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Antes de mais nada eu quero me desculpar

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=kV4kvoIbzs0&w=420&h=315]

Quero pedir desculpas pra você que já passou pela minha vida, infelizmente de um jeito que eu não pude retribuir. Eu sou essa mudança constante todos os dias e gosto de ser assim. Renasço em cada nascer do sol. Mas o fato de eu poder mudar dessa maneira não necessariamente é um motivo pra eu me orgulhar, é sim algo para eu considerar e respeitar, mas o tempo me mostrou que quando as minhas mudanças influenciam a vida de outras pessoas, a partir daí então eu preciso saber respeitar.
Eu sei que já fiz alguém chorar. Eu sei que já falei coisas que eu não precisava falar e fiz coisas que eu não precisava fazer, por isso eu quero me desculpar.

Pode parecer que não, mas eu lembro de cada pessoa na qual já dediquei parte da minha e que tenha feita isso por mim também. De uma certa maneira me dá uma raiva por eu não ter conseguido retribuir tudo que pra mim foi sentido por algumas dessas pessoas, mas eu posso mentir pra mim, só não pro meu coração. As minhas voltas pra casa foram de alívio, mas eu sei que as voltas pra casa de quem ouviu de mim que não dava mais pra continuar foi terrível.

A gente sabe que nas escolhas da vida nem todos saem ganhando. mas a gente esquece.

Me invade uma coisa boa ao lembrar e reconhecer os esforços que já fizeram por mim. Me lembro bem. É bom saber que tem alguém a fim de compartilhar a própria vida com a gente. Esse tipo de coisa dá uma sensação boa de “eu não sou assim uma pessoa tão ruim”, pois é muito legal conhecer uma outra pessoa legal que tenta fazer com que nossos dias sejam melhores.
Por isso, apesar das coisas nem sempre saírem como ambos planejam, eu sei valorizar e essas pessoas eu nunca vou esquecer.
Quando falei no começo que eu queria me desculpar, é porque eu sei que parte da culpa de muitas histórias que vivi não terem dado certo é minha. Só que esse é o tipo de coisa que só entra na cabeça com novas experiências. Não há receita sobre como se comportar em cada história, exclusivamente porque estamos falando de histórias entre pessoas diferentes, que pensam diferente e gostam diferente. Mas isso não é motivo que justifique tudo. Eu já errei e errei feio. Já perdi a paciência quando não precisava, já vi o meu ciúmes me dominar, já deixei de me preocupar, já tentei me vingar, já fiz um monte coisa de que resultaram em tudo, menos em algo bom pra mim ou pra quem estava comigo.
Você que já passou pela minha vida: eu lembro do seu beijo. Eu lembro como foi que a gente começou, eu lembro de como você me olhava e do tempo que durava o nosso abraço e lembro também de como você me falava que a nossa história te fazia bem. E enquanto existia em mim alguma motivação pra continuar, eu sempre gostei de viver essas coisas e de sentir essa coisa boa por mim, mas agora eu quero me desculpar.
São desculpas que talvez um dia poderei falar pessoalmente, mas que por enquanto são transmitidas em forma de bons sentimentos, pois se alguns de vocês eu não vejo mais, o que me resta é direcionar a minha força de vontade pelas coisas boas aqui de longe. O pensamento tem poder.
Errei pela falta e errei pelo excesso.

O lado bom de me rever dessa maneira e de tentar me desculpar sobre todas as merdas que eu já fiz e falei é agora eu posso melhorar. O lado ruim é que talvez não com alguma das pessoas com quem já dividi a minha vida, mas com uma nova que está por vir, e que por mais que não venha assim tão breve, eu posso melhorar por mim mesmo, numa tentativa de me preparar ao ser uma pessoa melhor pra quando alguém novo aparecer.
Eu estou longe de ter perfeição, mas estou muito perto de aprender. Todos os dias.
Tenho em mim uma inquietação em procurar ser uma pessoa do bem e espalhar essas coisas boas com todos que converso.
Obviamente ao falar das desculpas que eu gostaria de pedir por quem já passou pela minha vida, significa que em algum momento eu vou colher pelos erros que cometi, é o tal do plantou, colheu. Só que ao invés de pensar no que de “ruim” eu venha a viver nessa vida pelos erros que cometi, hoje prefiro me preocupar em reconhecer com o coração que eu também errei muito e errei feio. E que eu não quero ser os erros que já fui um dia! Não se trata de um apelo para que a vida não “dê o troco” pra mim, pois eu preciso ser humano pra reconhecer minhas falhas e pra aprender com cada uma delas, seja como a vida quiser me ensinar.

As experiências nos fazem diferentes.
Não quero dizer que por isso é preciso sair por aí atrás de mil histórias pra colecionar. É possível aprender todos os dias com a mesma pessoa; dá pra ter muitas experiências com quem você gosta. Se é o amor que buscamos, é no amor que devemos confiar e uma história real, onde os dois aprendem, só resiste se tiver amor, do contrário ela deixa de ser uma história e passa a se tornar um acordo entre duas pessoas viciadas a se tolerarem.
Se as experiências são o que nos fazem diferentes e todo dia nasce um sol novo pela frente, significa que todos os dias temos uma nova chance de fazer melhor que ontem.

Todo mundo aprende, o que muda é a velocidade do aprendizado.

Talvez eu tenha errado tanto por querer que tudo fosse do jeito que eu gostaria e não do jeito que deveria ser. É uma mania de todas as pessoas em querer controlar a vida.
Só que hoje eu já me sinto uma pessoa melhor. Hoje me fez sentido pensar que se eu tive um dia maravilhoso com alguém, a missão é fazer com o próximo dia seja ainda mais maravilhoso e não só me contentar com o que “estamos bem”, a busca é pelo “estamos cada vez melhor”. Hoje me faz sentido pensar que se as coisas não vão bem eu tenho algumas escolhas a fazer: – primeiro eu posso me rever e enxergar onde também errei, – segundo que eu devo valorizar os esforços de quem está comigo em melhorar, – terceiro que o que está em jogo numa relação não é só a vida de um deles, mas a história que os dois escrevem. E dentro dessa história não pode ter lugar pra covardia e pensamento mesquinho; é necessário pensar por dois.
Me desculpe passado e que bom que tive você pra me fazer melhor no presente.

Se eu pudesse, mataria cada um de vocês

Leia ouvindo:
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=1CJ3ZYoPMKc&w=420&h=315]

Não precisa ser ninguém especial, eu não estou pensando e nem gostando de ninguém agora, mas que seja alguém que me faça sentir diferente.
Como é que eu vou ter coragem de me entregar de novo se a minha cabeça é cheia de lembranças que eu gostaria de esquecer? Estou me afogando na minha própria vida.
Eu sei que não dá pra saber como a vida vai ser, mas eu juro que gostaria de saber como vai ser a próxima pessoa a aparecer na minha vida, eu juro que gostaria de saber se eu vou chorar mais vezes do que vou sorrir, e é claro que eu gostaria de saber dessas coisas a tempo de eu encontrar alguma maneira de sofrer menos do que já sofri nessa vida.

Cada célula do meu corpo é a soma de todo o amor que eu sou.

Este mesmo eu que apesar de ser grande parte feito de amor, tem parte também cheio de saudade. Eu sou a saudade das vezes que ri de perder o ar e sou saudade das conversas a noite entre um filme e outro e também das noites em que outras coisas foram mais interessantes que os filmes.

