Page 26 of 71

Hoje nem era para eu estar aqui

A julgar todas aquelas vezes que me imaginei ficar mais perto do fim do que de um novo começo, realmente hoje nem era para eu estar aqui.

Leva um tempo até que deixemos que o tempo nos leve de um jeito leve.

Eu pensei que você seria a última para eu chamar de primeira. Mas, pensando bem, também pensei que a penúltima seria essa última. E a antepenúltima, bem, aquela também pensei que seria a última para eu chamar de primeira.

O último amor da nossa vida é o amor para sempre até aparecer um novo amor da nossa vida para ser para sempre.

Se eu pudesse escolher, porém, com certeza não seria assim. Essas coisas que acontecem com o coração poderiam ser mais fáceis, né? Mas será que se fossem fáceis como eu gostaria eu estaria aqui hoje para contar como cresci?

Será que se eu nunca tivesse provado do sabor da dor eu saberia tanto como é gostoso o do amor?

Hoje nem era para eu estar aqui.
Pelo menos é o que me vem à cabeça agora ao lembrar das vezes que fui até você. Me sujeitei a passar por cima do que eu sentia só para ver se você também ia gostar de novo do que chegamos a sentir um dia. Ou seja, no fundo eu sabia que não deveria tocar no assunto com você, mas eu não sou desses que ignoram quando algo bom toca o peito.

E então, no fim, o resultado não foi o que eu gostaria mas, por outro lado, foi exatamente o que eu precisava para ser melhor hoje em dia. Sabe, seu beijo era tão bom, eu gostava de te morder; mas depois dele eu conheci outros tão melhores.

A vida é essa chance de nos enganarmos ao pensar que já fomos mais felizes do que poderemos ser ainda.

Conheci uma pessoa que gostou da minha mensagem de “bom dia”. Lembra que você disse como eu te sufocava? O calendário me ensinou a esperar e, mais que isso, me ensinou a respeitar quem sou entendendo para quem devo ser. Você, basicamente, não era o bastante para tudo o que eu sentia. E no final é tudo um grande “tudo bem”

Tudo bem porque eu continuei minha vida, consciente de que se eu tivesse continuado como eu estava, certamente hoje nem era para eu estar aqui. Tudo bem porque passei a me exigir menos e exigir menos das pessoas também; entendi que haverá quem entenderá meus carinhos como agrados, como também quem entenderá como sufocos. E o mais louco: essas lições não estão sequer perto das que ainda vou aprender.

Hoje nem era para eu estar aqui.
E, se estou, é para provar a mim mesmo como ainda há tempo nessa vida para ser feliz.

Márcio Rodrigues.

Este ódio todo

Eu tenho me sentido triste.
Tenho me sentido decepcionado com muitas pessoas. E são as mesmas pessoas que, com as menores coisas, me orgulham tanto. Eu não sei de onde nasceu dentro de tanta gente essa vontade de ver o próximo se ferrando. Não sei para onde todo esse ódio vai levar e o que faz acreditar que torcer para que as pessoas se deem mal vai fazer algum bem.

Muita gente culpa a internet, dizem que a “geração Facebook” que destruiu as pessoas e que “o problema é que todo mundo quer opinar em tudo”, mas eu tenho meus pontos sobre estes. Primeiro penso que tanto a internet quanto o Facebook não são responsáveis por nada, pois para mim o problema não está na ferramenta, mas no usuário. O Facebook não incentiva ninguém para que poste ofensas, tão menos para que critique de qualquer maneira algo ou alguém. E também não vejo o menor problema em alguém querer opinar em algo, para mim, o problema é esse alguém pensar que a opinião dele é a única que vale e que só ele tem razão. Mas isso acontece na vida real também. Agora vai explicar isso para alguém pela internet? O escudo da ofensa é erguido como se fosse atalho para resolver. Eu não entendo o porquê de tanto ódio.
E o mais irônico dessa relação internet x pessoas para mim é que as mesmas pessoas que dizem que a internet não presta e outras coisas mais, estão lá enviando currículos pela internet, começando namoros pela internet, vendo familiares distantes pela internet, estudando pela internet, melhorando a cultura pessoal pela internet, conhecendo mais e mais pessoas pela internet e, também, essas mesmas pessoas estão lá postando músicas que gostam ou frases que acham bonitas, tudo na internet.

Pontuei a internet, mas falo do ódio como um todo.
Não entendo o porquê de apontar o defeito ao invés de valorizar a qualidade. Não entendo o porquê de julgar sem conhecer. Não entendo o porquê não respirar antes de reagir para ofender. Não entendo o porquê de não conseguir interpretar o que não precisa de tradução. Não entendo o porquê de ofender ou separar pela cor da pele, pela escolha sexual, pelo time favorito, pelo cargo na empresa, pelo modelo do carro, pelo peso ou pela falta dele na balança, pela quantidade de notas na carteira, pela marca do celular, pela marca do tênis, por qualquer marca, pela balada que frequenta, pelo bairro onde mora, pelo estado que nasceu, pela comida que gosta ou por qualquer outra escolha que faz.

