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A pessoa que eu quero

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=oKhagERGRxU&w=420&h=315]

Não é perfeita.
A pessoa que eu quero tem um monte de defeitos.
Mas pelo menos reconhece todos eles e tenta lidar com eles.
Algo que raramente consegue. Mas tudo bem.

A pessoa que eu quero me fala o que preciso ouvir e não o que eu gostaria.
Eu preciso da verdade, por mais dolorosa que seja.
Preciso saber onde errei pra tentar consertar antes de ver tudo se arruinar.
Preciso saber onde acertei pra tentar melhorar antes de ver tudo se acomodar.
Eu não preciso ter razão sempre.

A pessoa que eu quero pode até não conseguir me entender – afinal, nem eu mesmo me entendo – mas ela tenta. Ela tenta se colocar no meu lugar.
A pessoa que eu quero nem sempre acerta mas sempre tenta.
Eu gosto mais de tentativas do que realizações.
É difícil conseguir algo, mas é ainda mais difícil tentar conseguir algo.
Os primeiros são quase sempre os passos mais difíceis.
Requer mais esforço sair do lugar do que permanecer onde está.
São as tentativas que me seduzem e me fazem ver o quanto alguém pode se esforçar por mim. Como eu disse, admito que nem eu mesmo me entendo, e por isso, não me cabe julgar as vitórias, mas me cabe valorizar as batalhas.

A pessoa que eu quero não gosta de joguinhos.
Normalmente ela me liga quando sente vontade, me diz que sente saudade quando está com vontade, me chama no chat pra falar qualquer coisa quando sente vontade, me chama pra sair quando sente vontade. Ela não espera que eu faça alguma coisa para que possa fazer também. A pessoa que eu quero, entretanto, não é submissa à mim ou aos meus caprichos, ela tem muita personalidade. A diferença é que ela sabe aproveitar o tempo, sabe que talvez seja mais inteligente aproveitar o tempo fazendo alguma coisa para que algo bom aconteça do que esperar com que algo bom aconteça sem que nada
precise ser feito.

A pessoa que eu quero admite que erra.
Insiste em defender o jeito que pensa, mas não procura vencer, procura argumentar pra me convencer Mas isso dura tempo suficiente para perceber que estamos perdendo tempo. Então ela releva. Então eu relevo. E a gente se acerta sem que precisemos estar certos.

A pessoa que eu quero sabe reconhecer coisas boas.
Sabe que eu gosto de cuidar e que é claro que eu tenho ciúmes, mas é só porque… bem, tenho ciúmes mesmo, não tem por quê.
Mas ela sabe que amo me dedicar por nós dois e que as nossas pequenas coisas são só nossas. A pessoa que eu quero sabe como é bom ver um filminho embaixo do edredom, sabe como faz bem uma gentileza aqui ou ali a troco de nada, sabe como mensagens surpresas melhoram o meu dia, sabe que se eu não quero sexo em uma noite qualquer é porque eu não estou confortável pra me dedicar como merecemos. Ela sabe reconhecer minha sinceridade.

A pessoa que eu quero gosta dos meus sorrisos imperfeitos!
Diz que gosta de ficar comigo pra ver as nuvens dançando no céu.
E diz também que tudo bem eu não saber cantar direito, mas é divertido me ver cantarolando meus refrões preferidos. Ela diz que faz bem pra ela me ver bem, mesmo que eu não saiba muita coisa tão bem assim.

A pessoa que eu quero sabe que se estamos juntos é pra construir algo bom juntos. Sabe que se eu não dormir bem a noite, os dois não dormem. E vice-versa. Sabe que apesar de normais, nossas discussões não podem nos ferir e não podem desgastar a construção do que vivemos, por isso ela consegue ver com mais do que com dois olhos.

A pessoa que eu quero não renega o passado.
Ela sabe da importância de cada dia já vivido e cada boca já beijada; sabe de tudo que viveu pra chegar até onde estamos. Vez ou outra ela traz a tona alguma experiência de modo que possamos aprender juntos; os dois sempre ganham. Mas a pessoa que eu quero não é refém do que não existe mais, não se aprisiona numa saudade do que já viveu, nem desenterra lembranças que de certa forma não me farão bem.

A pessoa que eu quero responde minhas mensagens, nem que seja pra dizer “não posso falar agora”. Ela entende que se a procurei é porque desejava falar alguma coisa, e que por mais que não fosse nada de importante, ela entende que é bonito ver alguém dedicado um segundo da própria vida pra outro alguém, entre tantos outros “alguéns” que existem nesse mundo.

A pessoa que eu quero não tem vergonha de chorar.
Ela não precisa ser forte o tempo todo. Ninguém precisa, aliás.
Essa pessoa sabe que quanto mais sincera ela for com ela mesma, mais será comigo, mais seremos um com o outro. Ela sabe que apareci na sua vida pra somar, que a minha felicidade é multiplicada pela dela, que não somos viciados nem dependentes um do outro, mas que juntos somos melhores. Por isso ela desabafa. Me conta dos medos infantis, dos problemas em casa e no trabalho. Deita no meu ombro e chora por se sentir uma pessoa fraca. Ela desmorona dentro do meu abraço. A pessoa que eu quero nada pra dentro de mim com o jeito que me olha.

A pessoa que eu quero sabe a diferença entre exibir e compartilhar.
Ela entende que podemos sim mostrar pro mundo como gostamos um do outro, desde que isso não agrida outras pessoas de alguma maneira. As pessoas não veem como a gente. Nossa felicidade não precisa ser jogada na cara, não precisa ser provada pra ninguém. A pessoa que eu quero entende que por mais bonito que seja mostrar na internet o quanto a gente se gosta, o que precisamos mesmo é convencer um ao outro o quanto nos gostamos.

A pessoa que eu quero faz um sexo que podemos chamar de “nosso”.
Não me coloca em lista de desempenho, não me estabelece em ranking, não me julga nem pior nem melhor, mas entende que tenho o meu jeito de fazer as coisas, e mais, que eu sempre posso mudar. Sempre posso aprender. Sempre podemos.

A pessoa que eu quero não tem muita frescura não.
Com ela é difícil ter tempo ruim. Chuva nenhuma impede a gente de sair. Sol nenhum é o bastante pra nos esconder. Ela vai à praia se for preciso, vai ao campo, usa cachecol, usa regata. Usa sapato, usa chinelo. Come de talher, come com a mão. Ela é normal. Ela gosta de falar com meus amigos – mas é sincera ao admitir quando não vai com a cara de algum deles -, gosta de falar de bobagens, gosta de rir do que acha graça e não do que deve rir. Ela prefere dizer mais sim que não. A pessoa que eu quero vive comigo pela gente, não por mim. Ela gosta das minhas qualidades e de como somos bons juntos.
A pessoa que eu quero tem beleza fácil.
Daquelas que me dá vontade de tirar uma foto do jeito que acorda. Que os cosméticos ou roupas de marca podem valorizar, mas que nunca vão substituir a beleza amassada de acordar ao lado. Ela tem gesto sincero, riso frouxo e entende que não adianta querer ser algo a mais do que é; entende que se eu digo que gosto não falo por falar, falo por sentir.

