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Histórias iguais, páginas diferentes

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E aí está você: colecionando milhares de tentativas nessa vida.
Algumas com final feliz, outras nem tanto.
Ou melhor, algumas com final que gostaria, outras nem tanto.
A vida acontece como a gente precisa, raramente como a gente gostaria.

Você é aquela pessoa que se emociona com os filmes.
Aquela pessoa que ouve um refrão bonito e trata de mandar para os amigos: “Ouve isso que demais!”
Eventualmente você compartilha algumas frases bonitas; é o tipo de coisa que te inspira.
Você é uma pessoa normal, não tem nada de muito estranho não.
Como qualquer pessoa normal, você gosta de tirar muitas fotos.
Um dia do céu azul da manhã, outro das frases nos cartazes colados nos postes.

E muitas vezes, muitas mesmo, você se pergunta sobre como as coisas acontecem na sua vida. Se questiona sobre a velocidade com que as coisas boas demoram pra chegar e sobre como vão embora rápido. Um metrô ou ônibus qualquer são lugares perfeitos para estes pensamentos te acompanharem. Você gosta de pensar.
Quando a dúvida te afoga, você conversa por horas com alguém que tem sua confiança. E isso te faz bem. Isso te alivia.  “Meu, sério, preciso falar com alguém se não vou explodir!”

Mas também, pudera, nosso ponto de vista nunca é tão bom que não possa ser completado por outro.

Você raramente se contenta com as coisas.
E isso tem um lado bom e ruim.
O bom é que você sabe que sempre pode melhorar alguma coisa. Você entende que se teve um dia bom, pode ter um melhor ainda amanhã. Você se inunda com uma vontade de ser feliz que é honestamente contagiante. As pessoas percebem isso na forma que dá bom dia. Seus amigos percebem isso nas músicas que posta. Sua família posta isso na forma que cuida e organiza suas próprias coisas.

O lado ruim é que você custa a se convencer que algumas coisas são apenas coisas, assim mesmo, indefinidas, rasas e genéricas, portanto, coisas. E então você procura motivos que justifiquem e muitas das vezes você se torna a sua própria ameaça. Então você começa a se ver como a pior pessoa desse mundo. Você se acha uma pessoa feia, desinteressante, transforma seus defeitos em monstros que te impedem de viver, se afunda em pessimismo gratuito e fica lá enquanto durar.

E normalmente isso acontece quando entra alguém na sua vida, seja você querendo ou não, você estando num momento “quando eu mais precisei”, “quando eu menos esperava” ou não.

Nossa vida é um eterno livro branco onde escrevemos páginas novas todos os dias. Às vezes aparece alguém pra gente ler sobre o que já escrevemos e nos ajudar a escrever algo novo, mas da mesma forma que veio, esse alguém vai embora. Às vezes tentando rasgar o que já escrevemos, às vezes tentando rasgar o que nem escrevemos ainda. Mas o nosso livro continua lá, intacto. E por mais que o machuquem, o que as palavras querem dizer estão dentro da gente.
Isso quer dizer que tem gente que aparece na nossa vida pra somar. E aí essa soma acaba. Então esse alguém vai embora. Mas nós continuamos lá: vivendo todos os dias, pagando todas as contas, dando todas as risadas, postando todas as músicas, indo em todos os lugares, nós continuamos lá fazendo a nossa vida continuar.

Acontece que tem vezes que encontramos pessoas iguais a gente mas que estão em momentos diferentes da vida. Existe alguma novidade nisso? Isso é algo que você não sabia? Mas por quê fazer do inferno uma das mais repetitivas fases da vida? Vidas iguais, caminhos diferentes. Histórias iguais, páginas diferentes.

O problema é quando você não se conforma e praticamente se mata para querer entender o por quê de algumas coisas acontecerem. Liga para deus e o diabo atrás de alguma palavra que te faça pensar: “ah, então é por isso”, mas você nunca, entenda, NUNCA vai encontrar. É que o entendimento depende de pessoa para pessoa. As experiências podem ser compartilhadas mas são intransferíveis.

Somos pessoas iguais consumindo as mesmas vidas de jeitos diferentes em diferentes momentos.
É isso que justifica o fato daquele seu melhor beijo da vida ter sido só mais um beijo pra alguém. Então se pra você foi o auge conseguir se entregar e transar com aquele alguém, pra este alguém, por sua vez, você foi só mais um momento pra colecionar.
Se pra você foi incrível planejar, fazer convites e a pessoa aceitar, incluir a vida dela em todos os dias da sua, e então vê-la sumir jogando tudo e todos pro alto, pra esse alguém você pode ter sido só mais uma série de momentos legais pra viver.
Não tem que querer entender nada. Não tem que procurar resposta pra porra nenhuma. E se ao procurar e supostamente encontrar como vai poder usar? “Ah, pelo menos vou saber como lidar na próxima vez!” Não vai saber merda nenhuma. Você pode até bater o pé e se garantir como alguém que não repete erros, até aparecer a chance de errar de novo. Sem contar que amanhã pode ser você quem vai transar por transar com alguém que espera te ver de novo sem você saber.

Você nunca vai saber quando vai gostar, muito menos quando vai esquecer. Você só vai viver.

O problema não é com você.
E nem de ninguém, na verdade.
Você é só mais uma pessoa ansiosa em viver a parte boa da vida, mas que depois se questiona quando não saem como o esperado. Você é só mais uma entre 100% de todas as outras desse mundo que agem da mesma maneira. Você é normal. Sua vida não é pior por isso e as coisas não dão menos certos pra você. São pessoas diferentes em diferentes páginas da mesma vida.

É melhor deitar com a companhia da paz do que de qualquer pessoa.

E aí está você: colecionando milhares de tentativas nessa vida.
E que bela coleção já tem, não?
Você já tirou alguma foto do céu hoje? Alguma frase num cartaz no poste?
Não vale gastar vida procurando culpados, é melhor aproveitá-la estabelecendo privilegiados e se preparando para os escolhidos.

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Márcio Rodrigues. – 
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Eu até posso tentar outra vez

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Mas esta vai ser a sua última chance.
Eu estou honestamente cansado de tentar e tentar nessa vida, mas se o que eu quero é mais dias de felicidade, não há outra escolha: é neste mesmo mundo que tanto me cansa que eu devo continuar tentando.

Mas eu gostaria que prestasse atenção em umas coisas antes.
Primeiro quero que entenda que é fundamental que saibamos nos colocar um no lugar do outro. Ninguém aqui é perfeito. Não estamos competindo pra saber quem erra mais. Se a gente brigar, os dois perdem. Se a gente se acertar, os dois ganham. Comigo não tem essa de se fazer de difícil.

Eu não gosto de perder tempo fazendo joguinhos, gosto de ganhar tempo fazendo coisas boas.

Entenda também que o meu tom não é autoritário, mas é um tom de alguém esgotado.
Sabe, me ver de novo nessa situação e todo esse nosso desgaste me faz pensar um milhão de vezes se eu devo tentar mesmo alguma coisa.

Antes de querer amor, eu quero paz.

E às vezes a gente esquece, mas a melhor paz é que temos com nós mesmos.
Por isso já pensei se de repente não seria o momento de eu parar as coisas e colocar minha cabeça no lugar, sei lá. Pensei se não seria o momento de eu me acalmar até me sentir preparado em mergulhar numa história, logo agora que estou me recuperando de quase ter morrido afogado em outra.

O que sentimos contradiz qualquer teoria.

É por isso que estou disposto a assumir o risco por não saber como vai ser; disposto a recomeçar mais uma vez. E não por você, nem por mim, mas sim e exclusivamente pelo que sinto.

Nada é mais valioso que respeitar os próprios sentimentos.

Eu só não quero que você ignora tudo isso.
Se estamos nos permitindo é porque acreditamos na história que construímos.
Mas eu não quero me sentir aliviado por colocar outro pensamento no seu lugar. Não quero ficar mais contente quando estamos longe do que quando estamos perto. Pra mim não faz sentido, mas era isso que eu sentia.