Eu também já senti ódio nessa vida.
Na época da escola, ainda criança e descobrindo meus sentimentos, convivi muitos anos com o fato de eu ser diferente dos meus amigos. Eu só descobri essa diferença até ouvir os “E aí, cabeção!”, “Olha o tamanho da cabeça dele” e outras coisas do tipo nos primeiros dias de aula. E isso durou muitos anos, na verdade vez ou outra, amigos mais próximos, ainda brincam comigo mas hoje eu levo menos a sério e eu mesmo me debocho. O problema é que esse trauma todo de infância hoje me faz desconfiar de quem olha para mim em qualquer lugar. Eu sempre acho que estão reparando no tamanho da minha cabeça – que não é de um monstro, é só diferente a ponto de não me sentir confortável de boné. Eu sempre quis poder usar um boné, até fui numa loja comprar e menti que era para o meu irmão. Eu não tenho irmãos. Sempre tento fugir, de alguma maneira ainda que não óbvia: ou espero o próximo metrô, ou entro no banheiro do Shopping. É claro que isso não acontece com muita frequência hoje em dia e eu lido super bem, mas quando me vem essa sensação ainda me abalo um pouco e talvez me abalarei para sempre. O peso da diferença é só meu, mas aprendi que o prazer de ser não igual também é. E isso tudo se deve a alegria que meus colegas de escola sentiam em me aloprar na frente de todos. Eu me sentia a pior pessoa do mundo. Queria matar todos! Eu rezava para que parassem um dia, comemorava os dias que não me zoavam. Essas atitudes refletiram no meu desenvolvimento. Demorei para me declarar a uma garota por achar que todas as que gostei antes também só reparavam no meu “defeito” e não se interessariam por mim, diante de colegas com um corpo dentro do padrão. A gente tem dessas, mas só quem passou por algo parecido entende.

Nós não fazemos ideia do mal que o ódio pode fazer. Nossas atitudes impensadas, nossos “simples comentários” nas fotos, nossas fofocas e vinganças. Nossos planos contra aquele ou aquela ex, nosso desejo que tudo dê errado com eles. Tudo isso é motor para energia ruim. Produzimos aquilo que mais detestamos: azar.

As pessoas são portadoras de felicidade que só precisam de um estímulo para florescer; que pode ser natural como um pôr-do-sol ou um abraço de outra pessoa. Gostamos de nos emocionar e amamos emocionar alguém. Rimos com filhotes de bichinhos e com risadas de bebês. Na primeira boa oportunidade, reunimos amigos para armar alguma celebração, nem que seja celebrar o feriado. Gostamos de fazer rir. Contamos piadas sem graça, mas ainda assim contamos. Perguntamos “Tudo bem?” durante o cumprimento. Falamos “qualquer coisa me liga” durante uma despedida. Nós gostamos de nos gostar. Ajudamos sempre que podemos e gostaríamos de ajudar mais se pudéssemos. Nos engajamos com histórias bonitas e contamos para outras pessoas sobre as histórias que ouvimos. Fotografamos momentos simples do dia e compartilhamos com os amigos. Fazemos “Hmmm” enquanto saboreamos uma boa comida – ou até mesmo quando a pipoca de microondas está gostosa. Mandamos corações nas mensagens de textos. Digitamos “hahahaha” mesmo que estejamos apenas calados – “é que foi engraçado mesmo, só não ri aqui de gargalhar!”. Revelamos amor e gostamos de dar presentes. Amamos quando dizem nos amar – uma pena nem sempre ser correspondido. Gastamos grande parte do nosso suado salário para aquela “cervejinha da sexta” todas as semanas. Escolhemos roupas legais para os shows das bandas que gostamos. Montamos grupos no Whatsapp e mandamos imagens e vídeos aleatórios engraçados. Gastamos o vale-refeição em dias mas damos um jeito para o happy hour. As pessoas são portadoras de felicidade. Geramos felicidade com poucos estímulos. Contagiamos com felicidade sem muito esforço. Sabemos muito bem como agradar e ainda que não saibamos, sabendo exatamente como não agradar – o que já é meio caminho andado.

E se você ainda está lendo, eu te pergunto: no meio de tanta coisa boa que podemos fazer por quê gastamos tempo com o ódio? Por quê olhamos para o defeito? Por quê tanto preconceito? Por quê julgamos até a forma que as pessoas se amam? Por quê até nas melhores coisas da vida nós ainda buscamos as piores?

Não precisamos de resposta, nós somos a resposta.
Somos quem produz as coisas chatas da vida e somos quem podemos produzir as melhores coisas da vida.

Este é o texto mais longo que já escrevi. E o primeiro que conto parte da minha vida pessoal, mas eu senti necessidade de falar desse ódio todo que estamos cercados. Sei que muita gente acompanha e senti que deveria tocar no assunto para que lembremos do quanto este sentimento não nos faz bem.

Se você leu até aqui, meu muito obrigado.
Se não, tudo bem, muito obrigado por ter clicado no link.
Que vocês tenham uma semana em que fiquem muito ocupados com coisas boas para que não tenham tempo de pensar, nem de espalhar coisas ruins. Ódio então, nem se fala.