A pessoa que eu quero não liga muito pra dinheiro.
É claro que ela tem suas vontades e corre atrás do que precisa pra realizá-las, mas ela também vê prazer na vida por viver. Vê valor num dia de sol na cabeça disfarçado de óculos-escuro, vê valor no jeito que a chuva bate no vidro e escorre devagar, vê valor na gente comprar qualquer coisa pra comer, nem que seja metade da pizza mais barata, vê valor em qualquer coisa desde que estejamos juntos. A pessoa que eu quero constrói comigo o valor das nossas coisas!

A pessoa que eu quero vive nesse mundo onde eu mesmo digo que ninguém mais presta. Ela tem muitos dos problemas que eu também tenho, tem muitos dos traumas e dos sonhos, tem muito do que eu sou. Somos da mesma espécie. Respiramos o mesmo ar.

Sei que falando desse jeito todo a pessoa que eu quero parece perfeita, mas não é, mas ela é pra mim exatamente do jeito que eu gostaria de ser pra alguém.

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Márcio Rodrigues.
@marciorodriguees.

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Feliz dia dos que preferem ser feliz todos os dias

“Eu aceito”.
E aí uma história começa
“Eu não quero mais”.
E aí uma história termina.
É assim que funciona, não tem o que enfeitar.
Todos os segundos da nossa vida são segundos em potencial de vivermos uma história nova. Todos os dias são possibilidades, todos os passos e sorrisos que damos. Não penso que pra começar uma história seja necessário se prender no clichê de que você precisa sair pra balada ou para os bares. Acredito, entretanto, que não fazer nada não ajuda em nada também. Mas estou falando das possibilidades, dessas que temos todos os dias; estou falando sobre viver todos os dias.

O mundo pesa demais nas nossas costas.
A sociedade, as novelas, as músicas, etc, tudo nos impõe um padrão de felicidade que é dependente de ter alguém pra dividir os dias. Raramente as paradas de sucesso traduzem a importância sobre como é bom gostar de si mesmo e sobre a necessidade em sentir solidão. “Como assim prazer na solidão?” você pode pensar.

É que existe amor até dentro dor.
Ninguém conhece melhor você além de você mesmo.
E por mais que seu coração comece e pare de bater por alguém, ele sempre baterá por você. É preciso mantê-lo ativo. Quando ele parar, você já vai ter parado.

Nós temos uma tendência em ficarmos tristes.
Quando as coisas vão mal, é mais fácil pensarmos no medo de que fiquem piores do que na vontade de melhorá-las. E voltando naquela da pressão das coisas, as pessoas não colaboram pra isso.

Uma coisa é exibir o que se vive, outra é compartilhar.
E aí você abre seu perfil nas redes sociais e vê gente falando o quanto vive uma história linda, comemorando tudo, “jantarzinho delícia com meu amor”, “ahh só você amor pra fazer uma coisa dessas”, “só quero falar que te amo”, “você é demais amor!”, “eu e meu amor viajando” e coisas do tipo. Isso é bonito ou é suicídio? Isso é exibir a vida feliz ou compartilhar momentos felizes da vida? E aí que você que não tem com quem dividir coisas do tipo acaba se questionando, acaba cultivando a dúvida de ser uma pessoa desinteressante e seus defeitos viram monstros na sua vida.

Solitária é a felicidade distorcida: quando você acha que está feliz, mas está mais querendo esfregar na cara do mundo o quanto é feliz.

Mas tem também as pessoas que compartilham bons momentos da vida.
Um pequeno momento dos dois, um acontecimento especial, alguma pequena coisa que signifique muito para a história vivida, e tudo mais que envolver coisas do tipo, essas demonstrações são traduções de bons momentos e é valioso saber compartilhar isso pra amplificar uma coisa boa, visando a viralização de uma mensagem, sobretudo, positiva.

Hoje é um daqueles dias em que você se você não tem ninguém, você parece não viver no mesmo mundo.

É melhor comemorar as datas comemorativas ou comemorar a felicidade todos os dias?

As datas foram inventadas para valorizar momentos. E não há mal nisso.
Mal há quando você não tem o que comemorar e se rebaixa diante das datas. Desse modo, parece que só vive em função de alguns momentos da vida, e não de todos. E a vida não é só o dia tal do calendário, a vida é todo dia. Grande bosta ter um dia pra trocar presentes e amanhã já ter do que reclamar, já transformar qualquer oi em briga, qualquer pequena coisa num gigante monstro. Grande bosta ter uma companhia pra dividir datas, prometendo mais momentos, amor eterno, dias melhores e etc, e ser uma pessoa que não ajuda mais ninguém a ficar bem, ser uma pessoa que menospreza a dor alheia e que leva a vida dos outros na brincadeira. Grande bosta querer impressionar se nem sequer a atenção da pessoa você tem! QUE BOSTA! De que adianta uma data se você faz das semanas um caos? Que grande bosta ostentar um “status de relacionamento” quando não sabe se relacionar com o mundo.

O problema não está nas datas, mas no que as pessoas fazem com elas. E pior, em como você se vicia nelas. É preciso lembrar que as coisas começam e acabam: o beijo, o sexo, a história. Que o amor se desgasta, que as pessoas cansam, que sentem preguiça.

E sabe onde eu quero chegar com tudo isso?
Quero chegar em você.
Quero chegar dentro de você e assim te fazer ver que você pode suportar o peso do mundo, por maior que seja. Que se você tem hoje alguém pra te ajudar nisso, ótimo, que valorize e que compartilhe de tudo visando a felicidade dos dois. Agora, se você não tem com quem dividir, não há o menor problema nisso. Assim como as histórias acabam, os dias também vão embora. As datas nascem e morrem. Você se esquece das coisas, faz parte.
Que as datas funcionem como algo a te estimular a viver histórias incríveis. Que as datas funcionem de modo a te fazer ver que pra ter com quem dividir um dia, é preciso ceder aos seus preciosismos, ao seu possível jeito teimoso, ao seu medo de começar, seu medo de se entregar, seu medo de dizer que sente saudade, seu medo de tentar.

Uma data faz parte de uma semana, que faz parte de um mês, que faz parte de um ano. Todos os dias podem ser novas datas, que vão começar e terminar. Assim são e serão os dias. E todos esses mesmos dias são oportunidades para você transformar em datas. Você cria suas próprias datas! Se você vive uma história digna pra ter uma data, você não vai se preocupar com uma só, você vai fazer com que todos os dias sejam motivos pra comemorar.

O amanhã está chegando.
Ou melhor, os próximos minutos, a próxima hora, a próxima noite, e aí então depois, o amanhã.

Vê quanta oportunidade de conseguir começar alguma coisa?

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este foi um texto especial de Dia dos Namorados. 🙂

 

Eu sou uma pessoa maravilhosa

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=dD6MedpQykI&w=560&h=315]

Pra começar: se eu não acreditar nisso quem vai?
Eu preciso me colocar um nível acima das coisas ruins que acontecem na minha vida.

Eu sou maior que qualquer dor.

E sabendo dessa pessoa cheia de coisas que boas que eu sou é justo que eu queira o melhor pra mim. Ou até pra desejar o bem à mim mesmo eu preciso agradar alguém? Ah, nunca.

É melhor explicar que não me acho uma pessoa perfeita. Ah, mas bem longe disso!
Se existe uma coisa que eu posso garantir tenho é defeito. Ou melhor, muito mais de um, portanto, defeitos.
Mas eu nunca tentei ser perfeito. Eu nunca tive a pretensão de não aceitar que erro.