Às vezes dá pra dizer que segundas chances valem mais que as primeiras.

É que ao tentar de novo, você já tem consciência dos prós e contras, mas mesmo assim você aposta na continuidade, você aposta nos esforços, e sobretudo, aposta em tudo que está sendo sentido. É muito difícil dar outra chance, mas sempre será honesto.

Toma cuidado ao fazer qualquer coisa e pensar que não vai me chatear.
Nunca será possível prever. E esse é um direito que eu também não posso ter.
A melhor das suas intenções pode proporcionar a pior das sensações em mim.

A gente pode até não saber como acertar, mas a gente sabe muito bem como evitar errar algumas vezes.

Isso significa que sim, o seu “oi” seco quando eu te cumprimentar pode ser evitado ao invés de você vir com um monte de justificativa de “estou normal”. Você sabe muito bem que isso pode ser mal interpretado. Isso significa que sim, o seu “visto pela última vez tal hora”  ou o tíque-duplo no Whatsapp pode me arrancar o peito de tanta raiva se eu tiver te feito uma pergunta e você não responder. Mas claro, com a exceção de alguma indisponibilidade. Me refiro aqui em a gente se esforçar para evitar explicar depois se podemos resolver agora. Me refiro em a gente entender que “depois respondo” pode proporcionar uma angústia sem tamanho para quem espera resposta. Qualquer 5 minutos no banheiro é tempo suficiente para responder pelo menos que não dá para responder agora.

Sabe, essas coisas são pequenas demais diante do que é viver uma história com alguém. Mas por outro lado, são exatamente essas pequenas coisas, ou melhor, é exatamente a soma de muitas pequenas coisas que se transformam em coisas enormes e que resultam em um dos piores sentimentos em qualquer relação: o desgaste.

Um bolo cortado nunca mais volta a ser inteiro de novo.

Então acredito que sempre vale pensar duas vezes, se não duas, trezentas vezes, antes de qualquer menor tentativa de deixar alguém em segundo plano, de me deixar em segundo plano, de eu deixar em você em segundo plano.

Isso tudo que peço pra você são coisas que tenho a obrigação de fazer também.

A gente pode tentar de novo, eu só espero que não cometamos os mesmos erros de novo.

Não dá pra gente saber como vai ser daqui pra frente, mas dá pra gente saber como queremos que não seja.
E isso já faz toda a diferença.

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Márcio Rodrigues. – 
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Essa pessoa não quer sair com você

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Uwy_8O_3mWk&w=420&h=315]

É isso.
Por mais cruel que seja é exatamente isso.
E é claro que você tem o direito de não se sentir bem com isso. Quem sentiria o contrário?
Mais do que qualquer pessoa, você sabe bem de todos os esforços que fez para se mostrar uma boa pessoa. E tudo é tão legítimo, sabe?
Nada foi em vão, pois em tudo você foi real. E no fim as pessoas reais sempre vencem.

Nós sabemos que você tentou muitas coisas.
Sabemos que quando os assuntos pareciam acabar, você tratava de inventar alguma coisa nem que fosse mostrar uma música que gosta ou algum vídeo engraçado, sei lá, qualquer coisa para entreter e manter a conversa gostosa.

Você foi a melhor pessoa que essa pessoa poderia merecer.

Eram inúmeras as janelas no chat falando com você, mas só aquela importava.
É que você se dedicava em dar atenção. Num mundo onde as pessoas mal dão abraços, dar atenção é algo de extremo valor. Entenda também que a sua preocupação sempre foi muito bonita. É incrível ter alguém que se preocupa com a gente.

Você fazia bem em perguntar como tinha sido o dia.
Muitas vezes são as perguntas mais bobas que a gente precisa.
Se preocupar é o mínimo, se dedicar é o máximo.
O “tudo bem com você?” pode ser tranquilamente substituído por um “tem uma música que me lembrou você.”; o “como você tá?” pode ser tranquilamente substituído por um “estou aqui pra ter certeza de que está bem”.

O valor está no percurso e não na chegada; está no seu jeito de fazer aquilo que todo mundo faz de qualquer jeito.

Você não errou em nada. Você acertou com a pessoa errada.
É que essa pessoa simplesmente não quer sair com você.
E isso é mais uma daquelas terríveis e certeiras coisas da vida que a gente tem que incluir no: Faz parte. Isso faz parte.

Sua cabeça tem o direito de dar um nó também.
Volta a lembrança de tanto e tanto tempo conversando, sobre tantos e tantos assuntos, horas, expedientes inteiros, de pé no metrô, na cama antes de dormir, pouco depois que acorda, e tudo se repetindo de novo, dias, dias e mais dias sem dar em nada.

A melhor parte em se dedicar pra alguém é a certeza que criamos para nós mesmos sobre como conseguimos ser pessoas DO CARALHO pra alguém, sabe? Tipo, você sabe exatamente quão especial se mostrou pra essa pessoa. Você acompanhava as estreias do cinema, as novas exposições na cidade, os shows, os restaurantes, você estava atento à tudo e sempre tentava dar a dica esperando um “vamos combinar um dia”?, mas esse momento nunca chegou.

– nossa, isso é muito legal! =)
– é sim, vamos combinar um dia?
– vamos!

E fim.
Nesse momento milhões de possíveis casais deixam de ser formados, milhões de possíveis famílias deixam de ser constituídas, milhões de incríveis momentos deixam de ser vividos, milhões de infinitas risadas deixam de ser dadas, milhões de deliciosas noites de sexo deixam de ser vividas, milhões de voltas pra casa deixam de ser compartilhadas, milhões de infinitos tudo de bom deixam acontecer. E os motivos são outros milhões que variam de pessoa pra pessoa.

Tem quem goste de ter você nas mãos.
Este tipo de gente é muito perigosa.
Essas pessoas seduzem sendo gentis e miseravelmente atenciosas e então nos vemos lá: entregues à todas as conversas e com 100% da nossa atenção e tempo dedicados. Não passamos de dez segundos de mensagem visualizada sem que possamos interagir de alguma maneira. Somos nós tentando mostrar que somos reais; são eles vivendo o que eles querem, do jeito deles e quando é conveniente.
E então você começa a perceber que seu papel na vida dessa pessoa era só alguém pra falar coisas bonitas e perguntar como foi o dia. Você começa a perceber que essa pessoa não te fala nada bonito e muito menos pergunta do seu dia, mas você AMA quando ela te dá um “Oi” naqueles dias que você está certo de que não vai puxar assunto. Eis você: refém das migalhas. Real, entretanto, mas ainda assim refém.

Tem também o tipo de gente que pega ainda mais pesado.
São as pessoas que falam coisas que você sempre quis, agem de um jeito que sabe que vai te comover, se vendem como alguém muito interessante, te seduzem com pouco, perguntam do seu dia (incrível!), perguntam da sua vida, aparentemente cuidam de você, mas no fim, essas pessoas só querem ter o gostinho de controlar as coisas. Muitas delas estão fazendo as mesmas coisas com outras pessoas no mesmo momento que você.
Essas pessoas buscam completar a agenda. Elas querem te encaixar nos espaços vagos.

Bem, o fato é que essa pessoa não quer sair com você mesmo. É isso e pronto.
Não é adequado pensar que perdeu tanto tempo para nada, é melhor pensar que você tentou, e que não foi uma vez, nem duas. Você deu indiretas, você deu diretas, você deu margem para que ela fizesse a parte dela para pelo menos TENTAR. Mas ela não quis. Essa pessoa que você queria tanto sair pra conversar não quer sair pra conversar com você, com outra pessoa talvez, mas com você não.

Dentro da frustração que pode te invadir, reserve espaço para o seguinte sentimento: o azar é dessa pessoa que não quer sair com você. Por mais que você estivesse cheio de intenções e desejos, nada se confirma sem que exista a possibilidade. Vocês poderiam ter saído e de repente você nem se interessar mais tanto assim, mas por outro lado terem aproveitado uma nova experiência nas conversas de sempre entre vocês; uma experiência real. Ou, sim, você poderiam ter saído e teria sido só a primeira noite de uma nova história entre vocês dois. Mas não é possível beijar uma boca se ter uma para beijar. Isso significa que por mais que você faça a sua parte perfeitamente, se a pessoa não fizer a dela, nada acontece.

