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Quem Te Coloca Pelo Lado de Dentro da Calçada

Existem vários de nós pelo mundo.
Desde os que chegam na balada e te puxam pelo braço ou vomitam um “delícia” nas ruas, até os que não sabem bem como dizer em palavras bonitas o que sentem, mas te convencem que é real.
Hoje, 15 de Julho, é o tal do Dia do Homem (sabia?) que eu nem quero entrar no mérito aqui da importância desse dia ou do motivo pelo qual foi criado, só pensei em escrever um pouco sobre a minha visão do homem, como Márcio Rodrigues, quem escreve todos os textos que você gentilmente lê e compartilha! Um beijo pra você!
Só que assim, até posso comentar alguma coisa sobre os homens, mas eu queria focar nos que tem começam com H maiúsculo, sabe?

O mundo mudou e não fui eu que tive essa constatação incrível! Juro, rs! Hoje uma mulher pode ter filho sem a necessidade de ter um homem “no momento” da criação. As mulheres assumiram uma independência gigante e absolutamente justa, na qual aplaudo de pé e valorizo sempre! O problema foi o homem regredir.
Penso que em muitos casos as mulheres exigem demais dos homens, digo no sentido de “homem perfeito”, um que faça x e y, que seja bonito, sexy, inteligente, bem sucedido, estiloso, sei lá, milhares de pré-requisitos. Parece que elas querem mais um homem pra invejar as amigas, sabe? Nessa confusão elas esquecem dos homens de verdade! Sou do time e acredito que exista muito homem que abre a porta do carro. Muito embora alguns deles usam a gentileza de artifício para conseguir “algo mais” depois. Bando de ridículo, concordo mulheres!

Mas como você vai saber como um homem é se você não tentar conhecê-lo?

Repugno toda e qualquer mulher – até a minha mãe – que diz: “Homem é tudo igual, nenhum presta!” OPA, OPA, CALMA LÁ MINHA FILHA! Nessas situações sempre pergunto de onde tiraram isso. Dos “5 casos” que teve na vida? Dos casos das amigas? Ou das novelas? Porque entenda, pra uma mulher falar que nenhum homem presta ela tem que no mínimo ter se relacionado com 90% da população masculina do mundo. Prefiro que digam: “Não tenho tido sorte com homem!” AÍ SIM! Na pior das hipóteses, você mulher pode chegar a conclusão de que viveu uma experiência nova. E todas são válidas!

Pra começar qualquer análise, vamos partir do princípio que TODO HOMEM é inferior a TODA MULHER. A soberania está nas mulheres! Mas até que a gente tem pontos positivos, né?
Mulheres, parem e pensem em quantos amigos homens vocês teem. Pensem também no teu nível de confiança neles. Agora compare com as suas amigas. Encontre a resposta.
Outra coisa legal do homem, a gente sabe que quando uma mulher está na TPM, ela não está pra brincadeira! E chocolates são bem-vindos! Só fica aqui o manifesto de que de alguma maneira, em alguma geração futura, essa tal da TPM possa ser percebida em questão de segundos. Sei lá, de uma forma física seria uma boa, sabe? Só pra gente saber lidar! 😉

O texto está muito confuso até aqui? Pessoal, moro em São Paulo e faz 12° C neste momento, estou com os dedos doendo semi-congelados e tenho 99% de certeza que meu cérebro também congelou, portanto, se faltar coesão no texto, relevem, ok?

Todo homem é igual e tem o mesmo potencial de valorizar uma mulher. A diferença é que alguns fazem o óbvio e os outros convencem. Esse negócio de dar um coração vermelho de pelúcia com duas mãos e os dizeres: “Te amo muito, você é minha vida!” sei lá, algo assim, ou enviar telemensagens (enviei pra minha primeira namorada, juro!) ou aqueles carros alegóricos vergonhosos de “provas de amor” (isso eu nunca fiz, juro também!) não  tá com nada e o máximo que você, homem óbvio, vai ganhar é um “Ah, eu gostei, achei bonitinho!” que pode ser traduzido em: “Jura que foi o máximo que você pensou em me surpreender?! No entanto, melhor isso que nada, né? ” Olha, é claro que eu não tenho um Manual de como Surpreender uma Mulher, aqui é só um toque pra que homem tente ser o menos óbvio possível! Tenho certeza que uma mulher digna valoriza muito mais um abraço, um beijo e uma carta escrita a próprio punho sobre a importância dela, do que um monte de presente de sacolas chiques.
Presentes refinados são para ocasiões refinadas.
Uma ligação surpresa pode ser o melhor dos presentes.

E você mulher, como que vai?
Você aí que se diz “encalhada”. O que acha dos homens de hoje em dia? Mas tipo, estou falando de HOMENS e não de MENINOS, porque é bom esclarecer isso antes de sair falando que a gente não presta. Tem um monte de mulher que se relaciona com uns kids e depois saem queimando o filme da nossa categoria. Tem que ver isso aí!
Pensa assim mulher, se você quer tirar um barato, uhul, tocar o phoda-c, escolhe um bonitinho que saiba dizer duas palavras e desfrute do que ele tem de melhor. Sdds cérebro. Agora, se você mulher está com vontade de que entre um homem na sua vida capaz de te fazer mulher real, capaz de te provar que é homem pra segurar a bronca dela e a sua, um homem pra dizer que te ama olhando nos seus olhos, de encarar seus pais e o almoço de domingo, de abrir a porta do (lembra?) de te provar do jeito dele, meio sem jeito e sem frase de efeito, que gosta de você, é melhor parar e se avaliar. Olha, o homem perfeito não existe, nem todos vão saber o que é escova marroquina, qual cor de esmalte é tendência ou o nome do blog mais bombado de “look do dia”, mas existe o perfeito pra você. Existe o que consegue – ou que pelo menos tenta – lidar com a própria vida e com a sua, incluindo suas manias e surtos femininos, que vocês sabem que são horríveis.

Nós homens não somos nada sem vocês mulheres.
Esse treco de Dia do Homem é só pra aumentar as vendas de Quasar no Boticário, eu prefiro levar na brincadeira!
A vida é boa demais pra gente levar a sério tudo que inventam nela!

Explico o título: Eu sou desses! E percebi que isso é raro, né? O que eu faço com naturalidade é raro para alguns homens, tem que ver isso aí heim. Gentileza nunca é demais!

Por um mundo onde os homens saibam ser homens!