Só que eu tenho medo do que me espera nessa vida.
É difícil quando a gente tem certeza do que quer, quando a gente sabe tudo o que está plantando mas não sabemos o que vamos colher. Não é contraditório, é claro que pra mim faz sentido pensar que se é o bem que estou propagando hoje é este mesmo bem que vai me abraçar amanhã, mas esta esperança não senta ao meu lado nas voltas pra casa, nem me acompanha nas risadas da TV. A esperança não me dá a mão nas noites de frio e nem aproveita comigo os dias de calor.
Eu não estou falando de pessimismo, é que eu gosto de me virar do avesso pra enxergar por dentro. Tem gente que confunde o exercício de se analisar com a tendência em querer morrer. Eu não quero morrer! Antes fosse eu querer uma solução assim, eu só queria ter certeza de que não vão mais brincar com o que eu sinto! Eu só queria saber se na próxima vez que eu for entregar o meu corpo, eu vou sentir algo mais do que dois corpos juntos; eu quero mesmo é sentir os dois corações como um só.

Este mesmo medo todo que estou falando se traduz nas vezes em que hesitei quando tentaram me beijar ou até mesmo nas vezes em que relutei em aceitar convites gentis para fazer alguma coisa.
Me dá preguiça me ver dentro dessa conversinha toda de sair com alguém, pois pra mim tudo não passa de uma encenação recheada de segundas intenções. E não que eu seja contra segundas intenções nas primeiras saídas, mas eu não gosto quando consigo ver no olhar essas pretensões. Mesmo assim, estou sempre disposto a me surpreender e é sempre delicioso ver quando a gente erra para o bem.

Eu não quero ser melhor que ninguém, não quero ser quem faça esquecer, nem quero alguém para me evitar de lembar. Não quero ser uma pessoa nova numa velha coleção de beijos ou noites de sexo. E eu sei que isso pode romantizar demais a vida real que o mundo apresenta, mas nem que seja eu a última pessoa a se encantar pelo amor real dessa mesma vida real, eu vou continuar sendo essa pessoa.
Eu quero me sentir diferente pra uma só pessoa nesse mundo. Eu quero me sentir uma pessoa real.

Eu quero ser tratado como alguém que faz a diferença e não como alguém diferente.
E há diferenças nas diferenças, explico: ser alguém que faça a diferença é ser alguém que inspire e que sirva de motivação para viver dias melhores, agora, alguém diferente, é só alguém não parecido com outro alguém, e sabendo que nenhuma pessoa é igual a outra, nós já nascemos diferentes umas das outras.

Eu não acho a vida injusta, mas eu ia gostar se ela fosse mais prática.
Essas coisas aqui em nada tem a ver com a minha parte em fazer a vida acontecer, isso é outra história e estou certo de que faço. Essas coisas tem a ver sobre a minha desconfiança nas pessoas e sobre o meu medo de me sentir como um brinquedo novo ao invés de um novo motivo para brincar. E que raiva me dá lembrar do tanto de merda que já ouvi e do jeito que já me fizeram de idiota! Minha raiva aumentar ao saber que eu sempre tive um sentimento sincero. Não entra na minha cabeça a ideia de ter que aceitar que tem gente que só aparece na vida da gente com a intenção não de completar, mas de tumultuar nossos dias. E se eu pudesse eu mataria cada um de vocês que arrancam a paz do coração de quem sabe usar o coração. Ou não, pois a vida é um troco.

Eu já pensei um milhão de vezes que o problema sou eu por de repente cobrar demais do destino, mas percebi que na verdade eu não quero nada em especial, tipo, eu não sonho com nenhum cenário específico já desenhado na minha cabeça, eu só quero o que eu mereço e, pelo menos, o que me tranquiliza é a certeza de que cada coisa que eu faço nessa vida faço por um bem maior; faço por amor.

E então a incerteza em saber se eu vou conseguir ter alguém que valorize pelo menos os meus esforços é o que me alaga de angústia dia após dia. Rasguei os manuais, joguei fora os roteiros e deixei tudo nas mãos da vida, mas isso não anula o fato de eu me preocupar em viver de novo as coisas ruins que já vivi um dia. É medo, é um legítimo medo.

Mas sabe, tem algo de engraçado em me ver aterrorizado com as pessoas.
Eu não consigo mudar quem eu sou! Por mais dor que eu já possa ter sentido, eu nunca consegui ser diferente em cada nova experiência, eu nunca consegui mudar as coisas que mais gosto em mim e isso é motivo pra eu me orgulhar. Isso significa que nenhuma dor que já vivi foi capaz de sequer ameaçar o amor que eu guardo dentro de mim. Eu zelo por esse amor como a joia mais rara desse mundo, afinal, se tenho tanto medo de me machucar significa que eu tenho muito medo de que quebrem algo valioso em mim, e isso nada mais é que o amor que cultivo desde que nasci. Ao me ver agora falando sobre os meus medos, consigo ver o quão inabalável é o amor que tenho! E isso é motivo para eu comemorar, pois se não fosse a certeza de que o que eu sinto é algo absolutamente especial e de valor sem igual, talvez eu não teria resistido até aqui pra contar história, talvez eu tivesse desistido quando a primeira lágrima escorreu lá atrás.

Isso significa que tem dias que aquela mesma esperança de dias melhores que nem sempre me acompanha na volta pra casa, é a mão que me segura quando estou prestes a ruir, é a mão que me acalma a alma quando nada mais parece me dar calma, é a mão que me ajuda a digitar minhas palavras preferidas por maior que possam ser as feridas.

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Eu duvido que você não vai gostar

Leia ouvindo:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=fLexgOxsZu0&w=560&h=315]

É claro que você chama a atenção.
Talvez não do jeito “previsível” que gostaria, algo como te falarem que você está irresistível, mas acredite nas entrelinhas, pois elas raramente mentem.
E você tem muito a oferecer.
Você sabe muito bem o que fazer quando quer esbanjar charme. Você sabe qual foto postar pra ganhar like, você sabe o que dizer para ser agradável e sabe muito bem como elogiar. E mesmo que se ache a pessoa mais estranha do mundo e alegue não saber fazer essas coisas, é só você pensar em no que pode evitar, ou seja, se acha que não sabe ser agradável, não diga algo para te tornar desagradável; se acha que não sabe elogiar, não diga algo que passe longe de um elogio.

A gente sempre sabe alguma coisa, nem que essa coisa seja a coisa errada. E por isso a gente pode evitar.

Tem dias que a gente acorda querendo dar um beijo no espelho, né? (é claro que tem!)
Tudo bem que é mais fácil acordar travando uma guerra com o cabelo ou com uma espinha em um lugar inapropriado, mas tirando isso, a gente sabe muito bem quando estamos irresistíveis. E se caso você nunca se sentiu assim antes, talvez essa seja a hora de se rever.
Uma das melhores coisas em estar vivo é saber que todo dia podemos mudar, seja pelas lições que aprendemos ou pelas coisas que nos inspiram, tipo os dias melhores que queremos viver.
Tem roupas que lhe caem muito bem, já outras nem tanto.
Tem coisas que você diz que fazem as pessoas rirem, já outras nem tanto.
Tem ideias que você divulga que são bem boas, já outras nem tanto.
Entende o exercício?
Não estamos falando de perfeição ou em se tornar uma pessoa x ou y, estamos falando sobre pegar o que temos de melhor e deixar o mundo inteiro ver.
Tipo, tem gente que consegue ser sexy no jeito de caminhar, outras no jeito de falar, outras no jeito de olhar. Cada pessoa tem um ponto forte a exaltar, o negócio é descobrir o seu e sair por aí seduzindo o mundo. Isso, o mundo, por quê não?