Perdi as contas das vezes que já errei pelos meus defeitos, mas encontrei em cada uma dessas vezes uma vontade maior de acertar.

Se erro é porque eu tento; uma pessoa que tenta é uma pessoa que vive.

E a cada novo dia eu descubro um pouco mais de mim mesmo.
Por exemplo, eu nunca pensei que uma coisa boa em mim seria algo ruim pra alguém, afinal, se é algo que eu sei que é bom, como posso imaginar que alguém pode não gostar? Pois é. Aprendi uma vez que tem quem não goste do meu jeito de me preocupar e pedir pra avisar quando chegar em casa. Pode rolar um negócio chamado possessividade, apesar da minha intenção ser sempre cuidar. Então, pra evitar conflito e o desgaste da minha saúde, hoje eu penso 200 vezes antes de ser tão eu mesmo, pois as minhas qualidades podem não ser tão boas assim pra outra pessoas.

Não deixo de ser quem sou, mas sou quem devo ser na hora certa.

O tempo também me fez descobrir que até o meu jeito de dizer que gosta pode assustar. Eu nunca pensei que eu poderia assustar alguém! Pra mim, assustar alguém se resumia àquele negócio de “oi, precisamos conversar” sabe? Pensei que ouvir um “eu gosto de você” era uma coisa boa. Só que eu aprendi a calcular a velocidade com que as coisas acontecem. Por melhor que seja o meu sentimento, é preciso que eu saiba lidar com ele antes de esperar que outra pessoa lide também.
É que sou daquelas pessoas que se apegam rápido, sabe? Pode ser carência ou o que for, mas eu não gosto de perder tempo com joguinhos, então, se eu gosto eu já falo logo. Por um lado isso é bom porque mostra que sou alguém de verdade, por outro, nem tanto, porque mostra uma pressa exagerada, mostra que eu quero segurar a pessoa, mostra que de alguma forma eu quero que ela acredite em mim e não queira mais ninguém. Louco, né? Mas faz todo sentido. Comecei a levar isso com mais leveza depois que coloquei na cabeça que as pessoas não são iguais.

Tem lição até nas coisas boas.
Sabendo que ninguém é perfeito, se a gente parar pra pensar em tudo de bom que somos, vamos encontrar motivos pra consertar. Todo o amor que guardo aqui dentro pode matar alguém. Toda a minha vontade de cuidar pode assustar. Todo o carinho que eu quero dar pode incomodar. Todos os planos que tenho podem afastar. Ou seja, são coisas boas que podem me prejudicar, podem prejudicar as minhas histórias.

Ouvi dizer que “a diferença entre o remédio e o veneno é a dosagem”.

Mas isso tudo não anula o fato de eu ser uma pessoa essencialmente maravilhosa.
E a minha certeza em falar isso existe por eu ter na cabeça exatamente tudo que eu quero viver com alguém. Eu tenho total certeza de que sou uma pessoa pra ser lembrada e não só um beijo pra ser catalogado. Eu sou quem marca vidas, sou quem grava o som da risada e quem transforma um domingo em mais um dos melhores dias da vida. Falo isso com tanta certeza por um motivo: eu me empenho, eu gosto de me dedicar. Eu me entrego.

Eu aproveito o tempo vivendo e não sofrendo. Eu sou todos os segundos, eu sou a noite e o dia, a vida é cheia de tempo, eu sou cheio de vida, logo eu tenho muito tempo, eu preciso aproveitar tudo nessa vida. E sabendo disso, eu me dedico e mergulho sem olhar pra trás. Até por quê tudo isso é justificado por uma coisa: eu só faço as coisas que gostariam que fizessem por mim, então, seria incrível ter alguém que dedicasse por mim 1% do que gosto de dedicar pra alguém. Tem muita coisa boa em mim pra ser conhecida.

Se eu não gostar de mim de quem posso esperar o mesmo? Vou esperar que apareça alguém que eu não sinto nada mas que gosta de mim? Vou esperar a boca que já beijei um dia voltar pra me dizer saudade? Vou esperar o passado voltar pra me fazer bem como me fez um dia? Vou esperar o futuro chegar sem eu nem saber o que vai acontecer? Se eu não gostar de mim de quem posso esperar o mesmo? Eu sou uma pessoa maravilhosa. Tem coisa boa pra caralho aqui dentro de mim. Tem um monte de defeito também, mas eles são menores diante de tudo de bom que eu tenho pra dedicar e que planejo em viver. E tudo tem seu tempo. Já tive tanta pressa, já meti o pé pelas mãos 1 milhão de vezes, mas uma hora a gente aprende.

Eu sou uma pessoa maravilhosa e é isso que preciso repetir pra mim todos os dias, da hora que acordo a hora que deito. Uma pessoa que gosta de si próprio é uma pessoa invencível. A vida me testa todos os dias, eu fico mal também, eu choro, mas tudo isso é engolido quando mudo o pensamento. O pensamento me move. Eu preciso sair pra trabalhar me achando uma pessoa maravilhosa. É um privilégio pra esse mundo ter a minha presença! Eu preciso distribuir meus melhores “bom dia” por quem eu passar. Que fique claro, eu não preciso passar por cima de ninguém, não preciso desrespeitar ninguém, eu só preciso dar pra qualquer pessoa tudo o que eu gostaria que dessem pra mim. Eu sou uma pessoa maravilhosa. Dia desses ouvi alguém falar sobre um treco chamado pessimismo, mas eu estava ocupado demais ouvindo uma música que eu gosto e não pude dar atenção.

Eu sou uma pessoa maravilhosa e sei que posso melhorar ainda mais, pois não tem essa de “estraga”; se melhorar, melhora. É isso. E existe alguém que pode me ajudar nisso como eu posso ajudar esse alguém também. Qualquer dia a gente se conhece.

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Você está fazendo tudo errado

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=iJHJ1M_2wg0&w=560&h=315]

E aí você reclama.
Você consegue enxergar o que está fazendo?
É sério, você consegue?
Ou melhor dizendo, você consegue enxergar quanta bosta está fazendo?
E o pior: com a sua própria vida.
Você está se matando e não está vendo.

Acontece que você não está ajudando a vida para que ela te ajude.
Você coloca problemas demais na frente das coisas.
Você não deixa as coisas se transformarem em nada além de coisas.

A sua vida parou e a culpa é sua.
Você não acredita em mais nada, você não acredita nem em você direito.
Se olha no espelho, se sente horrível. Se alguém te olha no metrô é por algum defeito.
Você não se ajuda.
E pior: ainda reclama.

Reclama bonito, brada que “as pessoas não se esforçam mais umas pelas outras” como se você movesse um dedo quando alguém tenta te fazer algum bem.
Ou você acha mesmo que essas suas ignoradas que dá em alguém que tenta puxar assunto com você é coisa boa? Precisa mesmo só visualizar a mensagem e nunca responder?
Você faz com os outros o que odiaria que fizessem com você.

Você não deixa ninguém se aproximar de você. Não deixa ninguém gostar de você.
No primeiro sinal de aproximação, no primeiro sinal de alguma intenção, alguma indireta deslizante daquelas que a gente pega no ar, no primeiro sinal de algum interesse de alguém por você, você vai lá e: CORTA.