É com amor que se vive, com ódio você só sobrevive. E olhe lá.

Paz.
Márcio Rodrigues.

Eu acho que você não merece

Pelo menos é o que parece.
É o que tem me mostrado todos os dias.
Quando te chamo para conversar leio o seu “td e vc?” abreviado com um desdém que não me cabe no peito. A impressão que me dá é que você se sente fazendo um favor em me responder. O mesmo acontece quando emendo, logo nas primeiras palavras, algum convite para que façamos algo legal no próximo fim de semana. Te vejo fugir e, quando é pior, te vejo mentir para mim. “É que eu já tenho tal coisa marcada”, “vamos combinar no próximo sem falta”, “poxa, mas assim de última hora?”

O problema é que demora um pouco para que as fichas caiam porque a única coisa que segura essas fichas é o sentimento que guardamos dentro da gente, aquele que só a gente entende. Demora para começarmos a aceitar que as coisas não vão acontecer como gostaríamos. E eu demorei para perceber que minha dedicação para você não seria o bastante para te ter.

É por isso que eu acho que você não merece o que sinto.

E eu não quero te culpar nem te dar um fardo pesado demais para suportar, eu entendo você, entendo a mim, mas trocaria tudo para entender melhor o que sinto. Quer dizer, eu até entendo o que é, só não entendo por quem é – como se entender resolvesse.
Nessa noite meu desejo seria dormir e acordar sem a sua visita na minha cabeça só pra poder tocar a vida mais rápido sem a cicatriz de uma sensação não correspondida. Explico: lembra que no começo nos falávamos por horas? Então, naquele momento nasceu em mim essa sensação de que talvez seria você quem poderia acalmar minha cabeça e levar paz para o meu dia.

Eu alimentei uma sensação esperando que se tornasse uma verdade que acabou sendo só uma desilusão. Mas está tudo bem, eu já estive pior.

Percebendo tudo isso agora eu mal tenho tempo de sofrer por você.
Acho que meu coração mandou um aviso do tipo: “Tem certeza que quer continuar?” E aí eu respirei mais vezes do que fazia quando só pensava em você. Parece que é meio descolado sair falando por aí como somos “impulsivos”, como que “fazemos primeiro, depois pensamos”, sem perceber quando é importante parar e pensar se faz sentido ou não continuar. Foi aí que eu comecei a me questionar sobre o seu papel na minha vida. Pouco a pouco me vi te dando uma prioridade que eu não tinha para você, me vi te colocando num patamar que nem eu mesmo poderia alcançar e, em todo esse tempo, estive cego para avaliar o modo que eu agia.

É que eu gosto de você e vou continuar gostando, o que mudou foi meu jeito de te gostar. Por isso que digo que acho que você não merece o que sinto. Acho que isso que sinto é algo grande demais para você. E não que eu esteja te subestimando, eu só estou entendendo o quanto cansa remar num mar sozinho. O mar é o que eu sinto.

Foi você que me deu os sinais que eu recusava aceitar.
Todas as suas ignoradas, cada um dos seus ‘compromissos de última hora’, todas as suas prioridades. Tudo o que me colocava atrás do todo para você foi o que me fez perceber que você não merece o que eu sinto. E está tudo bem assim. Você seguindo e eu também, só deixando de te chamar para conversar e perguntar como foi o seu dia.

Márcio Rodrigues.

 

#1minuto1sorriso é uma hashtag pra gente usar quando quisermos marcar um momento bom do dia, pois, por mais difícil que ele tenha sido, em pelo menos 1 minuto nós sorrimos. A ideia é só espalhar uma energia boa. 🙂

E se eu nunca mais voltar?