Melhor do que viver cada segundo dessa vida é viver cada segundo dessa vida dando o nosso melhor.
Então assim, as cantadas no metrô podem até não te render namoros, casamentos ou sequer beijos, mas podem te render uma troca de olhares daqueles bem provocativos que te farão rir feito besta, que te farão contar para os amigos pelo WhatsApp mas que durarão até a próxima estação. Todo dia é uma nova oportunidade pra gente se sentir a vontade e lutar pra ser feliz de verdade.

Outro ponto é parar de se colocar como vítima.
Se percebeu que tem alguém te olhando não necessariamente significa que há pasta de dente no seu rosto ou que o seu zíper está aberto, às vezes ela só está te olhando pra te admirar, e por mais que isso possa ser coisa da nossa cabeça, é sempre melhor acreditar nas possibilidades boas da vida, né?
Sabendo disso, bom mesmo é sorrir, falar, caminhar e fazer qualquer coisa como se estivesse com uma plateia te olhando. Sabe o seu momento de se tornar uma estrela? Você tem que fazer com os dias sejam recheados de momentos como esse.

Entenda, não estamos falando de sedução gratuita daquelas que só rendem tropeços e palavras cheias de saliva no rosto da pessoa (eca!), estamos falando sobre o jeito que você mexe no cabelo, no caso das mulheres, e no jeito que você olha dentro dos olhos, caso dos homens. Mas claro, servindo as mesmas ideias para ambos os sexos.

Poucos lembram, mas somos sim um poço de charme. Ah, se somos!
Nosso olhar tem potencial pra tirar a roupa de uma pessoa – com o consentimento dela, claro. O jeito que a gente abraça pode excitar mais que muito sexo. Até mesmo o jeito que expomos nossas ideias é uma grande arma não de sedução, mas de valorização do que de melhor nós temos: nós mesmos.

Nós somos tudo que de melhor nós temos.

Sei bem que tem dias que nem reza braba consegue levantar a auto-estima e que tudo o que a gente mais quer é voltar pra casa e se enfiar embaixo das cobertas. Dentro disso entramos naquela sabida questão das formas de ver as velhas coisas. E se ao invés de lutar contra os dias em que não acorda bem, você não tenta procurar uma maneira de fazer com que seja um dia pra você se orgulhar por algo novo? Se somos o que de melhor temos, é possível valorizar alguma coisa nova nossa todo dia. Nos dias em que nenhuma roupa te fizer se sentir bem, use o seu melhor perfume. No dia em que todos os perfumes te irritarem, use a sua melhor roupa. No dia em que nem as roupas ou os perfumes conseguirem levantar seu alto astral, ouça suas músicas favoritas e foque o seu dia em ser uma belíssima companhia no seu trabalho ou nos estudos. Nós sabemos muito bem como ser melhores do que já somos. E poucas coisas são mais prazerosas do que proporcionar prazer à alguém.

Essa conversinha furada de “Aff, hoje nem eu estou me aguentando” não passa de uma defesa infantil de gente que quer mimo. Veja, não há animal neste mundo que não goste de um mimo, mas este mimo há de ser conquistado e não mendigado. Então, nos dias piores, trate de encontrar maneiras de transformá-los em dias nem tão ruins assim. “nem tão ruins assim” já é muito melhor que “os piores dias”, né?

Então funciona assim: você que está lendo isso até agora, já pensou no que fazer agora para se tornar uma pessoa mais sexy? Já pensou que você é uma pessoa sexy? Vamos esclarecer que se os likes nas suas selfies forem tudo que precisa pra te fazer melhor, você precisa se internar. Esqueça o que dizem, curtem, comentam de você e foque na sua vida real. Essa sua vida cheia de contas pra pagar e de dias com espinhas. Eu quero provocar você que está lendo este texto: depois de refletirmos aqui brevemente sobre algumas coisas que podemos explorar em nós mesmo, o que você pode fazer AGORA? “Ain, mas estou em casa, não há nada que eu possa fazer!” Ah não? E aquelas meia dúzia de palavras irresistíveis que você sabe bem como usar, por que não manda agora pra alguém? Procurar conversa não dói em nada.
E se mesmo assim não puder fazer nada agora, o que você pode fazer NA PRÓXIMA oportunidade? Já sabe o que vai vestir? Já sabe sobre quais assuntos vai conseguir conversar?

Este é o momento de você se sentir uma pessoa deliciosa. É o momento de olhar pra si, de olhar pra tudo de delicioso que há em você e repetir pra si mesmo: “Eu sou uma pessoa deliciosa!”
“Ain, mas eu sou uma pessoa normal ué!” Legal, em meio a outras bilhões de pessoas normais do mundo, da sua rua, do seu trabalho, da sua faculdade, você quer mesmo ser só mais uma delas?

Você sabe muito o que fazer e como fazer para deixar saudade por onde quer que passe.
Numa dessas você pode deixar mais que uma saudade, quem sabe uma vontade. daquelas bem das gostosas por aí? Uma vida sem excitação não é uma vida com emoção e eu duvido muito que você não vai gostar de se rever.

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Atenção você que eu nem conheço ainda

 


Perto de mim eu só quero aqueles que também me querem por perto.
Eu sinceramente não quero mais passar por algumas coisas que já passei.
Não digo que são piores que de ninguém, são coisas minhas, mas são coisas que eu quero esquecer, são coisas que me fizeram mais mal do que bem.
Por exemplo, dói demais ter boa memória, pois quando você lembra das coisas com mais facilidade, você revive tudo e dentro desse tudo também está tudo aquilo que não precisa ser lembrado. Faz parte, eu sei, mas é algo que faz mal também.

De vez em quando eu me pego lembrando dos meus esforços.
Lembro de quanta coisa eu já falei, de quanta coisa eu já fiz, de tantos momentos que eu tentei transformar em algo além de momentos. De vez em quando eu lembro de cada nova vez em que entreguei o meu corpo na esperança de ser a última vez. A verdade é que eu nunca me arrependi, mas em todas as vezes me vi de pé na beira do penhasco onde depois que tudo acabasse eu seria empurrado dali pra baixo. Parece drama vendo de fora, mas eu também nunca quis que me entendessem, ainda mais porque a minha vida nem eu mesmo entendo.

O coração chora de frustração ao lembrar dos melhores beijos que dei sem saber que se resumiriam à apenas beijos ali, naturais como um aperto de mão.

O problema não é ter expectativa que as coisas acontecem, mas sim se tornar refém dessa expectativa. E quantas vezes eu me vi dentro disso!
Sabe quando a gente começa a conversar pelo whatsapp e a pessoa demora mil anos pra responder? Sabe quando no facebook ela dá “mensagem visualizada” e depois diz que não podia falar naquele momento? Sabe quando você demonstra interesse na pessoa e ela, por sua vez, demonstra tudo menos algum interesse em você? Pois é, são coisas como essas que eu travo uma luta diária. Eu tenho tanta ansiedade de coisas boas e por isso fico tão mal quando vejo que a outra pessoa não sente o mesmo. Ou que pelo menos não comigo.

É difícil acreditar no que dizem sobre a vida ter a hora certa pra acontecer.
Não que eu queira saber quando as coisas boas vão chegar, mas já ia ser bom se eu soubesse como evitar com que as coisas ruins cheguem. E aqui estou falando de coisas ruins sobre eu me cegar e não ver a merda que estou fazendo; sobre eu responder a mensagem rápido demais na melhor das intenções e ser julgado como “gostando rápido demais”. Que saco! Aliás, esse negócio de viver de joguinhos me tira a paciência e nunca vai entrar na minha cabeça.
Eu não consigo assimilar a ideia de que a gente precisa encontrar maneiras de controlar o nosso próprio coração!