No fim, eu que agradeço

Hoje eu mando ir à merda todos quem dizem que eu não me esforço pra te esquecer. Ou melhor, hoje eu nem conto mais pra ninguém quando lembro de você.
Aprendi a aceitar que as coisas não vão mudar só porque eu quero, elas vão mudar na hora certa, na hora que for a melhor pra mim, mas claro, eu preciso querer que elas mudem também. Então, é um exercício: de um lado sou eu querendo que as coisas mudem, de outro é a vida esperando a hora certa pra mudar as coisas.
Dentro da dor que eu já vivi, aprendi também que jamais posso esperar alguma coisa das pessoas, não posso contar com a atitude de ninguém, não posso considerar que farão por mim o que eu faria por elas. Olha, isso, definitivamente, eu aprendi.

Só não aprendi ainda a te esquecer.
Você vive dentro de mim e de todas as coisas que eu faço. É a primeira referência que eu tenho quando lembro de algo feliz que vivi, porque em quase todas as melhores coisas que já vivi até hoje, você estava por perto, assimilando com um sorriso de “estou feliz por você!”, o que pra mim, sempre foi o bastante!
Encontrei um meio de te manter em vida dentro de mim sem que me fizesse sentir dor. Agora te guardo ao lado das memórias boas que eu tenho da minha vida inteira, desde criança. Entendi que quanto mais eu queria te esquecer, menos eu conseguia. Quanto mais eu queria que você sumisse, mais eu te via.

Sabe porque eu mudei meu jeito de pensar?
Porque eu entendi que quem perdeu depois de tudo que aconteceu, não fui eu, foi você. Vivi o inferno dentro de mim, me consumindo devagar e dolorosamente no desespero em encontrar respostas sobre o que eu fiz de errado pra você fazer o que fez comigo. Ah, eu perdi tanto tempo…
Aí eu virei o disco e comecei a ver as coisas de outra forma. Sem aquela história de “tinha que ser assim”, eu só encontrei uma maneira de sorrir com sinceridade toda vez que eu lembrasse de você, sabe? Parece confuso, mas é muito claro.
Você me fez sofrer mais do que ninguém nessa vida, eu tinha todos os motivos para querer que você se exploda, mas eu não sou essa pessoa, e então, comecei a entender que na verdade eu sinto dó de você. Toda cheia da razão, toda certa do que é viver, acaba vivendo cega uma mentira sem saber onde pisar e quem contar, e eu tentei, eu tentei muito ser quem pudesse te estender a mão e te falar “estou aqui, não se preocupe”, só que você não quis, então ok.
Depois que eu comecei a valorizar todo o meu esforço por você eu comecei a entender a pessoa maravilhosa que eu sou e tudo que eu mereço, e dentro de tudo de bom que eu mereço, você não faz parte.

Por isso que eu falo que mando ir à merda todos que dizem que eu não me esforço pra te esquecer, porque ninguém sabe o que eu vivo, como eu vivo, o que eu passo todos dias e todas as coisas que eu penso. Cansei das amizades de conveniência. Cansei do dedo na cara e do julgamento de “você não quer esquecer”. Gente cretina e idiota! Vão lá viver a vida perfeita de vocês, recheada de falsidade e coração gelado. Eu não vou dizer nada.

Então assim, eu vou te levar comigo pra sempre. Tolice minha seria te deletar, perdendo também todas as coisas boas que a gente viveu, em especial todas as lições que aprendi com a gente.
Já não falo em te querer de volta, aqui eu falo sobre como foi bom ter você um dia.

Aqui eu falo sobre como eu sou melhor depois de você e em como tem alguém melhor ainda me esperando.

Márcio Rodrigues.
instagram: @marciorodriguees

Onde Ajusto o Relógio da Vida?

É uma droga porque eu não sei o que fazer. E pior do que fazer alguma coisa errada, é não saber o que fazer, como lidar, o que falar, ou não falar, sei lá! É exatamente assim como tenho me sentido ultimamente. Ou melhor, já faz muito mais tempo do que ultimamente.
Eu sinto saudade das fases em que coisas são mais claras: felizes ou tristes, fim, sem “meios termos”. Essa imprecisão toda me irrita e só me confunde cada vez mais!
Não que esteja querendo prever as coisas, pra sei lá, me precaver das situações boas ou ruins, só que eu não aguento mais levar a vida na porcentagem, preciso de coisas absolutas para os meus dias.

Estou vivendo um momento em que nada tem resposta. Tipo, nada mesmo, sabe? Estou numa fase “não sei”. Não sei se gosto ainda, não sei se devo voltar, não sei se devo terminar, não sei se devo confessar, não sei se devo ligar, não sei se devo responder, não sei de nada. Na verdade a única coisa que sei é que eu não sei nada. É um monte de “Se” na minha cabeça que congestiona todas as saídas que eu imagino para meus problemas, sendo que muitos desses meus problemas são causados exclusivamente por mim. Parece loucura, né? Pra variar, NÃO SEI, se é.

Embora eu não tenha certeza de algumas coisas, procuro imaginar o que pode estar acontecendo.
Acho que estou exigindo demais, talvez eu esteja esperando demais das pessoas, também posso estar considerando menos do que eu deveria outras pessoas, esta aí, pensando com calma consigo analisar e encontrar algumas coisas que eu não estou fazendo certo. E eu só posso esperar o certo da vida se eu fizer por onde. Ahh, isso eu sei!

O problema é esse troço de coração. Acho o cérebro tão mais justo, apesar de menos emocionante; tão mais certeiro, apesar de menos ousado… Está vendo? Estou em círculos! Tudo que eu queria era ter alguma resposta que ligasse às outras, e aí, com calma, poder entender o que de fato está acontecendo comigo e o que eu deveria fazer.
Seria lindo viver assim, né?

Eu queria entender, especialmente, o que eu deveria fazer com você.
Queria viver na prática esse negócio de “tudo tem a sua hora”. Como programo o despertador para as coisas acontecerem?

Estou nuns dias onde eu queria sumir do mapa! Queria viajar pra longe, sem ninguém, onde não tivesse ninguém que eu conheça também. Estou precisando de mim pra poder ter alguém. Preciso me aceitar para que me aceitem e para que eu possa aceitar alguém. Preciso de mais ponto final onde eu só tenho colado vírgula. A história da vida é feita de todas as pontuações. Não se escrevem romances só com exclamação.