O tempo pode mudar muitas coisas e o peso do arrependimento é implacável, mas o fato é que hoje essa pessoa não quer sair com você.

Mas isso tudo não é motivo para você deixar de ser a pessoa que gostaria que saísse com você. Seja essa pessoa.

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Então me resta partir dessa pra uma melhor

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Acho que já deu pra mim
Assim mesmo, na prática e sem palavra bonita.
Passei grande parte da minha vida esperando as coisas acontecerem do jeito que eu gostaria, e sabe o que ganhei no fim? Isso mesmo: nada.

Eu não aguento mais lidar com tudo isso.
Tem uma angústia aqui dentro de mim que faz eu me perguntar todos os dias porque estou fazendo isso comigo.
Gostaria de poder dormir hoje e acordar com tudo isso resolvido, mas eu sei que amanhã vou acordar com os mesmos problemas e preocupações. Fugir é solidão.

E ninguém tem culpa.
Eu mesmo que criei os fantasmas que me assustam todos os dias e me acompanham na volta pra casa quando me vejo no vidro do ônibus e do metrô. Me vejo no vermelho do semáforo e me vejo no choro da criança. Eu me vejo como uma derrota.

Eu tenho medo de um milhão de coisas.
Tenho medo até do que não pode mais me machucar, tenho medo do passado ao imaginar que talvez possa comprometer meu futuro. Tenho medo das pessoas que prejudiquei. Nós prejudicamos as pessoas, mesmo que sem querer. Eu já falei tanta bosta pra tanta gente. Eu já quis ter tanta certeza das coisas. Já perdi tanto tempo de tesão por querer ter razão. Eu já fiz tão mal.

Lembrar me faz sofrer.
Mas eu preciso lembrar pela última vez. Eu preciso cutucar toda essa minha ferida que eu não deixo cicatrizar.
Lembro de cada uma das vezes em que preferir dificultar ao invés de facilitar. Sei lá por quê, ou melhor, eu sei bem sim, negar é me enganar. Eu queria ter o gosto do “mais difícil”, eu me cegava na ideia de que se fosse fácil demais não seria tão bom, como se tudo fosse uma competição onde eu sempre sairia em vantagem. Milhões de vezes que eu disse estar sem sinal no celular na verdade eu não queria atender. Milhões de vezes que eu falei “a gente combina qualquer dia” eu queria dizer “qual a chance de eu sair com você?”. Milhões de vezes que eu falei “ah eu também” quando me diziam sentir saudade de mim eu queria dizer “eu não penso em você nenhum segundo do meu dia, desculpe”.

Eu já fiz tanta merda.
Cada uma dessas minhas lembranças me corta o peito feito navalha, mas eu preciso ver o sangue escorrer já que eu não aguento mais viver tudo isso.
Eu já falei “também te amo” só pra evitar o constrangimento de ouvir e não retribuir. Não amava coisa nenhuma, mas me fazia mal ver a pessoa me falando com tanto sentimento e eu com sequer vontade de tocar nesse assunto.

Será que eu sou a pior pessoa desse mundo?
Amplo demais pra garantir, mas eu tenho certeza que fui por um segundo a pior pessoa do mundo pra alguém.

Quem me vê rindo de quase qualquer coisa não sabe o quanto eu já prejudiquei alguém. Eu menti. Eu disse que estava num lugar x pra evitar briga, mas na verdade eu estava num lugar y mas mentia pra não magoar. Eu já disse “isso é coisa da sua cabeça, não tem nada a ver” mas eu não fazia nada para evitar aberturas. É tanta coisa, mas tanta.

Eu já postei coisas que eu nunca vivi.
Sei lá, nessas de querer me mostrar uma pessoa interessante eu já postei músicas que nunca ouvi, já falei de filmes que nunca assisti, já comentei de livros que nem sequer sei o nome direito. Quanta coisa. Eu me perdi tentando encontrar alguém.

É por isso que agora eu quero dar um fim nisso.
Por isso que não me vem à cabeça outra saída a não ser evitar com que o mundo ainda tenha que lidar comigo. Por isso que eu cheguei a conclusão de que eu estava prejudicando mais do que ajudando qualquer outra pessoa nesse mundo.
Eu não aguento mais. Ninguém me aguenta mais.

Então me resta partir dessa pra uma melhor.
Eu não posso mais continuar.
Chegou a hora de mudar tudo que eu já fui.
Não quero ser responsável em piorar o jeito difícil que a vida já é. Não quero mais ir dormir com vontade de falar alguma coisa e não conseguir. Não quero mais deixar de falar algo que eu sinto com medo de assustar ou com medo de chatear, desde que seja verdade tudo que eu sentir.

Eu quero ser uma nova pessoa.

Quero convites pra sair, quero motivação pra me vestir melhor, quero saber se alguém gostaria de ouvir como eu vejo o mundo, quero saber como um alguém qualquer vê o mundo. Eu quero apagar tudo que já fui pra ser alguém melhor pra mim e pra todos.

Eu não quero mais me ver nessa merda de joguinho que só atrapalha a vida. Não quero mais dificultar com que a vida aconteça; quero que ela aconteça. Não quero inventar desculpas pra retornar a ligação, não quero deixar a mensagem visualizada, não quero mais comentar pra combinar qualquer dia, quero ser quem tem a ideia e determina a data. Preciso partir dessa pra uma melhor.

Não quero mais ser cúmplice do que eu não sou.
Eu sou imperfeito, uma pessoa recheada de defeitos, mas eu não preciso me preocupar se vão ou não gostar do meu jeito, eu preciso ser real. Eu não quero mais mentir, PRA QUÊ MENTIR? Eu não quero mais fazer com alguém aquilo que eu odiaria que fizessem comigo. Eu estava cego. O mundo girava ao meu redor. Eu quero voltar a ser sincero. Não sou obrigado a aceitar, mas sou obrigado a respeitar. Não quero mais acabar com o dia de ninguém, não quero arruinar planos nem partir outros corações. Não, pelo menos, conscientemente. Se for pra eu errar, que seja um erro natural e não um erro fantasiado de mentira, de joguinho, de conversa fiada, de desculpa esfarrapada ou qualquer coisa que não seja eu mesmo: real e imperfeito.

Eu não aguento mais. Eu quero partir dessa pra uma melhor.
E uma melhor vai ser a próxima vez que eu tiver a chance de mostrar que sou real. Estou pronto pra tentar. Quero me refazer.

Eu quero me orgulhar, quero ser motivo de orgulho, quero uma vida real acompanhado de outra pessoa real. Vou recomeçar.
Já errei muito nessa vida mas eu gostaria de ter a chance de consertar.
Ou de pelo menos tentar uma vida melhor.
Quero partir dessa fase para uma melhor.

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Márcio Rodrigues. – 
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Eu te amo pra sempre até aparecer alguém de novo

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Rn_-FgydQjo&w=560&h=315]

Sabe qual é a coisa mais legal da vida?
É que a gente nunca sabe como ela vai ser.
Às vezes, concordo, dá vontade sim de saber como as coisas vão acontecer, dá vontade de entrar na cabeça de alguém e ver o que ela pensa, mas isso nunca vai acontecer. E isso não é ruim.

Algumas das nossas certezas existem até que tenhamos novas certezas.

Indo direto ao ponto:
Se você pensa que só vai amar uma pessoa na sua vida é melhor se rever.
Não dá pra garantir isso, mas dá pra considerar os por quês.
Primeiro porque você não sabe como vai ser amanhã. Fim. Isso é o bastante.