Ontem a gente se viu.
Mas amanhã a gente não vai conseguir se ver.
E nem depois de amanhã também. Nem no mês que vem.
E eu não vou mais conseguir te atender. Você não vai mais conseguir me achar. Meus amigos não vão saber por onde estou. Não vai dar para investigar minha vida na internet. Eu não vou deixar rastros. Eu tentei te fazer ver que nossas brigas eram por tantas bobagens! Minha família não vai querer tocar no assunto. Eu não vou mais te pedir pra gente ficar bem. Nem vou tentar te convencer que eu não me importo em não estar certo. Meus perfis nas redes sociais não serão mais atualizados. Aquele show que comprei o ingresso não vai ter a minha presença. Aquele aniversário eu não vou poder comemorar. Não vou conseguir ver aquela estreia do cinema. Eu não vou mais te pedir pra parar de gritar comigo. Eu não vou mais conseguir te explicar que ela é só minha amiga. Eu não vou mais dizer que do jeito que as coisas estão indo elas não vão muito mais longe. Também não vou mais ter que ouvir você dizer o quanto te irrito e o quanto eu não percebo. Eu não vou mais. Não vou saber se meu time vai ganhar. Não vou mais reclamar do trânsito da cidade. Você não vai se preocupar se eu cheguei bem em casa. Eu não vou poder te avisar que cheguei em casa. Não vou mais pegar a pizza. Não vou mais te pedir pra ligar para que eu possa buscar. Eu não vou conseguir te contar das minhas alegrias. Eu só queria que você tivesse respirado um pouco antes de me despejar toda a sua raiva como se eu errasse por querer. Eu queria que você tivesse pensando um pouco antes de me dizer o quanto ainda não cresci. Eu queria que você tivesse se colocado no meu lugar ao dizer que eu sou o único culpado por tudo e que é por minha causa que você não estava conseguindo ser feliz. Mas você não vai precisar se preocupar mais. Você não vai precisar “perder tanto o seu tempo” comigo e minhas neuras. Eu não vou mais te explicar as coisas que sinto ou te pedir opinião sobre o que eu não sei como fazer. Não estarei mais no calor da minha mão com a sua. Não vai dar pra ver uma notificação minha te chamando no celular. Ontem a gente se viu. Amanhã a gente pode não se ver. E hoje eu só quero que a gente fique bem. Hoje eu só quero que a gente aproveite o tempo que temos. Hoje eu só quero não pensar no amanhã. Hoje eu só quero que você me queira do jeito que eu sempre te quis e ainda quero, do jeito que sempre nos queremos. Hoje eu não quero perder tempo com o passado ou com o futuro, hoje eu só quero que a gente tenha paz antes de chegar a hora da gente só continuar querendo sem poder ter nada mais, antes de chegar a hora de eu não conseguir voltar para te encontrar e explicar que eu não fiz por querer. E se eu nunca mais voltar? Ontem a gente se viu.

Márcio Rodrigues.

————–

ps.: Obrigado, Curitiba! Me receberam com muito carinho e o nosso encontro foi muito legal: http://on.fb.me/1KNo7JQ

Reclamar não vai melhorar

Por isso que resolvi mudar.
Outro dia olhei o meu perfil no Facebook e contei quantos clipes postei endereçados a alguém que nem chegou a ver. Quantas indiretas eu mandei sem que fossem recebidas. Foram tantas. Eu meio que me via numa situação em que eu gritava por atenção sem ter a quem gritar; clamava por uma explicação que não ninguém era obrigado a me dar; cavava uma razão para que eu pudesse junto me enterrar. A gente tem dessas. Só que reclamar não vai melhorar.

Quanto mais eu falo de algo que não gosto, mais forte esse algo fica dentro de mim.

E leva um tempo até que tudo isso faça sentido e o tempo leve pra longe da gente.
É um exercício diário: organizar a cabeça, priorizar atividades e mentalizar bons sentimentos. A tentação me puxa para chamar aquele alguém para conversar, mas ninguém mais além de mim pode me fazer enxergar que insistir é me matar. E reclamar não vai melhorar.

Eu queria ter beijado aquela boca outras muitas vezes. Queria não ter beijado tanto aquela outra. Queria ter transado até bater na cara daquela outra pessoa, queria sequer ter saído com aquela outra. Tudo isso aconteceu e faz parte das escolhas que faço pela minha vida. Agora, reclamar não vai mudar, não vai melhorar.

Eu não quero viver uma coisa e aparentar outra. A vida não tem filtro.
O tempo que tenho nesse mundo não pode ser desperdiçado por uma saudade sem volta ou por um desejo de ter quem eu não tenho. Serei mais inteligente se aproveitar meu tempo celebrando motivos que me fazem bem e pesquisando novos para ir além, ou seja: se eu sei que a saudade dói, não é dela que devo falar mais, mas sim, da vontade de viver uma fase sem saudade e sem sobrenome.

Estou vivendo a felicidade colecionando alegrias.

E eu não estou sozinho.
Há dias que eu preferia estar, mas dificilmente consigo. E ter pessoas por perto é sinal de que tenho energias para trocar e de que alguém precisa de mim para conversar.
É que a gente tende a reclamar mais do que fazer algo pra melhorar, como se essa combinação não terminasse só em rima. Reclamar para melhorar é o mesmo que colocar peso no amor para curar uma dor.

Por isso que resolvi mudar.
Não quero ser lembrado por quem usa mais o =( do que o =), mas também não quero me obrigar a sentir o que não sinto. O que preciso fazer é ter a sabedoria de enxergar onde estão minhas alegrias e, quando essa hora chegar, eu já estarei feliz sem perceber. Quando eu conseguir ouvir uma música e entender o bem que ela me faz além de me entreter, eu vou gostar mais de ouvir. Quando eu conseguir aceitar que não sei de tudo e que não há problema em não saber, eu vou respirar mais devagar e gostar um pouco mais de mim.

A vida acontece. Se ela é justa ou não, reclamar não vai melhorar. Se eu não merecia passar por aquilo ou não, se me considero uma pessoa boa demais para sofrer como já sofri, reclamar não vai melhorar, reclamar não vai me acalmar.

Isso tudo é sobre aproveitar o tempo de vida que tenho.
A vida é uma contagem regressiva sem hora marcada para acabar. E fazer dela uma passagem boa para lembrar será sempre a melhor saída.