Você não se permite mudar a vida!
Mas vai lá rever fotos do passado, vai lá ouvir músicas que só lembram do que não existe mais.
Entenda que não é pra sair por aí dando chance pra Deus e o mundo, mas é pra colocar na cabeça que se você não fizer algo pra mudar, ninguém vai fazer por você.

Eu sei e você sabe: tem alguém querendo sair com você, sei lá, te fazer algum bem, mas que você não deixa. Você constrói paredes e não pontes. Você já prevê o que vai acontecer e prefere ficar em casa. Você vive de um jeito como se te obrigassem a viver. Você evita da vida acontecer só por não saber como ela vai acontecer! Sério que não enxerga tudo isso?

Eu sei e você sabe: essa merda de passado não volta mais. A boca que beijou já foi beijada.

Você já parou pra pensar se tem dado chances pra quem gosta de você? Já arrumou tempo pra olhar diferente quem te faz sentir diferente? Já tentou se colocar no lugar de alguém que se esforça pra te fazer bem? Já percebeu que apesar de ser tão exigente e praticamente impossível de agradar, ainda tem gente que faz isso por você?

Sua vida é cheia de oportunidades, mas você precisa querer viver cada uma delas.
Você não precisa fazer o que não gosta, não precisa beijar quem não quer, não precisa transar com quem não sente tesão, não precisa nem ser uma pessoa fofa só pra agradar, você só precisa respeitar, e por favor, tentar.

Tenta pra ver no que vai dar.
Presta atenção direito em tudo e todos ao se redor. Repara em quantas pessoas puxam assunto com você e em quantas te perguntam como foi o seu dia ou te desejam um dia bom. Presta atenção em quem fala com você olhando no seu olho.

Dá pra gente perceber quando alguém é de verdade.
E mesmo que diga que não dê, é justamente por isso que você deve tentar ver no que vai dar.

E aí você reclama.
Você resiste, se defende, se arma contra, você foge, você até mente, você ignora, você despreza, você “dá perdido”, você diz que “hoje não vai dar” e você reclama. Reclama que as coisas não dão certo, que sente saudade de uma ligação carinhosa, que sente falta de companhia pro fim de semana. Reclama que agora que tem feito frio é ainda pior não ter um abraço pra aquecer.

Mas não consegue enxergar – ou finge que não – quem só tenta te fazer bem.

Fazer bem é uma coisa, fazer feliz é outra.
Não precisa se cobrar assim, não precisa exigir que a vida seja de um jeito x ou y, não precisa nada além de se permitir em viver.

Você está fazendo tudo errado ou pode estar pensando fazer o certo. Ou quem sabe o que é o certo ou o errado? Vai ver pra você a fase é essa. Mas por quê reclama? Você pode estar errando ao pensar estar fazendo o certo. Talvez você esteja exagerando. Talvez um monte de coisa, vai saber.

É que só de pensar na possibilidade de você estar fazendo tudo errado, você já começa a fazer certo.

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Mude a vida de alguém por um segundo

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=F1IHmLrOQwE&w=560&h=315]

Você tem um papel fundamental neste mundo.
Entre todas as coisas que pode fazer, você deve se lembrar da importância em influenciar pessoas.

As coisas que fazemos não param só na gente.
Os passos que damos ligam caminhos de um lugar para outro.
E no meio desse caminho tem tanta gente.

Tem tanta gente triste, tem tanta vontade de morrer. Tanta vontade de desistir.
Mas você não pode deixar. Você não pode deixar com as que pessoas ao seu redor desistam. O seu papel está em mantê-las vivas.
“Mas como vou ajudar se nem sei lidar com os meus próprios problemas?” – você pode se questionar. E bem, só o fato de não atrapalhar, você já ajuda, só o fato de não piorar o que já está ruim, você já ajuda e muito.

As pessoas não são felizes todos os dias, nem tristes também.
E já são tantas coisas pra ter que lidar, tantas dúvidas, dívidas, medos e tudo que pode amedrontar, tanta coisa. Você não pode ser mais um em dificultar as coisas. E sempre tem algo de bom que pode ser feito.

Você não precisa mandar aquela música se sabe que a pessoa vai ficar ainda mais triste. Não precisa relembrar daquela dia que ela tenta esquecer. Não precisa falar que viu na rua uma pessoa que ela gostava e luta contra a saudade – pelo menos não agora, pelo menos não de qualquer jeito. Nós temos influência na vida das pessoas, só não temos ideia do quanto.

E é muito.
É preciso saber como falar o que se pensa. Não é todo mundo que vai entender do jeito que você diz, não é tudo mundo que vai levar numa boa, não é todo mundo que vai pegar alguma coisa nas entrelinhas. Nossa ajuda tem que ser objetiva, bem como os dias são.

E apesar do bom senso ser definitivo ao afirmar “a verdade acima de tudo, doa a quem doer”, nós não podemos levar assim tão ao pé da letra.
Você não precisa dizer na cara da pessoa o quanto ela tem sido capaz de esquecer. Não precisa julgar que ela parece não tentar, não precisa jogar na cara dela o quanto de vida ela já perdeu por estar presa ao passado. Na verdade precisa, mas não literalmente dessa forma ou com as palavras que escolher ser justas pra convencer.

Se for pra ajudar, que seja de um jeito que transmita paz.
Se for pra ajudar, que ajude de um jeito que você sabe que vai melhorar. Isso não é passar a mão na verdade, isso é se colocar no lugar; é pensar em comunidade.
A nossa verdade nunca é exatamente definitiva. Amanhã você vai aprender a falar o que disse hoje só que de um jeito mais adequado. E assim todos os dias.

Sei que já temos problemas demais pra ter que lidar, mas ao ajudar outra pessoa muitos deles acabam se resolvendo também. Nós aprendemos sempre. Se não encontramos uma resposta para as dúvidas, encontramos um ponto de vista novo e isso já conta muita coisa.

Você tem um papel fundamental neste mundo.
Pode até não concordar e pensar ser exagero, talvez pense até que a sua existência é insignificante diante do tamanho desse mundo todo, mas a verdade é que temos o poder de mudar a vida das pessoas. Todos nós temos. E esse poder nasce com a gente; nós podemos nos colocar no lugar de alguém. Nós podemos levar um riso pra alguém que teve um dia bosta. Nós podemos dizer alguma coisa que não polua ainda mais a cabeça de alguém. Nós podemos mandar alguma música que entretenha mais do que afundar. Nós podemos mudar a rotina e desejar um bom dia sincero na desgraçada da segunda-feira, ou na terça, ou qualquer dia. Nós podemos fazer de qualquer dia, um dia pra se lembrar.

Talvez não consigamos mudar a vida de alguém por completo, mas sim, nós podemos mudar a vida de alguém por um segundo.

Eu sei que a sua intenção é sempre a melhor, mas o raciocínio talvez seja o de rever o jeito que você transmite a sua intenção; o jeito que você passa o seu modo de ver.

Você tem um papel fundamental nesse mundo.
Você pode mudar a vida de alguém por um segundo.
Você pode resolver muitos dos próprios problemas só ajudando alguém a resolver os seus.
Você pode ajudar um amigo, pode ajudar um desconhecido e pode ajudar até quem não gosta tanto assim. Mas você pode. Quero que lembre que você pode. Quero que lembre das possibilidades que passeiam pelos dedos através de uma conversa na internet, uma mensagem no celular, um encontro, um “me diz o que está acontecendo”, um “calma que estou aqui”, um “conta comigo”.
E você pode fazer com que as coisas ruins acabem no momento em que chegam até você.