É muito sério quando você se limita a pensar que já viveu a melhor parte da sua vida e sentencia que nunca mais viverá algo igual. É muito perigoso.
Se você tem tanta certeza disso, pra quê continuar vivendo então?
Pra quê tentar histórias com outras pessoas já que você tem tanta certeza que só amou uma na sua vida? Pra passar o tempo? Mas se você sabe o que é amor de verdade, sabe como pode ser intenso a ponto de ser incomparável, pra quê viver alguma história com alguém sabendo que você não vai se entregar? Você faz com os outros o que não gostaria que fizessem com você?

Todo mundo precisa de uma segunda chance.
Até as coisas boas precisam de segundas chances.
É que se melhorar, melhora. Não estraga nada.
Nesse sentido, é sempre melhor quando você sabe do que já viveu de bom mas luta pra viver algo melhor ainda, luta pra se surpreender e ver que a felicidade que já teve não chega nem perto da felicidade que poderá ter um dia.

Amor é liberdade, não prisão.
Bom é ser livre pra amar; e não se prender por amor.

Se não é justo se prender à um passado ruim, imagina então à uma passado bom?
Não faz bem essa ideia de se resumir em “tenho certeza que amor igual àquele eu nunca vou sentir igual”. Também não quero dizer que é pra sair dizendo que ama toda boca que se beija pra ver se sente algo parecido. Não funciona assim.

Quero falar aqui sobre viver os dias.
Sobre a possibilidade real de que sim: se você já teve um amor incrível na vida, você tem altíssimas chances de ter um outro amor parecido um dia e isso é o que deve te estimular à viver histórias.

A melhor parte das coisas boas é confirmar que podemos viver coisas boas.
Se não a gente não precisaria acordar todo dia.

Quando a gente está contente o ideal seria que fizéssemos coisas para ficar ainda mais.
O mesmo serve para quando temos parte de um passado que nos fez bem; se for possível, o ideal é correr atrás pra viver um futuro ainda melhor.

O amor da sua vida existe até que te aparece algum novo.
E isso é tão bom, sabe?
Esse é o lado bom de recomeçar.
Depois que uma história termina é natural que queiramos morrer de tanta dor. Mas depois que o tempo passa, também é natural que sintamos nosso coração bater de novo como bateu um dia. Isso é incrível! É a vida acontecendo como se falasse: “Te reservei uma surpresa boa, vem viver!”.

Então, se você está nessa de pensar que nunca mais vai gostar de alguém como já gostou um dia: saia dessa e entre numa história nova.
Quando a chance surgir – e alias, você deve se permitir isso – dê aquele mergulho como deu no começo do seu amor inesquecível, ou melhor, dê um mergulho maior, capaz de te desafiar, capaz de te mostrar que às vezes é bom estar errado.

Não é pra esquecer quem viveu com você, é pra deixar alguém viver com você de novo.

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Eu não vou deixar que estraguem tudo

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=bKOqsEh_YRg&w=420&h=315]

Este é um recado pra você que faz pouco do que as pessoas sentem, que faz pouco de qualquer sentimento.
Quero falar diretamente pra você que se acha no direito de entrar na vida de alguém, falar um milhão de coisas, prometer outros milhões e sair depois que o dia amanhece.

A única coisa que temos nessa vida é à nós mesmos e o que sentimos. Não há tempo para esperar por segundas chances. É preciso sim ter cautela e saber se preservar para não meter o pé pelas mãos, mas não há tempo pra “ir mais devagar” quando se está gostando de alguém. Não tem como rasgar o peito, colocar a mão no coração e dizer: “PARA DE BATER, CARALHO!” Será que você não entende? Não há a menor possibilidade de fingir que não se gosta quando se está pensando em uma pessoa mais vezes por dia do que se pode imaginar. Eu não sei como você não consegue enxergar isso.
É uma verdadeira MERDA ter que se controlar pra poder ligar e perguntar como foi o dia ou mandar alguma mensagem surpresa durante o expediente, pois pessoas como você pensam que estamos sendo “grude demais” ou qualquer coisa do tipo. Me desculpa por tentar fazer a sua vida mais especial, então. Me avisa que eu saio dela mais rápido do que entrei.

Falando nisso, eu sinceramente não sei como você lida com a sua vida.
A impressão que eu tenho é que você quer ter tudo nas mãos, quer saber a hora de gostar e a hora de parar de gostar, a hora de dizer que ama e a hora de dizer que não ama mais, a hora de falar que sente saudade e a hora de parar de falar para não parecer estar gostando de mais. Eu não sei. Eu não sei que manual você espera pra viver; não sei como outra coisa pode ter controle mais forte sobre alguém do que o seu coração.

Te admiro porque não consigo ser igual à você.
Você gosta muito de entrar nessa de joguinhos, né?
Gosta de se fazer de difícil, prefere dificultar ao invés de facilitar.
“Ah, pra dar um gostinho, né?”, “Ah, o que vem fácil não é tão gostoso” mas que caralho de pensamento é esse quando se fala de GOSTAR DE ALGUÉM?

Entenda que num mundo entre BILHÕES DE PESSOAS eventualmente você é a escolhida para estar presente de alguma forma nas 24 horas do dia de alguém. Entenda que ninguém escolhe gostar de você, e mais, que muitas vezes se pudessem ter essa escolha você jamais seria essa pessoa. Entenda que se eu te dediquei um minuto do meu dia pra te mandar uma porcaria de mensagem é porque eu gostaria que soubesse que foi só pra você e não qualquer outra pessoa entre todas essas BILHÕES que sabemos que existem.

Presta atenção no que você está fazendo com o mundo.
Esse seu discurso de que ninguém presta está matando as pessoas.
Seus conselhos do tipo “ahh nem liga, deixa que ele (ou ela) corra atrás” estão acabando com uma das coisas mais valiosas das pessoas: a chance de tentar. Evidente que você pode ajudar, você pode opinar se permitido, mas você não obrigatoriamente deve influenciar as pessoas à sua volta com as suas experiências de insucesso. Você não deve espalhar que ninguém presta porque as coisas não tem dado certo pra você. COMO É QUE EU VOU CONVENCER ALGUÉM QUE EU PRESTO SE VOCÊ SÓ AJUDA A ESPALHAR QUE NINGUÉM PRESTA? É claro que, fazendo isso, antes de qualquer intenção minha, as segundas serão as primeiras a serem consideradas. É claro que antes de qualquer tentativa de aproximação já vou ser interpretado como alguém novo QUE NÃO PRESTA de novo e que quer FODER com a vida da pessoa.

O vício em espalhar as coisas que dão errado anulam as possibilidades de dar certo.

As coisas podem estar difíceis, mas você não precisa piorar.
Eu não acho justo que você brinque com os sentimentos, pois não sei se sabe, você pode INFLUENCIAR pessoas e a sua vida pode parecer estímulo para outras pessoas. O que isso quer dizer: GRANDE BOSTA você postar suas fotos na balada como se a sua vida fosse a mais feliz e ao chegar em casa MORRER DE CHORAR sem ninguém. O que você quer passar? Como você quer fazer com que as pessoas se sintam? GRANDE BOSTA você acordar e postar “oi ressaca” mas na verdade querer postar “oi sábado”. ASSUMA A SUA VIDA. Assuma que nem todas as fases são boas.
É fraqueza assumir tristeza? É cafona postar uma frase mais triste? Você não vai parecer pop? As pessoas não vão curtir suas fotos e nem vão comentar te elogiando? Que pena, né?
Por outro lado, você pode fazer o que quiser mas deve sempre tomar cuidado com o que faz.

Mas o que você quer afinal, viver de verdade ou viver da mentira?

Não quero dizer que você deve se matar quando a casa cair, mas sim que entenda que você é mais uma pessoa entre tantas outras com problemas e coisas boas na vida, que você influência um monte de gente, que você pode inspirar, e que toda essa responsabilidade não pode ser jogada fora só porque você quer aparentar uma vida QUE NÃO É REAL. Chora tudo que tem que chorar, não precisa fingir que está tudo bem, ao mesmo tempo, não precisa também dar um peso ao que não merece. É preciso saber dosar. Não precisa esfregar na cara do mundo o quão feliz ou triste você está. Existe um mar de diferença entre exibir e compartilhar. É preciso ser real.