Eu lembro do teu beijo.
Mas são outras bocas que agora eu quero beijar.

Márcio Rodrigues.

>>>> RECADO IMPORTANTE <<<<
1) DOMINGO agora estarei em CURITIBA/PR. Levarei alguns livros para vender e assinar. Todos os detalhes do evento, tais como local e hora estão aqui: (CLIQUE AQUI)

 

Você sabe o que vai acontecer?

Eu não queria ter que dizer o quanto eu quero que você se exploda agora. Eu juro que eu não queria isso! Eu nunca esperei por esse dia,mas ele chegou. É que eu também não sou obrigado a aceitar sorrindo tudo o que você me fez passar chorando. E simplesmente eu não quero mais saber de você, nem da sua família, nem dos seus sonhos e, na verdade, eu quero mesmo é que você prove do próprio veneno que injetava em mim em cada um dos seus vazios abraços e cada um dos seus motivos para me deixar de lado e colocar outras coisas à frente. Eu sei que você não vai lembrar de nada, sei que ao me ler aqui vai parecer exagero e uma cena boa pra dramatizar na novela das 21h, mas quer saber? Sério, quer saber? Se eu te visse agora seria capaz de vomitar na sua cara só pra poder deixá-la suja como o seu coração é. Você tentou acabar comigo, pouco a pouco você foi me empurrando pra beira do abismo. Você parecia se divertir me dizendo “hoje não” ou “hoje sim” na hora e no dia que bem entendesse. Tudo o que você parecia querer era me ver rastejando pela sua atenção enquanto pisava em cima das minhas boas intenções e preocupações sobre como havia terminado a merda do seu dia pelas mensagens que eu te mandava. Duvido que vou esquecer um dia o quanto tentei ter o seu respeito e o mínimo de gratidão. Você amaldiçoou o lado bom que eu tinha antes de te conhecer. Eu mal acreditava nas pessoas, eu sou uma coleção de traumas, eu tinha medo de recomeçar e de deixar alguém se aproximar de mim, mas eu permiti tentar de novo e escolhi você para me ajudar. Eu não te dei nenhuma responsabilidade, mas eu me permiti acreditar na sua aparente vontade de estar comigo, permiti acreditar que talvez você fosse alguém que não quisesse só esfregar a mão no meu corpo e invadir cada pedaço zelado por mim. Eu pensei que você me faria parar de pensar. Mas bem, veja o que aconteceu, eu vejo o que aconteceu, olha só o que aconteceu! Todas as coisas ruins desse mundo são ótimas perto de você. O inferno é um lugar mais gostoso pra ficar do que ao seu lado. O pior dos pesadelos é tão mais reconfortante que ver uma foto sua. Olha o que eu me tornei! Olha como me faz sentir agora. Eu preciso respirar. Preciso te tirar da minha cabeça, eu preciso te jogar pra longe, preciso me afastar do que me leva até você. Eu quero de volta a minha paz, mas quero muito, juro, eu quero tanto que você viva exatamente as coisas que me fez viver. Eu não te desejo mal, só te desejo que viva o que me fez viver. Repetida e diretamente isso. Você sempre se gabou de razões, sempre salivou verdades que só você enxergava, sempre se colocou na frente de tudo e de todos. Eu preciso te avisar que tudo isso que dói em mim ainda vai doer dentro de você também. Preciso te dizer que vai chegar um dia que você vai querer me ligar pra saber como superei. Você vai se ver sem saber o que fazer e teu coração vai se retorcer tanto que teu peito vai rasgar e se preencher de cada lágrima. Um dia você vai precisar que entendam você. Um dia você vai precisar que aceitem suas desculpas, ou melhor, um dia você vai precisar aceitar desculpas mesmo sabendo que não deveria. Eu nunca desejei pra mim algo com tanta força quanto desejo pra você. Se o que o futuro te reserva talvez seja o lado bom da vida, que sorte a sua! Agora, se o futuro preferir te fazer viver cada coisa que fez comigo, se o futuro preferir te fazer provar do sabor amargo que ainda vem me visitar nas noites de frio, se o futuro preferir te mostrar que a sua razão é bosta perto de qualquer uma das batidas do coração, ah sim, se o futuro preferir isso eu vou me sentir mais leve e tranquilo pra poder continuar. E eu sei que falando assim me pareço um pote de energia ruim e alguém que deseja vingança para quem já beijou a boca, mas sabe, não é todo dia que somos obrigados a aceitar que “as coisas simplesmente são assim mesmo”. Eu não vou mover um dedo sobre você, não vou influenciar sua vida, não vou falar com quem você gosta de falar, não vou interferir seus planos nem muito menos investigar seus passos para plantar armadilhas, não vou jogar merda no ventilador, não vou. Mas do contrário, eu vou perseguir meu desejo de que você viva os dias que vivi só pra saber como isso tudo terá gosto pra você.
É que talvez assim, vai saber, talvez assim você saberá como eu me senti. Talvez, quando esse dia chegar, você vai finalmente se colocar no meu lugar e entender que eu não exagerava. Eu penso que quando esse dia chegar a única pessoa que estará na sua cabeça sou eu. Eu vou ser a sua saudade, vou ser seu desejo de volta, vou ser o seu “ele me entendia”, vou ser o seu “com ele era mais fácil”, vou ser isso e muito mais. Eu vou ser o seu passo, vou ser a sua alegria. E tudo isso vai acontecer quando você menos esperar. Isso vai acontecer e vai passar como eu tenho tentado lidar. “Essas coisas são assim”, “a vida é assim”, “isso acontece”, “uma hora passa”, você vai ouvir tudo isso e muito mais. É isso.

