver para preencher a lacuna de todos os sentimentos que o nosso coração é capaz de agrupar.

A gente vive pelo coração e não pelo amor.

Por mais que a pressão do mundo seja tão forte e nos force a acreditar que só com o amor a gente vive, não, a gente não vive só dele, DELE TAMBÉM claro, mas não SÓ dele! Vivemos da raiva, da saudade, da ansiedade, da lição, da decepção… São inúmeros os sentimentos que nos fazem sentir vivos! E claro, o amor, sendo o mais bonito deles, é quem podemos dizer que rege o coração, no entanto, nunca vou cansar de dizer que ele não é tudo. Até por quê, estou falando do amor midiático, o amor de ter alguém, de que só podemos ter felicidade se termos alguém, o amor que o mundo nos diz ser ideal. O amor é tão completo e maravilhoso que é aplicado em outras situações. Amor à família, amigos, trabalho, hobby, os melhores sentimentos sobre essas coisas nada mais são que novas formas de viver o mesmo amor que temos no coração.

Mas a gente esquece, e nessas horas, ter ou não alguém pesa muito.
É que existem alegrias que só se tornam felicidade se temos alguém para dividir. E para esse papel, os amigos não são tão eficientes, a gente quer alguém pra olhar nos olhos, alguém pra ser a primeira pessoa na lista de quem ligar em todas as horas, alguém para mostrar o que sabemos fazer e o que queremos aprender. Alguém para dar a mão.

Pena que o mundo anda estranho demais que até acreditar num sonho pode ser tachado de bobagem.
Não podemos compartilhar algo de bom que vivemos, que do nada vem gente dizer que somos efusivos demais, vem gente alertar sobre os invejosos – que penso que na verdade ao considerar a possibilidade deles só estamos os atraindo – vem gente dizer que falamos demais. Tem horas que dá pra pensar que as pessoas não estão prontas para serem felizes. A felicidade, por essência, é algo que quanto mais irradiado for mais intenso será, contagia, ilumina, revigora. Mas nem toda felicidade é bem-vinda, sabemos disso e a gente só continua vivo, a gente só continua nesse mundo, por acreditar que as coisas sempre podem mudar. Sempre há esperança.

E tem as pessoas que me perguntam porque eu não tenho alguém especial.
Respondo que não sei, mas que eu gostaria de ter.

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