Esse monte de coisa é só pra te esclarecer que não vou deixar com que pessoas iguais a você estraguem tudo! Eu não vou deixar que esse teu comportamento cheio de joguinhos me impeçam de ser REAL! Você não vai abalar o que eu sinto e eu quero que se foda se você me ver mais como um amigo do que alguém quer beijar a sua boca, isso não é motivo para evitar com que eu TENTE SER REAL. As minhas experiências ruins servem pra me mostrar que eu também erro, logo, eu não busco a história perfeita, eu busco HISTÓRIAS PRA SOMAR. Eu tenho motivos pra nunca mais tentar nada nessa merda de vida, mas aqui dentro tem um coração com vida própria que age na hora que ela pensa ser certa. E que saber? Eu AMO ouvir o que ele diz pra eu fazer por mais que eu me foda depois. Eu AMO tentar pelo que sinto e não pelo que dizem. Eu não vou mudar! Você não vai estragar quem eu sou e muito menos apagar a vontade que eu sinto de fazer bem à alguém como eu gostaria que me fizessem. Se eu estiver feliz vou continuar postando músicas felizes, se eu tiver triste eu vou postar algum refrão que ilustre o que eu sinto, da mesma forma como algum texto, algum filme, qualquer coisa. TUDO ISSO PORQUE EU SOU REAL e tenho consciência que a mesma cachoeira que machuca minhas costas de tão forte é a que vai me abençoar amanhã. EU SOU TODOS OS DIAS.
Você não vai conseguir me fazer parar de ligar pra alguém quando eu tiver vontade, não vai me fazer parar de convidar pra sair, não vai me fazer parar de ser gentil, não vai me fazer deixar de fazer qualquer coisa boa por alguém, basicamente porque EU AMARIA QUE TAMBÉM FIZESSEM COISAS BOAS POR MIM. E no fim, eu quero que se foda essa sua mania de tentar controlar a vida, essa suas fotos que só passam mentira, esse seu comportamento preconceituoso com o que deve ser vivido.

E não acabou ainda.
Presta muita atenção antes de entrar na vida de alguém. Coloca a cabeça no lugar antes de colocar alguém na sua vida. Entenda que você pode estar indo devagar, mas a pessoa pode estar indo rápido. Entenda que você pode pensar uma coisa e a pessoa outra. Entenda que vocês podem ver as mesmas atitudes de jeitos diferentes, que podem agradar e incomodar. Entenda de uma vez por todas que se você não conseguir se colocar no lugar de alguém, você não tem o direito de entrar na vida de ninguém. E é claro que sabe quando isso está acontecendo. É claro que sabe como as conversas tem aumentado, é claro que sabe dos convites que tem negado, é claro que sabe das vezes que tem evitado, é claro que sabe dos “hahaha” que não tem digitado, é claro que sabe os “Boa noite, fica bem” que tem ignorado. Você sabe muito bem quando está entrando na vida de alguém, e portanto, RESPEITE ESTE MOMENTO. RESPEITE AS PESSOAS. RESPEITE O QUE AS PESSOAS SENTEM. Você só precisa respeitar.

Hoje sou eu te falando isso, amanhã pode ser você no meu lugar.
Eu não sou perfeito.

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Márcio Rodrigues.
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Já disponível na LIVRARIA CULTURA da sua cidade meu primeiro livro: “Um Travesseiro Para Dois”, editora Kazuá. (se não tiver na Cultura, tem na editora – ediotakazua.com.br)

 

Então que tipo de pessoa faz o seu tipo?

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=t9NSPbnQTik&w=560&h=315]

“Ah, carinhosa, gentil, educada, responsável. Enfim, gosto desse tipo de pessoa”

E o que você faz pra atrair esse tipo de pessoa?
Ou melhor, quanto tempo você leva até perceber que alguém faz o seu tipo?
A julgar que as pessoas mudam, que casamentos de 50 anos terminam, que o “mudou da noite pro dia” é mais real que podemos imaginar, nós nunca podemos ter certeza sobre a vida a dois, muito menos podemos dizer a besteira de “eu te conheço muito bem” pois essa pessoa pode basicamente cansar de você e terminar tudo, assim mesmo, do nada. Desse modo, é extremamente difícil dizer que alguém não faz o seu tipo em tão pouco tempo de convivência.

“Ah, mas sei lá, tem que bater o santo, combinar e tal, sabe?”
Não sei.
Talvez um dos maiores desafios do mundo seja justamente conseguir entender as pessoas. Acontece que nós teimamos em buscar pessoas parecidas com a gente. Nós temos a mania de confundir o que combina com o que é igual.

A pessoa que combina com você não se parece com você.
Se ela vai te completar, ela tem o que te falta.

Se for pra ter alguém igual à você de que adianta ter alguém?
Pra quê existiria casamento se as pessoas fossem iguais? Qual importância teria alguém novo em nossa vida? Quando é que alguém ia aprender alguma coisa na relação? Afinal, não é isso que se busca numa relação: ser uma pessoa melhor?

Histórias são feitas de capítulos e não de finais. E tem histórias que mesmo depois da morte não terminam. O amor não morre, dorme.

Onde eu quero chegar: será que você não está exigindo demais?
Entendo que tem que rolar a atração, aquela identificação e vontade de ficar perto, mas será que isso não é algo mais pra frente do que inicialmente precisa ser feito? Antes de qualquer coisa é preciso tentar. Atenção aqui em não confundir “tentar” e “se obrigar”. Você não tem a obrigação de fazer nada, mas tem o dever de tentar tudo se o que busca é ser feliz.

Talvez ele seja tímido demais e não conseguiu te impressionar logo de cara.
Mas ele pode ter um humor incrível e possa ser quem melhor cuidaria de você.
Talvez ela não tenha o corpo que os caras pagam um pau.
Mas ela pode ser a única pessoa que identifica que tipo de carinho você gosta.
Não quero julgar se uma coisa é mais importante que a outra, mas quero dizer que a primeira impressão só fica se você quiser.

E volto a dizer: sei que o mundo está uma bosta, mas é nesse mundo que está a pessoa que você gosta. As coisas são difíceis mas não precisamos piorar. Não adianta sair falando as pessoas só querem brincadeira, que levam a vida como fosse uma eterna zoera, que ninguém se preocupar com ninguém ou mais 1 milhão de coisas que possa dizer, se você não permite que alguém seja a exceção pra você.

“É que eu tenho medo de sofrer de novo, por isso já penso que a intenção é sempre maldosa”.
E quem não tem esse medo? E como faz pra combatê-lo? Fuga é solidão.
Fugir do que se tem medo não te deixa mais perto do que te faz bem.
A graça das histórias não está no final, mas no meio delas. A graça do beijo não é quando ele termina, mas durante. Não é justo pensar no fim das coisas antes que elas comecem; pensar no que não te agrada antes de enxergar o que te faz bem. A vida é só uma chance.

Pode ser que existe alguém agora tentando te fazer bem e você não quer enxergar.
A certeza dos nossos padrões nos cega e nos afasta de todas as lições.
Essa pessoa que te chama pra conversar no chat do Facebook e manda uma música legal, te faz rir de alguma maneira e demonstra um segundo de preocupação com você, exatamente essa pessoa pode ser a pessoa da sua vida. Mas você busca o amor dos filmes, não o amor da vida real.

Você não busca o amor, você busca o amor que gostaria de viver.

Esperar pela vida que gostaria de viver não te torna uma pessoa mais segura.
Tem espinho antes de segurar a flor, mas só sabe quem toca.

Faça um exercício:
– reflita sobre as pessoas que fazem o seu tipo
– reflita sobre as pessoas que fazem de tudo para serem o seu tipo
Com isso você vai conseguir enxergar o que interessa nessa vida: as pessoas que se esforçam por você. E retomando, você não tem a obrigação de fazer nada, não tem obrigação de gostar, mas você não perde nada se tentar pra ver até onde vai dar.
É uma delícia conhecer uma nova pessoa e mergulhar dentro de uma nova vida, bem como deixar que alguém novo mergulhe dentro das nossas. É o momento em que testamos se aprendemos as lições do passado.