É difícil entender que tem horas que o coração não precisa bater tão rápido.

Ou seja, tem horas que a decisão mais acertada é fingir sentir menos do que estamos sentindo de verdade; é demonstrar menos do que queremos demonstrar; é provar menos do que queremos. Em outras palavras: tem horas que precisamos deixar de ser o que somos para sermos o que precisamos ser. E eu até entendo que isso faz sentido, pois assim encontramos uma maneira de nos defender, mas a outra parte da minha vida luta contra e não consegue digerir essa história.

Bem, mas a vantagem de viver é ver que a gente sempre pode viver melhor.
Quando falo que não quero passar por algumas que já passei, falo sobre a forma que vou consumir essas coisas. Mudei o jeito de ver e minha vida mudou pra valer. Comecei a enxergar tudo que acontece comigo entendendo a relação entre benefícios e esforços. Todos os dias eu trabalho o meu jeito de entender a vida. Entendi que quanto maior for o meu esforço, mais benefícios terei na vida, e isso significa que eu não preciso parar de ser quem eu sempre fui, apesar dos pesares, mas sim, que eu só preciso mudar a forma de ver como eu posso ser em todos momentos. Eu preciso aprender a consumir melhor a vida. Preciso aprender bem como lidar com as dificuldades para então superá-las e preciso aprender a respirar quando as coisas forem boas. Ansiedade não combina com felicidade.

A minha expectativa sempre foi tamanha que eu acabava nem sentindo o sabor quando acontecia.

Continuo sendo a mesma pessoa e até gosto de quem eu sou, o que mudou foi a forma que tento ser. Estou tentando jogar a favor da ansiedade e com isso saber a respeitar espaços e momentos. Não é fácil, mas estou tentando. Outra coisa que tem mudado foi o jeito como eu encaro o meu cotidiano. Tenho tentado pensar que aquela mensagem não respondida não passa de uma mensagem respondida e não mais do fim da vida no planeta terra.
Esses exemplos de mudança podem parecer pequenos demais diante do jeito que a gente dramatiza a vida, mas no fim, eu sei bem como isso está me fazendo bem e como me sinto melhor, não com ninguém, mas comigo mesmo.

Pouco a pouco estou conseguindo lidar com a lembrança dos meus esforços e frustração por não resultarem no que eu imaginei.
E o mais legal é que com isso estou enxergando uma nova maneira de encarar quem já fui um dia: vendo que posso ser alguém ainda melhor pra quem nem conheço ainda.

NOTÍCIA IMPORTANTE!
NOTÍCIA IMPORTANTE!
NOTÍCIA IMPORTANTE!

Gente, sexta-feira agora, às 14hs, estarei AO VIVO, em TV aberta para todo o BRASIL, no programa MULHERES da TV GAZETA, junto com a Catia Fonseca e a Mama Bruschetta. Fui convidado para participar de uma roda de conversa sobre relacionamentos com outros participantes.
Então está dado o recado: QUEM VAI ME ASSISTIR NA TV? =)
Pra quem não puder assistir, poderá acompanhar online: http://mulheres.tvgazeta.com.br/ ♥

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A primeira refeição do dia é a mais importante (+18)

1 – Texto especial recomendado para maiores de 18 anos. =)
2 – Leia ouvindo a música.

Eu costumo acordar bem, mas tem dias que acordo melhor ainda.
E você é espertinha, sabe disso e tenta me provocar.
E consegue.
Ou você acha que eu não lembro daquele dia?
“Ain, tô com dor de cabeça, só quero descansar!”
Aí eu preferi nem insistir e só me dediquei em fazer a melhor das minhas conchinhas pra você se sentir segura. Como eu sempre faço, aliás.
Durante a noite a gente se enrosca 1 milhão de vezes. Tem horas que fico sem lençol, tem outras que fico com o lençol todo. Tem horas que sua perna fica em cima de mim, tem horas que eu nem sei onde vão parar os travesseiros.
Tem horas também que espirro com o seu cabelo entrando no meu nariz e tem horas que meu braço formiga por deitar em cima dele só pra te dar a conchinha que você tanto gosta. Até aí tudo bem.
Naquele dia eu lembro que preferi te respeitar já que disse estar com dor de cabeça e que só queria descansar. Desliguei a TV apesar de estar com vontade de continuar assistindo e fui relaxando pra poder dormir logo. Naquela altura você já estava no sétimo sono. Você dá dessas: quantas vezes já me vi falando sozinho enquanto você já dormia há muito tempo?
Acordei poucas vezes durante a noite só pra me acomodar melhor e colocar o braço debaixo do travesseiro geladinho.
Normalmente sou eu quem acorda primeiro e corro até a janela pra fechar a cortina e evitar que mais raios de sol invadam o quarto acordando a gente.

Mas dessa vez foi diferente.

Eu nem lembro que horas eram, mas lembro de alguma coisa ter mudado.
Não sei que milagre aconteceu que na verdade quem fazia a conchinha dessa vez era você em mim. Logo eu estava relaxadamente virado pra frente, ali como quem não quer nada.
Aí lembro de ter sentido a sua mão passando pelas minhas costas devagar, caminhando com os dedos, toda preguiçosa. Até chegar no peito e ali ficar fazendo carinho.
Respirei fundo pra aproveitar e relaxar pensando que as coisas parariam ali, até que você foi descendo a sua mão, lentamente, mas foi descendo. Chegou na minha cueca e começou a me provocar. Levantava o elástico e passava o dedo devagar. Eu fingia que não estava acontecendo nada mas eu estava reparando em tudo. Você dava uma volta pela minha cintura e voltava. Sabia bem o que queria. E eu gostei da brincadeira.

O problema é que não consigo controlar os efeitos do meu corpo, ou seja, tem coisas que eu não consigo disfarçar. Bem, você sabe bem.
Então, pouco a pouco, graças ao trabalho lento da sua mão eu fui começando a, digamos, me animar fisicamente.
A verdade é que eu fui me excitando e resolvi ver até onde eu ia aguentar aquilo.
Então você abaixou toda a parte da frente da minha cueca e eu sentia a sua respiração nas minhas costas. Você colocou a mão exatamente lá onde já estava completamente “animado”. E começou a fazer pressão.
É louco porque o efeito físico é muito forte e é absolutamente incontrolável, não há pensamento que desvie o tesão quando ele chega pra valer. Tesão é algo involuntário e profundamente íntimo, só que naquele momento eu queria ver até onde eu conseguiria me manter relativamente equilibrado.

Bem, você pegou, mas pegou de jeito. Começou a puxar pra cima e pra baixo, a bater devagar. Apertava enquanto fazia carinho, aumentava a velocidade enquanto diminuía a intensidade. Você sabe das coisas e eu fiquei ali rendido.
Então você foi descendo o corpo pelas minhas costas me beijando devagar. A mão, claro, permanecia lá. Você estava muito certa do que queria fazer e eu me fazia de morto. Me beijava, me arranhava e, pela frente, me apertava, sempre com muito, mas muito prazer. Chegou uma hora que ficou difícil disfarçar e comecei a dar umas tremidas bruscas. É injusto e praticamente impossível controlar o próprio corpo.
Você desceu até a minha cintura e me virou pra cima. Tinha pouca luz no quarto, não conseguia ver 100% do seu rosto, mas poucas coisas são mais sexys que ver a sombra do seu cabelo caindo na frente do seu rosto. Me virou pra cima e tirou toda a minha cueca. Jogou pra bem longe.

Abaixou até a minha barriga enquanto levava uma das mãos até o meu peito. Descia arranhando devagar e deixava claro que queria fazer alguma coisa ali e que eu não deveria me importar.