Seja alguém que possam contar. E ajude de um jeito que gostaria que te ajudassem.
Você pode influenciar pessoas. Você pode mudar vidas. Você pode melhorar o mundo.
Agora termine de ler tudo isso e pense no que pode fazer de especial por alguém agora. Se felizmente estiver na posição onde ninguém tem te reclama de nada, pense então em algo que pode fazer para melhorar ainda mais o dia desse alguém.

Não piora, se melhorar, melhora.


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A boca que xinga é a mesma que beija

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Z5as2gVEGjI&w=560&h=315]

Eu sou bem assim mesmo.
O meu jeito de gostar pode assustar, mas de jeito nenhum é um jeito ruim.
E algumas experiências que já tive me fizeram ver que não são todas as pessoas que estão prontas para merecer o que eu posso sentir por alguém.

Eu não brinco de gostar.
Não gosto pra impressionar.
Muito menos gosto pra me privilegiar.

Quando eu gosto, eu gosto pra me entregar.
Não consigo viver aquela história de pensar antes de sentir, de deixar de ser quem eu sou por medo de assustar. Entendo que a pressa atrapalha, mas gostaria também que fosse compreendido que não se trata de pressa, se trata de intensidade. E que por maior que seja, intensidade é sempre bem-vinda; os excessos é que nem sempre são. Os motivos muitas vezes são outros. Ninguém acaba uma história pela outra pessoa estar tentando ser feliz rápido demais. As fases é que não são as mesmas. É isso.
Que culpa tenho de gostar de fazer com que 1 segundo pareça 1 ano.

O que me tranquiliza é saber que eu não forço nada. Eu não sei fingir sentir algo que não sinto.
Já teve gente que machuquei com a minha sinceridade, mas não me arrependo e continuo preferindo falar o que sinto do que o que eu devo falar. É que quando estamos numa situação de tomar alguma decisão e essa decisão for alguma daquelas que vai afetar outra pessoa, nós colocamos muitas mãos nas palavras, às vezes tantas que até escondemos as necessárias. Eu nunca ofendi, mas nunca menti também.
Só que o alívio do fim não é o mesmo pra todos.

Assim como eu já quis morrer quando ouvi coisas que eu precisava ouvir.
Não eram as coisas que eu gostaria, eram as que eu precisava.
Mas o tempo me ajudou a respirar melhor e a entender que um dia sou quem termina, no outro sou eu com quem vão terminar.

No meio de tudo isso tem o valor de gostar de alguém.
A música diz que quando a gente gosta é claro que a gente cuida. E esta é uma verdade a se confiar.
Quem sou pra julgar, porém, não me entra na cabeça como existem pessoas que se machucam, se maltratam, se xingam, gritam, esperneiam e até se batem, e no fundo, dizem se gostar. Pra mim não faz sentido.

O problema é quando deixamos de gostar e nos vemos viciados em alguém.
Vício nenhum é bem-vindo, nem o vício em ser feliz, pois pode te cegar e não te deixar aprender o necessário. Agora, se viciar em outra pessoa é pedir pra morrer devagar.

Histórias são compartilhadas, não ameaçadas.
Não pode ser normal sentir tanta raiva a ponto de xingar a família toda da outra pessoa no meio de uma discussão qualquer. E eu sei bem que temos o direito de surtar e que tem vezes que a raiva parece esmagar a nossa cabeça, mas o argumento do “falei sem pensar” não pode ser uma desculpa pra se acostumar. Começa assim. Hoje falou sem pensar, amanhã escapou, depois de amanhã aconteceu de novo e foi a última vez, depois de novo, depois virou rotina, depois virou vício, virou doença. E vai piorando até matar o respeito, até matar tudo.

Já é tão difícil conviver com outra pessoa e não é justo piorar.
É difícil entender alguém que pensa diferente da gente; difícil se colocar no lugar, evitar brigar. É tudo muito difícil. O que pode facilitar com que isso seja feito é a lembrança do que está sendo vivido; é a lembrança de a mão que você usa pra apontar ou pra empurrar é a mesma que usa pra mimar e dar carinho. É burrice fazer de algo tão bom um motivo besta pra se desgastar. Ninguém vai sair ganhando com nada. É melhor ter paz do que ter razão.

Eu sou bem assim mesmo.
Eu gosto de gostar e sei que é preciso respeitar.
Tenho raiva quando só consigo assustar mais do que conquistar. Mas é algo que tenho tentado aprender a contornar. Eu nunca vou deixar de ser quem eu sou por medo de alguém não gostar ou de eu me acelerar, mas eu posso aprender a ser eu mesmo na hora que preciso ser. Posso ser eu mesmo de formas diferentes em vários momentos da minha vida.
Não tenho problema em admitir que sou carente por uma mensagem surpresa no celular. Por isso não entendo como posso ofender alguém que eu só quero cuidar.
Tento respeitar para que eu também seja, para que os dois sejam, para que história seja, pois tudo o que está sendo vivido não é algo só por mim, é por quem estou e pelo que estamos construindo. Não vejo motivos pra me desequilibrar e avançar para a pessoa que gosto para fazer qualquer outra coisa que não seja dar um beijo. E isso é o mínimo que ela merece.

Quando eu gosto, eu gosto pra me entregar.
Gosto do frio na barriga antes da gente se encontrar. Gosto dos planos do fim de semana, gosto da demora na fila do cinema, gosto até do trânsito da rotina. Eu gosto de me lembrar que tenho um motivo a mais para animar meus dias, nem que a presença seja só no meu pensamento ou na forma de uma troca de mensagens no celular.

Gosto de dormir com a consciência limpa de quem existe alguém que sabe que em mim poderá confiar, que eu sou quem vai proteger e tentar ajudar. E que por mais que um dia tudo acabe – como já acabou outras vezes -, por mais que um dia a gente deixe de se gostar, eu sempre vou ter motivos pra respeitar.

Sempre vou ser mais inteligente se eu usar minha boca mais pra beijar do que xingar.

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Isso é pra você que acha que tudo está uma bosta

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Você até tem razão, mas pra quê piorar então?
A gente tem o direito de reclamar mas temos a obrigação de melhorar.
Se você acha que tudo anda tão estranho assim, é você quem deve fazer alguma coisa pra mudar.
“Pra quê? Já fiz tanto e nunca ganhei nada em troca!” – você pode perguntar.
Simplesmente porque você não tem saída se é uma coisa boa que você deseja viver.
Sei bem que só de pensar na vida já desanima, sei que você lembra com raiva de todo mundo que já brincou com o que você sentia. E aquela sua mensagem carinhosa que nunca foi respondida, lembra? E aquele desgraçado que falou um monte de coisa bonita só pra “te comer”, lembra? E aquela desgraçada que ficou cheia de joguinhos te fazendo de idiota sem sair do lugar? Você pode gritar pro mundo toda a sua raiva mas vai acabar voltando pro mesmo pensamento; vai voltar a pensar que gostaria de ter alguma companhia pra compartilhar. E é nesse mundo cheio de gente desgraçada que está alguém pra você salvar não o nome mas algum apelido fofo na agenda do celular.