Pré-requisitos todo mundo tem, mas pró-atividade nem todos.
Dor nenhuma é justificativa para uma defesa tão grande sobre a própria vida.
Quem perde ao deixar de viver é só você.
Teu passado que tanto amou está lá agora sendo o presente de um novo amor.
Aquela boca que tanto beijou tem beijado outras por aí.
Aquele corpo para o qual você se entregou tem se entregado para outros por aí.
E você está aí escolhendo num mundo onde se pescam exceções.

Penso que o tipo de pessoa ideal pra você é a pessoa que você precisa.
Com ou sem dinheiro, com ou sem beleza (o que é beleza?), com ou sem status, estamos falando de pessoas reais que tentam viver histórias reais. Perceba o “tentam” pois ninguém é obrigado a conseguir. O valor está na tentativa, não nas realizações.

Mas isso tudo é um monte de merda se o que você busca é um amor pra exibir e não para compartilhar. Se você busca uma pessoa pra entupir a timeline dos seus amigos com fotos dos dois e comentários “oun, vocês são lindos”, “oun, meu casal preferido <3” ou coisas do tipo, você pode ignorar completamente este texto todo. E se tiver tempo entre uma foto e outra, pode refletir sobre o que é amor pra você.

Então que tipo de pessoa faz o seu tipo?
A que você gostaria de ter ou a que você precisa ter?
E por quê você não experimenta dar chances pra vida acontecer?
Por quê você não coloca na balança o tipo de pessoa que gostaria de ter versus o tipo de pessoa que gostaria de ter você?

Você precisa fazer alguma coisa e precisa ser agora.
Mande uma mensagem, faça uma pergunta, compartilhe um segundo do seu dia com você sabe quem.

Sempre tem alguém pra ouvir o que você tem a dizer, mas nem sempre alguém que você gostaria pode ouvir o que você tem a dizer.

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Márcio Rodrigues.
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Quer tomar alguma coisa? Tipo um banho?

E aí que a gente marcou de se ver.
Acordei tranquilo mas um pouco ansioso sim em saber como seria.
Já conversávamos tinha um tempo e eu gostei do jeito dela.
E aparentemente ela gostou do meu também.
Pessoalmente nós nunca nos vimos.
Mas bem que temos alguns amigos em comum na internet.
Lembro que acordei com aquela sensação gostosa de não saber como ia ser.
Naquele dia, conversamos normalmente até  o horário combinado para nos encontrarmos.
“20hs na fila do cinema”.
Cheguei antes do combinado e fiquei dando umas voltas no shopping.
Quando deu 20hs, me posicionei de modo que ela pudesse perceber que eu a esperava.
“Estou subindo a escada rolante” ✔✔
Então a vi caminhando em minha direção com as mãos ocupadas.
Uma delas com o celular; a outra organizando parte do cabelo.
“Que bom te ver! =)”
“Eu que o diga!”
Resolvemos procurar um lugar pra conversar.
E sentar.
Logo de cara a gente se deu muito bem. Os assuntos não terminavam!
Nem vimos a hora passar e quando nos demos conta o shopping estava pra fechar.
Resolvemos sair e já na rua percebemos como fazia frio.
Nós não queríamos nos despedir. Não ainda.
“Tive uma ideia: e se a gente fosse pra minha casa?”, sugeri.
A intenção era prolongar aquela conversar boa sem imaginar como seria o fim.
“Ah, acho que por mim tudo bem, qualquer volto pra casa de táxi”.
No metrô, a caminho de casa, sentados lado a lado pude observar a beleza dela.
Ela parecia escolher as palavras que construíam suas frases.
E a sua boca desenhava letra por letra me transmitindo uma sensação muito boa.
“Chegamos! Fique à vontade, não repare a bagunça.”
Passou pela porta e colocou sua bolsa num canto do sofá.
Sentou.
“Vou colocar uma música só pra gente relaxar” anunciei.
Voltamos a conversar sobre os 8987897 assuntos que começamos horas atrás.
Por um segundo me passou pela cabeça aquele momento todo que eu estava vivendo.
Apesar de nunca termos nos visto, nos conhecíamos tão bem. Isso era tão diferente.
E ela parecia empolgada em contar das coisas que faz.
E eu não me preocupava em demonstrar que estava interessado em ouvir.
“Estou muito feliz da gente ter finalmente se encontrado”, revelei.
“Ahh, eu também! Engraçado né? A gente nunca se viu mas nos conhece…”
Não consegui deixar com que ela terminasse de falar e a beijei.
Segurei seu pescoço delicadamente mas deixei claro que eu ansiava por aquele momento.
A reação dela comprovou o mesmo.
Colocou uma das mãos na minha nuca e fazia movimentos retilíneos com os dedos.
Fomos deitando devagar enquanto eu tirava meu tênis sem que ela percebesse.
Já acomodados permanecemos nos beijando e o mundo parecia parar lá fora.
Percorri seu rosto com a minha boca, indo para o pescoço e ombros.
Enquanto isso uma das minhas mãos tratava de abaixar a alça da blusinha que usara.
Ela não pareceu se incomodar e indicou ao levantar minha camiseta que era pra eu tirar.
Me levantei do seu peito e ela acompanhou o movimento beijando meu pescoço.
Aproveitei a deixa e também demonstrei que gostaria de vê-la sem aquela blusa.
Voltamos a deitar. A música repetia ao fundo.
Alguns beijos depois, resolvi descer pelo seu corpo e a primeira parada foi em seus seios.
Com certa habilidade, consegui retirar seu sutiã até alcançar os mamilos com meus lábios.
Lambia devagar. Intercalava uma lambida com pequenas mordidas.
Percebi que alguns tremulações começaram a acometer seu corpo. Era um bom sinal.
Já nua acima da cintura, fui descendo para a barriga até chegar nos quadris.
Nesse momento ela se agarrava em meus cabelos e os puxava com certa força.
Entendi que ela estava num envolvimento profundo e jamais eu a interromperia.
Rapidamente abri seu zíper e com a boca mesmo abaixei sua calcinha.
A graça está na provocação.
Me levantei para retirar toda a calça e calcinha e voltei para aquela imensidão de pele.
Ela tinha uma textura estimulante. Era cheirosa e delicadamente hidratada.
Naquela altura já era possível ouvir alguns pequenos gemidos; uma introdução de prazer.
E antes que eu pensasse em começar algo ela tratou de me puxar para cima dela.
E depois me obrigar a trocar de lugar. Ela parecia querer o controle. Ela queria, de fato!
Enquanto me beijava, habilidosamente tirava meu cinto e desabotoava minha calça.
“Tira isso logo” era como se dissesse sem ter dito uma palavra.
Tratei de tirar rapidamente e ficamos então: seu corpo nu, meu corpo de cueca.
Então ela indicou o fim dos beijos e resolver percorrer meu peito.
Minha condição física não é das melhores, mas ali não fazia diferença.
Tem uma coisa que rege esses momentos que se chama: cheiro. O corpo cheira.
Ela parecia sentir cada célula enquanto deslizava os lábios pela minha pele.
Até que resolveu desceu até minha cintura.
Segurou a borda da cueca e me olhou de onde estava. Nos olhamos. Olhei pro teto.
Abaixava a cueca com uma das mãos propositalmente devagar.
Abaixou por completo, me viu ali entregue e aparentemente gostou do que viu.
Eu começava e me tremer e a sentir a cabeça girar. A música repetia.
Então, sem usar as mãos, ela colocou sua boca nos centímetros mais sensíveis do meu corpo.
Salivava. Era possível ouvir o barulho. Ela gostava daquele momento.
Resolveu usar as mãos. As duas. Uma para cada função diferente.
Coloquei uma das minhas mãos em seu cabelo e rapidamente tive olhar de reprovação.
Eu não queria induzir a nada, só queria tocá-la, mas entendi o recado dos olhos.
Intercalava os movimentos com intensas chupadas, mão por toda a virilha.
Era especialmente interessante vê-la cúmplice do prazer que eu demonstrava.
Alguns momentos depois, tirou-o da boca e subiu meu coro beijando devagar.
Aquele momento era claro e felizmente eu estava preparado.
Um segundo até me aprontar e assegurar que estaríamos protegidos.
Len-ta-men-te sentou no meu colo e começou.
De frente pra mim. Cabelos ora cobrindo os seios, ora as costas.
Ela revezava os movimentos com a cabeça sincronizadamente com o corpo.
E então começou a pular. Coloquei as mãos em sua cintura para conduzir o ritmo.
Pulava. Pulava mais forte. Pulava rápido, depois devagar, depois rápido. Dominava.
Aquele sofá parecia ter tomado a dimensão de uma cama de 300m².
O possível desconforto era anulado pela nossa sintonia num momento tão sem igual.
Suávamos. Os corpos pareciam incendiar e ela arranhava parte do meu peito.
Então resolvi trocar a posição em busca de uma nova fonte de prazer.
Sentei corretamente no sofá com os pés no chão e a coloquei de costas em meu colo.
Ela se apoiava em meus joelhos e novamente dominava os momentos por completo.
Por vezes abaixava tanto a cabeça que seus cabelos tocavam minha barriga.
Conduzi parte dos meus movimentos com as mãos nos quadris e ela começou.
Começou a gritar, gemer, a pedir mais força, a inserir mais pressão.
“Isso, assim, assim, ASSIM, ASSIM, isso, i s s o” ordenava.
E como bom respeitador, obedecia a cada um de seus desejos.
Uma nova troca de posição e indiquei que ela encostasse os braços no encosto do sofá.
Eu queria vê-la de 4. E vi. Ela não renunciava às minhas sugestões.
Se acomodou decididamente como se esperasse por aquele momento.
Antes de me aproximar optei por me esfregar em suas coxas. Queria que ela me sentisse.
Me debrucei sobre seu corpo e tocava em seus pescoço.
Sem muita demora, indiquei que havia chegado o momento e me aproximei.
De-li-ca-da-men-te fomos nos tornando um só até oficializar a penetração completa.
Voltamos, portanto, a ser dois corpos por hora unidos. Que momento.
Aumentei o ritmo da pressão sem que interferisse em nosso desempenho.
Esses momentos são difíceis de controlar mas o esforço é válido.
Então aumentei a força e segurei parte do cabelo dela com umas das mãos.
Com a outra, eu a estapeava com calculada agressividade.
“É assim, então? Me diz agora que eu quero ouvir! (tapas)” eu provocava.
“Isso, assim mes… MESMO, assim, continue” ela respondia.
Num momento como esse é difícil manter a consciência por muito tempo.
Então imagino ter me excedido na força ao ver as marcas que se formavam.
Mas eu não queria parar de enriquecer aquele momento com nossos corpos.
ENTÃO EU NÃO PAREI! AUMENTEI A VELOCIDADE, AUMENTEI A FORÇA.
ERA INCRÍVEL VÊ-LA ALI DE 4. INCRÍVEL VÊ-LA SOB DOMÍNIO DO NOSSO PRAZER.
“VAI, VAI, MAIS FORTE, MAIS F O R T E” ela já gritava.
Sem resposta, fui aumentando ainda mais a força.
Eram tapas, puxadas de cabelos, penetração intensa, suór, nossos sons.
Eu rangia os dentes e ela provavelmente mordia os lábios pelo som da voz poluída.
“ASSIM ENTÃO? TÁ BOM AGORA, A G O R…”
A respiração desacelerou abruptamente. Era possível entender pelas nossas vozes.
Deitei-me com meu peito suado em suas costas também encharcadas de prazer.
Fazia um calor fora do normal para a hora, mas quem tinha colocando fogo éramos nós.
Me joguei no sofá e ela repousou a cabeça em meu corpo.
Procurei algumas palavras pra descrever aquele momento mas não encontrei.
Até que inesperadamente ela ironiza:
“Então você é mal-educado assim com visitas? Nem oferece uma bebida e já vai pro jantar?”
Organizei algumas palavras até responder:
“Desculpe! É que desde que passou pela porta pensei em te oferecer algo pra tomar, mas só conseguia me imaginar tomando um banho com você.”
Ela ergueu a cabeça para olhar meu rosto e finalizou:
“Haha, besta. Estava brincando! Mas era isso mesmo que eu também estava esperando”.