Você queria me ter.

E eu deixei, me entreguei sem resistência, me dei pra você sem problemas. Então senti a sua boca se aproximando devagar. Foi por toda a minha virilha, fez jogo injusto, brincou com os meus sentidos, mas mesmo assim eu continuei te respeitando. Segurou com firmeza com uma das mãos e o colocou dentro da sua boca. QUE MOMENTO! Foi lentamente mas foi com tanta certeza que eu mal suspirava. Colocou inteiro, naquela altura já explodindo de ereção. Aí começou a dar movimento e despejar alguma saliva pra facilitar. Ao tentar te olhar consegui perceber a sua cabeça cima, baixo, cima, baixo, cima, baixo. Teve uma hora que largou a mão, segurou apenas com a boca e levou os braços até o meu peito descendo devagar. É incrível como você domina e sabe exatamente o que fazer para eu me render. Voltou com as mãos e intercalou o ritmo. Lambia, gemia e colocava força, uma força gostosa, uma força de quem sabe o que está fazendo. Comecei a me retorcer porque é extremamente insuportável todo aquele momento! Então segurou pra valer com uma mão só, lambuzava com a boca e com a outra mão apertava e esfregava “ali mais embaixo”. QUE MOMENTO!
Como se não bastasse tudo isso, tirou-o lentamente da boca lambendo com sabor e o levou até seu rosto. Esfregava por toda a parte, fazia de um brinquedo seu. Batia, esfregava e fazia um semblante de “eu sei do que você gosta” que era o pouco que dava pra perceber.
Depois de tudo isso, deitou em mim trazendo o rosto junto ao meu. Nos beijávamos até eu perceber que você já estava sem calcinha. E que espertinha! Não tive como pensar duas vezes, foi uma questão de eu fechar um pouco as pernas e de você abrir as suas.

Aquele barulho de lubrificação natural foi o que nos tornou um só. Levantou a cabeça devagar enquanto eu entrava por inteiro dentro de você. Feito isso, se acomodou debruçada ao meu peito e ditou o ritmo. Pressão contra o meu corpo.
Então eu resolvi parar de resistir e fui ter alguma iniciativa pra melhorar o que já estava bom. Se melhorar, melhora. Peguei na sua bunda com as duas mãos e aumentei a pressão no meu corpo. Começou a fazer calor. Não falávamos nada, te ouvia gemer mas ainda não como eu gostaria, então eu tive que mudar.
Indiquei que eu queria ficar por cima mas que você não precisaria ficar de frente pra mim.

Eu queria te ver de cost4s.
Nos posicionamos e deliciosamente fui voltei a penetrar.
Ali já estava você de qu4tro e eu de joelhos atrás de você. Peguei o máximo do seu cabelo em uma mão, enrosquei e puxei sua cabeça pra trás enquanto fazia a pressão e os movimentos de frente e trás, e com a outra mão segurava a sua cintura para controlar o ritmo.

Aí você parou de gemer e começou a gritar.
COMEÇOU A GRITAR MEU NOME, COMEÇOU A GRITAR PRA NÃO PARAR, COMEÇOU A GRITAR PRA IR COM MAIS FORÇA, PRA IR COM MAIS RAIVA.
E eu, educadamente, obedeci e ainda dei um bônus. 😉

Soltei sua cintura e me veio a vontade de ver a sua pele arder na minha mão. Dei um, dei dois, dei três tapas e você parecia se desconcertar. AÍ EU DEI MAIS, DEI OUTROS MAIS, REVEZEI A MÃO QUE SEGURAVA O CABELO COM A MÃO QUE BATIA.
Escorria suór pelo meu peito, barriga, chegando até as suas costas.
Troquei e me inclinei sobre você que já estava exausta. Com as mãos segurei seus seios mas não saí de dentro de você. Respirei nas suas costas pra te mostrar como eu estava me sentindo, e por mais que parecesse que eu queria parar, eu não parei.

Me ergui novamente e indiquei que gostaria de te ver: empinada.
Cotovelos no colchão e o quadril no mais alto possível. Ia ser bom daquele jeito pra mim e pra você. E aliás, você não faz ideia de como é sexy te ver nessa posição com o cabelo caindo no seu rosto e te fazendo sentir ainda mais calor.

Naquela altura estávamos já bem cansados, mas por algum motivo eu ainda tinha forças o bastante pra mudar de posição. Indiquei que queria sentar na borda da cama e sugeri que sentasse no meu colo. Você não hesitou. Sentou de costas devagar e após nos encaixarmos tomou de conta do ritmo. Com as mãos nos meus joelhos, pulava, pulava, cada vez mais alto, mais forte.

Pulava e gritava. Gritava, gemia, suava, queria, olhava, mordia, arranhava, sorria. Despencava a cabeça pra trás até seu cabelo encostar na minha barriga.

Mostrou que queria mudar e que ia zelar pelo conforto. Nós dois nos levantamos, você deitou de barriga pra cima e me puxou até você.

Então, novamente, eu entrei.

Ali seria pra valer, já que você estava “acomodada”, eu queria fazer se sentir ainda mais incrível. Aumentei a força e a velocidade. Você estava com as pernas nos meus ombros e com os braços pra trás, já eu, revezava minha boca em cada seio sem parar.

“VEM, VEM, VEM, QUERO VER, VAI, COM FORÇA, COM FORÇA,  MAIS FORÇA!”
Era o que você gritava me provocando e que ódio de prazer aquilo me dava. Tem vezes que a gente santo prazer que dá ódio, dá vontade de bater, e eu soltei alguns: “ENTÃO É ISSO QUE VOCÊ QUER? TÁ GOSTANDO DELE DURO EM VOCÊ? PEGA ELE PRA VOCÊ, OLHA COMO EU FAÇO ELE FICAR GOSTOSO AÍ DENTRO!” Falava com raiva, fala pra trocar a emoção e as sensações. Até acelerar ainda mais a velocidade, respirando ainda mais rápido, mais e mais rápido e então me esgotar…




Me rendi, desisti e me joguei em cima de você. Ali fiquei.
Fomos desacelerando e o coração foi voltando pro lugar já que ele estava pra sair pela boca. Senti sua mão nas minhas costas e quando recuperei força pra te olhar:

“Bom dia! Dizem que é importante comer bem de manhã, né?” você me questiona.

Obs: Aos que acabaram de chegar nesse blog: Este não é um blog erótico ou coisa do tipo. É um blog de histórias de relacionamentos, onde, de vez em quando eu escrevo um texto (+18) para apimentar as coisas. Como todo bom casal merece viver.

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Eu segurava a lixeira para você esvaziar a bandeja

Hoje choveu.
Lembrei das vezes que a gente ficava olhando a chuva bater na janela com preguiça de acordar. Lembrei das vezes em que dividimos um guarda-chuva na fila do ônibus. Lembrei de como você se irritava quando um carro passava em uma poça te molhando inteira. Lembrei de como era a nossa conchinha em noites em que a chuva era a nossa companhia.
Lembrei sorrindo, lembrei com o coração aquecido. Me fez bem ver como a gente conseguia fazer das pequenas coisas as melhores coisas. Não preciso me esforçar muito pra lembrar como a gente brigava pelo controle remoto da TV ou quando alguém ficava sem uma parte do edredom. Era engraçado! E às vezes em que a gente torcia pra não encontrar nenhum conhecido na rua só pra gente ficar se curtindo um pouco mais.