É uma droga, que saco!
Não estou esperando a melhor pessoa pra minha vida, eu só quero algumas pequenas respostas ou dicas, algo que me faça dar o segundo passo. Se as coisas continuarem como estão, vou acabar me suicidando dentro de mim mesmo, dentro da minha covardia de não conseguir encarar os meus problemas e da minha competência de não conseguir pensar em soluções.

É que tudo é muito mais fácil quando estou longe de você. Faço desenhos na minha cabeça de como seria sua reação se eu te ligasse agora, se ficaria feliz ou não. Aí penso que não faz sentido eu te ligar. Pra falar o quê? Pra te ouvir jogar na minha cara como está feliz no trabalho, estudos e na família? Pra, em outras palavras, jogar na minha cara como está feliz sem a minha presença?
As respostas são sempre duplas e essa é a pior tortura. Tudo “pode ser que sim” ou “pode ser que não”, e quem sai ganhando com isso tudo? Ninguém!

Eu preciso descansar.
Pensar tanto em como resolver as coisas só me afasta ainda mais das soluções. Preciso sair pra tomar um ar, mudar a prioridade da minha vida, que aí quando for a hora, eu vou saber o que fazer. Ou não.

E você poderia me ajudar, né? Pra começar, você poderia ser uma pessoa mais clara e direta também.

É que pra algumas pessoas, é difícil facilitar as coisas.
Acho que eu sou assim.
Não sei.

 

Porque o Normal Cansa Demais

A gente faz a nossa música, ousa em um refrão, a gente dança na sala até sem ouvir música.
É o nosso jeito, cheio de defeitos, de deitarmos num sábado a noite no sofá sem muita preocupação além do que fazer quando a pipoca acabar. A gente vai assim, vivendo um dia aqui e outro ali, vamos vivendo juntos.
E eu vou te falar que sinto uma raivinha daquelas de perder o ar quando eu te pergunto o que você tem pra estar tão emburrada, e você me ignora, não responde sequer uma palavra pra só depois que eu desisto de tentar entender, você chegar em mim e dizer: “É TPM, você já deveria saber”.

Não precisa me acelerar quando estou saindo de casa pra te encontrar, o caminho já é longo e a sua ansiedade só aumenta a minha vontade de te olhar e dizer: “Cheguei, já escolheu um filme pra gente ver?” Porque com a gente é assim, sem nenhum luxo, mas é um mundo nosso que a gente respeita e muito, onde vamos dia após dia, sem esperar muito do amanhã, construindo uma história que pra muitos pode parecer boba demais, mas que pra gente é tudo o que importa e nada mais.

Esses dias eu tentei lembrar do que eu vivia antes da primeira vez que a gente trocou o número de celular, foi engraçado porque eu não consegui lembrar muito bem, até existe uma lembrança rasa não sei bem do que ou de quem, que deve ter feito um bem pra mim, mas nada que se compare ao sentimento que eu vi nascer por você em mim.

Você sempre fica tímida quando eu te peço pra deixar o cabelo como está, quando eu falo que acho ele lindo quando você sai do banho sem secar, é que seria muito fácil eu te achar bonita toda pronta e arrumada pra gente sair, quero ver outra pessoa achar beleza no jeito que você grita: “Sai já daqui!”.

Tenho aprendido muitas com você nas quais nem faz ideia. Tipo, hoje eu sei que não posso ser o último a aplaudir em uma plateia. Aprendi também que não devo te levar ao teatro pra gente dar risada, você não se controla, fica desesperada e a sua gargalhada é sempre a mais alta. Quando eu chamo o garçom e peço a conta, você faz de conta que nem está ali, tudo porque não quer me responder quando eu pergunto “E então, vamos dividir?” E olha, eu relevo, nem me importo com isso, sempre te dou um troco quando a gente volta pra casa e eu me queixo de estar cansado demais pra te fazer a massagem nas costas que tanto gosta.

Te confesso que rezei tanto pra encontrar alguém tipo você na minha vida, só não considerava ser tão privilegiado a ponto me encantar por alguém enquanto sorria, mas pensando bem, acho que estava escrito em algum lugar que a agente se encontraria, sei lá, não sei se acredito nessas coisas, mas é muito especial saber que depois de algumas poucas pessoas, posso deitar todas as noites e em oração agradecer por ter encontrado alguém que traz tanta luz assim pro meu coração.

Conversinha fiada, cheia de mimimi, né? Você não gosta que eu seja sensível demais, e eu respeito, da mesma maneira que não suporto você intransigente falando “Fim, esse é meu jeito”, então está tudo bem, a gente se completa tipo o o biscoito e o recheio, tipo a fronha e o travesseiro, e eu juro, que enquanto eu tiver força pra fazer qualquer coisa, algumas dessas mesmas coisas vai se te agradecer pra sempre por eu te feito a melhor escolha.

Pra Quem Sabe a Hora de Parar. Só que ao Contrário

Pra tudo tem um limite, pra humilhação não é diferente.
Você não tem a obrigação de aceitar as coisas que te falam ou fazem, você não pode deixar que te tratem de um jeito que você não trataria essa pessoa, você não pode deixar que esqueçam que o respeito é um dos mais importantes sentimentos. E isso, claro, também vale para as pessoas que judiam do que você sente. Isso vale para aquelas pessoas ridículas que mais mereciam perder a vida do que ter a sua consideração.
Ninguém é obrigado a gostar de ninguém, mas a respeitar É.

É importante você enxergar o que está fazendo. Será que já não correu atrás mais do que deveria? Ou melhor, mais do que a pessoa merecia? Porque a gente acredita numa certeza cega que se chama amor, e olha, não há quem nos convença que isso não é real quando estamos sentindo. Até existe uma ou outra pessoa que diz “Nossa, mas você se apega rápido demais, já tá amando?!” SIM, por quê? É O TEU JEITO, é a tua velocidade de sentir as coisas! O coração não tem freio, só acelerador. Depois que ele começa a andar, só para quando enguiça.

Retomando, tem gente que não merece a gente. Fim. Tem gente que não te merece e você precisa fazer um esforço para colocar isso na cabeça. O teu sentimento é nobre, singular, especial e puro, todas as pessoas desse mundo, em tese, buscam alguém que sinta isso por elas, mas, a figura muda, eu sei, quando a gente se vê coadjuvante de um filme onde quem detém o papel de protagonista não dá a mínima e não decorou o próprio  texto. Em outras palavras, a gente não tem culpa em sentir por alguém o que esse alguém não sente pela gente. E então, o que fazer? Não há uma receita, é só questão de aceitar que o prazo de validade venceu, que dessa vez não deu – o que DE NOVO dessa vez, não deu -, que a página virou, que a fonte secou, porque se não for assim, você vai se ver de joelhos por alguém que não merece nem o teu olhar.