Márcio Rodrigues.

–> ATENÇÃO: Dia 05 de JULHO estarei em CURITIBA/PR para um encontro de leitores. Mais detalhes no evento oficial no Facebook: clique aqui.

Quantas pessoas estão pensando em outras pessoas agora?


Quanto de mim você levou depois que partiu e me deixou repartido?
O que de mim sobrou depois que você em mim pisou?
Será que se eu varrer a minha saudade vou limpar a minha vida pra poder recomeçar sem a sua?
Como eu vou pegar de volta parte do que levou sem sinal de volta?
A sua intenção não era me matar, pois eu morrer seria resolver. Você queria mesmo era me ver sofrer, queria me judiar e me ver comer o pão que amassou. O diabo era você.

Eu ainda estou pesquisando um lugar para consertar o meu coração.
Quando eu acho que ele já melhorou, a desgraça da sua lembrança vem me visitar sem hora pra chegar. Você não sabe do que fez e do que quase me fez fazer.

Quantas pessoas estão pensando em outras pessoas agora?
Quantas delas estão fazendo agora o que eu fiz ontem por você? Quantas vão amanhecer arrependidas e inundadas de raiva por ter feito o que não gostaria? Quantas estão gostando sozinhas agora?

Quantas pessoas estão agora fazendo planos para dois sendo uma só?

Foi o seu jeito de lidar com a vida que quase arruinou a minha.
Eu abri tanto a mão dos outros esperando que você abrisse seu coração.
E eu não vou conseguir te fazer lembrar de nada que me faz passar. Não vou conseguir me vingar, não vou conseguir te fazer beber meu pranto, tampouco vou conseguir te convidar pra ir para o raio que o parta.

Eu quis que continuasse comigo. Simples e violentamente sensível.
Me propus engolir todas as bostas que falou, engolir seus “depois eu te ligo” e “nesse fim de semana já tenho coisa”; e foi a cegueira do que sentia por você que me fez te querer ainda mais.
Eu sinto falta da minha vida antes de você aparecer.

A gente esquece de considerar o risco das coisas não darem certo.
Eu não imaginava te perder como se eu sempre tivesse tido você.

Banhei meu celular com tanto choro que nele caiu ao ler as coisas que me escrevia. Você parecia tão certa que eu me questionava ter ou não razão. É que quando a gente não quer que uma coisa termine, a gente é capaz de assumir a culpa ainda que não a tenhamos. Eu meio que buscava, lá no fundo, um motivo para me consolar e pensar: “eu também errei nisso e nisso”. Só que, que raiva, não é sobre isso, porra! Foi você que passou por cima do que eu sentia e cuspia em cada uma das minhas boas atitudes.

Eu escolhia roupa pra te encontrar enquanto você escolhia desculpas para cancelar.

Quantas pessoas estão pensando em outras pessoas agora?
Eu estou pensando em você agora e estou querendo te deixar ir embora de vez.
Preciso voltar a ser quem eu era antes de te conhecer. A saudade que sinto do que fomos é a mesma que sinto de quem já fui.
Quantas pessoas estão planejando novos começos agora? Quantas estão se encorajando de razão para um fim? Quantas pessoas estão sendo pessoas agora? Quantas pessoas estão tratando outras como pessoas?
Eu te quero longe. Tem sido difícil mas sigo reunindo meus estilhaços que quebrou sorrindo.
Então fica por aí no passado que é um lugar bom de você morar.
No meu peito não tem mais espaço pra você ficar.
Eu não vou te esquecer, mas também não sou obrigado a lembrar de você.

A felicidade é uma escolha


Pensa com carinho em tudo.
Olha o que você está fazendo com a sua própria vida. Presta atenção em como tem gastado seu tempo e, principalmente, com quem. Você merece cuidar um pouco mais de você.

Talvez seja esse o momento para você pensar no esforço que tem feito diante do reconhecimento que tem recebido. Talvez seja esse o momento para você colocar na balança as coisas que gostaria de viver diante das coisas que precisa. Talvez seja esse o momento para você entender que a vida raramente é do jeito que gostaríamos, mas que também, de certa maneira, nós podemos escolher como ela pode acontecer.

Tudo bem você não saber o que fazer, mas você sabe exatamente o que não fazer.
Você pode não saber lidar com a saudade, mas sabe como só vai aumentá-la se ficar relendo mensagens ou revendo fotos. É mais ou menos por aí.