Lembrei das horas que a gente passou no telefone conversando sobre como foi o nosso dia, muitas vezes falando sobre a mesma coisa mil vezes, mas de mil formas diferentes. Lembrei que a gente só parava de falar quando um confessava que não aguentava mais a orelha queimar. Lembrei que mesmo assim a gente demorava pra desligar. Você me desejava “boa noite e bons sonhos” como se houvesse algum outro motivo pra sonhar que não fosse você. Não que eu não precisasse de outros sonhos, mas lembrei que me bastava ir dormir sabendo que no dia seguinte a gente ia se falar, era um lance de antecipar o sonho e sonhar por dois. Lembrei quantas coisas planejei pra nós dois sem você saber.

Lembrei dos casais que vimos felizes por aí. Lembrei que brincávamos de adivinhar o que será que eles estavam conversando e em que momento da vida eles estavam; se naquela fase do começo cheia de mimimi ou se com o pé no noivado, se respeitando, se planejando apontando as vitrines, mas sem deixar de se curtir.

Lembrei das vezes que comemos fora.
Lembrei que todas as vezes eu te segurava lixeira pra esvaziar a bandeja. Lembrei que eu dava um jeito de me virar com as pipocas no cinema. Lembrei que a gente ia ao banheiro e eu sempre saía antes de você e ficava te esperando lá fora com outras pessoas que também esperavam outras pessoas. Lembrei que de novo ali eu ficava viajando sobre o que será que essas pessoas viviam, pra onde iriam depois dali, de onde vinham e o que conversavam. Eu não queria ser igual a eles, eu só gostava de me colocar no lugar deles.

Lembrei que por mais que a gente reclamasse da demora do ônibus no fim de semana, bem que a gente gostava da demora dele até chegar em casa. Lembrei que a gente se grudava e já ficava planejando os outros fins de semana até o momento em que nos despedíamos. Lembrei das minhas voltas pra casa saindo da sua altas horas da noite. Eu ia embora mas deixava o meu coração com você pra te proteger.

Lembrei das nossas conversas com os nossos pais. Lembrei de como consegui conquistar a confiança da sua família fazendo com que as minhas chegadas passassem de desconfiadas à comemoradas no toque meu na sua campanhia. Você não sabe, mas dali até você abrir o portão, eu sempre me arrumava um pouco demais para que me visse no melhor dos meus momentos daquele dia. O meu melhor era tudo o que você merecia.

Lembrei dos shows que fomos, do calor que passamos e dos refrões que cantamos. Por sorte, nosso gosto era meio parecido, apesar de uma coisa ou outra não ter absolutamente nada a ver; apesar de às vezes você querer sair pra dançar enquanto eu preferia ficar em casa com um DVD. Mas eu nunca me importei e raríssimas foram às vezes que me esforcei pra tentar te fazer mudar de ideia. Até porque eu nunca consegui.

Lembrei de como você voltava feliz depois de rever alguns amigos. Lembrei que em algumas das primeiras vezes que isso aconteceu foi quando vi que em mim tinha nascido um motivo de felicidade só por te ver feliz. Foi ali que comecei a levar ainda mais a sério o que eu sentia por você.

É quando ficamos felizes pelo outro que descobrimos que a felicidade tem um sabor gostoso.

Hoje choveu.
Lembrei de algumas coisas de nós dois ao ver a chuva bater na janela do ônibus, dessa vez sem você. Mas não lembrei na tristeza, lembrei na certeza de vivi coisas pra me orgulhar, pra consertar e pra nunca esquecer. Me tranquiliza saber que por mais que não tenha dado certo como eu gostaria, deu certo como a gente merecia. E eu sempre dei o meu melhor.

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Me faça querer responder e não só visualizar a mensagem

Sabe o que tem aqui dentro?
Aqui tem todas as experiências que coleciono nessa vida.
Eu sou cada dia que vivi e cada dia que vou viver.
Aqui dentro tem também muito choro pra derramar, só não sei ainda pelo quê.
Tem também os meus melhores sorrisos pra dar, cujos quais também ainda não sei pelo quê ou pra quem. Mas olha, vou gostar se forem sorrisos por sinceras mensagens de saudade no meu celular. Vou gostar se for pela demora pro abraço acabar.

Bem, já me peguei pensando sobre o que estava fazendo da minha vida.
Sabe quando a gente se vê dentro de uma grande bosta e não sabe como sair de lá? Ou pior, sabe quando a gente se vê fazendo um monte de bosta e nem sabe exatamente por quê está fazendo tudo isso? É então, aconteceu comigo e não foi só uma vez.
Num raciocínio rápido faz sentido pensar que tudo isso se tratava de uma fuga das coisas que me faziam mal, então eu fazia coisas que nem eu mesmo entendia, beijava bocas que eu nem queria conhecer, dava risadas que eu não queria dar e respondia mensagens que eu não queria responder. Bom, pelo menos eu respondia.

É difícil ser nós mesmos, né?
Muito complicado ter que lidar com as coisas que a gente quer e as coisas que de fato aparecem na nossa vida. Vivemos uma mistura de “que saco, nada melhora!” com “hmm, estou gostando disso!” mas no fim nem a gente sabe o que quer. Parando pra pensar e mudando um pouco esse jeito de pensar, se a vontade de viver coisas boas for melhor que a de viver as coisas certas, a vida pode ser mais fácil. Quem sabe.

Coisa boa é ter motivos carinhosos pra acordar.
Já é tão pesado ter que acordar cedo pra encarar a rotina dessa cidade, que faz um bem danado saber que a gente tem companhia pra compartilhar até essas chatinhas coisas da vida.
Às vezes eu me escondo na pose de uma pessoa seca e insensível, mas é só mais uma maneira de me defender e não mostrar o que eu tenho de mais valioso: o meu coração.
E isso, claro, tem tudo a ver com o medo de sofrer de novo.
Meus sonhos podem não ser tão grandes assim pra serem chamados de sonhos, mas são só meus e eu gosto de me inspirar.
Tipo, seria muito legal ter alguém pra viajar pra fora do país e conhecer um monte de coisa nova, a gente poderia tirar uma monte de foto fazendo aquelas poses engraçadas e eu poderia fazer um vídeo na volta, com nossos melhores momentos. Mas eu juro que também ia gostar muito se eu já tivesse companhia pra ir naquela feira de artesanato de metrô mesmo. Sem nenhum luxo ou facilidade, só pra gente curtir todos os segundos: a dúvida em que catraca passar, a torcida pra escada rolante rolar devagar, a demora pro metrô chegar, o banco pra gente sentar, os quarteirões que a gente caminhar, até o passeio entre as barracas em meio a discos de bandas que gostamos à peças de decoração divertidas.

Já pensei em estar dificultando demais a minha própria vida.
Sabe quando a gente exige um monte de coisa, esperando que a vida só seja boa se tiver x e y? É então, mais ou menos por aí. Já pensei estar descrente demais das pessoas e vou confessar que qualquer aproximação em minha direção não me faz pensar em nenhuma outra além das segundas intenções. Mas também, pudera, das vezes em que permiti poucas foram aquelas em que me surpreendi.

Eu mais vejo gente se esforçando em ser mais do mesmo do que ser o melhor de si mesmo.