Merecimento. Tudo aqui nesse mundo é merecimento! Todas as coisas boas da sua vida acontecem porque você fez algo pra merecer, agora, todas as coisas ruins acontecem porque não existe vida perfeita. Quanto menos você tenta errar, mais você erra. Esqueça essa história de “eu não faço nada de errado” porque você faz sim. Nem que seja em pensamento. Há pensamentos que dizem mais que muitas palavras. Você sabe do que estou falando.

A felicidade é um prêmio pra quem se esforça e ela aparece das mais variadas formas. Quando a gente fala de felicidade no amor, estamos falando de troca, de reciprocidade, e agora pense, como você pode desejar tanto bem à uma pessoa, como você pode direcionar tanto sentimento puro pra uma pessoa que, “diz se importar”, mas na verdade nem vai ficar sabendo se você morrer hoje ou amanhã? Morrer, isso mesmo! Acho interessante considerar o máximo da tragédia para que a gente não se assuste com “tristezazinhas”. Entenda, não estou te incentivando a pensar que vai morrer ou a jogar isso na cara de alguém, tipo “legal, e se eu morrer amanhã? Você vai se importar?”, tipo apelo besta, sabe? Tenho certeza que você está entendendo o que eu quero dizer. Outra coisa, quando falo que você tem que deve se importar menos, não significa que é pra você começar a desejar o mal, mas sim que é pra você começar a desejar tudo aquilo de bom que já pensou pra alguém, desta vez e pra sempre, pra você. É fácil gostar dos outros, só que é ainda mais fácil gostar da gente.

Você sabe o que merece teu valor e entendo que a gente vive num mundo onde somos condicionados a acreditar que só temos felicidade se tivermos um amor ao nosso lado. Experimente mudar o ponto de vista. É claro que toda comemoração tendo com quem compartilhar é sempre melhor, mas se não tiver ninguém, ainda pode ser comemorada, afinal é uma realização sua, é um sentimento bom de você por você, nada mais justo que você brinde consigo mesmo as realizações dessa vida. E outra, nem vem com história, a gente sempre tem com quem compartilhar, pode não ser da forma que queremos naquele momento, mas sempre temos por perto alguém que nos preencha.

Perceba quando o limite chegar no fim, ou melhor, reconheça e admita que chegou o fim, jogue a toalha, não é fraqueza, é amor por si mesmo.

É isso, aqui foi só um monte de palavas soltas que juntas até que fazem algum sentindo. Não estou ousando em decifrar teu coração, sentimento e comportamento. Você sabe os seus gostos e sabe até quando vale a pena um esforço seu.

Só precisa se lembrar disso.

Aí Me Deixei Levar Pra Ver No Que Ia dar

(atenção: post especial para maiores de 18 anos!)

Até perceber o quanto ele me chamava a atenção, não estava muito me preocupando em ninguém, ter alguém, começar história, enfim, eu estava bem sozinha e na minha. É bom sair com as minhas amigas sem a preocupação de ter que dar satisfação pra alguém, essa liberdade me faz bem. Só que eu não mando no que eu sinto, né?

Na faculdade tem um garoto que faz um tempo que observo. Ele tem um jeito diferente, não sei bem explicar, não é o perfil de beleza que tipo minhas amigas gostam, mas o conjunto dele, especialmente o jeito dele, me chama muita a atenção. Nunca tive oportunidade pra gente conversar sobre alguma coisa. Já fucei nas redes sociais dele, aliás, tem um ótimo gosto, vi os amigos em comum, são poucos, ninguém a ponto de eu tentar fazer o link entre nós dois. Isso, ninguém que eu pudesse “usar” pra isso, rs.

Só que eu já estava cansada de não ver oportunidade, eu só queria falar com ele, alguma coisa, sei lá, ver como ele é de verdade, ter certeza do que eu acho, me decepcionar, enfim, qualquer coisa que não fosse só eu olhando pra ele.
Aí ontem eu “plantei” uma situação.
Já sabendo qual ponto de ônibus ele fica na hora de ir embora, fui até lá também. Neste dia todas as salas foram dispensadas mais cedo não lembro por quê, só lembro que tinha visto ele na entrada, logo, veria na saída. Quando cheguei no ponto, que maravilha, não sabia o que falar com ele, ou seja, estava fazendo papel de ridícula para quem eu menos podia. Parei um ônibus e perguntei se passava numa rua x, só pra ver se ele me reparava. E ele reparou. Reparou tanto que parou o próximo ônibus – e eu já estava me jogando na avenida – quando vi ele voltando e o motorista gesticulando um “negativo”, demonstrando que ele deve ter feito uma pergunta parecida com a minha.
O tempo foi passando, eu olhava o celular, queria falar com alguém, mas não avisei ninguém que eu estava lá, fiquei na minha. Coloquei o capuz do moletom e cruzei os braços, tamanho o frio que fazia. Ele estava com as mãos no bolso do seu moletom estilo canguru.

Lá vinha outro ônibus e ele deu sinal. Parou e perguntou, quando parecia entrar, corri até ele e falei “Não entra agora, por favor”. Mesmo sem entender nada, ele não entrou, o motorista também não entendeu, mas fechou a porta e seguiu viagem.

“Oi, desculpa, a gente nem se conhece e me interferi na sua volta pra casa” tentei me justificar me fazendo a pior das otárias.
“É, eu me assustei um pouco, mas eu te conheço de vista da faculdade, não tem problema” disse.

Aí eu dei um beijo nele. Assim do nada! Pra qualquer pessoa pode parecer loucura, posso ter sido “fácil demais”, vadia, dane-se, com as poucas palavras dele eu me senti a vontade de fazer isso e fiz, até por quê, não é de hoje que eu reparo nele. Claro que eu não planejava fazer isso, mas talvez a minha ansiedade tenha gritado nessa hora a ponto de ser incontrolável.

“Me desculpa, você deve me achar uma louca agora, mas eu não sei bem explicar o que aconteceu”.
“Tu… do bem, agora eu fiquei mais assustado ainda, haha, mas acho que faz sentido, não esquenta. Vamos tomar um café ali?”. Concordei e fomos.
Depois de um muito tempo conversando, dando várias risadas, estava ficando tarde já e pra piorar – ou não – começou a chover muito.
Ele me mostrou ser aquilo que eu imaginava: agradável e uma companhia daquelas que a gente não quer ficar longe, sabe? Além de divertido e com um jeito que me arrancava suspiros aqui e ali. Oi, voltei pra 3ª série!