tumblr_lzfghrQJ7n1qjyt2mo1_500Texto especial recomendado para maiores de 18 anos. =)

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Senta lá pra você não cansar de me esperar

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Jt6HhGB06Og&w=420&h=315]

Você deve ter mesmo muito tempo pra perder e isso me impressiona.
Está aí: isso é o resto do que admiro em você ainda. Sua persistência, apesar de vã.
Mas preciso te avisar que vir pra cima de mim agora com toda essa conversa fiada de “mudei”, de “prometo que sou outra pessoa”, de que “agora eu vi que errei” não vai mais fazer diferença.

Vou te explicar com detalhes pra ver se você entende.
Eu praticamente doei a minha vida pra ajudar a sua, fiz muito mais do que fiz pra muita gente nessa vida, muito mais até do que já fiz para os meus amigos, mas você ao invés de reconhecer todo esse esforço em querer o seu bem, preferiu ser uma pessoa qualquer que além de não saber o que quer da vida, também não sabe o que é respeitar alguém.

Eu não quero mais olhar na sua cara.
Não quero saber se morreu ou se continua igual.
Estou pouco me importando se você anda pegando todo mundo ou se nem a gripe te visita mais, de você eu só quero a mais longa distância.

“Nossa, mas como você se tornou uma pessoa rancorosa” muito pelo contrário, caso pense.
Eu só deixei de ser idiota e a vida é basicamente assim: demora, mas a gente aprende. Cada um leva o tempo necessário, cada um tem a própria velocidade de viver a vida.

Eu não estou com tempo pra pensar no que a gente viveu.
Mas eu tenho certeza que fui pra você quem gostaria que fosse pra mim, apesar de saber que isso é algo que não posso esperar de ninguém. É que me conforta hoje olhar pra trás e pensar: “EU FUI UMA PESSOA DO CARALHO!” Rola aquela sensação de missão cumprida, sabe?

Então assim, agora você pode ficar a vontade pra me ignorar no chat.
Por quê tanto interesse assim em falar comigo se antes você nem me respondia?
Que milagre te fez me ver agora como alguém interessante se antes você nem me via como um alguém qualquer?
Tem aquele negócio batido de “só dá valor quando perde”, né?

Olha, pensando bem, eu vou te dar mais uma chance.
Eu vou te dar uma chance de ser diferente e ver como vai se sair.
Vou te dar uma chance para não me fazer pegar nojo de você, ok?
Nojo é uma coisa séria, não sei se faz ideia.
Por enquanto eu só tenho pena, mas você tem a chance para que eu não comece a desejar o pior na sua vida. E isso é algo que não quero fazer porque não sou esse tipo de gente.

Mas entenda caso eu não tenha sido claro: isso não significa uma nova chance pra nós dois! Isso significa uma nova chance pra eu tentar te tolerar. Eu não quero você de volta. Eu não quero a gente de volta. Eu não quero nada entre nós dois, mas você tem a minha compaixão e pode conversar comigo quando quiser que eu prometo ser gentil e esfregar na sua cara que sou diferente de você.
Mas eu juro, é sério, eu juro por tudo, se você insistir nessa conversinha mole de querer voltar e vir me vender uma ideia de que é uma nova pessoa e etc, eu juro que nunca mais olho na sua cara e aí você vai ser obrigada a lidar não só com a minha distância, mas como disse antes, com o meu nojo de você. Ok?