As coisas andam difíceis mas injusto é a gente piorar.
Sei que esse papo todo de pensamento positivo às vezes falha e não traz nada de alívio, mas que não seja isso então, que seja qualquer outro pensamento, desde que seja algo que te deixe melhor e que te coloque na frente de qualquer decepção.

Se a prioridade é ser feliz, porque gastar tanto tempo reclamando?

Entenda que eu não sei porque as pessoas fazem isso.
Eu não sei porque tem gente que diz gostar mas que menos faz é demonstrar.
E pior que isso, quem dera se fosse só isso, não sei porque tem gente que faz a gente se apaixonar pra depois dizer algo do tipo “não estou na mesma fase, desculpa” ou qualquer outra coisa do tipo “você gosta mais de mim do que eu de você”. Vai saber que raça de gente é essa. O louco, porém, é pensar que nós também damos dessa às vezes, né? Só que é um saco ter que admitir que erramos também justamente naquilo que odiamos. No fim, somos tudo farinha da mesma vida, né? O que muda é a ordem com que as coisas acontecem. Tem gente que tem mais sorte e rapidinho se encontra pra viver uma coisa boa; por outro lado tem quem tem menos sorte – ou seria mais lições pra aprender? – caminhando tanto atrás de um abraço pra confortar mas só encontra mais motivo pra desanimar. E depois as coisas se invertem; uma fase de cada vez. O negócio é que as possibilidades são as mesmas pra todo mundo nesse mundo, o que muda é a velocidade com que elas se realizam. O dia do seu primeiro beijo também foi o dia de outros mil primeiros. As vidas se parecem e por isso que um dia ou outro elas se encaixam.

Não dá pra julgar ninguém não, muito menos apontar o dedo na cara exigindo algum tipo de explicação. Tem coisas que a gente não precisa lidar. As pessoas mudam, as pessoas cansam, sabe? Quanto mais controle a gente tenta ter, mais descontrolado a gente fica. É que a vida acontece e com ela a gente vive o que a gente merece.

Sua roupa nova, seu perfume preferido, seu cabelo lavado, seu estudo, seu trabalho, seu jeito de viver a vida, são coisas que fazem quem você é, são coisas que te destacam e acima de tudo o importante é colocar na sua cabeça que: você não é pra qualquer pessoa.
Seus sonhos não são pra qualquer pessoa te ajudar a realizar. Não é qualquer pessoa que pode chegar na sua vida, e mais, não é qualquer boca que pode ter o prazer de te beijar. Pode parecer dramatizar demais, mas a questão aqui é lembrar como você é uma pessoa do caralho e como idiotas foram aqueles que já te fizeram mal, apesar de serem grandes as chances de você já ter feito mal pra alguém também. Ninguém é ileso.

O negócio não é se isentar das responsabilidades da vida, todo mundo erra, todo mundo acerta. É que é melhor fazer algo pra mudar do que continuar a ser mais um que reclama e posta indiretas pra se sentir melhor. É importante saber que as coisas não são fáceis, só que mais importante ainda é lembrar poderiam ser piores e que para que grande parte delas dê certo só depende da gente.

Essas são coisas que você já deve saber mas que às vezes esquece de lembrar.
Isso é pra você que acha que tudo está uma bosta, e ninguém pode te convencer do contrário, mas porque piorar tudo então? Deixa o seu coração se preocupar só com a parte boa das coisas que todas as outras vão passar quando você menos esperar.

Não é pra se arrepender de nada.
Sorte daqueles que estiveram ao seu lado por um segundo nesse mundo. E privilegiados serão os que ainda vão te beijar, os que vão receber suas mensanges, carinhos no bom dia, um abraço de grudar.

Mantenha a fé em pé que tem um mundo inteiro te esperando lá fora. Ele pode até parecer estar uma bosta, mas a gente não precisa piorar.

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Presta atenção quando diz que ninguém presta

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Você já percebeu que se não fizer nada, ninguém fará por você, então: por quê você ainda não fez nada?
Eu sei que é um saco recomeçar, sei que tudo parece estar uma bosta que desanima e mata a vontade de tentar, mas saber de tudo isso e não fazer nada pra viver o contrário não te traz dias melhores.

A luta é sempre contra nós mesmos, por mais surreal que pareça.
Nós somos os nossos próprios problemas! Nós que não damos fim às coisas que nos incomodam; às vezes por se sentir refém de algum sentimento que pensamos que ainda existe, às vezes por covardia mesmo de trocar as coisas de lugar e pelo medo da mudança.

Nos alimentamos de saudade.
E esta é a pior merda.
Por melhor que seja toda essa saudade, por mais gostosa que seja de se lembrar, nada valerá mais a pena que trocar o disco e limpar o armário para que novas experiências possam chegar.

Talvez a fase não esteja tão boa assim para novos amigos e talvez você prefira ficar em casa para se preservar, não há problema com isso, o problema é você não entender que enquanto não fizer nada por você, ninguém vai fazer.

“Que merda, outra pessoa vindo me falar o que devo fazer, vindo falar que não faço nada pra mudar, que grande merda!” – é o que você pode pensar agora.
Mas esbravejar não vai fazer os fatos serem menos verdade.

Você pode não saber das coisas que gosta, mas sabe bem das que não gosta.
E sabendo também que não dá pra contar com ninguém pra mudar a sua vida, talvez esteja clara a ideia de que a culpa pelas coisas não melhorarem seja sua.

Essas mensagens e fotos antigas guardadas no celular não são capazes de fazer o passado voltar. Você tem se matado e não enxerga. Você tem deixado a própria vida pra depois em troca de um minuto ou dois de saudade. Você olha os casais na rua e fica mal com a felicidade alheia porque gostaria que fosse você ali. Você assiste a filmes com final feliz e se questiona porque o seu também não foi assim. Você lê o horóscopo na esperança de encontrar algo do tipo “hoje, fulano vai aparecer na sua porta e dizer que também sente sua falta”. Mas ele nunca vai chegar. Você posta indiretas na internet como se fossem afetar alguém, mas só afetam você. Você finge felicidade saindo para as baladas e postando as fotos de pré, durante e após, como se quisesse mostrar pro mundo como você está bem. Mas não está. Você percebe quantas coisas você faz pra esconder quem você é e como você se sente? Ninguém pode dizer que isso é certo ou errado além de você.

Só não coloque tanta culpa assim no destino.
Não fortaleça o discurso de “ninguém vale nada!” baseando-se em uma ou dez experiências que teve na vida, ou que seus amigos tiveram. Não generalize as coisas ruins; nem as boas. Não queira ter a vida dos filmes. Como que você quer viver uma história nova semeando a ideia de que ninguém presta nesse mundo? Como você quer outra mão pra acompanhar a sua nos dias de frio se você não acredita em nenhuma outra? “Mas como acreditar se eu só encontrei gente canalha?” – você pergunta agora. E a resposta é simples: é preciso acreditar pelo que você deseja viver. Pois partindo do princípio de que pra viver outra história é preciso ter outro alguém, você deve acreditar que existe alguém capaz de equilibrar a sua vida. E não se trata de alguém perfeito, que aliás nem existe, se trata de alguém pra você.