“Você trabalha amanhã? Já tá tarde, e parece que essa chuva não vai acabar tão cedo.” me perguntou.
“Não, eu não trabalho, e é, pelo jeito, vai demorar mesmo!” respondi.
“Que bom, eu também não! E se a gente ficasse ali naquele Hotel?” Sinceramente, eu me assustei com a pergunta, mais ainda com o “que bom”, claro que estava sendo legal estar ali com ele, mas sei lá né, a gente mal se conhece – apesar de eu querer ter conhecido faz tempo – seria muito estranho eu aceitar passar a noite com ele assim já de cara.
“Ah, ok, pode ser, contanto que a gente saia cedo, tudo bem!” Aí eu aceitei. Ele sorriu e falou “Então vamos!”.
Saímos da cafeteria, atravessamos a rua com uma mão na cabeça nos protegendo da chuva e a outra dada um ao outro. Entramos no Hotel, ele escolheu o quarto e subimos.

Entramos, começamos a achar graça em fuçar nas coisas, entre um beijo e outro, já “acostumados” um com o outro, deitamos e ligamos a TV. A ideia realmente era ficar lá até que os ônibus voltassem a passar e a chuva parasse. E posso falar? Eu estava me divertindo muito! A gente ria de tudo na TV, tudo era piada.
Aí ele começou a me fazer um ataque de cócegas e na tentativa de fugir disso, esmaguei o controle e desliguei a TV. Aí ficamos quietos por um segundo, pouco, mas o bastante pra percebermos que ainda chovia.

“Onde está o controle?” me perguntou.
Puxei pro meu lado e o beijei. Começamos então a nos beijar ainda mais, beijos fortes e longos. Todo o frio que fazia já não existia mais. Nos reviramos na cama, o controle caiu no chão e lá mesmo ficou. Não conseguíamos ver um ao outro. O quarto era bem escuro e já se passava das 2hs da madrugada. A trilha sonora era o barulho da chuva que não parava.
Ele subiu em cima de mim. Eu já estava sem moletom quando ele se debruçou sobre mim, vindo até meu rosto, mordendo lentamente meus lábios e apertando a minha cintura. Fazia força com as pernas, era uma pressão boa que estimulava meu corpo inteiro. Sensação curiosa. Procurei não limitar, gosto de ver até onde vai a brincadeira. Ele sabia muito bem como fazer cada coisa, levantou minha blusinha, me erguou o corpo e a tirou de mim. Me beijava e abraçava no mesmo tempo em que “desprendia” meu sutiã. (Pausa: Ele sabe desprender um sutiã!) Enquanto isso eu tirei a camisa xadrez dele (amo!), botão por botão. Queria estar vendo como isso estava acontecendo, comecei a pensar na loucura em que me envolvi, eu só queria conhecê-lo melhor e do nada eu estava num quarto de Hotel com ele. Mas estava tudo muito bom, e o melhor, tudo muito especial.
Ele tirou minha calça e delicadamente a minha calcinha. Voltou e beijar todo o meu corpo,  começando pelas minhas pernas que tremulavam de excitação, eu já estava entregue àquele momento, deixei rolar. Veio beijando todas as partes e articulações até parar na minha virilha. “Meu deus, não lembro a última vez de ter ido na depiladora!” Foi o que eu pensei na hora que percebi que ele parou. Quando me dei conta eu já estava me contorcendo na cama. Ele não demonstrou nenhuma agressividade, e sim, muita intensidade, o que é beeem melhor. Beijando minha virilha se aproximou da minha região mais íntima e aí perdi as forças. Movimentos circulares com a língua, dosagem ideal na intensidade da pressão. Aproveitava para pressionar meu quadril. Indicou que queria distanciar minhas pernas uma da outra. E eu deixei. Se for pra viver, que seja pra valer!
Naquela hora eu já estava com o corpo acima dos 200 graus, sei lá, fazia muito calor, mas eu não queria que parasse! E ele continuou, pacientemente, até eu começar a gritar. Quando isso aconteceu, subiu mais em meu corpo e eu já o arranhava com todas as minhas unhas com esmalte velho recém feitas. Não dava pra controlar! Parou nos meus seios e enquanto revezava beijos em um, apertava o outro, e a soma disso, mais a noite doida que eu estava vivendo, a ansiedade pela situação, a chuva, dormir fora, hotel, sair mais cedo da aula, tudo contribuía para que eu saísse de mim! Engraçado, parecia que a gente se conhecia a muito tempo, não sei explicar, era uma sintonia muito boa e eu não me senti insegura, eu estava bem e muito feliz em todos os instantes! Notei que ele estava ficando cansado, já estava também suado e veio me beijar. Meu corpo nu e ele de calça. Nos beijamos lentamente, na velocidade perfeita para a respiração voltar, até que eu indiquei que queria ficar por cima. Não víamos nada um do outro, rostos desconhecidos naquele momento. Não sei da onde tirei força mas eu não queria parar de viver aquele momento. Comecei a beijar seu peito, e continuei o arranhando, amo gosto muito de fazer isso, mas é meio involuntário também.

A chuva não parava e eu também não queria que parasse. Tirei o cinto, desabotoei e no mesmo momento que tirava a calça dele, tirei a cueca. Senti que ele se arrepiou como se não esperasse que eu fizesse isso de uma vez. Gosto de fazer surpresas! Tirei tudo e ali estavam nós dois, corpo com corpo. Me aproximei da parte íntima dele e sem muita demora, distribuí beijos pela coxa enquanto o estimulava com uma das mãos. Revezava entre uma mão e outra, beijos aqui e ali, tão bom quanto ter prazer é dar prazer. Então aproximei minha boca e comecei. Movimentos, intensidade, saliva. Momentos assim não requerem força, mas sim a medida certa de intensidade. Aumentava a velocidade enquanto o ouvia ofegar, ele também já parecia estar entregue ao momento. Passeei minha língua lentamente e finalizava com um beijo molhado. Repeti isso algumas vezes. Em um certo momento ele colocou uma das mãos na minha cabeça mas foi prontamente punido quando eu parei, deixando claro que aquilo é deselegante e tínhamos um acordo silencioso: ou ele parava, ou parava eu. Ele é inteligente, gosto assim. Continuei e meu cabelo na sua pele só contribuía para o aumento da excitação, ele puxava o lençol da cama. Eu não parava, eu aumentava a intensidade, alternando a dosagem. Parei e subi seu corpo distribuindo novos beijos.