Você merece cuidar um pouco mais de você. E isso em nada tem a ver com esperar alguém ou se cuidar por alguém ou, muito menos, se cuidar na expectativa de alguma coisa acontecer. Isso tudo tem a ver com preferir viver do que sofrer.

Eu sei que você coloca seu coração nas mensagens que envia ainda que seja para perguntar se está tudo bem ou para falar algo do tipo: “vi tal coisa e lembrei de você”. Eu sei disso. Sei que só insiste porque acredita que se tentar só mais uma vez pode dar certo. Sei que só contraria o que sabe ser errado por acreditar que o que sente é o certo. E você não tem culpa, não há certo ou errado. Você está acima de qualquer julgamento unicamente por preferir seguir seu coração, mas é justamente do seu coração que você precisa cuidar um pouco mais.

Escolha ser feliz.
Se você for um homem, escolha se achar interessante e atraente para si mesmo antes de esperar que achem isso de você. Se for uma mulher, escolha se sentir sedutora, sexy e inteligente para si mesma, escolha se apaixonar pelo que vê no espelho toda manhã.
Se você for um ser humano escolha cuidar um pouco mais de você e estará escolhendo ser feliz. Passe a margarina no pão com mais carinho pela manhã, contabilize as voltas que a colher de açúcar dá se misturando com o café.

Pensa com carinho em tudo.
Não transfira o peso da felicidade em atitudes de outras pessoas. Não meça seus sorrisos pela velocidade que te respondem suas mensagens. Não viva a paranoia de se sentir a pior pessoa do mundo. Não entre na cilada de se comparar com outra pessoa para aquela pessoa que você quer ou já quis. Você não precisa provar nada para ninguém além de você, você não precisa gastar energia com quem não gasta um minuto com você, mas tudo isso você precisa perceber.

A felicidade é uma escolha.
É uma escolha sobre aproveitar o tempo e celebrar as menores coisas do dia. É uma escolha sobre comprar uma roupa para se sentir bem com si próprio, não com outra pessoa. Felicidade é uma escolha sobre dar chance para quem se propõe a te dar a vida. Felicidade é a escolha sobre sentar neste ou naquele banco no metrô, se ficar nesta ou naquela faixa no trânsito, se assistir este ou aquele filme, se viajar para este ou aquele lugar.
A felicidade é uma escolha, não uma prisão. Felicidade não é a necessidade de ter alguém, não é a necessidade de ter quem você gosta, mas que não te quer. Felicidade não é a dependência de elogios de terceiros para se sentir bem, não é o terror daquela droga de mensagem não respondida.

Pensa com carinho em tudo.
Não dá para escolher ter bom humor todos os dias, mas dá pra escolher correr atrás de viver um dia com bom humor.
Olha o que você está fazendo com a sua própria vida.
Você merece cuidar um pouco mais de você.

 ps.: Alguém de CURITIBA/PR por aqui? No começo de Julho estarei aí pra um encontro de leitores. Vamos? É um momento que a gente se conhece e conversa sobre a vida. Breve mais infos!

Mostre pra ele que você gosta dele

Esqueça os clichês.
E toda aquela história de que nenhum deles presta. Esqueça seu parâmetro, esqueça os ouvidos que deu para outras pessoas sobre todos eles. Até que prove o contrário, ele não é um deles, ele é ele.

Deixe ele saber como você gosta dele. Entenda que ele também passou por coisas difíceis antes de você e também merece um recomeço para as coisas darem certo.

Olhe bem pra ele, mostre como você pode fazer bem à ele. Mas não é pra você rastejar-se pra ele, não é para submeter-se à ele, não é para fazer nada que não tenha vontade; é só pra você preferir mostrar que sabe como funciona esse negócio de felicidade.

O papel dele também não é dos mais fáceis.
Há quem o julgue por ir rápido demais caso escolha ir logo para o ‘vamos ver’; por outro lado, há quem o julgue por ser devagar demais justamente por não tentar a mesma coisa na mesma velocidade.

As coisas só são fáceis quando vemos um único lado delas.

Mostre que acredita no que ele te diz. Dê a confiança que ele precisa pra ser melhor e te mostrar que não apareceu pra ser mais um. Você precisa se permitir para que ele possa conseguir ir além de um “vamos combinar de sair”

Ele tem preocupações parecidas com as suas – ou acha mesmo que só você demora para escolher o que vestir? Ele também escolhe a dedo a roupa para te encontrar, abusa do perfume para te impressionar e passa longos minutos deixando o cabelo no lugar. Ele escolhe uma música no carro só para te deixar mais contente. E ele chega muito mais cedo do que imagina na catraca do metrô para te encontrar, ao invés do “sem problemas, acabei de chegar” que te diz quando te ouve se desculpar pelo atraso.

Ele é uma pessoa igual você; tem tantos defeitos quanto.
Ele é alguém cheio de sonhos e vontade de confiar em alguém.