Eu sou uma boa pessoa.
Tento exalar paz e coisas boas. Tento fazer da vida uma coisa boa.
Mas eu não acho que devo dedicar de novo mais alguns dos meus valiosos dias pra você, que basicamente é alguém que nunca dedicou 1 segundo por mim, ou melhor, sendo justo, nas poucas vezes que se pareceu disposta em me dar atenção me deu por obrigação.

Nós consumimos a vida de um jeito diferente.
Eu gosto de cuidar e estar por perto; gosto de dar atenção e de passar confiança.
Você também, só que só quando é conveniente.
E a parte boa das histórias todo mundo quer, né?
Difícil mesmo é saber lidar com alguém diferente e ver isso como algo estimulante para nos tornarmos pessoas melhores, portanto, a base de uma relação.

Você tem algumas qualidades mas eu não vou perder tempo falando delas, ok?
Olha o mundo inteiro lá fora e vai atrás de alguém que talvez as reconheça, ou que não, pra mim sinceramente tanto faz.

É engraçado te ver atrás de mim agora como se tudo que aconteceu tivesse sido uma brincadeira que você se deu conta que não tem mais graça só agora. Pra mim, essa sua procura por mim só piorou tudo. E de certa maneira até me intriga saber o que te fez acordar assim agora, apesar da distância ser um motivo bastante convincente.
Me conta: como é ser uma pessoa desgraçada pra alguém e depois ter a cara lavada de fingir que nada aconteceu? Me conta como é deitar na cama com alguém que diz que te ama mas estar com a cabeça em outro lugar? Como você conseguia? Ou consegue ainda, sei lá. Me conta como é ver uma pessoa implorando sua atenção, implorando pelo mínimo, implorando por alguma esmola de companhia e tacar o foda-se diante disso tudo? Dever ser muito bom, né? Você é tão profissional nisso! Me conta como é ver alguém que diz que te ama te chamar pra conversar na internet, no celular, pessoalmente, por telefone, por sinal de fumaça e mesmo assim conseguir ignorar tranquilamente? Me conta como é viver com base no “depois a gente se fala” que você diz tanto? Como você consegue? É realmente impressionante, confesso.

Bem, não precisa me contar nada e quanto mais eu souber de você mais vontade de vomitar vai me dar. Prefiro me poupar.
Se eu não fui claro dessa vez, não vou ser nunca mais pois eu não quero tocar nesse assunto de novo. Estamos combinados então: eu te tolero se você quiser ou você pode me deletar dos seus perfis nas redes sociais e da sua vida. Pra mim tanto faz. =)

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foto: google/tumblr.

Márcio Rodrigues.
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Se enxerga e aceita que dói menos

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=cKnqkFeJbFU&w=560&h=315]

Nós temos uma tendência a focar nas coisas ruins.
“Ah eu não! Que mentira, que absurdo” – alguém pode esbravejar.
Mas quero dizer que parece que temos melhor aceitação quando a coisa é ruim do que boa. Exemplo: as chances de você ter força pra sacodir a poeira após levar um pé na bunda são muito menores do que a chance de você sair dando play nas músicas mais fossas que existem.
Importante: isso não é um julgamento sobre certo ou errado a se fazer, muito menos uma diferenciação sobre quem é melhor que alguém, quem sabe lidar melhor com as coisas ou etc, isso é um ponto de vista.

O problema é quando até as coisas boas são aceitas como coisas ruins.

Ora, tudo bem não querer ficar bem após o tal da pé na bunda, tudo bem até você não conseguir mais comer após uma briga mal resolvida ou até mesmo pela pessoa não te responder mais do jeito que respondia, que seja, tudo isso é de se relevar, o problema é não aceitar nem quando a coisa é boa. Aquele famoso momento:

“Você está linda hoje”
“Ah você acha? Essa roupa é tão velha, que isso”.

Isso significa que até no momento que alguém escolhe você pra elogiar, você vai lá e recusa, rejeita, se defende, como se a pessoa tivesse falado:

“Nossa, você está horrível hoje”.

Seja disponível para as coisas boas da vida.
Facilita pra vida te ajudar.
Já é tão difícil ter que peneirar bons momentos entre tantas dificuldades da rotina que penso ser injusto ter que depreciar até o que sempre deve ser apreciado.

Eu sei que tem dias que você acorda feito um cão.
Que você não consegue se olhar no espelho, que o cabelo parece ter vida própria e que nenhuma das 980797 peças do seu guarda-roupa te agradam, até aí tudo bem, as pessoas são assim. Mas você não pode arruinar até o momento em que te elogiam; em que te querem bem.

Sei também que hoje em dia até de elogio a gente desconfia.
É tanta maldade nas intenções que é natural pensar que um determinado elogio está carregado de malícia e de vontade de ter algo em troca. É importante considerar este pensamento. No entanto, se for pensar assim não conseguiremos fazer mais nada nesse mundo e toda e qualquer gentileza ou favor vai ser alvo de desconfiança por nossa parte, então, quando for a nossa vez de fazer um favor ou ser gentil com alguém, ninguém vai acreditar na gente por ter certeza de que queremos alguma coisa em troca.

Tempere os dias com boas intenções e tenha uma vida mais gostosa.

Vale explicar que aqui não estamos falando sobre o julgamento das intenções, se é mesmo um elogio ou uma cantada, não estamos falando do emissor, estamos falando do receptor, não estamos falando de quem diz, mas de quem ouve. O problema central aqui é quem ouve. A pressão do mundo e as coisas ruins que nos envolvem nos fazem acreditar mais que seja um elogio de fachada que um elogio de verdade, mas não podemos abrir mão de tudo pelo receio das intenções.

Tem dias sim que você acordou como uma pessoa no mundo que merece ser elogiada.
O elogio é o ponto alto de uma admiração; é o momento em que a soma de tudo que há de melhor de você conseguiu chamar tanta atenção em alguém a ponto desse alguém te confessar e valorizar isso. Ou que algum detalhe seu caiu muito bem em você. Pode ser a luz do sol que combinou com a sua pele, pode ser a sua risada que soou gostosa, pode ser um laço a mais no cabelo, pode ser tudo, pode ser o mínimo, saia dessa de se prender ao máximo. Uma vantagem do elogio é que ele tem o poder de nos motivar e manter o nível, afinal, todo mundo gosta de ser elogiado. E então começa a soar divertida a briga de escolher a roupa; você vai querer ousar mais, vai querer explorar um novo lado de você, vai querer destacar ainda mais quem você é, só que de jeitos diferentes.
Tem dias sim que você está esbanjando charme no metrô e nem percebe.
Aquela pessoa que te deu aquelas olhadas não viu creme dental sobrando no seu rosto ou uma sujeira na sua roupa, ela viu você e está te admirando. O olhar também é de admiração.

Portanto, dê uma chance para você.
Aceita que dói menos.
De síndrome de vira-lata é algo que o mundo não precisa.
Quanto mais pessoas elogiarem outras, mais motivadas todas estarão, mais bem vestidas todas vão querer estar, mais interessantes todas vão tentar ser e quem ganha com isso somos todos nós. E o mais louco: tudo isso está dentro de cada pessoa, não é algo que se compra nem que se estuda, mas é algo que se explora.

Elogie com sinceridade a próxima pessoa que te chamar atenção.
Seja responsável por melhorar o dia dela por um segundo; já falamos antes que somos capazes de influenciar pessoas.
Do mesmo modo, aceite o diabo de elogio que te fizerem!
Sem essa de “ain, mas a roupa é tão” blá blá blá, entenda que por algum motivo você chamou a atenção de alguém e isso é algo que deve ser valorizado. A sua roupa pode ser a mais batida, a mais rotineira e mesmo assim ela pode cair tão bem em você um dia que vai brilhar os olhos de alguém. Essa é a graça da vida. O valor não está nas etiquetas, está no que etiquetas vestem. Não adianta se montar com as roupas da moda se elas só te servem como uma embalagem. Roupas valorizam mas não constroem pessoas.

Se enxerga e aceita que tem dias que você acorda do caralho e alguém percebe isso. 🙂

tumblr_mqiykpQzUI1qkww7to1_500Márcio Rodrigues.
@marciorodriguees

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