“Você tem?”
“Tenho!”.

Foi o bastante, alguns segundos e sentei sobre seu colo, orientei a penetração e a nossa respiração aumentou juntos. Cima, baixo, força, ele colocou as mãos no meu quadril e eu coordenava os movimentos. Força, mais força, comecei a gritar, estava fora de mim, é uma sensação inexplicável. Ele me tirou de cima, veio por cima, afastou minhas pernas e fez felicidade. Força, com força, esquece essa de intensidade, força, tudo que eu queria era força, ele entendeu e continuava, eu gritava, alto, GRITAVA, ALTO, MAIS ALTO, dane-se o Hotel, ALTO, MAIS ALTO! Os dois exaustos, embora felizes, mudamos de posição. Ele se levantou e me estendeu a mão, fomos nos beijando para perto da janela e a abriu 5 centímetros, o bastante pra ter luz dentro do quarto. Me orientou a me inclinar na janela, entendi e o fiz. Pernas novamente afastas, os dois de pé, uma linha de luz de chuva, mas na cintura e uma nova penetração, velha sensação de prazer inenarrável. Eu tinha a visão da rua, ninguém passava naquela hora e eu não fazia ideia de qual era. Olhava para pra dentro, queria vê-lo nos movimentos de frente e trás, notei que ele estava com a cabeça para o alto, como se buscasse mais força e eu voltei a olhar pra frente. Grito, voltei a gritar, essa posição é muito boa, não lembro de ter ouvido mais a chuva, grito, só grito!
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH…


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Comecei a me tremer infinitamente. Meu corpo inteiro amoleceu. Nos abraçamos na mesma posição. Respirávamos com muita força como se buscássemos oxigênio em algum lugar. Corpos molhados, os dois, exaustão, combustão, não sei, tudo que for de pressão. Me vi rendida àquela sensação. E ele também. Me virei pra ele, encolhida, ainda tremendo. Ele me abraçou e fomos até a cama onde deitamos. Ficamos lá, sem falar nada. A janela continuou sutilmente aberta. A chuva não parou. Demorou até eu me recompor, e quando aconteceu, olhei pra ele e vi a luz que vinha da rua traçando seus dois olhos. Foi uma das coisas mais bonitas que já vi. Ele sorriu e:

“Eu já te conhecia, eu já reparava em você, eu já queria ter falado com você, eu já vivi algumas histórias nossas em sonhos meus, eu já imaginei como seria legal ter você nos meus dias. Olha, eu já quis tanta coisa com você, mas agora, eu só quero continuar aqui,  prolongando este nosso momento. Eu não quero saber de mais nada além de saber se você está feliz, porque o que eu estou sentindo está escancarado no sorriso que vou dar agora: =)”

Olha, eu não se lidar com esse tipo de coisa. Eu não esperava ter alguém na minha vida tão cedo, fazia muito tempo que não me relacionava com alguém, estava numa fase minha, curtindo a mim mesma. Aí vem a vida, me empurra e olha o que eu sou obrigada a ouvir depois de viver o que eu vivi naquela noite?

Não vale aqui contar detalhes do que aconteceu depois, o fato é que logo mais a gente completa 1 ano juntos.
E felizes.

São as oportunidades que constroem a vida.

Daria Tudo Pra Não Passar Por Isso

Ah, como seria melhor se eu pudesse simplesmente dormir, acordar no dia seguinte e perceber que nada disso está acontecendo. Só que não é e nunca vai ser assim.
Desde que comecei a entender que o meu coração é quem manda em tudo que eu sinto, percebi que é em vão tentar lutar contra o que ele quer. Eu posso contrariá-lo, mas isso não significa solução. Uma pena.

A gente estava indo muito bem, tudo indicava que a história seria bem longa, mas eu só não contava com a imprevisibilidade dos dias. Devo te falar que é muito grande a sua parte para este desgaste todo. Não foi uma, nem duas, nem 10 vezes que sentamos e eu sempre tentei explicar meu ponto de vista, mas você nunca quis entender, e pior, tentava me convencer a todo momento de que você que tinha razão, e pior ainda – como se não pudesse ficar pior -, você ficava furiosa por eu não concordar com você. Eu só não te contava, e na verdade até tentei algumas vezes, mas me chateei tanto com teu comportamento. Isso tudo já me fez tão mal, só que eu cansei de te lembrar todas as vezes que eu merecia mais respeito, até por eu te dar o máximo do meu respeito.

Tudo bem, você disse várias vezes que nunca vai mudar, não vou tentar ajudar quem não quer ser ajudada, mas que você vai mudar, ah isso vai, só não consigo dizer quando ou como.

Só que eu acho que não tenho mais forças pra te esperar. Não tenho mais paciência pra te ouvir gritar – e foram tantas as vezes que já ouvi – não tenho mais saúde pra aguentar todo o monte de ofensa que você me falava. Desculpa, eu não consigo mais.
E o pior é pensar que a culpa não foi toda sua. Acontece que eu não podia prever que eu voltaria a pensar em outro alguém nesse meio tempo, e menos ainda que esse outro alguém já passou pela minha vida antes de você.

É isso.
Pronto, aos seus olhos, agora sou a pior das pessoas. Faz sentido pensar assim, só não é verdade.
Eu nunca consegui controlar os meus sentimentos e posso dizer que já sou adulto o bastante pra entender que isso é impossível.
Se você quer saber, eu realmente não sei o que fazer. O que eu estava fazendo era aproveitar a tua ausência fazendo coisas que você nunca me apoiou tanto, como sair com meus amigos – que você conhece todos -, ou simplesmente ficar em casa e curtir minha família ou curtir eu mesmo, você sempre foi possessiva demais e sempre apelou pro sentimentalismo para eu deixar de fazer as minhas coisas e ir te encontrar, e o problema é que se pelo menos a gente ficasse juntos numa boa, até vai, tudo bem, sem problemas pra mim, até porque eu gosto muito de você, mas o que tem acontecido é que todas as vezes em que a gente fica junto começamos a brigar por alguma coisa, e concorde comigo, 90% delas tem a ver com teu comportamento explosivo que te torna incapaz de resolver as coisas conversando.