Talvez a pessoa não saiba escrever frases bonitas.
Mas ela pode dizer coisas que só sente por você.
Talvez a pessoa não seja assim tão bonita.
Mas ela pode dizer o quanto te acha uma pessoa bonita e o quanto faz ela se sentir melhor.
De repente ela pode ter uns quilos a mais. Ou a menos.
Mas não nega uma ideia sua de comer alguma coisa diferente.
Ou talvez ela pode morar longe demais da sua casa.
E mesmo assim atravessar a cidade só pra dedicar parte do dia pra você.
Talvez a pessoa não tenha dinheiro pra fazer tantras coisas legais no fim de semana.
Mas saiba aproveitar cada segundo da sua companhia fazendo de uma noite no edredom a melhor viagem da sua vida.
Pode ser que ela goste de outro tipo de música diferente de você.
Mas que também não se importe em você mostrar uma música nova.

Presta atenção quando você diz que ninguém presta nesse mundo, pois querendo ou não, é nesse mesmo mundo, cheio de pessoas que não prestam, que está a pessoa que você espera. E que talvez não preste também, há a possibilidade. Bem como pra alguém você já foi quem não presta. Você já foi alguém que fez sofrer mas disso raramente se lembra, é mais confortável gritar que ninguém presta. Você grita que ninguém presta atenção em você, nas pequenas coisas como você, mas você também já deixou a desejar quando foi sua vez de prestar atenção em algo ou alguém. É mais ou menos isso: não existe certo ou errado, existem as pessoas e a forma com que elas se encaixam.

Você já percebeu que se não fizer nada, ninguém fará por você, então faça alguma coisa agora.

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ps: Obrigado ao pessoal de São Paulo que encarou o frio e chuva e foram ao Encontro de Leitores sábado. Foi demais! Postei uma foto na fanpage! <3

ps2: Quarta-feira, dia 28, darei uma palestra de Comunicação e Redes Sociais na ETEC MARTIN LUTHER KING, no bairro do Tatuapé, aqui em São Paulo! Só para alunos, mas vale o aviso caso tenha algum que acompanhe o blog. =)
Para interesses em outras palestras, o e-mail é: mrs.contato@gmail.com

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A culpa é toda nossa

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Funciona assim: as coisas às vezes dão certo. E às vezes não.
É coisa da nossa cabeça querer entender tudo, indo por esse lado seria justo que entendêssemos que tem coisas que nunca vamos entender. É confuso, mas a vida é confusa. Tentar explicar a vida pode levar a loucura.

Todo dia uma história termina, bem como um dia também.
E os motivos são variados: Histórias terminam por algum dos dois “estar gostando rápido demais”, por “não estou pronto para algo sério agora”, por “fiquei assustado como as coisas aconteceram rápido demais entre a gente” ou qualquer outro motivo. E é de se esperar que a frustração nasça junto com a vontade de socar as paredes.

Todo dia uma história começa, bem como um dia também.
E os motivos são variados: Histórias começam por algum dos dois “eu gostaria de te ter comigo mais vezes do que já tenho”, por “talvez eu esteja sendo precipitado, mas você precisa saber”, por “não quero te assustar, só quero que entenda que o que sinto por você é de verdade e não tenho mais força pra controlar” ou qualquer outro motivo.

Acontece que nós queremos mesmo é que a vida seja como nós pensamos que deve ser. Somos viciados em querer viver o que queremos.
É claro que isso não significa que não devemos ir atrás das coisas – ou das pessoas – que gostamos, pelo contrário, devemos fazer o máximo que podemos. Mas isso tem a ver com a decepção que mergulhamos quando as coisas não saem como o esperado, e os nossos olhos que tanto enxergam mudam o foco então só para uma parte das coisas: as ruins.

Nós gostamos mesmo é de uma fossa. Não adianta, faz parte do que somos.
“Ah que coisa horrível de se dizer! Eu gosto é de felicidade” Ora, quem não? Acontece que o esforço que fazemos para sair de uma fossa contradiz a nossa vontade de ser feliz, ou seja, fazemos mais esforço para não sair do lugar do que para sacodir a poeira. O negócio é colocar na cabeça para o que devemos direcionar nossos esforços: se para continuar do jeito que está ou se para mudar um pouco todo dia?

A vida não pode nos consumir, somos nós quem a consumimos.
As contas vão chegar como sempre chegaram, o trânsito não vai melhorar, o preço das coisas não vai abaixar, dor nenhuma muda a rotina. É bobagem deixar de viver por alguma boca que não se pode mais beijar.

Por quê lembramos mais das bocas que não podemos beijar do que das vezes em como foi bom beijá-las? Por quê nos importamos tanto com as mensagens que não queremos apagar do celular se podemos, a qualquer momento, mandar mensagens novas? É a nossa tendência em não mudar; é o eterno e desgraçado estado de “estou mal, me deixa aqui” que vegetamos quando as coisas não saem como o esperado.

Antes de qualquer coisa é preciso entender que a vida nos dá o que merecemos e não o que queremos.
E claro que dor está nesse meio. A nossa trajetória é cheia de tropeços. Desde o brinquedo quebrado na creche até a demissão ou ao flagrante de traição. Não é pior pra ninguém, é igual pra todos. Todos temos o mesmo coração e sentimos as mesmas coisas.

Tem saudade que é boa de ter, mas ter lembrança é melhor. Saudade é lembrar e sofrer, lembrança é lembrar e suspirar. Não dá pra escolhermos o que lembrar, mas dá pra escolhermos no que pensar. O nosso pensamento atrai o que ele quiser. Por isso os refrões de tristeza nos fazem lembrar só da parte ruim das coisas. Por quê não lembramos dos refrões de alegria? Daqueles dos fins de semana de sol ou dos sábado de inverno-pijama-moletom? Porque parece que somos amaldiçoados, parece que é só as coisas saírem fora do planejado que já saímos procurando o viaduto mais próximo para nos jogar.

O tempo que se gasta pensando no que passou, se ganha pensando no que ainda nem chegou. E faz bem inspirar e planejar. Nós precisamos de planos!

Tem tanta boca lá fora esperando por um beijo nosso.
Lá fora dessa nossa dor toda.

Tem tanta mensagem esperando pra ser respondida além de visualizada. Tem tanta coisa pra se ouvir do tipo “que bom te ver, estava com saudade” ou “não vejo a hora de te ver, cadê o fim de semana que não chega?”

Da pra ser didático sobre como funciona a vida.
Cada dia começa e termina e assim são as nossas histórias, talvez em velocidades diferentes, mas no mesmo raciocínio. Tem dias que acordamos felizes com o sol bonito, nos de chuva nem tanto felizes e a preguiça é maior. Tem pessoas que gostam de dividir um dia de sol bonito com a gente, tem outras que confessam desinteresse e aparente preguiça até em nos encontrar. A lógica pode ser pobre mas nem por isso menos certeira.

Por quê insistimos em lembrar de quem nos fez sentir como bosta? Por quê esbravejamos com os amigos: “ahh fulano fdp vai ter o que merece, não podia ter feito isso comigo”? Aonde vamos chegar com tudo isso?

Por quê fazemos tantos joguinhos se ninguém vai ganhar?

Cada dia vivido é um dia mais perto da morte. E pode soar tenebroso mas é real.
Isso quer dizer: será que vale a pena mesmo dedicar tanto tempo – que seja em pensamento – pra alguém que não está nem aí pra gente? Será que vale a pena correr tanto atrás assim de alguém que não demonstra querer saber se estamos vivos os mortos? Será mesmo que merecemos gastar todas as nossas energias, pensamentos e sentimentos em coisas que já existiram só pelo desejo em querer que exista de novo? Aqui a inteligência se faz necessária.