Sabe o que é o pior disso tudo?
É que as minhas experiências nem tão boas assim e as minhas opiniões sobre como estão sendo as pessoas, se fazem já o bastante para eu desacreditar de coisas boas e de notícias felizes na minha vida. Só que lá no fundo eu não consigo pensar assim.
Ao escovar os dentes antes de dormir, eu sempre o olho pro lugar onde guardo a escova e penso que ela seria mais bonita se tivesse uma companhia. Quando preparo alguma bebida quente e rio do fumaça no óculos eu sempre penso se alguém também ir achar graça como eu acho. Nesses dias em que o calor não tem dado trégua, fico pensando que seria legal cuidar de quem eu estivesse, passando um protetor solar e avisando pra beber muita água. Eu gosto de cuidar. Quando vejo algum filme e comento em voz alta, alguma coisa me diz que seria bem mais divertido se tivesse mais alguém no meu sofá pra vibrar, chorar ou rir comigo. Quando estou preparando alguma comida e com uma colher pego um pouco do caldo para experimentar, eu ia gostar de perguntar pra alguém se está salgado demais ou não, bem como eu ia gostar de colocar mais um prato na mesa além do meu.

E sabe o que tudo isso significa?
Que apesar de todas as experiências que coleciono dessa vida, eu ainda prefiro pensar nas que ainda tenho pra colecionar. Por algum motivo eu penso que tenho muita coisa boa pra viver e pra oferecer, a questão é que eu só não consigo mais cair em encanto de plástico ou em meia dúzia de palavras para me confortar. Não precisa ser alguém perfeito, só precisa ser alguém que me faça querer responder e não só visualizar a mensagem.

ps.: Pessoal, sei que tá rolando um problema na hora de ouvir a música pelo celular e ainda não descobri o que houve, mas em breve, o blog vai mudar completamente e tudo voltará ao normal. Aliás, voltará melhor. <3
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Não vou te deixar roubar minhas músicas preferidas

Leia ouvindo:

Eu só não faço questão de esquecer porque por enquanto me faz melhor lembrar.
É bobagem lutar contra coisas que já me fizeram bem um dia.
E por mais mal que podem me fazer hoje, eu nunca vou deixar com que as experiências ruins sejam mais fortes que as boas.
Por isso eu deixo você exatamente ali onde ficou; deixo você na minha cabeça exatamente naquela última vez que a gente se viu juntos, naquilo que chamam de adeus.

É difícil ter que lidar com o que sentimos e o louco é que muitas dessas coisas que sentimos são ocasionadas por nós mesmos. Há quem diga que gosta de sofrer, que gosta daquela sensação de dor por amor e de ver os dias se arrastando pelo calendário. Eu não gosto de ver assim. Bem que eu queria encontrar algum prazer em te ver partir, mas quanto mais eu me vejo longe de você mais eu lembro de como eu era quando tinha você.

E esse é um lado bom de toda essa minha saudade.
Foi bom te ter pra saber o que eu posso ser por alguém. Eu te fiz e te falei coisas que ainda não repeti pra ninguém, mas essas mesmas coisas aumentaram a minha perspectiva sobre tudo que sou e tudo que posso ser por alguém.

Eu vou mentir se eu te disser que não penso como está sendo a sua vida sem a minha pra te acompanhar, principalmente porque este é um exercício que faço por você. Vez ou outra me pego pensando no meu mundo antes e depois de você. Lembro vagamente, mas consigo ver que antes metade do meu corpo era ansiedade em ter alguma ligação de saudade, então depois que você apareceu e assim partiu o meu corpo se preencheu de vontade de encontrar algum jeito te matar toda e qualquer saudade. Mas isso não é uma sentença, é um momento que me encontro.

Sabe, eu demorei pra reencontrar motivos pra sorrir depois que você se foi. Pode parecer meio drama de novela, mas a verdade é que eu não conseguia ser diferente.

É tolice fingir felicidade enquanto se vive de saudade.

Foi bem complicado porque você parecia me perseguir por todos os lugares, desde a companhia no meu travesseiro ao dormir aos passos que dava no meu local de trabalho. Eu tive que aceitar que lutar contra não ia melhorar, só ia me prejudicar, só ia amaldiçoar todo o meu sentimento.

Eu acho que gosto mesmo de você.
Acho que talvez ninguém nunca gostará mais de você do que eu.
Talvez ninguém saberá te fazer feliz de um jeito parecido como você disse que eu fazia.
Talvez toda a felicidade que você alcançar nessa vida jamais chegará aos pés daquela que te proporcionei um dia.
E não quero dizer que por isso eu sou melhor que alguém e que por isso você deve se arrepender antes de morrer, quero dizer que o que eu sentia era real.

Na verdade gostar de verdade nem sempre vale de verdade.

Isso significa que por mais que eu te provasse tudo o que eu sentia, não havia nada que eu pudesse fazer pra te fazer mudar de ideia e voltar a me ver de novo do jeito que já me viu um dia. Eu poderia falar ou fazer qualquer coisa, eu poderia até te fazer chorar na minha frente ao mostrar que o meu sentimento era seu, nada ia adiantar, pois você mostrava uma certeza no olhar capaz de me atravessar o peito e rasgar meu coração. E eu não te culpo, só estou falando que nem sempre a verdade resolve de verdade. Apesar de mesmo assim ser sempre o melhor caminho, ser sempre sinceridade.

Falar que gosto de você não trouxe e nem te trará de volta. E talvez eu nem precise mais da sua volta, até porque é o mundo que precisa de voltas, e dentro de cada uma dessas voltas, eu posso voltar a viver coisas novas que me façam voltar a ver que há valor nas voltas que o mundo dá.

O nosso sentimento é grande demais para nós mesmos.

Por isso que gostamos de gostar e que gostamos de ser gostados. Poucas coisas são melhores que se sentir um motivo especial para risos bobos e meia dúzias de piadas que só fazem sentido quando o coração acha graça.
E nós fomos mais ou menos assim.

Ainda estou aprendendo a lidar com a ausência do futuro que planejamos. Estou aprendendo a lidar com os filmes que vimos juntos, mas eu nunca vou saber lidar com as minhas músicas preferidas que dividi com você, pois eu nunca vou deixar com que as leve de mim. Você preferiu partir e já bastou levar uma parte de mim com a sua ida, eu não vou permitir que leve também toda a minha força de viver novos dias e a minha inspiração em ser para uma nova pessoa tudo de bom que fui pra você, não vou permitir que a trilha sonora da minha vida também faça parte da sua. Que você viva em paz, mas que me deixe também conquistar a minha paz, aquela mesma paz de tempos atrás, quando eu tinha muitas coisas que eu gostava até me entregar pra você e com isso entregar parte do que sou para a sua vida.
Eu só não faço questão de esquecer porque por enquanto me faz melhor lembrar que eu cresci.

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Como você quer que alguém goste de você?

Como você quer que alguém goste de você?
É que você parece tanto querer que as coisas aconteçam do jeito que deseja, que até cabem perguntas desse tipo.
Ele não pode se aproximar de você, perguntar o seu nome e te elogiar que você já vira a cara e diz que esses não prestam e que todos são iguais. Já chama de “conversa fiada”.
Ele também não pode te chamar pra sair pra fazer qualquer coisa que você já pensa que ele só quer terminar a noite de outra maneira. Ele não pode nem confessar que sente vergonha de falar sobre o quanto gosta de você e o quanto você é interessante pra ele, que você já diz que ele é cheio de mimimi demais e que certeza que é daqueles caras grudentos.
Ele também não pode ser mais ousado aqui ou ali.
Não pode deixar a mão correr pelo seu corpo no momento do beijo que você dispara um “Opa, vamos com calma”. Ele também não pode optar por te respeitar no mesmo momento do beijo e não tentar nada muito ousado que você já sabe que vai dizer para as amigas “Aff, ele é muito mole!”.
Se ele abre a porta do carro você ri e chama de brega, se ele não abre você nem sente falta porque não faz a menor diferença. Se ele te elogia você recusa.
Se ele te toca na balada pra falar ao pé do seu ouvido, você já faz gesto para as amigas se aproximarem e te salvarem dali. Se ele te convida pra ir ao cinema você inventa qualquer desculpa pra cancelar. E se vai, muitas vezes se força a evitar com que qualquer coisa melhor aconteça. Se você aceita e tudo acaba só em cinema, você diz que ele não sabe lidar com uma mulher. Se ele pede para que os amigos estreitem os laços entre vocês, você chama de infantil e brada que ele não tem atitude. Se ele te puxa pra te beijar desprevenida, você diz que tem pressa demais e que ansiedade atrapalha qualquer coisa.