Você tem o direito de pensar o que quiser de mim a partir de agora, eu não vou me chatear, pois estou com a consciência limpa de que estou sendo honesto com você ao invés de inventar qualquer outra desculpa esfarrapada. O resumo é que não consigo mais continuar com a gente e estou pensando mais do que eu deveria em alguém com quem já vivi uma história. Ou seja, preciso decidir o que fazer da vida mas num primeiro momento de decisão, não vai ser saudável pra você e nem pra mim que eu te tenha em minha vida.

Olha, eu não espero ser compreendido, até porque nem eu mesmo entendo o que está acontecendo, só tenho certeza que preciso resolver isso logo antes que eu morra de angústia. Eu não quero te culpar, mas gostaria que entendesse e que refletisse que muito disso estar acontecendo se justifica pelo modo que a gente estava levando a nossa história, pela intransigência que estava te dominando na qual não há mais espaço para eu conviver.

Pode ser que tudo se resolva o mais rápido possível e não passe de um furacão, de uma fase conturbada, mas eu prefiro que a gente pense que acabou, assim, você poderá viver sem a dor da dúvida e eu sem a dor da injustiça.

Sei que não é fácil pra você, e acredite, que por mais que possa parecer o contrário, pra mim também não é.

Eu preciso de respostas e só vou conseguir encontrá-las, desta vez, sozinho.

Eu Não Perdi Tempo, Aprendi Com Ele

E o sorriso que me escapa ao lembrar que depois de tanto sofrimento – e muito aprendizado, é bem verdade – finalmente hoje eu posso falar que encontrei quem eu realmente posso confiar, pelo menos por enquanto. Parece meio loucura essa descrença aí no fim, né? Mas não é bem isso, na verdade é só pé no chão.

Não que eu tenha perdido a confiança nas pessoas, mas hoje eu considero tudo delas.

E essa história de considerar é algo bem simples. Não acredito naquele negócio de “nossa, essa pessoa nunca faria isso”. Sim, ela faria. E mais, ela poderá fazer muito pior! Então, quando a gente considera tudo das pessoas a gente se protege. Não vai evitar uma possível dor na decepção, mas não vai surpreender mais. Por isso eu sou pé no chão.

Engraçado que você é a única pessoa que tira esses meus pés do chão. Eu sei que você não canta em nenhum grupo de axé “tira o pé do chãooo!”, me refiro a outra maneira de fazer a mesma coisa, rs. Me leva ao céu e me faz perder as estribeiras sem muito esforço. Qualquer abraço de “como é bom te ver” ou uma SMS confessando saudade já me faz parar na rua, encostar numa parede e agradecer à Deus por ter te colocado na minha vida. Sua presença me faz acreditar naquela história de que tudo tem sua hora e lugar, porque se eu parar pra pensar em tudo que já passei, em todos os relacionamentos desastrosos nos quais me envolvi, todas as pessoas em que confiei e que no fim me provaram não serem nada de especial além de mais uma pessoa, eu provavelmente teria mais motivos pra desistir da vida do que continuar por aí vivendo.

Eu não quero mais falar de coisas que eu vivi antes de você, e na verdade, eu nem lembro direito.
Sempre tive ansiedade acumulada dentro de mim. Aí você apareceu, e só piorou tudo. Você consegue me trazer nervosismo em absolutamente todas as vezes que a gente vai se ver. Me olho no espelho centenas de vezes antes de você chegar, olho o relógio outras centenas. É muita ansiedade. Chego mais de meia hora antes de você nos lugares onde a gente combina de se encontrar. Essa mesma ansiedade já me atrapalhou demais em vezes em que eu acelerava os passos da minha vida. Nunca gostei da fase “estamos nos  conhecendo melhor”, pra mim, as coisas deveriam ser decididas rápidas: ou quer, ou não quer. Aí o tempo passou, cresci, chorei e sorri e hoje respeito, acima de tudo, o tempo com que as coisas acontecem.

Então você aconteceu em minha vida.
Aconteceu inesperadamente, e incrivelmente no momento em que eu nem estava pensando em ter alguém comigo agora.

Eu nunca me importei com a opinião dos outros e não vai ser agora que vou ouvir qualquer coisa que me falarem. “Calma, você está indo rápido demais, você está demonstrando gostar demais” QUE SACO! A felicidade vem na mesma intensidade da dor, ou seja, eu não consigo controlar nada e nem quero isso! Se for pra eu me ferrar de novo por ser como eu sou, que seja, eu só não vou medir o meu sentimento, freiar o meu coração, deixar de provar que gosto. Sentimentos bons devem ser comemorados. E jogo no lixo aquela história de “não grite sua felicidade, a inveja tem bons ouvidos”, eu grito até essa inveja morrer de surdez! Quero que se dane a inveja e eu sinto dó das pessoas que a sentem! Passei por cada coisa até aqui e agora que estou feliz tenho que “dosar” a minha felicidade? AH NÃO! Comigo isso não cola!

A história que estamos construindo é blindada pelo que sentimos um pelo outro.

No entanto, É CLARO que eu não saio fazendo anúncios de como eu sou feliz e tenho um relacionamento bom, tenho lucidez, entenda, quando me refiro a não me dosar, estou falando sobre “me controlar” pela opinião das pessoas. Isso, eu não vou deixar!

Eu tenho sede demais por felicidade e vou lutar por ela até que eu tenha vida. E pra mim, é indescritível saber que tenho ao meu lado alguém que compartilha dessa ideia. Alguém que tem sim um monte de defeitos, assim como eu, mas que os assume e respeita os meus, e juntos, a gente vai convivendo, acertando aqui e errando ali. O direito a felicidade pertence a todas as pessoas.

Eu não tenho um relacionamento perfeito dos sonhos, mas sempre sonhei ter um como eu tenho.

E me basta saber que eu sou o bastante pra alguém.

Se Existe Lembrança Boa, Da Sua Eu Não Preciso

Eu troco ter alguém por ter você longe da minha vida.
Esse negócio de ter que conviver com a lembrança enquanto você faz pouco caso da minha vida, não faz o menor sentido. Confesso que teve um tempo em que eu não facilitava, tipo, eu não fazia questão de ter longe. Era uma época em que eu gostava da sua presença ausente. Vou concordar se chamar isso de loucura.

Eu estava num nível que não me importava você estar comigo, não me importava você não querer mais nada. Você não querer mais nada significava que pelo menos o “nada” comigo. Você queria algo. É uma situação muito desesperadora. A gente se vê refém de um acontecimento fora do nosso controle, onde a nossa vontade de querer reviver não significa nada, e a gente custa a acreditar no irreversível.