Nossa boca é tão gostosa pra ser beijada.
Nosso corpo é tão gostoso pra se transado.
Nossa voz é tão sincera pra dizer que ama.
Nossas mensagens são tão certeiras em demonstrar que gosta.

Será mesmo que vale a pena abrir mão de tudo de melhor que somos por pessoas que já passaram pela gente, pela saudade implacável, pelo desejo de volta ou por qualquer outra coisa com remota possibilidade de acontecer?

As coisas não dão certo, mas por quê precisamos lembrar mais dessas coisas do que de todas as outras?
Já basta a lição do fim, pra quê dar ainda mais força para o que não nos faz bem?
Por quê se vingar das noites sem sonhos nas noites de sono?

Quantas perguntas assustadoras.
Mas todas levam a um ponto: o que nós queremos da vida? Sofrer pelo que já vivemos ou vibrar pelo que nem conhecemos?
Nós somos responsáveis em dar fim às coisas que não fazem bem pra nós mesmos.

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Coloca na sua cabeça: eu me coloco no seu lugar

Leia ouvindo:
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=pAEzsDaCk6A&w=560&h=315]

A gente poderia aproveitar.
Essa vida já é tão curta e não vejo inteligência na gente ficar pensando no que já vivemos tendo tanta coisa pra viver pela frente.
Igual à sua, a minha vida também não foi feita só de sorrisos até aqui.
Eu já ouvi coisas que não desejo pra ninguém.
Em uma história que eu confessava amor, a pessoa que estava comigo sugeriu que fôssemos amigos. Em outra uma outra história, dessa vez uma em que eu não estava assim tão completamente envolvido, foi a pessoa que estava comigo que confessou amor por mim. E eu não soube fazer nada além de me desculpar e sugerir, terrivelmente, que fôssemos amigos. Foi mais ou menos assim, já estragaram a minha vida, já estraguei outras também.

Estou falando isso pra te lembrar que você não foi a única a sofrer.
E às vezes que chorou também não serão as últimas.
E o mesmo serve pra mim. Não vivi só felicidade e nem só disso viverei.

É que eu acredito numa coisa muito verdadeira dentro da gente, sabe?
Bem que eu poderia desencanar da vida e gastar os meus dias me matando de saudade pelas coisas que já vivi; eu poderia dizer que já amei alguém o máximo que eu pude; eu poderia também me consolar lendo histórias que só me inspiram mas não me fazem acreditar em mim, sabe aquela coisa de frases de efeito? Então, mas eu tenho preferido agir diferente. Eu quero efeito!

E devo te dizer que pensar diferente no meio de tantas vidas iguais não é algo simples de se fazer.

A pressão das pessoas faz a gente desacreditar na nossa própria vida.
É tanto “já passei por isso antes, se eu fosse você faria de maneira x ou y”, tanto “normal, esse tipo de gente faz isso mesmo”, tanto “ninguém presta, melhor pensar assim” que é natural a gente perder a paciência com tudo e todos. Tudo desmotiva. Mas a questão é sobre quem pode garantir que tudo isso seja verdade. Não é justo generalizar. Não posso compartilhar do jeito que uma pessoa lidou com determinada situação para lidar com a minha. São vidas diferentes, pessoas diferentes, atitudes diferentes. O problema é que é um saco ter que nadar contra a maré quando o confortável seria navegar junto nessa mesma maré. Tenho impressão que às vezes as pessoas querem que tenhamos vidas iguais. Alguns dos conselhos que já ouvi seguem a receita do “faça isso, fiz comigo e deu certo”, mas quem garante? Como alguém pode ter tanta certeza que também vou encontrar uma pessoa canalha só por que ela encontrou? A estatística não é absoluta. Eu nunca vou concordar com isso.
E digo isso tudo porque eu sei que anda tão difícil acreditar em algo real.
Em uma época de valores tão descartáveis onde sacolas de grife brilham mais os olhos do que um dia de chuva de granizo, eu entendo que seja difícil acreditar que eu quero te fazer bem; é difícil acreditar que eu só tenho a mim mesmo pra te oferecer. É mais inteligente que você seja defensiva e coloque na cabeça que o que eu quero de você é mais uma noite em um motel qualquer e um novo nome pra colecionar. Não me espanta você ver minhas gentilezas como meios de conseguir conquistar o teu corpo e não você.
Pra mim também é muita clara a possibilidade de você pensar que eu faço o que faço com todas, que estou cercado de alternativas, que caso você não queira aqui, outra estará mais fácil ali.

Eu só estou de saco cheio de tudo que posso parecer ao invés de entenderem tudo que eu posso fazer. Eu não quero parecer nada, eu quero ser EU MESMO!

É que eu acredito numa coisa muito verdadeira dentro da gente, sabe?
Muito antes de ser amor, eu acredito na real intenção de fazer bem.
Entre tantas receitas sobre o jeito de viver, a minha preferida é agir com as outras pessoas de um jeito que eu gostaria que agissem comigo.
Por isso, por mais verdade que seja dizer que o mundo anda meio estranho e que ninguém mais se interessa por nada de verdade, eu prefiro continuar acreditando no diferente, prefiro continuar acreditando que nem que seja eu a última pessoa do mundo a tentar fazer diferente, eu vou continuar sendo. Ao invés de tentar me adaptar ao mundo que vivemos, eu prefiro continuar sendo eu mesmo cheio dos sonhos bobos tipo querer acordar um dia ao seu lado só pra te ver com a cara amassada no travesseiro.

Eu sei que vai levar um tempo até que acredite que as minhas intenções com você são as mesmas que eu gostaria que tivessem comigo, mas eu não me importo.
E estou te falando todas essas coisas, ou melhor, estou desabafando todas as essas coisas, pra te mostrar que eu concordo com você, e mais, que eu mesmo também prefiro ficar na defensiva para evitar que eu mergulhe de cabeça e morra. Eu sei que as coisas andam uma merda e preferi contar um pouco de mim pra te mostrar que não está sozinha, mas eu sei também que as coisas podem ser diferentes. Eu sei que se você acreditar na sua vontade de ser feliz, você vai entender que eu não falaria tudo isso se você não fosse importante pra mim. Você vai entender que quando a gente gosta de alguém a gente respeita e tenta entender o modo que a pessoa vê, tipo como estou tentando com você. Você vai entender que se a gente não arriscar, nada de diferente vai acontecer. E acima de tudo, você vai entender que talvez você falaria o mesmo pra alguém que estivesse gostando, tipo eu aqui falando por que gosto de você.
A gente poderia aproveitar.
E a gente não vai saber como vai ser se a gente não tentar.

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ps1: Atenção leitores de SÃO PAULO:
Sábado, 24/05, 14hs, VÃO DO MASP: Encontro de leitores do Um Travesseiro Para Dois. Vamos? Anotem na agenda! Durante a semana vou fazer um flyer pra oficializar a divulgação! A ideia é conhecer vocês e falarmos sobre a vida. Vai ser legal! Ah, levarei os ÚLTIMOS EXEMPLARES do livro para quem quiser com DEDICATÓRIA, porque depois só nas livrarias, ok? =)

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