Mostre pra ele que você gosta dele. Deixe-o te mostrar como é boa sua conchinha. Deixe-o também te perguntar quem é aquele cara que curte todas as suas fotos. Deixe-o lembrar de tomar seus remédios, deixe-o ser ele mesmo. Ele não espera que você seja perfeita, ele sabe como é difícil lidar, mas o que ele precisa é de que você o veja como alguém que admira, que apoia e que respeita.
E ele cede à todas as suas vontades. Ele quer te fazer muito bem. Ele ouve todo mundo, mas só segue você. Ele não se incomoda em ficar nas mãos. Ele pede sua ajuda pra cortar aquela unha que incomoda.

Mostra pra ele que você gosta dele.
Comente os detalhes que perceber, ajude nas escolhas do antitranspirante no supermercado, elogie se o corte de cabelo ficar bom, diga que cor que gostaria de vê-lo vestir e fale sobre o filme que gostaria de ver.
Você só vai ser feliz quando entender o prazer que é fazer alguém feliz também. A sua defesa embasada no medo de sofrer e no padrão de que todos são iguais, não te aproxima da felicidade que espera viver. Mostre pra ele que você gosta dele. Mostre que não o vê como mais um.
Não é sobre dar chance pra ele, é sobre preferir tentar ser feliz.
Ele também não vai ser quem vai te fazer esquecer as dores que viveu, ele é alguém que vai te lembrar como tem muita coisa boa pra viver.
Mostre pra ele que gosta dele. Mesmo que ele não saiba escrever coisas bonitas, mesmo que a barriga não seja a da novela das 9, mesmo que suas amigas te digam que ele ‘até que é bonitinho.

Mostre pra ele que você gosta dele.
Mostrar não tem a ver com se sujeitar, tem a ver com saber valorizar.

Mostre pra ela que você gosta dela

Deixe ela dormir com a segurança de que vai acordar e poder te mandar uma mensagem de bom dia. E você não precisa se preocupar em escrever nenhuma palavra bonita, afinal, ela não espera que você seja alguém perfeito; ela vai comemorar se você mostrar que fez algo bom pensando nela, ou menos que isso, ela vai comemorar só de você ter pensado nela.

Se a sua atitude for bonita ela já vai se sentir linda.

Ocupe o tempo fazendo bons planos, não discutindo maus momentos.

Olhe bem pra ela, olhe de perto, olhe até você se ver no olhos dela. Estes, que protegem ao mesmo tempo que denunciam a melhor parte do que somos – do que ela é. É pelos olhos que entregamos o quão felizes ou tristes estamos; é pelos olhos que choramos, é pelos olhos que também sorrimos. Aliás, talvez o sorriso dos olhos tenha mais valor que o da boca.
Mostra pra ela que você gosta dela.

Pergunte como foi o dia dela e encontre maneiras de deixá-la mais animada. Neutralize a rotina com doses de alegria nos dias dela. Sorria ao lembrar dela. Sorria ao falar dela. Sorria ao falar com ela. Toque sua pele e percorra seu rosto com um dos seus dedos, investigue seu shampoo preferido ao cheirar o cabelo dela durante o abraço e abrace sem pressa pra acabar.

Ela não espera muito de você.
Responda a mensagem depois que receber, mesmo que seja pra dizer que não pode responder. Recomende a música que tem ouvido, fale um pouco mais sobre como essa música te faz sentir. Seja o mesmo sendo um pouco mais de si mesmo. Faça com que um simples “ouça essa música” se transforme em “esta música tem mudado os meus dias”. Organize seu pensamento e a forma de falar com ela; você vai encontrar sua maneira de dizer que gosta dela.

Não se preocupe em como ela te vai julgar. Faça algo que sinta que ela vai gostar. Sentir já é quase acertar. Deixe ela saber a senha do seu celular pois uma hora você pode precisar.
O mundo anda tão estranho que é até difícil mostrar o quanto gostamos de alguém sem parecer que nossas intenções são só as segundas, mas sempre tem um jeito nosso, um jeito que ninguém pode julgar. Mostre pra ela que você gosta dela.

Nós sabemos como fazer bem à alguém, só esquecemos de fazer.

Preste atenção nos detalhes dela.
Ela pensou na cor daquele esmalte – e, constrangida, esconde as unhas quando ele não está mais lá. Ela escolheu aqueles brincos e aneis. Ela venceu o humor do cabelo pela manhã. Ela não colocou o cabelo de um lado só sem querer, inclusive, se ele estiver preso, provavelmente ela preferiu não lavá-lo no último amanhecer e preferiu protegê-lo – sem imaginar o quanto você acha bonito desse jeito. Ela pode ter demorado mais do que você imagina para escolher aquela roupa. Ela se olhou no espelho trezentas e trinta e quatro vezes – sem contar no elevador. Ela calculou a pressão certa no delineador, apesar de estar dominada pelo sono.  Preste atenção nos detalhes dela. Comente o que perceber, perceba algo, comente as figuras do vestido que demorou pra ser escolhido, comente sobre como ela fica bonita com aquela meia calça fio setenta. Deixa ela sentir a paz de se sentir querida.

Mostre pra ela que você gosta dela.
Mostrar que gosta não tem a ver com preço, tem a ver com valor.

Márcio Rodrigues.

« Older posts Newer posts »