Os fins, justamente por justificarem os meios, nunca me convenceram.

Pelo menos posso comemorar a cura daquela doença. Deixei de viver mais por você do que por mim.
Pensando agora, sabe o que é engraçado? Você não faz ideia de nada. Não sei também se o fato de saber mudaria alguma coisa, eu nunca quis arriscar nesse sentido. E um lado terrível dessa situação toda é que muitas vezes eu me senti a pior das pessoas, independente de ouvir outras me falarem o quanto sou especial e o quanto “mereço ter alguém especial” DANE-SE, esse monte de bobagem nunca me aqueceu mais que o abraço que já tive. É óbvio que eu sei que mereço alguém especial, todas as pessoas merecem, se todos nós tivéssemos alguém especial, não existiria 100% das coisas ruins desse mundo, ou seja, NADA DE RUIM, pois haveria amor e as pessoas se amando ficariam sem tempo para viver ou remoer outros sentimentos. Portanto, essa falácia de previsão do futuro ou votos de felicidade que escuto aqui e ali não me preenchem nada!

Olha aí.
Bate o desespero, o nervosismo e me descontrolo ao tocar num assunto sobre as pessoas me desejando coisas boas. É a tal da loucura.

O problema não foi a nossa história durar pouco tempo, mas sim em eu viver como se fossem mil anos juntos. Aquilo de “viver com intensidade”, sabe? É então, sendo redundante, a minha intensidade é intensa demais. A história acabou, mas continuei com a preocupação sobre você, continuo pensando em como está, como está sua família, se tem dormido direito, se tem comido direito, aquelas coisas normais. Aí eu fico péssimo, me sinto um lixo, ao imaginar que você não sente 1% do que eu sinto. Enquanto eu me preocupo quando a noite cai e o frio chega ao pensar se você está de blusa, não há a menor importância na sua vida o fato de eu estar bem ou não.

Bom, é meio que isso aí.
Não é fácil pra ninguém e pra mim também não seria, mas uma coisa eu te garanto, a partir de hoje, darei a minha pra poder esquecer a sua. E toda vez que eu achar que não está dando certo, vou tentar de novo.

Mas olha, da minha vida, eu queria que você sumisse levando inclusive as lembranças boas. Não vejo lado bom da saudade.

Você Não Faz a Menor Ideia

A gente não depende de ter alguém pra viver, é claro, só que tem horas que a casa cai, e pior, parece cair bem em cima da nossa cabeça.
Sabe, sempre ouço aquelas histórias de ciclo, de que é só uma fase, de que tudo tem a sua hora, ouço tudo e concordo. Agora, tente fazer meu coração ver sentido nisso tudo. Se eu sou ansioso, meu coração é urgente! É que ele me comanda e sente muita coisa ao mesmo tempo, o que pra mim, sinceramente, é uma merda.

É bem complicado ter que conviver com um monte teoria positivista no frio que tem feito nessa cidade. “A sua hora chega” ajuda mas não me conforta como o abraço que eu gostaria de receber. E aí eu ando pelas ruas a noite, vejo tantas pessoas, tantos casais, que chego a me perguntar se eu atraio cenas iguais as que eu vejo, porque olha, aonde quer que eu vá eu vejo gente de mão dada, se beijando, se abraçando, se gostando, e aí eu olho pra mim e não vejo graça alguma. Essa é uma parte que incomoda. É chato quando a gente não se sente atraente, quando a gente acha que tem as piores roupas e quando não temos dinheiro para uma distração qualquer. Essas e outras coisas são algumas das coisas que eu queria dizer para as pessoas que defendem o “tudo tem a sua hora”. Vocês falam de dor, mas não sabem o que eu vivo.

Repito, não que eu dependa de ter alguém pra ser feliz, mas tem algumas coisas que ando vivendo que teria um sabor especial se eu tivesse com quem compartilhar. E sem aquela história de “compartilha comigo, somos amigos, estou aqui para o que precisar”, porque você que diz isso sabe muito bem sobre o que me refiro exatamente.

E quando a gente começa a lembrar de histórias que já vivemos? Meu deus… é uma dor que parece inesgotável. Porque a gente começa a julgar as nossas próprias atitudes em histórias que nem existem mais. Que loucura! “Nossa, mas eu errava pra caramba nisso e naquilo”. A gente lembra, mas esquece que o leite já derramou.

Algumas vezes eu prefiro não contar pra ninguém o que eu tenho passado. Não é egoísmo ou coisa que o valha, é só uma defesa, porque em muitas dessas vezes o motivo é sempre o mesmo e ter que contar a mesma história para as mesmas pessoas não é algo que me agrada e nem agrada a quem ouve. O negócio é que eu conto a mesma história com intensidades diferentes, tem dias que estou deprimido, tem outros que quero morrer, já tem outros que eu não ligo mais. Não tem que fazer sentido pra ninguém mesmo. Só não gosto de pedir opinião para pessoas que dizem saber como eu estou me sentindo mas que na hora de falar alguma palavra boa só vomitam o mesmo discurso de que “você não está fazendo a sua parte, por isso fica assim”. PORRA, VEM AQUI VER SE NÃO ESTOU FAZENDO A MINHA PARTE! ODEIO GENTE QUE FALA DE UM JEITO COMO SE EU ESTIVESSE GOSTANDO DE VIVER O QUE ESTOU VIVENDO.

Aí os amigos se reduzem.
E eu prefiro subir uma ladeira qualquer falando sozinho ou com o vidro do ônibus numa volta pra casa. O silêncio consola mais que muitas palavras.

Tem os dias também que eu me vejo com uma esperança tão vã que até desacredito. Sabe quando você torce muito para acontecer uma coisa que você tem quase certeza que não vai acontecer? O famoso “dar murro em ponta de faca”. A faca, no caso, é o meu próprio coração. Só que assim, da mesma forma que ele, meu cérebro também é involuntário mas quando é estimulado por alguma memória, acaba se tornando refém daquela situação e no fim quem paga o pato sou eu, por ter que conviver com um monte de lembrança idiota, uma saudade praticamente infinita de algo que não vai voltar.

Olha, sinceramente, sabe o que me faz acordar todos os dias?
O pensamento de que quanto mais longe eu fico do que eu queria ter, mais perto eu fico do que eu realmente mereço.

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