Como você quer que alguém goste de você?
É que você, às vezes, parece encarar como tudo tão simples mas esquece que o valor está no esforço em viver.
Se ela aceita sair, você já pensa que é claro que ela vai aceitar terminar a noite numa cama qualquer dessa cidade. Se ela posta uma foto do rosto na internet você vai chamar pra conversar e “brincar” que está com ciúmes sem mesmo ter acontecido nada. Se ela te chama pra conversar sobre qualquer coisa, você já trata de inserir aqui e ali uma outra indireta que deixa claro que as suas intenções são sempre as segundas, esquecendo que as primeiras são as mais valiosas. Se ela te beija na balada você diz que foi muito fácil e já pensa que outros caras virão depois de você. Se ela sai com você mas não te beija nenhuma vez, você já desiste e julga como perda de tempo demais. Se ela não te deixa colocar a mão aqui ou ali você já chama de frescura e já desanima pra todo o resto. Se as amigas dela tentam estreitar o laço entre vocês, antes de se permitir, você julga no que vai ser interessante se envolver ali. Se ela te ajudou a ter uma noite incrível pra lembrar depois, você dá dessas de comentar com os amigos como se fosse mais um troféu pra guardar. Se o passeio foi incrível mas nada em especial aconteceu, você já trata de se culpar por isso, sem sequer ter tentado o contrário.

O problema está em você.
Talvez se pensasse que a melhor coisa é quando os dois aproveitam as coisas sejam diferentes. E aliás, as pessoas são diferentes. Tem vezes que dá pra perceber que ele quer te beijar, e talvez você possa facilitar isso se estiver minimamente confortável pra viver um momento bom a dois. Tem vezes que ela quer você faça um convite pra sair, e você pode facilitar isso se pensar que a companhia dela pode te fazer muito bem e que poucas coisas são melhores que proporcionar um sorriso em alguma outra pessoa.
São tantas regras e tantos modos de ser, que a gente esquece de ser do jeito que queremos. No fim, tudo que ela quer é ele, e tudo que ele quer é ela, mas preferem ficar nos joguinhos de “não vou responder agora pra não parecer que estou gostando demais”, ou “já fui atrás, agora é a vez dele(a)”. Ou prefere não facilitar, prefere criar problemas, ou prefere julgar, ou prefere ter certeza se é do jeito que você gosta, ao invés de conhecer um novo jeito que você pode gostar.
Quem sai ganhando com isso: ninguém. Você sabe do respeito que deseja que tenham por você, então, só precisa deixar claro de que maneira quer esse respeito. Ao mesmo tempo, você sabe de tudo que gosta e sabe quando alguém está se esforçando pra viver um segundo sequer da vida com você, então, só precisa deixar com que aconteça do jeito que os dois quiserem. É aquele negócio, o mundo já não anda fácil por um monte de coisa, é burrice se tornar mais uma coisa pra dificultar esse mundo.

Afinal, como você quer que alguém goste de você se você não deixa ninguém gostar de você?

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Vai viver assim ou vai viver melhor?

Esse negócio das “coisas darem certo” é difícil demais, né?
Na nossa cabeça, “dar certo” significa viver aquela história de amor eterno dos filmes. Mas ora, por mais baseados que sejam, os filmes são reais?

A gente tem mania de viver atrás da vida perfeita e esquece que a felicidade está no fato da vida ser imperfeita.

Por muito tempo eu me culpei pelas coisas que fiz, que falei e que deixei de fazer. Não deixei minha vida parar, mas também não a respeitei de um jeito que hoje eu penso ser justo. Sem problemas também, era a minha margem de imperfeição sobre o que é viver, era eu mergulhado em uma certeza que cega que fazia sentido pra mim.

A melhor coisa de estar vivo é saber que amanhã será um novo dia.

Para todos os efeitos: é bom saber que o amanhã vai chegar.
E se o amanhã no caso tiver a ver com dor, cabe mudar a forma de ver e pensar que um dia mais longe do que queremos é um dia mais perto do que merecemos. E isso é o que vale a pena.

Bem, apesar de todos os meus erros, na medida do possível eu segui tocando a minha vida vivendo as coisas que me fazia bem e me inspiravam. Muita gente me apontou o dedo pra me dizer o que é o certo, mas poucas foram as pessoas que me estenderam a mão pra me ajudar a ver o que é o certo pra mim. Então, dentro disso, pouco a pouco eu vi o mundo girar e pude sentir cada segundo passar como navalha no meu rosto.

Foi bom me machucar pra agora ver aquela dor cicatrizar e me lembrar de tudo que eu preciso evitar.

As coisas começam a mudar quando a gente enxerga que é preciso mudar. Há quem nos ajude aqui ou ali, mas a força maior está e sempre estará dentro de nós mesmos.
Hoje me lembro de palavras bonitas que usei pra resumir o que eu acho do que é bom nessa vida e, não me arrependo, mas agora eu procuro conhecer novas palavras para definir coisas ainda melhores que estou vivendo.

Hoje eu procuro alguma palavra que resuma a importância que você tem na minha vida.
Vou te falar que estou cansado de procurar e talvez eu use os apelidos que te dei como uma forma só minha de te provar como a minha felicidade depende da sua.
Me sinto bem em poder continuar fazendo as coisas que amo de um jeito melhor do que já fiz um dia, de um jeito que me deixe feliz, de um jeito que te orgulhe e te motive a continuar comigo me fazendo feliz como em nenhum dia deixou de fazer.

É na dor que rasga o peito que chegamos mais perto do coração.

O negócio é aproveitar o corte que sangra sem parar e chegar mais perto do que somos e do que nunca poderemos deixar de ser: nós mesmos. É no nosso coração que mora a raíz do que somos e de todos os sentimentos que queremos viver nesse mundo.

Sabe, chega uma fase na vida, independente de idade, que um botão aparece na nossa cabeça do tipo: “E aí, vai viver assim ou vai viver melhor?”. É um botão isento de julgamentos, pois muitas vezes nós precisamos viver as coisas que vivemos por mais estranhas que pareçam ser, mas é um botão inspiracional, um botão que nos mostra que dá pra ser melhor do que está sendo, que dá pra ser mais feliz do que já pensamos ter sido um dia.

Hoje eu gosto de morar no teu abraço de bom dia.
Gosto de tocar a sua pele e sentir arrepio só pelo jeito que me olha. Hoje eu gosto de fazer as coisas que mais gosto agora com a sua companhia pra deixar tudo ainda melhor.

Você me mostrou que eu teria vez nessa vida e que por mais longa que fosse a queda-livre que eu pensei estar, mais forte a sua mão me segurava pra me ajudar.

Hoje eu gosto de fazer de nós dois um só.
Gosto de te ter por perto pra me ajudar e gosto de saber que o teu beijo é meu e que as minhas palavras preferidas hoje são só suas. E que as novas também. E que os apelidos também.

Apesar de tudo, hoje eu prefiro não me lembrar de tudo que já fui um dia, prefiro me concentrar em tudo que vou ser ainda e em tudo que posso fazer pra te ver mais feliz do que já foi nessa vida.

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